BRPI0822460B1 - Conjunto alternador de partida compreendendo uma correia poli-v e correia poli-v. - Google Patents

Conjunto alternador de partida compreendendo uma correia poli-v e correia poli-v. Download PDF

Info

Publication number
BRPI0822460B1
BRPI0822460B1 BRPI0822460-9A BRPI0822460A BRPI0822460B1 BR PI0822460 B1 BRPI0822460 B1 BR PI0822460B1 BR PI0822460 A BRPI0822460 A BR PI0822460A BR PI0822460 B1 BRPI0822460 B1 BR PI0822460B1
Authority
BR
Brazil
Prior art keywords
belt
rib
fibers
branch
fact
Prior art date
Application number
BRPI0822460-9A
Other languages
English (en)
Inventor
Carlo Trappolini
Marco Di Meco
Original Assignee
Dayco Europe S.R.L.
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Application filed by Dayco Europe S.R.L. filed Critical Dayco Europe S.R.L.
Publication of BRPI0822460A2 publication Critical patent/BRPI0822460A2/pt
Publication of BRPI0822460B1 publication Critical patent/BRPI0822460B1/pt

Links

Classifications

    • FMECHANICAL ENGINEERING; LIGHTING; HEATING; WEAPONS; BLASTING
    • F16ENGINEERING ELEMENTS AND UNITS; GENERAL MEASURES FOR PRODUCING AND MAINTAINING EFFECTIVE FUNCTIONING OF MACHINES OR INSTALLATIONS; THERMAL INSULATION IN GENERAL
    • F16GBELTS, CABLES, OR ROPES, PREDOMINANTLY USED FOR DRIVING PURPOSES; CHAINS; FITTINGS PREDOMINANTLY USED THEREFOR
    • F16G5/00V-belts, i.e. belts of tapered cross-section
    • F16G5/04V-belts, i.e. belts of tapered cross-section made of rubber
    • F16G5/06V-belts, i.e. belts of tapered cross-section made of rubber with reinforcement bonded by the rubber
    • F16G5/08V-belts, i.e. belts of tapered cross-section made of rubber with reinforcement bonded by the rubber with textile reinforcement
    • FMECHANICAL ENGINEERING; LIGHTING; HEATING; WEAPONS; BLASTING
    • F16ENGINEERING ELEMENTS AND UNITS; GENERAL MEASURES FOR PRODUCING AND MAINTAINING EFFECTIVE FUNCTIONING OF MACHINES OR INSTALLATIONS; THERMAL INSULATION IN GENERAL
    • F16HGEARING
    • F16H7/00Gearings for conveying rotary motion by endless flexible members
    • F16H7/08Means for varying tension of belts, ropes or chains 
    • F16H7/10Means for varying tension of belts, ropes or chains  by adjusting the axis of a pulley
    • F16H7/12Means for varying tension of belts, ropes or chains  by adjusting the axis of a pulley of an idle pulley
    • F16H7/1254Means for varying tension of belts, ropes or chains  by adjusting the axis of a pulley of an idle pulley without vibration damping means
    • F16H7/1281Means for varying tension of belts, ropes or chains  by adjusting the axis of a pulley of an idle pulley without vibration damping means where the axis of the pulley moves along a substantially circular path
    • FMECHANICAL ENGINEERING; LIGHTING; HEATING; WEAPONS; BLASTING
    • F16ENGINEERING ELEMENTS AND UNITS; GENERAL MEASURES FOR PRODUCING AND MAINTAINING EFFECTIVE FUNCTIONING OF MACHINES OR INSTALLATIONS; THERMAL INSULATION IN GENERAL
    • F16HGEARING
    • F16H7/00Gearings for conveying rotary motion by endless flexible members
    • F16H7/08Means for varying tension of belts, ropes or chains 
    • F16H2007/0863Finally actuated members, e.g. constructional details thereof
    • F16H2007/0874Two or more finally actuated members

Landscapes

  • Engineering & Computer Science (AREA)
  • General Engineering & Computer Science (AREA)
  • Mechanical Engineering (AREA)
  • Textile Engineering (AREA)
  • Devices For Conveying Motion By Means Of Endless Flexible Members (AREA)
  • Connection Of Motors, Electrical Generators, Mechanical Devices, And The Like (AREA)

Abstract

conjunto alternador de partida compreendendo uma correia poliv e correia poli-v é descrito um conjunto partida-alternador, incluindo uma correia poli-v a qual compreende um corpo (18) feito de material elastomérico, uma pluralidade de enxertos (19) resistentes filiformes longitudinalmente embutidos no corpo e, uma porção (20) de acoplamento integralmente conectada ao corpo (18) e compreendendo uma pluralidade de nervuras (21) em forma de v dispostas uma ao lado do outra e alternadas com sulcos (22) em forma de v. a correia tem um módulo dinâmico, com uma força de tensão préfixada em 600 n a uma freqüência de 15 hz, a qual depois de 10.000 ciclos é maior que 110.000 n/nervura/ramo, e é vantajosamente feita com enxertos (19) resistentes obtidos a partir de ao menos um primeiro material de fibra e um segundo material de fibra.

Description

CONJUNTO ALTERNADOR DE PARTIDA COMPREENDENDO UMA CORREIA POLIV E CORREIA POLI-V
CAMPO DA TÉCNICA [001] A presente invenção se refere a uma correia de transmissão, particularmente para o acionamento de membros acessórios de um motor de combustão interna, do tipo múltiplo-sulco ou poli-V. Em particular, a correia poli-V de acordo com a presente invenção é aplicada em uma correia de transmissão a qual conecta um eixo motor de um motor de combustão interna com uma máquina elétrica reversível ou o alternador do motor, comumente conhecido como partida-alternador, tendo a dupla função de motor de partida e de gerador de corrente.
ANTECEDENTES DA ARTE [002] Uma correia de transmissão para acessórios em geral, compreende uma polia conectada a um virabrequim do motor de combustão interna de um veículo a motor, ao menos uma segunda polia e uma terceira polia conectada respectiva mente a um alternador e um acessório, por exemplo, uma bomba hidráulica e uma correia conectando as polias entre elas.
[003] De forma a dar partida no motor de uma forma rápida e silenciosa, no motor é necessário que o torque fornecido pela máquina elétrica seja muito elevado e esta necessidade é particularmente sentida nos assim chamados motores de tipo inicia e para, os quais incluem uma partida-alternador, isto é, em alguns casos, um torque de até 70-90 Nm. Conseqüentemente, a montante e a jusante do alternador, há uma diferença de força de tração na correia. É possível calcular o valor da diferença de força de tração por meio da relação entre o torque e o raio da polia do alternador. Se assumirmos que o valor acima referido de 90 Nm de torque, e que o diâmetro da polia do alternador é de 0,054 m, obtemos um valor da diferença de força de tração de 90 Nm/0,027, então N = 3.300 N, o qual é um valor muito alto para o qual a correia é submetida em cada partida do motor. Além disso, os efeitos do torque inicial devem ser adicionados à dita diferença da força de tração.
[004] Além disso, durante a etapa inicial, até a combustão atingir a condição de funcionamento estável, ocorrem irregularidades na combustão, as quais induzem a uma
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 10/34
2/13 flutuação de torque na correia de transmissão.
[005] A dita flutuação de torque interage com a inércia dos acessórios acionados na rotação pela correia de transmissão e, em particular, com a do alternador, o qual é o acessório com a maior inércia. O conseqüente estresse pode comprometer a duração da correia. Este problema é particularmente direção nos veículos motores equipados com conjuntos partida-alternador, os quais estão desativados e reativados novamente a cada parada do veículo e, na qual, conseqüentemente, a correia é obrigada a suportar um número muito elevado de ciclos de partida do veículo. Em particular, de acordo com as exigências dos fabricantes de automóveis, as correias do conjunto partida-alternador devem, de fato, suportar até um máximo de 700.000 partidas sem apresentar falha.
[006] Os enxertos resistentes são dispostos na correia não exatamente na direção longitudinal e, portanto, geralmente há quatro enxertos resistentes no comprimento da correia, os quais não formam um ciclo completo na correia, ou seja, dois enxertos de cada lado da correia já não formam um ciclo completo, o qual cubra totalmente o comprimento interno da correia. Por exemplo, a situação pode surgir como ilustrada esquematicamente na figura 2, na qual os números de referência 1 e 2 designam dois dos quatro enxertos resistentes, os quais não formam um ciclo completo cobrindo totalmente o comprimento interno da correia.
[007] Nos enxertos resistentes, os quais não formam um ciclo completo, não é exercida uma força de equilíbrio na direção oposta, mas ao invés disso é a combinação (mix) formando o corpo da correia a qual puxa esses enxertos resistentes e sofre deformação.
[008] Por conta dos picos de força de tração, a deformação da combinação e, portanto, da correia, é muito elevada e, embora a adesão do enxerto resistente da combinação em torno dela seja alta, os enxertos resistentes acima ditos, os quais não formam um ciclo que cubra todo o comprimento interno da correia, eventualmente, tendem a sair da correia de acordo com o chamado fenômeno da corda que pula fora (cord-pop-out), o qual conseqüentemente leva a uma deterioração da combinação em um curto espaço de tempo e, eventualmente, à falha da correia.
[009] Finalmente, em virtude das diferenças de rigidez, correias com enxertos
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 11/34
3/13 resistentes feitos de diversos materiais submetidos a um alongamento o qual é marcadamente diferente. Conseqüentemente, considerando apenas a contribuição da borracha, a geração de calor por histerese é muito diferente para enxertos resistentes feitos de materiais diferentes.
[0010] Correias incluindo enxertos resistentes operam em temperaturas muito elevadas, em condições estáveis de operação. A alta temperatura leva a um alongamento, o qual, portanto, resulta em um aumento da deformação da correia.
[0011] Além disso, os enxertos resistentes conhecidos geralmente são feitos de poliéster, PET, ou poliaramida.
[0012] Ambos os enxertos resistentes feitos de poliéster e os feitos de poliaramida apresentam um alto grau de alongamento e os problemas decorrentes da deterioração da força máxima ao longo do tempo.
OBJETIVO DA INVENÇÃO [0013] O objetivo da presente invenção é fornecer uma correia de transmissão do tipo poli-V, em particular para acionar os membros acessórios de um motor de combustão interna, a qual permitirá que os problemas acima mencionados sejam resolvidos.
[0014] Em particular, preferencialmente, a correia deve suportar ao menos 300 mil partidas em um conjunto do tipo partida-alternador.
[0015] O objetivo supra dito é alcançado usando no conjunto partida-alternador uma correia de acordo com a reivindicação 1.
[0016] Além disso, é fornecida, de acordo com a presente invenção, uma correia de acordo com a reivindicação 10 e um conjunto de acionamento de acordo com as reivindicações 1 e 16.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS [0017] Para uma melhor compreensão da presente invenção, a qual agora segue sua descrição com referência aos desenhos em anexo, nos quais:
- A figura 1 é uma vista esquemática e parcial, de uma seção transversal de uma correia poli-V, na qual os enxertos resistentes são destacados;
- A figura 2 é uma vista esquemática de uma correia de transmissão para acionar os membros acessórios de um motor de combustão interna de um veículo a motor,
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 12/34
4/\3 utilizando uma correia de acordo com a presente invenção;
- A figura 3 é uma vista esquemática da correia de transmissão, alternativa à anterior, para acionar os membros acessórios de um motor de combustão interna de um veículo a motor, utilizando uma correia de acordo com a presente invenção;
- A figura 4 é uma vista de uma porção de uma correia poli-V de acordo com a presente invenção;
- A figura 5 é uma vista de uma porção da correia, incluindo um enxerto resistente feito de acordo com uma forma de realização preferida da lq;
- A figura 6 é uma ilustração esquemática da correia de transmissão utilizada para conduzir os testes SAE, para medir o alongamento do enxerto resistente;
- A figura 7 é um gráfico, o qual mostra os resultados dos testes conduzidos com a correia de transmissão da figura 6, para uma correia feita de acordo com a presente invenção e as correias feitas de acordo com a arte conhecida;
- A figura 8 é uma ilustração esquemática da correia de transmissão utilizada para a realização de testes para identificar o módulo dinâmico; e
- A figura 9 é um gráfico, o qual mostra os resultados dos testes realizados com a correia de transmissão da figura 8 para uma correia feita de acordo com a presente invenção e as correias feitas de acordo com a arte conhecida.
DESCRIÇÃO DA INVENÇÃO [0018] Com referência à figura 2, designado no seu todo como 1, é uma correia de transmissão para acionar uma pluralidade de membros acessórios do motor 2 de combustão interna.
[0019] Na figura 2 é mostrada uma correia de transmissão para um motor 4 de combustão interna de um veículo a motor, compreendendo uma primeira polia 5 conectada no eixo motor 6 do motor 4 e fixado em uma parede externa 3 do motor 4, uma segunda polia 7 suportada pelo eixo de saída 8 de um motor-alternador, não ilustradas e, uma terceira polia 9 para acionar um acessório (o qual não é ilustrado também), por exemplo, um compressor de um sistema de ar-condicionado, uma correia 10 passa sobre as polias acima mencionadas e um tensionador 2 articulado a um eixo fixo A na parede externa 3.
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 13/34
5/13 [0020] O tensionador 2 compreende um elemento 12 rígido tendo dois braços retilíneos 13, 14, fixados em 150° com relação um ao outro e divergindo de uma porção do plano de conexão e, um pino 16 saindo da porção de conexão 15 e tendo um eixo B perpendicular à porção 15 de conexão.
[0021] Além disso, o tensionador 2 compreende um par de polias 17,18 conectadas nas extremidades livres 21 e 22 dos braços 13, 14 através de respectivos carnes 19, 20 excêntricos radialmente contidos dentro das dimensões das respectivas polias 17 e 18.
[0022] A correia 10, por exemplo, do tipo poli-V, é passada por sobre as polias 5, 7 e 9 e passa entre as polias loucas 17, 18 formando um caminho fechado tendo um primeiro ramo 31 compreendido entre a primeira polia 5 e a segunda polia 7, uma segundo ramo 32 compreendido entre a segunda polia 7 e a terceira polia 9 e um terceira ramo 33 compreendido entre a terceira polia 9 e a primeira polia 5.
[0023] Como alternativa, a correia de acordo com a presente invenção também pode ser utilizada no conjunto de acionamento da figura 3.
[0024] Na figura 3, os números dos elementos designados, os quais são os mesmos dos da figura 2, são funcionalmente semelhantes.
[0025] O conjunto de acionamento compreende um tensionador 41 tendo dois braços 42 e 43. Na dita correia de transmissão os braços são elasticamente conectados um ao outro e são capazes de girar com relação a um invólucro fixo, por exemplo, como o tensionador de braço duplo ilustrado e descrito na patente EP1596098 no pedido apresentado em nome do presente pedido.
[0026] Alternativa mente, a correia da presente invenção também pode ser usada em um conjunto de acionamento compreendendo um tensionador tendo dois braços rigidamente conectados um ao outro e rotativos com relação a um eixo fixo.
[0027] A correia 10 é do tipo poli-V.
[0028] Com referência à figura 4, a correia 10 compreende um corpo 18 feito de material elastomérico, uma pluralidade de enxertos 19 resistentes filiformes em paralelos e em conjunto ao lado um do outro e longitudinalmente embutidos no corpo 18 e, uma porção de acoplamento 20 definida por uma pluralidade de nervuras 21 em forma de V paralelas e em conjunto ao lado uma da outra, se estendendo integralmente a partir do
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 14/34 corpo 18 e na direção longitudinal com relação ao próprio corpo em si, de modo a formar sulcos 22 em forma de V, cada um compreendido entre duas nervuras 21 adjacentes.
[0029] Em geral, as correias poli-V conhecidas compreendem enxertos resistentes de poliéster os quais têm valores de módulo dinâmico entre 15.000 e 30.000 N/nervura/ramo, onde estes valores foram obtidos através de medições no dispositivo MTS com uma força de tração pré-fixada em 600 N/nervura/ramo com uma variação senoidal de ± 400 N/nervura/ramo a 15 Hz, após 10.000 ciclos.
[0030] Vantajosamente, a correia poli-V de acordo com a presente invenção compreende enxertos 19 resistentes com um valor de módulo dinâmico, com uma força de tração pré-fixada em 600 N/nervura/ramo com uma variação senoidal de ± 400 N/nervura/ramo a 15 Hz, a qual, depois de 10.000 ciclos é maior do que 110.000 N/nervura/ramo. Vantajosa mente, o módulo dinâmico é compreendido entre 110.000 N/nervura/ramo e 200.000 N/nervura/ramo. Ainda mais vantajosa mente, o módulo dinâmico é compreendido entre 125.000 N/nervura/ramo e 175.000 N/nervura/ramo.
[0031] O corpo 18 e a porção 20 de acoplamento podem ser feitos de qualquer material elastomérico adequado para a aplicação.
[0032] Preferencialmente, o corpo é feito de EPDM.
[0033] Os enxertos resistentes 19, preferencialmente constituídos por bobinas de um elemento resistente filiforme contínuo ou corda, enrolada em hélice.
[0034] As cordas preferencialmente compreendem fibra de carbono ou PBO.
[0035] Alternativa mente, as cordas também podem ser do tipo chamado híbrido, ou seja, feitas de ao menos um primeiro material e um segundo material.
[0036] Isso, de fato, foi descoberto que, usando os enxertos 19 resistentes formados por dois materiais diferentes, sob a forma de fibras ou filamentos entrelaçados para obter as correias poli-V em um conjunto partida-alternador, é possível solucionar os inconvenientes das correias conhecidas descritas acima.
[0037] Em particular, o uso de enxertos 19 resistentes feitos de dois materiais sob a forma de diferentes fibras ou filamentos, permite uma melhor aderência do enxerto 19 resistente em si, à combinação que constitui o corpo da correia 1.
[0038] Os enxertos resistentes 19 são preferencialmente tratados com uma
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 15/34
7/13 composição com uma base de látex, resorcinol e formaldeído, também conhecido como RFL Preferencialmente, o RFL utilizado compreende um látex formado por um monômero contendo grupos nitrila e por um dieno, por exemplo, HNBR ou butadieno de acrilonitrila hidrogenado. Preferencialmente, o látex tem uma base constituída por um copolímero formado a partir de um dieno e de um monômero contendo grupos nitrila, em percentual compreendido entre 33 e 49 wt% em peso em relação ao peso do copolímero final.
[0039] No caso em que os enxertos resistentes compreendam dois materiais de fibras, tanto o primeiro material quanto o segundo material usados para obter os enxertos 3 resistentes, de acordo com a presente invenção são preferencialmente escolhidos no grupo constituído por fibras de vidro, fibras de aramida, fibras de poliéster, fibras de carbono, fibras de PBO, fibras de poliamida, fibras de policetona (POK), fibras PEEK, fibras de poli-vinil-acetato (PVA), fibras de polímeros de cristal líquido (LPC) e as fibras PEN.
[0040] O primeiro material preferencialmente tem um módulo menor que o segundo material e é preferencialmente enrolado em torno do segundo material.
[0041] Preferencialmente, na seção transversal, o segundo material ocupa uma superfície compreendida entre 15 e 75% com relação à superfície total da seção transversal em si. Ainda mais preferencialmente, o segundo material ocupa uma superfície compreendida entre 45 e 55% com relação à superfície total.
[0042] Assim, basicamente, ainda mais vantajosa mente, na seção transversal das fibras os dois materiais ocupam superfícies semelhantes de forma a equilibrar o máximo possível as características positivas de ambos, para obter o melhor desempenho na correia.
[0043] O primeiro material é preferencialmente de fibra de vidro e o segundo material é preferencialmente de fibra de carbono.
[0044] Preferencialmente, as fibras do primeiro material são enroladas ao redor das fibras do segundo material, de modo a revestir externamente as fibras do segundo material, ao menos parcialmente, ainda mais preferencialmente, de modo a revestir inteiramente as fibras do segundo material.
[0045] Preferencialmente, os enxertos de acordo com a presente invenção apresentam uma torção do tipo torção de Lang, ou seja, com duas voltas na mesma
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 16/34
8/13 direção, na medida em que a dita forma de realização tem se mostrado particularmente eficaz.
[0046] O número de filamentos que formam um enxerto resistente, como também o número básico de filamentos ou o título ou toda a forma de realização do enxerto, podem ser alterados, sem se afastar da presente invenção.
[0047] A correia poli-V 10 é obtida de acordo com os métodos comumente conhecidos, os quais não são, portanto, descritos em detalhe.
[0048] Um exemplo puramente indicativo de um enxerto 19 resistente feito de acordo com a presente invenção é descrito no que segue e é ilustrado na figura 5, onde designado pelo número 50, são nove retorcidos (twist) de um primeiro material, as quais envolvem completamente um retorcido designado pelo número 51, feito de um segundo material. O primeiro material é de fibra de vidro, o segundo material é de fibra de carbono. As fibras de vidro são enroladas em torno das fibras de carbono, de modo a revestir completamente as fibras de carbono.
[0049] De modo a formar este enxerto 19 resistente, três filamentos de vidro são tratados com um tratamento com uma base em composição adesiva, por exemplo, RFL, e depois são torcidos uma primeira vez para formar uma retorcido. Então, certo número desses retorcidos são enrolados em torno de um retorcido de fibra de carbono. A figura 5 exemplifica o caso em que os retorcidos são em número de nove.
[0050] Desta forma, os retorcidos formam um enxerto de um tamanho entre 0,7 e 1,4 mm, em particular 1,15 mm se a forma de realização é 34 tex 3 * 9, 400 tex *1.
[0051] A primeira operação de torção, na qual os filamentos são submetidos para formar o retorcido, consiste de um número de voltas igual a 80 em uma primeira direção S (direção horária).
[0052] A segunda operação de torção, na qual os retorcidos são submetidos quando eles se enrolam em torno da fibra de carbono, novamente consiste de 80 voltas e é realizado na mesma direção S, de modo a formar enxertos resistentes referidos como S.
[0053] Esses enxertos resistentes, conseqüentemente, apresentam uma torção do tipo torção de Lang, ou seja, eles têm duas voltas na mesma direção.
[0054] As torções às quais os filamentos de fibra de carbono passam por baixo para
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 17/34
9/13 formar um retorcido, são 40, e também elas estão na mesma primeira direção S.
[0055] Usando o mesmo método e o mesmo procedimento, os enxertos 19 resistentes também são formados por torção duas vezes na direção oposta à primeira direção, ou seja, na direção referida como Z (direção anti-horário) de modo a formar enxertos resistentes Z.
[0056] De modo a formar uma correia poli-V de acordo com a presente invenção, os enxertos resistentes S e Z são simultaneamente depositados sobre o molde com um passo em espiral compreendido, por exemplo, entre 1,5 e 5 mm, vantajosamente entre 2,0 e 3,5 mm, mais vantajosa mente entre 2,1 e 2,6 mm, por exemplo, 2,56 mm, onde esta medida deve ser entendida como a distância entre dois enxertos resistentes com a mesma torcedura.
[0057] O passo espiral prova-se particularmente importante para obter um módulo destinado a superar os problemas que deram origem a presente invenção.
[0058] Por exemplo, para fornecer o enxerto resistente descrito anteriormente, para a correia Poli-V, um valor do módulo obtido foi igual a 154.270 N/nervura/ramo com um passo de 2,56 mm e de 133.701 N/nervura/ramo com um passo de 3,00 mm.
[0059] A partir de uma análise das características da correia 10 feita de acordo com a presente invenção, as vantagens, as quais ela permite são evidentes.
[0060] Usando uma correia poli-V em um conjunto partida-alternador de acordo com a presente invenção, melhorias consideráveis foram alcançadas e, em particular, tem sido possível superar os problemas referidos anteriormente e suportar 300.000 partidas.
[0061] A correia 10 será descrita a seguir com referência a exemplos, apesar de sua forma de realização não se limitar aos ditos exemplos.
EXEMPLOS 1-3 [0062] Testes de alongamento foram conduzidos com enxertos resistentes de uma correia feitos de acordo com a invenção e de acordo com a arte conhecida.
[0063] As especificações dos testes derivam do padrão SAEJ2432, com a introdução de algumas modificações, dadas a seguir, nas dimensões das polias e nas condições ambientais, de modo a tornar as condições do teste mais rigorosas.
[0064] As correias foram testadas no conjunto de acionamento previsto pelo padrão
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 18/34
10/13 e ilustradas na figura 6, enquanto os resultados dos testes são mostrados na figura 7.
[0065] O teste foi conduzido com a instalação da correia e, em seguida, ajustando a força de tração da correia de 100 N/nervura, usando um peso morto designado por D2 na figura.
[0066] As correias testadas tinham um corpo feito de EPDM, três nervuras, e um comprimento útil de 1050 mm (enquanto o padrão prevê um comprimento de 1200 mm).
[0067] As polias do conjunto de acionamento tiveram os seguintes diâmetros:
Dl (polia acionadora) 120 mm
D2 (louca) 45 milímetros
D3 (polia acionadora) 120 mm
D4 (polia louca na parte de trás) 60 mm (fina).
[0068] As condições do teste foram as seguintes:
Temperatura ambiente = 115° C
Velocidade da polia acionadora = 5000 RPM
Potência da polia acionada= 7,4 kW [0069] De acordo com o padrão SAE, um torque de 20 Nm foi, além disso, aplicada na correia com seis nervuras, portanto, 3,3 Nm/nervura, ao passo que para estes testes, foram utilizados torques de 14 Nm nas correias com três nervuras, obtendo assim uma força de tração na nervura, superior nos testes de acordo com o padrão, ou seja, 4.8 Nm/nervura.
[0070] Todas as correias tinham um corpo feito de EPDM e diferiram quanto ao tipo de enxertos resistentes usados. A partir dos resultados do teste, verificou-se claramente que as correias poli-V, incluindo os enxertos resistentes indicados como PET, ou seja, com uma base de polietilenotereftalato e aramida, ou seja, de poliamida aromática, os alongamentos apresentados, os quais foram muito maiores do que aqueles, incluindo enxertos resistentes híbridos, ou seja, aquelas feitas de dois materiais de fibras, no caso do exemplo presente, a fibra de carbono enrolada por filamentos de vidro de acordo com a estrutura mostrada na figura 5.
[0071] Os diferentes alongamentos resultam de uma deformação dinâmica diferente e resultará em uma duração muito mais curta da correia, em particular, a correia incluindo
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 19/34
11/13 enxertos resistentes feitos de PET após 100 horas apresentou um alongamento de aproximadamente 0,8% de modo que já não funcionava corretamente, a correia com enxerto resistente de poliaramida apresentou o mesmo alongamento após aproximadamente 200 horas e a correia de acordo com a invenção, com uma corda feita de diferentes materiais, depois de mais de 350 horas.
EXEMPLOS 4-6 [0072] Os testes foram realizados aplicando uma força de tensão definida, usando um pulsador dinâmico MTS, a instrumentação descrita na patente no EP1669637 <), em um conjunto acionador como esquematicamente ilustrado na figura 8. Os testes de medição do módulo dinâmico em correias poli-V com os ditos tipos de instrumentação são também descritos na patente No. EP1669637, mas os ditos testes são extremamente complexos. Os testes foram conduzidos com um procedimento simplificado, de modo a assegurar uma melhor reprodutibilidade.
[0073] Os resultados dos testes conduzidos aparecem na figura 9, os quais comparam as correias poli-V, as quais compreendem enxertos resistentes feitos de acordo com a arte conhecida e precisamente de aramida, com correias poli-V que compreendem enxertos resistentes feitos de dois materiais diferentes (enxertos híbridos) e precisamente com uma estrutura de segmento de carbono enrolado por filamentos de vidro como ilustrado na figura 5 e enxertos resistentes feitos somente de carbono.
[0074] Os materiais e as características das cordas que aparecem no gráfico são dados na tabela abaixo.
Material Forma de realização (Tex) Torções Primeira Torção Torção Final
Technora 168.2/0 120
Technora 168.1/3 110 60
Technora 168.2/3 170 140
K vidro 22.5/3x18 80 72
Fibra de Carbono 400.1/0-68 68
Fibra de Carbono + K vidro CF (400 1/0+ K vidro 22,3x12) 68
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 20/34
12/13 [0075] As polias com nervuras, utilizados para os testes tinham um diâmetro externo de 95,5 mm, conforme o padrão SAE9981.
[0076] O teste foi realizado a uma temperatura ambiente de 20 °C ± 5 °C.
[0077] A correia foi montada sobre as polias da máquina. Então a força de tração média foi fixada em um valor de 600 N/nervura/ramo. A rotação das polias foi iniciada até que um valor de 50 rpm da polia tenha sido atingido.
[0078] As condições de carga desejada foram aplicadas com uma onda senoidal de 15 Hz.
[0079] Nos testes conduzidos, a força de tração variou de um mínimo de 200 e um máximo de 1.000 N/nervura/filial, portanto, 600 ± 400 N/nervura/ramo.
[0080] Os valores de força e deslocamento foram registrados após 10.000 ciclos realizados na condição ajustada.
[0081] O módulo foi calculado tendo em conta as seguintes definições:
[0082] A força delta aplicada (ou seja, força máxima - força mínima e, portanto, nos testes realizados 1.000-200 = 800), definida como AF.
[0083] O deslocamento delta do membro transversal detectado pela máquina definida como AS.
Alongamento ε.
[0084] O Alongamento é = AS *2/comprimento efetivo da correia [0085] O módulo dinâmico Md resultada a partir da fórmula
Md = AF [N/nervura/ramo] / ε na qual:
ε = (AS / (comprimento efetivo da correia / 2)) o porcentagem de alongamento é = ε * 100.
o comprimento da correia para os testes foi de 1050 mm.
[0086] As polias foram mantidas em rotação durante o teste.
[0087] Como pode ser visto claramente no gráfico da figura 9, os módulos das correias poly-V usadas foram de uma ordem de magnitude maior do que os das correias conhecidas.
[0088] Ao contrário das correias da arte conhecida e as correias disponíveis
Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 21/34
13/13 atualmente no mercado, foi possível verificar que o uso das correias de poli-V com um módulo dinâmico, em uma força de tensão pré-fixada em 600 N/nervura/ramo com uma variação senoidal de ± 400 N/nervura/ramo a 15 Hz, a qual, depois de 10.000 ciclos, é superior a 110.000 N/nervura/ramo, torna possível resolver os problemas acima mencionados dos conjuntos de partida-alternador, em particular para além de satisfazer as especificações impostas pelos fabricantes de automóveis, de 300.000 partidas.

Claims (12)

  1. Reivindicações
    1. Conjunto para uma correia de transmissão (1) o qual conecta um eixo motor com uma máquina elétrica reversível, ou partida-aIternador, o dito conjunto compreendendo uma correia poli-V e um tensionador, a dita correia compreendendo um corpo (18) feito de material elastomérico, uma pluralidade de enxertos (19) resistentes filiformes longitudinalmente embutidos no corpo e definidos por uma corda (23) e, uma porção de acoplamento (20) integralmente conectada ao dito corpo (18) e compreendendo uma pluralidade de nervuras (21) em forma de V colocadas uma ao lado da outra alternada mente com sulcos (22) em V, o dito conjunto sendo caracterizado pelo fato de que a dita correia tem um módulo dinâmico, sob uma força de tração préfixada em 600 N/nervura/ramo com uma variação senoidal de ± 400 N/nervura/ramo a 15 Hz, a qual depois de 10.000 ciclos é superior a 110.000 N/nervura/ramo, e sendo ainda que os ditos enxertos resistentes compreendem fibras de carbono ou PBO e sendo que o dito tensionador compreende ao menos um elemento rígido (12) conectado de tal modo que ele possa virar ao redor de um primeiro eixo (B).
  2. 2. Conjunto, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o dito módulo está compreendido entre 110.000 N/nervura/ramo e 200.000 N/nervura/ramo.
  3. 3. Conjunto, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que o dito módulo está compreendido entre 125.000 N/nervura/ramo e 175.000 N/nervura/ramo.
  4. 4. Conjunto, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o dito tensionador compreende um par de polias loucas (17, 18) suportadas pelo dito elemento rígido (12) em lados opostos do dito primeiro eixo (B) e projetado para cooperar com os respectivos ramos (31, 32) da dita correia de transmissão (1).
  5. 5. Conjunto, de acordo com a reivindicação 1 ou 4, caracterizado pelo fato de que o dito conjunto de acionamento compreende um tensionador (31), compreendendo dois braços (32, 33), os ditos braços sendo elasticamente conectados um ao outro e sendo capazes de girar em relação a um invólucro fixo.
  6. 6. Conjunto, de acordo com a reivindicação 1 ou 4, caracterizado pelo fato de
    Petição 870190001440, de 07/01/2019, pág. 23/34
    2/2 que o dito conjunto de acionamento compreende um tensionador (31), compreendendo dois braços (32, 33), os ditos braços sendo rigidamente conectados um ao outro.
  7. 7. Correia poli-V, a qual compreende um corpo (18) feito de material elastomérico, uma pluralidade de enxertos (19) resistentes filiformes longitudinalmente embutidos no corpo e uma porção de acoplamento (20) integralmente conectada ao dito corpo (18) e compreendendo uma pluralidade de nervuras (21) em forma de V colocadas uma ao lado da outra e alternadas com sulcos (22) em V, a dita correia (10) sendo caracterizada pelo fato de apresentar um módulo, sob uma força de tensão pré-fixada em 600 N/nervura/ramo com uma variação senoidal de ± 400 N/nervura/ramo a 15 Hz, a qual depois de 10.000 ciclos é superior a 110.000 N/nervura/ramo, e sendo ainda que os ditos enxertos resistentes compreendem fibras de carbono ou PBO.
  8. 8. Correia, de acordo com a reivindicação 7, caracterizada pelo fato de apresentar um módulo dinâmico compreendido entre 125.000 N/nervura/ramo e 175.000 N/nervura/ramo.
  9. 9. Correia, de acordo com a reivindicação 7 ou 8, caracterizada pelo fato de que os ditos enxertos resistentes são do tipo conhecido como torção de Lang ou duplo enrolamento.
  10. 10. Correia, de acordo com qualquer uma das reivindicações 7 a 9, caracterizada pelo fato de que os primeiro e segundo materiais são escolhidos do grupo constituído por fibras de vidro, fibras de aramida, fibras de poliéster, fibras PBO e fibras de carbono, fibras PPA, fibras de poliamida, fibras de policetona (POK), fibras PEEK, fibras poli-vinilacetato (PVA), fibras de polímeros de cristal líquido (LPC) e fibras PEN.
  11. 11. Correia, de acordo com a reivindicação 10, caracterizada pelo fato de que o dito primeiro material é de fibra de vidro.
  12. 12. Conjunto para correia de transmissão, o qual conecta um eixo motor com uma máquina elétrica reversível ou partida-aIternador, caracterizado pelo fato de compreender uma correia poli-V de acordo com qualquer uma das reivindicações de 7 a
BRPI0822460-9A 2008-06-19 2008-06-19 Conjunto alternador de partida compreendendo uma correia poli-v e correia poli-v. BRPI0822460B1 (pt)

Applications Claiming Priority (1)

Application Number Priority Date Filing Date Title
PCT/IT2008/000408 WO2009153816A1 (en) 2008-06-19 2008-06-19 Starter alternator assembly comprising a poli-v belt and poli-v belt

Publications (2)

Publication Number Publication Date
BRPI0822460A2 BRPI0822460A2 (pt) 2018-03-20
BRPI0822460B1 true BRPI0822460B1 (pt) 2019-05-07

Family

ID=40386533

Family Applications (1)

Application Number Title Priority Date Filing Date
BRPI0822460-9A BRPI0822460B1 (pt) 2008-06-19 2008-06-19 Conjunto alternador de partida compreendendo uma correia poli-v e correia poli-v.

Country Status (5)

Country Link
US (1) US9046149B2 (pt)
EP (1) EP2297479B1 (pt)
CN (1) CN102138026B (pt)
BR (1) BRPI0822460B1 (pt)
WO (1) WO2009153816A1 (pt)

Families Citing this family (10)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
EP4549780A1 (en) * 2012-12-26 2025-05-07 Litens Automotive Partnership Orbital tensioner assembly
JP2015045380A (ja) * 2013-08-29 2015-03-12 ヤマハ発動機株式会社 Vベルト、ベルト式変速装置および鞍乗型車両
CN106461018B (zh) * 2014-04-30 2019-05-31 戴科欧洲有限公司 包括热塑性材料层的poly-v型带
JP6503385B2 (ja) 2014-06-26 2019-04-17 リテンズ オートモーティヴ パートナーシップ 軌道テンショナアセンブリ
DE102015219235A1 (de) * 2015-10-06 2017-04-06 Contitech Antriebssysteme Gmbh Keilrippenriemen
JP6615692B2 (ja) * 2016-05-31 2019-12-04 三ツ星ベルト株式会社 伝動ベルト弾性係数測定装置及び伝動ベルト弾性係数測定方法
IT201700053588A1 (it) * 2017-05-17 2018-11-17 Dayco Europe Srl Tenditore per una trasmissione accessori di un autoveicolo
WO2019009339A1 (ja) * 2017-07-04 2019-01-10 三ツ星ベルト株式会社 Vリブドベルト
JP6748152B2 (ja) 2017-07-04 2020-08-26 三ツ星ベルト株式会社 Vリブドベルト
FR3118654A1 (fr) * 2021-01-07 2022-07-08 Compagnie Generale Des Etablissements Michelin Courroie de transmission de puissance présentant un comportement bimodule en fonctionnement

Family Cites Families (25)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
US4758208A (en) * 1987-07-13 1988-07-19 General Motors Corporation Automatic belt tensioner for vehicle combined starter-generator
JP3009427B2 (ja) * 1990-06-13 2000-02-14 ユニッタ株式会社 歯付きベルト
US5267908A (en) * 1992-04-29 1993-12-07 Dayco Products, Inc. Belt construction method
JP3025618B2 (ja) * 1993-11-19 2000-03-27 ユニッタ株式会社 動力伝達ベルト、およびこの動力伝達ベルトに用いる心線と帆布
JP3140679B2 (ja) * 1996-04-02 2001-03-05 三ツ星ベルト株式会社 Vリブドベルト
US6601378B1 (en) 1999-09-08 2003-08-05 Honeywell International Inc. Hybrid cabled cord and a method to make it
ES2278641T3 (es) * 1999-11-12 2007-08-16 The Gates Corporation Correa de transmision de potencia con funda tubular de tricota.
RU2241159C2 (ru) * 2000-08-18 2004-11-27 Дзе Гейтс Корпорейшн Приводной ремень с элементом, полученным из клейкого каучука с высоким модулем
MXPA03003936A (es) * 2000-10-03 2003-08-19 Gates Corp Tensor de banda para transmision de accesorios y motor/generador.
US6908676B2 (en) 2001-01-25 2005-06-21 Unitta Company Transmission belt and method of treatment for bonding with poly-p-phenylene benzobisoxazole fiber
US6832968B2 (en) 2001-05-03 2004-12-21 Dayco Products, Llc Low modulus belt for automotive applications
JP3864820B2 (ja) * 2002-03-22 2007-01-10 日本板硝子株式会社 ゴム補強用ハイブリッドコード及びゴム製品
US6830524B2 (en) * 2002-05-23 2004-12-14 General Motors Corporation Crank drive belt system with triple pulley tensioner
US7682274B2 (en) * 2003-04-09 2010-03-23 Nippon Sheet Glass Company, Limited Reinforcing cord for rubber reinforcement and rubber product including the same
JP4414673B2 (ja) * 2003-04-25 2010-02-10 バンドー化学株式会社 摩擦伝動ベルト
DE602004013050T2 (de) 2004-02-23 2009-07-09 Dayco Europe S.R.L. Zahnriemen
ES2322054T3 (es) * 2004-05-14 2009-06-16 Dayco Europe S.R.L. Con Unico Socio Tensor de barra de torsion de una transmision por correa de un vehiculo con un dispositivo de amortiguacion mejorado.
EP1653119B1 (en) * 2004-10-28 2008-02-27 Dayco Europe S.r.l. con Unico Socio Pulley and belt drive assembly for driving accessory parts of an internal combustion engine
BRPI0516694A (pt) * 2004-11-10 2008-09-16 Dayco Europe Srl direcionador de correia com roda de fricção
WO2006051094A1 (en) * 2004-11-10 2006-05-18 Dayco Europe S.R.L. A belt drive with a friction wheel
FR2878924B1 (fr) 2004-12-08 2007-02-23 Hutchinson Sa Courroie extensible presentant un cable en polyamide 6.6, notamment pour application automobile
JP4745789B2 (ja) * 2004-12-27 2011-08-10 三ツ星ベルト株式会社 Vリブドベルト及びvリブドベルトの製造方法
US20070060430A1 (en) * 2005-09-09 2007-03-15 Mitchell Reedy Multiple ribbed pulley and system
JP4932338B2 (ja) * 2005-09-30 2012-05-16 三ツ星ベルト株式会社 摩擦伝動ベルト
US8932165B2 (en) * 2006-03-31 2015-01-13 The Gates Corporation Toothed power transmission belt

Also Published As

Publication number Publication date
US9046149B2 (en) 2015-06-02
WO2009153816A1 (en) 2009-12-23
CN102138026B (zh) 2015-05-13
WO2009153816A8 (en) 2010-09-16
BRPI0822460A2 (pt) 2018-03-20
US20110281676A1 (en) 2011-11-17
EP2297479A1 (en) 2011-03-23
CN102138026A (zh) 2011-07-27
EP2297479B1 (en) 2019-01-09

Similar Documents

Publication Publication Date Title
US9046149B2 (en) Starter alternator assembly comprising a poli-V belt and poli-V belt
JP5750561B1 (ja) 伝動ベルト及びそれを備えたベルト伝動装置
JP5480807B2 (ja) 動力伝達ベルト
TWI669456B (zh) V肋型皮帶及其製造方法
BR112012005994B1 (pt) correia cvt
CN103998908B (zh) 传动带的稳定时张力测量方法
KR102151822B1 (ko) 전동 벨트
CN102362094B (zh) 摩擦传动带
JP2004324796A (ja) 摩擦伝動ベルト
ES3003313T3 (en) Hybrid tire cord and method for manufacturing thereof
JP2004162899A (ja) 摩擦伝動ベルト
JP6114482B1 (ja) Vリブドベルト及びその製造方法
TWI223033B (en) Belt
CN101460764B (zh) 传动带用芯线和传动带
CN113474576A (zh) 具有芳纶张力绳的动力传动带
WO2019193881A1 (ja) 摩擦伝動ベルト
JP6530877B1 (ja) 摩擦伝動ベルト
JPH116546A (ja) Vリブドベルトを用いた多軸駆動装置
JP2014168899A (ja) 伝動ベルトの製造方法
JP6755430B1 (ja) Vリブドベルト及びその製造方法
WO2025028520A1 (ja) ベルト伝動機構
JP2005076705A (ja) Vリブドベルト
JP2025021442A (ja) ベルト伝動機構
JP2005188689A (ja) Vリブドベルト
JP3923207B2 (ja) 伝動ベルト及びベルト駆動装置

Legal Events

Date Code Title Description
B07A Technical examination (opinion): publication of technical examination (opinion)
B09A Decision: intention to grant
B16A Patent or certificate of addition of invention granted

Free format text: PRAZO DE VALIDADE: 10 (DEZ) ANOS CONTADOS A PARTIR DE 07/05/2019, OBSERVADAS AS CONDICOES LEGAIS. (CO) 10 (DEZ) ANOS CONTADOS A PARTIR DE 07/05/2019, OBSERVADAS AS CONDICOES LEGAIS