BRPI0910944B1 - molde para a vulcanização de um esboço cru de pneumático e instalação e processo de regulagem térmica de um molde - Google Patents
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Description
(54) Título: MOLDE PARA A VULCANIZAÇÃO DE UM ESBOÇO CRU DE PNEUMÁTICO E INSTALAÇÃO E PROCESSO DE REGULAGEM TÉRMICA DE UM MOLDE (73) Titular: COMPAGNIE GENERALE DES ETABLISSEMENTS MICHELIN. Endereço: 12, Cours Sablon, 63000 Clermont-Ferrand, FRANÇA(FR) (72) Inventor: PASCAL GOUMAULT.
Prazo de Validade: 20 (vinte) anos contados a partir de 08/04/2009, observadas as condições legais
Expedida em: 13/11/2018
Assinado digitalmente por:
Liane Elizabeth Caldeira Lage
Diretora de Patentes, Programas de Computador e Topografias de Circuitos Integrados “MOLDE PARA A VULCANIZAÇÃO DE UM ESBOÇO CRU DE
PNEUMÁTICO E INSTALAÇÃO E PROCESSO DE REGULAGEM
TÉRMICA DE UM MOLDE”
A presente invenção se refere ao domínio técnico dos pneumáticos para veículo automóvel e mais especialmente da fabricação desses pneumáticos.
De modo clássico, um pneumático tem uma forma geralmente tórica e compreende duas partes laterais que formam flancos ligadas por uma parte de topo que forma uma banda de rodagem.
Em geral, a espessura do pneumático varia de acordo com a parte considerada. Por exemplo, no caso de um pneumático destinado a equipar um veículo de tipo engenharia civil, a parte de topo que forma a banda de rodagem pode ter uma espessura de 30 cm enquanto que as partes laterais que formam os flancos têm cada uma delas uma espessura de cerca de 2 a 3 cm.
É conhecido fabricar um pneumático aquecendo-se um esboço cru do pneumático dentro de um molde de forma geral anular em tomo de um eixo de revolução. O aquecimento do esboço provoca sua vulcanização. Como a banda de rodagem é mais espessa do que cada um dos flancos, é conveniente distribuir convenientemente o calor dentro do molde a fim de transmitir mais calorias para a banda de rodagem do que para um flanco. É conhecido controlar essa distribuição de calor evacuando-se as calorias em excesso nas partes do molde em contato com os flancos. As calorias em excesso são evacuadas com o auxílio de um líquido portador de calor de resfriamento que circula nas partes do molde em contato com os flancos, mais especialmente em um canal anular do molde que se estende em tomo do eixo do molde. O canal compreende uma entrada de admissão do líquido e uma saída de expulsão do líquido situada angularmente na proximidade da entrada de admissão de maneira a que o líquido percorra uma volta substancialmente completa no canal.
Devido às trocas de calor com o molde, a temperatura do líquido portador de calor aumenta no decorrer de seu trajeto circular no canal, de modo que o resfriamento do molde pelo líquido portador de calor é menos eficaz no final do percurso do líquido no canal do que no início do percurso. Existe portanto uma diferença relativamente grande de temperatura do líquido portador de calor entre a entrada e a saída de líquido no canal.
É possível reduzir as diferenças de temperatura entre a entrada do líquido no canal e a saída do líquido desse canal, aumentando-se a vazão de admissão do líquido. Isso limita a duração das trocas térmicas entre o molde e o líquido no decorrer do trajeto desse último e assim reduz a diferença de temperatura do líquido entre a entrada e a saída.
No entanto, essa solução não dá inteira satisfação.
A invenção tem notadamente como objetivo otimizar a homogeneidade do resfriamento das partes do molde em contato com os flancos do pneumático, isso com meios simples e eficazes.
Para isso, a invenção tem como objeto um molde para a vulcanização de um esboço cru de pneumático, esse molde tendo uma forma geral anular em tomo de um eixo de revolução e compreendendo meios de canalização de um líquido portador de calor que segue um trajeto substancialmente circular em tomo do eixo, caracterizado pelo fato de que os meios de canalização compreendem uma parede anular em tomo do eixo, que separa pelo menos duas câmaras de circulação de líquido portador de calor e pelo fato de que uma extremidade a jusante (respectivamente a montante) de uma das câmaras tem substancialmente a mesma posição angular em relação ao trajeto substancialmente circular que a extremidade a jusante (respectivamente a montante) da outra das câmaras, o molde compreende além disso meios de colocação em circulação do líquido em sentidos opostos nas duas câmaras.
Graças à disposição relativa das extremidades das duas câmaras e à circulação do líquido em sentidos opostos nessas duas câmaras, a temperatura média da zona em contato térmico com os meios de canalização que compreende as duas câmaras é relativamente homogênea. De fato, o líquido portador de calor no início do trajeto em uma primeira câmara, relativamente frio, retira mais calorias na zona do molde em contato com essa primeira câmara do que o líquido portador de calor no final do trajeto na segunda câmara, relativamente mais quente, de modo que a temperatura média da zona de contato com as duas câmaras é relativamente homogênea. Entende-se por “parede”, uma divisória que tem uma relativamente pequena espessura de maneira a que as duas câmaras sejam suficientemente próximas para influenciar conjuntamente termicamente a zona em contato com o molde. Assim, em qualquer ponto da circunferência das câmaras, consideradas como um trocador térmico único, a temperatura é substancialmente constante e corresponde aproximadamente ao valor médio das temperaturas dos líquidos que circulam nas duas câmaras. Disso resulta que a diferença de temperatura entre a superfície do molde e as duas câmaras consideradas como um trocador único é substancialmente constante o que permite resolver o problema posto.
A invenção também tem como objeto um molde para a vulcanização de um esboço cru de pneumático, esse molde tendo uma forma geral anular em tomo de um eixo de revolução e compreendendo meios de canalização de um líquido portador de calor que segue um trajeto substancialmente circular em tomo do eixo, caracterizado pelo fato de que os meios de canalização compreendem uma parede anular em tomo do eixo, que separa pelo menos duas câmaras de circulação de líquido portador de calor e pelo fato de que uma extremidade a jusante (respectivamente a montante) de uma das câmaras é disposta substancialmente diametralmente oposta à extremidade a jusante (respectivamente a montante) da outra das câmaras, o molde compreende além disso meios de colocação em circulação do líquido em sentidos idênticos nas duas câmaras.
Um molde de acordo com a invenção pode compreender por outro lado uma ou várias das características seguintes:
- a parede acopla termicamente as duas câmaras;
- a parede é realizada em um material termicamente condutor;
- a parede compreende meios de passagem do líquido de uma câmara para a outra;
- os meios de passagem compreendem uma borda de transbordamento do líquido altemativamente em uma câmara e depois na outra;
- a parede se estende substancialmente paralelamente ao eixo;
- pelo menos uma câmara compreende uma parede de separação de uma extremidade a montante e de uma extremidade a jusante da câmara;
- a parede de separação compreende meios de passagem do líquido entre as duas extremidades.
- os meios de passagem compreendem orifícios de passagem do líquido portador de calor de uma câmara para a outra;
- a parede de separação das duas extremidades é realizada em um material poroso permeável ao líquido que circula dentro da câmara;
- a área das seções de cada câmara evolui angularmente em tomo do eixo de modo oposto uma da outra, por exemplo de modo a diminuir no sentido que vai de uma extremidade a montante a uma extremidade a jusante da câmara;
- a extremidade a montante sendo munido de pelo menos um orifício de entrada, o orifício é delimitado por meios de orientação do fluxo de líquido destinados a dirigir uma parte do fluxo de acordo com um laço que se estende entre o orifício de entrada e a parede de separação das extremidades a montante e a jusante da câmara;
- os meios de orientação são destinados a dirigir uma parte do fluxo de acordo com uma direção substancialmente ortogonal ao eixo do molde.
A invenção tem ainda como objeto uma instalação de regulagem térmica de um molde de acordo com a invenção, caracterizada pelo fato de que ela compreende meios de inversão do sentido de circulação do líquido nas câmaras do molde a uma freqüência predeterminada.
A invenção tem finalmente como objeto um processo de regulagem térmica de um molde de acordo com a invenção, caracterizado pelo fato de que se inverte o sentido de circulação do líquido em cada câmara a uma freqüência predeterminada.
A invenção será melhor compreendida com a leitura da descrição que vai se seguir, dada unicamente a título de exemplo e feita fazendo-se referência aos desenhos nos quais:
- a figura 1 é uma vista esquemática de uma instalação de regulagem térmica de um molde de acordo com um primeiro modo de realização da invenção;
- a figura 2 é uma vista esquemática de meios de canalização do molde da figura 1 que compreende duas câmaras de circulação do líquido;
- a figura 3 é uma vista em perspectiva das seções das câmaras de acordo com a linha 3-3 da figura 2, as câmaras sendo separadas por uma parede anular;
- a figura 4 é um gráfico que representa duas curvas de evolução da pressão do líquido respectivamente nas duas câmaras da figura 2 em função de um ângulo de rotação em tomo do eixo do molde;
- a figura 5 é um gráfico que representa uma curva de evolução da altura da parede anular da figura 3 em função de um ângulo de rotação em tomo do eixo;
- a figura 6 é uma vista esquemática parcial de uma câmara da figura 2 que compreende uma parede de separação de suas extremidades a montante e a jusante de acordo com uma primeira variante;
- a figura 7 é uma vista esquemática parcial da câmara da figura 2 que compreende uma parede de separação de suas extremidades a montante e a jusante de acordo com uma segunda variante;
- a figura 8 é uma vista esquemática de uma instalação de regulagem térmica de um molde de acordo com um terceiro modo de realização da invenção;
- a figura 9 é uma vista esquemática ampliada da parte circundada da figura 8;
- a figura 10 é uma vista de meios de canalização do molde da figura 8 que compreende quatro câmaras de circulação do líquido,
- a figura 11 é uma vista esquemática de meios de canalização de um molde de acordo com um segundo modo de realização da invenção,
- a figura 12 é uma vista esquemática de meios de canalização de um molde de acordo com um quarto modo de realização da invenção.
Foi representada na figura 1 uma instalação de acordo com a invenção designada pela referência geral 10.
A instalação 10 é uma instalação de regulagem térmica de um molde 12 de acordo com a invenção. O molde 12 é especialmente bem adaptado para a vulcanização de um esboço cru 14 de pneumático para veículo automóvel. Em especial, o molde 12 tem uma forma anular em tomo de um eixo de revolução X.
O molde 12 compreende dois meios moldes complementares, ditos respectivamente “inferior” 18 e “superior” 16. Cada meio molde 16 e 18 é munido de um plano de junta 20 e de uma parede interna destinada a estar em contato com o esboço do pneumático 14 no decorrer da vulcanização. Impressões (não representadas) são gravadas nessa parede interna.
O molde 12 compreende também em sua parte central 22 uma membrana (não representada) destinada a ser cheia de vapor sob pressão ou de água no decorrer da vulcanização do pneumático 14, de maneira a empurrar o esboço cru 14 contra as impressões gravadas na parede interna do molde 12 e dar assim a forma final do pneumático 14, tal como representada na figura 1.
Assim, como está representado na figura 1, o pneumático 14 tem uma forma final tórica e compreende duas partes laterais 24 que formam flancos ligados por uma parte de topo 26 que forma uma banda de rodagem. E visto notadamente nessa figura que cada flanco 24 tem uma espessura inferior à espessura da banda de rodagem 26.
A fim de levar em consideração essas diferenças de espessura no decorrer da vulcanização e assim distribuir convenientemente o calor dentro do molde 12 transmitindo para isso mais calorias para a banda de rodagem 26 do que para os flancos 24, o molde 12 compreende também meios 28 de canalização de líquido portador de calor de resfriamento que seguem um trajeto substancialmente circular em tomo do eixo X (figura 2) que se estende em uma zona do molde 12 em contato com os flancos 24. Nesse exemplo, cada meio molde 16 e 18 compreende meios de canalização 28.
O líquido que circula nos meios 28 é destinado a retirar calorias na zona do molde 12 em contato com os flancos 24 permitindo assim manter a temperatura do molde 12 em contato com os flancos 24 a uma temperatura mais baixa do que a temperatura de vulcanização do núcleo da banda de rodagem 26.
A instalação 10 compreende ainda um circuito 30 de alimentação com líquido portador de calor dos meios de canalização 28 que compreende um primeiro ramo principal 32 de alimentação com líquido portador de calor em baixa temperatura, dito “ramo de admissão” e um segundo ramo principal 34 de evacuação do líquido portador de calor depois de circulação nos meios de canalização 28, dito “ramo de expulsão”.
Na seqüência da descrição, será descrito mais em detalhe o meio molde “superior” 16 representado nas figuras 2 a 9. Naturalmente, a descrição detalhada do meio molde 16 se aplica também ao meio molde “inferior” 18 representado na figura 1.
Os meios de canalização 28 do meio molde 16 compreendem mais especialmente uma parede anular 36 em tomo do eixo X que separa pelo menos duas câmaras 38 e 40 de circulação de líquido portador de calor (figura
2). No exemplo descrito, a parede anular 36 se estende substancialmente paralelamente ao eixo de revolução X e a seção das câmaras 38 e 40 é de forma geral retangular (figura 3).
Em um primeiro modo de realização da invenção, o meio molde 16 compreende ainda meios 52 de colocação em circulação do líquido portador de calor em sentidos idênticos nas duas câmaras 38, 40, por um lado, entre as extremidades a montante 38A e a jusante 38B da câmara 38 e, por outro lado, entre as extremidades a montante 40A e a jusante 40B da câmara 40. Os meios de colocação em circulação 52 são destinados a conectar as extremidades a montante e a jusante de cada uma das câmaras ao circuito de alimentação com líquido portador de calor de maneira a permitir uma circulação do líquido no interior das câmaras em sentidos idênticos. Mais especialmente, os orifícios de entrada 48A, 50A e de saída 54B e 56B são respectivamente dispostos nas extremidades a montante 3 8A, 40A e a jusante 38B, 40B.
Os meios de colocação em circulação 52 compreendem para cada câmara 38, 40, meios de conexão a montante 58 A do ramo de admissão 32 do líquido ao orifício de entrada 48 a, 50 A de cada câmara 38, 40 e meios de conexão a jusante 60B do ramo de expulsão 34 do líquido ao orifício de saída 54B, 56B de cada câmara 38, 40.
Por outro lado, como está ilustrado na figura 2, a extremidade a montante 38A de uma das câmaras 38 é disposta substancialmente diametralmente oposta à extremidade a montante 40A da outra das câmaras
40. Essa disposição permite criar uma simetria na circulação dos líquidos dentro das câmaras do meio molde (simetria central em tomo do eixo X) e assim otimizar a homogeneização espacial da temperatura.
Em um segundo modo de realização da invenção ilustrado na figura ll,o meio molde compreende meios de colocação em circulação do líquido portador de calor em sentidos opostos. Nessa figura 11, os elementos análogos àqueles da figura 2 são designados por referências idênticas. Nesse caso, a extremidade a montante de uma das câmaras tem substancialmente a mesma posição angular em relação ao trajeto dos meios de canalização substancialmente circular em tomo do eixo X que a extremidade a montante da outra das câmaras. O mesmo acontece com as extremidades a jusante das duas câmaras.
Por outro lado, de preferência, a fim de otimizar a homogeneização da temperatura na zona em contato com os meios de canalização, a parede 36 acopla termicamente as duas câmaras 38 e 40 entre si. A expressão “acoplamento térmico” significa que a parede 36 compreende pelo menos zonas que têm uma resistência térmica relativamente pequena o que permite transferências de calorias entre as duas câmaras 38 e 40.
A fim de realizar o acoplamento térmico das duas câmaras 38 e 40, a parede 36 compreende de preferência meios 42 de passagem do líquido de uma câmara 38, 40 para a outra 40, 38. No exemplo ilustrado na figura 3, os meios de passagem 42 compreendem uma borda 44 de transbordamento de altura H do líquido altemativamente em uma câmara 38, 40 e depois na outra 40, 38. Eventualmente, a parede anular 36 é realizada em um material termicamente condutor.
A borda de transbordamento 44 tem uma altura H que varia em função de um ângulo polar 0 (ver a figura 5) definido no sistema que tem como pólo o eixo X e por eixo polar de origem (Θ = 0o) a semi-reta que passa pelo eixo X e pelo centro de um orifício de entrada 48A da câmara 38 disposto em uma extremidade a montante 38A da câmara 38. A altura H da borda 44 varia de maneira a que 0 que varia de 0o a 180°, o líquido transborde da câmara 38 para a câmara 40 e que para 0 que varia de 180° a 360°, o líquido transborde da câmara 40 para a câmara 38 como está ilustrado na figura 2 por flechas F das quais as dimensões aumentam proporcionalmente ao fluxo de líquido que passa de uma câmara para a outra.
A variação da altura H leva em consideração a queda de pressão do líquido que circula nas câmaras. De fato, como está representado no gráfico da figura 4 (curva em traço contínuo), a pressão do líquido na câmara 38 diminui de modo substancialmente linear no decorrer do trajeto dentro da câmara 38, de um valor máximo PI na extremidade a montante (Θ = 0o) a um valor mínimo P0 na extremidade a jusante (Θ ligeiramente inferior a 360°). A evolução da pressão do líquido que circula na outra câmara 40 é substancialmente idêntica àquela da câmara 38 (curva em traço descontínuo da figura 4). Assim, a curva em traço descontínuo é deslocada da curva em traço contínuo de 180° em abscissas.
A variação da altura H da parede segue a evolução da curva representada na figura 5. Em uma primeira metade do meio molde 16, quer dizer para um valor de Θ que varia de 0o a 180°, o valor da altura H da parede diminui de um valor máximo H1 para 0 = 0° para atingir um valor mínimo H0 para Θ = 180°. Nessa primeira metade, a altura da parede 36 diminui de H1 para H0 o que permite o transbordamento do líquido da câmara 38 para a outra câmara 40 depois de uma queda de pressão do líquido.
Na segunda metade do meio molde 16, quer dizer para um valor de 0 que varia de 180° a 360°, a altura da parede 36 varia também de H1 para H0 de maneira a assegurar o transbordamento do líquido da câmara 40 para a outra câmara 38.
Em variante, a altura da borda de transbordamento 44 pode ser constante no meio molde 16. Nesse caso, a fim de fazer o líquido circular de uma câmara para a outra, a área da seção de cada uma das câmaras evolui angularmente em tomo do eixo (X) de modo oposto uma da outra, por exemplo de modo a diminuir no sentido que vai da extremidade a montante para a extremidade a jusante de cada câmara. Isso permite compensar a queda de pressão do líquido no decorrer de seu trajeto dentro da câmara. De fato, quanto menor for a área da seção da câmara, mais elevada é a pressão do líquido dentro da câmara. Assim, na figura 3, é visto que a área da seção da câmara 40 é inferior à área da seção da câmara 38 de modo que a pressão do líquido dentro da câmara 40 é superior à pressão do líquido dentro da câmara 38 e permite assim criar um fluxo de líquido F que vai da câmara 40 para a câmara 38.
Por outro lado, a fim de homogeneizar a temperatura também de modo temporal, a instalação 10 compreende ainda meios 62 de inversão do sentido de circulação do líquido a uma freqüência predeterminada. Esses meios de inversão 62 compreendem por exemplo um distribuidor hidráulico biestável 64 de tipo 4/2 (figura 1).
Na seqüência da descrição, será descrita em detalhe a câmara 38 representada nas figuras 6 e 7. Naturalmente, a descrição detalhada da câmara 38 se aplica também à câmara 40.
A câmara 39 compreende uma parede 66 de separação de suas duas extremidades a montante 38A e a jusante 38B. Essa separação permite evitar do melhor modo possível as turbulências indesejáveis suscetíveis de se formar entre as extremidades a montante 38A e a jusante 38B da câmara 38, notadamente entre os orifícios de entrada 48A e de saída 50A da câmara 38.
Como está representado de modo detalhado nas figuras 6 e 7 para a câmara 38, a parede de separação 66 compreende de preferência meios 68 de passagem do líquido entre as duas extremidades 3 8A, 38B da câmara
38. Esses meios de passagem 68 permitem reduzir as diferenças de temperatura entre as duas extremidades a montante 38A e a jusante 38B da câmara 38. Os meios de passagem 68 compreendem por exemplo orifícios 70 de comunicação do líquido entre as duas extremidades 3 8A, 38B. Em variante, a parede de separação 66 das duas extremidades 3 8A, 38B pode ser realizada em um material poroso permeável ao líquido que circula na câmara 38.
Por outro lado, no exemplo ilustrado nas figuras 6 e 7, as dimensões da parede 66 são determinadas de maneira a deixar um espaço entre duas bordas da parede 66 e uma parede interior da câmara 38 que permite a circulação do líquido portador de calor entre as duas extremidades da câmara 38 e assim reduzir as diferenças de temperatura entre as duas extremidades, ao mesmo tempo em que limita do melhor modo possível as turbulências indesejáveis do líquido.
No exemplo ilustrado na figura 6, o orifício de entrada 48A da câmara 38 é delimitado por meios 72 de orientação do fluxo de líquido destinados a dirigir uma parte do fluxo de acordo com um laço B que se estende entre o orifício de entrada 48A e a parede de separação 66 das extremidades a montante 38A e a jusante 38B da câmara 38. Esse laço B permite arrastar o líquido em baixa temperatura injetado pelo orifício de entrada 48A na direção da parede 66 e evitar assim uma estagnação de líquido entre a parede 66 e o orifício de entrada 48A que pode estar na origem de uma zona de temperatura heterogênea do molde 12. Por outro lado, graças aos meios de passagem 68 da parede de separação 66, o líquido arrastado no laço B pode também passar para o outro lado da parede 66 e se misturar com o líquido relativamente quente que pode estagnar também entre o orifício de saída 38B e a parede de separação 66.
De preferência, em uma variante ilustrada na figura 7, os meios de orientação 72 do fluxo de líquido são destinados também a orientar o fluxo de líquido de acordo com uma direção substancialmente ortogonal ao eixo X do molde 12. Para isso, como pode ser visto na figura 7, os meios de orientação 72 compreendem uma luva 74, recurvada substancialmente em ângulo reto, munida de uma primeira extremidade conectada aos meios 36 de colocação em circulação forçada e de uma segunda extremidade que delimita o orifício de entrada 48A do líquido na câmara 38.
Nesse exemplo, a direção de injeção do fluxo de líquido forma um ângulo polar β com uma reta substancialmente tangente ao trajeto circular do líquido na câmara O valor desse ângulo β determina notadamente o número e a dimensão do ou dos laços B.
Agora vão ser descritos abaixo os principais aspectos do funcionamento de uma instalação de resfriamento de acordo com a invenção.
Na instalação 10, coloca-se um esboço cru 14 dentro do molde
12. No decorrer da vulcanização, a fim de homogeneizar as temperaturas de vulcanização dos flancos cuja espessura é menor do que a espessura da banda de rodagem, faz-se circular líquido de resfriamento em baixa temperatura nos meios de canalização.
Por outro lado, no decorrer da vulcanização, graças aos meios de inversão 62 do sentido de circulação do líquido nas câmaras, é possível inverter o sentido de circulação do líquido a uma freqüência predeterminada de maneira a otimizar a homogeneização da temperatura também de modo temporal.
Foi representado nas figuras 8 a 10 um terceiro modo de realização de uma instalação de regulagem térmica de um molde de acordo com a invenção.
Nessas figuras, foi representado um meio molde 16 que compreende vários meios de canalização 28 distribuídos ao longo de um dos flancos do pneumático. Nessas figuras 8 a 10, os elementos análogos àqueles das figuras precedentes são designados por referências idênticas.
Assim, o meio molde 16 compreende oito meios de canalização distintos 28Al a 28A8. Nesse exemplo, cada um dos meios de canalização 28A1 a 28A8 compreende pelo menos duas câmaras Cl, C2. Por exemplo, é visto nas figuras 9 e 10, que os meios de canalização 28A1 compreendem quatro câmaras Cl a C4 nas quais circula o líquido portador de calor, os sentidos de circulação do líquido sendo idênticos de uma câmara adjacente para a outra. Por outro lado, as extremidades a montante CIA a C4A e a jusante C1B a C4B de uma câmara adjacente para a outra são diametralmente opostas (figura 10).
Em um quarto modo de realização ilustrado na figura 12. O molde pode compreender meios de circulação do líquido nas câmaras em sentidos opostos de maneira a que os sentidos de circulação do líquido sejam opostos de uma câmara adjacente para a outra. Nessa figura 12, os elementos análogos àqueles da figura 10 são designados por referências idênticas. Nesse caso, as extremidades a montante (respectivamente a jusante) das câmaras têm substancialmente a mesma posição angular em relação ao trajeto dos meios de canalização substancialmente circular em tomo do eixo X.
Será notado que, como está representado na figura 9, os meios 42 de passagem do líquido entre as câmaras Cl a C4 compreendem orifícios 46 de passagem do líquido portador de calor de uma câmara Cl a C4 para a outra C4 a Cl. Esses orifícios 46 são dispostos em cada parede anular 36 de acoplamento térmico e duas câmaras Cia C4.
Nesse terceiro modo de realização, os meios de canalização 28Al a 28A8 são dispostos ao longo do flanco de modo que o resfriamento da zona do molde em contato com o flanco no decorrer da vulcanização é ótimo. E assim possível otimizar ainda mais a homogeneidade das temperaturas das zonas do molde em contato com o flanco 24 aumentando-se para isso o número de meios de canalização a fim de acompanhar o mais próximo possível o perfil curvilíneo do molde.
Graças à invenção, devido ao fato de que o fim de trajeto de líquido em uma das câmaras coincide com o início do trajeto de líquido na outra das câmaras, os gradientes de temperaturas são reduzidos nas zonas de contato com os flancos do molde e as zonas de temperaturas heterogêneas, 5 por ocasião do cozimento, são reduzidas e mesmo inexistentes. De fato, por um lado a zona do molde em contato com os flancos do pneumático, por ocasião do cozimento do pneumático, pode trocar calorias com um líquido portador de calor cuja temperatura é substancialmente constante se as duas câmaras são consideradas como um sistema único. Por outro lado, graças ao 10 acoplamento térmico das duas câmaras que favorece as trocas térmicas entre as câmaras, o gradiente de temperatura entre os líquidos que circulam dentro das duas câmaras é reduzido.
Claims (16)
- REIVINDICAÇÕES1. Molde (12) para a vulcanização de um esboço cru de pneumático, esse molde tendo uma forma geral anular em tomo de um eixo de revolução (X) e compreendendo meios (28; 28A1 a 28A8) de canalização de um líquido portador de calor que segue um trajeto substancialmente circular em tomo do eixo, caracterizado pelo fato de que os meios de canalização (28; 28A1 a 28A8) compreendem uma parede anular (36) em tomo do eixo (X), que separa pelo menos duas câmaras (38, 40; Cl a C4) de circulação de líquido portador de calor e pelo fato de que uma extremidade a jusante (3 8 A; CIA a C4A) (respectivamente a montante 38B; C1B a C4B) de uma das câmaras (38; Cl a C4) tem substancialmente a mesma posição angular em relação ao trajeto substancialmente circular que a extremidade a jusante (respectivamente a montante) da outra das câmaras (40; Cl a C4), o molde compreende além disso meios (52, 58A, 60B) de colocação em circulação do líquido em sentidos opostos nas duas câmaras (38, 40; Cia C4).
- 2. Molde (12) para a vulcanização de um esboço cru de pneumático, esse molde tendo uma forma geral anular em tomo de um eixo de revolução (X) e compreendendo meios (28; 28A1 a 28A8) de canalização de um líquido portador de calor que segue um trajeto substancialmente circular em tomo do eixo, caracterizado pelo fato de que os meios de canalização (28; 28A1 a 28A8) compreendem uma parede anular (36) em tomo do eixo (X), que separa pelo menos duas câmaras (38, 40; Cl a C4) de circulação de líquido portador de calor e pelo fato de que uma extremidade a jusante (3 8A; CIA a C4A) (respectivamente a montante 38B; C1B a C4B) de uma das câmaras (38; Cl a C4) é disposta substancialmente diametralmente oposta à extremidade a jusante (40 A; CIA a C4A) (respectivamente a montante 40B; C1B a C4B) da outra das câmaras (40; Cia C4), o molde compreende além disso meios de colocação em circulação do líquido em sentidos idênticos nas duas câmaras (38, 40; Cl a C4).
- 3. Molde (12) de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que a parede (36) acopla termicamente as duas câmaras (38, 40; Cl a C4).
- 4. Molde (12) de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de que a parede (36) é realizada em um material termicamente condutor.
- 5. Molde (12) de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que a parede (36) compreende meios (42) de passagem do líquido de uma câmara (38, 40; Cia C4) para a outra (40, 38; C4aCl).
- 6. Molde (12) de acordo com a reivindicação 1 ou 25, caracterizado pelo fato de que os meios de passagem (42) compreendem orifícios de passagem do líquido portador de calor de uma câmara (38, 40; Cl a C4) para a outra (40, 38; C4 a Cl).
- 7. Molde (12) de acordo com a reivindicação 5 ou 6, caracterizado pelo fato de que os meios de passagem (42) compreendem uma borda (44) de transbordamento do líquido altemativamente em uma câmara (38, 40; Cl a C4) e depois na outra (40, 38; C4 a Cl).
- 8. Molde (12) de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que a área das seções de cada câmara (38, 40; Cl a C4) evolui angularmente em tomo do eixo (X) de modo oposto uma da outra, por exemplo de modo a diminuir no sentido que vai de uma extremidade a montante (38A, 40A; CIA a C4A) a uma extremidade a jusante (38B, 40B; C1B a C4B) da câmara (38, 40; Cl a C4).
- 9. Molde (12) de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 8, caracterizado pelo fato de que a parede (36) se estende substancialmente paralelamente ao eixo.
- 10. Molde (12) de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 9, caracterizado pelo fato de que pelo menos uma câmara (38, 40; Cl a C4) compreende uma parede (66) de separação de uma extremidade a montante (38A, 40A; CIA a C4A) e de uma extremidade a jusante (38B, 40B; C1B a C4B) da câmara (38,40; Cl a C4).
- 11. Molde (12) de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo fato de que a parede de separação (66) compreende meios de passagem do líquido entre as duas extremidades (38A, 38B, 40A, 40B; CIA a C4A, C1B a C4B).
- 12. Molde (12) de acordo com a reivindicação 10 ou 11, caracterizado pelo fato de que a parede de separação (66) das duas extremidades (38A, 38B, 40A, 40B; CIA a C4A, C1B a C4B) é realizada em um material poroso permeável ao líquido que circula dentro da câmara (38, 40; Cl aC4).
- 13. Molde (12) de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo fato de que a extremidade a montante (38A, 40A; CIA a C4A) sendo munido de pelo menos um orifício de entrada (48A, 50A), o orifício (48A, 50A) é delimitado por meios (72, 74) de orientação do fluxo de líquido destinados a dirigir uma parte do fluxo de acordo com um laço (B) que se estende entre o orifício de entrada (48A, 50A) e a parede (66) de separação das extremidades a montante (3 8 A, 40 A; Cl A a C4A) e a jusante (38B, 40B; C1B a C4B) da câmara (38, 40; Cl a C4).
- 14. Molde (12) de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que os meios de orientação (72, 74) são destinados a dirigir uma parte do fluxo de acordo com uma direção substancialmente ortogonal ao eixo (X) do molde (12).
- 15. Instalação (10) de regulagem térmica de um molde (12) de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 14, caracterizada pelo fato de que ela compreende meios (62, 64) de inversão do sentido de circulação do líquido nas câmaras (38, 40; Cl a C4) do molde (12) a uma ffeqüência predeterminada.
- 16. Processo de regulagem térmica de um molde (12) de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 14, caracterizado pelo fato de que se inverte o sentido de circulação do líquido em cada câmara (38, 40; Cia C4) a uma freqüência predeterminada.1/338Α
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