BRPI0906281A2 - trocador térmico interno para circuito de climatização de veìculo automóvel, circuito de climatização e processo de conexão de um conector ao trocador - Google Patents
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Abstract
TROCADOR TéRMICO INTERNO PARA CIRCUITO DE CLIMATIZAçãO DE VEICULO AUTOMóVEL, CIRCUITO DE CLIMATIZAçãO E PROCESSO DE CONEXãO DE UM CONECTOR AO TROCADOR. A presente invenção refere-se a um trocador térmico de tipo tubular coaxial para circuito de climatização de veículo automóvel, ao referido circuito de climatização e um processo de conexão de um conector fêmea a pelo menos uma das extremidades do trocador. O trocador (E) define um canal interno (11) para o fluido de baixa pressão e, para o fluido de alta pressão, um canal externo (21) formado entre uma luva (10) envolvendo o canal interno e um envoltório (20) que envolve o canal externo, a luva prolongando-se axialmente além da extremidade do envoltório, pelo menos uma das extremidades (E1) do trocador sendo equipada com um conector (30) que é ligado de maneira estanque sobre o envoltório e a luva e que forma dois condutos de passagem do fluido (31 e 32) que se comunica respectivamente com o canal interno e o canal externo. De acordo com a invenção, o conector é ligado ao envoltório por uma linha de soldagem, por exemplo, com arco (40) com o exterior do conector e à luva por uma gaxeta de estanqueidade (15) coaxial à linha de soldagem e que se apóia de maneira estanque sob uma superfície axial interna (34) do conector, a gaxeta sendo separada da referida linha de uma distância de pelo menos 1 cm.
Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "TROCADORTÉRMICO INTERNO PARA CIRCUITO DE CLIMATIZAÇÃO DE VEÍCULOAUTOMÓVEL, CIRCUITO DE CLIMATIZAÇÃO E PROCESSO DE CONE-XÃO DE UM CONECTOR AO TROCADOR".
A presente invenção refere-se a um trocador térmico interno detipo tubular coaxial em particular para um circuito de climatização de veículoautomóvel, o referido circuito de climatização incorporando ao trocador e umprocesso de conexão de um conector fêmea alta e baixa pressão a pelo me-nos uma das extremidades dao trocador.
Em certos circuitos de climatização para veículos automóveis,notadamente aqueles que utilizam dióxido de carbono ou o R134a como flui-do refrigerante, é necessário realizar uma troca ou transferência térmica en-tre o fluido da parte de alta pressão do circuito que se busca resfriar e omesmo fluido oriundo da parte baixa do referido circuito que serve de fontefria e que é aquecido em troca, para melhorar o rendimento do circuito. Utili-za-se, para isso, um trocador térmico dito interno, devido ao fato de nãobuscar troca com o ar externo ao veículo, nem com o ar da cabine.
De maneira conhecida, um trocador térmico é de tipo metálico eé conectado aos condutos correspondentes do circuito de climatização quecompreendem, em particular, linhas flexíveis, via conectores montados emcada uma das extremidades do trocador, o qual pode ser, por exemplo, detipo com placa, sendo constituído de um empilhamento de tubulações chatase realizando a troca térmica tanto por convecção com o ar externo ao troca-dor quanto por condução, ou bem de tipo com multitubulações que em suaversão a mais simples é de tipo tubular coaxial à contracorrente, realizandoentão a troca térmica sem a convecção pré-citada.
Neste caso, ao trocador coaxial define geralmente pelo menosum canal radialmente interno delimitado por uma luva e destinado a veicularo fluido oriundo da parte de alta pressão do circuito e pelo menos um canalradialmente externo compreendido entre a luva e o envoltório do trocador edestinado a veicular o fluido oriundo da parte de baixa pressão do circuito, areferida luva sendo usualmente provida de alhetas longitudinais repartidassobre sua circunferência.
É conhecida a utilização de dois conectores fêmeas pela extre-midade referida dao trocador coaxial, que se solda de maneira axialmenteseparada, ao mesmo tempo, sobre a luva e sobre o envoltório via três linhasde soldagem, de modo que esses conectores definam respectivamente con-dutos de passagem para o fluido que se comunica de maneira estanque comesses canais interno e externo. Pode-se, por exemplo, citar o documentoW0-A-2007/013439 para a descrição desses conectores.
Um inconveniente maior desses trocadores internos coaxiaisequipados com conectores fêmeas reside na proximidade mútua das linhasde soldagem ou junta de brasagem geradas que, notadamente para junta debrasagens sucessivas, geral riscos de refusão da junta de brasagem anteri-or, e também na necessidade de realizar essas soldagens ou juntas de bra-sagens em cego com riscos de não-estanqueidade na junção e/ou de pene-tração da junta de brasagem no canal interno ou externo correspondente,podendo acarretar, da referida forma, perdas de carga, uma poluição atémesmo uma obturação desses canais.
É também conhecida a utilização de um único conector na ex-tremidade de conexão de trocador coaxial, como, por exemplo, descrito nodocumento EP-A-1 762 806, na qual o conector é ligado ao envoltório exter-no e à luva interna por junta de brasagem através de uma conexão interme-diária, e no documento EP-A-1 128 120 (figuras 10 e seguintes) no qual oconector é brasado diretamente sobre o envoltório e sobre a luva do trocadorvia dois cordões de junta de brasagem.
Um inconveniente maior dos trocadores internos coaxiais apre-sentados nestes dois últimos documentos é que sua conexão a um conectorfêmea requer pelo menos duas operações de junta de brasagem a realizarao mesmo tempo e das quais pelo menos uma, relativa à junção a operarentre o conector e a luva interna, ou é necessariamente "em cego" ou é emcondições difíceis devido à sua localização no interior do conector. Resultamdaí riscos não-desprezíveis de não conformidade da conectibilidade e, por-tanto, de escapamento do fluido transferido. Além disso, essas junta de bra-sagens implicam um custo de fabricação e uma taxa de abandono relativa-mente elevada para a conexão obtida.
Uma finalidade da presente invenção é de propor um trocadortérmico interno de tipo tubular coaxial, em particular, para um circuito de cli-matização de veículo automóvel, comportando duas partes respectivamentede alta e baixa pressão percorridas por um fluido refrigerante, que previne osinconvenientes pré-citados, ao trocador definindo pelo menos um canal radi-almente interno para o fluido oriundo da parte de baixa pressão e, para a-quele oriundo da parte de alta pressão, pelo menos um canal radialmenteexterno formado entre uma luva tubular que envolve o(s) canal(is) interno(s)e um envoltório tubular que envolve o(s) canal(is) externo(s), a luva prolon-gando-se axialmente além da extremidade do envoltório por uma zona deultrapassagem de comprimento axial L, pelo menos uma das duas extremi-dades do trocador sendo equipada com um conector metálico fêmea que éligado de maneira estanque sobre e em torno do envoltório e da luva e queforma dois condutos de passagem do fluido que se comunica respectiva-mente com o ou cada canal interno e com o ou cada canal externo.
Para isso, um trocador, de acordo com a invenção, é tal que oconector é ligado ao envoltório por uma linha circunferencial de soldagem,por exemplo, com arco localizada no exterior do conector e do envoltório, naluva por pelo menos uma gaxeta anular de estanqueidade que é montadasobre a referida zona de ultrapassagem sendo coaxial à linha de soldagem eque se apóia de maneira estanque sob uma superfície axial interna do co-nector, a gaxeta ou aquela das gaxetas - ou gaxeta proximal - que é a maispróxima da referida linha de soldagem sendo separada de uma distânciaaxial D, de preferência, pelo menos igual a 1 cm, de modo a não ser alteradapela soldagem.
Pela expressão "linha circunferência e de soldagem" estende-sede maneira geral na presente descrição uma zona anular de soldagem deespessura axial variável e podendo ser contínua ou não, por exemplo, umazona de tipo "multilinhas", tal como uma linha duplicada.Quanto ao material utilizável para realizar ao trocador, pode, porexemplo, se tratar, no caso em que o fluido refrigerante utilizado é o dióxidode carbono, o R134a ou equivalente, de um material metálico em uma ligabase de alumínio ou em aço ou bem, no caso da utilização de um outro flui-do refrigerante, de um material plástico apropriado.
Notar-se-á que a liga, de acordo com a invenção, que pode van-tajosamente comportar somente duas linhas de junção estanque de conectorde alta e baixa pressão/trocador respectivamente formados, por um lado, dagaxeta de estanqueidade interna ao conector que separa, de maneira estan-que os fluidos de alta e baixa pressão,e, por outro lado, das linhas de solda-gem externa que separam esses fluidos da atmosfera externa, é assim fabri-cado em uma única operação de soldagem, o que representa um custo deconexão e uma taxa de abandono mais reduzidos do que na técnica anteriorna qual duas até mesmo três operações de soldagem/junta de brasagemeram requeridas.
Notar-se-á também que na referida conexão, de acordo com ainvenção, o interior do conector é desprovido de qualquer junção permanen-te com a luva fabricada por fornecimento de calor, tal como uma soldagemou junta de brasagem, devido ao fato de que a única soldagem realizada éno exterior do conector. Resulta que a precisão da soldagem pelo operadoré aumentada, o que minimiza os riscos de não-conformidade da soldagem e,portanto, de escapamento do fluido refrigerante. A linha de soldagem da co-nexão, segundo a invenção, pode vantajosamente juntar uma borda radialexterna do conector à face externa axial do envoltório.
Notar-se-á, além disso, que a utilização preferencial, segundo ainvenção, de uma soldagem com arco (isto é, utilizada por fusão, o calorsendo produzido por pelo menos um arco elétrico saltando seja entre um ouvários eletrodo(s) e as peças a soldar, seja entre eletrodos), de preferênciauma soldagem MIG (para "Metal Inert Gas" em inglês, realizada sob prote-ção de gás inerte com um eletrodo-fio fusível que contribui para guarnecer asoldagem) ou TIG(para "Tungsten Inert Gas" em inglês, também sob atmos-fera interna, mas com um eletrodo de tungstênio), permite minimizar a pro-pagação do calor assim fornecido no conector. Com efeito, a referida solda-gem com arco pode ser vantajosamente realizada a uma temperatura relati-vamente reduzida (inferior a 650 °C) e com um ciclo de soldagem muito bre-ve (inferior a 10 segundos), o que autoriza o posicionamento prévio de umagaxeta de estanqueidade, tal como uma junta tórica de elastômero, nas pro-ximidades do local escolhido para a referida soldagem.
Vantajosamente, a referida distância axial D entre a referida li-nha de soldagem e a gaxeta proximal pode estar compreendida entre 1,5 cme 5 cm, sendo de preferência superior ao comprimento L da referida zona deultrapassagem.
De acordo com uma outra característica da invenção, a referidaou cada gaxeta de estanqueidade pode ser alojada em uma calha da referi-da luva sendo aí comprimida por a referida superfície axial interna do conec-tor. De preferência, uma única gaxeta de estanqueidade é interposta radial-mente entre a superfície interna do conector e a referida calha, que é forma-da na referida extremidade da luva.
Vantajosamente, a superfície interna do conecto pode compre-ender uma primeira parte axial montada em contato com o envoltório e umasegunda parte axial montada no contato com a referida zona de ultrapassa-gem da luva, o referido conduto do conector que se comunica com o ou cadacanal externo, desembocando, de preferência, de maneira oblíqua à extre-midade do envoltório, enquanto que o outro conduto pode prolongar coaxi-almente a luva.
Notar-se-á que o trocador, de acordo com a presente invenção,pode ser provido sobre sua circunferência de alhetas longitudinais que seestendem radialmente ao interior do envoltório e axial em recuo da extremi-dade desta, de modo que o espaço do canal externo axialmente compreen-dido entre essas alhetas, e a extremidade de envoltório forma, em conexãocom o referido conduto de alta pressão, uma câmara anular coletora doescoamento do fluido. Para a escolha da forma e da disposição dessas alhe-tas, poder-se-á, por exemplo, se reportar aos documentos US-A- 2 551 710e US-B1-6 434 972, a título não-limitativo.Um circuito de climatização para veículo automóvel, segundo ainvenção, comporta um trocador térmico, tal como definido acima.
De maneira geral, notar-se-á que o circuito de climatização, deacordo com a invenção, pode funcionar nas faixas usuais de temperatura ede pressão relativas ao fluido refrigerante utilizado, isto é, por exemplo, apressões que vão de vários milhares de kilo pascais (várias dezenas de bar)a aproximadamente 15 Mpa (150 bárs) para o dióxido de carbono ou R134a.
Um processo de conexão estanque, de acordo com a invenção,de um conector metálico fêmea a pelo menos uma das duas extremidadesde um trocador térmico, de acordo com a invenção, tal como descrito acima,o referido conector formando dois condutos de passagem do fluido que secomunicam respectivamente com o ou cada canal interno e com o ou cadacanal externo do trocador, compreende as seguintes etapas sucessivas:
a) se coloca pelo menos uma gaxeta anular de estanqueidadeem torno da referida zona de ultrapassagem da luva;
b) se monta o conector em torno da referida extremidade do tro-cador, de maneira que esteja em contato, por um lado, com uma zona deextremidade da face radialmente externa do envoltório e,por outro lado, coma ou cada gaxeta e uma parte da referida zona de ultrapassagem adjacente,depois
c) se solda, de preferência com arco e a uma temperatura inferi-or a 650 0C e durante um tempo de ciclo inferior a 10 segundos, o conectorassim montado sobre a referida zona de extremidade do envoltório, em umalinha circunferencial de soldagem que une a superfície externa do conector areferida zona do envoltório e que é suficientemente afastada da referida ga-xeta ou gaxeta proximal, de preferência de uma distância axial D, pelo me-nos igual a 1 cm, para evitar sua alteração por a referida soldagem.
Conforme indicado anteriormente, realiza-se a referida solda-gem exclusivamente sobre o contorno externo do conector e do trocador,juntanto-se por exemplo uma borda radial externo do conector com a faceexterna axial do envoltório.Vantajosamente, utiliza-se uma soldagem MIG ou TIG na etapac), a temperatura de soldagem sendo, de preferência, compreendida entre600 e 640°C.
Notar-se-á que a soldagem ao arco utilizável na invenção auto-riza um ciclo de soldadura mais breve que outros modos de junção por for-necimento térmico, tais como a junta de brasagem, e que a referida solda-gem externa ao arco permite, além disso, melhorar a confiabilidade da jun-ção conector/trocador, minimizar a propagação de calor na massa do conec-tor e, portanto, para a ou cada gaxeta de estanqueidade, em combinaçãocom a escolha de um conector que apresenta uma inércia térmica elevada.Para isso, o conector é vantajosamente à base de um metal ou liga metálicade capacidade calorífica elevada, tal como um material à base de alumínio.
Outras características, vantagens e detalhes da presente inven-ção sobressairão com a leitura da descrição seguinte de um exemplo de rea-lização da invenção, dados a título ilustrativo e não-limitativo, a descriçãosendo realizada com referência aos desenhos anexados, dentre os quais:
- a figura 1 representa uma vista esquemática de um "laço" declimatização para veículo automóvel incorporando um trocador térmico inter-no, de acordo com a invenção;
- a figura 2 representa uma vista esquemática parcial, em cortelongitudinal e em parte em perspectiva, de um trocador térmico interno equi-pado, de acordo com a invenção, com um conector fêmea em uma de suasextremidades, e
- a figura 3 representa uma vista esquemática parcial em cortelongitudinal de um trocador térmico interno equipado, de acordo com a in-venção, de um conector fêmea, segundo uma variante da figura 2.
O circuito de climatização 1 ilustrado na figura 1 é de maneiraconhecida um circuito fechado ou "circuito" que compreende, além de umtrocador térmico interno E, vários elementos repartidos no interior do com-partimento motor do veículo, notadamente um compressor 2, um resfriadorou condensador 3 e um evaporador 4, e no qual circula um fluido refrigerantesob pressão, tal como o dióxido de carbono ou R134a, a título não-limitativo.Todos esses elementos são ligados entre si por linhas rígidas ou flexíveisconstituídos por partes tubulares rígidas e/ou flexíveis, que apresentam emcada uma de suas extremidades meios de conexão estanques.
Mais precisamente, o circuito 1 comporta:
- uma linha baixa pressão BP destinada a veicular o fluido refri-gerante (tal como o CO2 no estado gasoso, R134a ou equivalente) entre oevaporador 4 e o compressor 2, através do trocador E através de uma en-trada eep de fluido de baixa pressão a aquecer (por exemplo, de 30 a 40 0Cpara o CO2) e uma saída SBP do referido fluido assim aquecido; e
- uma linha alta pressão HP destinada a veicular o referidomesmo fluido (no estado supercrítico para CO2) a jusante do compressor 2 edo mafriador 3 através de uma entrada eHp de fluido a alta pressão a ser res-friado (por exemplo de 13 a 16°C para o CO2) e uma saída sHp do referidofluido assim resfriado, uma válvula de expansão 5 sendo ajustada a jusanteda referida saída SHP e a montante do evaporador 4.
O trocador E1 E' segundo os exemplos de realização da inven-ção ilustrados nas figuras 2 e 3 é de tipo coaxial à contracorrente, e é desti-nado a resfriar o fluido oriundo da linha HP por condução ao contato domesmo fluido oriundo da linha BP que é aquecido em troca. Para isso, a re-ferida troca R1 E' é nesse exemplo constituída de uma luva radialmente in-terna metálica 10, 110 que delimita em seu espaço interno um canal interno11, 111 para o fluido oriundo da linha BP e que é inserido axialmente no inte-rior de um envoltório radialmente externo 20, 120 também metálico delimi-tando com a luva 10, 110 um canal externo 21, 121 de seção transversalanular para o fluido oriundo da linha HP. A referida luva 10, 110 se prolongaaxialmente além da extremidade do envoltório 20, 120 por uma zona de ul-trapassagem 13, 113 de comprimento axial L que termina por uma calha cir-cunferencial 14, 114, na qual é inserida uma gaxeta de estanqueidade deelastômero 15, 115 e cujo rebordo externo forma a extremidade sensivel-mente radial do envoltório 20, 120.
Além disso, a luva 10, 110 é provida sobre sua circunferência deuma pluralidade de alhetas longitudinais 12 (visíveis na figura 2 em perspec-tiva, e em corte somente para alhetas 12, a mais inferior) que se estendemradialmente no interior do envoltório 20, 120 e terminam axialmente em re-cuo da extremidade deste, de tal modo que o espaço do canal externo 21,121 axialmente compreendido entre a alhetas 12 e a referida extremidade doenvoltório 20, 120, forma uma câmara anular coletora do escoamento dofluido refrigerante.
Em pelo menos uma das extremidades E1, ΕΊ do trocador E, E'que é ilustrada na figura 2 é ligado um conector fêmea 30, 130 que definedois condutos de passagem 31, 131 e 32, 132 para o fluido refrigerante quese comunica de maneira estanque com o canal interno 11, 111 e o canalexterno 21, 121, respectivamente (o referido conduto 32, 132 apresenta umtrecho oblíquo 32a, 132a que desemboca sobre o canal externo 21, 121 eque se prolonga por um trecho axial 32b, 132b desembocando fora do co-nector 30, 130).
O conector 30, 130, segundo esses exemplos da invenção, éligado ao envoltório por duas linhas de estanqueidade formadas:
- da gaxeta de estanqueidade 15, 115, previamente posicionadana calha 14, 114 da luva 10, 110, depois comprimida radialmente por umaparte axial 34, 134 da superfície interna do conector 30, 130, de modo a seapoiar de maneira estanque sobre este; e
- de uma única linha circunferencial de soldagem, por exemplo,com arco 40, 140 que é integralmente localizada no exterior do conector 30,130 e do envoltório 20, 120 pelo fato de ela unir uma borda radial externa 33,133 do conector 30, 130 e face externa axial do envoltório 20, 120, a referidalinha de soldagem 40, 140 sendo coaxial à gaxeta 15, 115, mas sendo sepa-rada desta de uma distância axial D escolhida suficiente para que a gaxeta15, 115 não seja alterada pela soldagem adjacente.
Vê-se, além disso, nessas figuras 2 e 3 que o conector 30, 130é montado em contato com a face radialmente externa do envoltório 20, 120por uma outra parte axial 35, 135 de sua superfície interna que forma umângulo reto com a borda externa 33, 133 de soldagem do conector 30, 130.Realiza-se, de preferência, a referida soldagem com arco pelatécnica MIG, sendo claro que a soldagem TIG é também utilizável. Obtém-seassim uma soldagem 15, 115, confiável (a linha obtida pode, por exemplo,se estender por uma largura axial compreendida entre 6 mm e 8 mm), sendorealizada a uma temperatura suficientemente baixa (vantajosamente da or-dem de 620 °C) e durante um tempo de ciclo suficientemente breve (inferiora 10 segundos) para não deteriorar o material elastômero da gaxeta 15, 115.Essas condições de temperatura e de tempo de ciclo reduzidos para solda-gem com arco utilizada, combinadas à utilização de um conector 30, 130,apresentando uma inércia térmica ou capacidade calorífica elevada (à basede um material metálico de condutividade térmica elevada, tal como o alumí-nio, por exemplo) permitem realizar a referida soldagem nas proximidadesimediatas da gaxeta 15, 115, preservando suas propriedades de resiliênciae, portanto, de estanqueidade. A referida proximidade, medida pela distânciaD pré-citada, pode ser igual ou superior a 1 cm e está, de preferência, com-preendida entre 1,5 cm e 5 cm, sendo, por exemplo, de 2 cm aproximada-mente.
Claims (13)
1. Trocador térmico interno (E, E') de tipo tubular coaxialmenteem particular para circuito de climatização de veículo automóvel(l), compor-tando duas partes respectivamente de alta pressão (HP) e baixa pres-são(BP) percorridas por um fluido refrigerante, o trocador definindo pelo me-nos um canal radialmente interno (11, 111) para o fluido oriundo da parte debaixa pressão e, para o fluido oriundo da parte de alta pressão, pelo menosum canal radialmente externo (21, 121) que é formado entre uma luva tubu-lar (10, 110) envolvendo o(s) canal(is) interno (s) e um envoltório tubular (20,120) que envolve o(s) canal(is) externo(s), a luva prolongando-se axialmentealém da extremidade do envoltório por uma zona de ultrapassagem (13, 113)de comprimento axial L, pelo menos uma das duas extremidades (E1, ΕΊ)do trocador sendo equipada com um conector metálico fêmea (30, 130) queé ligado de maneira estanque sobre e em torno do envoltório e da luva e queforma dois condutos de passagem do fluido (31, 131 e 32, 132) que se co-munica respectivamente com o ou cada canal interno e com o ou cada canalexterno, caracterizado pelo fato de que o conector é acoplado:- ao envoltório por uma linha circunferencial de soldagem, porexemplo, com arco (40, 140) localizada no exterior do conector e do envoltó-rio, e- e à luva por pelo menos uma gaxeta anular de estanqueidade(15, 115) que é montada sobre a referida zona de ultrapassagem sendo co-axial à linha de soldagem e que se apóia de maneira estanque sob uma su-perfície axial interna (34, 134) do conector,- à gaxeta ou àquela dentre as gaxetas que é a mais próxima dareferida linha de soldagem sendo separada de uma distância axial D, depreferência, pelo menos igual a 1 cm, de modo a não ser alterada pelasoldagem.
2. Trocador térmico interno (E, E'), de acordo com a reivindica-ção 1, caracterizado pelo fato de que a referida linha de soldagem (40, 140)une uma borda radial extrena (33, 133) do conector (30, 130) à face externaaxial do envoltório (20, 120).
3. Trocador térmico interno (Ε, E'), de acordo com a reivindica-ção 2, caracterizado pelo fato de que o interior do conector (30, 130) édesprovido de qualquer junção permanente com a referida luva (10,110)realizada por fornecimento de calor.
4. Trocador térmico interno (E, E'), de acordo com a reivindica-ção 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que a referida distância D é compre-endida entre 1,5 cm e 5 cm sendo, de preferência, superior a o referidocomprimento L da zona de ultrapassagem (13, 113).
5. Trocador térmico interno (E, E'), de acordo com qualquer umadas reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que a referida linha desoldagem (40), 140) é obtida por uma soldagem com arco a uma temperatu-ra inferior a 650 0C e durante um tempo de ciclo inferior a 10 segundos.
6. Trocador térmico interno (E, E'), de acordo com a reivindica-ção 5, caracterizado pelo fato de que a referida linha de soldagem (40, 140)é obtida por uma soldagem MIG ou TIG1 de modo a minimizar a propagaçãodo calor fornecido no conector (30, 130), a qual é, de preferência, à base deum metal ou liga metálica de inércia térmica elevada, tal como o alumínio.
7. Trocador térmico interno (E, E'), de acordo com qualquer umadas reivindicações 1 a 6, caracterizado pelo fato de que a referida ou cadagaxeta de estanqueidade (15, 115), tal como uma junta tórica de elastômero,é alojada em uma calha (14, 114) da referida luva (10, 110) sendo aí com-primida pela referida superfície axial interna (34, 134) do conector (30, 130).
8. Trocador térmico interno (E, E'), de acordo com a reivindica-ção 7, caracterizado pelo fato de quer é interposta uma única gaxeta deestanqueidade (15, 115) radialmente entre a referida superfície interna (34,-134), do conector (30,130) e a referida calha (14, 114), a qual é formada nareferida extremidade da referida luva (10, 110).
9. Trocador térmico interno (E, E'), de acordo com qualquer umadas reivindicações 1 a 8, caracterizado pelo fato de que a referida superfícieinterna do conector compreende uma primeira parte axial (35, 135) montadaem contato com o envoltório (20, 120) e uma segunda parte axial (34, 13)montada em contato com a referida zona de ultrapassagem (13, 113) da luva(10, 110), sendo que o conduto (32, 132) do conector (30, 130) que se co-munica com o ou cada canal externo (21, 121) desemboca de maneira oblí-qua à extremidade do envoltório, enquanto que o outro conduto (31, 131)prolonga coaxialmente a luva.
10. Circuito de climatização (1), para veículo automóvel, carac-terizado pelo fato de que comporta um trocador térmico interno (E, E'), comodefinido em qualquer uma das reivindicações precedentes.
11. Processo de conexão estanque de um conector metálicofêmea (30,130) a pelo menos uma das duas extremidades (E1, ΕΊ) de umtrocador térmico interno (E, E') de tipo tubular coaxial, em particular, para umcircuito de climatização (1) de veículo a motor, comportando duas partesrespectivamente de alta pressão (HP) e baixa pressão (BP) percorridas porum fluido refrigerante, o trocador definindo pelo menos um canal radialmenteinterno (11, 111) para o fluido oriundo da parte de baixa pressão e, para ofluido oriundo da parte de alta pressão, pelo menos um canal radialmenteexterno (21, 121) que é formado entre uma luva tubular (10, 110) que envol-ve o(s) canal(is) interno(s) e um envoltório tubular (20, 120) que envolve o(s)canal(is) externo(s), a luva prolongando-se axialmente além da extremidadedo envoltório por uma zona de ultrapassagem (13, 113) de comprimento axi-al L, o conector formando dois condutos de passagem do fluido (31, 131 e- 32, 132) que se comunica respectivamente com o ou cada canal interno ecom o ou cada canal externo, caracterizado pelo fato de compreender asseguintes etapas sucessivas:a) se coloca pelo menos uma gaxeta anular de estanqueidade(15, 115) em torno da referida zona de ultrapassagem da luva;b) se monta o conector em torno da referida extremidade do tro-cador, de maneira que esteja em contato, por um lado, com uma zona deextremidade da face radialmente externa do envoltório e, por outro lado, coma ou cada gaxeta e uma parte da referida zona de ultrapassagem adjacente,depoisc) se solda, de preferência com arco e a uma temperatura inferi-or a 650 °C e durante um tempo de ciclo inferior a 10 segundos, o conectorassim montado sobre a referida zona de extremidade do envoltório, em umalinha circunferencial de soldagem que une a superfície externa do conector areferida zona do envoltório e que é suficientemente afastada da referida ga-xeta ou gaxeta proximal, de preferência de uma distância axial D pelo menosigual a 1 cm, para evitar sua alteração por a referida soldagem.
12. Processo de conexão estanque, de acordo com a reivindica-ção 11, caracterizado pelo fato de que se realiza a soldagem na etapa c)exclusivamente sobre o contorno externo do conector (30, 130) e do trocador(E, E') unindo uma borda radial externa (33, 133) do conector à face externaaxial do envoltório (20, 120).
13. Processo de conexão estanque, de acordo com a reivindica-ção 12, caracterizado pelo fato de que utiliza uma soldagem MIG ou TIG naetapa c), a temperatura de soldagem estando, de preferência, compreendidaentre 600°C e 640°C.
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