BRPI0908663A2 - aparato e método de montagem para linhas de transmissão de energia elétrica - Google Patents

aparato e método de montagem para linhas de transmissão de energia elétrica Download PDF

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José Carlos Pereira
Lauro Cesar Nicolazzi
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aparato e método de montagem para linhas de transmissão de energia elétrica. a presente invenção consiste de uma estrutura modular do tipo torre de coluna única, empregada em situações de emergência para a substituição temporária das torress permanentes de linhas de transmissão de energia elétrica em caso de queda, danos ou manutenção de forma a manter a operação e a confiabilidade operacional do sistema elétrico. essa estrutura, denominada de torre de emergência, é constituída de uma base articulada fixada ao solo por piquetes, de módulos acoplados entre si, que formam a torre propriamente dita, de uma pntina para a sustentação do cabo para-raios, de mísulas para a sustentação dos cabos condutores, de cabos de sustentação para garantir a estabilidade da torre, de cavaletes para o acoplamento das mísulas e dos cabos de sustentação na torre.

Description

“APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” A energia elétrica é geralmente produzida em usinas geradoras, distantes dos grandes centros consumidores, e é transmitida por meio de linhas de transmissão que atravessam grandes extensões de terra com topografia das mais variadas. A interrupção do fornecimento de energia elétrica em razão da queda das torres permanentes, devido a vendavais, deslizamentos de rochas e terra, erosão da fundação, corrosão da torre ou devido ao vandalismo ou necessidades de manutenção, pode incorrer em sérios prejuízos econômicos e sociais para a população, para as indústrias e para as concessionárias, empresas responsáveis pela manutenção das linhas de transmissão de energia elétrica. O restabelecimento do sistema elétrico no mais curto prazo possível é a meta principal a ser atingida pelas equipes de manutenção nos serviços de recuperação das linhas de transmissão. Esse restabelecimento é feito por meio de uma estrutura, denominada de torre de emergência, a qual é usada para a substituição temporária das torres permanentes em casos de emergência. A utilização dessas torres para o restabelecimento imediato da linha após essas ocorrências é a primeira providência a ser tomada. Por vezes, a topografia do terreno apresenta grandes dificuldades à equipe de montagem da torre de emergência, como local de difícil acesso, terreno em declive acentuado, terreno alagadiço; o que inviabiliza a montagem das torres de emergência com rapidez. A permanência de uma torre de emergência é, dessa maneira, para um breve período de tempo, até que uma nova torre permanente seja instalada novamente no local da anterior.
Para atender a essas peculiaridades de urgência em linhas de transmissão, a torre de emergência é uma estrutura que deve ser projetada para resistir à cargas quando da mesma em diferentes situações de operação, porém ser leve, portátil, de fácil montagem, necessitar de poucos homens para a sua montagem, e ser de custo inferior às torres permanentes.
Refere-se, portanto, a presente invenção a uma torre de emergência com base articulada para transmissão de energia elétrica, com seus componentes e método de montagem, usada para a substituição temporária das torres permanentes em caso de queda, de forma a restabelecer as linhas de transmissão do sistema elétrico em um curto espaço de tempo.
As classificações internacionais de patentes que relatam esse tipo de invenção são E04H 12/00; E04H 12/10; E04H 12/22; E04H 12/34; E02G 7/05; E02G 7/20.
De acordo com o relato acima, as linhas de transmissão devem ser projetadas para atravessar grandes extensões de forma a atender a demanda por energia elétrica das cidades e do setor industrial do país. Nesse contexto, os países industrializados e com grande extensão territorial, como os Estados Unidos e o Canadá, foram os primeiros a desenvolver torres de emergência. A primeira torre de emergência desenvolvida e patenteada nos Estados Unidos que se tem notícia possui número US4769959 e é da década de 80. Trata-se de uma estrutura modular, com material de baixa densidade, de coluna única de seção transversal retangular, estaiada e rotulada na sua base.
Também na década de 80, registrou-se uma torre de emergência de coluna única, de patente número US4615154 com a extremidade superior na forma de “Y” e a base sendo fixa em uma fundação de concreto. A fixação da base em fundação de concreto limita essa torre quanto ao giro e não dá a possibilidade de ser montada no solo.
Na década de 90, há registros de patentes nos Estados Unidos de torres de emergência desenvolvidas em material composto pultrudado, como a de número US5247774, com o objetivo de reduzir o peso dos seus elementos estruturais. Porém não é sabido que essas torres estejam sendo empregadas comercialmente.
No Canadá, desenvolveu-se uma torre de emergência, de patente número US7464513, também com o conceito de modularidade, cujos módulos não são confeccionados com perfis estruturais comercializados como a patente número US4769959, mas com chapas de material também de baixa densidade cortadas e soldadas. Da mesma forma que a torre de patente número US4769959, essa torre de emergência é também de coluna única de seção transversal retangular, estaiada e rotulada na sua base. O emprego de uma base rotulada em algumas torres de emergência citadas até aqui, tem como objetivo, o auxílio no momento do içamento da torre, já que elas podem ser montadas na posição horizontal, ou niveladas com o solo, e em seguida, serem colocadas na posição vertical. Em nenhuma dessas torres, tem-se detalhes da base rotulada com relação aos seus graus de liberdade, que representam os eixos em torno dos quais a torre pode girar. Os três graus de liberdade da base articulada proposta facilitam a sua montagem, permitindo que a torre seja montada parcialmente ou totalmente no solo, principalmente em terrenos com declive acentuado.
Quanto ao procedimento de montagem, todas podem ser montadas totalmente na horizontal, e em seguida posicionadas na vertical, fazendo uso de um dispositivo auxiliar denominado de pau-de-carga fixo, ou ser parcialmente montadas na horizontal, içadas com o auxílio de um pau-de-carga fixo, sendo os módulos superiores içados por um outro dispositivo auxiliar denominado de pau-de-carga móvel ou ginpole. A escolha por um desses dois procedimentos de montagem depende das condições do terreno, como declividade, espaço, acesso, etc. O pau-de-carga móvel, é uma peculiaridade de cada empresa, podendo o mesmo ser deslizante, junto a coluna única, ou basculante. Em todos os dois procedimentos de montagem da torre, o pau-de-caga móvel é fixado no último módulo montado, sendo o módulo seguinte içado pelos montadores e montado acima desse último. Esse procedimento de montagem segue até que o último módulo seja içado e montado.
Tendo em vista que as torres de emergência devem atender aos requisitos de resistência, e concomitantemente, atender aos fatores de segurança, a American National Standards Institut - ANSI em conjunto com o The Institut of Eléctrica! and Electronics Engineers - IEEE, desenvolveu um guia publicado em janeiro de 1989, denominado Guide for Design and Testing of Transmission Modular Restoration Structure Components. A criação desse guia teve como objetivos, propor recomendações quanto às especificações de projeto e ensaios mecânicos em componentes de estruturas de emergência para linhas de transmissão. Dentre as recomendações de projeto propostas pelo IEEE, estão recomendações técnicas, quanto ao material usado e forma geométrica dos elementos estruturais e sua fabricação, como também recomendações quanto aos ensaios mecânicos que devem ser realizados em seus componentes. A torre de emergência para linhas de transmissão de energia elétrica, objeto dessa invenção, foi desenvolvida apoiada nas recomendações do guia do IEEE, porém com aspectos inovadores que serão relatados em seguida. A presente torre de emergência se trata de uma estrutura que deve resistir à cargas quando da mesma em operação, porém ser leve, portátil, de fácil montagem e necessitar de um pequeno número de homens para a montagem. Essa torre foi desenvolvida para resistir às cargas geradas em função da sua aplicação, conforme especificações de projeto como: número máximo de condutores por fase; altura máxima da torre; vão máximo entre torres; velocidade básica máxima do vento e tensão máxima de operação, entre outras.
Com o intuito de atingir as especificações de projeto como leveza, portabilidade e facilidade na montagem, essa torre de emergência foi desenvolvida empregando o conceito de modularidade, além do uso de uma liga metálica de baixa densidade para a fabricação de seus componentes. Um outro conceito usado nesse projeto foi o emprego de uma base articulada para auxiliar na montagem da torre, sendo possível a mesma ser montada totalmente ou parcialmente no solo, para em seguida ser colocada na vertical por meio de equipamentos auxiliares.
As figuras fornecidas em anexo, apresentam diferentes vistas da torre de emergência e são denominadas da seguinte forma: A FIGURA 1 representa uma vista isométrica da porção inferior da torre de emergência. A FIGURA 2 representa uma vista isométrica da porção superior da torre de emergência. A FIGURA 3 representa vista lateral da porção superior da torre de emergência. A FIGURA 4 representa vista lateral da porção inferior da torre de emergência. A FIGURA 5 representa a base articulada com seus sub- componentes. A FIGURA 6 representa uma vista explodida da base articulada. A FIGURA 7 representa um detalhe do cilindro de sustentação da base articulada. A FIGURA 8 representa um módulo da torre de emergência. A FIGURA 9 representa um vista isométrica da pontina. A FIGURA 10 representa vista isométrica da mísula. A FIGURA 11 representa um vista isométrica do cavalete montado na torre de emergência. A FIGURA 12 representa uma vista da montagem no solo da torre de emergência. A FIGURA 13 representa uma vista da instalação do pau-de-carga fixo com da torre de emergência ainda no solo. .A FIGURA 14 representa uma vista do pau-de-carga fixo içando a torre de emergência. A FIGURA 15 representa uma da torre de emergência parcialmente montada na posição vertical. A FIGURA 16 representa uma vista do pau-de-carga móvel ou ginpole em procedimento de içamento de um módulo. A FIGURA 17 representa um detalhe do pau-de-carga móvei em procedimento de içamento de uma carga. A FIGURA 18 representa o pau-de-carga móvel sendo basculado para a extremidade superior do módulo recém içado. A presente torre de emergência é composta basicamente por uma base articulada (1), por módulos (2), que quando acoplados entre si formam a torre propriamente dita, por uma pontina (3), por cavaletes (5), por cabos de sustentação (7), também chamados de estaiamento, e, dependendo da posição da torre com relação à linha de transmissão, por três mísulas (4). A torre de emergência pode ser montada em duas configurações distintas: como torre de suspensão, se ela for instalada numa posição intermediária na linha de transmissão: ou como torre de ancoragem, se ela for instalada numa posição extrema como mudança de direção da linha ou em final de linha. Na primeira configuração, os cabos condutores (8), são fixos nos isoladores (10), os quais estão fixos na extremidade livre dos braços de sustentação denominados de mísulas (4). As mísulas, por sua vez, estão acopladas na torre por meio dos cavaletes (5), podendo estas estarem todas de um mesmo lado, numa situação crítica de carregamento, como também estarem uma de um lado e duas de outro, perfazendo um total de três fases. Na segunda configuração, os cabos condutores (8), são fixos nos isoladores (10), que por sua vez estão acoplados diretamente nos cavaletes (5) da torre. A disposição do estaiamento (7), cabos de sustentação da torre, dependerá da configuração da mesma. A base articulada (1) é composta de três sub-componentes: placa inferior (11), cilindro de sustentação (12) e placa superior (13), de forma que sejam possíveis de serem transportados por poucos homens (ver FIGs. 5 e 6). O cilindro de sustentação (12), por sua vez, é um sub-componente da base articulada, composto de um eixo (16) acoplado à um Ball-Joint, fixo na parte superior do cilindro de sustentação (12). O eixo tem a função de permitir o giro em torno de si (grau de liberdade de rotação em torno do eixo X) da placa superior da base articulada (13), sobre a qual será montada a torre propriamente dita, assim como permitir o engate do pau-de-carga fixo (14), dispositivo usado para auxiliar no içamento da torre. O Ball-Joint, por sua vez, é uma junta mecânica que permite um segundo giro em torno de um eixo cartesiano Z ortogonal ao eixo X supracitado (ver FIG. 7). O acoplamento da placa superior da base articulada (13) sobre a parte superior do cilindro de sustentação (12) pode ser feito de tal forma que haja um giro relativo entre as duas partes, sendo este giro em torno de um terceiro eixo Y ortogonal aos eixos XeZ. A concepção das placas inferior (11) e superior (13) foi feita de forma que tenham uma alta rigidez de flexão e baixa densidade. Esses três graus de liberdade da base articulada (1) permitem que a torre seja montada parcialmente ou totalmente no solo, numa posição mais conveniente segundo a declividade do terreno, e depois, colocada na posição vertical, assim como permitem que a torre gire de forma a ficar alinhada com a linha de transmissão (ver FIGs. 5 e 7). O módulo (2) é uma estrutura de seção transversal quadrangular, formado por quatro montantes (18) de perfil estrutural, por cinco contraventamentos (19) de perfil estrutural em cada face do módulo, por quatro cantoneiras (17) unidas ortogonalmente entre si em cada uma das extremidades, e por uma chapa plana com um furo central (21) unida em cada uma das extremidades. O projeto dos módulos da presente torre foi realizado seguindo as recomendações do guia proposto pelo IEEE. No entanto, o projeto destes módulos foi aperfeiçoado, uma vez que a seção transversal e o número de contraventamentos foram reduzidos. Com relação ao módulo proposto pelo IEEE, pode-se observar que as extremidades do presente módulo, local de acoplamento com outros módulos, assim como do cavalete, é nitidamente diferente e menos rígido. O desempenho mecânico desse módulo projetado foi avaliado em laboratório, seguindo também as recomendações do IEEE, quanto aos tipos de ensaios a serem realizados e às cargas a serem aplicadas. Em alguns desses ensaios, o desempenho do presente módulo foi superior ao módulo da torre desenvolvida pela empresa Acier Profile S.B.B. Inc., quando foi possível fazer esta comparação (ver FIG. 8). A pontina (3) é uma estrutura formada por quatro montantes (18) de perfis estruturais, por oito contraventamentos (19), por quatro cantoneiras (17) unidas ortogonalmente entre si, por uma chapa plana com um furo central (21) colocada em uma extremidade, e por dois perfis soldados na extremidade oposta. Todos estes elementos são de liga metálica de baixa densidade (ver FIG. 9). A mísula (4) é uma estrutura formada por quatro montantes (18) de perfis estruturais e por vinte contraventamentos (19), também de perfis estruturais de liga metálica de baixa densidade. Na sua extremidade fica acoplado um elemento, denominado de ponteira (20), sobre o qual é fixo o isolador (10). De forma a facilitar o seu transporte e a sua montagem, as faces laterais das mísulas são pré-montadas, e somente no momento da sua montagem na torre é que os contraventamentos (19) das faces superior e inferior são acoplados a ela (ver FIGs. 3 e 10). O cavalete (5) é um elemento multifuncional da torre de emergência, servindo para fixar os cabos de sustentação à torre, assim como para fixar as mísulas à torre, na configuração em suspensão, ou fixar diretamente os isoladores (10) na torre, na configuração em ancoragem, conforme descrito anteriormente. A forma geométrica desses cavaletes (5) foi concebida de maneira que haja um acoplamento perfeito entre eles (ver FIG. 11) A torre de emergência da presente invenção é desmontável, de forma que a mesma possa ser transportada de uma única vez na carroceria de um caminhão, por exemplo. Com esse objetivo, a mísula, quando necessário o seu uso na linha de transmissão conforme relato anterior, pode também ser desmontada de forma a reduzir o seu volume, ocupando menos espaço no momento do transporte no caminhão, caso seja este o veículo utilizado para o transporte. Todos os componentes da torre foram projetados de forma que possam ser transportados do caminhão, caso seja este o veículo utilizado para o transporte, até o local de montagem da torre de emergência, por no máximo dois homens. Com esse objetivo, a base articulada (1) pode ser desmontada em três sub-componentes, conforme mencionado anteriormente (ver FIG. 6). O procedimento inicial de montagem da torre de emergência é feito a partir da identificação do local de instalação da base articulada (1), o qual deve ser previamente desmatado e planificado de uma área equivalente à placa inferior da base (11). Um pequeno desnível no solo é permitido, uma vez que a torre pode ser posteriormente aprumada fazendo uso dos três graus de liberdade de rotação que a base articulada (1) permite. Essa placa inferior da base articulada (11) tem a função de fundação da torre de emergência. Por isso, o local de sua instalação deve ser prefencialmente em um solo de alta resistência. A fixação dessa placa inferior (11) deve ser feita por meio de quatro piquetes (6) posicionados nas suas extremidades, fincados ao solo com a ajuda de marretas (ver FIG. 1). Na sequência, o cilindro de sustentação (12) pode ser montado à placa inferior (11). O cilindro de sustentação (12) deve ser montado na placa inferior (11) de forma que seu eixo esteja ortogonal à linha de montagem dos módulos no solo (ver FIG. 4).
Conforme mencionado anteriormente, a torre pode ser totalmente montada no solo, ou ser parcialmente montada no solo. Na primeira condição, os módulos (2) e a pontina (3) são montados a partir da base articulada (1), os cavaletes (5) e os cabos de sustentação (6) são fixados nas posições definidas em projeto, e em seguida a torre pode ser basculada para a posição vertical fazendo uso de um pau-de-carga fixo (14) e de um equipamento motorizado, como um veículo ou um motor elétrico com a potência necessária para tal operação, ou com dispositivos acionados manualmente (ver FIGs. 12, 13, 14 e 15). A estabilização da torre é completada com a fixação dos cabos de sustentação no solo por meio de piquetes (6). O pau-de-carga fixo (14) é um dispositivo auxiliar da torre de emergência empregado somente na sua montagem. Ele é acoplado ao eixo do Ball-Joint da base articulada (1) e fixo na torre por meio de três hastes. Na extremidade livre da coluna principal do pau-de-carga fixo (14) apoia-se um cabo (23) usado para o içamento da torre, sendo uma de suas extremidades fixada na torre e a outra fixada no equipamento motorizado ou similar.
Na segunda condição, após a montagem de toda a base articulada (1) sobre o solo, o primeiro módulo da torre de emergência pode ser montado na posição horizontal sobre sua placa superior (13). Os três módulos subseqüentes ao primeiro podem em seguida ser montados, também na posição horizontal. Entre o terceiro e o quarto módulo devem ser montados dois cavaletes (5) colineares entre si. Em seguida, quatro cabos de sustentação (7) devem ser fixados, dois em cada cavalete (5). Esses cabos de sustentação são provisórios e deverão ser retirados após a montagem completa da torre. Após isso, o pau-de-carga fixo (14) deve ser montado na placa inferior (11), no eixo do cilindro de sustentação (16) da base articulada (12) e no primeiro módulo da torre (ver FIG. 13). O basculamento da torre para a posição vertical é feito com o auxílio de um dispositivo motorizado, como um veículo ou um motor elétrico com potência suficiente para esta operação, ou com dispositivos acionados manualmente (ver FIGs. 13, 14 e 15). Ao atingir a posição vertical, a torre é estabilizada por meio dos quatro cabos de sustentação fixos na torre anteriormente numa extremidade, e fixados no solo em fundação adequada para esta finalidade na outra extremidade. Esses quatro cabos de sustentação devem estar dispostos à 45 graus com relação a linha de transmissão e defasados de 90 graus entre si. Após a fixação da torre parcialmente montada na posição vertical, os módulos restantes, a partir do quinto módulo, são içados e montados com o auxílio de um outro dispositivo denominado de pau-de-carga móvel ou ginpole (15) (ver FIG. 16). O pau-de-carga móvel deve ser montado na extremidade superior do quarto módulo por um montador posicionado neste local. Um segundo montador no solo faz a função de engatar os módulos a serem içados nas cordas (24) do pau-de-carga móvel (15) e auxiliar o montador anterior a içá-lo. Após o içamento de cada módulo, o mesmo é montado na torre. Em seguida o pau-de-carga móvel (15) é fixo na extremidade superior do módulo recém içado, podendo nesse momento ser basculado, girando em torno de dois pinos colineares colocados na extremidade superior do último módulo içado (ver FIGs. 17 e 18). Na medida que se atinge os níveis superiores dos cabos de sustentação, definidos em projeto, novos cavaletes são montados na torre, para em seguida esses cabos serem fixos nos cavaletes numa extremidade, e no solo na outra extremidade. Esse procedimento de içamento dos módulos e basculamento do pau-de-carga móvel (15) é feito até que a pontina (3) seja içada e montada na extremidade superior da torre. Nesse momento, todos os módulos (2) e a pontina (3) já foram içados e a torre já está estabilisada por meio dos cabos de sustentação (7) (ver FIGs. 2 e 3). O pau-de-carga móvel ou ginpole (15), é um dispositivo auxiliar de montagem da torre de emergência formado basicamente por duas hastes principais de perfil estrutural, por dois pares de hastes, cada uma contendo três furos. Um furo da extremidade permite o basculamento do pau-de-carga móvel (15) (ver FIG. 18) e os dois outros servem para fixá-lo à extremidade do módulo superior (ver FIG 17). Por último, do pau-de-carga móvel (15) contém um quadro formado por perfis soldados entre si, por onde desliza a corda que iça os módulos superiores (ver FIGs. 16 e 17). Um contra peso (25) pode ser usado para auxiliar na operação de içamento do módulo ou um outro montador pode ser usado para fazer esta função (ver FJG. 16). É conveniente, para qualquer forma de montagem da torre, que sejam usados apoios (22) para que a base articulada (1) não seja solicitada por esforços mecânicos elevados que gerem algum dano que prejudiquem o seu perfeito funcionamento.
Para finalizar, se a torre de emergência for do tipo ancoragem, os cavaletes (5) são montados nas suas devidas posições e em seguida, os isoladores (10) e cabos condutores (8) são instalados nestes cavaletes (5). Após isso, o cabo para-raios (9) pode ser instalado na pontina (3). Se a torre for do tipo suspensão, os cavaletes (5) podem ser montados nas suas devidas posições, as mísulas (4) podem ser içadas com o auxílio do pau-de-carga móvel (15), e em seguida, os isoladores (10) e cabos condutores (8) são instalados nessas mísulas (4).

Claims (15)

1) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” é caracterizado por possuir uma base articulada (1) com três graus de liberdade, rotações em torno dos eixos X, Y e Z, o que facilita a sua montagem no campo, permite uma fácil montagem em terrenos com pequenos aclives, e permite um fácil alinhamento da torre com relação à linha de transmissão.
2) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA" de acordo com a reivindicação 1, essa base articulada permite uma rotação em torno do eixo vertical da torre Y de no máximo 140°, uma segunda rotação em torno do eixo X de no máximo 210°, e uma terceira rotação em torno do eixo Z de no máximo 6o proporcionada pelo Ball-Joint (ver FIGs. 5 e 6).
3) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” é caracterizado por ter módulos (2) formados por quatro montantes (18) de perfil estrutural, por cinco contraventamentos (19) de perfil estrutural em cada face do módulo (2), por quatro cantoneiras (17) unidas ortogonalmente entre si em cada uma das extremidades, e por uma chapa plana com um furo central (21) em cada uma das extremidades (ver FIG. 8).
4) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” é caracterizado por ser flexível e versátil quanto à multifuncionalidade do cavalete (5): o podendo servir para o acoplamento das mísulas na torre, quando ela está na configuração tipo suspensão, ou dos isoladores diretamente, quando a torre está na configuração tipo ancoragem; o podendo ser usado para acoplar os cabos de sustentação (estaiamento); o podendo dois deles ser montados numa mesma altura da torre, um de cada lado dela.
5) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA”, de acordo com a reivindicação 4 é caracterizado por ser flexível quanto ao posicionamento dos cabos de sustentação e das mísulas, seja ao longo da altura, seja numa das quatro faces da torre.
6) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” é caracterizado por ser flexível quanto a sua aplicação na linha de transmissão, podendo ser de suspensão quando colocada em uma posição intermediária na linha, ou ser de ancoragem, quando colocada na extremidade da linha de transmissão.
7) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” é caracterizado por uma pontina (3) versátil, pois a mesma foi concebida de forma que não tenha posição fixa para ser montada, sendo possível montá-la girando-a em torno do eixo Y de 90°, 180° ou 270°.
8) O APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” é caracterizado por ter uma pontina (3) formada por quatro montantes (18) de perfil estrutural, por dois contraventamentos (19) de perfil estrutural em cada face da pontina (3), por quatro cantoneiras (17) unidas ortogonalmente entre si na extremidade de acoplamento ao módulo (2), e por uma chapa plana com um furo central (21) nesta mesma extremidade.
9) O APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” é caracterizado por ser uma estrutura desmontável, facilitando o transporte da torre de emergência na carroceria de um veículo de carga, e em seguida, o transporte manual até o local de sua montagem; e versátil, pois muitos de seus componentes, assim como a própria torre de emergência, tem multifuncionalidade.
10) O APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” de acordo com a reivindicação 9 é caracterizado por todos os seus componentes terem sido projetados de forma que possam ser transportados por 2 ou mais homens. Com esse objetivo, a base articulada (1) pode ser sub-dividida em três componentes (ver FIG. 5), enquanto as mísulas (4), que são estruturas pré-montadas, têm a sua montagem finalizada somente em campo.
11) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA" de acordo com a reivindicação 9 é caracterizado por ter módulos (2) versáteis, pois os mesmos foram concebidos de forma que não tenham posição fixa para serem montados, sendo possível montá-los girando-os em torno do eixo Y de 90°, 180° ou 270°, assim como, girando-os de 180° em torno dos eixos X ou Z, não exigindo dessa forma uma sequência específica de montagem dos módulos, evitando erros de montagem (ver FIG. 8).
12) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” de acordo com a reivindicação 9 é caracterizado pela multifuncionalidade dos parafusos de acoplamento, podendo estes serem usados para a montagem dos módulos (2) entre si, assim como para a montagem do cavalete (5) na torre.
13) O “APARATO E MÉTODO DE MONTAGEM PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA” de acordo com a reivindicação 9 é caracterizado por permitir duas formas de montagem.
Ela pode ser totalmente montada no solo e em seguida basculada para a posição vertical com o auxílio de um dispositivo chamado de pau-de-carga fixo (14) e de dispositivos motorizados com potência suficiente para essa operação.
A torre pode também ser parcialmente montada no solo, sendo em seguida basculada para a posição vertical com o auxílio do pau-de-carga fixo e de dispositivos manuais ou motorizados, podendo os módulos (2) superiores serem içados e montados com a torre já na posição vertical com auxílio de um dispositivo chamado de pau-de-carga móvel ou ginpole (15) (ver FIG. 7).
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