BRPI0900032A2 - sistema de iluminação remota com luminária de saìda baseada em suporte para fixação e angulação dos guias de luz - Google Patents

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SISTEMA DE ILUMINAçãO REMOTA COM LUMINáRIA DE SAìDA BASEADA EM SUPORTE PARA FIXAçãO E ANGULAçãO DOS GUIAS DE LUZ. A presente invenção proporciona um novo e otimizado sistema de iluminação remota, composto por um dispositivo iluminador responsável por gerar a luz e direcioná-Ia ao máximo para dentro de um guia de luz, formado por um ou mais cabos de fibras áticas conectados ao iluminador. As extremidades de saída das referidas fibras áticas são conectadas individualmente a uma luminária que consiste apenas de um suporte para fixação dos cabos de fibras áticas, responsável por angular os eixos longitudinais de cada extremidade de saída dos cabos de fibras áticas em relação ao eixo normal ao plano que se deseja iluminar. Dispensa-se, desta forma, o uso de dispositivos para modificar a distribuição espacial do fluxo luminoso emitido pelas saídas das fibras áticas (refletores, refratores, difusores, colméias entre outros), onde os fluxos luminosos emitidos individualmente por cada saída de luz em contato com o plano provocam distribuições luminosas individuais em formato de elipses, cuja superposição fornece a distribuição luminosa do plano em questão.

Description

Relatório Descritivo de Patente de Invenção
Sistema de Iluminação Remota com Luminária de Saída baseada emSuporte para Fixação ε Angulação dos Guias de Luz
Campo da Invenção
A presente invenção é relacionada ao campo geral de sistemasde iluminação. Mais especificamente, descreve um aparato para coletar,transmitir e distribuir luz, aparato este que utiliza guias de luz, objetivando ailuminação de uma área de interesse a partir de uma determinada altura emrelação a esta área.
Antecedentes da Invenção
Os sistemas de iluminação remota são projetados para gerar e/ouconduzir luz da sua fonte (iluminador) através de um guia de luz para um oumais locais remotos (luminárias), para o propósito de iluminação. Esta definiçãoestá de acordo com o glossário de termos pertencentes aos sistemas deiluminação remota (LSD 4-1999) de autoria da Seção de Iluminação Remota(,Remote Illumination Section) da Associação Nacional dos FabricantesElétricos dos Estados Unidos da América (National Electrical ManufacturersAssociation - NEMA).
Entende-se por iluminador todos os componentes necessáriospara colocar, ou atenuar, a luz dentro de um guia de luz. Entende-se por. guiade luz todo e qualquer componente necessário para transportar luz doiluminador até o suporte de saída. Entende-se por luminária (suporte de saída)quaisquer componentes projetados para distribuir a luz do guia da luz.
A manutenção dos sistemas de iluminação mais simples, porexemplo, a iluminação residencial, é relativamente simples de ser realizada,pois, em geral, as fontes de luz são fixadas em locais de fácil acesso a alturasinferiores a 3 metros em relação ao solo, de tal forma que com uma pequenaescada a reposição da fonte de luz é realizada por uma pessoa sem grandesdificuldades. Entretanto, historicamente, nos sistemas de iluminação maiscomplexos, como: os postes de iluminação de ruas, a iluminação de galpões, ailuminação de pontes, a iluminação de pátios, a iluminação deestacionamentos, a iluminação de áreas comuns de condomínios, e outrossistemas de iluminação comerciais e industriais; as fontes de luz, em gerallâmpadas e/ou refletores, encontram-se em locais de difícil acesso a alturassuperiores a 3 metros em relação ao solo, de tal forma que a manutençãodestes sistemas, quando da necessidade da troca das fontes de luz, torna-seuma tarefa complexa que deve ser realizada por uma equipe de manutençãoespecializada com o auxílio de uma série de equipamentos específicos como:caminhões munk com cestas aéreas; escadas montadas em veículos,plataformas elevatórias, etc. A título de exemplo, a manutenção de postes deiluminação de vias, em geral, é realizada por uma equipe de quatro técnicosque utilizam um caminhão do tipo munk que possui um cesto para a elevaçãode um técnico até o local onde se encontra a fonte de luz a ser trocada. Umsegundo técnico é responsável por sinalizar e fechar uma das vias decirculação de veículos. Os outros dois técnicos realizam a condução do veículoe a elevação da cesta que suporta o técnico que realiza a troca da fonte de luz.
Como conseqüência, a utilização destes equipamentos em conjunto com amão-de-obra representa um custo elevado de manutenção destes sistemas.
Além dos custos, outra deficiência na instalação e na manutenção destessistemas de iluminação mais complexos é pertinente às atividades laborais dostécnicos que realizam a troca e a instalação de lâmpadas desses sistemas que,em geral, são realizadas em situações adversas passíveis de riscos à saúde dotrabalhador, como por exemplo:
- ao ar livre, sujeitas às intempéries;
- em alturas de cinco a dez metros do chão e utilizando-se meios,instrumentos e equipamentos de trabalho especiais dos mais diversos tipos,desde as menores e mais leves até as mais pesadas e difíceis de manusear;
- com os braços levantados acima do tórax realizandomovimentos repetitivos, propiciando o aparecimento de lesõesosteomusculares (LER/DORT), cada vez mais comuns entre os eletricistas;- em proximidade das redes de baixa/média tensão do sistema dedistribuição de energia elétrica, aumentando os riscos de acidente de trabalhoenvolvendo choques elétricos, podendo levar o trabalhador à morte; e
- durante a madrugada, onde o trânsito de veículos é menosintenso, sob condições precárias de iluminação utilizando-se apenas luz delanternas, aumentando ainda mais a exposição aos riscos de acidentes.
Diversas soluções baseadas no conceito iluminação remota têmsido propostas com o objetivo de resolver ou minimizar os problemasapresentados e as suas conseqüências.
A patente U.S. 5,161,874 apresenta um sistema de iluminaçãoremota aplicável aos sistemas automáticos de iluminação de ruas baseados empostes utilizados pelos municípios e também aos produtos voltados para osconsumidores residenciais incluindo sistemas ornamentais e de iluminação desegurança. Nesta proposta um iluminador é posicionado próximo ao solo, ondeum cabo de fibra ótica é conectado com o objetivo de transmitir a luz geradapelo iluminador através do interior oco do poste até a saída de uma lumináriaposicionada na parte superior do poste. A luminária descrita nesta patenteconsiste em um suporte para as saídas das fibras óticas direcionando toda luzatravés de um elemento ótico difusor cuja função é distribuir a luz no plano
O modelo de utilidade B.R. MU8001247-7 propõe uma disposiçãoconstrutiva introduzida em poste de iluminação pública que utiliza a energiasolar captada por células fotovoltáicas, posicionadas na face superior de umaplaca laminar fixada no topo do poste, convertidas em energia elétricaarmazenada durante o dia em acumuladores de energia (baterias), localizadosno interior da estrutura tubular do poste, e que durante a noite fornecem aenergia elétrica necessária para alimentar a o iluminador responsável por gerare canalizar a luz através de um condutor de luz (fibra-ótica) que percorre toda aestrutura interna do poste até a extremidade superior para emitir a luz atravésda sua extremidade de saída disposta junta à face inferior refletora da ditaplaca laminar.
A patente U.S. 6,971,781 propõe um sistema de iluminaçãoremota cujo guia de luz é a própria estrutura de sustentação do poste deiluminação que, baseado em reflexões da luz no interior dessa estrutura oca,conduz a luz até uma luminária localizada na extremidade superior da estruturaonde então é redirecionada para o plano que se deseja iluminar. Esta lumináriapode ser um refletor, um dispositivo ótico de refração, entre outros.
Ocorre que uma das grandes deficiências dos sistemas deiluminação remota diz respeito à eficiência do sistema como um todo emrelação ao aproveitamento do fluxo luminoso gerado pela fonte de luz parailuminar o plano ou região de interesse. O direcionamento da luz gerada pelafonte de luz para dentro de um guia de luz, a transmissão da luz no interiordeste guia de luz e o redirecionamento da luz, proveniente da saída do guia deluz, para o plano de interesse através de uma luminária são etapas de umsistema de iluminação remota que introduzem perdas ao fluxo luminoso de talforma que a luz que é de fato aproveitada para a iluminação do plano deinteresse pode ser medida como um percentual do fluxo luminoso produzidopela fonte de luz. Com o objetivo de se alcançar a maior eficiência em cadauma dessas etapas diversas patentes têm sido propostas.
As patentes U.S. 5,479,322 e U.S. 6,382,824, por exemplo, focamparticularmente no iluminador dos sistemas de iluminação remota, responsávelpelo direcionamento da luz gerada para dentro dos guias de luz. As patentesU.S. 5,680,496 e U.S. 6,275,634 propõem dispositivos para melhoraproveitamento da iluminação remota para o perímetro de piscinas. A patenteU.S. 5,802,227, foca num dispositivo de acoplamento ótico da luz produzidapela fonte de luz que é resistente ao calor. As patentes U.S. 6,179,480 e U.S.6,203,208 tratam do acoplamento ótico de fibras óticas em meios diferentes. Apatente U.S. 5,790,725 apresenta uma solução para o acoplamento eficienteda luz emitida por uma lâmpada à arco em um conjunto de vários cabosflexíveis de fibra ótica. A patente U.S. 6,201,915 foca nos iluminadores de altaintensidade e alta eficiência atentando-se para a solução de problemastérmicos de forma a permitir a utilização de fibras óticas plásticas como guiasde luz.
No campo dos suportes de saída de luz aplicado aos sistemas deiluminação remota, a patente U.S. 7,011,439 apresenta um dispositivo deencaixe refletor para o acoplamento da saída da fibra com ajuste linear de focoe provisão para movimento universal pivotante, de forma a permitir que a luzemitida pela saída da fibra ótica possa ser espalhada, formatada, concentrada,direcionalmente orientada ou qualquer combinação destas.
Percebe-se que a maior parte dos esforços são empregados nabusca por iluminadores mais eficientes no que tange ao acoplamento entre afonte luminosa e o guia de luz. Isto se dá pelo fato de que as maiores perdasdos sistemas de iluminação remota estão nesta etapa. Já nos sistemasconvencionais de iluminação, além dos aspectos da eficiência energéticaelétrica-luminosa das fontes de luz (lâmpadas), constantes pesquisas sãorealizadas visando o aprimoramento tecnológico de luminárias mais eficientes,tanto por causa dos aspectos econômicos, aproveitando melhor a luz econsumindo menos energia, quanto em relação as questões socio-ambientais,como por exemplo a poluição luminosa.
A poluição luminosa é mais uma das formas de poluição quedegradam nosso meio ambiente. Ela se origina principalmente do excesso deluz emitida por luminárias precárias mal projetadas que deixam escapar grandeparte da luz para o espaço, espalhando a sua luz horizontalmente e para cima.Dado que nos sistemas de iluminação de vias o objetivo é iluminar uma regiãoespecífica do solo, essa parcela de luz espalhada em nada contribui para ailuminação noturna útil. Uma das soluções para o problema da poluiçãoluminosa é o uso de fontes de luz direcionadas, que canalizem toda a sua luzpara baixo da horizontal, de tal forma que a própria fonte de luz (lâmpada) nãoseja visível pelos lados. Uma luminária eficiente deve iluminar o chão até umpouco além da metade de sua distância ao próximo poste. Assim, ao dirigir aluz apenas para onde ela é necessária, são requeridas menos luz e menosenergia elétrica. Outra vantagem desse tipo de luminária é que a nossa visãoda área iluminada se torna muito mais nítida quando não recebemos luz vindadiretamente das lâmpadas sobre os olhos.
Para exemplificar a problemática relacionada à eficiência dasluminárias, uma boa luminária é caracterizada por um conjunto ótico capaz defornecer simultaneamente alto rendimento e conforto visual, sendo que asconsideradas de alto rendimento possuem índices de eficiência da ordem de70%. Além disso, uma luminária eficiente também leva em consideraçãoaspectos relacionados ao controle do ofuscamento e a distribuição de luz.
Atualmente, os sistemas de iluminação remota, destinados àiluminação de grandes áreas, utilizam na saída de luz do guia de luz ou amesma técnica de reflexão das luminárias dos sistemas de iluminaçãoconvencionais ou então elementos óticos (lentes), como pode ser visto nasdescrições dos documentos U.S. 5,161,874, BR MU8001247-7, U.S. 6,971,781e U.S. 7,011,439, citadas anteriormente. Estas abordagens introduzem maisuma perda de fluxo luminoso no sistema como um todo, sendo esta da mesmaordem de grandeza da perda das luminárias dos sistemas convencionais (entre30% e 50%).
Além das perdas relacionadas à utilização de lumináriasrefletoras, toda vez que se faz necessária a alteração da distribuição luminosado sistema isto implica em um novo projeto de luminária considerando-se ascaracterísticas relfexivas e a forma dos refletores, a forma da carcaça e omaterial dos refratores - estes últimos responsáveis pela vedação da luminária,protegendo a parte interna contra poeira, chuva, poluição e impactos. Todasessas considerações tornam o projeto de uma nova luminária um processocomplexo, caro e lento, inviabilizando possíveis customizações baseadas nasnecessidades do cliente.
Sumário da Invenção
A inovação ora proposta descreve um novo e otimizado sistemade iluminação remota visando solucionar os problemas descritos acima. Deacordo com as modalidades preferidas da invenção, o sistema gera luz,transmite-a até um ponto remoto redistribuindo-a numa área ou plano distante.De acordo com um aspecto mais específico da invenção, o sistema é compostopor um dispositivo, dito iluminador, responsável por gerar a luz e direcioná-laao máximo para dentro de um guia de luz, formado por um ou mais cabos defibras óticas conectados ao iluminador, cujas extremidades de saída sãoconectadas individualmente a uma luminária que consiste apenas de umsuporte para fixação individual dos cabos de fibras óticas responsável porangular os eixos longitudinais de cada extremidade de saída dos cabos defibras óticas em relação ao eixo normal ao plano que se deseja iluminar, sem anecessidade de dispositivos para modificar a distribuição espacial do fluxoluminoso emitido pelas saídas das fibras óticas (refletores, refratores, difusores,colméias entre outros), onde os fluxos luminosos emitidos individualmente porcada saída de luz em contato com o plano provocam distribuições luminosasindividuais em formato de elipses, cuja superposição fornece a distribuiçãoluminosa do plano em questão. As características, funcionalidades e vantagensda presente invenção podem ser obtidas independentemente nas suas váriasmodalidades ou podem ainda ser combinadas em outras modalidades. Outrascaracterísticas e vantagens da presente invenção são evidenciadas nasdescrições das modalidades preferidas em conjunto com os desenhos queilustram, por exemplo, os princípios da invenção.
Descrição Detalhada da Invenção
O dispositivo objeto da presente invenção, aqui denominadosistema de iluminação remota com luminária de saída baseada em suportepara fixação e angulação dos guias de luz, objetiva solucionar ou minimizar asdeficiências das luminárias atuais empregadas nos sistemas de iluminaçãoremota, conforme descritas nas técnicas anteriores.
O sistema da invenção compreende:
- pelo menos um dispositivo gerador de luz;
- pelo menos um guia de luz conectado em uma de suas extremidades aoreferido gerador de luz; e
- pelo menos um suporte de fixação para a outra extremidade do referido guialuz, referido suporte sendo dotado de meios para angular os eixos longitudinaisda extremidade de saída do guia de luz em relação ao eixo normal ao planoque se deseja iluminar.
Conforme será detalhado a seguir, no sistema proposto a lumináriaconsiste apenas de um suporte para fixar e angular um ou mais guias de luzdistintos, no exemplo da figura 1 materializado por cabos de fibras óticas, deforma a projetar no plano que se deseja iluminar igual número de elipses deluz, cuja superposição fornece a distribuição luminosa deste plano.
A fim de melhor ilustrar o presente relatório descritivo, faz-sereferências aos desenhos anexos que são apresentados apenas a títulodemonstrativo, não podendo assegurar os mesmos um caráter Iimitativo doalcance de proteção da patente.
O referido sistema de iluminação remota pode ser dividido em trêspartes, o iluminador (1), o guia de luz (5) e a luminária (15 e 20), conformemostrado na figura 1. O iluminador (1) é conectado a um ou mais cabos defibras óticas (5) que percorrem o interior da estrutura de sustentação (10) econduzem a luz até as suas extremidades de saída conectadas a luminária (15e 20). A luminária é composta por um compartimento fechado (20) e odispositivo de angulação dos cabos de fibra ótica (15). O compartimento (20)tem objetivo de armazenar as extremidades de saída dos cabos de fibrasóticas, evitando a entrada de partículas sólidas e líquidas, bem como deradiação solar. Tomando também como referência a figura 6, que serádetalhada posteriormente, o dispositivo de angulação (15) é responsável porangular cada um dos cabos de fibras óticas numa dada direção em relação aoeixo normal (eixo z) do plano que se deseja iluminar (30), de tal forma aprojetar elipses de luz individuais (21 a 29) neste plano que irão se combinarpor união e superposição criando uma distribuição de luz cobrindo toda a áreaem questão (30). Todos os componentes do sistema encontram-semecanimente sustentados pela estrutura (10), neste exemplo representada poruma estrutura tubular típica comumente empregada nos sistemas deiluminação pública.
O iluminador (1) possui todos os componentes necessários paradirecionar a luz para dentro dos cabos de fibras óticas (5). O iluminadorutilizado pode ser qualquer um daqueles disponíveis comercialmente paraaplicações de iluminação remota que atendam, dentre outros parâmetrostécnicos, aos níveis mínimos de fluxo luminoso estabelecidos para cada projetoespecífico. A fonte de luz do iluminador em questão também não é fatorIimitante do sistema proposto. Podem ser utilizadas lâmpadas de descargacomo: lâmpadas de vapor de mercúrio, lâmpadas de vapor de sódio, lâmpadasmulti-vapor metálico; ou ainda LEDs (Light Emitting Diodes), dentre outras. Noexemplo da figura 1, o iluminador (1) é fixado no exterior da estrutura tubular(10) a uma altura que dificulte o acesso direto de uma pessoa de pé mas quepermita o acesso utilizando-se uma pequena escada de poucos degraus. Nestasituação de exposição ao tempo, o iluminador utilizado também deve evitar aentrada de objetos sólidos e líquidos no seu interior que possam danificar oscomponentes internos comprometendo o seu funcionamento. No caso de oiluminador (1) não atender a esta especificação o mesmo é armazenado dentrode uma caixa (não ilustrada na figura), esta sim fixada na estrutura tubular,projetada e construída para atendê-la. O iluminador (1), dependendo daaplicação, pode ainda ser armazenado no interior da estrutura de sustentação,conforme sugerido pelo modelo de utilidade B.R. MU8001247-7, ao nível dosolo, conforme sugerido pela patente U.S. 5,161,874, numa caixa subterrâneaou em outra localização conveniente. O iluminador (1) é alimentado comenergia elétrica, proveniente dos cabos condutores (3) oriúndos, por exemplo,de uma instalação elétrica subterrânea e que percorrem o interior da estruturatubular (10) até se conectarem ao iluminador (1).
Os guias de luz (5) possuem duas extremidades, sendo umadelas conectada ao iluminador (1), aqui denominada entrada de luz, e a outraconectada ao dispositivo angulador (15), aqui denominada saída de luz. O tipode guia de luz utilizado não é fator Iimitante do sistema proposto nesta patente.
Eles podem ser do tipo cabos de fibras óticas, conforme aplicação ilustrada nafigura 1, podem ainda ser do tipo guias de luz líquidos, dentre outros. Os cabosde fibras óticas (5) podem ser to tipo maciço ou do tipo multifibras, este últimocomposto de diversos fios óticos mais finos, resultando no diâmetro total.
Conforme já mencionado anteriormente, a extremidade de saída do guia de luz(5) pode ser composta por um ou mais cabos de fibras óticas individuais. Estaquantidade depende de diversos fatores de projeto para cada aplicaçãoespecifica, tais como: do tamanho da área que se deseja iluminar (30), dosparâmetros técnicos mínimos da distribuição luminosa desejada que devem seratendidos, da altura de montagem do suporte angulador (15), do índice deabertura numérica da fibra, do ângulo máximo de aceitação da fibra, dentreoutros. O compartimento (20), apresentado em corte para visualização do seuinterior, mostra o caminho percorrido por nove cabos de fibras óticas até aconexão individual de cada cabo ao suporte angulador (15). Com relação aoaspecto construtivo da extremidade de entrada de luz, todos os cabos de fibrasóticas podem ser unidos numa única armadura, formando um único ponto deconexão ao iluminador (1), ou podem ainda ser conectados individualmente aoiluminador caso este possua diversas saídas de luz, ou ainda outraconfiguração que seja adequada em função das características construtivas doiluminador (1) adotado.
Uma outra característica dos cabos de fibras óticas que sãoconectados ao angulador (15) é que as extremidades de saídas podem teráreas de emissão de luz diferentes. Isto implica em permitir que a capacidadede emissão de fluxo luminoso de cada saída possa ser diferente. Estacaracterística é importante pois permite que as fibras direcionadas para regiõesmais distantes do plano (30) emitam mais fluxo luminoso com o objetivo demelhorar a uniformidade da distribuição luminosa em todo o plano (30). Nocaso da utilização dos cabos multi-fibras isto é conseguindo utilziando-sediferentes quantidades de fios óticos finos para cada cabo de saída. Estasquantidades também são calculadas de acordo com cada aplicação específicaonde a presente invenção é utilizada.
A figura 2 apresenta em detalhe a luminária (20 e 15) fixada notopo da estrutura tubular (10). Os noves cabos de fibras óticas (5) possuemarmaduras individuais rígidas que envolvem as suas extremidades de saída (41a 49), que são conectadas e direcionadas individualmente no dispositivo deangulação (15).
A vista inferior do dispositivo de angulação (15) é apresentado emdetalhe na figura 3. Este é o principal componente do sistema de iluminaçãoremota proposto nesta invenção. A sua função é angular cada armadura (41 a49) das extremidades de saídas de cada um dos cabos de fibra numa dadadireção em função ao eixo normal do plano (30) que se deseja iluminar. Odispositivo angulador ilustrado na figura 3 é apenas um exemplo prático esimples de como realizar a referida angulação dos cabos de fibras óticas.
Portanto, a sua geometria mecânica não deve ser considerada como fatorIimitante da presente invenção. No exemplo em questão, são realizados novefuros (31 a 39) numa peça mecânica rígida em formato retangular, quantidadeesta que é igual a quantidade das saídas dos cabos de fibra ótica. Osdiâmetros dos furos devem ser de tal forma a permitir que as armaduras (41 a49) passem de forma justa através deles. A direção e a inclinação de cada furoé realizada de maneira a permitir direcionar o eixo central (51 a 59) do cone deluz de cada fibra numa dada direção especificada de acordo com o projeto decada aplicação. Fazendo referência também às figuras 4 e 5 e tomando porexemplo a forma construtiva do furo 35, tal furo é realizado de maneira apermitir que o eixo central (55) do cone de luz emitido pela saída do cabo defibras óticas enlaçado pela armadura (45) faça um ângulo (85) com o eixonormal (eixo z) ao planò (30), bem como a projeção (95) deste eixo central (55)no plano (30) faça um ângulo (105) com o eixo transversal central (eixo x) doplano (30), de tal forma a projetar neste plano a distribuição luminosa elíptica(25). O procedimento para a realização de todos os furos (31 a 39) nodispositivo angulador (15) segue esta mesma metodologia detalhada para ofuro (35).
A figura 4 apresenta o suporte de saída, composto pelocompartimento (20) e o dispositivo angulador (15), mostrando a exitência deum ângulo (60) entre o dispositivo angulador (15) com o eixo normal (eixo z) aoplano (30). Este ângulo (60), que no presente exemplo é de 45°, também deveser levado em consideração no memento de realizar-se os furos direcionais (31a 39) no dispositivo angulador. Ainda em referência a figura 4, podem serobservados os eixos imaginários (51 a 59) normais à superfície de emisão deluz das extremidades de saída das fibras óticas envolvidas pelas armaduras(41 a 49). Cada um destes eixos representa o eixo central do cone de luzemitido por cada cabo de fibra ótica. O ângulo máximo de abertura destescones de luz é igual ao ângulo máximo de aceitação da entrada da luz que éuma característica construtiva das fibras óticas e que tem relação com o índicede abertura numérica. Para simplificação, apenas o cone de luz (69) emitidopela saída (49) está representado na ilustração da figura 4, entretanto ocomportamento de todas as saídas de luz (41 a 49) obedece ao mesmoprincípio. A direção do eixo central imaginário (59) em conjunto com o ângulode máximo de abertura da saída da fibra (79), que para o exemplo em questãoé de 60°, definem a direção e o formato do cone de luz (69) cuja interseçãocom o plano a ser iluminado (30) produz a distribuição luminosa elíptica (29).
A figura 6 apresenta o contorno limítrofe de cada uma dasdistribuições luminosas elípticas (21 a 29) no plano (30) a ser iluminado. Aunião por superposição destas distribuições luminosas (21 a 29) fornece umadistribuição luminosa resultante que cobre toda a região do plano (30) a seriluminado, caracterizada pelas suas curvas isolux ilustrada na figura 7. A curvaisolux mais externa (110) ao plano (30) representa todos os pontos de menoriluminância, cujos valores mínimos, em geral, são definidos por normastécnicas. Com pode-se perceber, o plano (30) está inscrito no interior da curva(110), logo todos os pontos no interior do plano (30) possuem iluminância maiorou igual ao valor definido pela curva (110). Demais curvas isolux sãoapresentadas na figura 7 e representam aumentos progressivos dos valores deiluminância, culminando na curva (120) com o seu máximo valor.
A figura 8 apresenta outra aplicação da presente invenção emedificações fechadas ou perímetros cercados por paredes altas como, porexemplo, galpões industriais. Neste exemplo, o iluminador (1') é fixado numaparede (7) numa altura próxima ao solo de tal forma a permitir que uma pessoaem pé ou utilizando uma pequena escada de poucos degraus consiga teracesso para a realização da manutenção (troca do iluminador). Da mesmaforma que nos sistemas de iluminação por postes, o cabo de fibra ótica (5') éconectado ao iluminador (1') e conduz toda a luz transmitida para seu interioraté a luminária, composta pelo suporte (20') e o dispositivo angulador (15'), deonde então é distribuída para o plano a ser iluminado seguindo o mesmoprincípio explicado anteriormente.
Cada novo projeto de angulação dos condutores de luz dapresente invenção é realizado de forma a atender, no mínimo, às normastécnicas específicas para cada aplicação onde o sistema em questão seráempregado, respeitando, dentre outros parâmetros, os limites luminotécnicosdefinidos em norma própria. Nas situações onde não existe uma norma técnicapara ser obedecida, a determinação das angulações de cada condutor de luz érealizada de acordo com as características luminotécnicas especificadas noprojeto. Os versados na arte imediatamente valorização os ensinamentos dapresente invenção, entendendo que variações nas formas específicas deconcretizar a invenção devem ser compreendidas como dentro do escopo dainvenção e das reivindicações anexas.

Claims (5)

Sistema de Iluminação Remota com Luminária de Saída baseada emSuporte para Fixação ε Angulação dos Guias de Luz
1.- SISTEMA DE ILUMINAÇÃO REMOTA caracterizado porcompreender:- pelo menos um dispositivo gerador de luz;- pelo menos um guia de luz conectado em uma de suas extremidades aoreferido gerador de luz;- pelo menos um suporte de fixação para a outra extremidade do referido guialuz, referido suporte sendo dotado de meios para angular os eixos longitudinaisda extremidade de saída do guia de luz em relação ao eixo normal ao planoque se deseja iluminar.
2.- SISTEMA DE ILUMINAÇÃO REMOTA, de acordo com areivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o referido guia de luz é umafibra ótica ou um conjunto de fibras óticas.
3.- SISTEMA DE ILUMINAÇÃO REMOTA, de acordo com areivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o referido meio para angular oseixos longitudinais da extremidade de saída do guia de luz proporcionadiferentes ângulos de cada guia de luz em relação à região que se desejailuminar onde se formam elipses de luz.
4.- SISTEMA DE ILUMINAÇÃO REMOTA, de acordo com areivindicação 3, caracterizado pelo fato de que ao menos partes das referidaselipses de luz se sobrepõem.
5.- SISTEMA DE ILUMINAÇÃO REMOTA, de acordo com areivindicação 1, caracterizado pelo fato de os elementos de controle emanutenção do dispositivo gerador de luz são fisicamente distantes do suportede fixação das guias de luz e/ou da saída de luz do sistema.
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