"SISTEMA DE DEAMBULAÇÃO PARA DEFICIENTES VISUAIS PORMEIO DE SENSORES"
Trata a presente solicitação de Patente de Invenção de um inédito"SISTEMA DE DEAMBULAÇÃO PARA DEFICIENTES VISUAIS PORMEIO DE SENSORES", notadamente de um sistema destinado a orientaçãodirecional e/ ou alerta quanto a presença de obstáculos de naturezas diversas pormeio de estímulo sonoro ou vibratório, viabilizado por sensores ultrassônicosestratégica e discretamente posicionados no corpo do usuário em que os mesmossão controlados por central instalada na cintura.
Para Almeida (2005), deve-se atentar para o fato de que a cegueiraou a baixa visão podem ocasionar impedimentos ou limitações ao indivíduo naaquisição de conceitos, acesso direto à escrita e à leitura, desembaraço necessárioe mobilidade independente à interação social e ao controle do meio ambiente.Havendo falhas na construção desses fatores, poderão ocorrer significativosatrasos no desenvolvimento normal do indivíduo.
Para a pessoa deficiente visual há a necessidade de elaboração demedidas que possibilitem seu desenvolvimento e integração social dentro de suasreais potencialidades. Caminhar em locais desconhecidos e com obstáculos, umavez que foram feitos sem pensar nos deficientes visuais, representa um granderisco para essas pessoas. A caminhada é o meio de locomoção mais democráticoque existe, sendo a pessoa livre para escolher seus percursos. No entanto, quandoa caminhada se dá em locais em condições não apropriadas, como, por exemplo,revestimento não apropriado, tubos delimitadores de estacionamento, hidrantes,etc., torna-se um tormento para a pessoa normal, imagine para o deficiente visual.
Como fartamente comentado, caminhar é o meio de conduçãohumana o qual faz parte da vida das pessoas, porém o caminhar de pessoas comdeficiência apresenta uma série de dificuldades dentro de sua realidade. Comotodo transeunte, todos tem o mesmo direito de ir e vir. Chegar algum lugar comsegurança, autonomia e tempo racional, porém as cidades não possuem fatoresque conduzam estas pessoas sendo elas deficientes visuais ou com outrasdeficiências.
Nesse sentido, o estado da técnica conhece algumas soluções que aolongo do tempo foram evoluindo, desde a bengala tradicional até a bengalaeletrônica, passando por cães guias, bem como inúmeras outras.
É tradição a utilização de bengala branca com o objetivo de tocar otrajeto a ser percorrido pelo deficiente, em que a cor objetiva chamar a atenção deterceiros para àquele transeunte especial.
O MU 8601142-1 trata de uma bengala / cajado desenvolvida parapermitir uma utilização prática, ergonômica e versátil consistindo de um bastãocilíndrico com extremidade inferior revestida por ponteira emborrachada eextremidade superior dotada de rosca macho e recortes verticais que, quando dorosqueamento do anel deslizante de ajuste, exerce pressão sobre o corpo dobastão deslizante interno, fixando-o na posição desejada, tal bastão interno, noqual fica posicionado o anel deslizante de ajuste dotado de rosca fêmea, apresentaextremidade superior de manipulação revestida por uma peça esférica, em formade t ou em forma de bastão, tendo imediatamente abaixo um pequeno parafusoque fixa a alça de segurança utilizada para prender a peça ao pulso do usuário oupara facilitar sua armazenagem durante o período ocioso.
O PI 9805493-7 antecipa uma bengala eletrônica que conjuga asfunções de detector de água e sinalizador luminoso, proporcionando, assim, umamaior segurança ao deficiente visual, a dita bengala é constituída pelos circuitosckt-1 detector de água, cujos sensores encontram-se na ogiva, tendo como localde reprodução sonora do alarme o buzzer o qual possui orifícios para passagemdo som, o temporizador ckt-2 e sinalizador ckt-3 que fazem em um determinadoperíodo de tempo os Ieds piscarem em uma freqüência de 2hz. possuindo chavesde comando para o seu funcionamento.
A bengala apresenta alguns inconvenientes como a impossibilidadede detectar obstáculos mais elevados, mais especificamente acima da cintura. Poroutro lado, muitos deficientes visuais hesitam em utilizá-la ou aceitá-la pelanegação à sua condição uma vez que esse artifício o rotula como cego.Ciente do estado da técnica, seus limitantes e desvantagens, oinventor, após estudos e pesquisas, criou o "SISTEMA DE DEAMBULAÇÃOPARA DEFICIENTES VISUAIS POR MEIO DE SENSORES" em questão,que auxilia o deficiente ao caminhar, com ou sem o uso de bengala, protegendo-ode acidentes pessoais durante a deambulação, uma vez que o sistema inventadoempregam sensores ultrassônicos (sensores a laser talvez sejam empregadostambém) ou sensores afins posicionados em diferentes partes do corpo, tantoacima quanto baixo da cintura, que detectam os obstáculos e transformam ossinais dos sensores em alarme sonoro ou vibratório que fará 0 deficiente atentarpara desviar do obstáculo propriamente dito.
A seguir, explica-se a invenção com referência aos desenhos anexos,nos quais estão representadas de forma ilustrativa e não limitativa:
Figura 1: Vista geral esquemática do sistema de deambulação paradeficientes visuais por meio de sensores, mostrado em determinada pessoa;
Figura 2: Detalhe do sensor de tronco do sistema de deambulaçãopara deficientes visuais por meio de sensores;
Figura 3: Detalhe da central de comando do sistema de deambulaçãopara deficientes visuais por meio de sensores, aplicada em cinto;
Figura 4: Vista em perspectiva da central de comando do sistema dedeambulação para deficientes visuais por meio de sensores;
Figura 5: Vista em perspectiva invertida da central de comando dosistema de deambulação para deficientes visuais por meio de sensores;
Figura 6: Vista geral do sistema de deambulação para deficientesvisuais por meio de sensores, mostrando uso.
O "SISTEMA DE DEAMBULAÇÃO PARA DEFICIENTESVISUAIS POR MEIO DE SENSORES", objeto desta solicitação de Patente,consiste essencialmente de um sistema auxiliar para deficientes visuais,viabilizado por sensores (1) ultrassônicos estrategicamente e discretamenteposicionados com um conjunto escapular (1 A), conjunto cintura (IB) e conjuntomembros inferiores (IC) do usuário, os quais são interligados a uma central (2)de controle com sinal de alerta sonoro ou vibratório, atuado quando daproximidade com eventual obstáculo.
Mais particularmente, o sistema inventado é constituído por sensores(1) fixados nos conjuntos (1 A, 1B e 1C) ultrassônicos dispostos vertical oulateralmente ao corpo, mais especificamente no escapular, cintura e joelhos comum colar e faixas respectivamente, que funcionam como detector de obstáculo,em que o sinal ultrassônico é transformado pela central (2) de comando para sinalsonoro ou vibratório facilmente perceptível ao usuário, com todo o corpomonitorado, que desvia de tal obstáculo. Uma forma de viabilização do sistemautiliza transmissores como suporte (3) dos sensores que compõem o conjuntos (1A, 1B e 1C) que funcionam como uma interface com a central (2) de comandocom amplificador (não representado) de sinal ou não, localizado em uma cinta.Outros sensores (não demonstrados) podem ser dispostos em outras partes docorpo. Por sua vez, os sensores podem utilizar um sistema Bluetooth ® comointerface com a central (2).
A central (2), alimentada por bateria recarregável (não representada),é formada por um invólucro esteticamente agradável, com entradas (4 e 5) paraligação do sensor escapular (1 A) e sensor de membros inferiores (1C), além dechave (6) seletora liga - desliga e potenciômetro (7) para ajuste do sinal sonoroou vibratório. Além disso, a central (2) pode ou não conter amplificador de sinal,assim como receptor de sinal Bluetooth ®.
Numa variação, cada sensor de obstáculo pode ser um móduloindependente, ou seja, com a central de comando incorporada.