BRPI0900858A2 - composição farmacêutica carreadora de substáncias ativas - Google Patents

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Abstract

COMPOSIçAO FARMACEUTICA CARREADORA DE SUBSTANCIAS ATIVAS A presente invenção refere-se a uma nova composição farmacêutica carreadora de substâncias ativas. A dita composição farmacêutica carreadora de substâncias ativas compreendendo configurações encapsuladoras supramoleculares, arginina e enzimas proteolíticas comporta nanopartículas. A composição referida é de aplicação tópica, não tóxica, com rápida e eficiente penetração transportando inúmeras substâncias até a hipoderme.

Description

"COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA ----SUBSTÂNCIAS ATIVAS"
Refere-se a presente invenção a uma novacomposição farmacêutica carreadora de substâncias ativas. A ditacomposição farmacêutica carreadora de substâncias ativascompreendendo configurações encapsuladoras supramoleculares,arginina e enzimas proteoliticas comporta nanoparticulas. Acomposição referida é de aplicação tópica, não tóxica, com rápidae eficiente penetração transportando inúmeras substâncias até ahipoderme.
Tem sido confirmada a hipótese que permiteefetuar a intercomunicação entre células epiteliais, notadamenteatravés de estruturas especializadas situadas na membranaplasmáticas das células contíguas. Tais estruturas recebem o nomede nexus, sendo também denominadas junções de intercomunicaçãocelular ou máculas comunicantes. Bioquimicamente assinala-se apresença nas junções de intercomunicação celular de uma proteínacom tendência a formar fendas quando disposta em camadas sobrelipossomas, tal propriedade sendo inibida pelo correspondenteanticorpo. De outra parte proteínas homólogas foram encontradas emvárias espécies animais, estando presentes em diferentes tecidosepiteliais, variando suas características em função dos tipos detecidos epiteliais. Verifica-se que estas proteínas comportam-secomo moléculas integrantes da membrana plasmática, com extremidadeN-terminal em contato com o citoplasma da célula epitelial eextremidade C-terminal penetrando no espaço intercelular. Entre asduas extremidades encontra-se um segmento intermediário,hidrófobo, relacionado com a camada lipídica da membranaplasmática. Na seqüência correlacionou-se esta proteína com apresença dos conexons, estruturas especializadas naintercomunicação celular.
No plano morfológico demonstrou-se que cadaunidade que compõe as junções de intercomunicação celular, cadaconexon consiste em uma estrutura hexagonal, simétrica, unindo ointerior de duas células contíguas contendo uma parte centralhidrófila, comportando-se como um canal. Tal tipo de junçãointercelular, muito comum nas células epiteliais, encontra-seausente apenas em alguns tipos de epitélios. Numerosas unidades ouconexons dispõem-se ordenadamente no interior de cada região deaderência, ainda que não homogeneamente, concentrando-se estasestruturas em áreas nas quais se estabelece intercomunicaçãocelular formando os nexus. Depreende-se que as unidades juncionaisou conexons situam-se entre duas células adjacentes formandocanais contínuos. Cada metade do conexon pertencente a uma dascélulas adjacentes, ou seja, cada hemiconexon, contém umprotocanal, cuja reunião com o protocanal da célula adjacenteforma o canal completo. Este é delimitado internamente porproteínas hidrófilas, isto é, conteria predomínio de aminoácidoshidrófilos. Admite-se que os hemiconexons seriam moléculas deproteínas transmembranosas, integrantes da membrana plasmática,presentes apenas nestas áreas especializadas, insinuando-se noespaço intercelular. Os limites externos das moléculasconstituindo os hemiconexos, ao contrário, possuiriam uma bainhaformada por aminoácidos hidrófobos. Assim cada hemiconexonconteria um canal envolvido por duplo revestimento, o hidrófilo(interno) e o hidrófobo (externo).Informações provenientes dos resultados deestudos químicos pertinentes confirmam que os nexus ou junções deintercomunicação celular apresentam algumas proteínas especiaisconstituindo seus conexons, destacando-se dentre estas uma queapresenta peso molecular entre 26000 e 27000 dáltons.
Existem alguns fatores que alteram o grau deabertura e a eficiência dos canais dos conexons e interferem nograu de intercomunicação celular. Assim o íon Ca e o complexoglicoprotéico presente no glicocálice apresentam essa função.Verificou-se que a concentração do Ca2+ normalmente é baixa nointerior da célula epitelial. O aumento do nível do Ca2+intracelular eleva a resistência transjuncional, diminuindo apermeabilidade dos canais de intercomunicação celular àfluoresceína unida aos peptídeos. O mecanismo de ação do Ca2+ nãoé conhecido. Admite-se que as junções de intercomunicação celularocluam-se quando o nível de Ca2+ no interior da célula eleve-sealém de certo limiar. Normalmente o nível de Ca2+ é mantidoatravés de mecanismos ativos que determinam o efluxo do Ca2+,Quando a célula morre o nível de Ca2+ intracelular eleva-se e asjunções de intercomunicação celular ocluem-se. A oclusão seria umevento passivo, ao contrário da abertura do canal dos conexons.
Observa-se que os canais de comunicação entre ascélulas, presentes nas junções intercelulares de célulashomólogas, apresentam igual permeabilidade nos dois sentidos. OCa2+ seria o elemento capaz de regular o sentido dapermeabilidade. Quando sua concentração no interior das célulasvizinhas se modifica os canais de intercomunicação se fechamapenas em um sentido. Todavia quando a concentração de Ca2+intracitoplasmática é baixa a permeabilidade dos canais decomunicação aferentes é alta e vice-versa. A permeabilidadediminui quando a concentração de Ca2+ aumenta. Outro fatorintracelular importante para a regulação da permeabilidade dasjunções de intercomunicação celular é a concentração do AMPcíclico em seu citoplasma. Elevando-se o nível do AMP cíclico nocitoplasma das células adjacentes, não apenas aumenta suapermeabilidade recíproca, como também formam-se novos canais deintercomunicação celular. Esta interpretação é confirmada emculturas de células epiteliais cujos elementos tornam-se maispermeáveis às comunicações intercelulares quando se fornece AMPcíclico exógeno às células cultivadas. O mesmo efeito é logradoquando o AMP cíclico endocelular aumenta pela ação de inibidor defosfodiesterase como a cafeína. A ação do AMP cíclico é retardadapor várias horas sugerindo que se efetivaria através da formaçãode novos canais de intercomunicação celular.
O sistema de comunicação intercelular além deefetuar através da passagem de íons ou pequenas moléculas com atransmissão de sinais pode atuar através de outro mecanismo.Demonstrou-se que os nexos podem amplificar resposta provenientede um sinal primário, resultando a transmissão de sinaissecundários de célula a célula apresentando efeito aditivo.
A membrana basal, definida de acordo com oconceito estabelecido através dos resultados fornecidos pelamicroscopia eletrônica, quando analisada quanto à sua estruturarevela a presença e o predomínio de um componente poucoestruturado, geralmente disposto sob a forma de uma lâmina entree 30 nm de espessura, podendo variar a mesma entre 10 e 100 nm.A lâmina densa é constituída por uma trama de filamentos curtos,entre 1 e 3 nm de diâmetro, dispostos ao acaso ou, às vezes, emrede imersa em matriz amorfa ou granular. Por tal conceito alâmina basal assemelha-se à lâmina densa. Segundo o conceito atuala membrana basal é considerada integrada pela lâmina densa e pelasduas lâminas raras, a externa e a interna. A membrana basalamoldando-se, aparentemente, ao contorno da porção basal dascélulas epiteliais apresenta-se ao microscópio eletrônico sob aforma de uma lâmina dotada de maior densidade eletrônica (lâminadensa), disposta paralelamente à superfície profunda da célulaepitelial, da qual está separada por uma delgada lâmina menoselétron-densa, apresentando entre 3 e 4 nm de espessura,consistindo da lâmina lúcida ou lâmina rara externa. Segundo esteconceito, decorrente dos primeiros resultados obtidos damicroscopia eletrônica, a membrana basal consiste em um complexotrilaminar, centrado pela lâmina basal densa.
Além dos componentes referidos sugere-se aparticipação de outro que após ter sido melhor identificado edefinido, localiza-se em área subjacente à lâmina rara interna.Tal componente incluído entre os elementos pertencentes aosconstituintes da membrana basal, segundo o conceito estabelecidopela microscopia óptica, denominado componente fibrilar,considera-se como constituído por dois componentes distintos: oprimeiro constituído por fibrilas colágenas, glicoproteínas eproteoglicanas, provenientes da condensação da matriz extracelulardo tecido conjuntivo adjacente e, embora situado nas proximidadesda lâmina rara interna não é considerado com pertencente àmembrana basal; o segundo considerado como pertencente à membranabasal e denominado lâmina reticular, apresenta fibrilas colágenasalém de outras, de natureza desconhecida, denominadas fibrilas deancoragem. Observou-se recentemente que as fibrilas colágenasestriadas (colágenos dos tipos I e III), constituindo o componentefibrilar pertencente à membrana basal e que estão situadas nasproximidades da verdadeira membrana basal são fibrilas idênticasàs presentes no tecido conjuntivo ao qual pertencem. Tais fibrilasdistinguem-se das encontradas na lâmina reticular da membranabasal que são fibrilas menores de colágenos dos tipos IV ou V.
Atualmente confirmou-se o conceito que considerao componente fibrilar constituindo a lâmina reticular da membranabasal conformado por delgadas fibrilas de colágeno dos tipos IV eV, cuja situação é ligeiramente mais profunda em relação à lâminarara interna apresentando-se compreendidas dentro do limite damembrana basal.
Todas estruturas compondo a membrana basal sãoconstituídas por proteínas e carboidratos associados de diversasmaneiras formando distintos tipos de glicoproteínas eproteoclicanas algumas dotadas de estrutura fibrilar.
As glicoproteínas colágenas contidas na membranabasal exibem estrutura em tríplice hélice, análoga aos colágenosem geral, além de sensíveis à colagenase. Considerando osresultados histoquímicos e as análises químicas a lâmina densaseria constituída predominantemente por colágeno do tipo IV. Asglicoproteínas da membrana basal são insolúveis na água, massolúveis em presença de uréia ou de dodecil-sulfato de sódio. Aeletroforese em gel de poliacrilamida efetuada após sua hidrólisepermite a separação dos seus componentes dentre os quais foramidentificados numerosos polipetideos com peso molecular variandoentre 25000 e 200000 dáltons. As análises químicas confirmam apresença de peptídeos distintos destacando a semelhança com ospolipetideos do colágeno unidos aos dissacarideos encontrando-sepolissacarídeos ligados a aminoácidos mais polares dispostos emseqüência. Os dois tipos de hidratos de carbono contidos naglicoproteinas colágenas, dissacarideos e polissacarídeos podemestar unidos ao mesmo peptídeo. Identificam-se na membrana basalcertos polipetideos dotados de várias regiões polares que não sãoencontrados entre as proteínas do colágeno exceto no estágio depró-colágeno.
Na membrana basal identificam-se inúmeroscomponentes peptídicos. Admite-se que seriam produtos atuando nabiossíntese das glicoproteinas colágenas e não colágenas, podendotais componentes originarem-se da proteólise que ocorre durante oisolamento da membrana basal. Os diversos resultados experimentaiscitados confirmam que as glicoproteinas da lâmina densa são denatureza colágena, assinalando-se nessa lâmina a presença decolágenos dos tipos IV, V e VIII, predominando o primeiro. Amolécula do colágeno do tipo IV, elemento predominante ecaracterístico da lâmina basal, é constituída por domínio alfa-helicoidal unido a um domínio não helicoidal, que termina sob aforma de um glóbulo, onde se situa o grupo C-terminal da molécula.Este tipo de colágeno caracteriza-se por apresentar moléculacontendo três cadeias alfa 1 idênticas com peso molecular de108000 dáltons e possuir ainda um carboidrato que se apresenta soba forma de unidades dissacarídicas ligadas à hidroxilisina. 0colágeno do tipo IV difere do colágeno do tipo I por apresentartríplice hélice mais longa, além de freqüentes interrupções naseqüência gli-X-Y e por exibir segmentos com estrutura fibrilarbem definida, pois geralmente agregam-se para formar microfibrilasdispostas sob a forma de rede. 0 colágeno do tipo IV representa1,4% do total da membrana basal. A presença do colágeno do tipo IVna lâmina basal tem grande interesse funcional, pois as célulasepiteliais possuem receptor para este tipo de colágeno com o qualse unem. De outra parte este colágeno possui tendência a unir-secom a laminina, fibronectina e com as proteoglicanas contendosulfato de heparana determinando a união da célula epitelial comos componentes da membrana basal.
No que tange à disposição dos colágenos namembrana basal confirma-se que na lâmina densa está presente umarede de finas micro fibrilas de colágeno do tipo IV que é seuprincipal componente. Outra glicoproteína colágena abundante namembrana basal, não obstante menos abundante que o colágeno dotipo IV, é a denominada colágeno do tipo 7S, resistente à ação dacolagenose e possuindo alto teor de ligações S-S, assim como decarboidratos. Atualmente esta glicoproteína tem sido denominadacomo colágeno do tipo VIII.
A presente invenção reporta-se a uma novacomposição farmacêutica carreadora de substâncias ativascompreendendo configurações encapsuladoras supramoleculares.
Tais configurações encapsuladorassupramoleculares comportam nanopartículas aptas a transportarsubstâncias ativas ou princípios ativos até a hipoderme.Nanopartículas são configurações supramoleculares organizadas emtorno de um núcleo central sólido. Diferentes substâncias, comoenzimas proteoliticas, vitaminas e princípios ativos, dentreoutras, não mantém a atividade quando formuladas em meio aquoso,tornando impossível sua formulação em bases destinadas a agir nahipoderme. Quando encapsuladas em microsferas estas substânciassão mantidas inalteradas, sendo liberadas no momento em que amicrosfera atinge a camada gordurosa da hipoderme. Cada microsferasupostamente tem a medida de 200 m, podendo conduzir enzimas deaté 200000 dáltons.
Como já é de conhecimento geral, o Diclofenaco
Dietilamônio é um antiinflamatório largamente estudado. A Argininaé um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendoportanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos. Emmamíferos, a arginina pode ou não ser considerada como aminoácidoessencial dependendo do estágio do desenvolvimento do indivíduo oudo seu estado de saúde.
Nos vasos sangüíneos, a formação contínua de NOpelas células endoteliais promove o relaxamento da musculaturalisa, produzindo vasodilatação. No sistema imune, macrófagos,quando estimulados, produzem grande quantidade de NO, que funcionacomo uma molécula assassina, destruindo células-alvo (cancerosas)e micro-organismos. 0 NO atua também em outros sistemas, tais comoo sistema nervoso central, gastrintestinal, respiratório, cardíacoe genitourinário.
Ao difundir-se para a musculatura lisa o NOgerado irá ligar-se ao ferro do grupo prostético heme da enzimaguanilato ciclase (GC), que é então ativada e converte GTP em c-GMP. A c-GMP é a molécula responsável pelo relaxamento damusculatura lisa e conseqüentemente pelo aumento do diâmetro dosvasos sangüíneos, aumentando o fluxo sangüíneo e reduzindo apressão arterial. O processo de dilatação pode ocorrer tambémquando nitro-vasodilatadores, como a nitroglicerina, liberam NOdiretamente para o endotélio e para a musculatura vascular lisa.
Ignarro e colaboradores (Ignarro et al., 2001)demonstraram, em seres humanos, que a administração de argininapor via oral produz melhora da função endotelial em vasoscoronarianos de pequeno calibre, assim como uma redução nos níveisplasmáticos de endotelina (potente substância vasoconstritora). 0óxido nítrico, além de relaxar o músculo liso vascular, causandovasodilatação, tem a função de inibir outros processos como aagregação plaquetária, a adesão de leucócitos ao endotélio e aprodução de endotelina. 0 óxido nítrico causa, ainda, variação naspropriedades contráteis e na freqüência cardíaca. No sistemacardiovascular, a liberação de óxido nítrico atua regulando ofluxo sangüíneo e a pressão arterial, através de ação sobre amusculatura lisa.
Apesar das muitas classes de doadores de NO quetêm sido reportadas, nitratos orgânicos, diazeniodiolatos e S-nitrosotióis são ainda os três tipos mais importantes de doadores.Eles possuem a vantagem de se decompor em solução e de mimetizaros nitrosotióis endógenos.
Em nível celular, a arginina é sintetizada apartir da citrulina pela ação seqüencial das enzimasargininosuccinato sintetase e argininosuccinato liase (ouargininosuccinase, sendo o argininosuccinato um metabólitointermediário (sintetizado a partir da condensação da citrulina-Amp de aspartato.A arginina também é sintetizada em outrascélulas, embora em menor escala. Quando da indução da enzima óxidonitrico sintase (iNOS), a capacidade de síntese da arginina tambémaumenta. A iNOS, cuja função primária é sintetizar óxido nitrico(NO) , o faz a partir da oxidação do grupo guanidina, comconseqüente conversão da arginina à citrulina. Esta pode sernovamente convertida em arginina através da via arginina-citrulina.
Em bactérias, a síntese da arginina é similar àsíntese em animais. Embora, muitas vezes, não possuem todas asenzimas necessárias ao ciclo doa ácidos tricarboxílicos ao cicloda uréia, conseguem sintetizar arginina a partir de a-cetoglutarato e de ornitina.
Além de fazer parte de proteínas, a arginina tempapel importante na divisão celular, na cicatrização de feridas,inflamação em articulações ou não, ocorrendo um vasodilataçãovascular periférica, dando assim maior perfusão ao diclofenacoatuar nesses regiões acometidas por esses processos.
Como descrito acima, a arginina tomapreferencialmente uma carga positiva, pelo que tem tendência aligar-se a grupos carregados negativamente. Por essa razão é comumencontrar este aminoácido na superfície de proteínas, ocorrendoque essa enzima possa liberar o NO (óxido nitrico), substânciaessa vasodilatadora periférica, agindo assim o diclofenaco nosreceptores musculares que estarão mais pérveos pela ação o NO(óxido nitrico).
A arginina é o precursor imediato do óxidonitrico. É necessária a síntese de creatina e pode ser usada paraa síntese de poliaminas, citrulina e glutamato. Por ser precursorado NO (que tem efeito relaxador dos vasos sangüíneos) a arginina éusada em condições em qu é necessária a vasodilatação periférica.
A presente invenção relativa a composiçãofarmacêutica carreadora de substâncias ativas comportandoconfigurações encapsuladoras supramoleculares, arginina e enzimasproteolíticas em seu interior possibilita que estas configuraçõespenetrem até a camada lipídica, rompam-se envolvendo a lesão porum processo de expansão dos nexos e por gradiente de pressãocelular, ocorrendo o debridamento de fibrose ou inflamaçãocircunscrita sub-cutânea, periarticular ou microtrauma muscular.
O objetivo da presente invenção é uma novacomposição farmacêutica carreadora de substâncias ativascompreendendo configurações encapsuladoras supramoleculares entre10 nm e 990 nm, arginina entre 1 mg e 10 g e enzimas proteolíticasentre 0,1 e 70%.
Preferencialmente a invenção em tela relativa ànova composição farmacêutica carreadora de substâncias ativascompreende configurações encapsuladoras supramoleculares entre 10nm e 990 nm, arginina entre 10 mg e 1 g e enzimas proteolíticasentre 0,2 e 40%.
Mais preferencialmente a presente invençãorelativa à nova composição farmacêutica carreadora de substânciasativas compreende confugurações encapsuladoras supramolecularesentre 10 nm e 990 nm, arginina entre 20 mg e 500 mg e enzimasproteolíticas entre 1,0 e 20%.
Ainda mais preferencialmente a invenção em telarelativa à nova composição farmacêutica carreadora de substânciasativas compreende configurações encapsuladoras supramolecularesentre 10 nm e 990 nm, arginina entre 40 mg e 200 mg e enzimasproteoliticas entre 2,0 mg e 10%.
Vantajosamente a presente invenção reporta-se anova composição farmacêutica carreadora de substâncias ativascompreendendo configurações encapsuladoras supramoleculares,arginina, enzimas proteoliticas e diclofenaco.
Mais vantajosamente a presente invenção comportadita composição farmacêutica carreadora de substâncias ativascompreendendo como configurações encapsuladoras supramoleculares,nanoparticulas.
Ainda mais vantajosamente a presente invençãocomporta dita composição farmacêutica carreadora de substânciasativas compreendendo como nanoparticulas, nanosferas,nanocápsulas, microsferas ou glicocápsulas
Preferencialmente a presente invenção comportadita composição farmacêutica carreadora compreendendo comosubstâncias ativas cicatrizantes, antibióticos, antifúngicos,antireumáticos, antiinflamatórios esteroidais ou não, analgésicos,antivirais, antivaricosos, anestésicos, antitumorais eantipruriginosos.
Mais preferencialmente a invenção em telacompreendendo composição farmacêutica carreadora pode serutilizada no tratamento das patologias inflamatórias.
Ainda mais preferencialmente a presente invençãocompreendendo composição farmacêutica carreadora de substânciasativas comporta diclofenaco.
Vantajosamente a invenção em tela relativa aprocesso para tratar patologias inflamatórias comportando aadministração de composição farmacêutica carreadora compreendeconfigurações encapsuladoras, arginina, enzimas proteoliticas ediclofenaco.
Mais vantajosamente a presente invenção reporta-se a processo para tratar patologias inflamatórias comportando aadministração de composição farmacêutica carreadora compreendeconfigurações encapsuladoras, como nanoparticulas, arginina,enzimas proteoliticas e diclofenaco.
Ainda mais vantajosamente a invenção em telarelativa a processo para tratar patologias inflamatóriascomportando composição farmacêutica carreadora compreendendonanoparticulas, como nanosferas, nanocápsulas, microsferas eglicocápsulas, arginina, enzimas proteoliticas e diclofenaco.
Para ilustrar a presente invenção apresenta-se oestudo, a titulo meramente exemplificativo não limitativo,comprovando a ação das nanoparticulas com substâncias ativas pré-determinadas no tecido subcutâneo em humanos, juntamente comdiclofenaco dietilamônio e aspartato de arginina.
DOMS - Definição
0 quadro é clinicamente descrito por sinais esintomas que na literatura cientifica têm sido denominados DOMS
(Delayed Onset o Muscle Soreness)
MECANISMO DA DOR MUSCULAR
EFEITO IMEDIATO DIA SEGUINTEExercício Intenso DorAcúmulo de Ácido Lático DOMSMicro Traumas Inflamação Dorcreme de nanopartículas de papaína com diclifenaco dietilamônio easpartato de arginina, através de deslizamento superficial, naparte anterior de ambas as coxas.
Procedimentos pré exercício:
· Todos os indivíduos foram submetidos aavaliação da amplitude de movimento de flexão de joelho (atravésdo uso de flexímetro) e percepção subjetiva de dor (visualanalogue scale -VAS) e força de extensão de joelho.
Procedimento 24 horas após o exercício:
· 24 horas após o exercício os indivíduosassinalaram a escala de dor.
Procedimentos 48 horas após o exercício:
Todos os indivíduos foram novamentesubmetidos a avaliação da amplitude de movimento de flexão dejoelho, percepção subjetiva de dor e força de extensão de joelho.
Procedimento dos exercícios:
Os exercícios para desencadear dor muscularforam compostos de 4 séries de 12 repetições de exercíciopredominantemente excêntrico de extensão de joelho, com 80% dacarga máxima, e relação de 1:5 entre contração concêntrica eexcêntrica, respectivamente.
A carga máxima do exercício foi determinadano mesmo dia do teste, através da determinação de uma repetiçãomáxima (1 RM), que consiste na carga máxima que um indivíduo écapaz de levantar, sendo impossível levantá-la por uma segundavez.
Tanto a carga máxima quanto os exercíciosforam realizados unilateralmente.Aplicação dos cremes:
Após a realização dos exercícios todos osindivíduos foram orientados a aplicar dois tipos de cremes: um nacoxa esquerda e outro na coxa direita.
0 conteúdo dos cremes não foi informado aosvoluntários e ao examinador (modelo duplo cego
Os voluntários referiram muito menos dor nacoxa que recebeu o creme A3 (diclofenaco) , do que na coxa querecebeu o creme Al (placebo) , tanto em 24h quanto em 48h (Al24h=4,63; 48h=3,08 / A3 24h=2,02; 48h=l,33).
A amplitude de movimento geralmente diminuicom a dor muscular tardia. 0 membro inferior (MI) que recebeu oplacebo apresentou esse comportamento (Pré 146,83 Pós 143,5). Já oMI que recebeu o creme com A3, não sofreu reduções naflexibilidade (Pré 139,16 Pós 139,83).
A força muscular diminui com a dor musculartardia. A magnitude da perda de força reflete a magnitude da lesãomuscular. 0 MI com A3 apresentou tendência a perder menos força(Pré 36,67 Pós 35,0) do que o MI com Al (Pré36,67 Pós 33,3).

Claims (12)

1.COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA CARREADORA DESUBSTÂNCIAS ATIVAS caracterizada pelo fato que compreende:Configurações Encapsuladoras Supramolecularesentre 10 nm e 990 nm eArginina entre 1 mg e 10 g eEnzimas proteoliticas entre 0,1 e 70%.
2.COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA de acordo com aReivindicação 1, caracterizada pelo fato que compreende:Configurações Encapsuladoras Supramolecularesentre 10 nm e 990 nm eArginina entre 10 mg e 1 g eEnzimas Proteoliticas entre 0,2 e 40%.
3.COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA, de acordo com qualquerdas Reivindicações 1 e 2, caracterizada pelo fato que compreende:Configurações Encapsuladoras Supramolecularesentre 10 nm e 990 nm eArginina entre 20 mg e 500 mg eEnzimas Proteoliticas entre 1,0 e 20%.
4.COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA de acordo com qualquerdas Reivindicações 1, 2 e 3, caracterizada pelo fato quecompreende:Configurações Encapsuladoras Supramolecularesentre 10 nm e 990 nm eArginina entre 40 mg e 200 mg eEnzimas Proteoliticas entre 2,0 e 10%.
5.COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA de acordo com qualquerdas Reivindicações 1 a 4, caracterizada pelo fato que asconfigurações encapsuladoras supramoleculares compreendemnanoparticulas.
6. COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA de acordo com aReivindicação 5, caracterizada pelo fato que as nanoparticulascompreendem nanosferas, nanocápsulas, microsferas e glicocápsulas.
7. COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA de acordo com qualquerdas Reivindicações 1 a 6, caracterizada pelo fato que compreendecomo substância ativa, cicatrizantes, antibióticos, antifúngicos,antireumáticos, antiinflamatórios esteroidais ou não, analgésicos,antivirais, antivaricosos, anestésicos, antitumorais eantipruriginosos.
8. COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA, de acordo comqualquer das Reivindicações 1 a 7, caracterizada por ser utilizadano tratamento das patologias inflamatórias.
9. COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA de acordo com qualquerdas Reivindicações 7 ou 8, caracterizada pelo fato que compreendediclofenaco.
10. PROCESSO para tratar patologias inflamatóriascaracterizado pela administração de composição farmacêuticacontendo configurações encapsuladoras, arginina, enzimasproteoliticas e diclofenaco.
11. Processo para tratar patologiasinflamatórias, de acordo com a Reivindicação 10, caracterizadopela administração de composição farmacêutica contendoconfigurações encapsuladoras, compreendendo nanoparticulas,arginina, enzimas proteoliticas e diclofenaco.
12. Processo de acordo com qualquer dasReivindicações 10 ou 11, caracterizado pela administração decomposição farmacêutica contendo nanoparticulas, como nanosferas,nanocápsulas, microsferas e glicocáosulas, arginina, enzimasproteoliticas e diclofenaco.
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