(54) Título: FORMA CRISTALINA DO SAL DE DICLORIDRATO ((lS)-l-(((2S)-2-(5-(4'-(2-((2S)-l-((2S) -2-((METOXICARBONIL)AMINO)-3-METILBUTANOIL)-2-PIRROLIDINIL)-lH-IMIDAZOL-5-IL)-4BIFENILIL)-lH-IMIDAZOL-2-IL)-l-PIRROLIDINIL)CARBONIL)-2-METILPROPIL)CARBAMATO DE METILA.
(51) Int.CI.: C07D 403/12; A61K 31/4178; A61P 31/12 (30) Prioridade Unionista: 08/08/2007 US 60/954,592 (73) Titular(es): BRISTOL-MYERS SQUIBB HOLDINGS IRELAND (72) Inventor(es): SOOJIN KIM; Ql GAO; FUKANG YANG (85) Data do Início da Fase Nacional: 08/02/2010
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para FORMA CRISTALINA DO SAL DE DICLORIDRATO ((1S)-1-(((2S)-2-(5-(4'-(2-((2S)1-((2S)-2-((METOXICARBONIL)AMINO)-3-METILBUTANOIL)-2PIRROLIDINIL)-1H-IMIDAZOL-5-IL)-4-BIFENILIL)-1H-IMIDAZOL-2-IL)-15 PIRROLIDINIL)CARBONIL)-2-METILPROPIL)CARBAMATO DE METILA. REFERÊNCIA CRUZADA A PEDIDOS DE PATENTE RELACIONADOS
Este pedido de patente reivindica o privilégio do Pedido de Patente Provisório U.S. N° 60/954.592 depositado em 8 de agosto de 2007.
A presente invenção, de modo geral, refere-se a uma forma 10 cristalina do sal de dicloridrato de ((1 S)-1-(((2S)-2-(5-(4’-(2-((2S)-1-((2S)-2((metoxicarbonil)amino)-3-metilbutanoil)-2-pirrolidinil)-1H-imidazol-5-il)-4-bifenilil)1 H-imidazol-2-il)-1 -pirrolidinil)carbonil)-2-metilpropil)carbamato de metila.
O vírus da Hepatite C (HCV) é um patógeno humano de grande importância, que infecta uma estimativa de 170 milhões de pessoas no mundo todo - aproximadamente cinco vezes o número de pessoas infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana do tipo 1. Uma fração substancial destes indivíduos infectados com HCV desenvolve uma grave doença progressiva no fígado, inclusive cirrose e carcinoma hepatocelular.
Atualmente, a terapia mais eficaz contra HCV emprega uma combinação de alfa-interferon e ribavirina, levando a uma eficiência prolongada em 40 por cento dos pacientes. Resultados clínicos recentes demonstram que o alfa-interferon peguilado é superior ao alfa-interferon não modificado como monoterapia. No entanto, mesmo com regimes terapêuticos experimentais que envolvam combinações de alfa-interferon peguilado e ribavirina, uma fração substancial de pacientes não apresentam uma redução controlada na carga viral. Desse modo, há uma necessidade evidente e não-satisfeita de se desenvolver uma teoria terapêutica para o tratamento de infecção por HCV.
O composto ((1 S)-1-(((2S)-2-(5-(4'-(2-((2S)-1-((2S)-2-((metoxicarbonil)amino)-3-metilbutanoil)-2-pirrolidinil)-1H-imidazol-5-il)-4-bifenilil)1 H-imidazol-2-il)-1-pirrolidinil)carbonil)-2-metilpropil)carbamato de metila é
Petição 870180052535, de 19/06/2018, pág. 4/11 útil para o tratamento de infecção por HCV. Devido à dificuldade em cristalizar este composto, não foi possível reproduzir a formação do produto puro.
Foi descoberto que o sal de dicloridrato, representado pela formula (I) e aqui citado como Composto (I), pode ser cristalizado repetidamente em um poli5 morfo em particular, denominado neste caso Forma N-2, que oferece alta solubilidade em água e excelente capacidade de purificação.
Composto (I)
Em seu primeiro aspecto a presente descrição fornece a Forma
Em um segundo aspecto a presente descrição fornece a Forma
N-2 de
caracterizado pelos seguintes parâmetros unitários da célula: Dimensões da célula: a = 7,5680 Â b= 9,5848 A c = 16,2864 A α = 74,132 graus β = 84,132 graus γ = 70,646 graus
Grupo espacial P1
Moléculas / célula unitária 1 em que a medida da dita forma cristalina é feita a uma temperatura entre aproximadamente 20° C e aproximadamente 25° C.
Em um terceiro aspecto a presente descrição fornece a Forma
N-2 de
ria como relacionado na Tabela 3.
Em um quarto aspecto a presente descrição fornece a Forma N2 de
com picos característicos no padrão de difração de raios X no pó a valores de dois teta de 10,3 ± 0,1, 12,4±0,1, 12,8 ± 0,1, 13,3 ± 0,1, 13,6±0,1, 15,5 ± 0,1, 20,3 ± 0,1,21,2 ± 0,1,22,4 ± 0,1,22,7 ± 0,1 e 23,7 ± 0,1 a uma temperatura entre aproximadamente 20° C e aproximadamente 25° C, baseado em um padrão de alta qualidade coletado com um difratômetro (CuKa) com um capilar girando com 2Θ calibrado com outro padrão NIST adequado.
Em um quinto aspecto a presente descrição fornece a Forma N2 de
a) uma célula unitária com parâmetros substancialmente iguais aos seguintes:
Dimensões da célula: a = 7,5680 Â b= 9,5848 Â c = 16,2864 Á α = 74,132 graus β = 84,132 graus γ = 70,646 graus Grupo espacial P1 Moléculas / célula unitária 1 em que medida da dita forma cristalina é feita a uma temperatura entre aproximadamente 20° C até aproximadamente 25° C;
b) com picos característicos no padrão de difração de raios X no pó a valores de dois teta de 10,3 ± 0,1, 12,4 ± 0,1, 12,8 ± 0,1, 13,3 ± 0,1, 13,6 ± 0,1, 15,5 ± 0,1, 20,3 ±0,1, 21,2 ± 0,1, 22,4 ± 0,1, 22,7 ± 0,1 e 23,7 ± 0,1 a uma temperatura entre aproximadamente 20° C e aproximadamente 25° C, baseado em um padrão de alta qualidade coletado com um difratômetro (CuKa) com um capilar girando com 2Θ calibrado com outro padrão NIST adequado e/ou
c) uma massa fundida com endoterma de decomposição com o início tipicamente na faixa de 225-245° C.
Em um sexto aspecto a presente descrição fornece a Forma N-2 substancialmente pura de
Em uma primeira modalidade do sexto aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 95 por cento em peso. Em uma segunda modalidade do sexto aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 99 por cento em peso.
Em um sétimo aspecto a presente descrição fornece a Forma N2 substancialmente pura de
de dois teta de 10,3 ± 0,1, 12,4 ± 0,1, 12,8 ± 0,1, 13,3 ± 0,1, 13,6 ± 0,1, 15,5 ± 0,1,20,3 ± 0,1,21,2 ± 0,1, 22,4 ± 0,1, 22,7 ± 0,1 e 23,7 ± 0,1 a uma tempe10 ratura entre aproximadamente 20°C e aproximadamente 25 °C, baseado em um padrão de alta qualidade coletado com um difratômetro (CuKa) com um capilar girando com 2Θ calibrado com outro padrão NIST adequado.
Em um oitavo aspecto a presente descrição fornece uma com-
e um veículo ou diluente farmaceuticamente aceitável.
Em um nono aspecto a presente descrição fornece uma composição farmacêutica que compreende a Forma N-2 substancialmente pura de
dalidade do nono aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 95 por cento em peso. Em uma segunda modalidade do nono aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 99 por cento em peso.
Em um décimo aspecto a presente descrição fornece uma com-
anti HCV. Em uma primeira modalidade do décimo aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 90 por cento em peso. Em uma segunda modalidade do décimo aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 95 por cento em peso. Em uma terceira modalidade do décimo aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 99 por cento em peso.
Em uma quarta modalidade do décimo aspecto pelo menos um dos compostos adicionais que têm atividade anti HCV é um interferon ou uma ribavirina. Em uma quinta modalidade do décimo aspecto o interferon é selecionado entre alfa-interferon 2B, alfa-interferon peguilado, interferon de consenso, alfa-interferon 2A e interferon linfoblastoide tau.
Em uma sexta modalidade do décimo aspecto a presente descrição fornece uma composição farmacêutica que compreende a Forma N-2 de
em combinação com um ou dois compostos adicionais que tenha atividade anti HCV em que pelo menos um dos compostos adicionais é selecionado entre interleucina 2, interleucina 6, interleucina 12, um composto que melhora o desenvolvimento de uma resposta de célula T auxiliar do tipo 1, RNA de interferência, RNA antissenso, Imiqimod, ribavirina, um inibidor de inosina 5'monofosfato desidrogenase, amantadina e rimantadina.
Em um décimo primeiro aspecto a presente descrição fornece um método de tratar infecção por HCV em um mamífero que compreende administrar ao mamífero uma quantidade farmaceuticamente eficaz da For10 ma N-2 de
Em uma primeira modalidade do décimo primeiro aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 90 por cento em peso. Em uma segunda modalidade do décimo primeiro aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 95 por cento em peso. Em uma terceira modalidade do décimo primeiro aspecto a dita Forma N-2 tem uma pureza de pelo menos 99 por cento em peso. Em uma quarta modalidade do décimo primeiro aspecto o mamífero é um ser humano.
Outras modalidades da presente descrição podem compreender combinações adequadas de dois ou mais das modalidades e/ou dos aspec20 tos aqui divulgados.
Outras modalidades e aspectos ainda da descrição serão evidentes de acordo com a descrição aqui fornecida.
Os compostos da presente descrição também existem como tau8 tômeros; portanto a presente descrição também abrange todas as formas tautoméricas.
A Figura 1 ilustra padrões de difração de Raios X no pó experimentais e simulados (CuKa λ=1.54178 Â a T = temperatura ambiente) da forma cristalina N-2 do Composto (I).
A Figura 2 ilustra o padrão de calorimetria diferencial de varredura da forma cristalina de N-2 do Composto (I).
Figura 3 ilustra o espectro de RMN no estado sólido da forma cristalina de N-2 do Composto (I).
Definições
Como usado neste caso polimorfa refere-se às formas cristalinas que tenham a mesma composição química, porém diferentes arranjos espaciais das moléculas, átomos e/ou íons que formam o cristal.
O termo farmaceuticamente aceitável, como usado neste caso, refere-se àqueles compostos, materiais, composições e/ou formas de dosagem que são, dentro do âmbito do legítimo julgamento do médico, adequados para contato com os tecidos de seres humanos e de animais sem toxicidade excessiva, irritação, resposta alérgica ou outras complicações do problema comensuráveis a uma proporção razoável de benefício / risco.
O termo substancialmente puro, como usado neste caso refere-se à Forma N-2 do Composto (I) que é mais do que aproximadamente 90 % pura. Isto significa que a polimorfa do Composto (I) não contém mais do que aproximadamente 10 % de qualquer outro composto e, em particular, não contém mais do que aproximadamente 10 % de qualquer outra forma de Composto (I).
O termo quantidade terapeuticamente eficaz, como usado nes9 te caso, pretende incluir uma quantidade das formas cristalinas do Composto (I) que seja eficaz quando administrada sozinha ou em combinação para tratar a Hepatite C. As formas cristalinas do Composto (I) e as composições farmacêuticas do mesmo podem ser úteis no tratamento da Hepatite C. Se o Composto (I) for usado em combinação com uma outra medicação, a combinação de compostos aqui descrita pode resultar em uma combinação sinergística. Sinergia, como descrito por exemplo por Chou e Talalay, Adv. Enzyme Regul. 1984, 22, 27-55, ocorre quando o efeito dos compostos quando administrados em combinação for maior do que o efeito dos compostos quando administrados sozinhos como agentes isolados.
O termo tratamento refere-se a: (i) prevenir que uma doença, transtorno ou condição ocorra em um paciente que possa estar predisposto à doença, ao transtorno ou à condição, porém que não foi ainda diagnosticado como tendo o mesmo; (ii) inibir a doença, o transtorno ou a condição, isto é, interromper o seu desenvolvimento e/ou (iii) aliviar a doença, o transtorno ou a condição, isto é, provocar a regressão da doença, do transtorno e/ou da condição.
Em uma modalidade a descrição fornece uma forma cristalina do Composto (I). Esta forma cristalina do Composto (I) pode ser empregada em composições farmacêuticas que possam opcionalmente incluir um ou mais outros componentes selecionados, por exemplo, do grupo que consiste em excipientes, veículos e um de outros ingredientes farmacêuticos ativos, entidades químicas ativas de diferente estrutura molecular.
Em uma modalidade a forma cristalina tem homogeneidade de fase indicada por menos do que 10 por cento, em uma outra modalidade a forma cristalina tem homogeneidade de fase indicada por menos do que 5 por cento e em uma outra modalidade a forma cristalina tem homogeneidade de fase indicada por menos do que 2 por cento da área total do pico no padrão PXRD medido experimentalmente que surge dos picos extras que estão ausentes do padrão de PXRD simulado. Em uma outra modalidade a forma cristalina tem homogeneidade de fase indicada com menos do que 1 por cento da área total do pico no padrão PXRD medido experimentalmente que surge dos picos extras que estão ausentes do padrão de PXRD simulado.
Em uma modalidade, é fornecida uma composição que consiste essencialmente na forma cristalina N-2 do Composto (I). A composição desta modalidade pode compreender pelo menos 90 por cento em peso da forma cristalina N-2 do Composto (I), baseado no peso do Composto (I) na composição. O material restante compreende outra (s) forma (s) do composto e/ou de impurezas da reação e/ou de impurezas provenientes de processamento que surgem durante a sua preparação.
A presença de impurezas da reação e/ou de impurezas provenientes de processamento pode ser determinada por técnicas analíticas conhecidas na técnica, tais como, por exemplo, cromatografia, espectroscopia de ressonância nuclear magnética, espectrometria de massa ou espectroscopia no infravermelho.
Preparação Geral de Materiais Cristalinos:
Podem ser preparadas formas cristalinas por uma variedade de métodos, inclusive, por exemplo, cristalização ou recristalização com um solvente adequado, sublimação, crescimento de uma massa fundida, transformação no estado sólido de uma outra fase, cristalização com um fluido supercrítico e borrifação a jato. As técnicas para cristalização ou recristalização de formas cristalinas com uma mistura de solventes incluem, por exemplo, evaporação do solvente, diminuindo a temperatura da mistura de solventes, semeando com cristal uma mistura de solventes supersaturada da molécula e/ou de sal, secagem por congelamento da mistura de solventes e adição de antissolventes (contra solventes) à mistura de solventes. Podem ser empregadas técnicas de cristalização com grande circulação de material para preparar formas cristalinas inclusive polimorfas. Cristais de fármacos, inclusive polimorfos, métodos de preparação e caracterização de cristais de fármaco são discutidos em Solid-State Chemistry of Drugs, S.R. Byrn, R.R. Pfeiffer e J.G. Stowell, 2a. Edição, SSCI, West Lafayette, Indiana (1999).
Para técnicas de cristalização que empregam solventes, a escolha de solvente ou de solventes é tipicamente dependente de um ou mais fatores, tais como solubilidade do composto, técnica de cristalização e pressão de vapor do solvente. Podem ser empregadas combinações de solventes, por exemplo, o composto pode ser solubilizado em um primeiro solvente para fornecer uma solução, seguido pela adição de um antissolvente para diminuir a solubilidade do composto na solução e para fornecer a formação de cristais. Um antissolvente é um solvente em que o composto tem baixa solubilidade.
Em um método para preparar cristais, um composto é suspenso e/ou agitado em um solvente adequado para fornecer uma pasta, que pode ser aquecida para promover a sua dissolução. O termo pasta, como usado neste caso, significa uma solução saturada do composto, que também pode conter uma quantidade adicional do composto para fornecer uma mistura heterogênea do composto e um solvente a uma dada temperatura.
Podem ser adicionados cristais de semente a qualquer mistura de cristalização para promover a cristalização. A semeadura pode ser empregada para controlar o crescimento de uma polimorfa em particular ou para controlar a distribuição do tamanho da partícula do produto cristalino. Consequentemente, o cálculo da quantidade de sementes necessárias depende do tamanho da semente disponível e do tamanho desejado de uma partícula média de produto como descrito, por exemplo, em Programmed Cooling of Batch Crystallizers, J.W. Mullin e J. Nyvlt, Chemical Engineering Science, 1971, 26, 369-377. Em geral, são necessárias sementes de pequeno tamanho para controlar eficazmente o crescimento de cristais na batelada. A semente de pequeno tamanho pode ser gerada por peneiração, moagem ou micronização de cristais grandes ou por micro-cristalização de soluções. Devia ser tomado cuidado para que a moagem ou a micronização dos cristais não resultasse em qualquer variação na cristalinidade da forma do cristal desejado (isto é, variação a amorfa ou a uma outra polimorfa).
Uma mistura para cristalização resfriada pode ser filtrada sob vácuo e os sólidos isolados podem ser lavados com um solvente adequado, tal como solvente para recristalização a frio e seca sob uma purga de nitrogênio para fornecer a cristalina desejada. Os sólidos isolados podem ser analisados por uma técnica espectroscópica ou analítica adequada, tal como ressonância nuclear magnética no estado sólido, calorimetria diferencial de varredura, difração de Raios X no pó ou similares, para garantir a formação da forma cristalina preferida do produto. A forma cristalina resultante é tipicamente produzida em uma quantidade maior do que aproximadamente 70 por cento em peso de rendimento isolado, de preferência maior do que 90 por cento em peso de rendimento isolado, baseado no peso do composto originalmente empregado no procedimento de cristalização. O produto pode ser comoído ou passado através de uma tela de malha para desagregar o produto, se necessário.
Podem ser preparadas formas cristalinas diretamente partindo do meio da reação do processo final para preparar o Composto (I). Isto pode ser conseguido, por exemplo, por emprego na etapa final do processo de um solvente ou de uma mistura de solventes com o qual o Composto (I) pode ser cristalizado. Alternativamente, as formas cristalinas podem ser obtidas por destilação ou por técnicas de adição de solvente. Os solventes adequados para esta finalidade incluem, por exemplo, os solventes não-polares mencionados acima e os solventes polares, inclusive solventes práticos polares tais como álcoois e solventes apróticos polares tais como cetonas.
A presença de mais do que uma polimorfa em uma amostra pode ser determinada por técnicas tal como difração de raios X no pó (PXRD) ou espectroscopia de ressonância nuclear magnética no estado sólido (SSRMN). Por exemplo, a presença de picos extras em um padrão de PXRD medido experimentalmente quando comparado com um padrão PXRD simulado pode indicar mais do que uma polimorfa na amostra. A PXRD simulada pode ser calculada partindo de dados de cristal simples em raios X. Ver Smith, D.K., A FORTRAN Program for Calculating X-Ray Powder Diffraction Patterns, Lawrence Radiation Laboratory, Livermore, Califórnia, UCRL-7196 (Abril de 1963).
Caracterização:
A Forma N-2 do Composto (I) pode ser caracterizada usando-se várias técnicas, cujas operações são bem conhecidas dos versados na téc13 nica. Exemplos de métodos de caracterização incluem, porém não estão limitados a, single crystal X-Ray diffraction, powder X-Ray diffraction (PXRD), simulated powder X-Ray patterns (Yin, S.; Scaringe, R. P.; DiMarco, J.; Galella, M. e Gougoutas, J. Z., American Pharmaceutical Review, 2003, 6, 2, 80), differential scanning calorimetry (DSC), solid-state 13C RMN (Earl, W.L. e Van der Hart, D. L., J. Magn. Reson., 1982, 48, 35-54), Raman spectroscopy, infrared spectroscopy, moisture sorption isotherms, thermal gravimetric analysis (TGA) e hot stage techniques.
As formas podem ser caracterizadas e distinguidas usando-se difração de raios X no cristal simples, que é baseada em medidas de célula unitária de um cristal único de Forma N-2. Uma descrição detalhada de células unitárias é fornecida em Stout & Jensen, X-Ray Structure Determination: A Practical Guide, Macmillan Co., New York (1968), Capítulo 3, que é aqui incorporado como referência. Altemativamente, o único arranjo de átomos em relação especial dentro da rede cristalina pode ser caracterizado de acordo com as coordenadas atômicas fracionais observadas. Um outro meio de caracterizar a estrutura cristalina é por análise de difração de raios X no pó em que o perfil de difração é comparado a um perfil simulado que representa o material puro em pó, ambas realizadas na mesma temperatura analítica e medidas para a forma em questão caracterizadas como uma série de valores de 2Θ.
Um versado na técnica irá considerar que um padrão de difração de raios X pode ser obtido com uma medida de erro que é dependente das condições de medida empregadas. Em particular, é sabido de modo gerai que as intensidades em um padrão de difração de raios X podem flutuar dependendo das condições de medida empregadas. Também seria entendido que as intensidades relativas também podem variar dependendo de condições experimentais e, consequentemente, a ordem de intensidade exata não precisava ser levada em conta. Adicionalmente, um erro de medida de ângulo de difração para um padrão de difração de raios X convencional é tipicamente aproximadamente 5 por cento ou menos e tal grau de erro de medida precisava ser levado em conta como pertencendo aos ângulos de difração mencionados acima. Consequentemente, precisa ser entendido que as formas de cristal da presente descrição não estão limitadas às formas de cristal que fornecem o padrão de difração de raios X completamente idêntico ao padrão de difração de raios X representados nas Figuras anexas a este caso. Qualquer forma de cristal que forneça um padrão de difração de raios X, termograma de DSC ou espectro SSRMN substancialmente idêntico àqueles divulgados nas Figuras ficam dentro do âmbito da presente descrição. A capacidade de constatar identidades substanciais de padrões de difração de raios X está dentro da previsão de um versado comum na técnica.
Utilidade:
A forma N-2 do Composto (I), sozinho ou em combinação com outros compostos, pode ser usada para tratar infecção por HCV.
A presente descrição também fornece composições que compreendem uma quantidade terapeuticamente eficaz da forma N-2 do Composto (I) e pelo menos um veículo farmaceuticamente aceitável.
O ingrediente ativo, isto é, a Forma N-2 do Composto (I), em tais composições tipicamente compreende desde 0,1 por cento em peso até 99,9 por cento em peso da composição e frequentemente compreende desde aproximadamente 5 até 95 por cento em peso. Em alguns casos, o pH da formulação pode ser ajustado com modificadores farmaceuticamente aceitáveis (tais como carbonato de cálcio e óxido de magnésio) para melhorar a estabilidade do composto formulado ou a sua forma de liberação. As formulações da polimorfa da presente descrição também podem conter aditivos para a melhoria da absorção e biodisponibilidade.
As composições farmacêuticas desta descrição podem ser administradas oralmente, parenteralmente ou por meio de um reservatório implantado. O termo parenteral como usado neste caso inclui técnicas de injeção ou de infusão subcutâneas, intracutâneas, intravenosas, intramusculares, intra-articulares, intrassinoviais, intraestemais, intratecal e intralesional.
As composições farmacêuticas podem estar na forma de uma preparação injetável estéril, por exemplo, como uma suspensão aquosa ou oleaginosa injetável estéril. Esta suspensão pode ser formulada de acordo com técnicas conhecidas na técnica que usa agentes de dispersão ou de umidificação adequados e agentes de suspensão. Os detalhes referentes à preparação de tais compostos são conhecidos dos versados na técnica.
Quando administradas oralmente, as composições farmacêuticas desta descrição podem administradas em qualquer forma de dosagem oralmente aceitável que inclui, porém não limitada a, cápsulas, comprimidos e suspensões e soluções aquosas. No caso de comprimidos para uso oral, os veículos que são comumente usados incluem lactose e amido de milho. Também podem ser adicionados agentes lubrificantes, tal como estearato de magnésio. Para administração oral em uma forma de a cápsula, veículos / diluentes úteis incluem lactose, polietileno glicol de alto e de baixo peso molecular e amido de milho seco. Quando forem administradas oralmente suspensões aquosas, o ingrediente ativo é combinado com agentes emulsificantes e de suspensão. Se desejado, podem ser adicionados certos agentes adoçantes e/ou flavorizantes e/ou colorantes.
Outros veículos adequados para as composições citadas acima podem ser encontrados em textos farmacêuticos padronizados, por exemplo, em Remington's Pharmaceutical Sciences, 19th ed., Mack Publishing Company, Easton, Penn., 1995. Outros detalhes referentes ao projeto e à preparação de formas de liberação adequadas das composições farmacêuticas da descrição são conhecidos dos peritos na técnica.
Os níveis de dosagem de entre aproximadamente 0,05 e aproximadamente 100 miligramas por quilograma (mg/kg) de peso do corpo por dia, mais especificamente entre aproximadamente 0,1 e aproximadamente 50 mg/kg de peso do corpo por dia dos compostos da descrição são típicos em uma monoterapia para a prevenção e/ou para o tratamento de doença mediada por HCV. Tipicamente, as composições farmacêuticas desta descrição serão administradas desde aproximadamente 1 até aproximadamente 3 vezes por dia ou alternativamente, como uma infusão contínua. Tal administração pode ser usada como uma terapia crônica ou aguda. A quantidade de ingrediente ativo que pode ser combinada com os materiais veículos para produzir uma forma de dosagem simples irá variar dependendo do hospedei16 ro tratado e do modo de administração em particular.
Como o versdo na técnica irá considerar, podem ser necessárias doses menores ou maiores do que aquelas citadas acima. Regimes de dosagem específica e de tratamento para qualquer paciente em particular irão depender de uma variedade de fatores, inclusive a atividade do composto específico empregado, da idade, do peso do corpo, o status geral de saúde, do gênero, de dieta, do tempo de administração, da duração do tratamento, da taxa de excreção, da combinação de fármacos, da gravidade e do período da infecção, da disposição do paciente em relação à infecção e do julgamento do médico encarregado do caso. Em uma modalidade, as formulações de dosagem unitária são aquelas que contêm uma dose diária ou uma subdose, como citado aqui acima ou uma fração apropriada da mesma, de um ingrediente ativo. De modo geral, o tratamento é iniciado com pequenas dosagens substancialmente menores do que a dose ótima do peptídeo. Depois disso, a dosagem é aumentada por pequenos incrementos até que seja conseguido o efeito ótimo sob as circunstâncias. Em geral, o composto é mais desejavelmente administrado em um nível de concentração que de modo geral irá fornecer resultados antiviralmente eficazes sem provocar nenhum dano ou efeitos colaterais prejudiciais.
Quando as composições desta descrição compreendem uma combinação da polimorfa da descrição e um ou mais agentes terapêuticos ou profiláticos adicionais, tanto o composto como o agente adicional estão usualmente presentes a níveis de dosagem de entre aproximadamente 10 e 100 por cento e mais preferivelmente entre aproximadamente 10 e 80 por cento da dosagem normalmente administrada em um regime de monoterapia. A administração de um ou mais agentes adicionais pode ocorrer antes, depois ou simultaneamente com polimorfa da presente descrição.
Quando a polimorfa for formulada juntamente com um veículo farmaceuticamente aceitável, a composição resultante pode ser administrada in vivo a mamíferos, tal como o ser humano, para inibir NS5A ou para tratar ou prevenir a infecção pelo vírus HCV. Tal tratamento também pode ser conseguido usando a polimorfa desta descrição em combinação com agentes que incluem, porém não estão limitados a: Agentes imunomoduladores, tais como interferons; outros agentes antivirais tais como ribavirina, amantadina; outros inibidores de NS5A; inibidores de outros alvos no ciclo de vida do HCV tais como helicase, protease, polimerase, metaloprotease ou sítio de entrada interno do ribossomo ou combinações dos mesmos. Os agentes adicionais podem ser combinados com a polimorfa desta descrição para criar uma forma de dosagem simples. Alternativamente, estes agentes adicionais podem ser administrados separadamente a um mamífero como parte de uma forma de dosagem múltipla.
A Tabela 1 a seguir relaciona alguns exemplos ilustrativos de compostos que podem ser administrados com os compostos desta descrição. Os compostos da descrição podem ser administrados com outros compostos com atividade anti HCV em terapia de combinação, em associação ou separadamente ou pela combinação dos compostos em uma composi15 ção.
Tabela 1
|
Nome da Marca |
Classe Fisiológica |
Tipo de Inibidor ou Alvo |
Companhia de Origem |
|
NIM811 |
|
Inibidor de Ciclofi-
lina |
Novartis |
|
Zadaxin |
|
Imunomodulador |
Sciclone |
|
Suvus |
|
Azul de metileno |
Bioenvision |
|
Actilon
(CPG10101) |
|
Agonista TLR9 |
Coley |
|
Batabulin (T67) |
Anticâncer |
Inibidor de βtubulina |
Tularik Inc., South San Francisco, CA |
|
ISIS 14803 |
Antiviral |
antissenso |
ISIS Pharmaceuticals Inc, Carlsbad, CA/Elan Phamaceuticals Inc., New York, NY |
|
Summetrel |
Antiviral |
antiviral |
Endo Pharmaceuticals Holdings Inc., Chadds Ford, PA |
|
Nome da Marca |
Classe Fisiológica |
Tipo de Inibidor ou Alvo |
Companhia de Origem |
|
GS-9132 (ACH806) |
Antiviral |
Inibidor de HCV |
Achillion / Gilead |
|
Compostos pirazolopirimidina e sais da WO-
2005047288 26
de maio de 2005 |
Antiviral |
Inibidores de
HCV |
Arrow Therapeutics Ltd. |
|
Levovirina |
Antiviral |
Inibidor de IMP-
DH |
Ribapharm Inc., Costa Mesa, CA |
|
Merimepodib
(VX-497) |
Antiviral |
Inibidor de IMP-
DH |
Vertex Pharmaceuticals Inc., Cambridge, MA |
|
XTL-6865 (XTL002) |
Antiviral |
Anticorpo monoclonal |
XTL Biopharmaceuticals Ltd., Rehovot, Isreal |
|
Telaprevir (VX950, LY-570310) |
Antiviral |
Inibidor de NS3 serina protease |
Vertex Pharmaceuticals Inc., Cambridge, MA/ Eli Lilly e Co. Inc., Indianapolis, IN |
|
HCV-796 |
Antiviral |
Inibidor de NS5B Replicase |
Wyeth / Viropharma |
|
NM-283 |
Antiviral |
Inibidor de NS5B Replicase |
Idenix / Novartis |
|
GL-59728 |
Antiviral |
Inibidor de NS5B Replicase |
Gene Labs / Novartis |
|
GL-60667 |
Antiviral |
Inibidor de NS5B Replicase |
Gene Labs / Novartis |
|
2'C MeA |
Antiviral |
Inibidor de NS5B Replicase |
Gilead |
|
PSI 6130 |
Antiviral |
Inibidor de NS5B Replicase |
Roche |
|
R1626 |
Antiviral |
Inibidor de NS5B Replicase |
Roche |
|
2'C Metil adeno-
sina |
Antiviral |
Inibidor de NS5B Replicase |
Merck |
|
Nome da Marca |
Classe Fisiológica |
Tipo de Inibidor ou Alvo |
Companhia de Origem |
|
JTK-003 |
Antiviral |
Inibidor de RdRp |
Japan Tobacco Inc., Tóquio, Japão |
|
Levovirina |
Antiviral |
Ribavirina |
ICN Pharmaceuticals, Costa Mesa, CA |
|
Ribavirina |
Antiviral |
Ribavirina |
Schering-Plough
Corporation, Kenilworth, NJ |
|
Viramidina |
Antiviral |
Fármaco Ribavirina |
Ribapharm Inc., Costa Mesa, CA |
|
Heptazima |
Antiviral |
ribozima |
Ribozyme Pharmaceuticals Inc., Boulder, CO |
|
BILN-2061 |
Antiviral |
Inibidor de serina protease |
Boehringer Inge-
Iheim Pharma KG, Ingelheim, Germany |
|
SCH 503034 |
Antiviral |
Inibidor de serina protease |
Schering Plough |
|
Zadazim |
Imuno modulador |
Imuno modulador |
SciClone Pharmaceuticals Inc., San Mateo, CA |
|
Ceplene |
I Imuno modulador |
Imuno modulador |
Maxim Pharmaceuticals Inc., San Diego, CA |
|
CelICept |
Imunossu-
pressor |
HCV IgG Imunossupressor |
F. Hoffmann-La Roche LTD, Basiléia, Switzerland |
|
Civacir |
Imunossu-
pressor |
HCV IgG Imunossupressor |
Nabi Biopharmaceuticals Inc., Boca Raton, FL |
|
Albuferon - α |
Interferon |
albumin IFN-a2b |
Human Genome
Sciences Inc., Rockville, MD |
|
Infergen A |
Interferon |
IFN alfacon-1 |
InterMune Pharmaceuticals Inc., Brisbane, CA |
|
Nome da Marca |
Classe Fisiológica |
Tipo de Inibidor ou Alvo |
Companhia de Origem |
|
Omega-IFN |
Interferon |
ω-IFN |
Intarcia Therapeutics |
|
β-IFN e EMZ701 |
Interferon |
β-IFN e EMZ701 |
Transition Therapeutics Inc., Ontario, Canadá |
|
Rebif |
Interferon |
βΙθ-ΙΕΝ |
Serono, Genebra, Suíça |
|
Roferon A |
Interferon |
ct2a-IFN |
F. Hoffmann-La Roche LTD, Basiléia, Switzerland |
|
Intron A |
Interferon |
IFN-a2b |
Schering-Plough
Corporation, Kenilworth, NJ |
|
Intron A e Zada-
xin |
Interferon |
a2b-IFN/a1-
timosina |
RegeneRx Biopharmiceuticals Inc., Bethesda, MD/SciClone Pharmaceuticals Inc, San Mateo, CA |
|
Rebetron |
Interferon |
IFN-a2b/ribavirina |
Schering-Plough
Corporation, Kenilworth, NJ |
|
Actimmune |
Interferon |
INF-γ |
InterMune Inc., Brisbane, CA |
|
lnterferon-β |
Interferon |
lnterferon^-1a |
Serono |
|
Multiferon |
Interferon |
IFN de Longa Duração |
Viragen/Valentis |
|
Wellferon |
Interferon |
linfoblastoide
an1-IFN |
GlaxoSmithKline pic, Uxbridge, UK |
|
Omniferon |
Interferon |
α-IFN natural |
Viragen Inc., Plantation, FL |
|
Pegasys |
Interferon |
IFN-a2 PEGUILADO |
F. Hoffmann-La Roche LTD, Basiléia, Switzerland |
|
Nome da Marca |
Classe Fisiológica |
Tipo de Inibidor ou Alvo |
Companhia de Origem |
|
Pegasys e Ceplene |
Interferon |
IFN-a2a PEGUI-
LADO / imuno
modulador |
Maxim Pharmaceuticals Inc., San Diego, CA |
|
Pegasys e Ribavirina |
Interferon |
IFN-a2a PEGUI-
LADO /ribavirina |
F. Hoffmann-La Roche LTD, Basiléia, Switzerland |
|
PEG-Intron |
Interferon |
IFN-a2b PEGui-
lado |
Schering-Plough
Corporation. Kenilworth, NJ |
|
PEG-Intron / Ri-
bavirin |
Interferon |
a2b-IFN/ribavirina
PEGuilada |
Schering-Plough
Corporation, Kenilworth, NJ |
|
IP-501 |
Proteção do fígado |
Antifibrótico |
Indevus Pharmaceuticals Inc., Lexington, MA |
|
IDN-6556 |
Proteção do fígado |
Inibidor da cas-
pase |
Idun Pharmaceuticals Inc., San Diego, CA |
|
ITMN-191 (R7227) |
Antiviral |
Inibidor da serina protease |
InterMune Pharmaceuticals Inc., Brisbane, CA |
|
GL-59728 |
Antiviral |
Inibidor de NS5B Replicase |
Genelabs |
|
ANA-971 |
Antiviral |
agonista TLR-7 |
Anadys |
Um outro aspecto desta descrição fornece métodos de inibir a atividade de HCV NS5A em pacientes por administração da polimorfa da presente descrição.
Em uma modalidade, estes métodos são úteis para diminuir a 5 atividade do HCV NS5A no paciente. Se a composição farmacêutica compreender somente a polimorfa desta descrição como um componente ativo, tais métodos podem adicionalmente compreender a etapa de administrar ao dito paciente um agente selecionado entre um agente imunomodulador, um agente antiviral, um inibidor de HCV NS5A ou um inibidor de outros alvos no ciclo de vida do HCV tais como, por exemplo, helicase, polimerase, protease ou metaloprotease. Tal agente adicional pode ser administrado ao paciente antes de, concorrentemente com ou depois da administração dos compostos desta descrição.
Em uma outra modalidade, estes métodos são úteis para inibir a replicação viral em um paciente. Tais métodos podem ser úteis no tratamento ou na prevenção de doença por HCV.
A polimorfa da descrição também pode ser usada como um reagente para laboratório. A polimorfa pode ser de utilidade para fornecer ferramentas de pesquisa para projeto de ensaios de replicação viral, validação de sistemas de ensaios com animais e em estudos de biologia estrutural para melhorar ainda mais o conhecimento dos mecanismos de doenças por HCV.
A polimorfa desta descrição também pode ser usada para tratar ou prevenir a contaminação por vírus de materiais e, portanto reduzir o risco de infecção viral de pessoal para laboratório ou clínica médica ou de pacientes que entram em contato com tais materiais, por exemplo, sangue, tecido, instrumentos cirúrgicos e vestuário, instrumentos para laboratório e vestuário e aparelhagem e materiais para coleta de sangue ou de transfusão.
Os exemplos não-limitativos a seguir são ilustrativos da descrição.
EXEMPLOS
Preparação do Composto 2
Um frasco de fundo redondo com 3 gargalos, de 1 litro, adaptado com uma linha de nitrogênio, agitador no topo e termopar, foi carregado com 20 g (83,9 mmols, 1 equiv.) de 1, 1 '-(bifenil-4, 4’-diil) dietanona, 200 mL de CH2CI2 e 8,7 mL (27,1g, 169,3 mmols, 2,02 equiv.) de bromo. A mistura foi deixada agitar sob nitrogênio durante aproximadamente 20 horas sob condições ambientes. A pasta resultante foi carregada com 200 mL de CH2CI2 e concentrada até aproximadamente 150 mL por meio de destilação a vácuo.
Foi então trocado o solvente da pasta para THF até um volume-alvo de 200 mL por destilação a vácuo. A pasta foi resfriada até 20 - 25° C durante 1 hora e deixada agitar a 20 - 25° C durante uma hora adicional. Os sólidos cristalinos esbranquiçados foram filtrados e lavados com 150 mL de CH2CI2. O produto foi seco sob vácuo a 60° C para fornecer 27,4 g (69,2 mmols, 82 %) do produto desejado: 1H RMN (400 MHz, CDCI3) δ 7,95-7,85 (m, 4H), 7,6010 7,50 (m, 4H), 4,26 (s, 4H); 13C RMN (100 MHz, CDCI3) δ 191,0, 145,1, 133,8,
129,9, 127,9, 30,8; IV (KBr, cm-1) 3007, 2950, 1691, 1599, 1199; Anal. Cale, para C16Hi2Br2O2: C, 48,52; H, 3,05; Br, 40,34. Achado: C, 48,53; H, 3,03; Br, 40,53. HRMS Cale, para Ci6H13Br2O2 (Μ + H; DCI+): 394,9282. Achado: 394,9292. p.f. 224-226 °C.
Um frasco de 500 mL com camisa, adaptado com uma linha de nitrogênio, termopar e agitador de topo, foi carregado com 20 g (50,5 mmols, 1 equiv.) de Composto 2, 22,8 g (105,9 rnols, 2,10 equiv.) 1-(ferfbutoxicarbonil)-L-prolina e 200 mL de acetonitrila. A pasta foi resfriada até 20 °C seguida pela adição de 18,2 mL (13,5 g, 104,4 mmols, 2,07 equiv.) de DIPEA. A pasta foi aquecida até 25 °C e deixada agitar durante 3 horas. A solução orgânica transparente resultante foi lavada com 3 x 100 mL de NaCI aquoso a 13 % em peso. A solução rica em acetonitrila sofreu troca de solvente com tolueno (volume-alvo = 215 mL) por destilação a vácuo até que houvesse menos do que 0,5 % em volume de acetonitrila.
Preparação do Composto 4
A solução em tolueno de Composto 3 foi carregada com 78 g (1,011 mol, 20 equiv.) de acetato de amônio e aquecida até 95-100 °C. A mistura foi deixada agitar a 95-100 °C durante 15 horas. Depois de completada a reação, a mistura foi resfriada até 70-80 °C e carrregada com 7 mL de ácido acético, 40 mL de n-butanol e 80 mL de ácido acético aquoso a 5 % em volume. A solução bifásica resultante foi dividida enquanto se mantém uma temperatura de > 50 °C. A fase orgânica rica foi carregada com 80 mL de ácido acético aquoso a 5 % em volume, 30 mL de ácido acético e 20 mL de n-butanol enquanto se mantém uma temperatura de > 50 °C. A solução bifásica resultante foi dividida enquanto se mantém uma temperatura de > 50 °C e a fase orgânica rica foi lavada com uns 80 mL adicionais de ácido acético aquoso a 5 % em volume. A fase orgânica rica sofreu então troca de solvente para tolueno para um volume-alvo de 215 mL por destilação a vácuo. Enquanto se mantém uma temperatura de > 60 °C, foram carregados 64 mL de metanol. A pasta resultante foi aquecida até 70-75 °C e envelhecida durante 1 hora. A pasta foi resfriada até 20-25 °C durante 1 hora e envelhecida àquela temperatura durante uma hora adicional. A pasta foi filtrada e a torta foi lavada com 200 mL de tolueno : metanol 10:3. O produto foi seco sob vácuo a 70 °C, resultando em 19,8 g (31,7 mmols, 63%) do produto desejado: 1H RMN (400 MHz, DMSO-cfe) δ 13,00-11,00 (s, 2H), 7,90-7,75 (m, 4H), 7,75-7,60 (m, 4H), 7,60-7,30 (s, 2H), 4,92-4,72 (m, 2H), 3,65-3,49 (m, 2H), 3,49-3,28 (m, 2H), 2,39-2,1 (m, 2H), 2,10-1,87 (m, 6H), 1,60-1,33 (s, 8H), 1,33-1,07 (s, 10H); 13C RMN (100 MHz, DMSO-c/6) δ 154,1, 153,8, 137,5, 126,6, 125,0, 78,9, 78,5, 55,6, 55,0, 47,0, 46,7, 33,7, 32,2, 28,5, 28,2, 24,2, 23,5; IV (KBr, cm-1) 2975, 2876, 1663, 1407, 1156, 1125; HRMS Cale, para C36H45N6O4 (Μ + H; ESI+): 625,3502. Achado: 625,3502. p.f. 190-195
C (decomposto).
Preparação do Composto 5
A um reator de 250 mL equipado com uma linha de nitrogênio e um agitador de topo, 25,0 g de Composto 4 (40,01 mmols, 1 equiv.) foram carregados seguidos de 250 mL de metanol e 32,85 mL (400,1 mmols, 10 equiv.) de HCI aquoso 6 Μ. A temperatura foi aumentada até 50 °C e agitada a 50 °C durante 5 horas. A pasta resultante foi resfriada até 20-25 °C e mantida com agitação durante aproximadamente 18 horas. A filtração da pasta forneceu um sólido que foi lavado sucessivamente com 100 mL de 90 % metanol/água (V/V) e 2 x 100 mL de metanol. A torta úmida foi seca em uma estufa a vácuo a 50 °C durante toda a noite para fornecer 18,12 g (31,8 mmols, 79,4%) do produto desejado.
Recristalização do Composto 5
A um reator de 250 mL equipado com uma linha de nitrogênio e um agitador de topo, 17,8 g de Composto 5 acima foram carregados seguidos por 72 mL de metanol. A pasta resultante foi agitada a 50 °C durante 4 horas, resfriada até 20-25 °C e mantida com agitação a 20-25 °C durante 1 hora. A filtração da pasta forneceu um sólido cristalino que foi lavado com 60 mL de metanol. A torta úmida resultante foi seca em uma estufa a vácuo a 50 °C durante 4 dias para fornecer 14,7 g (25,7 mmols, 82,6 %) do produto purificado: 1H RMN (400 MHz, DMSO-d6) δ 10,5-10,25 (br, 2H), 10,1-9,75 (br, 2H), 8,19 (s, 2H), 7,05 (d, J = 8,4, 4H), 7,92 (d, J = 8,5, 4H), 5,06 (m, 2H), 3,5-3,35 (m, 4H), 2,6-2,3 (m, 4H), 2,25-2,15 (m, 2H), 2,18-1,96 (m, 2H); 13C RMN (100 MHz, DMSO- d6) δ 156,6, 142,5, 139,3, 128,1, 127,5, 126,1,
116,9, 53,2, 45,8, 29,8, 24,3; IV (KBr, cm’1) 3429, 2627, 1636, 1567, 1493, 1428, 1028. Anal Cale, para C26H32N6CI4: C, 54,75; H, 5,65; Cl, 24,86; Ajustado para 1,9 % de água: C, 53,71; H, 5,76; N, 14,46; Cl, 24,39. Achado: C, 53,74; H, 5,72; N, 14,50; Cl, 24,49; KF = 1,9. p.f. 240 °C (decomposto).
Preparação do Composto (I)
Um frasco de 1 L com camisa equipado com uma linha de nitrogênio e um agitador de topo foi carregado sequencialmente com 100 mL de acetonitrlla, 13,69 g (89,4 mmols, 2,5 equiv.) de hidrato de hidroxibenzotriazol, 15,07 g (86 mmols, 2,4 equiv.) de /V-(metoxicarbonil)-L-valina, 16,46 g (85,9 mmols, 2,4 equiv.) de cloridrato de 1-(3-dimetilaminopropi)-3etilcarbodiimida e 100 mL adicionais de acetonitrlla. A solução resultante foi agitada a 20 °C durante 1 hora e carregada com 20,4 g (35,8 mmols, 1 equiv.) de Composto 5 purificado. A pasta foi resfriada até aproximadamente 0 °C e 18,47 g (142,9 mmols, 4 equiv.) de diisopropiletilamina foram adicionados durante 30 minutos enquanto se mantém uma temperatura abaixo de 10 °C. A solução foi aquecida lentamente a 15 °C durante 3 horas e mantida a 15 °C durante 12 horas. A solução resultante foi carregada com 120 mL de NaCI aquoso a 13 % em peso e aquecida até 50 °C durante 1 hora. Depois do resfriamento até 20 °C, foram adicionados 100 mL de acetato de isopropila. A solução bifásica foi filtrada através de um filtro de 0,45 pm e a mistura dividida. A fase orgânica rica foi lavada com 2 x 240 mL de uma solução de NaOH 0,5 N que contém 13 % em peso de NaCI seguida por 120 mL de NaCI aquoso a 13 % em peso. A mistura sofreu então troca de solvente em acetato de isopropila por destilação a vácuo com um volume-alvo de 400 mL. A solução turva resultante foi resfriada até 20 °C e filtrada através de um filtro de 0,45 pm. A solução transparente sofreu então troca de solvente em etanol por destilação a vácuo com um volume-alvo de 140 mL. Enquanto se mantém uma temperatura de 50 °C, foram adicionados 66,4 mL (82,3 mmols, 2,3 equiv.) de HCI em etanol a 1,24 Μ. A mistura foi então carregada com 33 mg (0,04 mmol, 0,001 equiv.) de sementes de cristais de Composto (I) (ver preparação a seguir) e a pasta resultante foi agitada a 50 °C durante 3 horas. A mistura foi resfriada até 20 °C durante 1 hora e envelhecida àque27
Ia temperatura durante umas 22 horas adicionais. A pasta foi filtrada e a torta úmida foi lavada com 100 mL de 2:1 acetona : etanol. Os sólidos foram secos em uma estufa a vácuo a 70 °C para fornecer 22,15 g (27,3 mmols, 76,3
%) do produto desejado.

Uma solução de Composto (I) foi preparada por dissolução de 3,17 g de Composto (I) como acima em 22 mL de metanol. A solução foi passada através de um filtro Cuno Zeta Carbon® 53SP de 47 mm a aproximadamente 0,0345 MPa (~5 psig) a uma vazão de ~ 58 mL/min. O filtro de carvão foi enxaguado com 32 mL de metanol. A solução foi concentrada até 16 mL por destilação a vácuo. Enquanto se mantém uma temperatura de 4050 °C, foram adicionados 15,9 mL de acetona e 5 mg de cristais sementes de Composto (I) (ver o procedimento a seguir). A pasta resultante foi então carregada com 32 mL de acetona durante 30 minutos. A pasta foi mantida a 50° C durante 2 horas, resfriada até 20° C durante aproximadamente 1 hora e mantida a 20 °C durante aproximadamente 20 horas. Os sólidos foram filtrados, lavados com 16 mL de acetona : metanol 2:1 e secos em uma estufa a vácuo a 60 °C para fornecer 2,14 g (67,5 %) de Composto (I) purificado: 1H RMN (400 MHz, DMSO-d6, 80 °C): 8,02 (d, J=8,34 Hz, 4 H), 7,97 (s, 2 H), 7,86 (d, J=8,34 Hz, 4 H), 6,75 (s, 2 H), 5,27 (t, J=6,44 Hz, 2 H), 4,17 (t, J=6,95 Hz, 2 H), 3,97 - 4,11 (m, 2 H), 3,74 - 3,90 (m, 2 H), 3,57 (s, 6 H), 2,32 - 2,46 (m, 2 H), 2,09 - 2,31 (m, 6 H), 1,91 - 2,07 (m, 2 H), 0,88 (d, J=6,57 Hz, 6 H), 0,79 (d, J=6,32 Hz, 6 H); 13C RMN (75 MHz, DMSO-d6): δ 170,9, 156,9, 149,3, 139,1, 131,7, 127,1, 126,5, 125,9, 115,0, 57,9, 52,8, 51,5, 47,2, 31,1,
28,9, 24,9, 19,6, 17,7; IV (puro, cm'1): 3385, 2971, 2873, 2669, 1731, 1650, Anal. Cale, para C40H52N8O6CI2: C, 59,18; H, 6,45; N, 13,80; Cl, 8,73. Achado C, 59,98; H, 6,80; N, 13,68; Cl, 8,77. p.f. 267 °C (decomposto).
Preparação de Sementes de Cristais de Composto (I)
Um frasco redondo de 250 mL foi carregado com 6,0 g (10,5 mmols, 1 equiv.) de Composto 5, 3,87 g (22,1 mmols, 2,1 equiv.) de N(metoxicarbonil)-L-valina, 4,45 g (23,2 mmols, 2,2 equiv.) de cloridrato de 1(3-dimetilaminopropil)-3-etilcarbodiimida, 0,289 g (2,14 mmols, 0,2 equiv.) de 1-hidroxibenzotriazol e 30 mL de acetonitrila. A pasta resultante foi então carregada com 7,33 mL (42,03 mmols, 4 equiv.) de diisopropiletilamina e deixada agitar a 24-30 °C durante aproximadamente 18 horas. A mistura foi carregada com 6 mL de água e aquecida até 50 °C durante aproximadamente 5 horas. A mistura foi resfriada e carregada com 32 mL de acetato de etila e 30 mL de água. As camadas foram separadas e a camada orgânica rica foi lavada com 30 mL de NaHCO3 aquoso a 10 % em peso, 30 mL de água e 20 mL de NaCI aquoso a 10 % em peso. A camada orgânica rica foi então seca sobre MgSO4, filtrada e concentrada a um resíduo. O material bruto foi então purificado por cromatografia rápida (sílica-gel, 0-10 % de metanol em diclorometano) para fornecer a base livre de Composto (I).
A base livre de Composto (I) (0,03 g) foi dissolvida em 1 mL de isopropanol a 20 °C. Foi adicionado HCI anidro (70 μί, dissolvidos em etanol, foi adicionado aproximadamente 1,25 M de concentração) e a mistura da reação foi agitada. À solução foi adicionado metil terc-butil éter (1 mL) e a pasta resultante foi agitada vigorosamente a 40 °C até 50 °C durante 12 horas. A pasta de cristal foi resfriada até 20 °C e filtrada. A torta úmida foi seca ao ar a 20 °C. Foi obtido um sólido cristalino branco (Forma N-2 do Composto (O).
A Forma N-2 foi analisada usando-se um ou mais dos métodos de testagem descritos a seguir.
- Medidas em Raios X com o Cristal Simples
Um difratômetro Bruker APEX2 Kappa CCD equipado com um gerador de anodo giratório de radiação Cu Κα, (λ = 1,54178 Â) foi usado para coletar dados de difração à temperatura ambiente. Indexamento e processamento dos dados de intensidade medidos foram realizados com ο APEX2 software package/program suite (APEX2 Data collection e Processing user interface: APEX2 User Manual, v1.27; BRUKER AXS, INc., 5465 East Cheryl
Parkway, Madison, Wl 53711 USA). Os parâmetros finais da célula unitária foram determinados usando-se todo o conjunto de dados.
A estrutura foi resolvida por métodos diretos e refinada pelas técnicas dos mínimos quadrados da matriz total que usa o SHELXTL software package (Sheldrick, GM. 1997, SHELXTL. Structure Determination Programs. Version 5.10, Bruker AXS, Madison, Wisconsin, USA.), a função minimizada nos refinamentos foi Zw(|F0| - |FC|)2. R é definido como Σ ||F0| |FC||/S |F0| enquanto Rw = pw( |F0| - |FC|)2/LW JFoJ2]172, quando w for uma função de peso apropriada baseada em erros nas intensidades observadas. Os mapas de diferença de Fourier foram examinados em todos os estágios de refinamento. Todos os átomos sem ser hidrogênio foram refinados com parâmeteros de deslocamento térmico anisotrópicos. Os átomos de hidrogênio associados à ligação de hidrogênio estavam localizados nos mapas finais de diferença de Fourier enquanto as posições dos outros átomos de hidrogênio foram calculadas partindo de uma geometria idealizada com comprimentos e ângulos de ligação padronizados. Foram concedidos fatores de temperatura isotrópicos e incluídos nos cálculos de fator de estrutura com os parâmetros fixos.
Os dados do cristal da forma N-2 são apresentados na Tabela 2. As coordenadas atômicas fracionadas estão relacionadas na Tabela 3. Devia ser entendido por um perito na técnica que são possíveis ligeiras variações nas coordenadas e são consideradas como estando dentro do âmbito da presente descrição.
Tabela 2. Dados do Cristal Data da Forma N-2
Temperatura
Comprimento de onda Sistema do cristal, Grupo espacial Dimensões da célula unitária
Volume
Z, Densidade calculada temperatura ambiente
1,54178 A
Triclínico, P1 a = 7,5680(2) A alfa = 74,132(2) ° b = 9,5848(3) A beta = 84,132(2) ° c = 16,2864(5) A gama = 70,646(2) ° 1072,06(5) Á3
1, 1,257 Mg/m3
Tabela 3. Coordenadas atômicas
|
Átomo |
X |
Y |
Z |
Átomo |
X |
Y |
Z |
|
C7 |
0,0807 |
-0,0688 |
0,0165 |
H3 |
0,0264 |
0,2281 |
-0,0035 |
|
C16 |
-0,5489 |
0,4635 |
-0,1121 |
H17 |
-0,7884 |
0,4046 |
-0,0848 |
|
C4 |
-0,0807 |
0,0688 |
-0,0165 |
H2 |
-0,2192 |
0,4393 |
-0,0575 |
|
C18 |
-0,7034 |
0,6975 |
-0,1863 |
H5 |
-0,2549 |
-0,0380 |
-0,0365 |
|
C13 |
0,5516 |
-0,4628 |
0,1105 |
H6 |
-0,5015 |
0,1728 |
-0,0892 |
|
C15 |
0,7037 |
-0,6988 |
0,1841 |
H9 |
0,5090 |
-0,1737 |
0,0755 |
|
C3 |
-0,0789 |
0,2157 |
-0,0218 |
H14 |
0,7875 |
-0,4013 |
0,0906 |
|
C10 |
0,3885 |
-0,3317 |
0,0771 |
H12 |
-0,0376 |
-0,2264 |
0,0165 |
|
C1 |
-0,3895 |
0,3303 |
-0,0781 |
H11 |
0,2109 |
-0,4403 |
0,0683 |
|
C17 |
-0,7335 |
0,4794 |
-0,1115 |
H8 |
0,2590 |
0,0389 |
0,0270 |
|
C2 |
-0,2275 |
0,3428 |
-0,0531 |
H19 |
0,8664 |
-0,8827 |
0,2693 |
|
C5 |
-0,2458 |
0,0584 |
-0,0412 |
H20A |
0,6721 |
-0,9411 |
0,1489 |
|
C6 |
-0,3950 |
0,1847 |
-0,0720 |
H20B |
0,8848 |
-1,0218 |
0,1745 |
|
C9 |
0,3978 |
-0,1858 |
0,0641 |
H22A |
0,4299 |
-0,9831 |
0,2863 |
|
C14 |
0,7330 |
-0,4774 |
0,1143 |
H22B |
0,5433 |
-1,0623 |
0,3720 |
|
C12 |
0,0728 |
-0,2143 |
0,0290 |
H24 |
0,4288 |
-0,8972 |
0,4553 |
|
C11 |
0,2233 |
-0,3439 |
0,0597 |
H29A |
0,3610 |
-0,6896 |
0,7199 |
|
C8 |
0,2471 |
-0,0573 |
0,0347 |
H29B |
0,5410 |
-0,6388 |
0,7042 |
|
C19 |
0,7480 |
-0,8565 |
0,2404 |
H29C |
0,5552 |
-0,8060 |
0,7046 |
|
C20 |
0,7591 |
-0,9804 |
0,1959 |
H26A |
0,0099 |
-0,5669 |
0,3086 |
|
C22 |
0,5494 |
-1,0075 |
0,3126 |
H26B |
0,2158 |
-0,5619 |
0,2923 |
|
C24 |
0,3932 |
-0,7895 |
0,4232 |
H26C |
0,1027 |
-0,5160 |
0,3723 |
|
C28 |
0,4299 |
-0,7573 |
0,5628 |
H25 |
0,2074 |
-0,8105 |
0,3478 |
|
C29 |
0,4783 |
-0,7007 |
0,6895 |
H21A |
0,6629 |
-1,1660 |
0,2427 |
|
C26 |
0,1249 |
-0,5830 |
0,3353 |
H21B |
0,8099 |
-1,1619 |
0,3036 |
|
C25 |
0,1972 |
-0,7461 |
0,3866 |
H27A |
0,0368 |
-0,7163 |
0,4938 |
|
C21 |
0,7052 |
-1,0999 |
0,2661 |
H27B |
0,1093 |
-0,8874 |
0,4894 |
|
C27 |
0,0588 |
-0,7834 |
0,4569 |
H27C |
-0,0572 |
-0,7699 |
0,4319 |
|
C23 |
0,5435 |
-0,7711 |
0,3553 |
H30 |
-0,6271 |
0,8706 |
-0,2714 |
|
C30 |
-0,7440 |
0,8547 |
-0,2454 |
H31A |
-0,9249 |
0,9498 |
-0,1547 |
|
C34 |
-0,8171 |
0,7743 |
-0,3628 |
H31B |
-0,7674 |
1,0278 |
-0,1856 |
|
C31 |
-0,8522 |
0,9853 |
-0,2037 |
H33A |
-1,1460 |
0,9828 |
-0,2916 |
|
C33 |
-1,0373 |
1,0092 |
-0,3191 |
H33B |
-1,0659 |
1,0635 |
-0,3783 |
|
Átomo |
X |
Y |
Z |
Átomo |
X |
Y |
Z |
|
C32 |
-0,9782 |
1,1019 |
-0,2736 |
H32A |
-1,0859 |
1,1679 |
-0,2499 |
|
C38 |
-0,8340 |
0,7734 |
-0,5748 |
H32B |
-0,9111 |
1,1645 |
-0,3120 |
|
C36 |
-1,1117 |
0,7288 |
-0,3922 |
H36 |
-1,1758 |
0,7856 |
-0,3502 |
|
C39 |
-0,6953 |
0,7302 |
-0,7067 |
H39A |
-0,7874 |
0,7037 |
-0,7301 |
|
C37 |
-1,0485 |
0,5605 |
-0,3464 |
H39B |
-0,5733 |
0,6820 |
-0,7276 |
|
C35 |
-0,9477 |
0,7893 |
-0,4312 |
H39C |
-0,7221 |
0,8392 |
-0,7235 |
|
N1 |
0,5385 |
-0,6067 |
0,1537 |
H37A |
-1,1562 |
0,5276 |
-0,3279 |
|
N4 |
-0,5358 |
0,6044 |
-0,1590 |
H37B |
-0,9757 |
0,5444 |
-0,2977 |
|
N2 |
0,8232 |
-0,6215 |
0,1585 |
H37C |
-0,9736 |
0,5027 |
-0,3846 |
|
N3 |
-0,8254 |
0,6252 |
-0,1572 |
H35 |
-0,9995 |
0,8976 |
-0,4608 |
|
N6 |
-0,8719 |
0,8722 |
-0,3123 |
H1 |
0,4378 |
-0,6316 |
0,1597 |
|
N5 |
0,5974 |
-0,8687 |
0,3055 |
H4 |
-0,4338 |
0,6276 |
-0,1688 |
|
N8 |
-0,8375 |
0,7087 |
-0,4913 |
H2A |
0,9413 |
-0,6576 |
0,1685 |
|
N7 |
0,3941 |
-0,6991 |
0,4812 |
H3A |
-0,9442 |
0,6631 |
-0,1654 |
|
04 |
-0,6651 |
0,6742 |
-0,3518 |
H8A |
-0,7710 |
0,6146 |
-0,4726 |
|
O1 |
0,6094 |
-0,6663 |
0,3446 |
H7 |
0,3699 |
-0,6020 |
0,4611 |
|
02 |
0,4413 |
-0,8890 |
0,6028 |
H40A |
-1,1909 |
0,7164 |
-0,5066 |
|
03 |
0,4448 |
-0,6524 |
0,5991 |
H40B |
-1,3113 |
0,8675 |
-0,4819 |
|
05 |
-0,9383 |
0,8955 |
-0,6125 |
H40C |
-1,3481 |
0,7128 |
-0,4362 |
|
06 |
-0,7001 |
0,6782 |
-0,6138 |
|
|
|
|
|
C40 |
-1,2538 |
0,7592 |
-0,4606 |
|
|
|
|
|
CI1 |
-0,2486 |
0,7587 |
-0,1475 |
|
|
|
|
|
02 |
0,2421 |
-0,7524 |
0,1377 |
|
|
|
|
2. Difração de raios X no Pó
Aproximadamente 200 mg foram compactados em um suporte para amostra de Difração de Raios X no Pó da Philips (PXRD). A amostra foi transferida para uma unidade Philips MPD (45 KV, 40 mA, Cu Ka). Os dados foram coletados à temperatura ambiente na faixa de 2 a 32 2Θ (modo de varredura contínuo, taxa de varredura 0,03 grau/segundo., fendas de auto divergência e anti difusor, fenda de recepção: 0,2 mm, eixo de rotação da amostra: ON).
Os resultados do padrão de PXRD e de um padrão simulado calculado dos dados de cristal simples são apresentados na Figura 1.
A Tabela 4 relaciona os picos característicos de PXRD que descrevem a Forma N-2 do Composto (I).
Tabela 4. Posições características do pico de difração (graus 2Θ ± 0,1) à temperatura ambiente, baseadas em um padrão de alta qualidade coletado com um difratômetro (cuKa) com um capilar girando com 20 calibrado com outro padrão NIST adequado.
|
Forma N-2 |
|
10,3 |
|
12,4 |
|
12,8 |
|
13,3 |
|
13,6 |
|
15,5 |
|
20,3 |
|
21,2 |
|
22,4 |
|
22,7 |
|
23,7 |
3. Calorimetria Diferencial de Varredura
Experimentos de Calorimetria Diferencial de Varredura (DSC) foram realizados em um TA Instruments® model Q2000, Q1000 ou 2920, A amostra (aproximadamente 2-6 mg) foi pesada em uma cuba de alumínio e registrou com precisão até uma centena de um miligrama e transferiu-se para o DSC. O instrumento foi purgado com nitrogênio gasoso a 50 mL/min. Os dados foram coletados entre a temperatura ambiente e 300 °C a uma taxa de aquecimento de 10 °C/min. O gráfico foi realizado com os picos endotérmicos apontando para baixo.
Os resultados são apresentados na Figura 2.
4. RMN no Estado Sólido (SSRMN)
Todas as medidas de C-13 RMN no estado sólido foram realizadas com um espectrômetro de RMN Bruker DSX-400, de 400 MHz. Foram obtidos espectros de alta resolução usando desacoplamento de próton de alta potência e a sequência de pulso de TPPM e polarização cruzada de amplitude rap.f. (RAMP-CP) com rotação de ângulo mágico (MAS) aproximadamente a 12 kHz (A.E. Bennett e outros, J. Chem. Phys. 1995, 103, 6951). (G. Metz, X. Wu e S.O. Smith, J. Magn. Reson. A., 1994, 110, 219227). Aproximadamente 70 mg de amostra, compactados em um rotor de zircônia em formato de lata foram usados para cada experimento. Desvios químicos (δ) foram referenciados para adamantane externo com a ressonância de alta frequência sendo ajustada a 38,56 ppm (W.L. Earl e D.L. VanderHart, J. Magn. Reson., 1982, 48, 35-54).
O espectro SSRMN é apresentado na Figura 3.
A Tabela 5 relaciona os picos SSRMN característicos que descrevem a Forma N-2 do Composto (I).
Tabela 5: Posições de pico de SSRMN da Forma N-2 do Composto (I). Posições de pico δ (em ppm) relativas à escala TMS.
|
Forma N-2 |
|
14,8 |
|
15,3 |
|
19,6 |
|
20,4 |
|
25,1 |
|
25,6 |
|
28,4 |
|
29,3 |
|
29,3 |
|
30,1 |
|
32,3 |
|
46,8 |
|
51,6 |
|
54,3 |
|
55,2 |
|
57,5 |
|
57,8 |
|
58,2 |
|
111,7 |
|
113,1 |