EQUIPAMENTO PARA IMOBILIZAÇÃO E INSENSIBILIZAÇÃO DE SUÍNOS [01] O presente pedido de patente de invenção trata de uma disposição em equipamento de imobilização para a insensibilização de suínos em abatedouros. A disposição em equipamento reivindicada apresenta um novo conceito inventivo que traz vantagens na etapa de imobilização e de insensibilização do suíno, aperfeiçoando a tarefa de abate do ponto de vista operacional.
[02] Na indústria frigorífica, os equipamentos de imobilização são largamente utilizados para reter o animal e facilitar o processo de insensibilização.
[03] Os equipamentos do estado da técnica são, geralmente, em forma de caixa, confeccionados em chapas dobradas de aço carbono galvanizado. Esses modelos apresentam uma abertura de entrada longitudinal para o suíno e uma saída perpendicular à entrada. A insensibilização do suíno é realizada com dois eletrochoques na cabeça e, opcional mente, com mais um eletrochoque no peito. Os abatedouros que utilizam o eletrochoque no peito o fazem de maneira manual, ou seja, o operador é quem fica responsável pelo posicionamento do eletrodo no corpo do animal.
[04] O documento EP0570851 descreve uma caixa para abate de animais, especialmente porcos, com uma câmara de recepção com dispositivos limitadores laterais e uma região limitada estreita para recepção da cabeça com pelo menos um dispositivo limitador móvel em oposição a outro dispositivo limitador, com os dispositivos limitadores laterais tendo, na condição movida, uma região de abertura inferior que pode ser aumentado em relação a um plano de entrada no qual o animal a ser abatido é imobilizado.
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2/8 [05] O documento ΕΡ0225149 descreve uma caixa ou barra de restrição, tendo pelo menos faces laterais e uma extremidade frontal, com meios de retenção do pescoço do animal para impedir o movimento ascendente da cabeça e também para fornecer contato elétrico, e possuindo meios que transportam um eletrodo que, em uso normal, pode ser colocado na região da boca e/ou nariz do animal.
[06] O documento US2008176499 descreve um aparelho para insensibilização de aves que inclui uma fonte de energia, um primeiro eletrodo conectado a um primeiro polo da fonte de energia para encaixar a cabeça da ave e um segundo eletrodo conectado ao polo oposto da fonte de energia para encaixar externamente a virilha do animal.
[07] O documento EP0396148 descreve uma caixa para o atordoamento elétrico de animais a serem abatidos, em particular porcos, que apresenta um espaço de recepção, um contorno afunilado para a cabeça do animal e um dispositivo mecanizado que empurra o animal para a frente no espaço de recepção para ser imobilizado.
[08] O documento US5326307 descreve um dispositivo insensibilização de animais, como porcos, ovelhas e outros, incluindo dois eletrodos que são pressionados a partir de dois lados opostos contra a cabeça do animal para a passagem de corrente para o atordoamento.
[09] O documento FR2791525 descreve um equipamento dotado de eletrodos montados em uma barra articulada ajustada de acordo com o tamanho do animal para a aplicação de corrente elétrica no focinho e nos flancos do animal.
[010] O documento FR2784545 descreve um equipamento de imobilização de animal dotado de dois eletrodos posicionados em
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3/8 ambos os lados da cabeça do animal que podem ser movidos independentemente um do outro, tendo guias cônicos de plástico que ajudam a manter a cabeça centralizada.
[011] O documento FR2750295 descreve uma caixa para insensibilização de animais antes do abate, especialmente para porcos deslumbrantes, que compreende uma armação fechada nas costas por uma porta de guilhotina e aberta na frente, com dois painéis laterais articulados e um piso móvel. A parte frontal da caixa possui persianas equipadas com suportes móveis com eletrodos projetados para fornecer um choque elétrico nas laterais do pescoço do animal. As persianas e os suportes de eletrodos são atuados pelo animal que passa pela caixa, os persianas rodam para fechar o pescoço do animal e os suportes de eletrodo são avançados por cilindros de potência.
[012] O documento FR2694867 descreve uma tenda para reter o animal em uma posição fixa associada a eletrodos montados em um chassi móvel que é deslocado mecanicamente, para trás e para frente, horizontalmente, ao longo do eixo de posicionamento do animal. O chassi tem um painel isolado entre os eletrodos com uma abertura central para a cabeça do animal, dito painel que entra em contato com os ombros do animal e os eletrodos estando localizados na parte traseira do painel.
[013] O documento FR2779322 descreve um par de placas posicionadas de cada lado do corpo de um animal, em cada placa sendo previsto um eletrodo que libera uma corrente elétrica no corpo e na cabeça do animal. Uma das paredes laterais é liberada e o animal desliza por uma inclinação.
[014] O documento EP1618788 descreve uma caixa que apresenta
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4/8 aros entre as paredes laterais, sendo a distância das referidas argolas ajustável para posições predeterminadas pelos seus respectivos meios de acionamento, de modo que a abertura entre as argolas possa seja adaptada ao tamanho dos animais. Uma placa ajustável em altura para o suporte da cabeça do animal está disposta na frente das argolas de modo a prender o animal para a restrição dos seus movimentos, facilitando o atordoamento ou o abate.
[015] O documento MU8400603 descreve um box em formato de 'V para insensibilização de suínos dotado de porta de entrada com gaveta de posição ajustável e porta de saída.
[016] O fato é que os equipamentos de imobilização para a insensibilização de suínos que existem atualmente apresentam vários problemas no aspecto funcional. Um desses problemas está relacionado à utilização de eletrochoque no peito do suíno, pois os equipamentos que o possuem são de uso manual, o que faz com que os eletrodos não fiquem na melhor posição, causando uma insensibilização inadequada. Na parte da entrada dos equipamentos imobilizadores não existe nenhuma espécie de barreira que impeça a visualização do operador pelo animal, o que leva a uma agitação do animal e um consequente aumento de dificuldade no processo de insensibilização. Em relação à entrada do suíno no equipamento, destaca-se o ponto negativo da porta de entrada fechar no sentido vertical, o que causa hematomas no animal se ocorrer o fechamento quando o mesmo não estiver totalmente no interior do imobilizador.
[017] Após a entrada do suíno no equipamento, o problema passa a ser a movimentação do animal, que dificulta o processo de insensibilização. Os equipamentos de imobilização atuais são de tamanho único, com paredes laterais fixas, e os suínos apresentam
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5/8 uma diversidade de tamanhos. Por isso, esses equipamentos apresentam barras de proteção na sua parte superior para impedir que o animal pule para fora. No entanto, essas barras constituem barreiras que dificultam o acesso do operador na tarefa de posicionamento do insensibilizador no suíno.
[018] Outro problema evidenciado nos equipamentos do estado da técnica é o descarregamento do suíno. Esse descarregamento ocorre pela porta lateral, após a sua insensibilização, sendo que alguns modelos apresentam a desvantagem de não possuírem a praticidade da remoção do suíno para a mesa de abate. Essa desvantagem é devida ao fato do piso ser estático e sem caimento para o lado da porta. Existem alguns modelos de equipamentos que possuem o piso basculante, porém há suínos que excedem o tamanho de abertura da saída, ficando presos na abertura e exigindo, por conseguinte, a intervenção do operador para desprendê-los.
[019] Assim, com o objetivo de solucionar os problemas constatados nos equipamentos de imobilização e insensibilização de suínos do estado da técnica, foi desenvolvido um equipamento dotado de uma porta de entrada corrediça horizontal com borracha que cede à pressão e evita hematomas no suíno pela eventual batida; um piso móvel para imobilização do animal e uma parede lateral basculante para a descarga; paredes laterais revestidas de material não condutivo para evitar choque elétrico ao operador e um apoio peitoral com pontos de eletrochoque que garante o adequado posicionamento do animal.
[020] A fim de melhor descrever as características construtivas do equipamento para imobilização e insensibilização de suínos, são apresentadas as figuras a seguir discriminadas:
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6/8 [021] A figura 1 apresenta a vista frontal;
[022] A figura 2 apresenta a vista superior.
[023] A figura 3 apresenta a vista lateral direita.
[024] A figura 4 apresenta a vista lateral esquerda.
[025] A figura 5 apresenta a vista posterior.
[026] A figura 6 apresenta a vista isométrica frontal superior direita.
[027] A figura 7 apresenta a vista isométrica frontal superior esquerda. [028] A figura 8 apresenta a vista isométrica frontal inferior direita. [029] A figura 9 apresenta a vista isométrica posterior superior direita. [030] A figura 10 apresenta a vista frontal esquemática, com o piso abaixado e o suíno devidamente posicionado na barra sustentadora do peito.
[031] A figura 11 apresenta a vista frontal esquemática, com o piso abaixado e a lateral móvel aberta para a descarga do suíno.
[032] O equipamento para imobilização e insensibilização de suínos, objeto da presente patente de invenção, compreende uma estrutura que inclui uma chapa frontal (10) e chapa traseira (11) sustentadas por longarinas inferiores e superiores (1), uma chapa lateral fixa (3), uma chapa lateral móvel (4) provida de uma articulação (17) e um piso basculante (5) articulado por meio de um mecanismo de articulação (14). Na região interna do equipamento é disposta uma barra centralizada (6) que sustenta o peito do suíno (6) e que apresenta eletrodos de descarga elétrica (29) na sua parte superior.
[033] A chapa frontal (10) e a chapa traseira (11) são apoiadas em quatro pés niveladores (2), ditas chapas (10) e (11) que apresentam dois batentes (15) nas laterais internas inferiores para o fim-de-curso de abertura do piso basculante (5).
[034] A porta de entrada (7) possui na parte inferior um guia (26) e na
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7/8 parte superior uma chapa de anteparo (9) que impede que o animal visualize o operador. Na parte superior da porta de entrada (7) é posicionado o cilindro pneumático (25) que movimenta um carro móvel (30) para a abertura da porta (7).
[035] Na longarina superior é disposta uma válvula (22) para abertura da porta frontal (7) através do cilindro pneumático (25); uma válvula (21) que atua no cilindro pneumático (24) para o basculamento do piso (5) e uma válvula (20) que aciona um cilindro pneumático (23) para o rebatimento da chapa lateral móvel (4).
[036] Os eletrodos de descarga elétrica (29) são acionados através de chave seletora (19), na sua totalidade ou apenas a metade da frente.
[037] As chapas laterais (3) e (4) são revestidas de material não condutivo para evitar o choque elétrico no operador.
[038] Entre as chapas frontal (10) e traseira (11) são fixados eixos (13) e (16) através de mancais com buchas (18), dito eixos (13) e (16) que, em conjunto com o mecanismo de articulação (14) do piso (5), atuam na movimentação do piso (5) e a articulação (17) da chapa lateral móvel (4).
[039] Para o ajuste do espaço interno da estrutura de imobilização e insensibilização de suínos, são previstas duas travas (12) dispostas na parte superior das laterais internas das chapas frontal (10) e traseira (11) para a fixação da chapa lateral fixa, dita trava (12) provida de três níveis de ajuste (31) para adequar o espaço interno ao tamanho dos suínos, permitindo centralizar o animal de forma que o peito fique posicionado encima da barra sustentadora (6), garantindo o adequado posicionamento para a descarga elétrica que promove a insensibilização.
[040] Na parte externa da chapa traseira (11) é fixada uma válvula de
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8/8 fim-de-curso (27) que permite a abertura da porta de entrada (7) somente quando a chapa lateral móvel (4) retornar totalmente à posição inicial, garantindo a entrada segura do suíno no equipamento; e barras de proteção (8) do cilindro pneumático (23) que possibilitam a abertura da lateral móvel (4) no momento da descarga do suíno.
[041] Dessa forma, o funcionamento do equipamento de imobilização para a insensibilização de suínos ocorre da seguinte maneira: o operador aciona a válvula de abertura da porta (22) para a abertura da porta de entrada (7) e posterior fechamento. O suíno naturalmente se coloca na posição onde está localizada a barra sustentadora do peito (6). Após o posicionamento, o operador aciona a válvula (21) que atua no cilindro pneumático (24) para que o piso basculante (5) desça, fazendo com que o suíno fique suspenso e imóvel encima da barra sustentadora do peito (6). De acordo com a posição do suíno, o operador aciona a chave seletora (19) para a descarga elétrica nos eletrodos (29). Imediatamente outros dois eletrodos são manualmente posicionados na cabeça do animal. Após esta preparação, ocorre a descarga elétrica pelos três pontos elétricos, resultando na insensibilização do suíno. Posteriormente é acionada a válvula (20) que aciona o respectivo cilindro pneumático (23) para o rebatimento da chapa lateral móvel (4), liberando o suíno, por gravidade, na mesa de sangria para ser abatido. Quando o suíno sai do equipamento, ocorre a sequência inversa da operação, sendo reposicionados os componentes da máquina para o recebimento do próximo suíno.