Relatório descritivo da patente de invenção: "MOTOR COM SISTEMA HÍBRIDO DE ACIONAMENTO"
Refere-se a presente invenção a um motor compreendido por sistema híbrido de acionamento; mais especificamente, um motor que utiliza água como matéria-prima base para sintetização de gás hidrogênio (H2), sendo este utilizado como combustível não poluente para geração da energia necessária para o funcionamento do motor. O sistema envolve diferentes módulos, que trabalham em conjunto para separar o gás hidrogênio (H2) da molécula de água (H2O), aproveitando-o de maneira eficiente, segura e ecologicamente correta.
A libertação de dióxido de carbono via queima de combustíveis fósseis e mudanças no uso da terra (desmatamentos e queimadas, principalmente) impostas pelo homem constituem importantes alterações nos estoques naturais de carbono e tem um papel fundamental na mudança do clima do planeta.
O excesso de dióxido de carbono que atualmente é lançado para a atmosfera resulta da queima de combustíveis fósseis, principalmente pelo setor industrial e de transporte. Além disso, reservatórios naturais de carbono e os sumidouros (ecossistemas com a capacidade de absorver CO2) também estão sendo afetados por ações antrópicas. Devido o solo possuir um estoque 2 a 3 vezes maior que a atmosfera, mudanças no uso do solo podem influenciar diretamente a quantidade de carbono na atmosfera.
Nas últimas décadas, devido à enorme queima de combustíveis fósseis, a quantidade de gás carbônico na atmosfera tem aumentado muito. Esse aumento começou a final do século XVIII, quando ocorreu a revolução industrial, a qual demandou a utilização de grandes quantidades de carvão mineral e petróleo como fontes de energia. Desde então, a concentração de C02 passou de 280 ppm (partes por milhão) no ano de 1750, para os 368 ppm atuais, representando um incremento de aproximadamente 30%. Este acréscimo na concentração de C02 implica no aumento da capacidade da atmosfera em reter calor e, consequentemente, da temperatura do planeta. As emissões de C02 continuam a crescer e, provavelmente, a concentração deste gás pode alcançar 550 ppm por volta do ano 2100.
Levando-se em conta os problemas apresentados no estado da técnica, a presente invenção surge como uma alternativa inovadora e eficaz para minimizar os efeitos maléficos causados pela emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera. O motor com sistema híbrido de acionamento compreende uma tecnologia destinada ao setor automobilístico, com ο objetivo de minimizar a emissão de gases nocivos, resultaníé$,da combustão de combustíveis fósseis, além de maximizar o fator econômico dos mesmos! Tal sistema é fundamentado na mescla ou mistura de combustível fóssil, gás hidrogênio (H2) e vapor de água (H2O).
Para melhor compreensão do motor com sistema híbrido de acionamento, faz-se referência às seguintes figuras anexas:
FIGURA 01: desenho esquemático mostrando a correlação entre os componentes do sistema de gás hidrogênio veicular;
FIGURA 02: desenho esquemático mostrando a correlação entre os componentes do sistema híbrido;
FIGURA 03: desenho esquemático da unidade geradora de gás hidrogênio.
De acordo com as figuras apresentadas, o motor com sistema híbrido de acionamento é compreendido por cinco módulos de processamento, sendo eles: módulo de controle eletrônico (A); módulo de injeção de combustível fóssil (B); módulo de aquecimento ultra-alto (C); módulo de injetores complementares (D); módulo condensador de água (E); e, módulo de injeção híbrido (F).
Estes cinco módulos compreendem o sistema de gás hidrogênio veicular que, por sua vez, é compreendido pelos seguintes componentes: unidade central de processamento (1); dueto do circuito gerador de vácuo (2); bomba de vácuo (3); eletroválvula de controle da seção de vácuo (5); unidade de armazenamento de gás hidrogênio (6); sensor de pressão de gás hidrogênio (7); dueto de transporte de gás hidrogênio (8); compressor da seção de gás hidrogênio (9); válvula de controle da seção de gás hidrogênio (10); dueto de transporte de gás oxigênio (11); unidade de armazenamento de gás oxigênio (12); sensor de pressão de gás oxigênio (13); dueto alimentador do circuito de gás hidrogênio (14); dueto alimentador do circuito de gás oxigênio (15); eletroválvula de controle de saída do circuito de gás hidrogênio (16); eletroválvula de controle de saída do circuito de gás oxigênio (17); filtro de ar (18); conjunto de injetores do circuito de gás e vapor de água (19D); dueto distribuidor de gás e vapor de água (20); coletor de admissão (21); sensor de pressão (22); dueto distribuidor de água (23); conjunto de injetores de água (24); válvula unidirecional de água (25);eletroválvula de controle da seção do moderador(85); dueto de transporte de água (26); motor de combustão interna (27); sensor de temperatura (conectado no módulo de aquecimento ultra-alto) (28); bifurcador (29); coletor de escape (30); tubulação de aquecimento (31); sonda lambda (32); eletroválvula de controle de habilitação (33); dueto de transporte de fluido do circuito de distribuição de água (34); válvula unidirecional (35); unidade injetora de fluido (37D); eletroválvula de controle (39); dueto de conexão que conecta água ao gerador de hidrogênio (40); compressor da seção de gás oxigênio (41); unidade geradora de gás hidrogênio (44); bomba premente para água (49); sensor de nível (50); reservatório principal (51); dueto de conexão do condensador ao reservatório principal (52); válvula unidirecional do condensador (53); caixa de ventilação (55); eletro-ventilador (56); dueto de conexão de escape (57), que conecta o condensador ao reservatório auxiliar; dueto de conexão do reservatório auxiliar ao reservatório principal (58); válvula unidirecional do reservatório auxiliar (59); reservatório auxiliar (61); lâmina perfurada que permite precipitação do vapor de água (62); dueto de saída de gases (63); e, acumulador (84).
O sistema híbrido, além dos componentes que também compõem o sistema de gás hidrogênio veicular, é compreendido pelos seguintes componentes: bomba premente de combustível fóssil (78); dueto de admissão de combustível fóssil (79); reservatório de combustível fóssil (80); filtros (81); dueto de retorno de combustível fóssil (82); e, dueto de condução (83).
A unidade geradora de gás hidrogênio é compreendida pelos seguintes componentes: cubo do gerador de hidrogênio (64); bornes (65); isoladores (66); sensor de nível inferior (67); sensor de nível superior (68); dueto de entrada de água (69); suportes das armaduras (70); lâmina de vidro dielétrico (71); sonda de captação de hidrogênio (72); sonda de captação de oxigênio (73); suporte das sondas (74); eletroválvula de controle de hidrogênio (75); eletroválvula de controle de oxigênio (76); e, armaduras metálicas (77).
O módulo de controle eletrônico (A) é responsável por efetuar a leitura do sensor de pressão (pressostato), nível de fluído, temperatura do módulo de aquecimento ultra-alto (C) e temperatura do módulo condensador de água (E). Os dados são computados pela unidade central de processamento. E, em seguida, repassados para o módulo de injeção híbrido (F). Compete ao módulo de controle eletrônico (A) disponibilizar uma interface com o usuário e gerenciar os periféricos de entrada.
O módulo de injeção híbrido (F) integra as rotinas de gerenciamento da injeção, considerando as rotinas do módulo de injeção do combustível fóssil (B), categoria gasolina. O módulo de injeção híbrido atua em cinco injetores auxiliares, sendo quatro de injeção de gás e vapor e um injetor que efetua a dosagem de água; além destes existémvrn quatro injetores pertinentes a plataforma (automóvel), resultando em nove injetores. A relação estequiométrica é processada pelo módulo de injeção híbrido (F). O módulo de injeção híbrido comunica-se com o módulo de aquecimento ultra-alto (C).
O módulo de aquecimento ultra-alto (C) é sintetizado com o elemento químico cobre (Cu). Este elemento possui ponto de fusão de 1083°C e ponto de ebulição de 2595°C. O módulo de aquecimento ultra-alto (C) está integrado ao coletor de escapamento, isto é, no interior do coletor de escape é modelada uma serpentina de cobre. Os gases resultantes da combustão da gasolina, gás hidrogênio (Ffe) e vapor de água (FfeO) colidem contra o módulo de aquecimento ultra-alto (C) que, por sua vez, comunica-se com o injetor de água. A injeção da água é controlada pelo módulo de injeção híbrido (F), sendo, então, introduzida no módulo de aquecimento ultra-alto (C). O contato da água com a tubulação de cobre, estando esta em altíssima temperatura, proporciona a formação de gás e vapor de água (H2O).
O módulo de injetores complementares (37D,19D) é constituído por um conjunto de cinco injetores. Os quatro injetores do sistema híbrido disponibilizam seus orifícios de comunicação com o coletor de admissão. O coletor de admissão integra oito unidades injetoras, sendo que quatro são pertinentes à plataforma (veículo). O injetor pulverizador de água disponibiliza seus orifícios com o dueto do módulo de aquecimento ultra-alto (C). O diâmetro dos orifícios do injetor de água diverge do diâmetro dos orifícios dos injetores conectados no coletor de admissão.
O módulo condensador de água (E) admite os gases resultantes da combustão e efetua a condensação e extração da água. O módulo condensador de água (E) é constituído por um eletro-ventilador e condensador. A água extraída do processo de condensação é direcionada para o reservatório principal, que dispõe de um volume de dois litros. O condensador disponibiliza uma entrada para gases e vapor de água, e duas saídas, sendo uma para os gases resultantes da combustão e uma para a água condensada. A saída de gases é direcionada para um reservatório auxiliar. O reservatório auxiliar disponibiliza na seção superior um dueto de escape para os gases resultantes da combustão. A seção mediana do reservatório auxiliar admite os gases do condensador. A seção inferior do reservatório auxiliar comunica-se com o reservatório principal. A comunicação do reservatório auxiliar com o reservatório principal é realizada através de um dueto de transporte. Este dueto de transporte é interceptado por uma válvula unidirecional. A saídã ° de água do eondensador comunica-se com o reservatório principal.
O princípio geral de funcionamento do motor com sistema híbrido de acionamento será descrito a seguir.
Habilitando o sistema híbrido, isto é, ativando-o, aguarda-se cinco segundos para que ele entre em modo operacional. Este tempo de cinco segundos é uma rotina de auto- teste. Os atuadores, isto é, a bomba premente de água, os injetores reservado ao sistema híbrido e os sensores (periférico de entrada), são avaliados durante o auto-teste. Posteriormente é efetuado a leitura do sensor de temperatura. Este sensor está conectado à tubulação de aquecimento, que integra o módulo de aquecimento ultra-alto (C). O valor escalar da temperatura é direcionado para a unidade central de processamento, sendo esta constituída pelo módulo de injeção híbrido (F) e pelo módulo de controle eletrônico (A).
A próxima fase, após a leitura da temperatura, é habilitar a bomba premente de água, que proporciona um fluxo de água para o módulo de temperatura ultra-alto (C). A água recebe, então, energia potencial da bomba e segue para o dueto de condução. O dueto de condução é organizado em três segmentos, sendo o segmento um responsável por conectar a bomba premente à eletroválvula de controle; o segmento dois para conectar a eletroválvula de controle à unidade injetora de água; e o segmento três para conectar a unidade injetora de água ao módulo de aquecimento ultra-alto (C).
A água, com o fluxo controlado pela unidade central de processamento, ingressa no módulo de aquecimento ultra-alto (C). A formação de gás e vapor é direcionada para o dueto de saída, responsável por conectar o módulo de temperatura ultra-alto (C) ao módulo de unidades injetoras (D), sendo este dueto sintetizado por uma estrutura cilíndrica e resistente à temperatura e pressão.
Os gases de escape são direcionados para o módulo eondensador, sendo este direcionamento efetuado por um dueto de acoplamento. O módulo eondensador de água (E) disponibiliza uma entrada e duas saídas. O eondensador está dividido em três secções. A seção superior admite os gases de escape; a seção mediana direciona os gases de escape para o reservatório auxiliar; e a seção inferior direciona a água, após sua condensação, para o reservatório principal.
O reservatório auxiliar proporciona uma condensação auxiliar. Um dueto efetua a comunicação entre o reservatório auxiliar e o eondensador. O reservatório auxiliar é organizado em três seções. A seção superior direciona os gases de escape para a atmosfera; i^crg - a seção mediana admite os gases de escape; e a seção inferior direciona a água residual para o reservatório principal. A seção mediana do reservatório auxiliar disponibiliza uma lâmina de alumínio na face oposta a admissão do dueto de escape. A lâmina é conectada à estrutura mediana do reservatório auxiliar. A lâmina é constituída de duas faces, sendo estas faces dispostas em ângulo reto (90°) entre elas. A função da lâmina é subtrair a energia do vapor residual, proporcionando uma condensação eficiente.
O reservatório principal capta a água do módulo condensador e do reservatório auxiliar. O reservatório principal dispõe de um sensor de nível de fluído e disponibiliza um volume de dois litros. A ausência de fluido desabilita a bomba de água premente e notifica o usuário via painel de instrução.
A formação da mistura inicia-se com a adição de combustível ao comburente que é aspirado pelo motor. A relação combustível/comburente, necessária para uma combustão eficiente, recebe o nome de relação estequiométrica. O sistema híbrido, no intervalo de cinco segundos, direciona o controle geral para o módulo de injeção de combustível fóssil (B), categoria gasolina. A reação exotérmica, isto é, energia concedida na combustão da gasolina, é direcionada para o módulo de aquecimento ultra-alto. A síntese de gás hidrogênio (H2) e vapor de água é iniciada. Posteriormente, o sistema híbrido recebe autorização para atuar, nos injetores de gás hidrogênio, uma mistura de vapor de água (H2O), gasolina e gás hidrogênio (H2). O vapor de água atua como moderador, enquanto a combustão do gás hidrogênio (H2) libera 2400°C, um pouco mais do que se obtém na combustão do gás natural ou gasolina. Mil mililitros (1 litro) de água fornecem 111 mililitros de gás hidrogênio (H2). Cento e onze mililitros de gás hidrogênio, utilizado na combustão, fornecem energia equivalente a quatrocentos mililitros de gasolina (0,4 litro). A relação estequiométrica do sistema híbrido proporciona uma maximização da potência do motor. Efetua-se uma minimização na injeção de combustível fóssil, categoria gasolina, e uma maximização na injeção de gás e vapor de água.
A unidade modular expansível permite utilizar a tecnologia híbrida na ausência do combustível fóssil, ou seja, utiliza-se gás hidrogênio para obter energia. A unidade modular expansível é organizada em três módulos de processamento, sendo eles: módulo de injeção do gás hidrogênio, unidade geradora de gás hidrogênio e unidade de armazenamento. O módulo de injeção do gás hidrogênio gerencia a injeção do gás hidrogênio. O sistema operacional do gás hidrogênio integra as rotinas para obtenção da. . relação estequiométrica, isto é, mistura comburente/combustível. O ar atmosférico, ao nível do mar, é compreendido por 21 % de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1 % de outros gases. O módulo de injeção de gás hidrogênio atua na admissão do ar atmosférico (comburente). A injeção de gás hidrogênio (Hb) maximiza a temperatura da plataforma (motor). Um injetor pulveriza água no interior da câmara de combustão (moderador). A introdução de água moderada, ou seja, com fluxo controlado, permite controlar a temperatura do motor.
A unidade geradora de gás hidrogênio sintetiza o hidrogênio necessário para obtenção de energia através da utilização de alta voltagem, aproximadamente dois mil volts (2KV). Essa voltagem é diretamente proporcional à distância entre as placas condutoras. A molécula de água (H2O) é sintetizada por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio, sendo a ligação química entre os átomos covalente molecular. A molécula de água, sendo polar, permite a ruptura de suas ligações químicas através de campo elétrico. O módulo de injeção do gás hidrogênio integra um gerador de alta voltagem. A unidade geradora de gás hidrogênio utiliza o efeito capacitivo, ou seja, um capacitor para obter a voltagem necessária que fará a ruptura da molécula de água. A unidade geradora de gás hidrogênio é organizada em três seções: armaduras ou placas paralelas, cubo ou gabinete e sonda.
As armaduras são compreendidas por lâminas metálicas portadoras de orifícios, sendo sintetizadas com material condutor de elétrons. Elas disponibilizam em suas faces orifícios que permitem o fluxo de água no interior do cubo. A unidade geradora de gás hidrogênio é sintetizada por duas armaduras paralelas entre si, dielétrico poroso, eletrodos de conexão e suporte das armaduras. Maximizando-se a voltagem e a área de cada armadura, aumenta-se o volume de gás hidrogênio, sintetizado na unidade de tempo considerado. Distâncias entre as armaduras de ordem nanométrica (IO"9 metro) solicitam voltagens menores. A unidade geradora de gás hidrogênio admite água destilada ou natural. A água contendo trinta e dois gramas de cloreto de sódio (NaCl) por litro de água, (água salgada), implica em reduzido rendimento da unidade geradora de gás hidrogênio e elevada drenagem de corrente elétrica (fluxo de elétrons).
O cubo é constituído de polímeros, sendo configurado em seis faces e apresentando resistência a impactos. Ele disponibiliza suporte para as armaduras, sonda, sensor de nível de fluído e eletrodos de conexão para a fonte de alta voltagem. Além disso, o cubo possi^ um dueto de entrada para água.
A sonda é uma câmara de captação do gás hidrogênio e oxigênio. Ela é conectada ao cubo da unidade geradora de gás hidrogênio, circundando dez por cento (10%) da área de cada armadura. Um cubo disponibiliza duas sondas, sendo que uma capta o gás hidrogênio e a outra capta o gás oxigênio.
A unidade de armazenamento é constituída por um cilindro que recebe uma bomba geradora de vácuo. O gás oxigênio (O2), nitrogênio (N) e outros gases são deslocados do interior do cilindro. A pressão atmosférica no cubo, 760mmHg, é superior à pressão atmosférica no cilindro. Esta condição proporciona uma drenagem do fluído para o cilindro, mas o efeito desta drenagem deve ser cancelado. A solução é controlar a pressão atmosférica no cubo através da eletroválvula principal (86) e da válvula de ajuste fino (10). Deste modo, obtém-se um fluxo de gás hidrogênio para o cilindro, isento de outros gases. A variação da pressão é correlata à síntese de gás hidrogênio e oxigênio. A variação de alta voltagem é correlata à síntese de gás hidrogênio, ou seja, a síntese de gás hidrogênio é diretamente proporcional à voltagem.
O módulo de armazenamento é formado por uma unidade de armazenamento de gás hidrogênio e de uma unidade de armazenamento de gás oxigênio.