BRPI0811098B1 - composições poliméricas de propileno macio - Google Patents

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BRPI0811098B1
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propylene polymer
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xylene
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Cagnani Camillo
Cavalieri Claudio
Beccarini Enrico
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Basell Poliolefine Italia Srl
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    • C08ORGANIC MACROMOLECULAR COMPOUNDS; THEIR PREPARATION OR CHEMICAL WORKING-UP; COMPOSITIONS BASED THEREON
    • C08FMACROMOLECULAR COMPOUNDS OBTAINED BY REACTIONS ONLY INVOLVING CARBON-TO-CARBON UNSATURATED BONDS
    • C08F210/00Copolymers of unsaturated aliphatic hydrocarbons having only one carbon-to-carbon double bond
    • C08F210/04Monomers containing three or four carbon atoms
    • C08F210/06Propene

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Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "COMPOSI- ÇÕES POLIMÉRICAS DE PROPILENO MACIO". A presente invenção refere-se a composições poliméricas de propileno macio e a um processo para sua preparação. Em particular, os referidos artigos possuem boa flexibilidade, excelentes propriedades de impacto mesmo em baixa temperatura, e uma liberação muito baixa de substâncias químicas. Assim, os referidos artigos são particularmente adequados para serem usados para a preparação de itens que estarão em contato com alimento e também como substituição de PVC em aplicações biomédicas (bolsas, tubos). Especificamente, as composições descritas abaixo são particularmente adequadas para a fabricação de artigos extrudados (filmes, tubos) e itens moldados por injeção. É bem conhecido da técnica anterior que uma grande porção solúvel de xileno é desejável para a produção de copolímeros macios. Entretanto, altos valores de porção solúvel de xileno resultam em grandes quantidades de extraíveis de hexano, de modo que o copolímero macio resulte inadequado em campos particulares como o de embalagem de alimentos. O pedido de patente europeia W003/046021 divulga composições poliolefíni-cas termoplásticas tendo boas propriedades de impacto em baixa temperatura e também apresentando baixa porção extraível de hexano. As referidas composições incluem um copolímero de propileno tendo fração insolúvel de xileno de não menos de 85% em peso e um copolímero de propileno com 8-40% em peso de alfa-olefina e possuem uma taxa de fluidez (MFR) determinado de acordo com a ISO 1133 (230°C, 2,16 Kg de 3-30 g/10 min). Os valores acima mencionados de (MFR-L) são obtidos submetendo a degradação por peróxido de uma composição de precursor tendo valores de MFR L mais baixos.
As composições acima mencionadas mostram um baixo teor de frações extraíveis de hexano, mas não são inteiramente satisfatórias em l termos de maciez (razão de módulo de flexão/índice de fluidez relativamente alto) e propriedades de impacto em temperaturas baixa e muito baixa. Por outro lado é possível ver que a fração solúvel de hexano determinada em placa aumenta de 5,5% para 7,4 % quando a composição se toma mais macia (Módulo de flexão de 370 MPa no ex. 3) e o teor de etileno total aumenta (de 8% do Ex. 1 para 9,3% do Ex. 3). As referidas composições são preparadas por um processo de polimerização sequencial compreendendo a preparação do componente (A) em um primeiro aparelho de polimerização em fase gasosa compreendendo duas zonas de polimerização interconectadas e uma segunda etapa (B) em que o copolímero de propileno, rico em etileno, é preparado polimerizando os monômeros em um reator de leito fluidizado separado. A requerente descobriu agora composições poliméricas de propileno macio tendo um balanço entre porção solúvel de hexano e baixo módulo de flexão ainda melhorado. Assim, é um objetivo da presente invenção uma composição polimérica de propileno tendo um módulo de flexão inferior a 500 MPa, um teor total de etileno de 9 a 30% em peso, uma fração solúvel de xileno em temperatura ambiente superior a 25%, uma temperatura de fusão medida por DSC (Tm°C) de 130 a 150°C e uma razão entre o peso da fração solúvel de xileno a 25°C e a fração solúvel de hexano determinada em placa superior a 4; todas as percentagens em peso sendo referidas à quantidade total da composição.
Como mencionado acima, as composições preparadas pelo processo acima são caracterizadas por um valor muito baixo de fração extraível de hexano mesmo que elas sejam extremamente macias e a fração solúvel de xileno seja superior a 30% em peso.
Preferivelmente, as composições preparadas de acordo com o processo da invenção possuem um módulo de flexão inferior a 500 MPa, preferivelmente inferior a 450 MPa, mais preferivelmente inferior a 400 MPa. A fração solúvel em xileno em temperatura ambiente é superior a 25% em peso, preferivelmente superior a 30% e mais preferivelmente superior a 32% em peso. O teor total de etileno é superior a 9%, preferivelmente superior a 10% e mais preferivelmente na faixa de 10 a 25% em peso. O valor da viscosidade intrínseca da fração solúvel de xileno de terminada na composição polimérica de grau de reator fica na faixa de 0,5 dl/g a 5,0 dl/g, preferivelmente de 1,0 a 4,0 dl/g e mais preferivelmente de 2,0 a 4,0 dl/g. A temperatura de fusão determinada via DSC fica preferivelmente na faixa de 135-145°C.
As composições obtidas de acordo com o processo da invenção podem ser obtidas como grau de reator com um valor de índice de fluidez de acordo com ISO 1133 (230°C, 2,16 Kg) na faixa de 0,1 a 50 g/10min.
Preferivelmente, elas são obtidas com um MFR de menos de 5 e mais preferivelmente na faixa de 0,5-4 g/10 min. Então, se desejado podem ter suas macromoléculas quebradas (viscorredução) de acordo com técnica conhecida, para alcançar o valor de MFR final adequado para a aplicação selecionada. A degradação química do polímero (viscorredução) é realizada na presença de iniciadores de radical livre, como peróxidos. Exemplos de iniciadores de radical que podem ser usados para este propósito são 2,5-dimetil-2,5-di(t-butilperóxido)-hexano e dicumil- peróxido. O tratamento de degradação é realizado usando as quantidades apropriadas de inibidores de radical livre, e preferivelmente ocorre em uma atmosfera inerte, como nitrogênio. Métodos, aparelhos, e condições de operação conhecidos na técnica podem ser usados para a realização deste processo. O MFR após viscorredução pode ficar na faixa de 2 a 40 e preferivelmente de 4 a 30 /10 min.
Os copolímeros de propileno assim obtidos são caracterizados por uma excelente Resistência a Impacto IZOD. As amostras, quando testadas de acordo com ISO 180/1 A não se quebram a 23°C. Quando testadas a 0°C, a resistência a impacto fica na faixa de 10 a 40 KJ/m2 enquanto a -20°C fica na faixa de 5 a 10 KJ/m2, mostrando, assim, uma alta resistência mesmo em baixa temperatura. Vale notar que a maciez e resistência a impacto são mostradas na presença de extratibilidade de hexano muito baixa, que determinada em placa é inferior a 8% e preferivelmente inferior a 7% em peso. Quando a extratibilidade de hexano é determinada em filme (100 μιτι) o valor é até inferior a 6% em peso.
Tipicamente a razão em peso da porção solúvel de xileno para a porção extraível de hexano (determinada em filme) é superior a 4, preferivelmente superior a 5 e mais preferivelmente superior a 6, mesmo em correspondência com uma quantidade de fração solúvel de xileno superior a 30% em peso e um teor total de etileno superior a 10%. Estas características asseguram o uso das composições macias mesmo em contato com alimentos ou aplicações médicas.
As composições de copolímero de propileno podem ser produzidas com um processo incluindo pelo menos uma etapa de polimerização realizada em um reator de polimerização em fase gasosa contendo pelo menos duas zonas de polimerização interconectadas. É também possível preparar a composição de copolímero de propileno divulgada acima em um processo sequencial em que pelo menos uma etapa de polimerização é realizada em um reator de fase gasosa contendo pelo menos duas zonas de polimerização interconectadas e outra etapa de polimerização é realizada em um reator de polimerização líquida convencional ou reator de fase gasosa de leito fluidizado ou agitado convencional. Preferivelmente, pelo menos 30% em peso da referida fração solúvel de xileno é produzida na etapa de polimerização realizada em um reator de polimerização de fase gasosa contendo pelo menos duas zonas de polimerização interconectadas. Preferivelmente, pelo menos 50% e mais preferivelmente pelo menos 70% em peso da referida fração solúvel de xileno é produzida em uma etapa de polimerização realizada em um reator de polimerização de fase gasosa contendo pelo menos duas zonas de polimerização interconectadas. Em uma modalidade muito preferida, a composição total é preparada por polimerização de monômero em um reator de fase gasosa contendo pelo menos duas zonas de polimerização interconectadas.
Um processo de polimerização realizado em um reator de polimerização de fase gasosa contendo pelo menos duas zonas de polimerização interconectadas é descrito na patente europeia EP 782587. O processo é realizado em uma primeira e em uma segunda zonas de polimerização interconectadas às quais propileno e etileno ou propi- leno e alfa-olefinas são alimentados na presença de um sistema catalisador e das quais o polímero produzido é descarregado. As partículas de polímero em crescimento fluem através da primeira das referidas zonas de polimeri-zação (zona de fluxo ascendente) em condições de fluidização rápida, deixam a referida primeira zona de polimerização e penetram na segunda das referidas zonas de polimerização ("downcomer") através da qual elas fluem em forma densificada sob a ação da gravidade, deixam a referida segunda zona de polimerização e são reintroduzidas na referida primeira zona de polimerização, estabelecendo assim uma circulação de polímero entre as duas zonas de polimerização. Geralmente, as condições de fluidização rápida na primeira zona de polimerização são estabelecidas por alimentação da mistura gasosa de monômeros abaixo do ponto de reintrodução do polímero em crescimento na referida primeira zona de polimerização. A velocidade do gás de transporte para a primeira zona de polimerização é superior à velocidade de transporte nas condições de operação e fica normalmente entre 2 e 15 m/s. Na segunda zona de polimerização, onde o polímero flui em forma densificada sob a ação da gravidade, são alcançados altos valores de densidade do sólido, que se aproximam da densidade aparente do polímero; um ganho positivo na pressão pode, assim, ser obtido ao longo da direção do fluxo de modo que se torne possível reintroduzir o polímero na primeira zona de reação sem a ajuda de meios mecânicos. Desta forma, é estabelecida uma circulação em "loop", que é definida pelo balanço de pressões entre as duas zonas de polimerização e pela perda de carga introduzida no sistema. Opcionalmente, um ou mais gases inertes, como nitrogênio ou um hidrocarbo-neto alifático, são mantidos nas zonas de polimerização, em quantidades tais que a soma das pressões parciais dos gases inertes fique preferivelmente entre 5 e 80% da pressão total dos gases. Os parâmetros de operação como, por exemplo, a temperatura são os usuais em processos de polimerização de olefinas em fase gasosa, por exemplo entre 50°C e 120°C. O processo pode ser realizado em pressões de operação entre 0,5 e 10 MPa, preferivelmente entre 1,5 e 6 MPa. Preferivelmente, os vários componentes catalisadores são alimentados à primeira zona de polimerização, em qualquer ponto da referida primeira zona de polimerização. No entanto, eles também podem ser alimentados em qualquer ponto da segunda zona de polimerização. Reguladores de peso molecular conhecidos na técnica, particularmente hidrogênio, podem ser usados para regular o peso molecular do polímero em crescimento.
Pelo uso dos meios descritos na WO00/02929 é possível prevenir total ou parcialmente que a mistura gasosa presente na zona de fluxo ascendente penetre em "downcomer"; em particular, isto é preferivelmente obtido introduzindo na zona de fluxo descendente uma mistura gasosa e/ou líquida tendo uma composição diferente da mistura gasosa presente na zona de fluxo ascendente. De acordo com uma modalidade particularmente vantajosa da presente invenção, a introdução em "downcomer" da referida mistura gasosa e/ou líquida tendo uma composição diferente da mistura gasosa presente na zona de fluxo ascendente é eficaz na prevenção da penetração dessa última mistura em "downcomer". Assim, é possível obter duas zonas de polimerização interconectadas tendo diferentes composições monoméri-cas e assim ser capaz de produzir polímeros com diferentes propriedades. A característica acima é particularmente importante para produção de copolímero de propileno da invenção, porque permite manter diferentes quantidades de etileno nas duas zonas que, por sua vez permite produzir na zona menos rica em etileno uma quantidade substancial da fração de copolímero de propileno insolúvel de xileno e na zona mais rica em etileno uma quantidade substancial da fração de copolímero de propileno solúvel de xileno.
Tipicamente, a zona de polimerização mais rica em etileno é a zona de fluxo ascendente onde a concentração molar de etileno (expressa como razão molar entre etileno e a quantidade molar total de monômeros), quando a composição de copolímero de propileno total é produzida no reator de polimerização de fase gasosa contendo as duas zonas de polimerização interconectadas, fica na faixa de 0,1 a 0,3 e preferivelmente de 0,12 a 0,20; em "downcomer", em virtude do efeito barreira provido pela alimentação gasosa e/ou líquida descrita acima, a composição da fase gasosa é menos rica em etileno e geralmente fica na faixa de 0,01-0,05 preferivelmente de 0,02 a 0,04. A razão entre o teor de etileno na zona de fluxo ascendente e o de "downcomer" é tipicamente superior a 5 e mais tipicamente superior a 6. Se um estágio adicional for realizado em um tipo diferente de reator é particularmente preferível realizá-lo em um reator de fase gasosa de leito fluidizado convencional. Preferivelmente este estágio é realizado como um segundo estágio. A mistura de polimerização é descarregada de "downcomer" para um separador gás-sólido, e subsequentemente alimentada ao reator de fase gasosa de leito fluidizado operando em condições convencionais de temperatura e pressão.
Cada estágio de polimerização é realizado na presença de um catalisador altamente estereoespecífico baseado em um composto de metal de transição. Preferivelmente, é um catalisador Ziegler-Natta heterogêneo. Os catalisadores Ziegler-Natta adequados para produção das composições de polímero de propileno da invenção incluem um componente catalisador sólido incluindo pelo menos um composto de titânio tendo pelo menos uma ligação titânio-halogênio e pelo menos um composto doador de elétrons (doador interno), ambos suportados em cloreto de magnésio. Os sistemas de catalisadores Ziegler-Natta compreendem adicionalmente um composto or-gano-alumínio como cocatalisador essencial e opcionalmente um composto doador de elétrons externo.
Sistemas catalisadores adequados são descritos nas patentes europeias EP45977, EP361494, EP728769, EP 1272533 e no pedido de patente internacional WOOO/63261.
Preferivelmente, o componente catalisador sólido inclui Mg, Ti, halogênio e um doador de elétrons selecionado entre succinatos de fórmula (I): (I) em que os radicais Ri e R2, iguais ou diferentes um do outro, são um grupo C1-C20 alquila linear ou ramificado, alquenila,cicloalquila, arilalquila ou alquilarila, opcionalmente contendo heteroátomos; os radicais R3 a R6 iguais ou diferentes um do outro, são hidrogênio ou um grupo C1-C 20 alquila linear ou ramificado, alquenila, cicloalquila, arila, arilalquila ou alquilarila, opcionalmente contendo heteroátomos, e os radicais R3 a R6 que estão ligados ao mesmo átomo de carbono podem se ligar um ao outro para formar um ciclo. R1 e R2 são preferivelmente grupos Ci-C8 alquila, cicloalquila, arila, arilalquila e alquilarila. Compostos particularmente preferidos são aqueles em que R1 e R2 são selecionados entre alquilas primárias e em particular entre alquilas primárias ramificadas. Exemplos de grupos R1 e R2 adequados são metila, etila, n-propila, n-butila, isobutila, neopentila, 2- etil-hexila. Particularmente preferidos são etila, isobutila, e neopentila.
Um dos grupos preferidos de compostos descritos pela fórmula (I) é aquele em que R3 a R5 são hidrogênio e Re é um radical alquila ramificado, cicloalquila, arila, arilalquila e alquilarila tendo de 3 a 10 átomos de carbono. Outro grupo preferido de compostos pertencente àqueles de fórmula (I) é aquele em que pelo menos dois radicais de R3 a R6 são diferentes de hidrogênio e são selecionados entre grupo C1-C20 alquila linear ou ramificado, alquenila, cicloalquila, arila, arilalquila ou alquilarila, opcionalmente contendo heteroátomos. Compostos particularmente preferidos são aqueles em que os dois radicais diferentes de hidrogênio são ligados ao mesmo átomo de carbono. Além disso, os compostos em que pelo menos dois radicais diferentes de hidrogênio são ligados a diferentes átomos de carbono, isto é, R3 e R5 ou R4 e R6 são particularmente preferidos. Um catalisador particularmente preferido compreende, além de Mg, Ti, e halogênio um doador de elétrons selecionado entre ésteres de ácidos ftálicos divulgados em EP45977 e em particular de ou di-isobutilftalato ou di-hexilftalato ou dietilftalato e misturas dos mesmos.
De acordo com um método preferido, o componente catalisador sólido pode ser preparado reagindo um composto de titânio de fórmula Ti(OR)n-yXy, onde n é a valência de titânio e y é um número entre 1 e n, pre- ferivelmente TiCl4, com um cloreto de magnésio derivado de um aduto de fórmula MgCl2.pROH, onde p é um número entre 0,1 e 6, preferivelmente de 2 a 3,5, e R é um radical hidrocarboneto tendo 1-18 átomos de carbono. O aduto pode ser adequadamente preparado em forma esférica misturando álcool e cloreto de magnésio na presença de um hidrocarboneto inerte imiscível com o aduto, operando em condições de agitação na temperatura de fusão do aduto (100-130°C). Então, a emulsão é rapidamente extinta, causando assim a solidificação do aduto em forma de partículas esféricas. Exemplos de adu-tos esféricos preparados de acordo com este procedimento são descritos na US 4 399 054 e US 4 469 648. O aduto assim obtido pode ser diretamente reagido com o composto de Ti ou pode ser previamente submetido à desal-coolação com controle térmico (80-130°C) de modo a obter um aduto em que o número de mols de álcool é geralmente inferior a 3, preferivelmente entre 0,1 e 2,5. A reação com o composto de Ti pode ser realizada suspendendo o aduto (desalcoolado ou em estado natural) em TiCl4 frio (geralmente 0°C); a mistura é aquecida até 80-130°C e mantida nesta temperatura por 0,5-2 horas. O tratamento com TiCl4 pode ser realizado uma ou mais vezes. O doador interno pode ser adicionado durante o tratamento com TiCl4 e o tratamento com o composto doador de elétrons pode ser repetido uma ou mais vezes. Geralmente, o succinato de fórmula (I) é usado em razão molar com relação ao MgCl2 de 0,01 a 1 preferivelmente de 0,05 a 0,5. A preparação de componentes catalisadores em forma esférica é descrita, por exemplo, no pedido de patente europeia EP-A-395083 e no pedido de patente internacional WO98/44001. Os componentes catalisadores sólidos obtidos de acordo com o método acima mostram uma área superficial (por método B.E.T.) geralmente entre 20 e 500 m2/g e preferivelmente entre 50 e 400 m2/g, e uma porosidade total (por método B.E.T.) superior a 0,2 cm/g preferivelmente entre 0,2 e 0,6 cm/g. A porosidade (método de Hg) devido a poros com raios de até 10000 angstrons fica geralmente na faixa de 0,3 a 1,5 cm3/g, preferivelmente de 0,45 a 1 cm3/g. O composto organo-alumí-nio é preferivelmente um alquil-Al selecionado entre compostos de trialquil alumínio como, por exemplo, trietilalumínio, tri-isobutilalumínio, tri- n-butilalumínio, tri-n- hexilalumínio, tri-n-octilalumínio. É também possível usar misturas de trialquilalumínios com halogenetos de alquilalumínio, hidre-tos de alquilalumínio ou sesquicloretos de alquilalumínio como AIEt2CI e A^EtaCh.
Compostos doadores de elétrons externos preferidos incluem compostos de silício, éteres, ésteres como 4- etoxibenzoato de etila, aminas, compostos heterocíclicos e particularmente 2,2,6,6-tetrametil piperidina, ce-tonas e os 1,3-diéteres. Outra classe de compostos doadores externos preferidos é aquela de compostos de silício de fórmula Ra5 Rb6Si(OR7)c, onde a e b são inteiros de 0 a 2, c é um inteiro de 1 a 3 e a soma (a+b+c) é 4; R5, R6 e R7 são radicais alquila, cicloalquila ou arila com 1-18 átomos de carbono opcionalmente contendo heteroátomos. Particularmente preferidos são me-tilciclo-hexildimetoxissilano, difenildimetoxissilano, metil-t-butildimetoxissila-no, diciclopentildimetoxissilano, 2-etilpiperidinil-2-t-butildimetoxissilano e 1,1, 1,trifluoropropiI-2 -etilpiperidinil-dimetoxissilano e 1,1,1 ,trifluoropropil-metil-dimetoxissilano. O composto doador de elétrons externo é usado em uma quantidade suficiente para fornecer uma razão molar entre o composto or-gano-alumínio e o referido composto doador de elétrons de 0,1 a 500. O sistema catalítico pode ser pré-contactado (pré -polimerizado) com pequenas quantidades de olefinas. O peso molecular da composição polimérica de propileno pode ser regulado usando reguladores conhecidos, como hidrogênio.
As composições de copolímero propileno podem, então, receber aditivos comumente empregados no campo das poliolefinas, como antioxi-dantes, estabilizantes de luz, agentes de nucleação, antiácidos, colorantes e cargas. A principal aplicação das composições poliméricas de propileno da invenção é a produção de filmes, particularmente filmes macios soprados para contato com alimentos e aplicações biomédicas, artigos extrudados como tubos e artigos moldados, particularmente itens moldados por injeção. Os artigos moldados por injeção compreendendo as composições poliméricas de propileno da invenção possuem boa flexibilidade e excelentes propriedades de impacto à baixa temperatura. Devido à baixa fração extraível por hexano das composições de poliolefina da invenção, os filmes e artigos moldados por injeção obtidos dos mesmos são particularmente adequados para aplicações alimentícias. Os seguintes exemplos são fornecidos para ilustrar e não limitar a presente invenção.
Exemplos Os dados dos materiais poliméricos foram obtidos de acordo com os seguintes métodos: Fração solúvel de xileno 2,5 g de polímero e 250 ml_ de o-xileno são introduzidos em um frasco de vidro equipado com um refrigerador e um agitador magnético. A temperatura é aumentada em 30 minutos até o ponto de ebulição do solvente. A solução assim obtida é, então, mantida em refluxo e agitada por mais 30 minutos. O frasco fechado é, então, mantido por 30 minutos em um banho de gelo e água e em um banho de água termostático a 25°C, também por 30 minutos. O sólido assim obtido é filtrado em papel de filtração rápida e o líquido filtrado é dividido em duas alíquotas de 100 ml. Uma alíquota de 100 ml do líquido filtrado é despejada em um recipiente de alumínio previamente pesado, que é aquecido em uma chapa de aquecimento sob um fluxo de nitrogênio, para remover o solvente por evaporação. O recipiente é, então, mantido em um forno a 80°C sob vácuo até ser obtido um peso constante. O resíduo é pesado para determinar a percentagem de polímero solúvel de xileno.
Teor de comonômero (C?) Por espectroscopia de IV. O teor de comonômero do componente B é determinado na fração “amorfa” precipitada do polímero. A fração “amorfa’ precipitada é obtida como se segue: a uma alíquota de 100 ml do líquido filtrado obtido como descrito acima, 200 ml de acetona são adicionados sob agitação vigorosa. A precipitação deve ser completa, evidenciada por uma separação solução-sólido clara . O sólido assim obtido é filtrado em uma tela metálica tarada e seco em um forno a vácuo a 70°C até ser alcançado um peso constante. Razão molar dos gases de alimentação Determinado por cromatografia gasosa Taxa de fluidez (MFR) Determinado de acordo com ISO 1133 (230°C, 2,16 Kg) Viscosidade intrínseca Determinada em tetra-hidronaftaleno a 135°C Módulo de flexão Determinado de acordo com ISO 178 Tensão de cedência e de ruptura Determinadas de acordo com ISO 527 Alongamento de cedência e de ruptura Determinados de acordo com ISO 527 Resistência a impacto IZOD
Determinada de acordo com ISO 180/1 A
Temperatura de transição de dúctil para frágil (Ductíle/Brittle) (D/B) De acordo com este método, a resistência a impacto biaxial é determinada através de impacto de um martelo automático computadorizado.
As amostras circulares de teste são obtidas por corte com um punção circular manual (38 mm de diâmetro). Elas são condicionadas por pelo menos 12 horas a 23°C e 50 RH e então postas em um banho termostático na temperatura de teste por 1 hora. A curva força-tempo é detectada durante impacto de um martelo (5,3 kg, punção hemisférico com diâmetro de 1,27 cm (7z”) em uma amostra circular apoiada sobre um suporte de anel. A máquina usada é uma CEAST 6758/000 modelo no. 2.
Temperatura de transição D/B é uma temperatura na qual 50% das amostras sofrem ruptura frágil quando submetidas ao teste de impacto acima mencionado.
As placas para medições de D/B, tendo dimensões de 127x127x1,5 mm são preparadas de acordo com o seguinte método. A prensa de injeção é uma Negri Bossi® (NB 90) com uma força de fechamento de 90 tons. O molde é uma placa retangular (127x127x1,5mm).
Os parâmetros de processo principais são reportados abaixo: contra-pressão (KPa/bar): 2000 (20) tempo de injeção (s): 3 pressão máxima de injeção (MPa): 14 pressão hidráulica da injeção (MPa): 6-3 primeira pressão de recalque (MPa): 4±2 primeiro tempo de residência (s): 3 segunda pressão de recalque (MPa): 3±2 segundo tempo de residência (s): 7 Tempo de resfriamento (s): 20 Temperatura do molde (°C): 60 A temperatura de fusão fica entre 220 e 280°C.
Extraível por hexano A fração extraível por hexano é determinada de acordo com método FDA modificado (registro federal, título 21, Capítulo 1, parte 177, seção 1520, s. Anexo B) no polímero conformado em placa ou filme de 100 μιτι de espessura. A placa é preparada por moldagem por compressão, enquanto o filme é preparado por extrusão.
Temperatura de fusão, entalpia de fusão e temperatura de cristalização Determinadas por DSC com uma variação de temperatura de 20°C por minuto Exemplos 1-5 O catalisador Ziegler-Natta foi preparado de acordo com o E-xemplo 5, linhas 48-55 da Patente Européia EP728769. Trietilalumínio (TE-AL) foi usado como cocatalisador e diciclopentildimetoxissilano como doador externo, com razões em peso indicadas na Tabela 1.
As composições de copolímero de propileno dos exemplos foram preparadas em um único reator de polimerização de fase gasosa incluindo duas zonas de polimerização conectadas, uma zona de fluxo ascendente e uma zona de fluxo descendente, como descrito na Patente Européia EP782587 e WO00/02929. Trietilalumínio (TEAI) foi usado como cocatalisador e diciclopentildimetoxissilano como doador externo, com as razões em peso indicadas na Tabela 1. As condições de operação são indicadas na Tabela 1.
As partículas poliméricas que deixam a etapa de polimerização foram submetidas a um tratamento de vapor para remover os monômeros não reagidos e secar.
As composições poliméricas de propileno foram adicionadas aos aditivos indicados na Tabela 2 e foram extrudadas em uma extrusora de dupla rosca Berstorff (L/D=33) com as seguintes condições de operação: Temperatura da seção de alimentação : 190-210°C
Temperatura de fusão: 240°C
Temperatura da seção da matriz: 230°C
Vazão: 16 Kg/h Velocidade rotacional: 250 rpm As propriedades medidas nas amostras são apresentadas na Tabela 2.
Tabela 1 Tabela 2_______________________________________________________________ ΑΌ. Β215 -2:1 mistura de Irgafos 168 e Irganox 1010 CaSt estearato de cálcio REIVINDICAÇÕES

Claims (8)

1. Composição polimérica de propileno, caracterizada pelo fato de que tem um módulo de flexão inferior a 500 MPa, um teor total de etileno de 9 a 30% em peso, uma fração solúvel em xileno em temperatura ambiente superior a 25% em peso, uma temperatura de fusão medida por DSC (Tm°C) de 130 a 150°C e uma razão entre o peso da fração solúvel em xileno a 25°C e a fração solúvel em hexano determinada em placa (100 μm) superior a 4.
2. Composição polimérica de propileno de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que a fração solúvel em xileno é superior a 30% em peso.
3. Composição polimérica de propileno de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o Módulo de Flexão é inferior a 450 MPa.
4. Composição polimérica de propileno de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o teor total de etileno é superior a 10%.
5. Composição polimérica de propileno da reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que tem extratibilidade em hexano determinada em filme (100 μm) inferior a 6% em peso.
6. Composição polimérica de propileno de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que tem extratibilidade em hexano determinada em placa inferior a 7% em peso.
7. Composição polimérica de propileno de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que tem uma resistência a impacto (0°C) de 10 a 40 KJ/m2.
8. Composição polimérica de propileno de acordo com reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que a razão entre o peso da fração solúvel em xileno a 25°C e a fração solúvel em hexano determinada em placa é superior a 5.
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