BRPI1003424A2 - sistema polimÉtrico de confinamento de amilina humana e anÁlogos agonistas, processo e uso; processo de avaliaÇço funcional de amilina liberada - Google Patents

sistema polimÉtrico de confinamento de amilina humana e anÁlogos agonistas, processo e uso; processo de avaliaÇço funcional de amilina liberada Download PDF

Info

Publication number
BRPI1003424A2
BRPI1003424A2 BRPI1003424-2A BRPI1003424A BRPI1003424A2 BR PI1003424 A2 BRPI1003424 A2 BR PI1003424A2 BR PI1003424 A BRPI1003424 A BR PI1003424A BR PI1003424 A2 BRPI1003424 A2 BR PI1003424A2
Authority
BR
Brazil
Prior art keywords
amylin
process according
polymeric
agonist
confinement
Prior art date
Application number
BRPI1003424-2A
Other languages
English (en)
Inventor
Luis Mauricio Trambaioli Da Rocha E Lima
Luiz Henrique Guerreiro Rosado
Camile Moreira Mascarenhas
Eduardo Ricci Jr
Original Assignee
Univ Rio De Janeiro
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Application filed by Univ Rio De Janeiro filed Critical Univ Rio De Janeiro
Priority to BRPI1003424-2A priority Critical patent/BRPI1003424A2/pt
Priority to PCT/BR2011/000316 priority patent/WO2012031342A2/pt
Publication of BRPI1003424A2 publication Critical patent/BRPI1003424A2/pt

Links

Classifications

    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61KPREPARATIONS FOR MEDICAL, DENTAL OR TOILETRY PURPOSES
    • A61K38/00Medicinal preparations containing peptides
    • A61K38/16Peptides having more than 20 amino acids; Gastrins; Somatostatins; Melanotropins; Derivatives thereof
    • A61K38/17Peptides having more than 20 amino acids; Gastrins; Somatostatins; Melanotropins; Derivatives thereof from animals; from humans
    • A61K38/22Hormones
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61PSPECIFIC THERAPEUTIC ACTIVITY OF CHEMICAL COMPOUNDS OR MEDICINAL PREPARATIONS
    • A61P3/00Drugs for disorders of the metabolism
    • A61P3/08Drugs for disorders of the metabolism for glucose homeostasis
    • A61P3/10Drugs for disorders of the metabolism for glucose homeostasis for hyperglycaemia, e.g. antidiabetics
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61PSPECIFIC THERAPEUTIC ACTIVITY OF CHEMICAL COMPOUNDS OR MEDICINAL PREPARATIONS
    • A61P5/00Drugs for disorders of the endocrine system
    • A61P5/48Drugs for disorders of the endocrine system of the pancreatic hormones

Landscapes

  • Health & Medical Sciences (AREA)
  • Life Sciences & Earth Sciences (AREA)
  • Diabetes (AREA)
  • Public Health (AREA)
  • Engineering & Computer Science (AREA)
  • Bioinformatics & Cheminformatics (AREA)
  • Pharmacology & Pharmacy (AREA)
  • General Health & Medical Sciences (AREA)
  • Chemical & Material Sciences (AREA)
  • Animal Behavior & Ethology (AREA)
  • Endocrinology (AREA)
  • Medicinal Chemistry (AREA)
  • Veterinary Medicine (AREA)
  • Nuclear Medicine, Radiotherapy & Molecular Imaging (AREA)
  • Organic Chemistry (AREA)
  • General Chemical & Material Sciences (AREA)
  • Chemical Kinetics & Catalysis (AREA)
  • Zoology (AREA)
  • Hematology (AREA)
  • Emergency Medicine (AREA)
  • Obesity (AREA)
  • Gastroenterology & Hepatology (AREA)
  • Immunology (AREA)
  • Proteomics, Peptides & Aminoacids (AREA)
  • Epidemiology (AREA)
  • Medicines That Contain Protein Lipid Enzymes And Other Medicines (AREA)
  • Medicinal Preparation (AREA)

Abstract

SISTEMA POLIMERICO DE CONFINAMENTO DE AMILINA HUMANA E ANÁLOGOS AGONISTAS, PROCESSO E USO; PROCESSO DE AVALIAÇçO FUNCIONAL DE AMILINA LIBERADA O Diabetes Meilitus é uma doença que segundo a Organização Mundial de Saúde é responsável por uma parte significativa das mortes em todo o mundo. Apesar de grande repertório de produtos para controle glicêmico voltados a diabetes, ainda há lacunas farmacológicas e farmacocinéticas a serem preenchidas. A presente invenção tem por objetivo descrever o processo de desenvolvimento de um sistema polimérico de confinamento de amilina e análogos agonistas, sob a forma de nanopartículas e micropartículas. Outro objeto da invenção refere-se a um processo de avaliação funcional in vitro de amilina liberada a partir de sistemas poliméricos de confinamento. Além disso, ainvenção descreve o uso do sistema para produção de medicamento para terapia de reposição de amilina em indivíduos que pode ser utilizada para tratamento ou prevenção de doenças metabólicas.

Description

>ύ O % OV \
RELATORIO DESCRITIVO
,λ Rub:...
A -
V
• α
β-
5
10
15
20
25
SISTEMA POLIMÉRICO DE CONFINAMENTO DE AMILINA HUMANA ANÁLOGOS AGONISTAS, PROCESSO E USO; PROCESSO DE AVALIAÇÃO FUNCIONAL DE AMILINA LIBERADA
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção descreve um sistema polimérico de confinamento de amilina e análogos agonistas. A invenção também está relacionada ao processo de preparo das formulações baseadas em sistemas poliméricos de confinamento de amilina humana e análogos agonistas. Outro objeto da invenção refere-se a um processo de avaliação funcional in vitro de amilina liberada a partir de sistemas poliméricos de confinamento. Além disso, a invenção descreve o uso de um sistema de confinamento polimérico de amilina humana e análogos agonistas para produção de medicamento para terapia de reposição de amilina em indivíduos. Um outro objeto refere-se ao uso do sistema polimérico de confinamento da amilina e análogos agonistas para tratamento ou prevenção de doenças metabólicas. Por fim, o sexto objeto desta invenção corresponde a análogos agonistas da amilina humana.
ESTADO DA ARTE
Atualmente, o diabetes mellitus (DM) é responsável por 5% das mortes relatadas em todo o mundo, sendo que em 2005, 1,1 milhões de pessoas morreram em decorrência das complicações desta doença. A Organização Mundial de Saúde considera que a incidência de casos de DM tenha atingido um nível tão elevado que estima uma pandemia até 2 030, com um 2/24 ο· JO·
^ 1 Fls.
crescimento de 171 milhões de casos em 2000 para.p,
tép. \
milhões em 2030. A maior prevalência deste grupo de doen^s
*"■ íí Λ
reside nos países pobres e em desenvolvimento (80% dos casos). A distribuição etária também varia de acordo com o nível de desenvolvimento sendo que nos países pobres o grupo de maior risco é formado por adultos com idades entre 4 5 e 64 anos, enquanto que nos países ricos o grupo de maior prevalência corresponde aos idosos.
O DM é um grupo de doenças crônicas que ocorrem quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando há uma resistência ã ação deste hormônio e, em alguns casos, são observados produção e ação deficientes da insulina. A insulina é um hormônio peptídico secretado pelas células β das ilhotas pancreáticas e tem efeitos sobre a regulação da concentração de glicose plasmática (glicemia). Sua
ausência ou ação deficiente incorrem no quadro clínico conhecido como hiperglicemia.
Embora existam inúmeros subtipos de DM, os tipos I e II correspondem juntos a mais de 95% dos casos diagnosticados. Sendo a incidência do tipo II correspondente a 90-95% dos casos. Tem-se demonstrado a correlação entre diabetes do tipo II e amiloidose por depósito de amilina.
O DMTI ocorre devido a uma disfunção auto-imune que leva à destruição das células β pancreáticas. Os principais sintomas usados para o diagnóstico inicial são: poliúria, sede intensa, perda de peso e cansaço. O diagnóstico laboratorial da DMTI imunomediada se dá por imunoensaios realizados para se verificar anticorpos que identifiquem um processo auto-imune contra as células β. Esta resposta auto-imune culmina com a falência na produção de insulina e por isso os pacientes com DMTI têm, obrigatoriamente, que repor este hormônio através da administração de ins exógena.
0 DMTII corresponde a 90-95% dos casos diagnosticados
3/24
10
15
20
25
e era denominado diabetes não insulino-dependente e abrange os indivíduos que têm resistência à insulina e normalmente têm relativa (não absoluta) deficiência· de insulina. É caracterizado pela resistência periférica e hepática ã ação da insulina, sendo que, por vezes, este hormônio está presente em níveis normais sem que haja efeito hipoglicemiante. Outra importante característica do DMTII é o estado de tolerância à glicose, que corresponde a um aumento na secreção de insulina seguido pela falência das células β. Portanto, no paciente com DMTII, podem ser observados níveis elevados de insulina juntamente com hiperglicemia. Uma característica importante desta patologia reside no fato de que nem sempre a reposição hormonal é necessária. Em verdade, muitas vezes em seus estágios iniciais esta patologia pode ser tratada apenas pela reeducação alimentar em combinação com exercícios aeróbicos. Há, provavelmente, muitas causas diferentes desta forma de diabetes, embora a etiologia específica não seja conhecida, a destruição auto-imune de células β não está presente, e os pacientes não apresentam as outras causas de diabetes que os enquadrem nos demais grupos anteriormente citados.
Apesar de sua grande importância na patogênese do DMTII, a insulina não é o único hormônio envolvido nesta doença. Neste aspecto, outros hormônios (glucagon, GLPl, amilina, etc.) têm sido associados a esta desordem. A amilina tem um papel de destaque na patogênese do DMTII, pois a maioria dos^ pacientes com esta patologia apresenta depósitos amilóides, constituídos majoritariamente por amilina, em seus pâncreas. Pelo exposto, fica evidente que o controle glicêmico é um processo altamente complexo e <gu8uh: a reposição com insulina exógena pode não ser suficierít^..^ para assegurar a saúde dos pacientes com DM, uma vez que este não é o único hormônio alterado nesta patologia. Além disso, os medicamentos atualmente comercializados não são capazes de repor os padrões fisiológicos de secreção de tais hormônios.
Apesar de grande repertório de produtos para controle glicêmico voltados a diabetes, ainda há lacunas farmacológicas e farmacocinéticas a serem preenchidas.
Atualmente dois hormônios e análogos agonistas são empregados no tratamento de diabetes, a saber, insulina e amilina (polipeptídeo amilóide pancreático, IAPP).
A amilina é uma proteína pancreática com 3 7 aminoácidos, amidada no carboxi-terminal do fim da cadeia ligada por ponte dissulfeto intramolecular compreendida entre os tióis das cadeias laterais das cisteínas 2 e 7,com seqüência: H2N-Lys-Cys-Asn-Thr-Ala-Thr-Cys-Ala-Thr-Gln-Arg- Leu-Ala-Asn-Phe-Leu-Val-His-Ser-Ser-Asn-Asn-Phe-Gly-Ala- Ile-Leu-Ser-Ser-Thr-Asn-Val-Gly-Ser-Asn-Thr-Tyr-CONH2
A amilina possui atividade hormonal, envolvida na regulação de uma série de eventos metabólicos como gliconeogênese, síntese de glicogênio, captação de glicose, esvaziamento gástrico, anorexia, dentre outros. Terapia de reposição de amilina humana não foi ainda possível devido a limitada solubilidade da IAPP em meio aquoso.
Aparentemente o gene da amilina está presente tanto em mamíferos quanto em aves, localizado no cromossomo 12 em humanos. Uma das características mais evidente da amilina 3 0 reside na sua capacidade em formar fibras amilóides sob condições fisiológicas/fisiopatológica, o que lhe confere um papel de destaque na patogênese do DMTII, pois mais de 90% dos pacientes com DMTII apresenta depósitos amilóides _·.··Λ ?t f. ..-Cv- Vf-,
.ν'
5/24 / γ \
Ii Fls. £
em seus pâncreas e são relatados casos de DMTII em M
espécies de mamíferos que expressam amilinas com propensa^o- à formação de estruturas amilóides.
Sendo a amilina um hormônio com ação sobre a glicemia, o seu emprego com fins terapêuticos foi proposto juntamente com a sua descoberta. Todavia, o uso da amilina como biofármaco foi dificultado devido a sua baixa solubilidade aquosa e tendência a formar agregados amilóides em meios aquosos.
0 amlintide, um análogo sintético da amilina, foi o
primeiro protótipo a ser produzido. Contudo, o amlintide também formava agregados amilóides, assim como a amilina e, portanto, era impróprio para aplicações terapêuticas (USAN council. List N0 392. New names Amlintide. In: Clin Pharmacol Ther. 61(4),500, 1997). Diversos análogos agonistas de amilina foram produzidos e testados até que se concluísse que as substituições por prolinas nas regiões 25, 28 e 29 são determinantes para a estabilidade de peptídeo (JANES, S. et al. The Selection of Pramlintide for Clinicai Evaluation. In: Diabetes 45(2), 235A, 1996).
0 melhor entendimento acerca da estabilidade da amilina e seus análogos agonistas possibilitou que se chegasse à seqüência de aminoácidos que constitui o biofármaco pramlintide, o qual foi originalmente denominado por ACl37. Os estudos clínicos mostraram que nos grupos de pacientes que fizeram uso do pramlintide (administrada juntamente com insulina) houve um melhor controle glicêmico (evidenciado pela redução nos níveis de hemoglobina A glicada - HbAlc) e estes pacientes também apresentaram 3 0 menor ganho de peso, quando comparados com o grupo que recebeu apenas insulina.Os testes clínicos também revelaram que o pramlintide, em combinação com insulina, foi capaz de reduzir a glicemia pós-prandial pela menor ingestão de 6/24 pf ■ν
F
IJ
alimentos, pela redução na taxa de esvaziamento gástrico^
í1·'>
inibição da secreção de glucagon (KLEPPINGER, E.L.; VIVIAN,^ E.M. Pramlintide for the treatment of diabetes mellitus. In: Ann Pharmacother 37 (7-8) : 1082-1089, 2003) . Em resumo, os principais resultados encontrados foram: perda de peso e apetite (HOLLANDER, P. et al. Effect of pramlintide on weight in overweight and obese insulin-treated t ype 2 diabetes patients. In: Obes Res. 12(4),661-8, 2004; ARONNE, L. Progressive reduction in body weight after treatment with the amylin analog pramlintide in obese subjects: a phase 2, randomized, placebo-controlled, dose-escalation study. In: J Clin Endocrinol Metab. 92 (8),2977-83, 2007), melhor controle glicêmico (HAYDEN, M.R.; TYAGI, S.C. "A" for Amylin and Amyloid in type 2 Diabetes Mellitus. In: J Pancreas 2 (4) , 124-139, 2001) e diminuição das doses de insulina necessárias a manutenção adequada da glicemia(HOLLANDER, P. et al. Effect of pramlintide on weight in overweight and obese insulin-treated t ype 2 diabetes patients. In: Obes Res. 12(4),661-8, 2004; YOUNG, A. Amylin: physiology and pharmacology. 2005. 341 p. Elsevier Academic Press, London, 2005).
A inexistência de formulações capazes de evitar a agregação da amilina humana criou a necessidade de se desenvolver um biofármaco mais estável (pramlintide). Todavia, o pramlintide é um análogo da amilina humana, com quatro aminoácidos diferentes, dos quais três são prolinas (aminoácidos que sabidamente induzem a formação de estruturas secudárias randômicas). Assim, é possível supor que o pramlintide pode apresentar significativas diferenças em respostas metabólicas e imunológicas comparado à amilina endógena e, portanto, diversos efeitos adversos, assim como observado historicamente para outros produtos biológicos 7/24 φ 1 ?
como, por exemplo, insulina oriunda de outros organismos e^ mutantes.
Embora a literatura careça de informações quanto aos efeitos adversos em longo prazo (YOUNG, A. Amylin: physiology and pharmacology. 2005. 341 p. Elsevier Academic Press, London, 2005; SINGH-FRANCO, D., ROBLES, G., GAZZE, D. Pramlintide acetate injection for the treatment of type 1 and type 2 diabetes mellitus. In: Clinicai Therapeutics 29(4), 535-562, 2007), alguns efeitos como náusea, episódios de vômito e anorexia têm sido freqüentemente associados a terapia com pramlintide (HOLLANDER, P. et al. Effect of pramlintide on weight in overweight and obese insulin-treated type 2 diabetes patients. In: Obes Res. 12(4),661-8, 2004; YOUNG, A. Amylin: physiology and pharmacology. 2005. 341 p. Elsevier Academic Press, London, 2005; PULLMAN, J.; DARSOW, T.; FRIAS, J. P. Pramlintide in the management of insulin-using patients with type 2 and type 1 diabetes. In: Vasc Health Risk Manag. 2(3),203-12, 2006; SINGH-FRANCO, D., ROBLES, G., GAZZE, D. Pramlintide 2 0 acetate injection for the treatment of type 1 and type 2 diabetes mellitus. In: Clinicai Therapeutics 29(4), 535- 562, 2007), que pode ser justificada pelas mutações pontuais na seqüência nativa de amilina.
Outra questão a ser considerada quando avaliada a terapia com pramlintide é a taxa de liberação e biodisponibilidade do fármaco. A utilização de pramlintide tem sido associada ao elevado risco de hipoglicemia causada pela insulina, especialmente em pacientes diabéticos tipo I (WHITEHOUSE, F. et al. A randomized study and open-label extension evaluating the Iong-term efficacy of pramlintide as an adjunct to insulin therapy in type 1 diabetes. In: Diabetes Care 25 (4),724-30, 2002; HOLLANDER, P. et al. Effect of pramlintide on weight in overweight and obese 8/24 «β <
insulin-treated type 2 diabetes patients. In: Obes Re^i" 12 (4), 661-8, 2 004; EDELMAN, S.V. Does addition of^A pramlintide to basal insulin improve glycemic control in type 2 diabetes mellitus? In: Nature Reviews Endocrinology 4, 194-195, 2008). Sendo o pramlintide um peptídeo, sua administração por vias injetáveis subcutânea, intramuscular ou intravenosa são preferidas, a fim de se evitar a degradação no trato digestório. A biodisponibilidade das injeções subcutâneas de pramlintide é de 3 0 a 4 0% (comparada a biodiponibilidade de aplicações intravenosas) e as posologias usualmente empregadas são de 3 0 a 120 μς antes das refeições. A concentração plasmática máxima, Cmáx, ocorre aproximadamente 2 0 minutos após a administração subcutânea (EDELMAN, S.V. Does addition of pramlintide to basal insulin improve glycemic control in type 2 diabetes mellitus? In: Nature Reviews Endocrinology 4, 194-195, 2008) . A baixa disponibilidade aliada à alta incidência de eventos hipoglicêmicos oriundos da necessidade de uma administração cuidadosa para evitar variações na dosagem, apontam para a necessidade de desenvolvimento de novos sistemas de liberação de amilina humana e análogos agonistas. A incapacidade de se restaurar níveis basais de amilina em estado de jejum aponta para a necessidade de desenvolvimento de novos sistemas de liberação sustentada de amilina humana e análogos agonistas. A necessidade de uso de amilina humana com sua seqüência nativa e amidada também apontam para a necessidade de desenvolvimento de novos sistemas de liberação, que consigam manter estável a amilina humana.
Sendo assim, os sistemas de liberação confinados permitiriam atender a essas demandas explicitadas, de manutenção da estabilidade da amilina humana e análogos agonistas e a realização de liberação sustentada, as quais têm por objetivo prolongar o tempo de permanência fármacos, em suas faixas terapêuticas, no organismo. Estes *""<<' sistemas aumentam a segurança dos medicamentos, pois o risco de superdosagens é reduzido, e melhoram a eficácia tanto por melhorar a adesão dos pacientes ao tratamento (que não têm que tomar múltiplas doses dos medicamentos) quanto por reduzir as chances de subdosagens.
Apesar das vantagens e desvantagens já citadas do uso de pramlintide em conjunto com insulina, tanto sobre segurança e eficácia quanto de esquema terapêutico, salientamos que a reposição dos níveis basais de amilina nos indivíduos diabéticos não é coberta com pramlitide, tampouco há outro medicamento disponível com base em amilina humana ou análogos agonistas com liberação sustentada capaz de estabelecer essa reposição hormonal, de importância para diabetes e outras condições fisiopatológicas, como explicitadas adiante. Portanto, o controle da glicemia no jejum para os indivíduos diabéticos continua dependente das terapias atuais, a base de hipoglicemiantes orais e insulinas de liberação lenta, cujas eficácias são muito variáveis dependendo do indivíduo. 0 produto objeto da invenção pode, portanto, ser empregado como uma complementação no tratamento dos pacientes com diabetes.
A amilina é conhecida por diversas outras ações farmacológicas, como por exemplo: secreção de glucagon, insulina, amilina e outros hormônios pancreáticos, metabolismo ósseo, anorexia, esvaziamento gástrico, secreção ácida estomacal, controle da enzima de degradação de insulina, glucagon, peptídeo Α-beta e amilina, promoção da regeneração de células β pancreáticas, metabolismo lipídico, glicídico, láctico, glicogênico, regulação do receptor de calcitonina e peptídeos relacionados ao gene de calcitonina, efeitos cardiovasculares e sobre ^^^ . ^ hemodinâmica, transporte central de arainoácidos, temperatura corpórea, ativação do sistema dopaminérgico, modulação hipocampal e memória, regulação da atividade motora, ação antinflamatória, dislipidemia, coagulopatias, metabolismo renal, desordens imunológicas, dentre outras (YOUNG, A. Amylin: physiology and pharmacology. 2005. Elsevier Academic Press, London, 2005). Desta forma, o produto objeto da invenção, consistindo num sistema de liberação de amilina humana e análogos agonistas amilinomiméticos, podem ser empregados na reposição de amilina e agonistas de amilina para fins de intervenção sobre essas condições fisiopatológicas.
A literatura técnica especializada apresenta alguns exemplos de sistemas de confinamento para liberação lenta e controlada de agentes bioativos.
A patente W02010017215-A2 relata o desenvolvimento de um sistema microestruturado e recoberto para liberação de um agente com base em hidrogel. 0 sistema foi desenvolvido e testado com atropina, molécula orgânica pequena não- peptídica e não-proteica para funcionamento por via transocular. A presente invenção refere-se a um sistema polimérico, empregado sob as formas de nanocápsulas e microcápsulas, disperso em fase líquida e que não necessita de recobrimento para seu funcionamento in vitro e in vivo. Além disso, a presente invenção descreve um sistema para confinamento de sustâncias hidrofóbicas, que apresenta método de preparo distinto dos sistemas que utilizam substâncias hidrofílicas. Outra diferencial e vantagem adicional da presente invenção em relação à referida patente é o confinamento de material protéico/peptídico, que foi testado in vitro e in vivo para um peptídeo ι'ii
■λ R-.;
arailóide, insolúvel, instável, e cujo sistema, proposto jiá presente invenção, gera estabilidade do mesmo.
A agregação protéica/peptídica é um fenômeno dependente de diversos fatores, dentre eles a concentração da proteína/peptídeo e da condição do meio onde ela se encontra. A amilina circulante em indivíduos, assim como diversas outras proteínas, estaria numa condição favorável para não ocorrer agregação, visto sua concentração ser muito baixa e transitar por meios biológicos onde estaria associada a cofatores que evitariam o fenômeno de agregação. Tendo isto por hipótese, a presente invenção descreve um sistema polimérico de confinamento de amilina, capaz de realizar a liberação lenta, diretamente no organismo, evitando uma alta momentânea de concentração e também permitindo que ela se associe a cofatores, e evitando em conjunto que ocorra a agregação protéica e favorecendo sua liberação no organismo. Esse sistema poderia ser empregado por diversas vias de administração no organismo, permitindo a liberação sustentada por dias, para fins de reposição de níveis basais de amilina em indivíduos. Além disso, um método para avaliação funcional das partículas e do peptídeo em sistemas in vitro também foi desenvolvido.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A presente invenção descreve um sistema polimérico de confinamento de amilina e análogos agonistas.
0 segundo objeto desta invenção está relacionado ao processo de preparo das formulações baseadas em sistemas poliméricos de confinamento de amilina e análogos agonistas. tf % 12/24 <7 „ \<k %
,ViS. o
·1λ PvSjb:,
0 terceiro objeto faz referência a um processo dê^ avaliação funcional in vitro de amilina liberada a partir de sistemas poliméricos de confinamento.
0 quarto objeto da invenção descreve o uso de um sistema polimérico de confinamento da amilina e análogos agonistas para produção de medicamento para terapia de reposição de amilina em indivíduos.
0 quinto objeto da invenção descreve o uso de um sistema polimérico de confinamento da amilina e análogos agonistas para produção de medicamento para prevenção e tratamento do diabetes mellitus, tolerância a glicose, controle da glicemia, obesidade, hipertenção, síndrome X7 dislipidemia, disordens cognitivas, aterosclerose, amiloidoses como Alzheimer, Parkinson, Huntington, angiopatia amiloide cerebral, amiloidose leptomeningeal, amiloidose familiar visceral, amiloidose cutânea primária, angiopatia amiloide cerebral, amiloidose sistêmica senil, polineuropatia amiloide familiar, cardiomiopatia amiloidótica familiar, doença de Creutzfeldt-Jakob, amiloidose pancreática,
2 0 infarto do miocárdio, coagulopatias, doenças inflamatórias,
dispepsia, úlceras gástricas, diminuição da ingestão alimentar, modulação do metabolismo ósseo, regulação do metabolismo glicêmico, secreção de insulina, secreção de amilina, secreção de glucagon, proteostasis, decréscimo de apoptose de células beta, aumento da função e massa de células beta, adjuvante em terapias celulares ou de transplante de células beta, restauração da resposta de sensibilidade a glicose em tecidos compostas por células pancreáticas, células beta, adiposas, do sistema nervoso
3 0 central, hepáticas, cardíacas e pulmonares.
0 sexto objeto desta invenção corresponde a um análogo agonista da amilina humana. BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A Figura 1 ilustra a distribuição de tamanho das nanopartícuias contendo amilina.
A Figura 2 ilustra a distribuição de tamanho das micropartículas contendo amilina.
A Figura 3 apresenta a dosagem de amilina humana por fluorimetria usando fluorescamina como derivatizante.
A Figura 4 mostra espectros representativos de várias concentrações de amilina humana derivatizadas por fluorescamina.
A Figura 5 apresenta espectros de fluorescência de nanopartículas de PCL vazia e amilina humana.
A Figura 6 ilustra a distribuição de tamanho das nanopartículas, contendo amilina humana produzida com sonicador, obtida por espalhamento de luz dinâmico.
A Figura 7 mostra a imagem das nanopartículas, contendo amilina humana, obtidas por MEV. O aumento e as barras de tamanho estão indicados no rodapé das microscopias.
A Figura 8 expõe as imagens das nanopartículas, contendo amilina humana, obtidas por MET com um aumento de 25.000X.
A Figura 9 ilustra o perfil de liberação do sistema contendo amilina humana nanoconfinada.
A Figura 10 mostra espectros de fluorescência de amostras, contendo formulações de amilina nanoconfinada, coletadas em diferentes tempos.
A Figura 11 apresenta a ação farmacológica in vivo de amilina humana a partir da preparação contendo amilina humana nanoconfinada, através do monitoramento e avaliação da curva glicêmica. Os ensaios foram realizados com camundongos normais (não-diabéticos) em jejum.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO r.' ■I
Na presente invenção, foi desenvolvido um sisté$ polimérico de confinamento da arailina e análogos agonistas,-?^ sob á forma de nanoparticulas, com diâmetro compreendido entre 100 nm e 800 nm, e micropartículas, com diâmetro compreendido entre 5 μτη e 100 μπι, usando como matriz polimérica um composto compreendido no grupo consistido por poli-caprolactona,poli-e-caprolactona (PCL), poli(DL-
lactideo-co-caprolactona), ácido poli(láctico-glicólico) (PLGA) , fosfolipídeos, lipossomas, quitosana e alginatos. Esse sistema polimérico de confinamento é capaz de realizar a liberação controlada e sustentada da amilina, diretamente no organismo, evitando uma alta momentânea de sua concentração e também permitindo a possível associação de amilina a cofatores naturais, resultando na prevenção da agregação protéica e assim o favorecimento de sua liberação no organismo.
O segundo objeto desta invenção está relacionado ao processo de preparo das formulações baseadas em sistemas poliméricos de confinamento da amilina e análogos agonistas. Uma nova metodologia de emulsificação simples seguida por extração dos solventes foi usada para a produção de nanoparticulas e micropartículas, respectivamente, contendo amilina e análogos agonistas.
O processo de preparo das formulações baseadas em sistemas poliméricos de confinamento da amilina e análogos agonistas, para a produção de nanoparticulas, consiste nas seguintes etapas:
a) Preparo das fases de emulsão
b) Formação da emulsão por agitação ou sonificação 3 0 c) Extração dos solventes orgânicos por vácuo
d) Lavagens por centrifugação ou filtração
e) Remoção da água Inicialmente, na etapa (a) , são preparadas as fases da emulsão separadamente. A fase aquosa (FA) é preparada adicionando-se agente emulsificador à água ultra- pura aquecida numa faixa entre 20 e 90°C. 0 agente emulsificador deve estar compreendido no grupo consistido por álcool polivinílico (PVA), com massa molecular média de a 90 kDa, e polaxamer, ambos em concentração de 0 a 5%. O sistema foi mantido sob agitação magnética até a total dissolução do agente emulsificador sendo, em seguida, resfriado em banho de gelo. A fase orgânica (FO) é obtida a partir da dissolução do polímero formador da matriz, com tamanho médio de 5000 a 100.000 kDa, com massa entre 1-300 mg, preferencialmente 10-30 mg, juntamente com 10 a 1000 μς/ηιΐ:, de amiIina (humana ou animal) ou análogos agonistas, sendo utilizada preferencialmente 150 a 250 μς, em solvente orgânico tais diclorometano, acetona, trifluoretano, clorofórmio, etanol, metanol, acetato de etila e 1,1,1,3,3,3,-hexafluoroisopropanol, numa faixa compreendida entre em 100 a 10000 μ!;, à temperatura compreendida entre 4 e 35 °C, com auxílio de um banho de ultrassom (10 a 400 Watts). Os análogos agonistas da amilina devem estar compreendidos no grupo consistido por pramlintide, sintética por via química em solução, sintética por via química em fase sólida, biosintética, amidada e não- amidada, peglada e não-plegada, com oxidação intramolecular entre as cisteínas (formando cistina) e não oxidadas, incubada com pequenas moléculas inibidoras de agregação ou não, tais como resveratrol, tioflavina, insulina e insulinomiméticos. 0 solvente orgânico utilizado deve ser 3 0 pertencente ao grupo consistido por diclorometano (DCM) , acetona e trifluoroetanol (TFE), clorofórmio, etanol, metanol, acetato de etila e hexafluoroisopropanol (HFIP). Λ'ί'*
I
A seguir, na etapa (b) , uma quantidade entre 2,5 e 7,,-^ mL da FA com concentração de 0 a 2,0% de PVA foi colocada' sob agitação e dispersa usando um sistema mecânico. A agitação pode ser feita empregando um dos equipamentos compreendidos por ultrassom de ponteira (sonicador), homogeneizador, misturador e difusor de turbina de alta rotação, sendo preferencialmente, utilizado o sonicador ajustado entre 10 a 200 watts em ciclos contínuos por um tempo entre 2 a 15 minutos. A FO é então lentamente adicionada à FA sob agitação mecânica até a formação de emulsão. A emulsão é então adicionada, se necessário, de óleo silicone 100% para atingir uma concentração final de até 10%.
Na etapa (c), a emulsão é então submetida à vácuo por 30-60 minutos sob resfriamento para a completa retirada dos solventes orgânicos, o que' levou à formação de uma nanosuspensão.
Na etapa (d) , o sistema é então separado por 10 a 20 minutos por centrifugação, ou por filtração, e lavado diversas vezes utilizando-se solução aquosa de PVA, com concentração entre 0 a 5%, nas lavagens.
Por fim, na etapa (e) , o sistema é ressuspendido em uma solução crioprotetora para posterior secagem por métodos como liofilização ou leito fluidizado ("spray- dry"). A solução crioprotetora contém quantidades variáveis de até 20% p/p de uma dos compostos polihidricas como manitol, sorbitol, inositol, propileno glicol, etileno glicol, manose, ribose, lactose, sacarose, frutose, galactose, arabinose, glicerol, álcool polivinílico, trealose, dióxido de silicone coloidal, polietilenoglicol e polaxamer.
0 processo de preparo das formulações baseadas em sistemas poliméricos de confinamento da amilina e análogos agonistas, para a produção de microparticulas, consiste na mesmas etapas já descritas para a produção de nanoparticulas, exceto a etapa (b). Na etapa (b), a formação da microemulsão ocorre por agitação empregando difusor de turbina de alta rotação (ultra-dispersor) numa velocidade compreendida entre 10000 a 20000 RPM.
0 terceiro objeto da presente invenção faz referência a um processo de avaliação funcional in vitro de amilina e análogos agonistas liberada a partir de sistemas poliméricos de confinamento. Para isso, foi avaliado o método de liberação in vitro em meio aquoso tamponado, isotonizado, contendo agente lipídico surfactante ou emulsificante (lauril éter, lauril sulfato de sódio, polisorbato, ou um surfactante não iônico) ou fosfolipídeos (dodecilfosfatidilcolina, fosfatidilcolina,
fosfatidilglicerol, fosfatidilserina, fosfatidilinositol) entre 0,001 a 2 % p/v, por meio da dosagem de amilina e análogos agonistas por espectrofluorimetria com fluorescamina gerando um produto fluorescente.
Inicialmente, um volume compreendido entre 100 e 300 μ L de uma solução contendo amilina, liberada em meio aquoso tamponado, isotonizado, contendo agente lipídico surfactante ou emulsificante (lauril éter, lauril sulfato de sódio, polisorbato, ou um surfactante não iônico) ou fosfolipídeos (dodecilfosfatidilcolina, fosfatidilcolina, fosfatidilglicerol, fosfatidilserina, fosfatidilinositol) entre 0,001 a 2 % p/v, a partir de sistemas de confinamento, foram misturados em meio aquoso tamponado, isotonizado, contendo agente lipídico surfactante ou emulsificante (lauril éter, lauril sulfato de sódio, polisorbato, ou um surfactante não iônico) ou fosfolipídeos (dodecilfosfatidilcolina, fosfatidilcolina,
fosfatidilglicerol, fosfatidilserina, fosfatidilinositol) 18/24 £ ^ Fb..-
entre 0,001 a 2 % p/v, com um volume na faixa entre 10 0· e 300 pL do derivatizante (numa concentração compreendida;.; entre 0,2 e 1,0 mg/ml de fluorescamina em DMSO). Após isso, foi realizada a homogeneinização da amostra, usando um agitador. A amostra foi analisada em um fluorímetro com parâmetros definidos por um técnico no assunto.
O quarto objeto da invenção descreve o uso de um sistema polimérico de confinamento da amilina e análogos agonistas para produção de um medicamento liberação sustentada por dias, para fins de reposição de níveis basais de amilina em indivíduos, podendo ser esse medicamento encontrado nas formas farmacêuticas sólidas, líquidas em suspensão, gel, ou semisólido, como pó para ressuspensão, pó inalável, comprimidos, comprimidos revestidos, cápsulas, pastilhas, supositórios, pomadas, injetáveis e adesivos transdérmicos, para uso oral, sublingual, tópico, implante, intramuscular, intravenoso, ou por inalação, sendo preferencialmente utilizado sob a forma inj etável.
0 quinto objeto da invenção descreve o uso de um sistema polimérico de confinamento da amilina e análogos agonistas para produção de medicamento para prevenção e tratamento do diabetes mellitus, tolerância a glicose, controle da glicemia, obesidade, hipertenção, síndrome X, dislipidemia, disordens cognitivas, aterosclerose, infarto do miocárdio, amiloidoses como Alzheimer, Parkinson, Huntington, angiopatia amiloide cerebral, amiloidose leptomeningeal, amiloidose familiar visceral, amiloidose cutânea primária, amiloidose sistêmica senil, polineuropatia amiloide familiar, cardiomiopatia amiloidótica familiar, doença de Creutzfeldt-Jakob, amiloidose pancreática, infarto do miocárdio, coagulopatias, doenças inflamatórias, dispepsia, úlceras gástricas, ingestão alimentar, modulação do 4JÍ
metabolismo ósseo, regulação do metabolismo glicêmicí^,^"" A £
Φ^ caio..^J,......./a
secreção de insulina, secreção de amilina, secreção dg^ ^
glucagon, proteostasis, decréscimo de apoptose de células beta, aumento da função e massa de células beta, adjuvante em terapias celulares ou de transplante de células beta, restauração da resposta de sensibilidade a glicose em tecidos compostas por células pancreáticas, células beta, adiposas, do sistema nervoso central, hepáticas, cardíacas e pulmonares.
Esse medicamento pode ser encontrado nas formas
farmacêuticas sólidas, líquidas em suspensão, gel, ou semisólido, como pó para ressuspensão, pó inalável, comprimidos, comprimidos revestidos, cápsulas, pastilhas, supositórios, pomadas, injetáveis e adesivos transdérmicos, para uso oral, sublingual, tópico, implante, intramuscular, intravenoso, ou por inalação, sendo preferencialmente utilizado sob a forma injetável.
O análogo agonista da amilina humana corresponde a todo alfa L-aminoácido, alfa-D-aminoácidos e beta-L- aminoácidos como Ala, Arg, Asn, Asp, Cys, Glu, Gln, His, Ilê, Leu, Lys, Met, Phe, Pro, Ser, Thr, Trp, Tyr, Val e ainda outros já conhecidos no estado da arte, que podem ser introduzido em um ou mais pontos da cadeia de amilina humana a seguir: H2N-Lys-Cys-Asn-Thr-Ala-Thr-Cys-Ala-Thr- Gln-Arg-Leu-Ala-Asn-Phe-Leu-Val-His-Ser-Ser-Asn-Asn-Phe- Gly-Ala-Ile-Leu-Ser-Ser-Thr-Asn-Val-Gly-Ser-Asn-Thr-Tyr- CONH2.
Os exemplos que serão dados a seguir são meramente ilustrativos e têm o intuito de comprovar as concretizações 3 0 realizadas pelos inventores. Os dados contidos nos exemplos não devem, portanto, servirem para delimitar os direitos do depositante. Exemplo 1: Processo de produção EXEMPLOS
20/24
de nanopartícula
10
15
utilizando sonicador.
A FA foi preparada utilizando 5 mL de solução aquosa com 1,5% de PVA. Para o preparo da FO, foram dissolvidos 20 mg de PCL em 0,6 mL de DCM, utilizando banho de ultrassom por 10 min. Foram adicionados 0,4mL de TFE contendo 0,2 mg de amilina humana à FO. 5mL de FA foi transferido para um tubo resfriado em banho de gelo. Um sonicador de ciclo igual ale amplitude igual a 70% foi empregado para realizar a agitação. Foi realizada a homogeneização da FO na FA e, posteriormente, empregado vácuo (700 mmHg) em banho de gelo por 3 0 a 4 0 min. A lavagem foi realizada durante 3 vezes com PVA 1,5% por meio de centrifugação por min.
Ao final do processo, foram obtidas partículas de diâmetro compreendido entre 100 a 300 nm (Figura 1). Exemplo 2: Processo de produção de micropartículas.
A FA foi preparada utilizando 5mL de solução aquosa com 1% de PVA. Para o preparo da FO, foram dissolvidos 30mg de PCL, com massa molecular média de 65 kDa, em ImL de DCM, utilizando banho de ultrassom por 10 min. Foram adicionados 0,1 mL de TFE contendo 0,2 mg de amilina humana a FO. 5mL de FA foram transferidos para um frasco de 50mL de capacidade nominal. Um ultra-dispersor a 14.000 RPM foi empregado para realizar a agitação. Foi realizada a homogeneização da FO na FA e, posteriormente, empregado vácuo (700 mmHg) em banho de gelo por 15min. A lavagem foi realizada durante 3 vezes com PVA 1% por meio de centrifugação por 15min.
Ao final do processo, foram obtidas partículas de diâmetro compreendido entre 1,0 a 2,5 μπι (Figura 2). Exemplo 3:Método de liberação in vitro de amilina. ^ Fis-
O método usando fluorescamina, quando empregado partir1" detecção e quantificação da amilina apresentou boar^· linearidade, expressa pelo valor de R2 igual a 0,999 na faixa de concentração de 0,1 mg a 50 μς/πΛ (Figuras 3 e 4).
Além disso, a Figura 4 indica que o aumento da concentração de amilina leva ao aumento na intensidade de florescência.
Este método também apresenta seletividade adequada, uma vez que os componentes da formulação vazia não interferem no sinal obtido (Figura 5).
Exemplo 4: Caracterização do tamanho das partículas.
Exemplo 4.1: Determinação do tamanho por espalhamento de luz dinâmico (DLS)
Foram preparadas nanopartículas contendo amilina humana empregando-se um sonicador. Estas amostras não
puderam ser analisadas por microscopia óptica por apresentarem diâmetros muito pequenos.
As suspensões de nanopartículas foram diluídas em água e mantidas em cubetas de acrílico seladas. Os frascos foram colocados na câmara de análise do equipamento de
2 0 espalhamento de luz de modo que o feixe de luz laser
atravessasse a suspensão em toda sua extensão sem que houvesse efeito de filtro interno.
A amostra contendo amilina humana apresentou diâmetro de 153,3 nm e polidispersividade de 0,116, conforme mostra
a Figura 6.
A Tabela 1 apresenta a distribuição de tamanho das nanopartículas com amilina humana produzidaa utilizando sonicador (dados obtidos por espalhamento de luz dinâmico).
3 0 Tabela 1. Distribuição de tamanho das nanopartículas com
amilina produzidas com sonicador Diâmetro (nm) Polidispersividade 156, 2 0, 101 148 , 2 0, 108 154, 5 0, 139 Média 153,3 0, 116 Erro padrão 2,1 0, 011
FU.&
φ Rub: yjL·**^* Γ
Exemplo 4.2: Análise morfológica por microscopia eletrônica de varredura (MEV)
Usando uma micropipeta, a suspensão de nanopartícuias foi espalhada sobre lâminas de vidro e resfriadas em nitrogênio líquido. Após a Iiofilização, as amostras receberam tratamento (cobertura de ouro) e foram observadas no microscópio eletrônico de varredura.
As imagens obtidas por MEV estão de acordo com os resultados do DLS, indicando diâmetros nanométricos para a maior parte da população de partículas presente na amostra. Além dos diâmetros nanométricos é possível observar que as partículas apresentam morfologia esferóide compatível com o esperado. A Figura 7 apresenta imagem das nanopartículas contendo amilina humana obtidas por MEV.
Exemplo 4.3: Análise morfológica por microscopia eletrônica de transmissão (MET)
As amostras usadas para esta técnica foram preparadas da seguinte forma: cada grade de MET recebeu 5 μ]1 das 2 0 suspensões de nanopartículas, transcorridos 3 0 segundos outros 5 μΐϋ de solução supersaturada de acetato de uranila (contrastante) foram acrescentados a cada grade. Aguardaram-se mais 3 0 segundos até que o excesso de líquido pudesse ser retirado usando papel absorvente. As amostras ficaram então duas horas em um dessecador até que pudessem ser visualizadas no microscópio eletrônico de transmissão. 23/24 ;
Γώ Rub:
O resultado indicou uma população nanométrica partículas. Contudo, a Figura 8 mostra que a morfologia das partículas obtida por MET aponta para formas mais elípticas. Outro dado importante das imagens de MET é a ausência de fibras amilóides, indicando que o processo evitou que a amilina humana formasse agregados amilóides. Exemplo 5: Avaliação funcional da amilina liberada a partir de sistemas polimêricos de confinamento.
Exemplo 5.1: Perfil de liberação das nanopartícuias com amilina in vitro
Após as lavagens, as amostras foram diluídas em 10 mL do tampão de liberação (PBS pH 7,4 com 0,02 % de NaN3 e 0,1% de polissorbato-80) . Após a diluição, o material foi dividido entre dez microtubos de 1,5 mL, sendo que cada tubo recebeu 1 mL de amostra e todas foram transferidas para estufa e mantidas a 370C durante o experimento. A cada intervalo de tempo um microtubo foi retirado da estufa e centrifugado a 20.OOOg por 30 minutos a 12°C. A amilina presente nos sobrenadantes foi dosada por
espectrofluorimetria.
Diversos experimentos realizados em dias diferentes com formulações independentemente preparadas indicaram que este sistema apresenta uma cinética de liberação superior a quatro dias.
A Figura 9 apresenta um perfil de liberação das
formulações de amilina nanoconfinada, sendo que as mesmas apresentam cinéticas de liberação superiores a três dias.
Alguns dos espectros de fluorescência obtidos durante as duas liberações são apresentados na Figura 10, onde é 3 0 possível observar o aumento da intensidade de fluorescência com o passar do tempo, indicando que a amilina está sendo liberada. 24/24 j? Exemplo 5.2: Perfil f armacológico in vivo
i
nanopartículas com amilina
Camundongos suíços machos com 8 semanas, foram divididos em dois grandes grupos: Controle (n = 6) e Np- hIAPPwt (n = 6) . Os animais foram alojados em uma sala de temperatura controlada, com ciclo luz-escuro de 12 h e tiveram livre acesso à água e ração, a qual foi suspendida 12h antes do início do experimento e que foi disponibilizada novamente após o fim deste. O primeiro grupo (grupo Controle, n=6) recebeu 100 pL da formulação sem amilina (veículo), o segundo grupo (grupo Np-hIAPPwt, η = 6) foi tratado com 100 pL da formulação com amilina nanoconfinada. A glicemia dos animais foi determinada no tempo zero, através de um glicosímetro e 100 pL de cada amostra foi injetado por via subcutânea em cada animal. Todos os camundongos estavam em jejum durante o experimento. Depois disso, a concentração de glicose no sangue foi monitorada nos tempos: 6 h, 10 h e 32 h.
A formulação contendo amilina humana nanoconfinada foi 2 0 capaz de promover um efeito hipoglicemiante em camundongos em jejum, conforme é apresentado na Figura 11. Este efeito hipoglicemiante perdurou até o fim do experimento (32 h) indicando a efetividade farmacológica sistêmica da amilina liberada pelo produto, e também um potencial uso da
2 5 formulação para preparar um medicamento para tratar o
diabetes mellitus e outras doenças metabólicas. Os experimentos com animais foram realizados de forma a minimizar o desconforto ou sofrimento dos mesmos e tais experimentos foram previamente submetidos à análise e
3 0 aprovados pelo comitê de ética em experimentação animal do
Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Claims (33)

1. Sistema polimérico de confinamento de amilma e análogos agonistas caracterizado por consistir de uma matriz polimérica, sob a forma de nanopartículas, com tamanho médio compreendido entre 20 e 600 nm, e microparticulas, com tamanho médio compreendido entre 1 e 100 μπι, de liberação controlada e sustentada da amilina e análogos agonistas diretamente no organismo.
2. Sistema polimérico, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por utilizar como matriz polimérica um composto compreendido no grupo consistido por ácido poli -glicólico, ácido poli-láctico, por poli- caprolactona,poli-s-caprolactona (PCL), poli(DL-lactideo- co-caprolactona), ácido poli(láctico-glicólico) (PLGA), fosfolipídeos, lipossomas, quitosana e alginatos.
3. Processo de preparo das formulações baseadas em sistemas poliméricos de confinamento de amilina e análogos agonistas caracterizado por consistir de uma metodologia de emulsificação simples, seguida por extração dos solventes, para formação de nanopartículas e microparticulas.
4. Processo, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por ser empregado para a produção de nanopartículas contendo amilina e análogos agonistas, utilizando o seguinte procedimento: a) Preparo das fases de emulsão b) Formação da emulsão por agitação ou sonicação c) Extração dos solventes orgânicos por vácuo d) Lavagens por centrifugação ou filtração e) Remoção da água
5. Processo, de acordo com as reivindicações 3 e 4, caracterizado pelo fato da fase aquosa, na etapa (a) ser preparada adicionando-se agente emulsificador à água ultra-pura aquecida numa faixa compreendida entre 2CT7 e 90°C.
6. Processo, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato do agente emulsificador estar compreendido no grupo consistido por álcool polivinilico e polaxamer, ambos em concentração entre 0 e 5%.
7. Processo, de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato do álcool polivinilico apresentar massa molecular média entre 10 e 90 kDa.
8. Processo, de acordo com as reivindicações 3 e 4, caracterizado pelo fato da fase orgânica, na etapa (a) ser obtida empregando-se a amilina ou análogos, numa faixa compreendida entre 10-1000 pg/mL dissolvida em um solvente orgânico, totalizando um volume numa faixa compreendida entre 10-5000 pL.
9. Processo, de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato da massa da amilina e análogos agonistas empregados na dissolução estar compreendida, preferencialmente, numa faixa entre 100-500 pg.
10. Processo, de acordo com a reivindicação 3 a 9, caracterizado pelo fato do análogo da amilina estar compreendido no grupo consistido por pramlintide, sintética por via química em solução, sintética por via química em fase sólida, biosintética, amidada e não- amidada, peglada e não-peglada, com oxidação intramolecular entre as cisteínas e não oxidadas, incubada com pequenas moléculas inibidoras de agregação e não-incubada.
11. Processo, de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo fato do análogo da amilina incubado com pequenas moléculas inibidoras de agregação ser pertencente ao grupo consistido por resveratrol, tioflavina, insulina e insulinomiméticos.
12. Processo, de acordo com as reivindicações 3 e -4,... caracterizado pelo fato da dissolução do polímero, na -í etapa (a) ser realizada, empregando uma massa compreendida na faixa entre 1 a 300 mg, em um volume de 1 a 10000 μϋ de solvente orgânico.
13. Processo, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato da massa do polímero empregado na dissolução estar compreendida, preferencialmente, numa faixa entre 10 a 3 0 mg.
14. Processo, de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato do polímero apresentar massa molecular média de 5.000 a 100.000 Da.
15. Processo, de acordo com as reivindicações 3 a 8, caracterizado pelo fato do solvente orgânico utilizado na etapa (a) ser pertencente ao grupo consistido por diclorometano, acetona e trifluoroetanol, clorofórmio, etanol, metanol, acetato de etila e 1,1,1,3,3,3- hexafluoroisopropanol.
16. Processo, de acordo com as reivindicações 3 e 4, caracterizado pelo fato da nanoemulsão, na etapa (b) , conter a fase orgânica e uma quantidade entre 2,5 e 7,5 mL de solução aquosa de PVA com concentração de 0,5 a 2,0%.
17. Processo, de acordo com a reivindicação 16, caracterizado pelo fato da nanoemulsão ser obtida empregando um dos equipamentos compreendidos por sonicador, homogeneizador, misturador e difusor de turbina de alta rotação.
18. Processo, de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato da nanoemulsão ser obtida, preferencialmente, com o auxílio de um sonicador por um tempo entre 2 a 15 minutos.
19. Processo, de acordo com a reivindicação 18, caracterizado pelo fato da nanoemulsão ser obtida com o auxílio de um sonicador, preferencialmente, por um tempo^Ilub:„ entre 5 a 10 minutos.
20. Processo, de acordo com as reivindicações 17 a 19, caracterizado pelo fato da formação da nanoemulsão poder ocorrer com o sonicador ajustado entre 10 a 200 watts de potência em ciclo contínuo.
21. Processo, de acordo com as reivindicações 3 e 4, caracterizado pelo fato do vácuo, na etapa (c) ser empregado por 30 a 60 minutos sob resfriamento.
22. Processo, de acordo com as reivindicações 3 e 4, caracterizado pelo fato o sistema ser ressuspendido, na etapa (e) em uma solução crioprotetora para posterior secagem por métodos como liofilização e leito fluidizado ("spray-dry") .
23. Processo, de acordo com a reivindicação 22, caracterizado pelo fato da solução crioprotetora conter quantidades variáveis de até a 2 0% p/p de uma dos compostos polihidricas como manitol, sorbitol, inositol, propileno glicol, etileno glicol, manose, ribose, lactose, sacarose, frutose, galactose, arabinose, glicerol, álcool polivinílico, trealose, dióxido de silicone coloidal, polietilenoglicol e polaxamer.
24. Processo, de acordo com as reivindicações 3 a 23, caracterizado por ser empregado para a produção de micropartículas contendo amilina e análogos agonistas.
25. Processo, de acordo com a reivindicação 24, caracterizado pelo fato da formação da microemulsão, na etapa (b), ocorrer por agitação empregando um difusor de turbina de alta rotação.
26. Processo, de acordo com a reivindicação 25, caracterizado pelo fato do difusor de turbina de alta rotação ser operado numa velocidade compreendida entre 10000 a 20000 RPM.
27. Processo de avaliação funcional de liberação in νιξχ<$\ • da amilina e análogos agonistas a partir de sisterrt^" poliméricos de confinamento dispersos em meio contendo' agente lipidico surfactante ou emulsificante (lauril éter, lauril sulfato de sódio, polisorbato, ou um surfactante não iônico) ou fosfolipídeos (dodeciIfosfatidilcolina, fosfatidilcolina, fosfatidilglicerol, fosfatidilserina, fosfatidilinositol) entre 0,001 a 2 % p/v, caracterizado por consistir da dosagem de amilina e análogos agonistas por espectrofluorimetria com fluorescamina.
28. Processo, de acordo com a reivindicação 27, caracterizado por gerar um conjugado entre amilina e análogos agonistas com a substância fluorescente como produto.
29. Uso do sistema polimérico de confinamento da amilina e análogos agonistas caracterizado por ser utilizado para produção de medicamento para terapia de reposição de amilina em indivíduos.
30. Uso do sistema polimérico de confinamento, de acordo com a reivindicação 29, caracterizado pelo medicamento ser empregado nas formas farmacêuticas sólidas, líquidas em suspensão, gel ou semisólido, como pó para ressuspensão, pó inalável, comprimidos, comprimidos revestidos, cápsulas, pastilhas, supositórios, pomadas, injetáveis e adesivos transdérmicos, para uso oral, sublingual, tópico, implante, intramuscular, intravenoso, ou por inalação, permitindo a liberação sustentada da amilina e análogos agonistas.
31. Uso, de acordo com a reivindicação 30, caracterizado por ser empregado, preferencialmente, por via injetável.
32. Uso do sistema polimérico de confinamento da amilina e análogos agonistas caracterizado por ser utilizado para tratamento ou prevenção de hiperglicemia, diabetes, diabetes tipo I, diabetes tipo II, tolerância a glicose, regulação do metabolismo glicêmico, secreção c insulina, secreção de amilina, secreção de glucagon, obesidade, hipertenção, síndrome X, dislipidemia, desordens cognitivas, aterosclerose, infarto do miocárdio, amiloidoses como Alzheimer, Parkinson, angiopatia amiloide cerebral, amiloidose leptomeningeal, amiloidose familiar visceral, amiloidose cutânea primária, amiloidose sistêmica senil, polineuropatia amiloide familiar, cardiomiopatia amiloidótica familiar, doença de Creutzfeldt-Jakob, amiloidose pancreática, coagulopatias, outras doenças vasculares, doenças inflamatórias,dispepsia, úlceras gástricas, diminuição da ingesta alimentar, modulação do metabolismo ósseo, proteostasis, decréscimo de apoptose de células beta, aumento da função e massa de células beta, adiposas, do sistema nervoso central, hepáticas, cardíacas e pulmonares, adjuvante em terapias celulares ou de transplante de células beta, restauração da resposta de sensibilidade a glicose em tecidos compostas por células pancreáticas, adiposas, do sistema nervoso central, hepáticas, cardíacas, pulmonares.
33. Análogo agonista de amilina caracterizado por apresentar um ou mais alfa L-aminoácidos, Alfa-D- aminoácidos e beta-L-aminoácidos como Ala, Arg, Asn, Asp, Cys, Gln, Glu, Gly, His, lie, Leu, Lys, Met, Phe7 Pro, Ser, Thr, Trp, Tyr, Vai, que podem ser introduzidos em um ou mais pontos da cadeia de amilina humana.
BRPI1003424-2A 2010-09-08 2010-09-08 sistema polimÉtrico de confinamento de amilina humana e anÁlogos agonistas, processo e uso; processo de avaliaÇço funcional de amilina liberada BRPI1003424A2 (pt)

Priority Applications (2)

Application Number Priority Date Filing Date Title
BRPI1003424-2A BRPI1003424A2 (pt) 2010-09-08 2010-09-08 sistema polimÉtrico de confinamento de amilina humana e anÁlogos agonistas, processo e uso; processo de avaliaÇço funcional de amilina liberada
PCT/BR2011/000316 WO2012031342A2 (pt) 2010-09-08 2011-09-08 Sistema polimérico de confinamento de amilina humana e análogos agonistas, processo e uso; processo de avaliação funcional de amilina liberada

Applications Claiming Priority (1)

Application Number Priority Date Filing Date Title
BRPI1003424-2A BRPI1003424A2 (pt) 2010-09-08 2010-09-08 sistema polimÉtrico de confinamento de amilina humana e anÁlogos agonistas, processo e uso; processo de avaliaÇço funcional de amilina liberada

Publications (1)

Publication Number Publication Date
BRPI1003424A2 true BRPI1003424A2 (pt) 2013-01-08

Family

ID=45811001

Family Applications (1)

Application Number Title Priority Date Filing Date
BRPI1003424-2A BRPI1003424A2 (pt) 2010-09-08 2010-09-08 sistema polimÉtrico de confinamento de amilina humana e anÁlogos agonistas, processo e uso; processo de avaliaÇço funcional de amilina liberada

Country Status (2)

Country Link
BR (1) BRPI1003424A2 (pt)
WO (1) WO2012031342A2 (pt)

Cited By (1)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
WO2014197961A1 (en) * 2013-06-14 2014-12-18 Universidade Federal Do Rio De Janeiro Non-agglomerating bioconjugates of amylin-mimetic compounds and polyethyleneglycol

Families Citing this family (1)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
CN103432632B (zh) * 2013-09-16 2015-11-25 姚静 一种温度敏感凝胶组合物及制备方法

Family Cites Families (7)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
JPS608382A (ja) * 1983-06-28 1985-01-17 Hitachi Chem Co Ltd 螢光性粒子の製造法
CA2046830C (en) * 1990-07-19 1999-12-14 Patrick P. Deluca Drug delivery system involving inter-action between protein or polypeptide and hydrophobic biodegradable polymer
EP0678018B1 (en) * 1993-01-06 2003-04-09 Kinerton Limited Ionic molecular conjugates of biodegradable polyesters and bioactive polypeptides
EP1240896A3 (en) * 1998-07-23 2003-03-26 Societe De Conseils De Recherches Et D'applications Scientifiques S.A.S. Encapsulation of water soluble peptides
WO2004035762A2 (en) * 2002-10-17 2004-04-29 Alkermes Controlled Therapeutics, Inc. Ii Microencapsulation and sustained release of biologically active polypeptides
US20110268807A1 (en) * 2008-08-04 2011-11-03 James Su Biodegradable Microspheres and Methods of Use Thereof
BRPI0905179B8 (pt) * 2009-12-21 2021-05-25 Univ Rio De Janeiro composição farmacêutica contendo aminoácidos englobados em um sistema nanoparticulado e uso na eletroterapia tumoral

Cited By (1)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
WO2014197961A1 (en) * 2013-06-14 2014-12-18 Universidade Federal Do Rio De Janeiro Non-agglomerating bioconjugates of amylin-mimetic compounds and polyethyleneglycol

Also Published As

Publication number Publication date
WO2012031342A3 (pt) 2012-05-03
WO2012031342A2 (pt) 2012-03-15

Similar Documents

Publication Publication Date Title
JP6066982B2 (ja) 経口的に生物学的に利用可能な脂質ベースの構築物
Lam et al. Sustained release of recombinant human insulin-like growth factor-I for treatment of diabetes
Chung et al. Self-assembled “nanocubicle” as a carrier for peroral insulin delivery
Wei et al. A novel sustained-release formulation of recombinant human growth hormone and its pharmacokinetic, pharmacodynamic and safety profiles
Lin et al. Phase‐changeable nanoemulsions for oral delivery of a therapeutic peptide: toward targeting the pancreas for antidiabetic treatments using lymphatic transport
BR112019019596A2 (pt) composição para administração oral de fármaco, formulação de fármaco para administração oral, método para fabricar um fármaco, e, método de tratamento.
JP6305555B2 (ja) 血糖降下作用の有効成分を有する持続徐放性リポソームゲル組成物及びその製造方法
CN110339166B (zh) 一种利拉鲁肽多囊脂质体及其制备方法和应用
Hristov et al. Silica-coated nanoparticles with a core of zinc, L-arginine, and a peptide designed for oral delivery
JP2020105227A (ja) インスリン含有医薬組成物
Ruan et al. Long-acting release microspheres containing novel GLP-1 analog as an antidiabetic system
Kim et al. Polymer lung surfactants
Zhang et al. In vitro and in vivo sustained release of exenatide from vesicular phospholipid gels for type II diabetes
Wang et al. Preparation, characterization and related in vivo release, safety and toxicity studies of long acting lanreotide microspheres
Wang et al. Modification of three-phase drug release mode of octreotide PLGA microspheres by microsphere-gel composite system
JP7517691B2 (ja) 糖尿病を処置するための脂質ベースのナノ粒子を含む組成物
Wu et al. A liquid crystal in situ gel based on rotigotine for the treatment of Parkinson’s disease
Jiang et al. Semaglutide sustained-release microspheres with single-phase zero-order release behavior: Effects of polymer blending and surfactants
BRPI1003424A2 (pt) sistema polimÉtrico de confinamento de amilina humana e anÁlogos agonistas, processo e uso; processo de avaliaÇço funcional de amilina liberada
Son et al. Mono-lithocholated exendin-4-loaded glycol chitosan nanoparticles with prolonged antidiabetic effects
García‐Otero et al. Intravitreal Administration of Adalimumab‐Loaded Poly (Lactic‐co‐Glycolic Acid) Nanoparticles: Effects on Biodistribution and Pharmacokinetics
CN105919974A (zh) 鲑鱼降钙素磷脂复合物及其脂质纳米粒和制备方法
BR102015031283A2 (pt) Bioconjugado de amilina humana ou de análogos de amilinanão agregantes, composição, métodos para a preparação deuma composição, para o tratamento de uma doença oucondição e para estabilizar um composto amilino-mimético, e,medicamento
US20230210875A1 (en) Liposomal composition for use in a method of treating parkinson&#39;s disease
US20250367134A1 (en) Peripheralization of centrally-acting cannabinoid-1 receptor antagonists by nanoparticles for the treatment metabolic related conditions

Legal Events

Date Code Title Description
B03A Publication of an application: publication of a patent application or of a certificate of addition of invention
B03H Publication of an application: rectification

Free format text: REFERENTE A RPI 2192 DE 08/01/2013, QUANTO AO ITEM (51).

B07D Technical examination (opinion) related to article 229 of industrial property law
B06F Objections, documents and/or translations needed after an examination request according art. 34 industrial property law
B07E Notice of approval relating to section 229 industrial property law

Free format text: NOTIFICACAO DE ANUENCIA RELACIONADA COM O ART 229 DA LPI

B06T Formal requirements before examination
B07A Technical examination (opinion): publication of technical examination (opinion)
B09B Decision: refusal
B09B Decision: refusal

Free format text: MANTIDO O INDEFERIMENTO UMA VEZ QUE NAO FOI APRESENTADO RECURSO DENTRO DO PRAZO LEGAL