BRPI0913253A2 - concentrado tensoativo - Google Patents

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BRPI0913253A2
BRPI0913253A2 BRPI0913253-8A BRPI0913253A BRPI0913253A2 BR PI0913253 A2 BRPI0913253 A2 BR PI0913253A2 BR PI0913253 A BRPI0913253 A BR PI0913253A BR PI0913253 A2 BRPI0913253 A2 BR PI0913253A2
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concentrate
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carboxylic acid
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Florence Catherine Courchay
Walter Nuyts
Johannes Georg Winter
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The Procter & Gamble Company
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Abstract

CONCENTRADO TENSOATIVO. A presente invenção refere-se a um concentrado de tensoativo que compreende pelo menos 75% de um tensoativo sulfatado aniônico essencial e completamente neutralizado e 5% a 25% de ácido carboxílico, dos quais 4% a 96% do ácido carboxílico está em sua forma de ácido livre, ao processo para a produção do mesmo e à composição detergente que o contém.

Description

Relatório Descritivo da Patente de lnvenção para , q "CONCENTRADO TENSOATIVO".
CAMPO TÉCNICO A presente invenção refere-se ao campo de concentrados 5 tensoativos, processos para produzi-los e composições detergentes que os contenham.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO Os fabricantes de detergente buscam constantemente otimizar seu desempenho de produto, flexibilidade de processo e, mais recentemen- lO te, o impacto ambiental ou sustentabilidade de seus produtos. Portanto, tem- se desejado, há algum tempo, produzir e vender fórmulas compactas que usam menos água e exigem menos embalagem à medida que mantêm e, de preferência, otimizam, o desempenho do produto. ~ Os tensoativos aniônicos, especialmente tensoativos sulfatados, 15 são pré-processados, antes da inclusão em uma composição de produto, formando um concentrado de tensoativo processável. Tipicamente, é usada água para controlar a viscosidade do concentrado. Entretanto, é apresentado um problema na formulação para fórmulas compactas, conforme discutido acima, já que é o objetivo geral reduzir o conteúdo de 20 água da composição de produto. Esse problema é particularmente relevante quando a composição de produto deve ser vendida como uma dose unitária de uma composição líquida em uma bolsa solúvel em água ou dispersível. Nessa última situação, o produto não é estável quando a composição compreende mais do que 20% de água. Desse modo, é o objetivo do 25 formulador reduzir o nível de água que é trazida para o produto final através das matérias-primas. Ademais, ao fabricar os concentrados tensoativos sulfatados, é essencial que o concentrado de tensoativo possa ser processado, transportado, armazenado, bombeado e, por fim, usado em sua aplicação 30 designada ao longo do tempo de vida do concentrado. Os problemas típicos que surgem se referem a uma viscosidade do concentrado que é muita alta para realizar o processamento efetivamente ou à instabilidade de seu ativo-
chave, um tensoativo sulfatado aniônico, ao Iongo do tempo.
Se não está 6 ~ estabilizado, o tensoativo aniônico sulfatado se desintegra física ou quimicamente formando suas partes constituintes ou outros produtos de degradação.
É essencial, portanto, que o concentrado forneça 5 primeiramente uma estabilidade suficiente ao longo do tempo a partir do ponto de fabricação até o ponto de sua aplicação.
Essa estabilidade deve ser alcançável em todas as temperaturas nas quais o concentrado de tensoativo é processado, transportado, armazenado, bombeado e aplicado.
Em segundo Iugar, o concentrado de tensoativo também deve ter uma 10 viscosidade bombeável ao longo de seu tempo de vida.
O documento EP 507 402 (Unilever) refere-se a um processo contínuo para o preparo de uma composição detergente Iíquida que com- preende um tensoativo aniônico e tensoativo não iônico.
A composição de- tergente tem um baixo conteúdo de água.
Nesse processo, as quantidades 15 equimolares de agente de neutralização e um precursor de ácido llquido do tensoativo aniônico são mesclados simultaneamente na presença de um tensoativo não iônico.
O documento EP 507 402 descreve a presença de á- cido graxo, porém, exige que o ácido graxo esteja presente na forma de áci- do livre. 20 O documento EP 1 272 605 (Unilever) refere-se a um processo contínuo para o preparo de uma composição detergente fluida que compre- ende um tensoativo aniônico.
O dito processo compreende a mistura, em um primeiro misturador, de um precursor de tensoativo aniônico com agente de neutralização suficiente para alcançar de 25 a 75% de neutralização do pre- 25 cursor de tensoativo aniônico, então, a mistura do resultado com agente de neutralização adicional suficiente em um segundo misturador para alcançar 100°6 de neutralização.
O documento EP 1 272 605 menciona a presença de sabão, referindo-se ao sal do mesmo, e descreve os benefícios do uso de um sal nesse contexto. 30 É o objetivo da presente invenção desenvolver um concentrado de tensoativo sulfatado aniônico que não exija o uso de água para processabilidade e um processo contínuo eficiente para produzir o dito con-
centrado. Tem sido um objetivo adicional da presente invenção desenvolver um concentrado de tensoativo sulfatado aniônico de alta eficiência em que a alta eficiência do tensoativo signifique que menos tensoativo é necessário no produto final. Tal sistema de tensoativo de alta eficiência permite a flexibili- 5 dade de fórmula e reduz o impacto ambiental e a irritância do concentrado ou composição de produto final-
SUMÁRIO DA INVENÇÃO De acordo com a presente invenção, é fornecido um concentra- do de tensoativo que compreende pelo menos 7S°/j de um tensoativo sulfa- lO tado aniônico de essência completamente neutrali)ada e 5°/0 a 25% de ácido carboxílico, dos quais 4°/0 a 96% do ácido carboxílico estão em sua forma de ácido livre. De acordo com a presente invenção, também é apresentado um processo de preparo do concentrado que compreende combinar o precursor de ácido de tensoativo sulfatado aniônico com agente neutralizante suficien- te para neutralizar essencial e completamente o dito tensoativo aniônico, e 5% a 25%, em peso do concentrado de um ácido carboxílico, dos quais 4°/0 a 96% do ácido carboxílico estão em sua forma de ácido livre. De acordo com uma modalidade adicional da presente invenção, também é apresentada uma composição de produto detergente que com- preende o concentrado de tensoativo, e menos do que 2Õ°/o de água.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO Em peso, de acordo com a presente invenção, deve significar °/, em peso. O concentrado tem, de preferência, o pH na faixa de 5 a 7,5, com mais preferência o concentrado tem o pH de 5,5 a 7,5 e com a máxima preferência de 5,8 a 7,5. Entretanto, a escolha de pH dependerá do pka do ácido carboxílico usado- Os métodos adequados para medir o pH são co- nhecidos na técnica. De acordo com a presente invenção, as medições de pH são executadas com o uso de um medidor de pH Knick do tipo 911 cali- brado. A medição de pH é realizada da seguinte forma: uma quantidade de 5% em peso do concentrado de tensoativo é adicionada a 95% em peso de água destilada e desionizada e agitada com o uso de um agitador suspenso ~ -
IKA com o uso de uma pá inclinada por um máximo de 10 minutos a 800 rpm a 21°C.
O pH da mistura resultante é medido através da imersão do eletrodo de pH do medidor de pH calibrado na mistura- O pH é Iido após 1 minuto pa- 5 ra permitir a estabilização da leitura de pH.
A "viscosidade bombeável", como definido mais adiante no pre- sente documento, é uma viscosidade de no máximo 10 Pas a 20 sl na tem- peratura de bombeamento (20 a 60°C). Os fluidos de maior viscosidade ain- da podem, em princlpio, ser bombeável em temperaturas mais altas.
Um li- lO mite superior de 10 Pas a uma taxa de cisalhamento de 20 s"1 a 60°C é usa- do na presente invenção para indicar uma fácil bombeabilidade.
Os concen- trados tensoativos que não têm viscosidade abaixo de 10 Pas a 20 s"' em qualquer temperatura na faixa de 20 a 60°C são não bombeáveis, de acordo com a presente invenção- 15 Os métodos para medir a viscosidade são conhecidos na técni- ca.
De acordo com a presente invenção, as rnedições de viscosidade são realizadas com o uso de um reômetro rotacional, por exemplo, AR550 dis- ponível junto à TA lnstruments.
O instrumento inclui uma placa paralela de aço de 40 mm, com o uso de um vão de 500 µm.
A medição é realizada com 20 o uso de um procedimento de fluxo que contém uma etapa de condiciona- mento e uma etapa de rampa contínua.
A etapa de condicionamento envolve o ajuste de uma temperatura de medição e um equilíbrio de, no mínimo, 10 segundos na temperatura selecionada em uma faixa de 20 a 60"C- A etapa de rampa contínua é feita a uma taxa de cisalhamento de 0,04 a 50 s"1 para 25 obter o perfil de fluxo completo.
A menos que seja indicado de outra manei- ra, os dados de viscosidade citados da presente invenção se referem à Ieitu- ra de viscosidade a 20 s"', Tensoativo sulfatado aniônico O concentrado, de acordo com a presente invenção, compreen- 30 de um tensoativo aniônico sulfatado.
Com mais preferência, o tensoativo sul- fatado é selecionado a partir de tensoativos lineares ou ramificados, de sul- fato de alquila ClO a 22 ou de sulfato de alquilalcóxi ClO a 22. Com a máxi-
ma preferência, o tensoativo aniônico sulfatado é proveniente de matérias- prima naturais.
Os tensoativos de matéria-prima natural são preferenciais por motivos relacionados a desempenho e disponibilidade de suprimento.
Em uma modalidade preferencial da presente invenção, o tenso- 5 ativo aniônico é um sulfato de alquil alcóxi.
Com mais preferência, o tensoa- tivo é um sulfato de alquil etóxi.
Com a máxima preferência, sulfatos de alquil polietoxilato em que o grupo alquila contém de 10 a 22, de preferência de 12 a 18 átomos de carbono e sendo que a cadeia de polietoxilato contém de 1 a 15, com mais preferência de 1 a 6 porções de etoxilato.
O sulfato de alquil etóxi (AES) é particularmente preferencial devido ao seu desempenho de brancura na limpeza e alta eficiência.
Tais beneficios resultam na vantagem de que a composição exige menos tensoativo para alcançar o mesmo bene- fício quando comparado ao sistema não iônico/alquil benzeno sulfonato tra- dicional.
Desse modo, o beneficio de desempenho de brancura pode ser a- primorado ou a fórmula pode ser compactada, sem nenhuma perda no de- sempenho.
AES é adicionalmente preferencial já que a eficiência é tal que um desempenho igual pode ser atingido mesmo em condições de lavagem com água fria.
Enquanto isso não tenha nenhum efeito no concentrado por si, significa que, de fato, o usuário da composição detergente pode selecio- nar uma temperatura de lavagem mais baixa, economizando, deste modo, energia.
O tensoativo sulfatado aniônico no concentrado é essencial e completamente neutralizado. lsso quer dizer que o tensoativo aniônico é 98% a 100% neutralizado.
O tensoativo que é menos do que 98% neutrali- zado não é estável- O agente neutralizante pode ser, em princípio, qualquer substância alcalina adequada.
O agente neutralizante pode ser selecionado do grupo consistindo em alcalina, metal alcalinoterroso ou hidróxido de amô- nio substituido, carbonato, bicarbonato, silicato ou misturas dos mesmos.
Alternativamente, o agente neutralizante pode ser uma amina ou amida.
Com mais preferência, o agente neutralizante é um alcanolamina seleciona- do a partir de monoetanolamina, dietanolamina, trietanolamina, 2aminopropanol, monoisopropanolamina (MIPA) ou misturas do mesmo.
Com a máxima preferência, o agente neutralizante é monoetanolamina
W ~ (MEA). O tensoativo aniônico sulfatado está presente no concentrado a um nível de pelo menos 75%, com mais preferência 80%, com a máxima 5 preferência 85°6 em peso do concentrado. Os tensoativos aniônicos sulfatados, entretanto, são notoriamen- te difíceis de processar já que em aita concentração, os mesmos também apresentam alta viscosidade. Quanto mais alta for a viscosidade, mais difícil será o processamento do tensoativo. De acordo com a presente invenção, o 10 ácido carboxilico é usado de maneira inovadora como um soIvente para ad- ministrar a viscosidade do concentrado de tensoativo aniônico. Entretanto, as requerentes também constataram que os sulfatos de alquil (alcóxi) não são estáveis em condições ácidas, tendendo a reverter ao longo do tempo para os elementos constituintes. Esse é o motivo pelo qual os tensoativos 15 que são menos do que 98% neutralizados não são estáveis. A reação de re- versão é adicionalmente acelerada através de condições ácidas. Portanto, a reação é autocatalitica, posto que um dos produtos de reversão, o ácido sul- fúrico, estimula adicionalmente a reaçâo de reversão, resultando em uma reversão do tensoativo. A presença de ácido carboxílico, de acordo com a 20 invenção, estabiliza o tensoativo aniônico. Acredita-se que o ânion de ácido graxo reaja com o átomo de hidrogênio Iivre, produzindo ácido graxo, e dei- xando o Íon de sal para estabilizar o tensoativo aniônico já que o ânion de ácido carboxílico funciona como um dissipador de prótons- Ácido carboxílico 25 O presente concentrado compreende um ácido carboxílico. O á- cido carboxílico está presente no concentrado a um nível de 5% a 25% em peso do concentrado. Com mais preferência, o ácido carboxílico está pre- sente a um nível de 10% a 25%, com ainda mais preferência de 17% a 23% em peso do concentrado. É essencial na presente invenção que 4% a 96°6 30 do ácido carboxílico total esteja presente em sua forma de ácido livre. Dessa forma, 96% a 4% do total ácido carboxílico está presente em sua forma de ácido carboxílico aniônico ou de sabão. Visando as melhores condições para favorecer a estabilidade do tensoativo aniônico, é preferencial que 4Ó°/o a 6Õ°/o do ácido carboxílico esteja presente em sua forma de ácido graxo Iivre.
Entretanto, visando as melhores condições gerais para fornecer uma estabi- Iidade suficiente e uma solubilidade suficiente, é preferencial que 6Õ°/o a 5 90%, com mais preferência 75% a 9O°/j do ácido carboxílico esteja presente em sua forma de ácido livre.
Com a máxima preferência, 80% a 87°6 do áci- do carboxílico está presente em sua forma de ácido livre e, dessa forma, 13% a 2Õ°/o do ácido carboxílico está presente na forma de sabão.
É essencial que a dita razão entre a forma de ácido livre e de sabão do ácido carboxilico seja aderida, enquanto o ácido carboxílico de- sempenha duas funções separadas.
Quando na forma ácida, o ácido carbo- xílico funciona como um solvente.
O efeito geral do solvente é diminuir a vis- cosidade do concentrado.
O impacto do ácido Iivre na viscosidade do con- centrado pode ser visto na tabela 1. Com um pH decrescente, mais ácido graxo está presente à medida que o ácido graxo livre aumenta o nível de soIvente e, dessa maneira, diminui a viscosidade do concentrado de tensoa- tivo.
Dessa forma, um elemento essencial da presente invenção é o fato de que uma porcentagem significativa do ácido graxo está presente como ácido graxo livre no concentrado de tensoativo.
Tabela 1: viscosidade de concentrados tensoativos que consistem em 78°/o de MEA/sulfato de alquil etóxi C12-14 com 3 mols de etoxilação, Ácido qraxo 7om 20% de DTPK, e 2°/0 de MEA e secundários versus pH e temperatura. pH do 4,6 5,2 5,9 6,1 7,0 7,2 7,6 concentrado rUiaRT 13,82 13,50 14,14 14,22 13,80 15,09 20,81
40°C 2,21* 6,10* 6,79* 6,71* 7,04* 7,87* 11,04 60°C 0,44* 0,47* 0,49* 0,48* 1,70* 3,99* 6,44* A viscosidade em Pas é medida a 20 s"' na temperatura citada.
As amostras que satisfazem os critérios de viscosidade, conforme definido mais adiante no presente documento, são destacadas com um asterisco.
A tabela não contém quaisquer informações sobre a estabilidade dos concen- trados tensoativos mostrados.
A porcentagem de ácido graxo livre e a porcentagem de ânion de ácido graxo (sabão) pode ser obtida através do cálculo com o uso da e- ~ q quação conhecido na técnica como a equação tampão de Henderson- Hasselbalch: pH= pKa + |og10 ([ânion de ácido graxo]/[ácido graxo livre]) 5 Os valores de pKa padrão podem ser obtidos, por exemplo, em US 6.794.347 B2 ou em algum outro documento referente à técnica.
Desse modo, o pH do concentrado de tensoativo também define, em um pKa de ácido graxo determinado, a razão entre o ácido graxo Iivre e o ânion de áci- do graxo presentes no concentrado de tensoativo e vice-versa.
A menos que 10 seja indicado de outra maneira, no presente pedido, por uma questão de simplicidade, refere-se à porcentagem de ácido graxo livre tendo o conheci- mento de que o pH e a porcentagem do ânion de ácido graxo podem ser calculados a partir da equação de Henderson-Hasselbalch.
Quando na forma aniônica, o ácido carboxílico funciona como 15 um dissipador de prótons, estabilizando o tensoativo.
O efeito geral do ânion de ácido graxo é reagir o precursor de ácido tensoativo de volta para o ten- soativo aniônico.
Os métodos para medir a atividade de tensoativo aniônico são conhecidos na técnica.
De acordo com a presente invenção, a atividade de 20 tensoativo aniônico é medida com o uso de procedimento lSO 2271-1989 e lSO 2870-1986. De acordo com esses procedimentos, o teor de tensoativo aniônico total é determinado com o uso de um princípio de titulação de duas fases.
A amostra que contêm O(S) tensoativo(s) aniônico(s) e um indicador misturado (consiste em corantes catiônicos e aniônicos) é misturada em um 25 sistema de clorofórmio contendo água.
O complexo entre O(S) tensoativo(s) aniônico(s) e o corante catiônico é o clorofórmio vermelho e solúvel.
Median- te titulação com Hiamina 1622 (um catiônico quaternário), o complexo de co- rante-tensoativo vermelho é rompido e substituído por um complexo incolor de tensoativo aniônico-titulante catiônico.
Uma mudança de cor de vermelho 30 para cinza na camada de clorofórmio indica o ponto final.
Se Hiamina em excesso é adicionado, o mesmo é complexado com o corante aniônico, pro- duzindo uma cor azul para a camada de clorofórmio.
Para avaliar a estabili-
dade do tensoativo aniônico, a atividade de tensoativo aniônico é medida quando fresca, imediatamente após a produção do concentrado de tensoati- vo e em um estágio posterior, com uma amostra armazenada durante um máximo de 4 semanas em uma determinada temperatura em uma faixa de 5 temperatura de 20 a 60°C.
A perda de atividade é calculada através da sub- tração do último valor de atividade do valor de atividade novo.
Para conveni- ência, o valor novo pode ser suposto como 1OO°/o, com o objetivo de que qualquer perda de atividade possa ser expressa em perda de atividade per- centual. "Estabilidade suficiente", como definido mais adiante no presente documento, se refere à estabilidade do tensoativo aniônico durante um perí- odo de 4 semanas em uma faixa de temperatura de 20 a 60°C.
Um concen- trado de tensoativo é avaliado como estável se a medição da atividade de tensoativo aniõnico mostra menos que 2°/0 de perda de atividade.
A dita per- da de atividade de 2°/0 cobre o desvio padrão da medição de atividade.
Conforme mostrado na tabela 2, a presença de ânion de ácido graxo estabiliza o tensoativo aniônico já que há, em geral, menos perda de atividade no pH crescente.
Dessa forma, um elemento essencial da presente invenção é o fato de que uma porcentagem suficiente do ácido graxo está presente como ânion de ácido graxo, ou sabão, no concentrado de tensoati- vo.
Tabela 2: perda de atividade em °/) após 4 semanas de armazenamento do concentrado de tensoativo.
Concentrado de tensoativo que consiste em 78% de MEA/sulfato de alquil etóxi C12-14 com 3 mols de etoxilação, Ácido çjraxo com 20% de DTPK, e 2% de MEA e secundários vepus pH e temperatura. pH do 4,6 5,2 5,9 6,1 7,0 7,2 7,6 concentrado 20°C 2Jq/o 1,4°6* i,1"/o* I 1,4"6* I 1,6%* I 1,4°/,* I 1,4°6*
40°C 3,3% 2,6% 1,6%* I 1,9%* I 1,0°/o* I 0,9%* I 1,3"/S
60"C 99,8% 99,7% 9,4% I 4,1%* I 0,9%* I 1,6"/o* I 0,9%*
As amostras que satisfazem os critérios de estabilidade de ser menor que 2°/0, como definido mais adiante no presente documento, são destacadas com um asterisco.
A tabela não contém quaisquer informações sobre a viscosidade dos concentrados tensoativos mostrados. + ~
A falha em satisfazer os critérios de porcentagem de ácido graxo Iivre ou os critérios de porcentagem de ânion de ácido graxo resulta em con- centrados tensoativos aniônicos não bombeáveis ou não estáveis. lsso é 5 mostrado na tabela 3 que combina as tabelas 1 e 2. Tabela 3: cIassificação çjeral de concentrados tensoativos que consistem em 78% de MEA/sulfato de alquil etóxi C12-14 com 3 mols de etoxilação, Ácido qraxo com 2Ó°/o de DTPK, e 2°/0 de MEA e secundários, armazenados duran- te 4 semanas versus pH e temperatura.
Ok siçjnifica que a amostra satisfaz 10 ambos os critérios de viscosidade e de estabilidade.
Nok siçjnifica que a a- mostra falhou em pelo menos um dos dois critérios. pH do concentrado 4,6 5,2 5,9 6,1 7,0 7,2 7,6 20°C nok nok nok nok nok nok nok 40°C nok nok ok ok ok Ok nok 60"C nok nok nok ok ok Ok ok
O ácido carboxilico é, de preferência, um ácido carboxílico alifá- tico linear saturado ou insaturado que contém até 30 átomos de carbono.
Á- cidos mono, di, tri ou policarboxÍlicos são adequados ao uso na presente in- 15 venção.
Com mais preferência, o ácido carboxílico é um ácido graxo.
Os á- cidos graxos são ácidos carboxílicos, em geral, originados em fontes natu- rais que contém cadeias de alquila mais longas.
Os ácidos carboxílicos pre- ferenciais da presente invenção são ácidos graxos tendo de 8 a 28 átomos de carbono, com mais preferência de 12 a 26 átomos de carbono e, com a 20 máxima preferência, de 12 a 22 átomos de carbono.
Os ácidos graxos prefe- renciais da presente invenção incluem, em particular, ácidos graxos satura- dos de ácido caprílico, ácido pelargônico, ácido cáprico, ácido undecanoico, ácido láurico, ácido tridecanoide, ácido miritico, ácido petadecanoico, ácido palmítico, ácido margárico, ácido esteárico, ácido nonadecanoico, ácido ará- 25 quico, ácido beênico.
Ácidos insaturados de ácido palmitoélico, ácido oleico, ácido erúcico, ácido linolênico, ácido Iinolênico- Os ácidos carboxílicos prefe- renciais são ácido oleico e ácido palmítico, ácido esteárico, ácido linoleico e misturas do mesmo.
Os ácidos carboxílicos são, de modo comum, comerci-
almente disponíveis como uma mistura de ácidos carboxílicos. Nesse con- +
A texto, os ácidos carboxílicos preferenciais são misturas daqueles menciona- dos acima. Uma mistura de ácido carboxilico preferencial é o produto conhe- cido como Semente de Palma Destilada de Topo (Distilled Top Palm Kernel) 5 (DTPK) que compreende ácidos carboxílicos com uma distribuição de com- primentos de cadeia carbônica de C12 a C18, com a seguinte distribuição: 5Õ°/o de C12, 17% de C14, 9% de C16 e 2,5% de C18, 17% de C18', 2,5°6 de C18" (em que um remanescente de 2°/0 é constituído por frações meno- res de 0,1°/o de C8 e abaixo, 1,S°/o de ClO, 0,4°/o de > C18). Outro carboxíli- lO co preferencial é aquele comumente conhecido como colza, o qual compre- ende ácidos carboxilicos com distribuição de comprimentos de cadeia car- bônica de C12 a C20 com a seguinte distribuição: 0,5% de C14, 8% de C16, 2°/0 de C16', 3% de C18, 54% de C18', 21% de C18", 1O°/o de C18"' e 6°/0 de C20. Observa-se que um (') após o comprimento de cadeia indica uma liga- 15 ção dupla, portanto, alguns dos ácidos graxos são insaturados. Exemplos 1 a 3 Os exemplos 1 a 3 mostram concentrados tensoativos bombeá- veis e estáveis que demonstram o alto valor da presente invenção: Exemplo 1: 20 Um concentrado de tensoativo que compreende 78% em peso de MENAE3S, 20% em peso de ácido graxo DTPK adicionado e 2°/0 de se- cundários e alcanolamina, a um pH de 7,0, mostra uma viscosidade de 6,7 Pas a 40°C e uma atividade de tensoativo aniônico de 99°4 após 4 semanas a 60°C. Esse concentrado satisfaz, então, os critérios de viscosidade e de 25 estabilidade da presente invenção. A razão entre o ácido graxo de DTPK li- vre e o ânion de ácido graxo de DTPK é 66,56% a 33,44%. Exemplo 2: Um concentrado de tensoativo que consiste em 78% em peso de MEA/AE3S, 2Õ°/o em peso de Ácido graxo de DTPK adicionado e 2% de se- 30 cundários e alcanolamina, a um pH de 7,6, mostra uma viscosidade de 6,4 Pas a 60°C e uma atividade de tensoativo aniônico de 99% após 4 semanas a 60°C e, dessa forma, satisfaz os critérios de viscosidade e de estabilidade.
A razão entre o Ácido graxo de DTPK livre e o ânion de ácido graxo de m ~
DTPK é 33,44°/o e 66,56%. Exemplo 3: Um concentrado de tensoativo que consiste em 78% em peso de 5 MEA/AE3S, 20% em peso de Ácido graxo de DTPK adicionado e 2°/0 de se- cundários e alcanolamina, a um pH de 5,9, mostra uma viscosidade de 6,8 Pas a 40°C e uma atividade de tensoativo aniônico de 98°6 após 4 semanas a 40°C e, dessa forma, satisfaz os critérios de viscosidade e de estabilidade.
A razão entre o Ácido graxo de DTPK livre e o ânion de ácido graxo de 10 DTPK é 96% e 4°/,. Observação: o pKa do Ácido graxo de DTPK usado para calcular a razão entre Ácido graxo de DTPK e o ânion de ácido graxo de DTPK é 7,3. Exemplos 4 a 6: Os exemplos 4 a 6 mostram concentrados que são não bombe- 15 áveis e/ou não estáveis e, dessa forma, não satisfazem os requisitos da pre- sente invenção.
Exemplo 4: Um concentrado de tensoativo que consiste em 78% em peso de MEA/AE3S e 2Ó°/o em peso de Ácido graxo de DTPK adicionado e 2°/0 de 20 alcanolamina e secundários a um pH de 4,7 falhou nos critérios de sucesso de estabilidade de modo que, após 2 semanas de armazenamento a 60°C, a atividade de tensoativo seja apenas 66% com uma perda de atividade de 34%. A razão entre Ácido graxo de DTPK e o ânion de ácido graxo de DTPK é 99,74°6 e 0,26%. Acredita-se que o motivo para a falha se refira ao fato de 25 que o nivel de ânion de ácido graxo não é suficiente para estabilizar o ten- soativo aniônico.
Exemplo 5: Um concentrado de tensoativo que consiste em 78% em peso de MEA/AE3S e 20% em peso de Ácido graxo de DTPK adicionado e 2% de 30 alcanolamina e secundários a um pH de 5,2 falhou nos critérios de sucesso de estabilidade de modo que, após 2 semanas de armazenamento a 60°C, a atividade de tensoativo seja apenas 83% com uma perda de atividade de
17%. A razão entre Ácido graxo de DTPK livre e o ânion de ácido graxo de DTPK é 99,21°6 e 0,76°6. Acredita-se que o motivo para a falha se refira ao fato de que o nivel de ânion de ácido graxo não é suficiente para estabilizar o tensoativo aniônico. 5 Exemplo 6: Um concentrado de tensoativo que consiste em 82°6 em peso de MEA/AE3S e 1O°/o em peso de Ácido graxo de DTPK adicionado e 2°/0 de alcanolamina e secundários a um pH de 9,0 mostra uma viscosidade de 26,4 Pas a 20 s"' e, dessa forma, falha nos critérios de sucesso de viscosidade bombeável.
A razão entre o Ácido graxo de DTPK livre e o ânion de ácido graxo de DTPK é 1,96% a 98,04%. Acredita-se que o motivo para a falha se refira ao fato de que o nivel de ácido graxo livre não é suficiente para diminu- ir a viscosidade do concentrado de tensoativo aniônico até que seja baixo o suficiente para satisfazer os critérios de viscosidade bombeável.
Exemplo 7: O exemplo 7 é um exemplo de um concentrado de tensoativo não bombeável e não estável sem ácido carboxílico.
Para minimizar a com- pIexidade, seria desejável usar as composições o mais simples possÍvel de um concentrado de tensoativo, por exemplo, um sulfato de tensoativo neu- tralizado por amina sem nenhum solvente ou dissipador de prótons além da amina.
Entretanto, essas misturas mais simples e mais puras não só falham nos critérios de viscosidade, mas também nos critérios de estabilidade.
Um concentrado de tensoativo que compreende 90°6 em peso de MEA/AE3S e 10% de secundários e alcanolamina a um pH de 9,8 mostra uma viscosidade de 13,3 Pas a 60°C a 20 s"' e uma atividade de tensoativo aniônico de 89% após 4 semanas a 60°C e, portanto, falha em ambos os critérios de viscosi- dade e de estabilidade.
Umidade O concentrado compreende, de preferência, baixos teores de água.
Em uma modalidade preferencial, o concentrado compreende não mais que 10% de água, em peso, do concentrado.
Tensoativo não iônico
O concentrado da presente invenção pode compreender um ten- 6
, soativo não iônico.
O ter)soativo não iônico pode ser incluído para fornecer uma função de solvente na diminuição da viscosidade do concentrado.
Des- se modo, algum ácido carboxilico, em sua forma de ácido livre, pode ser 5 substituído pelo tensoativo não iônico.
Entretanto, é essencial que a razão entre o ácido livre e o sabão se mantenha na faixa exigida pela presente in- venção.
Os tensoativos não iônicos preferenciais incluem tensoativos não iônicos etoxilados e propoxilados.
Os tensoativos alcoxilados preferen- lO ciais podem ser selecionados das classes dos condensados não iônicos de alquil fenóis, alcoóis etoxiiados não iônicos e alcoóis graxos etoxila- dos/propoxilados não iônicos.
São altamente preferenciais os tensoativos de álcool alcoxilado não iônico, sendo os produtos da condensação de alcoóis alifáticos que têm 15 del a75molsdeóxidodealquileno,em particularcercade50,oude1 a 15 mols, de preferência até 11 mols, particularmente óxido de etileno e/ou óxido de propiieno, tensoativos não iônicos altamente preferenciais.
A cadeia de alquila do álcool alifático pode ser linear ou ramificada, primária ou secundá- ria, e geralmente contém de 6 a 22 átomos de carbono.
São particularmente 20 preferenciais os produtos de condensação de alcoóis que têm um grupo al- quila com 8 a 20 átomos de carbono, com 2 a 9 mols e, em particular, 3 ou 5 mols de óxido de etileno por mol de álcool.
As poli-hidróxi amidas de ácido graxo são tensoativos não iôni- cos altamente preferencias compreendidos pela composição, em particular, 25 aqueles tendo a fórmula estrutural R2CONR'Z sendo que: Rl é H, C1-18, de preferência hidrocarbila C,-C4, 2-hidróxi etila, 2-hidróxi propila, etóxi, propóxi ou uma mistura dos mesmos, de preferência, alquila C1-C4, com mais prefe- rência alquila Cj ou C2, com a máxima preferência alquila Cj (isto é, metila); e R2 é uma hidrocarbila C5-C31, de preferência alquila ou alquenila C5-C19 ou 30 C7-C19 de cadeia linear, com mais preferência alquila ou alquenila C9-C17 de cadeia linear, com a máxima preferência alquila ou alquenila C11-C17 de ca- deia linear, ou mistura dos mesmos; e Z é uma poli-hidróxi hidrocarbila que tem uma cadeia hidrocarbila linear com pelo menos 3 hidroxilas diretamente conectados à cadeia, ou um derivado alcoxilado (de preferência etoxilado ou propoxilado) do mesmo.
Z será, de preferência, derivado de um açúcar redu- tor em uma reação de aminação redutora; com mais preferência, Z é uma 5 glicitila.
Quando presente, o tensoativo não iônico está, preferencialmen- te, presente a um nível de até 20% em peso do concentrado.
Processo para a produção do concentrado de tensoativo O concentrado da presente invenção é produzido através da combinação do precursor de ácido de tensoativo aniônico sulfatado, do a- gente neutralizante e do ácido carboxílico.
O concentrado da presente in- venção pode ser produzido em processos por lote ou continuos.
Ao usar o processo por lotes, os 3 ingredientes podem ser combinados em qualquer ordem.
Entretanto, para eficiência, é preferencial que o precursor do tensoa- tivo e o ácido carboxilico sejam combinados em uma primeira etapa, então, é adicionado agente neutralizante suficiente para neutralizar essencial e completamente o tensoativo e é adicionado ácido carboxílico suficiente para alcançar a razão do sal do ácido carboxílico, exigido pela presente invenção.
O concentrado pode também ser produzido em um processo de recirculação contínua, sendo que todos os três ingredientes são combinados na recirculação.
Pequenas quantidades do produto de tensoativo/agente neutralizante/ácido carboxílico são, então, removidas e o restante continua no reator de recirculação com uma razão de recirculação de 1:10 minutos.
O dito produto pode ser, então, diretamente usado no processo para produzir o produto detergente.
Composição de produto deterqente Uma modalidade adicional da presente invenção se refere a uma composição de produto detergente que compreende o concentrado de ten- soativo descrito acima.
A composição pode estar em qualquer forma; llquida ou sólida e qualquer forma entre essas.
Portanto, a composição pode estar na forma de pó solto, pó densificado, tablete, liquido, gel ou pasta.
De prefe- rência, a composição está na forma líquida.
Com mais preferência, a com-
posição é líquida e compreende baixos teores de água, a saber, menos do que 35% de água, com mais preferência 3Ô°/o ou menos, com mais preferên- cia menos do que 2Ó°/o, ainda com mais preferência menos do que 15% de água.
Em uma modalidade alternativa, a dita composição que contém baixo 5 teor de água é encapsulada em uma bolsa solúvel em água ou dispersível em água.
O concentrado de tensoativo pode ser combinado com os ingre- dientes de composição detergente em qualquer momento da fabricação da dita composição detergente.
Entretanto, é preferencial que o mesmo seja adicionado em qualquer ponto adequado para não afetar muito a viscosida- de do produto.
Em um aspecto preferencial adicional do processo de produ- ção da composição detergente, a composição é neutralizada até um pH a- dequado.
O pH de uma solução de 1O°/o da composição detergente em água destilada a temperatura ambiente está, de preferência, na faixa de 7 a 9, com mais preferência 7,5 a 8,5, com a máxima preferência de 7,7 a 8,3. O pH da composição é medido com o uso de técnicas e equipamentos padrão (como aqueles discutidos anteriormente). Inqredientes Opcionais da Composição de Produto Deterçjente A composição de produto detergente pode compreender qual- quer um dos ingredientes detergentes mencionados.
Tensoativos A composição de produtos detergentes da presente invenção compreende o concentrado de tensoativo descrito acima, porém, pode com- preender adicionalmente mais tensoativos.
De preferência, a composição compreende de cerca de i°/o a 80% em peso de um tensoativo.
De preferên- cia, estas composições contêm de cerca de 5°/0 a 50% em peso de tensoati- vo.
Os tensoativos adicionais utilizados podem ser selecionados a partir de tensoativos aniônicos, não iônicos, zwiteriônicos, anfolíticos ou cati- ônicos e misturas dos mesmos.
Detergentes tensoativos aqui utilizáveis são descritos nas patentes US n° 3.664.961, Norris, concedida em 23 de maio de 1972, US n° 3.919.678, Laughlin et al., concedida em 30 de dezembro de
1975, US n° 4.222.905, Cockrell, concedida em 16 de setembro de 1980, e US n° 4.239.659, Murphy, concedida em 16 de dezembro de 1980. São pre- ferenciais os tensoativos aniônicos e não iônicos.
Em uma modalidade preferencial, a composição da presente in- 5 venção compreende, ainda, um tensoativo sulfonato aniônico.
Com mais preferência, um alquil benzeno sulfonato de sódio, potássio, amônio substitu- Ído ou alcanolamina, em que o grupo alquila contém de cerca de 9 a cerca de 15 átomos de carbono, em uma configuração de cadeia linear ou cadeia ramificada.
Tais tensoativos preferenciais são descritos nas patentes U.S. n° 2-220.099 e 2.477.383. São especialmente valiosos para inclusão na presen- te invenção os alquil benzeno sulfonatos lineares de cadeia Iinear nos quais o número médio de átomos de carbono no grupo alquila é de cerca de 11 a 13, abreviado como LAS C11-C13- Tensoativos não iônicos preferenciais são aqueles com fórmula R1(OC2H4)nOH, sendo que R' é um grupo alquila C1o-C16 ou um grupo alquil fenila C8-C12, e n é de 3 a cerca de 80. São particularmente preferenciais os produtos da condensação de alcoóis C12-C15 com de cerca de 5 a cerca de 20 mols de óxido de etileno por mol de álcool, por exemplo, álcool C12-C14 condensado com cerca de 7 mols de óxido de etileno por mol de álcool.
Açjente Branqueador As composições da presente invenção podem compreender um agente branqueador.
O agente branqueador exibe, de preferência, uma efi- ciência de tonalização.
Descobriu-se que esses corantes exibem boa efici- ência de tonalização durante um ciclo de lavagem, sem que exibam um a- cúmulo excessivo e indesejável durante o processo de lavagem de roupas.
Agentes de Beneficio para Ttratamento de Tecidos As composições podem compreender um agente de benefício para tratamento de tecidos.
Para uso na presente invenção, o termo "agente de benefício para tratamento de tecidos" refere-se a qualquer material que possa proporcionar benefícios de tratamento de tecidos como amaciamento de tecidos, proteção das cores, redução na formação de bolinhas/felpas, an- tiabrasão, antiamarrotamento e similares a peças de vestuário e tecidos, par-
ticularmente a peças de vestuário e tecidos em algodão ou com grande pro- porção de algodão, quando uma quantidade adequada do material está pre- sente na peça de vestuário ou no tecido.
Alguns exemplos não limitadores de agentes de benefício para tratamento de tecidos incluem tensoativos ca- 5 tiônicos, silicones, ceras de poliolefina, látex, derivados de açúcar oleoso, polissacarídeos catiônicos, poliuretanos, ácidos graxos e misturas dos mes- mos.
Os agentes de beneflcio para tratamento de tecidos, quando presentes na composição, encontram-se adequadamente em teores de até cerca de 3Ó°/o, em peso da composição, mais tipicamente de cerca de 1°/) a cerca de 20% e, de preferência, de cerca de 2°/0 a cerca de 10°6. Enzimas Detersivas As enzimas detersivas adequadas ao uso na presente invenção incluem protease, amilase, lipase, celulase, carboidrase incluindo mananase e endoglucanase, e misturas dos mesmos.
As enzimas podem ser utilizadas em seus níveis ensinados na técnica, por exemplo em niveis recomendados por fornecedores como Novo e Genencor.
Os teores típicos nas composi- ções são de cerca de 0,0001% a cerca de 5°6. Quando enzimas estão pre- sentes, as mesmas podem ser usadas a teores muito baixos, por exemplo, de cerca de 0,001°6 ou mais baixo em certas modalidades da invenção; ou as mesmas podem ser usadas em formulações de detergente para lavagem de roupas para funções pesadas, de acordo com a invenção, em teores mais elevados, por exemplo, cerca de 0,1% e mais.
De acordo com uma prefe- rência de alguns consumidores por detergentes "não biológicos", a presente invenção inclui modalidades tanto contendo enzimas como isentas de enzi- mas.
Auxiliar de Deposição Para uso na presente invenção, o termo "auxiliar de deposição" refere-se a qualquer polímero catiônico, ou combinação de polímeros catiô- nicos, que acentue significativamente a deposição do agente de benefício para tratamento sobre um tecido, durante o processo de lavagem de roupas.
De preferência, o auxiliar de deposição é um polímero catiônico ou anfotérico.
Os polímeros anfotéricos da presente invenção também têm uma carga catiônica Iíquida, isto é, o total de cargas catiônicas nesses polí- meros excede o total de carga aniônica.
Alguns exemplos não Iimitadores de agentes acentuadores de deposição são os polissacarídeos catiônicos, qui- tosano e seus derivados, e polimeros sintéticos catiônicos.
Os polissacarí- 5 deos catiônicos preferenciais incluem derivados de celulose catiônicos, deri- vados de goma guar catiônica, quitosano e seus derivados e amidos catiôni- cos.
Modificador de Reoloqia Em uma modalidade preferencial da presente invenção, a com- lO posição compreende um modificador de reologia- O modificador de reologia é selecionado do grupo consistindo em materiais não poliméricos cristalinos, materiais hidróxi-funcionais, modificadores de reologia poliméricos que con- ferem à matriz líquida aquosa da composição características de diminuição da viscosidade sob cisalhamento.
Os materiais cristalinos hidróxi-funcionais são modificadores de reologia que formam sistemas estruturantes filamenta- res por toda a matriz da composição, mediante a cristalização in situ na ma- triz.
Exemplos específicos de modificadores de reologia cristalinos contendo hidroxila preferenciais incluem óleo de rícino e seus derivados.
São especi- almente preferenciais os derivados de óleo de rícino hidrogenado, como óleo de rícino hidrogenado e cera de rícino hidrogenada.
Os modificadores de re- ologia à base de óleo de rícino cristalinos e contendo hidroxila comercial- mente disponíveis incluem TH|XC|N®, disponível junto à Rheox, lnc. (agora Elementis). Os modificadores de reologia poliméricos são selecionados, de preferência, dentre poliacrilatos, gomas poliméricas, outros polissacarídeos não gomosos e combinações desses materiais poliméricos.
Os materiais de goma poíimérica preferenciais incluem pectina, alginato, arabinogalactano (goma arábica), carragenina, goma gelana, goma de xantana, goma guar e misturas dos mesmos.
Coadjuvante ("Builder") As composições da presente invenção podem, opcionalmente, compreender um coadjuvante.
Os coadjuvantes à base de policarboxilato adequados incluem compostos cÍclicos, particularmente compostos alicícli-
cos, como aqueles' descritos nas patentes U.S. n" 3.923.679, 3.835.163,
4.158.635, 4.120.874 e 4.102.903. São particularmente preferenciais os co- adjuvantes de citrato, por exemplo, ácido cÍtrico e sais solúveis dos mesmos. Outros coad juvantes preferenciais incluem ácido etilenodiamina 5 dissuccínico e sais do mesmo (etileno diamina dissuccinatos, EDDS), ácido etileno diamina tetra-acético e sais do mesmo (tetra-acetatos de etilenodia- mina, EDTA), e ácido dietileno triamina pentacético e sais do mesmo (dieti- leno triamina penta-acetatos, DTPA), hidróxi etileno difosfonato (HEDP), a- luminossilicatos, como zeólito A, B ou MAP; ácidos graxos ou sais, de prefe- lO rência sais de sódio do mesmo, de preferência ácidos graxos C12-C18 satu- rados e/ou insaturados; e álcali ou carbonatos de metal alcalinoterroso, de preferência carbonato de sódio. Sistema de Alvejamento Os agentes de alvejamento adequados ao uso na presente in- venção incluem alvejantes à base de cloro e de oxigênio, especialmente sais de peridrato inorgânicos, como mono e tetra-hidratos de perborato de sódio e percarbonato de sódio opcionalmente revestido, de modo a proporcionar uma taxa de liberação controlada (vide, por exemplo, GB-A-1466799 sobre revestimentos de sulfato/carbonato), peroxiácidos orgânicos pré-formados e misturas dessas substâncias com precursor de alvejante de peroxiácido or- gânico e/ou catalisadores de alvejamento contendo metais de transição (es- pecialmente manganês ou cobalto). Os sais de peridrato inorgânicos são ti- picamente incorporados em niveis na faixa de cerca de 1°/0 a cerca de 40"6 em peso, de preferência de cerca de 2% a cerca de 30°/o em peso e, com mais preferência, de cerca de 5% a cerca de 25%, em peso da composição. Os precursores de alvejante à base de peroxiácido preferenciais para uso na presente invenção incluem precursores de ácido perbenzoico e ácido per- benzoico substituído; precursores de peroxiácido catiônicos; precursores de ácido peracético, como TAED, sulfonato de acetóxi benzeno de sódio e pen- ta-acetil glicose; precursores de ácido pernonanoico, como sulfonato de 3,5,5-trimetil hexanoil oxibenzeno de sódio (1SO-NOBS) e sulfonato de nona- noiloxibenzeno de sódio (NOBS); precursores de alquil peroxiácido substitu-
Ídos por amida (EP-A-0170386); e precursores de peroxiácido de benzoxa- zina (EP-A-0332294 e EP-A-0482807). Os precursores de alvejante são tipi- camente incorporados em níveis na faixa de cerca de 0,5°6 a cerca de 25%, de preferência de cerca de 1°/0 a cerca de 10%, em peso da composição, 5 enquanto os peroxiácidos orgânicos pré-formados são tipicamente incorpo- rados em niveis na faixa de 0,5% a 25%, em peso e, com mais preferência, de i°/o a 10% em peso da composição.
Os catalisadores branqueadores pre- ferenciais para uso na presente invenção incluem o triazaciclononano de manganês e complexos relacionado (US-A-4246612, US-A-5227084); Bispi- lO ridilamina de Co, Cu, Mn e Fe e complexos relacionados (US-A-5114611); e acetato de cobalto de pentamina (lll) e complexos relacionados (US-A- 4810410). Perfume Os perfumes são, de preferência, incorporados às composições detergentes da presente invenção.
Os perfumes podem ser preparados co- mo um líquido de pré-mistura, podem ser Iigados a um material veículo, co- mo ciclodextrina, ou podem ser encapsulados.
Sistema Solvente A composição da presente invenção compreende, de preferên- cia, um sistema solvente que contém somente água ou, com mais preferên- cia, uma mistura de solvente orgânico e água.
Os soIventes orgânicos prefe- renciais incluem 1,2-propanodiol, etanol, glicerol, dipropileno glicol, metil propanodiol e misturas dos mesmos- Outros alcoóis inferiores, alcanolami- nas C1-C4, como monoetanol amina e trietanol amina, também podem ser usados.
Os sistemas solventes podem estar ausentes, por exemplo, de mo- dalidades anidras sólidas da invenção, mas, mais tipicamente, estão presen- tes em teores na faixa de cerca de 0,1% a cerca de 98"/o, de preferência pelo menos cerca de 1% a cerca de 50% e, mais geralmente, de cerca de 25% a cerca de 5%. Aqente Perolizante As composições da presente invenção podem compreender um agente perolizante.
O dito agente perolizante pode ser orgânico ou inorgâni-
co, porém, é preferencialmente inorgânico.
Com a máxima preferência, o agente perolizante é selecionado a partir de mica, mica revestida por TiO2, oxicloreto de bismuto ou misturas do mesmo.
Outros Adjuntos 5 Exemplos de outros materiais auxiliares de limpeza adequados incluem, mas não se limitam a, ácidos benzoicos alcoxilados ou sais do mesmo, como ácido trimetóxi benzoico ou um sal do mesmo (TMBA): siste- mas estabilizantes de enzimas; agentes removedores, incluindo agentes fi- xadores para corantes aniônicos, agente complexantes para tensoativos a- lO niônicos, e misturas do mesmo; alvejantes ópticos ou fluorescedores; poIÍ- meros para liberação de sujeiras; polimeros para suspensão de sujeira; dis- persantes; supressores de espuma; corantes; colorantes; hidrótropos, como toluenossulfonatos, cumenossulfonatos e naftalenossulfonatos; salpicos de cor; cápsulas coloridas, esferas ou extrudados; agentes amaciantes à base de argila e misturas do mesmo.
Bolsa Solúvel ou Dispersível em Áçjua Quando a composição é encapsulada em uma bolsa, a dita bol- sa é preferencialmente produzida a partir de um material pelicular que é so- lúvel ou dispersível em água.
Mais preferencialmente, o filme tem uma solu- bilidade em água de ao menos 50%, de preferência ao menos 75% ou mes- mo ao menos 95%, conforme medido pelo método descrito mais adiante neste documento, usando um filtro de vidro com um tamanho de poro máxi- mo de 20 mícrons: 50 gramas ± 0,1 grama de material para bolsa é adicionado em um béquer de 400 ml pré-pesado e são adicionados 245 ml ± 1 ml de água destilada.
Esta é agitada vigorosamente em um agitador magnético ajustado em 600 rpm, por 30 minutos.
A mistura é, então, filtrada através de um filtro de vidro sinterizado qualitativo dobrado com um tamanho de poro conforme definido acima (máximo de 20 mícrons). A água é seca do fiitrado coletado por qualquer método convencional, e é determinado o peso do material re- manescente (que é a fração dissolvida ou dispersa). A porcentagem de so- lubilidade ou dispersibilidade pode, então, ser calculada.
Os materiais para bolsas preferenciais são materiais poliméricos, de preferência polímeros que são transformados em um filme ou folha. O material para bolsas pode ser, por exemplo, obtido por fundição, moldagem por sopro, extrusão ou extrusão por sopro do material polimérico, conforme conhecido na técnica. Os polímeros, copolímeros ou derivados preferenciais dessas substâncias adequados para o uso como material para bolsas são selecionado entre alcoóis polivinílicos, polivinil pirrolidona, óxidos de polial- quileno, acrilamida, ácido acrílico, celulose, éteres de celulose, ésteres de celulose, amidas de celulose, acetatos de polivinila, ácidos policarboxÍIicos e sais, poliaminoácidos ou peptídeos, poliamidas, poliacrilamida, copoIímeros de ácidos maleico/acrÍlico, polissacarídeos incluindo amido e gelatina, go- mas naturais como xantana e carragena. Com mais preferência, os políme- ros são selecionados de poliacrilatos e copolimeros de acrilato solúveis em água, metilcelulose, carboximetilcelulose sódica, dextrina, etilcelulose, hidro- xietil celulose, hidroxipropil metil celulose, maltodextrina, polimetacrilatos e, com a máxima preferência, selecionados de alcoóis polivinílicos, copolíme- ros de álcool poIivinÍlico e hidroxipropil metil celulose (HPMC), bem como de combinações dessas substâncias. De preferência, o nível de polímero no material para bolsas, por exemplo, um polímero PVA, é de pelo menos 6O°/,. O poIímero pode ter qualquer peso molecular médio ponderal, de preferência de cerca de 1000 a 1.000.000, com mais preferência de cerca de 10.000 a
300.000, ainda com mais preferência de cerca de 20.000 a 150.000. As misturas de polímeros tambêm podem ser usados como o material para bolsas- lsso pode ser benéfico para controlar as propriedades mecânicas e/ou de dissolução dos compartimentos ou bolsa, dependendo da aplicação dos mesmos e das necessidades exigidas. As misturas adequadas incluem, por exemplo, misturas em que um polímero tem uma solubilidade em água mais alta que a do outro polímero, e/ou um polímero tem uma re- sistência mecânica mais alta que a de outro polímero. Também são adequa- das misturas de polímeros com diferentes pesos moleculares médios ponde- rais, por exemplo, uma mistura de PVA ou um copolímero do mesmo com um peso molecular médio ponderal de cerca de 10.000 a 40.000, de prefe-
rência de cerca de 20.000, e de PVA ou um copoIímero do mesmo com um peso molecular médio ponderal de cerca de 100.000 a 300.000, de preferên- cia de cerca de 150.000. Também são adequadas ao uso na presente in- venção composições de blenda polimérica, por exemplo, que compreendem 5 blendas poliméricas hidroliticamente degradáveis e soIúveis em água, como polilactida e álcool polivinilico, obtidas através da mistura de polilactida e ál- cool polivinilico, tipicamente compreendendo cerca de 1 a 35% em peso de polilactida e cerca de 65°6 a 99°/o em peso de álcool polivinílico, São prefe- renciais, para uso na presente invenção, poIímeros que são cerca de 60% a cerca de 98% hidrolisados, de preferência cerca de 80% a cerca de 90% hi- drolisados, para otimizar as características de dissolução do material.
Naturalmente, diferentes materiais de filmes e/ou filmes de dife- rentes espessuras podem ser empregados na produção dos compartimentos da presente invenção.
Um benefício ao selecionar diferentes filmes é que os compartimentos resultantes podem exibir diferentes características de soIu- bilidade Olj de liberação.
Os materiais de máxima preferência para a bolsa são filmes de PVA de nome comercial Monosol M8630, vendidas pela Chris-Craft Industri- al Products de Gary, lndiana, EUA, e os filmes de PVA que tenham caracte- rísticas de solubilidade e deformabilidade correspondentes.
Outros filmes adequados ao uso na presente invenção incluem filmes sob o nome comer- cial PT Film, ou os filmes K-Series disponíveis junto à Aiceilo, ou ainda VF- HP Film, disponivel junto à Kuraray.
O material para bolsas da presente invenção pode também compreender um ou mais ingredientes aditivos.
Por exemplo, pode ser benéfico adicionar plastificantes, por exemplo glicerol, etileno glicol, dieti- leno glicol, propileno glicol, sorbitol e como misturas dessas substâncias.
Outros aditivos incluem aditivos detergentes funcionais a serem forneci- dos para a água de lavagem, por exemplo, dispersantes poliméricos or- gânicos, etc.
Por motivos de deformabilidade, bolsas ou compartimentos de bolsa que contêm um componente que é líquido irão conter, de preferência,
uma bolha de ar que tem um volume de até cerca de 50%, de preferência até cerca de 40%, com mais preferência até cerca de 3O°/j, com mais prefe- rência até cerca de 20%, com mais preferência até cerca de 10% do espaço de volume do dito compartimento. As bolsas podem ter qualquer tamanho ou formato, compreen- dendo pelo menos um compartimento. Entretanto, as bolsas podem compre- ender 2 ou 3 ou mais compartimentos. Quando a bolsa compreende um se- gundo e, opcionalmente, um terceiro compartimento, é preferencial que o segundo e o opcionalmente terceiro compartimentos sejam sobrepostos no primeiro compartimento. As bolsas aqui descritas podem ser produzidas com o uso de qualquer técnica conhecida, porém, são de preferência termoformadas a vá- cuo com o uso da técnica de filme em forma horizontal. Exemplos Os presentes exemplos são representativos da presente inven- ção e não se destinam a limitar. A tabela 4 representa as composições detergentes líquidas de acordo com a invenção. As composições A até E podem ser envelopadas em um filme solúvel em água ou embaladas em uma garrafa. O produto E é uma composição em bolsa, com 3 compartimentos separados com diferen- tes composições.
A I B I C I D I E I F 3 compartimentos produto em bolsa Forma Liquido Líquido Líquido Liquido Ge! Liquido Liquido Líquido Compartimento 1 I I I I I1 I 2 I 3 # Dosagem (g) 36,0 38,0 32,0 36,0 40,0 34,0 3,5 3,5 Ácido 14,5 13,8 16,0 14,5 13,5 14,5 20,0 alquilbenzeno suífônico Sulfato de alquila sulfato de C12-14 8,5 I 16,4 I 10,0 I 8,5 |15,0| 8,5
% alquil etóxi 3 Alquil 3-j I I i 13,0 I - etoxilado C12-13 Alquil 7-j 12,5 I 9,0 I 14,0 I i 4,0 I 12,5 |17,0 I etoxilado C12-14 I Cloreto de dime-j til hidroxietil lau-| ril amônio Zeólito A Ácido graxo c12j 14,5 | 8,5 I 16,0 I 15,0 I 7,2 I 14,5 I 13,0 I a 18 Ácido cÍtrico 2,0 4,1 Acetato de sódio Enzimas 0a3 0a3 0a3 0a3 0a3 0a3 Percarbonato de sódio
TAED Catalisador orgânico' Grânulo de 50,0 PAP' Copolímero de ácido acríli- Go/ácido maleico Hexametileno 3,0 2,2 diamina de eto- xissulfatada de dimetil quatemá- rio Polietilenoimina 4,0 1,0 4,0 3,0 2,0 etoxilada' Ácido 1,0 1,0 1,6 0,6 0,6 hidroxietano difosfôn ico Ácido etilenodi- 1,0 amina te- tra(metileno fos- fônico) Alvejante 0,2 0,2 0,3 0,3 0,2 0,2 0,2 |Po|idimeti| I ! I 3,0 I siloxano
Corante 0,05 tonalizante'
Perfume 1,8 1,7 1,9 j 18 |L7 I 1,7 Água e Até 100% secundários
Tampões (car- AtépH8,0 bonato de sódio, monoetanolami- na)5
SoIventes (1,2 até propanodiol, etanol), Sulfato
As dimensões e valores descritos na presente invenção não de- vem ser compreendidos como estando estritamente Iimitados aos exatos va- lores numéricos mencionados.
Em vez disso, exceto onde especificado em contrário, cada uma dessas dimensões se destina a significar tanto o valor declarado como uma faixa de valores funcionalmente equivalentes em torno daquele valor.
Por exemplo, uma dimensão apresentada como "40 mm" des- tina-se a significar"cerca de 40 mm".

Claims (9)

  1. REIVINDICAÇÕES - 1. Concentrado tensoativo, caracterizado pelo fato de que q compreende pelo menos cerca de 75% de um tensoativo sulfatado aniônico essencialmente cornpletamente neutralizado, cerca de 5°/0 a cerca de 25% 5 de ácido carboxílico, na qual cerca de 4°/0 a cerca de 96% do ácido carboxí- lico está na sua forma de ácido livre.
  2. 2. Concentrado de tensoativo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o tensoativo sulfatado aniônico compreende um sulfato de alquil dcóxi, em que o grupo alquila contém de cerca de 10 a 10 cerca de 22 átomos de carbono e o grupo alcóxi contém de cerca de 1 a cerca de 15 porções alcoxiladas.
  3. 3. Concentrado tensoativo de acordo com a reivindicação 1, ca- - " , racterizado pelo fato de que o ácido carboxílico compreende um ácido graxo que tem uma média de cerca de 8 a cerca de 28 átomos de carbono.
  4. Í " 15 4. Concentrado tensoativo de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizado pelo fato de que cerca de 60% a cerca de 90% do ácido carboxí- lico está presente na sua forma de ácido livre-
  5. 5. Concentrado de tensoativo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o concentrado compreende adicionalmente 20 de cerca de 0 a cerca de 20% de um tensoativo não iônico.
  6. 6. Concentrado tensoativo de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizado pelo fato de que compreende adicionalmente de cerca de 0 a cerca de 1O°/o de água.
  7. 7. Concentrado tensoativo de acordo com a reivindicação 1, ca- 25 racterizado pelo fato de que tem um pH na faixa de cerca de 5 a cerca de 7,5.
  8. 8. Processo para preparar o concentrado, como definido na rei- vindicação 1, caracterizado pelo fato de que compreende: a. combinar um precursor de ácido de tensoativo sulfatado ani- 30 ônico com uma quantidade suficiente de um agente neutralizante para es- sencialmente neutralizar completamente o dito tensoativo aniônico, e cerca de 5°/0 a cerca de 25%, em peso, do concentrado de um ácido carboxilico, na qual cerca de 4°/0 a cerca de 96% do ácido carboxílico está em sua forma de ácido livre.
  9. 9. Composição de produto detergente, caracterizada pelo fato de que compreende os concentrados tensoativos, como definidos na reivin- 5 dicação 1, e menos que 2O°/j de água.
    d µ - t m
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