BRPI0909348B1 - Método e instalação de montagem de uma ponteira de conexão em um conduto tubular flexível, e, conduto tubular flexível destinado ao transporte de hidrocarbonetos - Google Patents

Método e instalação de montagem de uma ponteira de conexão em um conduto tubular flexível, e, conduto tubular flexível destinado ao transporte de hidrocarbonetos Download PDF

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Frédéric Demanze
Christophe Pinsard
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    • F16—ENGINEERING ELEMENTS AND UNITS; GENERAL MEASURES FOR PRODUCING AND MAINTAINING EFFECTIVE FUNCTIONING OF MACHINES OR INSTALLATIONS; THERMAL INSULATION IN GENERAL
    • F16L—PIPES; JOINTS OR FITTINGS FOR PIPES; SUPPORTS FOR PIPES, CABLES OR PROTECTIVE TUBING; MEANS FOR THERMAL INSULATION IN GENERAL
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Abstract

método e instalação de montagem de uma ponteira de conexão em um conduto tubular flexível, e, conduto tubular flexível destinado ao transporte de hidrocarbonetos a invenção se refere a um método e a uma instalação (10) de montagem de uma ponteira em um conduto tubular flexível (12), o dito conduto tubular flexível (12) apresentando uma extremidade livre (14) e compreendendo uma bainha de pressão interna (24) realizada em um material polimérico que compreende aditivos voláteis próprios para exsudar, a dita bainha de pressão interna apresentando uma borda anular (28), a dita borda anular apresentando uma parede interna (31) oposta a uma parede externa (33); de acordo com a invenção, a instalação compreende: meios para formar uma câmara anular (47) no interior da dita borda anular (28) ao longo da dita parede interna (31), a dita parede interna formando uma porção de superfície interna da dita câmara anular; e meios para fazer circular um fluido no interior da dita câmara anular (47) para extrair localmente os ditos aditivos voláteis da dita borda anular (28) de bainha através da dita parede interna (31).

Description

“MÉTODO E INSTALAÇÃO DE MONTAGEM DE UMA PONTEIRA DE CONEXÃO EM UM CONDUTO TUBULAR FLEXÍVEL, E, CONDUTO TUBULAR FLEXÍVEL DESTINADO AO TRANSPORTE DE HIDROCARBONETOS” [001] A presente invenção se refere a um método de montagem de uma ponteira de conexão em um conduto tubular flexível e a uma instalação para a execução do dito método. A invenção também se refere a um conduto tubular flexível equipado com uma tal ponteira de conexão.
[002] Os condutos tubulares flexíveis em questão são mais especialmente destinados a uma exploração de petróleo no mar. Eles são geralmente utilizados para transportar offshore e em grandes distâncias hidrocarbonetos sob pressão, do tipo petróleo ou gás. Esses condutos podem também ser utilizados para transportar outros fluidos, por exemplo água do mar pressurizada destinada a ser injetada em uma jazida de petróleo tendo em vista aumentar a quantidade de petróleo produzida por essa jazida. Esses condutos flexíveis podem ser imersos em grandes profundidades e devem portanto resistir a pressões e tensões elevadas. Eles são notadamente descritos nos documentos normativos API 17J “Specification for Unbonded Flexible Pipe” e API RP 17B “Recommended Practice for Flexible Pipe” estabelecidos pelo American Petroleum Institute.
[003] Os condutos tubulares flexíveis compreendem habitualmente uma bainha de pressão interna feita de material polimérico que assegura a estanqueidade em relação ao fluido transportado, e camadas de reforço que circundam a bainha de pressão e que asseguram notadamente a compensação dos esforços ligados à pressão do fluido transportado e à tensão axial aplicada ao conduto. A bainha de pressão é geralmente realizada por extrusão a quente de um material polimérico termoplástico. As camadas de reforço são geralmente constituídas de enrolamentos helicoidais de fios de reforço feitos de aço ou feitos de material compósito. Por outro lado, esses condutos flexíveis apresentam geralmente uma bainha externa de proteção feita de material polimérico.
[004] Certos condutos flexíveis compreendem além disso uma carcaça interna disposta no interior da bainha de pressão interna e constituída por uma folha
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2/16 metálica enrolada e grampeada. Essa carcaça interna tem como função principal aumentar a resistência ao esmagamento do conduto sob pressão externa.
[005] Os condutos flexíveis que compreendem uma passagem interna são ditos de passagem não lisa (“rough bore” em inglês) em razão da geometria da carcaça. Os condutos flexíveis que não compreendem carcaça interna e para os quais a camada mais interna é a bainha de pressão interna são ditos de passagem interna lisa (“smooth bore” em inglês).
[006] As ponteiras de conexão (“end fitting” em inglês) dos condutos destinadas às conexões dos mesmos entre si ou com equipamentos terminais, são também definidas nos documentos normativos precitados do API. Elas devem ser realizadas em condições que asseguram ao mesmo tempo uma boa solidarização e uma boa estanqueidade.
[007] Assim, a bainha de pressão deve de modo natural ser conectada de maneira estanque à ponteira de conexão para assegurar a continuidade da estanqueidade. Essa estanqueidade é geralmente obtida por um processo de engaste da bainha, quer dizer por uma penetração radial parcial de um elemento rígido na bainha. Com esse objetivo, a ponteira é equipada com pelo menos duas porções anulares concêntricas, das quais uma é troncônica de maneira a poder engastar uma borda anular da bainha de pressão de acordo com uma espessura dada. Será possível notadamente se referir aos documentos WO97/25564, W002/39003 e W003/071179 que descrevem tais ponteiras de conduto tubular flexível.
[008] Um inconveniente da montagem da ponteira precitada na extremidade do conduto, que é por outro lado mencionado no documento W003/071179, reside na evolução da bainha de pressão com o tempo. E mais precisamente, o problema resulta da exsudação dos plastificantes para fora da massa do material polimérico que constitui precisamente a bainha, quer dizer na migração desses plastificantes para fora da massa do material. Devido a isso, a bainha de pressão perde uma parte de suas propriedades mecânicas, se tomando menos flexível, mas sobretudo, suas dimensões evoluem substancialmente, e sua espessura notadamente ao nível da
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3/16 borda anular, diminui. Conseqüentemente, a pressão de engaste que assegura a estanqueidade entre a ponteira de conexão e a bainha de pressão, se encontra assim diminuída, ela também, e portanto, a estanqueidade pode ser alterada.
[009] Esse fenômeno se refere mais especialmente aos condutos flexíveis destinados a veicular hidrocarbonetos em alta temperatura, tipicamente entre 100° e 130°C. A fim de resistir a essas temperaturas elevadas, a bainha de pressão desses condutos é geralmente realizada por extrusão de um polímero à base de PVDF (“polyvinylidene fluoride” em inglês), tal como descrito por exemplo no documento US4706713. Ora, se o PVDF puro tem um bom comportamento em alta temperatura, ele apresenta em contrapartida o inconveniente de uma ductilidade insuficiente em baixa temperatura para as aplicações visadas. É por essa razão que os polímeros à base de PVDF utilizados para a realização da bainha de pressão dos condutos flexíveis compreendem geralmente aditivos do tipo plastificante que permitem melhorar a flexibilidade e o comportamento a frio da bainha. Ora, quando o conduto flexível é colocado em serviço, uma parte desses plastificantes pode exsudar e migrar progressivamente para fora da massa da bainha de pressão, o que leva a uma perda progressiva de volume da bainha e portanto a uma diminuição da pressão de engaste ao nível da ponteira de conexão.
[0010] O objeto do documento W003/071179 é precisamente um método de detecção da evolução da posição relativa da borda anular de bainha e da ponteira de maneira a detectar uma eventual perda de estanqueidade ligada a esse fenômeno de perda de plastificante. Um tal dispositivo de controle é relativamente complexo, pois ele recorre a sensores de posição, que devem ser operacionais durante toda a vida do conduto, que pode ser superior a uma vintena de anos. E quanto ao mais, ele não resolve o problema da perda de estanqueidade.
[0011] Conseqüentemente, um problema que se apresenta e que a presente invenção visa resolver, é fornecer um método e uma instalação de montagem de uma ponteira de conexão em um conduto tubular flexível que permita precisamente se liberar dos dispositivos de controle precitados, e que confira uma estanqueidade perfeita da bainha de pressão e da ponteira no decorrer do tempo.
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4/16 [0012] Com esse objetivo, e de acordo com um primeiro objeto, a presente invenção propõe um método de montagem de uma ponteira de conexão em um conduto tubular flexível destinado ao transporte dos hidrocarbonetos, o dito método sendo do tipo de acordo com o qual: fornece-se um conduto tubular flexível que apresenta uma extremidade livre e que compreende uma bainha de pressão interna e camadas de reforço feitas de fios de armadura enrolados em tomo da dita bainha de pressão, a dita bainha de pressão sendo realizada em um material polimérico que compreende aditivos voláteis próprios para exsudar na superfície da dita bainha e fornece-se uma ponteira munida de duas porções anulares concêntricas de engaste; e depois se desnuda primeiro a dita bainha de pressão da dita extremidade livre para liberar uma borda anular que apresenta uma parede interna oposta a uma parede externa, e engasta-se em seguida a dita borda anular entre as ditas duas porções anulares concêntricas de acordo com uma espessura dada para formar uma ligação estanque entre a dita borda anular e a dita ponteira; de acordo com a invenção, antes da etapa de engaste: é formada uma câmara anular no interior da dita borda anular ao longo da dita parede interna, a dita parede interna formando uma porção de superfície interna da dita câmara anular; e faz-se circular um fluido no interior da dita câmara anular para extrair localmente os ditos aditivos voláteis da dita borda anular de bainha através da dita parede interna. Através do que as variações dimensionais da dita espessura dada da dita borda anular são substancialmente nulas com o tempo.
[0013] No presente pedido, o termo “fios de armadura” designa indiferentemente fios ou cabos metálicos, fios feitos de material compósito do tipo por exemplo fibra de carbono ou fibra de vidro, e cordas ou fitas tecidas à base de fibras de alta tenacidade do tipo por exemplo das aramidas.
[0014] Assim, uma característica da invenção reside na execução de uma câmara anular ao longo da parede interna, de tal maneira que essa parede interna constitua uma superfície interna da câmara anular. Desse modo, fazendo-se circular um fluido no interior dessa câmara anular, provoca-se a extração local dos aditivos voláteis contidos na bainha de pressão ao nível da borda anular. De fato,
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5/16 considerando-se a tensão de vapor dos mesmos, esses aditivos se difundem através da parede interna até atingir um equilíbrio entre o material polimérico da bainha e o exterior do material. Fazendo-se circular um fluido, o equilíbrio nunca é atingido, e a difusão dos aditivos é contínua. Desse modo, acelera-se artificialmente a difusão e extrai-se localmente e rapidamente os plastificantes contidos na bainha de pressão ao nível da borda anular. Conseqüentemente, a borda anular que será engastada em seguida na ponteira, com uma pressão de engaste dada, não evoluirá mais de modo dimensional com o tempo, visto que ela é agora desprovida de plastificante, e que esses últimos portanto não exsudarão. Assim, a estanqueidade da bainha de pressão e da ponteira permanecerá intacta com o tempo.
[0015] Vantajosamente, mantém-se em forma a parede interna da dita borda anular durante a circulação do dito fluido de maneira a que, não somente o diâmetro interno da borda anular permaneça constante, mas também, de maneira a que ela conserve sua forma inicial. Desse modo, o engaste da borda de bainha entre as duas porções anulares concêntricas é tornado mais fácil, e a ligação entre bainha e ponteira é perfeitamente estanque.
[0016] De maneira a assegurar uma extração rápida dos aditivos, guia-se o dito fluido de acordo com direções substancialmente paralelas à dita parede interna. Preferencialmente, faz-se circular um fluido aquecido a uma temperatura superior a 130°C, no interior da dita câmara anular de maneira a favorecer a difusão dos plastificantes através da espessura da borda de bainha e quanto ao mais, de modo a elevar a tensão de vapor desses plastificantes o que favorece ainda mais a velocidade da extração dos mesmos. De acordo com um modo de realização especialmente vantajoso faz-se circular ar quente no interior da dita câmara anular. Desse modo, o método é relativamente econômico, pois o fluido é nesse caso barato, e quanto ao mais ele é não poluente. Vantajosamente, faz-se circular um fluido a uma pressão superior a dois bars no interior da dita câmara anular de maneira a exercer sobre a parede interna da bainha uma pressão suficiente para limitar a diminuição do diâmetro da bainha e evitar assim que essa última, se estreitando, venha obturar totalmente ou parcialmente a câmara anular. Além disso,
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6/16 com o objetivo de extrair esses plastificantes em toda a espessura da borda anular da bainha, confina-se vantajosamente o espaço que se estende em tomo da dita borda anular e faz-se circular um outro fluido no interior do dito espaço confinado para extrair localmente os ditos aditivos voláteis da dita borda anular de bainha através da dita parede externa. Preferencialmente, faz-se circular o dito outro fluido aquecido a uma temperatura igual ou superior à temperatura do dito fluido aquecido, no interior do dito espaço confinado de maneira a extrair uma maior quantidade de plastificante. Assim como será explicado mais em detalhe na seqüência da descrição, a colocação em circulação do dito outro fluido aquecido é mais fácil e hera menos restrições ligadas à colocação em temperatura das peças ou dos elementos de retenção.
[0017] De acordo com um segundo objeto, a presente invenção propõe um conduto tubular flexível destinado ao transporte dos hidrocarbonetos, o dito conduto tubular flexível apresentando uma extremidade livre equipada com uma ponteira de conexão, a dita ponteira de conexão sendo montada no dito conduto tubular de acordo com um método tal como descrito acima. Em especial, a bainha de pressão em sua borda anular onde ela é engastada, ao nível da extremidade livre do conduto, é desprovida de plastificante.
[0018] De acordo com um terceiro objeto, a presente invenção propõe uma instalação de montagem de uma ponteira de conexão em um conduto tubular flexível destinado ao transporte dos hidrocarbonetos, o dito conduto tubular flexível apresentando uma extremidade livre e compreendendo uma bainha de pressão interna e camadas de reforço feitas de fios de armadura enrolados em tomo da dita bainha de pressão, a dita bainha de pressão sendo realizada em um material polimérico que compreende aditivos voláteis próprios para exsudar na superfície da dita bainha, a dita bainha de pressão apresentando uma borda anular na dita extremidade livre, a dita borda anular apresentando uma parede interna oposta a uma parede externa; de acordo com a invenção, a instalação compreende: meios para formar uma câmara anular no interior da dita borda anular ao longo da dita parede interna, a dita parede interna formando uma porção de superfície interna da
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7/16 dita câmara anular; e, meios para fazer circular um fluido no interior da dita câmara anular para extrair localmente os ditos aditivos voláteis da dita borda anular de bainha através da dita parede interna.
[0019] Assim, os ditos meios para formar uma câmara anular compreendem um anel de extração, ou cânula, que apresenta uma superfície externa de anel oposta a uma superfície interna de anel e uma canelura disposta na dita superfície externa. Por exemplo, a canelura apresenta uma largura compreendida entre substancialmente 0,5 vez e 1,5 vez o raio do anel e uma profundidade compreendida entre 1/20 e 1/100 do raio. Desse modo, a borda anular recobre a superfície externa do anel e a canelura formando assim um acamara anular ao nível precisamente da canelura. Essa câmara anular é delimitada pela parede interna da borda anular e pelas paredes da canelura. Vantajosamente, o dito anel de extração apresenta uma borda dianteira livre talhada em bisel para introduzir a dita borda dianteira no interior da dita borda anular da dita bainha de pressão e no lado oposto, uma borda traseira de retenção. Graças a essa borda dianteira em bisel, o anel de extração, ou cânula, é mais facilmente inserido no interior da borda anular ainda que essa última seja vantajosamente amolecida por aquecimento antes da inserção do anel de extração. De acordo com um modo de realização especialmente vantajoso, os ditos meios para fazer circular um fluido no interior da dita câmara anular compreendem caminhos de passagem dispostos na espessura do dito anel de extração e que desembocam na dita canelura. Dessa forma, é formado um circuito relativamente estanque e através do qual será possível fazer circular o dito fluido. Por outro lado, os ditos caminhos de passagem compreendem caminhos de entrada que desembocam em uma primeira porção de canelura situada na direção da dita borda dianteira e na dita borda traseira e caminhos de saída que desembocam em uma segunda porção de canelura situada na direção da dita borda traseira e na dita borda traseira. Desse modo, o fluido circula ao longo da parede interna da borda anular, de acordo com uma direção substancialmente axial e em um sentido orientado para o exterior da bainha. Serão explicadas abaixo mais em detalhe, as vantagens práticas de um tal sentido de circulação do fluido. Vantajosamente, a
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8/16 instalação compreende meios para fazer circular um fluido aquecido e notadamente ar, a uma temperatura superior a 130°C, no interior dos ditos caminhos de passagem.
[0020] Outras particularidades e vantagens da invenção se destacarão com a leitura da descrição feita abaixo de um modo de realização especial da invenção, dado a título indicativo mas não limitativo, em referência aos desenhos anexos nos quais:
[0021] - a Figura 1 é uma vista esquemática de conjunto de uma instalação de acordo com a invenção que permite executar o método, objeto também da invenção; [0022] - a Figura 2 é uma vista esquemática de detalhe da instalação representada na Figura 1; e [0023] - a Figura 3 é uma vista esquemática de detalhe de uma instalação de acordo com a invenção de acordo com um outro modo de realização.
[0024] A Figura 1 ilustra uma instalação 10 que mostra parcialmente e em corte axial, um conduto tubular flexível 12, conduto esse que apresenta uma extremidade livre 14. Essa extremidade livre 14 é instalada em uma estufa 16 através de uma passagem circular 18 munida de uma junta estanque não representada. O conduto tubular flexível 12 apresenta aqui, do interior para o exterior, uma carcaça interna 20 constituída por uma folha conformada, enrolada e grampeada, uma bainha de sacrifício 22 feita de material plástico, uma bainha interna de pressão 24 em tomo da qual são enrolados fios de armadura 26 de reforço. A carcaça 20 permite oferecer uma resistência ao esmagamento do conduto e a bainha de sacrifício 22 permite preservar a bainha interna de pressão 24 das asperezas da carcaça 20. Por outro lado, os fios de armadura 26 de reforço, permitem compensar os esforços de tração que são exercidos sobre o conduto, para os fios mais externos e compensar os esforços radiais para os fios mais internos. Deve ser notado que a Figura 1 apresenta unicamente de modo esquemático os fios de reforço mais internos, enrolados com passo curto com um ângulo de hélice geralmente compreendido entre 75° e 90° para formar a abóbada de pressão (“pressure vault” em inglês) do conduto. Os fios de armadura mais externos, constituídos por lonas cruzadas de fios
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9/16 enrolados com passo longo com um ângulo de hélice inferior ou igual a 55° para formar as armaduras de tração do conduto, não são representados na Figura 1. De fato, durante essa etapa da montagem da ponteira de conexão, as lonas de armaduras de tração são desnudadas e provisoriamente dobradas de modo a não penetrar dentro da estufa 16.
[0025] Assim, na Figura 1, a bainha interna de pressão 24 é desnudada, pelo menos na extremidade livre do conduto 14, e em um comprimento que corresponde substancialmente a seu diâmetro. Desse modo é liberada uma borda anular 28 que se estende entre uma borda anular livre 30 e uma zona anular 32 afastada da borda anular 30 e situada na direção da bainha interna de pressão 24 não desnudada. A borda anular 28 apresenta uma parede interna 31 oposta a uma parede externa 33. Por outro lado, e esse é o objeto da invenção, um anel de extração 34, ou cânula, é inserido entre a borda anular 28 e a bainha de sacrifício 22. O anel de extração 34 apresenta uma superfície externa 36 de anel oposta a uma superfície interna 38 de anel e uma borda dianteira livre 40, talhada em bisel e oposta a uma borda traseira de retenção 42. A borda dianteira livre 40 é talhada em ponta, de acordo com um ângulo compreendido por exemplo, entre 10 e 30°, da borda traseira de retenção 42 para uma extremidade livre afilada 44 que se junta com a superfície interna de anel 38. O comprimento do anel de extração 34 é por exemplo próximo de seu diâmetro. Por outro lado, sua espessura é compreendida entre 1/15 e 1/8 de seu diâmetro, por exemplo 1/12 de seu diâmetro.
[0026] A cânula 34 apresenta, em sua superfície externa de anel 36, uma canelura 46 larga, situada substancialmente a igual distância da extremidade livre afilada 44 e da borda traseira de retenção 42. Essa canelura 46 define nesse caso uma câmara anular 47 com a parede interna 31 de borda anular 28 que a recobre. A canelura 46 se estende entre duas bordas opostas, uma primeira 45 situada na direção da borda traseira de retenção 42 e uma segunda 49 situada na direção da borda dianteira livre 40 e em uma largura L equivalente substancialmente ao raio R do anel de extração 34. A largura L da canelura 46 é compreendida entre 40 e 110 mm, vantajosamente entre 50 e 60 mm e por exemplo próxima de 55 mm. Por outro
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10/16 lado, a canelura 46 apresenta uma profundidade H compreendida entre 1/100 e 1/20 de sua largura, mais precisamente entre 1/70 e 1/40, por exemplo 1/55 de sua largura, ou seja vantajosamente 1 mm, quando a largura L da canelura é de 55 mm. Desse modo, por ocasião da execução de uma das etapas do método de conexão de uma ponteira e de um conduto que será descrito abaixo, a parede interna 31 não apresenta o risco de vir se aplicar contra o fundo da canelura 46, ou se esse for o caso ela pode ser afastada daí facilmente como será explicado abaixo e, o anel de extração 34 pode em seguida ser retirado facilmente.
[0027] Antes de voltar para a Figura 1 para descrever o método objeto da invenção, em seu conjunto, será feito referência à Figura 2, que mostra mais em detalhe o anel de extração 34 em corte axial, em sua espessura e sua superfície externa 36 na qual é disposta a canelura 46. Assim, além da canelura 46, o anel de extração 34 apresenta em sua espessura entre sua superfície externa 36 e sua superfície interna 38, um primeiro canal axial 48 que forma primeiro caminho de passagem, que se estende da borda traseira de retenção 42 até a borda dianteira livre 40 e que desemboca através de um primeiro orifício 50 no fundo da canelura 46 próximo da segunda borda 49. Por outro lado, o anel de extração 34 apresenta, ainda em sua espessura, substancialmente entre sua superfície externa 36 e o primeiro canal axial 48, um segundo canal axial 52 que forma segundo caminho de passagem, que se estende da borda traseira de retenção 42 até a primeira borda 45 da canelura 46 e que desemboca precisamente através de um segundo orifício 54 no fundo da canelura 46 próximo da borda 45. Será observado que somente um par de canais axiais 48, 52 é representado na Figura 2 no mesmo plano de corte, mas que na realidade, o anel de extração 34 apresenta uma pluralidade de pares de canais axiais, por exemplo entre cinco e oito pares espaçados uns dos outros na circunferência do anel de extração 34. Além disso, os canais axiais 48, 52 dos pares de canais, não são necessariamente superpostos, eles o são nessa Figura 2 e na Figura 1 também, a fim de tornar a descrição mais clara. Na prática, os canais são deslocados angularmente substancialmente de um mesmo valor para desembocar em quincôncio no fundo da canelura 46 entre as duas bordas opostas 45, 49.
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11/16 [0028] De acordo com um outro modo de execução especialmente vantajoso, o anel de extração 34 apresenta oito primeiros canais axiais, deslocados angularmente cada um deles uns dos outros de 45° na circunferência do anel de extração 34 e que se estendem até a segunda borda 49; enquanto que ele apresenta quatro segundo canais deslocados angularmente de 90° uns em relação aos outros e que se estendem até a primeira borda 45.
[0029] Por outro lado, será observado nessa Figura 2, que a primeira borda 45 da canelura 46 é chanfrada de maneira a facilitar a introdução do anel de extração 34 no interior da borda anular 28. Além disso a borda dianteira livre 40 talhada em ponta o é também, para facilitar o enfiamento à força do anel de extração 34 e separar a bainha de pressão 24 da bainha de sacrifício 22. No entanto, por razões práticas, a borda anular 28 e o anel de extração 34 são pré-aquecidos antes da inserção do anel de extração 34 entre aborda anular 28 e a bainha de sacrifício 22 de maneira a facilitar essa inserção. Por outro lado, se terá o cuidado para que a câmara anular 47 então constituída, assim como os canais axiais constituam um espaço relativamente estanque.
[0030] Considerando-se a posição relativa da borda anular 28 da bainha de estanqueidade 24 e do anel de extração 34, a borda anular 28 apresenta axialmente três zonas anulares distintas, uma primeira zona I situada na direção da zona anular 32, e que se estende a partir da segunda borda 49, substancialmente em uma meia largura L de canelura 46, uma segunda zona II que se estende no outro meio comprimento L de canelura 46, até a primeira borda 45; e finalmente uma última zona livre III que se estende da primeira borda 45 da canelura 46 até aborda anular livre 30. Será explicado abaixo, considerando-se o método de montagem, as características dessas diferentes zonas.
[0031] Assim, será feito referência de novo à Figura 1, na qual são de novo encontrados a câmara anular 47 e dois pares de canais diametralmente opostos 48, 52; 48’, 52’. Esses dois pares de canais têm estritamente a mesma função, é por essa razão que, os primeiro e segundo canais axiais de cada um dos pares, levam respectivamente referências idênticas acompanhadas por um sinal para o
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12/16 segundo par.
[0032] Os primeiros canais axiais 48, 48’ constituem canais de entrada reunidos juntos na direção de uma mesma admissão 60. Os segundos canais axiais 52, 52’ constituem canais de saída também reunidos juntos na direção de uma mesma saída não representada. Assim, de acordo com o método de acordo com a invenção, depois que a bainha de pressão 24 foi desnudada para liberar a borda anular 28, que o anel de extração 34 foi introduzido à força entre a bainha sacrifical 22 e a borda anular 28 contra sua parede interna 31 e que assim foi formada a câmara anular estanque 47; alimenta-se a estufa 16 com ar quente de maneira a levar o conjunto anel de extração 34 e borda anular 28 de bainha 24 a uma temperatura compreendida entre 120 e 150°C, vantajosamente 145°C no caso em que a bainha 24 for constituída por um polímero à base de PVDF. Em seguida, injeta-se ar quente através da admissão 60 a uma pressão compreendida entre dois e oito bars, por exemplo entre três e quatro bars. Desse modo, o ar quente sob pressão atravessa os primeiros canais axiais 48, 48’ para vir se espalhar dentro da câmara anular 47 através dos primeiros orifícios 50, 50’. Desse modo, a borda de bainha 28 tendo sido amolecida previamente durante o preaquecimento, essa injeção de ar quente a uma pressão de 3 bars por exemplo, permite afastar a parede interna 31 da borda anular 28 do fundo da canelura 46 e assim formar a câmara anular 47 de uma só vez criando para isso um caminho até os pontos de evacuação formados pelos segundos orifícios 54, 54’. De fato, a parede interna 31 tende, às vezes para certas qualidades de bainha de pressão, a vir se apoiar no fundo da canelura 46 desde que o anel de extração 34 é enfiado no interior da borda da bainha 28, pois a profundidade de canelura 46 é relativamente pequena em relação a sua largura L.
[0033] Assim, os pontos de injeção de ar quente são vantajosamente aqueles dos primeiros orifícios 50, 50’ na direção da segunda borda 49 da canelura 46 enquanto que os pontos de evacuação são aqueles dos segundos orifícios 54, 54’, pois o ar quente afasta mais facilmente a bainha do fundo da canelura nesse sentido do que no outro sentido. De fato, a força de diminuição do diâmetro que tende a aplicar a bainha contra o anel de extração 34 diminui na direção da borda anular
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13/16 livre 39, devido precisamente a um efeito de bordo ligado ao corte; e a pressão de ar quente ao nível dos pontos de injeção é relativamente forte e dilata consideravelmente a borda anular 28. Igualmente, é preferível que essa borda anular 28 se dilate a uma distância mais afastada da borda anular livre 30. Por outro lado, e está aí uma outra vantagem, a primeira zona I em frente à qual desembocam os primeiros orifícios 50, 501 é uma zona de engaste, e é conseqüentemente nessa zona I que o efeito de ar quente sob pressão deve ser máximo.
[0034] Assim, graças à injeção de ar quente a uma temperatura próxima de 145°C, depois da formação da câmara anular 47, e sob pressão de cerca de dois a três bars, e isso durante um tempo compreendido entre dois e sete dias, por exemplo três dias, os plastificantes contidos na borda anular 28 ao nível da câmara anular 47 são extraídos através da parede interna 31 e são bem evidentemente evacuados com o ar quente através dos segundos orifícios 54, 54’. Igualmente, considerando-se a temperatura e a pressão do ar, a extração é eficaz em uma parte interna substancial da espessura da porção anular 28, e mais precisamente em pelo menos a metade da espessura.
[0035] Por outro lado, graças à estufa 16 que permite levar a parede externa 33 da borda anular 28 a uma temperatura superior, próxima de 145°C, os plastificantes são também extraídos na parte externa da espessura da porção anular 28, o que permite aumentar a velocidade de plastificação da bainha 24.
[0036] De acordo com um primeiro modo de realização da estufa 16, essa última apresenta um volume interno grande, por exemplo de cerca de um metro cúbico, de tal modo que p ar quente presente no interior dessa última nunca seja saturado em vapor de plastificante no decorrer do processo de desplastificação. O ar quente no interior da estufa 16 é por outro lado vantajosamente misturado com o auxílio de meios de ventilação de modo a homogeneizar a temperatura e aumentar a velocidade de desplastificação da bainha 24.
[0037] De acordo com um segundo modo de realização da estufa 16, essa última apresenta um volume interno pequeno, mas é equipada com meios que permitem renovar em permanência o ar quente que circula ao longo da parede externa da
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14/16 bainha 24. Desse modo, o ar quente presente no interior da estufa nunca é saturado em vapor de plastificante apesar do pequeno volume interno da estufa 16.
[0038] Desse modo, depois de alguns dias de tratamento, por exemplo uma semana, retira-se o anel de extração 34 graças ao qual de resto, a borda anular 28 foi mantida em forma com um diâmetro interno conservado, e depois se recorta a última zona III próximo da borda anular livre 40. Em seguida, e de maneira clássica, instala-se uma luva de conexão através da borda anular 28 recortada, o engaste ocorrendo mais precisamente na primeira zona I que corresponde à zona na qual o tratamento de extração foi o mais eficaz e onde a desplastificação é a maior. A zona II da borda não é no que lhe diz respeito engastada, ela vem se engatar entre uma cânula afilada de uma ponteira de conexão e uma parede interna de abóbada da ponteira, e ela vem em batente contra um ressalto da cânula afilada.
[0039] Desse modo, uma vez engastada, a espessura dessa primeira zona anular I, permanecerá constante no decorrer do tempo visto que nenhum aditivo escapará dela.
[0040] Conseqüentemente a pressão de engaste permanecerá substancialmente constante e portanto, a estanqueidade da ponteira e da bainha interna de pressão 24 será conservada no decorrer do tempo.
[0041] De acordo com mais ou outro modo de realização representado na Figura 3, é previsto um anel de extração que apresenta uma dupla câmara anular de maior dimensão para poder reservar uma parte de bainha a um controle destrutivo, mas que funciona no entanto de acordo com um princípio idêntico. Esse controle visa determinar o teor residual em plastificante da zona desplastificada. Conseqüentemente o anel de extração utilizado apresenta diferenças com aquele ilustrado nas Figuras precedentes, também novas referências serão levadas. Em contrapartida, as referências do conduto tubular 12 são as mesmas. Assim, é de novo encontrado nessa Figura 3 o conduto tubular 12 que apresenta, do interior para o exterior, sua carcaça interna 20, sua bainha de sacrifício 22 e sua bainha interna de pressão 24. Por outro lado, também é encontrado nessa Figura 3, um segundo anel de extração 66 que compreende, não mãos uma só, mas duas caneluras 68, 70
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15/16 deslocadas axialmente e separadas por um aro 72. 0 comprimento axial das duas caneluras 68, 70 incluindo aquele do aro 72, é superior ao comprimento axial da canelura precitada em referência às Figuras 1 e 2. Desse modo, as duas caneluras 68, 70 definem respectivamente duas câmaras anulares 74, 76 deslocadas elas também axialmente. A canelura 68 está situada no lado de uma segunda extremidade livre afilada 78, enquanto que a canelura 70 está situada no lado de um segundo anel de retenção 80. Desse modo, aquela das duas câmaras anularas 74, 76 que é a mais próxima de uma segunda borda anular livre 82 da bainha 24, é a câmara anular 76. As duas câmaras anulares 74, 76 são ligadas entre si por um ou vários canais intermediários 84 dispostos sob o aro 72. O ar quente injetado dentro da câmara anular 74 via um ou vários segundos canais de injeção 86 circula primeiro no interior da câmara mais afastada da segunda borda anular 82, a câmara anular 74, e depois através do ou dos canais intermediários 84 até chegar em retorno ao interior da segunda câmara anular 76. Em seguida, ele circula então no interior dessa segunda câmara anular 76 antes de ser evacuado para o exterior via um ou vários canais de evacuação 88. Desse modo, as zonas exteriores L e L’ da bainha 24 respectivamente situadas perpendicularmente às câmaras anulares 74, 76 são desplastificadas, enquanto que a zona interior E situada perpendicularmente ao aro 72 entre as zonas exteriores L e L’ precitadas não é plastificada. Além disso, as duas câmaras anulares 74, 76 tendo por outro lado dimensões similares, elas são portanto percorridas por fluxos de ar quente que apresentam características de temperatura, de pressão e de vazão similares. Disso resulta que as zonas exteriores L, L’ da bainha 24 situadas perpendicularmente às duas câmaras anulares 74, 76 são desplastificadas a graus próximos e também a velocidades muito próximas. Ora, a zona de engaste I é situada perpendicularmente à câmara anular 74, enquanto que a zona de queda III é situada no que lhe diz respeito perpendicularmente à câmara anular 76. Essa zona de queda III é ulteriormente recortada por ocasião da montagem da ponteira. Em conseqüência disso, esse modo de realização da invenção permite um controle indireto da qualidade da desplastificação perpendicularmente à zona de engaste I, graças a uma análise em laboratório de
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16/16 amostras caídas retiradas perpendicularmente à câmara anular 76.
[0042] Graças a esse modo de execução, é possível desplastificar um maior comprimento de bainha externa, e notadamente uma zona situada próximo da segunda borda anular 82 da bainha 24, que é de qualquer modo destinada a ser recortada. Em contrapartida, sem o aro 72, a bainha se apóia no fundo da canelura, longa demais axialmente, e o ar não pode mais circular.
[0043] Ainda que os exemplos das figuras 1 a 3 se refiram a condutos de passagem não lisa (“rough bore”) que compreendem uma bainha de sacrifício localizada entre a carcaça interna e a bainha interna de pressão, a invenção se aplica também aos condutos de passagem não lisa que não compreendem uma tal bainha de sacrifício, assim como aos condutos de passagem lisa (“smooth bore”).

Claims (15)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Método de montagem de uma ponteira de conexão em um conduto tubular flexível (12) destinado ao transporte de hidrocarbonetos, o dito método sendo do tipo de acordo com o qual:
    - fornece-se um conduto tubular flexível (12) que apresenta uma extremidade livre (14) e que compreende uma bainha de pressão interna (24) e camadas de reforço feitas de fios de armadura (26) enrolados em torno da dita bainha de pressão, a dita bainha de pressão interna (24) sendo realizada em um material polimérico que compreende aditivos voláteis próprios para exsudar na superfície da dita bainha,
    - fornece-se uma ponteira munida de duas porções anulares concêntricas de engaste,
    - desnuda-se a dita bainha de pressão interna (24) na dita extremidade livre (14) para liberar uma borda anular (28) que apresenta uma parede interna (31) oposta a uma parede externa (33),
    - engasta-se a dita borda anular (28) entre as ditas duas porções anulares concêntricas de acordo com uma espessura dada para formar uma ligação estanque entre a dita borda anular (28) e a dita ponteira;
    caracterizado pelo fato de que compreende ainda as etapas seguintes, antes da etapa de engaste:
    - é formada uma câmara anular (47) no interior da dita borda anular (28) ao longo da dita parede interna (31), a dita parede interna formando uma porção de superfície interna da dita câmara anular; e
    - faz-se circular um fluido no interior da dita câmara anular (47) para extrair localmente os ditos aditivos voláteis da dita borda anular (28) de bainha (24) através da dita parede interna (31), através do que as variações dimensionais da dita espessura dada da dita borda anular (28) são substancialmente nulas com o tempo.
  2. 2. Método de montagem de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que se mantém em forma a parede interna (31) da dita
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    2/4 borda anular durante a circulação do dito fluido.
  3. 3. Método de montagem de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que se guia o dito fluido de acordo com direções substancialmente paralelas à dita parede interna (31).
  4. 4. Método de montagem de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que se faz circular o dito fluido aquecido a uma temperatura superior a 130°C, no interior da dita câmara anular (47).
  5. 5. Método de montagem de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que o dito fluido é ar quente.
  6. 6. Método de montagem de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 5, caracterizado pelo fato de que se faz circular o dito fluido a uma pressão superior a dois bars no interior da dita câmara anular (47).
  7. 7. Método de montagem de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 6, caracterizado pelo fato de que se confina o espaço que se estende em tomo da dita borda anular (28) e pelo fato de que se faz circular um outro fluido no interior do dito espaço confinado para extrair localmente os ditos aditivos voláteis da dita borda anular de bainha através da dita parede externa (33).
  8. 8. Método de montagem de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que se faz circular o dito outro fluido aquecido a uma temperatura igual ou superior à temperatura do dito fluido aquecido, no interior do dito espaço confinado.
  9. 9. Conduto tubular flexível destinado ao transporte de hidrocarbonetos, caracterizado pelo fato de que o dito conduto tubular flexível (12) apresenta uma extremidade livre (14) equipada com uma ponteira de conexão, e pelo fato de que a dita ponteira de conexão é montada no dito conduto tubular de acordo com um método conforme definido em qualquer das reivindicações 1 a 8.
  10. 10. Instalação (10) de montagem de uma ponteira de conexão em um conduto tubular flexível (12) destinado ao transporte dos hidrocarbonetos, o dito conduto tubular flexível (12) apresentando uma extremidade livre (14) e
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    3/4 compreendendo uma bainha de pressão interna (24) e camadas de reforço feitas de fios de armadura (26) enrolados em tomo da dita bainha de pressão interna (24), a dita bainha de pressão interna sendo realizada em um material polimérico que compreende aditivos voláteis próprios para exsudar na superfície da dita bainha de pressão interna, a dita bainha de pressão interna apresentando uma borda anular (28) na dita extremidade livre (14), a dita borda anular apresentando uma parede interna (31) oposta a uma parede externa (33); caracterizada pelo fato de que compreende:
    - meios para formar uma câmara anular (47) no interior da dita borda anular (28) ao longo da dita parede interna (31), a dita parede interna (31) formando uma porção de superfície interna da dita câmara anular; e,
    - meios para fazer circular um fluido no interior da dita câmara anular (47) para extrair localmente os ditos aditivos voláteis da dita borda anular (28) de bainha através da dita parede interna (31).
  11. 11. Instalação de acordo com a reivindicação 10, caracterizada pelo fato de que os ditos meios para formar uma câmara anular compreendem um anel de extração (34) que apresenta uma superfície externa (36) de anel oposta a uma superfície interna (38) de anel e uma canelura (46) disposta na dita superfície externa.
  12. 12. Instalação de acordo com a reivindicação 11, caracterizada pelo fato de que o dito anel de extração (34) apresenta uma borda dianteira (40) livre talhada em bisel para introduzir a dita borda dianteira no interior da dita borda anular (28) da dita bainha de pressão (24) e no lado oposto, uma borda traseira de retenção (34).
  13. 13. Instalação de acordo com a reivindicação 12, caracterizada pelo fato de que os ditos meios para fazer circular um fluido no interior da dita câmara anular compreendem caminhos de passagem (48, 52; 48’, 52’) dispostos na espessura do dito anel de extração (34) e que desembocam na dita canelura (46).
  14. 14. Instalação de acordo com a reivindicação 13, caracterizada pelo fato de que os ditos caminhos de passagem (48, 52; 48’, 52’) compreendem
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    4/4 caminhos de entrada (48; 48’) que desembocam em uma primeira porção de canelura situada na direção da dita borda dianteira (40) e na dita borda traseira (42) e caminhos de saída (52; 52’) que desembocam em uma segunda porção de canelura situada na direção da dita borda traseira (42) e na dita borda traseira (42).
  15. 15. Instalação de acordo com a reivindicação 13 ou 14, caracterizada pelo fato de que compreende meios para fazer circular um fluido aquecido a uma temperatura superior a 130°C, no interior dos ditos caminhos de passagem (48, 52; 48’, 52’).
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