BRPI1003240B1 - Compositions for treatment of dental sensitivity and non-therapeutic method for treatment of sensitive teeth - Google Patents

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Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "COMPOSIÇÕES PARA TRATAMENTO DA SENSIBILIDADE DENTAL E MÉTODO NÃO TERAPÊUTICO PARA TRATAMENTO DE DENTES SENSÍVEIS".
CAMPO DA INVENÇÃO A presente invenção refere-se a composições para tratamento da sensibilidade dental, que têm uma afinidade por dentina e causam a efetiva oclusão de túbulos dentinais abertos.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Muitas pessoas sofrem de sensibilidade nos dentes, e essa condição é frequentemente chamada de hipersensibilidade dentinal, que é um problema comum na população adulta. Isso é definido como uma dor temporária oriunda de dentina exposta, tipicamente em resposta a estímulos químicos, térmicos, táteis ou osmóticos, e que não pode ser explicada por qualquer outro defeito ou patologia dental. A erosão da superfície externa (esmalte) dos dentes e/ou retração gengival frequentemente resulta na exposição de túbulos dentinais, resultando em rotas entre a cavidade bucal e as fibras nervosas presentes na polpa. Foi demonstrado in vivo que existe um gradiente de pressão através da dentina, o quai causa um fluxo de fluidos para fora. Esse fluxo de fluidos é perturbado ou aumenta em resposta a estímulos táteis, térmicos (calor ou frio) e osmóticos (altos teores de açúcar etc.) que, acredita-se, resultam em uma resposta dos mecanorre ceptores nas fibras nervosas da polpa, que é detectada como dor. Dessen-sibilizantes dos nervos e agentes oclusores de túbulos dentinais têm sido usados para tratar a sensibilidade dental. Pastas dentais especiais, que contém nitrato de potássio e/ou bíovidro, fosfato de cálcio amorfo etc., são regularmente usadas por consumidores sofrendo de sensibilidade dentinal. Um outro agente oclusor que também é usado para tratar a sensibilidade dental é o oxalato de potássio. Nenhum desses agentes oclusores, porém, é completamente eficaz na mitigação da sensibilidade dentinal, já que a oclusão eficaz dos túbulos dentinais depende de diferentes variáveis. Existe, portanto, uma necessidade contínua por composições para tratamento da sensibilidade dental, que tenham uma afinidade otimizada pela dentina e que efetivamente ocluam os túbulos dentinais.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Descobriu-se que o supracitado objetivo pode ser alcançado mediante a seleção de compostos específicos que proporcionem uma barreira protetora para os dentes e/ou efetivamente ocluam os túbulos den-tinais expostos, diminuindo assim a sensibilidade dos dentes. Em certas modalidades, a presente invenção apresenta uma composição bucal compreendendo: a) pelo menos um composto de fórmula I M1-A-M2-B-M3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalente, M2 é um metal polivalente ou um óxido metálico, e A e B são independentemente selecionados do grupo consistindo emconsistindo em diácidos, triácidos e tetra-ácidos C2 - C6, b) opcionalmente, um sabor, c) opcionalmente, um adoçante, d) opcionalmente, um tampão de pH, e e) pelo menos um solvente oralmente aceitável, em que a composição bucal tem um pH maior que (ou de pelo menos) 2,0 (ou cerca de 2).
Em outras modalidades, as composições da presente invenção referem-se a uma composição bucal, compreendendo: a) pelo menos um composto de fórmula I M1-A-M2-B-M3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalente, M2 é um metal polivalente ou um óxido metálico, e A e B são independentemente selecionados do grupo consistindo em diácidos, triácidos e tetra-ácidos C2 - C6, e b) pelo menos um solvente oralmente aceitável, em que a composição é substancialmente isenta de água.
Em ainda outras modalidades, as composições da presente invenção referem-se a composições bucais compreendendo: a) pelo menos um composto de fórmula I Μ1-Α-Μ2-Β-Μ3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalente, M2 é um metal polivalente ou um óxido metálico, e A e B são independentemente selecionados do grupo consistindo em diácidos, triácidos e tetra-ácidos C2 - C6, b) pelo menos um agente dessensibilizante adicional, e c) pelo menos um solvente oralmente aceitável.
Em outra modalidade, as composições da presente invenção se referem a um método para tratamento de dentes sensíveis, compreendendo as etapas de aplicar aos mesmos, durante pelo menos duas aplicações consecutivas, uma composição que compreende: a) pelo menos um composto de fórmula I M1-A-M2-B-M3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalenteum metal monovalente ou divalente, M2 é um metal polivalente ou um óxido metálico, e A e B são independentemente selecionados do grupo consistindo em diácidos, triácidos e tetra-ácidos C2 - C6, e b) pelo menos um solvente oralmente aceitável, em que as aplicações são espaçadas em não mais que (ou menos que) 12 (ou cerca de 12) horas entre si.
Em ainda outra modalidade, as composições da presente invenção se referem a um método para oclusão de túbulos dentinais dos dentes, compreendendo as etapas de aplicar aos dentes, durante pelo menos duas aplicações consecutivas, uma composição que compreende: a) pelo menos um composto de fórmula I M1-A-M2-B-M3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalenteum metal monovalente ou divalente, M2 é um metal polivalente ou um óxido metálico, e A e B são independentemente selecionados do grupo consistindo em diácidos, triácidos e tetra-ácidos C2 - Ce, e b) colocar os dentes em contato com a composição durante pelo menos (ou mais que) 10 (ou cerca de 10) segundos em que os túbulos são pelo menos (ou mais que) cerca de 5% ocluídos.
Em ainda outra modalidade, as composições da presente invenção se referem a um método para oclusão de túbulos dentinais dos dentes, compreendendo as etapas de aplicar aos dentes, durante pelo menos duas aplicações consecutivas, uma composição que compreende: a) pelo menos um composto de fórmula I M1-A-M2-B-M3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalente, M2 é um metal polivalente ou um óxido metálico, e A e B são independentemente selecionados do grupo consistindo em diácidos, triácidos e tetra-ácidos C2 - C6, e b) colocar os dentes em contato com a composição, na presença de cálcio, durante pelo menos 20 segundos em que o composto forma um precipitado com o cálcio sobre os dentes ou próximo aos mesmos, de modo que pelo menos (ou mais que) 30% (ou cerca de 30%) do precipitado formado permaneça nos dentes após sonicação durante 2 (ou cerca de 2) minutos.
Em outra modalidade, as composições da presente invenção se referem a um método para deposição de um precipitado sobre os dentes e/ou os túbulos dentinais dos dentes, compreendendo as etapas de aplicar aos dentes, durante pelo menos duas aplicações consecutivas, uma composição que compreende: a) pelo menos um composto de fórmula I M1-A-M2-B-M3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalente, M2 é um metal polivalente ou um óxido metálico, e A e B são independentemente selecionados do grupo consistindo em diácidos, triácidos e tetra-ácidos C2 - C6, e b) colocar os dentes em contato com a composição na presença de cálcio durante pelo menos (ou mais que) 20 (ou cerca de 20) segundos em que M2 está presente no precipitado a uma concentração de pelo menos (ou mais que) 5% (ou cerca de 5%) do precipitado depositado. BREVE DESCRIÇÃO DAS FIGURAS A figura 1 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada após 7 tratamentos com formulação de oxalato de potássio a 0,5%, e mostrando um mínimo de precipitação de oxalato sobre a superfície da lasca de dentina e/ou oclusão do túbulo dentinal após o tratamento. A figura 2 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada após 14 tratamentos com formulação de oxalato de potássio a 0,5%, e mostrando um mínimo de precipitação de oxalato sobre a superfície da lasca de dentina e/ou oclusão do túbulo dentinal após o tratamento. A figura 3 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada após 21 tratamentos com formulação de oxalato de potássio a 0,5%, e mostrando um mínimo de precipitação de oxalato sobre a superfície da lasca de dentina e/ou oclusão do túbulo dentinal após o tratamento. A figura 4 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada após 28 tratamentos com formulação de oxalato de potássio a 0,5%, e mostrando um mínimo de precipitação de oxalato sobre a superfície da lasca de dentina e/ou oclusão do túbulo dentinal após o tratamento. A figura 5 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada após 7 tratamentos com formulação de oxalato de óxido de potássio e titânio a 0,5%, mostrando uma substancial precipitação de oxalato de óxido de titânio sobre a superfície da lasca de dentina e/ou uma oclusão virtualmente completa dos túbulos dentinais após o tratamento. A figura 6 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada após 14 tratamentos com formulação de oxalato de óxido de potássio e titânio a 0,5%, mostrando uma substancial precipitação de oxalato de óxido de titânio sobre a superfície da lasca de dentina e/ou uma oclusão virtualmente completa dos túbulos dentinais após o tratamento. A figura 7 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada após 21 tratamentos com formulação de oxalato de óxido de potássio e titânio a 0,5%, mostrando uma substancial precipitação de oxalato de óxido de titânio sobre a superfície da lasca de dentina e/ou uma oclusão virtualmente completa dos túbulos dentinais após o tratamento. A figura 8 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada após 28 tratamentos com formulação de oxalato de óxido de potássio e titânio a 0,5%, mostrando uma substancial precipitação de oxalato de óxido de titânio sobre a superfície da lasca de dentina e/ou uma oclusão virtualmente completa dos túbulos dentinais após o tratamento. A figura 9 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada antes do tratamento com uma formulação que tem os mesmos ingredientes daquelas usadas para tratar as lascas de dentina das figuras 1 a 8, porém isenta de oxalato de potássio ou oxalato de óxido de potássio e titânio, e não mostrando qualquer alteração na precipitação sobre a superfície da lasca de dentina e/ou na oclusão do túbulo dentinal antes do tratamento e após o tratamento. A figura 10 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída, tomada após 28 tratamentos com uma formulação que tem os mesmos ingredientes daqueles usados para tratar as lascas de dentina das figuras 1 a 8, porém isenta de oxalato de potássio ou oxalato de óxido de potássio e titânio, e não mostrando qualquer alteração na precipitação sobre a superfície da lasca de dentina e/ou na oclusão do túbulo dentinal antes do tratamento e após o tratamento. A figura 11 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída que foi submetida a 28 tratamentos com uma formulação contendo oxalato de potássio a 0,5% (formulação B) e, então, sonicada durante 2 minutos com o uso de um sonicador em pulso normal. A figura 12 é uma imagem obtida por microscópio eletrônico de varredura de uma lasca de dentina corroída que foi submetida a 28 tratamentos com uma formulação contendo óxido de titânio a 0,5% (formulação D) e, então, sonicada durante 2 minutos com o uso de um sonicador em pulso normal. A comparação entre essas imagens de lascas de dentina nas figuras 11 e 12 e suas respectivas imagens após 28 dias de tratamento, confome representado nas figuras 4 e 8, ilustra a estabilidade aumentada dos precipitados gerados pela formulação de oxalato de óxido de potássio e titânio versus a formulação de oxalato de potássio.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
As composições da presente invenção podem compreender, consistir em, ou consistir essencialmente em elementos essenciais e limitações da invenção aqui descrita, bem como em quaisquer dos ingredientes, componentes ou limitações adicionais ou opcionais aqui descritos.
Todos os documentos aqui incorporados, a título de referência, em sua totalidade só estão aqui incorporados até o ponto em que não sejam inconsistentes com este relatório descritivo.
Todas as porcentagens, partes e razões são baseadas no peso total da composição da presente invenção, exceto onde especificado em contrário. Todos esses pesos, no que se refere aos ingredientes mencionados, têm por base o teor de ativo e, portanto, não incluem veículos ou subprodutos que possam estar incluídos em materiais disponíveis comercialmente, exceto onde especificado em contrário. O termo "quantidades seguras e eficazes", para uso na presente invenção, significa uma quantidade de um composto ou composição, como um ativo tópico ou sistêmico, que é suficiente para induzir significativamente um benefício positivo, por exemplo dessensitização dos dentes, mas baixa o suficiente para evitar efeitos colaterais sérios, isto é, para proporcionar uma razão razoável entre benefício e risco, dentro do escopo do bom julgamento do versado na técnica. O termo "ocluído" ou "oclusão", para uso na presente invenção, significa que as aberturas expostas de entrada ou saída dos túbulos den-tinais estão parcial, substancial ou completamente obstruídas.
As composições da presente invenção compreendem pelo menos um composto de fórmula I M1-A-M2-B-M3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalente, M2 é um metal polivalente ou óxidos metálicos do mesmo; e A e B são independentemente selecionados do grupo consistindo em diácidos, triácidos e tetra-ácidos C2 - C6, opcionalmente diácidos ou triácidos C2-C4, opcionalmente diácidos ou triácidos C2 - C3 ou, opcionalmente, diácidos C2.
Exemplos de metais monovalentes adequados incluem, mas não se limitam a Na, K e Li, opcionalmente Na ou K ou, opcionalmente, K.
Exemplos de metais divalentes adequados incluem, mas não se limitam a, Mg, Ca, Sr, Ba e Zn, opcionalmente Mg, Ba e Zn ou, opcionalmente, Mg.
Exemplos de metais polivalentes adequados incluem, mas não se limitam a Ti, V, Cr, Mn, Fe, Co, Ni, Cu, Tc, Re, Os, Ir, Hg, Ce, Sn, Eu, Yb, Pa e U, opcionalmente Ti, Sn, Mn e Fe ou, opcionalmente, Ti.
Exemplos de óxidos metálicos adequados incluem, mas não se limitam a, os óxidos correspondentes de Ba, Ti, V, Cr, Mn, Fe, Co, Ni, Cu, Tc, Re, Os, Ir, Hg, Ce, Sm, Eu, Yb, Pa e U, opcionalmente os óxidos correspondentes de Ba, Ti, Sr, Sn, Zr, Mn e Fe, opcionalmente os óxidos correspondentes de Ba, Ti, Sr, Sn, Zr ou, opcionalmente, os óxidos correspondentes de Ti.
Em certas modalidades, M1 e/ou M3 são independentemente selecionados do grupo consistindo em Na, K e Li. Opcionalmente, tanto M1 como M3 são K.
Em certas modalidades, M2 é selecionado do grupo consistindo em Ti, Sr, Sn, Mg, Ca, Mn e Zr. Opcionalmente, M2 é selecionado do grupo consistindo em óxidos de Ti, Sr, Sn, Mg, Ca, Mn e Zr. Em outras modalidades, M2 é selecionado do grupo consistindo em Ti ou óxido de Ti.
Exemplos de diácidos adequados incluem, mas não se limitam a, ácido oxálico, ácido succínico, ácido metil succínico, ácido diglicólico, ácido glutárico (isto é, pentanodioico), ácido 3,5,5-trímetil pentanodioico, ácido hexanodioico, ácido 3,5,5-trímetil hexanodioico, ácido 2,4,4-trímetil hexano-dioico, ácido decanodioico, ácido undecanodioico, ácido dodecanodioico, ácido 1,4-ciclo-hexano dicarboxílico, ácido ciclo-hexano-1,4-diacético, ácido maleico, ácido citracônico, ácido itacônico, ácido fumárico, ácido oxálico, ácido tereftálico, ácido ftálico e ácido isoftálico, ácido hidróxi succínico, ácido malônico, ácido adípico, ácido sebácico e ácido tartárico, opcionalmente ácido oxálico, ácido succínico ou, opcionalmente, ácido oxálico.
Exemplos de triácidos adequados incluem, mas não se limitam a, ácido cítrico.
Exemplos de tetra-ácidos adequados incluem, mas não se limitam a, ácido 1,1,2,2-etano tetracarboxílico, ácido 1,1,2,3-propano tetracar-boxílico, ácido 1,1,4,4-butano tetracarboxílico, ácido 1,2,4,5-benzeno tricar-boxílico e ácido etilenodiamino tetra-acético ou, opcionalmente, ácido 1,1, 2,2-etano tetracarboxílico.
Em certas modalidades, o composto de fórmula I é selecionado do grupo consistindo em oxalato de óxido de potássio e titânio ("KTO") (também chamado de oxalato de potássio e titânio), citrato de óxido de potássio e titânio, oxalato de cálcio e titânio, e oxalato de potássio cálcio e titânio, opcionalmente oxalato de óxido de potássio e titânio ("KTO"), citrato de óxido de potássio e titânio ou, opcionalmente, oxalato de óxido de potássio e titânio ("KTO").
As composições da presente invenção incluem, com base no peso total da composição, de 0,01% (ou cerca de 0,01%) a 10,0% (ou cerca de 10,0%), opcionalmente de 0,1% (ou cerca de 0,1%) a 7,0% (ou cerca de 7,0%) ou, opcionalmente, de 1% (ou cerca de 1%) a 5,0% (ou cerca de 5,0%) de pelo menos um composto de fórmula I.
Em certas modalidades, as composições da invenção incluem um solvente oralmente aceitável. Os solventes oralmente aceitáveis incluem, mas não se limitam a, água, etanol, n-propanol ou alcoóis poli-hídricos como glicerina, sorbitol e polietileno glicol, e quaisquer misturas dos mesmos, e podem estar presentes em concentrações de cerca de 0,1% a cerca de 99,9%, opcionalmente de cerca de 1% a cerca de 90% ou, opcionalmente, de cerca de 10% a cerca de 75% do solvente oralmente aceitável.
Em certas outras modalidades, as composições da presente invenção são substancialmente isentas de água. O termo "substancialmente isento", para uso na presente invenção, significa menos que 5% (ou cerca de 5%), opcionalmente menos que 3% (ou cerca de 3%), opcionalmente menos que 1% (ou cerca de 1%), opcionalmente menos que 0,5% (ou cerca de 0,5%) e, opcionalmente, zero (ou anidro).
Em certas modalidades, as composições da presente invenção têm um pH de pelo menos 2 (ou cerca de 2), opcionalmente de 2,5 (ou cerca de 2,5) a 7,0 (ou cerca de 7,0), opcionalmente de 3,5 (ou cerca de 3,5) a 6,0 (ou cerca de 6,0) ou, opcionalmente, de 3,2 (ou cerca de 3,2) a 4,5 (ou cerca de 4,5).
Em certas modalidades, o pH da composição da presente invenção podem ser tamponados com o uso de sistemas convencionais de ácido/sal. Os sistemas de tampão convencionais incluem ácido fosfórico e sais de fosfato de sódio, ou ácido cítrico e citrato de sódio. As combinações de tampões à base de ácido/sal de ácido adequadas ao uso na presente invenção incluem ácido cítrico-citrato de sódio, ácido fosfórico-fosfato de sódio, fosfato monobásico de sódio, fosfato dibásico de sódio, ácido acético-acetato de sódio, ácido succínico-succinato de sódio, ácido aconítico-aconitato de sódio e ácido benzoico-benzoato de sódio, em quantidades de até cerca de 1% em peso/peso, opcionalmente de cerca de 0,05% em peso/peso a cerca de 0,75% em peso/peso da composição e/ou, opcionalmente, de cerca de 0,1% em peso/peso a cerca de 0,5% em peso/peso da composição.
Componentes opcionais Em certas modalidades, as composições da presente invenção incluem, ainda, outros agentes dessensibilizantes dentais. Exemplos de agentes dessensibilizantes dentais adicionais incluem, mas não se limitam a, citrato de potássio, cloreto de potássio, nitrato de potássio, ácido cítrico, sais de ácido cítrico, cloreto de estrôncio e misturas dos mesmos. São úteis à presente invenção, também, os materiais de vidro bioativo, conforme descrito nas patentes US n° 5735942, 5891233, 6086374, 6244871, 6338751 e 6365132, cada uma das quais está aqui incorporada a título de referência, em sua totalidade, e fosfopeptídeos conforme descrito nas patentes US n° 5015628, 5981475, 6448374 e 6780844, cada uma das quais está aqui incorporada a título de referência, em sua totalidade.
Em certas modalidades, o agente dessensibilizante dental adicional é nitrato de potássio. Em certas modalidades, a concentração do agente dessensibilizante dental adicional é de 0,1% (ou cerca de 0,01%) a 10% (ou cerca de 10%), opcionalmente de 0,1% (ou cerca de 0,1%) a 8% (ou cerca de 8%) ou, opcionalmente, de 1% (ou cerca de 1%) a 7% (ou cerca de 7%), em peso da composição.
As fontes de íon fluoreto são bem conhecidas para uso em composições para tratamento bucal como ativos anticárie e podem, também, ser incorporadas às composições da presente invenção. Os íons fluoreto estão contidos em inúmeras composições para tratamento bucal para esse propósito, particularmente pastas dentais. As patentes que descrevem pastas dentais incluem as patentes US n° 3538230, 3689637, 3711604, 3911104, 3935306 e 4040858, cada uma das quais está aqui incorporada a título de referência, em sua totalidade. A aplicação de íons fluoreto ao esmalte dental serve para proteger os dentes contra as cáries. Uma ampla variedade de materiais que fornecem íons fluoreto pode ser empregada como fonte de fluoretos nas composições da presente invenção. Exemplos de materiais adequados que fornecem íons fluoreto são encontrados na patente US n° 3.535.421, concedida a Briner et al. em 20 de outubro de 1970 e na patente US n° 3.678.154, concedida a Widder et al. em 28 de julho de 1972, ambas as patentes aqui incorporadas a título de referência em sua totalidade. Em certas modalidades, as fontes de íon fluoreto para uso na presente invenção incluem fluoreto estanoso, monofluorofosfato, fluoreto de sódio, fluoreto de potássio e fluoreto de amônio. Em outras modalidades, é incorporado o fluoreto de sódio. Em certas modalidades, as composições da presente invenção fornecem de cerca de 50 ppm a 10.000 ppm, opcionalmente de cerca de 100 a 3.000 ppm, de íons fluoreto nas soluções aquo-sas que entram em contato com as superfícies dentais.
Também são úteis, nas composições da presente invenção, os fosfatos. Os fosfatos incluem pirofosfatos, polifosfatos, polifosfonatos e misturas dos mesmos. Os pirofosfatos estão entre os mais conhecidos para uso em produtos para cuidados dentais. Os íons de pirofosfato aplicados aos dentes derivam de sais de pirofosfato. Os sais de pirofosfato úteis às composições da presente invenção incluem os sais de pirofosfato de metal dialcalino, sais de pirofosfato de metal tetra-alcalino e misturas dos mesmos. As espécies preferenciais são di-hidrogênio pirofosfato dissódico (Na2H2P207), pirofosfato tetrassódico (Na4P207) e pirofosfato tetrapotássico (IQP^), em suas formas tanto não-hidratadas como hidratadas. Em certas modalidades, o sal de pirofosfato tetrassódico é o pirofosfato.
Os sais de pirofosfato são descritos com mais detalhes em Kirk & Othmer, "Encyclopedia of Clinicai Technology”, terceira edição, volume 17, Wiley-lnterscience Publishers (1982), aqui incorporado em sua totalidade a título de referência, incluindo todas as referências incorporadas em Kirk & Othmer. Os agentes anticálculo adicionais induem pirofosfatos ou polifosfatos apresentados na patente US n° 4590066, poliacrilatos e outros policar-boxilatos como aqueles apresentados nas patentes US n° 3429963,4304766 e 4661341, poliepóxi succinatos como aqueles apresentados na patente US n° 4846650, áddo etilenodiamino tetra-acético conforme apresentado na patente britânica n° 490.384 datada 15 de fevereiro de 1937, ácido nitri-lotriacético e compostos relacionados conforme apresentado na patente US n° 3678154, e polifosfonatos conforme apresentado nas patentes US n° 3737533, 3988443 e 4877603, estando todas as patentes citadas aqui incorporadas a título de referência, em sua totalidade. Em certas modalidades, os fosfatos incluem pirofosfatos de potássio e de sódio; tripolifosfato de sódio; difosfonatos, como etano-1-hidróxi-1,1-difosfonato, 1 -azaciclo-heptano-1,1 -difosfonato, e difosfonatos de alquila linear; fosfatos tricálcio, ácidos carbo-xílicos lineares; sódio citrato de zinco e misturas de qualquer dos fosfatos acima citados. Em certas modalidades, o fosfato é fosfato tricálcico mais lauril sulfato de sódio, conforme descrito em US 20080187500 A1, publicada em 7 de agosto de 2008 por Karlinsey, Robert L, e cuja publicação está aqui incorporada em sua totalidade, a título de referência.
Quando incorporados às composições da presente invenção, os fosfatos podem estar presentes a concentrações de cerca de 0,01% a cerca de 10%, opcionalmente de cerca de 0,1% a cerca de 7% e, opcionalmente, de cerca de 0,5% a cerca de 5%.
Em certas modalidades, as composições da presente invenção incluem, também, óleos essenciais. Os óleos essenciais são óleos aromáticos voláteis que são sintéticos ou derivados de plantas por meio de destilação, expressão ou extração. Os óleos essenciais geralmente apresentam o odor ou sabor da planta a partir do qual foram obtidos. Se usados nas composições dentifrícias da presente invenção, os óleos essenciais oferecem atividade antigengivite. Alguns desses óleos essenciais também agem como agentes flavorizantes. Os óleos essenciais da presente invenção incluem, mas não se limitam a, timol, mentol, salicilato de metila (óleo de gaultéria) e eucaliptol. O timol, também conhecido pela fórmula química 5-metil 2-(1-metil etil)fenol, é obtido a partir dos óleos essenciais de Thymus vulgaris Labiatae e Monarda punctata Labiatae. O timol é um pó branco cristalino com odor e sabor aromáticos. O timol é solúvel em solventes orgânicos, porém só levemente solúvel em água desionizada. O mentol é isolado principalmente a partir do óleo de Mentha arvensis. Em sua forma comercial, o mentol está disponível como cristais de L-mentol, obtidos a partir de um processo que envolve o resfriamento do óleo. A destilação fracionada de óleo de hortelã, que geralmente contém de cerca de 40% a cerca de 65% de mentol, representa uma outra importante fonte de mentol. Fontes sintéticas de L-mentol também estão disponíveis. O eucaliptol é derivado da árvore de eucalipto. Dotado de um odor canforáceo e um sabor refrescante, esse óleo essencial é frequentemente combinado com outros óleos essenciais como mentol em formulações de confeito, para conferir um efeito medicinal. As combinações de mentol e eucaliptol são amplamente usadas. Os usos particularmente preferenciais da combinação de mentol-eucalipto! incluem, de acordo com a presente invenção, dentifrícios como pastas dentais ou géis dentais. O salicilato de metila é o ingrediente principal em muitos óleos essenciais, constituindo de cerca de 99% do óleo de gaultéria (Gaultheria procumbens) e de bétula doce (Bétula lenta). O salicilato de metila, que tem um distinto aroma refrescante, é amplamente usado em enxágues bucais, gomas de mascar e outras preparações de uso oral e farmacêutico.
As quantidades de óleos essenciais que podem ser usadas nas composições da presente invenção são de 0,001 (ou cerca de 0,001) a 1% (ou cerca de 1%) de timol, 0,001 (ou cerca de 0,001) a 1% (ou cerca de 1%) de salicilato de metila, 0,001 (ou cerca de 0,001) a 15% (ou cerca de 15%) de mentol e 0,001 (ou cerca de 0,001) a 1% (ou cerca de 1%) de eucaliptol, em que tais quantidades são clinicamente eficazes para a inibição da gengivite. Opcionalmente, uma composição de acordo com a presente invenção contém cerca de 0,064% de timol, cerca de 0,060% de salicilato de metila, cerca de 0,042% de mentol e cerca de 0,092% de eucaliptol, em que as ditas quantidades são clinicamente eficazes para a inibição da gengivite.
Alternativamente ou adicionalmente aos óleos essenciais, as composições da presente invenção podem, também, incluir uma quantidade eficaz como microbicida de um agente microbicida selecionado do grupo consistindo em polifenóis (por exemplo triclosan), sais de zinco, fluoreto estanoso, clorexidina, hexetidina, sanguinarina, cloreto de benzalcônio, salicilanilida, brometo de domifeno, cloreto de cetilpiridínio, cloreto de tetradecilpiridínio (CTP), cloreto de N-tetradecil-4-etilpiridínio (CTDEP), octe-nidina, delmopinol, octapinol e outros derivados de piperidina, preparações de niacina, agentes de íons de zinco/estanho, antibióticos como aumentina, amoxicilina, tetraciclina, doxiciclina, minociclina e metronidazol, e análogos e sais dos supracitados, óleos essenciais inclusive eugenol, geraniol, carva-crol, citral, hinoquitiol, catecol, peróxido de hidrogênio, sais metálicos de clorito, ou quaisquer combinações de todos os supracitados.
Também podem ser usadas misturas de quaisquer dos agentes acima mencionados.
As composições da invenção podem conter, também, um ten-soativo selecionado a partir de aniônico, não-iônico, anfotérico, betaína, catiônico e misturas dos mesmos. Os tensoativos aniônicos adequados incluem sulfatos de alquila, sulfatos de éter alquílico, sulfosuccinatos, isetionatos, acil amidas, carboxilatos de éter alquílico e fosfatos de alquila, em que o grupo alquila tem de cerca de 6 átomos de carbono a cerca de 30 átomos de carbono. Os tensoativos catiônicos adequados incluem cloreto de cetil piridínio. A quantidade total de tensoativos adequada para uso na composição da presente invenção pode estar na faixa, com base no peso total do total da composição, de cerca de 1% a cerca de 50%, opcionalmente de cerca de 5% a cerca de 40% ou, opcionalmente, de cerca de 8% a cerca de 25%.
Os tipos de tensoativos não-iônicos que são adequados ao uso na presente invenção incluem ácido de álcool graxo ou etoxilatos de amida, etoxilatos de monoglicerídeos, etoxilatos de ésteres de sorbitano e alquil poliglicosídeos. Esses tensoativos não-iônicos podem ser usados na composição da presente invenção em uma quantidade, com base no peso total da composição, de cerca de 0,0% a cerca de 30%, por exemplo de cerca de 0,1% a cerca de 20% e de cerca de 0,1% a cerca de 15%.
As classes de tensoativos anfotéricos que são adequados ao uso na presente invenção incluem alquilimino-diproprionatos, alquil anfoglicinatos (mono- ou di-), alquil anfoproprionatos (mono- ou di-), alquil anfoacetatos (mono- ou di-), ácidos N-alquil b-aminopropriônicos, carboxilatos de alquil poliamino, e imidazolinas fosforiladas. Esses tensoativos anfotéricos podem ser usados na composição da presente invenção em uma quantidade, com base no peso total da composição, de cerca de 0,1% a cerca de 20%, por exemplo de cerca de 0,1% a cerca de 15%, e de cerca de 0,1% a cerca de 10%.
Os tipos de betaínas que são adequados ao uso na presente invenção incluem alquil betaínas, alquilamido betaínas, alquil sultaínas e alquilamido sultaínas, em que o grupo alquila tem de cerca de 6 átomo de carbono a cerca de 30 átomo de carbono, sendo preferencial de cerca de 10 a cerca de 14 átomos de carbono. Esses tensoativos à base de betaína podem ser usados na composição da presente invenção em uma quantidade, com base no peso total da composição de limpeza, de cerca de 0,1% a cerca de 15%, por exemplo de cerca de 0,1% a cerca de 10% e de cerca de 0,1% a cerca de 8%.
As classes de tensoativo catiônico que são adequadas ao uso na presente invenção incluem quaternários de alquila (mono-, di- ou tri-), quaternários de benzila (por exemplo cloreto de cetil piridínio), quaternários de éster, quaternários etoxilados, alquilaminas e misturas dos mesmos, em que o grupo alquila tem de cerca de 6 átomos de carbono a cerca de 30 átomos de carbono, sendo preferencial de cerca de 8 a cerca de 22 átomos de carbono. Esses tensoativos catiônicos podem ser usados na composição da presente invenção em uma quantidade, com base no peso total da composição, de cerca de 0,01 % a cerca de 20%, opcionalmente de cerca de 0,05% a cerca de 15% e/ou opcionalmente de cerca de 0,1% a cerca de 10%.
As composições da presente invenção podem, também, incluir não-exclusivamente um ou mais ingredientes opcionais, inclusive um agente espessante, umectantes, agentes quelantes e aditivos como flavorizan-tes, conservantes e similares.
Os agentes espessantes disponíveis comercialmente, que são capazes de conferir a viscosidade adequada às composições, são adequados ao uso na presente invenção. Os exemplos de agentes espessantes apropriados incluem, não-exclusivamente: mono- ou diésteres de 1) polietileno glicol de fórmula: H0-(CH2CH20)ZH, em que z é um número inteiro de cerca de 3 a cerca de 200; e 2) ácidos graxos contendo de cerca de 16 a cerca de 22 átomo de carbono; ésteres, de ácido graxo de polióis etoxilados; derivados etoxilados de mono- e diésteres de ácidos graxos e glicerina; hidróxi alquil celuloses; alquil celuloses; hidroxialquil alquil celulose; e misturas dos mesmos. Os espessantes preferenciais incluem ésteres de polietileno glicol e, com mais preferência PEG-150, diestaerato que é disponível junto à Stepan Company de Northfield, Illinois, (EUA), ou junto à Comiel, S.p.A. de Bologna, Itália, sob o nome comercial de "PEG 6000 DS".
Em certas modalidades, os agentes espessantes podem ser incluídos nas composições da presente invenção a concentrações de cerca de 0,01% a cerca de 10%, opcionalmente de cerca de 0,1 a cerca de 5% ou, opcionalmente, de cerca de 0,2% a cerca de 2,0%.
Os umectantes disponíveis comercialmente são adequados ao uso na presente invenção por suas propriedades umectantes, em adição a seu uso como potenciais solventes conforme detalhado acima. O umectante pode estar presente em uma quantidade de cerca de 0% a cerca de 10%, de preferência de cerca de 0,5% a cerca de 5% e, com mais preferência, de cerca de 0,5% a cerca de 3%, com base no peso da composição como um todo. Exemplos de umectantes adequados incluem, mas não se limitam a: 1) polióis líquidos solúveis em água selecionados do grupo consistindo em: glicerina, propileno glicol, hexileno glicol, butileno glicóis, dipropileno glicol, e misturas dos mesmos; 2) polialquileno glicol de fórmula: HO-(R"0)b-H, em que R" é um grupo alquileno que tem cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono e b é um número inteiro de cerca de 2 a cerca de 10; 3) polietileno glicol éter de metil glicose de fórmula CH3-C6H10O5-(OCH2CH2)c-OH, em que c é um número inteiro de cerca de 5 a cerca de 25; 4) ureia; e 5) misturas dos mesmos, sendo glicerina o umectante preferencial.
Em certas modalidades, os umectantes podem ser incorporados às composições da presente invenção a concentrações de cerca de 0,1% a cerca de 40%, opcionalmente de cerca de 1,0% a cerca de 30% ou, opcionalmente, de cerca de 5% a cerca de 25%.
Em certas modalidades, os agentes quelantes podem ser incorporados às composições da presente invenção. Exemplos de agentes quelantes adequados incluem aqueles que são capazes de proteger e conservar as composições dessa invenção. Opcionalmente, em adição a seu possível uso como um tetra-ácido nos compostos de fórmula I, o ácido etileno diamina tetra-acético ("EDTA") pode ser usado como agente quelante. Em certas modalidades, o agente quelante é EDTA tetrassódico, disponível comercialmente junto à Dow Chemical Company de Midland, Michigan, EUA, sob o nome comercial "Versene 100XL", e pode estar presente em uma quantidade, com base no peso total da composição, de cerca de 0 a cerca de 0,5% e, opcionalmente, de cerca de 0,05% a cerca de 0,25%.
Os conservantes adequados incluem benzoato de sódio e polissorbato, e estão presentes na composição em uma quantidade, com base no peso total da composição, de cerca de 0 a cerca de 0,2% e, de preferência, de cerca de 0,05% a cerca de 0,10%.
As composições da presente invenção podem estar sob a forma de enxaguatórios bucais, bochechos, dentifrícios, pastas como pastas dentais, pós como pós dentais, géis, tabletes, pastilhas, microcápsulas, aspersões, vernizes ou tiras (como tiras de remineralização, conforme apresentado na publicação de patente US n° 20070128130, de Kropt et ai, publicada em 7 de junho de 2007, aqui incorporada a título de referência, em sua totalidade, ou tiras com ou sem peróxido para branqueamento dos dentes, conforme apresentado na publicação de patente US n° 20080003248, de Georgiades et al., publicada em 3 de janeiro de 2008, e na patente US n° 6949240, de Sagel et al., concedida em 27 de setembro de 2005, estando ambos os documentos de patente aqui incorporados a título de referência, em sua totalidade), revestimentos para essas tiras e similares. Conforme mencionado acima, as composições da presente invenção podem também ser aplicadas por meio de dispositivos convencionais de tratamento bucal, inclusive escovas de dentes, palitos de dente, fio dental, aspersores ou nebulizadores dentais e canetas dentais, conforme descrito na publicação de patente US n° 20080044363, de Montgomery, publicada em 21 de fevereiro de 2008, aqui incorporada a título de referência, em sua totalidade.
As composições da presente invenção podem também ser úteis como um revestimento para, ou como um impregnante para impregnação em dispositivos dentais selecionados do grupo consistindo em escovas de dentes (manuais ou mecânicas), cerdas da escova de dentes, fio dental, palitos de dente e similares. As composições da presente invenção podem também ser úteis como revestimentos ou impregnantes para materiais compósitos dentais, obturações dentais e similares. Método para uso das composições da presente invenção A invenção ilustrativamente aqui apresentada pode ser praticada na ausência de qualquer componente, ingrediente ou etapa que não esteja especificamente apresentado neste documento.
Em certas modalidades, as composições da presente invenção são aplicadas a dentes sensíveis, durante pelo menos duas aplicações consecutivas, opcionalmente pelo menos (ou mais que) 7 (ou cerca de 7) aplicações consecutivas ou, opcionalmente, 14 (ou cerca de 14) aplicações consecutivas ou, opcionalmente, 21 (ou cerca de 21) aplicações consecutivas ou, opcionalmente, 28 (ou cerca de 28) aplicações consecutivas.
Quando aplicada a um dente (ou dentes) sensível, em certas modalidades, a composição é deixada permanecer em contato com os dentes sensíveis durante pelo menos (ou mais que) 10 (ou cerca de 10) segundos, opcionalmente 20 (ou cerca de 20) segundos, opcionalmente 30 (ou cerca de 30) segundos, opcionalmente 50 (ou cerca de 50) segundos ou, opcionalmente 60 (ou cerca de 60) segundos.
Em certas modalidades, o tempo entre aplicações consecutivas precisa ser de não mais que (ou menos que) 12 (ou cerca de 12) horas, opcionalmente 8 (ou cerca de 8) horas, opcionalmente 4 (ou cerca de 4) horas, opcionalmente 2 (ou cerca de 2) horas ou, opcionalmente, uma (ou cerca de uma) hora.
Em certas modalidades, as composições da presente invenção são aplicadas aos dentes sensíveis, de tal modo que os compostos da fórmula I formem depósitos de precipitados com o cálcio disponível nos dentes, para que ocorra a oclusão de pelo menos (ou mais que) 5% (ou cerca de 5%), opcionalmente 25% (ou cerca de 25%), opcionalmente 40% (ou cerca de 40%), opcionalmente 60% (ou cerca de 60%), opcionalmente 75% (ou cerca de 75%), opcionalmente 85% (ou cerca de 85%) ou, opcionalmente, 95% (ou cerca de 95%) dos túbulos dentinais dos dentes.
Em certas modalidades, o M2 da fórmula I está presente no depósito de precipitado formado pelos compostos de fórmula I e cálcio a uma concentração de pelo menos (ou mais que) 5% (ou cerca de 5%), opcionalmente 10% (ou cerca de 10%), opcionalmente 20% (ou cerca de 20%) ou, opcionalmente, 35% (ou cerca de 35%).
Uma vez formados sobre os dentes, a estabilidade apresentada pelo(s) depósito(s) de precipitado compreendendo os compostos de fórmula I e cálcio é tal que pelo menos (ou mais que) 5% (ou cerca de 5%), opcionalmente 30% (ou cerca de 30%), opcionalmente 35% (ou cerca de 35%), opcionalmente 50% (ou cerca de 50%), opcionalmente 75% (ou cerca de 75%) ou, opcionalmente, 90% (ou cerca de 90%) permanecem sobre os dentes após sonicação durante 2 (ou cerca de 2) minutos, com o uso de um ultrassonicador CD-4800 (Digital Professional Ultrasonic Cleaner [CD-4800], produzido pela Best And More Electronics [Shenzhen] Co., Ltd., China), em pulso normal de cerca de 42 KHz. Nesse pulso, o sonicador geralmente proporciona uma força maior que aquela tipicamente usada na escovação sônica ou manual dos dentes. A frase "depósitos de precipitado", para uso na presente invenção, significa o depósito formado sobre os dentes e/ou que oclui os túbulos dos dentes por precipitação dos compostos de fórmula I com o cálcio presente nos fluidos da cavidade bucal, após a aplicação de composições compreendendo os compostos de fórmula I, conforme apresentado no presente pedido. A formação dos depósitos de precipitado com os compostos de fórmula I pode, também, ser gerada ou facilitada mediante a adição separada de cálcio à cavidade bucal, sob a forma de sais de cálcio solúveis em água, antes ou após a adição das composições da presente invenção compreendendo os compostos de fórmula I. Os exemplos de sais de cálcio solúveis em água adequados incluem, mas não se limitam a cloreto de cálcio, nitrato de cálcio, brometo de cálcio e di-hidrogenofosfato de cálcio, bem como misturas dos mesmos. A quantidade do sal de cálcio solúvel em água precisa exceder, em uma base molar, a quantidade dos compostos de fórmula I fornecidos pelas composições da presente invenção. Vários exemplos são demonstrados abaixo para ilustrar adicionalmente a natureza da invenção e a maneira de realizá-la.
Exemplos As composições da presente invenção, conforme descritas nos exemplos a seguir, ilustram modalidades específicas de composições da presente invenção, mas não têm por finalidade ser uma limitação às mesmas. Outras modificações podem ser feitas pelo versado na técnica, sem que se desvie do caráter e âmbito da presente invenção.
Preparação de formulações de enxaquatório bucal As formulações de enxaguatórios bucais líquidos foram preparadas, e foi avaliada a eficácia para oclusão dentinal das formulações de oxalato de óxido de potássio e titânio (KTO). O método de preparação é descrito conforme exposto a seguir: em um tanque de formulação, foram adicionados água, KTO, ácido benzoico e poloxâmero, sendo misturados até a dissolução. Uma vez dissolvido o poloxâmero, foram adicionados o álcool, o n-propanol, o sorbitol e a água, seguidos de benzoato de sódio sendo, então, misturados até a dissolução. O pH foi verificado e determinado como sendo de cerca de 4,2. À mistura de formulação supracitada foram adicionados mentol, timol, eucaliptol e salicilato de metila, sendo misturados até ficar homogênea. Uma vez formada uma solução homogênea, foram adicionados sacarina sódica e Verde FDC n° 3 (solução a 1%, ajustada conforme a pureza). A formulação foi misturada até ficar homogênea. O pH final da formulação era de 4,2. A composição das formulações de enxaguatório bucal líquido são descritas na tabela 1.
Tabela 1 Preparação de amostras de dentina e saliva artificial A eficácia de oclusão para dentina dos compostos e formulações de KTO da presente invenção foi demonstrada conforme exposto a seguir: lascas de dentina (polidas e não-corroídas) foram obtidas junto à Dental Product Testing, uma divisão da Thermametric Technologies Inc., de Indianapolis, Indiana, EUA. As lascas de dentina foram corroídas para remover completamente a camada de sujeira (ou camada de detritos causada pelo corte da dentina ou do esmalte) mergulhando-se as lasca de dentina em ácido cítrico a 6% durante até 2 minutos, seguido de enxágue e sonicação em água desionizada. O oxalato de potássio (KO) foi obtido junto à Fluka, St. Louis, MO, EUA, (lote 430462/1). O oxalato de óxido de potássio e titânio (KTO) di-hidrato foi obtido junto à Sigma, de St. Louis MO, EUA (lote 51740). A saliva artificial foi preparada com o uso de equipamentos e protocolos convencionais usados rotineiramente em protocolos de laboratório, e tendo a composição conforme mostrado na tabela 2: Tabela 2 pH = 7,0 Teste de comparação e análise Todas as amostras de lasca de dentina corroída (10 no total) foram randomizadas e divididas em cinco grupos de tratamento. Foram usadas microscopia eletrônica de varredura (MEV) e análise química de superfície com o uso de espectroscopia de dispersão de elétrons (EDS) para monitorar a oclusão dos túbulos e a deposição na superfície geradas pelas formulações de KTO. Os cinco grupos de tratamento eram conforme exposto a seguir: Grupo 1: tratado com a formulação A Grupo 2: tratado com a formulação B Grupo 3: tratado com a formulação C Grupo 4: tratado com a formulação D Grupo 5: tratado com a formulação E (isto é, sem KTO nem KO) O regime de tratamento para os grupos de 1 a 5 consistia no seguinte: 1. tratar as amostras de lascas em cada grupo com 20 ml da respectiva formulação de tratamento, sob agitação, durante 30 segundos. 2. Enxaguar as amostras de lascas em cada grupo com H2O desionizada durante 1 minuto. 3. Mergulhar as amostras de lascas na composição de saliva artificial entre tratamentos, e não mais que dois tratamentos foram realizados por dia. 4. Repetir as etapas de 1 a 3 durante um total de 28 tratamentos. 5. As amostras de dentina foram analisadas por SEM e/ou EDS após 7, 14, 21 e 28 tratamentos. Antes da análise, as lascas foram enxaguadas em H20 desionizada durante 3 minutos, e secas em ar durante a análise por SEM.
Os dados obtidos da análise de EDS de 2 amostras de lasca por grupo (lasca 1 e lasca 2) são sumarizados nas tabelas 3 e 4 abaixo. Tabela 3 Após 7 tratamentos, as amostras tratadas com KTO a 0,5% (formulação D) mostram a mais alta afinidade por superfícies de dentina corroída, conforme fica evidente a partir da redução da porcentagem de enxofre detectada na leitura de EDS (o espectro em EDS da superfície de dentina corroída tipicamente apresenta cerca de 45 a 50% de enxofre). A porcentagem de enxofre detectada é reduzida conforme o enxofre presente na superfície da lasca de dentina fica coberto ou mascarado pela deposição na superfície, gerada pelos tratamentos com formulação de KTO. Embora não esteja completamente ausente, a porcentagem de enxofre detectada é dramaticamente reduzida na amostra tratada com KTO a 0,1% (Formulação C). Após 14 tratamentos, a porcentagem de enxofre detectada permaneceu baixa na amostra tratada com KTO a 0,5% (formulação D), e mais significativamente reduzida na amostra tratada com KTO a 0,1% (formulação C). A microscopia eletrônica de varredura realizada nessas amostras sugere a iniciação ou a formação de precipitação de superfície sobre a superfície da dentina para as amostras da formulação D, e o grau de oclusão de túbulos aumenta com o número de tratamentos. A análise por SEM, a classificação de imagens e o cálculo do percentual de oclusão dos túbulos foram realizados para se obter uma comparação semiquantitativa da eficácia para oclusão dos túbulos dentinais de diferentes formulações. Os métodos e cálculos para analisar os dados SEM, classificar as imagens e obter o porcentual de oclusão do túbulo foram executados de acordo com os métodos descritos em West NX, Addy, M, Hughes, J. (1998) J. Oral Rehabil, 25, 885, e confirmados pelos métodos descritos em Lee SY, Kwon HK, Kim BI (2008) J. Oral Rehabil, 35, 847. Com base nas análises acima descritas dos dados de SEM, o percentual de oclusão de túbulos foi determinado para as formulações de A a E nos tratamentos 7,14,21 e 28, estando sumarizado na tabela 5.
Tabela 5 Porcentagem de oclusão de túbulos Uma comparação analisando dados para micrografias eletrônicas por varredura pré- (antes dos tratamentos) e pós-tratamento, em diferentes momentos do ciclo de tratamento e com diferentes concentrações de KTO (conforme ilustrado na tabela 5 e nas figuras de 1 a 4 (tratamento por KO), de 5 a 8 (tratamento por KTO) e 9 e 10 (tratamento sem oxalato) demonstrou claramente um aumento na precipitação de superfície levando a um aumento otimizado e eficaz na oclusão dos túbulos.
Determinação da aderência para os depósitos de precipitado formados Os procedimentos a seguir foram realizados para determinar a aderência (ou capacidade do precipitado para permanecer sobre a superfície dental) do precipitado de KTO depositado sobre as amostras de lasca de dentina durante o ciclo de tratamento. As lascas de dentina tratadas com a formulação B (KO a 0,5%) e a formulação D (KTO a 0,5%) durante 28 tratamentos foram sonicadas durante 2 minutos (também se pode usar cerca de 2 minutos) com o uso de um ultrassonicador CD-4800 em pulso normal (cerca de 42 KHz). A comparação entre as imagens das lascas sonicadas (figuras 11 e 12) e suas respectivas imagens no dia 28 do tratamento, conforme representado nas figuras 4 e 8, demonstram que os depósitos de precipitado gerados KTO foram mais resistentes à sonicação (cerca de 92% do precipitado gerado por KTO permaneceram sobre a amostra de lasca) que os precipitados gerados por KO (cerca de 38% do precipitado gerado por KO permaneceram sobre a amostra de lasca), indicando que os depósitos de precipitado gerados por KTO oferecem estabilidade aumentada, em comparação aos depósitos de precipitado gerados por KO. Sem se ater à teoria, acredita-se que essa estabilidade otimizada dos depósitos de precipitado gerados pelos compostos de fórmula I não só ofereçam um maior grau de dessensitização dental, como também uma dessensitização dental mais duradoura.
As tabelas 6 e 7 apresentam os exemplos de F a O, ilustrando exemplos adicionais de enxaguatórios bucais das composições da presente invenção. Os exemplos de F a O podem ser preparados da maneira descrita para os exemplos de A a E, acima. A Tabela 8 apresenta os exemplos de P a S ilustrando os exemplos de dentifrício das composições da presente invenção. Os exemplos de P a S podem ser preparados com o uso de tecnologias convencionais de misturação de dentifrício. O Exemplo S ilustra uma modalidade de dentifrício anidro da presente invenção.
Tabela 8 REIVINDICAÇÕES

Claims (11)

1. Composição para tratamento de sensibilidade dental, caracterizada pelo fato de que compreende: a) pelo menos um composto de fórmula I M1-A-M2-B-M3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalente, M2 é selecionado do grupo consistindo em titânio (Ti) e óxido de titânio (Ti); e A e B são, independentemente, selecionados do grupo consistindo em diácidos, tri-ácidos e tetra-ácidos C2 - Οβ, e b) pelo menos um solvente oralmente aceitável, em que a composição para tratamento de sensibilidade dental contém menos de 3% de água.
2. Composição, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que M2 é titânio (Ti).
3. Composição, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que M2 é óxido de titânio (Ti).
4. Composição, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que 0 composto de fórmula I é selecionado do grupo consistindo em oxalato de óxido de potássio e titânio, oxalato de cálcio e titânio, citrato de óxido de potássio e titânio, oxalato de potássio, cálcio e titânio e misturas dos mesmos.
5. Composição, de acordo com a reivindicação 4, caracterizada pelo fato de que o composto de fórmula I é oxalato de óxido de potássio e titânio.
6. Composição, de acordo com a reivindicação 4, caracterizada pelo fato de que o composto de fórmula I é citrato de óxido de potássio e titânio.
7. Composição, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que está sob a forma de um enxágue bucal, um bochecho, um dentifrício, uma pasta, um pó, um gel, um tablete, uma pastilha, uma microcápsula, uma tira ou um revestimento em faixas.
8. Composição, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que a composição é um revestimento ou impregnante para dispositivos dentais selecionados do grupo consistindo em escovas de dentes, cerdas da escova de dentes, fio dental e palitos dentais.
9. Método não terapêutico para tratamento de dentes sensíveis, caracterizado pelo fato de que compreende a etapa de colocar os dentes sensíveis em contato com uma composição como definida na reivindicação 1, durante pelo menos cerca de 10 segundos.
10. Composição para tratamento de sensibilidade dental, caracterizada pelo fato de que compreende: a) pelo menos um agente dessensibilizante de fórmula I M1-A-M2-B-M3 (I) em que: M1 e M3 são, independentemente, um metal monovalente ou divalente, M2 é selecionado do grupo consistindo em titânio (Ti) e óxido de titânio (Ti); e A e B são, independentemente, selecionados do grupo consistindo em diácidos, tri-ácidos e tetra-ácidos C2 - C6, e b) pelo menos um agente dessensibilizante adicional, e c) pelo menos um solvente oralmente aceitável, em que a composição para tratamento de sensibilidade dental contém menos de 3% de água.
11. Composição, de acordo com a reivindicação 10, caracterizada pelo fato de que o agente dessensibilizante adicional é selecionado do grupo consistindo em citrato de potássio, cloreto de potássio, nitrato de potássio, ácido cítrico, sais de ácido cítrico, cloreto de estrôncio, materiais de vidro bioativo, fosfopeptídeos e misturas dos mesmos.

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