“IMPLANTE DENTÁRIO EM MÚLTIPLAS PARTES”
A invenção refere-se a um implante dentário em múltiplas partes, com pelo menos uma parte de implante proximal e uma parte de implante distai, que são para ser conectadas entre si, de modo que um sítio de conexão é obtido quando as duas partes de implante estão no estado conectado. Um elemento de selagem anular é provido entre as duas partes de implante.
Os implantes dentários deste tipo são conhecidos, por exemplo, da DE 20 2005 015 074, DE 299 24 510 ou US 4.756.689. Em todos estes casos, uma parte de implante distai serve como uma raiz de dente artificial, que pode ser atarraxada dentro de uma maxila no respectivo sítio antes de fixar uma parte de implante proximal e, se necessário, outras partes de implante na parte de implante distai. A parte de implante proximal usualmente serve como uma haste parcial construída e contém uma coroa de dente artificial. Em muitos casos, as partes de implante proximais são conectadas entre si por um parafuso cilíndrico.
No sítio de conexão entre as partes de implante distai e proximal, há o problema de, dependendo da forma, as bactérias podem entrar e acumular-se ali mais ou menos pesadamente, o que podería resultar em inflamação, por exemplo.
O objetivo subjacente à invenção é prover um implante dentário em múltiplas partes, que, na área do sítio de conexão, é projetado de modo que as desvantagens conhecidas sejam evitadas tanto quanto possível.
De acordo com a invenção, este objetivo é conseguido por um implante dentário - a seguir abreviadamente referido como implante - do tipo mencionado no início, em que o elemento de selagem é anular e elástico e, em seu estado totalmente montado, o implante dentário é preso entre superfícies de selagem mutuamente opostas, isto é, uma superfície de selagem da parte de implante proximal e uma superfície de selagem da parte de implante distai, de modo que o elemento de selagem tenha uma parte de superfície externa, que forma uma parte do contorno externo do implante dentário, em que as duas superfícies de selagem convergem em uma direção orientada para fora a partir de um eixo-geométrico longitudinal central do implante dentário - isto é, se aproximam entre si - e fundem-se em respectivas superfícies externas do implante dentário no local em que, no respectivo contorno externo do implante dentário totalmente montado, uma parte de superfície externa, formada pelo elemento de selagem, em cada caso fica contígua a uma parte de superfície formada pela respectiva parte de implante, superfícies externas estas movendo-se para longe entre si, na direção orientada para fora, isto é, divergem.
Preferivelmente, uma das pelo menos duas partes de implante compreendem um local de selagem externa, para o elemento de selagem anular elástico, sede de selagem esta sendo localizada do lado de fora com respeito a um eixo-geométrico longitudinal central do implante dentário. Dito local de selagem é projetada de modo a ser formada por pelo menos duas partes de superfície deste uma parte de implante correndo na direção circunferencial. Ditas duas partes de superfície circunferenciais da parte de um implante envolvem um ângulo entre elas próprias, com respeito a uma seção transversal longitudinal, através desta parte de implante, ângulo este tendo um ângulo bissetor com um componente direcional orientado radialmente para o lado externo, de modo que o local de selagem é aberta em direção ao lado externo com respeito à direção radial. As partes de duas superfícies da parte de implante correndo na direção circunferencial são projetadas de modo que, tanto em uma parte longitudinal faceando a outra parte de implante como na direção radial, elas suportam pelo lado interno o elemento de selagem anular, devido ao ângulo incluído por elas no estado conectado das duas partes de implante.
A outra parte de implante tem pelo menos uma parte de superfície correndo na direção circunferencial, que é arranjada e projetada de modo que ela comprime o elemento de selagem dentro do ângulo no estado conectado das duas partes de implante.
Além disso, as duas partes de implante são preferivelmente projetadas de modo que o elemento de selagem no estado conectado das duas partes de implante forma uma parte de superfície do contorno externo do implante dentário que, na direção longitudinal do implante dentário, é contígua às respectivas partes de superfície da parte de implante proximal ou distai, respectivamente. Cada uma de ditas partes de superfície da uma ou da outra parte de implante, na seção transversal longitudinal através do implante dentário conectado, tem uma tangente no local em que ela toca a parte de superfície do elemento de selagem formando um contorno externo do implante dentário, de modo que resultam duas tangentes. As duas partes de superfície externa das partes de implante contíguas ao elemento de selagem são projetadas de modo que ditas duas tangentes incluem entre elas próprias um ângulo aberto em direção ao lado externo com respeito ao implante.
Como resultado, o contorno externo do implante dentário montado não compreende quaisquer rebaixos ou vãos em que as bactérias possam acumular-se. Sem dúvida, o elemento de selagem - ou para ser mais exato: uma parte de superfície externa do elemento de selagem é exposta quando o implante dentário é totalmente montado.
Preferivelmente, no estado conectado das duas partes de implante, o elemento de selagem elástico tem um diâmetro maior do que pelo menos uma das duas partes de implante na vizinhança próxima ao elemento de selagem.
Prefere-se ainda que as duas partes de implante compreendam superfícies de contato mutuamente faceando-se, que se contatam ou encontram no estado conectado das duas partes de implante e, assim, limitam o grau de compressão do elemento de selagem elástico. Neste caso, ditas superfícies de contato são localizadas dentro dos contornos externos do implante dentário fechado pelo elemento de selagem.
Cada uma das superfícies de contato preferivelmente corre em uma superfície transversal tanto ao eixo-geométrico longitudinal do implante dentário como a um respectivo plano seccional transversal do implante dentário e, assim, simultaneamente serve como contato longitudinal como proteção anti-torção.
Outros detalhes de um projeto preferido das superfícies de contato podem ser encontrados na publicação WO 2007/031562 do mesmo inventor. Referência é feita em particular às Figs. 1 a 12 e à respectiva descrição de dita publicação.
De acordo com esta publicação, prefere-se que uma haste parcial distai, formando uma parte de implante distai, compreenda uma abertura longitudinal abrindo-se em direção a sua extremidade proximal, com uma parede interna tendo uma geometria básica com uma seção transversal circular e que compreende rebaixos conformados em-v, que pelo menos aproximadamente estendem-se na direção longitudinal da haste parcial e são abertos para a extremidade da haste proximal. Uma haste parcial construída formando uma parte de implante proximal, em sua extremidade distai, compreende uma projeção longitudinal com uma parede externa tendo uma geometria básica com uma seção transversal circular, dentro da qual a abertura longitudinal da haste parcial distai encaixa.
As respectivas superfícies de selagem para o elemento de selagem projetado de acordo com a invenção incluem a abertura longitudinal e a projeção longitudinal, respectivamente, da respectiva parte de implante.
Preferivelmente, a parede externa da haste parcial construída compreende, na área de sua extremidade distai, projeções conformadas-v, que são adaptadas aos rebaixos conformados-v da haste parcial distai, de modo que as partes de flanco dos rebaixos conformados em v da haste parcial distai interagem com as partes de flanco das projeções conformadas em v da haste parcial construída, de modo que as projeções conformadas em v da haste parcial construída deslizam como uma cunha para dentro dos rebaixos conformados em v da haste parcial distai, até dois respectivos flancos de uma projeção conformada em v e dois flancos de um rebaixo conformado em v tocarem-se e, desta maneira, fixarem sem folga a posição relativa da haste parcial distai e a haste parcial construída, tanto na direção axial como na rotativa, quando a haste parcial distai e a haste parcial construída estão sendo conectadas ou estão conectadas entre si. Os flancos tocando-se servem como superfícies de contato e formam um contato de altura definida. O contato de altura é representado por uma forma geométrica definida das próprias partes de implante. Assim, as forças atuando por cima sobre a parte de implante proximal (haste parcial proximal) são transmitidas somente à parte de implante distai (haste parcial distai). Se as forças atuando foram desviadas não pelo contato de altura descrito mas por uma selagem, dita selagem seria destruída durante a duração de seu uso.
Aqui, o design da haste parcial distai oferece a vantagem de poder também acomodar uma haste parcial construída sem projeções conformadas em v, de modo que as hastes parciais conectadas entre si no final são precisamente fixadas em relação entre si na direção axial, entretanto não na direção rotatória. Isto é particularmente vantajoso quando a haste serve para fixar uma ponte. Então, não é requerido mais nenhum elemento a fim de acomodar a ponte. Durante a montagem, o doutor encarregado somente tem que atarraxar um único elemento interconectado às fixações do implante na boca do paciente.
Preferivelmente, os flancos das projeções ou rebaixos conformadas em v, respectivamente, com respeito a um plano em seção transversal correndo perpendicular ao eixo-geométrico longitudinal do implante, estendem-se radialmente para o lado externo e, assim, correm perpendicular à direção circunferencial. Consequentemente, nenhuma força radial é transmitida pelos flancos que se tocam após o implante ter sido montado, forças essas, por exemplo, que poderíam causar a ruptura de uma haste parcial distai feita de cerâmica.
Se a haste parcial distai for feita de um material mais tênsil, tal como metal, em particular titânio, os flancos podem ser inclinados também com respeito à orientação estritamente radial, de modo que os flancos associados com uma respectiva projeção da haste parcial construída (isto é, a parte de implante proximal) ou com um respectivo rebaixo da haste parcial distai (parte de implante distai), respectivamente, correm em direção entre si na direção para fora. Por exemplo, os flancos podem ser inclinados em 45° com respeito à direção radial e, assim, também com respeito à direção circunferencial. Assim, os flancos não somente têm um efeito de centragem com respeito à direção de rotação, como também na direção lateral.
A geometria básica da parede externa da haste parcial construída vantajosamente é cônica pelo menos na área das projeções conformadas-v. Por tanto, vantajosamente, também a geometria básica da parede interna da abertura longitudinal da haste parcial distai é cônica pelo menos na área dos rebaixos conformados-v.
Para certas aplicações e, em particular, quando a haste parcial distai é feita de cerâmica, pode ser vantajoso quando a geometria básica da parede externa da haste parcial construída, bem como a geometria básica da parede interna da abertura longitudinal da haste parcial distai, é cilíndrica pelo menos na área dos rebaixos conformados-v.
Em ambos os casos, o encaixe entre a parede externa da haste parcial construída e a parede interna da haste parcial distai preferivelmente tem um vão-livre ajustado pelo menos na área dos rebaixos conformados-v.
Além disso, tanto na haste parcial distai bem como na haste parcial construída preferivelmente quatro rebaixos conformados-v ou projeções conformadas-v, respectivamente, são providas que são uniformemente distribuídos ao longo da circunferência da respectiva haste parcial. Desta maneira, na direção de rotação entre a haste parcial distai e a haste parcial construída, são providas quatro opções de posicionamento exatamente definidas. Altemativamente, é também possível proverem-se mais ou menos projeções e rebaixos cujos números correspondam-se e que preferivelmente são uniformemente distribuídos ao longo da circunferência da respectiva haste parcial. Números adequados são, p. ex., 3, 6 ou 8.
Pode também fazer sentido prover-se uma projeção com um formato em V largamente aberto (ângulo V obtuso) com relação a um correspondente rebaixo na haste parcial distai.
Possíveis ângulos V (ângulo de abertura do respectivo formato V) são ângulos entre 10° e 170°. No sentido de uma forma de realização autocentragem, é vantajoso quando o ângulo V é menor do que o ângulo de ápice do respectivo cone de fricção, que resulta devido ao emparelhamento do material na área dos flancos mutuamente opostos das projeções e rebaixos conformados-v, respectivamente.
Materiais adequados para o corpo de selagem são plásticos biocompatíveis, em particular elastômeros e durômeros. Entre estes é para ser também uma mistura particularmente adequada de borracha natural e PTFE. Preferivelmente, esta mistura contém fuligem como um material de carga. Também elastômeros termoplásticos e ligas elastoméricas (p. ex., polipropileno do grupo das poliolefinas), materiais termoplásticos (p. ex., elastômeros de perfluoro (PTFE, FKM, FFKM, FFPM) e polieteretercetona (PEEK)) e duroplásticos (plásticos amino e fenólicos) ou um silicone pode ser usado como um plástico elástico para o corpo de selagem.
De ditos elastômeros, FFKM é particularmente adequado, contendo como um material básico PTFE e como um material de carga sílica. Um enegrecimento de um tal elastômero pode ser conseguido utilizando-se fuligem e um branqueamento pode ser conseguido usando-se dióxido de titânio ou sulfato de bário. Sílica apenas já pode conseguir um suficiente branqueamento.
Particularmente adequado é também um corpo de selagem que largamente é feito de um elastômero revestido em seu lado externo com um material termoplástico ou um durômero, isto é, preferivelmente com PTFE. Aqui, o elastômero firmemente mantém a tensão e o PTFE é resistente na boca e sela duradouramente.
Outro material de revestimento adequado é um dímero tal como diapraxilileno, que é também conhecido como parileno e que pode ser aplicado a superfícies a serem revestidas em um processo de revestimento de plasma. Espessuras de camada adequada são entre 0,5 pm e 50 pm. Espessuras de camada entre 1 pm e 5 pm, p. ex., 3 pm, são particularmente adequadas. Fórmulas estruturais exemplares de um tal material de revestimento são mostradas a seguir:
A superfície do revestimento de parileno ou também do material plástico (o próprio material de selagem) pode adicionalmente ser provida com um nano revestimento de metal, tal como titânio ou prata também em combinação com uma cerâmica, dióxido de silício, fosfato de cálcio, carbono. O revestimento provê tanto impermeabilidade a bactérias como ao mesmo tempo comportamento neutro em relação ao tecido celular.
Um constituinte do material de selagem pode também ser prata na forma de micro ou nanopartículas.
A respectiva superfície a ser revestida é preferivelmente polarizada a fim de aumentar sua adesividade para o revestimento. Uma tal polarização da superfície pode ser realizada em um modo basicamente conhecido por meio de um processo de plasma.
Além disso, pode ser vantajoso para as superfícies do implante ou suas partes constituintes, em particular a superfície orientada para fora do corpo de selagem, serem polarizadas a fim de obter-se melhor compatibilidade de corpo. A polarização provê que o tecido contíguo, tal como, por exemplo, o osso e gengivas, não demonstrem ou não possam demonstrar comportamento de rejeição em relação ao revestimento.
Com respeito a um corpo de selagem possivelmente revestido parcialmente, faz sentido se as superfícies revestidas não tenham quaisquer bordas pontudas. Sem dúvida, todas as bordas revestidas devem ser arredondadas a fim de evitar que o revestimento floqueie na deformação do corpo de selagem.
E vantajoso se o material elástico do corpo de selagem for elasticamente estirável ou compressível por pelo menos 5%, melhor em mais do que 20%. Em uma forma de realização, como exemplo, o espaçamento, que é predeterminado pelas superfícies de contato, entre as superfícies mutuamente faceantes das duas partes de implante, é de 250 pm, de modo que a selagem tem uma dimensão nominal de 250 pm. Neste caso, o corpo de selagem deve ser feito, por exemplo, de 50 pm acima da dimensão nominal (250 pm) da selagem, de modo que, após montagem, já ocorre uma compressão de 50 pm (20% de compressão). Esses valores representam uma dimensão ideal que é procurada obter-se. A altura estrutural da selagem deve ser tão pequena quanto possível a fim de, por razões estéticas, não fornecer altura estrutural para a última coroa dentária; em particular, dimensões entre 0,1 mm e 3 mm são consideradas como a dimensão nominal. Em termos de dimensionamento, é crucial que a selagem, mesmo sob o efeito de forças de mastigação, seja deformada somente na faixa de sua deformabilidade elástica e também sempre permaneça comprimida por um grau mínimo em regiões parciais, p. ex., no evento de uma carga lateral. Assim, quando o implante é montado, o corpo de selagem é comprimido somente pelo grau necessário, de modo que a conexão de contato de implante assegura a integridade da selagem sob todas possíveis circunstâncias. O grau de compressão é dependente do material e da espessura do material, quando utilizando-se uma altura estrutural maior para a selagem, a compressibilidade do material podendo ser menor a fim de compensar os movimentos na região de selagem.
Para um corpo de selagem que se expande quando calor está envolvido, em particular materiais plásticos com um elevado coeficiente de expansão térmica de mais do que 75 x 10-6/K a 20 °C são vantajosos.
Preferivelmente, pelo menos uma superfície externa do corpo de selagem, superfície esta formando a superfície do lado externo do implante, é revestida com um metal ou camada cerâmica da maneira descrita aqui antes, em que o metal-parileno ou camada cerâmica evita que bactérias penetrem dentro dos componentes de selagem, que são cobertos pela camada metálica ou cerâmica. Um nano revestimento, por exemplo, com partículas de titânio, é particularmente adequado. A própria superfície de selagem pode diretamente consistir de um material plástico biocompatível ou pode ser revestida da maneira acima mencionada. Em particular titânio, prata ou ouro, possivelmente também na forma de um constituinte de uma liga, são considerados como o material para a camada metálica. Todos os materiais de superfície das selagens são resistentes na boca e esterilizáveis e não absorvem água ou absorvem água somente em um grau muito insignificante.
Além de material plástico elástico, o corpo de selagem pode também conter uma mola metálica ou um elemento de mola plástico separado de outro material plástico, tal como, por exemplo, PEEK. O elemento de mola pode ser na forma, por exemplo, de uma mola de placa ou um anel de um conformado-u, seção transversal aberta para dentro e assegura permanente elasticidade e força de tensão para o corpo de selagem. Uma mola metálica pode ser vantajosa em particular em relação a um corpo de selagem em que o material plástico elástico pelo menos parcialmente é feito de politetrafluoroetileno (PTFE, Teflon), polipropileno (PP) ou também polieteretercetona (PEEK).
A invenção é agora descrita mais detalhadamente com a ajusta de formas de realização e com referência às Figuras. As Figuras mostram:
Fig. Ia: uma vista em seção transversal de uma primeira variante de um implante dentário de duas-partes;
Fig. lb: uma ampliação de uma seção da Fig. Ia;
Fig. 2a: uma vista em seção transversal de uma segunda variante de um implante dentário de duas partes, com um anel de selagem compactado;
Fig. 2b: uma ampliação de uma seção do local de selagem do implante dentário da Fig. 2a;
Figs. 3a e 3b: vistas em perspectivas de seção transversal parcial do implante dentário das Figs. 2a e 2b;
Fig. 4a: o implante dentário de duas partes das Figs. 2 e e o anel de selagem não ainda compactado em seção transversal longitudinal;
Fig. 4b: uma ampliação de uma seção da Fig. 4a;
Figs. 5a e 5b: vistas em seção transversal em perspectiva do implante dentário das Figs. 4a e 4b;
Fig. 6a: uma terceira variante de um implante dentário de duas partes em seção transversal longitudinal;
Fig. 6b: uma ampliação de uma seção da Fig. 6a;
Fig. 7: uma vista externa em perspectiva de um implante de dente de duas partes montado;
Fig. 8a: uma quarta variante de um implante dentário de duaspartes em seção transversal longitudinal;
Fig. 8b: uma ampliação de uma seção da Fig. 8a;
Fig. 9: o local de selagem de acordo com uma quinta variante de um implante dentário de duas partes em uma ampliação de uma correspondente seção transversal longitudinal;
Fig. 10a: uma sexta variante de um implante dentário de duas partes em seção transversal longitudinal;
Fig. 10b: uma ampliação de uma seção da sede de selaem da Fig. 10a;
Fig. 11a: uma sétima variante de um implante dentário de duas partes de acordo com a invenção em seção transversal longitudinal;
Fig. 11b: uma ampliação de uma seção da Fig. 11 para representar o local de selagem;
Figs. 12a e 12b: vistas em seção transversal parcial, em perspectiva, do implante dentário de acordo com as Figs. 11a e 11b;
Figs. 13a e 13b: o implante dentário de duas partes de acordo com as Figs. 11 e 12 em uma vista com anel de selagem não compactado;
Figs. 14a e 14b: uma vista em perspectiva em seção transversal parcial do implante dentário de acordo com as Figs. 11 a 13, com o anel de selagem não ainda compactado;
Figs. 15a a 15f: uma vista da deformação escalonada do anel de selagem quando montando o implante dentário de duas partes de acordo com as Figs. 11 a 14; a Fig. 15f mostra um estado que não é possível;
Figs. 16a a 16f: diferentes representações a fim de explicar o contorno externo de um implante dentário de duas partes de acordo com as Figs. 11 a 15, durante e após a unidade das duas partes de implante.
A Fig. 1 mostra uma primeira variante de um implante dentário de duas partes 10. O implante dentário de duas partes compreende uma parte de implante distante 12, também referida como haste parcial distai, que forma uma raiz artificial do implante dentário 10 e, portanto, é também referida como haste parcial de raiz.
Além disso, o implante dentário 10 compreende uma parte de implante proximal 14, que é também referida como haste parcial proximal ou haste parcial construída. A parte de implante proximal 14 serve para acomodar uma coroa de dente artificial (não mostrada).
Como pode ser visto na Fig. Ia, a parte de implante distai 12 e o implante proximal 14 são conectados entre si no estado totalmente montado por meio de uma parafuso prisioneiro 16. Para este fim, é provido na parte de implante distai 12 um furo cego 18 com uma rosca interna. O furo seco 18 corre ao longo de um eixo-geométrico longitudinal central da parte de implante distai 12.
Na parte de implante proximal 14, é provido um furo longitudinal escalonado 20 ao longo de um eixo-geométrico longitudinal da parte de implante proximal 14. O furo longitudinal escalonado 20, em sua extremidade proximal, tem um diâmetro maior do que em sua extremidade distai, de modo que resulta um degrau no contorno interno do furo longitudinal central 20 da parte de implante proximal 14. Nesta etapa 22, um colar de uma cabeça 24 da parafuso prisioneiro 16 pode ser suportado de modo que a parte de implante distai 12 e a parte de implante proximal 14 podem ser conectadas entre si em uma maneira conhecida, com a ajuda de um parafuso prisioneiro.
Uma extremidade proximal do furo cego central 18 na parte de implante distai 12 é limitada por uma abertura longitudinal tendo um diâmetro interno alargado na parte de implante distai 12. Dita abertura longitudinal com um diâmetro alargado serve para acomodar uma parte distai 26 da parte de implante proximal 14. Uma face contatante 28 da parte longitudinal distai 26 da parte de implante proximal 14 contata ou encontra-se com um piso 30 da abertura longitudinal com um diâmetro alargado na parte de implante distai 12 quando o implante dentário 10 está totalmente montado. Assim, este piso 30 forma um contato longitudinal para a aproximação entre a parte de implante distai e a parte de implante proximal 14 durante a montagem, que é feita atarraxando-se o parafuso prisioneiro 16.
Deve ser observado que dito contato longitudinal é virtualmente localizado dentro do implante dentário totalmente montado 10. O contorno externo do implante dentário totalmente montado 10 forma ponte entre o contorno externo da parte de implante distai 12 e o contorno externo da parte de implante proximal 14 por um elemento de selagem 32, também referido como corpo de selagem. O elemento de selagem 32 tem a forma de um anel O com seção transversal redonda. Em vez de uma seção transversal redonda, o elemento de selagem 32 podería também ter uma seção transversal oval.
O elemento de selagem 32 é, no estado montado do implante dentário 10, como é mostrado nas Figs. Ia e lb, restringidamente comprimido e tem uma seção transversal correspondentemente formada. A fim de permitir uma tal deformação, o elemento de selagem 32, inteira ou parcialmente, é feito de um material elástico.
A compressão e deformação do elemento de selagem 32 são limitadas pelo contato longitudinal formado, por um lado, pelo piso da abertura longitudinal proximal da parte de implante distai 12 e, por outro lado, pela face extrema 28 da parte longitudinal distai da parte de implante proximal 14. Isto toma possível que o implante de dente montado deforme-se elasticamente sob cargas de flexão sem furos ou vãos formando-se no contorno externo do implante de dente montado 10. No caso de tais cargas de flexão, a carga é exercida sobre o elemento de selagem 32 em um lado do implante dentário 10, o elemento de selagem 32 é ainda comprimido e a carga é aliviada no lado externo oposto do implante dentário 10 e, devido a seu estado pré-comprimido, pode expandir-se elasticamente. Desta maneira, é confiavelmente evitado que forme-se um vão na área do contorno externo do implante dentário de duas partes 10.
Além disso, o que foi dito acima também se aplica a todas as variantes do implante dentário de duas partes de acordo com a invenção, que são descritas a seguir, de modo que não é necessário repetir esta descrição para as variantes descritas a seguir e as Figuras representando as variantes descritas a seguir utilizam os mesmos sinais de referência usados para a primeira variante do implante dentário de uas partes, de acordo com as Figs. 1 a 3.
As várias variantes do implante dentário de duas partes desta Figura e das subsequentes Figuras diferem com respeito ao projeto atual do respectivo local de selagem para o respectivo elemento de selagem 32.
Um detalhe comum de todas as variantes descritas a seguir é que o respectivo local de selagem é formado por pelo menos duas respectivas partes de superfície correndo na direção circunferencial do implante, partes de superfície estas incluindo entre elas próprias um ângulo dentro do qual o respectivo elemento de selagem é prensado por uma borda circunferencial ou uma parte de superfície circunferencial da respectiva outra parte de implante, quando o implante está totalmente montado.
O elemento de selagem e as partes de superfície circunferencial formando os respectivos locais de selagem são dimensionados e adaptados entre si, de modo que o elemento de selagem forma uma parte do contorno externo do implante quando ele está totalmente montado. O respectivo contorno externo do implante totalmente montado limitando o elemento de selagem é formado pelas superfícies externas do implante dentário, cujas superfícies movem-se para longe entre si com respeito a uma direção orientada radialmente pra fora. Cada parte de implante proximal e parte de implante distai forma uma destas superfícies externas que se movem para longe entre si.
As diferentes variantes de um implante dentário de acordo com a presente invenção, que serão descritas mais detalhadamente a seguir, diferem no projeto real do respectivo local de selagem. Em todas as variantes, o respectivo elemento de selagem 32 é projetado entre superfícies de selagem de fixação, de modo que ditas superfícies aproximam-se entre si em uma direção orientada radialmente para fora com respeito ao implante dentário totalmente montado. Uma das superfícies de selagem, a seguir referida como segunda superfície principal 40, é formada pela parte de implante proximal 14, enquanto a oposta das duas superfícies de selagem é a seguir também referida como superfície de selagem distai 42 e formada pela parte de implante distai 12. Além disso, o local de selagem é definido por uma superfície de suporte 42 que, nas formas de realização mostradas, também faz parte da parte de implante proximal 14. Cada uma da superfície de selagem proximal 40 e a superfície de selagem distai 42 funde-se em uma superfície externa proximal 46 e superfície externa distai 48, respectivamente, que se movem para longe entre si com respeito a uma direção orientada radialmente para fora. Desta maneira, é assegurado que no sítio de conexão entre a parte de implante proximal 14 e a parte de implante distai 12 não se formem gucés, em que, por exemplo, bactérias pudessem se acumular.
Como já foi mencionado, as variantes descritas mais detalhadamente a seguir diferem no fato de que o local de selagem formado pela respectiva superfície de selagem proximal 40, a respectiva superfície de selagem distai 42 e a respectiva superfície de suporte 44 é projetado diferentemente. Na forma de realização de acordo com a Fig. 1, a superfície de selagem proximal 40 corre em um plano perpendicular ao eixo-geométrico longitudinal do implante dentário 10, enquanto a superfície de suporte 44 diretamente limita a superfície de selagem proximal 40 e tem a forma de uma superfície externa cilíndrica. A superfície de selagem distai 42, formada por uma parte de uma face extrema da parte de implante distai 12, tem a forma de uma parte de uma superfície interna em cone, em que o cone virtual tem um eixo geométrico longitudinal ou simétrico que coincide com o eixogeométrico longitudinal do implante dentário de duas partes 10. Desta maneira, a superfície de selagem proximal 40, a superfície de selagem distai e a superfície de suporte 44 envolvem um gucé entre elas próprias, dentro do qual o elemento de selagem comprimido 32 é fixamente preso no estado montado do implante dentário de duas partes. De acordo com a invenção, o gucé incluído pela superfície de selagem proximal 40, a superfície de selagem distai 42 e a superfície de suporte 44 é aberto em direção ao lado externo no estado montado do implante dentário, de modo que o contorno externo do implante dentário totalmente montado 10 é faz ponte com uma superfície externa do elemento de selagem comprimido (compactado) 32.
A segunda variante de um implante dentário de duas partes mostrada nas Figs. 2 a 5 difere da primeira vriante mostrada na Fig. 1 somente pelo fato de que a superfície de suporte 44 não se funde suavemente no contorno externo restante da parte distai 26 da parte de implante proximal 14, porém tem um diâmetro menor com respeito a este contorno externo restante, de modo que uma espécie de um sulco radial se forma, dentro do qual o elemento de selagem 32 é inserido. Quanto ao resto, a segunda variante do implante dentário é essencialmente idêntica à primeira variante do implante dentário. Deve ser observado que as Figs. 2, 3a e 3b mostram o estado totalmente montado da segunda variante do implante dentário de duas partes, cada uma com o elemento de selagem compactado comprimido 32, enquanto as Figs. 4a, 4b, 5a e 5b mostram um estado da segunda variante do implante dentário de duas partes, em que a face extrema 28 da parte longitudinal distai da parte de implante proximal 14 não ainda não foi confinada com o respectivo piso 30 da abertura longitudinal tendo um diâmetro ampliado na parte de implante distai 12, de modo que o contato longitudinal ou de altura entre a parte de implante proximal Mea parte de implante distai 12 não ainda não ser tomou efetivo. Para colocar diferentemente: nas Figs. 4 e 5, a parte de implante proximal 14 e a parte de implante distai 12 não estão totalmente montadas. Sem dúvida, estas Figuras mostram um estado em que o elemento de selagem 32 ainda não foi comprimido e, em consequência, está ainda descompactado.
A terceira variante de um implante dentário de duas partes mostrado na Fig. 6 difere da segunda variante mostrada na Fig. 2 pelo fato de que a superfície de suporte distai 42 é formada com uma menor superfície em comparação, como pode ser compreendido pela Fig. 6. Isto é devido a um respectivo rebaixo 50 na área da extremidade proximal da parte de implante distai 12.
Finalmente, a Fig. 7 ilustra que o aspecto da invenção, de acordo com o qual o elemento de selagem 32, no estado totalmente montado do implante dentário de duas partes, forma uma parte de seu contorno externo e é arranjado entre duas superfícies externas 46 e 48 do implante dentário de duas partes, movem-se para longe entre si em uma direção orientada radialmente em direção ao lado externo. Consequentemente, há um deslocamento entre a parte de implante proximal 14 (acúmulo) e a parte de implante distai 12 (também referida como implante). Como pode ser visto, a implante proximal 14, na área da conexão entre as partes de implante proximal e distai, tem um menor diâmetro do que a parte de implante distai
12. Altemativamente, a parte de implante proximal 14 e a parte de implante distai 12 poderíam também ser projetadas de modo que a parte de implante proximal 14, na área da conexão entre as partes de implante, tenha um diâmetro maior do que a parte de implante distai 12. Esta variante não é mostrada nas Figuras.
Finalmente, a Fig. 8 mostra uma quarta variante de um implante dentário de duas partes, em que a superfície de selagem proximal 40 e a superfície de suporte 44 são projetadas como na primeira variante. Ao contrário das variantes descritas antes, a superfície de selagem distai 42, entretanto, não tem a forma de uma superfície interna cilíndrica, porém sem dúvida a forma de um sulco côncavo que se abre transversalmente na direção proximal e numa direção orientada para dentro. O sulco côncavo forma a superfície de selagem distai 42 e, ao mesmo tempo, um recinto acomodando o anel de selagem. O sulco côncavo é projetado côncavo.
Finalmente, a Fig. 9 mostra uma quinta variante de um implante dentário de duas partes, que em alguns aspectos é muito similar à variante de duas partes do implante dentário mostrado nas Figs. 2 a 5. Uma diferença essencial daquela variante é que a parte longitudinal distai 26 da parte de implante proximal 14 não é conformada cilíndrica, mas é projetada para afilar-se conicamente na direção distai. A superfície de suporte da quinta variante do implante dentário é formada por um piso de um sulco circunferencial que é aberto em direção ao lado externo e serve para acomodar o elemento de selagem 32 e não tem a forma de uma parte de barril cilíndrico, porém a forma de uma parte de superfície cônica. Altemativamente, a superfície de selagem proximal 40 e o sulco anular formando a superfície de suporte 44 poderíam também ser projetados de modo que a superfície de suporte 44 tivesse a forma de uma parte de barril cilíndrico e a superfície de selagem proximal 40 fosse localizada em um plano perpendicular ao eixo-geométrico longitudinal do implante dentário.
Uma particularidade da quinta forma de realização, de acordo com as Figs. 9 e 10, é que, devido à superfície cônica 60, da parte longitudinal distai 26 da parte de implante proximal 14, bem como da superfície interna oposta 42 da parte de implante 14, superfície esta sendo também projetada conicamente para dentro, ditas próprias superfícies cônicas formam o contato longitudinal limitando a compressão do elemento de selagem 32.
Finalmente, as Figs. 11 a 14 mostram uma sétima forma de realização do implante dentário de duas partes, que difere da segunda forma de realização, em particular pelo fato de que a superfície de selagem proximal 40 corre transversalmente na seção transversal longitudinal e, similar à superfície de selagem distai 42, tem a forma de uma parte longitudinal da superfície interna de um cone oco, de modo que um local de selagem trapezoidal é formado. As Figs. 11a e 11b, vem como 12a e 12b, cada uma mostra diferentes vistas do implante dentário de duas partes no estado totalmente montado com o elemento de selagem compactado comprimido 32. As Figs. 14a e 14b mostram detalhes da sétima forma de realização do implante dentário de duas partes emum estado em que a parte de implante proximal 14 e a parte de implante distai 12 não estão ainda totalmente montadas, de modo que as superfícies de contato opostas ainda não se encontraram. O elemento de selagem 32 está ainda não comprimido.
As Figs. 15a a 15f explicam a eficácia do contato longitudinal ou de altura, respectivamente, entre a face extrema 28 da parte longitudinal distai 26 da parte de implante proximal 14 e o piso 30 da abertura longitudinal tendo um diâmetro ampliado na parte de implante distai 12. As Figs. 15a a 15d mostram como ditas superfícies opostas aproximam-se entre si escalonadamente quando ambas as partes de implante são montadas, de modo que o elemento de selagem 32 é mais comprimido até ambas as superfícies encontrarem-se, que é o estado final do implante dentário de duas partes totalmente montado, estado este sendo mostrado na Fig. 15e.
Finalmente, a Fig. 15f mostra um estado que não é possível para o implante dentário de duas partes, uma vez que a face extrema 28 e o piso 30 - diferente do que é mostrado virtualmente na Fig. 15f — não podem penetrar-se. Devido ao contato longitudinal formado pela face extrema 28 no piso 30, é também assegurado que o elemento de selagem 32 é comprimido somente a uma extensão limitada e sempre forma uma parte do contorno externo do implante dentário, como pode ser entendido pela Fig. 15 em particular.
A Fig. 16 também mostra como as duas partes de implante se aproximam escalonadamente durante a montagem, até alcançarem o estado mostrado na Fig. 16d. Os detalhes das Figs. 16e e 16f explicam as variantes de um contorno externo concebível do implante dentário de duas partes montado na área do sítio de conexão entre a parte de implante proximal e a parte de implante distai. Em particular, os detalhes das Figs. 16e e 16f mostram que uma superfície externa do elemento de selagem 32 é deslocada somente ligeiramente - se de algum modo - com respeito às superfícies 5 externas limitando-se das partes de implante proximal e distai, de modo que não se formem vãos ou gucés que não possam ser alcançados durante escovação de dentes ou em que bactérias possam ser acomodadas permanentemente.