BRPI1004020A2 - Equipamento hospitalar e incubadora - Google Patents

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BRPI1004020A2
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Djalma Luiz Rodrigues
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Fanem Ltda
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Abstract

EQUIPAMENTO HOSPITALAR E INCUBADORA. A presente invenção refere-se a um equipamento hospitalar, compreendendo pelo menos uma incubadora (3) do tipo fechada dotada de pelo menos uma parede lateral (33) e pelo menos uma tampa ou cúpula (34) definindo uma cabine (G) no interior da qual é provido pelo menos um leito (31) para acolher pelo menos um paciente, pelo menos uma das paredes (33) e/ou cúpula (34) sendo transparente, e operativamente associável a, pelo menos, um equipamento de fototerapia (2), que compreende adicionalmente uma película com propriedades antiembaçantes (35) associada a, pelo menos, uma das paredes laterais (33) e/ou cúpula (34).

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "EQUIPA- MENTO HOSPITALAR E INCUBADORA".
A presente invenção refere-se a um equipamento hospitalar, tal qual uma incubadora fechada, idealizada para tratamento de recém- nascidos (neonatos), dotado de uma pluralidade de equipamentos para su- porte à vida do paciente, tais como pelo menos um equipamento de fotote- rapia, bem como de uma película antiembaçante que evita o embaçamento das paredes e cúpula da incubadora, garantindo tanto a completa visualiza- ção do paciente quanto a manutenção e eficácia dos níveis de irradiância promovidos pelo equipamento de fototerapia mesmo em condições internas de alta umidade. A presente invenção refere-se ainda à incubadora assim configurada propriamente dita, que aumenta a eficácia dos tratamentos. Descrição do estado da técnica
Incubadoras são equipamentos hospitalares que têm por finali- dade oferecer um ambiente climatizado a recém-nascidos que, entre outros distúrbios, são incapazes de regular a sua própria temperatura. O microclima de incubadoras deve apresentar condições de temperatura semelhantes à- quelas encontradas no útero materno, teor de umidade relativa do ar ade- quada e fluxo de ar/oxigênio filtrado, contribuindo deste modo com a supera- ção de intercorrências clínicas e evolução contínua do estado do neonato sem seqüelas.
Por propiciar condições de termorregulação que atendam às ne- cessidades de calor do recém-nascido, esses equipamentos podem ser en- contrados no mercado com a denominação de berços aquecidos. Em geral, tais incubadoras são dotadas de três porções principais que formam a estru- tura dos equipamentos convencionais. A porção inferior está associada a uma estrutura interligada a braços horizontais conectados a rodas giratórias que sustentam o peso da incubadora e possibilitam o seu movimento; uma segunda porção projetada em sentido vertical para além do nível da incuba- dora sustenta as instalações e instrumentos necessários ao suporte da vida do neonato; e a terceira porção compreende a incubadora propriamente dita que abriga o leito do paciente, envolvido por um colchão intercalado entre as suas paredes laterais e a cúpula ou tampa superior. Tais paredes e cúpula costumam ser transparentes, conferindo assim a completa visualização e acesso seguro ao recém-nascido isolado dentro da incubadora.
Durante muitos anos, acreditou-se que um recém-nascido era uma criatura limitada, capaz de executar apenas as funções instintivas de comer, mover-se, dormir e chorar. Somente em meados da década de 60, médicos e psicólogos começaram a acreditar que o cérebro dos recém- nascidos era desenvolvido além de um nível primitivo e que, então, era ne- cessário que a equipe médica estivesse capacitada para fazer a leitura das mensagens verbais e não-verbais para melhor se comunicar com um recém- nascido. Diante da importância de identificar tais mensagens é que se priori- za a completa visibilidade de um recém-nascido dentro de uma incubadora por tempo integral, e não apenas nos momentos em que o mesmo apresenta instabilidade clínica.
Com o avanço da tecnologia, as incubadoras passaram a ser a-
Iimentadas à bateria, ter aquecedores elétricos, diversos sensores e alarmes audiovisuais, dentre outras facilidades. De modo preferível, porém não obri- gatório, tais incubadoras são dotadas de equipamento auxiliar para modali- dades terapêuticas, como a fototerapia, ou ao menos equipamentos como os de fototerapia podem ser a elas associados.
A fototerapia é um recurso utilizado no tratamento da icterícia neonatal causada pela hiperbilirrubinemia que, por sua vez, se caracteriza pela coloração amarelada da pele, mucosas e escleróticas do recém-nascido devido à elevação da concentração de bilirrubina em seu organismo. A icterícia acomete mais de 50% dos recém-nascidos, prematu-
ros ou não, e normalmente ocorre porque as funções hepáticas de um re- cém-nascido não estão suficientemente desenvolvidas logo após o nasci- mento. Deste modo, quando a quantidade de bilirrubina na corrente sangüí- nea alcança altos níveis, o fígado ainda imaturo do recém-nascido tem difi- culdade para captar toda a concentração do pigmento e, por conseguinte, a bile não o excreta na mesma proporção, gerando o aumento de sua reab- sorção pelo intestino, bem como o aumento da bilirrubina no sangue - ou hiperbilirrubinemia, como é tecnicamente denominada esta disfunção orgâ- nica.
Essa é uma circunstância comum entre neonatos, muito embora suas conseqüências severas possam evoluir para um quadro mais grave conhecido por kernicterus, responsável por causar uma lesão cerebral e a morte do recém-nascido. Ademais, retardo mental, paralisia cerebral, surdez e a paralisia dos movimentos dos olhos para cima são alguns efeitos tardios que podem se manifestar como seqüelas clínicas permanentes da toxicidade bilirrubínica. Tendo, portanto, sido confirmado o diagnóstico por meio de um exame de sangue do paciente, o tratamento consiste em um banho de luz na superfície corporal do paciente (fototerapia).
O tratamento da hiperbilirrubinemia teve início na Inglaterra, no final dos anos de 1950, quando então foi observado que a luz do sol emitida sobre a pele de um neonato ictérico reduzia sensivelmente os níveis séricos da bilirrubina. Diante desta constatação, foram desenvolvidos os primeiros aparelhos de fototerapia com lâmpadas fluorescentes que atuam no espec- tro de luz visível na faixa azul (comprimento de onda da luz entre 400 e 500 nm), que inclusive são utilizados até hoje. Note-se que um aparelho de foto- terapia é capaz de transformar as moléculas da bilirrubina em isômeros ató- xicos, solúveis em água, para serem eliminados do organismo através dos rins.
Com o avanço da tecnologia foram desenvolvidos outros tipos de fontes luminosas que apresentam maior eficiência, como as lâmpadas fluorescentes capazes de emitir luz azul, as lâmpadas halógenas, as lâmpa- das de LEDs e, atualmente, os LEDs de nitreto de gálio e índio de alta po- tência luminosa e irradiância, que são utilizados, por exemplo, nos equipa- mentos de fototerapia da família Bilitron®, produzidos pela empresa Fanem® Ltda.
Cumpre notar que a eficácia da fototerapia depende da intensi- dade luminosa (irradiância emitida por uma fonte luminosa disponível em uma determinada direção), do comprimento de onda (cor) da luz, bem como da área da superfície de pele exposta à luz. Sendo assim, para que a moni- toração e o controle da quantidade (dose) de luz a ser aplicada em um re- cém-nascido sejam possíveis, há a necessidade de se captar a energia lu- minosa emitida pela fonte luminosa. Tal captação inclusive pode ser feita por meio de um radiômetro que consiste em um aparelho capaz de medir irradi- ância (quantidade de luz ou energia emitida por unidade de área em um de- terminado espectro), ou seja, capaz de prover valores de irradiância em de- terminada faixa do espectro de luz de uma fonte luminosa conhecida. Em aplicações fototerápicas, o radiômetro deve ser configurado para medir irra- diância no espectro azul visível, normalmente utilizado em fototerapia para o tratamento da hiperbilirrubinemia, por apresentar um comprimento de onda (na faixa de 400 - 500 nm) que é mais eficaz na transformação das molécu- las da bilirrubina em isômeros.
A não observância de critérios técnicos adequados para o uso da fototerapia, como a constante medição da irradiância emitida pela fonte luminosa, pode prejudicar a qualidade do tratamento oferecido ao recém- nascido ictérico. Extensa revisão literária associa a eficácia da fototerapia à irradiância emitida pelas luzes que compõem os aparelhos. Não existe no mercado hospitalar nacional, uma norma que determine o número de lâmpa- das que deve ser utilizado em um equipamento de fototerapia. Em geral, dependendo do fabricante, tais aparelhos são compostos de 4 a 8 lâmpadas fluorescentes ou de 7 a 14 lâmpadas especiais ou ainda de 5 LEDs de nitre- to de gálio e índio emissores de luz no espectro azul, que correspondem ao nível de irradiância desejado ao tratamento. Contudo, estudos realizados por profissionais da área de neonatologia mostram que é freqüente a incidência de uma ou mais lâmpadas queimadas em equipamentos de fototerapia en- contrados, especialmente, em hospitais públicos. Outrossim, é também fre- qüente em hospitais públicos a ocorrência de lâmpadas em final de vida útil, as quais geram irradiância menor do que a recomendada por protocolos mé- dicos de tratamento.
É importante notar que o ato de expor o paciente à luz não impli-
ca, necessariamente, que o mesmo esteja recebendo o tratamento adequa- do. Nesse sentido, poucos são os hospitais que dispõem da tecnologia que mede a irradiância emitida pelos equipamentos de fototerapia, valendo-se do conceito de que a expectativa média de vida útil das lâmpadas pode variar de 200 a 2000 horas de utilização. Entretanto, ao longo do período de sua vida, tais lâmpadas têm deterioração diferente de sua rendição de cor visí- vel, pois o consumo de cada lâmpada está ligado ao seu processo de fabri- cação, material, tipo, revestimento e parâmetro de funcionamento.
Além disso, a baixa irradiância emitida pelos equipamentos de fototerapia torna-se mais preocupante quando se considera que essa mes- ma irradiância, já deficiente em razão do desgaste da potência das lâmpa- das, é ainda menor diante das condições de embaçamento da cabine interna da incubadora, que por vezes acontecem de maneira bastante intensa. De um tratamento deficiente resultam doses subterapêuticas, ou seja, abaixo do recomendado, que implicam no prolongamento da hospitalização do pacien- te e nos riscos de declínio do quadro clínico. Conforme descrito anteriormente, o tratamento por fototerapia
consiste na aplicação de luz visível na faixa azul sobre o paciente através de equipamentos de fototerapia produzidos pela empresa Fanem® Ltda (como por exemplo os modelos Bilitron® 3006-BTP, Bilispot® 006-BP ou Octofoto® OO6-OFL), ou ainda qualquer outro equipamento idealizado para tal. A apli- cação de luz de alta intensidade oriunda da fototerapia promove a transfor- mação fotoquímica da bilirrubina nas áreas expostas à luz. Essas reações alteram a estrutura da molécula da bilirrubina, que absorve a energia lumi- nosa e permite que os subprodutos sejam eliminados pelos rins ou pelo fí- gado.
Tratar a hiperbilirrubinemia neonatal significa indiretamente, por-
tanto, monitorar essas lâmpadas utilizadas nos aparelhos de fototerapia, com o intuito de mantê-las sempre com irradiância adequada. O aparelho que não for monitorado quanto à irradiância poderá influenciar pouco o esta- do clínico do recém-nascido e, consequentemente, prolongar o seu tempo de internação.
Vários fatores podem ser desencadeados a partir de um trata- mento prolongado na incubadora, como, por exemplo, o risco de queimadura da superfície da pele do paciente, bem como a desidratação e a desnutrição em razão da diminuição da freqüência do aleitamento materno. Além disso, há de se considerar que a permanência prolongada de um paciente dentro da incubadora resulta em inconvenientes também para o hospital, pois torna a incubadora indisponível para o tratamento de outras crianças. Além disso, demanda maior consumo energético e custo monetário.
A eficácia da fototerapia está, portanto, diretamente ligada à ir- radiância emitida por meio de lâmpadas, sejam elas fluorescentes brancas e azuis, halógenas, Leds, com uso ou não de fibra óptica, entre outras, a de- pender do fabricante do equipamento de fototerapia. Adicionalmente, a con- dição interna da cabine da incubadora é igualmente fundamental para que a irradiância efetivamente alcance o recém-nascido e a fototerapia atinja os efeitos recomendados.
Estudos mostram que o embaçamento das paredes e/ou da cú- pula da incubadora, causado pelo choque de temperatura nessas superfí- cies, diminui a eficácia da irradiância emitida pelos equipamentos de fotote- rapia e que efetivamente alcança o recém-nascido em fototerapia. Além dis- so, o embaçamento também impede a completa visualização do recém- nascido isolado dentro da cabine, podendo dificultar o tratamento, e, em al- gumas situações drásticas, colocar em risco a sua segurança. Em geral, o embaçamento resulta do sistema (passivo ou ativo) de umidificação incorpo- rado pela cabine interna da incubadora.
A umidificação da incubadora permite a melhor conservação do calor dentro da cabine interna. Nessas condições, o recém-nascido tende a estabilizar a perda hídrica evaporada pela pele que, por sua vez, pode refle- tir de 20% a 30% de seu peso nos primeiros dias de vida. Os níveis de umi- dade relativa do ar dentro da cabine interna da incubadora costumam variar entre 75% até 95%, a depender do peso e das condições em que se encon- tra o paciente.
A umidade dentro da cabine interna gera um amontoado de gotí-
culas de água que se condensam ao entrar em contato com superfícies mais frias (as paredes e a cúpula da incubadora), e o acúmulo do vapor resfriado nessas superfícies é que causa o embaçamento. Ao utilizar panos de limpe- za para desembaçar a cabine interna da incubadora, cria-se um meio de pro- liferação de inúmeros micro-organismos nocivos particularmente à saúde de um recém-nascido. O mercado hospitalar conta, nesse sentido, com panos de limpeza fabricados com materiais antissépticos que, muito embora garan- tam a longa duração do agente bacteriostático no próprio pano, não prote- gem as superfícies a serem limpas da ação bactericida. Cumpre observar que o ambiente aquecido, iluminado e umidificado do interior de uma incu- badora é significantemente propício a proliferação de germes e bactérias, sendo que tal método de limpeza poderia colocar em risco a vida do recém- nascido.
Algumas tecnologias que fazem parte do estado da técnica pro- põem uma alternativa para tentar minimizar o embaçamento dentro de uma incubadora, tal qual a patente norte-americana US 3,782,362 que descreve uma incubadora com estrutura para sistema de circulação do ar a fim de prevenir a perda de calor do paciente, e,secundariamente, reduzir a névoa e a condensação da umidade dentro do microambiente.
Outrossim, o documento US 3,187,744 descreve uma incubado- ra para neonatos com um termômetro antiembaçante acoplado ao respectivo equipamento hospitalar.
Já o documento US 6,913,571 descreve um sistema de aqueci- mento para incubadoras para recém-nascidos, que aquece a cabine interna onde está posicionada a criança por meio de um elemento condutor de resis- tência elétrica.
Em que pesem os equipamentos convencionais, diversas são as
invenções que descrevem incubadoras para neonatos, dentre as quais estão os casos de patente brasileiros Pl 0804985-8, Pl 9603236-7, Pl 0102963-0 e MU 8100848-1, todos pertencentes ao depositante da presente invenção e cada qual definindo proteção a um dado aperfeiçoamento no equipamento, o que denota seu relevante interesse neste segmento.
Embora os aperfeiçoamentos introduzidos nas incubadoras per- tencentes ao estado da técnica comprovem a notória preocupação na busca por uma tecnologia que tente controlar o embaçamento promovido pela umi- dificação da cabine interna, nenhuma solução encontrada, até o momento, foi capaz de manter a completa visualização do recém-nascido e valores adequados e suficientes de irradiância emitida pelo equipamento de fotote- rapia que efetivamente o alcança sem que, para tanto, um dos sistemas te- nha sua eficácia prejudicada em função da atividade do outro. Objetivos da invenção
A presente invenção tem por objetivo um equipamento hospitalar particularmente idealizado para o tratamento de neonatos, como uma incu- badora fechada ou berço aquecido para diversos fins médicos e com ou sem várias instalações acopladas à sua plataforma que visam o tratamento e su- porte à vida do paciente, microprocessada ou não, que possui uma película antiembaçante parcial ou totalmente transparente e hidrofílica aderida em uma ou todas as partes internas de tal incubadora a fim de garantir que não haja perda da irradiância que é emitida pelo equipamento de fototerapia (promovida por equipamento de fototerapia preferencialmente acoplado à incubadora) que alcança o recém-nascido e propiciar a visualização comple- ta do paciente, sendo que tal película é produzida com materiais que possibi- litam a sobrevivência do paciente sem provocar seqüelas à sua vida. Breve descrição da invenção
Os objetivos da presente invenção são alcançados por um equi- pamento hospitalar, compreendendo pelo menos uma incubadora do tipo fechada dotada de pelo menos uma parede lateral e pelo menos uma tampa ou cúpula que definem uma cabine no interior da qual é provido pelo menos um leito para acolher pelo menos um paciente, com pelo menos, uma das paredes e/ou cúpula sendo transparente e operativamente associável a, pelo menos um equipamento de fototerapia, compreendendo adicionalmente uma película com propriedades antiembaçantes associada à parede lateral e/ou cúpula.
Também, os objetivos da presente invenção são alcançados por
uma incubadora do tipo fechada dotada de pelo menos uma parede lateral e pelo menos uma tampa ou cúpula definindo uma cabine no interior da qual é provido pelo menos um leito para acolher pelo menos um paciente, com pelo menos uma das paredes e/ou cúpula sendo transparente e operativamente associável a, pelo menos, um equipamento de fototerapia, compreendendo adicionalmente uma película com propriedades antiembaçantes associada à parede lateral e/ou cúpula.
A presente invenção apresenta como vantagem a garantia de que não haja perdas consideráveis no valor da irradiância emitida pelo equi- pamento de fototerapia que alcança o recém-nascido, bem como propicia a completa visualização do paciente, mesmo quando a cabine interna da incu- badora apresenta 95% de umidade relativa do ar. Descrição resumida dos desenhos
A presente invenção será, a seguir, mais detalhadamente descri- ta com base em um exemplo de execução representado nos desenhos. As figuras mostram:
Figura 1 - é uma vista em perspectiva de uma configuração pre-
ferencial não Iimitante do equipamento hospitalar objetivo da presente inven- ção.
Figura 2 - é uma vista anterior de uma configuração preferencial não Iimitante do equipamento hospitalar objetivo da presente invenção. Figura 3 - é uma vista lateral de uma configuração preferencial
não Iimitante do equipamento hospitalar objetivo da presente invenção.
Figura 4 - é uma vista superior de uma configuração preferencial não Iimitante do equipamento hospitalar objetivo da presente invenção.
Figura 5 - é uma vista em perspectiva da incubadora parte inte- grante do equipamento hospitalar objetivo da presente invenção.
Figura 6 - é uma vista anterior da incubadora parte integrante do equipamento hospitalar objetivo da presente invenção.
Figura 7 - é uma vista lateral da incubadora parte integrante do equipamento hospitalar objetivo da presente invenção. Figura 8 - é uma vista superior da incubadora parte integrante do
equipamento hospitalar objetivo da presente invenção. Descrição detalhada da invenção De acordo com uma concretização preferencial e como pode ser visto a partir da figura 1, a presente invenção refere-se a um equipamento hospitalar 1, que possui uma incubadora fechada 3, idealizado para trata- mento de recém-nascidos e dotado de, ou associável a, um ou mais equi- pamentos para suporte à vida do paciente, tais como pelo menos um equi- pamento de fototerapia 2. À incubadora 3 é associado pelo menos uma pelí- cula antiembaçante 35 (cuja composição será descrita mais adiante) que evita o embaçamento das paredes 33 e/ou da cúpula 34 permitindo assim a melhor eficácia do tratamento fototerapêutico. Em suma, o equipamento 1 possui a incubadora 3 e outros componentes/dispositivos, que serão descri- tos logo adiante.
Na concretização preferível mas não obrigatória ilustrada na fi- gura 1, o equipamento de fototerapia 2 compreende um corpo ou estrutura 22, suspensa por um braço vertical 51 que se estende além do leito 31 da incubadora 3. Tal estrutura 22 é dotada de uma pluralidade de LEDs de ni- treto de gálio e índio emissores de luz no espectro azul (serão descritos mais adiante), muito embora, evidentemente, tal constituição possa variar. O comprimento de onda da luz emitida pelos LEDs de nitreto de gálio e índio é preferivelmente de cerca de 450nm, tornando, portanto, desnecessária a instalação de filtros para controle da luz emitida (notadamente os raios ultra- violeta e infra-vermelho que são invisíveis). Todavia, o equipamento de foto- terapia 2 utilizado pode variar livremente contanto que seja eficiente no tra- tamento de fototerapia.
A esse respeito, fazendo parênteses, cumpre notar que os pri- meiros aparelhos de fototerapia utilizavam lâmpadas fluorescentes, as quais produziam um efeito fototerápico mais eficiente do que a irradiação de luz por meio de lâmpadas comuns, pelo fato de emitirem alto índice de radiação luminosa de forma "fria", ou seja, um espectro de luz mais branca. Contudo, o nível de irradiação de cada lâmpada fluorescente isoladamente era muito baixo, tornando necessário o uso de diversas lâmpadas simultaneamente, o que exigia o uso de um aparelho de grandes dimensões para que a energia irradiante fosse suficiente para o efeito curativo desejado. Para contornar esse sério inconveniente foi pesquisada e estu- dada a aplicação de lâmpadas fluorescentes azuis de alta irradiância, de- senvolvidas e fabricadas com a finalidade de serem utilizadas em aparelhos de fototerapia. Todavia, essas lâmpadas, muito embora emitissem luz com propriedades mais adequadas para a realização de fototerapia, ainda possu- íam a desvantagem insanável de apresentar um grande comprimento.
Com o avanço da tecnologia, foram introduzidas no mercado as lâmpadas halógenas (lâmpadas do tipo filamento envolto em uma atmosfera de gás halógeno) que apresentam um desempenho muito superior ao das lâmpadas fluorescentes no tratamento de hiperbilirrubinemia, com tamanho bastante reduzido. Este tipo de lâmpada, porém, produz muito calor, o que torna necessária a refrigeração por meio de ventiladores e a filtragem de certos comprimentos de onda através de filtros infravermelho e ultravioleta, no intuito de reduzir os efeitos indesejados ao corpo do neonato. Além do mais, este tipo de lâmpada apresenta uma vida útil relativamente curta, de- vendo ser substituída em intervalos mais curtos do que seria desejável.
Para eliminar o excesso de aquecimento provocado pela irradia- ção luminosa fototerápica, a tecnologia evoluiu para a aplicação de lâmpa- das em estado sólido ou LEDs (Iight emission diodes ou diodos emissores de luz) azuis comuns, que colaboraram com a redução expressiva do calor e consumo de energia elétrica das antigas fontes de luz fototerápicas para tra- tamento da hiperbilirrubinemia. No entanto, os LEDs comuns não apresen- tam boa irradiação se considerados unitariamente, sendo necessária a utili- zação de muitos LEDs comuns conjuntamente para que o efeito de trata- mento seja satisfatório. Além disso, os LEDs comuns necessitam de maior proximidade do corpo do paciente, fazendo com que o uso deste aparelho seja limitado para algumas aplicações, onde torna-se necessário o posicio- namento da fonte de luz bem próximo ao corpo do paciente.
Visando sanar esses inconvenientes, o depositante desenvolveu o equipamento Bilitron que utiliza LEDs, que são diferentes dos LEDs convencionais de nitreto de gálio (GaN) por serem compostos por nitreto de índio e gálio (InGaN), e também por emitirem alta energia de luz em uma pequena faixa visível do espectro de radiação eletromagnética (azul), com ausência de emissão de radiação infravermelha. Os LEDs de nitreto de índio e gálio são componentes já conhecidos e já utilizados em equipamentos o- dontológicos para polimerização de resinas, porém, nunca haviam sido utili- zados em fototerapias para o tratamento da bilirrubinemia e outras terapias.
De volta à descrição do equipamento hospitalar, na concretiza- ção ilustrada na figura 1, a incubadora 3 compreende pelo menos uma, mas preferivelmente quatro paredes laterais 33, e uma cúpula ou tampa 34 articu- Iadamente associada à pelo menos uma das paredes 33, formando uma ca- bine C que na concretização preferencial é substancialmente paralelepipédi- ca. Evidentemente que o número, forma e posicionamento das paredes 33 podem e vão variar em função do formato da cabine C.
Todo esse conjunto está posicionando sobre uma base 32 que compreende, preferivelmente, chaves de controle e um display com senso- res de temperatura, umidade, oxigênio, bateria, alarme audiovisual, dentre outros sensores de acordo com a necessidade e o modelo do equipamento. A existência ou não da base 32 e demais elementos, todavia, é irrelevante para a definição do escopo de proteção das reivindicações apensas.
Evidentemente que o formato, a quantidade e o posicionamento relativo das paredes 33 e da tampa 34 podem variar livremente, contanto que definam uma cabine C dentro da qual um recém-nascido possa ser tra- tado. Como exemplo alternativo, poderia ser criada uma incubadora cuja cabine C assumisse um formato substancialmente esférico, e, ainda assim, esse equipamento estaria incluído no escopo de proteção definido pelas rei- vindicações apensas.
Qualquer que seja a quantidade e o formato das paredes 33 e da respectiva cúpula ou tampa 34, pelo menos uma delas é revestida por uma película antiembaçante 35 preferencialmente transparente, de maneira a eliminar, ao menos mitigar consideravelmente, seu embaçamento quando o ambiente no interior da cabine C apresenta elevada umidade.
Além disso, de maneira preferível mas não obrigatória, a presen- te invenção compreende ainda outras partes adicionais que complementam a estrutura do equipamento hospitalar 1 e que são igualmente relevantes, como o equipamento de fototerapia 2 operativamente integrado ao conjunto (ele pode perfeitamente ser externo e/ou não estar fisicamente ligado à in- cubadora 3), pelo menos um painel controlador microprocessado 8 e pelo menos uma estrutura plana 5 que sustenta braços verticais 51 e bandejas 52, gavetas laterais 6 e rodas giratórias 7 conectadas a braços horizontais 71 e pedais 72 (que possibilitam a fácil movimentação do conjunto).
Em uma variação preferencial, o painel microprocessado 8 está associado a um programa de computador que recebe, dentre inúmeras ou- tras informações, os dados inseridos pela equipe médica acerca dos níveis de bilirrubina apresentados pelo paciente e gera gráficos que apresentam a tendência de queda ou aumento do nível (mg/dl) desse pigmento na corrente sangüínea, ajudando os profissionais da saúde a traçar parâmetros para um diagnóstico mais eficiente, soando alarmes, etc. Tal painel está preferenci- almente associado ao braço vertical 51 do equipamento hospitalar 1 e ele- vado além do leito 31 da incubadora 3.
A incubadora 3 ilustrada nas figuras 5 a 8 é preferencialmente sustentada pela base 32 que, por sua vez, repousa sobre uma estrutura pla- na 5. Dita estrutura plana 5 preferivelmente não apenas suporta, mas tam- bém envolve a incubadora 3 com seus acoplados braços laterais 51 que se elevam verticalmente em direção à cúpula 34. Tais braços laterais 51 supor- tam, em cada uma das extremidades, uma bandeja 52 para fins médicos diversos. Na concretização ilustrada na figura 1, um dos braços laterais 51 prolonga-se verticalmente além da bandeja 52 e acopla um arranjo em for- mato de cabide 53, a fim de possibilitar a suspensão de recursos médicos como uma bolsa de soro ou sangue por exemplo.
Logo abaixo da incubadora 3 e da estrutura plana 5 que a sus- tenta, está projetada uma porção associada às aludidas gavetas ou recipien- tes laterais 6 que, por sua vez, estão preferencialmente dispostos paralela- mente sob a incubadora 3. Em uma dada concretização, ditos recipientes laterais 6 podem conter puxadores para facilitar a respectiva abertura, sendo que sua funcionalidade não é específica, podendo, portanto, acondicionar medicamentos, instrumentos hospitalares, resultados de exames do paciente e/ou qualquer objeto pertinente.
Uma última porção inferior da estrutura plana 5 está associada a braços horizontais 71, formando a base que sustenta todo equipamento hospitalar 1, e também a rodas giratórias 7 que facilitam tanto a movimenta- ção como a localização do equipamento 1, seja na Unidade de Terapia In- tensiva, seja no berçário da maternidade. A esta última porção inferior en- contram-se também conectados pedais 72 que permitem o ajuste da altura adequada do equipamento 1 para visualização completa do recém-nascido no leito 31.
Um dos benefícios da presente invenção é englobar, em um úni- co equipamento hospitalar 1, uma incubadora 3 com capacidade de impedir o embaçamento de suas paredes 33 e de sua cúpula 34 (graças à existência da película antiembaçante 35), com instalações e sensores adicionais a fim de suprir as necessidades do recém-nascido, propiciando não apenas um microambiente acolhedor, mas também garantindo uma base hospitalar se- gura e autossuficiente.
Embora a concretização preferencial da incubadora 3 ora descri- ta apresente as adaptações necessárias à manutenção da saúde do recém- nascido por tempo indeterminado, o objetivo de qualquer equipamento hos- pitalar 1 tal como o presente deve ser o de suprir as carências metabólicas do paciente o mais rápido possível, a fim de evitar inconvenientes como o distanciamento da presença e do calor de sua genitora, os riscos de desidra- tação e de desnutrição em razão da diminuição da freqüência do aleitamento materno, um maior consumo de energia elétrica e mais custo monetário para os hospitais.
A hiperbilirrubinemia é um dos distúrbios que pode acometer um recém-nascido e obrigá-lo a ficar distante de sua genitora. Conforme descrito no estado da técnica e argumentado alhures, a hiperbilirrubinemia é definida por um aumento repentino e drástico nos níveis do pigmento bilirrubina no sangue que pode ocasionar complicações e gerar seqüelas permanentes no paciente caso não seja tratada a tempo. Neste caso, o recém-nascido preci- sa ser acolhido em uma incubadora e tratado com equipamento de fototera- pia, sendo obrigado a permanecer bastante tempo no referido equipamento hospitalar.
Na hipótese de tratamento da hiperbilirrubinemia em uma incu- badora do estado da técnica, o embaçamento das paredes e/ou da cúpula da cabine interna diminui a irradiação emitida pelos equipamentos de fotote- rapia que efetivamente atinge o recém-nascido e, portanto, reduz a eficácia do tratamento. Isso ocorre porque as gotículas de água que resultam da u- midificação da cabine interna tendem a se condensar nas paredes e/ou a cúpula da incubadora, embaçando-as em razão do choque de temperatura nessas superfícies e desviando a irradiação emitida pelo equipamento de fototerapia, por atuarem como inúmeros pequenos prismas de difração. Em vista desta condição, o tratamento fototerapêutico tende a demorar mais tempo para alcançar os efeitos desejados, expondo o recém-nascido aos inconvenientes supracitados. Além disso, para piorar, o embaçamento das paredes e tampa da cabine por si só, faz com que a visualização do recém- nascido fique evidentemente comprometida.
Na busca por uma solução eficiente para este problema, diver- sos estudos e ensaios foram realizados pelo depositante do presente pedido na tentativa de eliminar o efeito do embaçamento causado pela umidificação da incubadora a fim de criar melhores condições de visibilidade e ampliar a irradiância que alcança um recém-nascido durante a fototerapia. Os experi- mentos foram realizados em uma Incubadora Neonatal, com o auxílio de um Equipamento de Fototerapia e um Radiômetro, todos fabricados pela empre- sa Fanem® Ltda. Uma boneca foi utilizada para simular um recém-nascido dentro na incubadora.
Antes de iniciarem-se os procedimentos, a boneca usada para simular um recém-nascido foi posicionada no leito da incubadora ao lado do sensor óptico do radiômetro. O equipamento de fototerapia foi posicionado acima da cúpula da incubadora, de maneira que o sensor óptico ficasse no centro do foco irradiado.
Quando em condições normais de funcionamento e sem a apli- cação da película 35 antiembaçante a irradiância emitida pelo equipamento de fototerapia e que efetivamente alcançou o recém-nascido durante os tes- tes permaneceu constante, quando em níveis de até 70% de umidificação da cabine interna da incubadora. Observou-se, entretanto, que o percentual de irradiância que efetivamente atingiu o recém-nascido foi diminuindo gradati- vamente na medida em que aumentava a umidade dentro da cabine e o em- baçamento das paredes e/ou a cúpula da incubadora, refletindo em uma queda de cerca de 50%da irradiância que efetivamente alcançou o paciente quando o interior da cabine estava regulado a 95% de umidade relativa do ar. Tal situação é bastante prejudicial uma vez que os atuais protocolos de tratamento de neonatos preconizam a manutenção da atmosfera no interior da incubadora com umidade de cerca de 85% e o inexorável embaçamento das paredes de tampa diminui sobremaneira a radiância que efetivamente atinge o corpo do paciente (nessa condição de umidade a queda na irradiân- cia é de cerca de 40%.
Durante as experiências posteriores, esforços foram feitos no sentido de procurar manter as paredes e a cúpula da incubadora aquecidas, a fim de evitar o choque de temperatura entre o vapor de água e as superfí- cies transparentes que estavam sob influência da temperatura ambiente ex- terna.
Primeiramente aplicou-se ar quente em toda a extensão das pa- redes e da cúpula da incubadora simultaneamente ao processo de umidifi- cação da cabine interna. Porém, constatou-se que, na prática diária de pro- cedimentos hospitalares, tal método seria absolutamente inviável sem um monitoramento constante, pois colocaria em risco a vida do recém-nascido dentro da incubadora, dada a possibilidade de um curto circuito no sistema. Outrossim, o calor interno aplicado diretamente nas paredes e na cúpula da incubadora, durante o tempo em que é necessário manter a cabine interna climatizada para a sobrevivência do neonato, poderia desgastar e/ou danifi- car (diminuir a transparência e até mesmo derreter) as paredes e a cúpula da incubadora. Além disso, um maior consumo de energia seria gerado em vista deste procedimento, causando aumento do custo do tratamento. Uma nova tentativa foi então realizada, porém, desta vez, proje- tando fios de metal condutor de eletricidade ao longo da cabine interna. En- tretanto, concluiu-se que os fios condutores de eletricidade poderiam danifi- car-se facilmente em condições dessa natureza, em que a umidade do mi- croambiente se faz necessária durante todo o tempo em que o equipamento hospitalar estiver em funcionamento. Adicionalmente, em caso de um supe- raquecimento dos fios, tanto o recém-nascido quanto a equipe médica pode- riam sofrer queimaduras na superfície da pele. Além disso, foram identifica- dos os mesmos problemas do teste anterior, como maior consumo de ener- gia elétrica e a possibilidade de o calor desgastar e danificar as paredes e a cúpula da incubadora.
Por outro lado, seria possível alterar os materiais de fabricação de uma incubadora, substituindo o acrílico por uma resistência elétrica for- mada por filamentos de tungstênio com espessura de mícrons para que, ao ser acionada, pudesse promover o completo desembaçamento das paredes e a cúpula da incubadora. Contudo, além de novamente envolver um maior consumo de energia elétrica, trata-se de uma técnica de alto custo monetá- rio, o que inviabilizaria a comercialização desta tecnologia em incubadoras.
Na seqüência, ao analisar os resultados dos testes até então re- alizados, constatou-se que a irradiância que efetivamente alcançou o recém- nascido durante a fototerapia começava a diminuir gradativamente após o início do embaçamento das paredes e/ou da cúpula da incubadora, como decorrência do aumento da umidade. Na verdade, não é a umidade por si só que diminui a irradiância que efetivamente atinge o paciente, mas sim o em- baçamento nas paredes e tampa que ela ocasiona, o que se verá a seguir.
Após uma breve interrupção em um dos testes, a fim de limpar o embaçamento das paredes e da cúpula da incubadora, notou-se que, ao recomeçarem novamente os testes, o percentual da irradiância que efetiva- mente alcançou o recém-nascido retornou aos níveis normais e se manteve constante por mais tempo, ainda que a umidade fosse de 90%. A partir deste resultado foi possível concluir que o embaçamento das paredes e/ou da cú- pula da incubadora interferiu mais na eficácia da irradiação que alcançou o paciente, do que a própria umidade regulada na cabine interna da incubado- ra.
Além disso, convém ressaltar que métodos de limpeza da cabine interna devem ser evitados com a presença de um recém-nascido no leito da incubadora pela possibilidade da ação bactericida através dos meios de lim- peza.
Diante da comprovação de que o embaçamento da cabine inter- na é responsável tanto por impedir a completa visualização do paciente den- tro da incubadora, como também pela redução da irradiância que alcança o paciente dentro da cabine, optou-se então por testar os efeitos de uma pelí- cula antiembaçante aderida ao interior das paredes e da cúpula da incuba- dora. Desta maneira, após a regulação da incubadora para funcionamento em temperatura de 36°C e a 95% de umidade relativa do ar, o radiômetro registrou valores de irradiância que efetivamente alcançou o recém-nascido durante a fototerapia análogos aos encontrados sob condição de não umi- dade e embaçamento.
Adicionalmente, os testes realizados com a película antiemba- çante propiciaram uma excelente visualização do paciente dentro da incuba- dora, diferentemente de quando a incubadora foi acionada sem a proteção da película antiembaçante, situação esta em que o completo embaçamento da cabine interna impediu a visualização sequer parcial do paciente, bem como registrou queda de 50% de irradiância que efetivamente alcançou o paciente.
Assim, o equipamento e a incubadora 3 objeto da presente sur- ge como um diferencial no mercado em razão do seu revestimento interno eficiente e inovador, onde uma película antiembaçante 35 reveste as pare- des 33 e/ou a cúpula 34 da incubadora 3 e impede o agrupamento das gotí- culas de água que formam o embaçamento dentro da cabine C. Por conse- guinte, a manutenção da irradiância que efetivamente alcança o recém- nascido no leito 31 mantém-se constante em níveis de até 95% ou mais de umidade dentro da incubadora 3, aumentando assim a eficácia da fototera- pia. Ademais, é evidente que esta tecnologia é mais segura do que as técni- cas anteriormente testadas e também àquelas pertencentes ao estado da técnica.
A película com propriedades antiembaçante 35 utilizada é prefe- rencialmente transparente e apresenta resistência ao calor e alta adesivida- de em um de seus lados, e a duração do efeito antiembaçante é permanente quando em condições normais de uso.
De modo preferível, a composição química de tal película anti- embaçante 35 compreende um polímero tensoativo que absorve a umidade e não se dissolve na água, mesmo após uma longa imersão ou repetidas lavagens. Tal polímero pode desempenhar perfeitamente a função desejada, vez que sua ação não é prejudicada por limpadores de vidro comuns, deter- gentes, amoníaco, álcool, e outros produtos de limpeza, bem como manter suas propriedades diante da exposição à luz solar ou calor. Ademais, sua composição é preferencialmente antitóxica e extremamente hidrofílica, fa- zendo com que as gotas de água condensadas nas paredes 33 e/ou na cú- pula 34 da incubadora 3 espalhem-se, ao invés de agruparem-se, e impe- çam o embaçamento da cabine C interna.
A película antiembaçante 35 que reveste a parte interna da cabi- ne C da incubadora 3 é preferencialmente transparente a fim de facilitar a completa visualização do recém-nascido independentemente da perspectiva em que o mesmo tiver que ser observado. Dita película antiembaçante 35 reveste preferencialmente, mas não obrigatoriamente, toda a estrutura inter- na da incubadora 3, podendo, no entanto, revestir apenas uma das paredes 33 e/ou da cúpula 34, desde que o seu efeito antiembaçante produza o efei- to desejado.
Nas incubadoras pertencentes ao estado da técnica são encon- tradas diferentes soluções que tentam reduzir parcialmente e/ou detectar o embaçamento causado principalmente pela umidificação do microambiente. No entanto, tais sistemas não funcionam a contento e o tratamento fototera- pêutico é prolongado em vista da diminuição gradativa da irradiação emitida pelos equipamentos de fototerapia que efetivamente alcança o recém-nascido.
Além disso, uma das vantagens da presente invenção sobre as tecnologias que se utilizam de fios condutores de energia elétrica para man- ter as paredes 33 e/ou a cúpula 34 da incubadora aquecidas, a fim de tentar controlar o embaçamento da cabine C interna, pode ser classificada essen- cialmente pelo fato de não aumentar o consumo de energia elétrica e a complexidade de construção e manutenção da incubadora.
Por mais cuidado que se tenha em instalações elétricas, é sabi- do que, em situações extremas, o superaquecimento dos fios condutores de energia pode ocorrer de forma independente, se, por exemplo, a corrente elétrica estiver acima dos níveis que a fiação suporta, causando curtos cir- cuitos. A ocorrência de um superaquecimento dos fios dentro de uma incu- badora poderia até mesmo, em último grau, causar queimaduras graves tan- to no recém-nascido quanto na equipe médica que manuseia o equipamento hospitalar. Ainda no caso de superaquecimento dos fios, as paredes e/ou cúpula da incubadora poderiam ser danificadas e, portanto, deixarem de manter a cabine C devidamente climatizada para a sobrevivência do pacien- te. Além disso, em caso de desgaste do material, o contato dos fios elétricos com a umidade relativa do ar gerada dentro da incubadora poderia causar choques elétricos.
Diante de todo o exposto, é certo que o equipamento hospitalar 1 e a incubadora 3 ilustrada nas figuras apensadas, com revestimento parci- al ou total de sua cabine C interna por uma película com propriedades anti- embaçante 35, preferencialmente transparente a fim de aumentar a irradiân- cia promovida pelo equipamento de fototerapia 2 que alcança o recém- nascido, mesmo em condições de alta umidade dentro da cabine C, apre- sentam características inovadoras e eficientes frente às tecnologias que se encontram atualmente disponíveis no mercado.
Tanto que a incubadora 3, por si só, é inovadora e está engloba- da no escopo de proteção das reivindicações.
Tendo sido descrito um exemplo de concretização preferido, de- ve ser entendido que o escopo da presente invenção abrange outras possí- veis variações, sendo limitado tão somente pelo teor das reivindicações a- pensas, aí incluídos os possíveis equivalentes.

Claims (8)

1. Equipamento hospitalar, compreendendo pelo menos uma in- cubadora (3) do tipo fechada dotada de pelo menos uma parede lateral (33) e pelo menos uma tampa ou cúpula (34) definindo uma cabine (C) no interior da qual é provido pelo menos um leito (31) para acolher pelo menos um pa- ciente, pelo menos uma das paredes (33) e/ou cúpula (34) sendo transpa- rente, e operativamente associável a, pelo menos, um equipamento de foto- terapia (2), caracterizado pelo fato de que compreende adicionalmente uma película com propriedades antiembaçantes (35) associada à parede lateral (33) e/ou cúpula (34).
2. Equipamento hospitalar de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizado pelo fato de que a incubadora (3) compreende quatro paredes laterais (33) e uma cúpula ou tampa (34) articuladamente associada à pelo menos uma das paredes (33), formando uma cabine (C) substancialmente paralelepipédica.
3. Equipamento hospitalar de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizado pelo fato de que película com propriedades antiembaçantes (35) é associada internamente às quatro paredes laterais (33) e a cúpula ou tam- pa (34) da incubadora (3) com cola transparente.
4. Equipamento hospitalar de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizado pelo fato de que a película com propriedades antiembaçantes (35) é transparente e sua composição química compreende um polímero tensoativo hidrofílico que mantém suas propriedades frente à água, produtos de limpeza, calor e exposição solar.
5. Equipamento hospitalar de acordo com as reivindicações 1, 2,3 e 4, caracterizado pelo fato de que a incubadora (3) garante a manutenção dos da irradiância emitida pelo equipamento de fototerapia (2) que alcançam o paciente quando a cabine (C) interna da incubadora (3) apresenta até 95% ou mais de umidade relativa do ar.
6. Equipamento hospitalar de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizado pelo fato de que a incubadora (3) está posicionada sobre uma base (32) que compreende chaves de controle e um display com sensores de temperatura, umidade, oxigênio, bateria, alarme audiovisual, dentre ou- tros sensores.
7. Equipamento hospitalar de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizado pelo fato de que compreende uma incubadora (3), um painel controlador microprocessado (8), estrutura plana (5) que sustenta braços verticais (51) e bandejas (52), gavetas laterais (6), além de rodas giratórias (7) conectadas a braços horizontais (71) e pedais (72) que possibilitam a fácil movimentação do conjunto.
8. Incubadora (3) do tipo fechada dotada de pelo menos uma parede lateral (33) e pelo menos uma tampa ou cúpula (34) definindo uma cabine (C) no interior da qual é provido pelo menos um leito (31) para aco- lher pelo menos um paciente, pelo menos uma das paredes (33) e/ou cúpula (34) sendo transparente, e operativamente associável a, pelo menos, um equipamento de fototerapia (2), caracterizada pelo fato de que compreende adicionalmente uma película com propriedades antiembaçantes (35) associ- ada à parede lateral (33) e/ou cúpula (34).
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