BRPI0804768B1 - sistema oclusor de estomas e aparelho oclusor de estomas implantável - Google Patents

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Josuê Bruginski De Paula
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Josuê Bruginski De Paula
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Abstract

SISTEMA OCLUSOR DE ESTOMAS E APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS IMPLANTÁVEL, objeto da presente invenção, simula a ação de um esfíncter natural, produzindo constrição e deslocamento lateral do órgão ou víscera que formará o estoma na pele, controlável pelo próprio paciente. O dito sistema é compreendido por: duas unidades de controle remoto (uma para uso diário pelo paciente e outra para uso de um profissional de saúde) que controlam a constrição e abertura do oclusor; e, de um aparelho oclusor que pode ser implantado na parede abdominal ou assoalho pélvico, sob a pele, ao nível da camada muscular, fora da cavidade peritoneal e ao redor da abertura de um estoma. O aparelho oclusor é compreendido por um micromotor elétrico (1), bi-direcional, acoplado a um sistema de transmissão de força, que produz uma força de tração à uma fita de constrição (5) de modo a deslocá-la em ambas as direções (aberto/fechado) até um perímetro final entre 37,5 mm e 47,5 mm, onde o motor (1) e sistema de transmissão de força estão alojados no interior da caixa de proteção, e a fita de constrição (5) está disposta de modo a circundar a periferia de uma abertura circular, a qual forma um túnel na dita (...).

Description

CAMPO DA INVENÇÃO
[001] A presente invenção se relaciona a oclusor implantável em pacientes ostomizados, mais particularmente refere-se a um Sistema Oclusor de estomas e Aparelho Oclusor de estomas, implantável, que simula a ação de um esfíncter natural, produzindo constrição e deslocamento lateral de um órgão ou víscera oca, controlável pelo próprio paciente.
ESTADO DA TÉCNICA
[002] Estomas convencionais envolvem procedimento cirúrgico no qual um órgão, ou víscera oca (estômago, intestinos, bexiga urinária), é separado de modo a prover um desvio do seu trajeto, e uma porção do órgão é exteriorizada através de uma incisão na parede abdominal de um paciente. A anastomose do órgão ao peritonium e pele da parede abdominal de um paciente é para prover uma passagem para a matéria (fezes, urina, bolo alimentar), contida em seu interior, passar para o exterior do corpo do paciente. O terminal similar a boca desta passagem é chamado "estoma", o termo latino para "boca".
[003] Existem estomas temporários e permanentes, e eles podem ser construídos em qualquer parte do aparelho digestório ou urinário, sendo mais comum no estômago, íleo, cólon descendente, sigmóide ou bexiga urinária, tendo como causa principal as neoplasias. Por esta razão, os estomas podem ser confeccionados em qualquer região do abdômen, mas as gastrostomias são mais frequentes na porção média do terço superior, as ileostomias no quadrante inferior direito, as vesicostomias na porção média do terço inferior e as colostomias no quadrante inferior esquerdo do abdômen. Outras causas dos estomas incluem malformações congênitas, diverticulites, proctocolites ulcerativas, doença de Crohn, doença de Hirschsprung, doenças degenerativas, trauma abdominal e doenças parasíticas.
[004] Ostomizados são indivíduos que, por alguma razão, foram submetidos a uma cirurgia abdominal com a confecção de um estoma. Nesta condição, o controle sobre o conteúdo do órgão é perdido e, sem barreiras, todo o material (fezes, urina ou bolo alimentar) que chegar ao estoma será exposto. Para lidar com esta situação, o paciente ostomizado tipicamente utiliza bolsas de polímero e utensílios na parte externa de seu corpo, de modo a coletar a matéria que passa através do estoma, mas mesmo com os melhores destes dispositivos ocorrem escapamentos produzindo ruídos, odores, complicações da pele periestomal e constrangimentos ao paciente.
[005] Muitos esforços têm sido feitos para melhorar a qualidade de vida dos ostomizados. O dispositivo de ostomia mais comum e mais velho é a bolsa coletora.
[006] Existem muitos sistemas de bolsas com diferentes tamanhos, materiais, sistema de fixação, barreiras de pele, filtros, modelos reutilizáveis e descartáveis, e outros acessórios para auxiliar os pacientes em sua administração do estoma, como por exemplo: os descritos e mostrados nos documentos US 6.231.553, US 5.961.502, US 5.470.325, US 5.022.693.
[007] Associado com o sistema de bolsa coletora, alguns pacientes usam o sistema de irrigação, onde uma quantidade de líquido é inserida no cólon e sua remoção lava e provoca a saída das fezes, permitindo um longo período sem eliminação de fezes e o uso de uma tampa ou bolsa coletora menor e discreta.
[008] Os primeiros registros que atentam para restaurar o controle da evacuação foi o "Colostomy Control Button", datando antes do início dos anos cinquenta e consistindo de um tampão de borracha dilatável preso a um tampo de alumínio para fechar o estoma. A partir daí, muitas outras tentativas foram publicadas, referindo-se a diferentes utensílios e dispositivos, técnicas cirúrgicas, implantes passivos e ativos, estimulação elétrica funcional e mesmo o uso de 'Smart materials'.
[009] Há mais de 25 tentativas de solução para a incontinência de um estoma, mas nenhuma solução satisfatória apareceu.
[010] Além de técnica cirúrgica e materiais usados, elas podem ser divididas em três maiores grupos: 1) Tampas/tampão de fechamento: nestes dispositivos a tampa, com ou sem o tampão, bloqueia a abertura do estoma e é mantida no lugar por adesivos na pele, força magnética, compressão externa ou fixação mecânica. Alguns deles têm filtros de odores e materiais absorventes para controle de vazamentos. Movimentos de pacientes, dobras de pele, irritação da pele peristomal e local do estoma são dificuldades severas destes métodos; 2) Válvulas internas: muitas técnicas cirúrgicas tentaram criar um sistema de válvula com o intestino remanescente, ou válvulas biológicas ou artificiais. Baixas pressões no interior do cólon não são adequadas para fechar corretamente a saída de válvulas, a consistência das fezes varia de líquida à sólida, e pressões altas súbitas como ao tossir ou em contração abdominal para se levantar, não são impedidas. Válvulas intestinais criadas cirurgicamente desapareceram com o tempo, devido ao processo de reorganização dos tecidos; 3) Oclusores infláveis: a abertura do estoma é fechada por um anel inflável localizado em torno do estoma, sob a pele. No sistema aberto, ou sem reservatório, o usuário usa uma seringa cheia de ar ou solução salina para inflar o anel através de um conector externo, sem qualquer controle de pressão, causando isquemia, erosões de pele e explosão. O sistema fechado, ou com reservatório, produziu bons resultados para incontinência urinária devido ao pequeno tamanho do esfíncter urinário e diâmetros da uretra, mas não teve o mesmo desempenho na incontinência anal e colostomia. Este sistema é composto por três partes interconectadas (reservatório, bomba e anel) e a bomba deve estar localizada na área genital e é acionada manualmente. Como ele funciona com pressão máxima pré-ajustada, o sistema perde a eficiência com o passar do tempo pelo desenvolvimento de tecidos fibrosos que encapsulam o anel.
[011] Um exemplo de oclusor inflável pode ser visto através da patente US 7.217.237 que propõe um circuito de controle e sistema de oclusão automatizado que tem por principal aplicação a incontinência urinária, embora faça referência a outros órgãos tubulares. O sistema proposto nesta patente US 7.217.237 apresenta uma série de deficiências como: um número elevado de itens a serem implantados (anel constritor, bomba/unidade de controle e reservatório) inviabilizando o seu uso em estomas na parede abdominal; consumo permanente de energia para manter o sistema em funcionamento, trazendo cuidados extras ao paciente; o sistema monitora a pressão dentro do circuito hidráulico fechado do oclusor, o que não representa a pressão efetivamente exercida sobre o órgão sob constrição, além de acabar detectando picos de pressão locais resultantes de atividades como sentar, caminhar, pular ou correr, que gerariam acréscimos inúteis e desnecessários de pressão aumentando o risco de isquemia; o processo de fibrose ao redor do anel inflável também produz erros crescentes de interpretação das leituras de pressão, uma vez que a pressão do sistema deve vencer inicialmente a restrição da fibrose para efetivamente comprimir a uretra. Desta forma, o sistema não evitaria os escapes de urina por tosse, espirros ou aumentos súbitos da pressão na cavidade abdominal, uma vez que é um sistema que responde após um pico de aumento da pressão interna do circuito hidráulico, e o escape de urina ocorre durante o pico de pressão. O tempo de resposta necessário seria impossível para um sistema hidráulico operado por bomba. E ainda, o deslocamento necessário para ocluir uma colostomia ou outro estoma na parede abdominal (20 mm a 50 mm de diâmetro) é muito maior do que o necessário para ocluir a uretra (4 mm a 7 mm de diâmetro).
[012] Também, a técnica anterior revela anéis gástricos para cirurgia bariátrica, como por exemplo: os revelados nos documentos de patentes US 7.238.191 e US 2005/0.143.763.
[013] O objeto dessas patentes, embora conceitualmente seja o de um anel que permite constrição, sua principal aplicação é a de diminuir o diâmetro do estômago e dificultar a passagem de alimentos, e não a oclusão do estômago, o que constitui uma urgência cirúrgica e não é desejada na cirurgia bariátrica. Os anéis revelados nos documentos de patentes US 7.238.191 e US 2005/0.143.765 apresentam deficiências como: só podem ser implantados dentro de uma cavidade com bastante espaço, no caso, dentro da cavidade abdominal, tornando impossível seu implante sob a pele para uso como esfíncter anal, vesical ou oclusor de estomas; a área de constrição apresenta um perfil cilíndrico, gerando pressão sobre uma área muito pequena e causando isquemia como nos anéis infláveis; o implante, para ser montado na forma de anel, apresenta encaixes e fendas na sua estrutura externa, o que diminui sua biocompatibilidade e estimula a formação de fibroses e aderências no corpo, principalmente estando dentro do peritônio.
[014] Embora o anel do US 2005/0.143.765 seja mais compacto que o da versão do US 7.238.191, a eliminação da haste/antena que servia para alojar o elemento filiforme tracionado diminuiu sua potencial capacidade de constrição, não atingindo perímetros necessários para a oclusão de uma colostomia.
[015] Outras considerações sobre soluções da técnica anterior: no local de estoma não existe nenhum músculo eficiente para uso de estimulação elétrica funcional, sendo, portanto, perda de energia. No caso de materiais inteligentes (smart materiais), especificamente a ligas de memória de forma, estão sob investigação para propósitos médicos, mas algumas características suas são limitativas, elas necessitam de energia para permanecerem fora da posição de repouso, o estímulo para ativá-los pode ser prejudicial aos tecidos vivos (altas temperaturas) e a resistência à fadiga é menor do que a encontrada nas ligas metálicas convencionais.
[016] Assim, a técnica anterior não resolve satisfatoriamente o problema de incontinência causado pelo estoma.
[017] Considerando o esfíncter anal como o maior e mais forte esfíncter do corpo humano, um oclusor desenvolvido e aperfeiçoado pela natureza através da evolução humana, um esfíncter artificial deveria imitar tão bem quanto possível sua estrutura natural. Deste modo, a oclusão deveria ser obtida por um componente de arraste, apto para comprimir e deslocar o eixo do órgão a partir de sua posição direta no local de abertura. O esfíncter deveria permanecer fechado sem consumo de energia, produzindo 40 mmHg a 60 mmHg de compressão sobre o canal de exteriorização do estoma, que é suficiente para bloquear muitas das variações de pressão interna. Não deveria afetar a circulação de sangue local ou causar danos às superfícies interna e externa do órgão ocluído. O estado de continência é considerado quando nenhum vazamento de gás, líquido, massa ou sólido ocorre, dispensando a necessidade de utensílios externos ou roupas especiais.
BREVE DESCRIÇÃO DA PRESENTE INVENÇÃO
[018] Tendo em mente a técnica anterior, e os problemas relacionados à incontinência causada pelo estoma, a presente invenção tem por objetivo a provisão de um Sistema Oclusor de Estomas e Aparelho Oclusor de Estomas Implantável que simula a ação de um esfíncter anal, produzindo constrição e deslocamento lateral do cólon, ou outra víscera oca, controlável pelo próprio paciente.
[019] O sistema da presente invenção é compreendido por: um aparelho oclusor que pode ser implantado na parede abdominal, sob a pele, ao nível da camada muscular, fora da cavidade peritonial e ao redor da abertura de um estoma; e, de duas modalidades de unidade de controle remoto que controla a constrição e abertura do oclusor e é operável, externamente, pelo paciente ou profissional de saúde.
[020] Em condições especiais, quando o estoma é aberto na região anal ou perineal, ou nos casos de incontinência fecal ou urinária, o aparelho oclusor poderá ser colocado no assoalho pélvico, sob a pele, ao nível da camada muscular, fora da cavidade peritoneal, ao redor do intestino ou da uretra.
[021] O aparelho oclusor implantável é compreendido por uma fita de constrição acionada por meios de acionamentos, compreendidos por: um micro-motor elétrico associado a um sistema de engrenagens, que produzem uma força de tração adequada à fita de constrição, a qual está disposta ao redor da abertura de um estoma. A fita de constrição tem um desenho de "cadeia de transporte" tornando-a muito flexível, forte e leve, dependendo da escolha de material apropriado (metais, polímeros ou compósitos). A fita se move em ambas as direções (aberto/fechado) e cada elemento da "cadeia de transporte" trabalha como um 'half-nut' movido por um parafuso sem fim. Estes componentes, do aparelho, estão dispostos no interior de uma caixa que pode ser em forma circular, retangular, trapezoidal ou triangular, sempre com vértices abaulados, com uma abertura circular centralizada, excêntrica ou deslocada para um de seus vértices, ou ser de outro formato com uma abertura circular, que aloja a fita de constrição e através da qual é passado o órgão ou víscera que formará o estoma na pele. Esta caixa pode ser feita de aço inox, titânio, duraluminium, fibra de carbono, polietileno de ultra alto peso molecular ou outro material resistente e leve. Como o invólucro de implante deve ser muito elástico na parte da constrição, biocompatível e resistente ao processo de esterilização, silicone para uso médico permanece como a primeira opção.
[022] No aparelho oclusor, como descrito, o motor elétrico substitui a potência do músculo esfincteriano e a fita de constrição, disposta em torno do estoma, que é tracionada pelo motor, substitui a ação mecânica do músculo esfincteriano.
[023] O aparelho, da presente invenção, possui uma potência que permite movimentar cargas de até 5 Kg e o diâmetro da área de constrição pode ser reduzido de 40 mm até 12 mm, variando seu perímetro de 125 mm a 37,5 mm.
[024] Deste modo, é possível obter continência para uma pressão de gás intraluminal superior a 80 mmHg, com uma força de tração aplicada, à fita de constrição, abaixo de 50 N de modo a obter um perímetro final entre 37,5 mm e 47,5 mm, sendo que o deslocamento maior da fita pode ser de 85 mm.
[025] Estes parâmetros são os requeridos para a oclusão de uma colostomia e também suficientes para os demais usos propostos (gastrostomia, vesicostomia, ileostomia), uma vez que apresentam diâmetros menores, requerem força de tração inferior à gerada pelo oclusor e o regime de pressão e critérios de segurança são idênticos. A única diferença é em relação ao diâmetro na posição aberta, que será ajustado para a necessidade do paciente, sendo todos menores do que 40 mm.
[026] A unidade de controle remoto pode ser ligada ao aparelho oclusor implantado através de um conector no nível da pele ligado a um cabo sob a pele, com uma opção alternativa de um sistema sem fio, indutivo transcutâneo.
[027] A unidade de controle apresenta forma ergométrica, é pequena, portátil, como um telefone móvel, possui poucos e simples comandos, fácil de operar e entender. Ela informa ao usuário sobre o nível de constrição, tempo da última operação, carga da bateria e pede para confirmar comandos quando perto do limite de segurança de constrição ou para abrir o esfíncter. São necessárias duas modalidades, uma para o período de adaptação após o restabelecimento dos tecidos e outra para o uso diário do paciente. A primeira modalidade é usada por operadores treinados (estoma-terapeuta, enfermeiro(a) ou médico(a)) para adaptar o estoma à ação do oclusor, com níveis progressivos de constrição e períodos de tempo. Este procedimento visa evitar distúrbios no processo curativo e condições de isquemia em torno do estoma.
[028] A unidade de controle possui cinco comandos básicos, como a seguir: 4) Comando Fechar - disponível somente na modalidade do paciente, com um só comando irá acionar a fita de constrição de uma posição zero (totalmente aberto) até a primeira posição de continência em um perímetro de 50 mm ou outro detectado durante o período de adaptação; 5) Ajuste Fechar - disponível em ambas as modalidades, desloca a fita de constrição reduzindo o perímetro da área de constrição com decréscimos regulares definidos na unidade de controle, até o perímetro limite de segurança de 37,5 mm ou pressão de 80 mmHg na área de constrição. Na modalidade profissional de saúde é iniciado da posição zero, e na modalidade do paciente funciona somente após o "comando fechar"; 6) Ajuste Abrir - sua ação é a mesma do "ajuste fechar", mas em direção oposta. Em ambas as modalidades a sequência deste comando pode atingir a posição zero, mas na modalidade do paciente, está somente disponível após o "comando fechar"; 7) Comando Abrir - em ambas as modalidades, aciona a fita de constrição de qualquer posição anterior para a posição zero. Também reinicializa o circuito de controle para evitar erros cumulativos; 8) Comando Parar - em ambas as modalidades ele cancela os comandos anteriores. Isto é necessário nos casos de uso equivocado de outro comando ou desconforto. O circuito pode acionar internamente este comando quando for detectada uma pressão de 80 mmHg na área de constrição, ou quando a fita atingir o limite de abertura ou fechamento.
[029] No sistema oclusor de estomas implantável, da presente invenção, é previsto um sistema de detecção de deslocamento e posição da fita constritora, incluindo sensores de fim de curso.
[030] O Aparelho Oclusor de Estomas, construído de acordo com as características acima, é fácil de usar e com aparência estética aceitável, sem requerer o uso de acessórios ou instalações sanitárias especiais, pode ser convenientemente operado pelo paciente para abrí-lo ou fechá-lo quando desejado, selando efetivamente o canal do estoma, e assim, permitindo ao paciente a sua reintegração à população produtiva, uma vez que são necessárias ao menos oito horas de continência para atividades sociais e de lazer, ou uma noite de sono, proporcionando sentimento de liberdade, segurança e conforto. Sua durabilidade excede a expectativa de vida do paciente, evitando trocas, substituições ou manutenção periódica.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
[031] A presente invenção é a seguir melhor visualizada e indicada de forma exemplificativa, mas não restritiva, através dos desenhos que acompanham o presente pedido, em que a:
[032] FIG.01 - mostra o diagrama de blocos da segunda modalidade da Unidade de controle do Sistema Oclusor da presente invenção.
[033] FIG.1A - mostra o diagrama de blocos do Aparelho Oclusor da presente invenção.
[034] FIG.02 - mostra o diagrama de blocos da primeira modalidade da Unidade de controle do Sistema Oclusor, da presente invenção.
[035] FIG.03 - mostra o esquema do circuito de uma outra forma de realização da Unidade de controle do Sistema Oclusor, da presente invenção.
[036] FIG.04 - mostra vista externa da primeira modalidade do aparelho oclusor implantável da presente invenção, com a área de constrição aberta.
[037] FIG.05 - mostra vista externa da primeira modalidade do aparelho oclusor implantável da presente invenção, com a área de constrição fechada.
[038] FIG.06 - mostra a disposição construtiva da primeira modalidade do aparelho oclusor implantável da presente invenção.
[039] FIG.07 - mostra corte parcial da disposição construtiva da primeira modalidade do aparelho oclusor implantável da presente invenção.
[040] FIG.08 - mostra detalhe da disposição construtiva da primeira modalidade do aparelho oclusor implantável da presente invenção.
[041] FIG.09 - mostra uma vista superior, em corte, da primeira modalidade do aparelho oclusor da presente invenção com o oclusor em posição fechada.
[042] FIG.10 - mostra uma vista superior da segunda modalidade do aparelho oclusor da presente invenção, com a área de constrição aberta.
[043] FIG.11 - mostra uma vista em perspectiva da segunda modalidade do aparelho oclusor, com a área de constrição fechada.
[044] FIG.12 - mostra vista em perspectiva da segunda modalidade do aparelho oclusor da presente invenção, sem tampa.
[045] FIG.13 - mostra uma vista ampliada do detalhe 'A', mostrado na FIG.12, do aparelho oclusor da presente invenção.
[046] FI6.14 - mostra detalhes da disposição construtiva da segunda modalidade do aparelho oclusor, com a área de constrição fechada.
[047] FIG.15 - vista em corte mostrando o posicionamento do aparelho oclusor implantado.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
[048] A seguinte descrição será feita como referência, somente como exemplo de uma forma preferida de realização da presente invenção, não sendo considerada como forma limitativa do "Sistema Oclusor de Estomas e Aparelho Oclusor de Estomas Implantável".
[049] O sistema oclusor de estomas mostrado através do diagrama de blocos das figuras 1, 1A e 2, é compreendido por: a) Uma unidade de controle remoto (8), mostrada na FIG.1, para uso diário pelo paciente, que compreende: - uma fonte de energia (23), que pode ser uma bateria; - um display (9) que mostra dados de informação como: de relógio, do comando acionado, de posição de fita, do nível de pressão, e da carga da bateria, pedido de confirmação de comandos quando perto do limite de segurança de constrição, pedido para abrir o esfíncter, tempo da última operação; - um teclado composto por cinco botões de comando, 'ABRE' (10), 'AJUSTE ABRE'(11), 'FECHA'(12), 'AJUSTE FECHA' (13), e 'PARA' (14); - um microcircuito integrado (15), energizado pela fonte de energia (23), compreendendo: portas lógicas (16) que recebem os sinais de comando dos botões (10-14) do teclado; um circuito sensor de pressão (18) que recebe sinais do sensor de pressão do aparelho oclusor (6; 6a) implantado; um circuito sensores de posição e deslocamento (19) que recebe sinais dos sensores de posição e deslocamento (20; 21) da fita (5) do aparelho oclusor implantado; e um circuito (17), compreendendo relógio interno e contadores, o qual recebe sinais das portas lógicas (16), provenientes dos sinais de comando dos botões (10-14) do teclado e dos sinais enviados pelo circuito sensor de pressão (18) e pelo circuito sensores de posição e deslocamento (19), e envia energia e sinais de comando, através das conexões (30; 30A), para o micromotor elétrico(1) do dito aparelho oclusor (6; 6a) implantado, sendo que as ditas conexões (30; 30A) compreendem um meio de conexão (30) que conecta a unidade de controle remoto (8) à conexão (30A), do aparelho oclusor implantado, disposta no nível da pele. O dito microcircuito integrado (15) também envia dados de informação sobre as funções e condições operacionais do aparelho.
[050] Nesta modalidade, a unidade de controle remoto (8) aciona o aparelho oclusor (6) implantado, como a seguir: - quando o botão "ABRE" (10) é acionado, o microcircuito integrado (15) aciona o micromotor (1) de modo a mover a fita de constrição de qualquer posição anterior para a posição zero (totalmente aberta) e reinicializa o circuito de controle para evitar erros cumulativos; - quando o botão "AJUSTE ABRE" (11) é acionado, o microcircuito integrado (15) aciona o micromotor elétrico (1) somente se o comando FECHAR já tiver sido ativado anteriormente. Neste caso, o micro circuito (15) envia sinais de comando para que o micro motor (1) desloque a fita de constrição (5) no sentido oposto ao de fechamento, aumentando o perímetro da área de constrição (7, 7a) com acréscimos regulares definidos na unidade de controle, de modo que a sequência deste comando permite atingir a posição zero; - quando o botão "FECHA" (12) é acionado, com um só comando o micro circuito integrado (15) aciona o micro motor elétrico (1) que desloca a fita de constrição (5) de uma posição zero (totalmente aberto) até a primeira posição de continência em um perímetro de 50 mm ou outro detectado durante o período de adaptação; - quando o botão "Ajuste Fecha" (13) é acionado, o micro circuito integrado (15) aciona o micro motor elétrico (1) que desloca a fita de constrição (5; 5a) reduzindo o perímetro da área de constrição (7, 7a), com decréscimos regulares definidos na unidade de controle, até o perímetro limite de segurança de 37,5 mm ou pressão de 80 mmHg na área de constrição, sendo que este comando funciona somente após o "comando fechar"; - quando o botão "PARA" (14) é acionado, o micro circuito (15) cancela os comandos anteriores. Este comando é necessário nos casos de uso equivocado de outro comando ou em caso de desconforto. Além desse comando manual, o microcircuito integrado (15) aciona internamente este comando quando for detectada uma pressão de 80 mmHg na área de constrição ou quando a fita atingir o limite de abertura ou fechamento. b) Uma unidade de controle remoto (8’), mostrada na figura 2, utilizada por um profissional de saúde, que compreende: - uma fonte de energia (23), que pode ser uma bateria; - um display (9) que mostra dados de informação como: de relógio, do comando acionado, de posição de fita, do nível de pressão, e da carga da bateria, pedido de confirmação de comandos quando perto do limite de segurança de constrição, pedido para abrir o esfíncter, tempo da última operação; - um teclado composto por quatro botões de comando, 'ABRE' (10), 'AJUSTE ABRE'(11), 'AJUSTE FECHA' (13), e 'PARA' (14); - um microcircuito integrado (15), energizado pela fonte de energia (23), compreendendo: portas lógicas (16) que recebem os sinais de comando dos botões (10; 11; 13; 14) do teclado; um circuito sensor de pressão (18) que recebe sinais do sensor de pressão do aparelho oclusor (6) implantado; um circuito sensores de posição e deslocamento (19) que recebe sinais dos sensores de posição e deslocamento (20; 21) da fita (5; 5a) do aparelho oclusor implantado; e um circuito (17), compreendendo relógio interno e contadores, o qual recebe sinais das portas lógicas (16), provenientes dos sinais de comando dos botões (10; 11; 13; 14) do teclado e dos sinais enviados pelo circuito sensor de pressão (18) e pelo circuito sensores de posição e deslocamento (19), e envia energia e sinais de comando, através das conexões (30; 30A), para o micromotor elétrico (1) do dito aparelho oclusor (6) implantado, sendo que as ditas conexões (30; 30A) compreendem um meio de conexão (30) que conecta a unidade de controle remoto (8) à conexão (30A), do aparelho oclusor implantado, disposta no nível da pele. O dito microcircuito integrado (15) também envia dados de informação sobre as funções e condições operacionais do aparelho para o display (9).
[051] Nesta modalidade, a unidade de controle remoto (8') aciona o aparelho oclusor implantado, como a seguir: - quando o botão "ABRE" (10) é acionado, o microcircuito integrado (15) aciona o micromotor (1) de modo a mover a fita de constrição de qualquer posição anterior para a posição zero (totalmente aberta) e reinicializa o circuito de controle para evitar erros cumulativos; - quando o botão "AJUSTE ABRE" (11) é acionado, o micro circuito (15) envia sinais de comando para que o micro motor (1) desloque a fita de constrição (5) no sentido oposto ao de fechamento, aumentando o perímetro da área de constrição (7, 7a) com acréscimos regulares definidos na unidade de controle, de modo que a sequência deste comando possa atingir a posição zero; - quando o botão "Ajuste Fecha" (13) é acionado, o micro circuito integrado (15) aciona o micromotor elétrico (1) para deslocar a fita de constrição (5) reduzindo o perímetro da área de constrição (7, 7a) com decréscimos regulares definidos na unidade de controle, até o perímetro limite de segurança de 37,5 mm ou pressão de 80 mmHg na área de constrição, sendo que este comando é iniciado da posição zero; - quando o botão "PARA" (14) é acionado, o microcircuito (15) cancela os comandos anteriores. Este comando é necessário nos casos de uso equivocado de outro comando ou em caso de desconforto. Além de esse comando ser manual, o microcircuito integrado (15) aciona internamente este comando quando for detectada uma pressão de 80 mmHg na área de constrição ou quando a fita atingir o limite de abertura ou fechamento. - um aparelho oclusor (6; 6a) implantável na parede abdominal ou assoalho pélvico do paciente, sob a pele, ao nível da camada muscular (B), fora da cavidade peritoneal (D) e ao redor da abertura de um estoma (C), que é compreendido por: uma caixa (6; 6a) de proteção e suporte de eixos, que aloja em seu interior um micromotor elétrico (1; 1a), um conjunto de engrenagens (2,3; 2a,3a), e uma fita constritora (5; 5a) disposta em uma abertura circular (7; 7a) da caixa (6; 6a); sendo que o micromotor elétrico (1; 1a) recebe sinais de comando do microcircuito integrado (15), da unidade de controle remoto (8; 8'), e aciona um conjunto de engrenagens (2,3; 2a, 3a), de modo a tracionar ou não a fita constritora (5; 5a) que envolve o estoma, e cuja posição e deslocamento serão monitorados pelos sensores de posição e deslocamento (20, 21) que, juntamente com o sensor de pressão (22), enviam os seus respectivos sinais para as portas lógicas (16) da unidade de controle (8; 8'), através dos respectivos circuitos de pressão (18) e de posição e deslocamento (19), de modo que, para uma pressão intraluminal limite de 80 mmHg, o sistema de transmissão de força produza uma força de tração, abaixo de 50N, com deslocamento da fita de até 85 mm, atingindo um perímetro final entre 37,5 mm a 47,5 mm no interior da dita abertura circular (7). O aparelho oclusor implantado possui um mini conector (30A) disposto no nível da pele. Este conector está ligado a um cabo fino, disposto sob a pele, e possui estrutura externa de conexão revestida com durapatita (hidroxiapatita), para permitir a integração dos tecidos macios e a vedação em torno dele, e tem linhas internas para emitir energia, enviar os sinais de comando operacionais para o micromotor (1) do aparelho oclusor (6) e receber sinais dos sensores de posição e deslocamento (20, 21) e pressão (22).
[052] Como uma forma alternativa, o acionamento do aparelho oclusor pode ser via sistema indutivo transcutâneo, que apresenta uma antena receptora na extremidade do cabo de conexão, ficando também sob a pele, e uma antena indutiva externa, responsável pela transferência de energia e sinais de comandos para o motor elétrico do dito aparelho implantável.
[053] A unidade de controle remoto do sistema da presente invenção pode ser concretizada por outras formas de realização, como por exemplo, a mostrada na figura 03. No circuito mostrado nesta figura 03, são previstos contadores internos que servem para informar e ajustar o número de passos necessários para o motor executar uma função. São dois contadores, um para as funções de AJUSTE (abre/fecha) que precisa menor número de passos, e outro para a função FECHA, com um número maior de passos. Os sinais vindos dos contadores estão representados por (BO1-1, B01-2, B01-3) e (B02-1, B02-2, B02-3). A função ABRE não utiliza os contadores, pois deverá executar tantos passos quantos forem necessários até abertura total do oclusor. Os sinais dos contadores e das chaves de comando ('ABRE', 'AJUSTE ABRE', 'FECHA', 'AJUSTE FECHA', 'LIMITE ABERTURA', 'LIMITE FECHAMENTO' e 'PARA') são utilizados em portas lógicas e acionam quatro chaves set/reset (CI13). Cada uma dessas inicia um de quatro multivibradores (CI16), que recebem a frequência de funcionamento do clock interno. O "Clock" ou relógio interno fornece a frequência de passos por segundo em que o motor irá trabalhar. Assim são gerados os comandos (CW/CCW, STEP, LOAD 1 e LOAD 2, Down 1 e Down 2) para usar no Cl Controlador de motor de passo (L297, uso comercial) que irá fornecer os sinais de saída de acionamento das fases do motor, passando por um Cl controlador de potência (L298N também de uso comercial), que permite ajustar a tensão de alimentação do motor. Estes dois CI's não estão representados.
[054] O aparelho oclusor implantável, utilizado no Sistema de controle mencionado acima, conforme mostrado nas figuras 04 - 09 é compreendido por: a) um micromotor elétrico (1), bidirecional, como atuador, principalmente motores de passo, acoplado a um sistema de transmissão de força, que produz uma força de tração a uma fita de constrição (5) fazendo com que a dita fita (5) se desloque em ambas as direções (aberto/fechado), sendo que em seu deslocamento na direção fechado, para obter uma pressão de gás intraluminal de até 80 mmHg, é aplicada uma força de tração abaixo de 50N, de modo que a fita de constrição alcance um perímetro final entre 37,5 mm e 47,5 mm, com deslocamento máximo de 85 mm; b) uma caixa de proteção (6) e suporte de eixos para os componentes internos, em formato triangular, formada por um bloco de polietileno de ultra alto peso molecular (UHMWPE), com comprimento máximo de 98,5 mm, altura máxima de 33 mm e peso máximo de 194g, possui vértices abaulados e contém uma abertura circular (7), em forma de túnel, disposta em um dos vértices. No interior desta caixa (6) estão alojados, em um compartimento, o micromotor (1), o sistema de transmissão de força (2, 3) e um parafuso sem fim (4), e, em uma canaleta formada na caixa, uma parte da fita de constrição (5), que é feita de politetrafluoretileno (PTFE), metal ou polímero, a qual fica disposta paralela e em comunicação com o parafuso sem fim, permitindo que seja tracionada/empurrada pelo parafuso sem fim em direção à dita abertura circular (7) da caixa (6), onde a outra extremidade da fita fica fixada próxima à abertura da canaleta, de modo que a porção média da fita (5) fique livremente disposta circundando a periferia interna de a dita abertura circular (7) permitindo, assim, o fechamento da abertura circular (7) bem como a sua reversão, conforme as figuras 04, 05, 07 e 09 mostram, e ainda, sobre dita fita (5) está disposta uma camada de silicone (5b). A superfície externa da dita caixa de proteção deve ser compatível com revestimento de borracha de silicone, e na área de constrição o silicone deve deformar para seguir o deslocamento da cadeia de transporte da fita (5).
[055] O sistema de engrenagens do aparelho oclusor, da presente invenção, tem dois principais objetivos: mudar a rotação do eixo e aumentar o torque.
[056] As figuras 06 e 07 mostram o sistema de transmissão de força, da primeira modalidade do aparelho oclusor, da presente invenção, o qual é compreendido por um sistema de engrenagens (2), formado por: duas rodas dentadas de nylon (1:1,28), acopladas ao eixo do micromotor (1), as quais são acopladas a um sistema de roda dentada-parafuso sem fim (1:6,5), com acabamento em bronze, responsivo a uma mudança de eixo de 90°, conectadas a um parafuso sem fim (4), que é um parafuso 'Whitworth' 3/8, de aço, com uma porca de bronze (4') (1:14), para converter a rotação em deslocamento linear. O seu deslocamento linear total é igual a 35,5 mm, e com a largura da porca, o comprimento do parafuso é 43 mm. Como pode ser observado através das figuras 07 a 09, o sensor de posição e deslocamento (21) está posicionado de modo a detectar a extremidade da fita (5), do interior da caixa, quando a área de constrição está totalmente aberta, e o sensor de posição e deslocamento (20) está posicionado próximo à entrada da fita na abertura circular (7).
[057] Desta forma, no interior da dita abertura circular (7) da caixa de proteção (6), é introduzido o órgão ou víscera, que formará o estoma (C) na pele, permitindo que a fita (5) possa circundar o dito órgão fechando-o ou abrindo-o, como pode ser visto através das figuras 4, 5 e 15.
[058] As figuras 10 a 14 mostram uma segunda modalidade do aparelho oclusor. Nesta modalidade, como mostrado nas figuras 12 a 14, a caixa do aparelho oclusor, também construída por uma única peça em polietileno (UHMWPE), apresenta-se em forma de um anel (6a) contendo um compartimento (6d) retangular com bordas abauladas, localizado em parte de sua periferia externa, e, na sua periferia interna, junto a este compartimento (6d), está disposta uma abertura de comunicação para uma canaleta (6c) semicircular formada junto a abertura (7a) do anel, de modo que a sua parede de menor diâmetro forme um elemento semicircular (6f) que começa fixo à caixa (6a), na lateral oposta à do compartimento (6d), e termina logo após a abertura de comunicação do compartimento (6d) com a sua extremidade (6e) em forma de dente. O dito compartimento (6d) aloja o micromotor (1a) e o sistema de transmissão de força, compreendido por um sistema de transmissão de força satélite (2a) e um segundo sistema de transmissão de força de rodas dentadas (3a) de modo tal que o parafuso sem fim (4a) fique disposto em paralelo à abertura ou janela de comunicação para a canaleta (6c) a qual aloja a fita de constrição (5a). A fita de constrição semelhante à uma esteira de transporte (5a), feita de politetrafluoretileno (PTFE), metal ou polímero, está disposta de forma a circundar a dita periferia da abertura circular (7a) da caixa (6a), com uma de suas extremidades fixa à extremidade (6e) do elemento (6f) e outra extremidade livre disposta no interior da canaleta (6c), de forma que o parafuso sem fim (4a) tracione ou empurre a sua extremidade livre, permitindo a constrição do perímetro da abertura circular (7a) ou a sua reversão, e ainda, sendo disposta sobre dita fita (5a) uma camada de silicone (5b). Como pode ser observado através da figura 12, o sensor de posição e deslocamento (20) está posicionado de modo a detectar a extremidade da fita (5a), do interior da canaleta, quando a área de constrição está totalmente aberta, e o sensor de posição/deslocamento (21) está posicionado próximo à entrada da fita na abertura circular (7a). Também pode ser observado, através da figura 14, que o sensor de pressão (22) está disposto na superfície da extremidade (6e) do elemento (6f), a qual fica voltada para o interior da abertura circular (7a).
[059] O sistema de engrenagens, utilizado na segunda modalidade, mostrada nas figuras 12 a 14, é um sistema de engrenagens planetário com 3,8 g de peso, 8 mm de diâmetro e componente de 12,3 mm de comprimento. Para otimizar o espaço interno e permitir a transmissão das engrenagens, duas engrenagens de redução (3a) (com 13/19 dentes, módulo 0,25) permitem que o parafuso sem fim trabalhe em paralelo ao motor, dando o torque final adequado. Assim, o aparelho desta segunda modalidade é 50 % mais leve (peso máximo de 100g), 60% mais fino (espessura máxima de 12 mm) e 40% menor que o aparelho da primeira modalidade mostrada nas figuras 4 a 9.
[060] Desta forma, o aparelho de ambas as modalidades, quando implantado, fica disposto ao redor da abertura de um estoma, permitindo que o mesmo seja aberto ou fechado de forma controlada. O posicionamento do aparelho oclusor (6a) implantado, pode ser visto através da figura 15, que mostra o aparelho (6) implantado na parede abdominal do paciente disposto ao redor do estoma (C), sob o tecido subcutâneo (A), ao nível da camada muscular (B), fora da cavidade peritoneal e ao redor da abertura de um estoma (C).
[061] Em ambas as modalidades descritas acima, a caixa também pode ser feita de titânio, duraluminium, fibra de carbono ou outro material resistente e leve. Como o invólucro de implante deve ser muito elástico na parte da constrição, biocompatível e resistente ao processo de esterilização, silicone para uso médico permanece como a primeira opção.
[062] A fita de constrição (5; 5a) tem um desenho de "esteira de transporte" tornando- a muito flexível, forte e leve, e é resistente à tração, não elástica, fina, e tem uma superfície lisa com baixo coeficiente de fricção para preservar o revestimento de silicone. Ela se move em ambas as direções (aberto/fechado) e cada elemento da "esteira de transporte" trabalha como uma meia-porca movida pelo parafuso sem fim, como pode ser observado nas figuras 12 e 14. No lado oposto da face da "esteira de transporte", a área de constrição, onde o estoma estará localizado, não toca o estoma porque uma camada de silicone (5b) estará entre eles e, no seu outro lado, tem linhas ou dentes para ser empurrada pelo parafuso sem fim. Quando o parafuso empurra a 'esteira', a extremidade livre desliza para o interior de uma canaleta (6c), permitindo o aumento no deslocamento linear sem exigir espaço extra. A dita fita de constrição (5; 5a), a qual é contínua, também pode ser do tipo esteira ou corrente, fabricada em metal, polímero, plástico, cerâmica ou compósitos, possui componentes como filetes, ranhuras ou sulcos, que se acoplam aos filetes da rosca-sem-fim. O deslocamento em um sentido provoca a redução no tamanho desta abertura circular (7; 7a) da caixa, funcionando como um esfíncter artificial, oclusor ou válvula. No sentido contrário ocorre a abertura permitindo a saída do conteúdo do órgão ocluído.
[063] Desta forma, o aparelho de constrição pode produzir continência de gás, para pressão de 80 mmHg, com um deslocamento médio da fita de constrição de 75 mm, e uma força de tração abaixo de 40 Newtons.
[064] Observa-se que o micromotor elétrico, como os atuadores, principalmente motores de passo, do ponto de vista mecânico, é considerado simples, forte, durável, com pouca ou nenhuma necessidade da manutenção, fáceis de refrigerar e com uma relação boa do tamanho/torque/energia. Tem também um torque residual que ajuda a frear o sistema mecânico, mesmo quando o motor não é energizado.
[065] O Sistema oclusor de estomas e Aparelho oclusor de estomas implantável da presente invenção podem conduzir a uma escala inteira de produtos novos e de aplicações. Embora tenha sido idealizado e projetado para melhorar a continência em estomas, seu princípio operacional e projeto podem ser adaptados a outras situações, sempre que a obstrução provisória de uma estrutura tubular for desejada, não representando nenhum dano aos pacientes e melhorando sua qualidade de vida.
[066] Alterações no projeto da presente invenção podem permitir seu uso em incontinência urinária e fecal onde o trato natural é preservado, mas falha o esfíncter.

Claims (20)

1. “SISTEMA OCLUSOR DE ESTOMAS”, do tipo que emprega dispositivos eletromecânicos, tais como micromotor, fita de constrição, unidade de controle remoto e interface gráfica com usuário seja profissional ou o próprio paciente, interface esta do tipo display e um teclado, além de circuito eletrônico e fonte de energia, caracterizado por: - unidade de controle remoto (8), utilizada pelo paciente, compreendendo: - um teclado composto por cinco meios de comando: 'ABRE' (10); 'AJUSTE ABRE' (11); 'FECHA' (12); 'AJUSTE FECHA' (13); 'PARA' (14); - um microcircuito integrado (15) que, quando acionado por um dos meios de comando (10-14) e com base nos sinais recebidos dos dispositivos sensores de pressão (22), de posição (20) e de deslocamento (21) da fita de constrição (5; 5a) do aparelho (6; 6a), envia energia e emite sinais de controle para o micromotor (1; 1a) do aparelho oclusor (6; 6a), e, envia dados de informação do aparelho para o display; sendo que a energia e os sinais de controle são enviados, através de um dispositivo de conexão, para um dispositivo de conexão (30A) disposto sob a pele e ligado a um cabo fino de linhas internas para emitir energia e enviar os sinais de comando operacionais para o micromotor (1; 1a) do aparelho oclusor (6; 6a); e - unidade de controle remoto (8'), utilizada por um profissional da saúde, compreendendo: - um teclado composto por quatro botões de comando: 'ABRE' (10); ' PARA' (14); 'AJUSTE ABRE' (11); 'AJUSTE FECHA' (13); - um microcircuito integrado (15) que, quando acionado por um dos meios de comando (10; 11; 13; 14) e com base nos sinais recebidos dos dispositivos sensores de pressão (22), de posição (20) e de deslocamento (21) da fita de constrição (5) do aparelho (6), envia energia e emite sinais de controle para o micromotor (1) do aparelho oclusor (6) e envia dados, de informação do aparelho para o display; sendo que a energia e os sinais de controle são enviados, através de um dispositivo de conexão, para um dispositivo de conexão (30A) disposto sob a pele e ligado a um cabo fino de linhas internas para emitir energia e enviar os sinais de comando operacionais para o micromotor (1) do aparelho oclusor (6); - um aparelho oclusor, implantável na parede abdominal ou assoalho pélvico do paciente, sob a pele, ao nível da camada muscular, fora da cavidade peritoneal e ao redor da abertura de um estoma, que é compreendido por: - uma caixa de proteção (6) e suporte de eixos, que aloja em seu interior um micromotor elétrico (1), bidirecional, que aciona um sistema de transmissão de força, de acordo com os ditos sinais de comando recebidos da unidade de controle remoto, e, que possui uma abertura circular (7) por onde passa o órgão ou víscera que formará o estoma na pele; - uma fita de constrição (5), disposta de modo a circundar a periferia interna da abertura circular (7) da caixa (6), a qual é tracionada por um parafuso sem fim (4) do sistema de transmissão de força, de modo a deslizar livremente na superfície da dita abertura circular (7) em ambas as direções (aberto/fechado), sendo que a posição da fita de constrição será determinada pelos sensores de posição e deslocamento (20; 21) e de pressão (22), que enviam os seus respectivos sinais às portas lógicas (16) do microcircuito, de modo que, para uma pressão intraluminal de 80 mmHg, o sistema de transmissão de força produz uma força de tração, abaixo de 50N, com deslocamento maior da fita de até 85 mm, em um perímetro final entre 37,5 mm a 47,5 mm, no interior da dita abertura circular (7; 7a).
2) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, do sistema definido na reivindicação 1 caracterizado por uma caixa de proteção (6) e suporte de eixos, implantável na parede abdominal do paciente, sob a pele, ao nível da camada muscular, fora da cavidade peritoneal e ao redor da abertura de um estoma, que aloja em seu interior um micromotor elétrico (1), bidirecional, que aciona um sistema de transmissão de força, de acordo com sinais de comando recebidos da unidade de controle remoto, e, que possui uma abertura circular (7) por onde passa o órgão ou víscera que formará o estoma na pele; sendo que a caixa de proteção é acoplada a um dispositivo de recepção de sinais de comandos operacionais, disposto no nível da pele do paciente, através de um cabo fino, disposto sob a pele, que possui linhas internas para transmitir energia e os sinais de comando operacionais para o micromotor (1); e uma fita de constrição (5), disposta de modo a circundar a periferia interna da abertura circular (7) da caixa (6), a qual é tracionada por um parafuso sem fim (4) do sistema de transmissão de força, de modo a deslizar livremente na superfície da dita abertura circular (7) em ambas as direções (aberto/fechado), sendo que a posição da fita de constrição é controlada por uma unidade de controle remoto com base em sensores de abertura e fechamento (20, 21) e de pressão (22), de modo que, para uma pressão intraluminal de 80 mmHg, o sistema de transmissão de força produz uma força de tração à fita de constrição (5), abaixo de 50N, com deslocamento maior da fita de 85 mm, em um perímetro final entre 37,5 a 47,5 mm no interior da dita abertura circular (7).
3) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado por o sensor de posição e deslocamento (21) estar posicionado de modo a detectar o final da fita (5), do interior da caixa, quando a área de constrição está totalmente aberta, e o sensor de posição e deslocamento (20) estar posicionado próximo à entrada da fita na abertura circular (7).
4) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por o dispositivo de recepção de sinais de comandos operacionais, disposto no nível da pele do paciente, ser um mini conector.
5) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por o dispositivo de recepção de sinais de comandos operacionais, disposto no nível da pele do paciente, ser uma antena receptora disposta na extremidade do cabo que fica sob a pele.
6) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 4 ou 5, caracterizado por para uma pressão intraluminal de 80 mmHg ocorrer, o micromotor (1) aciona o sistema de transmissão de força a fim de produzir uma força de tração, abaixo de 40 N, de forma que a fita de constrição (5) se desloque até um perímetro final entre 37,5 e 47,5 mm no interior da dita abertura circular (7).
7) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 3 ou 4, caracterizado por a caixa (6), de proteção e suporte de eixos, ser construída por uma única peça, em formato triangular e com vértices abaulados, possuindo uma abertura circular (7), em forma de túnel, disposta em um dos seus vértices, e possuindo em seu interior um compartimento, para alojar o micromotor (1), o sistema de transmissão de força (2, 3) e um parafuso sem fim (4), o qual está em comunicação com uma canaleta para alojar parte da fita de constrição (5), de forma a ficar posicionada em paralelo junto ao parafuso sem fim (4), sendo que a parte oposta da fita (5) fica fixada à caixa, próximo à abertura da canaleta, ficando a parte média da fita disposta circundando livremente a periferia interna de a dita abertura circular (7), de modo que quando o parafuso sem fim (4) a traciona ou a empurra, a passagem do estoma é aberta ou fechada.
8) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 7, caracterizado por a caixa (6) possuir um comprimento máximo de 98,5 mm, uma altura máxima de 33 mm e o aparelho oclusor possuir um peso de 194 g.
9) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 7 ou 8, caracterizado por o sistema de transmissão de força, disposto no interior da caixa (6), ser compreendido por um sistema de engrenagens (2), formado por: duas rodas dentadas de nylon (1:1,28), acopladas ao eixo do micromotor (1), as quais são acopladas a um sistema de roda dentada-parafuso sem fim (1:6,5), com acabamento em bronze, responsivo a uma mudança de eixo de 90°, conectadas a um parafuso sem fim (4), que é um parafuso 'Whitworth' 3/8, de aço, com uma porca de bronze (1:14) (4'), para converter a rotação em deslocamento linear.
10) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado por o micromotor (1) ser um motor de passo bidirecional.
11) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 10, caracterizado por o parafuso sem fim, do sistema de transmissão de força ter um comprimento de 43 mm.
12) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 3 ou 4, caracterizado por a caixa (6a), de proteção e suporte de eixos ser construída por uma única peça, em forma de um anel contendo um compartimento (6d), localizado em parte de sua periferia externa, onde estão alojados o micromotor (1a) e o sistema de transmissão de força (2a; 3a), de modo tal que o parafuso sem fim (4a) fique disposto em paralelo a uma abertura de comunicação entre o compartimento e a periferia interna do anel, e que, a fita de constrição (5a) está disposta de forma a circundar a periferia da dita abertura circular (7a) do anel, com uma de suas extremidades fixa no interior da abertura circular (7a) e outra extremidade livre no interior de uma canaleta (6c), de forma que o parafuso sem fim (4a), do sistema de transmissão de força, tracione ou empurre a fita de constrição, permitindo a constrição do perímetro da abertura circular (7a) ou a sua reversão.
13) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por o sistema de transmissão de força (2a, 3a) ser um sistema de transmissão de força por engrenagens satélite (2a) e um sistema de transmissão de força de rodas dentadas (3a).
14) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 13, caracterizado por o sensor de abertura e fechamento (20) estar posicionado, na caixa (6a) junto à canaleta (6c), próximo ao final da fita no interior da canaleta, quando a área de constrição está em posição aberta; o sensor de abertura e fechamento (21) estar posicionado próximo à entrada da fita de constrição (%a) na canaleta (6c) da caixa (6a), e o sensor de pressão estar posicionado na superfície interna da extremidade (6e) da canaleta (6c).
15) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 14, caracterizado por a caixa (6a) possuir uma espessura máxima de 12 mm e possuir um peso de 100g.
16) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 15, caracterizado por o sistema de transmissão de força ser compreendido por um sistema de engrenagens planetário (2a), com 3,8g de peso, 8 mm de diâmetro e componente de 12,3 mm de comprimento, acoplado ao eixo do micromotor (1a) de forma a acionar duas engrenagens de redução (3a) (com 13/19 dentes), as quais estão acopladas ao eixo do parafuso sem fim que fica disposto paralelamente ao micromotor (1a).
17) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 16, caracterizado por as engrenagens (2a) do sistema de transmissão de força serem de metal.
18) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 11 ou 17, caracterizado por a fita de constrição (5; 5a) ser uma fita fina com duas faces, sendo que: uma de suas faces possui um desenho de "cadeia de transporte" e cada elemento da "cadeia de transporte" trabalha como uma meia porca movido pelo parafuso sem fim (4; 4a); e a sua face oposta é lisa com baixo coeficiente de fricção voltada para a área de constrição, onde o estoma estará localizado.
19) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, implantável, de acordo com a reivindicação 18, caracterizado por a caixa (6; 6a) ser feita de polietileno (UHMWPE), com superfície externa de proteção compatível com um revestimento de borracha de silicone, e na área de constrição o revestimento de silicone deve deformar para seguir o deslocamento da cadeia de transporte.
20) “APARELHO OCLUSOR DE ESTOMAS”, de acordo com a reivindicação 18 caracterizado por a fita (5; 5a) ser feita de politetrafluoretileno (PTFE), metal ou polímero.
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