BRPI0914199B1 - broca - Google Patents

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BRPI0914199B1
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Ulrich Krenzer
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MAPAL Fabrik für Präzisionswerkzeuge Dr. Kress KG
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Abstract

BROCA. É proposta uma broca compreendendo: - uma face dianteíra (5) e - uma superfície periférica (19) contígua à face dianteira (5), em que - a face dianteira (5) abrange um gume principal (7) tendo um gume transversal (3) que se estende através de um eixo central (11) da broca (1) e tendo duas regiões de gume principal, uma primeira e uma segunda (13, 15) contíguas ao gume transversal (9) e que se estendem na direção da superfície periférica (19), - a superfície periférica (19) apresenta pelo menos dois sulcos para aparas (21, 23), que entre si delimitam primeiro e segundo filete (25, 27), e, além disso, três arestas, das quais - uma primeira é contígua à extremidade da primeira região do gume principal (13) oposta ao gume transversal (9) e serve como aresta de gume livre (33) e adicionalmente compreende um gume livre (39), e - uma segunda aresta é contígua à extremidade da segunda região de gume principal (15) oposta ao gume transversal (9) e serve como aresta de guia (35), - uma terceira serve com aresta de suporte (37). A broca caracterizada pelo fato de que: - a aresta de guia (35) é disposta no primeiro filete (25) e - a aresta de suporte (37) , juntamente com a aresta de gume livre (33) compreendendo o gurne livre {39) é disposta no segundo filete (27).

Description

[0001] A invenção se refere a uma broca com uma face dianteira e tendo uma superfície periférica que conecta à face dianteira, de acordo com o preâmbulo da reivindicação 1.
[0002] Brocas do tipo citado no presente documento já são conhecidas. Elas apresentam na região da sua face dianteira uma borda de corte principal, que abrange uma borda de corte transversal que intercepta um eixo central da broca e regiões de borda de corte principal que conecta à borda de corte transversal e que se estendem na direção da superfície periférica. Na região da superfície periférica são fornecidos três chanfros dos quais dois são diretamente ligados às extremidades radialmente externas das regiões de borda de corte principal. Um terceiro chanfro se encontra entre estes dois chanfros. Durante a perfuração de uma peça, a broca se apoia através destes chanfros em uma superfície do furo e é deste modo conduzida. Os chanfros também servem para impedir vibrações e um desvio da broca do eixo de rotação. No caso de brocas espirais executadas com precisão, com as quais são produzidos furos cujo diâmetro corresponde ao da broca, ocorrem nos chanfros altas tensões de compressão, pois não pode se formar praticamente nenhuma película de lubrificante. Isto resulta na possibilidade de uma elevação muito grande de forças de corte e da temperatura, o que pode levar a uma vida útil curta da broca e também a alterações do material a nível da peça perfurada. Como a broca se dilata em decorrência do aquecimento, elevam-se ainda mais as tensões de compressão e aumentam os problemas com tal fenômeno associados. Durante o processo de perfuração, os chanfros de guia são ainda mais sobrecarregadas, quando a broca se desloca lateralmente em relação ao seu eixo central ou de rotação. Os chanfros tentam manter a broca em sua posição fora do centro, enquanto ela é forçada de volta para o seu eixo de rotação devido à conformação das bordas de corte principais. Frequentemente os furos têm por este motivo seções transversais não circulares, o que leva a uma sobrecarga adicional e a um desgaste dos chanfros. Fica também consideravelmente limitada a capacidade de retificação da broca.
[0003] Para solucionar estes problemas foram criadas brocas espirais com chanfros de guia adicionais, que se destinam a acentuar a seção circular do furo. Elas têm, no entanto, a desvantagem de que elas não podem compensar os desvios relativamente maiores da broca do eixo de rotação e têm na realidade um efeito negativo sobre a sua vida útil.
[0004] O objetivo da presente invenção consiste, portanto, em propor uma broca do tipo descrito acima que não apresente estas desvantagens.
[0005] Para atingir este objetivo é proposta uma broca com uma face dianteira e uma superfície periférica que conecta à face dianteira. Na face dianteira é fornecida uma borda de corte principal com uma borda de corte transversal, que intercepta o eixo central ou de rotação da broca. Que conectas às extremidades da borda de corte transversal são fornecidas uma primeira e uma segunda região de borda de corte principal que se estendem na direção da superfície periférica. São praticados na superfície periférica pelo menos dois sulcos para aparas, que servem para retirar da região de operação as aparas produzidas pela borda de corte principal. Entre os sulcos para aparas permanecem uma primeira e uma segunda barra. A superfície periférica apresenta, além disso, três chanfros, dos quais um primeiro é que conecta à extremidade da primeira região de borda de corte principal que oposta à borda de corte transversal, servindo este chanfro como chanfro de guia, e um segundo que conecta à extremidade da segunda região de borda de corte principal oposta à borda de corte transversal, apresentando este chanfro uma borda de corte livre. O terceiro chanfro serve como chanfro de suporte.
[0006] A broca se caracteriza por ser prevista o chanfro de guia na primeira barra, ao passo que o chanfro de suporte, juntamente com o chanfro de borda de corte livre que apresenta a borda de corte livre se encontra na segunda barra.
[0007] A distribuição dos chanfros na superfície periférica da broca, conforme foi proposto no presente documento, produz uma guia ótima tanto durante um processo de perfuração como também durante uma produção subsequente de um furo em uma peça a ser trabalhada. A broca, neste caso é de tal modo sustentada, que é evitado um desvio do eixo central ou do eixo de rotação, assim como uma trepidação durante a usinagem de uma peça.
[0008] Um exemplo de concretização preferida da broca se caracteriza pelo fato dos chanfros serem de tal modo dispostos na superfície periférica que durante a perfuração de uma peça as forças introduzidas na broca pelos chanfros são de tal modo dirigidas, que se produz uma força resultante que se estende na direção da borda de corte transversal ou praticamente nesta direção, do que resulta que a broca seja empurrada paralelamente a esta borda de corte ou essencialmente paralelamente à borda de corte transversal, isto é, na direção longitudinal da borda de corte transversal, centralizando-se no furo. Deste modo é evitada uma trepidação. Além disso, a broca se separa no caso de um desgaste da borda de corte principal.
[0009] Um exemplo de concretização preferida da broca se caracteriza pelo passo angular das duas regiões do borda de corte principal ser desigual, de modo que elas não se encontram na face dianteira da broca juntas sobre um diâmetro imaginário, mas são dispostas formando um ângulo entre si que é diferente de 180°. Do mesmo modo, esta configuração faz também com que a broca seja guiada durante a perfuração e durante a usinagem de uma peça, sendo evitado um desvio do eixo de rotação desejado e uma trepidação.
[00010] Um outro exemplo de modalidade da broca se caracteriza pelo fato de que a largura das barras medida na direção periférica difere e pelo fato de que o chanfro de suporte e também o chanfro com a borda de corte livre são fornecidos na barra mais larga.
[00011] Um outro exemplo de concretização preferida se caracteriza pelo fato de que as regiões de borda de corte principal são desencontradas entre si observando-se na direção axial da broca. Neste caso, a região de borda de corte principal, cujo chanfro é previsto na mesma barra que o chanfro de suporte, avança axialmente em relação à outra região de borda de corte principal.
[00012] Outras modalidades serão apresentadas nas reivindicações secundárias.
[00013] A presente invenção será descrita com mais detalhes abaixo com referência ao desenho. Nele:
[00014] A Figura 1 mostra uma vista da face dianteira de uma broca;
[00015] A Figura 2 mostra uma vista de acordo com a Figura 1 com linhas auxiliares para explicar um efeito da borda de corte livre e;
[00016] A Figura 3 mostra uma vista lateral da parte dianteira de uma broca de acordo com a Figura 1.
[00017] A Figura 1 ilustra uma broca 1 em vista frontal. Para simplificar a explicação, é indicada com um círculo 3 a parede de um furo na peça a ser perfurada com a broca 1.
[00018] A broca 1 apresenta uma face dianteira 5, mostrada na vista superior na Figura 1. Esta face frontal abrange uma borda de corte principal 7 com uma multiplicidade de regiões, mais exatamente com uma borda de corte transversal 9 que se estende pelo eixo central 11 da broca e com duas regiões de borda de corte principal 13 e 15 junto à borda de corte transversal 9.
[00019] Na face dianteira 5 é praticado um ponto de afinamento 17, 17’ que serve para encurtar a borda de corte transversal 9. Tal configuração é essencialmente conhecida de modo que não se entrará em detalhes a seu respeito.
[00020] Na superfície periférica 19 da broca 1, que se estende essencialmente perpendicular ao plano do desenho da figura 1, e é que conecta à face dianteira 5, são praticados dois sulcos para aparas 21, 23, que servem para a retirada de aparas que se produzem durante a perfuração da peça. Entre estes se encontram as barras 25, 27.
[00021] Na Figura 1 são assinaladas uma linha horizontal traço-ponto H e uma linha vertical traço-ponto V, sendo que no ponto de intercessão delas se encontra o eixo central 11 que é perpendicular ao plano da Figura 1. Este representa durante a perfuração de uma peça o eixo de rotação da broca 1. A primeira região da borda de corte principal 13 parte da borda de corte transversal 9. Uma primeira seção 13a se estende, em decorrência do ponto de afinamento 17, inicialmente para cima e para a direita, neste caso, por exemplo, em um ângulo de aproximadamente 30°. Um segmento 13b que conecta da região de borda de corte principal 13 se estende então ainda mais na direção da superfície periférica 19 da broca, neste caso essencialmente em paralelo à linha horizontal H. Este é disposto em relação a esta linha a uma distância a1.
[00022] Do outro lado da borda de corte transversal 9 se encontra a região de borda de corte principal 15, cujo primeiro segmento 15a, devido ao ponto de afinamento 17’, se estende neste caso, por exemplo, formando um ângulo de aproximadamente 25° com a horizontal H, e o seu segundo segmento 15b se estende até a linha periférica 19. Este segmento 15b se estende aproximadamente para cima e para a esquerda na Figura 1. Caso se trace uma linha de diâmetro D através do eixo central 11 e caso se disponha esta de modo tal, que ela seja aproximadamente paralela ao segmento 15b da região de borda de corte principal 15 que se estende obliquamente para cima e para a esquerda, produz-se aqui uma distancia a2 entre a linha de diâmetro D e este segmento 15b. No caso do exemplo de concretização ilustrado a1 é menor do que a2.
[00023] A face dianteira 5 da broca 1 incide verticalmente no plano do desenho, a partir do segmento 15b da região de borda de corte principal 15 que intercepta a superfície periférica 19 da broca 1. Desse modo, a face dianteira 5 incide verticalmente no plano da Figura 1 a partir do segmento 13b da primeira região de borda de corte principal 13 que intercepta a superfície periférica 19 da broca 1. Deste modo é criada uma superfície principal livre 29 da região de borda de corte principal 13 e uma superfície livre principal 31 da região de borda de corte principal 15.
[00024] Da vista de face dianteira da broca 1 fica evidente que esta é sustentada através de três chanfros contra a parede do furo indicado com o círculo 3, quando a broca 1 penetra em um furo em uma peça, não ilustrada. Neste caso é previsto que um primeiro chanfro de borda de corte livre 33 seja que conecta à extremidade da primeira região de borda de corte principal 13 oposta à borda de corte transversal 9, e que um chanfro de guia 35 projetado, de preferência, em forma de chanfro de retificação seja que conecta à extremidade da segunda região de borda de corte principal 15 oposta à borda de corte transversal 9. A broca 1 se apoia finalmente através de um terceiro chanfro, que é indicado como chanfro de suporte 37, contra a parede do furo.
[00025] A Figura 1 mostra nitidamente que o chanfro de guia 35 é previsto na primeira barra 25, e que na segunda barra 27 são previstas tanto o chanfro de borda de corte livre 31 como também o chanfro de suporte 37. O chanfro de suporte 37 forma com uma das extremidades opostas à borda de corte transversal 9 da primeira e da segunda região de borda de corte principal 13, 15 um ângulo de 45° a 100°. O chanfro mais próximo ao chanfro de suporte 37 é, neste caso, portanto, o chanfro de borda de corte livre 33 dotado com um ângulo radial livre.
[00026] Uma borda de corte livre 39 fornecida na segunda barra 27 é atribuída ao chanfro de borda de corte livre 33.
[00027] Durante a perfuração de uma peça com a broca 1 esta gira, conforme indicado por uma seta 41, de acordo com a Figura 1 no sentido anti-horário. Essencialmente é possível se colocar a peça em rotação, e manter a broca estacionária ou então fazer girar as duas peças uma em relação a outra em sentidos contrários, para produzir uma rotação relativa. Se a borda de corte principal 7 retirar aparas de uma peça, essas correm para dentro dos sulcos para aparas 21, e 23, que incidem verticalmente no plano da ilustração da Figura 1. Neste caso as aparas retiradas pela região de borda de corte principal 13 atingem o espaço para aparas 21 que - observando-se na direção da rotação - avança, e as aparas retiradas pela região de borda de corte principal 15 atingem o espaço para aparas 23 correspondentes.
[00028] Durante a formação de um furo são introduzidas na broca 1 forças, principalmente através da borda de corte principal 7 e através dos três chanfros. Isso faz com que a broca 1 se apoie firmemente contra o chanfro guia 35 e o chanfro de suporte 37 e seja bem conduzida dentro do furo que é produzido.
[00029] Se ocorrer um desgaste da borda de corte principal 7, fica reduzido o diâmetro do furo criado na peça, portanto, também o círculo 3 ilustrado na Figura 1. Isto pode levar a um travamento da broca 1 no interior do furo que se produz.
[00030] No exemplo de concretização ilustrado na Figura 1, fica assegurado por meio da borda de corte livre 39, que, no caso de desgaste da borda de corte principal 7, a broca 1 se solta, não ficando travada na peça.
[00031] A Figura 1 mostra ainda que, durante uma trepidação da broca 1, esta é sustentada dentro da parede do furo pelos três chanfros, pelo chanfro de borda de corte livre 33, o chanfro guia e o chanfro de suporte 37. Estas forças, juntamente com as forças introduzidas através da borda de corte principal 7 na broca 1 produzem uma resultante na direção indicada com a seta dupla 43. Deste modo a broca se apoia firmemente - na Figura 1 para baixo e para a esquerda - contra o chanfro guia 35 e o chanfro de suporte 37, ficando assim impedida a trepidação.
[00032] A Figura 2 mostra a broca 1 numa vista da face dianteira. Com as linhas auxiliares deve ser mais claramente explicado o efeito da borda de corte livre. Componentes iguais são dotados com números de referência iguais, de modo que se pode referir na descrição à Figura 1. Alguns números de referência que não são necessários para a explicação da Figura 2 foram eliminados para fins de uma maior clareza.
[00033] Na Figura 2 podem ser reconhecidas a linha traço-ponto horizontal H e a linha traço-ponto vertical V, que se interceptam no ponto médio de um furo indicado pelo círculo 3, encontrando-se no seu ponto de interseção o eixo central 11 da broca. Durante o emprego da broca 1 e durante a perfuração de uma peça, a borda de corte principal 7 disposta na face dianteira 5 retira aparas da peça não ilustrada na figura. Neste caso atuam através da borda de corte principal 7 e dos três chanfros, do chanfro de borda de corte livre 33, do chanfro guia 35 e do chanfro de suporte 37, forças sobre a broca 1, produzindo-se durante uma rotação da broca 1 na direção da seta 41, uma força resultante na direção da seta dupla 43 que se estende sobre uma linha imaginária que se estende no prolongamento da borda de corte transversal 9. A broca 1 - consequentemente também a sua borda de corte transversal 9 - é assim comprimida para a esquerda e para baixo e deste modo é deslocada essencialmente em paralelo ou exatamente em paralelo a sua borda de corte transversal 9, e se apoia assim firmemente contra o chanfro guia 35 e o chanfro de suporte 37, e é conduzida dentro do furo. Esta força resultante 43 faz com que seja evitada de modo seguro a trepidação, ou pelo menos seja muito reduzida.
[00034] Quando ocorre um desgaste da borda de corte principal 7, o diâmetro do furo produzido pela broca 1 é reduzido, de modo que a parede do furo não se encontra dentro do círculo 3, mas do círculo 3’ representado em linha tracejada no desenho. O seu ponto médio coincide com o ponto de interseção da linha contínua H’ horizontal com a linha contínua vertical V’. Através das forças que atuam na direção da seta dupla 43, a broca continua a ser comprimida para baixo e para esquerda.
[00035] Como com o desgaste da borda de corte principal 7 o diâmetro do círculo 3’ que representa a parede do furo é reduzido, a broca 1, cujo diâmetro fora da região da borda de corte principal desgastada 7 permanece invariável, ficaria travada dentro do furo que se forma. No entanto, pode-se ver, de acordo com a Figura 2 que neste caso a borda de corte livre 39 retira as aparas 45 da parede do furo e assim aumenta o diâmetro do furo 1, de modo que a broca 1 fica livre e é evitado o travamento no furo. O deslocamento da broca praticamente em paralelo ou exatamente em paralelo com a sua borda de corte transversal 9 destina-se a mostrar que ela é deslocada praticamente na direção longitudinal da borda de corte transversal 9. Deste modo as espessuras de tensão na borda de corte transversal 9 e nas regiões da borda de corte principal 13, 15 se alteram de um valor inferior a 1%. Para as bordas de corte não se produz, portanto, nenhuma sobrecarga adicional essencial. Como no caso de um deslocamento, a região de borda de corte principal 13 atribuído à borda de corte livre 39 é submetida a uma espessura de tensão maior, fica assegurado um assentamento seguro da broca 1 no chanfro de suporte 37, sendo evitadas vibrações ou trepidações.
[00036] Na Figura 2 é indicado o ângulo de distribuição α entre as regiões de borda de corte principal 13 e 15. Pode se reconhecer facilmente que estas regiões não estão imediatamente opostas uma à outra e que por este motivo o passo angular neste caso é diferente de 180° e é > 180°. Nesta modalidade preferida se produz uma força de corte resultante definida na direção radial, que faz com que a broca 1 produza um furo com excesso de tamanho. Neste caso a borda de corte transversal 9 permanece, no entanto, disposto no meio, de modo que ele centraliza a broca 1 dentro do seu furo e a estabiliza durante um processo de perfuração.
[00037] A Figura 2 mostra ainda que o chanfro de suporte 37 se encontra justamente na região deste passo angular α, que é > 180°.
[00038] A Figura 3 mostra finalmente a extremidade dianteira recortada da broca 1 em vista lateral, sendo que componentes iguais assinalados com números de referência iguais, de modo que se pode referir para a descrição à Figura 1. Na verdade, por motivo de uma melhor clareza, alguns dos números de referência supérfluos para a descrição da Figura 3 foram omitidos.
[00039] Neste caso fica claro que a broca 1 é dotada com sulcos para aparas que se estendem ao longo de uma linha de rotação imaginária, dos quais pode ser visto o sulco para aparas 23. Pode-se também prever dotar uma broca com sulcos para aparas que sejam dispostos paralelamente ao seu eixo central 11.
[00040] Pode ser vista uma parte da face dianteira 5, sobre a qual são dispostos a borda de corte transversal 9 que intercepta o eixo central 11 e a borda de corte principal 7, do qual a segunda região de borda de corte principal 15 acima do eixo central 11 pode ser vista aqui. O primeiro segmento 15a da segunda região de borda de corte principal que conecta a borda de corte transversal 9 e ao ponto de afinamento 17 faz a transição para o segundo segmento 15b, que se estende até a superfície periférica 19.
[00041] Na Figura 3 abaixo do sulco para aparas 23 se encontra o chanfro de suporte que conecta 37. Abaixo pode se ver a borda de corte livre 39 com o chanfro de borda de corte livre 33 a ele atribuída. Este chanfro é constituído por um chanfro estreito de retificação, idealmente em forma linear. É indicado com uma linha 47 que a borda de corte livre 31 pode apresentar um ângulo livre, de modo que seja formada uma superfície livre de borda de corte livre.
[00042] Na Figura 3 é indicado o ângulo de ajuste β, que é medido entre a segunda região de borda de corte principal 15 e uma linha auxiliar 47, linha esta que se estende paralelamente à linha média 11 da broca 1. De modo correspondente é medido o ângulo de ajuste da região de borda de corte principal 13, não visível na Figura 3.
[00043] Para a estabilização da broca 1 em um furo a ser usinado, é previsto que uma das duas regiões de borda de corte principal avança precedendo a outra na direção axial, observando-se, portanto, na direção do eixo central 11 e na direção do avanço VS. Preferivelmente, é fornecido que a região de borda de corte principal 13 atribuída à borda de corte livre 39 avance axialmente relativo à região de borda de corte principal 15 atribuída ao chanfro guia 35. Pode-se chegar a este resultado de muitos modos:
[00044] Uma primeira modalidade variante será explicada com referência à Figura 1: A superfície livre principal 29 que conecta à primeira região de borda de corte principal 13 incide, a partir da região de borda de corte principal 13, perpendicularmente ao plano da Figura 1. A segunda região de borda de corte principal 15 também incide perpendicularmente no plano da figura, de modo que neste caso é formada a superfície livre principal 31. O segmento 13b da primeira região de borda de corte principal 13 se estende a uma distância a1 paralelamente à linha horizontal H. Paralelamente ao segmento 15b da região de borda de corte principal 15 está indicada a linha de diâmetro D que intercepta a linha média 11, estendendo-se a linha de diâmetro D a uma distância a2 do segmento 15b. As distâncias a1 e a2 caracterizam a distância média preliminar do segmento 13b da região de borda de corte principal 13 e do segmento 15b da região de borda de corte principal 15. Neste caso: a1 > a2, o que pode ser facilmente visto na figura 1, isto é, a distância média preliminar a1 do segmento 13b é maior do que a distância média preliminar a2 do segmento 15b. Disso resulta que a primeira região de borda de corte principal 13 em relação à região de borda de corte principal 15 segunda avança na direção axial. O segmento 13b se salienta, portanto, mais para o observador das Figuras 1 e 2 do que no caso do segmento 15b da segunda região de borda de corte principal 15. Fazendo-se variar as distâncias médias preliminares, é, portanto, possível se atingir um desencontro axial das duas regiões de borda de corte principal entre si e realizar o avanço axial da primeira região de borda de corte principal 13 por meio de uma distância média preliminar maior, isto é, da distância a1.
[00045] Uma outra possibilidade de se realizar diferentes posições axiais das duas regiões de borda de corte principal consiste em se atribuir às duas regiões de borda de corte principal diferentes ângulos de ajuste β.
[00046] O ângulo de ajuste β da segunda região de borda de corte principal 15 pode ser visto na Figura 3, onde ele foi, conforme citado, tirado em relação a uma linha auxiliar 47, que se estende paralelamente ao eixo central 11 da broca 1. Na ilustração da Figura 3, o ângulo de ajuste β da segunda região de borda de corte principal 15, tem, puramente para fins exemplificativos, aproximadamente mais de 20°. Se para a primeira região de borda de corte principal 13 for selecionado o mesmo ângulo de ajuste, as duas regiões de borda de corte principal 13 e 15 - observando-se na direção do eixo central, e na direção do avanço indicado pela seta VS, respectivamente - estarão na mesma altura axial. Se for selecionado para a primeira região de borda de corte principal 13, ou para o seu segmento 13b, respectivamente um ângulo de ajuste β maior do que para a segunda região de borda de corte principal 15, então, a primeira região de borda de corte principal 13 precederá a segunda região de borda de corte principal 15, conforme se pode ver na Figura 3, na direção axial. A diferença entre os ângulos tem um valor preferivelmente inferior a 1°.
[00047] Além disso, é possível se produzir um desencontro axial das duas regiões de borda de corte principal 13 e 15, fazendo-se com que as duas regiões de borda de corte principal apresentem percursos diferentes entre si.
[00048] O exemplo de concretização da broca 1 ilustrado na Figura 3 mostra regiões de borda de corte principal 13 e 15 feitos de modo de modo que elas sejam planas. No entanto é frequentemente previsto projetar as mesmas côncavas ou convexas. Pode se também projetar uma região de borda de corte principal para ser côncava e a outra convexa.
[00049] Se forem fornecidas as duas regiões de borda de corte principal côncavas, avançará na direção axial aquela região que for menos côncava. Se uma das regiões de borda de corte principal for projetada côncava e a outra plana, avançará axialmente a região de borda de corte principal que for projetada plana. Se uma das regiões de borda de corte principal for projetada plana e a outra convexa, avança axialmente o segmento de borda de corte principal convexo. Se finalmente for previsto se projetar as duas regiões de borda de corte principal convexas, então avançará na direção axial a que for mais convexa.
[00050] Das explicações das Figuras 1 a 3 percebe-se bem que é possível de modo simples se centralizar uma broca 1 durante o processo de perfuração durante a perfuração de uma peça, impedindo, além disso, um travamento da broca 1 no caso de um desgaste da borda de corte principal 7, e finalmente se evitar de modo seguro vibrações e trepidações durante a perfuração de peças. Para isso não se faz necessário nenhuma produção dispendiosa da broca 1. Pode-se ver que a distribuição dos três chanfros da broca 1 nas barras 25 e 27 produz os efeitos desejados. Neste caso, a chanfro guia 35 da segunda região de borda de corte principal 17 é fornecido em uma das barras 25, delimitado pelos sulcos para aparas 21 e 23, ao passo que os dois outros chanfros são dispostos na outra barra 27, mais exatamente o chanfro de borda de corte livre 33 e o chanfro de suporte 37, o que se pode ver nitidamente, especialmente nas vistas da face dianteira de acordo com as Figuras 1 e 2.
[00051] Com a configuração aqui escolhida da broca 1 produz-se a possibilidade de se empregar esta broca com velocidades de corte altas da ordem de 100 m/min até, por exemplo, 250 m/min, preferivelmente a 200 m/min. Com tais velocidades de corte é introduzida uma quantidade muito grande de calor na ferramenta. Foi relatado acima que este aquecimento produz uma dilatação da broca 1. É por este motivo, portanto, importante o efeito descrito de borda de corte livre. Como a broca 1adicionalmente se apoia de modo seguro contra o chanfro de suporte 37, fica garantido que a ferramenta propriamente dita não se aqueça excessivamente e não sofra um possível dano. A forma de construção escolhida garante no caso, além disso, que vibrações e trepidações sejam evitadas com maior segurança, ou que sejam, pelo menos, muito reduzidas.

Claims (12)

1. Broca compreendendo: - uma face dianteira (5) e compreendendo - uma superfície periférica (19) que conecta à face dianteira (5), em que: - a face dianteira (5) abrange uma borda de corte principal (7) compreendendo uma borda de corte transversal (3) que atravessa um eixo central (11) da broca (1), e compreendendo duas primeira e segunda regiões de borda de corte principal (13, 15) que são contíguas à borda de corte transversal (9) e que correm em direção a superfície periférica (19), - a superfície periférica (19) compreende pelo menos dois sulcos para aparas (21, 23), que definem entre si uma primeira e segunda barra (25, 27), além de três chanfros, dos quais - um primeiro chanfro conecta à extremidade da primeira região de borda de corte principal (13), que é oposta à borda de corte transversal (9), e serve como chanfro de corte livre (33), em adição englobando uma borda de corte livre (39), e - um segundo chanfro conecta à extremidade da segunda região de corda de corte principal (15), que é oposta à borda de corte transversal (9) e serve como chanfro guia (35), - um terceiro chanfro serve como chanfro de suporte (37), caracterizada pelo fato de que - o chanfro guia (35) é disposto na primeira barra (25) e - o chanfro de suporte (37), juntamente com o chanfro de borda de corte (33), que engloba a borda de corte livre (39), são dispostos na segunda barra (27).
2. Broca, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que a segunda barra (27) — vista na direção periférica - é mais larga do que a primeira barra (25).
3. Broca, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 2, caracterizada pelo fato de que o chanfro de suporte (37) é disposto em um ângulo de 45° a 100° com relação a uma das extremidades das regiões de borda de corte principal (13, 15), as quais são opostas à borda de corte transversal (9).
4. Broca, de acordo com uma qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizada pelo fato de que o passo angular (α) entre as regiões de borda de corte principal (13, 15) é diferente de 180°.
5. Broca, de acordo com a reivindicação 4, caracterizada pelo fato de que o passo angular (α) é > 180° e em que o chanfro de suporte (37) é disposto na região deste passo angular (α).
6. Broca, de acordo com a reivindicação 4 ou 5, caracterizada pelo fato de que, na segunda barra (27), a largura da mesma, medida na direção periférica, é maior do que a largura da outra barra, provisão é feita para o chanfro de corte livre (33) compreendendo a borda de corte livre (39) e o chanfro de suporte (37).
7. Broca, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, caracterizada pelo fato de que a região de borda de corte principal (13), cujo chanfro é fornecido na mesma segunda barra (27) que o chanfro de suporte (37), avança axialmente, conforme vista na direção do eixo central (11) e na direção de alimentação (VS) da broca (1), quando comparada à outra região de borda de corte principal (15).
8. Broca, de acordo com a reivindicação 7, caracterizada pelo fato de que o avanço axial pode ser realizado por meio de uma maior distância central dianteira (a1, a2) da região de borda de corte principal que avança.
9. Broca, de acordo com a reivindicação 7, caracterizada pelo fato de que o avanço axial pode ser realizado através de um maior ângulo de ajuste (β) da região de borda de corte principal que avança.
10. Broca, de acordo com a reivindicação 7, caracterizada pelo fato de que o avanço axial pode ser realizado através de uma direção da região de borda de corte principal que avança, a qual difere da direção da outra região de borda de corte principal.
11. Broca, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizada pelo fato de que a borda de corte livre (39) engloba um ângulo de ajuste.
12. Broca, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 11, caracterizada pelo fato de que ela engloba uma apresenta um ponto de afinamento (17, 17’).
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