BRPI0904701A2 - processo de obtenção de alimentos externamente reestruturados e alimentos externamente reestruturados obtidos - Google Patents

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Abstract

PROCESSO DE OBTENçãO DE ALIMENTOS EXTERNAMENTE REESTRUTURADOS E ALIMENTOS EXTERNAMENTE REESTRUTURADOS OBTIDOS, cujo processo é fundamentalmente formado por duas etapas principais (A) e (B); a etapa (A) trata-se da etapa de reestruturação externa da matéria-prima, e é composta pelas seguintes sub-etapas: (A.1) definição e pré-processamento de pelo menos uma matéria-prima; (A.2) adequação das dimensões de pelo menos uma matéria-prima pré-processada; (A.3) preparação de pelo menos uma matéria-prima obtida na sub-etapa (A.2); (A.4) preparação de pelo menos um composto de reestruturação aceitável; (A.5) fusão de pelos menos uma matéria-prima com pelo menos um composto de reestruturação aceitável; a etapa (B) trata-se da etapa de modelagem do alimento externamente reestruturado obtido na etapa (A), e é composta pelas seguintes etapas: (B.1) preparação e dimensionamento do alimento externamente reestruturado; (B.2) conformação física da parte externa do alimento externamente reestruturado; (B.3) acabamento final do alimento externamente reestruturado; e cujo alimento externamente reestruturado (1) é composto por pelo menos uma porção de alimento natural (2) e pelo menos uma porção de composto de reestruturação comestível (3); a porção de alimento natural (2) é fisicamente envolvida pela porção de composto de reestruturação comestível (3).

Description

"PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOS EXTERNAMtw ι EREESTRUTURADOS E ALIMENTOS EXTERNAMENTE REESTRUTURADOSOBTIDOS"
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente Patente de Invenção revela um inéditoprocesso de obtenção de alimentos externamente reestruturados, e osalimentos externamente reestruturados assim obtidos.
Os alimentos externamente reestruturados sãoobtidos a partir de alimentos naturais, processados ou não, os quais sãoposteriormente revestidos e, opcionalmente, decorados.
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
O atual estado da técnica é composto por inúmerosprocessos de fabricação, manuseio e industrialização de vegetais, geralmentepara fins alimentícios.
Dentre estes inúmeros processos destacam-se osprocessos de desidratação de alimentos. A desidratação de alimentos consiste,de forma reduzida, na remoção da água de alimentos em geral.
Processos de desidratação de alimentos podemocorrer por diversos métodos diferentes. Do ponto de vista industrial, oprocesso de desidratação vegetal mais comum é o processo de liofilização.
O processo de liofilização de alimentos consistebasicamente no congelamento de alimentos, e subseqüente exposição (avácuo) dos mesmos a um gradiente crescente de temperatura. Desta forma,toda a água dos alimentos passa diretamente do estado sólido para o estadogasoso (sublimação).Neste caso, a sublimação tem como efeito a nãodestruição das propriedades nutritivas dos alimentos, afinal, as paredescelulares do alimento são mantidas intactas.
O processo de liofilização resulta na inibição da ação de microorganismos e enzimas que são capazes de degradar osalimentos ao longo do tempo. Este processo é de extremo valor à indústriaalimentícia, afinal, a partir da aplicação da liofilização, os alimentos apresentamum maior tempo de conservação, e consequentemente, maior tempo para oconsumo. É importante citar que a partir do desenvolvimento dos processos indústrias de desidratação, em especial, o processo de liofilização, asindústrias alimentícias deixaram de ser dependentes dos prazos praticadospelas empresas agrícolas de produtos em natura.
Os alimentos submetidos à processos de liofilizaçãopodem ser facilmente reconstruídos, afinal, os alimentos Iiofilizados se caracterizam por apresentarem poros microscópicos.
O processo de liofilização é comumente empregadopara a desidratação de frutas em geral, o que gera como produto final, frutasou pedaços de frutas liofilizadas. As frutas Iiofilizadas podem ser utilizadas paraa confecção de produtos alimentícios industrializados, como, por exemplo,substratos de sucos em pó, balas e geléias, e podem também ser diretamenteconsumidas.
As frutas liofilizadas destinadas ao consumo direto,sem demais etapas de processamento ou modificação, são condicionadas emembalagens existentes, confeccionadas em substratos geralmente maleáveis.Ocorre, porém, que as frutas Iiofilizadas destinadasao consumo direto, mesmo apresentando um elevado valor nutritivo,apresentam uma disposição estética não agradável, e muitas vezes pejorativa.
Estas características são facilmente observadas embananas liofilizadas, as quais apresentam uma coloração final enegrecida euma conformação final deformada. Ou seja, de modo geral, as frutas liofilizadasnão fazem alusão visual às frutas em seus estados naturais. Esta característicaé extremamente indesejável, afinal, o volume de comercialização de produtosalimentícios é diretamente relacionado à excelência visual de cada produto.
Visando solucionar estes problemas, ainda que emparte, o atual estado da técnica apresenta algumas soluções, algumassimplesmente conceituais e outras comumente aplicadas. Estas soluçõesresultam em produtos genericamente conhecidos como alimentosreestruturados.
Segundo o descrito na Patente Norte-Americana US6,027,758, estudos de reestruturação de alimentos tiveram inicio em meadosde 1940. Nesta época foram revelados processos de reestruturação de purêsde frutas. Estes processos mesclavam os purês de frutas com bases dealginato, entretanto, as características alimentícias das frutas eram, se nãoperdidas, totalmente diluídas, afinal, a porcentagem de purê era extremamentebaixa em relação à porcentagem de alginato. Embora estes processosenglobem o conceito de alimentos reestruturados, se observa que os alimentossão processados em forma de purê.
Apenas em meados de 1990 foram desenvolvidosprocessos mais complexos, onde se conseguiu aumentar a porcentagem dosvegetais, o que resultou em melhor textura e melhor qualidade alimentícia aosvegetais reestruturados finais.
Seguindo esta tendência (a de aumentar aqualidade alimentícia dos vegetais reestruturados), a Patente Americana US6,027,758, depositada em 08/1997, revela um processo que objetiva promovervalor nutricional agregado à frutas reestruturadas, as quais podem serconsumidas diretamente, ou ainda, agregadas a itens de confeitaria. Oprocesso revelado na Patente Norte-Americana US 6,027,758 é responsávelpela confecção de uma fruta reestruturada composta por cerca de 70% a 100%de fruta processada, em natura, desidratada, ou pedaços de frutasdesidratadas, e cerca de 1% a 30% de agente gelatinante. O produto final, ouseja, a fruta reestruturada é processada em uma extrusora especialmentedesenvolvida para estes fins.
Já a Patente Norte-Americana US 6,817,850descreve um maquinário capaz de produzir, por extrusão, alimentosreestruturados revestidos por camadas contínuas, sendo que esta camadacontínua, preferencialmente externa, pode apresentar um textura variável deacordo com o desejado.
A Patente Norte-Americana US 7,264,485 revelauma mistura de pasta de frutas e uma pasta de estruturação compostafundamentalmente por farinha de cereais, o que confere ao produto final umapelícula externa crocante. Nesta mistura, a pasta de frutas é completamenteenvolvida pela pasta de estruturação.
As Patentes acima citadas compreendem apenasexemplos de processos de produção de vegetais reestruturados, mas cabeaqui citar que o atual estado da técnica compreende inúmeras patentes quedescrevem minuciosidades sobre tema.
Entretanto, a grande maioria destas patentesapresenta apenas uma forma de reestruturar um alimento (em sua maioria, frutas), com o objetivo de torná-los mais duráveis e nutricionalmente atrativas.Porém, nenhuma destas Patentes se preocupa com o formato final dosvegetais reestruturados.
Conforme acima citado, nota-se que, do ponto devista comercial, além dos valores nutritivos, a aparência externa dos produtos, isto é, dos vegetais reestruturados, é também um atrativo diferencialextremamente importante. Sabe-se também que grande parte dos processospertencentes ao estado da técnica ocorre em máquinas extrusoras, e destamaneira, o formato final dos vegetais reestruturados é definido pelo molde desaída das citadas extrusoras, molde este que compreende, convencionalmente, um formato geométrico padrão convencional (quadrado, circulo, estrela, entreoutros).
Sendo assim, nota-se que estes formatosgeométricos padrões não apresentam nenhum tipo de paridade visual com osvegetais originais.
É com base neste cenário que surge a presentePatente de Invenção.
BREVE DESCRIÇÃO DA INVENÇÃO
Visando solucionar o problema acima explanado,além de otimizar as características nutritivas de alimentos reestruturados, foi desenvolvida a presente Patente de Invenção, a qual revela um inéditoprocesso de obtenção de alimentos externamente reestruturados, e osalimentos externamente reestruturados obtidos.
O processo de obtenção de alimentos externamentereestruturados, primeiro objeto da presente Invenção, é essencialmentecomposto por duas etapas fundamentais. A primeira etapa diz respeito aoprocesso de reestruturação externa do alimento (ou parte deste); a segundaetapa diz respeito ao processo de moldagem e/ou modelagem do alimento járeestruturado. Opcionalmente, é prevista uma terceira etapa, a qual se refereao acabamento final do alimento já reestruturado e modelado.
Como resultado do processo ora tratado, é obtidoum alimento externamente reestruturado com características (formato,coloração, cheiro e textura) similares às características do alimento original.
Exemplificando: Caso o alimento "matéria-prima"utilizado trate-se de uma maçã, o alimento externamente reestruturado obtidoterá o formato, a coloração, o cheiro e a textura de uma maçã e/ou casca de maçã.
Desta forma, percebe-se que o objetivo final doprocesso ora tratado diz respeito à confecção de um alimento natural e nutritivocom o formato lúdico (preferencialmente miniaturizado) de um alimento real,em especial, uma fruta.
Os alimentos externamente reestruturados obtidos,os quais se tratam do segundo objeto da presente Patente de Invenção, sãopreferencialmente obtidos e/ou manufaturados pelas etapas acima citadas.
Tais alimentos são compostos por uma porção de alimento natural Iiofilizadoenvolto por qualquer composto de reestruturação aceitável (comestível),passível de moldagem e/ou modelagem e acabamento final.
A principal vantagem obtida através dos objetos dapresente Invenção está diretamente relacionada à apresentação de alimentos(frutas), os quais são apresentados, conforme o teor da presente Invenção, demaneira lúdica alusiva à forma natural do alimento utilizado como matéria-prima.
BREVE DESCRIÇÃO DA FIGURAS
A presente Patente de Invenção serápormenorizadamente descrita com base nas figuras abaixo relacionadas, asquais:
A figura 1 ilustra o fluxograma do processo deobtenção de alimentos externamente reestruturados;
A figura 2 ilustra um exemplo de alimentoexternamente reestruturado obtido; e
A figura 3 ilustra um corte esquemático tomado doalimento externamente reestruturado ilustrado na figura 2.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Sobre o processo de obtenção de alimentosexternamente reestruturados
Com base na figura 1, nota-se que o processo deobtenção de alimentos externamente reestruturados é fundamentalmenteformado por duas etapas principais, cada qual composta por múltiplas sub-etapas. Cabe aqui salientar que a matéria-prima bruta utilizada compreendeartigos alimentícios naturais de origem vegetal ou origem animal.Preferencialmente, a matéria-prima bruta utilizada trata-se de frutas em geral.
A etapa (A) trata-se da etapa de reestruturaçãoexterna da matéria-prima, e é composta pelas seguintes sub-etapas:
(A.1) - Definição e pré-processamento de pelomenos uma matéria-prima;
(A.2) - Adequação das dimensões de pelo menosuma matéria-prima pré-processada;
(A.3) - Preparação de pelo menos uma matéria-prima obtida na sub-etapa (A.2);
(A.4) - Preparação de pelo menos um composto dereestruturação aceitável;
(A.5) - Fusão de pelos menos uma matéria-primacom pelo menos um composto de reestruturação aceitável.
A etapa (B) trata-se da etapa de modelagem doalimento externamente reestruturado obtido na etapa (A), e é composta pelasseguintes etapas:
(B.1) - Preparação e dimensionamento do alimentoexternamente reestruturado;
(B.2) - Conformação física da parte externa doalimento externamente reestruturado;
(B.3) - Acabamento final do alimento externamentereestruturado.O resultado final da etapa (A) compreende umalimento externamente reestruturado, e sobre esta etapa cabe ainda comentaros aspectos abaixo.
Preferencialmente, o pré-processamento da sub-etapa (A.1) envolve pelo menos uma das seguintes práticas: higienização,remoção de casas, remoção de sementes ou remoção de porçõesindesejáveis. Em linhas gerais, o pré-processamento da etapa (A.1) tem oobjetivo de deixar a matéria-prima pronta para a adequação dimensional.
A adequação da matéria-prima pré-processada, istoé, a sub-etapa (A.2) envolve pelo menos uma das seguintes práticas: corte,extração ou fracionamento.
A preparação da matéria-prima da sub-etapa (A.3)envolve, preferencialmente, uma das seguintes práticas: desidratação térmica,desidratação por liofilização ou liquefação.
O composto de reestruturação aceitável obtido nasub-etapa (A.4) trata-se de um composto comestível, preferencialmenteaglutinante e passível de enrijecimento. Ainda opcionalmente, o citadocomposto de reestruturação aceitável é passível de moldagem, texturização,coloração, odorização ou aromatização (sabor).
A fusão de pelos menos uma matéria-prima compelo menos um composto de reestruturação aceitável da sub-etapa (A.5)consiste em combinar tais elementos, de forma a deixá-los fisicamenteunificados, sem que suas características individuais sejam alteradas.Opcionalmente, duas ou mais matérias-primasdistintas podem ser fusionadas a um único composto de reestruturaçãoaceitável.
Sobre a etapa (B)1 cabe ainda ressaltar os seguintesaspectos a seguir explanados.
A sub-etapa (B.1) tem por objetivo deixar o alimentoexternamente reestruturado com características dimensionais próximas áscaracterísticas finais desejadas.
A conformação física da parte externa do alimentoexternamente reestruturado, isto é, a sub-etapa (B.2) envolve,preferencialmente, pelo menos uma das seguintes práticas: moldagem porpressão, moldagem por injeção, moldagem por reação de expansão oumodelagem por remoção de material.
O resultado da sub-etapa (B.2) compreende umalimento externamente reestruturado de forma prismática (tridimensional)definida. Preferencialmente, a forma prismática do alimento externamentereestruturado diz respeito à forma prismática da matéria-prima bruta utilizada(por exemplo, quando uma maça é utilizada como matéria-prima, a formaprismática do alimento externamente reestruturado é similar à forma prismáticaoriginal de uma maçã). Cabe ainda salientar que o alimento externamentereestruturado obtido na sub-etapa (B.2) pode apresentar dimensões distintasàs dimensões da matéria-prima bruta.
A sub-etapa (B.3) envolve, preferencialmente, pelomenos uma das seguintes práticas: coloração, texturização, odorização ouaromatização.Preferencialmente, a coloração, ou pintura, érealizada sobre a superfície do alimento externamente reestruturado. A práticade coloração, do ponto de vista técnico, pode ser realizada através detecnologias convencionais de coloração, além de poder ser realizada tambémpor nanotecnologia especifica para coloração de artigos alimentícios.
Preferencialmente, a texturização envolve aaplicação de camadas de textura sobre a superfície do alimento externamentereestruturado.
Preferencialmente, a odorização e aromatizaçãoconsistem na aplicação de substancias (normalmente artificiais) no alimentoexternamente reestruturado, com o intuito de alterar ou reforçar os cheiros esabores do produto final.
A proposta do acabamento final da sub-etapa (B.3)tem por objetivo tornar o alimento externamente reestruturado lúdico, ou seja,decorado. Com base nesta proposta, tem-se que, preferencialmente, acoloração, a texturização, a odorização e a aromatização devem ser aplicadascom base nas características originais da matéria-prima.
Obviamente, esta proposta não é limitativa, ou seja,a coloração, a texturização, a odorização e a aromatização podem também serdistintas das características originais da matéria-prima.
Sobre o alimento externamente reestruturado
O alimento externamente reestruturado (1),preferencialmente obtido através processo de obtenção de alimentosexternamente reestruturados acima pormenorizado, é composto por pelomenos uma porção de alimento natural (2) e pelo menos uma porção decomposto de reestruturação comestível (3). Preferencialmente, a porção dealimento natural (2) é fisicamente envolvida pela porção de composto dereestruturação comestível (3).
A porção de alimento natural (2) compreende,preferencialmente, uma fração de um alimento desidratado. Entretanto, a citadaporção de alimento natural (2) pode também compreender uma fração de umalimento em condições naturais, ou processado.
A porção de composto de reestruturação (3) trata-sede uma camada passível de moldagem, com superfície (4) passível deimpressão, texturização e odorização.
Em uma conformação preferencial, o alimentoexternamente reestruturado (1) é composto por apenas uma porção dealimento natural (2), sendo que neste caso, a porção de composto dereestruturação comestível (3) apresenta forma prismática, coloração,texturização, odorização e aromatização similar à cor, textura, odor e aroma(gosto) do alimento natural (2).
Opcionalmente, o alimento externamentereestruturado (1) é composto por duas ou mais porções de alimentos naturais(2) distintos, sendo que neste caso, a porção de composto de reestruturaçãocomestível (3) apresenta forma prismática, coloração, texturização, odorizaçãoe aromatização variada.
Sobre as vantagens da presente Invenção
Com base em todo o contexto supra explanado,resta evidente observar as inúmeras vantagens decorrentes dos objetos acimadescritos.Dentre estas vantagens, destaca-se a obtenção deum produto alimentício lúdico composto por uma fração de um alimento natural(preferencialmente, uma fruta) e, consequentemente, com as característicasnutritivas deste elemento natural.
Portanto, torna-se claro perceber que processo deobtenção de alimentos externamente reestruturados, e os alimentosexternamente reestruturados obtidos através do dito processo, objetos dapresente Patente de Invenção, possuem novidade, aplicação industrial eatividade inventiva, sendo, portanto, dignos de todos os méritos e privilégiosprevistos e assegurados pela Lei da Propriedade Industrial.

Claims (27)

1.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", fundamentalmente formado porduas etapas principais (A) e (B)1 caracterizado pelo fato de que a etapa (A)trata-se da etapa de reestruturação externa da matéria-prima, e é compostapelas seguintes sub-etapas: (A.1) definição e pré-processamento de pelomenos uma matéria-prima; (A.2) adequação das dimensões de pelo menosuma matéria-prima pré-processada; (A.3) preparação de pelo menos umamatéria-prima obtida na sub-etapa (A.2); (A.4) preparação de pelo menos umcomposto de reestruturação aceitável; (A.5) fusão de pelos menos umamatéria-prima com pelo menos um composto de reestruturação aceitável; aetapa (B) trata-se da etapa de modelagem do alimento externamentereestruturado obtido na etapa (A)1 e é composta pelas seguintes etapas: (B.1)preparação e dimensionamento do alimento externamente reestruturado; (B.2)conformação física da parte externa do alimento externamente reestruturado;(B.3) acabamento final do alimento externamente reestruturado.
2.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1,caracterizado pelo fato de que a matéria-prima bruta utilizada compreendeartigos alimentícios naturais de origem vegetal ou origem animal
3.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1 e 2,caracterizado pelo fato de que, preferencialmente, a matéria-prima brutautilizada trata-se de frutas em geral.
4.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1,caracterizado pelo fato de que o resultado final da etapa (A) compreende umalimento externamente reestruturado.
5.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 2,caracterizado pelo fato de que, preferencialmente, o pré-processamento dasub-etapa (A.1) envolve pelo menos uma das seguintes práticas: higienização,remoção de casas, remoção de sementes ou remoção de porçõesindesejáveis.
6.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1,caracterizado pelo fato de que a adequação da matéria-prima pré-processadada a sub-etapa (A.2) envolve pelo menos uma das seguintes práticas: corte,extração ou fracionamento.
7.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1,caracterizado pelo fato de que a preparação da matéria-prima da sub-etapa(A.3) envolve, preferencialmente, uma das seguintes práticas: desidrataçãotérmica, desidratação por liofilização ou liquefação.
8.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1,caracterizado pelo fato de que o composto de reestruturação aceitável obtidona sub-etapa (A.4) trata-se de um composto comestível.
9.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1 e 8,caracterizado pelo fato de que, opcionalmente, o composto de reestruturaçãoaceitável é passível de moldagem, texturização, coloração, odorização ouaromatização; o composto de reestruturação aceitável trata-se compreende umaglutinante passível de enrijecimento.
10.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1,caracterizado pelo fato de que a fusão de pelos menos uma matéria-primacom pelo menos um composto de reestruturação aceitável da sub-etapa (A.5)consiste em combinar tais elementos, de forma a deixá-los fisicamenteunificados, sem que suas características individuais sejam alteradas.
11.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1 e 10,caracterizado pelo fato de que, opcionalmente, duas ou mais matérias-primasdistintas podem ser fusionadas a um único composto de reestruturaçãoaceitável.
12.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1,caracterizado pelo fato de que a conformação física da parte externa doalimento externamente reestruturado da sub-etapa (B.2) envolve,preferencialmente, pelo menos uma das seguintes práticas: moldagem porpressão, moldagem por injeção, moldagem por reação de expansão oumodelagem por remoção de material.
13.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1,caracterizado pelo fato de que o resultado da sub-etapa (B.2) compreende umalimento externamente reestruturado de forma prismática definida.
14.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1 e 13,caracterizado pelo fato de que, preferencialmente, a forma prismática doalimento externamente reestruturado diz respeito à forma prismática damatéria-prima bruta utilizada.
15.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1,caracterizado pelo fato de que a sub-etapa (B.3) envolve, preferencialmente,pelo menos uma das seguintes práticas: coloração, texturização, odorização ouaromatização.
16.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1 e 15,caracterizado pelo fato de que, preferencialmente, a coloração é realizadasobre a superfície do alimento externamente reestruturado; a prática decoloração pode ser realizada por nanotecnologia especifica para coloração deartigos alimentícios.
17.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1 e 15,caracterizado pelo fato de que, preferencialmente, a texturização envolve aaplicação de camadas de textura sobre a superfície do alimento externamentereestruturado.
18.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1 e 15,caracterizado pelo fato de que, preferencialmente, a odorização earomatização consistem na aplicação de substancias no alimentoexternamente reestruturado.
19.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 1, 2, 3,-4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18, caracterizado pelo fato de oacabamento final da sub-etapa (B.3) tem por objetivo tornar o alimentoexternamente reestruturado lúdico; preferencialmente, a odorização e aaromatização devem ser aplicadas com base nas características originais damatéria-prima.
20.) "PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ALIMENTOSEXTERNAMENTE REESTRUTURADOS", conforme o reivindicado em 19,caracterizado pelo fato de que, opcionalmente, a coloração, a texturização, aodorização e a aromatização podem também ser distintas das característicasoriginais da matéria-prima.
21.) "ALIMENTOS EXTERNAMENTEREESTRUTURADOS OBTIDOS", que compreende um alimento externamentereestruturado (1), caracterizado pelo fato de ser fundamentalmente compostopor pelo menos uma porção de alimento natural (2) e pelo menos uma porçãode composto de reestruturação comestível (3); a porção de alimento natural (2)é fisicamente envolvida pela porção de composto de reestruturação comestível (3).
22.) "ALIMENTOS EXTERNAMENTEREESTRUTURADOS OBTIDOS", conforme o reivindicado em 21,caracterizado pelo fato de que a porção de alimento natural (2) compreende,preferencialmente, uma fração de um alimento desidratado.
23.) "ALIMENTOS EXTERNAMENTEREESTRUTURADOS OBTIDOS", conforme o reivindicado em 21,caracterizado pelo fato de que a porção de alimento natural (2) compreende,preferencialmente, uma fração de um alimento em condições naturais.
24.) "ALIMENTOS EXTERNAMENTEREESTRUTURADOS OBTIDOS", conforme o reivindicado em 21,caracterizado pelo fato de que a porção de composto de reestruturação (3)trata-se de uma camada passível de moldagem, com superfície (4) passível deimpressão, texturização ou odorização.
25.) "ALIMENTOS EXTERNAMENTEREESTRUTURADOS OBTIDOS", conforme o reivindicado em 21,caracterizado pelo fato de que em uma conformação preferencial, o alimentoexternamente reestruturado (1) é composto por apenas uma porção dealimento natural (2).
26.) "ALIMENTOS EXTERNAMENTEREESTRUTURADOS OBTIDOS", conforme o reivindicado em 21 e 25,caracterizado pelo fato de que a porção de composto de reestruturaçãocomestível (3) apresenta forma prismática, coloração, texturização, odorizaçãoe aromatização similar à cor, textura, odor e aroma do alimento natural (2).
27.) "ALIMENTOS EXTERNAMENTEREESTRUTURADOS OBTIDOS", conforme o reivindicado em 21, 25 e 26,caracterizado pelo fato de que opcionalmente, o alimento externamentereestruturado (1) é composto por duas ou mais porções de alimentos naturais(2) distintos, sendo que neste caso, a porção de composto de reestruturaçãocomestível (3) apresenta forma prismática, coloração, texturização, odorizaçãoe aromatização variada.
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