BRPI0816334B1 - corrimão que tem uma seção transversal geralmente em forma de c e que define uma fenda interna geralmente em forma de t" - Google Patents
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Abstract
corrimão que tem uma seção transversal geralmente em forma de c e que define uma fenda interna geralmente em forma de t a presente invenção refere-se a corrimãos modificados para utilização em escadas rolantes, passarelas móveis e outros aparelhos de transporte. o corrimão pode incluir uma configuração para uma rede de cabos como um inibidor de estiramento que reduz o empenamento de cabo sob condições de flexão severas. o corrimão pode também incluir uma configuração para uma primeira e uma segunda camadas de termoplástico nas porções de lábio que reduzem a tensão e os esforços de dobramento e aumenta a vida de falha por fadiga sob as condições de carregamento cíclicas. o corrimão pode também incluir, para o inibidor de estiramento, a utilização de cabos que compreendem cordões externos grandes e cordões internos pequenos que permitem a penetração e a adesão dentro da primeira camada e podem reduzir a incidência de desgaste ou corrosão.
Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para CORRIMÃO QUE TEM UMA SEÇÃO TRANSVERSAL GERALMENTE EM FORMA DE C E QUE DEFINE UMA FENDA INTERNA GERALMENTE EM FORMA DE T.
CAMPO [001] Este relatório descritivo refere-se genericamente ao campo de corrimãos para escadas rolantes, passarelas móveis e aparelhos de transporte similares.
ANTECEDENTES [002] A Patente dos Estados Unidos Número 6.237.740 para Weatherall et al. descreve uma construção de corrimão móvel, para escadas rolantes, passarelas móveis e outros aparelhos de transporte que tem uma seção transversal geralmente em forma de C e que define uma fenda interna geralmente em forma de T. O corrimão é formado por extrusão e compreende uma primeira camada de material termoplástico que estende ao redor da fenda em forma de T. Uma segunda camada de material termoplástico estende ao redor do exterior da primeira camada e define o perfil exterior do trilho. Uma camada deslizante reveste a fenda em forma de T e está aderida na primeira camada. Um inibidor de estiramento estende dentro da primeira camada. A primeira camada está formada de um termoplástico mais duro do que a segunda camada, e isto foi descoberto fornecer propriedades aperfeiçoadas para o lábio e características de acionamento aperfeiçoada sobre os acionamentos lineares.
INTRODUCÀO [003] Um corrimão está provido, o corrimão tendo uma seção transversal geralmente em forma de C e que define uma fenda interna geralmente em forma de T, o corrimão compreendendo: um material termoplástico que estende ao redor da fenda em forma de T que define porções de lábio semicirculares que têm paredes de extremidade
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2/17 geralmente opostas, e que define o perfil externo do corrimão; uma camada deslizante que reveste a fenda em forma de T e aderida no material termoplástico; e uma rede de cabos para inibir o estiramento, a rede de cabos consistindo em uma pluralidade de cabos longitudinais dispostos ao longo de um plano central dentro do material termoplástico, em que os cabos externos da rede de cabos estão deslocados para dentro em relação às paredes de extremidade das porções de lábio.
[004] Cada um da pluralidade de cabos pode ter um diâmetro de 0,5 a 2 mm. A rede de cabos pode ter uma largura de 30 a 35 mm e um passo de 1,5 a 2 mm.
[005] A camada deslizante pode incluir porções de borda que estendem para fora da fenda em forma de T e ao redor das paredes de extremidade das porções de lábio.
[006] Outro corrimão está provido, o corrimão tendo uma seção transversal geralmente em forma de C e que define uma fenda interna geralmente em forma de T, o corrimão compreendendo: uma primeira camada de material termoplástico que estende ao redor da fenda em forma de T que define as paredes internas das porções de lábio semicirculares; uma segunda camada de material termoplástico que estende ao redor do exterior da primeira camada e define o perfil externo do corrimão e as paredes de extremidade geralmente opostas das porções de lábio; uma camada deslizante que reveste a fenda em forma de T e aderida na primeira camada; e um inibidor de estiramento disposto ao longo de um plano dentro da primeira camada.
[007] A primeira camada pode afinar em espessura ao redor das porções de lábio e pode não estender substancialmente abaixo de um plano de fundo da fenda em forma de T. A primeira camada pode terminar ao longo das paredes internas das porções de lábio. O corrimão pode compreender uma porção superior acima da fenda em forma de
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T e dentro da porção superior a primeira camada pode ser mais espessa que a segunda camada. A primeira camada pode compreender pelo menos 60% da espessura do corrimão na porção superior. A porção superior pode ter uma espessura de aproximadamente 10 mm e a primeira camada tem pelo menos 6 mm de espessura.
[008] A primeira camada pode ser formada de um termoplástico mais duro do que a segunda camada. A primeira camada pode ter uma dureza na faixa de 40 a 50 Shore 'D', a segunda camada pode ter uma dureza na faixa de 70 a 85 Shore 'A' e a camada deslizante pode ter um módulo de 150 a 250 MPa.
[009] A camada deslizante pode incluir porções de borda que estendem para fora da fenda em forma de T e ao redor das paredes de extremidade das porções de lábio.
[0010] Outro corrimão está provido, o corrimão tendo uma seção transversal geralmente em forma de C e que define uma fenda interna geralmente em forma de T, o corrimão compreendendo: uma primeira camada de material termoplástico que estende ao redor da fenda em forma de T que define as paredes internas das porções de lábio semicirculares; uma segunda camada de material termoplástico que estende ao redor do exterior da primeira camada e define o perfil externo do corrimão e as paredes de extremidade geralmente opostas das porções de lábio; uma camada deslizante que reveste a fenda em forma de T e aderida na primeira camada; e uma rede de cabos para inibir o estiramento, a rede de cabos consistindo em uma pluralidade de cabos longitudinais dispostos ao longo de um plano central dentro da primeira camada, em que os cabos externos da rede de cabos estão deslocados para dentro em relação às paredes de extremidade das porções de lábio.
[0011] Ainda outro corrimão está provido, o corrimão tendo uma seção transversal geralmente em forma de C e que define uma fenda
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4/17 interna geralmente em forma de T, o corrimão compreendendo: uma primeira camada de material termoplástico que estende ao redor da fenda em forma de T; uma segunda camada de material termoplástico que estende ao redor do exterior da primeira camada e define o perfil externo do corrimão; uma camada deslizante que reveste a fenda em forma de T e aderida na primeira camada; e uma rede de cabos para inibir o estiramento, a rede de cabos consistindo em uma pluralidade de cabos longitudinais dispostos ao longo de um plano central dentro da primeira camada, em que cada um dos cabos longitudinais inclui uma pluralidade de cordões externos relativamente maiores e uma pluralidade de cordões internos relativamente menores.
[0012] Cada cabo pode ter um diâmetro externo de aproximadamente 1,15 mm. Cada cabo pode consistir em 6 cordões externos e 3 cordões internos. Os cordões externos podem ter um diâmetro de aproximadamente 0,36 mm. Os cordões internos podem ter um diâmetro de aproximadamente 0,2 mm. Os cabos podem ser formados de aço de alta resistência à tração, e podem ser revestidos de latão.
[0013] Um corrimão de escada rolante, que tem uma seção transversal geralmente em forma de C e que define uma fenda interna geralmente em forma de T, compreende: uma primeira camada de material termoplástico que estende ao redor da fenda em forma de T que define as paredes internas das porções de lábio semicirculares; uma segunda camada de material termoplástico que estende ao redor do exterior da primeira camada e define o perfil externo do corrimão e as paredes de extremidade geralmente opostas das porções de lábio; uma camada deslizante que reveste a fenda em forma de T e aderida na primeira camada; e uma rede de cabos para inibir o estiramento, a rede de cabos consistindo em uma pluralidade de cabos longitudinais dispostos ao longo de um plano central dentro da primeira camada, em que os cabos externos da rede de cabos estão deslocados para dentro
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5/17 em relação às paredes de extremidade das porções de lábio, e em que cada um dos cabos longitudinais inclui uma pluralidade de cordões externos relativamente maiores e uma pluralidade de cordões internos relativamente menores.
[0014] Estas e outras características dos ensinamentos do requerente estão aqui apresentadas.
DESENHOS [0015] Uma descrição detalhada de uma ou mais modalidades está aqui abaixo provida por meio de exemplo somente e com referência aos desenhos seguintes, nos quais:
[0016] Figura 1 é uma vista em corte transversal de um corrimão conhecido;
[0017] figura 2 é uma vista em corte transversal de um corrimão modificado;
[0018] figura 3 é uma vista em corte transversal de outro corrimão modificado;
[0019] figura 4 é uma vista em corte transversal de ainda outro corrimão modificado;
[0020] figura 5 é uma vista em corte transversal de um corrimão conhecido que ilustra as tensões simuladas de acordo com uma análise de elementos finitos;
[0021] figura 6 é um gráfico de setores que ilustra a contribuição de componentes de corrimão para a rigidez de corrimão total em condições de curva reversa;
[0022] figura 7 é um gráfico que ilustra a rigidez de corrimãos total em curva reversa com e sem o tecido deslizante;
[0023] figuras 8A e 8B são vistas em corte transversal de corrimãos que têm redes de cabos de 45 e 33 mm, respectivamente, e ilustram as tensões simuladas nos mesmos;
[0024] figura 9 é uma vista em corte transversal de um corrimão
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6/17 modificado que ilustra as tensões simuladas no mesmo;
[0025] figura 10 é um gráfico que ilustra os resultados de um teste de corrimão dinâmico; e [0026] figuras 11A e 11B ilustram seções transversais de uma estrutura de cabo.
DESCRIÇÃO DE VÁRIAS MODALIDADES [0027] Vários aparelhos e métodos serão abaixo descritos para prover um exemplo de uma modalidade de cada invenção reivindicada. Nenhuma modalidade abaixo descrita limita qualquer invenção reivindicada e qualquer invenção reivindicada pode cobrir aparelhos e métodos que não estão abaixo descritos. As invenções reivindicadas não estão limitadas a aparelhos e métodos que têm todas as características de qualquer aparelho ou método abaixo descritos ou a características comuns a múltiplos ou todos os aparelhos abaixo descritos. Uma ou mais invenções podem residir em uma combinação ou subcombinação dos elementos de aparelho ou etapas de métodos abaixo descritos ou em outras partes deste documento. É possível que um aparelho ou método abaixo descrito não seja uma modalidade de nenhuma invenção reivindicada. O(s) requerente(s), inventor(es) e/ou proprietário(s) reservam todos os direitos em qualquer invenção descrita em um aparelho ou método abaixo descritos que não esteja reivindicado neste documento e não abandonam, renunciam ou dedicam ao público nenhuma tal invenção por sua descrição neste documento.
[0028] Um exemplo desta construção de corrimão conhecida está mostrado na Figura 1. O corrimão 10 pode incluir um inibidor de estiramento 12, o qual, neste caso, está ilustrado como uma rede de cabos de aço longitudinais mas pode ao invés compreender uma fita de aço, KEVLAR™ ou outros elementos de tração adequados. Como mostrado, o inibidor de estiramento 12 pode ser suprido embutido em uma primeira camada ou interna 14, e pode ser aderido a esta com um
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7/17 adesivo adequado. A camada interna 14 pode ser formada de um termoplástico relativamente duro e uma camada externa 16 pode ser formada de um termoplástico relativamente macio. As camadas 14, 16 aderem diretamente uma na outra em uma interface para formar um corpo termoplástico contínuo. A fenda em forma de T está revestida por um tecido deslizante 18. O tecido deslizante pode ser um material de algodão ou sintético apropriado, com uma textura adequada.
[0029] Os ensinamentos do requerente referem a configurações de corrimão modificadas que levam em conta a dinâmica e a interação de diferentes materiais e camadas durante as condições de flexão.
[0030] Referindo à Figura 2, um exemplo de uma construção de corrimão modificada está genericamente designada pela referência 20. O corrimão 20 inclui uma rede de cabos 22 como um inibidor de estiramento, abaixo mais completamente discutido. Circundando a fenda em forma de T 24, o corrimão inclui uma corrediça 26 aderida a pelo menos a primeira camada ou interna 28. A corrediça 26 pode incluir porções de extremidade enroladas ao redor de nervuras que faceiam para baixo da primeira camada, como ilustrado. A camada interna 28 compreende uma porção ou alma interna 32 de espessura geralmente uniforme, a qual continua para dentro de duas porções de lábio semicirculares 34. Correspondentemente, a camada externa 30 também compreende uma porção ou alma superior 30 de espessura geralmente uniforme, a qual continua para dentro de duas porções de lábio semicirculares 40. As porções de lábio 34 incluem as paredes internas 42 e as porções de lábio 34 terminam em paredes de extremidade geralmente opostas 36. Cada parede de extremidade inclui uma borda interna 44 e uma borda externa 46.
[0031] As duas camadas 28, 30 podem ter diferentes características ou durezas. Em alguns exemplos, a camada externa 30 é de um termoplástico de um grau mais macio do que a camada interna 28.
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Exemplos de propriedades das duas camadas estão dados na Tabela
1.
TABELA 1
| Camada Interna 28 | Camada Externa 30 | |
| Dureza | 40-50 Shore 'D' | 70-85 Shore 'A' |
| Módulo de tração a 100% | 11 MPa | 5,5 MPa |
| Módulo de flexão | 63 MPa | 28 MPa |
| Módulo de cisalhamento | 6-8 MN/m2 | 4-5 MN/m2 |
[0032] A camada interna 28 pode ser mais dura e geralmente mais rígida, e pode servir para reter a dimensão de lábio, isto é, o espaçamento através do fundo da fenda em forma de T 24. A camada interna 28 pode também servir para proteger o inibidor de estiramento 22, neste caso os cabos de aço providos em uma rede de cabos, e a adesão entre estes cabos e o material termoplástico da camada interna 28 pode ser provida por uma camada de adesivo. Cada cabo pode compreender um número de fios ou cordões de aço individuais e no total pode ter um diâmetro na faixa de 0,5 a 2 mm, por exemplo.
[0033] Deve ser compreendido que os corrimãos tipicamente não têm uma superfície superior plana, mas ao contrário existe usualmente uma curva convexa pequena. Muitos aparelhos de transporte comercialmente disponíveis, especialmente as escadas rolantes, utilizam um acionamento de curva reversa para propelir o corrimão sem fim em uma direção específica. Sob condições de acionamento de curva reversa apertada (por exemplo, com um raio de 275 mm ou menos) os cabos externos dentro da rede de cabos podem ser forçados para fora do eixo geométrico neutro quando em uma curva reversa devido às porções de lábio, ou a superfície superior de corrimão curva, ou am
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9/17 bas, enquanto que os cabos médios permanecem geralmente no mesmo plano. Como os cabos externos empurrados afastando do plano de flexão neutro, um empenamento pode ocorrer. Este empenamento pode causar um rompimento mesmo após somente umas poucas flexões, dependendo do raio de curva reversa e do módulo de deslizamento.
[0034] Em alguns exemplos, o inibidor de estiramento 22 pode estar disposto dentro de um plano central dentro da primeira camada 28, e os cabos de extremidade da rede de cabos estão deslocados para dentro em relação às paredes de extremidade 36 das porções de lábio 34. Em outras palavras, o corrimão 20 tem uma rede de cabos 22 relativamente estreita. Esta característica deve ficar clara para o leitor pela comparação da Figura 1 com a Figura 2. Em operação, tendo os cabos de extremidade 48 espaçados afastando das regiões de tensão de lábio pode afetar a capacidade dos cabos externos 48 de reter um plano neutro durante a flexão, diminuindo a chance dos cabos externos empenarem, como abaixo adicionalmente discutido.
[0035] Referindo à Figura 3, outro exemplo de uma construção de corrimão modificada está genericamente designado pela referência 60. Para simplicidade, aos componentes iguais são dados os mesmos números de referência que na Figura 2, e a descrição dos componentes não é repetida.
[0036] No aparelho 60, a camada interna 28 estende ao redor da fenda em forma de T 24 definindo as paredes internas das porções de lábio semicirculares 62. A camada interna 28a afina ao redor das porções de lábio 62 e termina ao longo das paredes internas 64 das porções de lábio 62. Correspondentemente, a camada externa 30 tem porções de extremidade semicirculares 68 que têm uma espessura aumentada na direção das paredes de extremidade 66. Isto compensa pelo afinamento da camada interna 28a. Como ilustrado na Figura 3, a
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10/17 camada interna 28a de preferência não estende abaixo de um plano inferior L da fenda em forma de T 24, o plano inferior L ficando abaixo das porções de tecido deslizante 14 que definem o fundo da parte superior da fenda em forma de T 24.
[0037] Deve ser compreendido que esta configuração da camada interna 28a, a qual pode ser 25% mais rígida do que a segunda camada 30, por exemplo, e que tem um módulo mais alto do que o material da segunda camada 30, move a camada interna 28a fora da localização tensionada para uma localização relativamente menos tensionada quando sob a carga de um acionamento de curva reversa. Esta mudança pode resultar em um módulo curvamento total inferior e uma mudança ligeiramente mais baixa ou não existente na resistência do lábio. Esta configuração pode também aumentar a vida de falha por fadiga sob as condições de carregamento cíclico.
[0038] Referindo à Figura 4, outro exemplo de uma construção de corrimão modificado está genericamente designada pela referência 80. O corrimão 80 é essencialmente uma combinação híbrida dos corrimãos 20, 60. Em outras palavras, o corrimão 80 apresenta (i) uma rede de cabos relativamente estreita e (ii) uma camada interna afinada que não estende abaixo de um plano inferior da fenda em forma de T.
[0039] Uma análise de elementos finitos (FEA) e um teste físico foi conduzido para examinar o comportamento de vários corrimãos, especificamente sob condições de flexão severas. Um teste é uma deformação de curva reversa de três pontos de 1 m de corrimão (80 mm de largura com uma rede de cabos de 45 mm de largura que compreende 20 cabos) suportado por dois suportes espaçados por 615 mm; uma peça redonda de 50 mm de diâmetro é utilizada para deformar o corrimão em 100 mm em um local aproximadamente equidistantes dos suportes cilíndricos.
[0040] Um modelo de FEA foi utilizado para simular uma curva re
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11/17 versa de três pontos de acordo com os parâmetros acima mencionados. A Figura 5 é uma vista em corte transversal de um corrimão convencional que mostra a tensão de Von Mises sob deformação. Como ali mostrado, sob uma carga de tração e de curvamento a rede de cabos experimenta a tensão de curvamento mais alta (indicada pelo sombreamento mais escuro), seguido pela corrediça e então as camadas termoplásticas.
[0041] A modelagem de FEA levou à descoberta de que a camada deslizante pode ser o único maior fator de contribuição no módulo de um corrimão em cenários de tensão de curva reversa. Por esta razão, pode ser benéfico pré-tratar a camada deslizante antes da formação de modo a minimizar a tensão. Um exemplo de um método e aparelho para o pré-tratamento de camada deslizante está descrito no Pedido Provisório dos Estados Unidos Número 60/971.156 do Requerente, depositado em 10 de Setembro de 2007 e intitulado MÉTODO E APARELHO PARA O PRÉ-TRATAMENTO DE UMA CAMADA DESLIZANTE PARA CORRIMÃOS COMPOSTOS EXTRUDADOS, e o Pedido PCT correspondente depositado em 10 de Setembro de 2008, o conteúdo inteiro de ambos está aqui incorporado por referência.
[0042] A Figura 6 é uma representação dos resultados obtidos de um modelo de FEA sem tensão de corrimão. Isto mostra a contribuição de vários componentes do corrimão em relação à rigidez de corrimão total. Os testes de INSTRON™ de corrimãos, com e sem corrediças, de acordo com os parâmetros acima mencionados, confirmaram que a corrediça pode ser o contribuinte principal para a rigidez do corrimão (Figura 7). Neste teste, um corrimão comum foi sujeito a uma deformação de 100 mm (um ciclo completo) com e sem a corrediça. O gráfico ilustra que um corrimão sem a corrediça é significativamente menos rígido em curvamento reverso.
[0043] Dada esta descoberta, é preferível utilizar uma corrediça de
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12/17 módulo mais baixo. Uma corrediça de módulo mais baixo reduz a rigidez de corrimão em curvamento reverso e também aperfeiçoa a tensão de Von Mises total no corrimão, assim aperfeiçoando a vida de fadiga do produto. A camada corrediça sofre um carregamento de tração durante o curvamento de corrimão, de modo que um valor de módulo deve ser escolhido que provenha uma resistência estrutural suficiente com um baixo módulo de curvamento de corrimão total. Os estudos de FEA mostraram que uma camada corrediça que tem um módulo de aproximadamente 150-250 MPa é adequada para o corrimão de acordo com a configuração acima mencionada, notando que uma tensão máxima sobre a camada corrediça durante a flexão na maioria das unidades de escada rolante é de até 6%.
[0044] Modelos de FEA foram adicionalmente desenvolvidos para compreender o comportamento de composto de corrimão principalmente no curvamento reverso, também com o auxílio do método de validação de testes INSTRON™. Estas análises mostraram que apesar dos cabos de aço nas configurações de corrimão correntes poder contribuir 19% na rigidez de curva reversa, isto poderia aumentar dependendo de condições de deformação específicas, tal como um raio de curva reversa e a quantidade de estiramento de corrediça. Em deformações mais altas, os lábios começam a deslocar os cabos de extremidade e forçá-los mover para fora do plano do resto dos cabos. Isto resulta em um módulo de curvamento final mais alto, e sob um curvamento severo faz com que os cabos mais externos empenem. Os cabos de aço tendem a ser relativamente duros, tendo uma dureza de até 67 Rockwell Escala C, por exemplo, e portanto o empenamento pode ocorrer relativamente facilmente. Este fenômeno é mais pronunciado sob certas condições, tal como quando o corrimão está em curvamente reverso sem a superfície externa ser suportada por uma polia ou um rolo de acionamento, o que é possível se o corrimão está cor
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13/17 rendo frouxo sobre a escada rolante. Sob esta condição, se a superfície externa de corrimão não for suportada, as porções de lábio podem exercer tensões excessivas sobre os cabos externos e podem fazê-los empenar muito rapidamente.
[0045] Para evitar o fenômeno de empenamento de cabo mais externo sob condições de flexões severas que causam (a) a falha de cabo potencial e (b) uma rigidez de curvamento mais alta, estudos de FEA foram conduzidos para rever a solução específica proposta para um aspecto da presente invenção, a saber, o estreitamento da rede de cabos de modo que os cabos externos sejam deslocados para dentro em relação às porções de lábio. Isto pode ser conseguido reduzindo o passo de cabo dentro da rede de cabos na estrutura composta, o que mantém o mesmo número de cabos.
[0046] Como um exemplo, um corrimão conhecido pode compreender uma rede de cabos que tem 20 cabos longitudinais com um passo de cabo de 2,3 mm, o que dá uma rede de cabos de 45 mm de largura. Os modelos foram desenvolvidos com um passo de 1,65 mm o que dá uma rede de cabos de 33 mm de largura. Os estudos mostraram um aperfeiçoamento significativo tanto no comportamento de empenamento de cabo quanto na redução da rigidez de curvamento de corrimão total com uma menor distância de passo. Especificamente, foi descoberto que aproximadamente 15% menos força foi requerida para um corrimão de rede de cabos de 35 mm do que para um corrimão de rede de cabos de 45 mm de largura para conseguir um raio de curva inversa de 250 mm, sob condições idênticas. Estes resultados foram também validados pelo teste de INSTRON™ e o corrimão com uma largura de rede de cabos mais estreita exibiu uma menor rigidez de curva inversa.
[0047] O Von Mises mais alto e o movimento de cabo externo poderiam também ser vistos em seções de modelos de FEA quando os
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14/17 corrimãos tanto com uma rede de cabos de 45 mm de largura quanto com uma rede de cabos de 33 mm de largura foram deformados sob condições similares. Como mostrado nas Figuras 8A e 8B, os cabos externos na rede de cabos de 45 mm (Figura 8A) têm uma tensão de curvamento mais alta (sombreamento mais escuro) do que os cabos externos na rede de cabos de 35 mm (Figura 8B). Movendo os cabos externos afastando da linha de tensão de lábio afeta significativamente a capacidade dos cabos externos de reter o seu plano original durante a flexão e portanto diminuindo as chances de empenamento de cabos externos.
[0048] Estudos de FEA foram também conduzidos para examinar a localização e as razões das duas camadas de material termoplástico sob condições de flexão severas. Como acima discutido, os projetos de corrimão convencionais onde a camada interna estende ou alcança a parede de extremidade da porção de lábio podem resultar em uma boa resistência de lábio mas leva a uma tensão mais alta e tensões de curvamento mais altas totais nas porções de lábio do corrimão. Como um aspecto específico da presente invenção, isto é aperfeiçoado pela reconfiguração da camada interna de modo que esta afine e termine ao longo da parede interna da porção de lábio, não abaixo de um plano inferior da fenda em forma de T.
[0049] Com referência à Figura 9, as modificações da configuração de seção transversal do projeto de corrimão podem ser vistas no diagrama de tensão (nenhuma corrediça está mostrada). Este modelo híbrido apresenta um projeto de corrimão convencional à esquerda e um corrimão modificado à direita, o corrimão modificado incluindo uma rede de cabos mais estreita (33 mm de largura) e o primeiro e segundo perfis de camada modificados. Aqui ilustrado está uma distribuição mais alta de tensão de Von Mises na porção de lábio do projeto de corrimão convencional, a qual está mostrada ser muito mais escura do
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15/17 que a mesma região na porção de lábio modificada.
[0050] Além disso, deve ser compreendido que outra característica que pode ser importante para o desempenho do corrimão são os raios das porções de lábio. Os inventores descobriram, através de análise de FEA, que um menor raio de porção de lábio pode correlacionar com um aumento na rigidez do corrimão durante o curvamento e pode também criar altas tensões. Devido a isto, é preferível que ambos os raios interno e externo das porções de lábio sejam aumentados ao invés de diminuídos quando determinado o projeto de corrimão. Por exemplo, para um corrimão de 80 mm de largura uma porção de lábio com um raio interno de aproximadamente 2,0 mm e um raio externo de aproximadamente 2,0 a 2,25 mm podem ser adequados.
[0051] Com referência à Figura 10, um teste de corrimão dinâmico foi executado em um gabarito de teste de mecanismo de acionamento de escada rolante, que inclui uma curva reversa de 267 mm de raio, o qual foi operado em altas velocidades (aproximadamente 255 m/min). Estes testes foram executados para validar as modificações no projeto de corrimão. Os corrimãos de teste A e B representam os projetos convencionais (80 mm de largura com uma rede de cabos de 45 mm de largura que compreende 20 cabos; a camada interna estendendo até as paredes de extremidade das porções de lábio). Os corrimãos de teste C e D representam os projetos modificados (80 mm de largura com uma rede de cabos de 33 mm de largura que compreende 20 cabos; a camada interna afina e termina ao longo das paredes internas das porções de lábio, não abaixo de um plano inferior da fenda em forma de T; uma camada deslizante com um módulo de 200 a 250 MPa).
[0052] Como mostrado, os projetos modificados C e D exibiram um desempenho superior, com os corrimãos capazes de conseguir mais do que dois milhões de ciclos no mínimo sem falhas.
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16/17 [0053] Um exemplo de uma configuração de corte transversal de cabo típica está mostrada na Figura 11A. Tal cabo de aço convencional, compreendido de pequenos cordões individuais, por exemplo, em um padrão de 7+4, pode sofrer de pouca penetração de borracha / termoplástico / adesivo. Como um problema geral, uma roçadura e/ou corrosão podem ocorrer em um cabo de aço se os fios individuais não forem protegidos e blindados uns dos outros por borracha, termoplástico, adesivo, etc. Se a roçadura ou a corrosão ocorrer, o corrimão pode encolher o que é indesejado e pode levar à falha do corrimão.
[0054] Um inibidor de estiramento com uma configuração de corte transversal específica está provido como ilustrado na Figura 11B. Como ali mostrado, o padrão de 3+6 compreende cordões externos maiores e cordões internos menores de cabo de aço. Esta configuração pode permitir uma boa penetração de borracha, de termoplástico, de adesivo, etc. Por exemplo, dada a construção de corrimão acima descrita, a primeira camada de material termoplástico pode ser capaz de penetrar substancialmente e proteger os cabos, e a alta adesão resulta em um produto que é resistente à mudança de comprimento. Esta penetração pode ser conseguida extrudando o termoplástico e os cabos de aço juntos sob condições de pressão adequadas que promovem a penetração de termoplástico nos interstícios entre os cordões individuais. Um exemplo de um método e aparelho para a extrusão de um corrimão termoplástico está descrito no Pedido Provisório dos Estados Unidos Número 60/971.152 do Requerente, depositado em 10 de Setembro de 2007 e intitulado MÉTODO E APARELHO PARA A EXTRUSÃO DE CORRIMÃO TERMOPLÁSTICO, e o Pedido PCT correspondente depositado em 10 de Setembro de 2008, o conteúdo inteiro de ambos está aqui incorporado por referência.
[0055] A Tabela 2 abaixo provê exemplos de especificações para um cabo inibidor de estiramento com uma seção transversal como ilus
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17/17 trado na Figura 11B. Um cabo adequado em linha com estas especificações exemplares pode ser obtido da Bekaert SA, de Kortrijk, Bélgica.
TABELA 2
| Tipo | - | Cordão de aço de alta tração, revestido de latão |
| Construção | mm | 3X0,20 +/- 0,01 + 6X0,36 +/- 0,01 |
| Torcedura (comprimento de deposição) | 1 espira por | 9,5 +/- 0,5 mm Z + 18,0 +/- 0,9 mm S |
| Densidade linear | g/m (lb/ft) | 5,59 +/- 0,28 (0,00376 +/- 0,00019) |
| Diâmetro | mm (in) | 1,15 +/- 0,06 (0,045 +/- 0,0024) |
| Resistência - mínima individual | N (lb) | 1870 (420) |
| Resistência - objetivo | N (lb) | 1990 (447) |
[0056] Será apreciado por aqueles versados na técnica que outras variações das uma ou mais modalidades aqui descritas são possíveis e podem ser praticadas sem afastar do escopo da presente invenção como aqui reivindicado.
Claims (8)
- REIVINDICAÇÕES1. Corrimão (80) que tem uma seção transversal geralmente em forma de C e que define uma fenda interna geralmente em forma de T (24), a fenda em forma de T (24) tendo um plano inferior (L) definindo um fundo de uma parte superior da fenda em forma de T (24), o corrimão (80) compreendendo:a) uma primeira camada de material termoplástico (28a) que estende ao redor da parte superior da fenda em forma de T (24) que define paredes internas (64) de porções de lábio semicirculares (62), o plano inferior (L) da fenda em forma de T (24) sendo coplanar com cada uma das paredes internas (64) das porções de lábio (62);b) uma segunda camada de material termoplástico (30) se estendo ao redor da primeira camada de material termoplástico (28a) e definindo um perfil externo do corrimão (80), a primeira camada de material termoplástico (28a) sendo formada de um termoplástico mais duro do que a segunda camada de material termoplástico (30);c) uma camada deslizante (26) que reveste a fenda em forma de T (24) e ligada à primeira camada de material termoplástico (28a); ed) uma rede de cabos (22) para inibir o estiramento, a rede de cabos (22) consistindo em uma pluralidade de cabos longitudinais dispostos geralmente ao longo de um plano central dentro da primeira camada de material termoplástico (28a), caracterizado pelo fato de que:a primeira camada de material termoplástico (28a) se afunila em espessura ao redor das porções de lábio (62), e termina ao longo das paredes internas (64) das porções de lábio (62); e a primeira camada de material termoplástico (28a) deixa de se estender abaixo do plano inferior (L) da fenda em forma de T (24); e a segunda camada de material termoplástico (30) definePetição 870190049693, de 28/05/2019, pág. 21/26
- 2/2 paredes de extremidade geralmente opostas (66) das porções de lábio (62); e os cabos externos (48) da rede de cabos (22) estão deslocados para dentro em relação às paredes de extremidade (66) das porções de lábio (62).2. Corrimão de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o corrimão (80) compreende uma porção superior (32, 38) acima da fenda em forma de T (24) e dentro da porção superior (32, 38) a primeira camada de material termoplástico (28a) é mais espessa que a segunda camada de material termoplástico (30).
- 3. Corrimão de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que a primeira camada de material termoplástico (28a) compreende pelo menos 60% da espessura do corrimão na porção superior (32, 38).
- 4. Corrimão de acordo com a reivindicação 2 ou 3, caracterizado pelo fato de que a porção superior (32, 38) tem uma espessura de aproximadamente 10 mm e a primeira camada de material termoplástico (28a) tem pelo menos 6 mm de espessura.
- 5. Corrimão de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que a camada deslizante (26) tem um módulo de 150 a 250 MPa.
- 6. Corrimão de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, caracterizado pelo fato de que cada um dos cabos longitudinais tem um diâmetro de 0,5 a 2 mm.
- 7. Corrimão de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, caracterizado pelo fato de que a rede de cabos (22) tem uma largura de 30 a 35 mm.
- 8. Corrimão de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado pelo fato de que a rede de cabos (22) tem um passo de 1,5 a 2 mm.
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