BRPI0810554B1 - Implante dentário e conexão de componente dentário - Google Patents
Implante dentário e conexão de componente dentárioInfo
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Abstract
IMPLANTE DENTÁRIO E CONEXÃO DE COMPONENTE DENTÁRIO A presente invenção está correlacionada com um implante, componentes e kit dentários. 0 implante pode compreender uma corpo, meios de fixação para fixar o implante ao osso um recesso. 0 recesso pode ser disposto dentro do corpo e se abre na direção de uma extremidade mais próxima do mesmo. 0 recesso pode compreender uma câmara de recepção disposta mais próxima e uma câmara rosqueada disposta mais distante. A câmara de recepção pode compreender uma câmara de travamento, a qual pode ser disposta em uma extremidade nais distante da câmara de recepção, tendo uma seção transversal poligonal. O implante pode ser multifuncional, de modo que os componentes para as diversas próteses e procedimentos dentários possam ser providos de porções que, por exemplo, possam se engatar com a câmara de travamento do implante, se adequar com a câmara de recepção do implante e/ou se adequar com a extremidade mais próxima do implante para suportar a prótese e/ou facilitar o procedimento.
Description
A presente invenção está correlacionada, de um modo geral, à odontologia de implantes e, mais especificamente, a implantes dentários e seus componentes, imediatos.
A odontologia de implantes envolve a restauração de um ou mais dentes na boca de um paciente usando componentes artificiais. Esses componentes artificiais, tipicamente, incluem um implante dentário que suporta um dente protético (por exemplo, uma coroa) , uma ponte suportada por implante ou. uma dentadura suportada por implante. 0 implante dentário é tipicamente fabricado a partir de titânio puro ou de uma liga de titânio. O implante dentário pode incluir uma porção de corpo e um colar. A porção de corpo é configurada para se estender dentro do osso alveolar e se integrar com o mesmo. A superfície de topo do colar, tipicamente, se dispõe nivelada com a crista do osso maxilar. Um ponto de apoio (por exemplo, um apoio final), tipicamente se dispõe sobre a superfície de topo e se estende através do tecido mole, que se dispõe acima do osso alveolar. Recentemente, alguns implantes dentários apresentam colares que se estendem acima da crista do osso maxilar e através do. tecido mole. Em determinadas indicações, um implante dentário pode ser usado para substituir um único dente. Nessas indicações, o implante dentário é configurado para suportar uma única restauração dentária (por exemplo, uma coroa), que pode ser montada diretamente sobre o implante ou sobre um ponto de apoio. Em outras indicações, um ou mais implantes dentários são usados, para substituir uma pluralidade de dentes.
Nessas indicações, os referidos um ou mais implantes podem ser configurados para suportar uma ponte suportada por implante ou uma dentadura suportada por implante, que podem ser fixadas diretamente no implante ou indiretamente através de um ponto de apoio de múltiplas unidades.
Diversas plataformas de conexão são conhecidas no segmento da técnica para proporcionar uma interface de conexão entre um implante dentário e um ponto de apoio ou outro componente de encaixe. Em geral, as plataformas de conexão podem ser caracterizadas como externas ou internas. Um exemplo de uma plataforma de conexão externa é um implante dentário com uma protuberância hexagonal na extremidade mais próxima do implante. Ver, por exemplo, o Sistema Branemark®, vendido pela Nobel Biocare™. Um exemplo de uma plataforma de conexão interna pode ser encontrado na Patente U.S. No. 6.733.291, a qual descreve um implante dentário com um sistema de travamento interno de múltiplos lóbulos, para encaixe com um ponto de apoio. Ver, também, NobelReplace™, vendido pela Nobel Biocare™. Outro exemplo de uma conexão interna é descrito na Patente U.S. No. 4.960.381, que divulga um implante dentário compreendendo uma cavidade com uma porção superior cônica, uma porção de posicionamento abaixo da porção superior cônica e um eixo rosqueado internamente abaixo da porção de posicionamento. Além disso, EP 1 728 486 Al refere-se a um suporte para utilização num sistema de implante dentário. O documento US 5484286 A refere-se a um método para tratar a superfície de implantes dentários feitos de titânio ou de uma liga de titânio antes da implantação no tecido ósseo. O documento US 62004345 BI divulga um primeiro elemento com um orifio formado com um cone auto-fixável que recebe o pilar de um segundo elemento formado com um correspondente cone auto- fixável e uma vedação anti-bacteriana/de endotoxina que é fornecida por ter uma parte do furo ou do poste fornecida com um cone de vedação com um ângulo diferente selecionado para formar um ajuste de interferência. O documento WO 03/030767 A se refere a um acessório e suporte para tratamentos de implantes que devem reforçar uma força de compressão com um aumento de uma área de acoplamento do acessório em relação ao osso alveolar.
Conquanto que esses implantes dentários descritos pelo estado da técnica tenham sido bem sucedidos, existe um continuo desejo de se melhorar a plataforma de conexão entre ó implante dentário e o ponto de apoio. Tal plataforma aperfeiçoada, vantajosamente, poderia proporcionar uma estrutura robusta anti-rotacional, para resistir à rotação e prover uma função integradora entre um componente de encaixe e o implante dentário, ao mesmo tempo em que também proporciona uma aperfeiçoada vedação entre o componente de encaixe e o implante. Também, seria desejável para a plataforma de conexão acomodar diversos tipos de indicações clinicas, de modo que o implante possa ser usado para suportar restaurações dentárias simples, assim como, pontes ou dentaduras suportadas por implantes. Além disso, seria vantajoso continuar a melhorar a capacidade de integração óssea do implante dentário com o osso alveolar, proporcionando, de um modo geral, saúde e beleza para a gengiva.
A invenção é definida pela descrição da reivindicação independente em que as reivindicações dependentes especificam formas de realização preferidas. Uma modalidade da presente invenção compreende um implante dentário. O implante dentário pode compreender um corpo, o qual apresenta uma cavidade aberta formada no mesmo. O corpo pode compreender uma extremidade mais próxima, uma extremidade mais distante e uma superficie externa que se estende entre a. extremidade mais próxima e a extremidade mais distante. 0 corpo pode apresentar um eixo longitudinal e a extremidade mais distante pode definir uma superfície de topo que é substancialmente plana e perpendicular ao 5 eixo longitudinal do implante. A cavidade aberta pode ser formada na superfície de topo do corpo. A cavidade aberta pode compreender pelo menos uma superfície cônica, a qual se estende a partir da superfície de topo. Em algumas modalidades, a superfície de topo do implante pode ter um 10 contorno externo e um contorno interno, definidos pela cavidade aberta e em que a distância entre o contorno externo e o contorno interno é igual ou maior a pelo menos 0,2 mm. Em determinadas disposições, a superfície de topo do implante pode ser Usada para suportar restaurações 15 dentárias de múltiplas unidades, tais como, pontes e/ou dentaduras suportadas por implantes. travamento inclui pelo menos um lado plano, que pode formar pelo menos um recesso, dentre as formas de recesso quadrado, recesso hexagonal e/ou recesso octogonal. Em outras modalidades, uma porção do referido pelo menos um lado plano, pode se estender dentro da porção substancialmente cônica da cavidade aberta. 0 implante dentário pode ser também configurado de modo que pelo menos uma superfície cônica forme uma porção substancialmente cônica, que define um ângulo semi- cônico entre aproximadamente 10s e 20s. Em outras modalidades, a porção substancialmente cônica define um ângulo semi-cônico que é de aproximadamente 12s. A proporção entre a extensão da porção cônica e a extensão da porção de travamento pode ser de aproximadamente 1:1. Em uma modalidade, a porção cônica apresenta uma extensão medida verticalmente, a partir da superfície de topo do implante, de aproximadamente 1 mm. Além disso e/ou como uma alternativa, a porção de travamento pode apresentar uma extensão de aproximadamente 1 mm.
Em ainda outras modalidades, o implante dentário pode compreender ainda uma porção substancialmente cilíndrica, posicionada entre a porção de travamento e uma porção rosqueada da cavidade aberta. Em outras modalidades, a superfície externa do implante pode ser provida de uma superfície tratada para intensificar o crescimento do tecido.
Em conformidade com outra modalidade da presente invenção, é proporcionado um implante dentário que compreende um corpo e uma cavidade aberta formada no dito corpo. O corpo pode compreender uma extremidade mais próxima, uma extremidade mais distante e uma superfície externa que se estende entre a extremidade mais próxima e a extremidade mais distante. 0 corpo pode apresentar um eixo longitudinal e a extremidade mais distante pode definir uma superfície de topo. Além disso, a cavidade aberta pode ser formada na superfície de topo do corpo. A cavidade aberta pode compreender uma porção substancialmente cônica que se estende a partir da superfície de topo, uma porção de travamento compreendendo pelo menos um lado plano posicionado abaixo da porção substancialmente cônica, e uma porção rosqueada compreendendo uma rosca posicionada abaixo da região de travamento. Em algumas modalidades, a proporção da extensão da porção cônica para a extensão da porção de travamento é de cerca de 1:1.
Em outras modalidades, o referido pelo menos um lado plano da porção de travamento pode formar pelo menos um recesso, dentre as formas de um recesso quadrado, recesso hexagonal e recesso octogonal. Uma porção do referido pelo menos um lado plano pode se estender dentro da porção substancialmente cônica da cavidade aberta. A porção substancialmente cônica pode definir um ângulo semi- cônico, entre aproximadamente 102 e 202. Além disso, uma porção do referido pelo menos um lado plano pode se estender dentro de pelo menos metade da extensão da seção substancialmente cônica.
Em ainda outra modalidade da presente invenção, é proporcionado um sistema que compreende um primeiro componente dentário, um segundo componente dentário e/ou um terceiro componente dentário. 0 primeiro componente dentário pode consistir de um corpo que compreende uma extremidade mais próxima, uma extremidade mais distante e uma superfície externa que se estende entre a extremidade mais próxima e a extremidade mais distante. 0 corpo pode apresentar um eixo longitudinal e a extremidade mais distante pode definir uma superfície de topo. 0 primeiro componente dentário pode, também, compreender uma cavidade aberta formada na superfície de topo do corpo. A cavidade aberta pode compreender uma porção substancialmente cônica que se estende a partir da superfície de topo, uma porção de travamento que compreende pelo menos um lado plano posicionado abaixo da porção substancialmente cônica, e uma porção rosqueada compreendendo uma rosca posicionada abaixo da região de travamento.
O sistema pode incluir um segundo componente dentário, o qual é configurado para se encaixar dentro da porção cônica da cavidade aberta do implante e para engatar a porção cônica do implante em um encaixe deslizante. Além disso, o referido pelo menos um lado plano da porção de travamento pode formar pelo menos um recesso, dentre as formas de recesso quadrado, recesso hexagonal e recesso octogonal. Além disso, a porção substancialmente cônica pode definir um ângulo semi-cônico entre aproximadamente 102 e 20a .
Um terceiro componente dentário pode compreender uma porção superior e uma porção inferior, esta configurada para se encaixar dentro da cavidade aberta do implante. A porção inferior pode compreender uma região de travamento, configurada para se adequar com a porção de travamento do implante dentário, e uma região cônica, configurada para se adequar com a porção cônica do implante dentário, em um encaixe tipo cônico.
Em outra modalidade, o terceiro componente dentário pode compreender uma superfície superior e uma superfície inferior, esta para se encaixar dentro da cavidade aberta. A porção inferior pode compreender uma região cônica, configurada para se adequar com a porção cônica do implante dentário em um encaixe cônico, e para se estender dentro da porção de travamento do implante, porém, não se engatando na porção de travamento. Nessa modalidade, é contemplado que o referido pelo menos um lado plano da porção de travamento pode formar pelo menos um recesso, dentre as formas de um recesso quadrado, recesso hexagonal e recesso octogonal. Além disso, a porção substancialmente cônica pode definir um ângulo semi-cônico entre aproximadamente 10a e 20a.
As características acima mencionadas e outras características da invenção aqui divulgada serão descritas abaixo, fazendo-se referência aos desenhos de modalidades preferidas. Os desenhos apresentam as seguintes figuras: - a figura 1A é uma vista em perspectiva frontal, tomada superiormente de um implante dentário, de acordo com uma modalidade da presente invenção; - a figura 1B é uma vista em perspectiva lateral, tomada superiormente, ampliada, do implante dentário mostrado na figura 1A; - a figura 1C é uma vista lateral, em seção transversal ampliada, do implante dentário mostrado na figura 1A; - a figura 1D é uma vista de topo do implante dentário mostrado na figura 1A; - a figura 2A é uma vista em perspectiva lateral, tomada inferiormente de um ponto de apoio, de acordo com uma modalidade da presente invenção; - a figura 2B é uma vista tomada inferiormente do ponto de apoio mostrado na figura 2A; - a figura 2C é uma vista lateral em seção transversal, tomada ao longo da linha 2C-2C da figura 2B; - a figura 3A é uma vista em perspectiva lateral, tomada inferiormente de outra modalidade de um ponto de apoio; - a figura 3B é uma vista tomada inferiormente do ponto de apoio mostrado na figura 3A; - a figura 4A é uma vista em perspectiva de um ponto de apoio, de acordo com uma modalidade. - a figura 4B é uma vista tomada inferiormente do ponto de apoio mostrado na figura 4A; - figura 5A é uma vista de topo de um elemento de acoplamento; - a figura 5B é uma vista lateral em seção transversal, tomada através da linha 5B-5B da figura 5A; - a figura 6 é uma vista lateral em seção transversal do implante mostrado na figura 1A e do ponto de apoio mostrado na figura 2A, fixados juntos ao elemento de acoplamento mostrado na figura 5A; - figura 7A é uma modalidade de uma ferramenta de inserção que é configurada como uma interface do implante dentário mostrado na figura 1A; - a figura 7B é uma vista lateral, em seção transversal ampliada, do implante dentário mostrado na figura 1A, apresentando a interface com a ferramenta de inserção mostrada na figura 7A; - a figura 7C é uma vista lateral de outra modalidade de uma ferramenta de inserção; - a figura 7D é uma vista frontal de uma pinça, configurada para ser acoplada à ferramenta de inserção mostrada na figura 7C; - a figura 8A é uma vista lateral de um ponto de apoio, de acordo ainda com outra modalidade; - a figura 8B é uma vista lateral de outra modalidade de um ponto de apoio; - a figura 9 é uma vista lateral de outra modalidade de um ponto de apoio que pode ser inserido no implante mostrado na figura 1A; - a figura 10A é uma vista lateral de uma modalidade de um elemento de cobertura temporária, o qual pode ser encaixado no ponto de apoio ilustrado na figura 9; - a figura 10B é uma vista lateral em seção transversal do elemento de cobertura temporária mostrado na figura 10A; - a figura 11A é uma vista lateral de uma modalidade de um elemento de cobertura de cura, o qual pode ser encaixado no ponto de apoio ilustrado na figura 9; - a figura 11B é uma vista lateral em seção transversal do elemento de cobertura temporária mostrado na figura 11A; a figura 12A é uma vista e m perspectiva, tomada inferiormente, de uma modalidade de um elemento de cobertura de impressão, o qual pode ser encaixado no ponto de apoio ilustrado na figura 9; - a figura 12B é uma vista lateral em seção transversal do elemento de cobertura tipo impressão, conforme mostrado na figura 12A; - a figura 13A é uma vista lateral de outro ponto de apoio, de acordo ainda com outra modalidade; - a figura 13B é uma vista lateral do ponto de apoio mostrado na figura 13A, inserido no implante mostrado na figura 1A; - a figura 14A é uma vista em perspectiva de uma ponte suportada por implante e de um conjunto de implantes dentários; - a figura 14B é uma vista tomada inferiormente da ponte suportada por implante mostrada na figura 14A; - a figura 14C é uma vista lateral em seção transversal da ponte suportada por implante e de um dos implantes dentários mostrados na figura 14A; - a figura 15A é uma vista lateral de uma réplica de implante, de acordo ainda com outra modalidade; - a figura 15B é uma vista lateral em seção transversal da réplica do implante mostrado na figura 15A; - a figura 16A é uma vista lateral em perspectiva de uma superes trutura; - a figura 16B é uma vista lateral em seção transversal da superestrutura mostrada na figura 16A; - a figura 16C é uma vista lateral de um elemento de cobertura da superestrutura mostrada na figura 16A; - a figura 16D é uma vista em seção transversal do elemento de cobertura mostrado na figura 16A; - a figura 17A é uma vista em perspectiva lateral de outra modalidade de um ponto de apoio; a figura 17B é uma vista lateral do ponto de apoio mostrado na figura 17A; e - a figura 17C é uma vista lateral em seção transversal do ponto de apoio mostrado na figura 17A.
As figuras 1A-1D ilustram uma modalidade de um implante dentário (20) apresentando determinadas características e aspectos de acordo com a presente invenção. Conforme será descrito em maiores detalhes adiante, o implante dentário (20) pode ser usado para suportar uma única restauração dentária (por exemplo, uma coroa) e/ou pode ser usado para suportar uma pluralidade de restaurações dentárias (por exemplo, uma ponte ou dentadura suportada por implante).
Com referência inicialmente às figuras 1A-1D, o implante ilustrado (20) inclui uma porção de conexão (18a) que pode ser usada para conectar o implante dentário (20) a outro componente dentário, tal como, um ponto de apoio dentário, um tampão de cura, um elemento de cobertura tipo impressão e/ou uma ponte ou dentadura suportados por implante, conforme será descrito adiante. Conforme melhor visto na figura 1A, o implante dentário (20) pode também incluir um corpo (26) , o qual se estende a partir de uma extremidade mais próxima (22) do implante (20) para uma extremidade mais distante (24) do dito implante (20) . O implante dentário pode ser feito de titânio, embora outros materiais possam ser usados, como, por exemplo, diversos tipos de materiais cerâmicos.
O corpo (26), preferivelmente, compreende uma superfície externa (28) . Na disposição ilustrada, a superfície externa (28) inclui filetes de rosca (30) que se estendem de forma helicoidal em volta do corpo (26). Conforme é do conhecimento na técnica, os filetes de rosca (30) podem melhorar a capacidade de integração óssea do implante dentário ao osso alveolar e melhorar a estabilidade. Entretanto, em outras modalidades, o corpo (26) pode ser do tipo não-rosqueado. Além disso, o implante dentário (20) pode utilizar diversos tipos de configurações rosqueadas. Exemplos de tais configurações rosqueadas incluem os implantes rosqueados vendidos sob as marcas "NobelReplace™ Tapered" e "NobelReplace™ Straight", as configurações rosqueadas sendo descritas no Pedido de Patente No. PCT/IL2004/00438, cuja integridade é aqui incorporada por essa referência, e no Pedido de Patente pendente do presente Depositante, depositado na mesma data deste Pedido de Patente, sob o Protocolo do Procurador No. NOBELB.264A, intitulado "IMPLANTE DENTÁRIO", cuja integridade é também aqui incorporada por meio dessa referência.
Com referência às figuras 1A e 1C, o corpo (26) pode incluir uma porção mais próxima geralmente cilíndrica ou colar (9), com uma porção mais distante geralmente cônica (7). Na modalidade ilustrada, o colar (9) pode incluir um par de fendas semi-circulares geralmente circunferenciais (8) , que em uma modalidade apresenta uma largura de aproximadamente 150 microns, ao longo de uma profundidade de aproximadamente 50 microns. Em modalidades modificadas, o colar (9) pode ser provido de um número maior, menor ou de nenhuma fenda e/ou de fendas com diferentes dimensões e configurações. Em outras modalidades, as protuberâncias circunferenciais ou micro- roscas podem ser providas sobre o colar (9) . Em geral, essas estruturas sobre o colar (9) são vantajosamente configuradas para introduzir o osso cortical mais duro, através do qual o implante (2 0) é inserido, mas, em uma menor proporção se comparado às roscas (30) do implante (20), que podem ser configuradas para engatar o osso esponjoso, posicionado abaixo do osso cortical. Em outras modalidades, o colar (9) pode ser internamente cônico ou apresentar uma conicidade inversa.
Continuando a referência às figuras 1A e 1C, conforme mencionado acima, as roscas (30) na modalidade ilustrada são relativamente grossas, configuradas para se engatarem com o osso esponjoso, posicionado abaixo do osso cortical. Além de auxiliar as forças de retenção no osso esponjoso, o corpo (26), preferivelmente, se torna cônico com um ângulo (A) a partir do colar (9), para a extremidade mais distante do implante (20). Em uma modalidade, o ângulo (A) pode variar ao longo da extensão do implante e em outra modalidade, o ângulo variável pode variar de modo que o ângulo na porção mais distante é mais agudo que na porção mais próxima. Além disso, as faces de contato (31) das roscas (30) podem também proporcionar um formato cônico, tendo um ângulo (B) que também pode variar ao longo da extensão do implante (20). 0 ângulo definido pelas faces de contato (31) das roscas (3 0) pode ser diferente do ângulo cônico variável formado pelo corpo de implante (26) . Isto é, o ângulo cônico definido pela porção inferior (34) do corpo de implante (26) pode ser mais agudo que o ângulo cônico formado pelas roscas (30) . Embora a modalidade ilustrada utilize as relações de ângulo cônico acima mencionadas, outras adequadas relações podem ser usadas. Essas adequadas relações podem compreender roscas (30) que são não-cônicas e que definem um formato geralmente cilíndrico, ou roscas (30) que definem um ângulo cônico que praticamente se nivela com o ângulo cônico do corpo de implante (26) . Em outras modalidades, o corpo (26) e/ou as faces de contato de rosca (30) podem ser substancialmente cilíndricas. Deve ser observado que o corpo (26) pode ser configurado para apresentar uma conicidade própria.
Além de ou como alternativa para as roscas (30) , a superfície externa (28) do implante (20) pode ser provida de diversas outras características de superfície, configuradas para promover a integração óssea e/ou cura do tecido mole. Por exemplo, a área superficial da superfície externa (28) pode ser aumentada mediante desbastamento do corpo de implante (26) de diversas e diferentes maneiras, como, por exemplo, através de cauterização por ácido, jateamento de grãos de granulação grossa e/ou esmerilhamento. A superfície externa (28) pode também ser revestida com uma substância capacitada para promover a integração óssea (por exemplo, um fator de crescimento, uma proteína óssea morfogenética (BMP)). Em algumas modalidades, o revestimento pode resultar na diminuição ou aumento da área superficial do corpo de implante (26). Materiais cerâmicos de fosfato de cálcio, tais como, fosfato tri-cálcico (TCP) e hidroxiapatita (HA) são exemplos de materiais que podem intensificar a integração óssea, mediante modificação da química da superfície externa (28). Em outras modalidades, a superfície externa (28) pode compreender estruturas macroscópicas, como, por exemplo, roscas, micro-roscas, entalhes e/ou fendas, as quais são configuradas para promover a integração óssea e que podem ser usadas isoladamente ou em combinação com os procedimentos de desbastamento e/ou com os revestimentos descritos acima. Em uma modalidade, a superfície externa (28) compreende uma superfície na forma de microestrutura, tal como, uma superfície na forma de microestrutura de óxido de titânio, altamente cristalina e enriquecida de fosfato, com poros abertos numa faixa baixa de micrômetros. Um exemplo de tal superfície é vendida sob a marca registrada TiUnite™, pela Nobel Biocare AB™. Em outra modalidade, é particularmente vantajoso que um corpo cerâmico de zircônio possa ser revestido com zircônio poroso, para proporcionar a superfície na forma de microestrutura. Em outra modalidade, a superfície na forma de microestrutura pode ser revestida com uma substância capacitada a promover a integração óssea (como, por exemplo, BMP).
Com particular referência às figuras 1B-1C, a porção de conexão ilustrada (18a) compreende uma superfície de topo (21) do implante (20), a qual é definida pela extremidade mais próxima (22) do dito implante (20) . Na modalidade ilustrada, a superfície de topo (21) compreende uma superfície substancialmente plana ou lisa, que se estende geralmente de modo perpendicular a um eixo longitudinal (L) do implante (20). Uma borda chanfrada (23) pode se estender entre a superfície de topo (21) do implante (20) e a superfície externa (28) do corpo (26) do implante (20), com a interface entre a borda chanfrada (23) e a superfície de topo (21) definindo um contorno externo da superfície de topo (21) e uma cavidade interna (66) definindo um contorno interno da superfície de topo (21) . Em uma disposição, a superfície externa (28) do implante (20) inclui uma característica (por exemplo, superfície de óxido de titânio enriquecida), capacitada para promover a integração óssea e/ou integração do tecido mole, conforme descrito acima. Em tal modalidade, a característica configurada para promover a integração óssea e/ou integração ao tecido mole, pode também se estender sobre a superfície de topo (21) e, em outra modalidade, a característica pode substancialmente cobrir toda a superfície de topo (21) do implante (20) . Entretanto, em outras modalidades, a superfície de topo (21) pode ser formada sem quaisquer características adicionais para promover encaixe e vedação com outros componentes, conforme será descrito adiante.
Conforme mostrado nas figuras 1B-1D, a cavidade interna ou aberta (66) apresenta uma extremidade aberta na superfície de topo (21) do implante (20) . Na modalidade ilustrada, a cavidade (66) compreende uma porção substancialmente cônica ou afunilada (68), a qual é posicionada acima do recesso de travamento (74) , que, por sua vez, é posicionado acima de uma porção rosqueada (70) da cavidade (66) .
Com particular referência à figura 1C, a porção afunilada (68) apresenta um formato geralmente cônico, definido pela parede lateral ou superfície cônica (80), que se afunila internamente em relação ao eixo longitudinal (L) do implante (20). Na modalidade ilustrada, o recesso de travamento (74), por sua vez, é definido por uma pluralidade de paredes laterais planas (79) substancialmente interligadas, que formam um recesso geralmente hexagonal, o qual apresenta um formato de seção transversal na forma de um hexágono. As paredes laterais (79) podem ser interligadas por meio de cantos arredondados (78) (ver a figura 1D) . Conforme será descrito adiante, o recesso de travamento (74) proporciona superfícies (79) que resistem à rotação entre o implante (20) e um componente de encaixe e/ou proporcionam uma função integradora ao implante (20). Pode ser antecipado que nas modalidades modificadas, o recesso de travamento (74) pode apresentar outras configurações, como, por exemplo, uma configuração quadrada, octogonal e/ou diversas combinações de lóbulos ou recessos.
Com particular referência às figuras 1C e 1D na disposição ilustrada, o formato geralmente cônico da porção cônica (68) e o formato geralmente hexagonal do recesso de travamento (74) pode resultar em que os cantos (78) e as porções das paredes laterais (70) do recesso de travamento (74) se estendam em uma porção substancial da parede lateral (80) da porção cônica (68). Isto é, na modalidade ilustrada, os cantos (78) e determinadas porções das paredes laterais (79) próximas dos cantos (78) irão ainda se estender dentro da porção cônica (68), se comparado com as porções dos lados planos (79) distanciados dos cantos (78) do recesso de travamento (74) . Conseqüentemente, os lados planos (79) do recesso de travamento (74) podem ser configurados para se estenderem ascendentemente, ao longo de pelo menos uma porção da porção cônica (68). Na modalidade ilustrada da figura 1C, os lados planos (79) e os cantos (78) podem se estender em, aproximadamente, um ponto intermediário da porção cônica (68). Em uma modalidade, essa interface entre o recesso de travamento (74) e a porção cônica (68) pode ser formada mediante formação seqüencial da porção cônica e, depois, do recesso de travamento (74) (ou vice-versa), por meio de ferramentas de esmerilhamento. A modalidade ilustrada é vantajosa pelo fato de resultar em uma transição macia entre as duas porções da cavidade (66), com diminuição de concentrações de esforços e de elementos de elevação. Na descrição abaixo, a porção da porção cônica (68) que inclui características do recesso de travamento (74) será referida como uma área de transição (71).
Como melhor visto na figura 1C, abaixo do recesso de travamento (74) pode se situar uma sub-câmara (77), localizada acima da câmara rosqueada (70) e que é definida por uma parede lateral geralmente cilíndrica (84). Na modalidade ilustrada, a sub-câmara (77) apresenta uma seção transversal substancialmente circular, com um diâmetro que pode ser ligeiramente superior ao da maior extensão da câmara rosqueada (70). Além disso, a sub-câmara (77), preferivelmente, é relativamente curta, se comparada ao recesso de travamento (74) ou à câmara rosqueada (70) . A sub-câmara (77) pode ser usada em conjunto com uma ferramenta e será discutida em maiores detalhes adiante. A sub-câmara (77) pode também ser usada para proporcionar uma transição entre a porção rosqueada (70) e o recesso de travamento (77), o que pode facilitar um eficiente esmerilhamento da cavidade (66) . Em outras modalidades, a sub-câmara (77) pode ser eliminada.
Continuando com a referência às figuras 1B-1D, os cantos (78) do recesso de travamento (74), preferivelmente, são arredondados, de modo a facilitar o esmerilhamento da cavidade (66) com as respectivas máquinas de esmerilhamento. Assim, em algumas modalidades, o formato da porção de travamento (75) pode ser configurado de modo a que possa ser facilmente cortado pela extremidade de uma broca de esmerilhamento cilíndrica. Entretanto, o formato da porção de travamento (75) pode incluir cantos quadrados em outras modalidades. Além disso, conforme mencionado acima, o formato do recesso de travamento (74) pode ser modificado para outras formas de polígonos, tais como, por exemplo, formato quadrado, formato octogonal ou formato triangular ou combinações dos mesmos.
A porção de conexão (18a) é vantajosamente configurada para proporcionar uma intensificada interface de conexão e para proporcionar flexibilidade, de modo que o implante (20) possa se adequar com múltiplos tipos de componentes dentários. Em particular, conforme mencionado acima, a porção cônica (68) compreende uma parede lateral (80) que se afunila internamente com relação ao eixo longitudinal (L) do implante (20), proporcionando uma abertura inicial mais larga (82) para a cavidade (66). Com referência à figura 1C, a geometria particular da câmara cônica (68) define um ângulo semi-cônico (α) com relação ao eixo longitudinal (L) . Em uma modalidade, o ângulo semi- cônico (a) se situa entre aproximadamente 10a e 20a. Isto é, o ângulo entre a parede interna (80) e uma linha central longitudinal (L), preferivelmente, se situa entre aproximadamente 10a e 20a. Em uma modalidade, o ângulo semi-cônico é de aproximadamente 12a.
Conforme será descrito abaixo, a porção cônica (68), vantajosamente, proporciona uma superfície de encaixe cônica para as correspondentes partes cônicas de um componente de encaixe. Dessa maneira, a porção cônica (68) pode ser usada para criar um encaixe ou conexão cônica ente o componente de encaixe e o implante dentário (20) . A conexão cônica proporciona uma intensificada vedação entre o componente de encaixe e o implante dentário (20), impedindo que os fluidos corpóreos e bactérias entrem na cavidade (66) . Além disso, a porção cônica também, vantajosamente, equilibra as vantagens da vedação de uma conexão cônica com a capacidade de remover, sem uso de ferramentas, partes de encaixe cônico inseridas dentro da câmara cônica (68). O ângulo semi-cônico de 12a foi encontrado como adequado para proporcionar um aperfeiçoado equilíbrio entre essas vantagens.
Outra vantagem da modalidade ilustrada é a proporção entre a extensão (dl) da porção cônica (68) e a extensão (d2) do recesso de travamento (74). Com referência à figura 1C, na disposição ilustrada, a proporção da extensão da porção cônica (68) em relação à extensão da câmara de travamento é de aproximadamente 1:1. Numa modalidade preferida, a profundidade (dl) da porção cônica (68) é, pelo menos, de cerca de 1 mm, e a profundidade (d2) do recesso de travamento (74) é de pelo menos, cerca de 1 mm. Conforme mostrado na figura 1C, a extensão (dl) da porção cônica (68) é uma distância medida numa direção vertical, a partir da superfície de topo (21) do implante (20) para a porção da cavidade (66), na qual terminam as superfícies cônicas (80) da porção cônica (68). Conseqüentemente, a extensão (dl) da porção cônica (68) inclui a área de transição (71) descrita acima. A extensão (d2) do recesso de travamento (74) é medida numa direção vertical, a partir da extremidade da porção cônica (68) (isto é, incluindo a área de transição (71)) para a extremidade do recesso de travamento (74) . As proporções e extensão da porção cônica (68) e a profundidade e extensão do recesso de travamento (74), vantajosamente, combinam os benefícios de uma conexão cônica suficientemente longa, para proporcionar uma efetiva vedação com um recesso de travamento (74) suficientemente longo, de modo que um suficiente torque de transmissão possa ser transmitido para o implante (20), quando o implante é acionado dentro do paciente.
Além disso, conforme descrito acima na modalidade ilustrada, o corpo (26) do implante (20) é cônico e inclui filetes de roscas (30). Ainda com referência à figura 1C, na modalidade ilustrada, a região de travamento (74) é posicionada abaixo do colar substancialmente cilíndrico (9) (isto é, com relação ao eixo longitudinal (L) do implante (20)) do corpo de implante (26) e os filetes de rosca (30) se estendem por cima (novamente, com relação ao eixo longitudinal (L) ) da extremidade do recesso de travamento (74) . A combinação do corpo cônico (26) e das roscas profundas (30) reduz a quantidade de material disponível na extremidade mais próxima do implante (20) . Vantajosamente, a disposição acima descrita proporciona uma superfície de vedação formada pela porção cônica (68) e um recesso de travamento (74), que é de parede suficientemente espessa para manter a integridade estrutural do corpo (26) . Além disso, conforme descrito abaixo, a cavidade (66) também é configurada para prover uma suficiente área na superfície de topo (21), de modo a suportar os adicionais componentes.
Ainda outra vantagem da modalidade ilustrada é uma área ou espessura da superfície de topo substancialmente lisa (21) do implante (20) . Conforme será descrito em maiores detalhes abaixo, a superfície de topo (21) do implante (20), vantajosamente, pode proporcionar outra superfície para suportar determinadas restaurações dentárias na superfície de topo (21) do implante (20) . Adicionalmente ou alternativamente, a superfície de topo (21) pode ser usada para suportar um componente que se desvia do recesso de travamento (74). Conseqüentemente, em uma modalidade, a superfície de topo (21) do implante (20) apresenta, pelo menos, uma espessura, conforme medida entre o contorno externo e interno as superfície de topo (21), que é, pelo menos, maior que 0,2 mm e, em outra modalidade, maior que cerca de 0,2 5 mm. Em uma modalidade, a espessura da superfície de topo (21) é de aproximadamente 0,25 mm.
As figuras 2A-2C ilustram uma modalidade de um ponto de apoio (100) que inclui uma porção de conexão (18b), configurada para se encaixar com a porção de conexão (18a) do implante dentário (20) descrito acima. Conforme será explicado abaixo, o ponto de apoio (100) pode ser formado como uma variedade de componentes dentários, como, por exemplo, um tampão de cura, um elemento de cobertura tipo impressão, um ponto de apoio de cura temporário ou um ponto de apoio final, para mencionar alguns. A modalidade ilustrada (100) é configurada para servir como um suporte para uma restauração de um único dente (por exemplo, uma coroa). O ponto de apoio (100) é preferivelmente feito de titânio de classificação dentária; entretanto, outros adequados materiais, tais como, diversos tipos de materiais cerâmicos, podem também ser usados. Em ainda outras modalidades, uma combinação de materiais pode ser usada, por exemplo, titânio e material cerâmico de classificação dentária.
Com referência às figuras 2A e 2C, na modalidade ilustrada, o ponto de apoio (100) pode compreender uma porção superior (102) que pode ser configurada para receber a restauração de um único dente (não mostrado). Entre a porção superior (102) e a porção de conexão (18b), se dispõe um elemento tipo cintura (101), o qual, geralmente, compreende uma parede lateral que se afunila externamente (107) e uma margem que, geralmente, se estende verticalmente (109). Conforme mostrado nas figuras 2A e 2B, a parede lateral (107) e a margem (109) podem apresentar um formato configurado para geralmente se equiparar às características anatômicas dos tecidos das gengivas dos pacientes e/ou da restauração final. Conseqüentemente, a parede lateral (107) e a margem (109) podem apresentar uma seção transversal assimétrica (ver a figura 2B) e/ou uma altura variável (ver a figura 2A).
A porção de conexão (18b), por sua vez, pode incluir uma região cônica (104), geralmente, adjacente ao elemento de cintura (101) e uma porção de travamento (106), geralmente, posicionada na extremidade mais distante do ponto de apoio (100) . A porção de travamento (106) da modalidade ilustrada compreende, preferivelmente, um formato que pode corresponder ao de um recesso de travamento (74) e/ou ser dimensionado para se encaixar no dito recesso de travamento do implante dentário (20), cujo formato pode ser melhor visto na figura 1B. Por exemplo, na modalidade ilustrada, a porção de travamento (106) apresenta um formato hexagonal, o qual pode corresponder ao formato da modalidade ilustrada do recesso de travamento (74) do implante (20). Entretanto, com relação ao recesso de travamento (74) do implante (20), a porção de travamento (106) pode ser configurada em qualquer variedade de formatos, por exemplo, poligonal ou outros, conforme será descrito abaixo.
Ainda com referência às figuras 2A-2C, a região cônica (104) do ponto de apoio (100) pode ser configurada para ser inserida dentro da porção cônica (68) do implante dentário (20) para formar um encaixe cônico. Conseqüentemente, com relação à porção cônica (68) do implante (20), a região cônica (104) do ponto de apoio (100) compreende um formato cônico, compreendendo um semi- ângulo β, com relação a um eixo longitudinal (L2) do ponto de apoio (ver a figura 2C). O semi-ângulo β pode se situar entre 10 e 20a e, em uma determinada modalidade, é de aproximadamente 122. Em geral, quando é desejada uma disposição de vedação entre a porção cônica (68) do implante (20) e a região cônica (104) do ponto de apoio (100) , os semi-ângulos a e β são substancialmente idênticos.
Com referência às figuras 2A e 2C, um elemento de cintura arredondado ou porção estreitada (111) pode ser formado entre a região cônica (104) e a porção de travamento (106) do ponto de apoio (100) . A porção estreitada (111) pode auxiliar no esmerilhamento do ponto de apoio (100) com ferramentas de esmerilhamento. Em outras modalidades, a porção estreitada (111) pode ser eliminada.
Conforme melhor visto na figura 2C, o ponto de apoio (100) pode incluir um orifício interno (110). O orifício interno (110) pode se estender através do centro do ponto de apoio (100) e pode ser aproximadamente alinhado de modo coaxial com a linha central longitudinal (L2) do ponto de apoio (100) . O orifício interno (110) pode ser dividido em uma primeira região (112) e uma segunda região (114). Em algumas modalidades, a primeira região (112) pode compreender um diâmetro que é ligeiramente maior que o diâmetro da segunda região (114). Em tal modalidade, um assento (116) pode ser formado entre a primeira região (112) e a segunda região (114). Esse assento (116) pode suportar um elemento de acoplamento (200) (ver as figuras 5A e 5B) , conforme descrito em maiores detalhes, abaixo. Além disso, a segunda região (114) pode ser formada para incluir roscas de captura interna (118), que são configuradas para fazer interface com o elemento de acoplamento (200).
Conforme mencionado acima, a porção de travamento (106) e o correspondente recesso de travamento (74) do implante (20) podem ser configurados em uma variedade de diferentes maneiras. Por exemplo, as figuras 3A e 3B ilustram uma modalidade na qual a porção de travamento (106') apresenta um formato geralmente quadrado, com quatro lados planos e bordas arredondadas. O recesso de travamento (74) do implante (não mostrado) pode apresentar um correspondente formato similar para receber a porção de travamento (106') do ponto de apoio (100'). As figuras 4A e 4B ilustram outra modalidade de um ponto de apoio (100''), no qual a porção de travamento (106'') apresenta um formato octogonal, compreendendo oito lados planos. Em uma modalidade, o ponto de apoio (100'') das figuras 4A e 4B pode ser configurado para se encaixar com uma correspondente porção de travamento de formato octogonal de um implante (não mostrado). Em outra modalidade, o ponto de apoio (100'') pode ser configurado para se encaixar com uma porção de travamento de formato quadrado, conforme descrito com referência às figuras 3A e 3B. Essa disposição pode proporcionar uma adicional vantagem, em que são proporcionadas adicionais posições rotativas para o ponto de apoio (100'') em relação ao implante dentário (20). Isto é, quando a porção de conexão (18b) é para ser inserida dentro da porção de conexão (18a) do implante dentário (20), um formato de polígono da porção de travamento (106), por exemplo, um formato octogonal, permite ao ponto de apoio (100) ter oito possíveis posições rotativas, em relação ao implante dentário (20), com uma porção de travamento de formato quadrado. Isso pode permitir à relativa posição rotativa do ponto de apoio (100) ser ajustada a uma desejável posição rotativa, quando o referido ponto de apoio estiver instalado com o implante dentário (20) . O mesmo princípio pode ser aplicado para o recesso hexagonal de travamento (74) e porção de travamento (106), mostrados nas figuras 1A-2C, ao se prover a região de travamento com, por exemplo, dez lados.
As figuras 5A e 5B ilustram uma modalidade de um parafuso de acoplamento (200) , o qual pode ser usado para mecanicamente acoplar o ponto de apoio (100) ao implante (20). O parafuso de acoplamento (200) pode ser feito de uma liga de titânio de classificação dentária, embora outros materiais possam ser usados, tais como, diversos outros metais ou materiais cerâmicos. O parafuso de acoplamento (200) pode ser dimensionado e modelado para se estender através do orifício interno (110) do ponto de apoio (100) e dentro da cavidade (66) do implante dentário (20) . O parafuso de acoplamento (200) pode incluir uma região inferior rosqueada externamente (202), a qual pode engatar as roscas internas de captura (118) do ponto de apoio (100) e pode engatar a câmara rosqueada (70) do implante (20). As roscas (204) do parafuso de acoplamento (200) podem se engatar com as roscas de captura (118) , de modo que o parafuso de acoplamento (200) não se torne desassociado, na medida em que o ponto de apoio (100) é transferido e levantado dentro da boca do paciente.
O parafuso de acoplamento (200), preferivelmente, também inclui um recesso (206) para recebimento de uma ferramenta correspondentemente modelada, para facilitar a instalação e remoção do parafuso de acoplamento (200) do implante (20) . 0 recesso (206) pode ser localizado sobre uma superfície superior (208) do parafuso (200). Na modalidade ilustrada, o recesso (206) é configurado em um formato para receber uma ferramenta rotacional Unigrip®, fornecida pela Nobel Biocare™. Em outras modalidades, o recesso (208) pode apresentar um formato diferente, como, por exemplo, de um hexágono, configurado para permitir a inserção de uma ferramenta modelada de forma hexagonal, como, por exemplo, uma convencional chave inglesa Allen®, para instalar ou remover o parafuso de acoplamento (200) do implante (20).
A figura 6 ilustra uma modalidade em que o ponto de apoio (100) foi acoplado ao implante dentário (20) mediante o parafuso de acoplamento (200), através da conexão (18) . Conforme ilustrado, a porção de travamento (106) do ponto de apoio (100), preferivelmente, é alinhada e inserida dentro do recesso de travamento (74) do implante dentário (20) . Além disso, a região cônica (104) do ponto de apoio (100), preferivelmente, é inserida dentro da porção cônica (68) do implante dentário (20), de modo a formar uma conexão de encaixe vedada ou afunilada entre o ponto de apoio (100) e o implante (20) . O ponto de apoio (20) pode ser inserido dentro da cavidade (66) do implante dentário (20), de modo que a extremidade inferior (108) da porção de travamento (106) entre em contato com a extremidade inferior (75) do recesso de travamento (74) . Conforme usado na presente aplicação, um encaixe vedado ou cônico é referido para interface e entre superfícies cônicas de contato da porção cônica (68) do implante (20) e a região cônica (104) do ponto de apoio (100) ou outro componente de encaixe. Conforme é conhecido na técnica, um encaixe cônico entre superficies cônicas pode proporcionar uma vedação particularmente forte e eficiente entre os componentes de encaixe, o que pode impedir ou substancialmente inibir a migração de tecido e/ou de fluidos entre a interface dos componentes de encaixe e, também, dentro da cavidade (66). Embora as modalidades ilustradas mostrem componentes cônicos com seções transversais geralmente circulares, deve ser observado que nas modalidades modificadas, as superfícies cônicas podem ser providas por meio de estruturas não-circulares, tais como, polígonos com lados planos cônicos, ovais, e/ou formatos complexos.
Ainda com referência à figura 6, a região rosqueada inferior (202) do parafuso de acoplamento (200) pode ser engatada com a câmara rosqueada (70) do implante dentário (20) . O assento (210) do parafuso de acoplamento (200) pode também apoiar o assento (116) do ponto de apoio (100). Esse engate do parafuso de acoplamento (200), ponto de apoio (100) e implante dentário (20) pode, dessa forma, firmemente prender o ponto de apoio (100) ao implante dentário (20).
Conforme mencionado acima, o encaixe ou conexão cônica entre o componente do ponto de apoio (100) e o implante dentário (20), vantajosamente, proporciona uma intensificada vedação entre o ponto de apoio (100) e o implante dentário (20), impedindo que os fluidos corpóreos e bactérias entrem na cavidade (66). Além disso, as proporções entre profundidade e comprimento da porção cônica (68) e profundidade e comprimento do recesso de travamento (74), vantajosamente, combina os benefícios de uma conexão cônica com um recesso de travamento (74) suficientemente longo, para proporcionar suficiente resistência à rotação de um componente de encaixe.
Outra vantagem da modalidade ilustrada é que o ponto de apoio (100) não se assenta na superfície de topo (21) do implante (20) . Ao invés disso, o elemento de cintura cônica (101) se estende a partir da interface entre a superfície de topo (21) e a abertura da cavidade (66) . Essa disposição, vantajosamente, resulta numa redução da largura (isto é, numa direção substancialmente perpendicular ao eixo longitudinal do implante (20)) da plataforma do implante, a partir do perímetro da superfície de topo (21) para a porção do ponto de apoio (100) que emerge da cavidade (66). Essa redução de tamanho indicada pela seta N-N na figura 6, forma uma porção de cintura ou porção estreitada na combinação da estrutura de implante (20) e ponto de apoio (100), apresentando uma largura máxima (conforme medida numa direção perpendicular ao eixo longitudinal do implante (20)), que é aproximadamente igual à largura da superfície de topo (21) do implante. O elemento de cintura pode aumentar o volume do tecido mole e o suprimento de sangue ao tecido mole, em volta do implante e conexão do ponto de apoio, proporcionando saúde e beleza para a gengiva.
A figura 7A ilustra uma ferramenta dentária (300) que pode ser usada para direcionar o implante dentário (20) dentro de um paciente. A ferramenta dentária (300) pode compreender uma porção tipo espiga (302), que em algumas modalidades pode ser conectada a uma máquina rotativa (não mostrado). Uma porção de transmissão (304) pode ser formada na extremidade frontal da ferramenta (300) e pode compreender uma seção transversal de formato de polígono, configurada para se encaixar com o recesso de travamento (74) do implante (20). Na particular modalidade ilustrada na figura 7A, a porção de transmissão (304) apresenta um formato hexagonal. Em outra modalidade configurada para se encaixar com o implante mostrado pelas figuras 1A-1D, a porção de transmissão (304) pode ser configurada para apresentar um formato quadrado (não mostrado). Logicamente, a porção de transmissão (304) pode apresentar uma variedade de outros formatos e pode ser configurada para transmitir torque, através do recesso de travamento (74), para o implante (20).
Ainda com referência à modalidade da ferramenta (300) ilustrada na figura 7A, pode ser formada uma porção cilíndrica (306), abaixo da porção de formato de polígono (304). A superfície cilíndrica (306), preferivelmente, se afunila na direção da extremidade frontal da ferramenta dentária (300), sendo configurada para ser inserida dentro da sub-câmara (77) do implante dentário (20), conforme mos trado na figura 7B. Quando a ferramenta dentária (300) é inserida no implante dentário (20), a porção (306), preferivelmente, é introduzida à força dentro da sub-câmara (77), produzindo um encaixe de atrito, de modo que o implante (20) possa ser levantado e conduzido pela ferramenta dentária (300). Isto é, a ferramenta dentária (300) pode, simplesmente, ser firmemente inserida dentro do implante dentário (20), proporcionando um engate de atrito entre a ferramenta dentária (300) e o implante dentário (20) , conectando, temporariamente, a ferramenta dentária (300) e o implante dentário (20) . Assim, a ferramenta dentária (300) pode ser usada para levantar e colocar o implante dentário (20) numa desejada posição.
Ainda com referência às figuras 7 A e 7B, a ferramenta (300) também compreende, preferivelmente, uma porção guia rosqueada (308) que, preferivelmente, é de seção transversal circular, sendo configurada para ser inserida dentro da câmara rosqueada (70) do implante dentário (20) . 0 diâmetro da porção guia rosqueada (308), preferivelmente, é menor que o menor diâmetro definido pelas roscas da câmara rosqueada (70) . A ferramenta (300) pode também incluir uma seção de engate de ferramenta manual (305), posicionada ao longo do eixo (302) e configurada para se engatar com uma ferramenta de aplicação de torque manual (por exemplo, uma chave inglesa).
A figura 7C mostra uma extremidade mais distante de uma modalidade modificada da ferramenta (300) descrita acima. Nessa modalidade, a ferramenta (300) inclui uma porção de transmissão (304) e uma porção de espiga (302), uma porção guia rosqueada (308) e uma seção de engate de ferramenta (305), conforme descrito acima. Entretanto, nessa modalidade, a superfície cilíndrica (306) é substituída por um elemento com disposição de pinça (310), o qual compreende uma crista anular (312) posicionada na porção guia (308) . Entre a crista (312) e a porção de transmissão (304), pode ser posicionada uma pinça ou anel elástico (ver a figura 7D) . Em uma modalidade, a pinça (316) é feita de policetona (por exemplo, PEEK) ou outro material elástico. Uma vez na posição, a pinça (316) pode apresentar um diâmetro ligeiramente maior que a crista (312). Dessa maneira, a pinça pode ser posicionada dentro da sub-câmara (77), de modo a formar um encaixe elástico que permite à ferramenta (300) segurar e sustentar o peso do implante (20). Em uma modalidade, a pinça (316) é feita de policetona.
Conforme discutido acima, os componentes configurados com o implante (20) podem ser configurados de diversas maneiras. Por exemplo, as figuras 8A e 8B ilustram duas diferentes modalidades de um ponto de apoio (400, 400'), configura do para se encaixar com o implante (20) descrito acima e para desviar a conexão com o recesso de travamento (74) do implante (20). Os pontos de apoio (400, 400') mostrados nas figuras 8A e 8B, podem ser denominados de pontos de apoio de "cura", que podem ser usados após o implante (20) ser inicialmente implantado dentro do osso alveolar do paciente. Em tais situações, pode ser vantajoso se evitar a introdução do implante (20) com esforços e outras forças, enquanto o implante (20) realiza a integração óssea com osso alveolar para formar uma ligação apertada com o referido implante (20) , e/ou para modelar os contornos do tecido mole que envolve o implante (20).
Na modalidade ilustrada na figura 8A, o ponto de apoio (400) pode incluir uma porção rosqueada (402) que é configurada para se encaixar com a câmara rosqueada (70) do implante (20). 0 ponto de apoio (400) pode também incluir uma seção intermediária (404). A seção intermediária (404) pode apresentar um formato substancialmente cônico ou afunilado, configurado para se encaixar dentro da porção cônica (68) do implante (20) . Entretanto, o tamanho da seção intermediária (404), preferivelmente, é configurado de modo a que seja menor que da porção cônica (68) e que não se encaixe com a porção cônica (68) em um encaixe do tipo cônico, quando a seção rosqueada (402) se engatar com a câmara rosqueada (70). A seção intermediária (404) pode ajudar o ponto de apoio (400) a ser geralmente centrado quando recebido dentro do implante (20). Conforme será explicado adiante, uma cobertura superior (410) do ponto de apoio (400) pode se engatar com a superfície de topo (21) do implante. Assim, o ponto de apoio (400) pode se engatar com a superfície de topo (21) do implante (20), ao mesmo tempo em que se desvia de um encaixe cônico com a porção cônica (68) e se desvia do recesso de travamento (74) do implante (20) . Assim, a seção intermediária (404) é geralmente configurada para prover um "encaixe deslizante" entre o ponto de apoio (400) e a porção cônica (68) . Conforme aqui usado, o termo encaixe deslizante se refere a uma relação entre as partes, em que a porção cônica (68) limita o movimento da seção intermediária (404), mas ainda proporciona um afastamento, de modo que não se forma uma vedação entre os dois componentes. Assim, em outras modalidades, a seção intermediária (404) pode apresentar uma seção transversal não-arredondada, e/ou apresentar paredes laterais cônicas, cilíndricas ou, geralmente, não- verticais. Em modalidades modificadas, o ponto de apoio (400) pode ser configurado para se engatar com o recesso de travamento (74) e, em tais modalidades, o ponto de apoio (400) pode ser acoplado ao implante (20) através de um parafuso de acoplamento (não mostrado).
Conforme também mostrado na figura 8A, o ponto de apoio (400) pode incluir uma porção de cobertura (410), definindo uma altura superior (412). A altura de topo (412) pode ser definida como a distância da extremidade mais próxima do implante (20) para uma extremidade de topo (414) do ponto de apoio (400), quando o ponto de apoio (400) estiver totalmente assentado ou recebido dentro da câmara receptora (68) do implante (20) . Na modalidade ilustrada, quando tal ponto de apoio estiver assentado na câmara receptora (68) do implante (20), é contemplado que a porção de cobertura (410) possa ser a única porção do ponto de apoio (400) que se salienta do implante (20) . Em tal contexto, a porção de cobertura (410) pode ser configurada para atuar como uma prótese temporária, que cobre e protege o interior do implante (20) , enquanto o osso e o implante (20) se tornam ajustados após a implantação inicial. Assim, a porção de cobertura (410) pode ser modelada para cobrir toda a abertura da câmara receptora (68) . Por exemplo, a porção de cobertura (410) pode ser substancialmente cilíndrica e apresentar uma seção transversal substancialmente circular, que, geralmente, se equipara ao formato da extremidade posterior do implante (20). A porção de cobertura (410) pode ser configurada para se apoiar na parte superior do implante (20), ou para ser parcialmente aninhada dentro da câmara receptora (68) . Na modalidade ilustrada, a porção de cobertura (410) é configurada para cobrir e proteger toda a superfície de topo (21) do implante (20) . Tal ponto de apoio é vantajoso quando o implante (20) é para ser usado como suporte de um componente que irá se apoiar sobre a superfície de topo (21), tal como, uma ponte suportada por implante, pelo fato de que o ponto de apoio (400) impede ou inibe o tecido ósseo de crescer sobre a superfície de topo (21) do implante. Conforme mostrado pelas linhas pontilhadas na figura 8A, a altura (412) pode ser aumentada e, em uma modalidade, a extremidade de topo pode ser configurada para se estender através do tecido mole do paciente. Em tal modalidade, o ponto de apoio (400) pode também ser usado para direcionar o tecido mole. Na modalidade ilustrada na figura 8A, a porção de cobertura (410) é configurada para se dispor subjacente ao tecido mole. Logicamente, outras alturas da porção de cobertura (410) podem também ser usadas em outras modalidades.
Conforme mostrado na figura 8B, em outra modalidade, o ponto de apoio (400') pode incluir uma porção rosqueada (402'), uma seção intermediária (404') e uma seção de topo (410'), definindo uma altura de topo (412') medida a partir de uma extremidade de topo (414') da mesma, para a extremidade mais próxima do implante (20), quando assentada no referido implante (20). Com relação à modalidade da figura 8A, a altura de topo (412') pode ser variada. Na presente modalidade, a seção intermediária (404') é configurada para se engatar com a porção cônica (68) do implante (20), em um encaixe vedado ou cônico. Consequentemente, a porção de ângulo intermediário pode ser similar ao do ponto de apoio (100) descrito acima. O ponto de apoio (400') da presente modalidade não cobre a superfície de topo (21) do implante (20), mas, se engata com a porção cônica (68) em um tipo de encaixe vedado ou cônico. A altura (412') pode ser variada. Em uma modalidade, a altura (412') pode ser suficientemente grande, de modo que o ponto de apoio (400 ') se estenda através do tecido mole e, em outra modalidade, a altura (412') pode ser suficientemente pequena, de modo que o ponto de apoio se disponha abaixo do tecido mole. O ponto de apoio (400') mostrado na figura 8B é particularmente útil em aplicações em que o implante (20) é para ser usado em combinação com um ponto de apoio (100) e/ou para ser usado para suportar uma única restauração. Nas modalidades modificadas, o ponto de apoio (400') pode ser configurado para se engatar ao recesso de travamento (74) e em tais modalidades, o ponto de apoio (400) pode ser acoplado ao implante (20) através de um parafuso de acoplamento (não mostrado).
Embora não ilustrado, deverá ser entendido que as superfícies de topo dos pontos de apoios mostrados nas figuras 8A e 8B podem ser providas de um recesso (ou saliência) para se encaixar com uma ferramenta de aplicação de torque. Por exemplo, em uma modalidade, os pontos de apoios (400), (400') incluem um recesso tendo um formato configurado para receber uma ferramenta rotativa Unigrip®, provida pela Nobel Biocare™. Esse recesso pode ser formado de modo similar ao do recesso (206), conforme mostrado acima na modalidade do parafuso de acoplamento (200), ilustrada nas figuras 5A-5B.
A figura 9 é uma vista lateral de outra modalidade de um ponto de apoio (450) , que pode ser inserido dentro de um implante, conforme ilustrado nas figuras 1A-1D. 0 ponto de apoio (450) mostrado na figura 9 pode ser configurado para ser usado com outros tipos de componentes, em particular, pode ser usado com um elemento de cobertura temporário, um tampão de cura, e/ou como uma cobertura de impressão, conforme descrito mais adiante.
Essas características e outras são descritas no Pedido de Patente pendente do presente Depositante, No. de Série 10/748.869 (Publicação U.S. No. 2004-0241610), depositado em 30 de Dezembro de 2003, sob o No. de Protocolo do Procurador NOBELB.163A, intitulado "DENTAL IMPLANT SYSTEM - Sistema de Implante Dentário", cuja integridade do mesmo é aqui incorporada por essa referência.
A modalidade do ponto de apoio (450) mostrado na figura 9 inclui uma região superior (452), uma porção de travamento (454), geralmente posicionada na extremidade mais distante do ponto de apoio (450) e uma região cônica (456), geralmente adjacente a um elemento tipo cintura (458). A região superior (452) é dimensionada e configurada para se encaixar com uma variedade de componentes. Tais componentes podem incluir, por exemplo, aqueles mostrados nas figuras 10A-12B. A porção de travamento (454) da modalidade ilustrada, preferivelmente, compreende um formato que pode corresponder a e/ou ser dimensionado para se encaixar dentro do recesso de travamento (74) do implante (20), cujo formato pode ser melhor visto na figura 1B. Por exemplo, na modalidade ilustrada, a porção de travamento (454) apresenta um formato hexagonal, que pode corresponder ao formato da modalidade ilustrada do recesso de travamento (74) do implante (20). Entretanto, com relação ao recesso de travamento (74) do implante (20), a porção de travamento (454) pode ser configurada em qualquer variedade de formatos, poligonais ou de outros tipos, conforme aqui já descrito. Além disso, conforme descrito acima com relação ao ponto de apoio (100) mostrado nas figuras 2A-2C, a região cônica (456) do ponto de apoio (450) pode ser configurada para ser inserida dentro da porção cônica (68) do implante dentário (20) para formar um encaixe cônico. Conseqüentemente, com relação à porção cônica (68) do implante (20), a região cônica (456) do ponto de apoio (450) pode compreender um formato cônico, compreendendo um semi-ângulo, o qual pode ser variavelmente configurado, conforme descrito acima com relação ao ponto de apoio (100) .
Conforme mostrado na figura 9, o ponto de apoio (450) pode apresentar uma cavidade aberta que se abre dentro de uma superfície de topo (462) do ponto de apoio (450). A cavidade aberta (460) inclui uma superfície interna (464), que pode incluir uma fenda anular (466), a qual, conforme será descrito abaixo, pode ser usada para se engatar com um elemento de pressionamento do componente de encaixe.
As figuras 10A e 10B representam, respectivamente, uma vista lateral e uma vista em seção transversal de uma modalidade de uma cobertura temporária (500) que pode ser encaixada sobre o ponto de apoio (450) ilustrado na figura 9. Conforme explicado em maiores detalhes no acima mencionado Pedido de Patente pendente No. de Série 10/748.869, a cobertura temporária (500) ou tampão de cura pode auxiliar no controle da cura e crescimento do tecido gengival do paciente, em volta do local de implante. A modalidade ilustrada da cobertura (500) pode, portanto, ser usada em combinação com o implante dentário (20) e o ponto de apoio (450) descrito acima. A cobertura (500) pode compreender um corpo (502) feito de um polímero sintético, tal como, por exemplo, poliéster ou náilon. Entretanto, deve ser observado que outros adequados materiais podem também ser usados. A cobertura (500) pode apresentar uma superfície externa (514) que é preferivelmente branca ou próxima da cor natural do dente, de modo que apresenta uma aparência natural quando colocada na boda do paciente.
A cobertura (500) pode ser pelo menos parcialmente oca e incluir uma superfície interna (506) que define uma cavidade interna (504). A cavidade interna (504) pode ser dimensionada de modo que a cobertura (500) se encaixe sobre a região superior (452) do ponto de apoio (450) . A superfície interna (506) pode incluir um batente (512) para limitar o avanço da cobertura (500) sobre o ponto de apoio (450) , tal como, uma superfície de base que é dimensionada para se apoiar contra uma porção flangeada ou elemento de cintura (458) do ponto de apoio (450) . Em algumas modalidades, a cobertura (500) pode ser configurada para ser encaixada sob pressão sobre o ponto de apoio (450) e, em outras modalidades, a cobertura (470) pode ser configurada de modo que possa ser presa ao ponto de apoio (450) mediante um parafuso tampão, o qual pode ser inserido através de uma abertura na cobertura (470) . A superfície interna (506) pode incluir uma característica anti- rotacional (510) que se encaixa com o ponto de apoio (450). Outras características e modalidades poderão ser formadas por um especialista versado na técnica, diante da presente divulgação.
As figuras 11A e 11B representam vistas laterais e em seção transversal do tampão de cura temporário (550), o qual pode ser acoplado ao ponto de apoio (450) mostrado na figura 9. Adicionais detalhes do tampão de cura podem ser encontrados na Publicação da Patente U.S. No. 2006- 0228672, que corresponde ao Pedido de Patente U.S. No. 11/377.259, depositado em 16 de Março de 2006, cuja integridade do documento é aqui incorporada por meio dessa referência. O tampão de cura (550) pode incluir uma cavidade interna (551), definida por uma superfície interna (552), de modo que o tampão de cura (550) possa ser encaixado sobre o ponto de apoio (450) descrito acima. Descendentemente, a partir de uma superfície de topo (553) da cavidade interna (551), pode se dispor um elemento de pressionamento (554), compreendendo uma ou mais pontas que podem ser defletidas (556), configuradas apara se engatar com a fenda (466) do ponto de apoio (450) em um encaixe de tipo pressionamento. Detalhes adicionais e modalidades modificadas do elemento de pressionamento serão descritas abaixo com relação ao componente das figuras 12A e 12B.
Com referência agora às figuras 12A e 12B, é mostrada uma vista em seção transversal e lateral em perspectiva de uma modalidade de uma cobertura ou tampão tipo impressão (120), que pode ser encaixado sobre o ponto de apoio (450) ilustrado na figura 9. 0 tampão de impressão (12 0) pode ser usado para tomar uma gravação do implante (20) , conforme descrito na acima mencionada Publicação de Patente U.S. No. 2006-0228672, cuja integridade da publicação é aqui incorporada por meio dessa referência.
O tampão de impressão (120) ilustrado compreende um corpo (122) com uma extremidade mais próxima (124) e uma extremidade mais distante (126). O corpo (122), preferivelmente, é feito de um material plástico resiliente e moldável e/ou um material polimérico, tal como, por exemplo, um policarbonato. O corpo (122) define uma superfície interna (128) que forma uma cavidade interna (130). A cavidade interna (130) é configurada de modo que o tempão de impressão (120) possa se encaixar sobre a região superior do ponto de apoio (450). A superfície interna (128) compreende uma parede lateral (134) e uma porção de cobertura (136).
O tampão de impressão (120) é preferivelmente configurado para se engatar com o ponto de apoio (450). Especificamente, o tampão de impressão inclui uma característica de engate complementar (132), a qual pode ser configurada para corresponder com características anti- rotacionais no ponto de apoio (450). Na modalidade ilustrada, o tampão de impressão (120) se engata com o ponto de apoio (450) em um encaixe tipo pressionamento, o qual é obtido mediante provisão ao tampão (120) de uma plu.ralid.acle de pontas resilientes que podem ser defletidas (150), com saliências (152) configuradas para se engatar com o recesso (466) do ponto de apoio (450). Logicamente, conforme mencionado acima, os especialistas versados na técnica irão reconhecer outras configurações que possam proporcionar um encaixe de pressionamento entre os componentes. Por exemplo, o tampão (120) pode incluir um recesso posicionado sobre um pilar, configurado para se engatar com uma saliência formada na cavidade (460) do ponto de apoio (450). Além disso, o tampão (120) pode ser configurado para encaixes de atrito e/ou de interferência.
O tampão de impressão (120), preferivelmente, inclui uma ou mais características de embutimento (160) . As características de embutimento (160) facilitam a apreensão e a retenção do tampão de impressão (120) dentro de uma bandeja de impressão. A uma ou mais características de embutimento, preferivelmente, definem, pelo menos, uma superfície de interferência (162), tendo faces que se dispõem, geralmente, de modo transversal ao eixo longitudinal do tampão de impressão. Na modalidade ilustrada, a característica de embutimento (160) compreende um ou mais flanges (166). Em determinadas modalidades, os flange(s) (166) pode(m) incluir uma pluralidade de furos vazados (168), os quais se estendem através de quatro cantos do flange (166) .
Uma pluralidade de saliências alongadas (180) se forma sobre a parede lateral e são dimensionadas para se engatar com a fenda (466) no ponto de apoio (450), quando o tampão de impressão (120) estiver posicionado no mesmo. As saliências (18) e fendas (51), dessa forma, se encaixam, de modo a substancialmente impedir a rotação do tampão de impressão (120), em relação ao ponto de apoio (450).
O tampão de impressão (120) possui superfícies anguladas (182) na extremidade mais próxima (124), que são configuradas para se apoiar contra a porção brilhosa (45) do implante (10), quando o tampão de impressão (120) estiver posicionado na mesma. Deve ser observado que embora as modalidades ilustradas do implante, ponto de apoio, tampão de cura e tampão de impressão tenham seções transversais arredondadas, nas disposições modificadas, as seções transversais de u m ou mais desses componentes podem ser não-arredondadas .
A figura 13A é uma vista lateral de outra modalidade de um ponto de apoio (500) . O ponto de apoio (500) pode incluir uma porção rosqueada (502) e uma porção cônica (504). Conforme observado acima com relação à modalidade do ponto de apoio (400), o ponto de apoio (500) pode ser configurado de modo que a porção rosqueada (502) possa se encaixar com a câmara rosqueada (70) do implante (20). A porção cônica (504) do ponto de apoio (500) pode ser configurada para ser substancialmente cônica e/ou afunilada. Em algumas modalidades, a porção cônica (504) pode ser modelada de modo complementar, de modo a formar um encaixe cônico ou vedado com a porção cônica (68) da cavidade (66). Além disso, a porção de topo (504) pode auxiliar o ponto de apoio (500) para ser geralmente centralizado, quando recebido dentro do implante (20).
Conforme mostrado na figura 13A, o ponto de apoio (500) pode incluir uma superfície de topo (510), a qual inclui uma saliência hexagonal (511), que pode ser usada para girar o ponto de apoio (500) de modo que a porção rosqueada (502) se engate com o implante (20) . O ponto de apoio (500) proporciona a característica de "escalonamento descendente" e as vantagens descritas acima mediante provisão de um elemento de cintura que emerge da superfície de topo do implante (20), dessa forma, expondo a superfície de topo (21) do implante (20). A figura 13B ilustra como o ponto de apoio (500) pode ser assentado dentro do implante (20') e, portanto, podendo facilitar uma conexão de "escalonamento descendente" entre o implante (20'). Diversos parafusos e/ou restaurações de cimento retidas (não mostrado) ou outros componentes podem ser acoplados ao topo do ponto de apoio (500), conforme é conhecido na técnica. Conseqüentemente, o ponto de apoio (500) pode incluir uma cavidade rosqueada (não mostrada) que se abre na parte superior do ponto de apoio (500).
As figuras 14A-14C ilustram outra modalidade de um componente que pode ser usado em combinação com o implante (20) . Com referência à figura 14A, é mostrada uma vista lateral em perspectiva de uma ponte suportada por implante (600), montada sobre um conjunto de três implantes (20) . A ponte (600) pode ser usada para suportar uma ou mais coroas (601). Deve ser observado que em outras modalidades, a ponte (600) pode apresentar um diferente formato e/ou ser configurada para ser suportada por mais ou menos que três implantes (20) . Além disso, a ponte (600) e coroas (601) podem ser especificamente formadas para complementar a geometria existente de estruturas dentárias de pacientes e para prover uma aparência natural. Além disso, é antecipado que as características descritas abaixo com relação à ponte (600) podem ser estendidas para uma dentadura suportada por implante. A ponte (601) pode ser formada de uma única peça integral, conforme mostrado, ou pode ser formada a partir de uma pluralidade de peças fixadas entre si. Em determinada modalidades, a ponte (601) é feita de titânio, material cerâmico (por exemplo, Zircônia ou Alumina) ou uma combinação desses materiais.
Conforme mostrado nas figuras 14B e 14C, a ponte (600) pode incluir uma pluralidade de pilares (602), que correspondem individualmente a um dos implantes (20) . Cada pilar (602) pode definir uma superfície inferior substancialmente plana ou substancialmente lisa (604), a qual é configurada para se apoiar ou descansar sobre a superfície de topo (21) do implante dentário (20). A partir da superfície inferior lisa (604), se estende um pilar de centralização (606), o qual é geralmente configurado para se encaixar dentro da extremidade aberta da cavidade (66) do implante (20), e se estender pelo menos parcialmente dentro da porção cônica (68) do implante (20) . O pilar de centralização (606) pode apresentar um perfil cônico, conforme mostrado na figura 14C ou pode ser substancialmente cilíndrico. Preferivelmente, o pilar de centralização (606) não forma um encaixe cônico com a porção cônica (68) do implante, ao invés disso, é configurado para formar um encaixe tipo deslizante, proporcionando uma função de centralização e estabilidade lateral entre a ponte (600) e o implante (20). Essa disposição é vantajosa pelo fato de que pode ser difícil o uso da conexão cônica quando da tentativa de acoplar um único componente de ponte a múltiplos implantes. Por exemplo, se comparado a uma aplicação de única restauração, a precisão exigida para o alinhamento de múltiplos pilares em um encaixe cônico é significativamente maior. Isso se deve ao fato de que quaisquer desalinhamentos entre a ponte e as porções cônicas (68) do implante (20) podem causar dobramento entre as superfícies cônicas do pilar e as porções cônicas do implante (20). Entretanto, conforme mencionado acima, a superfície de topo (21) do implante (20) é suficientemente larga, de modo que proporciona um adequado suporte para que a ponte (600) seja suportada sobre as superfícies de topo (21) dos implantes (20) , acomodando quaisquer desalinhamentos. Conforme mostrado na figura 14C, com a superfície de base (604) se apoiando na superfície de topo (21) do implante (20zz), um parafuso de acoplamento (200) pode ser usado para acoplar a ponte (600) com o implante (20zz).
Consequentemente, uma vantagem do implante (20) ilustrado é que o dito implante (20) pode ser usado com um apoio (100) configurado com um elemento de cintura (101) que emerge da cavidade (66) para aumentar o volume de tecido mole e suprimento de sangue ao tecido mole, conforme descrito. Além disso, a mesma configuração de implante pode também ser usada para suportar uma ponte suportada por implante (601) ou uma dentadura suportada por implante. Conseqüentemente, um implante pode servir a arribas as finalidades, dessa forma, reduzindo o número de peças e o inventário.
Em conformidade com outra modalidade, as figuras 15A-15B ilustram uma modalidade de uma réplica de implante (700). A réplica de implante (700) pode ser usada no trabalho preparatório para a criação do sistema de implante. Conforme mostrado na figura 15B, a réplica (700) pode ser configurada para incluir toda a mesma geometria interna do implante (20), ilustrado nas figuras 1A-1D. Nesse sentido, a réplica (700) é preferivelmente usada em um molde de fundição de um osso alveolar do paciente, para simular o uso e facilitar a manipulação de um sistema de implante.
A figura 15A ilustra que a réplica (700) pode incluir uma superfície externa (702) e pode apresentar uma porção superior (704) e uma porção inferior (706). A porção superior (704) pode ser configurada para incluir as características discutidas acima, especificamente, a geometria interna usada para o implante (20) . Conforme mostrado na figura 15B, tal geometria interna pode incluir: uma cavidade interna (766); uma porção substancialmente cônica ou afunilada (768), a qual é posicionada acima de um recesso de travamento (774), o qual, por sua vez, é posicionado acima de uma porção rosqueada (770) da cavidade (766); e uma sub-câmara (777), localizada acima da câmara rosqueada (770). As características específicas desses elementos não são aqui relacionadas, ao invés disso, podem ser incorporadas conforme descrito acima com relação ao implante (20). Assim, a réplica (700) pode prover as mesmas características e geometria do implante (20), podendo ser formada para ser embutida dentro de um modo ou réplica da boca do paciente.
Além disso, conforme mencionado acima, pelo fato de que a réplica (700) pode ser usada em um procedimento de moldagem por fundição de um osso alveolar de um paciente, a superfície externa (702) e a porção inferior (706) da réplica (700) podem ser configuradas para facilitar a conexão e/ou a ancoragem da réplica (700) com o molde. Por exemplo, conforme mostrado na figura ISA, a superfície externa (702) pode incluir fendas anti-rotativas ou seções lisas (710) . Além disso, a porção inferior (706) pode ser configurada para incluir uma base (712), que se estende radialmente a partir da réplica (700), com um raio diferente das outras porções da mesma. Assim, a réplica (700) pode ser implantada ou fundida dentro de um molde, em uma desejada orientação fixa. Outras características e modificações poderão ser incorporadas por um especialista versado na técnica, diante da presente divulgação.
A figura 16A é uma vista em perspectiva lateral de uma superestrutura (800), a qual, em uma modalidade, pode ser usada para criar uma ponte (600) ou dentadura suportada por implante. Conforme mostrado, a superestrutura pode compreender um primeiro elemento de arco (802), que compreende um ou mais pilares (804), configurados para corresponder a implantes (20) posicionados em um osso maxilar ou modelo/reconstrução de osso maxilar. Conforme mostrado na figura 16B, cada pilar (804) pode incluir uma abertura (807) configurada para receber uma cobertura (809) . A cobertura (809) (ver, também, as figuras 16C-16D) pode incluir um pilar de centralização (810), configurado para se encaixar dentro da cavidade (66) dos implantes (20), e para prover uma função de centralização, sem se engatar com a cavidade em um encaixe tipo cônico. A cobertura (809), que se estende através da abertura (807) no elemento de arco (802) , também inclui uma superfície de base (808), a qual é configurada para se apoiar contra a superfície de topo (21) do implante (20). A cobertura (809) também inclui uma porção superior (814) que pode se estender a partir de uma superfície de topo do elemento de arco (802). Um parafuso de acoplamento (816) pode ser usado para fixar a superestrutura (800) ao implante (20) e/ou a uma réplica (700) do implante (20).
Em uma modalidade, a superestrutura (800) pode ser usada de diversas maneiras para criar uma ponte suportada por implante (800) ou uma dentadura suportada por implante. Por exemplo, o formato da superestrutura (800) pode ser escaneado em um computador e utilizado para criar a ponte. Desse modo, a posição e orientação das coberturas podem ser recriadas em uma parte que utiliza a informação escaneada no computador. Por exemplo, uma ponte sólida pode ser ajustada a partir dessa informação e/ou pode ser criado um molde. Em outra modalidade, a superestrutura (800) pode ser construída e depois usada como parte de um processo de moldagem, para criar uma ponte. Em outra modalidade, a superestrutura (800) pode ser usada como parte da ponte finalizada ou como um componente intermediário na formação da ponte.
As figuras 17A-17C ilustram uma modalidade de um ponto de apoio (900) que pode ser montado sobre a superfície de topo (21) do implante. Conforme mostrado, na disposição ilustrada, o ponto de apoio (900) pode compreender um corpo geralmente cilíndrico (902), tendo uma extremidade mais próxima (904) e uma extremidade mais distante (906). Um orifício interno gradual (908) pode se estender através do corpo (902), de modo que o ponto de apoio (900) possa ser acoplado ao implante (20) com um elemento de acoplamento (não mostrado). A extremidade mais distante (906) do ponto de apoio (900) pode incluir uma superfície oposta mais distante (910) que é configurada para se apoiar contra e cobrir a superfície de topo (21) do implante (20). Se estendendo a partir da superfície oposta mais distante (910), se dispõe um pilar (912), o qual é configurado para ser inserido na cavidade (66) do implante (20) . Preferivelmente, o pilar (912) possui um tamanho e formato, de tal modo configurado, que o pilar (912) não se engata com a porção cônica (68) do implante (20), em um tipo de encaixe afunilado ou vedado, ao invés disso, forma um encaixe tipo deslizante. Desse maneira, o ponto de apoio (900) pode descansar sobre a superfície de topo (21) do implante. Em outras modalidades, o pilar (912) pode apresentar um formato cilíndrico. 0 ponto de apoio (900) pode ser feito de um material de classificação dentária, tal como, ouro ou cerâmica. Em uma modalidade, o ponto de apoio (900) é feito de ouro e uma pluralidade de pontos de apoios (900) pode ser posicionada sobre uma pluralidade de implantes (20) ou réplicas (700). Os pontos de apoios (900) podem, depois, ser acoplados por meio de barras que são soldadas ou de outro modo fixadas aos pontos de apoios para formar uma superestrutura. A superestrutura pode ser usada como parte de uma ponte ou dentadura finalizadas, ou pode ser usada como parte de um processo de fabricação para formação de uma ponte ou dentadura finalizadas.
Conquanto que a presente invenção tenha sido divulgada no contexto de determinadas modalidades e exemplos preferidos, deverá ser entendido pelos especialistas versados na técnica que a presente invenção se estende além das modalidades especificamente divulgadas para outras modalidades alternativas, e/ou para usos da invenção e modificações óbvias e equivalentes à mesma. Além disso, embora o número de variações da invenção tenha sido mostrado e descrito em detalhes, outras modificações, que estejam dentro do escopo da presente invenção serão prontamente evidentes para os especialistas versados na técnica, diante da presente divulgação. É também contemplado que diversas combinações de ou sub-combinações de características e aspectos específicos das modalidades poderão ser feitas desde que se enquadrem dentro do escopo da presente invenção. Conseqüentemente, deverá ser entendido que diversas características e aspectos das modalidades divulgadas poderão ser combinados ou substituídos por outros, a fim de executar modos variáveis da invenção divulgada. Portanto, é idealizado que o escopo da presente invenção aqui divulgada não deva ser limitado pelas particulares modalidades divulgadas e descritas acima, devendo ser apenas determinado pela adequada leitura das reivindicações anexas.
Claims (13)
1. Sistema compreendendo: - um primeiro componente dentário (20), o primeiro componente dentário sendo um implante, que compreende: um corpo (26) que compreende uma extremidade mais próxima (22), uma extremidade mais distante (24), uma superfície externa (28) que se estende entre a extremidade mais próxima e a extremidade mais distante, o corpo tendo um eixo longitudinal e a extremidade mais próxima definindo uma superfície de topo (21) para suportar uma restauração multi-unidade; uma cavidade aberta (66) formada na superfície de topo, a cavidade aberta compreendendo uma porção cônica (68) que se estende a partir da superfície de topo, uma porção de travamento (74) compreendendo pelo menos um lado plano (79) posicionado abaixo da porção cônica, e uma porção rosqueada (70) compreendendo uma rosca posicionada abaixo da região de travamento; e - um segundo componente dentário (400; 600; 800) para uma restauração dental multi-unidade compreendendo uma superfície inferior (604) e um pilar (404; 606; 810) que se estende da superfície inferior, caracterizado pelo fato de que a superfície inferior é configurada para se apoiar contra a superfície de topo do implante e o pilar é configurado para se engatar com a porção cônica da cavidade aberta na forma de um encaixe deslizante por meio da formação de um afastamento entre os dois componentes.
2. Sistema dentário, de acordo com a reivindicação 1, compreendendo ainda um terceiro componente dentário (400’; 500), caracterizado pelo fato de compreender uma superfície superior (414’; 510) e uma porção inferior configurada para se encaixar dentro da cavidade aberta, a porção inferior compreendendo uma região cônica (404’; 504), configurada para se encaixar com a porção cônica (68) do implante dentário (20), em um encaixe do tipo cônico.
3. Sistema dentário, de acordo com a reivindicação 1, compreendendo ainda um terceiro componente dentário (100; 100’; 100’’), caracterizado pelo fato de compreender uma porção superior (102; 102’; 102’’) e uma porção inferior (18b; 18b’; 18b’’) configurada para se encaixar dentro da cavidade aberta (66), a porção inferior compreendendo uma região de travamento (106; 106’; 106’’) configurada para se encaixar com a porção de travamento (74) do implante dentário (20), e uma região cônica (104; 104’; 104’’) configurada para se encaixar com a porção cônica (68) do implante dentário, em um encaixe do tipo cônico.
4. Sistema dentário, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o referido pelo menos um lado plano (79) da porção de travamento (74) forma pelo menos um dentre um recesso quadrado, um recesso hexagonal e um recesso octogonal.
5. Sistema dentário, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a porção cônica (68) define um ângulo semi-cônico entre 10° e 20°.
6. Sistema dentário, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a porção cônica (68) define um ângulo semi-cônico de 12°.
7. Sistema dentário, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a superfície de topo (21) do implante (20) apresenta um contorno externo e um contorno interno definidos por uma cavidade aberta (66), e em que a distância entre o contorno externo e o contorno interno é igual ou maior que pelo menos 0,2 mm.
8. Sistema dentário, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a superfície de topo (21) do implante (20) apresenta um contorno externo e um contorno interno, definidos por uma cavidade aberta (66), e em que a distância entre o contorno externo e o contorno interno é de 0,25 mm.
9. Sistema dentário, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a proporção entre a extensão da porção cônica (68) e a extensão da porção de travamento (74) é de 1:1.
10. Sistema dentário, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes caracterizado pelo fato de que a porção cônica (68) apresenta uma extensão medida a partir da superfície de topo (21), numa direção ao longo do eixo longitudinal, que é igual ou maior a, pelo menos, 1 mm.
11. Sistema dentário, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes caracterizado pelo fato de que o implante (20) compreende ainda uma porção cilíndrica (77), a qual se encontra posicionada entre a porção de travamento (74) e a porção rosqueada (70) da cavidade aberta (66).
12. Sistema dentário, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes caracterizado pelo fato de que a superfície externa (28) do implante (20) é provida de uma superfície tratada para intensificar o crescimento do tecido, a superfície tratada se estendendo sobre a superfície de topo (21) do implante.
13. Sistema dentário, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes caracterizado pelo fato de que a superfície tratada compreende uma superfície na forma de uma microestrutura de óxido de titânio enriquecida de fosfato.
Applications Claiming Priority (3)
| Application Number | Priority Date | Filing Date | Title |
|---|---|---|---|
| US11/739,024 US8038442B2 (en) | 2007-04-23 | 2007-04-23 | Dental implant and dental component connection |
| US11/739,024 | 2007-04-23 | ||
| PCT/EP2008/003224 WO2008128756A2 (en) | 2007-04-23 | 2008-04-22 | Dental implant and dental component connection |
Publications (2)
| Publication Number | Publication Date |
|---|---|
| BRPI0810554A2 BRPI0810554A2 (pt) | 2014-10-21 |
| BRPI0810554B1 true BRPI0810554B1 (pt) | 2026-02-18 |
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