BRPI0807364A2 - Dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores em uma armação estrutural de um veículo equipado com tal dispositivo e procedimento de montagem - Google Patents
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Description
RELATÓRIO DESCRITIVO Pedido de patente de invenção para “DISPOSITIVO DE MONTAGEM DE EQUIPAMENTOS NÃO DIMENSIONADORES EM UMA ARMAÇÃO ESTRUTURAL DE UM VEÍCULO EQUIPADO COM TAL DISPOSITIVO E PROCEDIMENTO DE MONTAGEM”
A invenção se refere a um dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores - em particular equipamentos elétricos, hidráulicos, pneumáticos, etc. - na armação estrutural de um veículo aeronave, trem de alta velocidade, submarino, etc.
Muitos veículos, em especial veículos motorizados, são construídos a partir de uma estrutura rígida formada por componentes rígidos, tais como vigas (estrados, ressaltos, travessas, troncos, etc.), traves, tensionadores, armações, molduras, placas, chapas, porções de cascos ou de 15 couraças, etc., montados uns aos outros, que definem a forma geral de um veículo. Essa estrutura é adaptada para resistir às limitações a que os veículos podem ser submetidos e para comportar as diferentes funções utilitárias (motorização, automatização, comandos, cargas úteis, mercadorias, acessórios, etc.).
Em todo o texto, essa estrutura é referida como “armação
estrutural”. Tal armação estrutural é denominada diferentemente conforme o tipo de veículo; é o chassi de um veículo rodoviário ou ferroviário, a fuselagem de uma aeronave, o casco de um barco, etc.
Um veículo motorizado é, além disso, dotado de ao menos uma rede de distribuição de energia e/ou de fluido(s) formada por diversos equipamentos (cabos, tubulações, canos, dutos, suportes de conexão, comutadores, emissores, distribuidores, etc.) que devem ser compatíveis com a armação estrutural. As armações estruturais de um grande número de veículos, principalmente dos veículos motorizados, e mais particularmente das fuselagens de aeronaves e dos chassis de trens de alta velocidade, são aprimoradas em termos de peso e de resistência mecânica - em especial 5 quanto ao desgaste. Esse aprimoramento das estruturas consiste em determinar o melhor equilíbrio de peso/resistência de maneira a aperfeiçoar o desempenho, a limitar o consumo de energia pela utilização do veículo, assim como a assegurar uma resistência suficiente para suportar as diferentes tensões que o veículo em operação possa sofrer.
O dimensionamento de uma armação estrutural de um veículo
leva em conta as cargas críticas que o veículo está destinado a receber, ou seja, as cargas cujos pesos e forças exercidas por elas determinam a definição do dimensionamento da armação estrutural. Elas são, por exemplo, para uma aeronave, os motores, o trem de aterrissagem, a massa e a distribuição da massa das mercadorias (passageiros, fretes), etc.
Contudo, a definição e o dimensionamento de uma armação estrutural não levam em conta as cargas não críticas, ou seja, as cargas cujos impactos são desprezíveis no contexto da definição e do dimensionamento da armação estrutural. Algumas dessas cargas não 20 críticas são devidas a equipamentos, denominados ao longo do texto pela expressão “equipamentos não dimensionadores”. Eles podem ser em particular equipamentos de redes (cabos elétricos, condutos de ar, etc.).
Os acabamentos, tais como perfurações, realizados na armação estrutural de um veículo e feitos para permitir o suporte de equipamentos, compreendidos por equipamentos não dimensionadores, são de natureza a modificar as propriedades mecânicas da armação estrutural.
Assim, quando da definição e do dimensionamento da armação estrutural de um veículo, é conveniente levar-se em conta os acabamentos — em especial as perfurações - destinados a receber suportes de equipamentos, e compreendidos por suportes de equipamentos não dimensionadores para aquela armação estrutural.
O resultado é que uma armação estrutural é idealizada para uma dada configuração de equipamentos, e compreendida por equipamentos não dimensionadores associados à armação estrutural.
Em outras palavras, cada armação estrutural é concebida para receber uma montagem de equipamentos predeterminada. Toda modificação de configuração impõe uma modificação da armação estrutural do veículo, tomando problemática a industrialização quanto ao custo das armações estruturais de veículos.
Por exemplo, no campo da aeronáutica, cada companhia aérea possui seus próprios requisitos em termos de equipamentos elétricos. Porém, a disposição do sistema elétrico de uma aeronave requerida por 15 uma companhia aérea não é necessariamente compatível com a disposição do sistema elétrico requerida por outra companhia aérea. Além disso, a disposição do sistema elétrico requerida por uma companhia aérea pode impor certas características da armação estrutural da aeronave que não admitam a disposição do sistema elétrico requerida por outra companhia 20 aérea.
Portanto, cada configuração de equipamentos, compreendida por equipamentos não dimensionadores para uma fuselagem de aeronave, impõe a adaptação da estrutura da fuselagem da aeronave a essa configuração, e um acabamento adaptado para permitir a fixação desses equipamentos.
Atualmente, os processos de fabricação de um veículo, e mais particularmente de uma aeronave, ocorre em uma unidade de desenvolvimento a partir de um ou de uma pluralidade de modelos virtuais para se projetar seus pontos de montagem. Um modelo virtual define os acabamentos necessários para a montagem de equipamentos predeterminados. Essa montagem é então realizada em unidades de montagem. Toda modificação de configuração de equipamentos necessita 5 de uma redefinição do modelo virtual, isto é, impõe um retomo ao projeto da armação estrutural a partir do modelo virtual. No entanto, uma tal modificação pode intervir em um estágio bem avançado da montagem na fábrica, o que pode levar a uma perda de tempo considerável. Isto resulta em um aumento sensível no custo do projeto da aeronave.
Esse inconveniente é exacerbado pela multiplicação dos
sistemas de recreação a bordo dos aviões de linhas comerciais. Em particular, essa multiplicação leva a um aumento do número de equipamentos elétricos, tais como cabos, suportes de conexão, disjuntores, etc., alojados no avião. Porém, cada equipamento deve ser conectado de 15 forma rígida - direta ou indiretamente - à fuselagem da aeronave de maneira a que ele siga o movimento da aeronave. Isto impõe o acabamento dos pontos de fixação na fuselagem do veículo que possam receber equipamentos ou um suporte de equipamentos. Porém, como indicado anteriormente, os acabamentos a serem realizados para fixar um 20 equipamento levam a uma modificação das propriedades mecânicas do dispositivo, o que nem sempre poderá ser aceitável.
O resultado é que qualquer modificação de especificações durante a fabricação de uma aeronave, que compreendem modificações associadas a equipamentos não dimensionadores, tal como o sistema elétrico ou o sistema de condicionamento de ar, gera demora principalmente no caso de aeronaves grandes.
A invenção visa remediar esse inconveniente e propor um dispositivo de montagem, em relação à armação estrutural do veículo, de equipamentos não dimensionadores, isto é, de equipamentos cujos pesos não precisam ser levados em conta durante a concepção da armação estrutural do veículo), que permita realizar qualquer tipo de configuração, a partir de uma mesma armação estrutural do veículo, sem necessidade de modificações — principalmente os acabamentos e os reforços — da armação estrutural do veículo.
A invenção visa em particular a propor um dispositivo de montagem de equipamentos de ao menos uma rede, tal como uma rede elétrica, ou uma rede pneumática, na armação estrutural de um veículo, que permita mitigar os problemas mencionados acima.
A invenção visa igualmente a propor um dispositivo de
montagem de equipamentos que permita modificar a disposição dos equipamentos na armação de um veículo, sem necessidade de modificação da armação estrutural.
A invenção visa igualmente a propor um dispositivo de montagem de equipamentos moduláveis.
A invenção visa igualmente a propor um dispositivo de montagem de equipamentos econômicos.
A invenção visa igualmente a propor um dispositivo de montagem de equipamentos em que a instalação destes na armação de um veículo seja fácil.
A invenção visa igualmente a propor um veículo que compreenda uma armação estrutural equipada com um dispositivo de montagem segundo a invenção.
A invenção visa igualmente a propor um procedimento de montagem de equipamentos na armação estrutural de um veículo. Para estas finalidades, a invenção se refere a um dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores na armação estrutural de um veículo que compreende:
uma pluralidade de conectores de ao menos um equipamento não dimensionador, sendo cada conector adaptado para receber e prender ao menos uma porção de um equipamento não dimensionador; e o dispositivo compreende:
uma armação intermediária rígida que compreende uma pluralidade de pontos de montagem rígida de ao menos um suporte de conexão a essa armação intermediária,
uma pluralidade de suportes de conexão portando ao menos uma ligação e compreendendo um grampo elástico adaptado para permitir a fixação desse suporte de conexão à referida armação intermediária em qualquer um dos pontos de ligação rígida,
- uma pluralidade vigas de fixação rígida da referida
armação intermediária à referida armação estrutural do veículo, estando cada viga de fixação ligada rigidamente à armação estrutural, e recebendo ao menos uma porção da armação intermediária prendendo esta rigidamente de modo a impedir qualquer deslocamento indesejável dessa porção de armação intermediária em relação à armação estrutural.
Um dispositivo de montagem segundo a invenção permite assim a disposição de uma pluralidade de ligações de equipamentos de rede portados por uma armação intermediária. Cada ligação de um equipamento é portada por um suporte de conexão, a ser montado rigidamente na 25 armação intermediária em um ponto de montagem, escolhido dentre uma pluralidade de pontos de montagem. A flexibilidade da montagem de um equipamento está associada ao número de pontos de montagem distintos disponíveis na armação intermediária. De acordo com a invenção, o suporte de conexão compreende um grampo elástica adaptado para ser fixado à armação intermediária em qualquer um desses pontos de montagem, o que permite modificar sem dificuldades a disposição dos suportes de conexão na armação intermediária.
Segundo o estado da técnica, as ligações dos equipamentos
não dimensionadores, principalmente os equipamentos de uma rede, são diretamente portados pelas vigas fixas à armação estrutural.
Segundo a invenção, as vigas de fixação ligadas à armação estrutural portam uma armação intermediária que compreende uma pluralidade de pontos de montagem que permitem a fixação de um equipamento. Desta forma, a um ponto de fixação do estado da técnica pode corresponder um grupo de pontos de montagem segundo a invenção.
Um dispositivo de montagem segundo a invenção fornece uma armação intermediária que divide uma parte da armação estrutural do 15 veículo, o que pode, à primeira vista, ser considerado como uma sobrecarga complementar. Na verdade, os inventores constataram que o aumento da massa induzida por um dispositivo de montagem segundo a invenção é compensado pelo alívio da carga estrutural, esta última podendo ser dimensionada apenas em função das cargas críticas e não necessitando, em 20 especial, de um superdimensionamento, nem de um reforço da armação estrutural para permitir a realização de acabamentos, especialmente perfurações.
Um dispositivo de montagem segundo a invenção elimina qualquer necessidade de acabamentos suplementares não inicialmente 25 previstos para a armação estrutural do veículo durante a sua concepção. Desta forma, a armação estrutural do veículo conserva suas especificações de origem, especialmente em termos de resistência, mas também permite a montagem de diversos equipamentos e portanto apresenta uma grande flexibilidade quando em montagem na oficina. Assim, um dispositivo de montagem segundo a invenção permite, na oficina ou unidade de montagem, a adaptação às restrições práticas que não foram levadas em conta durante o projeto da armação estrutural, em especial no caso de um projeto por modelo virtual.
Um dispositivo de montagem segundo a invenção permite assim uma personalização tardia do veículo que não precisa ser levada em conta nos cálculos da estrutura.
No caso de aplicações aeronáuticas, um dispositivo de 10 montagem segundo a invenção oferece a possibilidade ao construtor de adaptar as funcionalidades elétricas, hidráulicas e pneumáticas às preferências e às necessidades de cada companhia aérea. Além disso, tomase possível a reutilização de uma aeronave previamente equipada de acordo com uma configuração inicial para uma outra aplicação, sem a necessidade 15 de se tocar na fuselagem do avião. Toma-se igualmente possível realocar os custos de um avião inicialmente previsto para um cliente de acordo com uma primeira configuração a um outro cliente com outra configuração.
Na prática, vantajosamente e segundo a invenção, a armação estrutural de um veículo compreende uma pluralidade de pontos de fixação 20 repartidos regularmente por toda a armação estrutural do veículo, estando cada ponto de fixação adaptado para receber uma viga de fixação rígida da armação intermediária na armação estrutural. Portanto, a armação estrutural do veículo é concebida e aperfeiçoada para compreender um conjunto de pontos de fixação repartidos regularmente por toda a armação.
A repartição regular dos pontos de fixação na armação
estrutural do veículo permite reduzir significativamente a maquinaria de perfuração necessária para a realização desses pontos de fixação. Em particular, segundo as técnicas anteriores, a cada configuração de equipamentos é associado um modelo de perfuração predeterminado e específico àquela configuração. Segundo a invenção, um modelo de perfuração é adaptado à realização de pontos de fixação para todos os tipos de configuração.
Os pontos de perfuração são formados por acabamentos - em
especial perfurações ou cortes - de preferência dispostos nas zonas de menos restrições da armação estrutural de modo a minimizar os impactos sobre as propriedades mecânicas da estrutura.
Durante a instalação do dispositivo de montagem na armação 10 estrutural, o número de pontos de fixação a ser utilizado, do conjunto de pontos de fixação disponíveis na armação, e a escolha desses pontos são determinados e definidos em função das restrições de montagem dos equipamentos de uma rede e da configuração buscada para a rede. Não é necessário prever durante o projeto da armação estrutural do veículo o 15 número de pontos de fixação e a localização precisa destes. Com efeito, a armação intermediária permite deslocar os pontos de montagem rígida para onde sejam necessários.
Um dispositivo segundo a invenção permite portanto uma flexibilidade no desenvolvimento e na instalação de equipamentos não dimensionadores e simplifica grandemente a industrialização do veículo. Ele reduz o tempo e os custos sem comprometer o desempenho, ou até mesmo os melhorando.
Um dispositivo segundo a invenção facilita a instalação de equipamentos não dimensionadores, principalmente de equipamentos de rede em linhas de montagem assim como em sua manutenção.
Uma armação intermediária segundo a invenção pode ser formada por diversos elementos portados pelas vigas de fixação e adaptados para receber rigidamente suportes de conexão que comportam as ligações adaptados para prender um equipamento. Uma armação intermediária segundo a invenção, pode ser objeto de diversos modos de realização. Ela pode compreender placas, grades, pranchas, lâminas, traves, tubos, cabos, fios, redes, etc., portados pelas vigas de fixação e se estendendo em relação à armação estrutural segundo uma ou mais direções.
Vantajosamente e segundo a invenção, a referida armação intermediária compreende uma pluralidade de traves de recepção dos referidos suportes de conexão, sendo as traves de recepção adaptadas para receber rigidamente, em qualquer ponto da trave, ao menos um suporte de conexão.
A combinação de traves de recepção e de suportes de conexão com viga elástica permite uma fixação de cada suporte de conexão, não importando em qual ponto da trave. Um dispositivo segundo a invenção apresenta assim uma infinidade de pontos de montagem, o que permite uma 15 infinidade de configurações distintas a partir de uma mesma armação estrutural equipada com uma armação intermediária.
A trave de recepção de suportes de conexão é uma peça perfilada rígida adaptada para permitir a fixação dos suportes de conexão na trave.
A trave é de fabricação e manuseio fáceis, tomando a sua
comercialização e a sua utilização econômicas.
Além disso, uma armação intermediária que compreenda traves de recepção de suportes de conexão permite uma grande variedade de configurações suscetíveis de satisfazer a maior parte das exigências de instalação de equipamentos não dimensionadores tais como equipamentos de rede.
Uma armadura intermediária segundo a invenção pode compreender traves e peças acessórias, tais como anéis ou meios equivalentes para assegurar uma conexão rígida entre uma trave e uma viga de fixação rígida da armação intermediária na armação estrutural.
Todavia, vantajosamente e segundo a invenção, ao menos uma viga de fixação - em especial cada viga de fixação — compreende meios de recepção de ao menos uma porção de ao menos uma trave adaptada para receber essa trave e prendê-la rigidamente de maneira a impedir qualquer deslocamento da trave em relação à armação estrutural do referido veículo.
Segundo esse modo de realização, cada viga de fixação ligada à armação estrutural do veículo compreende meios de recepção de ao menos uma trave e é adaptada para poder prender rigidamente essa trave em relação à armação estrutural.
Portanto, a instalação de um dispositivo de montagem segundo a invenção é particularmente fácil. Em particular, em uma primeira etapa, realiza-se a fixação das vigas de fixação na armação estrutural; em uma 15 etapa seguinte, realiza-se a inserção das traves nos meios de recepção de traves dessas vigas de fixação; depois, realiza-se a montagem dos suportes de conexão sobre as traves; então realiza-se o acoplamento das conexões nos referidos suportes de conexão; e, em uma etapa seguinte, realiza-se a ligação dos equipamentos nas referidas conexões.
A trave de uma armação estrutural segundo a invenção pode
apresentar diversas formas e dimensões.
Nada impede que se forneça uma trave da referida armação intermediária - em especial cada trave da referida armação intermediária apresentando uma simetria de revolução. Tal trave é com efeito fácil de 25 inserir nas vigas de fixação por um operador humano, não tendo este que se preocupar com a orientação da trave. Essa variante apresenta o inconveniente de tomar mais complexa a obtenção de um bloqueio rotativo dos suportes de conexão em relação à trave em tomo de seu eixo longitudinal.
Assim, de preferência, vantajosamente e segundo a invenção, ao menos uma trave da referida armação intermediária - em especial cada trave — não tem simetria de revolução.
Vantajosamente e segundo a invenção, ao menos uma trave em especial cada trave - apresenta uma seção transversal cujo contorno periférico apresenta ao menos uma porção reta.
Vantajosamente e segundo a invenção, ao menos uma trave da referida armação intermediária - em especial cada trave da referida armação intermediária - apresenta uma seção transversal cujo contorno periférico é poligonal - em especial quadrado.
Uma trave formada por um tubo de seção transversal quadrada é particularmente adaptado para a realização de uma armação intermediária.
A trave segundo a invenção pode ser feita de um material metálico, de um material compósito de carbono ou um material equivalente.
Vantajosamente e segundo a invenção, a referida armação intermediária compreende ainda acessórios de trave adaptados para ligar rigidamente duas traves adjacentes.
Uma armação intermediária que compreenda traves e acessórios de trave permite a realização de uma grande variedade de configurações. Além disso, tal armação pode ser constituída por traves de 25 diferentes comprimentos de acordo com as zonas da armação estrutural a serem cobertas e de acordo com a distância entre duas vigas de fixação. Os acessórios de trave permitem igualmente associar várias traves ponta com ponta para se estenderem entre duas vigas de fixação. Os acessórios de trave podem ser escolhidos a partir do grupo formado por acessórios de trave retos destinados a ligar duas traves de maneira coaxial em prolongamento uma da outra; os acessórios de traves em ângulos retos podem ligar duas traves perpendicularmente uma à outro; os acessórios de traves oblíquos permitem colocar duas traves uma em relação à outra segundo um ângulo predeterminado.
Os acessórios de traves segundo a invenção permitem igualmente realizar uma armação intermediária que se estenda a vários níveis.
Cada elemento da armação intermediária é adaptado para receber em uma infinidade de pontos de montagem, ao menos um suporte de conexão, sendo esse suporte de conexão adaptado para portar ao menos uma ligação de ao menos um equipamento não dimensionador, em especial um equipamento de rede.
A montagem entre um suporte de conexão e um elemento de armação intermediária, em especial uma trave de recepção de um suporte de conexão, pode ser realizada por diversos meios de montagem rígida, tais como meios de montagem através de porcas e parafusos, meios de espiga e encaixe, meios por anéis de fixação, imãs, adesivos, etc.
Os meios de montagem podem ser meios que necessitem ou não da utilização de uma ferramenta. Vantajosamente, esses meios são adaptados para que possam permitir a montagem de um suporte de conexão em uma trave sem a utilização de uma ferramenta, de maneira a facilitar a montagem na oficina.
Segundo uma variante da invenção, um elemento da armação intermediária, em especial uma trave de recepção de suportes de conexão, pode compreender, além dos pontos de recepção dos suportes de conexão com grampos elásticos, um conjunto predeterminado de pontos de montagem distribuídos regularmente ao longo dessa trave, tais como furos feitos para receber parafusos, ou espigas feitas para receber o encaixe de um suporte de conexão, etc. Segundo esse modo de realização, um suporte de conexão compreende um furo feito para que nele entre o parafuso 5 correspondente da trave ou uma espiga destinada a interagir com um encaixe formado em uma trave, etc.
No caso de a armação intermediária compreender traves de seção transversal quadrada, vantajosamente e segundo a invenção, o referido grampo elástico de um suporte de conexão compreende duas 10 paredes elasticamente flexíveis, paralelas uma à outra e espaçadas uma da outra por uma distância ligeiramente inferior à dimensão de um lado do quadrado da seção transversal das traves, de maneira que o suporte de conexão possa prender uma trave com seção transversal quadrada em qualquer ponto da trave, e impedir qualquer deslocamento indesejável do 15 suporte de conexão ao longo da trave, uma vez que esta esteja fixa.
Um suporte de conexão que compreenda um grampo elástico permite de maneira simples e rápida fixar um suporte de conexão em uma trave ou deslocar esse suporte de conexão ao longo da trave ou desmontá-lo da trave. Além disso, uma trave que apresente uma seção transversal 20 quadrada adaptada para receber uma viga elástica compreende duas paredes paralelas espaçadas uma da outra por uma distância ligeiramente inferior à dimensão de um lado desse quadrado, para receber o grampo em um desses quatro lados, oferecendo assim uma grande variedade de possibilidades de montagem.
Tal suporte de conexão pode ser formado em qualquer tipo de
material: metálico, compósito, polimérico, etc.
As dimensões do grampo elástico são adaptadas para prender a trave de recepção, uma vez montado na trave. Desta forma, uma vez montado na trave, o suporte de conexão não é suscetível de deslocamentos indesejáveis ao longo da trave ou em torno da trave.
Contudo, a fim de garantir que um suporte de conexão segundo a invenção não possa ser dissociado da trave de forma indesejável, 5 vantajosamente e segundo a invenção, ao menos um suporte de conexão em especial cada suporte de conexão - compreende uma trava de bloqueio adaptada para cobrir o grampo que forma a elasticidade desse suporte de conexão de modo que o suporte de conexão possa encerrar inteiramente a trave no qual estiver fixo, evitando assim qualquer deslocamento do 10 suporte de conexão da trave.
Segundo uma variante da invenção, um suporte de conexão compreende meios de identificação do ponto de montagem de armação intermediária onde esse suporte de conexão deve ser posicionado. Esses meios de identificação permitem facilitar o trabalho de um operador 15 humano que irá colocar os suportes de conexão nas traves da armação intermediária. Esses meios de identificação do ponto de montagem podem ser de qualquer tipo. Eles podem ser meios de identificação ópticos diretamente legíveis e compreensíveis por um operador humano, tais como as coordenadas em (x, y, z) do ponto de montagem; meios ópticos com 20 códigos representativos de um ponto de montagem e adaptados para serem lidos e interpretados por uma máquina, tais como códigos de barras, matrizes de pontos, etc.; meios de identificação em contato do tipo RFID; etc.
Em uma variante ou em combinação, esses meios de 25 identificação podem ser dispostos na armação intermediária de maneira que um operador possa pegar um suporte de conexão qualquer e colocá-lo na armação intermediária em um ponto de montagem preferencial identificado pelos meios de identificação. Nesse caso, os meios de identificação são de preferência meios visuais facilmente identificáveis pelo operador. Tal dispositivo permite assim definir a configuração buscada antes da instalação na armação estrutural, o que permite uma montagem ulterior rápida e fácil. Os meios de identificação visuais facilitam o trabalho dos operadores de montagem. No entanto, se uma mudança de 5 configuração for necessária, inclusive após a montagem inicial, isto é possível porque cada suporte de conexão é removível e pode ser fixado em um outro ponto da trave da armação intermediária. Os meios de identificação previamente associados à posição inicial podem então ser removidos da trave de maneira a não induzir um operador em erro do que 10 seria um meio de identificação na trave que não corresponda mais ao suporte de conexão. Para isto, os meios de identificação são de preferência etiquetas adesivas removíveis.
Cada suporte de conexão comporta ao menos uma ligação de ao menos um equipamento de rede. Um suporte de conexão e uma ligação podem ser formados de uma única peça ou de um conjunto de peças.
Segundo uma variante da invenção, um suporte de conexão apresenta ao menos um ponto de conexão e comporta uma ligação por ponto de conexão. Por exemplo, esse ponto de conexão pode ser criado por meio de um orifício ou de uma perfuração destinada a receber os elementos 20 de fixação, tais como parafusos ou porcas, de maneira a permitir o acoplamento de uma conexão no suporte de conexão.
Segundo a invenção, as ligações de um equipamento não dimensionador - em especial um equipamento de rede - podem ser de qualquer tipo. Essas ligações podem ser por travas, fivelas, correntes, 25 botões, trincos, alfinetes, velcro, a pressão, etc. Uma ligação pode ser específica para cada tipo de equipamento, ou permitir a fixação de uma variedade de equipamentos. Da mesma forma, um suporte de conexão pode estar associado a uma ligação específica ou aceitar uma variedade de ligações diferentes.
A fixação da armação intermediária na armação estrutural é realizada por intermédio de vigas de fixação ligadas à estrutura de pontos de fixação.
Essas vigas de fixação são ligadas à armação estrutural através de quaisquer meios de fixação, tal como por meio de porcas e parafusos.
Essas vigas de fixação podem igualmente apresentar diversas formas e dimensões.
Essas vigas são escolhidas a partir de um grupo de vigas
predeterminadas em números limitados. Segundo uma variante da invenção, todas as vigas são idênticas. Segundo essa variante, os pontos de fixação das vigas são, então, todos idênticos, o que facilita o projeto da armação estrutural do veículo.
Vantajosamente e segundo a invenção, ao menos uma viga de
fixação - em especial cada viga de fixação - da referida armação intermediária à referida armação estrutural do veículo compreende uma barra rígida que se estende ao longo de uma direção, chamada direção longitudinal, compreendendo:
- uma série de furos dispostos ao longo da direção
longitudinal, sendo cada furo adaptado para permitir a passagem de meios de fixação do tipo porcas e parafusos de maneira a assegurar a fixação dessa barra de fixação na referida armação estrutural,
uma série de compartimentos de recepção transversais
dispostos na referida barra se estendendo ao longo de uma direção perpendicular à referida direção longitudinal, cada compartimento de recepção apresentando uma seção transversal conformada e conjugada à seção transversal das traves da armação intermediária de modo a que cada compartimento de recepção de cada barra possa receber ao menos uma trave de fixação.
Segundo essa variante da invenção, uma viga de fixação compreende uma barra que se estende ao longo de uma direção longitudinal e apresenta uma seção transversal em forma de ranhuras. Cada ranhura forma um compartimento de recepção de ao menos uma trave.
A barra apresenta uma série de perfurações dispostas ao longo da direção longitudinal, cada perfuração se estendendo na altura da barra e adaptada para permitir a passagem de meios de fixação do tipo porcas e parafusos de maneira a assegurar a fixação dessa barra de fixação na referida armação estrutural.
Segundo essa variante, vantajosamente e de acordo com a invenção, ao menos uma barra de fixação - em especial cada barra de fixação - compreende uma placa adaptada para vir se encaixar à referida barra de fixação de maneira a impedir qualquer deslocamento indesejável das traves de fixação nos compartimentos de recepção.
Esses grampos permitem encobrir as ranhuras, o que limita os deslocamentos indesejáveis das traves segundo uma direção ortogonal ao eixo dessas traves.
Vantajosamente e segundo a invenção, ao menos uma barra de
fixação - em especial cada barra de fixação - compreende um ressalto disposto em ao menos um compartimento de recepção dessa barra de maneira a preencher as tolerâncias das fabricações das traves e das barras de fixação.
Tal pino permite limitar a folga entre uma trave inserida em
um compartimento de recepção de uma barra de fixação e essa barra de fixação. O pino pode ser colocado na vizinhança de uma borda lateral da barra ou em eqüidistância às duas bordas laterais da barra.
Os diferentes elementos de um dispositivo de montagem segundo a invenção podem ser de diversos materiais, tais como materiais metálicos, materiais poliméricos, materiais compósitos, etc.
Um dispositivo segundo a invenção permite o suporte de quaisquer tipos de equipamentos não dimensionadores em relação à armação estrutural do veículo.
Na prática, um dispositivo de montagem segundo a invenção é particularmente destinado à instalação, em um veículo, de equipamentos de uma rede elétrica, equipamentos de uma rede pneumática, equipamentos de uma rede hidráulica, ou equipamentos de uma rede mista elétrica, pneumática e hidráulica.
A invenção se estende a um veículo equipado com um dispositivo de montagem segundo a invenção.
Em particular, a invenção se refere a uma aeronave equipada com um dispositivo de montagem segundo a invenção, a um trem de grande velocidade equipado com um dispositivo de montagem segundo a invenção, e de maneira geral a um veículo que compreenda uma armação 20 estrutural que tenha uma pluralidade de pontos de fixação de vigas de fixação distribuídas regularmente pela armação estrutural.
Desta forma, a invenção se refere a uma aeronave que compreende uma fuselagem de aeronave que compreende:
uma pluralidade de pontos de fixação distribuídos regularmente pela referida fuselagem, sendo que cada ponto de fixação está adaptado para receber meios de fixação de uma viga de fixação rígida de um dispositivo de montagem segundo a invenção, de maneira a poder assegurar a fixação dessa viga de fixação à referida fuselagem, ao menos um dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores segundo a invenção, estando o referido dispositivo de montagem fixo rigidamente à referida fuselagem em ao menos um ponto de fixação.
A invenção se estende igualmente a um procedimento de
montagem de equipamentos de rede na armação estrutural de um veículo.
Desta forma, a invenção se refere igualmente a um procedimento de montagem de equipamentos não dimensionadores na armação estrutural de um veículo, em que:
- pontos de fixação são colocados na referida armação
estrutural do veículo e regularmente distribuídos nessa armação, sendo que cada ponto de fixação está adaptado para receber ao menos uma viga de fixação,
as vigas de fixação são fixadas à referida armação estrutural em um conjunto de pontos de fixação, sendo cada viga de fixação adaptada para receber uma porção de uma armação intermediária e prendêla rigidamente de maneira a impedir qualquer deslocamento indesejável dessa porção de armação intermediária em relação à armação estrutural,
uma armação intermediária rígida é disposta à frente de 20 uma porção da referida armação estrutural e porções dessa armação intermediária são encaixadas nas referidas vigas de fixação, sendo que a referida armação intermediária compreende um conjunto de pontos de montagem rígida de um suporte de conexão à referida armação intermediária,
- suportes de conexão são montados na referida armação
intermediária em um conjunto dos referidos pontos de montagem, com cada suporte portando ao menos uma conexão de ao menos um equipamento não dimensionador, equipamentos não dimensionadores são encaixados nas referidas conexões portadas pelos referidos suportes de conexão.
Um procedimento de montagem segundo a invenção é vantajosamente realizado por e em um dispositivo de montagem segundo a invenção.
Um dispositivo de montagem segundo a invenção utiliza vantajosamente um procedimento de montagem segundo a invenção.
A invenção se refere a um dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores - em especial equipamentos de redes 10 a um veículo equipado com um dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores - em especial equipamentos de rede - e a um procedimento de montagem de equipamentos não dimensionadores - em especial equipamentos de rede - caracterizados em combinação por todas ou parte das características mencionadas acima e abaixo.
Outras características, objetivos e vantagens da invenção
aparecerão a partir da leitura da descrição a seguir que apresenta a título de exemplo não limitativo um modo de realização da invenção, com referência aos desenhos anexos, nos quais:
a figura 1 é uma vista esquemática em perspectiva de uma porção de um dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores segundo um modo de realização da invenção em uma armação do piso de uma aeronave,
a figura 2 é uma vista esquemática em perspectiva de uma porção de um dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores segundo um modo de realização da invenção em uma armação de piso de uma aeronave que compreende duas traves segundo um modo de realização da invenção dispostas em ângulo reto uma em relação à outra e ligadas por um acessório de traves segundo um modo de realização da invenção,
a figura 3 é uma vista esquemática em perspectiva de uma viga de fixação segundo um modo de realização da invenção compreendendo quatro compartimentos de recepção de uma trave segundo um modo de realização da invenção, em que dois deles prendem respectivamente uma trave,
a figura 4 é uma vista esquemática em perspectiva de duas traves segundo um modo de realização da invenção portando suportes de conexão segundo um modo de realização da invenção,
a figura 5 é uma vista esquemática em perspectiva desmontada de um suporte de conexão segundo um modo de realização da invenção e de uma trava segundo um modo de realização da invenção,
a figura 6 é uma vista esquemática em perspectiva de uma barra de fixação de uma armação intermediária em uma armação estrutural segundo um modo de realização da invenção e de um grampo segundo um modo de realização da invenção,
a figura 7 é uma vista esquemática em perspectiva de uma porção de um dispositivo de montagem segundo um modo de
realização da invenção compreendendo uma trave encaixada em uma barra de fixação ortogonalmente à face da barra que está em contato com a parede da armação estrutural,
a figura 8 é uma vista esquemática em perspectiva de um suporte de conexão segundo um outro modo de realização,
- as figuras 9a e 9b são vistas esquemáticas em
perspectiva de uma barra de fixação de uma armação intermediária em uma armação estrutural e de grampos segundo um outro modo de realização da invenção, a figura 10 é uma vista esquemática em perspectiva de uma porção de um dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores segundo um outro modo de realização da invenção,
a figura 11 é uma vista esquemática em perspectiva de um acessório de traves segundo um modo de realização da invenção.
Segundo a invenção, e em especial tal como representada na figura 1, um dispositivo de montagem de equipamentos 5 de uma rede na armação estrutural 1 de um veículo compreende uma armação intermediária 2 rígida, uma pluralidade de vigas 3 de fixação rígidas da 10 referida armação intermediária 2 à referida armação estrutural 1 do veículo, uma pluralidade de suportes de conexão 4 montados na armação intermediária 2 em um conjunto de pontos de montagem 20 rígida, e uma pluralidade de conectores 6 de ao menos um equipamento não dimensionador 5, tal como um equipamento de uma rede elétrica, sendo 15 cada conector 5 portado por um suporte de conexão 4.
A armação intermediária 2 pode ser composta por diversas peças que apresentem diversas formas e estruturas. Ela pode, por exemplo, compreender placas, grades, tábuas, lâminas, treliças, traves, tubos, cabos, fios, etc., portados pelas vigas de fixação 3 e se estendendo em relação à armação estrutural segundo uma ou várias direções.
Segundo um modo de realização preferido, e tal como representado nas figuras 1 a 4, a armação intermediária 2 compreende uma pluralidade de traves 21 de recepção dos suportes de conexão 4. Cada trave
21 é adaptada para receber, em uma pluralidade de pontos da trave que formam os pontos de montagem 20, ao menos um suporte de conexão 4 com meios de montagem desse suporte de conexão 4 na trave 21 adaptados para que o suporte de conexão 4 não possa se deslocar espontaneamente ao longo da trave 21, nem em tomo desta, uma vez montado no trave 21. Para este fim, e de acordo com o modo de realização preferencial representado nas figuras, as traves 21 são formadas por tubos rígidos de material metálico ou compósito com seção transversal quadrada. As traves 21 podem apresentar diferentes comprimentos, por exemplo 5 compreendidos entre 5 mm e 10 m. Uma trave 21 pode ser retilínea ou encurvada com um raio de 100 mm a 10 m, ou outros.
Tal como representado na figura 5, cada suporte de conexão 4 compreende um grampo tensionado elasticamente em posição de bloqueio, chamado grampo elástico 40, adaptado para permitir a fixação desse 10 suporte de conexão 4 à trave 21. Esse grampo elástico 40 apresenta duas paredes 41, 42, elasticamente flexíveis, paralelas uma à outra e espaçadas uma da outra por uma distância ligeiramente inferior à dimensão de um lado do quadrado da seção transversal quadrada de uma trave, de maneira que esse suporte de conexão 4 possa prender a trave 21 em qualquer ponto 15 da trave 21, e impedir qualquer deslocamento indesejável do suporte de conexão 4 ao longo da trave 21, uma vez fixo a esta.
Um dispositivo segundo a invenção permite que um operador humano encarregado de montar os equipamentos não dimensionadores 5 em uma armação intermediária 2, disponha de uma infinidade contínua de 20 posições de montagem de um suporte de conexão 4 em uma trave 21. Com efeito, o grampo elástico 40 de um suporte de conexão 4 pode ser fixo em qualquer ponto da trave 21, ao longo deste. O dispositivo segundo a invenção uma grande flexibilidade na montagem de equipamentos não dimensionadores 5 na armação intermediária 2, o que permite em especial, 25 na unidade de montagem, se escolher uma montagem dos equipamentos 5 que possa por exemplo acomodar restrições não inicialmente previstas.
Segundo um modo de realização vantajoso da invenção, e tal como representado na figura 5, um suporte de conexão 4 compreende meios de identificação do ponto de montagem da armação intermediária em que o suporte de conexão deve ser posicionado. Esses meios de identificação permitem facilitar o trabalho de um operador humano que deva posicionar os suportes de conexão nas traves da armação intermediária. Os meios de identificação de pontos de montagem podem ser 5 de três tipos. Eles podem consistir em meios de identificação ópticos diretamente legíveis e compreensíveis por um operador humano, tal como as coordenadas (x, y, z) do ponto de montagem; meios ópticos codificados representativos de um ponto de montagem e adaptados para serem lidos por uma máquina, tais como códigos de barra, pontos matriciais, etc.; meios de 10 identificação sem contato do tipo RFID; etc.
Segundo o modo de realização da figura 5, esses meios de identificação compreendem um código de barras 60. O código de barras 60 pode ser por exemplo interpretado por uma máquina portátil para fornecer a um operador as coordenadas (x, y, z) do ponto de montagem no qual se 15 deve montar, ou uma representação gráfica mostrada na tela de uma máquina portátil do ponto de montagem no qual deve-se montar.
A relação entre os códigos de barras 60 e os pontos de montagem é preferivelmente estabelecida por planejamento prévio à montagem do dispositivo utilizando-se meios informatizados. Os meios informatizados podem ser integrados à máquina portátil ou registrados em um servidor acessível à distância pela máquina portátil.
Segundo um outro modo de realização da invenção, os meios de identificação são diretamente colocados sobre as traves da armação intermediária.
A figura 4 apresenta duas traves 21 encaixadas em uma viga
de fixação 3, cada trave portando ao menos um suporte de conexão 4, e cada suporte de conexão 4 compreendendo um grampo de fixação elástico adaptado para permitir a montagem entre o suporte de conexão 4 e uma trave 1.
O grampo elástico 40 de um suporte de conexão 4 pode ser feito de diversos materiais. Contudo, segundo um modo de realização preferencial da invenção, o grampo elástico 40 é feito de um material de carbono. Isso permite conferir ao grampo elástico 40 propriedades de elasticidade em flexão.
Segundo outros modos de realização não ilustrados nas figuras, as traves 21 e os suportes de conexão 4 podem apresentar outras 10 formas e dimensões conjugadas. Por exemplo, uma trave 21 pode apresentar uma seção transversal cujo contorno periférico tenha uma porção reta, ou não. Uma trave cuja seção transversal tenha uma simetria de revolução apresentaria no entanto o inconveniente de tornar mais complexa a obtenção de um bloqueio rotativo do suporte de conexão em 15 relação à trave.
Segundo o modo de realização da figura 5, o grampo elástico 40 compreende uma parede 43 ortogonal às paredes flexíveis 41, 42. Uma vez montadas em uma trave 21 paralelepípeda, com seção transversal quadrada, as paredes 41, 42, 43 ficam em contato respectivamente com três das quatro faces longitudinais exteriores da trave 21.
Segundo um modo de realização preferencial da invenção, e tal como representado na figura 5, um suporte de conexão 4 compreende uma trava de bloqueio adaptada para travar o grampo elástico 40 na trave 21, estendendo-se paralelamente à parede 43 e ortogonalmente às paredes 25 41, 42 flexíveis, de maneira que um grampo elástico equipado com a trava de bloqueio 44 encerre completamente a trave 21. Em outras palavras, a trava de bloqueio 44 recobre a face da trave 21 paralelepípeda com seção transversal quadrada com não está em contato com uma das paredes 41, 42,
43 do grampo elástico 40.
A trava de bloqueio 44 compreende meios de montagem a uma parede flexível do grampo elástico 40. Por exemplo, e tal como representado na figura 5, uma parede flexível 42 compreende uma abertura 45 adaptada para permitir a passagem de uma porção de extremidade 46 da trava de bloqueio 44. Essa porção de extremidade 46 da trava de bloqueio
44 apresenta uma forma e dimensões projetadas para permitir a introdução dessa porção 46 de extremidade na abertura 45 da parede 42 e a fixação da
porção 46 na parede 42.
Segundo a invenção, o suporte de conexão 4 comporta ao menos uma conexão 6 de ao menos um equipamento 5.
Segundo o modo de realização das figuras, o suporte de conexão 4 e a conexão 6 são duas peças distintas e o suporte de conexão 4 15 compreende um ponto de acoplamento de cada conexão 6 ao suporte de conexão 4. Tal ponto de acoplamento é, de acordo com o modo de realização das figuras, realizado por uma abertura 47 transversal de contorno circular colocada sobre uma aleta 48 do grampo elástico 40. Essa abertura 47 é projetada para receber uma conexão 6, por exemplo, uma 20 conexão 6 que compreenda uma porção elástica que apresente forma e dimensões conformadas e conjugadas à forma e às dimensões da abertura 47 de maneira a permitir o encobrimento da porção elástica na abertura 47.
A aleta 48 na qual está disposta a abertura 47 é de preferência portada por uma das paredes 41, 42 flexíveis e se estende ortogonalmente a 25 estas. Segundo o modo de realização da figura 5, essa aleta 48 é portada pela parede flexível 41. Segundo o modo de realização da figura 5, a trava de bloqueio 44 se estende, uma vez encaixada na parede flexível 42, à frente da parede 41, acima da aleta 48 e paralelamente a esta. Desta forma, para facilitar o acoplamento de uma conexão 6 no grampo 40, a trava 44 pode compreender uma abertura coaxial à abertura 47 de acoplamento da aleta 48. Assim, uma conexão 6 é acoplada conjuntamente na trava 44 de bloqueio e no grampo elástico 40.
Segundo esse modo de realização, a aleta 48 é paralela ao eixo
da trave 21 uma vez que o suporte de conexão 4 tenha sido montado na trave 21.
A conexão segundo a invenção pode apresentar diversas formas. A conexão segundo a invenção pode ser um prendedor, um laço, 10 uma braçadeira, um botão, um gancho, um pino, um par de correntes com laços e fechos (velcro®), ou botões de pressão, etc. A conexão pode ser específica para cada tipo de equipamento, ou permitir que se utilize uma variedade de equipamentos.
Segundo um modo de realização da invenção, a conexão 6 15 compreende uma espiga que apresenta forma e dimensões conjugadas à forma e às dimensões de ao menos um entalhe formado em ao menos um suporte de conexão 4 de maneira a que possa ser encaixada no suporte de conexão 4 por encaixe da espiga no entalhe e ser mantida rigidamente pelo suporte.
Segundo um outro modo de realização representado na figura
8, a parede flexível 41 de um suporte de conexão apresenta uma aleta 81 sensivelmente perpendicular a esta parede 41 e se estendendo e prolongando a partir da parede flexível 42 para a frente. Da mesma forma, a parede flexível 42 apresenta uma aleta 82 sensivelmente perpendicular à 25 parede 42 e que se estende e prolonga a partir da parede flexível 41 para a frente. As formas e dimensões das ranhuras da trava 44 e das abas do suporte de conexão são conformadas e conjugadas de modo que a trava 44 possa deslizar nas abas 81, 82 e vir assim travar o suporte de conexão e impedir qualquer deslocamento indesejável do suporte de conexão da trave (não mostrada na figura 8 por propósitos de claridade).
Além disso, segundo o modo de realização da figura 8, a trava de bloqueio 44 pode ser fixado por um rebite ou uma espiga 83, por exemplo de material plástico, que venha se encaixar nos furos 84 dispostos respectivamente no suporte de conexão e na trava 44.
Segundo outros modos de realização, a trava de bloqueio 44 no grampo elástico 40, uma vez estando esta fixa a uma trave 21, pode ser constituído por outros meios, por exemplo, por meio de porcas ou outros.
Segundo outros modos de realização, o suporte de conexão 4 e
uma conexão 6 podem ser formados em uma única peça.
A figura 3 é uma vista detalhada de um dispositivo de montagem segundo a invenção. Nessa vista, as traves 21 se encaixam em uma viga de fixação 3.
Segundo o modo de realização das figuras, uma viga de
fixação 3 da armação intermediária 2 na armação estrutural 1 de um veículo compreende uma barra 30 que se estende ao longo de uma direção, chamada direção longitudinal. Cada barra 30 compreende uma pluralidade de compartimentos 31 de recepção de uma trave 21. Esses compartimentos 20 de recepção são transversais e são dispostos na barra 30 estendendo-se ao longo de uma direção perpendicular à direção longitudinal.
Cada compartimento de recepção 31 de uma trave 21 apresenta uma seção transversal conformada e conjugada à seção transversal da trave
21 da armação intermediária 2 de modo a que cada compartimento de recepção 31 de cada barra 30 possa receber ao menos uma trave 21.
Na figura 3, a barra 30 compreende quatro compartimentos de recepção de uma trave 21, sendo dois deles efetivamente ocupados por uma trave 21. As barras 30 segundo esse modo de realização permitem fixar a estrutura intermediária 2 na armação estrutural 1.
Para este fim, cada barra 30 compreende, tal como representado na figura 6, uma série de perfurações 32 distribuídas ao longo 5 da direção longitudinal. Cada perfuração 32 se estende perpendicularmente à direção longitudinal da barra 30 e é adaptado para permitir a passagem de um parafuso ou de um prego apto a assegurar a fixação da barra 30 na armação estrutural 1.
Na prática, a armação estrutural 1 compreende uma pluralidade de pontos de fixação regularmente distribuídos por toda a armação estrutural 1, sendo cada ponto de fixação adaptado para receber uma barra de fixação 30.
Segundo o modo de realização das figuras, uma barra 30 é entalhada, e cada entalhe forma um compartimento de recepção 31 de ao menos uma trave 21. Segundo um modo de realização da invenção, e tal como representado na figura 7, a trave 21 pode ser encaixada em um entalhe de tal modo que uma extremidade transversal da trave 21 venha se apoiar contra o fundo do entalhe. Segundo a figura 7, a trave 21 é inserida em um compartimento de recepção da barra 3, ortogonalmente à face da barra 3, chamada face de montagem 35, em contato com a armação estrutural 1. Em uma variante ou em combinação, e tal como representado em especial na figura 3, a trave 21 pode ser inserida em uma viga de fixação 30, paralelamente ao plano da qual se estende a face 35 de montagem de cada barra de fixação 30. A viga de fixação que apresente tal barra entalhada permite uma grande variedade de montagem das traves, podendo estas apresentarem diferentes orientações em relação às barras.
Segundo um modo de realização preferencial da invenção, uma barra 30 compreende, para cada entalhe que forma um compartimento 31 de recepção de uma trave 21, ao menos um ressalto 33 eqüidistante das duas bordas laterais da barra 30, de modo a vedar as tolerâncias de fabricação das traves 21 e das barras de fixação 30.
Uma barra 30 segundo a invenção pode apresentar um comprimento entre 10 mm e 10 m, uma largura entre 10 mm e 100 mm, e pode ter forma retilínea ou cilíndrica. A barra 30 segundo a invenção pode ser oca ou maciça.
A barra 30 segundo a invenção pode ser feita de um material rígido metálico, compósito ou polimérico.
De preferência, a barra 30 segundo a invenção é recoberta por
uma lâmina metálica - em especial uma lâmina de titânio - em todo o seu comprimento, deixando unicamente as zonas dos fundos dos entalhes de modo a permitir a colocação de potenciais pontos de partida para uma metalização.
Segundo um modo de realização preferencial e tal como
representado nas figuras 3 a 6, uma viga de fixação 3 compreende igualmente um placa 34 adaptada para cobrir os entalhes que formam os compartimentos 31 de recepção das traves 21 e impedir qualquer deslocamento destas traves nos entalhes em qualquer direção ortogonal ao 20 eixo das traves. A fixação da placa 34 na barra 30 pode ser realizada por diferentes meios, tal como por meio de montagens com parafusos, espigas e entalhes, porcas de fixação, etc.
Segundo um modo de realização preferencial, a barra 30 compreende uma pluralidade de orifícios dispostos em qualquer uma das 25 faces que não estejam em contato com a armação estrutural, uma vez a barra estando fixa à armação estrutural. Cada placa compreende igualmente uma pluralidade de orifícios, sendo a distância entre dois orifícios de uma placa igual à distância entre dois orifícios de uma face da barra. Desta forma, a placa pode ser posicionada na barra de maneira que ao menos dois orifícios da placa fiquem exatamente à frente de dois orifícios da face da barra. Esses orifícios coaxiais podem receber todos os tipos de fixação adaptados para ligar rigidamente a placa à essa face da barra. Segundo um 5 modo de realização preferencial, os orifícios da barra ou os orifícios da placa são equipados com porcas de fixação, de maneira a facilitar as operações de fixação da placa sobre uma face da barra.
No caso de uma trave 21 ser montada ortogonalmente à face 35 de montagem da viga 3 de fixação na armação estrutural 1 tal como 10 representado na figura 7, duas placas 51 podem ser dispostas nas bordas laterais longitudinais da barra 30 de maneira a impedir qualquer deslocamento da trave no entalhe em qualquer direção ortogonal à direção da trave 21. A fixação da placa 51 em uma face da barra 30 pode ser obtida pelos mesmos meios que a fixação da placa 34 na barra 30.
Segundo um outro modo de realização ilustrado nas figuras 9a
e 9b, cada entalhe 31 de uma barra e fechado por uma placa 91, 92 individual. Essa placa 91, 92 individual permite fixar o travamento de uma trave encaixada nesse entalhe 31. Segundo o modo de realização da figura 9a, o travamento da placa 91 individual é obtido por um trinco, por 20 exemplo um trinco de material plástico. Segundo o modo de realização da figura 9b, o travamento da placa 92 individual é obtido por um prendedor elástico que vem se encaixar entre duas paredes verticais portadas pela barra que impedem qualquer deslocamento da placa 92 individual em relação à barra.
A figura 10 apresenta uma porção de um dispositivo segundo a
invenção cujas barras são como as do modo de realização da figura 9b e cujos suportes de conexão são como os do modo de realização da figura 8. O dispositivo de montagem de equipamentos segundo a invenção pode ser fixado a qualquer tipo de estrutura de quaisquer tipos de veículos, e mais particularmente de veículos motorizados.
O dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores segundo a invenção é particularmente destinado a ser fixado na armação de uma aeronave ou de um trem de grande velocidade, e de um modo geral à armação de um veículo idealizado em termos de peso e de resistência mecânica - em especial aos desgastes.
A invenção se estende a um veículo equipado com um tal dispositivo de montagem.
Segundo um modo de realização da invenção não ilustrado nas figuras, uma aeronave compreende uma fuselagem de aeronave que forma a armação estrutural da aeronave. Essa fuselagem de aeronave é formada de elementos (estrados, colunas, travessas, tensionadores, molduras, placas 15 etc.), montados uns aos outros - em especial por rebites e/ou colagens e/ou soldagem) - sendo cada elemento adaptado para comportar ao menos um equipamento não dimensionador. Além disso, essa fuselagem de aeronave compreende uma pluralidade de pontos de fixação distribuídos regularmente pela fuselagem. Cada ponto de fixação é adaptado para 20 receber meios de fixação de uma viga de fixação rígida de um dispositivo de montagem da invenção de maneira a poder assegurar a fixação dessa viga de fixação à fuselagem.
A aeronave segundo a invenção compreende igualmente um dispositivo de montagem da invenção fixo rigidamente à fuselagem em ao menos um ponto de fixação.
A figura 3 ilustra, a título de exemplo não limitativo, uma porção de um dispositivo de montagem da invenção fixa ao piso de uma aeronave. Essa porção do dispositivo de montagem compreende uma barra 30 de fixação segundo um modo de realização da invenção em que são inseridos várias traves 21 de recepção de suportes de conexão 4.
A trave 21 pode se estender integralmente entre duas barras de fixação 3 ou ser ligado a uma outra trave 21 por intermédio de um acessório 7 de traves, estando esta outra trave por sua vez ligada a uma terceira trave por um acessório ou encaixado a uma barra de fixação. Em outras palavras, quaisquer combinações são possíveis.
Segundo um modo de realização preferencial, a armação intermediária 2 compreende uma pluralidade de acessórios 7 de traves 21 adaptados para ligar rigidamente duas traves 21 adjacentes por entre estas.
Os acessórios 7 de traves podem ser de qualquer tipo. Eles podem ser um acessório coaxial de duas traves, um acessório em ângulo reto de duas traves, um acessório segundo um ângulo predeterminado de duas traves, etc.
Na figura 2, duas traves 21 são ligadas por intermédio de um
acessório 7 de traves adaptado para fazer a ligação entre essas duas traves ortogonais.
Segundo esse modo de realização, o acessório 7 de traves é formado por duas peças, cada peça apresentando uma seção transversal em 20 forma de U, sendo cada ramo do U além disso munido de uma aleta lateral perpendicular ao ramo. A distância entre dois ramos do U é sensivelmente igual à dimensão de um lado da seção transversal de uma trave 21. Assim, a trave 21 pode ser longitudinalmente encaixada em tal peça. Cada aleta de cada peça compreende além disso perfurações adaptadas para receber 25 meios de montagem como trincos. Assim, segundo um modo de realização, as duas traves e as duas peças são dispostas de tal modo que as aletas da primeira peça entrem em contato com as perfurações da segunda peça, o que permite alinhar as perfurações das aletas. Assim é possível introduzir nas perfurações alinhadas meios de montagem, por exemplo parafusos, para ligar rigidamente essas duas peças e também as duas traves.
Segundo um outro modo de realização que permite uma montagem mais fácil que o modo de realização anterior, cada peça em U 5 compreende duas porcas de fixação montadas como os pontos de um dado. Na montagem, as porcas de uma peça em U vêm se encaixar na abertura à frente da outra peça em U, assegurando assim uma montagem rígida entre essas duas peças.
Segundo uma outra variante da invenção, os acessórios de 10 traves apresentam, tal como representado na figura 11, formas sensivelmente similares à forma geral de um suporte de conexão com a distinção de que a trava não apresenta mais uma aleta munida de uma perfuração destinada a receber uma conexão de um elemento não dimensionador.
Deve-se observar então que os acessórios de traves segundo a
invenção podem apresentar outras formas e estruturas.
A invenção se refere também a um procedimento de montagem de equipamentos não dimensionadores na armação estrutural de um veículo.
A invenção se refere também a um procedimento de
montagem de equipamentos não dimensionadores na armação estrutural de um veículo.
Segundo um modo de realização da invenção, os pontos de fixação são dispostos na referida armação estrutural do veículo e regularmente distribuídos por essa armação, estando cada ponto de fixação adaptado para receber ao menos uma viga de fixação.
Depois, as referidas vigas de fixação rígidas são então fixadas à referida armação estrutural no nível de um conjunto de pontos de fixação, estando cada viga de fixação adaptada para receber uma porção de uma armação intermediária e a prendê-la rigidamente de maneira a impedir qualquer deslocamento indesejável dessa porção de armação intermediária em relação à armação estrutural.
Então, uma armação intermediária rígida do é disposta à frente
da referida armação estrutural e das porções dessa armação intermediária são inseridas nas referidas vigas de fixação, a referida armação intermediária compreendendo um conjunto de pontos de montagem rígidos de um suporte de conexão à referida armação intermediária.
Então, os suportes de conexão são montados na referida
armação intermediária em um conjunto dos referidos pontos de montagem, com cada suporte de conexão portando ao menos uma conexão de ao menos um equipamento não dimensionador,
Então, os equipamentos não dimensionadores, por exemplo os equipamentos de rede, são alojados nas portas conectadas pelos referidos suportes de conexão.
Um procedimento segundo a invenção permite a fixação de equipamentos na armação de um veículo sem necessitar de um conhecimento exato, antes da montagem dos equipamentos, da configuração desses equipamentos.
A invenção não se limita apenas aos modos de realização descritos. Em particular, um dispositivo de montagem de equipamentos segundo a invenção pode compreender outros tipos de vigas de fixação, um outro tipo de armação intermediária, e outros tipos de suportes de conexão, 25 que oferecem igualmente uma flexibilidade às montagens dos equipamentos, um conforto durante o projeto do veículo, e uma possibilidade de modificar as escolhas feitas sem criar empecilhos para o aparelho.
Claims (18)
1. Dispositivo de montagem de equipamentos (5) não dimensionadores em uma armação estrutural (1) de um veículo, o referido dispositivo compreendendo: - uma pluralidade de conectores (6) de ao menos um equipamento não dimensionador, sendo cada conector (6) adaptado para receber e prender ao menos uma porção de um equipamento não dimensionador (5), e caracterizado por compreender: - uma armação intermediária (2) compreendendo uma pluralidade de pontos de montagem rígidos de ao menos um suporte de conexão (4) desta armadura intermediária (2), uma pluralidade de suportes de conexão (4) portando ao menos um conector (6) e compreendendo um grampo aplicado elasticamente em posição de bloqueio, chamado grampo elástico (40), adaptado para permitir a fixação do suporte de conexão (4) em qualquer um dos pontos de montagem rígidos, uma pluralidade de vigas de fixação (3) rígidas da referida armação intermediária (2) na referida armação estrutural (1) do veículo, cada viga de fixação (3) sendo liagada rigidamente à armação estrutural (1) e recebendo ao menos uma porção da armação intermediária (2) e mantendo esta rígida de modo a impedir qualquer deslocamento indesejável dessa porção da armação intermediária (2) em relação à armação estrutural (1).
2. Dispositivo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo número de pontos de montagem dispostos na referida armação intermediária (2) ser superior ao número de vigas de fixação (3) da armação intermediária (2) na armação estrutural (1).
3. Dispositivo de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pela referida armação intermediária (2) compreender uma pluralidade de traves (21) de recepção dos referidos suportes de conexão (21), sendo cada trave de recepção (21) adaptada para receber rigidamente, em qualquer ponto da trave (21), ao menos um suporte de conexão (4).
4. Dispositivo de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por ao menos uma viga de fixação (3) compreender meios de recepção de ao menos uma porção de uma trave (21) adaptados para receber esta trave (21) e mantê-la rígida de modo a impedir qualquer deslocamento da trave (21) em relação à armação estrutural (1) do referido veículo.
5. Dispositivo de acordo com a reivindicação 3 ou 4, caracterizado por ao menos uma trave (21) da referida armação intermediária (2) não possuir simetria de revolução.
6. Dispositivo de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por ao menos uma trave (21) da referida armação intermediária (2) apresentar uma seção transversal cujo contorno periférico apresente uma porção reta.
7. Dispositivo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por ao menos uma trave (21) da referida armação intermediária (2) apresentar uma seção transversal cujo contorno periférico seja poligonal, ou em particular quadrado.
8. Dispositivo de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo referido grampo elástico (40) de um suporte de conexão (4) compreender duas paredes (41, 42), elasticamente flexíveis, paralelas uma à outra e espaçadas uma da outra por uma distância ligeiramente inferior à dimensão de um lado do quadrado da seção transversal reta de uma trave (21) com seção transversal reta quadrada, de modo que o suporte de conexão (4) possa prender a trave (21) em qualquer ponto da trave (21), e impedir qualquer deslocamento indesejável do suporte de conexão (4) ao longo da trave (21), uma vez fixo a esta.
9. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações 3 a 8, caracterizado por ao menos um suporte de conexão (4) compreender uma trava de bloqueio (44) adaptada para cobrir o grampo (40) do suporte de conexão (4) de modo que o suporte de conexão (40) possa encerrar inteiramente a trave (21) onde este for fixado, impedindo assim qualquer deslocamento do suporte de conexão (4) na trave (21).
10. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações 3 a 9, caracterizado pela referida armação intermediária (2) compreender acessórios (7) de traves adaptados para se prender rigidamente entre duas traves (21) adjacentes.
11. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações 3 a10, caracterizado por ao menos um conector (6) de ao menos um equipamento (5) não dimensionador compreender um entalhe que apresenta uma forma e dimensões conjugadas à forma e às dimensões de ao menos uma abertura formada em ao menos um suporte de conexão (4), de modo a ser inserido nesse suporte de conexão (4) por encaixe do referido entalhe na referida abertura mantida rigidamente por este.
12. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações 3 a11, caracterizado por ao menos uma viga de fixação (3) da referida armação intermediária (2) na referida armação estrutural (1) do veículo compreender uma barra rígida (30) que se estende ao longo de uma direção, chamada direção longitudinal, compreendendo: uma série de perfurações (32) dispostas ao longo da direção longitudinal, sendo cada perfuração adaptada para permitir a passagem de meios de fixação do tipo porca e parafuso de modo a assegurar a fixação da barra de fixação (30) na referida armação estrutural (O, uma pluralidade de compartimentos (31) de recepção transversais dispostos na referida barra de fixação (30) e se estendendo ao longo de uma direção perpendicular à referida direção longitudinal, cada compartimento de recepção (31) apresentando uma seção transversal reta conformada e conjugada à seção transversal das traves (21) da armação intermediária (2) de modo que cada compartimento (31) de recepção de cada barra (30) possa receber ao menos uma trave (21).
13. Dispositivo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por ao menos uma barra de fixação (30), com cada barra de fixação compreendendo ao menos uma placa (34) adaptada para vir se encaixar sobre ao menos uma porção da referida barra de fixação (30) de modo a impedir qualquer deslocamento indesejável das traves (21) dos compartimentos de recepção (31).
14. Dispositivo de acordo com a reivindicação 12 ou 13, caracterizado por ao menos uma barra de fixação (30) compreender um ressalto (33) colocado em ao menos um compartimento (31) de recepção da referida barra (30) de modo a preencher as tolerâncias da fabricação de uma trave (21) inserida no compartimento (31) de recepção e da barra de fixação (30).
15. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações 1 a14, caracterizado pelos referidos equipamentos não dimensionadores serem escolhidos dentre equipamentos de uma rede elétrica, equipamentos de uma rede pneumática, equipamentos de uma rede hidráulica, e equipamentos de uma rede mista elétrica, pneumática e hidráulica.
16. Dispositivo de acordo com uma das reivindicações 1 a15, caracterizado por cada suporte de conexão (4) compreender meios de identificação do ponto de montagem da armação intermediária (2) onde o suporte de conexão (4) deve ser posicionado.
17. Aeronave que compreende uma fuselagem de aeronave, caracterizada pela referida fuselagem de aeronave compreender: - uma pluralidade de pontos de fixação regularmente distribuídos na referida fuselagem, estando cada ponto de fixação adaptado para receber meios de fixação de uma viga de fixação rígida (3) de um dispositivo de montagem como definido em uma das reivindicações 1 a 16 de modo a poder assegurar a fixação desta viga (3) na referida fuselagem, - ao menos um dispositivo de montagem de equipamentos não dimensionadores como definido em uma das reivindicações 1 a 16, sendo o referido dispositivo de montagem fixo rigidamente à referida fuselagem em ao menos um ponto de fixação.
18. Procedimento de montagem de equipamentos não dimensionadores em uma armação estrutural (1) de um veículo, caracterizado por: pontos de montagem serem dispostos na referida armação estrutural (1) do veículo e distribuídas de forma regular pela armação (1), sendo cada ponto de montagem adaptado para receber ao menos uma viga de fixação (3), as vigas de fixação (3) rígidas serem fixas à referida armação estrutural (1) em um conjunto de pontos de montagem, sendo cada viga de fixação (3) adaptada para receber uma porção de uma armação intermediária (2) e manter esta de forma rígida de maneira a impedir qualquer deslocamento indesejável dessa porção da armação (2) intermediária em relação à armação estrutural (1), a armação intermediária (2) ser disposta de encontro à referida armação estrutural (1) e por porções desta armação intermediária (2) serem encaixadas às referidas vigas de fixação (3), a referida armação intermediária (2) compreendendo um conjunto de pontos de fixação rígida de um suporte de conexão (4) à armação intermediária (2), suportes de conexão (4) serem montados na referida armação intermediária (2) junto a um conjunto dos referidos pontos de montagem, com cada suporte de conexão (4) compreendendo um grampo aplicado elasticamente em posição de bloqueio, sendo o referido grampo elástico adaptado para permitir a fixação do suporte na armação intermediária, com o suporte de conexão (4) portando ao menos um conector (6) de ao menos um equipamento não dimensionador, os equipamentos não dimensionadores serem acoplados aos referidos conectores (6) portados pelos referidos suportes de conexão (4).
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