BRPI0814531B1 - Processo de preparo de composições pulverulentas estáveis - Google Patents

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Description

(54) Título: PROCESSO DE PREPARO DE COMPOSIÇÕES PULVERULENTAS ESTÁVEIS (51) Int.CI.: A23K 10/18; A23K 20/163; A23K 20/179; A23K 20/189; A23K 20/195; A23K 40/10; A23K 40/30; A61K 9/16; A61K 9/50; A61K 47/36; A61K 47/38 (52) CPC: A61K 9/1652,A23K 10/18,A23K 20/163,A23K 20/179,A23K 20/189,A23K 20/195,A23K 40/10, A23K 40/30,A61K 9/1694 (30) Prioridade Unionista: 20/07/2007 FR 0705307 (73) Titular(es): INNOVIA (72) Inventor(es): PIERRE BUISSON
Relatório Descritivo da Patente de Invenção: “PROCESSO DE PREPARO DE COMPOSIÇÕES PULVERULENTAS ESTÁVEIS”
A invenção se refere a um novo processo de preparo de composições pulverulentas estáveis. Em particular, a invenção se refere a um novo processo de preparo de composições pulverulentas, comportando uma substância sensível, notadamente à temperatura e/ou à pressão e/ou à umidade relativa.
As substâncias sensíveis são freqüentemente substâncias ativas utilizadas em farmacologia ou em composições utilizadas em diferentes domínios, tais como a alimentação humana ou animal, os detergentes, etc. A título de exemplo, podem-se citar as proteínas, notadamente as enzimas, as vitaminas, as bactérias, os lêvedos, os antioxidantes, os carotenóides, os óleos essenciais ou ainda substâncias farmacologicamente ativas, tais como os antibióticos.
Todavia, quando do preparo dessas composições e notadamente quando das operações de granulação, as substâncias são submetidas a numerosos esforços. Com efeito, a característica principal das máquinas que realizam essas operações é de obrigar as matérias que constituem a composição final a passar através de uma fieira que apresenta perfurações de diferentes tamanhos, criando assim um cisalhamento importante que leva a uma elevação em temperatura da matéria com núcleo. Alem disso, para facilitar essa passagem, é classicamente efetuado um pré-aquecimento da matéria e do vapor de água é também acrescentada para fornecer uma coesão. Esses diferentes esforços de temperatura, de pressão e de umidade podem ser prejudiciais para substâncias sensíveis, que podem então perder uma parte de sua atividade, quando dessas operações.
Para resolver esses problemas, diferentes soluções puderam ser propostas pelo passado.
Assim, a patente EP 0 569 468 propõe um método de preparo de granulados contendo uma(s) enzima(s) destinada(s) à alimentação animal e que são revestidas com uma gordura ou uma cera, apresentando um ponto de fusão elevado, a fim de aumentar a resistência às condições de granulação. Todavia, esse revestimento apresenta a desvantagem de gastar um tempo de dissolução longo dos granulados, o que diminui a biodisponibilidade das enzimas para o animal.
Da mesma forma, o pedido WO 00/47-60 descreve um processo de preparo de granulados contendo uma(s) enzima(s) revestida(s) com o polietileno glicol. Esse revestimento permite então aumentar a estabilidade das enzimas, quando de uma etapa de granulação, mas unicamente em presença de aditivos, tais como sais inorgânicos hidro-solúveis (por exemplo, ZnSO4) ou ainda a ter-halose. Esses aditivos não representam necessariamente um interesse para a utilização considerada desses granulados e apenas aumentam o custo.
Um método de preparo de granulados contendo uma(s) enzima(s) revestida(s) com uma poliolefina foi também desenvolvido no pedido WO 03/0-59087, notadamente para uma utilização no domínio da alimentação animal. O revestimento utilizado permite então aumentar a estabilidade da(s) enzima(s), quando das etapas de granulação notadamente. Todavia, isto necessita da utilização de derivados poliméricos que não são necessários à alimentação do animal e que aumentam o custo de fabricação dos granulados.
O Pedido W02005/074707 descreve formulações estabilizadas de fosfatase, o agente de estabilização ío sendo escolhido exclusivamente dentre o Agar-agar, o alginato, a carragenina, o furceleran, a goma ghatti, a goma adragante, a goma karia, a goma do guaraná, a goma de caroba, a goma de tamarinfo, a arabinogalactano, e a goma xantano. Essas formulações podem ser revestidas por polímeros notadamente escolhidos dentre os derivados celulósicos tendo um peso molecular compreendido entre 6000 e 8000. Esse pedido continua silencioso sobre a viscosidade dos produtos utilizados.
O pedido EP 0600775 descreve princípios ativos estabilizados por revestimento. A composição de revestimento compreendendo um agente filmógeno que podendo ser um derivado celulósico como o acetato de celulose, a etil celulose ou a metil celulose e um agente porógeno que permite uma destruição rápida dessa composição de revestimento, constituindo pontos de acesso preferenciais aos fluidos biológicos.
O pedido W003/059086 descreve uma formulação de grânulo e seu modo de preparo. Todavia, nenhuma informação é dada sobre a viscosidade dos produtos utilizados.
Um dos aspectos da invenção é, portanto, propor um novo processo de preparo de composições pulverulentas contendo pelo menos uma substância sensível que possa resistir a condições de temperaturas, de pressão e de umidade relativa elevadas e que seja estável; durante o transporte e a estocagem, esse processo sendo fácil de aplicar e pouco oneroso.
A presente invenção tem mais especialmente por objeto a utilização de pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s'1, para impedir substancialmente a degradação de uma substância sensível a temperaturas de 20 °C a 100 °C e a pressões de 106 a 107 Pa e/ou a uma umidade relativa de 60 % a 100 % contida em uma composição pulverulenta, essa composição pulverulenta contendo partículas que compreendem:
- um núcleo contendo essa substância e pelo menos um composto viscoso como agente de impregnação da substância sensível; e
- um revestimento do núcleo, revestimento esse que contém pelo menos um composto viscoso, como agente de enviscação.
Os compostos viscosos utilizados na presente invenção apresentam o interesse de serem quase hidrófobos, quando são submetidos a pressões elevadas, que são da ordem de
7 a 10 Pa, mas encontram todas as suas propriedades de solubilidade, quando recolocados em solução. Isto permite assim proteger as substâncias sensíveis, quando do preparo de granulados por uma etapa de granulação, garantindo na seqüência uma boa biodisponibilidade das substâncias sensíveis, graças a tempos curtos de dissolução das partículas da composição pulverulenta. Todavia, quando as composições pulverulenta são destinadas à alimentação animal, a substância sensível, que é também o princípio ativo, será liberada diretamente no trato digestivo do animal.
Por “granulação”, entende-se uma etapa que permite o preparo de granulados que se apresentam sob a forma de cilindros de 1 a 10 mm de diâmetro e de 1 a 5 cm de comprimento por passagem em uma fíeira. Essa etapa é caracterizada por problemas de temperatura e pressões elevadas e de cisalhamento, assim como pela presença de vapor de água, esses problemas podendo deteriorar substâncias sensíveis.
As medidas de viscosidade são realizadas com o auxílio de um viscosímetros BROOKFIELD modelo LVDV-E equipado com sistema de cilindro coaxial, com o auxílio dos móveis n° 18 ou 31, conforme as viscosidades, em uma câmara de medida à temperatura controlada com o auxílio de um banho termostatado. Essas medidas são feitas a 20 °C para soluções aquosas a 10 % de extrato seco do composto viscoso, a diferentes velocidades de rotação dos móveis de 10 a 100 rpm. Os valores de viscosidade retidos são os valores obtidos às velocidades de rotação as mais elevadas, integrando os valores limites do binário torção (80 % máximo) do aparelho.
De forma vantajosa, o composto viscoso é escolhido dentre as gomas vegetais ou oriundas de fermentação, as bases amilaçadas, as quitinas ou os derivados celulósicos, tais como a carbóxi metil celulose (CMC), a metil celulose, a etil celulose, a propil celulose, a hidroxi metil celulose, a hidroxi etil celulose, a hidroxi propil celulose, a hidroxi propil metil celulose, a etil a hidroxi etil celulose, ou a celulose microcristalina.
ío Em um modo de realização particularmente vantajoso da presente invenção, o composto viscosos é a carbóxi metil celulose (CMC). Esse composto fornece uma proteção da substância sensível em condições de calor e de pressão, o que o toma quase insolúvel, quando recolocado em solução, ele se hidrata e se toma de novo biodisponível.
Por “substância sensível”, entende-se qualquer substância que é capaz de perder uma parte ou a totalidade de sua atividade, quando ela é submetida a temperaturas e/ou a pressões e/ou a uma umidade relativa elevadas. Esses problemas podem ser encontrados notadamente quando do preparo de composições contendo essa substância, e mais particularmente quando das etapas de granulação. Essa substância pode ser notadamente uma mistura de substâncias sensíveis.
Por “degradação”, entende-se qualquer
5 transformação dessa substância sensível que a acarreta uma perda de atividade, parcial ou total, quer isto seja por desnaturação dessa substância ou por mudança das proporções em uma composição comportando várias Substâncias, determinadas sendo notadamente voláteis (por exemplo, no caso de um óleo essencial).
A substância sensível pode ser notadamente escolhida dentre as proteínas, notadamente as enzimas, as vitaminas, as bactérias, os lêvedos, os antioxidantes, os carotenóides, os óleos essenciais, ou substâncias farmacologicamente ativas, tais como os antibióticos.
A título de exemplo, podem-se citar as enzimas, a Superoxidismutase, para as vitaminas, a Riboflavina ou o ácido ascórbico, para as bactérias, os lactobacilos, para os lêvedos, saccharomyces cerevisiae, para os antioxidantes, os polifenóis, ou a vitamina E, para os carotenóides, a lute’;ina, a astaxantina, o is licopeno, a xantofila, ou os carotenos, para os óleos essenciais naturais, aqueles oriundos do alho, do tio ou da romã e para os antibióticos, a amoxicilina ou a tilosina.
Essa substância sensível pode ser utilizada, em particular, no domínio da alimentação animal ou humana, no domínio farmacêutico ou veterinário, no domingo dos detergentes, dos produtos de limpeza e de lavagem, notadamente as roupas.
Por “composição pulverulenta”, designam-se os pós que comportam partículas que apresentam uma granulometria média de 30 a 3000 pm em média.
As partículas da composição pulverulenta compreendem duas partes bem distintas: um núcleo e um revestimento desse núcleo que forma uma película protetora. O núcleo é constituído da substância sensível e de pelo menos um composto viscoso que serve de agente de impregnação. O revestimento contém pelo menos um composto viscoso que serve de agente de enviscação. O composto viscoso intervém, portanto, em dois níveis, já que ele está presente ao mesmo tempo no r
núcleo eno revestimento.E possível utilizar dois compostos viscosos diferentes, um contido no núcleo e o outro no revestimento.
O composto viscoso utilizado como agente de impregnação permite assegurar uma mistura homogênea sem separação dos elementos constitutivos da composição,ligando todos os grãos entre si.
O composto viscoso utilizado como agente de enviscação permite realizar a proteção definitiva. Assim, quando de uma etapa degranulação, ele assegura, por um lado, uma proteção contra as condições de umidade e de temperatura elevadas encontradas quando da colocação em temperatura da composição com o auxílio de vapor d’água, quando da mistura com o alimento e, por outro lado, uma proteção contra as condições de pressão elevada e de cisalhamento encontradas quando da passagem em fieira.
Deforma vantajosa, o núcleo das partículas dessa composição pulverulenta contém pelo menos um suporte dessa substância sensível.
Com efeito, o suporte por sua natureza absorvente é uma matéria escolhida como estando já no estado seco. Ele protege a substância sensível por estabilização da atividade da água, quando o suporte está em contato com a substância sensível sob a forma líquida, pulverizada, quando de fases de secagem.
Esse suporte pode ser, em particular, o amido, as farinhas, notadamente o trigo, o milho, a mandioca ou o arroz, o talco, a polpa de beterraba, a maltodextrina, os sais, tais como carbonato de cálcio, ou resíduos de milho.
De forma vantajosa, o agente de impregnação e ao agente de enviscação são idênticos.
O composto viscoso tem, todavia, funções bem diferentes se for utilizado como agente de impregnação ou como agente enviscação, como já enunciado acima, mesmo que se trate do mesmo composto.
Em um modo de realização particularmente vantajoso, o agente de impregnação e o agente de enviscação compreendem ou são constituídos pela carbóxi metil celulose (CMC).
Em um modo de realização particular, a substância sensível representa de 5 a 40 %, preferencialmente de a 30 % de extrato seco da composição pulverulenta, o suporte representa de 10 a 60 %, preferenciaimente de 20 a 50 % de extrato seco da composição pulverulenta, o agente de i8mpregnação representa de 5 a 40 % preferenciaimente de 10 a 30 % de extrato seco da composição pulverulenta e o agente de enviscação representa de 5 a 30 %, preferenciaimente de 10 a 20 % de extrato seco da composição pulverulenta.
Em um outro modo de realização particular, a substância sensível é constituída por uma mistura de enzimas constituída principalmente de β-glucanas, de xilanase e de celulase, o suporte é constituído pela farinha de trigo, pelo agente de impregnação e pelo agente de enviscação são constituídos pela carbóxi metil celulose (CMC).
A presente invenção se refere também a uma composição pulverulenta estável, contendo partículas que compreendem:
- um núcleo contendo pelo menos uma substância sensível a temperaturas de 20 a 100 °C e/ou a pressões de 106 a 107 Pa e/ou a uma umidade relativa de 60 % a 100 % e pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s1 como agente de impregnação da substância sensível; e
- um revestimento do núcleo, o qual contém pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s’1 como agente de enviscação.
A substância sensível não pode ser uma enzima destinada à alimentação de animais não humanos.
Por “composição pulverulenta estável”, designam-se composições nas quais a substância sensível sofre menos de 20 % de degradação, quando essa composições pulverulenta é submetida a temperaturas compreendidas de 60 a 100 °C e/ou a pressões compreendidas de 2.106 a 107 Pa e/ou a uma umidade relativa de 60 % a 100 %.
De forma vantajosa, o composto viscoso é escolhido dentre as gomas vegetais ou oriundas de fermentação, as bases amiláceas, as quitinas ou os derivados celulósicos, tais como a carbóxi metil celulose (CMC), a metil celulose, a etil celulose, a propil celulose, a hidróxi metil celulose, a hidróxi etil celulose, a hidróxi propil celulose, a hidróxi propil metil celulose, a etil a hidróxi etil celulose, ou a celulose microcristalina.
De forma partículas vantajosa, o composto viscoso é a carbóxi metil celulose (CMC).
A substância sensível pode ser notadamente escolhido dentre as proteínas as vitaminas, as bactérias, os lêvedos, os antioxidantes, os carotenóides, os óleos essenciais ou substância s farmacologicamente ativas, tais como os antibióticos.
Em um modo de realização vantajoso, o núcleo contem pelo menos um suporte da substância sensível.
Esse suporte pode ser escolhido em particular dentre o o amido, as farinhas, notadamente o trigo, o milho, a mandioca ou o arroz, o talco, a polpa de beterraba, a maltodextrina, os sais, tais como carbonato de cálcio, ou os resíduos de milho.
Em um modo de realização vantajoso, o agente de impregnação e o agente de enviscação da idênticos.
De forma particularmente vantajosa, o agente de impregnação e o agente de enviscação compreendem ou são constituídos pela carbóxi metil celulose (CMC).
Em um modo de realização particular, a composição pulverulenta é constituída de: 5 a 40 %, preferencialmente 10 a 30 % em extrato seco de uma substância sensível, 10 a 60 %, preferencialmente 20 a 50 % em extrato seco de um suporte, 5 a 40 %, preferencialmente 10 a 30 % em extrato seco de uma gente de impregnação e 5 a 30 %, preferencialmente 10 a 10 % em extrato seco de um agente de enviscação.
A presente invenção se refere também a um processo de preparo de uma composição pulverulenta estável, contendo partículas, que compreendem:
- um núcleo contendo pelo menos uma substância sensível a temperaturas de 20 a 100 °C e/ou a pressões de 10 a 10 Pa e/ou a uma umidade relativa de 60 % a 100 % e pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s'1 como agente de impregnação da substância sensível; e
- um revestimento do núcleo, o qual contém pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s'1 como agente de enviscação, esse processo compreendendo:
- uma etapa de microgranulação de uma mistura dessa substância sensível e desse agente de impregnação para se obter o núcleo; e
- uma etapa de revestimento desse núcleo por 5 esse agente de enviscação
A presente invenção se refere também a um processo de preparo de uma composição pulverulenta estável contendo partículas que compreendem:
- um núcleo contendo pelo menos uma 10 substância sensível a temperaturas de 20 a 100 °C e/ou a pressões /r *7 de 10 a 10 Pa e/ou a uma umidade relativa de 60 % a 100 % e pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s_1 como agente de impregnação da substância sensível; e
- um revestimento do núcleo, o qual contém is pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5
Pa.s_1 como agente de enviscação, esse processo compreendendo:
- uma etapa de microgranulação de uma mistura dessa substância sensível e desse agente de impregnação para se obter o núcleo; e
- uma etapa de revestimento desse núcleo por esse agente de enviscação.
Quando desse processo de preparo da composição pulverulenta estável, o núcleo das partículas dessa composição pulverulenta é obtido a partir de uma mistura de três ingredientes, a substância sensível, um suporte e o agente de impregnação, por uma etapa de microgranulação. O núcleo das partículas é então revestido com o agente de enviscação para formar uma película protetora em tomo da partícula e assim proteger a substância sensível dos futuros problemas que deverá sofrer, notadamente quando da formação de granulados nas prensas para granular. Isto permite também preservá-la quando do transporte ou da estocagem.
A combinação da escolha do agente de impregnação e do agente de enviscação, assim como da tecnologia aplicada faz com que a composição pulverulenta estável obtida se componha de partículas enviscadas de uma película protetora lhe conferem propriedades novas. Em particular, a composições pulverulenta tem propriedades hidrófobas e a substância sensível contida nessa composição se toma resistente à temperatura e à pressão e continua estável, quando do transporte ou da estocagem. Todavia, a composição pulverulenta se hidrata de novo e se toma de novo portanto biodisponível, quando ela é recolocada em solução.
A etapa de microgranulação poderá ser feita a partir de uma mistura dessa substância sensível e desse suporte previamente co-secados e da totalidade do agente de impregnação.
Quando desse processo, a substância sensível e o suporte previamente co-secados se apresentam sob a forma de um produto total homogêneo, com um tamanho de partículas e uma dispersão controladas, apto a ser misturado com o agente de impregnação.
A etapa de microgranulação poderá também ser feita a partir de uma mistura dessa substância sensível, desse suporte e da totalidade do agente de impregnação previamente cosecados.
Esse método permite vantajosamente dispor em direto de um produto perfeitamente homogêneo, reduzindo uma etapa onerosa de mistura.
A etapa de microgranulação poderá ainda ser feita a partir de uma mistura dessa substância sensível, desse suporte e de uma parte do agente de impregnação previamente cosecados e do resto doa gente de impregnação.
Esse método da um pó intermediário, cujos tamanhos de partículas são controlados com uma dispersão reduzida. A maior parte do agente de impregnação já está presente, bastando então completar com o resto do agente de impregnação para acionar a fase seguinte.
Em um modo de realização particular, esse processo compreende uma etapa de co-secagem, antes da etapa de microgranulação, de uma mistura contendo a substância sensível, o suporte da substância sensível e eventualmente todo ou parte do agente de impregnação, a co-secagem sendo feita a uma temperatura de ar de saída inferior a 60 °C e a uma temperatura de pó inferior a 45 °C.
Em um modo de realização preferido do processo da invenção, a substância sensível será utilizada sob a forma líquida e o suporte sob a forma seca.
Em um outro modo de realização particular, esse processo compreende:
- uma etapa de co-secagem de uma mistura contendo a substância sensível e pelo menos um suporte da substância sensível, a co-secagem sendo feita a uma temperatura de ar de saída inferior a 60 °C e a uma temperatura de pós, inferior a 45 °C, para se obter um pó homogêneo intermediário;
- uma etapa de microgranulação do pó homogêneo intermediário com o agente de impregnação para se obter um pó microgranulado densificado constituído de partículas não revestidas correspondendo a esse mencionado núcleo.
Em um modo de realização preferido do processo da invenção, a substância sensível será utilizada sob a forma líquida, o suporte sob a forma seca e o agente de impregnação sob a forma sólida.
A etapa de co-secagem é realizada à baixa temperatura, o que permite uma retenção a mais de 95 % da substância sensível e leva à obtenção de um pó homogêneo, cuja granulometria media medida pelo D(v, 0,5) pode ser regulada de 50 a 250 pm.
O pó homogêneo intermediário contém então de a 100 %, notadamente de 40 a 65 %, em particular 55 % de substância sensível em extrato seco.
A umidade final do pó homogêneo intermediário varia de 0 % a notadamente de 5 a 12 % e a atividade da água é inferior a 0,6 para evitar qualquer crescimento de microorganismos.
A etapa de microgranulação é geralmente realizada a uma temperatura máxima de 45 °C para não deteriorar a substância sensível e a um teor em água determinado, seja proximidades de 5 a 20 % de água acrescentado por extrato seco total utilizado e preferencialmente 10 %, para que a impregnação e a consistência do produto seja atingida, e isto controlando a homogeneidade particular e seguindo uma taxa de umidade e por um controle visual com o auxílio de uma lupa binocular ou por análise de imagem.
O pó densificado é caracterizado pelo fato de se observar uma mudança de estado do produto, na partida sob a forma de pó, devido a agregação das partículas umas com as outras, o isto exatamente antes de se obter a consistência de um produto pastoso, o que é controlado, seja pela temperatura que se eleva de maneira muito rápida, seja pela medida de amperagem do motor principal do microgranulador.
O pó densificado obtido tem então uma granulometria média medida pelo D(v,o,5) de 100 a 200 pm e um teor em, água de 5 a 10 %.
Esse pós densificado é constituído de 5 a 50 %, de preferência de 10 a 35 %, de substância sensível em extrato seco, delO a 70 %, de preferência de 20 a 60 %, de suporte em extrato seco e de 5 a 50 %, de preferência de 10 a 30 %, de agente de impregnação.
Em um modo de realização particular, o processo da invenção de preparo da composição pulverulenta compreende:
///
- uma etapa de co-secagem de uma mistura contendo a substância sensível e pelo menos um suporte da substância sensível, a co-secagem sendo feita a uma temperatura de ar de saída inferior a 60 °C e a uma temperatura de pó inferior a 45 °C, para se obter um pó homogêneo intermediário;
- uma etapa de microgranulação do pó homogêneo intermediário com o agente de impregnação para se obter um pó microgranulado densificado constituído de partículas não revestidas correspondentes a esse núcleo;
- um revestimento do núcleo, o qual contém pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s1 como agente de enviscação,
- uma etapa de revestimento das partículas não revestidas do pó microgranulado densificado com o agente de enviscação, para se obter um pó revestido.
Em um modo de realização preferido do processo da invenção, a substância sensível será utilizada sob a forma líquida, o suporte sob a forma seca, o agente de impregnação sob a forma sólida e o agente de enviscação sob a forma líquida, no em solução na água.
Quando da etapa de revestimento, a taxa de depósito de agente de enviscação em tomo do núcleo das partículas depende da granulometria final desejada da composição pulverulenta estável. Ela varia notadamente de 5 a 30 %, de preferência de 10 a 20 % de extrato seco da composição pulverulenta.
O agente de enviscação é depositado notadamente sob a forma líquida, a partir de uma solução de 4 a 10 % em extrato seco na água. A solução contendo o agente de enviscação é tal que ela apresenta uma viscosidade compatível com uma pulverização, permitindo o revestimento do pó densificado grão a grão, sem agregação das partículas entre elas.
O pó revestido obtido tem uma granulometria média medida pelo D(v,o,5) de 300 a 400 pm e um teor em água de 5 a 12 %.
O pó revestido é constituído de 5 a 40 %, preferencialmente de 10 a 30 % de substância sensível em extrato seco, de 10 a 60 %, preferencialmente de 20 a 50 % de suporte em extrato, de 5 a 40 % preferencialmente de 10 a 30 %, de agente de impregnação em extrato seco e de 5 a 30 %, preferencialmente de 10 a 20 % de agente de enviscação em extrato seco.
Em um outro modo de realização particular da invenção, o processo compreende:
- uma etapa de co-secagem de uma mistura contendo a substância sensível e pelo menos um suporte da substância sensível, a co-secagem sendo feita a uma temperatura de ar de saída inferior a 60 °C e a uma temperatura de pó inferior a 45 °C, para se obter um pó homogêneo intermediário;
- uma etapa de microgranulação do pó homogêneo intermediário com o agente de impregnação para se obter um pó microgranulado densificado constituído de partículas não revestidas correspondentes a esse núcleo;
- eventualmente uma etapa de secagem à baixa temperatura do pó microgranulado densificado a uma temperatura inferior a 45 °C, para se obter um pó microgranulado densificado secado;
- eventualmente, uma etapa de peneiramento paras e obter um pó microgranulado densificado peneirado;
- uma etapa de revestimento das partículas não revestidas do pó microgranulado densificado eventualmente secado e eventualmente peneirado, com o agente de enviscação para se obter um pó revestido;
- uma etapa de secagem do pó revestido para se obter uma composição pulverulenta estável.
Por secagem à baixa temperatura, designa-se uma etapa de secagem na qual a temperatura não excede 45 °C.
Essa etapa de secagem é feita após a etapa de microgranulação, se o pó densificado obtido após essa etapa de microgranulação apresentar um teor em água superior a 10 % e a fim de se obter um teor em água inferior a 9 %, e, de preferência, inferior a 7 %.
A etapa de peneiramento é efetuada após a etapa de microgranulação, a fim de dispor de partículas de tamanho equivalente antes do revestimento.
O pó microgranulado densificado eventualmente secado e eventualmente peneirado obtido antes da etapa de revestimento tem então uma granulometria média medida pelo D(v,o,5) de 100 a 200 pm e um teor em água de 10 % no máximo.
A etapa de secagem efetuada após a etapa de revestimento é realizada à baixa temperatura, isto é, a uma temperatura máxima de 45 °C no núcleo, em condições que respeitam a substância sensível e permite obter uma composição pulverulenta estável, tendo um teor em água inferior a 10 % e, de preferência, inferior a 8 %.
A granulometria da composição pulverulenta estável está principalmente compreendida na faixa de 100 a 500 pm.
A composição pulverulenta estável assim obtida pode ser diretamente comercializada como matéria-prima para ser introduzida notadamente em granulados para fins de alimentação animal, pois esse tamanho particular é aquele que evita qualquer separação nos produtos formulados destinados à alimentação animal.
De forma vantajosa, o composto viscoso é escolhido dentre as gomas vegetais ou oriundas de fermentação, as bases amiláceas, as quitinas ou os derivados celulósicos, tais como a carbóxi metil celulose (CMC), a metil celulose, a etil celulose, a propil celulose, a hidróxi metil celulose, a hidróxi etil celulose, a hidróxi propil celulose, a hidróxi propil metil celulose, a etil a hidróxi etil celulose, ou a celulose microcristalina.
De forma particularmente vantajosa, o composto viscoso será a carbóxi metil celulose (CMC).
A substância sensível pode ser notadamente escolhida dentre as proteínas, notadamente as enzimas, as vitaminas, as bactérias, os lêvedos, os antioxidantes, os carotenóides, os óleos essenciais ou ainda substâncias farmacologicamente ativas, tais como os antibióticos.
O suporte da substância sensível pode ser em particular escolhido dentre o amido, as farinhas, notadamente o trigo, o milho, a mandioca ou o arroz, o talco, a polpa de beterraba, a maltodextrina, os sais, tais como carbonato de cálcio, ou resíduos de milho.
Em um modo de realização vantajoso, o agente de impregnação e o agente de enviscação são idênticos.
De forma particularmente vantajosa, o agente de impregnação e o agente de enviscação compreendem ou são constituídos pela carbóxi metil celulose (CMC).
Esse processo é então mais atraente economicamente, por um lado, porque a CMC não é cara e, por outro lado, porque esse processo permite obter uma resistência aumentada à temperatura e à pressão para uma taxa de CMC (utilizada como agente de impregnação e de enviscação) podendo ser reduzida a 35 %, até mesmo até 25 % em extrato seco de composição pulverulenta final (enquanto é classicamente de 55 %).
Em um modo de realização particular, a substância sensível representa de 5 a 40 %, preferencialmente de 10 a 30 % de extrato seco da composição pulverulenta, o suporte representa de 10 a 60 %, preferencialmente de 20 a 50 % de extrato seco da composição pulverulenta, o agente de impregnação representa de 5 a 40 % preferencialmente de 10 a 30 % de extrato seco da composição pulverulenta e o agente de enviscação representa de 5 a 30 %, preferencialmente de 10 a 20 % de extrato seco da composição pulverulenta.
A presente invenção se refere também a uma composição pulverulenta obtida por um processo da invenção, tal como definido acima.
A presente invenção se refere também a uma composição farmacêutica, compreendendo, como substância ativa, uma composição pulverulenta estável contendo partículas que compreendem:
- um núcleo contendo pelo menos uma substância sensível a temperaturas de 20 a 100 °C e/ou a pressões de 10 a 10 Pa e/ou a uma umidade relativa de 60 % a 100 % e pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s'1 como agente de impregnação da substância sensível; e
- um revestimento do núcleo, o qual contém pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5
Pa.s’1 como agente de enviscação, na qual a substância sensível possui pelo menos %, notadamente pelo menos 90 % de sua atividade inicial em associação com um veículo farmaceuticamente aceitável.
Essa composição farmacêutica pode notadamente ser destinada ao animal.
A presente invenção se refere também a uma composição alimentícia que compreende uma composição pulverulenta estável, tal como definida na presente invenção, na qual a substância sensível possui pelo menos 80 %, notadamente pelo menos 90 % de sua atividade inicial, e não é uma enzima destinada à alimentação de animais não humanos, e pelo menos um produto alimentício.
Essa composição alimentícia pode notadamente ser destinada ao animal.
Essa composição alimentícia pode, além disso, ser caracterizada pelo fato de se apresentar sob a forma de pellets ou de granulados.
A ímã se refere também a um processo de preparo de composições alimentícias, compreendendo uma composição pulverulenta estável, tal como definida na presente invenção, e pelo menos um produto alimentício, esse processo compreendendo uma etapa de compressão úmida, notadamente a % de umidade, com uma pressão aplicada de 2.106 a 107 Pa, de uma mistura da composição pulverulenta estável com o produto alimentício.
Em um modo de realização particular, a etapa de co-secagem mencionada acima é realizada em contínuo, notadamente sobre um volta de secagem por atomização e/ou camada fluidizada.
A substância sensível e introduzida, quando dessa etapa, por bocais dispostos em tomo da chegada do suporte seco ou por um bastão central de injeção, ou um misturador dinâmico de tipo Shugi® ou Bepex® (comercializadas pela sociedade HOSOKAWA) sobre rotações industriais.
A etapa de co-secagem pode ser realizada em particular em contínuo por pulverização da substância sensível sob a forma de um aerosol mono dispersado, diretamente sobre o pó suporte por um dispositivo apropriado, permitindo dessa forma melhor eficácia e a obtenção de partículas perfeitamente homogêneas.
Em um modo de realização particular,a etapa de microgranulação mencionada acima é feita por microgranulação úmida e cisalhamento, notadamente sobre camada fluidizada.
Essa etapa consiste notadamente em uma impregnação do pó homogêneo intermediário com o agente de impregnação e uma densificação em descontínuo em misturado estático ou em contínuo, por exemplo, um misturador dinâmico
Shugi ® ou Bepex ® (comercializado pela sociedade
HOSOKAWA) por um dispositivo rotativo como um misturador rápido para produtos úmidos e pastosos (cutter) ou um granulador úmido utilizado em farmácia DIOSNA ®, TURBOSPHERE ® ou GLATT ® (comercializados pelas sociedade DIOSNA, Pierre GUERIN e GLATT, respectivamente) equipado com um sistema de pulverização adaptado.
Em um modo de realização preferido da invenção, a etapa de microgranulação mencionada acima é realizada em contínuo por umedecimento com um aerosol monodispersado, permitindo dessa forma melhor eficácia e a obtenção de partículas homogêneas.
Em um modo de realização particular, a etapa de secagem à baixa temperatura mencionada acima é realizada seja em camada fluidizada descontínua, seja diretamente, caso a etapa de impregnação seja realizada em contínuo, seja sobre rotação de secagem, utilizando os dispositivos de co-secagem por tubo ou shugi.
Em um modo de realização particular, a etapa de revestimento mencionada acima consiste em depositar a película suficiente de agente de enviscação, depois de secar o produto obtido. A película é habitualmente depositada por bocais de pulverização adaptados sobre secadores com camada de ar fluidizada.
Em um modo de realização preferido da invenção, a etapa de revestimento por pulverização de uma película é realizada em contínuo com um aerossol monodispersado, permitindo dessa forma melhor eficácia e a obtenção de partículas homogêneas, a fim de melhorar a densidades das partículas e limitar a quantidade de agente de enviscação depositada.
Em um modo de realização preferido da invenção, sistemas inovadores de confinamento de pó de impregnação desenvolvidos sobre material INNOJET RI (comercializado pela sociedade INNOJET) com bocais ROTOJET ® (comercializados pela sociedade INNOJET ®) podem ser utilizados a fim de melhorar a densidade das partículas e limitar a quantidade de agente de enviscação depositada. Esse sistema permite uma homogeneidade da passagem das partículas diante do bocal com uma vazão elevada.
O pó revestido é, então, secado por lotes sucessivos sobre uma camada fluidizada clássica GLATT ou AEROMATIC bottom spray (comercializado pelas sociedades GLATT e GEA, respectivamente), INNOJET ®, top spray ou tangencial, ou em contínuo com uma camada fluidizada contínua com uma rampa de bocais ou com um aglomerador SHUGI ou em lotes (batch)_,a finalidade sendo de levar o teor em água do pó revestido a uma valor inferior a 10 % e preferencialmente inferior a 8 %.
FIGURAS
A figura 1 apresenta, de forma esquemática, as diferentes etapas do processo de preparo de uma composição pulverulenta estável, de acordo com a invenção, as matérias28 primas sendo indicadas em um retângulo cinza, as operações realizadas sendo indicadas em um losango branco e o material e os parâmetros utilizados sendo indicados em um oval acinzentado. O código utilizado é ilustrado abaixo:
Figure BRPI0814531B1_D0001
As figuras 2 a 7 apresentam diferentes fotos de partículas de uma composição pulverulenta observada por microscópio eletrônico de varredura.
ío As figuras 2 (aumento x 50), 3 (aumento x 200) e 4 (mento x 800) se referem às partículas obtidas por um método de revestimento clássico sobre camada fluidizada.
As figuras 5 (aumento x 50), 5 (aumento x 200) e 7 (aumento x 800) representam partículas obtidas pelo processo da invenção, utilizando sistemas inovadores de impregnação desenvolvidos sobre o material INNOJET ®.
EXEMPLOS
Exemplo 1: preparo de uma composição pulverulenta estável contendo uma mistura de enzimas
O protocolo experimental abaixo descreve um processo de preparo de uma composição pulverulenta estável, na qual a substância sensível é uma mistura de enzimas, o suporte é a farinha e os agentes de impregnação e de enviscação são constituídos pela CMC.
1. Etapa de co-secagem
475 kg/h de solução enzimática a 28,7 % de matéria seca (MS) são pulverizados a 165.10 Pa e co-secados em contínuo sobre um suporte de tipo farinha, à razão de 113 hg/h, à baixa temperatura:
- temperatura do ar de entrada: 146 °C
- temperatura do ar de saída: 49 °C ío - temperatura do ar da camada estática: 40 °C
- temperatura do ar do vibro fluidizador (primeira seção): 35 °C
- temperatura do ar do vibro fluidizador (segunda seção): 27 °C is A repartição do extrato seco é, portanto,a seguinte: 55 % de uma mistura de enzimas é 45 % de farinha de trigo utilizada como suporte.
A mistura de enzima é um mosto de fermentação filtrado, concentrado, obtido a partir da fermentação de Penicillum funiculosum (IMI 378536) que contém 19 atividades enzimáticas cujas principais são celulase, a xilanase e a β-glucanase.
O Penicillum funiculosum utilizado é protegido pela patente EP 1007743 e foi depositada em 24 de março de
1998 pela sociedade ADISSEO sob o número IMI 378536 junto ao IMI (International Mycological Institute, Bakeham Lane,
Englefield Green, Egham, Surrey, TW20, 9 TY, GrandeBretagne), reconhecido autoridade de depósito internacional, segundo o Tratado de Budapeste.
O pó homogêneo obtido nesse estágio apresenta um caráter de pó sem finas inferiores a 63 pm, o que faz dele um produto apto a ser manipulado em uma segunda fase de impregnação desse pó com uma gente de impregnação. A granulometria média em D(v,0,5) é dei 17 pm e a umidade de 7,5 %.
Com o auxílio desses dispositivos, uma ligação forte é obtida entre o suporte e o líquido que contém a enzima, mesmo no caso de produtos difíceis de granular como a farinha de trigo ou de milho.
Essa etapa permite obter um pó homogêneo intermediário seco, pré-estabilizado.
2. Etapa de impregnação com o agente de impregnação
A impregnação é feita em um misturador rápido para produtos úmidos e pastosos (cutter) e compreende as seguintes etapas:
. 30 segundos de mistura prévia dos ingredientes (0,77 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó homogêneo intermediário);
. 120 segundos de adição de água, à razão de
0,18 kg de água por quilograma de extrato seco de pó intermediário, sob agitação; e . 120 segundos de mistura terminal.
O objetivo nesse estágio é de obter partículas da ordem de 150 a 200 pm em média, com uma umidade de 14 %, mantendo o produto a uma temperatura inferior a 45 °C, a fim de não degradar a substância sensível.
O produto é assim secado sobre secador com camada fluidizada com uma temperatura de entrada de 55 °C e uma temperatura de saída de 25 °C.
O pó microgranulado densificado obtido apresenta de 7 a 8 % de umidade.
3. Etapa de revestimento com o agente de enviscação
Uma solução aquosa de 7 a 7,5 % de CMC é aquecida a uma temperatura compreendida de 60 a 70 °C, antes de ser pulverizada sobre o pó microgranulado densificado. A quantidade de CMC depositada é de 0,25 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco microgranulado densificado a revestir.
O pó obtido nesse estágio tem uma granulometria média de 300 a400 pm e apresenta uma umidade de 10 a 11 %.
O produto revestido e, então, secado em contínuo sobre uma camada fluidizada ou em lotes (batch) a finalidade sendo de levar o produto a um teor em água inferior a 10 % e preferencialmente inferior a 8 %.
A composição pulverulenta estável obtida como produto\ final possui então a seguinte composição: 25 % em extrato seco de enzimas, 20 % em extrato seco de suporte, 55 % em extrato seco de CMC (35 % sendo utilizado para a etapa de impregnação e 20 % sendo utilizado para a etapa de revestimento).
A composição pulverulenta tem, por outro lado, um teor em água de 7,6 %, uma densidade de 450 g/1 e a seguinte granulometria:
. superior a 800 pm -> 0 % . entre 500 e 800 pm -> 12 % . entre 300 e 500 pm -> 46 % io . entre 200 e 300 pm -> 26 % . entre 100 e 200 pm -> 16 % . inferior a 100 pm -> 0 %
4. Balanço
As características do pó obtido no final de cada etapa foram resumidos na tabela 1 abaixo.
Tabela 1
Etapa Diâmetro (em pm) Taxa de umidade
Co-secagem (pó-intermediário) 117 em média 7,5 %
Impregnação (pó densificado) 150-200 -antes da secagem: 14 % - após a secagem: 7 a 8 %
Revestimento (composição pulverulenta estável) 300-400 -antes da secagem: 10 a 11 % - após a secagem: < 10 % notadamente < 8 %
EXEMPLO 2: preparo de uma composição pulverulenta estável contendo uma enzima superóxi dismutase (SOD)
O protocolo experimental abaixo descreve um processo de preparo de uma composição pulverulenta estável na qual a substância sensível é uma enzima superóxi dismutase, o suporte é a maltodextrina de trigo e os agentes de impregnação e de enviscação são constituídos pela CMC.
1. Etapa de co-secagem kg /h de solução enzimática a 9,5 % de matéria seca (MS) são pulverizados a 95.105Pa e co-secados em contínuo sobre um suporte de tipo maltodextrina, à razão de 9,5 kg/h, à baixa temperatura:
- temperatura do ar de entrada: 110 °C
- temperatura do ar de saída: 50 °C
- temperatura do ar da camada estática: 40 °C
A repartição do extrato seco é,portanto, a seguinte: 50 % de enzima pura e 50 % de suporte maltodextrina de trigo.
A granulometria média do pó obtido em D(v,0,5) é de 95 pm e a umidade de 4,5 %.
Essa etapa permite obter um pó homogêneo intermediário seco pré-estabilizado.
2. Etapa de impregnação co o agente de impregnação
A impregnação é feita em um trocador rápido para produtos úmidos e pastosos (Cutter) e compreende as seguintes etapas:
. 60 segundos de mistura prévia dos ingredientes (0,25 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó intermediário);
. 90 segundos de adição de água, à razão de lkg de água por quilograma de extrato seco de pó intermediário, sob agitação; e . 90 segundos de mistura terminal.
O produto é secado sobre secador com camada fluidizada com uma temperatura de entrada de 60 °C e uma temperatura de saída de 40 °C.
3. Etapa de revestimento com o agente de enviscação
Uma solução aquosa de 7 % de CMC é aquecida a uma temperatura compreendida de 60 a 70 °C. A quantidade de CMCV depositada é de 0,5 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó microgranulado densificado a revestir.
O pó obtido nesse estágio tem uma granulometria média de300 pm e apresenta uma taxa de umidade de 9 %.
A composição pulverulenta estável obtida como produto final possui então a seguinte composição: 20 % em extrato seco de enzima, 20 % em extrato seco de suporte, 60 % em extrato seco de CMC (10 % sendo utilizados para a etapa de impregnação e 50 % sendo utilizados para a etapa de revestimento).
A composição pulverulenta tem, por outro lado, um teor em água de 9 %, uma densidade de 400 g/1 e a seguinte granulometria:
. superior a 800 pm -> 0 % . entre 500 e 800 pm -> 7 % . entre 300 e 500 pm -> 35 % . entre 200 e 300 pm -> 38 % . entre 100 e 200 pm -> 20 % . inferior a 100 pm -> 0 %
EXEMPLO 3: preparo de uma composição pulverulenta estável contendo uma bactéria
O protocolo experimental abaixo descreve um processo de preparo de uma composição pulverulenta estável, na qual a substância sensível é uma bactéria de tipo lactobacilos, o suporte e o agente de impregnação são o amido Perfectamyl ® e o agente de enviscação é constituído pela CMC.
1. Etapa de co-secagem
105 kg/h de um meio de fermentação a 10 % de matéria seca (MS) contendo 109 Pa bactérias por grama são pulverizados a 50.105 Pa e co-secados em contínuo sobre um suporte amido Perfectamyl ®, à razão de 45 kg/h, à baixa temperatura:
- temperatura do ar de entrada: 90 °C
- temperatura do ar de saída: 50 °C
A repartição do extrato seco é, portanto, a seguinte: 20 % de extrato seco de bactéria puro e 80 % de suporte amido.
A granulometria média do pó obtido em D(v,0,5) é de 45 pm e a umidade é de 4 %.
Essa etapa permite obter um pó homogêneo intermediário seco, pré-estabilizado.
2. Etapa de impregnação com o agente de impregnação
A impregnação é feita em um misturador rápido em atmosfera controlada e climatizada e compreende as seguintes etapas:
. 30 segundos de mistura prévia dos ingredientes (0,2 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó intermediário);
. 30 segundos de adição de água, à razão de 0,4 kg de água por quilograma de extrato seco de pó intermediário, sob agitação; e . 30 segundos de mistura terminal.
O produto é secado sobre secador com camada fluidizada com um ar de entrada a menos de 2g de água por quilograma de ar, uma temperatura de entrada de 55 °C e uma temperatura de saída de 40 °C no máximo.
O pó microgranulado densificado obtido apresenta de 7 a 8 % de umidade.
3. Etapa de revestimento com o agente de enviscação
Uma solução aquosa de 7 % de CMC é aquecida a uma temperatura compreendida de 60 a 70 °C. A quantidade de CMC depositada é de 0,66 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco microgranulado densificado a revestir.
O pó obtido nesse estágio tem uma granulometria media de 350 pm e apresenta uma umidade de 7 % e uma atividade de água inferior a 0,2, a fim de estabilizar as bactérias no núcleo.
A composição pulverulenta estável obtida como produto final, possui então a seguinte composição: 10 % em extrato seco do meio puro de fermentação de bactérias, 50 % em extrato seco de amido (40 % sendo utilizado como suporte e 10 % como agente de impregnação) e enfim 40 % em extrato seco de CMC utilizada como agente de enviscação.
A composição pulverulenta tem, por outro lado, um teor em água de 7 %, uma densidade de 450 g/1.
EXEMPLO 4: preparo de uma composição pulverulenta estável contendo um antibiótico
O protocolo experimental abaixo descreve um processo de preparo de uma composição pulverulenta estável, na qual a substância sensível é um antibiótico, que é a tilosina, já sob a forma de pó, o suporte é a farinha e o agente de impregnação e o agente de enviscação são constituídos pela CMC.
1. Etapa de co-mistura kg de um antibiótico tilosina sob a forma de pó a 96,4 % (MS) são misturados com 13 kg de farinha de trigo.
A repartição do extrato seco é, portanto, a
seguinte: 44 % de extrato seco de antibiótico puro e 56 % de
farinha. A granulometria média do pó obtido em
D(v,0,5) é de 40 pm e a umidade de 4,7 %.
Essa etapa permite obter um
homogêneo intermediário seco pré-estabilizado em
atividade de água.
2. Etapa de impregnação com o agente de impregnação
A impregnação é feita em um misturador rápido em atmosfera controlada e climatizada e compreende as seguintes etapas:
. 90 segundos de mistura prévia dos ingredientes (0,4 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó intermediário) . 60 segundos de adição de água, à razão de 0,1 kg de água por quilograma de extrato seco de pó intermediário, sob agitação; e . 60 segundos de mistura terminal
O produto é secado sobre secador com camada fluidizada com um ar de entrada a menos de 2 g de água por quilograma de ar, uma temperatura de entrada de 60 °C e uma te e uma temperatura de saída de 50 °C máximo.
O pó microgranulado densificado obtido apresenta 7 % de umidade.
3. Etapa de revestimento como agente de enviscação
Uma solução aquosa de 7 % de CMC é aquecida a uma temperatura compreendida de 60 a 70 °C. A quantidade de CMC depositada é de 0,14 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó microgranulado densificado a revestir.
O pó obtido nesse estágio tem uma granulometria média de 500 pm e apresenta uma umidade de 5,6 % e uma atividade de água inferior a 0,2, a fim de estabilizar o antibiótico nas misturas, quando da aplicação.
A composição pulverulenta estável obtida como produto final possui então a seguinte composição: 27,5 % em extratos eco de antibiótico, 35 % em extrato seco de suporte, 37,5 % em extrato seco de CMC (25 % sendo utilizados para a etapa de impregnação e 12,5 % sendo utilizado para a etapa de revestimento).
A composição pulverulenta estável tem, por outro lado, uma densidade de 450 g/1.
EXEMPLO 5: preparo de uma composição pulverulenta estável contendo uma mistura de carotenóides
O protocolo experimental abaixo descreve um processo de preparo de uma composição pulverulenta estável na qual a substância sensível é uma mistura de carotenóides contendo notadamente 55 % de astaxantina, o suporte é o carbonato de cálcio e os agentes de impregnação e de enviscação são constituído pela CMC.
1. Etapa de co-secagem
400 kg/h de um meio de fermentação rica em astaxantina a 15 % de matéria seca (MS) são pulverizados a 100.105 Pa e co-secados em contínuo sobre um suporte de tipo carbonato de cálcio, à razão de 20 kg/h, à baixa temperatura:
- temperatura do ar de entrada: 130 °C
- temperatura do ar de saída: 50 °C
- temperatura do ar da camada estática: 40 °C
A repartição do extrato seco é, portanto, a seguinte: 75 % de matéria seca da solução de carotenóides e 25 % de suporte carbonato de cálcio.
A granulometria média do pó obtido em D(v,0,5) é de 105 pm e a umidade é de 5 %.
Essa etapa permite obter um pó homogêneo intermediário seco pré-estabilizado.
2. Etapa de impregnação com o agente de impregnação
A impregnação é feita em um misturador rápido para produtos úmidos e pastosos (cutter) e compreende as seguintes etapas:
. 90 segundos de mistura prévia dos ingredientes (0,5 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó intermediário), . 90 segundos de adição de água, à razão de lkg de água por quilograma de extrato seco de pó intermediário, sob agitação; e . 180 segundos de mistura terminal.
O produto é secado sobre secador com camada fluidizada com uma temperatura de entrada de 70 °C e uma temperatura de saída de 50 °C.
O pó microgranulado densificado obtido apresenta 8 % de umidade.
3. Etapa de revestimento com o agente de enviscação
Uma solução aquosa de 7 % de CMC é aquecida a uma temperatura compreendida entre 60 e 70 °C. A quantidade de CMC depositada é de 0,25 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó microgranulado densificado a revestir.
O pó obtido nesse estágio tem uma granulometria média de 300 pm e apresenta uma umidade de 8 %.
A composição pulverulenta estável obtida como produto final possui então a seguinte composição: 40 % em extrato seco da solução de carotenóides, 13 % em extrato seco de carbonato de cálcio como suporte, 47 % em extrato seco de CMCV (27 % sendo utilizados para a etapa de impregnação e 20 % sendo utilizados para a etapa de revestimento).
A composição pulverulenta estável tem, por outro lado, um teor em água de 8 % e uma densidade de 510 g/1.
EXEMPLO 6: preparo de uma composição pulverulenta estável contendo um óleo essencial
O protocolo experimental abaixo descreve um processo de preparo de uma composição pulverulenta estável, na qual a substância sensível é um óleo essencial, o suporte é a farinha de trigo, o agente de impregnação e o agente de enviscação são constituídos pela CMC.
1. Etapa de co-mistura kg/h de um óleo essencial de alho são pulverizados a 150.105 Pa e co-misturados em contínuo sobre um suporte de tipo farinha de trigo, à razão de 54 kg/h, à baixa temperatura:
- temperatura do ar de entrada: 20 °C.
A repartição do extrato seco é, portanto, a seguinte: 50 % de matéria seca do óleo essencial de alho e 50 % de suporte farinha de trigo.
A granulometria média do pó obtido em D(v,0,5) é de 50 pm e a umidade de 7 %.
Essa etapa permite obter um pó homogêneo intermediário pré-estabilizado.
2. Etapa de impregnação com o agente de impregnação
A impregnação é efetuada em um misturador rápido para produtos úmidos e pastosos (cutter) e compreende as seguintes etapas:
120 segundos de mistura prévia dos ingredientes (0,15 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó intermediário);
. 90 segundos de adição de água à razão de 1 kg de água por quilograma de extrato seco de pó intermediário, sob agitação; e . 180 segundos de mistura terminal.
O produto é secado sobre secador com camada fluidizada com uma temperatura de entrada de 50 °C e uma temperatura de saída de 40 °C.
O pó microgranulado densificado obtido apresenta 7 % de umidade.
3. Etapa de revestimento como agente de enviscação
Uma solução aquosa de 7 % de CMC é aquecida a uma temperatura compreendida de 60 a 70 °C. A quantidade de CMC depositada é de 0,18 kg de extrato seco de CMC por quilograma de extrato seco de pó microgranulado densificado a revestir.
O pó obtido nesse estágio tem uma granulometria média de 450 pm e apresenta uma umidade de 8 %.
A composição pulverulenta estável obtida como produto final possui então a seguinte composição: 37,5 % em extrato seco de óleo essencial de alho, 37,5 % em um extrato seco de farinha de trigo como suporte, 25 % em extrato seco de CMC (10 % sendo utilizados para a etapa de impregnação e 15 % sendo utilizado para a etapa de revestimento).
A composição pulverulenta estável tem, por outro lado, um teor em água de 8 % e uma densidade de 550 g/1.
EXEMPLO 7: Caracterização microscópica da composição pulverulenta estável contendo uma mistura de enzimas
1. Protocolo experimental
Dois tipos de composições pulverulentas estáveis foram observados no microscópio eletrônico de varredura:
- uma composição pulverulenta obtida com um processo de revestimento clássico de tipo GLATT® ou AEROMATIC®, contendo 55 % de CMC em percentagem do extrato seco; e
- uma composição pulverulenta obtida com um processo de revestimento sobre sistemas inovadores de impregnação desenvolvidos sobre material INNOJET ®, contendo 35 % de CMC em percentagem do extrato seco, com os bocais ROTOJET ®.
O método de revestimento clássico consiste em recobrir um suporte sólido com o auxílio de uma camada de produto colocando em suspensão o material a revestir em uma corrente de ar e pulverizando o líquido de revestimento na camada fluidizada constituído.
O método de revestimento utilizando sistemas inovadores consiste em pulverizar o agente de enviscação, para formar uma película protetora, em contínuo com um aerossol mono dispersado, permitindo dessa forma melhor eficácia e a obtenção de partículas homogêneas, a fim de melhorar a densidade das partículas e limitar a quantidade de agente de enviscação depositada. Esse sistema permite uma homogeneidade da passagem das partículas diante do bocal com uma vazão elevada.
Observa-se assim como o depósito do agente de enviscação feito como método inovador (ver as figuras 5 a 7) é mais regular, compacto e densificado do que com um método de revestimento clássico (ver figuras 2 a 4), permitindo dessa forma de reduzir a quantidade de CMC utilizada de maneira vantajosa.
2. Resultados
A película protetora (ou revestimento) que recobre o núcleo das partículas é visível no microscópio eletrônico de varredura.
No caso de um processo de revestimento clássico, constata-se uma heterogeneidade das partículas com a presença de vazios parciais daí uma dificuldade a depositar o agente de enviscação nos vazios criados (ver figuras 2, 3 e 4).
As partículas obtidos por um processo de revestimento sobre sistemas inovadores de impregnação, que contêm, portanto, menos de CMC, são mais compactos e densos (ver figuras 5, 6 e 7).
EXEMPLO 8: resistência à temperatura e à pressão das enzimas contidas na composição pulverulenta estável.
1. Protocolo experimental; de preparo de granulados
O objetivo é de testar a atividade enzimática de preparos constituídos de composições pulverulentas contendo enzimas acrescentadas a uma base de alimento farinha ave crescente após uma etapa de granulação.
Três temperaturas de tratamento na saída de condicionador (80, 85 e 90 °C) são aplicadas para cada mistura segundo um protocolo descrito abaixo.
1.2. Preparos contendo as enzimas
Teste 1: uma mistura de 60 kg realizada com 59,998 kg de alimento farinha de ave crescimento e 3 g de uma composição pulverulenta é preparada com o auxílio de uma misturadora com pás de eixo horizontal girando a 60 rpm. A duração da mistura é de 2 minutos.
Teste 2: uma pré-mistura de 500 g é realizada com 2 g de uma composição pulverulenta e 498 g de alimento farinha de ave crescimento.
Uma mistura de 40 kg realizada com 39,500 kg de alimento farinha de ave crescimento e a pré-mistura precedente é preparada com o auxílio de uma misturadora com pás de eixo horizontal girando a 60 rpm. A duração da mistura é de 2 minutos.
A composição pulverulenta utilizada consiste então em:
- uma composição padrão sem proteção para os produtos A e C correspondentes ao produto ROVABIO EXCEL AP comercializado por ADISSEO France SAS, que contém 80 % de farinha de trigo e 20 % de uma substância sensível;
- uma composição, de acordo com a invenção, com proteção, contendo 20 % de uma substância sensível, 25 % de suporte de farinha de trigo e 55 % de CMC (utilizada como agente de impregnação e agente de enviscação) para o produto B ou 35 % de CMC para os produtos D e E, a taxa de incorporação dessa composição pulverulenta ao alimento farinha de aves crescimento sendo de 50 g/T.
Essas diferentes composições foram produzidas a partir do mesmo lote de substância sensível, a saber um mosto de fermentação filtrado concentrado obtido a partir de Penicillium funiculosum (IMI 378536), contendo 19 atividades enzimáticas, cujas principais são a xilanase, a β-glucanase e a celulase,e que está na origem do produto comercial ROVABIO EXCEL AP.
A mistura precedente (teste 1 ou 2) é esvaziada em um reservatório retangular antes de sua colocação em sacos.
Uma amostra representativa da mistura de aproximadamente 1 kg é retirada por agrupamento de 20 amostras obtidas por por divisão em quatro no reservatório retangular.
1.2. Etapas de granulação
Os testes de v são realizados por uma prensa de laboratório com fieira plana (Prensa KAHL 14-175 de 3 kW). A fieira de prensa utilizada tem canais de 4 mm de diâmetro e de 24 m,m de espessura (taxa de compressão:).
Para cada teste de granulação, um secador resfriador de laboratório é utilizado para secar e resfriar as amostras de granulados quentes coletadas na saída da fieira. O tempo de secagem resfriamento é no mínimo de 5 minutos para uma carga em granulados quentes de aproximadamente 3,5 kg por resfriador.
Uma amostra representativa de cada fabricação de granulados de aproximadamente 500 g é retirada.
1.3. Medidas e retiradas destinadas ao controle da granulação
As medidas e as retiradas são feitas durante o regime estabilizado da prensa (vazão constante,potência elétrica consumida e temperaturas estáveis).
As medidas de umidade e de tempo de permanência em fieira são realizadas a partir de amostras retiradas durante a fase estabilizada de cada teste.
As caracterizações e parâmetros de condução de prensagem são destacados e registrados durante os testes (ver em anexos as Tabelas de bordo de granulação).
Medida sobre o vapor
Os valores da pressão e da vazão de vapor são registrados cada segundo por um programa de aquisição.
A abertura da válvula de regulagem do valor é retirada manualmente sobre a caixa de regulagem.
Medida ad temperatura e da umidade
As temperaturas (ar ambiente, preparo antes e a partir do acondicionador, fieira) são registradas cada segundo por um programa de aquisição.
A temperatura da fieira corresponde à 10 temperatura dos granulados.
As medidas de umidade são feitas após secagem na estufa de uma amostra de 5g a 103 °C durante 4 horas. Todas as medidas são realizadas em dobro.
Medida da convenção do Bis-parafuso de alimentação
Essa medida é feita manualmente no decorrer de cada teste.
Medida da vazão da prensa:
A medida da vazão da prensa é realizada por 20 pesagem de uma retirada de segundos na saída da fieira.
Medida da potência elétrica consumida
Essa medida calculada por um conversor de potência é registrada a cada segundo por um programa de aquisição.
Com a vazão, esse parâmetro nos permite calcular a produtos específica nítida (kg/kWh) e o consumo específico nítido (kWh/T).
Medida do tempo de permanência dos granulados na fieira
Essa medida é calculada em relação à vazão da prensa.
O cálculo considera o peso de 20 cm de granulados.
Os parâmetros de granulação são retomados nas tabelas de síntese a seguir e representados de forma sintética para cada fase de transformação do produto.
Tabela 2: preparado à entrada do acondicionador
Testes Temperatura de Tratamento Alimentação Bis- parafuso (mV)* Temperatura (°C)** Umidade (%)***
A 37 18,6 10,7
B 37 18,8 10,9
C 80°C 37 17,8 10,1
D 37 17,9 10,0
E 37 17,9 10,2
A 38 19,2 10,7
B 37 19,2 10,9
C 85°C 36 18,3 10,1
D 36 18,4 10,0
E 36 18,3 10,2
A 37 19,5 10,7
B 37 19,6 10,9
C 90°C 36 19,0 10,1
D 36 18,9 0,0
E 36 18,9 0,2
* = Valor lido no decorrer de cada teste.
** Média sobre o registro do teste (1 valor a cada segundo) ** Média sobre duas medidas.
Tabela 3: preparado à saída do acondicionador
Testes Temperatura de Tratamento Temperatura (°C)* Pressão de Vapor (105 Pa)* Vazão de Vapor (kg/h)* Umidade (%)**
A 80°C 80,4 1,6 4,5 15,4
B 80,2 1,6 4,5 15,2
C 80,1 1,6 4,7 14,8
D 80,1 1,6 4,7 14,7
E 80,2 1,6 4,5 14,7
A 85°C 85,1 1,6 4,8 15,7
B 85,4 1,6 4,8 15,5
C 85,1 1,6 5,2 15,0
D 85,3 1,6 5,0 14,8
E 85,0 1,6 5,2 14,9
A 90°C 90,1 1,6 5,6 16,3
B 90,4 1,6 5,6 15,8
C 90,0 1,6 5,8 15,3
D 90,2 1,6 5,5 15,2
E 90,0 1,6 5,5 15,4
* média sobre o registro do teste (1 valor a cada segundo) io ** média em duas medidas.
Tabela 4: granulados na saída da prensa
Testes Temperatura de Tratamento Temperatura defieira(°C)* Desvio entrada/saída fieira(°C)** Tempo de Permanência fieira (s)*** Vazão Prensa (kgh)****
A 80,7 0,3 7,3 42,3
B 80,7 0,5 7,6 40,6
C 80°C 80,1 0,0 7,3 41,7
D 80,8 0,7 7,4 41,5
E 80,0 0,8 7,4 41,7
A 83,4 1,7 7,4 40,7
B 83,4 2,0 7,3 42,0
C 85°C 84,5 0,6 7,5 40,3
D 84,5 0,8 7,4 41,0
E 84,6 0,4 7,5 40,8
A 85,7 4,4 7,4 40,9
B 85,9 4,5 7,4 41,4
C 90°C 86,6 3,4 7,2 41,8
D 86,8 3,4 7,4 40,9
E 86,8 3,2 7,4 41,0
* média sobre o registro do teste (1 valor a cada segundo) ** Calculado sobre o registro do teste (temperatura da fieira - temperatura do preparo na saída do acondicionador) *** Calculado a partir do peso de 20 cm de granulados **** Medida sobre uma retirada de 30 segundos
As convenções de regulagem da prensa são as seguintes:
Vazão: aproximadamente 41 kg/h ío Temperaturas de tratamento na saída do acondicionador: 80, 85 e 90 °C
Pressão de vapor: 1,6.105Pa
Regulagem da altura de corte das facas: 10 mm
2. Protocolo experimental de medida da is atividade enzima
2.1- β-glucanase pelo método ao DNS
O teste se baseia na hidrólise enzimática de beta-glucano da cevada, um β-1,3-(4)- glucano. Os produtos da reação são determinados por colorimetria, medindo o aumento dos grupos redutores com o auxílio de ácido 3,5- dinitro-salicílico (DNS). A concentração em açúcar redutor disponível após hidrólise enzimática é determinada como auxílio de uma curva de glicose aferição, cuja absorbância é medida a 540 nm. A atividade enzimática calculada é em seguida expressa em equivalentes glicose.
Uma solução contendo 1 ml de uma solução de β-glucanase a 1 % (m/V) em um tampão acetato de sódio 0,1 M com pH 5,0 e 1 ml de solução da enzima na diluição apropriada é incubada a 50 °C durante 10 minutos. A reação enzimática é parada pelo acréscimo de 2 ml de uma solução de DNS (1 % (m/V)) de ácido 3,5-dinitro-salicílico, 1,5 % (m/V) de NaOH, 30 % (m/V) de tártaro de potássio e sódio (+) na água destilada). A solução é homogeneizada, depois colocada em um banho-maria que ferve a 95 °C no ío mínimo e em seguida resfriada em um banho à temperatura ambiente (durante 5 minutos). Dez mililitros de água ultrapura são acrescentados à solução e a absorbância é medida a 540 nm em uma célula em vidro que tem um comprimento de trajeto óptico de 1 cm.
A absorbância é corrigida com aquela obtida para uma solução de referência à qual o DNS é acrescentado antes da solução enzimática.
Os resultados são convertidos em μ moles de açúcar redutor por comparação com um a faixa de soluções de aferição indo de 0,00 a 0,04 % (m/V) de glicose, tratadas no DNS conforme no caso dos testes.
Uma unidades de atividade de endol,3(4)-P-glucanase é definida como a quantidade de enzima que produz 1 μ moles de equivalente glicose por minuto e por grama de produto, nas condições do teste (pH 5,0 e 50 °C).
2.2 Xilanase pelo método no DNS
O teste se baseia na hidrólise enzimática de xilano de bétala, um polímero de xilose contendo pontes p-D-1,4. Os produtos da reação são determinados por colorimetria, medindo o aumento dos grupos redutores como auxílio de ácido 3,5-dinitro-salicílico. A concentração em açúcar redutor disponível, após hidrólise enzimática é determinada com o auxílio de uma curva de xilose de aferição, cuja absorbância é medida a 540 nm. A atividade enzimática calculada é em seguida expressa em equivalentes xilose.
Uma solução contendo 1 ml de uma solução de bétala a 1 % (m/V) em um tampão acetato de sódio 0,1 M com pH 5,0 e 1 ml de solução da enzima na diluição apropriada é incubada a 50 °C durante 10 minutos. A reação enzimática é parada pelo acréscimo de 2 ml de uma solução de DNS (1% (m/V)) de ácido 3,5dinitro-salicílico, 1,6 % (m/V) de NaOH, 30 % (m/V) de tártaro de potássio e sódio (+) na água destilada). A solução é homogeneizada, depois colocada em um banhomaria fervendo a 95 °C no mínimo e em seguida resfriada em um banho à temperatura ambiente (durante 5 minutos). Dez mililitros de água ultrapura são acrescentados à solução e a absorbância é medida a 540 nm em uma célula em vidro que tem um comprimento de trajeto óptico de 1 cm.
A absorbância é corrigida com aquela obtida para uma solução de referência à qual o DNS é acrescentado antes da solução enzimática.
Os resultados são convertidos em μ moles de açúcar redutor por comparação com uma faixa de soluções de aferição indo de 0,00 a 0,04 % (m/V) de xilose, tratadas no DNS conforme no caso dos testes.
Uma unidade de atividade de endo-l,4-pxilnase é definida como a quantidade de enzima que produz 1 pmol de equivalente xilose por minuto e por grama de produto, nas condições do teste (pH 5,0 e 50 °C).
2.3. Xilanase pelo método viscosimetria
Esse método é específico à determinação da atividade endo-l,4-P-xilanase nos alimentos. O endol,4-p-xilanase hidrólise as pontes xolosídicas do xilano. O teste é baseado na hidrólise enzimática das pontes xilósicas de uma solução de arabinose de trigo, polisacarídeo de p-l,4-xilano substituído com a arabinose. A atividade enzimática é proporcional à redução de viscosidade de uma solução de arabinoxilano de trigo em presença da enzima a dosar.
Uma unidade de atividade de endo-l,4-pxilanase é definida como a quantidade de enzima que hidrolisará o substrato, reduzindo a viscosidade da solução, para dar uma mudança da fluidez relativa de 1 unidade sem dimensões por minuto nas condições da análise: pH 5,5 e 0 °C.
3. Resultados
Tabela 5: Controle das atividades enzimáticas das composições pulverulentas (antes da passagem em prensa)
Concentração Bruxel SD Produto Padrão Composições pulverulentas da invenção
Presente no preparado AaC B D E
Atividade enzimática (unidades/g)
Xilanase DNS 6507 3810 4027 5344 5304
Xilanase visco. 39065 31053 30293 32273 31153
B-glutanase DNS 7626 4676 5265 6300 6081
Esses resultados mostram bem que as principais atividades são preservadas nas diferentes composições pulverulentas, com referência ao concentrado enzimático inicial (concentrado Bruxel SD).
Tabela 6: taxa de recuperação em atividade enzimática* medida sobre os alimentos após passagem em prensa a diferentes temperaturas.
% de retenção da atividade enzimática no produto final após passagem na prensa. Temperatura de tratamento prensa Taxa de CMC em % do extrato seco.
80°C 85°C 90°C
Teste 1
Produto prova proteção (A) sem 76% 68% 54% 0%
Produto prova proteção (B) com 100% 85% 82% 55%
Teste 2
Produto prova proteção (C) sem 86% 57% 40% 0%
Produto proteção (D) com 99% 90% 81% 35%
Produto proteção (E) com 96% 86% 83% 35%
* atividade xilanase medida por viscosimetria Os resultados que figuram na tabela 6 acima io demonstram a estabilidade da substância sensível conferida pela composição pulverulenta, de acordo com a invenção.
A 80 °C,a enzima conserva 100 % de sua atividade, enquanto que a enzima não protegida perdeu % de sua atividade (teste 1). A temperaturas superiores a 85 °C, a enzima conserva mais de 80 % de sua atividade.
Anota-se que uma proteção equivalente é obtida com o teste 1 ou 2, que correspondem a composições pulverulentas contendo 55 % e 35 % de CMC, respectivamente. A maior compactação e densificação das partículas obtidas com 35 % de CMC permitem assim conservar a estabilidade da própria ío enzima mesmo com uma quantidade menor de CMC.
Poder-se-ia pensar em diminuir ainda a percentagem de CMC utilizada, e notadamente descer a 20 % em CMC, mantendo o mesmo nível de proteção das enzimas.
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Claims (21)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Utilização de pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5Pa.s-1, para impedir substancialmente a degradação de uma substância sensível a temperaturas de 20 °C a 100 °C e/ou a pressões de 106 a 107 Pa e/ou a uma umidade relativa de 60 % a 100 % contida em uma composições pulverulenta, essa composição pulverulenta caracterizada pelo fato de que contendo partículas que compreendem:
    - um núcleo homogêneo e microgranulado contendo essa substância sensível e pelo menos um composto viscoso como agente de impregnação da substância sensível; pelo menos um suporte da substância sensível
    - um revestimento do núcleo, que contém pelo menos um composto viscoso como agente de enviscação, em que o composto viscoso é escolhido a partir de gomas vegetas ou produtos de fermentação, as bases amiláceas, as quitinas ou derivados celulósicos, como a carbóxi metil celulose (CMC), a metil celulose, a etil celulose, a propil celulose, a hidróxi metil celulose, a hidróxi etil celulose, a hidróxi propil celulose, a hidróxi propil metil celulose, a etil hidróxi etil celulose ou a celulose microcristalina.
  2. 2. Utilização, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o composto viscoso é carbóxi metil celulose (CMC).
  3. 3. Utilização, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de a substância sensível representa de 5 a 40 % de extrato seco da composição purulenta, o suporte representar de 10 a 60 % de extrato seco da composição pulverulenta, o agente de impregnação representar de 5 a 40 %, de extrato seco da composição pulverulenta e o agente de enviscação representar de 5 a 30 % de extratos eco da composição pulverulenta.
    Petição 870180000267, de 02/01/2018, pág. 8/14
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  4. 4. Utilização, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de a substância sensível é constituída por uma mistura de enzimas constituída principalmente de β-glutanase, de xilanase e de celulose, o suporte ser constituído pela farinha de trigo, o agente de impregnação e o agente de enviscação serem constituídos pela carbóxi metil celulose (CMC).
  5. 5. Composição pulverulenta estável, caracterizada pelo fato de que compreende:
    - um núcleo homogêneo e granulado que contém pelo menos uma substância sensível a temperaturas de 20 °C a 100 °C e/ou a pressões de 106 a 107 Pa e/ou a uma umidade relativa de 60 % a 100 % e pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s-1 como agente de impregnação da substância sensível; e pelo menos um suporte da substância sensível,
    - um revestimento do núcleo que contém pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5.Pa.s-1, como agente de enviscação, na qual a substância sensível é diferente de uma enzima destinada à alimentação de animais não humanos.
    em que o composto viscoso é escolhido a partir de gomas vegetas ou produtos de fermentação, as bases amiláceas, as quitinas ou derivados celulósicos, como a carbóxi metil celulose (CMC), a metil celulose, a etil celulose, a propil celulose, a hidróxi metil celulose, a hidróxi etil celulose, a hidróxi propil celulose, a hidróxi propil metil celulose, a etil hidróxi etil celulose ou a celulose microcristalina.
  6. 6. Composição pulverulenta estável, de acordo com a reivindicação 5, caracterizada pelo fato de essa substância sensível é escolhida a partir de proteínas, as vitaminas, as bactérias, os lêvedos, os antioxidantes, ao carotenóides,os óleos essenciais ou substâncias farmacologicamente ativas.
    Petição 870180000267, de 02/01/2018, pág. 9/14
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  7. 7. Composição pulverulenta estável, de acordo com a reivindicação 5, caracterizada pelo fato de que o suporte é escolhido a partir de amido, as farinhas, notadamente de trigo, de milho, de mandioca ou de arroz, o talco, a polpa de beterraba, a maltodextrina, os sais e os restos de milho.
  8. 8. Composição pulverulenta estável, de acordo com uma das reivindicações 5 a 7, caracterizada pelo fato de o que o agente de impregnação e o agente de enviscação são idênticos.
  9. 9. Composição pulverulenta estável, de acordo com a reivindicação 8, caracterizada pelo fato de que o agente de impregnação e o agente de enviscação compreenderem ou serem constituídos pela carbóxi metil celulose (CMC).
  10. 10. Composição pulverulenta estável, de acordo com a reivindicação 5, caracterizada pelo fato de a substância sensível representar de 5 a 40 % de extrato seco da composição pulverulenta, o suporte representar de 10 a 60 %, de extrato seco da composição pulverulenta, o agente de impregnação representar de 5 a 40 % de extrato seco da composição pulverulenta e o agente de enviscação representar de 5 a 30 % de extrato seco da composição pulverulenta.
  11. 11. Processo de preparo de uma composição pulverulenta estável, caracterizado pelo fato de que compreende partículas que compreendem;
    - um núcleo homogêneo microgranulado que contém pelo menos uma substância sensível a temperaturas de 20 °C a 100 °C e/ou a pressões de 106 a 107 P/e/ou a uma umidade relativa de 60 a 100 % e pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s-1 como agente de impregnação da substância sensível; e pelo menos um suporte da substância sensível
    - um revestimento do núcleo que contém pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s-1, como agente de enviscação,
    Petição 870180000267, de 02/01/2018, pág. 10/14
    4/7 esse processo compreendendo:
    - uma etapa de microgranulação de uma mistura dessa substância sensível e desse agente de impregnação para se obter o núcleo; e
    - uma etapa de revestimento desse núcleo por esse agente de enviscação, em que o composto viscoso é escolhido a partir de gomas vegetas ou produtos de fermentação, as bases amiláceas, as quitinas ou derivados celulósicos, como a carbóxi metil celulose (CMC), a metil celulose, a etil celulose, a propil celulose, a hidróxi metil celulose, a hidróxi etil celulose, a hidróxi propil celulose, a hidróxi propil metil celulose, a etil hidróxi etil celulose ou a celulose microcristalina.
  12. 12. Processo, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que compreende uma etapa de microgranulação para uma mistura dessa substância sensível e desse suporte co-secados e da totalidade do agente de impregnação.
  13. 13. Processo, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que compreende uma etapa de microgranulação de uma mistura dessa substância sensível, desse suporte e da totalidade do agente de impregnação, co-secados.
  14. 14. Processo, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que compreende uma etapa de microgranulação de uma mistura dessa substância sensível, desse suporte e de uma parte do agente de impregnação, co-secados e do resto do agente de impregnação.
  15. 15. Processo, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de compreender uma etapa de co-secagem de uma mistura contendo a substância sensível, notadamente sob a forma líquida, o suporte da substância sensível, notadamente sob a forma seca, e eventualmente todo ou parte do agente de impregnação, a co-secagem sendo feita a uma temperatura de ar de saída inferior a 60 °C e a uma temperatura de pó inferior a 45 °C.
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    5/7
  16. 16. Processo, de acordo com uma das reivindicações 11 a 15, caracterizado pelo fato de que compreende:
    - uma etapa de co-secagem de uma mistura contendo a substância sensível, notadamente sob a forma líquida, e pelo menos um suporte da substância sensível, notadamente sob a forma seca, a co-secagem sendo feita a uma temperatura de ar de saída inferior a 60 °C e a uma temperatura de pó inferior a 45 °C, para se obter um pó homogêneo intermediário;
    - uma etapa de microgranulação do pó homogêneo intermediário com o agente de impregnação para se obter um pó microgranulado densificado constituído de partículas livres de revestimento.
  17. 17. Processo de preparo, de acordo com uma das reivindicações 11 a 16, caracterizado pelo fato de que compreende:
    - uma etapa de co-secagem de uma mistura contendo a substância sensível, notadamente sob a forma líquida, e pelo menos um suporte da substância sensível, notadamente sob a forma seca, a co-secagem sendo feita a uma temperatura de ar de saída inferior a 60 °C e a uma temperatura de pó inferior a 45 °C, para se obter um pó homogêneo intermediário;
    - uma etapa de microgranulação do pó homogêneo intermediário com o agente de impregnação, de preferência sob a forma sólida, para se obter um pó microgranulado densificado constituído de partículas não revestidas correspondentes a esse núcleo;
    - uma etapa de revestimento das partículas não revestidas do pó microgranulado densificado com o agente de enviscação, para se obter um pó revestido.
  18. 18. Processo de preparo, de acordo com uma das reivindicações 11 a 17, caracterizado pelo fato de que compreende:
    - uma etapa de co-secagem de uma mistura contendo a substância sensível, notadamente sob a forma líquida, e pelo menos um
    Petição 870180000267, de 02/01/2018, pág. 12/14
    6/7 suporte da substância sensível, notadamente sob a forma seca, a co-secagem sendo feita a uma temperatura de ar de saída inferior a 60 °C e a uma temperatura de pó inferior a 45 °C, para se obter um pó homogêneo intermediário;
    - uma etapa de microgranulação do pó homogêneo intermediário com o agente de impregnação, de preferência sob a forma sólida, para se obter um pó microgranulado densificado constituído de partículas não revestidas correspondentes a esse núcleo;
    - eventualmente uma etapa de secagem à baixa temperatura do pó microgranulado densificado a uma temperatura inferior a 45 °C, para se obter um pó microgranulado densificado secado;
    - eventualmente uma etapa de peneiramento para se obter um pó microgranulado densificado peneirado;
    - uma etapa de revestimento das partículas não revestidas do pó microgranulado densificado eventualmente secado e eventualmente peneirado, com o agente de enviscação de preferência sob a forma líquida, para se obter um pó revestido;
    - uma etapa de secagem do pó revestido para se obter uma composição pulverulenta estável.
  19. 19. Composição farmacêutica, caracterizada pelo fato de que contém uma composição pulverulenta estável, contendo partículas que compreendem:
    - um núcleo contendo, como substância ativa, pelo menos uma substância sensível a temperaturas de 20 a 100 °C e/ou a pressões de 106 a 107Pa e/OUA uma umidade relativa de 60 a 100 % e pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s-1 como agente de impregnação da substância sensível; e pelo menos um suporte da substância sensível
    - um revestimento do núcleo, revestimento esse que contém pelo menos um composto viscoso, cuja viscosidade é superior a 5 Pa.s-
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    7/7 1 como agente de enviscação, na qual a substância sensível possui pelo menos 80 %, de sua atividade inicial em associação com um veículo farmaceuticamente aceitável em que o composto viscoso é escolhido a partir de gomas vegetas ou produtos de fermentação, as bases amiláceas, as quitinas ou derivados celulósicos, como a carbóxi metil celulose (CMC), a metil celulose, a etil celulose, a propil celulose, a hidróxi metil celulose, a hidróxi etil celulose, a hidróxi propil celulose, a hidróxi propil metil celulose, a etil hidróxi etil celulose ou a celulose microcristalina.
  20. 20. Composição alimentícia, caracterizada pelo fato de que compreende uma composição pulverulenta estável, definida acordo com uma das reivindicações 5 a 10, na qual a substância sensível possui pelo menos 80 % de sua atividade inicial diferente de uma enzima destinada à alimentação de animais não humanos, e pelo menos um produto alimentício.
  21. 21. Composição alimentícia, de acordo com a reivindicação 20, caracterizada pelo fato de se apresenta sob a forma de pellets ou granulados.
    Petição 870180000267, de 02/01/2018, pág. 14/14
    1/7
    Esquema geral do processo de preparo de uma composição pulverulenta estável.
    Concentrado enzimático puro
    Farinha
    Agua
    Z
    Rotação de secagemX por atomização e/ou Ί camada fluidizada > ETAPAS FACULTATIVAS
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