Pedidos de Patente Relacionados
[0001] Este pedido de patente reivindica benefícios de prioridade do pedido de patente Provisória U.S. Número de Série 60/898.810, arquivado em 31 de janeiro de 2007, que é incorporado neste pedido em sua totalidade por referência.
Campo Técnico
[0002] A presente invenção refere-se, em geral, ao campo de doenças citopáticas. Mais especificamente, a invenção refere-se a composições contendo e métodos de uso de ésteres de forbol para tratar condições e doenças citopáticas que causam tais condições citopáticas.
Antecedentes
[0003] Forbol é um composto orgânico natural, derivado da planta da família tigliano de diterpenos. Foi primeiro isolado em 1934 como um produto de hidrólise de óleo de cróton derivado das sementes de Croton tiglium, um arbusto frondoso da família Euphorbiaceae que é nativa do Sudeste Asiático. Vários ésteres de forbol têm propriedades biológicas importantes incluindo a capacidade relatada de mimetizar diacilgliceróis e ativar proteína quinase C (PKC), modulando a jusante vias de sinalização celular incluindo as vias de proteína quinase ativada por mitógeno (MAPK). Pensa-se adicionalmente que ésteres de forbol se ligam a quimerinas, o ativador de Ras RasGRP, e a proteína de preparação de vesícula Munc-13 (Brose N, Rosenmund C., JCell Sci; 115:4399-411 (2002)). Alguns ésteres de forbol também induzem o fator nuclear kappa B (NF-KB). A propriedade fisiológica mais notável de ésteres de forbol é sua capacidade relatada de atuar como promotores de tumor.
[0004] 12-O-tetradecanoilforbol-13-acetato (TPA), também chamado forbol-12-miristato-13-acetato (PMA), é um éster de forbol usado em modelos de carcinogênese como um indutor de diferenciação e/ou apoptose em múltiplas linhagens celulares e células primárias. Também foi relatado que TPA causa um aumento nas células brancas sanguíneas e neutrófilos circulantes em pacientes cuja função da medula óssea foi deprimida pela quimioterapia (Han Z. T. et al. Proc. Natl. Acad. Sci. 95, 5363-5365 (1998)) e inibe os efeitos citopáticos do HIV sobre células MT-4 (Mekkawy S. et al., Phytochemistry 53, 47-464 (2000)). Entretanto, devido a vários fatores, incluindo reações cáusticas quando contatado com a pele e em relação à sua toxicidade potencial, não foi mostrado que TPA é uma ferramenta eficaz para tratamento, manejo ou prevenção de HIV ou AIDS.
[0005] Terapêuticas atuais para doenças citopáticas, tais como várias formas de doença neoplásica e doenças virais, tais como HIV e AIDS enfrentam diversos problemas, tais como potência insuficiente e efeitos colaterais intoleráveis. Para muitos pacientes, efeitos colaterais tóxicos diminuem sua qualidade de vida até tal ponto que simplesmente deixam de tomar suas medicações. Para outros, esquemas terapêuticos são tão complicados e inconvenientes que a aquiescência é limitada. Outros pacientes experimentam excelentes resultados inicialmente, mas sofrem recaídas apesar da total aquiescência dos regimes terapêuticos.
[0006] Falha no tratamento na maior parte dos casos de HIV é atribuída ao surgimento de cepas de HIV resistentes. Supressão viral incompleta causada pela potência insuficiente do fármaco, baixa aquiescência devido a regimes de fármaco complicados, e outros fatores contribuem para este problema. Adicionalmente, durante o longo período de latência clínica da infecção por HIV, um subconjunto de pró-vírus transcricionalmente silenciosos mas integrados a células T de memória CD4 quiescentes. Este reservatório protege o HIV latente da terapia retroviral e constituem uma barreira substancial para erradicação de HIV em pacientes infectados.
[0007] Tratamentos de câncer geralmente envolvem uma combinação de cirurgia, quimioterapia, terapia hormonal e/ou tratamento com radiação para erradicar células neoplásicas em um paciente. Entretanto, todas destas abordagens constituem problemas significantes e riscos adicionados, tais como suscetibilidade aumentada à infecção. Cirurgia, por exemplo, pode ser contraindicada devido à saúde de um paciente. Adicionalmente, pode ser difícil obter margens claras em volta de um tumor, resultando em algum tecido neoplásico que é deixado para trás e uma chance aumentada de recorrência da doença. Quase todos os agentes quimioterápicos atuais são tóxicos, e quimioterapia causa efeitos colaterais significantes incluindo náusea severa, depressão da medula óssea e imunossupressão. Também não podem ser especificamente dirigidos a células cancerosas e por isso podem matar células saudáveis bem como cancerosas. Adicionalmente, há frequentemente neoplasias recorrentes/refratárias que são resistentes a terapêuticas atuais.
[0008] Há claramente uma necessidade de novos e mais eficazes tratamentos para indivíduos sofrendo de distúrbios citopáticos, incluindo aqueles causados por doença neoplásica bem como infecções virais, tais como HIV e AIDS.
Sumário das Modalidades Exemplares da Invenção
[0009] A presente invenção refere-se a composições contendo e métodos de uso de ésteres de forbol no tratamento de doenças citopáticas.
[00010] Em uma modalidade, ésteres de forbol e derivados de ésteres de forbol são usados para tratar doenças citopáticas, tais como HIV e condições associadas, tais como AIDS. As composições e métodos da presente invenção podem realizar o tratamento de HIV e condições associadas, tais como AIDS, por quaisquer meios possíveis. Em algumas modalidades, as composições e métodos podem modificar a atividade do receptor de HIV em indivíduos mamíferos. Em outra modalidade, composições e métodos podem diminuir o número de reservatórios de HIV latentes em um indivíduo infectado com HIV. Em uma modalidade adicional, pode potencializar a ativação de HIV em células pró-virais latentes. Em modalidades adicionais, pode inibir efeitos citopáticos do HIV.
[00011] Em outra modalidade, composições contendo ésteres de forbol e derivados de éster de forbol podem ser usadas para tratamento e manejo de sintomas de HIV e AIDS em indivíduos mamíferos. Sintomas-alvo de tratamento e manejo empregando composições e métodos das invenções incluem, mas não são limitados a, lesões orais, fadiga, micose de pele, febre, falta de apetite, diarreia, úlceras aftosas, má absorção, trombocitopenia, perda de peso, anemia, aumento de linfonodo, suscetibilidade e severidade de condições secundárias, tais como complexo mycobacterium avium, salmonelose, sífilis, neurossífilis, turberculose (TB), angiomatose bacilar, aspergilose, candidíase, coccidioidomicose, listeriose, doença inflamatória pélvica, linfoma de Burkitt, meningite criptocócica, histoplasmose, sarcoma de Kaposi, linfoma, linfoma não-Hodgkin sistêmico (NHL), linfoma primário de CNS, criptosporidiose, isosporiose, microsporidiose, pneumonia por pneumocystis carinii (PCP), toxoplasmose, citomegalovírus (CMV), hepatite, herpes simplex, herpes zoster, papiloma vírus humano (HPV, verrugas genitais, câncer cervical), molusco contagioso, leucoplaquia pilosa oral (OHL) e leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML).
[00012] Em uma modalidade adicional, compostos contendo ésteres de forbol e derivados de ésteres de forbol podem ser usados para tratar condições citopáticas, tais como doenças neoplásicas. Tais neoplasias podem ser malignas ou benignas. Em algumas modalidades, neoplasias podem ser cânceres sólidos ou não-sólidos. Em outras modalidades, as neoplasias podem ser recorrentes. Em outra modalidade, as neoplasias podem ser refratárias. Neoplasias exemplares incluem, mas não são limitadas a, malignidades hematológicas/distúrbio da medula óssea, incluindo, mas não-limitadas a, leucemia, incluindo leucemia mieloide aguda (AML), leucemia mieloide crônica (CML), crise blástica da leucemia mieloide crônica, mielodisplasia, e síndrome mieloproliferativa; linfoma, incluindo linfomas Hodgkins e não-Hodgkins; adenocarcinoma subcutâneo; teratocarcinoma ovariano; e câncer de próstata. Outras condições neoplásicas responsíveis ao tratamento usando os métodos e composições incluem outros distúrbios e condições de câncer, incluindo tumores sólidos de vários tipos, onde o tratamento bem- sucedido e/ou remissão serão determinados de acordo com os métodos convencionais, tais como determinação de redução de tamanho de tumores sólidos, e/ou estudos histopatológicos para avaliar crescimento, estágio, estado metastático ou potencial, níveis histológicos de presença ou expressão de marcadores de câncer, etc.
[00013] Composições e métodos neste pedido podem adicionalmente ser usados para tratar sintomas de doença neoplásica incluindo, mas não-limitados a, anemia; fadiga crônica; excessivo ou fácil sangramento, tal como sangramento do nariz, gengivas e sob a pele; fácil contusão, particularmente contusão sem causa evidente; falta de ar; petéquia; febre recorrente; gengivas inchadas; cicatrização lenta de cortes; desconforto ósseo e articular; infecções recorrentes; perda de peso; coceira; suores noturnos; inchaço de linfonodo; febre; dor e desconforto abdominal; distúrbios na visão; tosse; perda de apetite; dor no peito; dificuldade de deglutição; inchaço da face, pescoço e extremidades superiores; uma necessidade de urinar frequentemente, especialmente à noite; dificuldade de urinação inicial ou retenção de urina; fluxo débil ou interrompido de urina; urinação dolorosa ou ardente; dificuldade em ter uma ereção; ejaculação dolorosa; sangue na urina ou esperma; dor frequente ou rigidez nas costas, quadris ou coxas superiores; e fraqueza.
[00014] Ainda em outra modalidade, os ésteres de forbol e derivados de ésteres de forbol podem ser usados para modular vias de sinalização celular. Tal modulação pode ter vários resultados, por exemplo, em algumas modalidades, o uso de composições contendo ésteres de forbol e derivados de ésteres de forbol pode aumentar as contagens de células brancas sanguíneas em indivíduos mamíferos. Em outra modalidade, composições contendo ésteres de forbol e/ou derivados de éster de forbol podem alterar a liberação de citocinas Th1 em indivíduos mamíferos. Em uma modalidade adicional, composições contendo ésteres de forbol e/ou derivados de éster de forbol podem alterar a liberação de interleucina 2 (IL-2) em indivíduos mamíferos. Em uma modalidade adicional, composições contendo ésteres de forbol e/ou derivados de éster de forbol podem alterar a liberação do interferon em indivíduos mamíferos. Ainda em outra modalidade, composições contendo ésteres de forbol e/ou derivados de éster de forbol podem alterar a taxa de fosforilação de ERK.
[00015] A invenção alcança o precedente e satisfaz objetivos e vantagens adicionais pelo fornecimento de novos e surpreendentemente eficazes métodos e composições para modulação das vias de sinalização celular e/ou tratamento de doenças citopáticas e sintomas de doenças ou condições citopáticas usando composições contendo um éster de forbol ou composição derivada da Fórmula I, abaixo:
em que R1 e R2 podem ser hidrogênio;
em que o grupo alquila contém 1 a 15 átomos de carbono;
e derivados substituídos dos mesmos e R3 pode ser hidrogênio ou
e derivados substituídos dos mesmos.
[00016] Em outra modalidade, pelo menos um de R1 e R2 é outro que não hidrogênio e R3 é hidrogênio ou
e derivados substituídos do mesmo. Ainda em outra modalidade, R1 ou R2 é
, o Ri ou R2 restante é
e R3 é hidrogênio
[00017] Os grupos alquila, alquenila, fenila e benzila das fórmulas neste pedido podem ser não-substituídos ou substituídos com halogênios, preferencialmente, cloro, flúor ou bromo; nitro; amino; e/ou radicais de tipo similar.
[00018] Em uma modalidade adicional, a invenção alcança estes objetivos e satisfaz objetivos e vantagens adicionais pelo fornecimento de novos e surpreendentemente eficazes métodos e composições para modulação de vias de sinalização celular e/ou tratamento de doenças ou condições citopáticas associadas com doenças citopáticas usando uma composição de éster de forbol exemplar, tal como 12-O- tetradecanoilforbol-13-acetato (TPA) da Fórmula II, abaixo:

[00019] Ésteres de forbol úteis e compostos e derivados relacionados nas formulações e métodos da invenção incluem, mas não são limitados a, outros sais ativos farmaceuticamente aceitáveis dos ditos compostos, bem como isômeros, enantiômeros, polimorfos, derivados glicosilados, solvatos, hidratos e/ou profármacos ativos dos ditos compostos. Formas exemplares de ésteres de forbol para uso nas composições e métodos da invenção incluem, mas não são limitadas a, forbol 13-butirato; forbol 12-decanoato; forbol 13- decanoato; forbol 12,13-diacetato; forbol 13,20-diacetato; forbol 12,13- dibenzoato; forbol 12,13-dibutirato; forbol 12,13-didecanoato; forbol 12,13-di-hexanoato; forbol 12,13-dipropionato; forbol 12-miristato; forbol 13-miristato; forbol 12-miristato-13-acetato (também conhecido como TPA ou PMA); forbol 12,13,20-triacetato; 12-deoxiforbol 13- angelato; 12-deoxiforbol 13-angelato 20-acetato; 12-deoxiforbol 13- isobutirato; 12-deoxiforbol 13-isobutirato-20-acetato 12-deoxiforbol 13- fenilacetato; 12-deoxiforbol 13-fenilacetato 20-acetato; 12-deoxiforbol 13-tetradecanoato; forbol 12-tigliato 13-decanoato; 12-deoxiforbol 13- acetato; forbol 12-acetato; e forbol 13-acetato.
[00020] Em modalidades exemplares, as composições e métodos da invenção empregam um composto de éster de forbol da Fórmula I para tratar e/ou prevenir sintomas de doenças citopáticas incluindo, mas não-limitados a, sintomas de HIV e AIDS ou outras doenças e condições associadas com HIV e AIDS, tais como infecções oportunistas, bem como sintomas de doenças neoplásicas ou outras doenças e condições associadas com doenças neoplásicas.
[00021] Indivíduos mamíferos aquiescentes ao tratamento com ésteres de forbol da Fórmula I, particularmente TPA, de acordo com os métodos da invenção incluem, mas não são limitados a, indivíduos com HIV e AIDS, bem como indivíduos com sintomas, ou doenças secundárias ou oportunistas associadas com HIV e AIDS, tais como lesões orais, fadiga, micose de pele, febre, falta de apetite, diarreia, úlceras aftosas, má absorção, trombocitopenia, perda de peso, anemia, aumento de linfonodo, complexo mycobacterium avium, salmonelose, sífilis, neurossífilis, turberculose (TB), angiomatose bacilar, aspergilose, candidíase, coccidioidomicose, listeriose, doença inflamatória pélvica, linfoma de Burkitt, meningite criptocócica, histoplasmose, sarcoma de Kaposi, linfoma, linfoma não-Hodgkin sistêmico (NHL), linfoma primário de CNS, criptosporidiose, isosporiose, microsporidiose, pneumonia por pneumocystis carinii (PCP), toxoplasmose, citomegalovírus (CMV), hepatite, herpes simplex, herpes zoster, papiloma vírus humano (HPV, verrugas genitais, câncer cervical), molusco contagioso, leucoplaquia pilosa oral (OHL) e leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML).
[00022] Indivíduos mamíferos adicionais aquiescentes ao tratamento com ésteres de forbol da Fórmula I, particularmente TPA, de acordo com os métodos da presente invenção incluem, mas não são limitados a, indivíduos sofrendo de doenças neoplásicas incluindo doenças neoplásicas malignas, tais como cânceres sólidos e não- sólidos. Cânceres não-sólidos podem incluir, malignidades hematológicas/distúrbio da medula óssea, incluindo, mas não-limitados a, leucemia, incluindo leucemia mieloide aguda (AML), leucemia mieloide crônica (CML), crise blástica da leucemia mieloide crônica, mielodisplasia, síndrome mieloproliferativa. Cânceres sólidos podem incluir, mas não são limitados a, linfoma, incluindo linfoma de Hodgkins e não-Hodgkins, adenocarcinoma subcutâneo, teratocarcinoma ovariano e câncer de próstata. Indivíduos aquiescentes ao tratamento com ésteres de forbol da Fórmula I, particularmente TPA adicionalmente incluem aqueles sofrendo de sintomas de tais doenças neoplásicas tais como, mas não-limitados a, anemia; fadiga crônica; sangramento excessivo ou fácil, tal como sangramento do nariz, gengivas, e sob a pele; contusão fácil, particularmente contusão sem causa evidente; falta de ar; petéquia; febre recorrente; gengivas inchadas; cicatrização lenta de cortes; desconforto ósseo e articular; infecções recorrentes; perda de peso; coceira; suores noturnos; inchaço de linfonodo; febre; dor e desconforto abdominal; distúrbios na visão; tosse; perda de apetite; dor no peito; dificuldade de deglutição; inchaço da face, pescoço e extremidades superiores; uma necessidade de urinar frequentemente, especialmente à noite; dificuldade de urinação inicial ou retenção de urina; fluxo débil ou interrompido de urina; urinação dolorosa ou ardente; dificuldade em ter uma ereção; ejaculação dolorosa; sangue na urina ou esperma; dor frequente ou rigidez nas costas, quadris, ou coxas superiores; e fraqueza. Em algumas modalidades, tais cânceres podem ser recorrentes ou refratários.
[00023] Estes e outros indivíduos são eficazmente tratados, profilaticamente e/ou terapeuticamente, pela administração a um indivíduo de uma quantidade eficaz de um éster de forbol da Fórmula I suficiente para prevenir ou reduzir a carga viral, reduzir reservatórios latentes de HIV, aumentar a imunorresponsividade, aumentar a liberação de citocinas Th1, prevenir ou reduzir sintomas e condições associadas com HIV e AIDS, reduzir e/ou eliminar células neoplásicas, aumentar contagens de células brancas sanguíneas, induzir a remissão, manter a remissão, prevenir ou reduzir sintomas e condições associadas com malignidades e/ou aumentar a fosforilação de ERK. Métodos terapeuticamente úteis e formulações da invenção usarão eficazmente um éster de forbol da Fórmula I em várias formas, como observado acima, incluindo quaisquer ditos sais farmaceuticamente aceitáveis de compostos ativos, bem como isômeros, enantiômeros, polimorfos, solvatos, hidratos, profármacos ativos e/ou combinações dos mesmos. TPA da fórmula II é empregado como uma modalidade ilustrativa da invenção nos exemplos abaixo neste pedido.
[00024] Nos aspectos adicionais da invenção, formulações e métodos combinatórios são fornecidos os quais empregam uma quantidade eficaz de um éster de forbol da Fórmula I em combinação com um ou mais agente(s) ativo(s) secundário(s) ou adjuvante(s) que é(são) combinatoriamente formulado(s) ou coordenadamente administrado(s) com o composto de éster de forbol da Fórmula I para produzir uma resposta eficaz no indivíduo. Formulações combinatórias e métodos de tratamento coordenados exemplares no tratamento de doenças citopáticas virais, tais como HIV e AIDS empregam o composto de éster de forbol da Fórmula I em combinação com um ou mais tratamentos retrovirais adicionais de HIV ou AIDS ou outros agentes terapêuticos secundários ou adjuvantes indicados. Tais formulações combinatórias e métodos de tratamento coordenados, por exemplo, podem seguir ou ser derivados de vários protocolos de terapia antirretroviral altamente ativa (protocolos HAART) e inclui regimes tais como, mas não-limitados a, dois análogos nucleosídicos inibidores de transcriptase reversa mais um ou mais inibidores de protease ou análogos não-nucleosídicos inibidores de transcriptase reversa entre outras combinações. Outras formulações combinatórias e métodos de tratamento coordenados, por exemplo, podem incluir tratamentos de infecções oportunistas bem como os compostos dos protocolos HAART. Os agentes terapêuticos secundários ou adjuvantes usados em combinação com, por exemplo, TPA, nestas modalidades podem possuir efeitos antivirais diretos ou indiretos, sozinhos ou em combinação com, por exemplo, TPA, podem exibir outra atividade terapêutica adjuvante útil em combinação com, por exemplo, TPA (tal como prevenção de HIV, tratamento de HIV, ativação de reservatório de HIV, atividade de aumento de citocina Th1); ou podem exibir atividade terapêutica adjuvante útil para tratar infecções oportunistas associadas com HIV sozinho ou em combinação com, por exemplo, TPA.
[00025] Agentes terapêuticos adjuvantes úteis nestas formulações combinatórias e métodos de tratamento coordenados incluem, por exemplo, inibidores de protease, incluindo, mas não-limitados a, saquinavir, indinavir, ritonavir, nelfinavir, atazanavir, darunavir, fosamprenavir, tipranavir e amprenavir; inibidores nucleosídicos de transcriptase reversa incluindo mas não-limitados a, zidovudina, didanosina, estavudina, lamivudina, zalcitabina, entricitabina, tenofovir disoproxil fumarato, AVX754 e abacavir; inibidores não-nucleosídicos de transcriptase reversa incluindo, mas não-limitados a, nevaripina, delavirdina, calanolida A, TMC125 e efavirenz; fármacos em combinação incluindo, mas não-limitados a, efavirenz/entricitabina/tenofovir disoproxil fumarato, lamivudina/zidovudina, abacavir/lamivudina, abacavir/ lamivudina/zidovudina, entricitabina/tenoforvir disoproxil fumarato, sulfametoxazol/trimetoprim e lopinavir/ritonavir; inibidores de entrada e fusão, incluindo, mas não-limitados a, enfuvirtida, AMD070, BMS- 488043, fozivudina tidoxil, GSK-873, 140, PRO 140, PRO 542, Peptídeo T, SCH-D, TNX-355, e UK-427.857; tratamentos para infecções oportunistas e outras condições associadas com AIDS e HIV incluindo, mas não-limitados a, aciclovir, adefovir dipivoxil, aldesleucina, anfotericina b, azitromicina, hidroxilapatita de cálcio, claritromicina, doxorrubicina, dronabinol, entecavir, epoetina alfa, etoposídeo, fluconazol, ganciclovir, imunoglobulinas, interferon alfa-2, isoniazida, itraconazol, megestrol, paclitaxel, peginterferon alfa-2, pentamidina, ácido poli-1-lático, ribavirina, rifabutina, rifampina, somatropina, testosterona, trimetrexato e valganciclovir; inibidores de integrase incluindo, mas não-limitados a, GS 9137, MK-0518; microbiocidas, incluindo, mas não-limitados a, BMS-378806, C31G, carbopol 974P, carragenano, sulfato de celulose, cianovirina-N, sulfato de dextrana, hidroxietil celulose, PRO 2000, SPL7013, tenofovir, UC- 781 e IL-2.
[00026] Formulações combinatórias e métodos de tratamento coordenados exemplares no tratamento da doença neoplásica empregam o composto de éster de forbol da Fórmula I em combinação com um ou mais tratamentos de doença neoplásica adicionais, ou outros agentes terapêuticos indicados, secundários ou adjuvantes. Os agentes terapêuticos secundários ou adjuvantes usados em combinação com, por exemplo, TPA, nestas modalidades podem possuir efeitos quimioterápicos diretos ou indiretos, sozinhos ou em combinação com, por exemplo, TPA, podem exibir outra atividade terapêutica adjuvante útil em combinação com, por exemplo, TPA (tal como atividade citotóxica, anti-inflamatória, de inibição de NF-KB, de indução de apoptose, de aumento de citocina Th1); ou podem exibir atividade terapêutica adjuvante útil para tratar neoplasias ou sintomas associados sozinhos ou em combinação com, por exemplo, TPA.
[00027] Agentes terapêuticos adjuvantes ou secundários úteis nestas formulações combinatórias e métodos de tratamento coordenados incluem doxorrubicina, vitamina D3, citarabina, citosina arabinosídeo, daunorrubicina, ciclofosfamida, gemtuzumab, ozogamicina, idarrubicina, mercaptopurina, mitoxantrona, tioguanina, aldesleucina, asparaginase, carboplatina, fosfato de etoposídeo, fludarabina, metotrexato, etoposídeo, dexametasona e trissalicilato de colina de magnésio. Além disso, a terapia adjuvante ou secundária pode ser usada tal como, mas não-limitada a, tratamento com radiação, terapia hormonal e cirurgia.
[00028] Os precedentes e objetivos adicionais, características, aspectos e vantagens da presente invenção ficarão aparentes a partir da seguinte descrição detalhada.
Descrição Detalhada de Modalidades Exemplares da Invenção
[00029] Novos métodos e composições foram identificados para uso em prevenção e/ou tratamento de doenças e condições citopáticas em indivíduos mamíferos. Em várias modalidades, os métodos e composições são eficazes para prevenir ou tratar HIV e AIDS e condições relacionadas, doenças causadas por HIV e AIDS, e/ou doenças adquiridas por causa da infecção por HIV ou AIDS. Em outras modalidades, os métodos e composições são eficazes para prevenir ou tratar doenças neoplásicas e sintomas de tais doenças. Tais doenças neoplásicas podem ou não ser malignas. Em algumas modalidades, as doenças neoplásicas podem ser cânceres sólidos ou não-sólidos. Em outras modalidades, os cânceres podem ser refratários ou recorrentes.
[00030] Formulações e métodos fornecidos neste pedido empregam um éster de forbol ou composto derivado da Fórmula I acima, incluindo todos os compostos ativos farmaceuticamente aceitáveis deste relatório descritivo, bem como vários complexos, sais, solvatos, isômeros, enantiômeros, polimorfos e profármacos destes compostos previstos e prontamente fornecidos e combinações dos mesmos como novos compostos de tratamento de HIV e AIDS.
[00031] Formulações e métodos fornecidos neste pedido adicionalmente empregam um éster de forbol ou composto derivado da Fórmula I acima, incluindo todos os compostos ativos farmaceuticamente aceitáveis deste relatório descritivo, bem como vários complexos, sais, solvatos, isômeros, enantiômeros, polimorfos e profármacos destes compostos previstos e prontamente fornecidos e combinações dos mesmos no tratamento de doenças neoplásicas.
[00032] Formulações e métodos de redução de carga viral fornecidos neste pedido empregam um éster de forbol ou composto derivado da Fórmula I acima, incluindo todos os compostos ativos farmaceuticamente aceitáveis deste relatório descritivo bem como vários complexos, sais, solvatos, isômeros, enantiômeros, polimorfos e profármacos destes compostos previstos e prontamente fornecidos e combinações dos mesmos como novos agentes de redução de carga viral.
[00033] Formulações e métodos de indução de apoptose fornecidos neste pedido empregam um éster de forbol ou derivado do composto da Fórmula I acima, incluindo todos os compostos ativos farmaceuticamente aceitáveis deste relatório descritivo, bem como vários complexos, sais, solvatos, isômeros, enantiômeros, polimorfos e profármacos destes compostos previstos e prontamente fornecidos e combinações dos mesmos como agentes quimioterápicos que induzem apoptose em neoplasias.
[00034] Formulações e métodos de indução de remissão fornecidos neste pedido empregam um éster de forbol ou derivado do composto da Fórmula I acima, incluindo todos os compostos ativos farmaceuticamente aceitáveis deste relatório descritivo, bem como vários complexos, sais, solvatos, isômeros, enantiômeros, polimorfos e profármacos destes compostos previstos e prontamente fornecidos e combinações dos mesmos como agentes antineoplásicos.
[00035] Formulações e métodos de aumento de imunorresponsividade fornecidos neste pedido empregam um éster de forbol ou derivado do composto da Fórmula I acima, incluindo todos os compostos ativos farmaceuticamente aceitáveis deste relatório descritivo, bem como vários complexos, sais, solvatos, isômeros, enantiômeros, polimorfos e profármacos destes compostos previstos e prontamente fornecidos e combinações dos mesmos como compostos imunoestimulatórios.
[00036] Formulações e métodos de aumento de citocina Th1 fornecidos neste pedido empregam um éster de forbol ou derivado do composto da Fórmula I acima, incluindo todos os compostos ativos farmaceuticamente aceitáveis deste relatório descritivo, bem como vários complexos, sais, solvatos, isômeros, enantiômeros, polimorfos e profármacos destes compostos previstos e prontamente fornecidos e combinações dos mesmos como novos agentes de aumento de citocina Th1.
[00037] Uma ampla faixa de indivíduos mamíferos, incluindo indivíduos humanos, são aquiescentes ao tratamento usando as formulações e métodos da invenção. Estes indivíduos incluem, mas não são limitados a, indivíduos sofrendo de doenças ou condições citopáticas incluindo doenças neoplásicas e doenças citopáticas virais, tais como HIV e AIDS.
[00038] Indivíduos aquiescentes ao tratamento incluem humano e outros indivíduos mamíferos HIV+ apresentando lesões orais, fadiga, micose de pele, febre, falta de apetite, diarreia, úlceras aftosas, má absorção, trombocitopenia, perda de peso, anemia, aumento de linfonodo, suscetibilidade e severidade de condições secundárias, tais como complexo mycobacterium avium, salmonelose, sífilis, neurossífilis, turberculose (TB), angiomatose bacilar, aspergilose, candidíase, coccidioidomicose, listeriose, doença inflamatória pélvica, linfoma de Burkitt, meningite criptocócica, histoplasmose, sarcoma de Kaposi, linfoma, linfoma não-Hodgkin sistêmico (NHL), linfoma primário de CNS, criptosporidiose, isosporiose, microsporidiose, pneumonia por pneumocystis carinii (PCP), toxoplasmose, citomegalovírus (CMV), hepatite, herpes simples, herpes zoster, papiloma vírus humano (HPV, verrugas genitais, câncer cervical), molusco contagioso, leucoplaquia pilosa oral (OHL) e leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML).
[00039] Nos métodos e composições da invenção, um ou mais composto(s) de éster de forbol da Fórmula I como descrito neste pedido é/são eficazmente formulados ou administrados como um agente eficaz para tratar HIV/AIDS e/ou distúrbios relacionados. Em modalidades exemplares, TPA é demonstrado com objetivos ilustrativos sendo um agente eficaz em formulações farmacêuticas e métodos terapêuticos, sozinho ou em combinação com um ou mais agente(s) terapêutico(s) adjuvante(s). A presente descrição ainda fornece compostos de éster de forbol adicionais farmaceuticamente aceitáveis na forma de um composto natural ou sintético, incluindo complexos, derivados, sais, solvatos, isômeros, enantiômeros, polimorfos e profármacos dos compostos descritos neste pedido, e combinações dos mesmos, que são eficazes como agentes terapêuticos nos métodos e composições da invenção no tratamento de HIV/AIDS e condições relacionadas.
[00040] Síndrome de deficiência imune adquirida ou síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS ou AIDS) é uma coleção de sintomas e infecções resultantes a partir de dano ao sistema imune causado pela infecção com vírus de imunodeficiência humana (HIV). O dano ao sistema imune deixa os indivíduos propensos a infecções oportunistas e tumores. Embora os tratamentos para AIDS e HIV existam para reduzir a velocidade da progressão do vírus e a severidade dos sintomas, não há cura conhecida.
[00041] HIV é um retrovírus que principalmente infecta componentes do sistema imune humano, tais como células T CD4+, macrófagos e células dendríticas. Quando células T CD4+ são destruídas e sua contagem total se reduz abaixo de 200 células T CD4+/μL de sangue ou a porcentagem de célula T CD4+, como uma fração dos linfócitos totais cai a menos de 14%, a imunidade celular é perdida, levando a AIDS.
[00042] Acredita-se atualmente que uma modificação no balanço de citocina Th1 e Th2 pode contribuir para desregulação imune associada com infecção por HIV. Células Th1 produzem citocinas que estimulam proliferação de células T citotóxicas. Células Th2 produzem citocinas que são responsáveis pela ativação das respostas imunes humorais em pessoas saudáveis. A progressão da infecção por HIV para AIDS é caracterizada por uma redução nos níveis de citocinas Th1 IL-2, IL-12 e IFN-y com um aumento concomitante nos níveis de citocinas Th2 IL- 4, IL-5 e IL-10. (Clerci, Immunology Today, v. 14, No. 3, p. 107-110, 1993; Becker, Virus Genes 28:1, 5-18 (2004)). Resistência à infecção por HIV e/ou resistência à progressão para AIDS podem então ser dependentes de uma dominância Th1>Th2.
[00043] Uma fração de células T de memória CD4+ contém pró- vírus transcricionalmente inativos para HIV integrados. Estes reservatórios latentes podem ser ativados para produzir o vírus contagioso ativo após ativação por antígenos ou citocinas específicos. A meia-vida destas células T de memória CD4 é pelo menos 44 meses que torna extremamente difícil eliminar HIV e requer continuação extensa de terapia antirretroviral mesmo quando os níveis de HIV no sangue periférico são indetectáveis.
[00044] Prostratina, 12-deoxiforbol 13-acetato, um éster de forbol de promoção antitumor, mostrou de acordo com o relatado, alguma eficácia para inibição da morte celular induzida por HIV e replicação viral. Prostratina, de acordo com o relatado, ativou a expressão viral em linhagens celulares latentemente infectadas, mas teve pouco ou nenhum efeito sobre linhagens celulares cronicamente infectadas (Gulakowski, et al., Antiviral Research v. 33, 87-97 (1997); Williams, et al., JBC v. 279, N. 40, P. 42008-42017 (2004)). Prostratina representa uma subclasse distinta de ativadores de proteína quinase C que têm atividades biológicas únicas que se diferenciam de ésteres de forbol de promoção de tumor, tais como TPA.
[00045] Indivíduos mamíferos aquiescentes ao tratamento com ésteres de forbol da Fórmula I, particularmente TPA, de acordo com os métodos da presente invenção adicionalmente incluem, mas não são limitados a, indivíduos mamíferos com doenças neoplásicas incluindo cânceres sólidos e não-sólidos, incluindo malignidades hematológicas/distúrbio da medula óssea, tais como leucemia, incluindo leucemia mieloide aguda (AML), leucemia mieloide crônica (CML), crise blástica da leucemia mieloide crônica, mielodisplasia, síndrome mieloproliferativa; linfoma, incluindo linfoma de Hodgkins e não-Hodgkins; adenocarcinoma subcutâneo; teratocarcinoma ovariano; e câncer de próstata. Em algumas modalidades, tais cânceres podem ser recorrentes ou refratários.
[00046] Nos métodos e composições da invenção, um ou mais composto(s) de éster de forbol da Fórmula I como descrito neste pedido é/são eficazmente formulado ou administrado como um agente eficaz para tratar doenças neoplásicas. Em modalidades exemplares, TPA é demonstrado com objetivos ilustrativos sendo um agente eficaz em formulações farmacêuticas e métodos terapêuticos, sozinho ou em combinação com um ou mais agente(s) terapêutico(s) adjuvante(s). A presente descrição ainda fornece compostos adicionais de éster de forbol farmaceuticamente aceitáveis na forma de um composto natural ou sintético, incluindo complexos, derivados, sais, solvatos, isômeros, enantiômetros, polimorfos e profármacos dos compostos descritos neste pedido, e combinações dos mesmos, que são eficazes como agentes terapêuticos nos métodos e composições da invenção no tratamento de doenças neoplásicas e sintomas de tais doenças.
[00047] Doença neoplásica é qualquer crescimento ou tumor causado pela divisão celular anormal e descontrolada; pode estender- se a outras partes do corpo pelo sistema linfático ou corrente sanguínea. Tais crescimentos podem ser malignos ou benignos, sólidos ou não-sólidos.
[00048] Em algumas modalidades, as doenças neoplásicas podem ser uma neoplasia hematológica/distúrbio de medula óssea, tal como leucemia mieloide aguda (AML). AML (também chamada de leucemia mielógena aguda, leucemia mieloblástica aguda, leucemia granulocítica aguda e leucemia não-linfocítica aguda) é o tipo mais comum de leucemia aguda em adultos. Em AML, células-tronco produzidas pela medula óssea normalmente desenvolvem-se em um tipo de célula branca sanguínea imatura chamadas mieloblastos (ou blastos mieloides). Em indivíduos sofrendo de AML, estes mieloblastos não amadurecem em células brancas sanguíneas saudáveis. Adicionalmente, células-tronco em indivíduos com AML podem desenvolver-se em células vermelhas sanguíneas ou plaquetas anormais. A falta de células sanguíneas normais aumenta a incidência de infecção, anemia e fácil sangramento. Adicionalmente, as células leucêmicas podem espalhar-se além do sangue a outras partes do corpo, incluindo o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), pele e gengivas.
[00049] A idade média de um paciente com AML é mais de 64 anos de idade. Pacientes acima de 60 anos de idade tratados para AML com quimioterapia padrão têm uma taxa de remissão de menos de 20%. Adicionalmente, pacientes que desenvolvem AML após um distúrbio hematológico antecedente ou quimioterapia/terapia com radiação leucemogênica prévia têm similarmente resultados insatisfatórios.
[00050] Forbol é um álcool policíclico natural, derivado da planta da família tigliano de diterpenos. Foi primeiro isolado em 1934 como o produto de hidrólise de óleo de cróton derivado das sementes de Croton tiglium. É bem-solúvel na maior parte de solventes orgânicos polares e em água. Ésteres do forbol têm a estrutura geral da Fórmula I, abaixo:
em que R1 e R2 são selecionados a partir do grupo consistindo em hidrogênio;
em que o grupo alquila contém 1 a 15 átomos de carbono;
e derivados substituídos dos mesmos e R3 pode ser hidrogênio,
ou derivados substituídos dos mesmos.
[00051] O termo "alquila inferior" ou "alquenila inferior" como usado neste pedido significa porções contendo 1 a 7 átomos de carbono. Nos compostos da Fórmula I, os grupos alquila ou alquenila podem ser de cadeia linear ou ramificada. Em algumas modalidades, um ou ambos R1 ou R2, são uma porção da cadeia carbônica longa (isto é, Fórmula I é decanoato ou miristato).
[00052] Os grupos alquila, alquenila, fenila e benzila das fórmulas neste pedido podem ser não-substituídos ou substituídos com halogênio, preferencialmente, cloro, flúor ou bromo; nitro; amino e radicais de tipo similar.
[00053] Formas orgânicas e sintéticas de ésteres de forbol, incluindo quaisquer preparações ou extratos de fontes herbais, tais como croton tiglium, são contempladas como composições úteis compreendendo ésteres de forbol (ou análogos de éster de forbol, compostos relacionados e/ou derivados) para uso nas modalidades deste pedido. Ésteres de forbol e/ou compostos relacionados úteis para uso nas modalidades neste pedido terão tipicamente uma estrutura como ilustrada na Fórmula I, embora análogos funcionalmente equivalentes, complexos, conjugados, e derivados de tais compostos também serão apreciados pelos versados na técnica quando dentro do escopo da invenção.
[00054] Em modalidades mais detalhadas, modificações estruturais ilustrativas de acordo com a Fórmula I acima serão selecionadas para fornecer compostos candidatos úteis para tratar e/ou prevenir HIV e AIDS e/ou doenças neoplásicas, em que: pelo menos um de R1 e R2 é outro que não hidrogênio e R3 é selecionado a partir do grupo consistindo em hidrogênio,
e derivados substituídos dos mesmos. Ainda em outra modalidade, R1 ou R2 é
o R1 ou R2 restante é
e R3 é hidrogênio
[00055] Uma modalidade exemplar de um composto de éster de forbol da Fórmula I útil no tratamento de doenças citopáticas, tais como HIV e AIDS e/ou doenças neoplásicas, particularmente AML, é encontrada em forbol 12-miristato-13-acetato (também conhecido como PMA ou 12-O-tetradecanoil-forbol-13-acetato (TPA)) mostrado na Fórmula II, abaixo.
[00056] Ésteres de forbol e compostos relacionados e derivados úteis adicionais nas formulações e métodos da invenção incluem, mas não são limitados a, outros sais ativos farmaceuticamente aceitáveis dos ditos compostos, bem como isômeros, enantiômeros, polimorfos, derivados glicosilados, solvatos, hidratos e/ou profármacos ativos dos ditos compostos. Formas adicionais exemplares de ésteres de forbol para uso nas composições e métodos da invenção incluem, mas não são limitadas a, forbol 13-butirato; forbol 12-decanoato; forbol 13- decanoato; forbol 12,13-diacetato; forbol 13,20-diacetato; forbol 12,13- dibenzoato; forbol 12,13-dibutirato; forbol 12,13-didecanoato; forbol 12,13-di-hexanoato; forbol 12,13-dipropionato; forbol 12-miristato; forbol 13-miristato; forbol 12,13,20-triacetato; 12-deoxiforbol 13- angelato; 12-deoxiforbol 13-angelato 20-acetato; 12-deoxiforbol 13- isobutirato; 12-deoxiforbol 13-isobutirato-20-acetato 12-deoxiforbol 13- fenilacetato; 12-deoxiforbol 13-fenilacetato 20-acetato; 12-deoxiforbol 13-tetradecanoato; forbol 12-tigliato 13-decanoato; 12-deoxiforbol 13- acetato; forbol 12-acetato; e forbol 13-acetato.
[00057] Composições para tratamento de doença citopática neste pedido compreendem composições para tratamentos de HIV e AIDS compreendendo uma quantidade eficaz antiAIDS de um composto de éster de forbol da Fórmula I, que é eficaz para profilaxia e/ou tratamento de HIV, AIDS, e/ou sintomas relacionados a HIV, incluindo infecções oportunistas, em um indivíduo mamífero. Uma quantidade eficaz "anti-HIV", "antiAIDS", ou "tratamento para AIDS" do composto ativo é terapeuticamente eficaz, em forma de dosagem de unidade única ou múltipla, durante um período especificado de intervenção terapêutica, para aliviar de modo mensurável um ou mais sintomas de AIDS em um indivíduo, e/ou aliviar um ou mais sintoma(s) ou condição(ões) associadas com a infecção por HIV no indivíduo. Nas modalidades exemplares, as composições da invenção são eficazes em métodos de tratamento para aliviar sintomas da AIDS ou outras condições relacionadas a HIV em humano e outros indivíduos mamíferos vulneráveis à infecção por HIV.
[00058] Composições para tratamento de doença citopática neste pedido adicionalmente podem compreender composições quimioterápicas compreendendo uma quantidade eficaz antineoplásica de um éster de forbol ou composto derivado da Fórmula I, que é eficaz para manutenção e tratamento de malignidades ou sintomas causados pelo câncer em um indivíduo mamífero. Uma quantidade eficaz de "quimioterápico", "antitumoral", "tratamento para câncer", "indução de apoptose", "indução de remissão", "manutenção de remissão"do composto ativo é terapeuticamente eficaz, em forma de dosagem de unidade única ou múltipla, durante um período especificado de intervenção terapêutica, para aliviar de modo mensurável, um ou mais sintomas de malignidade em um indivíduo, e/ou aliviar um ou mais sintoma(s) ou condição(ões) associadas com malignidade no indivíduo. Nas modalidades exemplares, as composições da invenção são eficazes em métodos de tratamento para aliviar sintomas de condições relacionadas de doença neoplásica em humano e outros indivíduos mamíferos vulneráveis a malignidades.
[00059] Tratamento de doença citopática, incluindo quimioterapia e tratamento de HIV, composições da invenção tipicamente compreendem uma quantidade eficaz ou dosagem de unidade de um composto de éster de forbol da Fórmula I, que pode ser formulada com um ou mais veículos, excipientes, transportadores, emulsificadores, estabilizadores, conservantes, tampões, e/ou outros aditivos farmaceuticamente aceitáveis que podem aumentar a estabilidade, entrega, absorção, meia-vida, eficácia, farmacocinética, e/ou farmacodinâmica, reduzir efeitos colaterais adversos, ou fornecer outras vantagens para uso farmacêutico. Quantidades eficazes de um éster de forbol ou composto relacionado ou derivado da Fórmula I (por exemplo, uma dose única compreendendo uma concentração/quantidade eficaz de TPA, ou de um sal selecionado, isômero, enantiômero, solvato, polimorfo e/ou profármaco farmaceuticamente aceitáveis de TPA) será prontamente determinado por aqueles versados na técnica, dependendo de fatores clínicos específicos do paciente. Quantidades de dose única eficazes adequadas dos compostos ativos para administração a indivíduos mamíferos, incluindo humanos, podem variar de 10 a 1500 μg, 20 a 1000 μg, 25 a 750 μg, 50 a 500 μg, ou 150 a 500 μg. Em certas modalidades, a dosagem eficaz de tratamento da doença de um composto de éster de forbol ou relacionado ou derivado da Fórmula I pode ser selecionada dentro de faixas mais estreitas de, por exemplo, 10 a 25 μg, 30 a 50 μg, 75 a 100 μg, 100 a 250 μg, ou 250 a 500 μg. Estas e outras quantidades de dosagem de unidade eficazes podem ser administradas em uma dose única, ou na forma de múltiplas doses diárias, semanais ou mensais, por exemplo, em um regime de dosagem compreendendo de 1 a 5, ou 2 a 3, doses administradas por dia, por semana, ou por mês. Em uma modalidade exemplar, dosagens de 10 a 30 μg, 30 a 50 μg, 50 a 100 μg, 100 a 250 μg, ou 250 a 500 μg, são administradas uma, duas, três, quatro, ou cinco vezes por dia. Em modalidades mais detalhadas, dosagens de 50 a 100 μg, 100 a 250 μg, 250 a 400 μg, ou 400 a 600 μg são administradas uma ou duas vezes diariamente. Em uma modalidade adicional, dosagens de 50 a 100 μg, 100 a 2500 μg, 250 a 400 μg, ou 400 a 600 μg são administradas dia sim dia não. Em modalidades alternativas, dosagens são calculadas com base no peso corporal, e podem ser administradas, por exemplo, em quantidades a partir de aproximadamente 0,5 μg/m2a aproximadamente 100μg/m2por dia, 1μg/m2a aproximadamente 75μg/m2por dia, 1μg/m2a aproximadamente 50μg/m2por dia, 2μg/m2a aproximadamente 50μg/m2por dia, 2μg/m2a aproximadamente 30μg/m2por dia ou 3μg/m2 a aproximadamente 30μg/m2 por dia.
[00060] A quantidade, momento e modo de entrega de composições da invenção compreendendo uma quantidade eficaz para tratamento de doença citopática de um composto de éster de forbol da Fórmula I (quantidade eficaz para tratamento de AIDS, prevenção de HIV, tratamento de HIV, ativação de reservatório de HIV, aumento de citocina Th1, indução de fosforilação de ERK, quimioterápico, antitumoral, tratamento de câncer, indução de remissão, manutenção de remissão, indução de apoptose) serão rotineiramente ajustados em uma base individual, dependendo de tais fatores como peso, idade, gênero, e condição do indivíduo, severidade da doença citopática e/ou sintomas relacionados, se a administração é profilática ou terapêutica, e com base em outros fatores conhecidos para efetuar a entrega, absorção, farmacocinética, incluindo meia-vida e eficácia do fármaco.
[00061] Uma dose eficaz ou regime de tratamento multidose para tratamento de doença citopática imediata das formulações da invenção (alternativamente, "tratamento para AIDS", "tratamento para HIV", "prevenção de HIV", "ativação de reservatório de HIV", ou "aumento de citocina Th1", "indução de fosforilação de ERK", "quimioterápico", "antitumoral", "tratamento de câncer", "indução de apoptose", "indução de remissão", "manutenção de remissão") serão ordinariamente selecionadas para se aproximar de um regime de dosagem mínimo que é necessário e suficiente para prevenir ou aliviar substancialmente os sintomas da doença citopática incluindo AIDS ou doenças neoplásicas, tais como câncer e doenças oportunistas relacionadas no indivíduo, e/ou substancialmente prevenir ou aliviar um ou mais sintomas associados com AIDS ou doenças neoplásicas, tais como câncer no indivíduo. Um protocolo de dosagem e administração muitas vezes incluirá terapia de dosagem repetida durante um curso de vários dias ou até uma ou mais semanas ou anos. Um regime de tratamento eficaz também pode envolver dosagem profilática administrada em um dia ou multidose por dia com base constante durante o curso de dias, semanas, meses ou até anos.
[00062] Vários ensaios e sistemas de modelos podem ser prontamente empregados para determinar a eficácia terapêutica do tratamento de doenças citopáticas. Por exemplo, no tratamento de HIV ou AIDS, a eficácia pode ser demonstrada por uma redução na carga viral, um aumento nas contagens de CD4, um aumento nas contagens de CD3, um aumento na produção de IL-2 e IFN, uma redução na produção de IL-4 e IL-10, e uma redução ou eliminação dos sintomas da AIDS entre outros métodos de determinação da eficácia conhecidos àqueles versados na técnica.
[00063] Eficácia das composições e métodos da invenção podem ser demonstrados, por exemplo, através de testes sanguíneos para anticorpos para HIV, carga viral, níveis de CD4, contagens de CD8 e contagens de CD3. Níveis normais de CD4 estão normalmente entre 600 e 1200 por microlitro, ou 32 a 68% de linfócitos. Indivíduos com uma contagem de CD4 de menos de 350 têm um sistema imune enfraquecido. Aqueles com uma contagem de CD4 de menos de 200 são considerados tendo AIDS. Níveis de CD8 em um indivíduo saudável estão geralmente entre 150 a 1000 por microlitro. Níveis de CD3 em um indivíduo saudável estão geralmente entre aproximadamente 885 a 2270 por microlitro. Níveis de células CD3, CD4 e CD8 podem ser medidos, por exemplo, usando citometria de fluxo. Quantidades eficazes das composições da invenção aumentarão níveis de células CD3, CD4 e CD8 positivas em pelo menos 10%, 20%, 30%, 50% ou maior redução, até 75 a 90%, ou 95% ou maior. Quantidades eficazes também moverão o perfil de CD3, CD4 e CD8 de um indivíduo em direção à categoria ótima para cada tipo de glicoproteína.
[00064] Indivíduos também podem ser avaliados usando um teste de beta2-microglobulina (beta2-M). Beta2-microglobulina é uma proteína liberada no sangue quando uma célula morre. Um nível sanguíneo crescente de beta2-M pode ser usado para medir a progressão da AIDS. Quantidades eficazes de uma composição da presente invenção levarão a uma redução ou cessação do aumento na quantidade de beta2-M.
[00065] Eficácia pode ser ainda demonstrada usando uma contagem sanguínea completa (CBC). As medições tomadas em uma CBC incluem uma contagem de célula branca sanguínea (WBC), uma contagem de célula vermelha sanguínea (RBC), amplitude de distribuição de células vermelhas, o hematócrito, e a quantidade de hemoglobina. Sinais específicos relacionados à AIDS em uma CBC incluem um hematócrito baixo, uma redução aguda no número de plaquetas no sangue, e um baixo nível de neutrófilos. Uma quantidade eficaz de uma composição da presente invenção aumentará os níveis medidos em uma contagem sanguínea completa em 10%, 20%, 30%, 50% ou maior aumento, até 75 a 90%, ou 95% ou maior. Quantidades eficazes também moverão a proteína sanguínea de um indivíduo em direção à categoria ótima para cada tipo de proteína.
[00066] Eficácia das composições e métodos da invenção também podem ser demonstrada por uma redução nos sintomas de HIV ou AIDS incluindo, mas não-limitados a, lesões orais, fadiga, micose de pele, febre, falta de apetite, diarreia, úlceras aftosas, má absorção, trombocitopenia, perda de peso, anemia, e aumento de linfonodo.
[00067] Eficácia das composições e métodos da invenção também podem ser demonstrada por uma redução na suscetibilidade e severidade de condições secundárias ou oportunistas, tais como complexo mycobacterium avium, salmonelose, sífilis, neurossífilis, turberculose (TB), angiomatose bacilar, aspergilose, candidíase, coccidioidomicose, listeriose, doença inflamatória pélvica, linfoma de Burkitt, meningite criptocócica, histoplasmose, sarcoma de Kaposi, linfoma, linfoma de não-Hodgkin sistêmico (NHL), linfoma primário de CNS, criptosporidiose, isosporiose, microsporidiose, pneumonia por pneumocystis carinii (PCP), toxoplasmose, citomegalovírus (CMV), hepatite, herpes simplex, herpes zoster, papiloma vírus humano (HPV, verrugas genitais, câncer cervical), molusco contagioso, leucoplaquia pilosa oral (OHL), e leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML).
[00068] Eficácia pode ser ainda demonstrada pela redução de HIV detectável no indivíduo infectado por HIV; manutenção de uma contagem normal de célula T; ou manutenção de níveis normais de antígeno p24.
[00069] Eficácia no tratamento de doenças neoplásicas também pode ser determinada por diversos métais como, mas não-limitados a, Escala de Desempenho ECOG, a Escala de Desempenho Karnofsky, exame microscópico de células sanguíneas, aspiração e biópsia de medula óssea, análise citogenética, biópsia, imunofenotipagem, estudos químicos do sangue, uma contagem sanguínea completa, biópsia de linfonodo, esfregaço de sangue periférico, análise visual de um tumor ou lesão, ou qualquer outro método de avaliação e/ou diagnóstico de malignidades e progressão tumoral conhecidos àqueles versados na técnica.
[00070] Por exemplo, eficácia das composições e métodos neste pedido no tratamento de malignidades hematológicas/distúrbios de medula óssea pode ser avaliada usando, uma contagem absoluta de neutrófilo (ANC). Uma ANC normal está entre 1.500 e 8.000/mm3. Indivíduos sofrendo de malignidades hematológicas/distúrbios da medula óssea frequentemente têm uma ANC abaixo de 1500/mm3, e podem até alcançar níveis abaixo de 500/mm3. Quantidades eficazes das composições e métodos neste pedido aumentarão a ANC de um indivíduo em 10%, 20%, 30%, 50% ou maior aumento, até 75 a 90%, 95% ou mais. Quantidades eficazes podem aumentar níveis de ANC acima de 1500/mm3.
[00071] Eficácia das composições e métodos neste pedido no tratamento de malignidades hematológicas/distúrbios da medula óssea pode ser ainda avaliada usando, por exemplo, uma contagem de plaquetas. Uma contagem de plaquetas está normalmente entre 150.000 a 450.000 plaquetas por microlitro (x 10-6/Litro). Indivíduos sofrendo de malignidades hematológicas/distúrbio da medula óssea podem ter contagens de plaquetas abaixo de 100.000 por microlitro. Quantidades eficazes das composições e métodos neste pedido aumentarão a contagem de plaquetas de um indivíduo em 10%, 20%, 30%, 50% ou aumento maior, até 75 a 90%, 95% ou maior. Quantidades eficazes podem aumentar níveis de plaquetas acima de 100.000 por microlitro.
[00072] Eficácia das composições e métodos neste pedido no tratamento de malignidades hematológicas/distúrbios da medula óssea pode ser adicionalmente avaliada, por exemplo, pela mensuração do número de mieloblastos. Mieloblastos normalmente representam menos de 5% das células na medula óssea mas não devem estar presentes no sangue circulante. Quantidades eficazes das composições e métodos neste pedido diminuirão o número de mieloblastos em 10%, 20%, 30%, 50% ou mais, até 75 a 90%, ou 96% ou redução maior. Quantidades eficazes podem reduzir mieloblastos para abaixo de 5%.
[00073] Eficácia das composições e métodos neste pedido no tratamento de malignidades hematológicas/distúrbios da medula óssea pode ser ainda avaliada pelo exame de mieloblastos para a presença de bastonetes de Auer. Quantidades eficazes das composições da presente invenção diminuirão o número de bastonetes de Auer visíveis em 10%, 20%, 30%, 50% ou mais, até 75 a 90%, 96% ou maior redução até a eliminação completa de bastonetes de Auer.
[00074] Eficácia das composições e métodos da invenção também podem ser demonstrada por uma redução nos sintomas de indivíduos sofrendo de doença neoplásica incluindo, mas não-limitados a, anemia; fadiga crônica; sangramento excessivo ou fácil, tal como sangramento do nariz, gengivas e sob a pele; contusão fácil, particularmente contusão sem causa evidente; falta de ar; petéquia; febre recorrente; gengivas inchadas; cicatrização lenta de cortes; desconforto ósseo e articular; infecções recorrentes; perda de peso; coceira; suores noturnos; inchaço de linfonodo; febre; dor e desconforto abdominal; distúrbios na visão; tosse; perda de apetite; dor no peito; dificuldade de deglutição; inchaço da face, pescoço e extremidades superiores; uma necessidade de urinar frequentemente, especialmente à noite; dificuldade de urinação inicial ou retenção de urina; fluxo débil ou interrompido de urina; urinação dolorosa ou ardente; dificuldade em ter uma ereção; ejaculação dolorosa; sangue na urina ou esperma; dor frequente ou rigidez nas costas, quadris, ou coxas superiores; e fraqueza.
[00075] Para cada uma das condições indicadas descritas neste pedido, indivíduos teste exibirão 10%, 20%, 30%, 50% ou redução maior, até 75 a 90%, 96% ou maior, redução, em um ou mais sintoma(s) causado por, ou associado com, a doença citopática, ou doenças ou condições relacionadas no indivíduo, comparado com indivíduos tratados com placebo ou outro controle adequado.
[00076] Nos aspectos adicionais da invenção, formulações e métodos de administração coordenados para tratamento de doença citopática combinatória (tratamento para AIDS, prevenção de HIV, tratamento para HIV, ativação de reservatório de HIV, aumento de citocina Th1, indução de fosforilação de ERK, indução de apoptose, quimioterápico, antitumoral, tratamento de câncer, indução de remissão, manutenção de remissão) são fornecidos as quais empregam uma quantidade eficaz de um composto de éster de forbol da Fórmula I e um ou mais agente(s) secundário ou adjuvante que é/são combinatoriamente formulado ou coordenadamente administrado com composto de éster de forbol da Fórmula I para produzir uma composição de tratamento de doença citopática combinada, multiativa ou método de tratamento coordenado.
[00077] Formulações combinatórias exemplares e métodos de tratamento coordenados neste contexto empregam o éster de forbol da Fórmula I em combinação com um ou mais agente(s) antiAIDS secundário, ou com um ou mais agente(s) terapêutico(s) adjuvante(s) que é/são útil para tratamento ou profilaxia da doença, condição e/ou sintoma(s)-alvo (ou associado) na formulação combinatória selecionada ou regime de tratamento coordenado. Para a maioria das formulações combinatórias e métodos de tratamento coordenados da invenção, um composto de éster de forbol da Fórmula I ou composto relacionado ou derivado é formulado, ou coordenadamente administrado, em combinação com um ou mais agente(s) terapêutico secundário ou adjuvante, para produzir uma formulação combinada ou método de tratamento coordenado que é combinatoriamente eficaz ou coordenadamente útil para tratar HIV/AIDS e/ou um ou mais sintoma(s) de uma doença ou condição oportunista ou secundária no indivíduo. Formulações combinatórias exemplares e métodos de tratamento coordenados neste contexto empregam um composto de éster de forbol da Fórmula I em combinação com um ou mais agentes terapêuticos secundários ou adjuvantes selecionados a partir de, por exemplo, inibidores de protease, incluindo, mas não-limitados a, saquinavir, indinavir, ritonavir, nelfinavir, atazanavir, darunavir, fosanprenavir, tipranavir e amprenavir; inibidores nucleosídicos de transcriptase reversa incluindo mas não-limitados a, zidovudina, didanosina, estavudina, lamivudina, zalcitabina, entricitabina, tenofovir disoproxil fumarato, AVX754 e abacavir; inibidores não-nucleosídicos de transcriptase reversa incluindo, mas não-limitados a, nevaripina, delavirdina, calanolida A, TMC125 e efavirenz; fármacos de combinação incluindo, mas não-limitados a, efavirenz/entricitabina/tenofovir disoproxil fumarato, lamivudina/zidovudina, abacavir/lamivudina, abacavir/lamivudina/zidovudina, entricitabina/tenoforvir disoproxil fumarato, sulfametoxazol/trimetoprim, e lopinavir/ritonavir; inibidores de entrada e fusão, incluindo, mas não-limitados a, enfuvirtida, AMD070, BMS-488043, fozivudina tidoxil, GSK-873,140, PRO 140, PRO 542, Peptídeo T, SCH-D, TNX-355, e UK-427.857; tratamentos de infecções oportunistas e outras condições associadas com AIDS e HIV incluindo, mas não-limitados a, aciclovir, adefovir dipivoxil, aldesleucina, anfotericina b, azitromicina, hidroxilapatita de cálcio, claritromicina, doxorrubicina, dronabinol, entecavir, epoetina alfa, etoposídeo, fluconazol, ganciclovir, imunoglobulinas, interferon alfa-2, isoniazida, itraconazol, megestrol, paclitaxel, peginterferon alfa-2, pentamidina, ácido poli-1-lático, ribavirina, rifabutina, rifampina, somatropina, testosterona, trimetrexato, e valganciclovir; inibidores de integrase incluindo, mas não-limitados a, GS 9137, MK-0518; microbiocidas, incluindo, mas não-limitados a, BMS-378806, C31G, carbopol 974P, carragenano, sulfato de celulose, cianovirina-N, sulfato de dextrana, hidroxietil celulose, PRO 2000, SPL7013, tenofovir, UC- 781 e IL-2.
[00078] Formulações combinatórias e métodos de tratamento coordenados exemplares adicionais podem empregar adicionalmente éster de forbol da Fórmula I em combinação com um ou mais agente(s) antitumoral secundário, ou com um ou mais agente(s) terapêutico(s) adjuvante(s) que é/são útil para tratamento ou profilaxia da doença, condição e/ou sintoma(s)-alvo (ou associados) na formulação combinatória selecionada ou regime de tratamento coordenado. Para a maioria das formulações combinatórias e métodos de tratamento coordenados da invenção, um composto de éster de forbol da Fórmula I ou composto relacionado ou derivado é formulado, ou coordenadamente administrado, em combinação com um ou mais agente(s) terapêutico secundário ou adjuvante, para produzir uma formulação combinada ou método de tratamento coordenado que é combinatoriamente eficaz ou coordenadamente útil para tratar doenças neoplásicas e um ou mais sintoma(s) de uma doença ou condição secundária no indivíduo. Formulações combinatórias exemplares e métodos de tratamento coordenados neste contexto empregam um composto de éster de forbol da Fórmula I em combinação com um ou mais agentes terapêuticos secundários ou adjuvantes selecionados a partir de, por exemplo, agents quimioterápicos, agentes anti-inflamatórios, doxorrubicina, vitamina D3, citarabina, citosina arabinosídeo, daunorrubicina, ciclofosfamida, gemtuzumab, ozogamicina, idarrubicina, mercaptopurina, mitoxantrona, tioguanina, aldesleucina, asparaginase, carboplatina, fosfato de etoposídeo, fludarabina, metotrexato, etoposídeo, dexametasona, e trissalicilato de colina de magnésio. Além disso, terapias adjuvantes ou secundárias podem ser usadas tais como, mas não-limitadas a, tratamento com radiação, terapia hormonal e cirurgia.
[00079] Em certas modalidades, a invenção fornece formulações para tratamento de doença citopática combinatória (tratamento para AIDS, prevenção de HIV, tratamento para HIV, ativação de reservatório de HIV, aumento de citocina Th1, indução de fosforilação de ERK, indução de apoptose, quimioterápico, antitumoral, tratamento de câncer, indução de remissão, manutenção de remissão) compreendendo um éster de forbol e um ou mais agente(s) adjuvante(s) que tem atividade de tratamento de doença citopática. Em tais formulações combinatórias, um éster de forbol da Fórmula I e agente(s) adjuvante(s) que tem atividade de tratamento de doença citopática estará presente em uma formulação combinada em quantidades eficazes no tratamento de doença citopática (tratamento de AIDS, prevenção de HIV, tratamento de HIV, ativação de reservatório de HIV, aumento de citocina Th1, indução de apoptose, indução de fosforilação de ERK, quimioterápico, antitumoral, tratamento de câncer, indução de remissão, manutenção de remissão), sozinhas ou em combinação. Em modalidades exemplares, um composto de éster de forbol da Fórmula I e um agente(s) de éster de não-forbol estarão presentes em uma quantidade para tratamento de doença citopática (isto é, na dose única o que por si só provoca um alívio detectável de sintomas no indivíduo). Alternativamente, a formulação combinatória pode compreender um ou ambos os compostos de éster de forbol da Fórmula I e os agentes de éster de não-forbol na quantidade(s) de dose única subterapêutica, em que a formulação combinatória compreendendo ambas as características dos agentes, uma dosagem combinada de ambos os agentes que é coletivamente eficaz na obtenção de uma resposta de alívio de sintoma de condição ou doença citopática. Dessa forma, um ou ambos os agentes de éster de forbol de Fórmula I e éster de não-forbol podem estar presentes na formulação, ou administrados em um protocolo de administração coordenada, em uma dose subterapêutica, mas coletivamente na formulação ou método provocam uma redução detectável em sintomas da doença citopática no indivíduo. Por exemplo, em algumas modalidades, a formulação combinatória pode incluir um ou mais compostos de um protocolo de terapia antirretroviral altamente ativo (protocolos HAART) em combinação com um éster de forbol, entre outras combinações. Outras formulações combinatórias, por exemplo, podem incluir um éster de forbol e/ou compostos eficazes no tratamento das infecções oportunistas de AIDS bem como compostos de protocolos HAART. Em outras modalidades, a formulação combinatória pode incluir um ou mais reagentes quimioterápicos adicionais.
[00080] Para praticar métodos de administração coordenada da invenção, um composto de éster de forbol da Fórmula I pode ser administrado, simultaneamente ou sequencialmente, em um protocolo de tratamento coordenado com um ou mais agentes terapêuticos secundários ou adjuvantes contemplados neste pedido. Dessa maneira, em certas modalidades, um composto é administrado coordenadamente com um agente de éster de não-forbol, ou qualquer outro agente terapêutico secundário ou adjuvante contemplado neste pedido, usando formulações separadas ou uma formulação combinatória como descrito acima (isto é, compreendendo um composto de éster de forbol da Fórmula I ou composto relacionado ou derivado, e um agente terapêutico de éster de não-forbol). Esta administração coordenada pode ser feita simultaneamente ou sequencialmente em qualquer ordem, e pode haver um período de tempo enquanto somente um ou ambos (ou todos) agentes terapêuticos ativos individualmente e/ou coletivamente exercem suas atividades biológicas.
[00081] Em uma modalidade, tais métodos de tratamento coordenados, por exemplo, podem seguir ou ser derivados de vários protocolos de terapia antirretroviral altamente ativos (protocolos HAART) e incluir regimes tais como, mas não-limitados a, dois análogos nucleosídicos inibidores de transcriptase reversa mais um ou mais inibidores de protease ou análogo não-nucleosídico inibidor de transcriptase reversa com um éster de forbol da Fórmula I, entre outras combinações. Outros métodos de tratamento coordenado, por exemplo, podem incluir um éster de forbol e/ou tratamentos de infecções oportunistas bem como compostos de protocolos HAART. Um aspecto distinto de tais métodos de tratamento coordenados é que o composto de éster de forbol da Fórmula I exerce pelo menos alguma atividade, que produz uma resposta clínica favorável em conjunto com uma redução de sintomas complementares de AIDS, ou distinta resposta clínica fornecida pelo agente terapêutico secundário ou adjuvante. Muitas vezes, a administração coordenada do composto de éster de forbol da Fórmula I com o agente terapêutico secundário ou adjuvante produzirá resultados terapêuticos ou profiláticos melhorados no indivíduo além de um efeito terapêutico provocado pelo composto de éster de forbol da Fórmula I, ou agente terapêutico secundário ou adjuvante administrado sozinho. Esta qualificação contempla ambos os efeitos diretos, bem como efeitos indiretos.
[00082] Nas modalidades exemplares, um composto de éster de forbol da Fórmula I é administrado coordenadamente (simultaneamente ou sequencialmente, na formulação(ões) combinada ou separada), com um ou mais agentes de tratamento de HIV secundários, ou outros agentes terapêuticos indicados ou adjuvantes, por exemplo, selecionado a partir de, por exemplo, inibidores de protease, incluindo, mas não-limitados a, saquinavir, indinavir, ritonavir, nelfinavir, atazanavir, darunavir, fosamprenavir, tipranavir e amprenavir; inibidores nucleosídicos de transcriptase reversa incluindo mas não-limitados a, zidovudina, didanosina, estavudina, lamivudina, zalcitabina, entricitabina, tenofovir disoproxil fumarato, AVX754 e abacavir; inibidores não-nucleosídicos de transcriptase reversa incluindo, mas não-limitados a, nevaripina, delavirdina, calanolida A, TMC125 e efavirenz; fármacos de combinação incluindo, mas não- limitados a, efavirenz/ entricitabina/tenofovir disoproxil fumarato, lamivudina/zidovudina, abacavir/lamivudina, abacavir/lamivudina/zidovudina, entricitabina/tenoforvir disoproxil fumarato, sulfametoxazol/trimetoprim, e lopinavir/ritonavir; inibidores de entrada e fusão, incluindo, mas não-limitados a, enfuvirtida, AMD070, BMS-488043, fozivudina tidoxil, GSK-873,140, PRO 140, PRO 542, Peptídeo T, SCH-D, TNX-355, e UK-427.857; tratamentos para infecções oportunistas e outras condições associadas com AIDS e HIV incluindo, mas não-limitados a, aciclovir, adefovir dipivoxil, aldesleucina, anfotericina b, azitromicina, hidroxilapatita de cálcio, claritromicina, doxorrubicina, dronabinol, entecavir, epoetina alfa, etoposídeo, fluconazol, ganciclovir, imunoglobulinas, interferon alfa-2, isoniazida, itraconazol, megestrol, paclitaxel, peginterferon alfa-2, pentamidina, ácido poli-1-lático, ribavirina, rifabutina, rifampina, somatropina, testosterona, trimetrexato e valganciclovir; inibidores de integrase incluindo, mas não-limitados a, GS 9137, MK-0518; microbiocidas, incluindo, mas não-limitados a, BMS-378806, C31G, carbopol 974P, carragenano, sulfato de celulose, cianovirina-N, sulfato de dextrana, hidroxietil celulose, PRO 2000, SPL7013, tenofovir, UC- 781 e IL-2.
[00083] Em outra modalidade, tais métodos de tratamento coordenados, por exemplo, podem seguir ou ser derivados de vários protocolos quimioterápicos. Outros métodos de tratamento coordenado, por exemplo, podem incluir um éster de forbol e/ou tratamentos de sintomas adicionais de doenças neoplásicas. Um aspecto distinto de tais métodos de tratamento coordenado é que o composto de éster de forbol da Fórmula I exerce pelo menos alguma atividade, que produz uma resposta clínica favorável em conjunto com uma redução de sintomas complementares de doença neoplásica, ou resposta clínica distinta fornecida pelo agente terapêutico secundário ou adjuvante. Muitas vezes, a administração coordenada do composto de éster de forbol da Fórmula I com o agente terapêutico secundário ou adjuvante produzirá resultados terapêuticos ou profiláticos melhorados no indivíduo além de um efeito terapêutico obtido pelo composto de éster de forbol da Fórmula I, ou o agente terapêutico secundário ou adjuvante administrado sozinho. Esta qualificação contempla ambos os efeitos diretos bem como efeitos indiretos.
[00084] Nas modalidades exemplares, um composto de éster de forbol da Fórmula I será coordenadamente administrado (simultaneamente ou sequencialmente, na formulação(ões) combinada ou separada), com um ou mais agentes secundários de tratamento de câncer, ou outros agentes terapêuticos indicados ou adjuvantes, por exemplo, doxorrubicina, vitamina D3, citarabina, citosina arabinosídeo, daunorrubicina, ciclofosfamida, gemtuzumab, ozogamicina, idarrubicina, mercaptopurina, mitoxantrona, tioguanina, aldesleucina, asparaginase, carboplatina, fosfato de etoposídeo, fludarabina, metotrexato, etoposídeo, dexametasona e trissalicilato de colina de magnésio.
[00085] Como observado acima, em todas várias modalidades da invenção contempladas neste pedido, os métodos e formulações de tratamento de doença citopática podem empregar um composto de éster de forbol da Fórmula I em qualquer de várias formas, incluindo qualquer uma ou combinação dos sais, solvatos, isômeros, enantiômeros, polimorfos, solvatos, hidratos e/ou profármacos do composto individual farmaceuticamente aceitáveis. Em modalidades exemplares da invenção, TPA é empregado nas formulações e métodos terapêuticos com objetivos ilustrativos.
[00086] As composições farmacêuticas da presente invenção podem ser administradas por quaisquer meios que alcançam seu objetivo terapêutico ou profilático desejado. Vias adequadas de administração para as composições da invenção incluem, mas não são limitadas a, vias de entrega, dispositivos e métodos convencionais incluindo métodos injetáveis tais como, mas não-limitados a vias intravenosa, intramuscular, intraperitoneial, intraespinhal, intratecal, intracerebroventricular, intra-arterial, subcutânea e intranasal.
[00087] As composições da presente invenção podem incluir ainda um veículo farmaceuticamente aceitável apropriado para o modo particular de administração que é empregado. Formas de dosagem das composições da’ presente invenção incluem excipientes reconhecidos na técnica farmacêutica composta como sendo adequada para a preparação de unidades de dosagem como discutido acima. Tais excipientes incluem, sem limitação desejada, aglutinantes, enchedores, lubrificantes, emulsificadores, agentes de suspensão, adoçantes, flavorizantes, conservantes, tampões, agentes umidificantes, desintegrantes, agentes efervescentes e outros excipientes convencionais e aditivos.
[00088] Se desejado, as composições da invenção podem ser administradas em uma forma de liberação controlada pelo uso de um veículo de liberação lenta, tal como um polímero de liberação lenta hidrofílico. Agentes de liberação controlada exemplares neste contexto incluem, mas não são limitados a, hidroxipropil metil celulose, tendo uma viscosidade na faixa de aproximadamente 100 cps a aproximadamente 100.000 cps ou outras matrizes biocompatíveis, tais como colesterol.
[00089] Algumas composições de éster de forbol da Fórmula I da invenção são projetadas para administração parenteral, por exemplo, para ser administradas intravenosamente, intramuscularmente, subcutaneamente ou intraperitonialmente, incluindo soluções injetáveis estéreis aquosas e não-aquosas que, como muitas outras composições contempladas da invenção, podem conter opcionalmente antioxidantes, tampões, bacteriostáticos e/ou solutos que tornam a formulação isotônica com o sangue do indivíduo mamífero; e suspensões estéreis aquosas e não-aquosas que podem incluir agentes de suspensão e/ou agentes espessantes. As formulações podem ser apresentadas em recipientes de dose única ou multidose. Composições e formulações adicionais da invenção podem incluir polímeros para liberação estendida após administração parenteral. As preparações parenterais podem ser soluções, dispersões ou emulsões adequadas para tal administração. Os agentes individuais também podem ser formulados nos polímeros de liberação estendida após administração parenteral. Formulações e ingredients farmaceuticamente aceitáveis serão tipicamente estéreis ou prontamente esterilizáveis, biologicamente inertes, e facilmente administrados. Tais materiais poliméricos são bem-conhecidos àqueles versados nas técnicas de composição farmacêutica. Preparações parenterais tipicamente contêm agentes de tamponamento e conservantes, e fluidos injetáveis que são farmaceuticamente e fisiologicamente aceitáveis, tais como água, solução salina fisiológica, soluções balanceadas de sal, dextrose aquosa, glicerol ou similares. Soluções de injeção, emulsões e suspensões extemporâneas podem ser preparadas de pó estéril, grânulos e pastilhas da espécie anteriormente descrita.Formulações de dosagem de unidade preferenciais são aquelas contendo uma dose diária ou única, sub-dose diária, como descrito acima neste pedido, ou uma fração apropriada do mesmo, do ingrediente(s) ativo.
[00090] Em modalidades mais detalhadas, as composições da invenção podem compreender um composto de éster de forbol da Fórmula I encapsulado para entrega em microcápsulas, micropartículas, ou microesferas, preparadas, por exemplo, por técnicas de coacervação ou por polimerização interfacial, por exemplo, hidroximetilcelulose ou microcápsulas de gelatina e microcápsulas de poli(metilmetacilato), respectivamente; em sistemas de entrega de fármaco coloidais (por exemplo, lipossomas, microesferas de albumina, microemulsões, nanopartículas e nanocápsulas); ou em macroemulsões.
[00091] Como observado acima, em certas modalidades, os métodos e composições da invenção podem empregar sais farmaceuticamente aceitáveis, por exemplo, sais de adição ácida ou básica dos compostos de éster de forbol acima descritos de Fórmula I e/ou compostos relacionados ou derivados. Exemplos de sais de adição farmaceuticamente aceitáveis incluem sais de adição ácida inorgânicos e orgânicos. Sais de adição ácidos adequados são formados de ácidos que formam sais não-tóxicos, por exemplo, cloridrato, bromidrato, iodidrato, sulfato, sulfato de hidrogênio, nitrato, fosfato e sais de fosfato de hidrogênio. Sais adicionais farmaceuticamente aceitáveis incluem, mas não são limitados a, sais metálicos, tais como sais de sódio, sais de potássio, sais de césio e similares; metais alcalino-terrosos, tais como sais de cálcio, sais de magnésio e similares; sais orgânicos de amina, tais como sais de trietilamina, sais de piridina, sais de picolina, sais de etanolamina, sais de trietanolamina, sais de diciclo-hexilamina, sais de N,N'- dibenziletilenodiamina e similares; sais ácidos orgânicos, tais como sais de acetato, citrato, lactato, succinato, tartarato, maleato, fumarato, mandelato, acetato, dicloroacetato, trifluoroacetato, oxalato, e formato; sulfonatos, tais como sais de metanossulfonato, benzenossulfonato, e p-toluenossulfonato; e sais de aminoácidos, tais como sais de arginato, asparaginato, glutamato, tartarato e gliconato. Sais básicos adequados são formados de bases que formam sais não-tóxicos, por exemplo, sais de alumínio, cálcio, lítio, magnésio, potássio, sódio, zinco e dietanolamina.
[00092] Outras modalidades detalhadas, os métodos e composições da invenção para empregar profármacos de ésteres de forbol da Fórmula I. Profármacos são considerados quaisquer veículos covalentemente ligados que libera o fármaco parental ativo in vivo. Exemplos de profármacos úteis na invenção incluem ésteres ou amidas com hidroxialquila ou aminoalquila como um substituinte e estes podem ser preparados pela reação de tais compostos como descrito acima com anidridos, tais como anidrido succínico.
[00093] A invenção descrita neste pedido será também entendida englobando métodos e composições compreendendo ésteres de forbol da Fórmula I usando produtos metabólicos in vivo dos ditos compostos (ou gerados in vivoapós administração do composto precursor individual, ou diretamente administrado na forma do próprio produto metabólico). Tais produtos podem resultar por exemplo, da oxidação, redução, hidrólise, amidação, esterificação e similares do composto administrado, principalmente devido a processos enzimáticos. Consequentemente, a invenção inclui métodos e composições da invenção empregando compostos produzidos por um processo compreendendo contactar um composto de éster de forbol da Fórmula I com um indivíduo mamífero por um período de tempo suficiente para produzir um produto metabólico do mesmo. Tais produtos tipicamente são identificados pela preparação de um composto radioetiquetado da invenção, administrando-o parenteralmente em uma dose detectável a um animal, tal como rato, camundongo, porquinho da Índia, macaco, ou ao homem, permitindo tempo suficiente para o metabolismo ocorrer e isolando seus produtos de conversão a partir da urina, sangue ou outras amostras biológicas.
[00094] A invenção descrita neste pedido também será entendida englobando composições diagnósticas para diagnosticar nível de risco, presença, severidade, ou indícios de tratamento, ou de outra maneira manejar doenças citopáticas incluindo, mas não-limitadas a, doenças neoplásicas incluindo doenças neoplásicas malignas, tais como leucemia, e AIDS ou uma doença ou condição relacionada em um indivíduo mamífero, compreendendo contactar com um composto de éster de forbol da Fórmula I etiquetado (por exemplo, isotopicamente etiquetado, fluorescentemente etiquetado ou de outra maneira etiquetado para permitir a detecção dos métodos convencionais usando compostos etiquetados) a um indivíduo mamífero (por exemplo, a uma célula, tecido, órgão, ou indivíduo) em risco ou apresentando um ou mais sintoma(s) ou câncer e/ou AIDS, e após isso detecção da presença, posição, metabolismo, e/ou estado de ligação (por exemplo, detecção de ligação a um parceiro de ligação não etiquetado envolvido na fisiologia/metabolismo do receptor de HIV ou fisiologia/metabolismo do receptor de célula maligna) do composto etiquetado usando qualquer um de uma ampla coleção de ensaios e métodos de marcação/detecção conhecidos. Em modalidades exemplares, um composto de éster de forbol da Fórmula I é isotopicamente etiquetado por ter um ou mais átomos substituídos por um átomo que tem um número de massa atômica ou número de massa diferentes. Exemplos de isótopos que podem ser incorporados nos compostos descritos incluem isótopos de hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio, fósforo, flúor e cloro, tal como 2H, 3H, 13C, 14C, 15N, 18O, 17O, 31P, 32P, 35S, 18F, e 36Cl, respectivamente. O composto etiquetado isotopicamente é então administrado a um ou outro indivíduo e posteriormente detectado como descrito acima, produzindo dados de manejo diagnósticos e/ou terapêuticos úteis, de acordo com técnicas convencionais.
Exemplos
[00095] Os experimentos descritos abaixo demonstram novos e potentes usos para ésteres de forbol e compostos derivados como fármacos para tratamento de HIV que podem reduzir eficazmente os sintomas da AIDS. Em estudos clínicos exemplares, indivíduos que foram não-responsivos a tratamentos tradicionais para HIV e AIDS foram responsivos a tratamentos com TPA. O tratamento com TPA foi permitido quando "compassivo" e recuperação de alguns pacientes foi considerada salva-vidas de acordo com médicos assistentes. Os experimentos descritos abaixo adicionalmente demonstram a utilidade de ésteres de forbol e compostos derivados no tratamento de doenças neoplásicas. Estes e achados adicionais são ainda expandidos e elucidados nos seguintes exemplos.
Exemplo I
[00096] Efeito de TPA nas Células Brancas Periféricas Sanguíneas (WBC) e Contagem de Hemoglobina (Hb) em Camundongos Injetados com Células S180:
[00097] Células de sarcoma 180 (S180) foram injetadas em camundongos Kwen-Ming. No terceiro dia, os camundongos receberam TPA interperitonealmente (i.p.) em 50, 100 ou 200 μg/kg/dia por 7 dias. No segundo dia Após tratamento ser completado, amostras de sangue foram tomadas a partir das caudas dos camundongos tratados para análises de WBC e Hb. As contagens de WBC dos grupos tratados (50, 100, ou 200 μg/kg/dia por 7 dias) foram 16,1±7,4, 18,7±3,0 e 20,7±3,4 x109/L, respectivamente; a contagem de WBC do grupo controle foi 13,6±1,8x109/L. As Hb's dos grupos tratados foram 136±11, 149±12 e 149±10 g/L, e Hb do grupo controle foi 134±15 g/L. Os resultados indicam que injeção de TPA intraperitoneal pode aumentar as contagens de WBC periféricas em camundongos de uma maneira dose dependente, ao passo que os níveis de Hb não foram grandemente afetados em camundongos tratados com TPA quando comparados aos camundongos controle.
Exemplo II
Estudo de Variação de Dose
[00098] Devido à forte irritação local causada pela aplicação de TPA, TPA foi dado a pacientes por infusão intravenosa (i.v.). Solução de TPA em uma seringa estéril foi injetada em 200 ml da solução salina estéril e bem-misturada para infusão (i.v.).
[00099] A Toxicidade e Efeitos Colaterais de Diferentes Doses de TPA Administradas Clinicamente:
[000100] (1) TPA dado a 1 mg/paciente/semana:
[000101] Um mg de TPA em solução foi bem-misturado com 200 ml de solução salina estéril para infusão intravenosa que foi concluída em 1 h a taxa de 16 μg/min. Uma hora após administração de TPA, os pacientes começaram a ter calafrios que duraram por aproximadamente 30 minutos, seguidos por febre, (a temperatura dos pacientes alcançou 37,5 a 39,5°C, que durou de 3 a 5 h, então retornou ao normal) com perspiração leve a pesada. Os sintomas acima mencionados puderam ser aliviados dando glicocorticoides aos pacientes. TPA a esta dose causou sangramento em uma minoria de pacientes, vários pacientes sofreram uma dificuldade por curto período de tempo na respiração, e Hb foi detectada na urina. Entretanto, estes efeitos colaterais foram curtos e reversíveis. As funções cardíaca, hepática, renal e pulmonar foram consideradas normais.
[000102] (2) TPA dado a 0,5 mg/pacientes x 2/semana: (duas doses por semana) 0,5 mg de TPA em solução foram bem-misturados com 200 ml de solução salina para infusão intravenosa que foi concluída em 1 h a taxa de 8 μg/min. As reações após administração foram similares àquela de dosagem de TPA de 1 mg, mas até um menor ponto do que a dose de 1 mg. Os pacientes toleraram a dose menor mais facilmente. Ocasionalmente, Hb foi detectada na urina dos pacientes. Dificuldade na respiração não foi observada. As funções cardíaca, hepática, renal e pulmonar foram todas normais.
[000103] (3) TPA dado a 0,25 mg/pacientes x 4/semana: 0,25 mg de TPA em solução foram bem-misturados com 200 ml de solução salina para infusão intravenosa que foi concluída em 1 h a taxa de 4 μg/min. Após administração, sintomas, tais como calafrios e febre também foram observados, mas até um ponto muito menor do que com dosagens maiores. Hb não foi detectada na urina, e nenhum paciente sofreu dificuldade na respiração. As funções cardíaca, hepática, renal e pulmonar foram todas normais.
Exemplo III
Primeiro Estudo Clínico de Pacientes HIV + tratados com TPA
[000104] Doze pacientes sintomáticos (cinco homens e sete mulheres) entre as idades de 35 a 52, todo os quais foram infectados com HIV em 1995 através da transfusão de sangue e foram refratários aos tratamentos-padrão para HIV, foram tratados com TPA. A cada paciente foi administrado uma dosagem ajustada de TPA pelo peso (75 μg/m2) em 200 ml de solução salina estéril por injeção intravenosa por mais de uma hora. Esta dose foi administrada uma vez diariamente nos primeiros três dias do tratamento. A cada paciente esta dose foi dada dia sim dia não dos dias 4 a 18 seguido por um período restante de seis meses antes de um segundo curso de tratamento de acordo com o mesmo protocolo.
[000105] Amostras de sangue foram coletadas antes da administração da primeira dose de TPA e nos dias 4 e 40 do ciclo de tratamento. Níveis de CD3, CD4 e CD8 no sangue periférico foram medidos usando anticorpos monoclonais (Becton Dickson Scientific Co, Franklin Lakes, NJ) e um citômetro de fluxo (B.D. Bioscience, San Diego, CA).
[000106] Como pode ser visto na Tabela 1, nenhuma modificação consistente ou correlação foi observada nos níveis de CD3, CD4, ou CD8.
[000107] Como pode ser visto na Tabe a 2, abaixo, houve similarmente resultados inconsistentes na modificação da carga viral com cinco pacientes tendo um aumento em HIV e nenhuma modificação ou uma redução em sete outros.
[000108] Apesar da falta de correlação com os níveis virais e CD3, CD4 e CD9, onze dos pacientes mostraram melhora significativa após tratamento. Oito pacientes tornaram-se livre de sintomas e cinco deles estiveram em remissão por 6 a 12 meses. Três pacientes adicionais tiveram uma redução nos sintomas.
Exemplo IV
Segundo estudo clínico de pacientes com HIV+ tratados com TPA
[000109] Nove dos pacientes no Exemplo III foi dado um segundo tratamento de TPA. Destes nove, sete foram assintomáticos no início do segundo teste. Um décimo paciente (paciente n° 2a) quem foi sintomático e não tinha sido anteriormente tratado com TPA foi adicionado ao estudo. A cada paciente foi administrado uma dosagem de TPA ajustada pelo peso (75 μg/m2) em 200 ml de solução salina estéril intravenosamente por mais de uma hora. Esta dosagem foi dada a cada paciente uma vez por dia por dez dias consecutivos seguidos por um período de descanso de dez dias de três ciclos e um total de 30 doses de TPA. Os pacientes 5a, 6a, e 8a deixaram de tomar fármacos antiAIDS um mês antes do começo do tratamento com TPA e começaram novamente um mês após o terceiro ciclo. Os pacientes 1 a 4a, 7a, e 9a a 10a continuaram tomando fármacos antiAIDS em ao longo do tratamento.
[000110] Amostras de sangue foram colhidas três dias antes do tratamento inicial, após conclusão do primeiro ciclo de 10 dias de infusão TPA e novamente após a última infusão de TPA e CD3, CD4, CD8, WBC, RBC, HGB e plaquetas foram medidos.
[000111] Como mostrado na Tabela 3, houve um aumento em CD3 em todos os pacientes após a primeira e terceira infusão com TPA com o valor mais alto ocorrendo após o terceiro ciclo, com a exceção de dois pacientes (5a & 10a). Houve uma tendência de aumentos em CD8 e CD4. Estes resultados sugerem uma fortificação dos sistemas imunes com o tratamento com TPA. Resultados variados foram obtidos na contagem de HIV (Tabela 4). As medições de HIV em alguns pacientes estavam abaixo dos limites de detecção do método (menos de 200) enquanto aumentou um tanto em outros. Houve variação normal na medição de WBC, RBC, HGB e plaquetas (Tabela 5).
[000112] De nove pacientes anteriormente tratados com TPA no primeiro estudo clínico, somente um (n° 9a) apresentou alguns sintomas de AIDS antes do início do segundo estudo clínico. O tratamento seguinte com três ciclos de TPA no segundo estudo, este paciente e outro (n° 2a), que nunca foi tratado com TPA, experimentaram um desaparecimento de sintomas de AIDS e ambos ficaram suficientemente bem para retomar suas atividades normais. Os outros oito pacientes começaram o estudo sem sintomas de AIDS e estavam livre de sintomas no fim do estudo. Todos os pacientes permanecem sob observação. O tratamento com fármacos antiAIDS continua ininterrupto.
[000113] Como pode ser visto na Tabela 4, houve um aumento em todos os pacientes nos níveis de CD 3, 4 e 8 com os aumentos mais notáveis e consistentes em níveis de CD3. A carga viral de HIV variou. Foi indetectável em três pacientes (<200); aumentou um tanto em seis outros e foi reduzido em um.
Exemplo V
Terceiro estudo clínico de pacientes HIV+ tratados com TPA
[000114] Seis pacientes, dois homens e quatro mulheres entre as idades de 37 e 52 anos (Pacientes n°s 13 a 18), foram tratados com TPA. Quatro destes pacientes receberam anteriormente tratamento com TPA em combinação com fármacos anti-HIV nos dois estudos clínicos prévios. Os dois pacientes restantes nunca foram tratados com TPA, mas tinham recebido anteriormente regimes de fármaco anti-HIV. Todos os tratamentos foram parados três dias antes do início do terceiro estudo clínico e não foram retomados até 60 dias após finalização do tratamento com TPA. O recomeço dos tratamentos padrão para HIV foram requeridos pelas autoridades de saúde locais.
[000115] Cada paciente no estudo recebeu 150μg de TPA em 200ml de solução salina estéril por infusão intravenosa durante um período de 1,5 a 2 horas diariamente por 60 dias de uma dose administrada total de 9,0 mg. Seguinte a finalização dos 60 dias de terapia com TPA, estes pacientes permaneceram sob observação por 60 dias adicionais embora nenhum tratamento adicional foi recebido.
[000116] Níveis de CD3, CD4 e CD8 no sangue periférico foram quantificado antes do tratamento inicial, e novamente em 30 e 60 dias usando citometria de fluxo e os anticorpos apropriados obtidos de B.D. Bioscience, San Diego, CA. A carga viral foi determinada usando métodos convencionais no Hospital de Kuang Ann men, Beijing, China. Níveis de RBC, WBC, plaquetas e hemoglobina nos pacientes também foram medidos.
[000117] Como pode ser visto na Tabela 6, a carga viral nos seis pacientes foi baixa ou indetectável no início do estudos e permaneceu baixa em todas ao longo do período de estudo clínico apesar da descontinuação da terapia antirretroviral tradicional. Adicionalmente, não houve ressalto em níveis virais 6 a 15 dias após parada do tratamento antirretroviral como anteriormente relatado como ocorrendo em pacientes com uma carga viral no plasma abaixo de 50 cópias de HIV por ml. (Harrigan et al., AIDS 13, F59-F62 (1999). Os níveis de CD3, CD4 e CD8 foram variáveis e inconclusivos.
Momento do *Teste: 1. Antes de TPA 2. Trinta dias após TPA 3. Sessenta dias após TPA ** Todas os números estão em milhões.
[000118] Células brancas sanguíneas (WBC), células vermelhas sanguíneas (RBC), hemoglobina (Rb) e plaquetas (PLt) foram medidas antes do início de tratamento com TPA, 15, 30, 45 e 60 dias após início do tratamento com TPA e 30 dias após parada do tratamento com TPA. Como pode ser visto na Tabela 7, a maioria dos valores estavam dentro da faixa de normalidade.
[000119] Os pacientes envolvidos no terceiro estudo clínico não experimentaram ressalto na carga viral como tipicamente visto quando terapias antirretrovirais são descontinuadas. Eles adicionalmente não tiveram recorrência dos sintomas de AIDS durante o período de tratamento e observação de 120 dias, sentiram-se normais e foram capazes de conduzir suas atividades habituais de vida.
*Momento do Teste: 1. Antes de TPA 2. Quinze dias após TPA 3. Trinta dias após TPA 4. Quarenta e cinco dias após TPA 5. Sessenta dias após TPA 6. Trinta dias após parada de TPA.
Exemplo VI
Estudos de Caso
[000120] Resultados do tratamento de pacientes com AIDS inicialmente sintomáticos tratados com TPA de acordo com os protocolos do Exemplo III, IV, e V. Pacientes que participaram em múltiplos estudos são em alguns casos identificados por mais de um número de paciente. Todos os números de identificação de pacientes equivalem aos números de pacientes nas Tabelas 1 a 7.
[000121] Paciente N°s 1 e 15: H.L.Y., feminino, 35, participou nos três estudos clínicos, diagnosticados com AIDS e tinha sintomas claros desta doença em 2003. Enquanto o primeiro estudo começou, tinha febre frequente, diarreia, lesões orais, pouco apetite, perda de peso, perda de visão no olho esquerdo (formação sincicial) e tosse (tuberculose). A paciente começou a receber medicações antivirais Estavudina (D4T), Lamivudina (3TC), Nevirapina (NVP) e Zidovudina (AZT) em 2004. Apesar dos fármacos antiAIDS, tinha uma contagem de CD4 de 3 e foi incapaz de executar qualquer trabalho físico.
[000122] Durante o primeiro estudo após protocolo do Exemplo III, acima, ela experimentou um aumento na temperatura corporal de 38 a 39°C em quatro ocasiões diferentes que duraram de 2 a 4 horas. Após tratamento com TPA, houve uma melhora gradual em sintomas. Seu apetite melhorou e diarreia, lesões orais, e fadiga desapareceram mas sua vista permaneceu prejudicada. Ela ganhou algum peso e informou ser capaz de retomar trabalhos domésticos. Ela continua recebendo a terapia antiviral. Parece não haver nenhuma correlação em melhoras em sintomas e modificações em seus níveis de CD 3, 4, 8 e contagem viral.
[000123] H.L.Y. participou no segundo estudo descrito no Exemplo IV acima. No início do segundo estudo, ela não tinha sintomas da AIDS. Durante este tratamento subsequente com TPA, ela não experimentou nenhum efeito adverso. Após ambos, primeiro e terceiro ciclo de tratamento com TPA, seus níveis de CD3, CD4, e CD8 aumentaram como fez sua contagem de células brancas sanguíneas. Sua contagem de HIV foi um tanto maior, mas ela é capaz de agir normalmente e continua não tendo sintomas de AIDS.
[000124] H.L.Y. participou no terceiro estudo descrito no Exemplo V acima. No início do terceiro estudo, ela ainda tinha problemas com seu olho. Durante o terceiro estudo, ela experimentou uma febre de 38 para 38,5°C durante o terceiro e quarto dia da infusão com TPA. Nenhum sintoma de AIDS voltou durante o estudo ou durante o período de observação de 60 dias. Exceto por sua visão, ela permanece livre de sintoma, sente-se normal e é capaz de conduzir atividades normais. Ela reiniciou a terapia antiviral após finalização dos 60 dias do período de observação e permanece sob cuidado de um médico.
[000125] Paciente N° 2: C.X., feminino, 49, participou no primeiro estudo clínico, diagnosticada com AIDS e tinha sintomas claros desta doença em 2004. Ela tinha lesões orais brandas, fadiga, micose de pele, febre e pouco apetite. Alguns destes sintomas foram devidos ao vírus de herpes. Ela foi tratada com AZT, DDI e NVP mas o tratamento com fármaco foi terminado devido a efeitos colaterais. Ela não recebeu nenhum fármaco durante 3 meses antes do tratamento com TPA. Ela foi hospitalizada frequentemente e foi incapaz de trabalhar. Sua contagem de CD4 antes do tratamento foi 26.
[000126] Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo do Exemplo III, ela experimentou um aumento na temperatura corporal de 37,5 para 38 graus centígrados em três ocasiões diferentes que duraram de 1 a 2 horas. Após tratamento com TPA, suas lesões orais, micose de pele e febre desapareceram. Seu apetite melhorou suficientemente para que ela ganhasse peso e tivesse energia suficiente para retomar trabalho doméstico. Ela permaneceu livre de sintomas por cinco meses e não foi dado nenhum fármaco antiAIDS durante este período. Pareceu não haver nenhuma correlação entre a melhora nos sintomas e seus níveis de CD 3, 4, 8 e contagem viral.
[000127] Paciente N° 2a: M.S., masculino, 48, participou somente no segundo estudo clínico, tinha febre frequente, diarreia, perda de peso, um sistema imune fraco, depressão severa e era incapaz de trabalhar.
[000128] Durante o tratamento com TPA de acordo com os protocolos do Exemplo IV, sua temperatura corporal aumentou de 38,5 para 39 graus centígrados em cinco ocasiões por 2 a 4 horas.
[000129] Após o terceiro ciclo de tratamento com TPA, a febre e diarreia não foram mais um problema. Suas contagens de CD3, CD4 e CD8 tenderam para cima como fez a contagem de WBC e HIV. Sua condição física e mental voltou ao normal e ele é capaz de trabalhar.
[000130] Paciente N° 3: Y.P., masculino, 51, participou somente no primeiro estudo clínico, diagnosticado com AIDS e tinha sintomas claros dessa doença em 2004. Seus principais sintomas eram diarreia, fadiga, perda de peso, anemia e marcas púrpuras na pele de ambas as pernas; e ele podia somente fazer trabalho leve. Ele estava sendo tratado com AZT, DDI e NVP mas uma séria anemia resultou na suspensão do tratamento com fármaco 4 meses antes de ser dado TPA. Sua contagem de CD4 foi 32.
[000131] Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo descrito no Exemplo III, ele experimentou um aumento na temperatura corporal de 38 para 39°C em três ocasiões que duraram de 1 a 2 horas. Após tratamento com TPA, houve uma melhora marcada nos seus sintomas e ele foi capaz de voltar a trabalhar envolvendo trabalho pesado e está conduzindo uma vida normal. Ele esteva livre de sintomas após cinco meses após terapia com TPA e não foi tratado com fármacos antivirais durante este período. Pareceu não haver nenhuma correlação entre níveis de CD 3, 4, e 8 e melhora nos sintomas mas houve um pouco de aumento na contagem viral.
[000132] Paciente N° 4: L.W., masculino, 34, participou em somente no primeiro estudo clínico, testado positivo para HIV e tinha sintomas claros desta doença em 2004. Seus sintomas principais foram diarreia, febre, perda de peso, tosse (tuberculose), aumento do linfonodo no lado direito do pescoço e ele era incapaz de trabalhar. Sua resposta inicial ao tratamento foi insatisfatória. O esquema de medicação antiviral de 3TC, DDI e NVP foi irregular e foi parado durante a terapia com TPA. Sua contagem de CD4 inicial foi 173.
[000133] Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo do Exemplo III, ele experimentou um aumento na temperatura corporal de 38 para 39°C em cinco ocasiões que duraram de 0,5 a 1 hora. Após tratamento, o ataque ocasional da diarreia foi tratado com sucesso com um fármaco antidiarreico. Uma melhora no apetite resultou em um aumento no peso e energia que resultou no seu retorno a um esquema de trabalho regular. O linfonodo voltou ao tamanho normal. Ele continua sendo tratado com fármacos antivirais. Pareceu não haver nenhuma correlação entre as melhoras nos sintomas, níveis de CD3, 4, 8 e contagem viral.
[000134] Paciente N°s 5 e 3a: H.S., feminino, 37, participou nos dois primeiros estudos clínicos, testada positiva para HIV e tinha sintomas claros da doença em 2004. No momento em que primeiro estudo começou, seus sintomas principais foram micose de pele, perda de cabelo, infecção na boca, perda de peso e fadiga. Ela era tratada com D4T, DDI, e NVP mas o tratamento foi parado devido à perda da função renal. Ela tinha uma contagem de CD4 inicial de 106 mas pode lidar com trabalho regular.
[000135] Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo do Exemplo III, ela experimentou um aumento na temperatura corporal de 37,5 para 38°C em cinco ocasiões que duraram de 0,5 a 1,0 hora. Após tratamento com TPA, nenhuma melhora nos sintomas ocorreu. O tratamento com fármacos antivirais foi retomado sem o regresso dos efeitos colaterais prévios e a intensidade dos seus sintomas foi reduzida após um mês. Este tratamento está sendo continuado e ela voltou a trabalhar. Pareceu não haver nenhuma correlação entre a melhora nos sintomas e modificações nos níveis de CD 3, 4, e 8 ou contagem de HIV.
[000136] No momento do segundo estudo, ela não tinha nenhum sintoma de AIDS e não sofreu nenhum efeito adverso no curso do tratamento descrito no Exemplo IV. Após o segundo estudo, seus níveis de CD3, CD4 e CD8 tenderam para cima como fez sua contagem de células brancas sanguíneas e níveis de plaqueta. Sua contagem de HIV foi indetectável inicialmente, mas aumentou após o terceiro ciclo do tratamento. Ela é atualmente capaz de trabalhar.
[000137] Paciente N° 6, N° 4a, e N° 17: H.S.C., masculino, 36, participou nos três estudos clínicos, testado positivo para HIV e tinha sintomas claros mas brandos em 2004. No momento em que o primeiro estudo começou, ele sofria de vertigem, dor de cabeça, falta de apetite e uma suscetibilidade aumentada a infecções do trato respiratório superior mas foi capaz de trabalhar regularmente como um trabalhador. Ele foi tratado com fármacos antivirais, AZT, DDI e NVP mas terminou seu uso devido a reações adversas. Seu nível de CD4 inicial foi 232.
[000138] Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo do Exemplo III, ele não experimentou um aumento na temperatura corporal ou nenhum outro efeito colateral. Após tratamento, seus sintomas permaneceram inalterados e uma redução de plaquetas pareceu não-relacionada com o tratamento com TPA. Ele continuou sendo tratado com fármacos antivirais e é capaz de trabalhar como antes. Pareceu não haver nenhuma correlação entre a melhora nos sintomas e os níveis de CD 3, 4, e 8 e carga viral.
[000139] No momento do segundo estudo, ele não tinha nenhum sintoma e seu sistema imune pareceu estar funcionando normalmente. Durante o segundo estudo de acordo com o Exemplo IV, ele novamente não sofreu nenhum efeito colateral do tratamento com TPA. Sua contagem de CD3, CD4, e CD8 aumentou um tanto como fez sua contagem de células brancas sanguíneas. A carga viral foi indetectável inicialmente mas aumentada após o terceiro ciclo de tratamento. Entretanto, ele não tem nenhum sintoma de AIDS e voltou a trabalhar.
[000140] No início do terceiro estudo clínico, ele não tinha nenhum sintoma. Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo do Exemplo V, ele experimentou um incidente de irritação local devido a um vazamento de agulha no dia 32 mas foi tratado com sucesso em três dias. Ele permanece livre de sintomas, sente-se normal, e é capaz de fazer o trabalho pesado. Ele começou a terapia antiviral após finalização do período de 60 dias de observação e permanece sob cuidado de um médico.
[000141] Paciente N° 7, N° 5a e N° 16: H. C. L., masculino, 49, participou nos três estudos clínicos, testado positivo para HIV e tinha sintomas claros da doença em 2004. Seus sintomas principais no momento do primeiro estudo foram perda de peso, micose de pele, fadiga, falta apetite e tosse (tuberculose) mas ele foi capaz de fazer trabalho leve. Ele foi tratado simultaneamente com D4T, DDI, NVP e medicação antituberculose. Sua contagem de CD4 inicial foi 10.
[000142] Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo delineado no Exemplo III, ele experimentou um aumento na temperatura corporal para 38°C em duas ocasiões acompanhadas por vertigem branda e dor de cabeça. Após tratamento, seus sintomas permaneceram inalterados e a terapia antiviral foi retomada um mês após. Com o tempo, sua tosse, apetite e nível de energia melhoraram e ele é capaz de trabalhar. Ele continuou ambas medicações antiviral e antituberculose. Pareceu não haver nenhuma correlação entre melhoras nos sintomas e seus níveis de CD3, 4, e 8 ou carga viral.
[000143] No momento da segunda investigação clínica, ele não tinha nenhum sintoma de AIDS e seu sistema imune pareceu estar funcionando normalmente. Ele não sofreu nenhum efeito adverso do tratamento com TPA durante a segunda investigação clínica. Após tratamento, seu nível de CD4 foi inalterado, mas seus níveis de CD3 e CD8 tenderam para cima como fez sua contagem de células brancas sanguíneas. Sua carga viral foi indetectável. Ele não teve nenhum sintoma de AIDS e voltou a trabalhar.
[000144] No início da terceira investigação clínica, ele não experimentava sintomas de AIDS. Durante o tratamento de acordo com o protocolo esboçado no Exemplo V, ele sofreu de uma febre em uma ocasião. Ele permanece livre de sintomas, sente-se normal, e é capaz de fazer trabalho pesado. Ele reiniciou fármacos antivirais após finalização do período de 60 dias de observação e permanece sob o cuidado de um médico.
[000145] Paciente N° 8, N° 6a, e 18: Y.X.O., feminino, 36, participou nos três estudos clínicos, testada positiva para HIV em 2004. Seu sintoma principal no momento do primeiro estudo foi uma suscetibilidade aumentada à infecção de trato respiratório superior. Ela foi tratada com AZT, DDI e NVP. No início do estudo, seu nível de CD4 foi 524 e ela pode conduzir trabalho regular.
[000146] Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo do Exemplo III, ela experimentou um aumento na temperatura corporal para 38,5°C em uma ocasião que durou quatro horas. Após tratamento, a frequência dos seus resfriados diminuiu e ela não tinha nenhum outro sintoma. Ela continuou sendo tratada com fármacos antivirais e é capaz de trabalhar. Pareceu não haver nenhuma correlação entre a melhora nos sintomas e seus níveis de CD 3, 4, ou 8 ou carga viral.
[000147] No momento da segunda investigação clínica, ela não tinha nenhum sintoma da AIDS e seu sistema imune pareceu estar funcionando normalmente. Durante o segundo estudo, de acordo com os protocolos do Exemplo IV, sua temperatura corporal novamente aumentou para 38,5 graus centígrados por duas horas em uma única ocasião. Após tratamento, seus níveis de CD3 e CD8 aumentaram um tanto enquanto seu CD4 e a contagem de células brancas sanguíneas permaneceram inalterados. Sua carga viral é indetectável. Ela parece normal e é capaz de trabalhar em tarefas fisicamente exigentes.
[000148] No momento da terceira investigação clínica ela estava livre de sintomas. Os únicos efeitos colaterais do tratamento de acordo com o protocolo do Exemplo V foram quando febre de 38 a 39°C no segundo dia do tratamento que durou por duas horas e irritação da pele de um vazamento de agulha no dia 36 que clareou em dois dias. Ela permanece livre de sintomas, sente-se normal e é capaz de fazer trabalho pesado. Ela reiniciou a terapia antiviral após finalização do período de 60 dias de observação e permanece sob cuidado de um médico.
[000149] Paciente N° 9 e N° 7a: C.T.F., masculino, 44, participou nos dois primeiros estudos clínicos, testado positivo para HIV e tinha sintomas claros da doença em 2004. Seus sintomas no início do primeiro estudo incluíram diarreia persistente, vertigem, dores de cabeça, falta de apetite, perda de peso e fadiga. Ele tinha uma resposta positiva ao tratamento com AZT, DDI e NVP e a contagem de HIV no sangue esteve próxima do menor limite. Apesar da resposta positiva, seus sintomas persistiram e ele registrou-se no hospital devido à diarreia que persistiu por 20 dias. Ele estava muito deprimido e incapaz de fazer qualquer trabalho.
[000150] Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo do Exemplo III, ele experimentou um aumento na temperatura corporal de 37,5 para 38°C em seis ocasiões que duraram de 2 a 4 horas. Um vazamento de agulha causou uma irritação de pele séria durante uma administração de TPA mas foi tratada com sucesso. Após oito tratamentos com TPA, a vertigem branda e a dor de cabeça persistiram mas a incidência da diarreia começou a diminuir e seu apetite melhorou. Uma semana após, sua diarreia foi completamente extinta e ele tinha um apetite normal. Ele foi capaz de voltar a trabalhar e está recebendo terapia de fármaco antiviral. Pareceu haver uma tendência ascendente de níveis de CD3, 4, 8 e a contagem de HIV foi indetectável.
[000151] No momento da segunda investigação clínica, ele não tinha nenhum sintoma de AIDS e seu sistema imune pareceu estar funcionando normalmente. Durante o tratamento com TPA de acordo com o protocolo do Exemplo IV, ele não sofreu nenhum efeito adverso. Após tratamento, seus níveis de CD3, CD4 e CD8 aumentaram um tanto enquanto sua contagem de células brancas sanguíneas permaneceu inalterada. Sua contagem de HIV continua sendo indetectável. Ele é capaz de fazer trabalho árduo.
[000152] Paciente N° 10 e N° 8a: W.F.W., Feminino, 47, participou nos dois primeiros estudos, testada positiva para HIV e tinha sintomas claros da doença em 2003. Seus sintomas no início do primeiro estudo incluíram temperatura corporal baixa, diarreia, contagem de plaqueta baixa, tosse com sangue, movimentos intestinais hemorrágicos, vertigem, dor de cabeça, falta de apetite, perda de peso, fadiga com micose de pele branda e depressão profunda. Ela foi hospitalizada em uma ocasião durante dois meses por causa de movimentos intestinais hemorrágicos. Ela estava muito deprimida e incapaz de trabalhar. Ela não respondeu positivamente ao tratamento com AZT, DDI e NVP e seus sintomas não estavam sob controle.
[000153] Durante seu primeiro tratamento com TPA de acordo com o protocolo do Exemplo III, ela experimentou um aumento na temperatura corporal para 38,5°C em uma ocasião que durou 4 horas. Após tratamento com TPA, sua vertigem, dor de cabeça e diarreia diminuíram gradualmente. Consequentemente, seu apetite levou a um ganho de peso e uma melhora no seu nível de energia. Sua contagem de plaquetas subiu de 30.000 para 110.000 por microlitro e a micose de pele e a diarreia foram eliminadas. Ela foi capaz de trabalhar novamente e foi tratada com fármacos antivirais. Ela tinha febre e diarreia ocasionalmente que ela foi capaz de controlar com fármacos.
[000154] Seis meses após, ela sofreu dores de cabeça e vertigem brandas e sofreu um segundo tratamento com TPA. Durante seu segundo tratamento com TPA, ela experimentou um aumento na temperatura corporal de 37,5 para 38°C em cinco ocasiões que duraram de 2 a 4 horas. Vinte horas após a 13ainjeção de TPA, sua temperatura alcançou 40,5 graus centígrados e durou por várias horas. Concluiu-se que o aumento na temperatura não estava relacionado à terapia com TPA.
[000155] Após seu segundo tratamento com TPA, seus sintomas desapareceram, seu apetite melhorou e ela ganhou peso, que lhe permitiu recuperar sua energia, voltar a trabalhar e conduzir uma vida normal. Ela esteve sem sintomas durante um ano e teve poucos resfriados nos seis primeiros meses após o segundo tratamento com TPA. Parece haver uma tendência ascendente dos níveis de CD 3,4, e 8 e contagens de HIV.
[000156] No momento da segundo estudo clínico de acordo com o protocolo do Exemplo IV, este paciente continuou não apresentando nenhum sintoma de AIDS e seu sistema imune pareceu estar funcionando normalmente. Ela não sofreu nenhum efeito adverso durante o tratamento. Após tratamento, suas contagens de CD3, CD4 e CD8 aumentaram um tanto como fez seu WBC. Sua contagem de HIV aumentou um tanto. Desde os estudos, ela foi saudável e engajada em trabalho laborioso.
[000157] Paciente N° 11 e 9a: C.T.L., feminino, 40, participou nos dois primeiros estudos, foi diagnosticada com AIDS e tinha sintomas claros desta doença em 2003. No início do primeiro estudo, ela tinha diarreia persistente, temperatura corporal baixa, lesões orais, micose de pele severa, coceira, manchas púrpuras na sua face e lábios, vertigem, dor de cabeça, falta de apetite, e fadiga e depressão. Ela respondeu insatisfatoriamente ao tratamento com AZT, 3TC e NVP. Seus sintomas não estavam sob controle e ela foi incapaz de trabalhar. Sua contagem de CD4 inicial foi 40.
[000158] Durante seu primeiro tratamento com TPA, ela experimentou um aumento na temperatura corporal de 38 para 39°C em quatro ocasiões que duraram 2 a 4 horas. Ela teve falta de ar em duas ocasiões que duraram 20 a 30 minutos cada.
[000159] Após a sexta dose de TPA, sua micose de pele começou a desaparecer e na finalização do tratamento com TPA, vertigem, dor de cabeça, febre e micose de pele foram melhorando e gradualmente desapareceram. Seu apetite, condição física e depressão melhoraram suficientemente para ela voltar a trabalhar.
[000160] Esta paciente teve um segundo tratamento com TPA 18 meses após devido ao retorno dos sintomas incluindo micose de pele branda, diarreia e vertigem. Durante este segundo tratamento, ela experimentou um aumento na temperatura corporal de 37,5 para 38°C três vezes que duraram 2 a 4 horas. Não houve outras reações adversas. Após tratamento com TPA, seus sintomas desapareceram completamente e sua condição física melhorou suficientemente para permitir a ela voltar a trabalhar. Ela esteve sem sintomas por um ano e ela raramente teve um resfriado. Parece haver uma tendência ascendente em níveis de CD3, 4, e 8, mas suas contagens de HIV não se modificaram.
[000161] No momento do segundo estudo clínico de acordo com o protocolo do Exemplo IV, esta paciente exibiu sintomas de AIDS incluindo dor de cabeça, vertigem, falta de apetite e uma função imune fraca. Ela não sofreu nenhum efeito adverso durante o tratamento. Após tratamento, seu níveis de CD3 e CD8 aumentaram enquanto sua contagem de CD4 foi inalterada. Sua contagem de HIV aumentou ligeiramente mas nenhuma outra modificação foi observada. Sua condição mental e física melhorou consideravelmente e ela está fazendo trabalho físico árduo.
[000162] Paciente N° 12 e N° 10a: C.C.L., feminino, 39, participou nos dois primeiros estudos, diagnosticada com AIDS e tinha sintomas claros desta doença em 2003. No início do primeiro estudo, ela tinha temperatura corporal baixa persistente, micose de pele, vertigem, dor de cabeça, falta de apetite, lesões orais, fadiga e depressão profunda. Ela foi tratada com AZT, 3TC e NVP mas tinha resultados insatisfatórios e era incapaz de trabalhar. Sua contagem de CD4 inicial foi 84.
[000163] Esta paciente foi tratada com TPA duas vezes durante o período de março de 2005 a março de 2006. Durante o primeiro tratamento com TPA, ela experimentou um aumento na temperatura corporal de 38 para 38,5°C em oito ocasiões que duraram 2 a 4 horas. Ela experimentou falta de ar em uma ocasião durante 15 minutos e sofreu uma irritação de pele devido a um vazamento de agulha.
[000164] Após a sétima injeção, suas lesões orais desapareceram. Na finalização de todas as injeções, todos os sintomas desapareceram e sua condição física melhorou suficientemente para ela voltar a trabalhar.
[000165] Seis meses após, esta paciente foi retratada com TPA devido ao retorno de diarreia leve e vertigem. Ela experimentou um aumento na temperatura corporal de 37,5 para 38°C centígrados em seis ocasiões associadas com a administração de TPA que durou de 2 a 6 horas. Iniciando com a oitava injeção, a dose foi aumentada de aproximadamente 150 μg para 250 μg de TPA. Nenhum efeito adverso ocorreu. Na finalização da terapia com TPA, todos seus sintomas desapareceram. Sua condição física foi restituída ao normal e ela voltou a trabalhar e teve uma vida normal. Ela esteve livre de sintomas durante um ano e raramente teve um resfriado. Não houve nenhuma modificações nos níveis de CD 3, 4, ou 8, mas sua contagem de HIV aumentou.
[000166] No momento do segundo estudo clínico, esta paciente não tinha nenhum sintoma de AIDS embora ela tivesse um sistema imune enfraquecido. Ela foi tratada de acordo com o protocolo do Exemplo IV e não sofreu nenhum efeito adverso. Após tratamento, houve aumentos leves no seus CD3, CD4 e CD8, e aumentos modestos em WBC, RBC e HGB enquanto plaquetas pareceram diminuir. A contagem de HIV foi um tanto reduzida. Ela tem estado saudável e engajada em trabalho físico árduo desde seus tratamentos.
[000167] Paciente N° 13: L.F.L., feminino, 53, diagnosticada com AIDS em 2004, participou somente terceiro estudo clínico. Ela apresentou sintomas brandos de falta de apetite e perda de peso. Os fármacos antivirais de longo prazo foram eficazes e induziram sua contagem viral a reduzir abaixo dos níveis detectáveis e contagens de CD3, CD4 e CD8 aumentar a um alto nível. Ela não tinha sintomas antes do tratamento com TPA e não tinha nenhum efeito colateral da sua administração. Ela permanece livre de sintomas, sente-se normal, e é capaz de conduzir atividades normais. Ela reiniciou a terapia de fármaco antiviral após finalização durante o período de 60 dias de observação.
[000168] Paciente N° 14: K.S.M., feminino, 45, diagnosticada com AIDS em 2004, participou somente no terceiro estudo clínico. Seus sintomas foram brandos e consistiram em falta de apetite e resfriados frequentes. Ela foi tratada com fármacos antivirais, mas parou devido à toxicidade hepática severa. Ela não tinha nenhum sintoma antes do tratamento com TPA e o único efeito colateral do TPA foram irritação devido a um vazamento de agulha no dia 43 que foi facilmente tratado. Nenhum sintoma de AIDS ocorreu durante o período inteiro de tratamento e observação. Ela sente-se normal e é capaz de conduzir suas atividades habituais. Após finalização do período de 60 dias de observação ela foi perdida pelo estudo e não renovou a terapia antiviral.
Exemplo VII
Tratamento de malignidades recorrentes/refratárias com TPA
[000169] Pacientes com malignidades hematológicas/distúrbio da medula óssea histologicamente documentadas recorrentes/refratárias são tratadas com uma combinação de TPA (Xichuan Pharmaceuticals, Nan Yang, Henan, China), dexametasona e trissalicilato de colina de magnésio. Métodos comparáveis como apresentados abaixo para demonstrar o uso terapêutico de TPA no tratamento da Leucemia Mielógena Aguda (AML) serão aplicados para demonstrar o uso de TPA para tratar outras condições neoplásicas e malignidades. Outras condições neoplásicas e distúrbios malignos aquiescentes ao tratamento usando os métodos e composições da invenção incluem várias formas de câncer, incluindo malignidades ósseas e sanguíneas e tumores sólidos de vários tipos. Além dos protocolos específicos neste pedido, tratamento bem-sucedido e/ou remissão serão determinados para condições neoplásicas e malignas-alvo diferentes usando alguma de uma ampla variedade métodos de detecção e avaliação de câncer bem-conhecidos por exemplo, pela determinação da redução do tamanho de tumores sólidos, estudos histopatológicos para avaliar crescimento tumoral, estágio, potencial metastático, níveis de presença/expressão de marcadores histológicos de câncer, etc.
[000170] AML é uma doença agressiva que geralmente garante a terapia urgente e intensiva. A idade paciente média no diagnóstico da AML é 64 a 68 anos, e pacientes acima dos 60 anos de idade tratados com quimioterapia-padrão são curados da sua doença <20% das vezes. Pacientes que desenvolvem AML após um distúrbio hematológico antecedente ou terapia de quimioterapia/radiação leucemogênica anterior têm resultados insatisfatórios do mesmo modo, como faz naqueles pacientes cuja doença associada com citogenética adversa específica e características clínicas. Portanto, a maioria dos pacientes diagnosticados com AML tem características relacionadas ao paciente e/ou à doença que estão associadas com um prognóstico muito insatisfatório. Para pacientes com doença recorrente, nenhuma terapia-padrão que não-transplante demonstrou a capacidade de cura. Para estes pacientes, AML é muitas vezes uma doença fatal. Novas abordagens para a terapia de AML são necessárias.
[000171] Empregando os métodos e as composições da presente invenção, TPA, é desenvolvido como um agente terapêutico para tratamento de pacientes com AML, com base no novo papel do TPA na modulação das vias de sinalização intracelulares, sua capacidade de induzir diferenciação e/ou apoptose em linhagens celulares, e dados clínicos indicando a eficácia de TPA no tratamento de distúrbios neoplásicos e malignos, incluindo malignidades mieloides.
[000172] Assim, a avaliação clínica de TPA demonstrou que TPA exerce efeitos terapêuticos citotóxicos diretos em pelo menos um subconjunto de casos de AML, como medido por ensaios de viabilidade celular e apoptose. Em todas as culturas primárias analisadas pela análise de Western, TPA induziu fortemente a fosforilação de ERK por 1 hora em cultura. O efeito citotóxico de TPA sobre células primárias de AML associadas com a perda subsequente do sinal pró-sobrevivência de ERK-fosfo após 24 horas de exposição ex vivo. Esta observação está de acordo com outros estudos que relataram a sobrevivência de AML primária reduzida após interrupção farmacológica da sinalização de ERK por inibidores de MEK, tais como PD98059, U0126 e PD 184352. Em estudos, a perda da sinalização de ERK foi associada com a indução de fosfatases ERK.
[000173] Além da proteína quinase C e ativação de ERK, TPA é um indutor conhecido de NF-KB, um fator de transcrição pró-sobrevivência muitas vezes constitutivamente ativo em blastos de AML e células- tronco leucêmicas. Trabalho recente do nosso laboratório demonstrou que na célula de AML, NF-kB pode ser inibido in vivo com 48h de tratamento com dexametasona + trissalicilato de colina de magnésio (CMT). Além disso, mostrou-se que dexametasona pode induzir expressão de fosfatase MKP-1 ERK e aumentar a citotoxicidade de TPA em amostras de AML primária. Neste contexto, escolheu-se em modalidades exemplares abaixo, usar dexametasona e CMT como medicações adjuvantes a ser usadas 24h pré e 24h pós tratamento com TPA. Estas medicações são bem-toleradas e esperadas reduzir efeitos adversos inflamatórios do tratamento e potencializar a citotoxicidade de TPA pelo aumento da expressão de fosfatase ERK e inibição de NF-kB. Além disso, dexametasona e CMT serão usados como medicações adjuvantes porque são anti-inflamatórios, podem melhorar efeitos adversos, e podem potencializar a atividade antileucêmica pela inibição dos efeitos antiapoptóticos da expressão constitutiva de NF-kB e indução de fosfatases que reduzem a atividade da via de sinalização.
[000174] Um estudo inicial de TPA de Fase 1 registrou 35 pacientes [23 com AML recorrente/refratária, 2 com outras malignidades mieloides (CML em crise blástica, mielodisplasia com excesso de blastos), 3 com Doença de Hodgkin, 3 com linfoma não-Hodgkin e 4 com tumores sólidos]. A maioria dos pacientes tinha AML recorrente/refratária. Nossos resultados clínicos incluem um paciente com AML com a doença estável por >5 meses, quem recebeu 8 infusões de TPA. Em um segundo paciente com AML, um declínio pronunciado (5 vezes) no número de blastos circulantes foi visto após administração de TPA. Este declínio nos blastos leucêmicos persistiu durante 4 semanas, e o paciente morreu consequentemente a uma infecção fúngica. Finalmente, um paciente com doença de Hodgkin recorrente e refratária apesar da alta dose de quimioterapia com o resgate com célula-tronco autológa teve uma remissão parcial de uma massa de parede do tórax após administração de TPA. Escalamento de dose de TPA foi concluído, na última coorte de 2 de 3 pacientes tratados com uma dose de 0,188mg/m2 d1 a 5, 8 a 12 experimentaram grau III de toxicidade dose limitante não-hematológica (DLT), estabelecendo a dose máxima tolerada de TPA como um agente único em 0,125mg/m2/d em d1 a 5 e 8 a 12.
[000175] No caso de AML e outras malignidades hematológicas, é dada aos pacientes uma dose inicial de TPA de 1 mg/semana x 3 semanas (dias 1, 8, 15) administrado com oximetria de pulso contínuo/intermitente por 6 horas. Vinte e quatro horas antes do início da terapia com TPA, foi dado aos pacientes 10 mg de dexametasona a cada seis horas e 1500 mg do trissalicilato de colina de magnésio (CMT) a cada oito horas contínuas até 24 horas após a administração de TPA. Após administração da dose inicial de TPA, os pacientes têm o período descanço de duas semanas após o qual eles podem ser reavaliados. Aqueles pacientes que têm uma resposta ou estabilização da doença a partir da dose inicial de TPA são tratados em até seis ciclos de vinte e oito dias de acordo com o protocolo abaixo.
[000176] Após o período de descanço de duas semanas, os pacientes são pré-medicados com Tylenol 650 mg e Benadryl 25 a 50 mg (dependendo do tamanho e idade do paciente) trinta minutos antes da administração de TPA. É então dada uma infusão intravenosa de TPA através de um catéter venoso central diariamente durante 5 dias por semana durante duas semanas consecutivas seguidas por um período de descanço de 2 semanas. TPA é administrado em uma dose de 1 mg em 200 ml de solução salina normal por mais de 1 hora. Vinte e quatro horas antes do início da terapia com TPA, são dadas aos pacientes 10 mg de dexametasona a cada seis horas e 1500 mg de trissalicilato de colina de magnésio a cada oito horas contínuas até 24 horas após administração do TPA.
[000177] Os níveis sanguíneos de TPA são medidos antes e após infusão usando um bioensaio que mede a atividade de diferenciação extraível por solvente orgânico. 1ml de sangue é extraído duas vezes com 5 ml de acetato de etila, redissolvendo o resíduo de extração em 50 μL de etanol e adição de uma alíquota de células HL60. Após 48 horas, as células aderentes são medidas.
[000178] Os testes também são feitos em amostras de sangue colhidas antes e após infusão com TPA para determinar níveis de células sanguíneas brancas, plaquetas e neutrófilos. As amostras são adicionalmente analisadas para a presença de mieloblastos e bastonetes de Auer. Estes e experimentos contínuos elucidarão ainda os efeitos terapêutica citotóxicos e outros que TPA provoca contra células neoplásicas em AML e outras condições neoplásicas e malignas.
Exemplo VIII
Medição da Modulação de ativação de ERK
[000179] Níveis de ERK-fosfo são medidos nas células malignas circulantes em pacientes com leucemia e em células mononucleares do sangue periférico em pacientes com linfoma/tumor sólido. Uma amostra de sangue é colhida de pacientes tratados de acordo com o protocolo do Exemplo VII antes e após administração de TPA.
[000180] Em pacientes com leucemia com um WBC >1000 por μL, citometria de fluxo é realizada em uma amostra de sangue usando anticorpos específicos para antígeno de superfície celular específico e ERK-fosfo diretamente conjugados a fluoróforos (BD Biosciences, San Jose, CA). As amostras são colhidas pré-administração de TPA e uma hora após infusão de TPA nos dias 1, 2 e 11 no tratamento inicial de acordo com o protocolo do Exemplo VII e dias 1 e 11 em ciclos subsequentes. Em pacientes com leucemia com o número absoluto de blastos leucêmicos >2500 por μL e em outros pacientes não- leucêmicos, amostras de sangue periférico são colhidas nos dias 1, 8 e 15 do ciclo inicial de acordo com o protocolo do Exemplo VII antes e 1 e 4 horas após infusão. Amostras também são analisadas usando análise por Western blot para o ERK-fosforilado, e níveis totais de ERK1/2 para confirmar os resultados obtidos a partir da citometria de fluxo e correlacionados a respostas clínicas.
[000181] As análises precedentes elucidarão ainda o papel de TPA no tratamento de condições neoplásicas e malignas, incluindo o efeito de citotóxico de TPA sobre células malignas, exemplificadas por células primárias de AML, e a redução associada por TPA do sinal pró- sobrevivência de ERK-fosforilado.
Exemplo IX
Medição da modulação de NF-K B
[000182] Em estudos prévios mostrou-se que a atividade NF-K B pode ser modulada com dexametasona em pacientes após administração de TPA. Adicionalmente, foi mostado que dexametasona induz expressão de fosfatase MKP-1 ERK e aumenta a citotoxicidade de TPA. Os estudos seguintes são projetados para elucidar além disso, como a atividade de NF-K B é terapeuticamente modulada em pacientes tratados com TPA mais dexametasona.
[000183] A ligação de NF-k B é medida em amostras de sangue periférico de pacientes na linha de base e pré e pós infusão de pacientes tratados com TPA de acordo com o Exemplo VII ensaios ensaios baseados em ELISA (BD Bioscience, San Jose, USA). Níveis de NF-k B são quantificados usando intensidade quimioluminescente para detectar ligação em quantidade limitantes de extrato celular usando formato de 96 poços. Adicionalmente, ensaios de mobilidade eletroforética são realizados para medir a ligação de NF-k B em amostras de sangue periférico de paciente com leucemia com um número absoluto de blasto leucêmico >2500 por μL e outros pacientes não-leucêmicos com contagens normais de células brancas sanguíneas.
[000184] Os estudos precedentes mostrarão ainda que TPA é um indutor de NF-kB, entretanto estes experimentos demonstram que a NF-kB da célula de AML pode ser inibido com o tratamento com dexametasona e trissalicilato de colina de magnésio.
Exemplo X
[000185] Determinação de modificações na Expressão de Gene Leucêmico TPA induz níveis de RNA de várias fosfatases de especificidade dual capazes de vias de sinalização de terminação de ERK pró-sobrevivência. Uma amostra de sangue colhida pré e pós infusão de pacientes com AML tratados com TPA de acordo com o Exemplo VII é usado para estudar a expressão de RNA de componentes de sinalização na AML, tais como DUSPs MAPK- específicos usando de RT-PCR em tempo real quantitativa e análise de oligonucleotídeos por microarranjo.
[000186] Embora a invenção precedente tenha sido descrita detalhadamente por meio de exemplo com objetivos de clareza de compreensão, será evidente para o versado que certas modificações e as mudanças podem ser praticadas dentro do escopo das reivindicações adicionadas as quais são apresentadas por meio da ilustração sem limitação. Neste contexto, várias publicações e outras referências foram citadas com a descrição precedente para economia do relatório descritivo. Cada uma destas referências é incorporada neste pedido por referência em sua totalidade para todos os objetivos. É observado, entretanto, que as várias publicações discutidas neste pedido são incorporadas somente por sua descrição antes da data do presente pedido de patente, e os inventores reservam o direito de antedatar tal descrição em virtude da invenção prévia.
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