"APERFEIÇOAMENTO DA ESTABILIDADEBIOMECANICA DURANTE ESTÁGIOS INCIAIS DEOSSEOINTEGRAÇÃO ATRAVÉS DA COMBINAÇÃO ENTREMACROGEOMETRIA DE ROSCAS E OSTEOTOMIA".
Refere-se o presente pedido patente de invenção a um"APERFEIÇOAMENTO DA ESTABILIDADE BIOMECANICADURANTE ESTÁGIOS INCIAIS DE OSSEOINTEGRAÇÃO ATRAVÉSDA COMBINAÇÃO ENTRE MACROGEOMETRIA DE ROSCAS EOSTEOTOMIA", desenvolvido com a finalidade de melhorar aestabilidade de um implante osseointegràvel durante os estágios iniciais deosseointegração através da combinação entre sua geometria (conjunçãoentre uma rosca maior e uma rosca menor) e associada osteotomia. Aestabilidade mecânica do implante será inicialmente atingida peloengajamento da rosca maior do implante com as paredes da osteotomia,enquanto na câmara formada entre as paredes da osteotomia, diâmetrointerno das rosca maior, e rosca menor, possibilitarão a formação decâmaras de cicatrização. A instalação de implantes no processo alveolaronde íntimo contato entre a parede da osteotomia e a superfície doimplante ocorre, desencadeia uma série de eventos tais como necrose ereabsorção do osso traumatizado ao redor do corpo de titânio esubseqüentemente a aposição óssea responsável pela ancoragem doaparato. Portanto, a estabilidade mecânica atingida através do engajamentoentre implante e osso imediatamente após sua colocação cirúrgica égradativamente perdida, somente sendo re-estabelecida após a aposiçãoóssea em torno do corpo metálico do implante.
Em contrapartida, a resposta óssea em câmaras de cicatrizaçãoocorre de forma diferente. As regiões entre implante e osteotomia que nãoapresentam contato inicial (formando câmaras de cicatrização) sãopreenchidas pelo coágulo sangüíneo, e devido a sua conformação físicaresulta em uma cicatrização do tipo intramembranosa, onde uma rápidaformação óssea ocorre aumentado a fixação biomecânica do implante.Desta forma, a perda de fixação que ocorre em regiões onde contato entreosso e implante existe logo após sua colocação cirúrgica é compensadapela rápida formação óssea na região de câmaras de cicatrização.
Portanto, a inicial estabilidade mecânica é aumentada pelamacrogeometria e associadas dimensões de osteotomia propostas.
Estado da Técnica
A utilização de implantes e ou parafusos para diversasfinalidades de fixação óssea e reconstrução de estruturas perdidas oudebilitadas vem sendo largamente utilizada desde a caracterização doTitânio como material altamente biocompatível (e outros materiais hoje emmenor escala), o que possibilitou o avanço da técnica para colocaçãodesses implantes e o formato dos mesmos. Hoje muitas escolas adotamtécnicas e formatos de implantes diferentes, mas todos com os mesmosprincípios de osseointegração, biomecânica e cirúrgicos.
As técnicas para implantação se resumem à perfuração ósseacom escalonamento de brocas que podem ser cilíndricas ou cônicas deacordo com o modelo da fixação, até atingir a medida da fixação quandoutilizado o macho de rosca ou uma medida antes do diâmetro do implantequando utilizada fixação e ou implante soberbo. Nestas perfurações perde-se a cada troca de medida da broca ou fresa, o material ósseo presente nossulcos transversais de escoamento da broca que é removido para criar oleito receptor da fixação. Em alguns casos utiliza-se esse material ósseopara preenchimento de cavidades na região do implante colocado. Nasperfurações com as brocas é normal o travamento das mesmas no ossoperfurado devido à ponta ativa de corte das mesmas que são utilizadas commotores de baixa rotação e grande torque para evitar o aquecimento enecrose do osso presente no leito receptor da fixação. Em algumas técnicasutiliza-se o motor cirúrgico para o rosqueamento da fixação e em outrasessa manobra é manual ou com o auxílio de uma chave torquímetro. Otempo de osseointegração dos biomateriais varia entre 04 e 06 meses deacordo com a literatura, variando aqui para mais ou para menos de acordocom o torque de travamento primário no ato cirúrgico da colocação, dafixação e da qualidade e densidade do leito receptor, assim como a região aser implantada.
Assim quanto maior a quantidade de osso disponível, melhor aosseointegração, pois assim pode-se usar implantes maiores, com maiorresistência, maior superfície de contato e, conseqüentemente, maior área deosseointegração.
Os implantes dentais têm se tornado um dos mais eficientestratamentos odontológicos com taxas de sucesso freqüentementesuperiores a 90%. Entretanto, apesar da alta taxa de sucesso relatada nainstalação de implantes clássicos e protocolos restauradores permitir-se acicatrização por alguns meses previamente à restauração, o desenho doimplante tem mudado dinamicamente nas últimas décadas. As razões paramudanças no desenho incluem conseguir uma diminuição no período decicatrização entre a instalação do implante e a restauração protética etambém permitir maior previsibilidade de resultados nas situaçõesdesafiadoras.
Desde que a extração dentária é seguida por perda progressiva etemporal do osso alveolar, comprometendo potencialmente a instalação deimplantes de dimensões amplas e, assim, a biomecânica do sistemaimplante-restauração, a instalação imediata do implante pós-extração temsido realizadas para manter o osso alveolar e reduzir alteraçõesmorfológicas pós-extração.
O processo de osseointegração está diretamente relacionado àmacro e micro estrutura do implante. Novos tratamentos na superfície doimplante, utilizando diferentes técnicas têm sido utilizados. Entretanto, aassociação da macro estrutura e a técnica de fresagem do tecido ósseo tempapel fundamental sobre o processo de osseointegração.
A macrogeometria do implante e a instrumentação cirúrgicautilizadas permitem diferentes padrões de cicatrização óssea, dependentesdo tipo de interação entre implante e a osteotomia final.
Nas regiões onde contato íntimo entre osso e superfície doimplante ocorreram imediatamente após instalação do implante, acicatrização óssea aposicional ocorre. Nas regiões onde não ocorre ocontato, onde são formadas câmaras de cicatrização, resultantes dacombinação entre as dimensões do implante e osteotomia, observa-sepreenchimento ósseo através de uma cicatrização do tipo intramembranosa.
Visando aperfeiçoar as técnicas cirúrgicas atuais, o inventor,após estudos, desenvolveu um "APERFEIÇOAMENTO DAESTABILIDADE BIOMECANICA DURANTE ESTÁGIOS INCIAIS DEOSSEOINTEGRAÇÃO ATRAVÉS DA COMBINAÇÃO ENTREMACROGEOMETRIA DE ROSCAS E OSTEOTOMIA", compreendidopor um implante, que é dotado na face externa, da secção inferior de roscade fixação, enquanto o topo detém uma base de assentamento maior, quecentralmente projeta uma cavidade interna, dotada de uma base deassentamento menor que projeta um hexágono, abaixo do qual verifica-seum furo cego provido de rosca, caracterizado pela rosca de fixação serconstituída de dois perfis, sendo os filetes primários de formatotrapezoidal, enquanto o filetes secundários de formato trapezoidal^ quepossuem altura menor de 1/2, em relação aos filetes primários, formandoassim abaixo da linha de osteotomia, câmaras de cicatrização paraformação óssea através do tipo de cicatrização intramembranosa, obtidopela justa posição entre a secção superior dos filetes secundários e ageometria externa da fresa de colocação do implante. Essa combinaçãopossibilita a cicatrização nas câmaras geradas entre a linha da osteotomia eos filetes de roscas, sendo que os filetes secundários permitem umaestabilização maior do coágulo e do implante.
Para que se possa obter uma perfeita compreensão do que foradesenvolvido, são apensos desenhos ilustrativos aos quais fazem-sereferências numéricas em conjunto com uma descrição pormenorizada quese segue, onde a:
Figura 1 - Macroestrutura do implante em que se pode observaros dois tipos de filetes.
Figura 2 - Visão de um corte longitudinal do implante, em quese pode observar a linha da osteotomia - linha pontilhada.
Como ilustram as figuras em seus pormenores, o"APERJFEIÇOAMENTO DA ESTABILIDADE BIOMECANICADURANTE ESTÁGIOS INCIAIS DE OSSEOINTEGRAÇÃO ATRAVÉSDA COMBINAÇÃO ENTRE MACROGEOMETRIA DE ROSCAS EOSTEOTOMIA", compreendido por um implante (1), que é dotado na faceexterna (2), da secção inferior (3), de rosca de fixação (4), enquanto o topo(5), detém uma base de assentamento maior (6), que centralmente projetauma cavidade interna, dotada de uma base de assentamento menor queprojeta um hexágono, abaixo do qual verifica-se um furo cego provido derosca. Externamente a rosca é constituída por dois perfis (7), sendo osfiletes'primários (8) de formato trapezoidal, enquanto o filetes secundários(9) de formato trapezoidal, que possuem altura menor de 1/2, em relaçãoaos filetes primários (8), formando assim abaixo da linha de osteotomia(10), câmaras de cicatrização (11) para formação do óssea através decicatrização do tipo intramembranosa, obtido pela justa posição entre asecção superior (12), dos filetes secundários (9) e a geometria externa dafresa de colocação do implante, essa combinação possibilita a cicatrizaçãonas câmaras (11), geradas entre a linha da osteotomia (10) e os filetes deroscas (8)· e (9), sendo que os filetes secundários (9), permitem umaestabilização maior do coágulo e do implante (1).
Com base no descrito e ilustrado, podemos perceber que o"APERFEIÇOAMENTO DA ESTABILIDADE BIOMECANICADURANTE ESTÁGIOS INCiAiS DE OSSEOINTEGRAÇÃO ATRAVÉSDA COMBINAÇÃO ENTRB MACROGEOMETRiA DE ROSCAS EOSTEOTOMIA", traz vantagens, pois as câmaras de cicatrizaçõesinicialmente vazias tomam-se ocupada pelos coágulos e um tecido degranulação que, dentro de poucos dias, é trocado por uma matrizprovisória: tecido conjuntivo, incluindo grande número de célulasmesenquimais numa matriz fibrosa, que e subseqüentemente ossificada portoda a extensão física da câmara de cicatrização.
O efeito recíproco entre geometria do implante e dimensões dafresagem final permitem íntimo contato entre implante e osso nas roscas ena porção externa dos filetes primários. São formadas câmaras decicatrização entre os filetes primários e secundários, arranjadas emconjunto, e as paredes da osteotomia precisamente definidas.Nos implantes convencionais observa-se nova formação ósseapor meio da cicatrização aposicional clássica nas regiões onde existiuíntimo contato entre a superfície do implante e o osso imediatamente apósa instalação. Essas regiões incluem a região de roscas e as regiões externasdas roscas externas. Em contraste, o padrão de cicatrização inicialobservado nas câmaras de cicatrização, formadas devido à combinação dedesenho do implante e da fresagem, seguem um modo de cicatrização tipointramembranoso com câmara progressivamente preenchida com novo osso.
Por ser inovador e até então não compreendido no estado datécnica, o processo proposto se enquadra perfeitamente dentro dos critériosque definem a patente de invenção. Suas reivindicações são as seguintes.