BRPI1003235A2 - processo de fotomaquiagem das matÉrias queratÍnicas humanas, e, conjunto - Google Patents

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photodevelopable
makeup
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Abstract

PROCESSO DE FOTOMAQUJAGEM DAS MATÉRIAS QUERATÍNICAS HUMANAS, E, CONJUNTO A presente invenção refere-se a um processo de fotomaquiagem das matérias queratínicas humanas, no qual: a) aplica-se sobre as matérias queratínicas uma camada de base de uma primeira composiçãocontendo pelo menos um agente óptico capaz de formar uma tela de proteção a um comprimento de onda X pelo menos temporariamente, b) aplica-se sobre a camada de base uma segunda composição fotorrevelável termicamente estável revelável por exposição a uma radiação pelo menos de comprimento de onda X.

Description

"PROCESSO DE FOTOMAQUIAGEM DAS MATÉRIAS QUERATÍNICAS HUMANAS, E, CONJUNTO"
A presente invenção refere-se à maquiagem da pele e outras matérias queratínicas humanas, por exemplo, os lábios, as unhas ou cabelos. Antecedentes
A maquiagem é realizada comumente pelo emprego de matéria colorida que se deposita sobre o corpo ou o rosto.
O resultado final depende não somente da qualidade dos produtos utilizados, em particular dos ingredientes e das técnicas de formulação empregadas, mas também da destreza do usuário.
Na esperança de ganhar em destreza e assim melhorar o resultado da maquiagem, alguns usuários seguem cursos de formação. Outros não o fazem pois se consideram pouco aptos ou não têm tempo para se dedicar ao estudo.
Descobriu-se que é possível obter resultados de maquiagem satisfatórios graças à fotomaquiagem. A precisão do resultado excede o que os usuários alcançam comumente com a maquiagem convencional, e isto sem necessitar de uma habilidade específica, nem formação.
Além disso, a fotomaquiagem pode permitir a obtenção de resultados de coloração que ultrapassam o sentido clássico de maquiagem. Este pode ser qualquer motivo imitando um motivo convencional de maquiagem ou um texto, um logotipo,...
A fotomaquiagem é baseada sobre a utilização de pelo menos uma composição fotorrevelável termicamente estável capaz de ser revelada por uma radiação luminosa, por exemplo uma radiação UV, e de conservar uma mudança de aspecto ligada à irradiação durante pelo menos uma hora.
Para realizar a fotomaquiagem, pelo menos uma composição fotorrevelável termicamente estável é depositada sobre a zona a tratar sob a forma de pelo menos uma camada. No momento em que a composição fotorrevelável termicamente estável é aplicada, ela se encontra no estado não revelado e pode ser colorida ou incolor, de acordo com os ingredientes utilizados.
A irradiação da camada de composição fotorrevelável termicamente estável pode ser feita de maneira seletiva, irradiando-a de modo não uniforme. Assim, certas regiões podem não ser reveladas e outras são reveladas e/ou regiões são reveladas em graus diversos, conduzindo a intensidades de cor diferentes.
A energia luminosa utilizada continua relativamente fraca, e não provoca bronzeamento da pele.
Um processo de fotomaquiagem é descrito na patente EP 938.887 que é incorporada por referência e compreende agentes fotorreveláveis termicamente estáveis que são aplicados sobre a pele. Esta patente descreve um agente fotorrevelável escolhido entre os diariletenos e as fulgidas.
O pedido US 2007/0038270 A-I divulga diversos processos em que uma composição fotossensível é depositada de acordo com um motivo sobre a pele ou exposta a uma luz correspondendo a um motivo a realizar.
r
E necessário, como com qualquer revestimento de maquiagem, que a fotomaquiagem possa ser eliminada. Esta condição é importante e quase obrigatória porque os usuários de maquiagem gostam de remover a maquiagem para reencontrar a pele não maquiada, notadamente de noite. Além disso, os usuários apreciam poder reaplicar uma maquiagem sobre a pele, diferente da anterior. Se os vestígios da anterior fossem mantidos, a realização da segunda seria tornada problemática.
Um problema que pode ocorrer com a fotomaquiagem é um fenômeno de manchamento da pele.
Com efeito, durante a remoção da maquiagem, o usuário pode deixar vestígios de composição fotorrevelável termicamente estável não revelada. Ora, estes vestígios podem ser levados a se revelar em seguida, por exemplo, após algumas horas passadas em luz ambiente. Neste momento, pode ser difícil para o usuário proceder a um complemento da remoção da maquiagem. Sumário
A invenção tem por objeto, de acordo com o primeiro dos seus aspectos, um processo de fotomaquiagem das matérias queratínicas humanas, em que:
a) aplica-se sobre as matérias queratínicas uma camada de base de uma primeira composição fotoprotetora contendo pelo menos um agente óptico capaz de formar uma tela de proteção a um comprimento de onda λ, pelo menos temporariamente, notadamente um comprimento de onda pertencendo à faixa de 320 a 440 nm,
b) aplica-se sobre a camada de base uma segunda composição fotorrevelável termicamente estável revelável por exposição a uma radiação pelo menos de comprimento de onda λ.
Por "formar uma tela de proteção a um comprimento de onda λ", é necessário compreender que o agente óptico atenua de, pelo menos, um fator de atenuação de 2 a radiação de comprimento de onda λ, a medida sendo efetuada por meio de um aparelho apto a medir o espectro de absorção restringindo a luz de irradiação a uma zona de comprimento de onda λ ± 10
|A+10
nm. A relação F = —-J^s-com 7W e rW como definidos
A-10.A+10 £ Ι{λ)Τ{λ)άλ
acima, fornece o fator de atenuação ao comprimento de onda λ., t^ sendo medido como descrito abaixo.
A invenção permite reduzir o risco de manchamento da pele tornando mais difícil a migração do ou dos agentes fotorreveláveis da composição fotorrevelável termicamente estável para as matérias queratínicas subjacentes e sua revelação. Esta migração pode ser retardada ainda, ou mesmo impedida, quando as primeira e segunda composições não são miscíveis uma na outra, uma das composições sendo, por exemplo, aquosa e a outra não aquosa ou inversamente.
Assim, podem-se escolher ingredientes (solventes, adesivos...) para a segunda composição que não são solventes da composição fotorrevelável termicamente estável e inversamente. Escolhe-se, por exemplo, um solvente orgânico, por exemplo, entre os álcoois ou as cetonas, notadamente o etanol ou a acetona, o acetato de alquila, os óleos carbonados, notadamente o isododecano, os silicones voláteis, para a primeira composição fotoprotetora e um solvente aquoso ou hidroalcoólico para a segunda composição fotorrevelável termicamente estável, ou inversamente.
Podem-se também escolher dois solventes orgânicos ou dois solventes aquosos para as duas composições, de tal modo que, na secagem, uma transformação tenha ocorrido. Por exemplo, emprega-se uma primeira composição contendo um látex. Este último vai, na secagem, coalescer e tornar a camada inerte face à aplicação da composição fotorrevelável termicamente estável. Assim, a camada de base pode ser aplicada mais ou menos tempo antes da maquiagem fotorrevelável, por exemplo, mais de 15 minutos antes, o que pode ter por efeito deixar a camada de base o tempo de secar e de tornar esta pouco ou não solúvel na camada aplicada no topo, como mencionado acima. Além disso, ao secar, a camada de base pode formar eventualmente uma superfície relativamente lisa, facilitando a aplicação de uma camada de espessura homogênea de composição fotorrevelável termicamente estável. A pele sendo lisa, a segunda camada pode ser mais fina e as faltas de homogeneidade de espessura susceptíveis de dar efeitos visuais pouco estéticos após a revelação são evitadas.
A camada de base pode ser formada sobre uma superfície mais estendida que a composição fotorrevelável termicamente estável. Isto facilita a aplicação da composição fotorrevelável termicamente estável, porque o usuário não precisa mais se preocupar em fazer corresponder precisamente os contornos de aplicação das duas composições.
O comprimento de onda λ pode pertencer ao espectro UV (280 nm - 400 nm) ou UV próximo (400 nm - 440 nm).
O agente óptico pode ser um filtro solar não fotoestável, de índice de fotoestabilidade inferior ou igual a 80%.
Quando a composição fotorrevelável termicamente estável é revelável por exposição a uma radiação UV, então de preferência o agente óptico é um filtro solar não fotoestável, de índice de fotoestabilidade inferior ou igual a 80%.
Uma vantagem que resulta é que no caso de aplicação da camada de base sobre a pele, o usuário não é completamente impedido de se bronzear, mesmo se a camada de base tiver sido aplicada sobre uma extensão que ultrapassa muito a composição fotorrevelável termicamente estável. A camada de base pode perder quando da exposição ao sol a sua capacidade de filtração do UV, o que permite ao usuário bronzear-se progressivamente, pelo menos na zona não recoberta pela composição fotorrevelável termicamente estável. Se o filtro solar fosse fotoestável, o usuário poderia temer aplicar de modo muito estendida a camada de base, com a possibilidade de deixar um vestígio eventual sobre seu bronzeamento.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode, por exemplo, ser revelada com a ajuda de um formador de imagem matricial endereçável.
Conforme o caso, pelo menos uma camada intermediária pode ser aplicada sobre a camada de base de forma a situar-se entre a camada de composição fotorrevelável termicamente estável e a camada de base.
Esta camada intermediária pode ter por efeito melhorar o comportamento da camada de composição fotorrevelável termicamente estável sobre a camada de base ou, ao contrário, facilitar a retirada, quando da remoção da maquiagem por exemplo. A camada intermediária pode ser uma camada de um polímero ou cera.
A camada intermediária pode notadamente não ter função de filtração do comprimento de onda λ de revelação da composição fotorrevelável termicamente estável.
Pode-se também aplicar uma camada de uma outra composição sob a camada de base para facilitar sua fixação sobre as matérias queratínicas por exemplo. Assim, a camada de base pode não estar diretamente em contato com a pele. Em variante, a camada de base é aplicada sobre a pele ou outras matérias queratínicas.
A invenção tem ainda por objeto, de acordo com outro dos seus aspectos, um conjunto comportando, no núcleo de um mesmo condicionamento:
- uma primeira composição a aplicar sobre as matérias
queratínicas, para formar uma camada de base, contendo pelo menos um agente óptico capaz de formar uma tela de proteção a pelo menos um comprimento de onda λ pertencendo ao intervalo indo de 280 nm a 440 nm, melhor de 320 nm a 440 nm, a primeira composição comportando um filtro solar não fotoestável, de índice de fotoestabilidade inferior ou igual a 80%,
- uma segunda composição, fotorrevelável termicamente estável, a aplicar sobre a camada de base.
O filtro solar não fotoestável pode apresentar inicialmente um poder filtrante F frente à radiação UV solar superior ou igual a 2, melhor 5 ou 10.
Para medir a fotoestabilidade de um filtro solar, dilui-se este em um solvente Ci2-Ci5 alquila benzoato de marca FINSOLV®. O filtro parsol 1789 é um exemplo de filtro não fotoestável, de índice de fotoestabilidade da ordem de 30%, definido como sendo a relação entre o poder filtrante após uma hora de exposição a uma radiação UVA produzida por um irradiador de marca SUNTEST sobre o poder filtrante inicial.
O conjunto pode comportar um irradiador capaz de emitir seletivamente no UV e/ou no visível, como detalhado mais adiante.
Composição fotorrevelável termicamente estável
A fotomaquiagem é realizada, de acordo com a invenção, graças a uma composição fotorrevelável termicamente estável adaptada.
A composição fotorrevelável termicamente estável de acordo com a invenção contém um ou vários agentes fotorreveláveis termicamente estáveis que convém à realização de uma fotomaquiagem, ou seja, que eles mudam de aspecto sob o efeito de uma radiação luminosa.
O ou os agentes fotorreveláveis termicamente estáveis utilizados na invenção podem ser agentes fotocrômicos termicamente estáveis ou agentes fotorreveláveis irreversíveis, ou seja, que uma vez obtida a mudança de aspecto, este continua a ser permanente.
De acordo com o ou os agentes fotorreveláveis termicamente estáveis utilizados, a fotomaquiagem pode realizar-se revelando progressivamente este ou estes agentes fotorreveláveis termicamente estáveis, por exposição a uma radiação adaptada, por exemplo, UV e/ou UV próximo, ou partindo de uma composição fotorrevelável termicamente estável comportando um ou vários agentes fotorreveláveis termicamente estáveis no estado já revelado que se conduz a um estado não revelado aplicando-se uma radiação adaptada, por exemplo, visível fora de UV próximo.
A fotomaquiagem pode realizar, ao mesmo tempo, por exemplo, sucessiva ou alternativamente, uma revelação de um ou vários agentes fotorreveláveis termicamente estáveis e um apagamento de um ou vários agentes fotorreveláveis termicamente estáveis, de forma a obter precisamente o resultado de maquiagem procurado.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode estar contida, com os agentes fotorreveláveis termicamente estável no estado não revelado, em um dispositivo de condicionamento, antes da aplicação sobre as matérias queratínicas. Neste caso, a composição fotorrevelável termicamente estável pode ser aplicada sobre as matérias queratínicas com os agentes fotorreveláveis termicamente estáveis no estado não revelado, depois a radiação permitindo fazer passar este ou estes agentes fotocrômicos no estado revelado é aplicada.
Em variante, a composição fotocrômica é aplicada sobre as matérias queratínicas com os agentes fotorreveláveis termicamente estáveis no estado não revelado, depois estes são conduzidos em um estado revelado, e uma radiação é em seguida aplicada de modo seletivo para fazer passar o ou os agentes fotorreveláveis termicamente estáveis, por exemplo de modo localizado, ao estado não revelado, de forma a criar um ou vários motivos por exemplo e/ou obter a cor procurada.
Em uma outra variante, a composição fotorrevelável termicamente estável está contida no dispositivo de condicionamento com agentes fotorreveláveis termicamente estáveis no estado revelado. A composição fotorrevelável termicamente estáveis então é aplicada com os agentes fotorreveláveis termicamente estáveis no estado revelado, e estes são conduzidos a um estado não revelado de modo seletivo, de forma a formar um ou vários motivos e/ou obter a cor procurada.
Quando se busca utilizar uma composição fotorrevelável termicamente estável da qual o ou os agentes fotorreveláveis termicamente estáveis estão no estado já revelado quando a composição é aplicada sobre as matérias queratínicas, pode-se eventualmente utilizar um dispositivo de condicionamento comportando uma fonte luminosa permitindo expor a composição fotorrevelável termicamente estável, por exemplo no seio do recinto do recipiente contendo a mesma ou a nível de um orifício de distribuição ou de um órgão de aplicação, a uma radiação luminosa de comprimento de onda adaptado para revelar o ou os agentes fotorreveláveis termicamente estáveis.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode comportar um agente fotorrevelável termicamente estável permitindo, por exemplo, gerar uma cor no estado revelado, e por exemplo incolor no estado não revelado, ou uma mistura de agentes fotorreveláveis termicamente estáveis produzindo no estado revelado as cores respectivas diferentes tendo, no estado não revelado, uma outra cor ou sendo incolores.
Pode-se por exemplo utilizar uma composição fotorrevelável termicamente estável comportando uma mistura de agentes fotorreveláveis termicamente estáveis respectivamente de tom amarelo, azul e magenta, com por exemplo uma proporção maior de agente fotorrevelável termicamente estável cuja cor é amarela no estado revelado, as proporções sendo, por exemplo, escolhidas para obter, quando todos os agentes fotorreveláveis termicamente estáveis estão no estado revelado, uma tonalidade próxima da pele. Em um exemplo de realização da invenção, utiliza-se assim uma mistura de agentes fotorreveláveis termicamente estáveis respectivamente de tom amarelo, magenta e azul, em proporções relativas de cerca de 50%, 35% e 15%.
Quando a composição fotorrevelável termicamente estável
comporta vários agentes fotorreveláveis termicamente estáveis, pode-se utilizar agentes fotorreveláveis termicamente estáveis que são reveláveis por exposição a radiações de comprimentos de onda dominantes respectivos diferentes, de modo que, escolhendo-se o comprimento de onda da radiação ao qual a composição fotorrevelável termicamente estável é exposta, pode-se revelar antes uma cor que uma outra. Pode-se também utilizar agentes fotorreveláveis termicamente estáveis em uma composição fotorrevelável termicamente estável que são apagáveis quando expostos aos comprimentos de ondas dominantes respectivos, o que permite escolher as características da luz utilizada para apagar a composição fotorrevelável termicamente estável, assim apagando seletivamente uma cor dada antes que uma outra.
Medida da estabilidade térmica de um agente fotorrevelável termicamente estável
O teste para determinar se um agente fotorrevelável é termicamente estável é o seguinte. Submete-se o agente a testar, inicialmente de cor Ei no estado não revelado, a uma irradiação por uma radiação UV durante 1 minuto a 1 J/cm2, depois determina-se a sua cor final Ef com a ajuda de um espectrocolorímetro, por exemplo o de marca MINOLTA CM 2002 (d/8, SCI, D65, 2o observador); obtém-se um desvio de cor AEi f =
Jiaf-Oi)2 +Q>f-bt)2 +(Lf-Li)1 „TÜT , ,
v J 1 3 no espaço CIE Lab, que corresponde ao
máximo de revelação. Deixa-se, em seguida, o referido composto na obscuridade total durante 60 minutos a 25°C, depois determina-se de novo a sua cor Er de acordo com o método acima. Quando o novo valor de AEi r é pelo menos igual a 50% do valor de AEi f correspondendo ao máximo de revelação, considera-se que o composto é termicamente estável. Preferivelmente, o agente fotorrevelável termicamente estável é escolhido de modo que uma vez revelado, a maquiagem obtida possa ser conservada visualmente mais de uma hora, melhor ainda por mais de quatro horas.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode ser desprovida de compostos fotocrômicos termicamente reversíveis, como o óxido de titânio dopado, os espiropiranos, as espiro-oxazinas ou os cromenos, exceto se certas formas destes compostos entrem na definição de agentes fotorreveláveis termicamente estáveis.
O ou os agentes fotocrômicos fotorreveláveis termicamente estáveis de acordo com a invenção são com vantagem tais que sob uma primeira irradiação li, estes ou estes agentes revelam-se ao se colorirem, partindo de um estado sensivelmente incolor, ou pouco colorido, e sob uma segunda irradiação I2 diferente da primeira, estes ou estes agentes tornam-se novamente sensivelmente incolores ou pouco coloridos. A irradiação Ii é, nos exemplos de realização da invenção, uma irradiação UV (290 nm a 400 nm), notadamente UVA (320 a 400 nm) e/ou UVB, melhor no UV próximo (400 a 440 nm), enquanto a irradiação I2 é uma irradiação no visível, por exemplo da luz branca.
Agentes fotocrômicos termicamente estáveis
Dentre os agentes fotocrômicos utilizáveis, os compostos que pertencem à família dos diariletenos e os que pertencem à família das fulgidas são preferidos, esta lista não sendo no entanto limitativa. O versado na técnica pode fazer referência à EP 938.887 que descreve exemplos de agentes fotocrômicos termicamente estáveis.
Os diariletenos podem ser representados pela fórmula (I)
seguinte:
A B
em que os radicais Rl e R2 estão sempre em relação "eis" em relação à dupla ligação.
Estes radicais Rl e R2 podem, independentemente um do outro, ser escolhidos entre os radicais alquilas em CrCi6, eventualmente fluorados ou perfluorados, ou nitrilas.
Pode-se notadamente citar os compostos de fórmula seguinte: CN CN
>=K
A B
Eles podem igualmente formar um ciclo a 5 ou 6 átomos de carbono, eventualmente fluorado ou perfluorado, notadamente de acordo com a fórmula seguinte:
.CF CF_ XF7
A B ou formar um ciclo com 5 átomos de carbono de anidrido, e notadamente de acordo com a fórmula seguinte:
A B
em que X pode ser um átomo de oxigênio ou um radical - NR3, com R representando um radical alquila e/ou hidroxialquila em C2-C16.
Os radicais AeB podem ser iguais ou diferentes e podem representar notadamente um ciclo com 5 átomos ou um biciclo com 5 e 6
átomos, de acordo com as estruturas seguintes:
Rc
em que:
-XeY podem ser iguais ou diferentes, e podem representar um átomo de oxigênio, enxofre, uma forma oxidada de enxofre, nitrogênio ou selênio,
-ZeW podem ser iguais ou diferentes, e podem representar um átomo de carbono ou de nitrogênio,
- os radicais R3 a R12 podendo ser iguais ou diferentes, e podendo representar um hidrogênio, um grupo alquila ou alcóxi, linear ou ramificado, em CrCi6, um halogênio, um grupo fluorado ou perfluorado linear ou ramificado em CrC4, um grupo carboxílico, um grupo alquila carboxílico em CrCi6, um grupo mono ou dialquilamino em CrCi6, um grupo nitrila; um grupo fenila, naftalina ou heterociclo (piridina, quinoleína, tiofeno) podendo ser substituído sobre estes radicais.
No entanto, os grupos AeB não devem ser todos os dois iguais a uma estrutura de tipo indólica como abaixo:
Os grupos AeB podem ser separados do ciclo por uma ou duas duplas ligações.
Deve haver sempre sobre as posições orto da junção, entre a dupla ligação e os radicais AeB, um grupo diferente do hidrogênio, por exemplo CH3, NC ou C02Et, ou seja que os grupos R3 ou R5, R4, R7 e R8 devem ser diferentes da significação hidrogênio.
A título de exemplo, pode-se citar o composto seguinte que pode passar incolor ao vermelho do seguinte modo, após irradiação a 404-436 nm (retorno a 546-578 nm):
R
12
CN CN
CN CN
Um exemplo de diarileteno é o, de cor azul no estado revelado, comercializado sob a referência comercial: DAE-MP pela empresa Yamada Chemical (Japão), de nome químico e fórmula: l,2bis (2-metil-5-fenil-3- tienil) - 3,3,4,4,5,5-hexafluorociclopenteno
Um outro exemplo de diarileteno é o de cor amarela no estado revelado, de fórmula:
comercializado sob a referência comercial: DAE-2BT pela empresa YAMADA CHEMICALS (Japão) e de nome químico: 1,2-Bis (3- metilbenzo (b) tiofen-2-il) perfluorociclopenteno.
As fulgidas podem ser representadas pela fórmula seguinte: O^O O
A-
R
14
R1
R,
" ^13
em que
. o grupo A tem o mesmo significado que acima. . os grupos Rl 3 a Rl 5 podem ser iguais ou diferentes, e podem representar um grupo alquila linear ou ramificado em Uj-L^ig, ou os grupos Ri3 e R14 podem formar um ciclo de 3 a 12 átomos de carbono como ciclopropano ou um adamantileno.
Outros agentes fotorreveláveis termicamente estáveis Estes compostos fotorreveláveis são compostos mudando de aspecto, por exemplo passando de uma forma incolor ou pouco colorida a uma forma colorida, por um mecanismo comandado por uma irradiação luminosa.
O mecanismo pode ser direto, no sentido que a luz faz mudar de aspecto, por exemplo faz passar da forma incolor à forma colorida. Este é por exemplo o caso dos compostos portadores de uma função dita fotodegradável ou fotoliberável (em inglês fotoreleasé).
Preferivelmente, utilizam-se compostos cuja função fotodegradável ou fotoliberável é inerte no frente às matérias queratínicas.
Preferivelmente, utiliza-se um composto cuja função fotodegradável ou fotoliberável é imobilizada ou portada por um polímero ou outra estrutura sólida ou mássica.
Por exemplo, pode-se utilizar a função 3-5dimetoxibenzoína e os produtos coloridos como são descritos no artigo: C P McCoy et al., J. Am. Chem. Soc., 2007, 129, 9572
O mecanismo acima citado pode também ser indireto, no sentido em que a luz faz passar o composto, por exemplo inicialmente incolor, sob uma outra forma, depois uma terceira ação transforma este composto assim incolor modificado sob uma forma de aspecto diferente, por exemplo colorida.
O mecanismo é indireto igualmente quando uma terceira ação atua diferentemente sobre o composto não modificado pela luz e sobre o composto modificado, e que por exemplo o composto não modificado é transformado e muda de aspecto, tornando-se por exemplo colorido, enquanto o composto modificado conserva seu aspecto, por exemplo incolor.
Por exemplo, pode-se utilizar o princípio do diazotipia, que emprega um composto sal de diazônio e um outro composto aromático, capaz de reagir por reação de copulação. A irradiação destrói o sal de diazônio (liberação de nitrogênio). O composto diazônio não tendo sido irradiado reage depois por um simples salto de pH (na presença de amoníaco por exemplo) com o copulador para dar um composto azóico. Neste caso, escolhem-se compostos sais de diazônio não coloridos, como, por exemplo, um aromático portando a função diazônio mas não portando sobre o ciclo função amina ou hidroxila. Pode-se usar, como copulador, uma amina aromática simples como um derivado de anilina ou de fenol.
São então as partes não irradiadas que se revelam, de acordo
com a reação:
O ou os agentes fotorreveláveis utilizados podem se tornar termicamente estáveis a partir da sua revelação ou somente após uma ação específica ter sido exercida, por exemplo a colocação em presença com compostos químicos conferindo a estabilidade térmica procurada.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode conter em massa de 0,001 a 20% no total de agente (s) fotocrômico (s), notadamente de agente (s) fotorrevelável (s) termicamente estável (s).
A composição fotocrômica pode conter além disso qualquer solvente apropriado à aplicação em cosmética, e notadamente escolhido entre os mencionados na patente EP 938.887.
A composição pode comportar os ingredientes enumerados nos parágrafos [0029] [0041] de EP 0.938.887 A-l, cuja lista é incluída aqui por referência.
Composição fotorrevelável termicamente estável com sensibilidade reduzida
A composição fotorrevelável termicamente estável pode incluir pelo menos um agente óptico reduzindo a sua sensibilidade à radiação UV ou UV próximo.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode notadamente comportar um ou vários agentes ópticos em uma quantidade suficiente de modo que o seu poder filtrante F, como definido abaixo, seja superior ou igual a 2, ou mesmo 5, 10, 15 ou 20.
Protocolo de medida do poder filtrante
Emprega-se um protocolo similar ao utilizadas para determinar o SPF, com a diferença que não se leva em conta a resposta de eritema da pele.
Aplica-se a composição da qual procura conhecer o poder filtrante a razão de 1,2 mg/cm2 sobre uma placa limpa com jato de areia PMMA (sem filtro UV) de 5 cm sobre 5 cm, de 3 mm de espessura, de rugosidade 4,5 ± 1 μπι, da empresa EUROPLAST. As placas são pré-tratadas por um depósito de 10 ± Img de vaselina 145B. A composição pode ser depositada em 14 lotes de produto e o espalhamento ocorre 20 s usando o dedo fazendo ziguezagues girando a placa em um quarto de volta a cada 5 s.
Após espalhamento, permanece 0,6 mg/cm2 de produto. Espera-se 20 min para secagem depois se efetua um novo espalhamento.
Utiliza-se um espectrodiômetro (por exemplo um analisador de transmitância com esfera de integração da marca Labsphere UV), o qual mede a transmitância difusa de 290mm a 400mm. Cada valor de transmissão T (λ) é registrado. T (λ,, é a relação, para uma irradiação de comprimento de onda λ dada, da energia luminosa transmitida sobre a energia luminosa incidente. São feitas 5 medições por placa (deslocando as placas) e tira-se a medida destas 5 medições. Realiza-se a operação das 5 placas. Tiram-se as médias das 5 médias de medição.
O poder filtrante F frente à radiação UV a solar (290 a 400 nm) é dado pelo relação das duas integrais seguintes: ΓΊ{λ)άλ
Jj _ £90 nm '_
" C WWrfi
onde I (λ) é uma função representando a ocorrência de cada comprimento de onda do espectro solar. I (λ) é o mesmo que o servindo ao cálculo de SPF in vitro na publicação COLIPA GUIDELINES Edição de2007 A METHOD FOR THE IN VITRO DETERMINATION OF UVA PROTECTION PROVIDED BY SUNSCREEN PRODUCTS. Si F=I, então a composição não é filtrante.
Por "fazer tela de proteção à radiação de comprimento de onda λ", é necessário compreender que o agente óptico atenua de, pelo menos, um fator de atenuação de 2 a radiação de comprimento de onda λ, a medida sendo efetuada por meio de um aparelho apto a medir o espectro de absorção
restringindo a luz de irradiação a uma zona de comprimento de onda λ ± 10
£+10
1 Λ+10
nm. A relação λ 10 λ+Ι° Lk/^^^^ com 1{λ) e T{λ) como definidos acima, fornece o fator de atenuação ao comprimento de onda λ.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode apresentar pelo menos uma banda P de comprimentos de onda em um intervalo λι a λ2 onde a irradiação é filtrada menos, o poder filtrante nesta banda valendo em média Fmj χ2 com Fxu λ2 > 2, 2, preferivelmente Fxi5 λ2 > 5. A largura da banda P pode ser inferior a 80 nm, e preferivelmente a 40 nm. Ρλΐ, li é definido por:
ilmdx
J[2χΙ{λ)Τ{λ)άλ
e medido como descrito acima, substituindo os limites 290 e
400 por λι e λ2, com λ2 > λι.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode comportar, conforme o caso, um colorante evolutivo, por exemplo um colorante cuja cor revela-se durante o tempo e se possível lentamente, por exemplo DHA ou polifenóis, aptos a se colorir progressivamente em contato do ar. A composição fotorrevelável termicamente estável comporta por exemplo um colorante levando mais l/2h para revelar-se a 90%. O interesse de tal colorante pode ser de desenvolver um poder filtrante uma vez realizada a fotomaquiagem, afim de, por exemplo, retardar a degradação dos motivos da fotomaquiagem sob o efeito da iluminação ambiental.
Segunda camada desempenhando um papel de ativador de um agente óptico presente na primeira camada Em um exemplo de realização da invenção, uma primeira
camada é constituída pela composição fotorrevelável termicamente estável e contém um agente óptico sob uma forma parcial ou totalmente desativada ou no estado de precursor. Este agente sob forma desativada ou no estado de precursor não tem ainda a atividade suficiente para proteger o resultado da fotomaquiagem.
A aplicação de uma segunda camada permite, após a fotomaquiagem, ativar o agente óptico desativado ou de conduzir o precursor sob sua forma de agente óptico eficaz para formar uma tela de proteção à radiação de revelação da composição fotorrevelável termicamente estável. Por exemplo, o agente óptico pode ser, sob forma de precursor em uma das camadas, um colorante da classe de porfirinas, tornado mais ativo pela presença na outra camada de um sal em solução, por exemplo um sal de zinco, de ferro ou de magnésio.
Formas galênicas
A composição fotorrevelável termicamente estável pode
apresentar-se em função das aplicações e a natureza dos seus constituintes sob diversas formas galênicas.
A composição fotorrevelável termicamente estável de acordo com a invenção contém um meio cosmético aceitável, ou seja um meio compatível com todas as matérias queratínicas tais como a pele, as unhas, os cabelos, as pestanas e as sobrancelhas, mucosas e semimucosas, e qualquer outra zona cutânea do corpo e o rosto. O referido meio pode compreender ou apresentar-se sob a forma de, notadamente, suspensão, uma dispersão, uma solução em meio solvente ou hidroalcoólica, eventualmente espessada até mesmo geleificada; uma emulsão óleo em água, água em óleo, ou múltipla; um gel ou uma espuma; um gel emulsionado; um pulverizador; um pó livre, compacto ou moldado; uma pasta anidra; um filme, entre outros.
Zonas tratadas
Todas as partes do corpo habitualmente maquiadas podem receber uma fotomaquiagem de acordo com a invenção, por exemplo as unhas, as pestanas, os cabelos, a pele, e em particular as do rosto, por exemplo as faces, a fronte, o contorno dos olhos ou dos lábios, o pescoço, busto ou as pernas.
Pode-se também tratar as partes do corpo raramente maquiadas como as orelhas, as mãos ou os dentes. Estas zonas apresentam geometrias complexas, o que não facilita a aplicação precisa dos produtos convencionais de maquiagem. A fotomaquiagem pode permitir a obtenção de resultados estéticos, e isto apesar da complexidade das geometrias.
A fotomaquiagem pode visar camuflar um defeito cutâneo.
A fotomaquiagem pode eventualmente retomar um motivo de uma peça de vestuário ou um acessório usado pelo usuário, por exemplo um motivo presente sobre uma jóia, uma bolsa, óculos, sapatos, um elemento de mobiliário, um PDA ou um telefone celular.
Conforme o caso, a venda de tal peça de vestuário ou acessório pode ser acompanhada com o fornecimento de um arquivo ou uma conexão com a Internet permitindo realizar uma fotomaquiagem de acordo com o acessório ou a peça de vestuário.
O arquivo ou a conexão com a Internet pode permitir acesso aos dados necessários para a realização de uma imagem que foi concebida ou selecionada para se casar harmoniosamente com a peça de vestuário ou acessório. Por exemplo, ela realiza a totalidade ou parte dos motivos ou completa os mesmos.
Descrição das figuras
- A figura 1 representa de maneira esquemática e parcial um exemplo de sistema de fotomaquiagem realizado de acordo com a invenção,
- A figura 2 ilustra a manutenção da zona a tratar durante a irradiação luminosa,
- A figura 2A ilustra a formação de um motivo no núcleo de uma imagem pixelizada,
- As figuras 3 a 6 são vistas esquemáticas e parciais de variantes de realização do irradiador,
- As figuras 7 a 10 e IOA ilustram diferentes exemplos de formadores de imagem matricial endereçáveis de acordo com várias tecnologias,
- As figuras 11 a 13 ilustram exemplos de fotomaquiagem,
- As figuras 14a a 14c e 15a a 15c ilustram exemplos de progressão da fotomaquiagem, e
- A figura 16 representa um exemplo de dispositivo de condicionamento permitindo revelar a composição antes da sua aplicação.
Modos de aplicação
A ou cada composição utilizável na realização da invenção pode ser aplicada sob forma pulverulenta, de fluido, de pulverizador ou de filme. O fluido pode ter diferentes reologias. Pode-se tratar, por exemplo, de um bloco de produto que se espalha quando do atrito sobre as matérias queratínicas ou um líquido.
A camada de composição fotorrevelável termicamente estável ou de fotoprotetora eventual, e principalmente a camada de composição fotoprotetora, pode ser aplicada sob a forma de pó seco ou quase seco.
A ou cada composição pode eventualmente estar sob a forma de filme pré-formado.
Preferivelmente, no caso de uma aplicação multicamada, a segunda camada preferivelmente é aplicada sem deteriorar a primeira camada previamente aplicada. Para este efeito, a aplicação por pulverização da composição destinada a formar a segunda camada pode ser preferida.
A aplicação pode ainda ser feita através de uma impressora, com jato de tinta por exemplo, graças a um aparelho levado ao contato da zona a tratar, e eventualmente deslocado sobre esta. No caso onde uma ou várias camadas são pulverizadas, qualquer técnica de pulverização é utilizável, por exemplo gás propulsor, aerógrafo ou pulverização eletrostática ou piezoelétrica. A aplicação pode ainda ser feita por transferência, graças a uma folha de suporte contendo uma pelo menos das composições, ou mesmo as diferentes camadas a formar. A transferência pode ser feita por pressão, calor e/ou através de um solvente, depositada sobre a folha de suporte e/ou as matérias queratínicas que devem ser tratadas de acordo com a invenção.
A aplicação pode ser feita manualmente ou de maneira automática, através de um braço manipulador por exemplo.
A aplicação de cada camada pode ser feita após secagem da camada eventual que a precede.
A aplicação pode ser feita com a ajuda de aplicadores, eventualmente de uso único, comportando um órgão de aplicação carregado com a composição a aplicar.
A aplicação das composições pode ser feita em um ponto de venda, em um salão de beleza, ou a domicílio, entre outros locais.
Cada composição pode ser embalada antes da utilização em qualquer recipiente adaptado.
A aplicação das composições, e notadamente da composição fotorrevelável termicamente estável, pode ser feita após verificação que a luz ambiente não tem uma intensidade prejudicial à qualidade da fotomaquiagem. A verificação pode ser feita graças a um dispositivo sinalizador, que alerta o usuário se a luz ambiente contém uma radiação UV ou UV próximo muito forte, por exemplo de fluxo superior ou igual a 0,1 ou 0,5 mW/cm 2, o limiar podendo ser regulável conforme o caso. Tal dispositivo pode ser autônomo ou integrado a um dispositivo de condicionamento ou de aplicação da composição fotorrevelável termicamente estável, ou mesmo um dispositivo de condicionamento ou de aplicação de uma composição fotoprotetora. A informação distribuída pelo dispositivo sinalizador pode
também ser útil, conforme o caso, para selecionar uma composição fotorrevelável termicamente estável, fotoprotetora e/ou servindo de camada de base entre várias, em função do nível da radiação UV.
Como lembrado acima, a composição fotorrevelável termicamente estável pode, de acordo com os casos, ser aplicada no estado completamente revelado ou não revelado.
A composição fotorrevelável termicamente estável e a destinada a formar a camada de revestimento ou a camada de base ou a camada fotoprotetora podem apresentar-se sob diversas formas, por exemplo cremes, géis, líquidos, sob a forma de composições a espalhar com a mão, ou por meio de um aplicador, por exemplo de esfera.
A aplicação pode ser feita deslocando um bloco de composição ao contato com as matérias queratínicas, como um batom para os lábios, por exemplo. Pode-se ainda aplicar a composição por pulverização utilizando um bico aerossol, um frasco tipo bomba, ou um dispositivo de pulverização eletrostático, piezoelétrico ou aerógrafo.
A composição pode ser um produto seco, como um pó, cuja aplicação pode ser feita com uma escova ou um pincel se necessário.
Quando a composição fotorrevelável é destinada a ser aplicada no estado revelado, ela pode estar contida em um dispositivo de condicionamento e de aplicação como ilustrado na figura 16, comportando um recipiente 1000 contendo a composição, uma fonte luminosa 1010 que emite por exemplo no UV, para revelar a composição, e um meio de aplicação, por exemplo um pincel aplicador 1020.
Sistema de fotomaquiagem
A fotomaquiagem pode ser realizada com a ajuda de um sistema de fotomaquiagem 1 comportando, como ilustrado esquematicamente na figura 1, um irradiador 3 comportando pelo menos uma fonte luminosa 2. O formador de imagem pode, de acordo com o caso, servir para revelar a composição fotorrevelável termicamente estável, fazendo por exemplo passar os agentes fotorreveláveis, que ela contém, de um estado não revelado para o estado revelado e/ou servir para apagar o ou os agentes fotorreveláveis contendo a composição fotorrevelável termicamente estável, fazendo os mesmos passar de um estado revelado para um estado não revelado. Quando a composição está inicialmente no estado não revelado, o irradiador pode por exemplo emitir no UV ou no UV próximo quando a composição fotorrevelável termicamente estável é revelável por uma radiação UV ou no UV próximo.
A imagem pode ser definida por uma máscara ou um negativo
disposto sobre o trajeto da luz em direção da zona a tratar, eventualmente em contato com a zona a tratar.
O irradiador comporta preferivelmente um ou vários formadores de imagem 4 permitindo formar pelo menos uma imagem em distância sobre a zona a tratar Z.
O ou os formadores de imagem podem, em uma versão simplificada, utilizar uma máscara ou um negativo e uma óptica de projeção sobre a zona a tratar. O negativo pode ser um negativo UV, permitindo a formação de uma imagem em luz UV ou UV próximo. A fonte 2 pode comportar qualquer tipo de elemento luminoso, por exemplo lâmpada incandescente, lâmpada halogênica, lâmpada com descarga e/ou elemento eletroluminescente, notadamente um ou vários LEDs, OLED ou outras tecnologias eletroluminescentes.
O irradiador 3 pode comportar, como isto será detalhado adiante, várias fontes a fim de emitir por um lado no UV ou no UV próximo e por outro lado no visível, notadamente fora do UV próximo.
Com vantagem, o irradiador comportando a ou as fontes de luz e o ou os formadores de imagem pode emitir seletivamente no UV ou no UV próximo e no visível.
A passagem de uma projeção de imagem em luz visível a uma projeção de imagem em luz UV pode ser feita por uma mudança de fonte, graças por exemplo a um espelho móvel, à utilização de uma superfície semitransparente, com a adição ou a retirada de um filtro e/ou a utilização de um duplicador ou triplicador de freqüência.
O emprego de luz visível pode permitir, como será detalhado na seqüência, ver a imagem projetada sobre a zona a tratar antes de realizar a revelação e/ou fazer regredir a fotomaquiagem de uma zona já revelada pelo menos parcialmente, quando o ou os agentes fotorreveláveis assim o permitirem.
O sistema de fotomaquiagem pode comportar, como ilustrado na figura 1, uma calculadora 10, que pode estar associada a uma interface de usuário 11, comportando por exemplo um teclado, um mouse, uma tela sensível ao toque, um drive de reconhecimento de voz, um tablete gráfico, um joystick e/ou um pad sensível ao toque, esta lista não sendo limitativa.
A calculadora 10 pode comportar um microcomputador e, de maneira mais geral, qualquer meio de cálculo, analógico e/ou numérico, realizado com a ajuda de, por exemplo, microcontroladores, microprocessadores e/ou redes lógicas programáveis. A calculadora 10 pode ser realizada sob forma de um ou vários aparelhos e no caso da utilização de um formador de imagem eletrônico, esta última pode, conforme o caso, realizar todos os cálculos ou uma parte dos mesmos. A calculadora 10 pode igualmente estar associada a um meio de visualização 12 que é por exemplo uma tela colorida, por exemplo de tipo LCD, plasma, OLED ou catódico, eventualmente sensível ao toque. Este meio de visualização 12 pode ser utilizado para, como detalhado na seqüência, apresentar a zona tratada em curso de tratamento, permitir controlar o tratamento e/ou apresentar uma simulação.
A calculadora 10 pode ainda estar associada a um meio de armazenamento de dados 13, por exemplo um disco rígido, banda magnética, disco óptico e/ou memória flash, o meio de armazenamento de dados podendo ser integrado na calculadora 10, no irradiador 3 e/ou pelo menos ser deslocada parcialmente no seio de um sistema de armazenamento de dados externo.
A calculadora 10 pode estar associada a uma interface de rede 14 que pode permitir por exemplo transferir por download os dados úteis à fotomaquiagem ou transmitir a terceiros ou a um servidor os dados relativos a uma fotomaquiagem em curso ou realizada.
A calculadora 10 pode com vantagem comandar, conforme o caso, a ou as fontes produzindo a luz utilizada para formar a imagem, a fim de que a imagem seja formada com iluminante pré-definido.
O formador de imagem é com vantagem um formador de imagem eletrônica matricial endereçável, como descrito adiante, ao qual a calculadora pode endereçar os dados a fim de provocar a projeção sobre a zona Z a tratar de uma imagem pré-definida.
O sistema de fotomaquiagem pode ser dotado de, pelo menos, um sistema óptico e/ou eletrônico permitindo focalizar a imagem, de modo manual ou automático e com vantagem meios permitindo evitar tremidos.
Para imobilizar a zona durante o tratamento relativamente ao irradiador, o sistema de fotomaquiagem pode comportar meios de imobilização da pessoa, permitindo evitar os tremidos e os resultados fora de foco.
Quando a imagem é formada sobre um rosto, o sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para detectar que o rosto encontra-se em repouso, e comandar o formador de imagem em função desta detecção.
O sistema de fotomaquiagem 1 pode comportar uma parte plana ou podendo se casar com a forma de uma parte do corpo e pode-se demarcar esta parte sobre a zona a tratar.
O sistema de fotomaquiagem pode, em variante ou adicionalmente, comportar um sistema de retificação dos movimentos, do mesmo tipo, por exemplo, que os utilizados para estabilizar as imagens nos aparelhos fotográficos ou as câmeras.
Quando o rosto é tratado, o sistema de fotomaquiagem pode comportar um meio 8 de imobilização da pessoa a tratar, sob a forma de um tira de suporte facial, como ilustrado a figura 2.
Em variante, o irradiador 3 é portátil e pode fixar-se sobre uma armação usada pela pessoa a tratar, a fim de iluminar uma zona do rosto por exemplo.
O sistema de fotomaquiagem 1 pode comportar um dispositivo óptico de aquisição 16 que pode, em um exemplo de realização da invenção, transmitir dados à calculadora 10 para que esta última possa propor uma fotomaquiagem e/ou controlar a realização da mesma, como será detalhado abaixo. O dispositivo óptico de aquisição 16 pode com vantagem ter um eixo de visão sensivelmente paralelo à direção de projeção da imagem. O dispositivo óptico de aquisição pode ser de tipo monopixel ou multipixel, e receber diretamente a luz emitida pelo formador de imagem ou receber a luz refletida pela zona Z a tratar.
O dispositivo óptico de aquisição eventual, o irradiador, a calculadora eventual e a tela de visualização eventual podem ser realizados sob a forma de elementos separados ou integrados em uma mesma caixa. O irradiador e o dispositivo óptico de aquisição podem com vantagem ser integrados em uma mesma caixa ou ser tornados solidários no deslocamento de modo diferente.
A tela de visualização pode ser fixada na parte de trás da caixa do irradiador ou integrada na caixa. Conforme o caso, o dispositivo óptico de aquisição comporta um meio de iluminação interno para uma aquisição rigorosa.
A caixa do irradiador pode ainda ser móvel e ser aplicada sobre a pele por exemplo, ou ser mantida na mão. Em um exemplo de realização da invenção, a caixa do irradiador pode ser colocada, por exemplo sobre uma mesa. Neste caso, ela pode se aproximar do rosto para enquadrá-la na caixa, ao se inclinar, por exemplo.
O sistema de fotomaquiagem pode ser dotado de meios para detectar a abertura ou o fechamento dos olhos e/ou da boca, a fim de parar ou não projetar a irradiação no caso de abertura dos olhos e/ou da boca. O dispositivo óptico de aquisição 16 pode fornecer uma imagem que é analisada para este efeito pela calculadora 10.
Quando a imagem é formada sobre um rosto, o sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para identificar o rosto e o formador de imagem pode ser comandado em função pelo menos desta identificação.
O sistema de fotomaquiagem é concebido com vantagem para permitir ao usuário avaliar, de maneira visual ou não, a evolução da fotomaquiagem.
O sistema de fotomaquiagem pode comportar, para este efeito, uma janela permitindo uma visualização direta da zona tratada durante a irradiação, esta visualização efetuando-se, conforme o caso, através de um filtro UY. A fim de deixar espaço para uma visualização direta, a emissão da luz pode ser feita desde um lugar deslocado e pode-se empregar, para conduzir a luz e focalizar os raios luminosos sobre a zona a tratar, fibras ópticas ou pelo menos um espelho ou um prisma, por exemplo.
Representou-se parcial e esquematicamente na figura 3 um sistema de fotomaquiagem comportando dois formadores de imagem 4a e 4b, emitindo respectivamente luzes UV e visível, em direção à zona Z a tratar. Uma janela 403 é tratada entre estes formadores de imagem 4a e 4b, para permitir uma observação da zona Z em curso de tratamento.
Pode-se ainda deslocar a zona de visualização graças a um espelho 404 ou qualquer outro sistema óptico, por exemplo de fibra óptica ou prisma, como ilustrado na figura 4.
Em presença de um dispositivo óptico de aquisição como uma câmera de vídeo ou um aparelho fotográfico numérico, a visualização da zona tratada Z pode ser feita sobre uma tela que pode ser colocada sobre o irradiador ou ser deportada.
Na figura 5, ilustrou-se a possibilidade de realizar o irradiador 3 deslocando-se, com a ajuda de espelhos 18, o feixe luminoso dirigido para a zona Z a tratar, o que pode permitir uma observação pelo usuário da zona Z tratada através de uma janela 20 do irradiador.
Na figura 6, ilustrou-se a possibilidade de realizar o irradiador 3 com duas fontes luminosas 2a e 2b, emitindo, respectivamente, no UV e no visível. O irradiador representado na figura 6 comporta um filtro colorido 302, por exemplo verde, colocado na frente da fonte 2b, uma óptica de colimação regulável 303 e um espelho móvel 304. O irradiador 3 permite, neste exemplo, colocar um negativo 308 sobre o caminho óptico. A óptica de colimação regulável 303 permite fazer aparecer a imagem do negativo em uma certa distância da saída óptica do irradiador 3, por exemplo uns vinte centímetros.
O irradiador 3 é dotado de dois interruptores 306 e 307. O primeiro coloca em ação as fontes 2a e 2b. O espelho móvel 304 é disposto de modo que só a irradiação em luz visível seja dirigida para a saída óptica para uma posição dada do segundo interruptor. O acionamento deste último desloca o espelho móvel, por exemplo acionando um micromotor ou um eletroímã, e a irradiação UV então é dirigida para o negativo 308.
O sistema de fotomaquiagem comporta, com vantagem, como mencionado acima, um formador de imagem eletrônica matricial endereçável.
Formador de imagem eletrônica matricial endereçável
Um formador de imagem matricial endereçável permite projetar uma imagem pixelizada cuja resolução é por exemplo superior a 10 por 10 pixéis e preferivelmente superior a 10 por 100 pixéis.
Quando o formador de imagem é um formador de imagem eletrônica matricial endereçável, a imagem formada sobre a zona a tratar é formada por pixéis que são acesos ou apagados, eventualmente cada um de acordo com um nível de tons de cinza pré-definidos. A título de exemplo, representou-se na figura 2A um detalhe da figura 2 onde a fotomaquiagem P, que é realizada, consiste em um contorno dos Lábios. Representou-se, na figura 2A, a localização dos diferentes pixéis da imagem projetada, somente dos pixéis correspondendo ao contorno a realizar tendo sido acesos. A revelação da composição fotorrevelável termicamente estável é feita em correspondência com o estado dos pixéis.
A luz saindo do formador de imagem matricial endereçável pode ser monocromática ou multicromática, e preferivelmente o formador de imagem matricial endereçável é capaz de emitir seletivamente, por um lado, no UV ou no UV próximo e, por outro lado, no visível fora do UV próximo, a luz emitida no visível podendo ser luz branca ou uma luz colorida, eventualmente monocromática.
A calculadora 10 pode determinar a imagem numérica em cuja base o formador de imagem eletrônica é controlado, em particular o nível de tons de cinza de cada pixel, assim eventualmente o comprimento de onda dominante da luz ao nível de cada pixel.
O formador de imagem matricial endereçável pode ser realizado com base em várias tecnologias.
Pode-se empregar a tecnologia dita DLP {Digital Light
Proccessing) inventado pela empresa TEXAS INSTRUMENTS, que utiliza um chip DMD (Digital Micromiror Device) composto de milhares de microespelhos que podem ser comandados individualmente em orientação sob o efeito de um impulso elétrico e podem refletir ou não de acordo com a sua _ 10 orientação um feixe luminoso incidente a fim de retorná-lo ou não para a saída óptica do formador de imagem. A imagem a projetar é formada sobre a matriz de espelhos. Os níveis de cinzas de cada pixel (por exemplo em número de 256 níveis) podem ser comandados alterando a relação cíclica.
A figura 7 representa um exemplo de realização de um formador de imagem eletrônica 4, realizado de acordo com esta tecnologia, utilizando uma chip DMD de referência 111. Este último pode ser fixado sobre uma placa 112 que pode comportar, além disso, um processador 113 para controlar o chip, bem como eventualmente uma memória 114. No exemplo ilustrado, o chip é representado sobre a mesma placa que o processador 113 e a memória 114, mas estes últimos podem ser dispostos diferentemente.
O formador de imagem 4 representado na figura 7 recebe a luz de uma fonte 2 que pode ser uma fonte podendo emitir ao mesmo tempo no UV e/ou no visível ou uma fonte podendo emitir seletivamente no visível ou no UV.
A fonte 2 pode ser uma lâmpada halogênica com emissão nos espectros UV e visível, uma lâmpada de descarga ou de um ou vários LEDs capazes de emitir, por exemplo, no UV e em luz branca ou em uma cor dada.
O formador de imagem 4 pode comportar, como ilustrado, ópticas 118, 119e 120 respectivamente para condensar a luz, focalizá-la sobre o chip DMD e assegurar a aplicação sobre a zona a tratar.
Quando a fonte 2 apresenta um espectro de emissão ao mesmo tempo no UV e no visível, o formador de imagem 4 pode comportar, como ilustrado, uma roda de filtros 130, que intersecciona o feixe luminoso, por exemplo entre a óptica de condensação 118 e a de focalização 119. Um chip recebe, de acordo com a posição da roda de filtros 130, uma luz UV ou uma luz visível, que é em seguida dirigida para a saída óptica. Pode-se assim formar sobre a zona a tratar uma imagem seletivamente em luz visível e/ou no UV.
O irradiador de acordo com a alternativa da figura 8, utiliza vários chips DMD fixadas sobre um prisma que divide a luz incidente proveniente da fonte 2 em, pelo menos, dois feixes tendo comprimentos de onda dominantes diferentes, por exemplo respectivamente no UV ou no UV próximo e no visível.
Os feixes luminosos refletidos pelos chips DMD são projetados em direção à zona a tratar.
Controlando o chip DMD associado ao feixe UV ou UV próximo e o associado ao feixe de luz visível, pode-se projetar sobre a zona tratar quer uma luz UV, quer uma luz visível, quer eventualmente as duas ao mesmo tempo, o que pode ser útil quando a revelação é relativamente lenta, a fim de poder controlar visualmente o bom posicionamento da luz servindo à revelação.
O irradiador pode ainda utilizar a tecnologia dita LCD.
No exemplo da figura 9, a fonte 2 é dirigida sobre os espelhos dicróicos 125 que geram, pelo menos, dois feixes luminosos de diferentes comprimentos de onda dominantes, um destes feixes tendo por exemplo um comprimento de onda dominante no UV ou no UV próximo e o outro no visível. Os feixes são dirigidos por espelhos 125 e 126 em direção de telas 127 com matriz LCD sobre a qual é formada a imagem a projetar, produzindo imagens monocromáticas para um sistema de prismas 128, o qual permite retornar a imagem, por intermediário da óptica de projeção 120, em direção à superfície a tratar. De acordo com o grau de opacidade das telas 127, a luz emitida é uma luz no visível ou no UV.
O irradiador 3 ilustrado na figura 10 comporta uma tela 132 com matriz de LCD, e uma fonte 2 que ilumina a tela 132. A imagem formada sobre esta última é projetada, graças à óptica de projeção 120, sobre a zona a tratar. A fonte 2 é, por exemplo, capaz de emitir seletivamente no UV ou no visível.
A tela 132 pode também, em uma variante, substituir o negativo 308 do exemplo da figura 6.
O sistema de projeção pode ainda ser baseado sobre a tecnologia dita LCOS de cristais líquidos sobre silício. A tecnologia LCD é dita transmissiva, porque a luz atravessa uma tela de LCD enquanto que a tecnologia DLP é dita refletiva, porque a luz é refletida pelos microespelhos do chip DMD. Na tecnologia LCOS, os espelhos dos chips DMD são substituídos por uma superfície reflexiva recoberta com uma camada de cristais líquidos, que podem ser comutados entre um estado de passagem e um estado de bloqueio. Modulando-se a freqüência de abertura e de fechamento dos cristais líquidos, pode-se fazer variar o nível de cinzas de um pixel.
Podem-se utilizar as disposições ilustradas nas figuras 7 e 8 por exemplo, substituindo os chips DMD por chips LCOS.
A figura 10A representa um irradiador com chip LCOS. Um sistema de lentes 901 pode ser disposto entre a fonte 2, por exemplo uma lâmpada UV, e um espelho semi-transparente 903. Este último reflete a luz proveniente da fonte em direção ao chip 900. Este último reflete de novo a luz em direção a um sistema de focalização 120, que projeta a imagem pixelizada - sobre a zona a tratar.
De modo geral, a imagem fornecida pelo formador de imagem matricial enderegavel comporta uma matriz de pixeis cujos niveis de cinza sao individualmente enderegdveis, cada nivel de cinza por exemplo codiflcado sobre pelo menos 4 bits, melhor 8 bits. A Iuz associada a cada pixel pode igualmente ser objeto de uma codificagSo, conforme ο caso.
A imagem a projetar pode ser fornecida ao formador de imagem eletronica sob a forma de sinal de video VGA, SVGA, composito, HDMI, SVIDEO, YCbCr, optico, entre outros padroes, ou sob a forma de „ 10 arquivo informatico imagem ou video, por exemplo.jpeg”pdf”ppt’... Sobre estas imagens, quando elas nao sao monocromaticas, uma cor pre-definida sobre a imagem no arquivo pode comandar ο nivel de UV ou de UV proximo, por exemplo.
O formador de imagem eletronica e realizado com vantagem de modo a poder modificar a natureza da Iuz emitida sem mudar a imagem; por exemplo, os pixeis da imagem conservam seus niveis de cinza e so ο espectro de emissao da fonte utilizada a montante muda. Isto pode permitir visualizar uma imagem sobre a zona a tratar e, em seguida, revela-la, simplesmente modificando ο espectro de emissao da fonte. O formador de imagem pode ser utilizado para projetar uma
Iuz visivel a fim de apagar seletivamente um ou varios agentes fotorrevelaveis e realizar uma fotomaquiagem a partir de uma camada de composito fotorrevelavel termicamente estavel no estado revelado. Neste caso, ο formador de imagem e por exemplo um projeto de video convencional. Escolha da imagem projetada
Notadamente quando da utilizagSo de um formador de imagem eletronica enderegavel, ο sistema de fotomaquiagem e dotado preferivelmente de um meio permitindo escolher a imagem projetada. Isto pode ser feito
gragias a uma escolha em uma biblioteca de imagens, com eventualmente um desfile de varias imagens desta biblioteca e sele9ao pelo usuario de uma imagem arquivada. As imagens podem ser armazenadas sob forma digitalizada ou fotografica, por exemplo no meio de armazenamento de dados. A biblioteca de imagens pode ser incluida no sistema de fotomaquiagem ou ser telecarregavel.
Em um exemplo de realizagSo da inven9ao, utiliza-se uma imagem feita sob medida a partir da pessoa destinada a receber a fotomaquiagem, ou de um modelo como uma celebridade ou uma pessoa de estetica dada, as imagens podendo ser procedentes de pessoas nao maquiadas ou maquiadas. Pode-se tambem utilizar imagens provenientes de desenhos, quadros, esbogos ou caricaturas para gerar a imagem projetada.
A calculadora pode ter em sua memoria ou pode carregar pelo menos um modelo pictorico, sob a forma, por exemplo, de um tra^o ou toque de cor, ou mesmo um simples ponto ou uma serie de tragos, toques ou pontos.
A imagem formada pode ser determinada automaticamente em fungao da imagem adquirida. Isto pode permitir adaptar a imagem projetada a morfologia e/ou a cor do rosto.
A calculadora pode, partindo da posigSo do rosto capturado, posicionar corretamente a imagem destinada a realizar a fotomaquiagem.
O sistema de fotomaquiagem pode assim ser utilizado em um processo comportando as etapas consistindo em:
-adquirir pelo menos uma imagem da zona a maquiar do
individuo,
-comandar ο formador de imagem em fun9ao da imagem assim adquirida.
A aquisi9ao da imagem e efetuada, por exemplo, com a ajuda do dispositivo optico de aquisigao 16,ο qual pode ser adaptado para capturar ο conjunto ou uma parte do rosto, ou qualquer outra zona do corpo tratada.
Por exemplo, para realizar uma fotomaquiagem sobre as palpebras superiores, podem-se realizar as etapas seguintes: -capturar a imagem do rosto, subtraindo a zona das palpebras, -a composi9ao fotorrevelavel termicamente estavel tendo sido aplicada sobre a zona das palpebras, irradiar ο modelo pictorico a realizar no proprio local da zona das palpebras; assim, a fotomaquiagem resultante e formada no lugar certo. A irradiapSo no local da zona a tratar pode ser feita acendendo apenas os pixeis correspondentes, no caso em que a imagem e susceptivel de cobrir, em caso de acender todos os pixeis, uma zona muito mais extensa. A fim de se beneficiar da melhor resolu9ao, a zona tratada pode abranger, por exemplo, pelo menos os 2/3 do niimero total de pixeis da imagem.
A calculadora pode tambem modificar a forma do modelo pictorico para adapta-lo a forma do rosto. Assim, por exemplo, caso se deseje realizar uma maquiagem dos labios, podem-se realizar as etapas seguintes: -capturar a imagem do rosto, subtraindo a zona dos labios, -comparar a forma dos labios com ο modelo pictorico a
reproduzir,
-modificar ο modelo pictorico para que ele se inscreva na forma dos labios,
-uma composigao fotorrevelavel termicamente estavel tendo sido aplicada sobre os labios, irradiar estes ultimos para realizar ο modelo pictorico assim modificado. Este processo pode ser aplicavel igualmente a outras regioes do corpo.
Assim, ο sistema de fotomaquiagem pode ser dotado das quatro fun9oes seguintes:
-capturar a imagem do rosto ou qualquer outra regiao do
corpo a tratar,
-fixar ο posicionamento do modelo pictorico a realizar sobre a
parte do rosto ou ο corpo devendo receber ο mesmo, e analisar a imagem do - rosto ou qualquer outra parte a tratar,
-opcionalmente, modificar a forma do modelo pictorico para adapta-lo a forma do rosto,
-comandar a projeyao da imagem destinada a realizar a fotomaquiagem.
O sistema de fotomaquiagem pode comportar meios de aquisi9ao da forma 3D do rosto. O sistema de fotomaquiagem pode comportar um dispositivo optico de aquisifSo adaptado para detectar ο relevo, por proje9ao de franjas por exemplo, e/ou adaptado para detectar ο brilho. Em um exemplo de realiza^ao da invenfao, ο modelo pictorico
utilizado e determinado automaticamente. Esta escolha pode ser feita de maneira aleatoria ou seguindo uma logica programada, destinada a otimizar por regras a estetica do rosto, para respeitar, por exemplo, uma logica de harmonia das cores ou uma logica de harmonia natural do rosto. Assim, por exemplo, para um rosto de tez corada, e possivel realizar sinais de sardas.
A escolha pode ser tambem feita seguindo uma logica de restabelecimento da simetria para os rostos apresentando assimetrias e/ou de seguindo uma logica de sombras e de luzes, pela qual pode-se tornar mais redondo um rosto demasiado anguloso ou ο inverso, ou igualmente retificar propor9oes pouco esteticas ou naturais.
Em um exemplo de realizagSo da ίηνεηφδο, ο sistema de fotomaquiagem propoe varios modelos pictoricos, deixando ao usuario ο prazer de selecionar um. A expressao destas propostas pode ser feita de maneira grafica, por exemplo por arquivo sobre uma tela. Pode-se sobrepor a uma imagem do individuo destinado a receber a fotomaquiagem ο modelo pictorico proposto, ou este iiltimo pode ser exibido sobre uma tela descrevendo ο rosto por um esquema. Qualquer interface permitindo ao usuario selecionar um modelo pictorico pode ser utilizada. Por exemplo, a
descri9ao de um modelo pictorico proposto ao usuario pode ser feita de maneira verbal, pela descrigSo das agSes que ο sistema de fotomaquiagem prop5e realizar.
O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para detectar de maneira automatica um defeito cutaneo sobre a zona a tratar e ο formador de imagem pode ser comandado em ίΐιηςδο da natureza do defeito detectado.
O sistema de fotomaquiagem pode ser dotado de fun9oes especificas de reconhecimento, destinadas por exemplo a reconhecer os defeitos, por exemplo:
-sinais, pontos pretos, bolhas, manchas de vinho, manchas
avermelhadas,
-rugas, fissuras, vergoes, veias, -relevos fUndos ou protuberantes, como cicatrizes, -assimetrias, -descamagao,
-pele fosca ou pele brilhante, -pelos.
Os defeitos podem ser detectados por analise de imagem e/ou do relevo. A analise de imagem pode ser uma analise de imagem 3D. A analise de imagem pode comportar uma analise da cor e/ou do brilho.
O sistema de fotomaquiagem pode tambem ser dotado de funfoes permitindo calcular ou escolher um modelo pictorico destinado a limitar a visibilidade destes defeitos. Entre estes modelos pictoricos, podem- se citar os destinados a obscurecer algumas partes detectadas como apresentando defeitos, e as destinadas a redesenhar algumas partes, no caso notadamente cicatrizes ou assimetrias.
Em outro exemplo de realizaySo da invenySo,ο usuario ou uma terceira pessoa pode definir ο modelo pictorico a realizar. Assim, ο usuario ou a terceira pessoa pode enviar comandos que serao interpretados 、 pelo sistema de fotomaquiagem. Estes comandos podem ser graficos e os sistemas de fotomaquiagem podem comportar uma interface homem maquina do tipo de tela sensivel ao toque. O usuario envia as ordens de maquiagem designando sobre a imagem do rosto ou sobre um esquema de rosto as zonas sobre as quais ele quer realizar um trago de maquiagem. O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para interpretar as instru^Ses do usuario, adapta-las a topografia do rosto e depois realizar a fotomaquiagem.
Os comandos podem ser descri9oes, por exemplo "preencher a zona dos labios com vermelho" ou serem intuitivos, por exemplo "maquiagem das palpebras". O sistema de fotomaquiagem interpretara entao, de maneira convencional ou programada especificamente, que ele deve adotar um modelo pictorico por default.
Os comandos podem ser programados e os programas podem ser personalizados.
O individuo que escolhe entre os modelos pictoricos propostos
ou que determina os modelos pictoricos a realizar pode ser a pessoa que se maquia, ou outra pessoa, como um maquiador profissional. A escolha ou a elabora9ao dos modelos pictoricos pode ser feita no mesmo lugar onde e feita a fotomaquiagem, ou a distancia. Neste iiltimo caso, ο sistema de fotomaquiagem pode ser dotado de um meio de comunica9ao permitindo comunicar a imagem da zona a tratar, por exemplo a interface de rede 14 acima citada.
O sistema de fotomaquiagem pode eventualmente ser dotado de um meio permitindo capturar maquiagens a partir de revistas ou outros suportes e fazer modelos pictoricos que ele podera depois reproduzir sobre a zona a tratar, por exemplo um "escaner" ou uma leitora de chips RPID, ο chip contendo a descriySo da maquiagem ou uma IigapSo Internet permitindo fazer a transferencia de dados. Este chip pode estar contido em uma embalagem
contendo a ou as composi^oes a utilizar para realizar a fotomaquiagem ou estar contido em um artigo de vestimenta ou outro acessorio apresentando um motivo especifico, que podera ser reproduzido por fotomaquiagem.
O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para fazer desfilar todos os tipos de modelos pictoricos, sob a forma de simula95es, a flm de permitir a uma pessoa escolher entre estas ο modelo a realizar.
O sistema de fotomaquiagem pode oferecer a possibilidade de tentar rapidamente todas as especies de modelos, diretamente sobre ο rosto. Assim, a pessoa pode verificar,em versao real, a adequagao deste ou destes modelos sobre ela. Estes modelos podem ser imagens projetadas em Iuz visivel sobre ο rosto, que nao revelam a composigao fotorrevelavel termicamente estavel, ou fotomaquiagens realizadas por meio da composi9ao fotorrevelavel termicamente estavel e apagaveis, por exemplo por irradia9ao em Iuz visivel.
O sistema de fotomaquiagem pode com vantagem guardar na memoria, nos meios de armazenamento 13, varios modelos pre-registrados e memorizar os modelos pictoricos que ele pode realizar. Desta maneira,ο usuario pode utilizar ou trocar os modelos pictoricos registrados.
Em um exemplo de realiza9ao da inver^So, uma vez um modelo pictorico retido, a adaptagSo do modelo pictorico a topografia do rosto da pessoa e a realiza^So da fotomaquiagem por projegSo da imagem sao efetuadas automaticamente. O lapso de tempo separando a captura do rosto e a realiza9ao da imagem pode ser tornado relativamente curto, por exemplo menos de um segundo.
Em outro exemplo de realizapSo da inven9ao, a pessoa recebendo a fotomaquiagem ou uma terceira pessoa pode intervir durante ο desenrolar das opera90es. Neste caso, a realiza^So da maquiagem pode ser mais lenta do que previamente. O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado de maneira a permitir a pessoa ou terceira pessoa visualizar a
progressao da fotomaquiagem, por exemplo sobre a tela 12, a fim de retardar ou parar ο seu desenrolar. O sistema de fotomaquiagem pode eventualmente regularmente recapturar ο rosto de forma a recomegar as opera?5es de flxagSo e de adapta9ao do modelo pictorico ao rosto, eliminando assim eventuais problemas que poderiam ocasionar os movimentos da pessoa durante a irradia9ao destinada a revelar a composigSo fotorrevelavel termicamente estavel.
Podem-se realizar varias fotomaquiagens parciais sucessivas. Assim, pode-se determinar, gradualmente na fotomaquiagem, cada modelo pictorico, estimar a olho nu seu resultado, depois escolher ο modelo pictorico seguinte e assim em diante, construindo assim progressivamente a fotomaquiagem.
Como mencionado acima, ο sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para avaliar,gragas um ou varios programas especializados, os modelos pictoricos mais adaptados a um rosto ou a uma parte de um rosto. Assim, a fotomaquiagem pode ser feita realizando um primeiro modelo pictorico, depois avaliando uma segunda vez ο rosto para entao deduzir ο novo modelo pictorico a realizar, e assim em diante.
E possivel tratar uma parte do rosto de maneira semiautomatica e uma outra parte de maneira automatica. E tambem possivel tratar uma parte do rosto de maneira automatica ate um determinado ponto, depois prosseguir de maneira semiautomatica a fotomaquiagem, ou inversamente.
O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para tomar uma imagem, por exemplo atraves do dispositivo acima citado de aquisi^So optica, extraindo eventualmente uma parte correspondente a zona a tratar, e permitir retificar, conforme ο caso, esta imagem para melhorar a reprodu9ao uma vez projetada.
O sistema de fotomaquiagem utilizado e configurado preferivelmente para permitir ao usuario, partir de uma imagem projetada sobre ο rosto ou sobre qualquer outra zona a tratar,retificar a forma, por exemplo por amplia^ao, encolhimento, em uma ou duas dimensoes. As modifica90es tambem podem ser mais complexas. Assim, pode-se, por exemplo, retificar uma parte da imagem, alongar uma zona especifica, modificar a dimensao dos tra^os... Assim, podem-se utilizar as ferramentas habitualmente presentes nos "software" de realizagao e retoque de imagem, como ο Fotoshop® por exemplo. O retoque da imagem pode ser efetuado, conforme ο caso, gragas um envio de informa^ao pelo dispositivo optico de aquisi9ao, a calculadora podendo conhecer a reprodu9ao da imagem projetada e modificar a mesma automaticamente ate atingir ο resultado desejado, quando da execu9ao de um circuito de "software" pelo sistema de fotomaquiagem.
Realizaqao progressiva da fotomaquiagem A fotomaquiagem pode realizar as etapas consistindo em: -aplicar uma composi^ao fotorrevelavel termicamente estavel sobre uma zona a tratar,
-irradiar a zona com uma Iuz escolhida para revelar progressivamente a composigao fotorrevelavel termicamente estavel, respectivamente para apagar progressivamente a composigao fotorrevelavel termicamente estavel,
-interromper e/ou modificar as caracteristicas da irradia9ao quando ο aspecto desejado e atingido, este aspecto correspondendo, por exemplo, a uma revelagao parcial da composi^So fotorrevelavel termicamente estavel, respectivamente um apagamento parcial da composi^So fotorrevelavel termicamente estavel.
Pode-se assim obter mais facilmente resultados de maquiagem de intensidade dosada. Durante a ilumina9ao progressiva, ο usuario e/ou ο
sistema de fotomaquiagem podem supervisionar ο avan9o da fotomaquiagem e podem parar a sua evolu^So no moment。em que ο resultado desejado e atingido.
Pode-se mesmo proceder, se a composi^So fotorrevelavel termicamente estavel permitir, a retoques para ainda refinar a fotomaquiagem, quer quando da fotomaquiagem, quer mais tarde.
A irradia^ao pode ser interrompida depois retomada pelo menos uma vez.
O comprimento de onda dominante e/ou a intensidade da irradia9ao podem ser modificados antes que ο aspecto desejado seja atingido. Por exemplo, modificando a intensidade da irradiagao pode-se agir sobre a velocidade de revelagao ou de apagamento da composi?So fotorrevelavel termicamente estavel. Agindo sobre ο comprimento de onda dominante, pode- se agir sobre a energia da irradia9ao e/ou sobre ο efeito exercido sobre os ou os agentes fotorrevelaveis.
O conjunto da imagem pode ser tratado de maneira progressiva, mas e tambem possivel tratar a imagem porgSo por porpSo de maneira progressiva, por exemplo de maneira automatica, programada ou programavel.
A fotomaquiagem pode ser utilizada para criar sucessivamente varios motivos. Pelo menos um motivo tendo atingido ο aspecto procurado pode cessar de ser irradiado enquanto que pelo menos um outro motivo ainda e irradiado. Os motivos sao por exemplo sardas, que podem ser criados sucessivamente.
Assim, um programa especifico pode ser executado para realizar sardas, como representado a figura 13. O programa pode fazer aparecer as sardas, por meio de uma irradia^So progressiva adaptada, quer desde ο centro da zona em direyao ao exterior da zona (figuras 13A a 13C), quer desde uma distribuigSo esparsa a uma distribui9ao densa (figuras 14A a 14C), quer desde uma distribui9ao de pequenas sinais a uma distribuigSo de * sardas grandes, quer maneira aleatoria (nao ilustrado).
A irradia9ao pode ser suficientemente fraca para nao conduzir a uma revela^ao grande no momento apos a sua ativa^ao.
A flm de permitir uma revelagao suficientemente lenta, a energia E da irradia9ao durante um segundo pode ser inferior ou igual a 0,5 E0, melhor 0,2 E0, onde E0 έ a energia necessaria durante um segundo para re velar 80% da composigSo fotorrevelavel termicamente estavel. Pode ter E < 0,2 E0. Considera-se que foram revelados 80% da composigao fotorrevelavel termicamente estavel quando ο desvio de cor ΔΕ com ο estado nao revelado ,10 corresponde a 80% do desvio de cor maximo atingivel.
Do mesmo modo, quando se trata de apagar, a energia E' da irradia9ao durante um segundo pode ser inferior ou igual a 0,5 E10, onde E'0 e a energia necessaria durante um segundo para apagar em 80% a composi^ao fotorrevelavel termicamente estavel. Pode-se ter E’ < 0,2 E'0. O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para
analisar a cor da zona a tratar, depois ο resultado desta analise pode servir para comandar automaticamente a irradia^ao. Por exemplo, a cor pode ser analisada apos a aplicagSo da composigSo fotorrevelavel termicamente estavel e antes que ο aspecto desejado seja atingido. Isto pode permitir, por exemplo, parar automaticamente a fotomaquiagem quando ο aspecto procurado e atingido. A medida da cor pode ser feita por exemplo por analise da cor dos pixeis de uma imagem formada sobre a zona tratada.
O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para realizar uma analise de regides pre-definidas da imagem e pode-se controlar a irradia9ao atuando sobre a intensidade da irradia9ao em diferentes zonas observadas, em fbn?ao da cor nas regioes correspondentes. Quando a irradia9ao e efetuada com um formador de imagem matricial enderegdvel, pode-se controlar precisamente, para este efeito, a irradia9ao em miiltiplos
pixeis da zona tratada. A irradiagao pode ser constante ou variavel. Em particular, ela pode ser bastante forte durante um tempo dado, dito "de atualizagao", depois ser enfraquecida para uma fase "de refinamento".
O sistema de fotomaquiagem pode ser programado para distribuir a irradia9ao por movimentos bruscos e intermitentes. Por exemplo, uma irradia9ao constante, seguida de um momento de parada, por exemplo de uma duragao inferior ou igual a 30s, e assim em diante. O usuario pode parar ο processo quando considerar que esta satisfeito.
No caso em que ο usuario para ele mesmo a irradiagSo depois a recomega, a irradiagSo pode ser suficientemente lenta para permitir ao usuario ver evoluir a cor, a irradiagSo evoluindo, por exemplo, a uma velocidade inferior ou igual a 3 unidades de E por segundo no espa?o CIE Lab, por exemplo cerca de 2 unidades de E por segundo.
Quando a intensidade da irradiagSo e modulavel, ο sistema de fotomaquiagem pode ser dotado de um orgao de comando para agir sobre a velocidade e/ou a amplitude da diminui9ao ou do aumento da irradiafao, por exemplo um botao, captor, joystick, interface de comando vocal ou teclas de controle, permitindo agir sobre a intensidade da irradia9ao, notadamente a montante do formador de imagem.
De acordo com exemplos de realizagSo da invengao, ο usuario pode parar ou retardar a irradiafao de acordo com seu desejo e isto para refletir e/ou observar ο resultado.
Pode-se prever que a irradiagSo possa ser feita em fiingao da execu9ao pelo sistema de fotomaquiagem de um programa de irradia9ao e que ο usuario possa quer interromper quer pausar ο programa em execupao, quer passar de um programa a outro. O programa permitindo definir a evolufao da irradia9ao no tempo pode ser definido ou parametravel pelo usuario, para regular por exemplo as velocidades de aumento ou de diminui9ao da
irradia9ao. O aumento ou a diminui9ao da intensidade da irradia9ao pode nao provocar mudan9a na forma ou na extensao da imagem. Assim, pode-se utilizar para modular a irradia9ao sistemas eletricos e/ou opticos que agem sobre ο fluxo luminoso realizado, por exemplo pelo menos um filtro, diafragma e/ou polarizador, e/ou variador de potencia eletrica para comandar a fonte. A intensidade da irradia9ao pode tambem depender do nivel de cinza dos pixeis da imagem.
O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para determinar automaticamente um programa de ilumina^ao progressiva em fungao da fotomaquiagem a realizar. Por exemplo, se a fotomaquiagem sobre uma zona dada consiste em obter uma cor com uma satura9ao baixa, ο sistema de fotomaquiagem pode propor e/ou aplicar um programa comandando uma ilumina9ao fraca. Se a fotomaquiagem sobre outra zona consiste em obter uma cor intensa, ο sistema de fotomaquiagem pode propor e/ou aplicar um programa consistindo em iluminar mais fortemente em um primeiro tempo, depois em iluminar mais fortemente em seguida, para permitir ao usuario regular no detalhe a realizado da fotomaquiagem. A ilumina9ao efetuada em um primeiro tempo pode ο ser com uma fluencia pelo menos ο dobro da que e aplicada em seguida.
Para determinar a intensidade da irradiagao, ο sistema de fotomaquiagem pode se basear em um calculo de dose a aplicar para atingir a fotomaquiagem final e aplicar uma regra para deduzir ο programa de ilumina9ao. Por exemplo, se ele calcular que sera necessaria uma dose de X J, ele podera aplicar rapidamente 80% de X (em um segundo por exemplo) depois aplicar os 20% posteriores ao ritmo de 5% por segundo, por exemplo.
Como mencionado previamente, ο sistema de fotomaquiagem pode ser dotado de um dispositivo optico de aquisi9ao permitindo medir a cor da pele ou de outros materials queratinicos, quer no inicio da irradia9ao, quer durante a fotomaquiagem. Ele pode utilizar estas informagSes para calcular ou modular a iluminagao progressiva. Por exemplo, ele pode utilizar estas informa9oes para identificar ο momento em que deve retardar ou parar a ilumina9ao.
O ou os captores do dispositivo optico de aquisi^ao podem ser monocromaticos ou policromaticos, localiza^So de medida monopixel ou multipixel.
Uma informa9ao representativa do avan90 da fotomaquiagem pode ser transmitida ao usuario de diferentes maneiras, por exemplo por exibigao de um valor representative» da cor da fotomaquiagem em curso ou de um valor representative) do grau de realizagSo do processo, por exemplo em percentagem. Pode ocorrer tambem exibi9ao sobre a tela de uma cor representando a cor medida.
Regressao
O sistema de fotomaquiagem pode servir para diminuir progressivamente a intensidade da fotomaquiagem, para fazer desaparecer ou regredir uma ou varias poises da fotomaquiagem, gragas a uma ilumina9ao permitindo levar os agentes fotorrevelavel para um estado nao revelado.
Deste modo, ο usuario pode retroceder, e melhor regular ο resultado final. O sistema de fotomaquiagem e realizado com vantagem de tal modo que ο usuario possa parar ο retrocesso quando assim ο desejar, reiniciar a fotomaquiagem, e assim em diante.
A regressao da fotomaquiagem pode ser realizada, para alguns agentes fotorrevelaveis, por exemplo escolhidos entre os diariletenos e as fulgidas, substituindo-se a totalidade ou parte da iluminagao UV por uma ilumina9ao visivel, por exemplo Iuz branca.
O sistema de fotomaquiagem e configurado preferivelmente de modo que esta iluminafao visivel se estenda pelo menos sobre a mesma superficie que a iluminaq^o UV.
Caso de uma composiyao fotorrevelavel termicamente estavel com agentes fotorrevelaveis miiltiplos Quando a composi9ao fotorrevelavel termicamente estavel comporta varios agentes fotorrevelaveis de sensibilidades maximas em comprimentos de ondas respectivos diferentes, pode-se revelar seletivamente um ou varios destes agentes fotorrevelaveis atuando sobre ο comprimento de onda.
Pode-se ainda utilizar uma composigSo fotorrevelavel termicamente estavel com varios agentes fotorrevelaveis diferentes, no estado ja revelado, e se apagando melhor em comprimentos de onda respectivos diferentes. Conforme ο caso, estes agentes fotorrevelaveis podem ser revelados por uma mesma Iuz UV, mas tem velocidades de apagamento no visivel que variam em fun9ao do comprimento de onda, de tal modo que escolhendo esta possa-se privilegiar ο apagamento de um agente fotorrevelavel antes que.ο outro. Assim como acima, quando os agentes fotorrevelaveis sao revelaveis por uma Iuz UV, estes podem revelar-se com velocidades diferentes em ήιηςδο do comprimento de onda no dominio UV, e atuando sobre este comprimento de onda UV pode-se privilegiar a revela9ao de um agente fotorrevelavel em rela^o aos outros.
Simulapao da evolupao da fotomaquiagem Em um exemplo de realiza?3o da invengao, ο sistema de fotomaquiagem e dotado, alem de ou em substitui^So de um sistema de visualizagao da evoluySo da fotomaquiagem, com um sistema de simulagao da evolu9ao da fotomaquiagem.
O usuario pode entao observar, antes e/ou durante a fotomaquiagem, esta simula9ao, e basear-se acima para decidir retardar ou parar a fotomaquiagem, ate mesmo retroceder.
O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para permitir simular ο resultado da fotomaquiagem apos a aplicagSo da composi9ao fotorrevelavel termicamente estavel e antes que ο aspecto desejado seja atingido. O avar^o da simulagao pode estar ligado ao avan90 da irradia9ao sobre a zona a tratar, quer ela sirva para revelar a composiySo fotorrevelavel termicamente estavel ou, pelo contrario, para apaga-la. Uma simula9ao da evolu^ao do aspecto da fotomaquiagem pode ser exibido sobre uma tela e/ou projetada sobre a zona tratada, quando ο irradiador utilizado permitir. A simulagSo pode ser projetada em uma Iuz que nao provoca a revela9ao da composi^So fotorrevelavel termicamente estavel, nem seu apagamento, pelo menos sobre um curto periodo, ο tempo para ο observador de decidir prosseguir com ο tratamento.
Utilizapao de ferramentas
Quando ο sistema de fotomaquiagem comporta um formador de imagem eletronico, este ultimo podendo ser comandado em ήιηςδο de uma ferramenta manipulada pelo usuario, a calculadora podendo modificar a imagem projetada e/ou a intensidade da irradia9ao em funfao de deslocamento da ferramenta. Esta iiltima pode comportar uma parte a posicionar na frente ou sobre da zona a tratar ou na frente ou sobre uma tela de visualiza9ao da zona a tratar. A ferramenta pode tambem comandar ο deslocamento de um ponteiro sobre uma tela de visualiza9ao da zona a tratar ou no seio da imagem formada sobre a zona a tratar.
O sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para permitir ao usuario controlar zonas especificas que ele deseja tratar com uma irradia9ao progressiva, e utilizar para este efeito um meio de visualizagSo,que pode comportar por exemplo uma tela sensivel ao toque pela qual ο usuario pode comandar, apoiando sobre uma regiao especifica da tela, a progressao da irradia9ao. De maneira ainda mais preferida, a tela sensivel ao toque e sensivel a intensidade da pressao exercida pelo usuario. O sistema de fotomaquiagem pode analisar a pressao exercida sobre a tela e traduzir esta pressao em intensidade de fotomaquiagem, controlando a intensidade da Iuz e/ou a dura9ao da irradiafao sobre a regiao correspondente da zona a tratar. Assim, por exemplo, uma pressao mais forte exercida sobre a tela sensivel ao toque sera traduzida em uma intensidade de cor aumentada.
Em um exemplo de realizagSo da inven^ao, ο sistema de fotomaquiagem pode detectar uma ferramenta colocada sobre ou na frente da tela sensivel ao toque, com ο qual usuario pode atuar sobre a fotomaquiagem.
Por exemplo, ο usuario pode dispor de varias ferramentas munidas, cada uma, com um meio de identificagSo,por exemplo um codigo de barras ou um chip RFID, de forma a poder ser identificada pelo sistema de fotomaquiagem. Quando ο usuario toma uma ferramenta especifica, esta e reconhecida e cada ferramenta pode ser associada pelo sistema de fotomaquiagem a um tipo de maquiagem particular.
Por exemplo, ο usuario dispSe de varias ferramentas correspondendo a tra90s de maquiagem mais ou menos espessos e/ou intensidades de cor mais ou menos altas, ou mesmo cores de maquiagem diferentes. O usuario toma a ferramenta que deseja e pode desloca-la sobre a imagem do meio de visualizaQao para fazer evoluir a maquiagem. Uma simula9ao da maquiagem pode aparecer sobre a tela de visualizagSo e apos uma valida9ao eventual pelo usuario, a maquiagem aparecendo sobre ο meio de visualiza9ao pode ser realizada automaticamente por fotomaquiagem comandando ο irradiador.
Ajuste e/ou modificacao do conteiido da imagem
Em um exemplo de realizafao da invengSo,revela-se uma camada de fotomaquiagem com a mesma imagem de simula^So que a projetada em Iuz visivel. Para isto, ο sistema de fotomaquiagem pode ser configurado para enviar uma imagem sobre a zona a tratar, por exemplo ο rosto, representando a simulafao, deixando ao usuario a possibilidade de fixar esta imagem sobre ο rosto, ou mesmo de altera-la. Em seguida, uma vez a imagem corretamente ajustada e definida, envia-se sobre a mesma zona, por
meio da mesma optica, ou por meio de uma optica paralela, uma imagem que não pode diferir da precedente em que ela é formada com uma luz UV ou no UV próximo. Em particular, a máscara, negativo ou matriz de pixéis endereçáveis, utilizados para definir a imagem, pode não ter sido modificada quando da mudança de iluminante da luz visível para a luz UV. Para este efeito, pode-se utilizar um sistema de fotomaquiagem dotado de uma fonte UV e uma fonte visível, com um ou dois formadores de imagem.
Se a imagem for obtida a partir de um diapositivo, este último pode estar previsto para permitir realizar uma imagem com a fonte visível e uma imagem com a fonte UV. Para isto, pode-se realizar o diapositivo com um material filtrante, ao mesmo tempo a luz UV e a luz visível.
Se a imagem for obtida com pelo menos uma matriz de pixéis endereçáveis de um formador de imagem eletrônico, várias configurações são possíveis:
- duas fontes luminosas, a saber, uma fonte UV e uma fonte visível, e uma única matriz;
- duas fontes luminosas, respectivamente UV e visível, e duas matrizes, respectivamente UV e visível. As imagens são reunidas, por exemplo com um prisma em X ou projetadas desde locais situados de uma parte e de outra da zona tratada;
- uma fonte luminosa emitindo ao mesmo tempo no UV e no visível e um formador de imagem UV ou visível, com por exemplo um espelho dicróico, um espelho móvel ou um filtro para selecionar a radiação de saída;
- uma fonte luminosa emitindo ao mesmo tempo no UV e no visível e duas matrizes respectivamente para o UV e para o visível.
A imagem projetada pode restringir-se a um contorno ou alguns pontos de referência. A fotomaquiagem realizada em seguida pode inscrever-se entre estes pontos ou este contorno.
Por exemplo, no caso do tratamento dos lábios, podem-se usar dois pontos de referência. O usuário aplica uma camada de composição fotorrevelável termicamente estável. Projetam-se os dois pontos em um comprimento de onda visível, incapaz produzir um efeito de fotomaquiagem, por exemplo com um comprimento de onda compreendido entre 450 e 800 nm, e preferivelmente de 500 nm a 700 nm. O usuário posiciona estes dois pontos sobre as duas comissuras dos lábios. Uma vez realizado o posicionamento, a irradiação UV forma uma imagem dos lábios compreendida entre estes dois pontos.
Durante a iluminação UV, a imagem visível pode ser cortada, reduzida ou limitada a pontos de referência, ou deixada no mesmo estado que durante a fase de projeção no visível.
Utilização da fotomaquiagem para realizar sobre o rosto um padrão de tratamento depois usar o mesmo para tratar a zona
Aplica-se sobre a zona tratar um agente fotorrevelável, por exemplo escolhido entre os diariletenos ou fulgidas, tendo uma estabilidade térmica suficiente de modo que a imagem, que é realizada, possa manter-se pelo menos 20 segundos, e preferivelmente pelo menos 1 minuto. O padrão pode ser uma imagem comportando pontos e/ou linhas de referência, como ilustrado na figura 11, onde se notam as linhas delimitando as zonas A, B e C realizadas por fotomaquiagem. Conforme o caso, realiza-se, por fotomaquiagem, um sinal, por exemplo alfanumérico, informando ao usuário sobre o produto e/ou o aplicador a utilizar nesta zona.
O usuário pode realizar a maquiagem ou outro tratamento em função do padrão assim revelado. Para isto, ele pode utilizar ferramentas de maquiagem clássicas. O usuário pode também utilizar o padrão realizado por fotomaquiagem para aplicar produtos de cuidado.
Por exemplo, realiza-se um diagnóstico das zonas necessitando um cuidado específico, por exemplo por análise de imagem e/ou através de um ou vários captores sensíveis no estado cutâneo por exemplo, e realiza-se uma cartografia do tratamento a efetuar, que pode ser memorizada. Em seguida, utiliza-se o sistema de fotomaquiagem para fazer aparecer um padrão sobre o rosto, onde serão reveladas de modo colorido, pelo menos temporariamente, as zonas necessitando do cuidado. O usuário pode então aplicar sobre as zonas assim destacadas o ou os produtos de cuidado.
Posicionamento dos pontos de referência sobre o rosto, depois utilização de um aparelho reconhecendo estes pontos e servindo para realizar a maquiagem
O usuário pode posicionar pontos de referência sobre o rosto por fotomaquiagem.
Uma vez os pontos de referência colocados sobre a zona a tratar, pode-se utilizar um aparelho dotado de meios de leitura dos pontos de referência, e preferivelmente capaz igualmente de interpretar os mesmos se necessário. O aparelho pode ser dotado, em um exemplo de aplicação, com um sensor de multipixel, uma iluminação interna, e um meio de aplicação, por exemplo uma cabeça de impressão de jato de tinta.
Os pontos representam por exemplo uma linha. O usuário desloca sobre a pele o aparelho, que é configurado para analisar opticamente a superfície. Por exemplo, supondo-se que a zona a tratar é delimitada por um contorno fechado, quando o aparelho determina que ele atravesse uma primeira vez uma linha, ele começa a depositar um material colorido, depois quando ele atravessa uma segunda vez uma linha, ele para de depositar o material colorido.
Os pontos podem representar, quando eles são ligados, uma forma. O aparelho pode ser dotado de meios permitindo reconhecer estes pontos e a forma correspondente. O aparelho pode depositar um material colorido de maneira a realizar esta forma. Para aquilo, o aparelho pode partir de um modelo que o faz coincidir com os pontos realizando retificações geométricas. O depósito de material colorido pode definir uma curva ou uma superfície inscrita em uma curva.
A cobertura da linha e/ou da superfície pode ser homogênea, aleatoriamente heterogênea ou geometricamente heterogênea, ou seja comportando um motivo repetitivo.
Os pontos presentes sobre a zona a tratar podem definir um código. O aparelho pode ser dotado de meios permitindo interpretar o código correspondendo a estes pontos, e aplicar um produto cuja seleção e/ou modo de aplicação é efetuada em função do código reconhecido. Por exemplo, alguns pontos são formados com um primeiro
motivo e outros com um motivo diferente. O aparelho aplica dois produtos diferentes ou um mesmo produto em concentrações diferentes em função do motivo detectado.
Composição fotoprotetora Como lembrado acima, uma composição fotoprotetora pode
ser aplicada sobre a composição fotorrevelável termicamente estável uma vez o aspecto desejado atingido. Esta composição fotoprotetora pode agir como uma proteção para a radiação UV quando a irradiação permitindo revelar a composição fotorrevelável termicamente estável é uma irradiação UV. A composição fotoprotetora pode também, conforme o caso,
agir como uma proteção a pelo menos a um comprimento de onda pré- definido no visível, em vista de limitar o risco de apagamento de um agente fotorrevelável, conforme o caso.
Um ou vários agentes ópticos assegurando à composição fotoprotetora um poder filtrante F da radiação solar (290 a 400 nm) indo de 2 a 20, preferivelmente de 4 a 10, podem ser utilizados.
A composição fotoprotetora pode ser, conforme o caso, um produto brilhante, oleoso ou emoliente, anti-brilho, um pó para bochechas, um blush, um esmalte ou um produto de base. Agentes ópticos
Agentes ópticos fazendo tela de proteção à radiação servindo à revelação, notadamente UV ou UV próximo.
O ou os agentes ópticos acima citados podem ser escolhidos entre os filtros e as partículas difusoras ou outros agentes limitando a transmissão do UV, notadamente os UVA e/ou os UVB.
Este ou estes agentes ópticos podem ser escolhidos entre os filtros inorgânicos, notadamente sob forma particulada e de dimensão nanométrica, e os filtros orgânicos.
.10 O ou os agentes ópticos podem ser hidrofílicos ou lipofílicos.
Os filtros orgânicos podem ser escolhidos entre os derivados antranilatos, cinâmicos, os derivados salicílicos, os derivados da cânfora, os derivados benzimidazóis, benzotriazol, os derivados do benzalmalonato, as imidazolinas, a bis -benzoazolila, os derivados de benzoxazol, os derivados de triazina, os derivados de benzofenonas, os derivados de dibenzoilmetano, os derivados de beta, beta difenilacrilato, os derivados p-aminobenzóico, polímeros filtros e silicones filtros descritos no pedido WO 93/04665, os dímeros derivados de alfa alquilestireno, o 4,4-diarilbutadieno e as suas misturas.
Os filtros hidrofílicos podem ser escolhidos entre os descritos
no pedido EP A 678.292, por exemplo 3-benzilideno 2-cânfora, notadamente o Mexoryl SX®.
Entre os filtros lipofílicos, podem-se citar os derivados do dibenzoilmetano, descrito nas publicações FR 2 326 405, FR 2 440 933, EP 0 114 607, o Parsol® 1789 da empresa Givaudan, Eusolex da empresa Merck. Pode-se também citar o a-ciano-b, b-difenilacrilato de 2 etilhexila, chamado octocrileno e disponível sob o nome comercial de Uvinul N 539 da empresa BASF.
Pode também citar o p-metilbenzilideno cânfora, vendida sob o nome comercial de Eusolex EX 6300 da empresa Merck.
Pode-se ainda utilizar como ativo óptico um filtro escolhido entre benzofenona-3 (oxibenzona), benzofenona-4 (sulisobenzona), benzofenona-8 (dioxibenzona), bis-etilhexiloxifenol methoxifenil triazina (BEMT ou Tinosorb S), dietilamino hidroxibenzoil hexil benzoato (Uvinul +), etilhexil metoxicinamato, etil hexil salicilato, etil hexil triazona, metil antranilato (meradimato), (4-)metil-benzilideno cânfora (Parsol 5000), Metileno Bis-benzotriazolil tetrametilbutilfenol (Tinosorb M), ácido para- aminobenzóico (PABA), ácido fenilbenzimidazol sulfônico (Ensulizole), polissilicone 15 (Parsol SLX), trietanolamina salicilato.
Pode-se ainda utilizar como agente óptico partículas difusoras como os nanopigmentos de óxido de titânio ou de zinco, utilizáveis como filtro, com diversos tratamentos de superfície de acordo com o meio escolhido. Os nanopigmentos têm tipicamente uma dimensão média de 5 a lOOOnm.
A concentração mássica total em tal agente (s) óptico (s) pode ir de 0,001% a 30%, ou mesmo mais no caso das fórmulas secas ou quase secas, em relação ao peso da composição fotoprotetora, antes de aplicação.
Preferivelmente, utilizam-se no seio da composição filtros ou associações permitindo fazer uma proteção à radiação na banda indo de 320 a 400 nm, e preferivelmente indo de 320 a 420 nm.
Ativos ópticos destinados a limitar a propagação da luz visível e infravermelha para o ou os agentes fotorreveláveis
Se os agentes ópticos fazendo proteção à radiação UV permitem às zonas não reveladas serem protegidas, no caso de uma composição fotorrevelável termicamente estável revelável por irradiação UV, pode-se também aplicar sobre a composição fotorrevelável termicamente estável um ou vários agentes ópticos filtrando no visível, para proteger as zonas reveladas, e pode-se ter interesse em combinar os dois, a saber, filtração no UV e filtração no visível.
Numerosos colorantes ou pigmentos são utilizáveis. Em particular, preferem-se os colorantes de cor próxima da pele, por exemplo os colorantes amarelos, laranjas ou as misturas permitindo realizar matizes amarelos, laranjas, ocres, castanhos ou morenos ou então colorantes vermelhos que serão empregados de modo preferencial quer em pequena quantidade, quer em mistura com um difusor branco ou amarelo, por exemplo, para dar ao matiz um aspecto pastel como rosa ou rosa bege. Preferem-se os matizes de colorantes levemente rosas para as peles rosadas, os matizes levemente amarelados para as peles rosadas e os matizes marrom ou castanhos para as peles ditas negras.
Os colorantes podem apresentar, sozinhos ou em mistura, uma cromaticidade próxima da pele. São preferivelmente de croma C* (no sistema HVC*) inferior a 40.
Os colorantes podem ser escolhidos entre:
- os pigmentos amarelos codificados pelo Color Index sob as referências Cl 11680, 11710, 15985, 19140, 20040, 21100, 21108, 47000, 47005,
- os pigmentos cor de laranja codificados no Color Index sob as referências CI 11725, 15510, 45370, 71105, e
- os pigmentos vermelhos codificados no Color Index sob as referências CI 12085, 12120, 12370, 12420, 12490, 14700, 15525, 15580, 15620, 15630, 15800, 15850, 15865, 15880, 17200, 26100, 45380, 45410, 58000, 73360, 73915, 75470.
Pode-se utilizar, no seio da composição fotoprotetora, pastas pigmentárias de pigmento orgânico como os produtos vendidos pela empresa HOECHST sob os nomes:
AMARELO COSMENYL IOG: Pigmento 5 t YELLOW 3 (Cl
11710) 11680)
71105)
AMARELO COSMENYL. G: Pigmento YELLOW 1 (Cl
LARANJA COSMENYL GR: Pigmento ORANGE 43 (Cl
Podem-se utilizar laças e, em particular, as conhecidas sob as
denominações D & C Red 21 (Cl 45.380), D & C Orange 5 (Cl 45370), D & C Red 27 (Cl 45.410), D & C Orange 10 (Cl 45.425), D & C Red 3 (Cl 45.430), D & C Red 7 (Cl 15.850:1), D & C Red 4 (Cl 15.510), D & C Red 33 (Cl 17.200), D & C Yellow 5 (Cl 19.140), D & C Yellow 6 (Cl 15.985), D & C Yellow 1 O (Cl 77.002).
Os colorantes podem ser iônicos ou neutros.
São particularmente apreciados os colorantes e pigmentos naturais porque combinam bem com os matizes naturais e alguns perdem durante o passar do tempo a sua cor. São por exemplo os extratos de plantas ou as moléculas naturais reproduzidas artificialmente, sendo escolhidos por exemplo entre a melanina, os antocianos, polifenóis, porfirinas e curcumina.
Tratam-se, por exemplo, de pigmentos obtidos por polimerização oxidante de derivados indólicos e/ou fenólicos, como são descritos na publicação R.F. 2.679.771. Particularmente são apreciados os colorantes e pigmentos
apresentando uma ionicidade complementar dos filtros UV, por exemplo os colorantes com função aniônica, como alguns colorantes alimentícios e os filtros catiônicos.
Pode-se também utilizar filtros IR ou compostos que, por reação, irão se colorir, por exemplo DHA.
Pode-se utilizar um colorante evolutivo, por exemplo um colorante cuja cor revela-se durante o passar do tempo e se possível lentamente, por exemplo DHA ou polifenóis, aptos a se colorir progressivamente ao contato do ar. Isto permite desenvolver progressivamente o poder filtrante da composição fotoprotetora.
Agentes fotorreveláveis termicamente instáveis
Pode-se utilizar como agente óptico na composição fotoprotetora um agente de coloração fotorrevelável termicamente instável. Este não serve para criar a fotomaquiagem mas para protegê-la no caso de exposição luminosa muito intensa, por exemplo no caso de uma radiação solar muito forte ou um efeito artificial como a iluminação utilizada nos estúdios de televisão, certos tratamentos médicos, alguns tratamentos cosméticos como as cabines de UV por exemplo, flashs fotográficos ou alguns locais de festas.
O agente fotorrevelável termicamente instável vai adquirir a sua cor com o tempo da iluminação muito intensa e, de certo modo, pode limitar a visibilidade da fotomaquiagem subjacente. No entanto, como o agente fotorrevelável termicamente instável retoma rapidamente a sua forma incolor após a parada da iluminação muito intensa, este fenômeno é passageiro.
Preferivelmente, utilizam-se agentes fotorreveláveis termicamente instáveis, perdendo pelo menos a metade da sua cor em 60 segundos a 250C no escuro. Em particular, preferem-se os agentes fotorreveláveis termicamente instáveis inorgânicos.
Agentes ópticos capazes de refletir a luz incidente
Pode -se utilizar, como agente óptico, notadamente para atenuar o UV ou a luz visível, um agente óptico formando espelho metálico ou um agente óptico à base de estrutura multicamada interferencial ou rede de difração.
Como agentes ópticos utilizáveis sozinhos ou em complemento dos agentes ópticos enumerados acima, podem-se utilizar agentes ópticos capazes de refletir a luz incidente. A reflexão produz-se na interface entre a camada refletindo e o meio de propagação da onda luminosa. O material formando a camada refletindo pode apresentar um índice de refração superior a 1,5, se possível superior a 1,8.
O agente óptico pode conter ou ser formado de um metal. Por exemplo, forma-se, aplicando a composição fotoprotetora, uma camada de prata por meio da redução de um sal de prata ou por meio da aplicação de uma dispersão de nanopartículas de prata.
A taxa de reflexão da composição fotoprotetora pode ser superior a 5%, e se possível superior a 10%. Preferivelmente, ela é inferior a 50%, para não macular o resultado da fotomaquiagem. Por exemplo, a composição fotoprotetora pode comportar uma dispersão seja aquosa, seja etanólica, de nanopartículas de prata, por exemplo da empresa Nippon Paint que apresentam uma dimensão indo de 10 a 60 nm de acordo com as amostras e são estabilizadas por um sistema polimérico. Esta estabilização não impede, no momento da secagem, às partículas entrarem em contato, e por meio destes contatos, assegurar uma condutividade suficiente para dar ao material final um poder de reflexão próximo do obtido com um espelho de prata.
Pode-se utilizar um agente óptico comportando uma estrutura multicamada interferencial.
Esta estrutura interferencial pode filtrar a luz por um fenômeno de interferências destrutivas entre as ondas luminosas refletidas pelas diferentes camadas da estrutura.
A estrutura multicamada é escolhida preferivelmente de maneira a apresentar um fator de transmissão elevado no visível, de modo a não produzir cor marcada no visível e apresentar a transparência procurada.
A estrutura multicamada pode comportar uma alternância de camadas de índices de refração altos e baixos. A diferença de índice de refração entre as camadas de índice alto e baixo é por exemplo superior ou igual a 0,1, melhor 0,15, ainda melhor 0,6.
O número de camadas da alternância acima citada é por exemplo de pelo menos 2, melhor 4 ou 6, até mesmo pelo menos 12, o que facilita a realização de uma estrutura pouco sensível à incidência da luz e apresentando a seletividade requerida. A estrutura multicamada pode eventualmente ser simétrica, e permitir uma filtração de luz incidente qualquer que seja a face principal de entrada da luz na estrutura, conforme o caso.
O material com índice de refração elevado pode ser mineral, por exemplo do dióxido de titânio sob forma anatase ou rutila, um óxido de ferro, dióxido de zircônio, óxido de zinco, sulfeto de zinco, oxicloreto de bismuto, e as suas misturas, ou orgânico, por exemplo escolhido entre: PEEK (polieteretercetona), poliimida, PVN (Poli(2-vinilnaftaleno)), PVK (Poli(N- vinil carbazol)), PF (resina fenolformaldeído), PSU (resina polissulfona), PaMes (poli(alfa-metil estireno)), PVDC, (Poli(cloreto de vinilideno)), MeOS (Poli(4-metoxi etireno)), PS (poliestireno), BPA, (bisfenol-A policarbonato), PC (resina policarbonato), PVB (Poli(vinil benozoato)), PET (poli(etilenotereftalato)), PDAP (poli(dialil ftalato)), PPhMA (poli(fenilmetacrilato)), SAN (copolímero estireno/acrilonitrila), HDPE (polietileno, alta densidade), PVC (poli(cloreto de vinila)), NYLON®, POM (poli(oximetileno) ou poliformaldeído), PMA (poli(metil acrilato)), etc., e as suas misturas.
O material com baixo índice de refração pode ser mineral, por
exemplo sendo escolhido entre o dióxido de silício, o fluoreto de magnésio, o óxido de alumínio, e as suas misturas, ou orgânico, sendo por exemplo escolhido entre polímeros como polimetilmetacrilato ou o poliestireno, o poliuretano, e as suas misturas. Para realizar as partículas interferenciais com estrutura
multicamada, o versado na técnica poderá notadamente referir-se às numerosas publicações que tratam do depósito em camadas finos, por exemplo o artigo Overcoated Microspheres for Specific Optical Powers do periódico Applied Optics, VoL 41, n° 6 do 01/06/2002, aqui incorporado por referência, e às patentes da empresa FLEXPRODUCTS.
O agente óptico pode comportar uma estrutura difratante, e por exemplo pelo menos uma rede de difração, a qual pode ser uma rede comportando um motivo de superfície se repetindo sensivelmente de modo a difratar a luz.
O período de rede e eventualmente a profundidade desta determinam, entre outras, as propriedades de difração da rede. A relação cíclica da rede de difração pode ser escolhida como igual à unidade.
De modo preferencial, o período de rede de difração, em pelo menos uma direção, é com vantagem suficientemente baixo para reduzir o risco de criação de efeitos coloridos na composição fotoprotetora. O período de rede é assim com vantagem escolhido de modo a não difratar a luz no domínio visível, notadamente na banda indo de 400 nm a 780 nm.
O período máximo de rede permitindo evitar ter ordens de difração no visível pode ser determinado pelo menos de modo aproximativo pela relação:
n, sin +^i= n, SinxP, A *
onde θ é o ângulo de incidência medido em relação ao normal ao plano da rede, Ψ o ângulo de transmissão, A o período de rede, m a ordem de difração e ni e n2 os índices de refração dos meios de incidência e de transmissão, respectivamente, n! e n2 podem ser tomados iguais a 1,5 em primeira aproximação. Para 0 = 0o, o período máximo é de Unx = 400/1,5 ou seja cerca de 267 nm. Sem limitação sobre o ângulo de incidência, o período é a metade menor. Escolhe-se, portanto, preferivelmente, um período para a rede inferior ou igual a 270 nm, melhor inferior ou igual a 140 nm.
A profundidade d da rede e o seu período A podem ser selecionados por testes sucessivos de modo a obter por exemplo uma transmissão mínima no UVA. O cálculo das características da rede pode efetuar-se por cálculo vetorial utilizando por exemplo o "software" GSOLVER da empresa GRATING SOLVER DEVELOPMENT COMPANY.
A ou as diferentes camadas utilizadas para realizar a ou as redes de difração podem eventualmente ser depositadas sobre um substrato de natureza orgânica ou mineral, o qual pode ser utilizado como ou sofrer, em seguida, um tratamento de dissolução.
Assim, a estrutura da ou das redes pode ser gravada quer na massa de um material, quer após o depósito de um material sobre um substrato orgânico ou mineral de forma esférica ou lamelar.
A gravura pode ser realizada de modo que a difração da luz na parte visível seja mínima, para reduzir os efeitos coloridos. A periodicidade da gravura e sua espessura determinam a eficácia do sistema para atenuar a radiação UV.
O agente de filtração interferencial pode eventualmente comportar duas redes de difração que se estendem em direções não paralelas, por exemplo duas direções sensivelmente perpendiculares, o que pode notadamente permitir aumentar a absorção nos UV de uma luz incidente polarizada circularmente e reduzir a dependência dos desempenhos de filtração frente ao ângulo de incidência.
As duas redes de difração podem ter períodos Al e A2 sensivelmente iguais, notadamente todos os dois inferiores ou iguais a 270 nm, melhor a 140 nm.
As duas redes de difração podem apresentar igualmente profundidades sensivelmente iguais, quando elas apresentam um relevo em superfície e que este relevo permite criar a variação periódica de índice da rede.
O período da rede pode ser constante ou variável e a profundidade constante ou variável. A rede pode estender-se de acordo com uma direção retilínea ou curvilínea.
A rede de difração pode comportar uma superposição de camadas tendo índices refração diferentes. A rede de difração pode ser realizada pelo menos parcialmente de um material dielétrico.
Os motivos da ou das redes podem ser diversos e por exemplo apresentar, em corte, ranhuras retangulares, triangulares, ondulações sinusoidais ou ranhuras em degraus
A estrutura difratante pode ser formada pelo menos sobre uma porção de uma face principal da partícula e preferivelmente sobre as duas faces principais da partícula.
A estrutura difratante pode comportar uma camada de proteção cobrindo a ou as redes e não difratante.
Pode-se igualmente citar os pigmentos a efeito interferencial não fixados sobre um substrato como os cristais líquidos (Helicones HC da empresa Wacker), e as lantejoulas holográficas interferenciais (Geometric Pigments ou Spectra f/x da empresa Spectratek).
A composição pode comportar uma mistura de elementos interferenciais filtrando os UVA e/ou os UVB, por exemplo partículas apresentando redes de difração tendo períodos e/ou profundidades diferentes.
Agentes ópticos capazes de transformar o comprimento de onda da luz incidente
A composição fotoprotetora pode comportar um composto
fluorescente.
Por composto "fluorescente", entende-se um composto que absorve a luz do espectro ultravioleta, e eventualmente do visível e que transforma a energia absorvida em luz fluorescente de maior comprimento de onda, emitido na parte ultravioleta ou visível do espectro.
Pode-se tratar de azulantes ópticos, que podem ser transparentes e incolores, não absorvendo na luz visível mas unicamente nos UV e transformando a energia absorvida em luz fluorescente de maior comprimento de onda, por exemplo mais longo que 20 nm, melhor 50 nm, ou mesmo 100 nm, emitido na parte visível do espectro; a impressão de cor gerada por estes azulantes pode então ser unicamente gerada pela luz puramente fluorescente com predominante azul, de comprimentos de onda indo de 400 a 500 nm.
representam um átomo de hidrogênio; um átomo de halogênio; um grupamento arila em C6-C30; um grupamento hidroxi; um grupamento ciano; um grupamento nitro; um grupamento sulfo; um grupamento amino; um grupamento acilamino; um grupamento dialquil(Cl-C6)amino; um grupamento dihidroxialquil(Cl-C6)amino; um grupamento alquil(Cl- C6)hidroxialquil(C 1 -C6)amino; um grupamento alcóxi(Cl-C6); um grupamento alcóxi(Cl-C6)carbonila; um grupamento carboxialcóxi em Cl- C6; um grupamento piperidinossulfonila; um grupamento pirrolidino; um grupamento alquila(Cl- C6)halogenoalquila(Cl-C6)amino; um grupamento benzoilalquila(Cl-C6); um grupamento vinila; um grupamento formila; um radical arila em C6-C30 eventualmente substituído por um ou vários grupamentos escolhidos entre os grupamentos hidroxila, alcóxi em Cl- C1-C6 linear, ramificado ou cíclico, alquila linear, ramificada ou cíclica compreendendo de 1 a 22 átomos de carbono, ele mesmo sendo substituído eventualmente por um ou vários grupamentos hidroxila, amino, alcóxi C1-C6; um radical alquila linear, ramificada ou cíclica, compreendendo de 1 a 22 átomos de carbono, eventualmente substituído por um ou vários grupamentos
Estes compostos podem estar em solução ou particulados. O composto fluorescente pode ser um dicetopirrolopirrol de
fórmula:
R2 O
em que RI, R2, R3 e R4 independentemente uns dos outros escolhidos entre os grupamentos hidroxila, amino, alcóxi em C1-C6 linear, ramificado ou cíclico, arila eventualmente substituída, carboxila, sulfo, um átomo de halogênio, este radical alquila podendo ser interrompido por um heteroátomo;
O composto fluorescente pode ser uma naftalimida, de
fórmula:
R1
I
(Ι^ίΓ^ί
R3
onde
RI, R2, R3, independentemente uns dos outros representam um átomo de hidrogênio; um átomo de halogênio; um grupamento arila em C6-C30; um grupamento hidroxi; um grupamento ciano; um grupamento nitro; um grupamento sulfo; um grupamento amino; um grupamento acilamino; um grupamento dialquil(Cl-C6)amino; um grupamento dihidroxialquil(C 1 -C6)amino; um grupamento alquil(Cl-
C6)hidroxialquil(C 1 -C6)amino; um grupamento alcóxi(Cl-C6); um grupamento alcóxi(Cl-C6)carbonila; um grupamento carboxialcóxi em Cl- C6; um grupamento piperidinossulfonila; um grupamento pirrolidino; um grupamento alquila(Cl-C6)halogenoalquila(Cl-C6)amino; um grupamento benzoilalquila(Cl-C6); um grupamento vinila; um grupamento formila; um radical arila em C6-C30 eventualmente substituído por um ou vários grupamentos escolhidos entre os grupamentos hidroxila, alcóxi em C1-C6 linear, ramificado ou cíclico, alquila linear, ramificada ou cíclica compreendendo de 1 a 22 átomos de carbono, ele mesmo eventualmente substituído por um ou vários grupamentos hidroxila, amino, alcóxi C1-C6; um radical alquila linear, ramificada ou cíclica, compreendendo de 1 a 22 átomos de carbono, eventualmente substituído por um ou vários grupamentos escolhidos entre os grupamentos hidroxila, amino, alcóxi em C1-C6 linear, ramificado ou cíclico, arila eventualmente substituída, carboxila, sulfo, um átomo de halogênio, este 5 radical alquila podendo ser interrompido por um heteroátomo; os substituintes RI, R2, R3 podendo formar com os átomos de carbono aos quais estão ligados um ciclo aromático ou não, em C6-C30 ou heterocíclico comportando no total de 5 a 30 encadeamentos e de 1 para 5 heteroátomos; estes ciclos condensados ou não, inserindo ou não um grupamento carbonila, e sendo substituídos ou não por um ou vários grupamentos escolhidos entre os grupamentos alquila em C1-C4, alcóxi (Cl- C4) alquil (C1-C4), amino, dialquil (C1-C4) amino, halogênio, fenila, carbóxi, trialquil (C1-C4) amonioalquil (C1-C4).
representa um radical metila, X um ânion do tipo cloreto, iodeto, sulfato, metossulfato, acetato, perclorato. A título de exemplo de composto deste tipo, pode-se citar o Photosensitiving Dye NK-557 comercializado pela empresa UBICHEM, para o qual R representa um radical etila, Rf um radical metila e X um iodeto.
O composto fluorescente pode ser um derivado estilbênico
como:
fórmula na qual R representa um radical metila ou etila; R'
O composto fluorescente pode ser um derivado metínico
como:
ou um derivado oxazina ou tiazina de fórmula geral:
R2 Pode-se citar também os derivados dicianopirazinas (da empresa Nippon Paint), os derivados de naftolactamas, os derivados azalactonas, a rodaminas, os derivados de xantenos.
Pode-se igualmente utilizar os pigmentos ou partículas minerais (MgO, Ti02, ZnO, Ca(OH)2...) ou orgânicos (látex...) compreendendo em seu núcleo ou sobre a sua superfície tais compostos.
O composto fluorescente pode também ser um composto semicondutor que, por exemplo sob a forma de pequenas partículas, chamadas pontos quânticos, apresenta um efeito fluorescente.
Os pontos quânticos são nanopartículas semicondutoras luminescentes capazes de emitir, sob excitação luminosa, uma radiação apresentando um comprimento de onda compreendido entre 400 nm e 700 nm. Estes nanopartículas podem ser fabricadas de acordo com os processos descritos por exemplo nas patentes US 6.225.198 ou US 5.990.479, nas publicações que são citadas nas mesmas, bem como nas publicações seguintes: Dabboussi B.O. et al "(CdSe)ZnS core-shell quantum dots: synthesis and characterisation of a size series of highly luminescent nanocristallites" Journal of physical chemistry B, vol 101, 1997, pp 9463- 9475, e Peng, Xiaogang et al, "Epitaxial Growth of highly Luminescent CdSe/CdS core/shell nanocrystals with photostability and electronic accessibility" Journal of the American Chemical Society, vol 119, N°30, pp 7019-7029.
Compostos fluorescentes preferidos são os emitindo as cores alaranjadas e amarelas, por exemplo.
Preferivelmente, os compostos fluorescentes utilizados como agentes ópticos na invenção têm um máximo de refletância na gama de comprimentos de onda indo de 500 a 650 nm, e preferivelmente na gama de comprimentos de onda indo de 550 a 620 nanômetros.
Tais compostos fluorescentes são por exemplo os pertencendo às famílias seguintes: as naftalimidas; as cumarinas catiônicas ou não; as xantenodiquinolizinas (como notadamente as sulforodaminas); os azaxantenos; as naftolactamas; as azlactonas; as oxazinas; as tiazinas; as dioxazinas; os colorantes fluorescentes policatiônicos de tipo azóico, azometinica, ou metinica, sozinhos ou em misturas.
Mais particularmente, pode-se citar entre: - amarelo brilhante B6GL comercializado pela empresa SANDOZ e de estrutura seguinte:
-o amarelo básico 2, ou Auramine O comercializado pela empresa PROLABO, ALDRICH ou CARLO ERBA e de estrutura seguinte.
Os compostos fluorescentes utilizados podem ser aminofenil etenil arila, onde arila é um piridínio, substituído ou não, ou outro grupo catiônico como imidizolínios substituídos ou não.
Por exemplo, pode-se utilizar um composto fluorescente como 2 [2 (4-dialquilamino) fenil etenil] - 1 alquil piridínio, no qual o radical alquila do núcleo piridínio representa um radical metila, etila, o do núcleo benzênico representa um radical metila.
Um agente óptico pode conter sobre uma mesma molécula, vários grupos fluorescentes. A título de exemplo, estes são os dímeros como: onde Rl, R2, idênticos ou diferentes, representam
- um átomo de hidrogênio;
- um radical alquila, linear 5 ou ramificado, compreendendo 1 a 10 átomos de carbono, preferivelmente de 1 a 4 átomos de carbono, eventualmente interrompido e/ou substituído por pelo menos um heteroátomo e/ou grupamento compreendendo pelo menos um heteroátomo e/ou substituído por pelo menos um átomo de halogênio;
- um radical arila ou arilalquila, o grupamento arilo tendo 6 átomos de carbono e o radical alquila tendo 1 a 4 átomos de carbono; o radical arila substituído eventualmente por um ou vários radicais alquilas lineares ou ramificados compreendendo 1 a 4 átomos de carbono eventualmente interrompidos e/ou substituídos por pelo menos um heteroátomo e/ou grupamento compreendendo pelo menos um heteroátomo e/ou substituído por pelo menos um átomo de halogênio.
Rl e R2 podem eventualmente ser ligados de modo a formar um heterociclo com o átomo de nitrogênio e compreender um ou vários outros heteroátomos, o heterociclo sendo eventualmente substituído por pelo menos um radical alquila linear ou ramificado, compreendendo preferivelmente de 1 a 4 átomos de carbono e interrompido eventualmente e/ou substituído por pelo menos um heteroátomo e/ou grupamento compreendendo pelo menos um heteroátomo e/ou substituído por pelo menos um átomo de halogênio;
Rl ou R2 pode eventualmente ser ligado em um heterociclo compreendendo o átomo de nitrogênio e um dos átomos de carbono do grupamento fenila portando o referido átomo de nitrogênio;
R3, R4, idênticos ou não, representam um átomo de hidrogênio, um radical alquila compreendendo 1 a 4 átomos de carbono.
R5, idênticos ou não, representa um átomo de hidrogênio, um átomo de halogênio, um radical alquila linear ou ramificado compreendendo 1 a 4 átomos de carbono eventualmente interrompido por pelo menos um heteroátomo;
R6, idênticos ou não, representa um átomo de hidrogênio; um átomo de halogênio; um radical alquila linear ou ramificado compreendendo 1 a 4 átomos de carbono, eventualmente substituído e/ou interrompido por pelo menos um heteroátomo e/ou um grupamento portando pelo menos um heteroátomo e/ou substituído por pelo menos um átomo de halogênio;
X representa:
- um radical alquila, linear ou ramificado compreendendo 1 a 14 átomos de carbono, ou alcenila compreendendo 2 a 14 átomos de carbono, eventualmente interrompido e/ou substituído por pelo menos um heteroátomo e/ou grupamento compreendendo pelo menos um heteroátomo e/ou substituído por pelo menos um átomo de halogênio;
- um radical heterocíclico compreendendo 5 ou 6 cadeias, eventualmente substituído por pelo menos um radical alquila linear ou ramificado compreendendo 1 a 14 átomos de carbono, eventualmente substituído por pelo menos um heteroátomo; por pelo menos um radical aminoalquila, linear ou ramificado, compreendendo 1 a 4 átomos de carbono, eventualmente substituído por pelo menos um heteroátomo; por pelo menos um átomo de halogênio;
- um radical aromático ou di-aromático, condensado ou não, separado ou não por um radical alquila compreendendo 1 a 4 átomos de carbono, os ou os radicais arilas sendo eventualmente substituídos por pelo menos um átomo de halogênio ou por pelo menos um radical alquila compreendendo 1 a 10 átomos de carbono eventualmente substituído e/ou interrompido por pelo menos um heteroátomo e/ou grupamento portando pelo menos um heteroátomo;
- um radical dicarbonila;
- o grupamento X podendo portar uma ou várias cargas
catiônicas,
a sendo igual a 0 ou 1;
Y-, idênticos ou não, representando um ânion orgânico ou
mineral;
η sendo um número inteiro pelo menos igual a 2 e no máximo
igual ao número de cargas catiônicas presentes no composto fluorescente.
Outros dímeros são possíveis, como, por exemplo, os onde o ponto de união é realizado entre os dois grupos não catiônicos, ou por exemplo os onde o grupo piridínio é substituído por um outro grupo arilcatiônico como um imidazolínio.
A família das dicianopirazinas pode também fornecer compostos fluorescentes nos tons alaranjados e interessantes para a invenção.
Os pigmentos fluorescentes nos tons laranja são também utilizáveis. Por exemplo, o pigmento Sunbrite-SG2515 Yellow orange da empresa SunChemical.
Aplicação da composição fotoprotetora
O usuário pode aplicar a composição fotoprotetora sobre o conjunto da zona tratada, ultrapassando extensivamente a camada de composição fotorrevelável termicamente estável ou, pelo contrário, de modo localizado sobre certas zonas apenas, como ilustrado na figura 12. Sobre esta figura, a fotomaquiagem foi realizada com uma composição fotorrevelável termicamente estável PC recoberta amplamente pela composição fotoprotetora PP. A composição fotoprotetora pode por exemplo estar localizada sobre as bordas da zona revestida da composição fotorrevelável termicamente estável, envolvendo assim os motivos da fotomaquiagem no caso em que a fotomaquiagem é menos estendida que a camada de composição fotorrevelável termicamente estável.
A camada de composição fotoprotetora pode também tomar a forma de um filme flexível a colar sobre as matérias queratínicas, por exemplo a pele. A matéria do filme pode atuar como agente óptico e/ou o filme pode conter pelo menos um agente óptico disperso na matéria do filme. O filme pode ainda portar um revestimento contendo o agente óptico, por exemplo sob a forma de impressão ou uma estrutura multicamada interferencial.
O usuário pode aplicar tal filme sobre o conjunto da camada de composição fotorrevelável termicamente estável ou pode eventualmente recortar o filme para cobrir apenas as zonas não reveladas, não cobrindo as zonas reveladas.
Pode-se utilizar um sistema de corte automático, que com base no conteúdo da fotomaquiagem, por exemplo de seu contorno, vai recortar o filme de proteção na forma adaptada. O usuário colocará então o filme de proteção assim recortado sobre as zonas não reveladas.
Em um outro exemplo de realização da invenção, a composição fotoprotetora é depositada por transferência, aplicando uma folha de suporte portando pelo menos um agente óptico sobre a zona a tratar. O usuário pode levar a folha ao contato com as matérias queratínicas revestidas da composição fotorrevelável termicamente estável, depois por atrito ou por outros meios como calor ou a utilização de um solvente, provocar a transferência do ou dos agentes ópticos sobre a camada de composição fotorrevelável termicamente estável.
Em um exemplo de realização da invenção, a camada de composição fotoprotetora é reversível, ou seja que o usuário pode retirar a mesma sem puxar a primeira camada de composição fotorrevelável termicamente estável.
Para isto, pode-se formular a primeira camada de modo que ela seja resistente à água ou a uma mistura de água e de tensoativo e formular a segunda camada de modo que seja não resistente à água ou a uma mistura de água e tensoativo.
Pode-se também realizar uma segunda camada destacável. Para isto, pode-se utilizar uma segunda camada formando, antes ou após aplicação sobre a primeira camada, um revestimento coesivo. A segunda camada, quando ela é destacável, comporta por exemplo um material elastomérico.
Em um exemplo de realização da invenção, a segunda camada é pouco aderente à primeira camada, por exemplo graças ao emprego, na composição fotorrevelável termicamente estável, de compostos de baixa tensão superficial como compostos siliconados ou fluorados. Em um outro exemplo de realização da invenção, intercala-se entre a primeira e a segunda camada, uma camada intermediária antiadesão, facilitando a retirada da camada de composição fotoprotetora.
A camada de composição fotoprotetora pode ter, notadamente quando ela é reversível, um poder filtrante F muito grande, por exemplo superior ou igual a 20.
Pode-se depositar uma única camada contendo o ou os agentes ópticos ou várias camadas contendo vários agentes ópticos diferentes.
Pode-se por exemplo depositar uma camada única assegurando a proteção da camada de composição fotorrevelável termicamente estável frente à radiação UV e à luz visível.
Pode-se também depositar uma camada específica para a proteção UV e uma camada suplementar para uma proteção adicional no UV e/ou no visível, esta camada suplementar comportando por exemplo um colorante ou um agente fotorrevelável termicamente instável. Pode-se ainda depositar uma camada para a proteção UV e uma camada suplementar comportando um composto fluorescente assegurando uma proteção adicional no UY.
Em um caso particular, aplica-se um filme multicamada comportando uma primeira camada de composição fotorrevelável termicamente estável e uma segunda camada fotoprotetora comportando um agente óptico formando uma tela de proteção à radiação de revelação da composição fotorrevelável termicamente estável. Este filme pode ser autoportador ou aplicado por transferência.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode ser aplicada mesmo às matérias queratínicas ou sobre uma camada de base, notadamente uma camada de base tal como definida a seguir.
A segunda composição pode ser aplicada diretamente sobre a camada de composição fotorrevelável termicamente estável ou sobre uma camada intermediária entre as duas, como mencionado acima. A segunda composição pode ser ela mesma revestida conforme o caso, com uma camada suplementar.
Escolha dos ingredientes das diferentes camadas
Em um exemplo de realização da invenção, duas camadas sucessivamente aplicadas, por exemplo a camada de composição fotorrevelável termicamente estável e a camada de composição fotoprotetora ou a camada de base e a camada de composição fotorrevelável termicamente estável ou a camada de composição fotorrevelável termicamente estável e a camada destinada a formar um material protegendo a fotomaquiagem podem apresentar uma complementaridade física permitindo ou facilitando a fixação da segunda camada sobre a primeira e/ou permitindo ou facilitando o espalhamento da segunda camada sobre a primeira.
Pode ser vantajoso que ocorra uma complementaridade de ionicidade. Assim, a primeira camada pode conter um polímero aniônico por exemplo, e a segunda conter então um composto catiônico, por exemplo um filtro catiônico, um colorante catiônico ou um composto fluorescente catiônico. O inverso é possível.
Pode ser vantajoso igualmente que ocorra complementaridade de tensão superficial. Assim, a primeira camada pode apresentar uma primeira tensão superficial, preferivelmente superior a 40 mN.ni"1, por exemplo graças à utilização de, pelo menos, um polímero hidrofílico. A segunda camada pode apresentar uma segunda tensão superficial mais fraca que a primeira, preferivelmente inferior a 40, por exemplo graças à utilização de uma composição majoritariamente oleosa, siliconada ou fluorada, ou graças à utilização de uma composição aquosa na qual se introduz um ou vários tensoativos.
Pode-se escolher ingredientes (solventes, adesivos...) para a segunda camada que não são solventes da primeira.
Pode-se, por exemplo, escolher um solvente orgânico (etanol, acetona, acetato alquila, óleos com carbono (isododecano por exemplo), silicones voláteis) para a primeira camada e um solvente aquoso ou hidro alcoólico para o segundo ou inversamente.
Pode-se também escolher dois solventes orgânicos ou dois solventes aquosos para as duas camadas, desde que, na secagem da primeira camada, ocorra uma transformação. Por exemplo, emprega-se uma primeira camada contendo um látex. Este último vai, quando da secagem, coalescer e tornar a primeira camada inerte face à aplicação da segunda camada. Pode-se ainda empregar uma primeira camada contendo um copolímero acrílico/acrilato pouco hidrossolúvel e tornado hidrossolúvel por uma neutralização por uma base volátil como o amoníaco. Após secagem da primeira camada, o amoníaco vai evaporar-se e tornar a primeira camada resistente à água.
Camada de base Pode -se aplicar sobre as matérias queratínicas uma camada de base de uma primeira composição fotoprotetora contendo pelo menos um agente óptico capaz de formar uma tela de proteção em um comprimento de onda λ pelo menos temporária, notadamente um comprimento de onda pertencendo, nesta banda, a uma banda 320 a 440 nm, e aplicar sobre esta camada de base uma segunda composição fotorrevelável termicamente estável revelável por exposição a uma radiação de, pelo menos, comprimento de onda λ o ou os agentes ópticos podem ser escolhidos entre os indicadas acima.
A composição fotoprotetora aplicado como camada de base apresenta, por exemplo, pelo menos quando da sua aplicação, um poder filtrante F frente à radiação solar de pelo menos 2, melhor 5 ou 10.
A utilização da camada de base permite reduzir o risco de manchar a pele tornando mais difícil a migração do ou dos agentes fotorreveláveis da composição fotorrevelável termicamente estável para as matérias queratínicas subjacentes.
Esta migração pode ser retardada ainda mais, até mesmo impedida, quando as primeira e segunda composições são não miscíveis uma na outra, uma das composições sendo, por exemplo, aquoso e a outra não a aquosa ou inversamente de modo a formar duas fases.
Conforme o caso, pelo menos uma camada intermediária pode ser aplicada sobre a camada de base de forma a situar-se entre a camada de composição fotorrevelável termicamente estável e a camada de base.
Esta camada intermediária pode ter por efeito melhorar o comportamento da camada de composição fotorrevelável termicamente estável sobre a camada de base ou, ao contrário, facilitar a retirada, quando da remoção da maquiagem, por exemplo. A camada intermediária pode ser uma camada de um polímero ou cera.
A camada intermediária pode notadamente não ter função de filtração do comprimento de onda λ de revelação da composição fotorrevelável termicamente estável.
Pode-se também aplicar uma camada de uma outra composição sob a camada de base para facilitar sua fixação com a pele. Assim, a camada de base pode não estar diretamente ao contato da pele. Em variante, a camada de base é aplicada mesmo na pele ou em outras matérias queratínicas.
Proteção mecânica da fotomaquiagem
Pode -se aplicar sobre as matérias queratínicas pelo menos uma camada de composição fotorrevelável termicamente estável, e formar graças a uma segunda composição ou graças a um suprimento de energia um material assegurando uma proteção mecânica da fotomaquiagem no seio da camada de composição fotorrevelável termicamente estável.
Pode-se ainda depositar sobre a camada de composição fotorrevelável termicamente estável pelo menos uma camada de recobrimento permitindo a formação de um material assegurando uma proteção mecânica da fotomaquiagem,
A fotomaquiagem pode-se ser realizada antes ou após a formação do material assegurando a proteção mecânica da fotomaquiagem, revelando seletivamente a camada de composição fotorrevelável termicamente estável.
A melhora do comportamento mecânico da fotomaquiagem permite retardar a degradação da imagem formada e a perda de nitidez da imagem durante o tempo em que ela é retardada. Além disso, a fotomaquiagem é tornada menos sensível aos atritos e aos movimentos. O risco de transferência da composição fotorrevelável termicamente estável sobre os vestuários ou outras regiões do corpo é igualmente diminuído.
Pode-se assim realizar uma fotomaquiagem mais durável sobre zonas como as zonas recobertas de vestuários, por exemplo as costas, o ventre, os seios, as pernas ou nádegas. A formação do referido material pode ser feita por uma evaporação de solvente (s), por uma reação de polimerização ou de reticulação, que não tem necessidade necessariamente de ser completa. Um endurecimento em superfície, por uma polimerização e/ou uma reticulação, pode revelar-se suficiente para melhorar o comportamento.
O material assegurando uma proteção mecânica da fotomaquiagem é com vantagem transparente.
Quando o material recobre a camada de composição fotorrevelável termicamente estável, o material forma uma camada de desgaste que pode, ao se desgastar pouco a pouco durante o dia, proteger a fotomaquiagem.
O material pode igualmente, quando recobre a camada de composição fotorrevelável termicamente estável, contribuir para a estética da fotomaquiagem, fornecendo um efeito óptico suplementar, por exemplo um efeito de lupa ou de coloração.
Quando a composição fotorrevelável termicamente estável oferece a possibilidade de apagar a fotomaquiagem irradiando a camada de composição fotorrevelável termicamente estável em um comprimento de onda diferente do utilizado para revelar a composição fotorrevelável termicamente estável, o material pode melhorar o comportamento sem, no entanto, impedir de fazer desaparecer a fotomaquiagem se isto for desejado, o usuário não precisando proceder a uma remoção completa da maquiagem para tanto.
Para formar o material assegurando a proteção mecânica, podem-se utilizar compostos polimerizáveis e/ou reticuláveis, na composição fotorrevelável termicamente estável e/ou na camada de recobrimento.
A composição fotorrevelável termicamente estável pode conter todos os compostos polimerizáveis e/ou reticulados servindo para formar o material. Eventualmente, a irradiação utilizada para revelar a composição fotorrevelável termicamente estável serve à polimerização e/ou à reticulação. A composição fotorrevelável termicamente estável pode também conter um primeiro agente podendo potencialmente polimerizar e/ou reticular. Após ou antes a revelação do ou dos agentes fotorreveláveis da composição fotorrevelável termicamente estável, aplica-se um segundo composto que pode, por associação com o primeiro, realizar a polimerização ou reticulação. Eventualmente, a irradiação serve também à polimerização e/ou reticulação.
Em outros exemplos de realização, a segunda composição é aplicada após a aplicação da composição fotorrevelável termicamente estável e a realização da fotomaquiagem.
A aplicação da camada de recobrimento pode ser feita quer antes, quer após a irradiação servindo para revelar os agentes fotorreveláveis. Sua espessura média pode ser de, pelo menos, 2 μπι, se possível pelo menos 5 μιη se o material for sobretudo duro ou elastomérico, melhor pelo menos 10 μιη se o material apresentar um módulo de elasticidade sobretudo mole.
No caso em que as matérias queratínicas são recobertas por uma camada única que compreende a fotomaquiagem, a espessura desta camada é preferivelmente superior a 5 μιη, e melhor 10 μπι. A espessura é preferivelmente inferior a 1 mm. No caso em que a composição fotorrevelável termicamente
estável integre toda ou parte dos compostos podendo potencialmente reticular, pode-se aplicar, em um segundo tempo, antes ou após secagem da primeira composição, um segundo composto provocando a reticulação ou necessário para isto. A espessura da segunda camada (expressa após evaporação dos eventuais solventes) é preferivelmente igual a pelo menos 20% da espessura da primeira camada, e preferivelmente, superior a 50% da espessura da primeira camada. A espessura da segunda camada é preferivelmente superior a 5 μιη.
No caso em que a composição fotorrevelável termicamente estável não integra nenhum composto potencialmente reticulável, pode-se aplicar, em um segundo tempo, uma segunda composição contendo os compostos produzindo a reticulação. A espessura da segunda camada (expressa após evaporação dos eventuais solventes) é preferivelmente igual a pelo menos 10% da espessura da primeira camada, e preferivelmente superior a 30% da espessura da primeira camada. A espessura da segunda camada é pelo menos superior a 5 μπι, e preferivelmente inferior a lmm.
A polimerização e/ou reticulação permitindo a formação do material pode ser química ou física. Polimerização e/ou reticulação química
Entende-se por reticulação química o fato de que um composto possa, sozinho ou por reação com um segundo composto, por ação de uma radiação ou um suprimento de energia, criar ligações químicas covalentes entre as moléculas. O resultado é o aumento da coesão do material comportando este composto.
O composto pode ser uma molécula simples ou pode já ser o resultado da combinação de várias moléculas, por exemplo oligômeros ou polímeros. O composto pode portar uma ou várias funções reativas.
São privilegiadas as moléculas que dão, após reticulação, um material sólido e/ou deformável, porém elastomérico.
As funções químicas podem reagir sobre outra função de mesma natureza ou reagir com outra função química.
Reação sobre uma outra função de mesma natureza Trata-se por exemplo das funções etilênicas, notadamente as funções acrilatos, acrílicas, metacrilatos, metacrilícas ou estireno.
Estas moléculas pedem, em geral, uma forma de ativação externa para reagir, por exemplo luz, calor, aplicação de um catalisador, ou combinação com fotoiniciadores e eventualmente fotossensibilizadores destinados a ampliar a gama de ação dos fotoiniciadores. Composições fotopolimerizáveis e/ou fotorreticuláveis são descritas por exemplo nas patentes CA 1.306.954 e US 5.456.905.
Pode utilizar os compostos poliméricos compreendendo funções reativadas etilênicas descritos na patente EP 1.247.515.
As funções etilênicas podem ser ativadas por um grupo atraente de forma a acelerar as reações e tornar inútil o suprimento de uma ativação externa. Este é tipicamente o caso do monômero etilcianoacrilato, para o qual a única presença de um catalisador, como água, permite a reação.
As funções etilênicas podem ser ativadas moderadamente, por exemplo por um grupo atraente. A vantagem é que a reação necessita uma ativação externa, o que é interessante para controlar o início e o rendimento da reação, mas não necessita fotoiniciador. Por exemplo, trata-se de monômeros cianoacrilatos, e em particular monômeros cianoacrilatos cujo grupo levado pela função éster contém, pelo menos, 2, se possível 4, encadeamentos de carbonos.
São apreciadas as moléculas que pedem uma ativação externa como a luz, mas que não pedem fotoiniciador. Assim, são preferidas especialmente as moléculas capazes de reagir por fotodimerização, como as descritas na patente EP 1.572.139, em particular as que compreendem funções como
1) estilbazólios.
onde
• R representa o átomo de hidrogênio, um grupamento alquila ou hidroxialquila, e
• R! representa o átomo de hidrogênio ou um grupamento
alquila,
2) estirilazólios: onde
A designa um átomo de enxofre, um átomo de oxigênio, ou grupamento NO.' ou C (R') 2, R e R' sendo tais como definidos previamente,
3) calcona,
4) (tio) cinamato e (tio) cinamamida,
5) maleimida,
6) (tio) cumarino,
7) timina,
8) uracila, 9) butadieno
10) antraceno,
11) piridona,
12) pirrolizinona,
13) sais de acridizínio, 14) furanona,
15) fenilbenzoxazol,
16) estirilpirazina.
As reações se efetuando sobre uma outra função de mesma natureza não são limitadas às reações implicando funções etilênicas. Também são apreciados os compostos podendo reagir por
condensação, como
- grupos siloxanos, e em particular as funções dialcóxi ou di- hidroxi silanos, as funções trialcóxi ou tri-hidroxissilanos. Podem-se utilizar moléculas portadoras de funções alquiltrialcoxisilano ou dialquiltrialcóxissilano, e em particular funções alquilalcóxissilano onde o grupo alquila têm uma função hidrossolubilizante como uma amina, por exemplo uma molécula como o aminotrietóxissilano ou aminotrietoxissilano ou moléculas portadoras de tais funções. Além das pequenas moléculas à base de siloxanos (monômeros ou oligômeros) podem-se utilizar compostos de massa maior, em particular os descritas na patente FR 2.910.315.
- sol-géis à base de titânio.
Com estas moléculas, pode-se controlar o início e o rendimento da reação.
Também são apreciados os compostos podendo reagir por oxidação, como os compostos aromáticos portando pelo menos duas funções hidroxila, ou uma função hidroxila e uma função amina, ou uma função hidroxila, por exemplo o catecol ou di-hidroxiindol. O agente oxidante pode ser o oxigênio do ar ou um outro oxidante, como a água oxigenada por exemplo.
Reação sobre uma outra função
As moléculas que reagem neste caso apresentam dois tipos de funções, complementares. Pode-se tratar de sistemas onde se coloca em contato moléculas portando funções FA e moléculas portando funções FB podendo reagir com as funções FA.
Pode-se também tratar de moléculas, portando sobre a mesma estrutura, uma ou várias funções FA e uma ou várias funções FB.
A função FA pode ser escolhida por exemplo entre:
- epóxido,
- aziridina,
- vinila e vinila ativada, em particular, acrilonitrila, ésteres acrílico e metacrílico,
- ácido e ésteres crotônicos, ácidos e ésteres cinâmicos, estireno e derivados, butadieno,
- éteres de vinila, vinilcetona, de ésteres maleicos, vinil sulfonas, maleimidas, - anídrido, cloreto de ácido e ésteres de ácido carboxílico,
- aldeídos,
- acetais, hemi-acetais,
- aminais, hemi aminais,
- cetonas, alfahidroxicetonas, alfahalocetonas,
- lactonas, tiolactonas,
- isocianato,
- tiocianato,
- iminas,
- imidas, em particular, succinimida, glutimida,
- N hidroxisuccinimida ésteres,
- imidatos,
- tiossulfato,
- oxazina e oxazolina, - oxazínio e oxazolinío,
- halogenetos de alquila em Cl a C30 ou de arila ou aralquila em C6 a C30 de fórmula RX5 com X = I, BR, Cl,
- halogeneto de ciclo não saturado, carbonado ou heterociclo, notadamente o clorotriazina,
- cloropirimidina, cloroquiinoxalina, clorobenzotriazol,
- halogeneto de sulfonila: RS02C1 ou F, R alquila em Cl a
C30.
A título de ilustração, podem-se citar as moléculas portadoras de funções do grupo FA: - copolímero metil-vinil éter anidrido maleico, em particular
comercializado por exemplo pela empresa ISP sob o nome de Gantrez,
- polimetacrilato de glicidila, em particular comercializado por
Polisciences,
- polidimetilsiloxano de glicidila, em particular comercializado pela empresa Shinetsu (referência X-2Z-173 FX ou DX),
- poliamidoamina epóxi, por exemplo comercializado pela empresa Hercules sob o nome Delsette 101, do Kymène 450 em Hercules,
- epóxi-dextrano,
- polissacarídeos polialdeídos obtidos por oxidação de
polissacarídeos por NaI04 (Bioconjugate Techniques; Hermanson WP, Academic Press, 1996),
a função FB pode ser escolhida entre as funções XHn com X= O, N, S, COO e η= 1 ou 2, notadamente o álcool, amina, tiol e ácido carboxílico.
A título de exemplo, pode-se citar como moléculas portadoras de funções de tipo FB:
- dendrímero PAMAM, em particular comercializado pela empresa Dendritech, DSM, Sigma- Aldrich (STARBURST, PAMAM
DENDRIMER, G (2, O) da empresa DENDRITECH),
dendrímero com funções hidróxi, em particular comercializado pela empresa Perstorp, DSM, (exemplo: HBP TMP core 2 Generation PERSTORP)
- PEI (polietileno-imina), em particular comercializado por BASF, sob o nome de Lupasol,
- PEI-Tiol,
- polilisina, em particular comercializada pela empresa Chisso
- HP celulose, como KLUCELEF da empresa AQUALON),
- amino-dextrano, por exemplo comercializado pela empresa
Carbomer,
- amino-celulose, por exemplo as descritas em WOO1/25283 da empresa BASF,
- PVA (polivinilacetal), por exemple AIRVOL 540 da empresa AIRPRODUCTS CHEMICAL) - amino PVA, por exemplo comercializado pela empresa
Carbomer,
- quitosana,
Estão também compreendidas neste segundo caso, as moléculas podendo reagir por reação de hidrossililação:
I I
-Si —H+ CH2 =CH-W-- -Si-CH — CH — W —
I I
(W representa uma cadeia carbonada ou siliconada por
exemplo).
As precisões sobre os dois ingredientes, as moléculas comerciais acessíveis, as condições de catalisadores e as condições de utilização são descritas no pedido de patente FR 2.910.315.
Em um caso particular, utiliza-se uma molécula já presente sobre a pele, ou excretada pela pele, como reativo ou agente catalisador. Tipicamente, a água, que pode ajudar na reação dos cianoacrilatos por exemplo, ou de certas reações implicando siloxanos. Em um outro caso particular, utiliza-se uma molécula presente
no ar ambiente, como reativo ou agente catalisador. Tipicamente, o oxigênio implicado na reação de reticulação de certos óleos como os óleos secativos, e em particular óleos vegetais secativos, como o óleo de linho, o óleo de madeira da China (ou Cantão), o óleo de oiticica, o óleo de vernônia, o óleo de oeillette, o óleo de grenade, o óleo de calêndula, ou as resinas alquídicas. As reações podem ser aceleradas pelo emprego de catalisadores, como sais de cobalto, manganês, cálcio, zircônio, zinco, estrôncio, chumbo, lítio, ferro, cério, bário, estanho, sob forma por exemplo de octoato, de linoleato, ou de octanoato.
Em um outro caso particular, utilizam-se moléculas que por
rearranjo, vão se ligar umas nas outras. Assim, pode-se utilizar moléculas portando um dissulfeto interno. Por abertura do dissulfeto interno e reação destes dissulfetos, podem-se criar novas ligações covalentes entre as moléculas.
Podem-se utilizar catalisadores para acelerar as reações. Por exemplo, os sais de metais como o manganês, o cobre, o ferro, a platina, os titanatos, ou as enzimas como oxidases ou lacases.
No caso de funções químicas reagindo sobre outra função de mesma natureza ou não, vários modos de aplicação são possíveis.
Por exemplo, todos os ingredientes que reagem são integrados na composição fotorrevelável termicamente estável, ou todos os ingredientes são integrados na composição fotorrevelável termicamente estável com exceção de um ou vários compostos, por exemplo seja um dos compostos, seja um catalisador. Nenhum dos ingredientes pode não ser integrado na composição fotorrevelável termicamente estável, sendo todos aplicados em um ou vários tempos, após aplicação da composição fotorrevelável termicamente estável, e preferivelmente após realização da fotomaquiagem.
Reticulação física
A reticulação pode ser física, graças aos ingredientes capazes de criar ligações físicas sólidas entre as moléculas e conferindo ao material final uma resistência à água. Estas ligações, não covalentes, são de tipo iônicas ou hidrogênios.
A título de exemplo, podem-se citar as misturas com um sal de tipo di- ou polivalente, por exemplo cálcio, zinco, estrôncio ou alumínio.
Por exemplo, pode-se misturar um composto A como um derivado alginato e um composto B como um sal de cálcio. O derivado de alginato por exemplo está contido na composição fotorrevelável termicamente estável. Aplica-se subseqüentemente, sob a forma de pulverizador por exemplo, uma solução aquosa de cloreto de cálcio para provocar a reticulação.
Pode-se ainda citar as moléculas capazes de criar ligações 10
hidrogênio fortes, como, por exemplo, os copolímeros blocos polissiloxanos/poliuréias, e notadamente os de fórmulas:
X-A—C-N-T-N-C- « M H H O O
-z-o-z—ç-g-r-j-e
fl
A-K-Sl-
^x-i—c-n-r-fl-ç-jj-Y-a-c.
OOQ
—lJi
onde:
- R representa um radical hidrocarboneto monovalente de 1 a átomos de carbono, podendo ser substituído por um ou vários átomos de flúor ou de cloro,
- X representa um radical alquileno tendo 1 a 20 átomos de carbono, no qual unidades metileno não vizinhas podem ser substituídas por radicais - O,
- A representa um átomo de oxigênio ou um radical amino-NR'
- Z representa um átomo de oxigênio ou um radical amino -
NR'-,
- R' representa hidrogênio ou um radical alquila tendo 1 a 10 átomos de carbono,
- Y representa um radical hidrocarboneto bivalente, conforme o caso substituído pelo flúor ou o cloro, tendo 1 a 20 átomos de carbono,
- D representa um radical alquileno, conforme o caso substituído por flúor, cloro, alquila em C1--C6 ou éster alquílico em C1-C6,
tendo 1 a 700 átomos de carbono, no qual unidades metileno não vizinhas podem ser substituídas por radicais - O, - COO-, - OCO- ou - OCOO-,
- η é um número indo de 1 a 4000,
- a é um número de pelo menos 1,
- b é um número indo de 0 a 40, - c é um número indo de 0 a 30, e
- d é um número superior a 0.
Precisões sobre as funções, as moléculas comercialmente acessíveis e as condições de realização são dadas na patente EP 759.812.
Compostos de reticulação levando à formação de um
revestimento especialmente resistente
Quer seja por reticulação química ou física, podem-se escolher os compostos de reticulação de modo que eles assegurem a melhor resistência possível, notadamente à água e à umidade. Assim, podem-se realizar revestimentos muito hidrofóbicos e
isto, notadamente, para tratar as partes do corpo que transpiram mais, como o busto ou as axilas, por exemplo.
Por exemplo, emprega-se um primeiro ingrediente reativo FA de tipo polióis, como, por exemplo, um derivado de celulose, e um segundo ingrediente reativo de FB, de tipo perfluoroalquiltrietoxissilano. Neste caso preciso, realiza-se a aplicação em dois tempos. O poliol é introduzido na composição fotorrevelável termicamente estável. Aplica-se sobre a composição fotorrevelável termicamente estável uma composição de recobrimento contendo o ingrediente FB. Por exemplo ainda, emprega-se um sistema capaz de dar um
revestimento reticulado, e contendo também partículas hidrofóbicas. Uma ilustração destas associações é a associação de partículas hidrofóbicas com tecnologias de condensação ou de hidrossililação tais como foram descritas na patente FR 2.910.315. As partículas sólidas utilizáveis podem ser de origem mineral ou orgânica, porosas ou não porosas, coloridas ou não coloridas. Elas podem ser de morfologia qualquer, preferivelmente esférica. As partículas podem ser naturalmente hidrofóbicas, o que é o caso do pó de PTFE por exemplo ou podem ser tornadas hidrofóbicas por envoltórios, notadamente hidrocarbonetos, siliconados, fluorados ou ainda fluorossiliconados. Pode-se também realizar revestimentos conduzindo a uma melhor resistência ao sebo e aos corpos graxos, à base de óxido ou sais de zinco por exemplo, ou revestimentos tornados mais resistentes ao alongamento ou à ruptura. Estas melhorias podem ser úteis para aplicações sobre as partes do corpo mais sujeitas aos movimentos, como os lábios, as mãos, as axilas, o pescoço ou todas as zonas próximas das articulações.
A resistência ao alongamento pode ser adquirida pelo emprego de ingredientes de reticulação dando, por exemplo, um material de caráter elastomérico. Pode-se também integrar na ou nas composições compostos não reativos, conduzindo um caráter elastomérico, por exemplo um polímero elastômero como, por exemplo, um látex natural desproteinado, ou fibras.
Um caso particular é impregnar com os ingredientes de reticulação um pano tecido ou não tecido. Pode-se afixar sobre a pele, antes durante ou após a aplicação da composição de fotomaquiagem, um pano tecido ou não tecido. A impregnação da composição no tecido proporciona uma resistência mecânica.
Pode-se também realizar uma associação de tecido e de composição de fotomaquiagem, depois, uma vez realizada, aplicar o mesmo sobre a pele, com ou sem a ajuda de um adesivo. Pode-se integrar, nas composições, ativos lubrificantes e
notadamente ativos lubrificantes sólidos como o nitreto de boro ou de alumínio, por exemplo.
Pode-se também integrar cargas sólidas, e notadamente cargas hidrofílicas ou tornadas hidrofílicas, tais como as partículas de óxido de metais, hidróxidos de metais, carbonatos de metais ou partículas orgânicas. Estas cargas podem conferir uma resistência adicional à abrasão.
Camada de recobrimento formando camada de desgaste
A camada de revestimento pode formar o material de proteção mecânico acima da camada de composição fotorrevelável termicamente estável e agir como uma camada de desgaste.
Neste caso, a camada de revestimento é com vantagem coesiva após evaporação dos eventuais solventes e pode ser aplicada antes ou após a irradiação.
Entende-se por coesiva, o fato que a camada resiste aos
contatos. Por exemplo, se se aproximar uma sonda plana de 1 cm2 de superfície da camada de revestimento, de modo que ela entre em contato com uma pressão de 10 N/cm , depois que se retira após um tempo de contato de 5 segundos a sonda, esta não deve carregar matéria. Assim, são excluídos os compostos oleosos.
A camada de revestimento não é adesiva uma vez evaporados os solventes. Entende-se por não adesiva o fato que a camada não oferece resistência à retirada. Por exemplo, caso se aproxime da camada uma sonda plana de superfície de 1 cm2, de modo que ela entre em contato com uma pressão de 10 N/cm2, depois que se retira a mesma após um tempo de contato de 5 segundos, esta não deve demandar força de resistência no momento da retirada. Assim, são excluídos os compostos ditos PSA (pressure sensitive achesive - adesivo sensível à pressão).
O material formando a camada de revestimento pode apresentar um módulo de elasticidade inferior a 500MPa e superior a IOOkPa, preferivelmente entre 200 MPa e IMPa.
A sua espessura média é de, pelo menos, 1 μιη, se possível pelo menos 2 μιη se o material apresenta um módulo de elasticidade superior a IOMPa. Sua espessura média é de, pelo menos, 2 μπι, se possível pelo menos 5 μπι se o material apresenta um módulo de elasticidade inferior a 10 MPa.
No caso em que o material formando a camada de revestimento é elastomérico, ou seja apresentando uma deformação máxima de pelo menos 400% antes de ruptura e apresentando uma recuperação elástica de pelo menos 90% após um tempo de espera de 1 minuto, a espessura média é preferivelmente de, pelo menos, 1 μπι, ainda que o módulo de elasticidade seja inferior a 10 MPa.
Entende-se por recuperação elástica, o nível de retorno ao seu comprimento inicial, de um corpo de prova após uma tração de 40% depois relaxamento da tensão. Assim, se o comprimento inicial do corpo de prova é L0, e o comprimento após tração de 40% e relaxamento da tensão é L (t), a recuperação R (t) ao momento t, contado após o relaxamento, é igual a:
100* (1- (L (t) - L0) /L0) /0,4). Assim, se L(t)=L0, então R(t)=l 00.
Se Uty= 1,4*L0, então R(t) = 0
O teste de recuperação é realizado preparando, primeiro, um corpo de prova de cerca de 200μιιι de espessura, de 6 cm de comprimento, e 1 cm de largura. Se necessário, o corpo de prova é eventualmente realizado sobre um filme de suporte cujo impacto mecânico é julgado fraco em relação às propriedades mecânicas do corpo de prova.
O corpo de prova é submetido a uma tração de 40% do seu comprimento na velocidade de 0,1 mm/s. Depois a tensão é relaxada, e espera-se 1 minuto.
Preferivelmente, a camada de revestimento é aplicada com um
solvente principal, diferente do utilizado para a camada de composição fotorrevelável termicamente estável. No entanto, esta condição pode ser contornada notadamente no caso da utilização, para a camada de composição fotorrevelável termicamente estável, de compostos reticulantes ou coalescentes.
Por exemplo, se a camada de composição fotorrevelável termicamente estável contém um látex de Tg < 40°C e água por exemplo, a camada de revestimento pode também ser à base de água.
Se a camada de composição fotorrevelável termicamente estável contém um solvente e um composto capaz de reticular, como, por exemplo, os descritos previamente, a camada de revestimento pode conter o mesmo solvente.
Para ajudar na boa realização da camada de revestimento, pode-se fornecer, antes da sua aplicação, uma irradiação luminosa ou calor, por exemplo. Pode-se também depositar uma camada intermediária feita por exemplo de uma resina ou qualquer outro produto auxiliando a adesão, como, por exemplo, um adesivo ou alguns pós, notadamente os que, por sua granulometria, ajudam a camada superior a agarrar-se. Pode-se prover, após a aplicação da camada de revestimento,
uma irradiação luminosa ou calor.
A camada de revestimento pode ser eliminada progressivamente. Assim, a camada de fotomaquiagem não é alterada no tempo e permite à fotomaquiagem conservar totalmente sua precisão. Ingredientes da camada de revestimento formando camada de
desgaste
Os compostos podendo entrar na realização de tal camada de revestimento são os polímeros, por exemplo os poli (met-) acrílicos, poli (met-) acrilatos, poliuretanos, poliésteres, poliestirenos ou copolímeros sob forma solúvel ou dispersada, por exemplo escolhidos entre o Mexomer, o ultrahold Strong DR 25, o 28-29-30, o Gantrez, o Amerhold DR 25, o anfômero, o Luviset Si Pur, o AQ 38 ou AQ 48.
Os polímeros podem portar grupos laterais ou terminais para ajustar sua dureza. Por exemplo, o material formando a camada de recobrimento pode comportar polímeros acrilatos com funções siliconadas, como o VS 80 por exemplo.
Os polímeros podem ser polímeros naturais ou polímeros naturais alterados, por exemplo dos polímeros poliósicos, como gomas de guar, gomas de alfarroba, derivados de celulose, como o HPMCP ou » proteínas.
Os polímeros podem ser polímeros hidrocarbonados.
Os polímeros podem ser silicones, como gomas de silicone por
exemplo.
Como a maior parte dos polímeros não tem sempre as
qualidades intrínsecas para dar a duração necessária, pode ser útil acrescentar um plastificante.
Além dos plastificantes comumente utilizados, por exemplo éter de glicol éter monometílico de tropopileno glicol (denominado PPG3 éter metílico pela empresa DOW CHEMICAL) ou glicerina, pode-se incluir alguns solventes não voláteis, como o carbonato de propileno, álcoois, óleos siliconados ou carbonados.
As quantidades de plastificantes são calculadas em função do polímero e as suas qualidades intrínsecas. Tipicamente (% em relação ao peso
de polímero):
r
Eter de glicol Glicerina
Ultrahold Strong DR 25 (BASF) 5% 10%
Mexomer (Cimex) 4% 8%
AQ 48 (EastmanChemicals) 1% 2%
Luviset Si Pur (BASF) 3% 5%
VS 80(3M) 5% 10%
Podem-se incluir, na composição, partículas, minerais ou orgânicas, podendo prolongar a duração de vida da camada de desgaste sem no entanto fazer a mesma perder suas qualidades. As partículas não afetam a pele, mas podem no entanto provocar fenômenos de formação de escamas ou o aparecimento de pequenas bolas. Assim, preferivelmente, não se excede uma concentração mássica de 40% em partículas (excluindo partículas podendo coalescer).
Podem-se incluir agentes de reologia que ajudam a aplicação. Podem-se também incluir agentes de espalhamento como tensoativos ou alguns solventes de temperatura de ebulição compreendida entre 80 e 200°C. Estes solventes apresentam a vantagem de retardar o endurecimento da composição, ao se eliminar com o tempo.
Concentrações e espessuras após secagem
As concentrações dos diferentes ingredientes podem ser ajustadas de modo que as espessuras após secagem estejam, levando em conta as quantidades aplicadas, de acordo com as especificações dadas acima.
Por exemplo, supondo que se aplica 20 mg/cm2 de composição fluida a estender, que a composição contenha 10% de matéria seca, pode-se depositar cerca de 2 mg/cm2. Se a densidade é de cerca de 1, isto corresponde a uma espessura de cerca de 20 μηι.
Em um outro exemplo, se se supor que se pulveriza a 30 cm do rosto durante 4s uma composição em aerossol contendo 20% de matéria seca, deposita-se cerca de 0,4g a 400 cm 2, ou seja 1 mg por cm2. Se a densidade é de cerca de 1, a espessura da camada assim depositada será de cerca de 1 Ομηι.
Assim, de acordo com os modos de aplicação e as formas galênicas, as concentrações em matéria seca podem ir de 1 a 50%.
A composição de revestimento pode ser seca. Outros ingredientes
Além dos ingredientes já mencionados, cada composição pode conter ingredientes permitindo ou ajudando o espalhamento sobre as matérias queratínicas, mais particularmente a pele, proporcionando um cuidado, um conforto, por exemplo um odor ou uma maciez, ajudando na eliminação quando da lavagem, por exemplo um ou vários tensoativos, limitando a penetração dos ingredientes na pele, por exemplo adstringentes, ou levando a outras funcionalidades cosméticas, por exemplo hidratação, cor, brilho e/ou limitando os impactos da filtração UV, por exemplo um autobronzeador ou um ativador da vitamina D. Remoção da maquiagem
Durante a remoção da maquiagem, o usuário pode deixar vestígios de composição fotorrevelável termicamente estável não revelada. Ora, estes vestígios podem ser levados a se revelar em seguida, por exemplo após algumas horas passadas a luz ambiental. Neste momento, pode ser difícil para o usuário proceder a um complemento de remoção da maquiagem.
Para remediar este problema, pode ser vantajoso aplicar durante ou após a remoção da maquiagem, pelo menos um agente óptico formando uma tela de proteção a pelo menos a um comprimento de onda λ servindo para revelar a composição fotorrevelável termicamente estável.
Pode-se re-aplicar tal agente óptico várias vezes em seguida, conforme o caso.
O agente óptico pode pertencer a uma composição removedora
de maquiagem.
Por "formar tela de proteção ao comprimento de onda λ", é
necessário compreender que o agente óptico atenua, pelo menos, em um fator de 2 a radiação de comprimento de onda λ, a medida sendo efetuada por meio de um aparelho apto a medir o espectro de absorção ao restringir a luz de irradiação a uma zona de comprimento de onda centrada em torno de λ, como detalhado acima. A aplicação durante e melhor, após, remoção da maquiagem do agente óptico impede a revelação dos vestígios de agente fotorrevelável e diminui o risco de manchar as matérias queratínicas ou o vestuário.
As matérias queratínicas não precisam ser lavadas na hora após a aplicação do agente óptico. Quando mais tarde o usuário proceder a uma lavagem, os vestígios de agente fotorrevelável não revelado e protegidos pelo agente óptico poderão ser eliminados.
Outra vantagem ligada à aplicação do agente óptico é que se evita, no momento em que se realiza uma nova fotomaquiagem, que certas partes não reveladas da precedente fotomaquiagem e ainda presentes sejam reveladas quando da exposição à radiação utilizada para realizar a nova fotomaquiagem.
O agente óptico pode ser aplicado após a remoção da maquiagem. O agente óptico pode também entrar na formulação de uma composição removedora de maquiagem utilizada para a remoção da maquiagem.
O comprimento de onda λ pode pertencer ao espectro UV ou UV próximo (290 nm a 400 nm), notadamente no intervalo indo de 320 nm a 440 nm.
A composição removedora de maquiagem pode ser um
produto de remoção da maquiagem clássico á base de tensoativos, ou um produto de remoção da maquiagem particular, adaptado aos compostos da composição fotorrevelável termicamente estável, e pode comportar um solvente, por exemplo o acetato de etila ou de butila, a acetona, o etanol e as suas misturas, e mais geralmente qualquer solvente escolhido entre os solventes orgânicos cosmeticamente aceitáveis (tolerância, toxicologia e tato aceitáveis). Estes solventes orgânicos podem representar de 0% a 98% do peso total da composição. Eles podem ser escolhidos no grupo constituído pelos solventes orgânicos hidrofílicos, os solventes orgânicos lipofílicos, os solventes anfifílicos ou suas misturas. Entre os solventes orgânicos hidrofílicos, pode-se citar por exemplo os monoálcoois inferiores lineares ou ramificados tendo 1 a 8 átomos de carbono como o etanol, o propanol, o butanol, o isopropanol, o isobutanol; polietileno glicóis tendo de 6 a 80 óxidos de etileno; polióis tal que o propileno glicol, o isopreno glicol, o butileno glicol, o glicerol, o sorbitol; os mono- ou di-alquila de isosorbida, cujos grupamentos alquila tem de 1 a 5 átomos de carbono; os éteres de glicol como o dietileno glicol mono-metil ou mono-etil éter e os éteres de propileno glicol como o éter metiIico de dipropileno glicol.
Como solventes orgânicos anfifílicos, podem-se citar polióis tais como os derivados de polipropileno glicol (PPG) como os ésteres de polipropileno glicol e de ácido graxo, PPG e álcool graxo, como o PPG-23 éter oleiílico e o oleato de PPG-36. Como solventes orgânicos lipofílicos, podem-se citar por exemple os ésteres graxos, como o adipato de diisopropila, o adipato de dioctila, os benzoatos de alquila, o miristato de isopropila, o palmitato de isopropila, o estearato de butila, o laurato de hexila, o isononanoato de isononila, o palmitato de 2-etil hexila, o laurato de 2-hexil- decila, o palmitato de 2-octil-decila, o miristato de 2-octil-dodecila, o sucinato de di-(etil-2-hexila), o malato de diisostearila, o lactato de 2-octil-dodecila, o triisostearato de glicerina, o triisostearato de diglicerina.
A composição removedora de maquiagem pode ainda
comportar:
- um óleo, por exemplo sob a forma de microemulsão,
- um agente de pH se os compostos utilizados para manter os agentes fotorreveláveis sobre a pele são sensíveis ao pH, como é o caso do
carbopol por exemplo, ou
- um líquido iônico.
Entre os tensoativos aniônicos que podem ser utilizados sozinhos ou em mistura na composição removedora de maquiagem, podem-se citar em particular os sais alcalinos, os sais de amônio, os sais de aminas ou os sais de álcoois aminados dos compostos seguintes: os alquil sulfatos, alquil éter sulfatos, alquil amidas sulfatos e éteres sulfatos, alquil arilpoliéter sulfatos, monoglicerídeos sulfatos, alquil sulfonatos, alquil amidas sulfonatos, alquil arilsulfonatos, α-olefinas sulfonatos, parafinas sulfonatos, alquil- sulfossucinatos, alquil éter sulfossucinatos, alquil amidas sulfossucinatos, alquil sulfossucinamatos, alquil sulfoacetatos, alquil poliglicerol carboxilatos, alquil fosfatos/alquil éter fosfatos, acilsarcosinatos, alquil polipeptidatos, alquil amidopolipeptidatos, acilisetionatos, alquil lauratos.
O radical alquila ou acila em todos os compostos designa geralmente uma cadeia de 12 a 18 átomos de carbono.
Pode-se também citar os sabões e os sais de ácidos graxos como os ácidos oléico, ricinoléico, palmitico, esteárico, os ácidos de óleo de copra ou óleo de copra hidrogenado e notadamente os sais de aminas como os estearatos de aminas; os acil lactilatos cujo radical acila compreende 8-20 átomos de carbono; os ácidos carboxílicos de éteres poliglicólicos respondendo à fórmula:
Alk- (OCH2-CH2)n-OCH2-COOH sob forma ácida ou salificada, onde o substituinte Alk corresponde a uma cadeia linear tendo de 12 a 18 átomos de carbono e onde η é um número inteiro compreendido entre e 15.
Entre os tensoativos não iônicos que podem ser utilizados sozinhos ou em mistura, pode-se citar em particular: os álcoois, os alquilfenóis e ácidos graxos polietoxilados, polipropoxilados ou poliglicerolados, com cadeia graxa comportando de 8 a 18 átomos de carbono; os copolímeros de óxidos de etileno et de propileno, condensados de óxido de etileno e de propileno sobre os álcoois graxos, as amidas graxas polietoxiladas, as aminas graxas polietoxilados, as etanolamidas, os ésteres de ácidos graxos de glicol, os ésteres de ácidos graxos de sorbitano oxietilenados ou não, os ésteres de ácidos graxos de sacarose, os ésteres de ácidos graxos de polietilenoglicol, os triésteres fosfóricos, os ésteres de ácidos graxos de derivados de glicose, os alquilpoliglicosídeos e as alquilamidas de açúcares aminados, os produtos de condensação de um α-diol, de um monoálcool, de um alquil fenol, de uma amida ou de uma diglicolamida com o glicidol ou um precursor de glicidol.
A composição removedora da maquiagem contendo o agente óptico pode ser formulada de forma a permitir ao agente óptico depositar-se quando do enxágue, por exemplo por efeito de co-acervação, este efeito podendo ser obtido por exemplo utilizando tensoativos e polímeros de ionicidade complementares, por exemplo PC/PA, TC/TA, TC/PA, TA/PC, com eventualmente tensoativos anfotéricos e não iônicos para facilitar o depósito. Os PC são tipicamente compostos como as gomas de guar catiônicas (Jaguar C13S por exemplo) ou compostos artificiais, como o JR 400 ou o ioneno. Os TC são tipicamente compostos cadeias quaternárias (e em particular grupos trimetilamônio) e cadeia graxa (C6 a C30). Os PA podem ser polímeros multianiônicos como polímeros ou copolímeros acrilatos ou metacrilatos ou polímeros com grupos sulfônicos. Os TA são tensoativos aniônicos como tensoativos carboxílicos ou sulfato ou sulfônico (LES, LS).
A composição removedora de maquiagem pode ser aplicada com a ajuda de qualquer suporte adaptado, notadamente capaz de absorvê-la, por exemplo um disco fibroso removedor de maquiagem, por exemplo um pano tecido ou não tecido, um feltro, algodão, uma película em flocos, uma esponja, um paninho, o suporte utilizado para a remoção da maquiagem é com vantagem eliminado após a operação de maquiagem.
A composição removedora de maquiagem pode estar contida em um recipiente e retirada progressivamente a cada remoção da maquiagem. Em variante, a composição removedora de maquiagem impregna o suporte utilizado para a remoção da maquiagem, o suporte podendo, neste caso, estar acondicionado, por exemplo, em uma embalagem estanque. Após a utilização da composição removedora de maquiagem, as matérias queratínicas não precisam ser enxaguadas. Em variante, podem elas podem ser. O enxágue pode ser efetuado, por exemplo, em água corrente, sem adição de um sabão. Exemplos propostos As proporções indicadas são em massa Fórmula 1 (composição fotocrômica)
Diarileteno * 0,8%
(1,2-BIS (2,4-DIMETIL-5-FENIL-3-TIENIL) - 3,3,4,4,5,5- HEXAFLUOROCICLOPENTENO) 4% qs 100%
F^ZyF
fA—/F
Ν—/ \—N
cAX^o
Fórmula 2 (composição fotoprotetora destinada a formar a camada de base):
Parsol 1789 (filtro solar não fotoestável) 5%
Acetatodeetila qs 100%
Introduz-se esta mistura de filtro e o solvente em um aerossol, pressurizado com DME (65/35).
Negativo
Pode-se criar um negativo para a fotomaquiagem do seguinte modo. Realiza-se um arquivo PowerPoint® representando um tabuleiro onde cada quadrado tem cerca de 3 mm de lado. Em seguida, imprime-se este arquivo sobre uma transparência com uma impressora laser. A transparência quando não é impressa, deixa passar o UV na banda de ativação UVA, em torno de 365 nm.
Irradiador
O irradiador UV utilizado é por exemplo uma lâmpada de Wood, vendida pela empresa Bioblock Scientific, de referência VL 6L que emite mais ou menos 6W sobre cerca de 75 cm-, em torno de 365 nm. A potência recebida, medida com medidor de watts, é 2,25 mW por cm2 a 3 cm do aparelho.
Testes
Os testes são realizados em luz ambiente em uma sala fechada.
Utiliza-se como suporte de fotomaquiagens cabeças de plástico
Celulose Acetona destinadas aos testes de penteado, por exemplo, cabeças maleáveis de marca Suzy, disponíveis junto à empresa Cosmey Internacional.
Aplica-se sobre estas cabeças as composições que se deixa secar um minuto.
Deposita-se o negativo sobre a superfície mantendo-a com a mão, depois aproxima-se o irradiador a cerca de 3 cm da superfície. Irradia-se durante t segundos, correspondendo a uma energia recebida de cerca de 2,25 t mJ/cm2.
Avalia-se a qualidade da fotomaquiagem a olho nu, tomando cuidado de olhar a qualidade do motivo no tabuleiro.
Após a remoção da maquiagem com água com sabão, observa- se a cor residual colocando primeiro a cabeça de plástico em uma peça iluminada. Coloca-se em seguida a cabeça de plástico durante cerca de 1 hora em luz externa.
Teste 1:
Realiza-se uma primeira fotomaquiagem aplicando a fórmula 1 diretamente sobre a pele, o suporte da cabeça de plástico, deixando secar 1 minuto, depois iluminando a zona com o irradiador UV com, sobre a pele, o negativo representando o motivo a reproduzir. A irradiação leva cerca de 10 segundos e emite 22,5 mJ/cm2.
Teste 2:
Realiza-se uma segunda fotomaquiagem idêntica à precedente, com a diferença que se pulveriza a fórmula 2 dez minutos antes de aplicação da composição fotocrômica.
Deixam-se as duas fotomaquiagens em ambiente de iluminação interna de casa, durante 24 horas, depois removem-se as mesmas com uma composição aquosa de tensoativo não iônico e deixa-se 1 hora em luz externa. Nota-se que certas zonas ficam um pouco coloridas no caso do teste 1. Inversamente, nenhuma zona fica colorida no caso do teste 2. A invenção não é limitada aos exemplos descritos.
Por exemplo, a primeira composição servindo para formar a camada de base pode eventualmente ser utilizada uma segunda vez sendo aplicada sobre a camada de composição fotorrevelável termicamente estável, como camada fotoprotetora. Esta aplicação pode ocorrer antes da irradiação servindo para realizar a fotomaquiagem, ou após. Quando a aplicação ocorre antes, a exposição é mais longa e/ou realizada com uma fluência maior para compensar a absorção resultante da presença desta camada sobre a camada de composição fotorrevelável termicamente estável.
Outras zonas do corpo, além do rosto, podem ser tratadas.
Todos os exemplos que fazem referência a um tratamento do rosto valem igualmente para tratar outras regiões.
A expressão "comportando um" deve ser compreendida como sinônimo de "comportando pelo menos um".

Claims (15)

1. Processo de fotomaquiagem das matérias queratínicas humanas, caracterizado pelo fato de que: a) aplica-se sobre as matérias queratínicas uma camada de base de uma primeira composição contendo pelo menos um agente óptico capaz de formar uma tela de proteção a um comprimento de onda λ, pelo menos temporariamente, b) aplica-se sobre a camada de base uma segunda composição fotorrevelável termicamente estável revelável por exposição a uma radiação pelo menos de comprimento de onda λ.
2. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o agente óptico é um filtro solar não fotoestável, de índice de fotoestabilidade inferior ou igual a 80%.
3. Processo de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que o filtro solar tendo inicialmente um poder filtrante F frente à radiação UV solar superior ou igual a 2, melhor 5 ou 10.
4. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que a camada de base é aplicada sobre uma superfície mais estendida do que a composição fotorrevelável termicamente estável.
5. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que a camada de base é aplicada sobre a pele.
6. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que a composição fotorrevelável termicamente estável comporta um agente fotorrevelável termicamente estável.
7. Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato de que o agente fotorrevelável é escolhido entre os diariletenos e as fiilgidas.
8. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que o comprimento de onda λ pertence ao espectro UV ou UV próximo.
9. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 8, caracterizado pelo fato de que a camada de base é não aquosa e a composição fotorrevelável termicamente estável é aquosa, ou inversamente.
10. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizado pelo fato de que a composição fotorrevelável termicamente estável é revelada com a ajuda de um formador de imagem matricial endereçável.
11. Conjunto caracterizado pelo fato de comportar, no núcleo de um mesmo condicionamento: - uma primeira composição a aplicar sobre as matérias queratínicas, para formar uma camada de base, contendo pelo menos um agente óptico capaz de formar uma tela de proteção a um comprimento de onda λ pertencendo ao intervalo indo de 280 nm a 440 nm, melhor de 320 nm a 440 nm, a primeira composição comportando um filtro solar não fotoestável, de índice de fotoestabilidade inferior ou igual a 80%. - uma segunda composição, fotorrevelável termicamente estável, a aplicar sobre a camada de base.
12. Conjunto de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que a composição fotorrevelável termicamente estável comporta um agente fotorrevelável termicamente estável.
13. Conjunto de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que o agente fotorrevelável é escolhido entre os diariletenos e as fulgidas.
14. Conjunto de acordo com qualquer uma das reivindicações lia 13, caracterizado pelo fato de que a primeira composição é não aquosa e a composição fotorrevelável termicamente estável é aquosa, ou inversamente.
15. Conjunto de acordo com qualquer uma das reivindicações lia 14, caracterizado pelo fato de comportar um irradiador capaz de emitir seletivamente no UV e/ou no visível.
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