"RECIPIENTE COM APLICADOR, PARA SISTEMA DE INSERÇÃO EDOSAGEM DE RECHEIO EM PARTÍCULA EXTRUDADA PARA ANIMAIS"Refere-se o presente relatório descritivo, ao pedido de patente deinvenção para um inédito conjunto, desenvolvido para complementar oalimento de animais de pequeno, médio e grande porte, possibilitando aopróprio proprietário ou tratador efetuar o preparo do alimento, preenchendogradualmente uma partícula extrudada, de origem protéica e/ou vegetal, comdosagem de recheio nutricional ou não, recheio com elemento palatabilizantee, ainda recheio contendo ingredientes funcionais ou princípios ativosespecíficos (medicamentos, dentre outros ingredientes veterinários).ESTADO DA TÉCNICA
E conhecida a importância do segmento voltado à produção industrial dealimentos para o mundo animal.
Tais alimentos, como sabem os afeitos à matéria, podem ser formadospor partículas protéicas e/ou vegetais obtidas por processos de extrusão, peloqual uma mistura de ingredientes capazes de suprir as necessidades nutritivaspara a manutenção, desenvolvimento e produtividade dos animais, é compostapor moídos de vegetais e animais como farinha de carne e ossos de bovinos,aves e outras espécies, componentes como farelo de milho e farelo de soja,aos quais são acrescentados minerais e vitaminas, sendo misturados etransferidos para um silo para posterior transferência a um extrusor.
No extrusor, a mistura fica sujeita ao vapor, à pressão e à altatemperatura quando do avanço, empurrada por um fuso e, após cozida, éexpulsa pelo molde no cabeçote, definindo o formato do produto final,geralmente apresentado como partículas protéicas e/ou vegetais. Depois disso,as partículas são pulverizadas com gordura e palatabilizantes, para tornar-lheso sabor mais agradável, de modo a satisfazer o animal.
Outro tipo de alimento, em forma de macarrão extrudado é, obviamente,também obtido por processo de extrusão.
De qualquer forma, os alimentos animais vêm sofrendo constantesaprimoramentos no sentido de agregarem maior palatabilidade e eficácianutricional. Existem partículas protéicas que recebem a adição tanto externaquanto interna de palatabilizante, no próprio processo de extrusão. Utilizam-setambém sistemas de coextrusão para a formação de duas camadas ou mais,incluindo sabores e texturas diferentes em uma única partícula.
A patente PI 0602933-7, de título "ALIMENTO PARA ANIMAIS,OBTIDO POR SISTEMA DE COEXTRUSÃO, PARA FORMATO DE DUASCAMADAS", mostra duas extrusoras alimentadas por silos distintos, comnutrientes animais distintos, ditas máquinas arranjadas de modo que seusfusos trabalhem no sentido de um único cabeçote para que as massas sejamunidas, lado a lado, por um dispositivo formatador com sistema de controle defluxo. O alimento ganha, por esse sistema, dois sabores e duas cores emfórmulas distintas em uma única partícula protéica e/ou vegetal.
A patente PI 0700285-8, de título "SISTEMAS DE COEXTRUSÃO EINJEÇÃO COMBINADOS, PARA A OBTENÇÃO DE ALIMENTO PARAANIMAIS, EM TRÊS CAMADAS", mostra também extrusoras alimentadas porsilos distintos, com nutrientes animais distintos, arranjadas de modo que seusfusos trabalhem no sentido de um único cabeçote para que as massas sejamunidas em uma câmara de fusão, formando uma camada externa envolvendo eunindo-se a uma segunda camada. A partícula protéica, por esse projeto,conforma uma cavidade interna a ser preenchida, na seqüência da coextrusão,em linha contínua, pela injeção de palatabilizante, através de agulhasaplicadoras, para a formação de três camadas, ou seja, uma camada externaenvolvendo a camada intermediária e, ainda a terceira camada ou recheio,todas com sabores, cores e formulações diferentes em uma única partículaprotéica e/ou vegetal.
Além da questão da busca pelo aumento da palatabilidade para aspartículas protéicas, obtida pelos sistemas acima mencionados, surge umaoutra preocupação, qual seja a de ministrar medicamentos aos animais, tarefasabidamente árdua, já que gatos, cachorros, cavalos e outros animais podemtornar-se indóceis ou mesmo raivosos quando do momento de ingerir oremédio, chegando a morder o veterinário ou proprietário.
Uma estratégia para essa tarefa, é a mistura do medicamento junto àspartículas protéicas ou na ração granulada, procedimento esse que, muitasvezes não surte efeito pois o animal pode perceber gosto ou corpo estranho noalimento, separá-lo e expulsá-lo de sua boca.
Para solucionar tal problema, a patente PI 0505227-0, de título"ALIMENTO PARA ANIMAIS, COM COMPARTIMENTO PARA EMBUTIRMEDICAMENTOS", propõe que as partículas protéicas, após formatadas naetapa de extrusão, sejam divididas em dois grupos distintos e passem porrespectivas prensas - em linha contínua de um equipamento apropriado, para afeitura de cavidade nas partículas de um dos grupos e, no outro grupo, afeitura de respectivas tampas predimensionadas para essas cavidades. Apartícula é comercializada, portanto, em um saquinho com sua tampa, para que,no uso, o veterinário ou proprietário do animal insira, na cavidade, omedicamento e tampe-a, oferecendo ao animal a partícula protéica commedicamento, em meio a outras.OBJETIVO DA PATENTE
O kit em questão, motivo desse pedido de patente de invenção, vempossibilitar que o próprio proprietário do animal insira um recheio no interiorda massa da partícula extrudada, de forma gradual, de acordo com asnecessidades do momento. Para tanto, o kit é composto pela partícula,extrudada de modo que, pelo processo de extrusão, através de projeto demolde, seja vazada interiormente e embalada, em várias unidades, em umacarteia protegida por filme. Na mesma carteia, também protegidas pelo filme,são alojadas um recipiente, preferivelmente um recipiente flexível como umabisnaga, com tampa e um bico aplicador de extremo moldado em configuraçãocorrespondente para a inserção por encaixe ao miolo vazado da partículaextrudada.
A bisnaga poderá conter uma pasta de produto nutricional ou não, deorigem protéica e/ou vegetal, com dosagem de recheio nutricional ou não,recheio com elemento palatabilizante e, ainda recheio contendo ingredientesfuncionais ou princípios ativos específicos de medicamentos, além de outrosingredientes veterinários.
Com tal complemento, o proprietário, tratador ou veterinário acopla obico aplicador na bisnaga e pode dosar o preenchimento no interior dapartícula extrudada, de forma gradual e em perfeita higienização, sem contatomanual com a pasta e sem desperdícios, oferecendo o produto com recheio,seja nutricional ou medicamentoso, de forma segura ao animal.
Explicado superficialmente, passa o conjunto a ser melhor detalhado,através dos desenhos anexos, pelos quais se vêem:
Figura 1 - Vista em perspectiva do conjunto, alojado em uma carteia. Oselementos como a bisnaga com tampa, o bico aplicador e o conjunto departículas extrudadas para animais, estão protegidos por seus respectivosfilmes. No momento de uso, os filmes serão rasgados para a retirada doscomponentes e as partículas extrudadas que serão oferecidas ao animal.Logicamente que a embalagem pode ser de outro tipo, como uma caixa ou umsaquinho, ou outro;
Figura 2 - Vista em perspectiva da bisnaga, mostrando a sua tampasendo retirada. Como se observa e é indicado por setas, o bocal roscado iráreceber o aplicador, pela sua saia. Já o terminal de encaixe do bico aplicadorserá introduzido levemente pelo miolo da partícula extrudada;
Figura 3 - Vista em corte do conjunto em uso, ou seja, com a partículaextrudada recebendo o produto provindo da bisnaga do aplicador, preenchendoo seu miolo.
Em conformidade com os desenhos anexos, a "RECIPIENTE COM BICOAPLICADOR, PARA SISTEMA DE INSERÇÃO E DOSAGEM DE RECHEIOEM PARTÍCULA EXTRUDADA PARA ANIMAIS", objeto desse presentepedido de patente de invenção, constitui-se de um conjunto de elementospreferencialmente alojados em uma carteia (1) recoberta e protegida por filmeplástico (2), ditos elementos formados por uma bisnaga (3) ou outro recipienteadequado, dotada de bocal roscado (4), ao qual rosqueia-se uma tampa (5) eainda, um bico aplicador (6), o qual é formado por uma saia (7) emconfiguração idêntica à da tampa (5). A saia (7) do bico aplicador (6) évazada centralmente (8) e estende, a partir de sua parede de topo (9), umterminal de encaixe (10), também vazado.
O terminal de encaixe (10) tem sua borda livre em conformaçãocorrespondente para o acoplamento ao perímetro interno da borda (11) domiolo vazado (12) - formatado por molde, de uma partícula extrudada (13),para fornecimento (nutricional ou medicamentoso) a animais, a qual poderáapresentar, externamente, um corpo (14) em variadas configurações.
A bisnaga (3) poderá conter uma pasta (P) de produto nutricional, pastade produto nutricional contendo ou não palatabilizante, pasta de elementopalatabilizante, pasta de origem protéica e/ou vegetal e, ainda, pasta comrecheio composto por ingredientes funcionais ou princípios ativos específicosde medicamentos veterinários.
Assim compostos os elementos, o conjunto será arranjado na carteia (1)com a bisnaga (3) e seu bico aplicador (6), juntamente com um grupo daspartículas extrudadas (13) dotadas de miolo vazado (12), formando um kit paraser adquirido por proprietários de animais, tratadores ou veterinários.
Para o uso, deve ser desrosqueada a tampa (5) da bisnaga (3) e, no seubocal (4), rosqueado o bico aplicador (6), pela sua saia (7). Por ser vazadointernamente (8) o bico aplicador (6) forma um canal de saída de pasta dabisnaga (3) com o seu terminal de encaixe (10), também vazado, o qual podeser acoplado internamente na borda (11) em configuração correspondente à domiolo (12) da partícula extrudada (13).
Dessa forma, o próprio usuário, ao pressionar a bisnaga (3), podepreencher o miolo (12) da partícula extrudada (13), complementando-a gradativamente na quantidade que desejar com o recheio em pasta (P),formando o produto que pode ser nutricional ou não, ou medicamentoso,conforme a necessidade.
Portanto, pelo sistema proposto, além do alimento poder ser preparadocom os nutrientes adequados, conforme o momento, poderá servir de veículo para ministrar medicamentos ao animal, sem que o mesmo perceba, facilitandoem muito o trabalho de veterinários, tratadores e do próprio proprietário.