BRPI0903531A2 - composição para tintas, vernizes ou tìneres - Google Patents

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Fabio Rosa
Reinaldo Werneck Linhares
Carlos Roberto Tomassini
Lucilene De Morais
Andre Luis Conde Da Silva
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Oxiteno Sa Ind E Comercio
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COMPOSIçãO PARA TINTAS, VERNIZES OU TINERES. A presente invenção refere-se à composição de solventes para tintas e vernizes empregando ésteres derivados de óleos naturais, bem como misturas de solventes contendo ésteres derivados de óleos naturais, nas formulações de tintas, vernizes e tíneres, principalmente àquelas fundamentadas em uma multiplicidade de solventes com funções químicas diversas. A composição compreende ésteres derivados de óleos naturais apresentando baixa reatividade para formação de poluentes em baixa atmosfera.

Description

COMPOSIÇÃO PARA TINTAS, VERNIZES OU TÍNERES
Campo de aplicação
A presente invenção refere-se à composição de solventes para tintas evernizes empregando ésteres de ácidos graxos, bem como misturas de solventescontendo ésteres ácidos graxos, nas formulações de tintas, vernizes e tíneres,principalmente àquelas fundamentadas em uma multiplicidade de solventes comfunções químicas diversas, e que proporcionam a redução da formação depoluentes em baixa atmosfera.
Histórico da invenção
Um dos principais impactos ambientais dos solventes é a formação deozônio na troposfera (baixa atmosfera terrestre). Essa formação é originada dareação fotoquímica entre compostos orgânicos voláteis, chamados de VOCs (siglaem inglês para Volatile Organic Compounds) e os óxidos de nitrogênio (NOx)presentes na atmosfera. A chamada baixa atmosfera terrestre é a região ondeestão a grande diversidade de seres vivos e a presença do ozônio acarreta danosseveros ao sistema respiratório.
A existência de ozônio em alta atmosfera é desejável para o bloqueio daradiação ultravioleta do sol, mas indesejável na baixa atmosfera devido a toxicidadedo ozônio ao ser humano e outros seres vivos.
Os VOCs são substâncias derivadas do carbono que evaporam comcerta facilidade, desta forma a maioria dos solventes industriais enquadram-senesta definição. Estes podem ou não apresentar efeitos danosos à vida humana. Aintensidade de problemas gerados pelos VOCs depende do tipo de substância, daquantidade emitida e do tempo de exposição ao ser vivo.
Os compostos orgânicos voláteis são emitidos através várias fontes,como por exemplo, escapamentos de automóveis, processos industriais, produtosde consumo, tintas e revestimentos, dentre outros. A indústria de revestimentoscontribui com uma pequena porção da emissão de compostos VOC e nestasaplicações os solventes correspondem à maioria das emissões.
Para as formulações de tintas e vernizes são aplicáveis o conceito deVOC para determinação da quantidade de solvente classificada como VOC e/ou oconceito da reatividade fotoquímica da fração volátil da formulação, baseada nopotencial de formação de ozônio de um determinado VOC sob condiçõesatmosféricas específicas e concentrações de NOx.O potencial de formação de ozônio é então expresso como reatividadeincrementai máxima ou MIR (sigla em inglês para Maximum incrementai reactivity).
O valor de MIR é expresso em gramas de ozônio formado por grama de VOC(gCVgVOC).
VOCs + NO(x) + O2 + Luz O3 (principal poluente) + HNO3 + Compostos Orgânicos
Este método foi introduzido no estado da Califórnia nos EUA através doCalifórnia Air Resources Board (CARB) que reconheceu grande eficiência naredução do potencial de formação de ozônio de formulações de tintas utilizando oMIR como parâmetro. Este conceito está avançando para a regulamentação deVOCs em tintas nos EUA, de modo especial para as tintas aplicadas por sistema depulverização.
Os VOCs possuem reatividades fotoquímicas diferentes produzindomais ou menos ozônio. Desta forma, os VOCs não são iguais entre os solventes e odesenvolvimento de solventes e formulações com compostos de baixo MIR édemanda necessária para a evolução das formulações de tintas e solventes demenor impacto ambiental e ao ser humano.
Em a FIGURA 1 representa uma comparação dos MIRs de diferentessolventes comumente empregados na indústria de tintas e venizes, expresso emgramas de Ozônio formado por gramas de VOC ou em gOa/gVOC (fonte: CalifórniaAir Resources Board).
Relevante também é o efeito tóxicológico de um solvente que é dadopela apresentação de problemas indesejáveis à saúde humana quando absorvidospelo organismo. Os efeitos tóxicos podem ser dar diferentemente dependendo daforma de exposição como uma irritação à área de contato ou sistemático devido àabsorção do solvente no fluxo sangüíneo, podendo ser rapidamente reversíveis ouse estenderem por tempo mais prolongado dependendo do caso.
A absorção pelo organismo pode acontecer de diferentes formas sendoas mais importantes por vias respiratórias (inalação), pele (adsorção) ou poringestão. No caso de aplicações de tintas, vernizes e solventes, o mais importanteé a absorção por inalação.
Um efeito comum decorrente da exposição a uma quantidade suficientede muitos solventes orgânicos é a depressão generalizada das funções do sistemanervoso central, sendo que a severidade deste efeito pode progredir com aexposição contínua.Na grande maioria das causas de exposição, seus efeitos podem serrevertidos após a remoção da exposição. Isto porque o organismo humano é capazde metaboiizar e eliminar as quantidades típicas de solventes a que estamosexpostos em nossas casas, no ambiente de trabalho entre outros.
A exposição do público geral a solventes através do uso normal deprodutos de consumo raramente leva a efeitos nocivos. Portanto, desde quemanuseados de forma recomendada e armazenados de maneira adequada, edentro dos limites de exposição, os solventes podem ser utilizados com segurança.
Para garantir a segurança dos funcionários, em ambientes de trabalhosão recomendados limites de concentrações de solventes no ar em ambientes detrabalho na qual são chamados de " Threshold Limit Values" (TLV).
Os valores mais comuns publicados são os valores de TLV - TWA®(Time-Weighted Average) que é a concentração média ponderada no tempo, paraum trabalhador normal de 8 horas diárias e 40 horas semanais, à qual praticamentetodos os trabalhadores podem ser repetidamente expostos sem prejudicar a suasaúde. A ACGIH® (American Conference of Governmental Industrial Hygieni -EUA) é um exemplo de órgão que disponibiliza informações de TLV para diversoscompostos, sendo uma das maiores referências mundiais.
Os limites são revistos periodicamente, baseados na melhor literaturatécnica disponível ou através do acompanhamento da exposição de trabalhadores eeditados por um grupo de especialistas.
Não menos importante é a classificação de alguns solventes como HAP,sigla em inglês para o termo poluentes perigosos do ar (Hazardous Air Polutants), eque são substâncias que tornam o ar impróprio para os seres vivos. Taissubstâncias encontram-se no estado gasoso ou na forma de material particulado.Além dos efeitos ambientais adversos, elas causam problemas à saúde comoproblemas na reprodução humana (mutagenicidade e teratogenicidade), distúrbiosrespiratórios e câncer.
Alguns solventes são regulamentados nos Estados Unidos como HAP.Neste país o controle é realizado pelo EPA, sigla em inglês para a Agência deProteção Ambiental (Environmenía/ Protection Agency) que controlaaproximadamente 188 produtos. Trata-se de uma lista de compostos químicos,entre eles solventes, cuja utilização tem sido submetida a regras de controle.Alguns dos compostos listados são amplamente reconhecidos comosendo perigosos e outros, incluindo muitos solventes, são listados considerandoalgum tipo de potencial de toxicidade associado à sua exposição.
Da mesma forma que o desenvolvimento de produtos e formulaçõespara as aplicações em tintas e vernizes requerem a redução do seu potencial deformação de ozônio, a substituição de solventes HAP é também um dosdirecionadores para a melhoria e segurança das formulações.
O homem da técnica já conhece composições de solventes empregadosna fabricação de tintas, vernizes ou tíneres compreendendo solventes ou diluentescomo: Acetato do Éter Monometílico do Propileno Glicol - PMA, MIBK(MetilisobutiIcetona), Xilol, ou ainda suas misturas. Estes compostos, quandoempregados na fabricação de tintas, vernizes ou tíneres apresentam adesvantagem de apresentarem alta reatividade para formação de ozônio em baixaatmosfera, e a presença dos solventes HAP Xilol e MIBK.
O documento JP 2005330317 trata de tinta para impressão off-set quenão contem solvente derivado de petróleo, com pouca geração de odor ou aldeídoauto-oxidável (no momento de aquecimento) e baixo degradação ou deterioraçãode borracha dos componentes do equipamento de impressão. Sua composiçãocontem resina fenólica, óleo de arroz e monoésteres de ácido graxo. O ácido graxodo éster de ácido graxo pode ser ácido cáprico, ácido enântico, ácido caprílico,ácido pelargônico, ácido cápric, ácido undecílico, ácido láurico, ácido tridecílico,ácido mirístico, ácido pentadecílico, ácido palmítico e outros.
Objetivos ou vantagens da invenção
A composição segundo a invenção foi desenvolvida para apresentarpropriedades que, em combinações adequadas, proporcionasse alto desempenhoàs tintas automotivas e industriais; diminuísse efetivamente o impacto negativo aomeio ambiente e ao ser humano através de formulações de baixo risco comredução do potencial de formação de ozônio em baixa atmosfera; e a substituiçãode solventes HAP em formulações tradicionais de tintas e vernizes. Adicionalmentea invenção trata da utilização de solventes obtidos a partir de insumos de fontesrenováveis e que também contribuem para a redução do potencial de dano ao meioambiente dos produtos empregados neste mercado.
Foi desenvolvida composição de solventes para tintas, vernizes outíneres por exemplo a base de poliuretano ou poliéster, capacitada para substituiros solventes ou diluentes oferecidos no mercado, apresentando alto potencial deformação de ozônio em baixa atmosfera, em várias aplicações e mercadosconforme exemplos a seguir:
em formulações de tintas, vernizes e revestimentos automotivos originaisbaseadas em vários tipos de resinas como: acetato-butirato de celulose,poliésteres, alquídicas, epóxi, acrílicas, poliuretânicas;
em tintas, vernizes, seladoras e revestimentos industriais, como por exemplo:
vernizes sanitários, coil coating, metalgráficos, esmaltes de acabamento,manutenção, móveis, madeira em geral;
em formulações de tintas e vernizes para repintura automotiva baseadas emvários tipos de resinas como: nitrocelulose, poliuretânicas, acetato-butirato decelulose, poliésteres;
- em formulações de removedores e cleaners para o mercado industrial e derevenda como, por exemplo, na remoção de tintas e vernizes de equipamentos,móveis, na construção civil, produtos para limpeza industrial em geral;
- em formulações de tíneres utilizados no mercado de tintas e vernizes(automotiva original, repintura automotiva, impressão, industrial) como redutoresde viscosidade ou de limpeza.
Descrição resumida
A composição para tintas e vernizes de que trata a invençãocompreende ésteres graxos derivados de óleos naturais obtidos de fontesrenováveis (vegetais ou animais) apresentando baixa reatividade para formação deozônio em baixa atmosfera ou "baixo VOC", conforme denominação comum naindústria de tintas e vernizes, e que podem estar misturados com outros tipos deésteres de ácidos carboxílicos e eventualmente solventes, ou diluentes, ou outrassubstâncias orgânicas.
Descrição detalhada
Foi desenvolvida composição de solventes para tintas e vernizescompreendendo ésteres graxos apresentando baixa reatividade para formação deozônio em baixa atmosfera, e que podem estar misturados com outros tipos deésteres de ácidos carboxílicos ou ainda outros solventes, diluentes ou compostosorgânicos tais como cetonas, hidrocarbonetos, etc.
Os ditos ésteres graxos são derivados da combinação química dosácidos carboxílicos que podem ser extraídos dos óleos naturais e de álcoois, eapresentam fórmula geral (1). Os ésteres graxos em questão podem ser obtidospela reação direta dos ácidos carboxílicos com álcoois (reação de de esterificação),da reação dos óleos naturais com álcoois (reação de transesterificação) ou dequalquer outra reação de formação de esteres, para formar compostos com fórmulageral (1) abaixo indicada:
<formula>formula see original document page 7</formula>
Fórmula 1
O gupo R1 dos ésteres graxos da invenção é derivado do ácidocarboxilico precursor da molécula e pode conter de 6 a 18 átomos de carbono, decadeia linear ou ramificada ou misturas destas. O grupo R2 é derivado do álcoolprecursor e pode conter de 1 a 5 átomos de carbono em sua estrutura que pode serlinear ou ramificada, ou ainda misturas destas.
Os ésteres graxos da presente invenção podem conter no grupo R1cadeias carbônicas preferencialmente contendo de 6 a 14 átomos de carbono, emais preferencialmente de 6 a 10 átomos de carbonos, ou misturas destas cadeias.
Os ésteres graxos da presente invenção podem conter no grupo R2cadeias carbônicas de 1 a 5 átomos de carbono lineares ou ramificadas,preferencialmente contendo de 1 a 2 átomos de carbono, e mais preferencialmentede 1 átomo de carbono, ou misturas destas cadeias.
Dentre os ésteres derivados de óleos naturais dá-se preferência para amistura dos derivados de ácido hexanóico, caprílico e cáprico, em combinação comalcoóis precursores com 1 átomo de carbono. A composição pode aindacompreender ainda solventes comumente utilizados em formulações de tintas evernizes, tais como outros tipos de ésteres de ácidos carboxílicos e/ouhidrocarbonetos alifáticos, aromáticos ou cicloalifáticos e/ou outros compostosorgânicos como cetonas, glicóis, éteres glicólicos, alcoóis, acetatos de éteresglicólicos, dentre outros.
Os compostos conforme fórmula geral (1) de uma forma preferencialapresentam o grupo Ri compreendendo uma mistura de cadeias apresentandoentre 6 e 10 átomos de carbono, e o grupo R2 apresentando 1 átomo de carbono.
Além dos ésteres derivados de óleos naturais, podem ser empregadossolventes comumente utilizados em formulações de tintas e vernizes tais comooutros tipos de ésteres de ácidos carboxílicos e/ou hidrocarbonetos alifáticos,aromáticos ou cicloalifáticos e/ou outros compostos orgânicos como cetonas, glicóis,éteres glicólicos, alcoóis, acetatos de éteres glicólicos, dentre outros. Comoexemplos de ésteres de ácidos carboxílicos podemos citar: acetato de sec-butila,acetato de isopentila, acetato de n-butila, acetato de etila, acetato de metila, acetatode n-propila, acetato se isopropila, acetato de terc-butila ou misturas destes.Preferencialmente emprega-se acetato de sec-butila e/ou acetato de isopentila.
Adicionalmente a composição segundo a invenção pode compreenderhidrocarbonetos alifáticos e/ou cicloalifáticos.
Segundo uma forma particular de realização da invenção, a composiçãopode compreender: (a) ésteres de fórmula geral (1) onde o grupo R1 podeapresentar uma mistura compreendendo cadeias entre 6 e 10 átomos de carbono;(b) o grupo R2 apresentar 1 átomo de carbono; (c) acetato de sec-butila; (d) acetatode isopentila; (e) hidrocarbonetos alifáticos.
Foi desenvolvida uma composição que pode empregar o produtoencontrado no comércio de nome Ultrasolve M1300 que é um solvente a base deéster metílico derivado de óleos naturais, o éster metílico derivado de ácidos graxoscom 6 a 10 átomos de carbono, com excelente poder de solvência e baixareatividade para formação de ozônio em baixa atmosfera, podendo ser utilizado emdiferentes formulações de tintas, vernizes e tíneres. Adicionalmente a composiçãopode ainda compreender o produto encontrado no comércio de nome UltrasolveM1200 (Acetato de sec-Butila), o Acetato de Isopentila, ou misturas destes paraformulações de tintas, vernizes e tíneres em substituição aos solventes tradicionaiscomo PMA (Acetato do Éter Monometílico do Propileno Glicol) e Xilol, diminuindoconsideravelmente o impacto ambiental e ao ser humano, obtendo-se propriedadesde solvência e evaporação do produto final (tintas, vernizes e tíneres) adequadaspara as aplicações pretendidas.
Composições para tintas, vernizes ou tíneres segundo a invenção podeser adaptável a diversos tipos de formulações de tintas e vernizes a partir dobalanço das formulações para a obtenção das propriedades requeridas develocidade de evaporação e capacidade de dissolução dos polímeros empregadosnas formulações. As formulações podem ser preparadas a partir de qualquermétodo usual para mistura de solventes e/ou formulação de tintas e vernizes,podendo ser empregados em (1) revestimentos automotivos originais baseados emvários tipos de resinas como: acetato-butirato de celulose, poliésteres, alquídicas,epóxi, acrílicas, poliuretânicas; (2) em tintas, vernizes, seladoras e revestimentosindustriais, como por exemplo: vernizes sanitários, coil coating, metalgráficos,esmaltes de acabamento, manutenção, móveis, madeira em geral. (3) emformulações de tintas e vernizes para repintura automotiva baseadas em váriostipos de resinas como: nitrocelulose, poliuretânicas, acetato-butirato de celulose,poliésteres; (4) em formulações de removedores e cleaners para o mercadoindustrial e de revenda como, por exemplo, na remoção de tintas e vernizes deequipamentos, móveis, na construção civil, produtos para limpeza industrial emgeral; (5) em formulações de tíneres utilizados no mercado de tintas e vernizes(automotiva original, repintura automotiva, impressão, industrial) como redutores deviscosidade ou de limpeza.
A Requerente desenvolveu composições para substituir o Acetato doÉter Monometílico do Propileno Glicol - PMA, assim como a MIBK(MetilisobutiIcetona) e Xilol, conforme exemplos a seguir (os exemplos apresentamcaráter meramente ilustrativo não devendo ser tomados para efeitos Iimitativos dainvenção).
Nos exemplos a seguir são apresentadas as formulações propostascom o Ultrasolve M 1300 e outros solventes combinados em comparação aformulações tradicionais do mercado.
A adequação das formulações às aplicações pretendidas édemonstrada a partir da comparação das viscosidades das formulações e dadeterminação da velocidade de evaporação do sistema solvente em cada caso.Estes dois parâmetros são usualmente trabalhados no desenvolvimento dasaplicações.
A melhoria das formulações em relação ao impacto ambiental éverificada pelo potencial de redução da formação de ozônio em baixa atmosfera,demonstrada a partir da comparação da MIR das formulações e da determinaçãodo percentual de solventes HAP.
Exemplo 1
REDUÇÃO DE VOC EM VERNIZ POLIURETANO 2K
O Verniz Poliuretano 2k é recomendado para a pintura de superfíciesmetálicas, madeiras, alvenarias, entre outros, atendendo principalmente ossegmentos de tintas automotivas, industriais e construção civil.
Foi realizada a produção do verniz, conforme formulação da TABELA 1a seguir, utilizando o sistema solvente convencional (1) em comparação ao sistemasolvente proposto para a redução do VOC (2), ambos bicomponentes ouapresentando dois componentes (2k), expresso na propriedade de MIR da mistura.A redução obtida do VOC foi de 70% e obteve-se uma redução para 0% decomponentes HAPs na formulação.
<table>table see original document page 10</column></row><table>
TABELA 1
Os solventes xileno e MIBK da formulação tradicional estão na lista doscompostos HAP do EPA.
A TABELA 2 abaixo indica os valores da viscosidade Copo Ford 04 -25°C e viscosidade BKF a 25°C dos vernizes: padrão e experimentais (1) e (2)descritos na tabela 1:<table>table see original document page 11</column></row><table>
TABELA 2
Exemplo 2
REDUÇÃO DE VOC EM TÍNER AUTOMOTIVO
Foi realizada a aplicação de um sistema de repintura automotivautilizando-se primer surface e os acabamentos de base poliéster e verniz PU.
Observa-se que a substituição do sistema convencional de diluição dabase poliéster (tíner 1) pelo sistema proposto para a redução de VOC (tíner 2)proporcionou bons resultados de aplicação e considerável redução de VOC(redução de 70%) e produtos HAPs (redução de 100%) nas formulações, conformeTABELA 3 a seguir:
<table>table see original document page 11</column></row><table>
TABELA 3
Na FIGURA 2, é possível observar o comportamento de evaporaçãodos Tíneres 1 e 2 (comportamento de evaporação de tíneres poliésteresautomotivos 1 e 2 medidos segundo norma ASTM D-3539 - curvas de evoração25°C, 0,1 % UR).

Claims (15)

1. Composição para tintas, vernizes ou tíneres caracterizada pelo fato decompreender ésteres derivados de óleos naturais.
2. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicação 1caracterizada pelo fato de compreender ésteres graxos derivados de óleosnaturais obtidos de fontes renováveis (vegetais ou animais) apresentandobaixa reatividade para formação de ozônio em baixa atmosfera, ou "baixoVOC", podendo estar misturados com outros tipos de ésteres de ácidoscarboxílicos e eventualmente solventes, ou diluentes, ou outras substânciasorgânicas.
3. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicações 1 ou 2 caracterizada pelo fato dos ditos ésteres graxos serem derivados dareação de esterificação ou transesterificação, de ácidos carboxílicos quepodem ser extraídos dos óleos naturais e de álcoois, para formar oscompostos de fórmula geral (1) indicada abaixo:<formula>formula see original document page 12</formula>R1 pode conter de 6 a 18 átomos de carbono, lineares ou ramificados;R2 pode conter de de 1 a 5 átomos de carbono, lineares ou ramificadas.
4. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicação 3caracterizada pelo fato do grupo Ri poder conter entre 6 e 14 átomos decarbono, ou misturas destes.
5. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicação 4caracterizada pelo fato do grupo Ri poder conter entre 6 e 10 átomos decarbono, ou misturas destes.
6. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicação 3caracterizada pelo fato do grupo R2 poder conter entre 1 e 5 átomos decarbono, ou misturas destes.
7. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicação 6caracterizada pelo fato do grupo R2 poder conter entre 1 e 2 átomos decarbono, ou misturas destes.
8. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicação 3caracterizada pelo fato de compreender compostos conforme fórmula geral(1) onde o grupo R1, oriundo do ácido carboxílico precursor da molécula, éuma mistura compreendendo cadeias entre 6 e 10 átomos de carbono, e ogrupo R2, oriundo do álcool precursor da molécula, contém 1 átomo decarbono.
9. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reinvindicação 8caracterizada pelo fato de a mistura dos ésteres graxos poder ser oriundada reação entre ácidos: hexanóico, caprílico e cáprico, com alcoóisprecursores com 1 átomo de carbono.
10. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicações 1 ou-2 caracterizada pelo fato de compreender, além dos ésteres derivados deóleos naturais, solventes comumente utilizados em de formulações de tintase vernizes tais como outros tipos de ésteres de ácidos carboxílicos e/ouhidrocarbonetos alifáticos, aromáticos ou cicloalifáticos e/ou outroscompostos orgânicos como cetonas, glicóis, éteres glicólicos, alcoóis,acetatos de éteres glicólicos, dentre outros.
11. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicação 10caracterizada pelo fato de compreender acetato de sec-butila, acetato deisopentila, acetato de n-butila, acetato de etila, acetato de metila, acetato den-propila, acetato se isopropila, acetato de terc-butila ou misturas destes.
12. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicação 11caracterizada pelo fato de compreender acetato de sec-butila e acetato deisopentila ou misturas destes.
13. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicações 2 ou-10 caracterizada pelo fato de compreender hidrocarbonetos alifáticos oucicloalifáticos.
14. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicação 2caracterizada pelo fato de poder compreender: (a) ésteres de fórmula geral(1) onde o grupo R1 pode apresentar uma mistura compreendendo cadeiasentre 6 e 10 átomos de carbono; (b) o grupo R2 apresentar 1 átomo decarbono; (c) acetato de sec-butila; (d) acetato de isopentila; (e)hidrocarbonetos alifáticos.
15. Composição para tintas, vernizes ou tíneres segundo reivindicações de 1-14 caracterizada pelo fato de ser adaptável a diversos tipos de formulaçõesde tintas e vernizes a partir do balanço das formulações para a obtençãodas propriedades requeridas de velocidade de evaporação e capacidade dedissolução dos polímeros empregados nas formulações.
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Cited By (1)

* Cited by examiner, † Cited by third party
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WO2012027806A1 (pt) * 2010-08-31 2012-03-08 Oxiteno S.A. Indústria E Comércio Composição de solventes para tintas, vernizes e tíneres de impressão

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WO2012027806A1 (pt) * 2010-08-31 2012-03-08 Oxiteno S.A. Indústria E Comércio Composição de solventes para tintas, vernizes e tíneres de impressão

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Free format text: MANTIDO O INDEFERIMENTO UMA VEZ QUE NAO FOI APRESENTADO RECURSO DENTRO DO PRAZO LEGAL