BRPI0808403A2 - Órgão de fricção de um disco de embreagem a seco, e, processo de fabricação de um órgão de fricção de um disco de fricção de embreagem a seco - Google Patents
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Description
“ÓRGÃO DE FRICÇÃO DE UM DISCO DE EMBREAGEM A SECO, E, PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE UM ÓRGÃO DE FRICÇÃO DE UM DISCO DE FRICÇÃO DE EMBREAGEM A SECO”
A presente invenção se refere a um órgão de fricção de um disco de fricção de embreagem a seco, notadamente para veículo automóvel. De maneira usual, um disco de fricção de embreagem é destinado a ser montado em uma árvore dita dirigida sendo para isso inserido entre um prato de reação e um prato de pressão de uma embreagem solidária em rotação de uma árvore dita diretora. Por ocasião de uma operação de embreagem o dito prato de pressão aperta o disco de fricção contra o dito prato de reação.
Ainda que podendo ser aplicada a qualquer tipo de disco de fricção, a invenção apresenta um interesse especial para um disco de fricção de embreagem dito progressivo.
Um disco de fricção de embreagem progressivo, como por exemplo representado nas figuras 7 e 8 da patente FR 1 304 067, compreende um suporte metálico em forma de coroa substancialmente plana, correntemente denominado “o disco progressivo”, cuja periferia externa é fragmentada de maneira a apresentar aletas solidárias de, ou adaptadas sobre, a dita coroa.
Essas aletas são alternativamente dobradas de maneira a compreender porções deslocadas, de um lado e de outro de um plano médio, suscetíveis de ser deformadas elasticamente sob o efeito de um esforço de aperto.
Uma guarnição de atrito em forma de coroa é adaptada de cada lado do dito suporte sendo para isso fixada por qualquer meio apropriado em algumas das ditas porções deslocadas.
No decorrer do aperto, as aletas se deformam elasticamente, as porções deslocadas vindo a se aproximar umas das outras.
Disso resulta um efeito de progressividade no aperto do disco de fricção e conseqüentemente na transmissão do torque de rotação no decorrer de uma manobra de embreagem, o que permite diminuir consideravelmente os movimentos bruscos.
De maneira a aumentar sua elasticidade, as ditas aletas apresentam recortes e orifícios.
Em funcionamento, as guarnições de atrito são submetidas a um aquecimento substancial suscetível de diminuir a dureza na superfície das mesmas.
Sob o efeito do esforço de aperto ao qual são submetidas as guarnições, essas últimas são então freqüentemente o objeto de um fenômeno assimilável a uma incrustação das ditas aletas nas guarnições, que provoca uma perda de elasticidade e em conseqüência disso de progressividade.
Já foi proposto para evitar esse inconveniente interpor uma peça intercalar, notadamente uma folha ou paleta feita de aço, colada em cada guarnição entre a guarnição e as ditas aletas.
Uma tal disposição que é visível nas figuras 7 e 8 da patente francesa 1 304 067 precitada, dá satisfação.
A fim de realizar um tal disco de fricção e de acordo com as técnicas conhecidas, perfura-se separadamente a guarnição de atrito e a peça intercalar que são ulteriormente unidas por colagem.
De maneira usual, as guarnições coladas às peças intercalares são unidas ao disco progressivo por intermédio de rebites. De maneira conhecida em si, os rebites compreendem duas extremidade, em geral uma cabeça não ou pouco deformada durante a união e uma extremidade da qual o diâmetro aumenta por esmagamento no decorrer da união, e um corpo de diâmetro inferior àquele das extremidades dos rebites depois de união. Em geral, os diâmetros de cada uma das extremidades dos rebites depois de união são substancialmente idênticos entre si. É conveniente que as extremidades dos rebites depois de união se apóiem em uma parte de matéria de cada uma das peças a unir.
Dois modos de união são utilizados para ligar uma guarnição colada com uma peça intercalar a um disco progressivo que são detalhados utilizando-se as referências trazidas na figura 3 a na qual uma guarnição 3 é 5 colada a uma peça intercalar 6.
A guarnição 3 compreende um furo, com uma parte larga 32 de diâmetro constante d! e de espessura ei suficientemente grande para deixar passar uma extremidade de rebite depois de união e pode compreender uma parte mais estreita 33 de diâmetro d2 e de espessura e2 para permitir o 10 deslocamento do corpo de rebite sem permitir a passagem da extremidade de rebite depois de união. No fundo da parte mais larga 32 se encontra uma face de rasgo circular 31 na qual pode vir se apoiar a extremidade de rebite depois de união. A face de rasgo circular 31 tem uma forma complementar à extremidade de rebite depois de união escolhida e pode ser plana ou cônica. A 15 peça intercalar 6 de espessura e3 compreende um furo 61 de diâmetro d3 (não representado) que permite o deslocamento do corpo de rebite sem permitir a passagem da extremidade de rebite depois de união e é disposto antes de colagem em frente ao furo da guarnição.
De acordo com um primeiro modo de união conhecido, a face 20 de rasgo circular 31 é formada na espessura da guarnição. Os inventores puderam constatar que para perfurar assim uma guarnição sem deteriora a mesma, é conveniente conservar uma espessura e2 de matéria significativa. Estima-se que é preciso conservar uma espessura e2 de pelo menos 20 % da espessura total (ej + e2) da guarnição. Essa espessura e2 é determinada entre a 25 parte da face de rasgo circular que está mais afastada da superfície da guarnição destinada a ser unida com a peça intercalar e essa superfície da guarnição. Por exemplo, uma guarnição corrente destinada a aplicações automobilísticas de turismo tem uma espessura de 3 mm e uma distância e2 de 0,9 mm, e uma guarnição corrente destinada a aplicações de veículos industriais, notadamente veículos pesados, tem uma espessura de 4,5 mm e uma distância e2 de 1,3 mm, mesmo de 1,45 mm e mesmo de 1,6 mm. Essa espessura e2 mínima, ainda que vantajosa em termo de qualidade de perfuração, limita a espessura de matéria da guarnição que pode ser usada no 5 decorrer da vida do disco de fricção. De fato, a profundidade de desgaste é limitada pela posição da extremidade de rebite depois de união que não deve entrar em contato com o prato de embreagem com o risco de um dano muito grande. A guarnição assim perfurada é em seguida colada em uma peça intercalar 6 previamente perfurada com furos de diâmetro d3 dos quais o eixo 10 coincide substancialmente como eixo dos furos perfurados na guarnição.
De acordo com um segundo modo de união conhecido, um furo de diâmetro constante d], é perfurado em toda a espessura da guarnição, que é em seguida colada em uma peça intercalar 6 previamente perfurada com furos de diâmetro d3 (não representado) dos quais o eixo coincide 15 substancialmente com o eixo dos furos perfurados na guarnição. Nesse modo de realização, a extremidade de rebite depois de união se apóia unicamente sobre a peça intercalar e a guarnição não contribui para a resistência da ligação ao disco de fricção. Disso resulta em geral um enfraquecimento dessa ligação em comparação com a solução precedente, especialmente sensível no 20 decorrer dos ensaios de vibração de rebite tendo em vista garantir a resistência em centrifugação.
O objetivo da presente invenção é corrigir os inconvenientes acima e propor uma solução que permite conciliar um desgaste de guarnição que seja a maior possível ao mesmo tempo em que permite que a guarnição contribua para a ligação ao disco de fricção.
Esse objetivo é atingido por um órgão de fricção de um disco de embreagem a seco que compreende uma guarnição de atrito colada a uma peça intercalar onde furos são formados depois de colagem da dita guarnição e da dita peça intercalar para permitir a fixação por rebites, e compreendem uma primeira parte de espessura ei na guarnição e de diâmetro constante di e uma segunda parte de espessura e2 + e3 e de diâmetro inferior a di, de maneira a constituir uma face de rasgo circular para o apoio de uma extremidade de rebite depois de união onde a espessura e2 da guarnição na segunda parte dos 5 furos está compreendida entre 2 e 15 % da espessura total ej + e2 da guarnição de atrito.
Graças a essa configuração é possível utilizar a guarnição mais do que nas soluções conhecidas que fazem a guarnição contribuir para a ligação ao disco de fricção. O diâmetro do furo na segunda parte de espessura e2 + e3 pode ser constante e igual ao diâmetro d2 do furo que desemboca na face da peça intercalar oposta à face colada com a guarnição. Nesse caso a face de rasgo circular é plana e paralela à superfície de atrito da guarnição (situada no lado oposto à face da guarnição colada com a peça intercalar) para receber extremidades de rebite depois de união a faces de apoio plano. O diâmetro do furo na segunda parte de espessura e2 + e3 pode também decrescer de um valor di para um valor d2 que corresponde ao diâmetro do furo que desemboca na face da peça intercalar oposta à face colada na guarnição. Uma tal configuração permite receber extremidades de rebite depois de união a faces de apoio cônicas, graças a uma face de rasgo circular cônica.
A guarnição é de preferência constituída por fios contínuos impregnados por uma ou várias resina(s) que contêm cargas. De preferência os fios compreendem filamentos de fibras de vidro, de fibras orgânicas, de fibras metálicas. Os fios podem ser vantajosamente lobulados.
De acordo com um modo de realização do órgão de fricção de
acordo com a invenção, a peça intercalar é uma chapa metálica.
No caso de faces de rasgo circular cônicas, o ângulo α do cone com uma superfície paralela à superfície de atrito da guarnição pode estar compreendido entre 3o e 30°. No caso de faces de rasgo circular cônicas, essas últimas podem estar situadas ou na totalidade, ou em parte somente na guarnição.
De maneira geral, é notado que as tolerâncias nos ângulos das faces de rasgo circular são da ordem de mais ou menos 3 graus.
A invenção visa também um disco de fricção de embreagem a
seco que compreende um disco progressivo e pelo menos um órgão de fricção acima.
O disco progressivo pode compreender zonas de progressividade. Essas últimas podem compreender aletas suscetíveis de deformações elásticas axiais.
A invenção também se refere a um processo de fabricação de um órgão de fricção de um disco de fricção de embreagem, a seco que compreende uma guarnição de atrito e uma peça intercalar onde:
- cola-se a guarnição de atrito na peça intercalar,
- usina-se o conjunto colado precedente de maneira a formar
furos de fixação para rebites onde os furos compreendem uma primeira parte de espessura ei na guarnição e de diâmetro constante di e uma segunda parte de espessura e2 + e3 e de diâmetro d2 inferior a di de maneira a constituir uma face de rasgo circular para o apoio de uma extremidade de rebite depois de 20 união onde a espessura e2 da guarnição na segunda parte dos furos está compreendida entre 2 e 15 por cento da espessura total et + e2 da guarnição de atrito.
De preferência, a usinagem é feita com uma ferramenta cortante mas é possível também considerar por exemplo um afundamento ou uma técnica de erosão. A utilização de uma ferramenta cortante permite por exemplo empregar técnicas de perfuração, de fresagem ou qualquer outra técnica apropriada.
De acordo com um modo de realização do processo de acordo com a invenção, é utilizada uma ferramenta cortante de rasgo circular para usinar a guarnição de atrito e a peça intercalar coladas, a dita ferramenta cortante compreendendo uma primeira parte para retirar matéria na guarnição e na peça intercalar e formar um furo que desemboca com um diâmetro d2 na superfície exterior, oposta à superfície colada na guarnição, da peça intercalar 5 e a dita ferramenta cortante compreendendo também uma segunda parte de diâmetro d! para retirar matéria em pelo menos a guarnição e formar uma face de rasgo circular.
A segunda parte de diâmetro dj da ferramenta cortante de rasgo circular pode compreender uma aresta perpendicular ao eixo da ferramenta cortante para formar uma face de rasgo circular plana.
A segunda parte de diâmetro dj da ferramenta cortante de rasgo circular pode compreender uma aresta inclinada em relação ao eixo da ferramenta cortante para formar uma face de rasgo circular cônica.
A ferramenta cortante de rasgo circular pode por exemplo ser uma broca de rasgo circular ou uma fresa de rasgo circular.
A invenção visa também um processo de fabricação de um disco de fricção que compreende uma etapa de aprovisionamento de um órgão de fricção acima, seguida por uma etapa de fixação por rebite do dito órgão de fricção a um disco progressivo.
A invenção será detalhada abaixo com o auxílio de exemplos
não limitativos ilustrados pelas figuras seguintes:
- Figura 1: desenho esquemático de um disco de fricção;
- Figura 2: vista esquemática em corte de acordo com A-A de componentes unidos de um disco de fricção de acordo com a invenção;
- Figura 3a-c: vista esquemática em corte de uma parte do
órgão de fricção de acordo com três variantes da invenção;
- Figura 4: vista esquemática em corte de acordo com B-B de componentes unidos de um disco de fricção de acordo com a invenção.
Por razões de clareza, as dimensões dos diferentes elementos representados nessas figuras não estão em proporção com suas dimensões reais. Em todas as figuras, referências idênticas correspondem a elementos idênticos.
No âmbito da invenção, os termos “axial”, “axialmente” e 5 “radial”, “radialmente” são definidos em relação com o eixo de rotação do disco de fricção. Axial se entende como visando uma direção paralela a esse eixo de rotação e radial se entende como visando uma direção perpendicular a esse eixo e que passa por esse eixo.
A figura 1 representa uma vista esquemática de frente de um 10 disco de fricção 1 que compreende um cubo 5 suscetível de ser solidarizado com uma árvore dirigida, uma guarnição de fricção 3 e representa em pontilhados um disco progressivos 2. Meios elásticos, notadamente molas 4, são dispostos a fim de permitir o amortecimento e/ou a filtração das vibrações da árvore diretora para a árvore dirigida.
A figura 2 apresenta um corte, de acordo com A-A da figura 1,
de um disco de fricção de acordo com a invenção, no qual os componentes aparecem dispostos depois de montagem. Uma peça intercalar 6 é disposta de cada lado do disco progressivo 2, entre o dito disco progressivo e uma guarnição 3. A guarnição compreende furos fresados com uma parte 32 20 suficientemente larga para receber uma extremidade de rebite depois de união 7 e uma parte mais estreita 33 para permitir o deslocamento do corpo de rebite sem permitir a passagem da extremidade de rebite depois de união. No fundo da parte mais larga 32 se encontra uma face de rasgo circular 31 na qual pode vir se apoiar a extremidade de rebite depois de união. A parte da peça 25 intercalar 6 destinada a estar em contato com a zona do furo 33 da guarnição compreende também um furo 61 de mesmo diâmetro, assim como o disco progressivo 2 que compreende um furo 21. A peça intercalar 6 e a guarnição 3 situadas do outro lado do disco progressivo 2 compreendem furos respectivamente 62 e 34 suscetíveis de deixar passar uma extremidade de rebite depois de união. Engasta-se um rebite 7 para solidarizar a guarnição previamente colada na peça intercalar e o disco progressivo dispondo-se para isso por exemplo uma cabeça desse rebite de um lado em contato com a face de rasgo 31 e esmagando-se a outra extremidade desse rebite sobre o disco progressivo, o corpo do rebite atravessando os furos 33, 61, 21.
Depois de união, uma distância e entre as duas peças intercalares resulta da presença de zonas de progressividade no disco progressivo, notadamente sob a forma de aletas deformáveis elasticamente axialmente. Tais aletas aparecem em pontilhados na figura 1 e são apresentadas em corte nas figuras 2 e 3.
Nesse caso, as aletas são adaptadas em uma chapa previamente recortada e conformada para constituir o disco progressivo 2.
As figuras 3a-c representam uma vista ampliada em corte de uma parte do órgão de fricção de acordo A-A, de maneira a ilustrar diferentes formas de furos de acordo com a invenção que permitem uma fixação por rebite.
A figura 3 a ilustra o caos em que a guarnição compreende uma face de rasgo circular plana. O furo para permitir a fixação por rebite compreende uma primeira parte de espessura ei na guarnição, de diâmetro 20 constante di e uma segunda parte de espessura e2 + e3 de diâmetro constante d2, inferior a di, e na qual e2éa espessura da segunda parte na guarnição e e3 a espessura da peça intercalar 6.
As figuras 3b e c ilustram dois modos de realização nos quais a guarnição compreende uma face de rasgo circular cônica que forma um ângulo α com uma superfície paralela à superfície de atrito da guarnição.
O furo para permitir a fixação por rebite compreende uma primeira parte de espessura e, na guarnição de diâmetro constante di e uma segunda parte de espessura e2 + C3 de diâmetro decrescente de di para d2 que corresponde ao diâmetro do furo que desemboca na face da peça intercalar 6 oposta à face colada na guarnição 3.
No caso do modo de realização representado na figura 3b, a face de rasgo circular 31 é situada na totalidade na guarnição 3. A segunda parte de espessura e2 + e3 do furo do órgão de fricção se decompõe em uma 5 parte na guarnição de espessura e2i de diâmetro decrescente di para d2, em uma parte na guarnição de espessura e22 de diâmetro constante d2 e em uma parte na peça intercalar de espessura e3 de diâmetro constante d2. A espessura e2 da guarnição na segunda parte do furo é e2 = e2i + e22.
No caso do modo de realização representado na figura 3c, a 10 face de rasgo circular 31 é situada em parte na guarnição 3 e em parte na peça intercalar 6. A segunda parte de espessura e2 + e3 do furo do órgão de fricção se decompõe em uma parte na guarnição de espessura e2 de diâmetro decrescente di para d12, em uma parte na peça intercalar de espessura e31 de diâmetro decrescente d)2 para d2 e em uma parte na pela intercalar de 15 espessura e32 de diâmetro constante d2. A espessura da peça intercalar 6 vale ^3 = e3i + e32.
A figura 4 apresenta um corte esquemático, de acordo com BB da figura 1, do mesmo disco de fricção que representado na figura 2. É visto facilmente que o disco progressivo 2 compreende aletas das quais uma 20 parte está em contato deslizante com uma primeira peça intercalar 6, uma segunda parte está fixada na segunda peça intercalar 6, uma terceira parte na primeira peça intercalar 6 e uma quarta parte está em contato deslizante com a segunda peça intercalar 6. Disso resulta, de acordo com essa vista, uma forma ondulada dessa zona do disco progressivo que permite assegurar a 25 progressividade do disco de fricção.
Os exemplos seguintes relatados na tabela 1 ilustram de maneira não limitativa dos modos de realização da invenção comparados com modos de realização conhecidos. Tabela I
Face de rasgo Plana Cônica circular Espessura Ex. 1 Ex. 2 Ex. 3 Ex. 4 Ex. 5 (mm) e, +e2 3 3 3 3 3 ei 2,1 2,6 2,1 2,6 2,8 e2 0,9 0,4 0,9 0,4 0,2 ®21 0 0 0,7 0,3 0,2 e22 0,9 0,4 0,2 0,1 0 e3 0,3 0,2 0,3 0,2 0,2 631 0 0 0 0 0,1 ^32 0,3 0,2 0,3 0,2 0,1 e2/(ei + e2) 30% 13% 30% 13% 7% Os EXl e EX3 são exemplos comparativos nos quais as guarnições são previamente perfuradas e em seguida unidas a uma peça intercalar previamente perfurada. No caso do EX 1 a face de rasgo circular é
__r
plana enquanto que ela é cônica de acordo com EX3. E constatado que a espessura e2 da guarnição na segunda parte dos furos é da ordem de 30 % da espessura total da guarnição.
Os EX2, EX4 e EX5 são exemplos de acordo com a invenção nos quais as guarnições são coladas a uma peça intercalar antes de perfuração. 10 No caso do EX2 a face de rasgo circular é plana enquanto que ela é cônica no caso dos EX4 e EX5. A face de rasgo circular cônica EX4 está situada inteiramente na guarnição, enquanto que aquela de EX5 está em parte situada na guarnição e em parte na peça intercalar.
Ensaios permitiram mostrar que os modos de realização que 15 correspondem aos EX2, EX4, EX5 ofereciam resistências à centrifugação da mesma ordem de grandeza que aqueles que correspondem aos EXl e EX3, ao mesmo tempo em que permitem um desgaste maior das guarnições antes que o prato de pressão apresente o risco de se danificar nas extremidades de rebite depois de união que permite a fixação do órgão de fricção ao disco 20 progressivo.
A invenção não se limita a esses tipos de realização e deve ser interpretada de modo não limitativo e que engloba qualquer modo de realização equivalente.
Claims (15)
1. Orgão de fricção de um disco de embreagem a seco caracterizado pelo fato de que ele compreende uma guarnição de atrito (3) colada a uma peça intercalar (6) onde furos são formados depois de colagem da dita guarnição e da dita peça intercalar para permitir a fixação por rebites (7), e compreendem uma primeira parte de espessura ei na guarnição (3) e de diâmetro constante di e uma segunda parte de espessura e2 + e3 e de diâmetro inferior a d], de maneira a constituir uma face de rasgo circular (31) para o apoio de uma extremidade de rebite depois de união (7), onde a espessura e2 da guarnição na segunda parte dos furos está compreendida entre 2 e 15 % da espessura total ei + e2 da guarnição de atrito (3).
2. Órgão de fricção de acordo com a reivindicação precedente, caracterizado pelo fato de que a peça intercalar (6) é uma chapa metálica.
3. Órgão de fricção de acordo com uma qualquer das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que a face de rasgo circular (31) é plana e paralela à superfície de atrito da guarnição.
4. Órgão de fricção de acordo com uma das reivindicações 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que a face de rasgo circular (31) é cônica.
5. Órgão de fricção de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que o ângulo α do cone com uma superfície paralela à superfície de atrito da guarnição está compreendido entre 3o e 30°.
6. Órgão de fricção de acordo com uma das reivindicações 4 ou 5 caracterizado pelo fato de que a face de rasgo circular (31) é situada na guarnição de atrito (3).
7. Órgão de fricção de acordo com uma das reivindicações 4 ou 5, caracterizado pelo fato de que a face de rasgo circular (31) é situada em parte na guarnição de atrito (3) e em parte na peça intercalar (6).
8. Disco de fricção de embreagem a seco caracterizado pelo fato de que ele compreende um disco progressivo (2) e pelo menos um órgão de fricção de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 7.
9. Disco de fricção de embreagem de acordo com a reivindicação precedente caracterizado pelo fato de que o disco progressivo (2) compreende zonas de progressividade.
10. Disco de fricção de embreagem de acordo com a reivindicação precedente caracterizado pelo fato de que as zonas de progressividade compreendem aletas suscetíveis de deformações elásticas axiais.
11. Processo de fabricação de um órgão de fricção de um disco de fricção de embreagem a seco que compreende uma guarnição de atrito (3) e uma peça intercalar (6) caracterizado pelo fato de que: - cola-se a guarnição de atrito (3) na peça intercalar (6), - usina-se o conjunto colado precedente (3+6) de maneira a formar furos de fixação para rebites (7) onde os furos compreendem uma primeira parte de espessura e\ na guarnição (3) e de diâmetro constante di e uma segunda parte de espessura e2 + e3 e de diâmetro d2 inferior a d] de maneira a constituir uma face de rasgo circular (31) para o apoio de uma extremidade de rebite depois de união (7) onde a espessura e2 da guarnição na segunda parte dos furos está compreendida entre 2 e 15 por cento da espessura total ei + e2 da guarnição de atrito (3).
12. Processo de fabricação de um órgão de fricção de acordo com a reivindicação precedente caracterizado pelo fato de que é utilizada uma ferramenta cortante de rasgo circular para usinar a guarnição de atrito (3) e a peça intercalar (6) coladas, a dita ferramenta cortante compreendendo uma primeira parte para retirar matéria na guarnição (3) e na peça intercalar (6) e formar um furo que desemboca com um diâmetro d2 na superfície exterior, oposta à superfície colada na guarnição, da peça intercalar (6) e a dita ferramenta cortante compreendendo também uma segunda parte de diâmetro di para retirar matéria em pelo menos a guarnição (3) e formar uma face de rasgo circular (31).
13. Processo de fabricação de um órgão de fricção de acordo com a reivindicação precedente caracterizado pelo fato de que a segunda parte de diâmetro di da ferramenta cortante de rasgo circular compreende uma aresta perpendicular ao eixo da ferramenta cortante para formar uma face de rasgo circular (31) plana.
14. Processo de fabricação de um órgão de fricção de acordo com a reivindicação 12 caracterizado pelo fato de que a segunda parte de diâmetro di da ferramenta cortante de rasgo circular compreende uma aresta inclinada em relação ao eixo da ferramenta cortante para formar uma face de rasgo circular (31) cônica.
15. Processo de fabricação de um disco de fricção caracterizado pelo fato de que ele compreende uma etapa de aprovisionamento de um órgão de fricção de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 10 seguida por uma etapa de fixação por rebite do dito órgão de fricção a um disco progressivo (2).
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