BRPI1004843A2 - sistema catalisador para a produÇço de biodiesel - Google Patents

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Manfred Neumann
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Evonik Degussa Gmbh
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Abstract

SISTEMA CATALISADOR PARA A PRODUÇçO DE BIODIESEL. A presente invenção refere-se ao uso de um sistema catalisador abrangendo um catalisador de transesterificação, escolhido do grupo dos alcanolatos de metal alcalino ou metal alcalinoterroso em um ou mais solventes orgânicos, sendo que o teor de catalisador de transesterificação é de 1 até 10 % em peso, em relação ao sistema catalisador, para catálise de reações de transesterificações.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "SISTEMA CATALISADOR PARA A PRODUÇÃO DE BIODIESEL".
A presente invenção refere-se ao uso de um sistema catalisador abrangendo um catalisador de transesterificação escolhido do grupo dos alcanolatos de metal alcalino ou de metal alcalinoterroso em um ou em vá- rios solventes orgânicos, sendo que o teor dos catalisadores de transesterifi- cação é de 1 até 10% em peso em relação ao sistema catalisador, para a catálise de reações de transesterificação.
Alquilésteres do ácido graxo de alcoóis monovalentes encontram há algum tempo aplicação importante no uso como biodiesel, um substituto para diesel fóssil, com base em matérias-primas renováveis.
A produção de biodiesel via de regra é feita por meio de transes- terificação catalisada com base (The Biodiesel Handbook, G.Knothe, J. van Gerpen, J.Krahl, Ed. AOCS Press (2005); Biodiesel - The comprehensive handbook, M. Mittelbach, C. Remschmidt (2004); Bioresource Technology 2004, 92, 297; Applied Energy 2010, 87, 1083; Chimica Oggi / Chemistry today 2008, 26).
Os catalisadores empregados com mais freqüência são metano- Iato de sódio (NaOMe), hidróxido de sódio (NaOH), metanolato de potássio (KOMe) e hidróxido de potássio (KOH). Estes catalisadores são emprega- dos, de modo geral, como catalisadores homogêneos, dissolvidos em álcool como, por exemplo, metanol. As soluções de alcanolato possuem teores de alcanolato de pelo menos 20% em peso, via de regra por volta de 30% em peso. Esta concentração de alcanolato é nitidamente muito elevada para a produção de biodiesel. Por este motivo, a dosagem destas soluções precisa ser muito exata, o que tecnicamente é mais difícil de realizar. Oscilações provocadas pelo processo só podem ser compensadas com muita dificulda- de já que oscilações menores, via de regra, são supercompensadas por adi- ção da solução de alcanolato, já que esta não pode ser adicionada de forma suficientemente exata.
No uso de NaOH como catalisador ocorre, muitas vezes, forma- ção de solução catalisadora a partir do sólido e de um solvente, o que signi- fica um dispêndio adicional e mais difícil de reagir.
Tarefa da presente invenção era, pois, prover um processo sim- plificado para a transesterificação de glicerídeos com alcoóis monovalentes.
A presente tarefa é solucionada no âmbito da presente invenção pelo fato de o sistema catalisador conter a quantidade completa do alcanola- to e do álcool monovalente, que será quimicamente reagido. Com isto, a condução da reação é nitidamente simplificada, o que melhora o processo no todo. Além disso, os custos são reduzidos para os fabricantes de biodie- sel, já que estes não precisam mais providenciar uma eventual adaptação prévia do sistema catalisador. O sistema catalisador da presente invenção pode ser utilizado, sem outra modificação, diretamente na reação de tran- sesterificação.
Com o uso do sistema catalisador da presente invenção o produ- tor do biodiesel só precisa adicionar mais dois líquidos para a produção de biodiesel, a saber, o óleo a ser empregado e o sistema catalisador, ao passo que nos processos atuais devem ser adicionados pelo menos três líquidos (óleo, MeOH e solução de alcanolato altamente concentrada). Isto leva a uma simplificação do trabalho, surgem menos fontes de erro e são necessá- rios menos tanques-reservatórios, o que leva a uma redução de despesas de produção e de investimento.
Além disso, soluções de alcanolato em concentrações mais ele- vadas como, por exemplo metilato de sódio, precisam ser estocadas a tem- peraturas superiores a 10° C1 já que de outra forma o metilato de sódio cris- taliza e em virtude disto não poderá mais ser adicionada a quantidade corre- ta de catalisador à reação do biodiesel. Isto leva a oscilações na produção, isto é, a reação torna-se mais lenta em virtude de concentrações excessiva- mente reduzidas de catalisador. Este não é o caso nos sistemas catalisado- res de acordo com a invenção.
Portanto, um primeiro objeto da presente invenção é o uso de um sistema catalisador abrangendo um catalisador de transesterificação es- colhido do grupo dos alcanolatos de metal alcalino ou de metal alcalinoterro- so em um ou vários solventes orgânicos, sendo que o teor do catalisador de transesterificação importa em 1 até 10 % em peso em relação ao sistema catalisador, para a catálise de reações de transesterificação.
O sistema catalisador empregado de acordo com a invenção a- presenta dois componentes: o catalisador de transesterificação e um ou mais solventes orgânicos.
O catalisador de transesterificação é responsável pela transeste- rificação propriamente dita e é escolhido do grupo dos alcanolatos de metal alcalino ou alcalinoterroso. Catalisadores de transesterificação preferidos são metanolato de sódio, metanolato de potássio, etanolato de sódio, etano- lato de potássio e/ou misturas dos mesmos. De modo muito particularmente preferido são empregados metanolato de sódio ou metanolato de potássio como catalisadores de transesterificação.
De preferência, em um ou mais solventes trata-se de alcoóis, de preferência, metanol e/ou etanol. De modo muito particularmente preferido o álcool empregado corresponde ao alcanolato empregado. Assim, emprega- se particularmente metanolato de sódio em metanol ou metanolato de potás- sio em metanol como sistema catalisador. Basicamente também é possível o uso de outros solventes, porém alcoóis mostraram-se particularmente vanta- josos.
O teor do catalisador de transesterificação é de 1 até 10% em
peso, de preferência 2 - 6 % em peso em relação ao sistema catalisador. Particularmente a faixa especialmente escolhida para o teor de catalisador de transesterificação é responsável pelos efeitos vantajosos da presente invenção. Desta forma são evitadas as desvantagens dos sistemas catalisa- dores conhecidos, e com isto o processamento é consideravelmente simplifi- cado.
Os sistemas catalisadores mencionados são apropriados para o uso em reações de transesterificações, sendo que basicamente não há res- trições em relação ao tipo de reação de transesterificação. Como reação de transesterificação no sentido da presente invenção entende-se uma reação em que um éster de eduto e um álcool são reagidos entre si em presença do sistema catalisador, de modo que o álcool reage com o ácido do éster de eduto para um correspondente novo éster de produto. Portanto, o éster em- pregado é clivado e o ácido assim liberado é esterificado com o álcool adi- cionado. O sistema catalisador é empregado de preferência para a produção de alquilésteres do ácido graxo por transesterificação de mono-, di- ou trigli- cerídeos. Assim, mono-, di- ou triglicerídeos são transformados nos corres- pondentes alquilésteres do ácido graxo e simultaneamente é obtida glicerina livre.
Outro objeto da presente invenção é, portanto, um processo pa- ra a preparação de alquilésteres do ácido graxo abrangendo a transesterifi- cação de pelo menos um mono-, di- ou triglicerídeo em presença de pelo menos um álcool monovalente, sendo que para catálise é utilizado um sis- tema catalisador abrangendo um catalisador de transesterificação escolhido do grupo dos alcanolatos de metal alcalino ou metal alcalinoterroso em um ou mais solventes orgânicos, sendo que o teor do catalisador de transesteri- ficação é de 1 até 10% em peso em relação ao sistema catalisador.
Os sistemas catalisadores a serem empregados já foram citados
acima.
Substâncias de partida para o processo de acordo com a inven- ção são mono-, di- e triglicerídeos da fórmula geral (I)
H2C-O-X
I
HC-O-Y
H2C-O-COR®
em que X = COR1 ou Η, Y = COR2 ou H e R11 R2 e R3 que podem ser iguais ou diferentes, significam grupos hidrocarboneto alifáticos com 3 até 23 áto- mos de carbono, sendo que estes grupos podem ser eventualmente substi- tuídos com um grupo OH ou misturas desejadas de tais glicerídeos. Assim, em glicerídeos de acordo com a fórmula (I), um ou dois ésteres do ácido graxo podem estar substituídos por hidrogênio. Os ésteres do ácido graxo R1CO-, R2CO- e R3CO- derivam de ácidos graxos com 3 até 23 átomos de carbono na cadeia alquila. R1 e R2 ou R1, R2 e R3 na fórmula acima podem ser iguais ou diferentes quando tratar-se de di- ou triglicerídeos. Os radicais R11 R2 e R3 pertencem aos seguintes grupos:
a) radicais alquila, que podem ser ramificados, mas são de pre- ferência de cadeia linear e possuem 3 até 23, de preferência 7 até 23 áto- mos de carbono.
b) radicais hidrocarbonetos alifáticos olefinicamente insaturados que podem ser ramificados, mas são de preferência de cadeia linear e pos- suem 3 até 23, de preferência 11 até 21 e particularmente 15 até 21 átomos de carbono e que contêm 1 até 6, de preferência 1 até 3 ligações duplas, que podem ser conjugadas ou isoladas;
c) radicais mono-hidróxi substituídos do tipo a) e b), de preferên- cia radicais olefina insaturados que apresentam 1 até 3 ligações duplas, par- ticularmente o radical do ácido ricinoleico.
Os radicais acila R1CO-, R2CO- e R3CO de tais glicerídeos que são apropriados como materiais de partida para o processo da presente in- venção, derivam dos grupos dos ácidos carboxílicos alifáticos (ácidos gra- xos) a seguir:
a) ácidos alcanoicos ou seus derivados alquil-ramificados, parti- cularmente metil-ramificados, que apresentam 3 até 24 átomos de carbono como, por exemplo, ácido butírico, ácido valérico, ácido caproico, ácido hep- tanoico, ácido caprílico, ácido pelargônico, ácido cáprico, ácido undecanoico, ácido láurico, ácido tridecanoico, ácido mirístico, ácido pentadecanoico, áci- do palmítico, ácido margárico, ácido esteárico, ácido nonadecanoico, ácido araquidínico, ácido behênico, ácido lignocérico, ácido 2-metil-butanoico, áci- do isobutírico, ácido isovalérico, ácido piválico, ácido isocaproico, ácido 2- etilcaproico, os ácidos metilcáprico isômeros de posição, ácidos metilláuricos e ácidos metilesteáricos, ácido 12-hexilesteárico, ácido isoesteárico ou ácido 3,3-dimetilesteárico.
b) ácidos alquênicos, ácidos alcadiênicos, ácidos alcatriênicos, ácidos alcatetraênicos, ácidos alcapentaênicos e ácidos alca-hexaênicos bem como seus derivados alquilramificados, especialmente derivados metil- ramificados com 3 até 24 átomos de carbono, como por exemplo ácido cro- tônico, ácido isocrotônico, ácido caproleico, ácido 3-lauroleico, ácido miristo- leico, ácido palmitoleico, ácido oleico, ácido elaídico, ácido erúcico, ácido brassídico, ácido 2,4-decadiênico, ácido linoleico, ácido 11,14-eicosadiênico, ácido eleosteárico, ácido linolênico, ácido pseudo-eleosteárico, ácido araqui- dônico, ácido 4, 8, 12, 15, 18, 21- tetracosa-hexaênico ou ácido trans-2- metil-2-butênico.
C1) ácidos mono-hidroxialcanoicos com 3 até 24 átomos de car- bono, de preferência com 12 até 24 átomos de carbono, de preferência não ramificados, como por exemplo ácido hidroxibutírico, ácido hidroxivalérico, ácido hidroxicaproico, ácido 2-hidroxidodecanoico, ácido 2- hidroxitetradecanoico, ácido 15-hidroxipentadecanoico, ácido 16-hidroxi- hexadecanoico, ácido hidroxioctadecanoico,
c2) além disso, ácidos mono-hidroxialquenoicos com 3 até 24, de preferência com 12 até 22 e particularmente com 16 até 22 átomos de car- bono (de preferência não ramificados) e com 1 até 6, de preferência com 1 até 3 e particularmente com uma ligação dupla etilênica, como por exemplo ácido ricinoleico ou ácido ricinelaídico.
Substâncias de partida preferidas para o processo de acordo com a invenção são, sobretudo as graxas naturais, que representam mistu- ras preponderantemente de triglicerídeos e pequenas frações de diglicerí- deos e/ou monoglicerídeos, sendo que também estes glicerídeos, por outro lado, também representam misturas e contêm radicais do ácido graxo de diferentes tipos no âmbito acima mencionado, particularmente aqueles com 8 e mais átomos de carbono. Como exemplo mencionam-se gorduras vege- tais como óleo de oliva, gordura de coco, óleo de palmiste, óleo de babaçu, óleo de palma, óleo de amendoim, óleo de colza, óleo de rícino, óleo de sé- samo, óleo de algodão, óleo de pinhão manso (Jatropha), óleo de girassol, óleo de soja, óleo de cânhamo, óleo de papoula, óleo de abacate, óleo de caroço de algodão, óleo de germe de trigo, óleo de germe de milho, óleo de caroço de abóbora, óleo de caroço de uva, manteiga de cacau ou também gorduras vegetais, além de gorduras animais como sebo de boi, gordura de porco, gordura de ossos, sebo de carneiro, cera de charão ("Japantalg"), óleo de baleia e outros óleos de peixe bem como óleo de fígado do baca- lhau. Também podem ser usados tri-, di- e monoglicerídeos homogêneos, desde que estes tenham sido isolados de gorduras naturais ou obtidos de modo sintético. Aqui mencionam-se como exemplo: tributirina, tricapronina, tricaprilina, tricaprinina, trilaurina, trimiristina, tripalmitina, triestearina, triolei- na, trielaidina, trilinoliina, trilinolenina, monopalmitina, monoestearina, mono- oleina, monocaprinina, monolaurina, monomiristina ou glicerídeos mistos como por exemplo palmitodiestearina, diestearo-oleina, dipalmito-oleina ou miristopalmitoestearina.
Sob alcoóis monovalentes no sentido da presente invenção en- tendem-se alcoóis com somente um grupo OH. Exemplos para alcoóis mo- novalentes são metanol, etanol, n-propanol, iso-propanol e n-butanol, iso- butanol, sec-butanol ou terc-butanol bem como alcoóis ramificados ou de cadeia longa, eventualmente alcoóis igualmente ramificados como, por e- xemplo amilálcool, terc-amilálcool, n-hexanol e/ou 2-etil-hexanol. São em- pregados de preferência metanol e etanol. Os alcoóis mencionados podem ser empregados isoladamente ou em mistura no processo de acordo com invenção.
A concentração do catalisador de transesterificação é de 0,001 - 20% em peso, de preferência 0,01 - 5% em peso e particularmente preferido 0,1 - 2% em peso em relação à quantidade empregada de mono-, di- ou triglicerídeos.
O processo de acordo com a invenção pode ser executado por todos os meios conhecidos pelo técnico. Na execução do processo de acor- do com a invenção a mistura reacional é, de preferência, agitada. A mistura- ção intensiva preferida da mistura reacional também pode ser alcançada por outros métodos conhecidos pelo técnico.
O tempo reacional pode durar até 4 horas, de preferência é es- colhida uma faixa de 1 até 120 minutos. Com isto são alcançados graus de conversão de pelo menos 98%, de preferência pelo menos 99%. O grau de conversão da reação refere-se à fração de glicerídeos (= soma de tri-, di- e monoglicerídeos) ainda presente após o término ou interrupção da reação em relação ao teor inicial destes componentes no óleo ou graxa emprega- dos. O grau de conversão pode ser determinado de modo simples por cro- matografia gasosa e é calculado pelos teores dos alquilésteres divididos pela soma dos teores de alquilésteres mais glicerídeos.
Os alquilésteres do ácido graxo obteníveis pelo processo de a-
cordo com a invenção podem ser empregados como biodiesel. Segundo es- pecificação em DIN EN 14214, biodiesel só deve conter no máximo 0,2% de trigIicerideos segundo método de teste PR EN 14105. Em processos de transesterificação tradicionais, que empregam quantidades equimolares de NaOH1 só após tempo mais prolongado são obtidos graus de conversão na ordem de grandeza > 99,8%.
O processo de acordo com a invenção pode ser conduzido de modo contínuo ou em bateladas (por exemplo, em um reator de tubos, cal- deira com agitador, cascata de caldeira de agitação, ou outros processos conhecidos pelo técnico).
O processo pode ser efetuado em etapa única ou etapas múlti- plas, de preferência é empregada uma execução em 2 etapas.
No processo de acordo com a invenção ajusta-se de preferência uma proporção molar (álcool monovalente: mono-, di-, triglicerídeo) na faixa de 3:1 até 20:1. Uma proporção de 4:1 até 8:1 é, pois, particularmente prefe- rida.
A transesterificação é efetuada em uma faixa de temperaturas de 0 - 200° C, de preferência 10 - 100° C e particularmente preferido a 20 - 80° C.
Aqui a transesterificação é efetuada em uma faixa de pressão de
0,01 Mpa - 10Mpa (0.1 - 100 bar), de preferência 0,005Mpa - 5Mpa (0,5 - 50 bar) e muito particularmente preferido 0,1 - 0,5Mpa (1-5 bar).
O sistema catalisador é misturado com o mono-, di- ou triglicerí- deo e eventualmente adicionalmente álcool monovalente, sendo que o álcool monovalente é consumido e glicerina é liberada. Essencial é que o sistema catalisador total, isto é, o catalisador de transesterificação e o álcool a ser de preferência empregado estejam presentes como mistura no início da reação de transesterificação.
A mistura reacional pode ser processada de diferentes maneiras. Após efetuar a transesterificação até o grau de conversão desejado, de pre- ferência até 98% ou mais, via de regra forma-se uma fase alquiléster do áci- do graxo e uma fase glicerina, que podem ser facilmente separadas pelo técnico, por etapas processuais conhecidas, como por exemplo decantação. Pelo sistema catalisador de acordo com a invenção, a separação das fases é acelerada, o que facilita sobremaneira o processamento.
Outro objeto da invenção é o uso do alquiléster do ácido graxo obtenível de acordo com a invenção, como componente de biodiesel (por exemplo, segundo especificação DIN EN 14214).
Também sem outras explanações, parte-se do princípio que um técnico poderá utilizar a descrição acima no seu sentido mais amplo. As for- mas de execução preferidas e os exemplos devem ser considerados, por isso, uma forma de divulgação meramente descritiva, de modo algum Iimita- tiva.
A seguir, a presente invenção é melhor elucidada à luz dos e- xemplos. Formas de execução alternativas da presente invenção são obte- níveis de modo análogo. Exemplos:
Exemplo 1: Transesterificação de 2 etapas com NM30 (exemplo de comparação)
300 g de óleo de colza (índice de acidez = 0,1 mg de KOH/g; 0,05% de água) são colocados, na primeira etapa, em um recipiente de manto duplo com 30 g de metanol a 60° Cea seguir misturados sob agita- ção com 4,2 g de NM30 (metanolato de sódio a 30% em metanol, 1,4 % em peso). A mistura reacional é então agitada durante 2 horas sob temperatura constante (60° C). A seguir, a mistura reacional é drenada em um funil sepa- rador e a fase superior de biodiesel é separada da fase inferior de glicerina. A fase de biodiesel é retornada para o recipiente de manto duplo, misturada com 10 g de MeOH e a seguir com 1,8 g de NM30 (0,6 % de NM30; NM30totai = 2,0%). A seguir, a mistura reacional é agitada durante 2 horas a 60° C e então novamente encaminhada ao funil separador para separação das fases. A fase superior biodiesel bruta é lavada uma vez com 100 g de ácido clorídrico diluído aquoso e a seguir lavada duas vezes, de cada vez com 100 g de água destilada morna a 60° C e finalmente secada durante uma hora a 2Kpa (20 mbar) e 90°C. São obtidos 297 g de biodiesel de acor- do com as especificações segundo EN 14214, com os seguintes parâmetros:
glicerina livre: < 0,01 %
monoglicerídeos: 0,42 %
diglicerídeos: 0,13%
triglicerídeos: <0,1%
FAME: 98,7%
Exemplo 2: Transesterificação de 1 etapa com NM30 (exemplo de com- paração)
300 g de óleo de colza (índice de acidez = 0,1 mg de KOH/g; 0,05% de água) são colocados em um recipiente de manto duplo com 56 g de metanol a 60° Cea seguir misturados sob agitação com 6,0 g de NM30 (metanolato de sódio a 30% em metanol, 2,0 % em peso). A mistura reacio- nal é então agitada durante 4 horas sob temperatura constante (60° C). A seguir, a mistura reacional é drenada em um funil separador e a fase superi- or de biodiesel é separada da fase inferior de glicerina. A fase superior de biodiesel bruta é lavada uma vez com 100 g de ácido clorídrico aquoso diluí- do e a seguir lavada duas vezes, de cada vez com 100 g de água destilada morna a 60° C e finalmente secada durante uma hora a 2Kpa (20 mbar) e 90° C. São obtidos 292 g de biodiesel de acordo com as especificações se- gundo EN 14214, com os seguintes parâmetros:
glicerina livre: < 0,01 %
monoglicerídeos: 0,65 %
diglicerídeos: 0,18%
triglicerídeos: 0,1 %
FAME: 97,4 %
Exemplo 3: Transesterificação de duas etapas de acordo com a inven- ção 300 g de óleo de colza (índice de acidez = 0,1 mg de KOH/g; 0,05% de água) são misturados, a 60°C, na primeira etapa, em um recipien- te de manto duplo com 34,2 g de uma solução metanólica de metanolato de sódio a 3,7%. A mistura reacional é então agitada durante 2 horas sob tem- peratura constante (60° C). A seguir, a mistura reacional é drenada em um funil separador e a fase superior de biodiesel é separada da fase inferior gli- cerina. A fase de biodiesel é retornada para o recipiente de manto duplo e misturada com 11,8 g de uma solução metanólica de metanolato de sódio a 3,7%, a 60° C. A seguir a mistura reacional é agitada durante 2 horas a 60° Ce então novamente encaminhada ao funil separador para separação das fases. A fase superior de biodiesel bruta é lavada uma vez com 100 g de ácido clorídrico aquoso diluído e a seguir lavada duas vezes, de cada vez com 100 g de água destilada morna a 60° C e finalmente secada durante uma hora a 2Kpa (20 mbar) e 90° C. São obtidos 295 g de biodiesel de a- cordo com as especificações segundo EN 14214, com os seguintes parâme- tros:
glicerina livre: < 0,01 % monoglicerídeos: 0,58 % diglicerídeos: 0,17%
triglicerídeos: 0,1 %
FAME: 98,1 %
Exemplo 4: Transesterificação em uma etapa de acordo com a invenção 300 g de óleo de colza (índice de acidez = 0,1 mg de KOH/g; 0,05% de água) são misturados em um recipiente de manto duplo com 62 g de uma solução metanólica de metanolato de sódio a 2,9%, a 60° C e a se- guir agitados durante 4 horas sob temperatura constante (60° C). A seguir, a mistura reacional é drenada em um funil separador e a fase superior de bio- diesel é separada da fase inferior de glicerina. A fase superior de biodiesel bruta é lavada uma vez com 100 g de ácido clorídrico aquoso diluído e a se- guir lavada duas vezes, de cada vez com 100 g de água destilada morna a 60° C e finalmente secada durante uma hora a 2Kpa (20 mbar) e 90° C. São obtidos 296 g de biodiesel de acordo com as especificações segundo EN 14214, com os seguintes parâmetros:
glicerina livre: < 0,01 % monoglicerídeos: 0,52 % diglicerídeos: 0,15%
triglicerídeos: <0,1 %
FAME: 98,5 %
Os exemplos mencionados acima mostram que a produção de biodiesel pode ser simplificada com o sistema catalisador de acordo com a invenção, porque a adição de solventes necessária nos processos tradicio- nais deixa de existir sem que ocorram restrições em relação à qualidade do biodiesel. As vantagens do sistema catalisador de acordo com a invenção tornam-se notadas particularmente na transesterificação em duas etapas, já que não é mais necessária a mistura de solventes adicionais em cada etapa adicional.
15

Claims (12)

1. Uso de um sistema catalisador abrangendo um catalisador de transesterificação, escolhido do grupo dos alcanolatos de metal alcalino ou metal alcalinoterroso em um ou mais solventes orgânicos, sendo que o teor do catalisador de transesterificação é de 1 até 10 % em peso em relação ao sistema catalisador, para catálise de reações de transesterificação.
2. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o catalisador de transesterificação é escolhido de metanolato de só- dio, metanolato de potássio, etanolato de sódio, etanolato de potássio e/ou misturas dos mesmos.
3. Uso de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que o solvente é escolhido de metanol, etanol ou misturas dos mes- mos.
4. Uso de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que o sistema catalisador é empregado para a preparação de alquilésteres do ácido graxo por transesterificação de mono-, di- ou triglicerídeos.
5. Uso de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que o teor do catalisador de transesterificação é de 2 até 6 % em peso em relação ao sistema catalisador.
6. Processo para a preparação de alquilésteres do ácido graxo abrangendo a transesterificação de pelo menos um mono-, di- ou triglicerí- deo em presença de pelo menos um álcool monovalente, caracterizado pelo fato de que para a catálise é empregado um sistema catalisador abrangendo um catalisador de transesterificação, escolhido do grupo dos alcanoatos de metal alcalino ou alcalinoterroso em um ou mais solventes orgânicos, sendo que o teor do catalisador de transesterificação é de 1 até 10 % em peso em relação ao sistema catalisador.
7. Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato de que o catalisador de transesterificação é escolhido de metanolato de sódio, metanolato de potássio, etanolato de sódio, etanolato de potássio e/ou de mistura dos mesmos.
8. Processo de acordo com a reivindicação 6 ou 7, caracterizado pelo fato de que a concentração do catalisador de transesterificação é de 0,001 - 20 % em peso em relação à quantidade empregada de mono-, di- ou triglicerídeos.
9. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 6 a 8, caracterizado pelo fato de que a transesterificação é efetuada em uma faixa de temperatura de 0 até 200°C.
10. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 6 a 9, caracterizado pelo fato de que a transesterificação é efetuada em uma faixa de pressão de 0,1 - 0,5Mpa (1-5 bar).
11. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 6 a 10, caracterizado pelo fato de que como álcool monovalente é empregado metanol, etanol, n-propanol, iso-propanol, n-butanol, iso-butanol, sec- butanol, amilálcool, n-hexanol e/ou 2-etil-hexanol.
12. Uso do alquiléster do ácido graxo preparado de acordo com o processo como definido em qualquer uma das reivindicações 6 a 11, como componente de biodiesel.
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