BRPI1000991A2 - processo para obtenção de barra protocolo fundida - Google Patents

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BRPI1000991A2
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Heitor Bernardes Cosenza
Francisco Roberto Cosenza
Osmar Anesio Mingueti
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Heitor Bernardes Cosenza
Francisco Roberto Cosenza
Osmar Anesio Mingueti
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PROCESSO PARA OBTENçãO DE BARRA PROTOCOLO FUNDIDA. Consiste essencialmente de um processo em que a barra protocolo é fundida antes do procedimento cirúrgico, dessa forma aliviando a pressão de urgência sobre o laboratório protético.

Description

"PROCESSO PARA OBTENÇÃO DE BARRA PROTOCOLO FUNDIDA"
Trata a presente solicitação de Patente de Invenção de um inédito "PROCESSO PARA OBTENÇÃO DE BARRA PROTOCOLO FUNDIDA", consiste na realização da fundição da barra protocolo realizada antes da instalação dos implantes, ou seja, anterior a cirurgia, para tanto devendo-se padronizar a angulação das peças a serem soldadas entre si, para formar a barra metálica que estrutura e atribui resistência ao conjunto da prótese sobre implante.
A partir do final da década de 60, do século passado, foi descoberto por um cientista sueco chamado Brãnemark um fenômeno em que pinos de metal (titânio) inseridos no osso poderiam ser incorporados e estabilizados nesse tecido. A este fenômeno denominou-o de osseointegração e aos pinos metálicos atribui o nome de implantes. Esta descoberta pode ser considerada revolucionária porque transformou a odontologia, agora capaz de realizar próteses fixas mesmo que o paciente tivesse perdido todos os dentes, servindo como uma ótima opção para substituição das dentaduras.
Após a descoberta, a equipe de Brãnemark, com a atenção voltada para o sucesso do novo procedimento (implantes) criou uma série de conceitos e protocolos.
Para que a osseointegração ocorra é necessário que os implantes sejam inseridos no osso de forma a permanecerem estabilizados logo no momento da inserção, tal qual um parafuso em qualquer estrutura rígida. Este conceito é conhecido como estabilidade primária. De forma natural ocorrerá formação de vasos sangüíneos e migração de células indiferenciadas para o local, caracterizando o reparo e a osseointegração. Se esta estabilidade for mantida, o segundo parâmetro a ser seguido é a estabilidade secundária, fenômeno em que o osso, já em íntimo contato com o titânio e o metabolismo da interface, é de tamanha estabilidade e equilíbrio, que o implante é capaz de se manter mesmo submetido a carregamento mastigatório. É neste momento que se constata o sucesso, seguindo os seguintes critérios: imobilidade em relação ao osso; perda óssea menor do que 0,2 mm ao ano; ausência de dor; desconforto e infecção. Implantes que tiveram perda maior que 0,2 mm ao ano poderão até ter esse processo revertido, fenômeno chamado de re-osseointegração, porém de forma imprevisível.
Muitos trabalhos foram publicados sobre o sucesso dos implantes, mostrando índices superiores a 93%. Para atingir tais índices, pesquisadores da equipe Brànemark padronizaram todo o processo de instalação e carregamento dos implantes e, para tanto criaram um protocolo de trabalho. Implantes, inicialmente só foram utilizados na região anterior da mandíbula, entre os forames mentonianos, e nunca eram carregados antes de ocorrer a osseointegração, período de quatro a seis meses após a instalação dos mesmos. Cinco implantes eram instalados nesta região por causa da maior densidade óssea. Após quatro meses os implantes eram submetidos a carregamento mastigatório, sempre unidos por uma barra metálica fundida por ar e gás, que estabilizava uma prótese de doze dentes, unindo os cinco implantes para evitar sobrecarga. Esta barra deve ser feita de tal forma que não acumule tensões sobre o implante quando não o está submetendo ao carregamento, sendo esse conceito denominado de passividade. Portanto, inicialmente os implantes só foram indicados para fixar dentaduras reforçadas com uma barra metálica fundida, com o objetivo de dividir a carga entre os implantes para não comprometê-los. Este protocolo foi tão bem aceito, que, no Brasil, o termo protocolo foi utilizado para dar nome a esse tipo de prótese tipo dentadura, reforçada por uma barra metálica fundida, a qual une os implantes. Com a experiência de anos de osseointegração, por volta da década de 80, clínicos passaram a modificar o protocolo, mostrando-se seguros para utilizar implantes para próteses parciais e até unitárias. Além desta transformação, surgiram pesquisadores que passaram a carregar os implantes imediatamente após a instalação dos mesmos. A este fenômeno deu-se o nome de carga imediata. Neste processo, o implante recebe carregamento mastigatório antes de a osseointegração ocorrer. Inúmeros protocolos foram criados, e em algumas vezes, o processo se tornou mais complicado que o convencional como foi o caso do sistema Novum Uma parafernália de ferramentas e aparatos para guiar e instalar os implantes fizeram que este sistema apresentasse limitações técnicas e econômicas.
Foram desenvolvidas as "overdentures", próteses removíveis estabilizadas por implantes, porém a satisfação destes pacientes não pode ser comparada àqueles que recebem próteses fixas, pois elas soltam e não são tão estáveis quanto às fixas.
O estado da técnica antecipa alguns documentos de patentes que versam sobre a matéria aqui tratada, como, por exemplo, o W09749350 que trata de um arranjo usado para conectar uma prótese a um ou mais gabaritos ancorado no tecido ósseo de uma pessoa.
O modelo antecipado apresenta alguns inconvenientes, tais como:
> Alto custo;
> Necessidade de altura e espessura óssea em abundância, o que compromete a reabilitação de ossos severamente atrofiados;
> Falta de liberdade para intercambiar entre sistemas de diferentes fabricantes;
> Adaptação deficiente - a estrutura metálica é fundida antes da cirurgia e os implantes são realizados por meio de um guia padrão; > Não há como garantir ou evitar um eventual desvio mínimo, entre o implante e o guia - um desvio de meio milímetro é o suficiente para o comprometimento da passividade de assentamento da prótese.
Há diferentes formas de realizar o protocolo imediato, que compreende a instalação dos implantes, fundição da barra, prensagem dos dentes de estoque sobre dita barra e instalação desta prótese poucos dias após a instalação dos implantes. Ciente do estado da técnica, suas lacunas e inconvenientes, o inventor, pessoa conhecedora da matéria em apreço, sabedor do aspecto negativo do fator tempo sobre os laboratórios proféticos criou o "PROCESSO PARA OBTENÇÃO DE BARRA PROTOCOLO FUNDIDA" em questão, que utiliza peças padronizadas, fundidas antes do ato cirúrgico com o formato e tamanho que permite a sua utilização em qualquer tipo de barra, apenas ficando o processo de solda para após o ato cirúrgico de instalação dos implantes.
A seguir, explica-se a invenção com referência aos desenhos anexos, nos quais estão representados, a título ilustrativo e não limitativo:
Fig. 1: Vista em perspectiva da peça formadora da barra protocolo;
Fig. 2: Vista superior da peça formadora da barra protocolo;
Fig. 3: Vista em perspectiva explodida da peça formadora da barra protocolo;
Fig. 4: Vista em perspectiva montada da peça formadora da barra protocolo.
O "PROCESSO PARA OBTENÇÃO DE BARRA PROTOCOLO FUNDIDA", objeto desta solicitação de Patente de Invenção, consiste essencialmente de um processo em que a barra protocolo é fundida antes do procedimento cirúrgico, dessa forma aliviando a pressão de urgência sobre o laboratório protético.
Para realizar o protocolo imediato, alguns passos são executados comumente, como, a realização dos planos de cera, escolha e prova dos dentes como uma prótese total convencional. Moldagem e confecção do modelo mestre, que irá servir para o protético confeccionar a barra e prensar os dentes, para então instalar a prótese em um período considerado imediato, ou seja, algo em torno de 24h após a cirurgia.
A invenção aqui reivindicada tem como objetivo propor uma solução para não realizar a fundição após a cirurgia e sim antes. Para tanto, foram criadas peças (1) padronizadas fundidas sobre componentes (2) calcináveis.
A arcada dentária do paciente tem o delineamento em forma de arco. Cinco implantes são instalados, sendo que para cada implante há um componente calcinável que será parafusado sobre ele. Do componente (2), deriva uma haste (3) para cada lado, que será soldada com a haste (3) do implante vizinho. Para que as cinco peças soldadas conformem a barra (4) em forma de arco é preciso que tais peças tenham suas hastes (3) anguladas seguindo um plano paralelo ao rebordo do paciente.
A angulação (a) padrão escolhida é de 10° para cada haste (3). O vértice do ângulo é o componente calcinável (2) e o implante. Se visualizar a peça no sentido axial ao componente calcinável (2) a angulação poderá ser facilmente aferida. Consequentemente as duas hastes (3) originarão um ângulo de 20°, aceitável para a grande maioria dos casos. As peças com angulação (a) de haste de 10° poderão ser adaptadas à arcada do paciente e unidas por meio de solda por ar e gás para se obter um assentamento passivo.
Por sua vez, a distância ideal entre os implantes é de 10 mm para uma distribuição uniforme das tensões, evitando sobrecarga e mantendo uma saúde do Peri - implante satisfatória. O comprimento das hastes (3) foi estipulado em 10 mm visando atender diferentes distâncias. Somando-se hastes (3) de dois componentes que serão soldadas há a possibilidade de se instalar implantes com até com até 20 mm de distância, só realizado em caso de necessidade.
Implantes devem ser instalados em nível ósseo. Para atravessar o tecido gengival são utilizados componentes intermediários parafusados. Estes possuem vários comprimentos e são eleitos de acordo com a espessura do tecido gengival. A peça pré-fundida possui altura de 7 mm com o objetivo de posicioná-la sempre imersa na resina acrílica evitando o comprometimento estético já que o metal é escuro.
Em casos em que o implante foi posicionado de forma anormal, deverá ser realizada uma das partes da barra por meio de fundição da peça após a cirurgia, porque será necessário esculpir a peça em cera de modo personalizado podendo receber a barra pré-fundida.
Em relação ao método de obtenção, um componente calcinável serve de apoio para esculpir duas hastes com 20° de inclinação entre elas, mantendo o componente no vértice do ângulo e com altura de 7 mm a partir da base de assentamento do componente calcinável. Com a primeira feita, uma silicona de consistência pesada serve de berço para a peça em que é mantida peça até que o material tome presa. Com o material endurecido a barra é removida se obtendo uma matriz que serve para adaptar as hastes ao componente calcinável de forma idêntica todas as vezes.
Sendo assim, cada peça é feita da mesma forma, encaixando-se o componente calcinável na mátria e unindo-se as hastes pré-fabricadas, também calcináveis, ao componente. A união é realizada com cera ou resina acrílica calcinável, portanto, toda a peça é feita para ser evaporada ao forno, pela técnica de cera pedida. Em seguida há a inclusão em revestimento para fundição. Após o endurecimento do revestimento o anel é colocado no forno e todos os componentes calcináveis evaporam, deixando a peça em negativo dentro do revestimento. Uma liga de níquel-cromo (NiCr) é fundida por maçarico de ar e gás e injetada no anel por meio de uma centrífuga. Após fundida, a peça é polida e no final do processo é jateada com areia. O encaixe entre a peça e o intermediário é usinado com fresa específica para este fim com o objetivo de garantir perfeita adaptação com o intermediário protético. De acordo com o número dos implantes planejados serão pré-fundidas o mesmo número de peças antes de o cirurgião proceder a instalação dos implantes. Por fim, as peças são adaptadas no modelo realizado após a cirurgia e unidas por meio de solda com ar e gás.

Claims (1)

1.) "PROCESSO PARA OBTENÇÃO DE BARRA PROTOCOLO FUNDIDA", caracterizado por realizar a fundição da barra protocolo antes do procedimento cirúrgico; do componente (2) deriva uma haste (3) para cada lado, que será soldada com a haste (3) do implante vizinho; a angulação (a) padrão escolhida é de 10° para cada haste (3); o vértice do ângulo é o componente calcinável (2) e o implante; consequentemente as duas hastes (3) originarão um ângulo de 20°, aceitável para a grande maioria dos casos; as peças com angulação (a) de haste de 10° poderão ser adaptadas à arcada do paciente e unidas por meio de solda por ar e gás.
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