BRPI0914368B1 - Método para predizer se um paciente com degeneração macular relacionada à idade (dmri) úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-vegf e método para predizer se um indivíduo tem uma maior probabilidade de desenvolver dmri úmida ou dmri seca com atrofia geográfica (ag) - Google Patents

Método para predizer se um paciente com degeneração macular relacionada à idade (dmri) úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-vegf e método para predizer se um indivíduo tem uma maior probabilidade de desenvolver dmri úmida ou dmri seca com atrofia geográfica (ag) Download PDF

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BRPI0914368B1
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Robert R. Graham
Howard Shapiro
Timothy W. Behrens
Tsontcho Ianchulev
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Genentech, Inc
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MÉTODO E KIT PARA PREDIZER SE UM PACIENTE COM DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE (DMRI) ÚMIDA TEM UMA MAIOR PROBABILIDADE DE SE BENEFICIAR PELO TRATAMENTO COM UM ANTICORPO ANTI-VEGF E MÉTODO PARA PREDIZER SE UM INDIVÍDUO TEM UMA MAIOR PROBABILIDADE DE DESENVOLVER DMRI ÚMIDA OU DMRI SECA COM ATROFIA GEOGRÁFICA (AG). A presente invenção refere-se a métodos para determinar se um paciente possui risco aumentado para o desenvolvimento da DMRI úmida ou se um paciente tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti- VEGF de alta afinidade.

Description

PEDIDOS DE PATENTE RELACIONADOS
[001] Este pedido reivindica o benefício de prioridade, sob o título 35 § 119(e) do USC, do pedido de patente provisório dos Estados Unidos número US 61/111.667, depositado em 05 de novembro de 2011, e do pedido de patente provisório dos Estados Unidos número US 61/174.856, depositado em 01 de maio de 2009, o conteúdo dos quais são integralmente incorporados ao presente pela referência.
CAMPO DA INVENÇÃO
[002] A presente invenção está relaciona de modo geral ao tratamento de uma doença humana. Mais especificamente, a invenção está relacionada à forma úmida da degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
[003] A DMRI é uma das principais causas de perda irreversível e gravve de visão entre os idosos. Bressler (2004) JAMA 291:1900-01. Ela é caracterizada por um amplo espectro de achados clínicos e patológicos, incluindo manchas amarelas pálidas conhecidas como drusas, interrupção do epitélio pigmentar da retina (EPR), neovascularização da coroide (NVC), e degeneração macular disciforme. As manifestações da doença são classificadas em duas formas: não exsudativa (seca) e exsudativa (úmida ou neovascular). Recentemente, várias terapias para o tratamento da DMRI exsudativa foram aprovados - terapia fotodinâmica com verteporfina (Visudyne®), um aptâmero de ligação ao VEGF, pegaptantib (Macugen®); e um fragmento de anticorpo anti-VEGF, o ranibizumab (Lucentis®).
[004] Podem ocorrer polimorfismos genéticos em uma população quando diferentes alelos em genes específicos resultam em diferentes fenótipos, incluindo o desenvolvimento ou a progressão da doença e a capacidade de resposta a drogas terapêuticas. Foram identificados vários polimorfismos que estão associados ao desenvolvimento ou progressão da DMRI (por exemplo, Despriet et al. (2007) Ophtalmology 125:1270-71; Seddon et al. (2007) 297:1793-99 JAMA, 2585; Boon et al. (2008) Am. J. Genet Human. 82:516-23). Trabalhos anteriores demonstraram que polimorfismos específicos na posição de aminoácido 402 do gene do fator H do complemento (CFH) estão associados a resposta à terapia foto dinâmica (TFD) com verteporfina ou terapia não aprovada (off-label) com bevacizumab para o tratamento da DMRI. A identificação de polimorfismos preditivos da eficácia e segurança em terapias específicas pode ser utilizada para adequar de maneira mais eficaz as terapias em pacientes que melhor se beneficiariam destas.
DESCRIÇÃO RESUMIDA DA INVENÇÃO
[005] A presente invenção é baseada em parte na identificação de polimorfismos genéticos que são preditivos do risco de DMRI ou de uma maior probabilidade de que o tratamento com anticorpos anti-VEGF de alta afinidade irão beneficiar os pacientes com DMRI.
[006] Em um aspecto, a presente invenção fornece um método para predizer se um paciente com DMRI úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-VEGF de alta afinidade, compreendendo a triagem para um polimorfismo genômico no alelo Y402H do gene do fator H do complemento (CFH) correspondente ao rs1061170 em uma amostra isolada do dito paciente, de modo que o paciente tem maior probabilidade de se beneficiar pelo dito tratamento se o genótipo correspondente compreende CC ou CT. Em outro aspecto, a presente invenção fornece um método para predizer se um paciente com DMRI úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-VEGF, que compreende a triagem para um polimorfismo genômico no alelo (C5) I802V do gene do componente C5 do complemento correspondendo a rs17611 em uma amostra isolada a partir do dito paciente, em que o paciente tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo dito tratamento se o genótipo correspondente compreende AA ou AG. Em outro aspecto ainda, a presente invenção fornece um método para predizer se um paciente com DMRI úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-VEGF, compreendendo a triagem para um polimorfismo genômico no gene da serina protease 1 HrtA (HTRA1) alelo A69S correspondente ao rs10490924 em uma amostra isolada a partir do dito paciente, de modo que o paciente tem maior probabilidade de se beneficiar pelo dito tratamento se o genótipo correspondente compreende GT. Em alguns exemplos de realização, o método compreende ainda o tratamento do paciente com um anticorpo anti-VEGF.
[007] Em alguns exemplos de realização, o anticorpo anti-VEGF se liga ao mesmo epítopo do anticorpo monoclonal anti-VEGF A4.6.1 produzido pelo hibridoma ATCC® HB 10709. Em alguns exemplos de realização, o anticorpo anti-VEGF tem um domínio variável de cadeia pesada, compreendendo as seguintes sequências de aminoácidos da região determinante de complementaridade (CDR) de cadeia pesada: CDRH1 (GYDFTHYGMN; SEQ ID NO: 1), CDRH2 (WINTYTGEPTYAADFKR; SEQ ID NO: 2) e CDRH3 (YPYYYGTSHWYFDV; SEQ ID NO: 3) e um domínio variável de cadeia leve compreendendo as seguintes sequências de aminoácidos da CDR de cadeia leve: CDRL1 (SASQDISNYLN; SEQ ID NO: 4), CDRL2 (FTSSLHS; SEQ ID NO: 5) e CDRL3 (QQYSTVPWT; SEQ ID NO: 6). Em alguns exemplos de realização, o anticorpo anti-VEGF tem o domínio variável de cadeia pesada e o domínio variável de cadeia leve de Y0317. Em alguns exemplos de realização, o anticorpo anti-VEGF é o ranibizumab.
[008] Em outro aspecto, a invenção fornece um kit para predizer se um paciente com DMRI úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com o ranibizumab compreendendo um primeiro oligonucleotídeo e um segundo oligonucleotídeo específicos para o polimorfismo C/T no CFH alelo Y402H correspondente à rs1061170. Em alguns exemplos de realização, os oligonucleotídeos podem ser usados para amplificar uma parte do gene CFH compreendendo um polimorfismo C/T no CFH alelo Y402H.
[009] Em outro aspecto, a invenção fornece um kit para predizer se um paciente com DMRI úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-VEGF, que compreende um primeiro oligonucleotídeo e um segundo oligonucleotídeo específicos para o polimorfismo A/G no alelo C5 I802V correspondendo a rs17216529. Em alguns exemplos de realização, os oligonucleotídeos podem ser usados para amplificar uma parte do gene CFH compreendendo um polimorfismo A/G no C5 alelo I802V.
[010] Em outro aspecto, a invenção fornece um kit para predizer se um paciente com DMRI úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-VEGF compreendendo um primeiro oligonucleotídeo e um segundo oligonucleotídeo específico para o polimorfismo G/T no HTRA1 alelo A69S correspondente à rs10490924. Em alguns exemplos de realização, os oligonucleotídeos podem ser usados para amplificar uma parte do gene CFH compreendendo um polimorfismo G/T no HTRA1 alelo A69S.
[011] Em outro aspecto, a invenção fornece um método para predizer se um indivíduo tem uma maior probabilidade de desenvolver DMRI, compreendendo a triagem para um polimorfismo genômico no alelo I145V de C5 correspondente a rs17216529 em uma amostra isolada a partir do dito paciente, onde o paciente tem maior probabilidade de desenvolver DMRI se o genótipo correspondente compreende GG ou AG.
[012] Em outro aspecto, a invenção fornece um método para predizer se um indivíduo tem uma maior probabilidade de desenvolver DMRI úmida ou DMRI seca com atrofia geográfica (AG), que compreende a triagem para um polimorfismo genômico no alelo C5 I802V correspondendo a rs17661 em uma amostra isolada a partir do dito paciente, em que o paciente tem maior probabilidade de desenvolver DMRI se o genótipo correspondente compreende o alelo T (ile).
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
[013] A prática da presente invenção empregará, a menos que indicado de outra forma, técnicas convencionais de biologia molecular (incluindo técnicas recombinantes), microbiologia, biologia celular, bioquímica, e imunologia, que estão dentro do estado da técnica. Tais técnicas são totalmente elucidadas na literatura, tal como, em "Molecular Cloning: A Laboratory Manual", segunda edição (Sambrook et al., 1989); "Oligonucleotide Synthesis" (M.J. Gait, ed.,1984); "Animal Cell Culture" (RI Freshney, ed., 1987); "Methods in Enzymology" (Academic Press, Inc.); "Current Protocols in Molecular Biology"(F.M. Ausubel et al., Eds., 1987, e atualizações periódicas); "PCR: The Polymerase Chain Reaction ", (Mullis et al., Ed., 1994).
[014] A menos que definido de outra forma, os termos técnicos e científicos utilizados no presente relatório descritivo têm o mesmo significado que é comumente compreendido por um técnico hábil no assunto ao qual esta invenção pertence. Singleton et al. “Dictionary of Microbiology and Molecular Biology” 2 Ed., J. Wiley & Sons (Nova Iorque, NY, 1994), e March, “Advanced Organic Chemistry Reactions, Mechanisms and Structure” 4a Ed. John Wiley & Sons (Nova York, NY, 1992), fornecem para um técnico hábil no assunto um guia geral para muitos dos termos utilizados no presente pedido.
[015] Todas as referências citadas no presente, incluindo patentes e publicações, são incorporadas ao presente pela referência em sua totalidade.
DEFINIÇÕES
[016] Conforme utilizado na presente invenção, as formas singulares “um/uma” e “o/a” incluem o plural a menos que o contexto claramente indique o contrário. Por exemplo, “uma” célula incluirá também “células”.
[017] O termo “compreende/compreendendo” destina-se a dizer que as composições e os métodos incluem os elementos recitados, porém não excluem outros.
[018] Os termos “VEGF” e “VEGF-A” são utilizados de modo indistinto na presente invenção para se referirem aos 165 aminoácidos do fator de crescimento celular endotelial e/ou aos 121-, 189-, e 206-aminoácidos relacionados com os fatores de crescimento celular endotelial, conforme descrito por Leung et al. Science, 246:1306 (1989), e Houck et al. Mol. Endocrin., 5:1806 (1991), juntamente com as formas alélicas de ocorrência natural e transformadas destes. Um “anticorpo anti-VEGF” é um anticorpo que se liga a VEGF com afinidade e especificidade suficiente. Preferencialmente, o anticorpo anti-VEGF da presente invenção pode ser usado como agente terapêutico no direcionamento e interferência de doenças ou condições em que a atividade do VEGF está envolvida. Um anticorpo anti-VEGF normalmente não se liga a outros homólogos de VEGF, tal como VEGF-B ou VEGF-C, nem a outros fatores de crescimento, tais como PlGF, PDGF ou bFGF. Um anticorpo anti-VEGF preferido é um anticorpo monoclonal que se liga ao mesmo epítopo do anticorpo monoclonal anti-VEGF A4.6.1 produzido pelo hibridoma ATCC® HB 10709 e é um anticorpo anti-VEGF de alta afinidade. Um “anticorpo anti- VEGF de alta afinidade” tem pelo menos 10 vezes mais uma melhor afinidade para o VEGF do que o anticorpo monoclonal anti-VEGF A4.6.1. De preferência, o anticorpo anti-VEGF é um fragmento de anticorpo monoclonal anti-VEGF humanizado recombinante gerado de acordo com documento WO 98/45331, incluindo um anticorpo compreendendo as CDRs ou as regiões variáveis do Y0317. Mais preferivelmente, o anticorpo anti-VEGF é o fragmento de anticorpo conhecido como ranibizumab (Lucentis).
[019] O termo “anticorpo” é utilizado no presente no sentido mais amplo e inclui anticorpos monoclonais (incluindo anticorpos monoclonais de comprimento total ou intactos), anticorpos policlonais, anticorpos multivalentes, anticorpos multiespecíficos (por exemplo, anticorpos biespecíficos) e fragmentos de anticorpos, contanto que estes exibam a atividade biológica desejada.
[020] O termo "tratamento" refere-se tanto a tratamento terapêutico quanto a medidas profiláticas ou preventivas. Aqueles que necessitam de tais tratamentos incluem aqueles que já estão com a doença, bem como aqueles em que a doença deve ser evitada.
[021] O termo “polimorfismo” refere-se a uma posição na sequência de um gene que varia dentro de uma população. Um polimorfismo é composto por diferentes “alelos”. A localização de tal polimorfismo pode ser identificada pela sua posição no gene e pelos diferentes aminoácidos ou bases que são encontrados nesta posição. Por exemplo, Y402H do CFH indica que há variação entre a tirosina (Y) e histidina (H) na posição do aminoácido 402 do gene CFH. Esta mudança de aminoácido é o resultado de duas bases variantes possíveis, C e T, que são dois alelos diferentes. Como o genótipo é composto de dois alelos distintos, qualquer uma das diversas variantes possíveis pode ser observada em um indivíduo (por exemplo, para este exemplo, CC, CT ou TT). Os polimorfismos individuais também são atribuídos com identificadores únicos (“Referência SNP”, “refSNP” ou “rs#”) conhecido pelos técnicos hábeis no assunto e usados, por exemplo, na base e dados de polimorfismos de nucleotídeo único “Single Nucleotide Polymorphism Database” (dbSNP) da “Nucleotide Sequence Variation” disponível na página da web do NCBI.
[022] O termo “genótipo” refere-se aos alelos específicos de um determinado gene em uma amostra de células ou tecidos. No exemplo acima, CC, CT ou TT são possíveis genótipos do polimorfismo Y402H no CHF.
[023] O termo “amostra” abrange uma amostra de células ou tecidos retirados de um paciente. Por exemplo, uma amostra pode incluir uma amostra de pele, uma amostra de células da bochecha, ou células sanguíneas.
[024] A identificação do genótipo em uma amostra pode ser realizada por qualquer um dentre uma série de métodos bem conhecidos por um técnico hábil no assunto. Por exemplo, a identificação do polimorfismo pode ser feita por clonagem do alelo e sequenciamento utilizando técnicas bem conhecidas no estado da técnica. Alternativamente, as sequências gênicas podem ser amplificadas a partir do DNA genômico, por exemplo, usando a PCR, e o produto sequenciado. Vários métodos não limitantes para a análise de mutações em um determinado locus genético no DNA de um paciente são descritos abaixo.
[025] A tecnologia de microarranjos de DNA, por exemplo, dispositivos de chip de DNA e microarranjos de alta densidade para aplicações de seleção de alto rendimento e microarranjos de baixa densidade, podem ser utilizados. Os métodos para a fabricação de microarranjo são conhecidos no estado da técnica e incluem diversas tecnologias e processos de marcação (spotting) ou de deposição de microjato e jato de tinta, processos de síntese de oligonucleotídeos fotolitográfico in situ ou sobre chip e processos eletrônicos de endereçamento da sonda de DNA. As aplicações de hibridização em microarranjo de DNA têm sido utilizadas com sucesso nas áreas de análise da expressão gênica e genotipagem de mutações pontuais, polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs), e repetições curtas em tandem (short tandem repeats - STRs). Métodos adicionais incluem microarranjos de RNA de interferência e combinações de microarranjos e outros métodos, como a microdissecção e captura a laser (LCM), hibridização genômica comparativa (CGH) e imunoprecipitação da cromatina (ChiP). Vide, por exemplo, He et al. (2007) Adv. Exp. Med. Biol. 593:117-133 e Heller (2002 ) Annu. Rev. Biomed. Eng. 4:129-153. Outros métodos incluem a PCR, xMAP, ensaio invasor, espectrometria de massa, e pirosequenciamento (Wang et al. (2007). Microarray Technology and Cancer Gene Profiling Vol. 593 da série de livros “Advances in Experimental Medicine and Biology”, pub. Springer, Nova Iorque).
[026] Outro método de detecção é a hibridização alelo específica usando sondas que sobrepõem o sítio polimórfico e possuem cerca de 5 ou, alternativamente 10, ou alternativamente, 20, ou alternativamente 25, ou alternativamente 30 nucleotídeos em toda a região polimórfica. Por exemplo, várias sondas capazes de hibridizar especificamente a variante alélica são ligadas a um suporte da fase sólida, por exemplo, um "chip". Os oligonucleotídeos podem se ligar a um suporte sólido por uma variedade de processos, incluindo a litografia. A análise de detecção da mutação utilizando esses chips compreendendo oligonucleotídeos, também chamadas de “matrizes de sonda de DNA” é descrita, por exemplo, em Cronin et al. (1996 ) Human Mutation 7:244.
[027] Em outros métodos de detecção, é primeiro necessário a amplificação de pelo menos uma porção do gene antes da identificação da variante alélica. A amplificação pode ser feita, por exemplo, por PCR e/ou LCR ou por outros métodos conhecidos no estado da técnica.
[028] Em alguns casos, a presença do alelo específico no DNA de um indivíduo pode ser demonstrada pela análise com enzimas de restrição. Por exemplo, o polimorfismo do nucleotídeo específico pode resultar em uma sequência de nucleotídeos compreendendo um sítio de restrição que está ausente da sequência de nucleotídeos de outra variante alélica.
[029] Em um exemplo de realização adicional, a proteção contra agentes de clivagem (tal como uma nuclease, hidroxilamina ou tetróxido de ósmio e com piperidina) pode ser usada para detectar bases não pareadas em RNA/RNA, DNA/DNA, ou heteroduplexos RNA/DNA (vide, por exemplo, Myers et al. (1985) Science 230:1242). Em geral, a técnica de “clivagem de bases não pareadas” (mismatch cleavage) se inicia com o fornecimento de heteroduplexos formados pela hibridização de um ácido nucleico controle, que é opcionalmente marcado, por exemplo, RNA ou DNA, compreendendo uma sequência nucleotídica da variante alélica do gene com uma amostra de ácido nucleico, por exemplo, RNA ou DNA obtido a partir de uma amostra de tecido. Os dúplexos de fita dupla são tratados com um agente que cliva as regiões de fita simples (única) do duplexo, tal como dúplexos formados com base no não pareamento dos pares de base entre as fita controle e a fita da amostra. Por exemplo, duplexos de RNA/DNA podem ser tratados com RNase e híbridos DNA/DNA tratados com nuclease S1 para digerir enzimaticamente as regiões não pareadas. Alternativamente, tanto os duplexos DNA/DNA como duplexos RNA/DNA podem ser tratados com hidroxilamina ou tetróxido de ósmio com piperidina, a fim de digerir as regiões não pareadas. Após a digestão das regiões incompatíveis, o material resultante é então separado por tamanho em géis de poliacrilamida para determinar se os ácidos nucleicos da amostra e do controle possuem uma sequência de nucleotídeos idêntica ou se os nucleotídeos destas amostras são diferentes. Vide, por exemplo, a Patente US 6.455.249, Cotton et al. (1988) Proc. Natl. Acad. Sci. USA 85:4397; Saleeba et al. (1992) Meth. Enzymol. 217:286-295.
[030] As alterações na mobilidade eletroforética também podem ser usadas para identificar a variante alélica. Por exemplo, um polimorfismo de conformação de fita simples (SSCP) pode ser usado para detectar diferenças na mobilidade eletroforética entre ácidos nucleicos mutantes e do tipo selvagem (Orita et al. (1989) Proc Natl. Acad. Sci USA 86:2766; Cotton (1993) Mutat. Res. 285:125-144 e Hayashi (1992) Genet. Anal. Tech. Appl. 9:73-79). Os fragmentos de DNA de fita simples de ácidos nucleicos de amostras e controle são desnaturados e renaturados. A estrutura secundária dos ácidos nucleicos de fita simples varia de acordo com a sequência, a alteração resultante na mobilidade eletroforética permite a detecção da alteração de até mesmo uma única base. Os fragmentos de DNA podem ser marcados ou detectados com sondas marcadas. A sensibilidade do ensaio pode ser melhorada pelo uso de RNA (ao invés de DNA), em que a estrutura secundária é mais sensível a uma alteração na sequência. Em outro exemplo de realização preferido, o método em questão utiliza a análise do heteroduplexo para separar moléculas heteroduplexas de fita dupla com base nas alterações na mobilidade eletroforética (Keen et al. (1991 ) Trends Genet. 7:5).
[031] A identidade da variante alélica pode também ser obtida por meio da análise da mobilidade de um ácido nucleico compreendendo a região polimórfica no gel de poliacrilamida contendo um gradiente de desnaturante, que é analisada usando a eletroforese em gel de gradiente desnaturante (DGGE ) (Myers et al. (1985) Nature 313:495). Quando a DGGE é utilizada como método de análise, o DNA será modificado para garantir que ele não desnature por completo, por exemplo, pela adição por PCR de um “grampo GC” (GC-clamp) de cerca de 40 pb de DNA rico em guanina e citosina com alto ponto de fusão. Em um exemplo de realização adicional, um gradiente de temperatura é usado no lugar de um gradiente desnaturante para identificar as diferenças na mobilidade entre o controle e a amostra de DNA (Rosenbaum e Reissner (1987) Biophys. Chem. 265:1275).
[032] Exemplos de técnicas para detectar diferenças de pelo menos um nucleotídeo entre os dois ácidos nucleicos incluem, mas não são limitados a, hibridização seletiva do oligonucleotídeo, amplificação seletiva, ou extensão seletiva do primer. Por exemplo, as sondas de oligonucleotídeos podem ser preparadas de modo que o nucleotídeo polimórfico conhecido é colocado centralmente (sondas alelo-específicas) e hibridizado com o DNA alvo em condições que permitam que a hibridização ocorra somente se um pareamento perfeito é encontrado (Saiki et al. (1986) Nature 324:163); Saiki et al. (1989) Proc. Natl. Acad. Sci. USA 86:6230). Tais técnicas de hibridização de oligonucleotídeos alelo- específicas podem ser usadas para a detecção de alterações nucleotídicas na região polimórfica do gene. Por exemplo, os oligonucleotídeos possuindo a sequência nucleotídica da variante alelo- específica estão ligados a uma membrana hibridizante e esta membrana é então hibridizada com a amostra de ácido nucleico marcada. Análise do sinal de hibridização revelará então a identidade dos nucleotídeos da amostra de ácido nucleico.
[033] Alternativamente, a tecnologia de amplificação alelo- específica que depende da amplificação seletiva pode ser usada em conjunto com a presente invenção. Os oligonucleotídeos utilizados como primers para a amplificação específica pode levar a variante alélica de interesse no centro da molécula (para que a amplificação dependa da hibridização diferencial) (Gibbs et al. (1989 ) Acids Nucl. Res. 17:2437-2448 ) ou na extremidade 3’ de um primer onde, sob condições adequadas, o não pareamento pode impedir ou reduzir a extensão da polimerase (Prossner (1993) Tibtech 11:238 e Newton et al. (1989 ) Acids Nucl. Res. 17:2503 ). Essa técnica também é chamada de “PROBE” para Extensão da Sonda Oligo Base. Além disso, pode ser desejável a introdução de um novo sítio de restrição na região da mutação para criar sistemas de detecção baseados na clivagem (Gasparini et al. (1992 ) Mol. Cell. Probes 6:1).
[034] Em outro exemplo de realização, a identificação da variante alélica foi realizada utilizando um ensaio de ligação de oligonucleotídeo (OLA), conforme descrito, por exemplo, na Patente US 4.998.617 e em Laridegren, U. et al. Science 241:1077-1080 (1988). O protocolo OLA usa dois oligonucleotídeos que são projetados para serem capazes de se hibridizar com as sequências adjacentes de um alvo de fita única. Um dos oligonucleotídeos está ligado a um marcador de separação, por exemplo, biotina, e o outro é marcado para a detecção. Se a sequência complementar precisa é encontrada em uma molécula-alvo, os oligonucleotídeos irão hibridizar suas extremidades terminais, e criar um substrato de ligação. A ligação então permite que o oligonucleotídeo marcado seja recuperado usando avidina, ou outro ligante da biotina. Nickerson, D. A. et al. descreveram um teste de detecção de ácido nucleico que combina os atributos da PCR e da OLA (Nickerson, D.A. et al. (1990) Proc. Natl. Acad. Sci. USA 87:8923-8927). Neste método, a PCR é usada para a obtenção da amplificação exponencial do DNA alvo, que é então detectada usando o método OLA.
[035] A invenção fornece métodos para a detecção de um polimorfismo de nucleotídeo único (SNP) no CFH e C5. Pelo fato dos polimorfismos de nucleotídeo único serem flanqueados por regiões da sequência não variável, a sua análise não exige mais do que a determinação da identidade do nucleotídeo variante único e não é necessário determinar a sequência genética completa de cada paciente. Vários métodos foram desenvolvidos para facilitar a análise de SNPs.
[036] O polimorfismo de base única pode ser detectado usando um nucleotídeo resistente à exonuclease especializada, conforme divulgado, por exemplo, na Patente US 4.656.127. De acordo com o método, um primer complementar a sequência alélica imediatamente a 3' do sítio polimórfico é permitido hibridizar a uma molécula-alvo obtida a partir de um determinado animal ou humano. Se o sítio polimórfico da molécula de destino contém um nucleotídeo que é complementar ao nucleotídeo resistente à exonuclease especifica derivado da presente invenção, então esse derivado será incorporado na extremidade do primer hibridizado. Essa incorporação torna o primer resistente a exonuclease, e assim permite a sua detecção. Como a identidade do derivado resistente à exonuclease da amostra é conhecida, a conclusão de que o primer se tornou resistente à exonuclease revela que o atual nucleotídeo no sítio polimórfico da molécula-alvo era complementar ao do nucleotídeo derivado usado na reação. Este método tem a vantagem de não requer a determinação de grandes quantidades de dados de sequências estranhas.
[037] Um método baseado em solução também pode ser usado para determinar a identidade dos nucleotídeos do sítio polimórfico (documento WO 91/02087). Como dito acima, é empregado um primer que é complementar às sequências alélicas imediatamente 3' a um sítio polimórfico. O método permite determinar a identidade dos nucleotídeos do sítio usando derivados de dideoxinucleotídeos marcados, que, se complementares ao nucleotídeo do sítio polimórfico serão incorporados à extremidade do primer.
[038] Um método alternativo é descrito no documento WO 92/15712. Este método utiliza misturas de terminadores marcados e um primer que é complementar à sequência de 3' de um sítio polimórfico. O terminador marcado que é incorporado é, assim, determinado por, e complementar, ao nucleotídeo da presente invenção no sítio polimórfico da molécula-alvo sendo avaliada. O método é geralmente um ensaio de fase heterogênea, em que o primer ou a molécula-alvo é imobilizado em uma fase sólida.
[039] Muitos outros procedimentos de incorporação de nucleotídeos guiados por primer para a avaliação de sítios polimórficos no DNA foram descritos (Komher, J. S. et al. (1989) Nucl. Acids. Res. 17:7779-7784; Sokolov, B. P. (1990) Nucl. Acids Res. 18:3671; Syvanen, A.-C., et al. (1990) Genomics 8:684-692; Kuppuswamy, M. N. et al. (1991) Proc. Natl. Acad. Sci. USA 88:1143-1147; Prezant, T. R. et al. (1992) Hum. Mutat. 1: 159-164; Ugozzoli, L. et al. (1992) GATA 9:107-112; Nyren, P. et al. (1993) Anal. Biochem. 208:171-175). Todos estes métodos dependem da incorporação do deoxinucleotídeos marcado para discriminar entre as bases de um sítio polimórfico.
[040] Além disso, será entendido que qualquer um dos métodos acima para detectar alterações em um gene ou produto gênico ou variantes polimórficas podem ser usadas para monitorar o curso do tratamento ou terapia.
[041] Os métodos descritos no presente documento podem ser realizados, por exemplo, por meio da utilização de kits diagnósticos pré- embalados, tais como os descritos abaixo, incluindo pelo menos uma sonda ou primer de ácido nucleico, que pode ser convenientemente utilizado, por exemplo, para determinar se um indivíduo tem um aumento da probabilidade de desenvolver DMRI ou se um paciente com DMRI exsudativa (tipo úmida) tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-VEGF.
[042] A amostra de ácido nucleico para o uso nos métodos diagnósticos e prognósticos descritos acima pode ser obtida a partir de qualquer tipo de célula ou tecido de um sujeito. Por exemplo, um fluido corporal do indivíduo (por exemplo, sangue) pode ser obtido por meio de técnicas conhecidas. Alternativamente, os testes de ácido nucleico podem ser realizados em amostras secas (por exemplo, cabelos ou pele).
[043] A invenção descrita no presente refere-se a métodos e composições para a determinação e identificação dos alelos presentes em vários alelos, incluindo os alelos Y402H no CFH, I145V no C5, e I802V no C5. Sondas podem ser usadas para determinar diretamente o genótipo da amostra ou podem ser utilizadas simultaneamente ou após a amplificação. A expressão “sondas” inclui ácidos nucleicos de ocorrência natural ou recombinantes de fita simples (única) ou de fita dupla ou ácidos nucleicos quimicamente sintetizados. Eles podem ser marcados por tradução por cortes “nick translation”, reação preenchida de Klenow, PCR ou outros métodos conhecidos no estado da técnica. As sondas da presente invenção, sua preparação e/ou marcação, são descritas em Sambrook et al. (1989) supra. Uma sonda pode ser um polinucleotídeo de qualquer comprimento adequado para hibridização seletiva a um ácido nucleico que contém uma região polimórfica da invenção. O comprimento da sonda utilizada vai depender, em parte, da natureza do ensaio utilizado e das condições de hibridização empregadas.
[044] As sondas marcadas também podem ser usadas em conjunto com a amplificação de um polimorfismo. (Holland et al. (1991) Proc. Natl. Acad. Sci. USA 88:7276-7280). A Patente US 5.210.015 descreve abordagens baseadas em fluorescência para fornecer medições em tempo real dos produtos de amplificação durante a PCR. Essas abordagens foram empregadas tanto pela intercalação de corantes (como o brometo de etídio) para indicar a quantidade de DNA dupla fita presente, como pela utilização de sondas contendo pares de supressores de fluorescência (também conhecido como abordagem “TaqMan®”) onde a sonda é clivada durante a amplificação para liberar uma molécula fluorescente cuja concentração é proporcional à quantidade de DNA dupla-fita presente. Durante a amplificação, a sonda é digerida pela atividade nuclease de uma polimerase quando hibridizada com a sequência alvo para causar a separação da molécula fluorescente da molécula supressora de fluorescência (quencher), provocando o aparecimento da fluorescência da molécula repórter. A abordagem TaqMan® utiliza uma sonda que contém um par molécula-repórter molécula-supressora de fluorescência (quencher) que anela especificamente à uma região de um polinucleotídeo alvo contendo o polimorfismo.
[045] As sondas podem ser coladas em superfícies para o uso como "chips de gene". Tais chips de genes podem ser usados para detectar variações genéticas por uma diversidade de técnicas conhecidas pelos técnicos hábeis no assunto. Em uma técnica, os oligonucleotídeos estão dispostos em um chip de gene para determinar a sequência de DNA pelo sequenciamento de uma abordagem de hibridação, tal como aquela mencionada nas Patentes US 6.025.136 e US 6.018.041. As sondas da presente invenção também podem ser usadas para a detecção fluorescente de uma sequência genética. Tais técnicas foram descritas, por exemplo, nas Patentes US 5.968.740 e US 5.858.659. A sonda também pode ser afixada a uma superfície de eletrodo para a detecção eletroquímica de sequências de ácido nucleico, conforme descrito na Patente US 5.952.172 e por Kelley, S. O. et al. (1999 ) Nucl. Acids Res. 27:4830-4837.
[046] Além disso, os ácidos nucleicos isolados utilizados como sondas ou primers podem ser modificados para se tornarem mais estáveis. Moléculas de ácido nucleico exemplares que são modificadas incluem análogos fosforamidato, fosfotioato e metilfosfonato do DNA (vide também as Patentes US 5.176.996;. US 5.264.564 e US 5.256.775).
[047] Conforme estabelecido no presente, a invenção também fornece métodos diagnósticos para determinar o tipo de variantes alélicas das regiões polimórficas presentes no CFH ou C5. Em alguns exemplos de realização, os métodos utilizam sondas ou primers compreendendo sequências nucleotídicas que são complementares a uma região polimórfica do CFH ou C5. Assim, a invenção fornece kits para a realização destes métodos.
[048] Em alguns exemplos de realização, a invenção fornece um kit para determinar se um paciente com DMRI tipo úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-VEGF, incluindo um anticorpo de anti-VEGF de alta afinidade. Esses kits contêm uma ou mais das composições e instruções de uso descritas a seguir. Apenas como um exemplo, a invenção fornece um kit para predizer se um paciente com DMRI tipo úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com o ranibizumab compreendendo um primeiro oligonucleotídeo e um segundo oligonucleotídeo específico para o polimorfismo C/T no alelo Y402H do CFH. Os oligonucleotídeos “específicos para” um locus genético se liga tanto a região polimórfica do locus como a região adjacente à região polimórfica do locus. Para oligonucleotídeos a são usados como primers para a amplificação, os primers são adjacentes se estiverem suficientemente próximos para serem usados para produzir um polinucleotídeo compreendendo a região polimórfica. Em um exemplo de realização, os oligonucleotídeos são adjacentes se eles se ligam dentro de cerca de 1-2 kb, por exemplo, menos de 1 kb do polimorfismo. Os oligonucleotídeos específicos são capazes de hibridizar uma sequência, e, sob condições adequadas, não se ligam a uma sequência que diferem por um único nucleotídeo.
[049] O kit pode compreender pelo menos uma sonda ou primer que é capaz de hibridizar especificamente à região polimórfica do CFH ou C5 e instruções para o uso. Os kits incluem normalmente pelo menos um dos ácidos nucleicos descrito acima. Os kits para a amplificação de pelo menos uma porção do CFH ou C5 compreendem geralmente de pelo menos dois primers, um dos quais é capaz de hibridizar com a sequência variante alélica. Esses kits são apropriados para a detecção do genótipo, por exemplo, detecção de fluorescência, detecção eletroquímica, ou por outros tipos de detecção.
[050] Os oligonucleotídeos, quando utilizados como sondas ou primers, contidos em um kit podem ser marcados para a detecção. Os marcadores podem ser detectados diretamente, por exemplo, marcadores fluorescentes, ou indiretamente. A detecção indireta pode incluir qualquer método de detecção conhecido pelos técnicos hábeis o assunto, incluindo interações avidina-biotina, ligação de anticorpo e similares. Os oligonucleotídeos marcados com fluorescência também pode conter uma molécula de supressão da fluorescência (quenching). Os oligonucleotídeos podem estar ligados a uma superfície. Em alguns exemplos de realização, a superfície é sílica ou vidro. Em alguns exemplos de realização, a superfície é um eletrodo de metal.
[051] Entretanto, outros kits da invenção compreendem pelo menos um reagente necessário para a realização do ensaio. Por exemplo, o kit pode compreender uma enzima. Alternativamente, o kit pode compreender um tampão ou qualquer outro reagente necessário.
[052] Os kits podem incluir todos ou alguns dos controles positivos, controles negativos, reagentes, primers, marcadores de sequenciamento, sondas e anticorpos descritos no presente para determinar o genótipo do indivíduo na região polimórfica do CFH ou C5.
[053] O exemplo a seguir é destinado apenas para ilustrar a prática da presente invenção e não é fornecido com o objetivo de limitar a invenção.
EXEMPLO EXEMPLO 1 POLIMORFISMOS GENÉTICOS NO CFH, HTRA1 E C5 E A ASSOCIAÇÃO DESTES COM A OCORRÊNCIA DA DMRI E RESULTADOS DO TRATAMENTO POLIMORFISMOS
[054] Nós testamos uma variedade de polimorfismos para a variação associada com uma evolução favorável durante a terapia com anti- VEGF usando o ranibizumab. Foram examinados estes polimorfismos que foram escolhidos porque são oito alelos de 5 locus previamente relatados por estarem associados com a susceptibilidade ao desenvolvimento da DMRI (Tabela 1). Especificamente, dois alelos do fator H (CFH), HTRa serina peptidase/suscetibilidade de maculopatia relacionada à idade 2 (HTRA1/ARMS2), Fator do Complemento 2/pré-proteína do Fator B do Complemento (C2/BF), e um único alelo do Fator 3 do Complemento (C3) e quimiocinas (motivo C-X3-C) receptor 1 (CX3CR1) foram genotipados em 352 amostras de DMRI a partir do estudo DAWN usando PCR quantitativo, através do sistema TaqMan®. Além disso, testamos dois alelos do componente 5 do complemento (C5) (Tabela 2). O protocolo experimental padrão fornecido pela ABI foi utilizado para a genotipagem de todos os ensaios na Tabela 1. Resumidamente, os ensaios foram executados em uma máquina ABI 7500, utilizando as seguintes condições de ciclagem: 2 min a 50 °C, 10 min a 95 °C, seguido de 40 ciclos de 15 segundos a 92 °C e 1 min a 60 °C. TABELA 1POLIMORFISMOS DE NUCLEOTÍDEO ÚNICO (SNPS) TESTADOS CX3CR1 rs3732378 3 39,282,166 M280T Chan et al. (2005) Histol. Histopath. 20:857-63 * Posição em pares de bases a partir da montagem do genoma humano de Maio de 2004. TABELA 2POLIMORFISMOS DE NUCLEOTÍDEO ÚNICO (SNPS) TESTADOS PARA C5 * Posição em pares de bases a partir da montagem do genoma humano de Maio de 2004.
AMOSTRAS
[055] Amostras de sangue periférico de 352 indivíduos anônimos provenientes dos principais estudos da Lucentis® (MARINA, ANCHOR e FOCUS) que participaram do sub estudo genético DAWN, uma extensão do estudo HORIZONTE, foram coletados e o DNA genômico foi isolado. Todas as amostras tiveram o diagnóstico de DMRI neovascular confirmada, 60% eram do sexo feminino, e a média de idade no início do estudo foi de 75,0 anos de idade para sham(placebo)/PDT e 75,6 anos de idade para os tratados com ranibizumab. O consentimento informado escrito foi obtido de todos os indivíduos do estudo e os protocolos de estudo foram aprovados pelos conselhos de revisão institucional (comitê de ética em pesquisa). O DNA foi extraído utilizando o kit “Dneasy® Tissue kit” Qiagen, Valencia, CA). Os SNPs foram genotipados com TaqMan® com base na PCR em Tempo Real. Para dois foram utilizados primers personalizado para SNPs (Tabela 4) e para os outros foram usados seis primers de propriedade da ABI (Tabela 3). Os dois SNPs C5 (oligonucleotídeos apresentados na Tabela 5) foram tipados como parte de um painel de ensaio SNP 96 personalizado usando a plataforma Illumina® GoldenGate. TABELA 3 ENSAIOS USADOS PARA O GENÓTIPO DE SNPS * Os ensaios de genotipagem de SNP TaqMan pré-concebidos (Applied Biosystems, Foster City, CA ) estavam disponíveis para seis dos alelos. A identificação do ensaio ABI (Ensaio ABI ID) é mostrada para os ensaios pré-concebidos, uma vez que as sequências de primers são de propriedade desta. Os ensaios com TaqMan® personalizados foram projetados para os dois alelos restantes, e os primers estão na Tabela 4. TABELA 4 PRIMERS USADOS PARA A GENOTIPAGEM DE RS1061170 E RS11200638 TABELA 5 PRIMERS USADOS PARA A GENOTIPAGEM DE SNPS C5 RS17216529 E RS17611
INFORMAÇÃO CLÍNICA
[056] As informações clínicas a partir dos estudos da Lucentis MARINA, ANCHOR e FOCUS foram examinadas. Especificamente, as informações relacionadas quanto à raça autoidentificada, sexo, idade no início do estudo, grupo de tratamento inicial do estudo, Dose de Lucentis, crossover do braço de tratamento no ano 2, Presença de erro de dosagem, Estudo da pontuação da melhor Acuidade visual corrigida (VA) basal (BL) em letras, pontuação do olho contralateral pela VA em BL (letras), Estudo da pontuação VA no olho no 12° mês (letras), pontuação do olho contralateral pela VA no 12° mês (letras), presença de DMI neovascular no olho contralateral no tempo BL, e classificação NVC.
ASSOCIAÇÃO PARA ANÁLISE DE SENSIBILIDADE
[057] Os oito alelos foram examinados para uma associação com a susceptibilidade da doença, comparando a frequência do alelo nos casos do estudo DAWN com amostras controles obtidas de fontes disponíveis publicamente. Para rs10490924, rs1410996, rs9332739 e rs3732378, informações sobre a frequência do alelo controle foi obtida a partir de resumos estatísticos disponíveis gratuitamente a partir do “Wellcome Trust Case Control Consortium” (WTCCC (2007) Nature 447:661-78). O controle de frequências alélicas e contagem de genótipos dos SNPs restantes foram retirados de um documento relatando a associação de rs11200638 3, rs2230199 6 e rs547154 1. As associações estatísticas foram calculadas utilizando tabelas de resultados padrões 2x2.
ASSOCIAÇÃO DO GENÓTIPO PARA CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS BASAIS
[058] A associação dos alelos 8 para a acuidade visual basal (VA) foi realizada utilizando VA (letras) no olho em estudo no início do estudo como uma característica quantitativa, com ou sem a idade inicial adicionada como covariável. As três classes genotípicas foram testadas pelas diferenças significativas na mediana da VA basal. A análise foi realizada utilizando o software PLINK (Purcell et al. (2007). Am. J. Hum. Genet. 81:559-75). A associação dos oito alelos com a presença de DMRI neovascular no olho contralateral, e classificação da doença neovascular (minimamente clássica, predominantemente clássica e oculta sem clássica) do olho em estudo no tempo basal foi avaliada. A frequência do quadro clínico foi estratificada por genótipo e a significância determinada pelo teste t.
ENRIQUECIMENTO DE ALELOS DE RISCO PARA DMRI NO ESTUDO DAWN
[059] Confirmando as observações publicadas anteriormente, os alelos de todos os oito locus estavam associados ao risco de DMRI neovascular com P < 0,05. No entanto, apenas o alelo do locus CX3CR1 não apresentou associação consistente com o relatório original. Nas amostras do estudo DAWN o locus CX3CR1 tiveram um risco relacional (odds ratio) de 1,12, em contraste com um odds ratio > 3 no relatório original. Uma associação significativa foi observada entre o rs17216529 (I145V no C5) e a ocorrência da neovascularização de coroide (NVC) nos olhos contralaterais de indivíduos com a DMRI (Tabela 6). Além disso, foi observada uma associação entre o rs17611 (I802V no C5) e a ocorrência de DMRI exsudativa (tipo úmida), tipo seca com DMRI AG, ou ambas (Tabela 7). Esta associação foi mais forte nos casos de DMRI (p = 0,0014) do que nos casos de DMRI tipo seca com AG. TABELA 6 ASSOCIAÇÃO DO GENÓTIPO NA RS17216529 (I145V NO C5) COM NVC. TABELA 7 ASSOCIAÇÃO DO GENÓTIPO NA RS17611 (I802V NO GENE C5) COM DMRI TIPO ÚMIDA, DMRI TIPO SECA COM AG E TANTO DMRI TIPO ÚMIDA COMO DMRI TIPO SECA COM AG, Ou AMBAS
ASSOCIAÇÃO DE ALELOS PARA CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS BASAIS
[060] Nenhuma associação significativa dos 8 alelos na acuidade visual basal foi observada. O número de alelos de risco do alelo Y402H no CFH e do alelo A69S no HTRA1 foram associados com a prevalência de DMRI neovascular no olho contralateral nas amostras, sugerindo uma ligação entre o genótipo nestes locos e gravidade da doença. O alelo Y402H do CFH foi associado com o subtipo “predominantemente clássico” de DMRI neovascular no olho de estudo no início do estudo. O alelo rs1410996 intrônico de CFH foi associado com a área da lesão na NVC e NVC clássica e o alelo I802V do C5 foi associado com a área da lesão na NVC clássica.
ASSOCIAÇÃO DO GENÓTIPO COM A RESPOSTA À TERAPIA DE RANIBIZUMAB
[061] As amostras do estudo DAWN foram separadas em 3 grupos com base no estado de tratamento durante os estudos MARINA ANCHOR e FOCUS. O grupo tratado com ranibizumab incluiu indivíduos que receberam doses de 0,3 mg, 0,5 mg ou 0,5 mg + PDT. O grupo Sham/PDT consistiu de indivíduos que receberam uma injeção simulada (SHAM) ou apenas a terapia fotodinâmica (PDT). A associação da alteração na acuidade visual (AV, medida em letras) após 12 meses de tratamento foi avaliada para uma associação com o genótipo de cada um dos oito alelos. Diferenças significativas na resposta ao tratamento foram associadas com o genótipo nos alelos Y402H do gene CFH, I802V do gene C5, e A69S do gene HTRA1 (Tabelas 8, 9 e 10). Estas variações estão associadas com mudanças na VA em pacientes tratados mensalmente com ranibizumab. Variação média da AV em 12 meses foi de +14,5, +10,8 e +7,0 letras para o os genótipos Y402H CC, CT e TT, respectivamente, +15,6, +12,2 e +8,8 letras para os genótipos I802V AA, AG e GG, respectivamente; e +9,3, +14,1 e +10,5 para os genótipos A69S GG, GT e TT, respectivamente. Para os alelos Y402H do CFH, uma tendência inversa correspondente foi observada no grupo controle (SHAM/PDT), com variação média na acuidade visual aos 12 meses de -4,8, -10,2 e -11,5 para os genótipos Y402H CC, CT e TT, respectivamente. A diferença na média dos resultados da BCVA de 12 meses entre os grupos controle e de tratamento com ranibizumab foi o mesmo em todos os genótipos de risco Y402H. TABELA 8 ASSOCIAÇÃO DO GENÓTIPO NO Y402H CFH COM A RESPOSTA À TERAPIA DE RANIBIZUMAB TABELA 9 ASSOCIAÇÃO DO GENÓTIPO NO C5I802V COM A RESPOSTA À TERAPIA DE RANIBIZUMAB TABELA 10 ASSOCIAÇÃO DO GENÓTIPO NO A69S DO GENE HTRA1 COM RESPOSTA À TERAPIA DE RANIBIZUMAB

Claims (7)

1. MÉTODO PARA PREDIZER SE UM PACIENTE COM DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE (DMRI) ÚMIDA TEM UMA MAIOR PROBABILIDADE DE SE BENEFICIAR PELO TRATAMENTO COM UM ANTICORPO ANTI-VEGF, caracterizado por compreender a triagem para um polimorfismo genômico no alelo (C5) I802V do gene do componente C5 do complemento correspondendo a rs17611 em uma amostra isolada a partir do dito paciente, em que o paciente tem maior probabilidade de se beneficiar pelo dito tratamento se o genótipo correspondente compreende AA ou AG.
2. MÉTODO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo dito anticorpo anti-VEGF se ligar ao mesmo epítopo do anticorpo monoclonal anti-VEGF A4.6.1 produzido pelo hibridoma ATCC® HB 10709.
3. MÉTODO, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo dito anticorpo anti-VEGF ter um domínio variável de cadeia pesada compreendendo as seguintes sequências de aminoácidos da região determinante de complementaridade (CDR) de cadeia pesada: CDRH1 (GYDFTHYGMN; SEQ ID NO: 1), CDRH2 (WINTYTGEPTYAADFKR; SEQ ID NO: 2) e CDRH3 (YPYYYGTSHWYFDV; SEQ ID NO: 3) e um domínio variável de cadeia leve compreendendo as seguintes sequências de aminoácidos da CDR de cadeia leve: CDRL1 (SASQDISNYLN; SEQ ID NO: 4), CDRL2 (FTSSLHS; SEQ ID NO: 5) e CDRL3 (QQYSTVPWT; SEQ ID NO: 6).
4. MÉTODO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo dito anticorpo anti-VEGF ser ranibizumab.
5. MÉTODO, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo genótipo correspondente compreender AA.
6. MÉTODO, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo genótipo correspondente compreender AG.
7. MÉTODO PARA PREDIZER SE UM INDIVÍDUO TEM UMA MAIOR PROBABILIDADE DE DESENVOLVER DMRI ÚMIDA OU DMRI SECA COM ATROFIA GEOGRÁFICA (AG), caracterizado por compreender a triagem para um polimorfismo genômico no alelo C5 I802V correspondente a rs17661 em uma amostra isolada a partir do dito paciente, em que o paciente tem maior probabilidade de desenvolver DMRI se o genótipo correspondente compreende o alelo para ile.
BRPI0914368-8A 2008-11-05 2009-11-05 Método para predizer se um paciente com degeneração macular relacionada à idade (dmri) úmida tem uma maior probabilidade de se beneficiar pelo tratamento com um anticorpo anti-vegf e método para predizer se um indivíduo tem uma maior probabilidade de desenvolver dmri úmida ou dmri seca com atrofia geográfica (ag) BRPI0914368B1 (pt)

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