BRPI1007464B1 - Sistema para uso em um poço, sistema de poço, e método para vedar um poço abandonado. - Google Patents

Sistema para uso em um poço, sistema de poço, e método para vedar um poço abandonado. Download PDF

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BRPI1007464B1
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Abstract

sistema para uso em um poço, sistema de poço, e método para vedar um poço abandonado uma técnica permite a vedação dos componentes no fundo do poço, proporcionando uma barreira de pressão para as linhas de comunicação no fundo do poço. o sistema inclui um sub de cimentação das linhas de comunicação, que pode ser acoplado a uma coluna de tubos. o sub de cimentação compreende uma passagem de fluxo, uma região radialmente saliente, um primeiro conector, e um segundo conector. o primeiro conector é geralmente disposto em uma primeira extremidade longitudinal da região radialmente saliente, e o segundo conector é disposto em uma segunda extremidade longitudinal da região radialmente saliente. além disso, um caminho se estende através da região radialmente saliente do primeiro conector ao segundo conector. os primeiro e segundo conectores ativam o roteamento de uma linha de comunicação através da região radialmente saliente.

Description

SISTEMA PARA USO EM UM POÇO, SISTEMA DE POÇO, E MÉTODO PARA VEDAR UM POÇO ABANDONADO
ANTECEDENTES
As descrições e exemplos a seguir não são admitidos fazer parte da arte anterior, em virtude de sua inclusão nesta seção.
Fluidos de hidrocarbonetos, como petróleo e gás natural, são obtidos de uma formação subterrânea geológica, referida como um reservatório, através da perfuração de um poço que penetra na formação contendo hidrocarbonetos. Para otimizar a produção de fluidos desejados na formação contendo hidrocarbonetos, sistemas de completação de poços são instalados para monitorar as condições no fundo de poço e para manipular e/ou comunicar-se com vários componentes. Os sistemas de completação de poços são compostos por linhas de instrumentação e de controle para facilitar o acompanhamento e controle sobre os vários componentes do poço. No entanto, as condições no fundo do poço apresentam muitas dificuldades para completação e comunicação bem sucedida com os componentes do sistema do poço. Normalmente, o poço apresenta um ambiente de alta pressão com respeito a uma mistura quimica cáustica e corrosiva, que ataca os componentes e procura continuamente vias para migração. 0 problema potencial da migração indesejada de fluidos continua, no caso de um poço tamponado e cimentado. A presença de cabos de instrumentação e/ou de outras linhas de comunicação no fundo do poço pode aumentar o risco de migração de fluidos poço acima e através dos tampões de cimento, fornecendo um caminho potencial de migração ao longo das linhas de comunicação. A migração de fluidos pode assumir pelo menos duas formas: a migração de fluidos fora do cabo, e migração de fluidos dentro do cabo. Em matéria de migração de fluidos fora do cabo, uma remoção insuficiente de fluidos em redor do cabo durante o processo de cimentação pode estabelecer um caminho preferencial para vazamento de fluido. Além disso, danos ao cabo abaixo do tampão podem resultar na entrada e migração de fluidos ao longo do interior do cabo. Um sistema é necessário para ajudar a garantir a integridade de uma linha de comunicação, por exemplo, cabo ou conduite, com respeito a um tampão de cimento ao redor.
SUMÁRIO
Em geral, a presente divulgação fornece uma técnica para selar componentes de fundo de poço, por exemplo, proporcionando uma barreira de pressão para as linhas de comunicação, tais como cabos, no fundo do poço. 0 sistema inclui um sub de cimentação das linhas de comunicação, que pode ser acoplado a uma coluna de tubos. 0 sub de cimentação compreende uma passagem de fluxo, uma região radialmente saliente, um primeiro conector, e um segundo conector. 0 primeiro conector é geralmente disposto em uma primeira extremidade longitudinal da região radialmente saliente, e o segundo conector é disposto em uma segunda extremidade longitudinal da região radialmente saliente. Além disso, um caminho se estende através da região radialmente saliente do primeiro conector ao segundo conector.
Outras características ou alternativas serão percebidas a partir da descrição, desenhos e reivindicações a seguir.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
Certas modalidades da divulgação serão descritas aqui a seguir com referência aos desenhos anexos, onde números de referência similares denotam elementos similares. Deve ser entendido, no entanto, que os desenhos anexos apenas ilustram as várias implementações aqui descritas e não são destinados a limitar o âmbito das várias tecnologias aqui descritas. Os desenhos são os seguintes: a FIG. 1 é uma ilustração esquemática de um poço, com uma coluna de tubos deixada no local após ser cimentado e tamponado, de acordo com uma modalidade da presente divulgação; a FIG. 2 é uma vista de elevação lateral de um exemplo de um sub de cimentação, de acordo com uma modalidade da presente divulgação; a FIG. 3 é uma vista de elevação frontal de um exemplo de um sub de cimentação, de acordo com uma modalidade da presente divulgação; a FIG. 4 é uma vista semelhante à da FIG. 3, mas mostrando os segmentos das linhas de comunicação desconectados, de acordo com uma modalidade da presente divulgação; a FIG. 5 é uma vista transversal de um exemplo de um conector, através do qual um segmento da linha de comunicação está conectado ao sub de cimentação, de acordo com uma modalidade da presente divulgação; e a FIG. 6 é uma vista transversal de um exemplo de uma emenda das linhas de comunicação dentro do sub de cimentação, de acordo com uma modalidade da presente divulgação.
DESCRIÇÃO DETALHADA
Na descrição a seguir, vários detalhes são apresentados para fornecer uma compreensão das modalidades da presente divulgação. No entanto, deverá ser compreendido por aqueles com habilidade comum na arte, que modalidades da presente divulgação podem ser praticadas sem esses detalhes, e que inúmeras variações ou modificações das modalidades descritas podem ser possíveis. No relatório descritivo e reivindicações anexas: os termos "conectar", "conexão", "conectado", "em conexão com", "conectando", "acoplar", "acoplado", "acoplado a" e "acoplamento" são usados para significar "em conexão direta com" ou "em conexão com através de outro elemento", e o termo "conjunto" é usado para significar "um elemento" ou "mais do que um elemento". Como aqui usados, os termos "para cima" e "para baixo", "superior" e "inferior", "ascendente" e descendente", "a montante" e "a jusante"; "acima" e "abaixo"; e outros termos semelhantes, indicando posições relativas acima ou abaixo de um determinado ponto ou elemento, são usados nessa descrição para descrever mais claramente algumas modalidades da invenção.
Modalidades da presente divulgação em geral se relacionam à vedação de componentes no fundo de poço, e provisão de uma barreira de pressão para linhas de comunicação, tais como cabos e conduítes de controle, no fundo do poço. O sistema e metodologia são empregados para envolver uma ou mais seções da linha de comunicação, por exemplo, cabo, dentro de um sub de cimentação, a fim de ajudar a inibir ou eliminar a formação de um caminho potencial de migração ao longo de uma ou mais linhas de comunicação, quando o poço é cimentado, por exemplo, tamponado, na área do sub de cimentação. Ao garantir uma ou mais linhas de comunicação em um sub de cimentação na área para finalmente ser tamponada, uma maior segurança é fornecida para o poço, quando, por exemplo, o poço for abandonado com tubulação deixada no local dentro do poço.
Referindo-se geralmente à FIG. 1, um sistema de poço 20 é ilustrado, de acordo com uma modalidade da presente divulgação. No exemplo ilustrado, um poço 22 compreende um furo de poço 24, que pode ser forrado com um revestimento 26. Uma coluna de tubos 28 é implantada dentro do furo de poço 24, e pode incluir, por exemplo, a tubulação 30, p. ex. , tubulação de produção, e um ou mais subs de cimentação das linhas de comunicação 32. No exemplo especifico ilustrado, o sistema de poço 20 inclui um par de subs de cimentação 32, embora subs individuais de cimentação ou um número maior de subs de cimentação possam ser implantados na coluna de tubos 28, dependendo da aplicação específica. Também deve ser notado que o furo de poço 24 ilustrado é um furo de poço geralmente vertical, no entanto, o sistema e metodologia também podem ser utilizados em furos de poço desviados, por exemplo, horizontais.
No exemplo ilustrado, a tubulação 30 é selada com relação a uma superfície interior do revestimento envolvente 26 através de um obturador 34. Um medidor superior permanente 36 é disposto acima do obturador 34, e um medidor inferior permanente 38 é disposto abaixo do obturador 34. Os medidores permanentes 36, 38 são conectados por linhas de comunicação 40, que podem incluir cabos elétricos. Em outras aplicações, no entanto, as linhas de comunicação 40 podem incluir conduítes, fibras óticas, ou combinações de linhas transportadoras de sinais.
As linhas de comunicação 40 são encaminhadas para baixo através do interior dos subs de cimentação 32, que estão localizados nas zonas de poço 42, que foram selecionadas para a cimentação. Por exemplo, após o abandono do poço 22, cimento pode ser lançado no fundo do poço, nas zonas de poço 42, para formar tampões de cimento 44 em torno dos subs de cimentação das linhas de comunicação 32, apesar de tampões de cimento 44 também poderem ser formados dentro dos subs de cimentação 32. Os tampões de cimento 44 bloqueiam qualquer fluxo adicional.ao longo do espaço anular do furo de poço entre a coluna de tubos 28 e o revestimento circundante 26. Os subs de cimentação 32 ainda garantem que nenhuma migração de fluido ocorra ao longo das linhas de comunicação 40. Em algumas aplicações, o cimento, na forma dos tampões de cimento 44, permite que a tubulação 30 seja deixada no local dentro do revestimento 26, após o poço ser abandonado.
Na modalidade especifica ilustrada, a coluna de tubos 28 ainda inclui um sub de circulação 46. O sub de circulação 46 está disposto entre o sub de cimentação mais inferior 32 e o obturador 34, e é um exemplo único da variedade de componentes adicionais, que podem ser incorporados à coluna de tubos 28, dependendo da aplicação especifica do poço, para o qual ela foi concebida. Da mesma forma, o número e disposição dos obturadores, subs de cimentação, linhas de comunicação e outros componentes podem variar substancialmente, dependendo do tipo de completação do poço, em que eles são empregados, e do tipo de aplicação de poço, para que o sistema também foi proj etado.
Por exemplo, algumas colunas de tubulação podem incluir sistemas de completação tendo instrumentação na forma de medidores para monitorar várias características de um sistema de poço. Exemplos de tais medidores incluem medidores de temperatura, medidores de pressão, medidores de corte de água, medidores de vazão, indicadores de resistividade, e outros tipos de medidores. A instrumentação, por exemplo, os medidores 36, 38, podem ser removíveis ou permanentes. No exemplo ilustrado, as linhas de comunicação 40 são cabos que se estendem até o fundo do poço, a partir de uma superfície 48 até a instrumentação no fundo do poço. Os cabos 4 0 podem ser encaminhados com um cabo por medidor 36, 38, ou um cabo por conjunto de indicadores. Neste exemplo, os cabos 40 podem fornecer comunicação e/ou energia entre os medidores individuais 36, 38, bem como entre indicadores selecionados e um dispositivo de monitoração separado, posicionado no fundo do poço, ou estabelecido na superfície 48. Além disso, os cabos 40 podem incluir linhas elétricas, linhas de fibra ótica, linhas hidráulicas, ou outros portadores de sinais apropriados, projetados para facilitar a comunicação entre a instrumentação no fundo do poço, p. ex. , medidores 36, 38, e outros pontos de interesse.
Em uma modalidade, como a modalidade ilustrada na FIG. 1, a instrumentação pode incluir um primeiro conjunto ou conjunto superior de medidores permanentes 36, e um segundo conjunto ou conjunto inferior de medidores permanentes 38. Cada um dos medidores permanentes pode ser acoplado à superfície 48 através de um respectivo cabo 40. Assim, uma pluralidade de cabos, por exemplo, dois cabos, é ilustrada como encaminhada ao fundo de poço para a instrumentação. Neste exemplo, dois tampões de cimento no fundo do poço 44 são ilustrados, como fixando os subs de cimentação 32 e o revestimento envolvente 26. Em muitas aplicações, os tampões de cimento 44 são implantados, após o poço ser abandonado, e podem ser posicionados em torno e dentro de cada sub de cimentação 32. Os dois tampões de cimento 44 e os dois cabos 40 criam quatro zonas suscetíveis à migração de fluidos, se não for para a incorporação dos subs de cimentação 32 na coluna de tubos 28 .
Na FIG. 2, é ilustrado um exemplo mais detalhado de uma modalidade de um sub de cimentação das linhas de comunicação 32. Nesse exemplo, o sub de cimentação 32 compreende um mandril tubular 50, que pode ser acoplado à coluna de tubos 28 da completação. A título de exemplo, o sub de cimentação 32 pode ser conectado entre os componentes adjacentes da coluna de tubos 52 por um mecanismo de acoplamento adequado 54, tal como um acoplador roscado, projetado para permitir engate roscado entre o sub de cimentação 32 e os componentes adjacentes da coluna de tubos 52.
Como ilustrado nas Figs. 2 e 3, os segmentos das linhas/ cabos de comunicação 56 da linha de comunicação ilustrada 40 podem ser acoplados ao sub de cimentação 32 através de conectores 58 montados em uma região radialmente saliente 60 do sub de cimentação 32. Conectores 58 podem ser posicionados nas extremidades longitudinais opostas da região radialmente saliente 60, como ilustrado. A região radialmente saliente 60 pode ser deslocada ou excêntrica em relação a um eixo geométrico 62 da coluna de tubos 28. No entanto, a região radialmente saliente 60 não se limita à geometria excêntrica e, dependendo da aplicação, pode ter uma configuração arqueada ou outras configurações adequadas para incorporação a outros componentes de completação. Em algumas modalidades, a região radialmente saliente 60 pode incluir saliências superior e inferior para acoplamento com respectivos segmentos de cabo superior e inferior 56, enquanto a área entre as saliências superior e inferior mantém um diâmetro relativamente reduzido. Em algumas modalidades, uma superfície circunferencial concêntrica se estende completamente em torno do sub de cimentação com um raio elevado. Em tal aplicação, dois ou mais cabos podem ser acoplados entre si através da superfície circunferencial concêntrica.
Independentemente da configuração especifica da região radialmente saliente 60, um caminho 64 (ver FIG. 3) é formado em uma direção longitudinal através da região radialmente saliente. A título de exemplo, o caminho 64 pode ser perfurado ou usinado internamente para permitir a completação da linha de comunicação 40 pela região radialmente saliente 60 do sub de cimentação 32. Em um exemplo, o caminho 64 envolve uma emenda 66 acoplada entre os primeiro e segundo conectores 58 para facilitar a comunicação de sinais e o engate/ desengate dos primeiro e segundo segmentos de cabo correspondentes 56, conforme ilustrado na FIG. 4. Como lustrado, os segmentos de cabo 56 podem ter, cada qual, uma extremidade de conector 68 projetada para acoplamento com o conector correspondente 58 do sub de cimentação 32. Em uma modalidade, os conectores 58, 68 são conectores de encaixe seco, que podem ser engatados na superfície, antes de implantar o sub de cimentação 32 no fundo do poço, na coluna de tubos de 28.
Em algumas aplicações, a região radialmente saliente 60 de cada sub de cimentação 32 é geralmente centrada dentro do furo de poço 24, para facilitar a formação de um tampão de cimento 44 desejável. Nessas aplicações, um dispositivo de centralização 70, como um centralizador rígido ou em arco, pode ser montado no sub de cimentação 32 para centralização do sub de cimentação dentro do revestimento de poço 26, como melhor ilustrado na FIG. 2. Dependendo do projeto do dispositivo de centralização 70, o dispositivo pode ser montado no sub de cimentação 32 e/ou em cooperação com componentes da coluna de tubos para posicionar o sub de cimentação em uma posição desejada dentro do furo de poço 24.
Quando a coluna de tubos 28 é implantada no furo de poço 24, o sub de cimentação 32 é conectado entre componentes apropriados 52 da coluna de tubos. Como acima discutido, uma técnica para acoplamento do sub de cimentação 32 na coluna de tubos 28 é dotar o sub de cimentação 32 com mecanismos de acoplamento 54, na forma de extremidades roscadas. Conexões de tubos roscados estão disponíveis, e algumas das conexões adequadas são conhecidas como conectores VAM, Tenaris, ou API, embora outros tipos de conexões roscadas possam ser também empregados.
Como também ilustrado na FIG. 2, o sub de cimentação 32 compreende uma passagem interna de fluxo 72, que é o caminho principal, através do qual o fluido flui durante a produção, manutenção de poço, ou outras aplicações, nas quais fluido é dirigido ao longo do interior da coluna de tubos 28. A passagem de fluxo 72 é geralmente alinhada com a passagem interna de fluxo estendendo-se ao longo de toda a coluna de tubos 28. Entre os mecanismos de acoplamento 54, a passagem de fluxo 72 é definida pelo diâmetro interno do sub de cimentação 32, e pode ter uma região expandida 74 com um aumento de diâmetro interno, como representado por linhas tracejadas na FIG. 2. Embora o diâmetro interno do sub de cimentação 32 possa ser compatível com o diâmetro da passagem de fluxo pelo resto da coluna de tubos 28 em algumas aplicações, a região expandida 74 pode ser usada para permitir uma melhor fixação de um tampão de cimento interno 44 (ver FIG. 1), quando o poço estiver tamponado. A região de diâmetro aumentado 74 pode se estender ao longo de uma parte do sub de cimentação 32. Deve-se notar que, em algumas modalidades, a passagem de fluxo 72 é geralmente paralela ao caminho 64, que se estende através da região radialmente saliente 60.
Uma consideração na determinação de uma configuração do sub de cimentação das linhas de comunicação 32 pode ser o número de linhas de comunicação 40 desejado para a conexão com o sub de cimentação. Outra consideração pode ser, se o tampão de cimento 44 é capaz de envolver a superfície do sub de cimentação para reduzir ou eliminar pontos de vazamento entre o tampão de cimento 44 e o sub de cimentação 32. Por exemplo, a superfície do sub de cimentação ilustrado fornece uma superfície sólida relativamente lisa no sentido longitudinal, ao longo da qual o tampão de cimento 4 4 pode ser formado. A geometria externa do sub de cimentação 32 pode ser lisa, para permitir a remoção eficiente de fluidos em torno da região radialmente saliente 60, ou de outras regiões salientes.
Outra abordagem para aumentar a eficácia do tampão de cimento 44 é centralizar a região deslocada ou saliente 60 dentro do revestimento 26. Como acima descrito, a centralização da região radialmente saliente 60 pode ser realizada com um ou mais dispositivos de centralização 70. A eficácia de cada tampão de cimento 4 4 também pode ser aumentada, selecionando o comprimento longitudinal da região radialmente saliente 60, para melhor atender as exigências particulares do poço e do operador de poço. Esse comprimento pode variar substancialmente, mas, em algumas aplicações, o comprimento é de aproximadamente 10 pés. O aumento do número de subs de cimentação 32 posicionados ao longo da coluna de tubos 28 também pode melhorar a capacidade de reduzir ou eliminar pontos de vazamento ao longo do poço.
Caminhos de vazamento em potencial também são reduzidos ou eliminados pela seleção de conexões apropriadas entre o sub de cimentação 32 e as linhas de comunicação 40. Em um exemplo, extremidades de conector 68 dos segmentos de cabo 56 e dos conectores 58 do sub de cimentação 32 são, respectivamente, formadas como receptáculos e tampões de encaixe seco. Embora as conexões de encaixe seco sejam descritas com relação a uma modalidade especifica, outras modalidades podem utilizar outros tipos de conectores. No exemplo ilustrado, as conexões de encaixe seco são feitas na superfície, antes da descida de um ou mais subs de cimentação 32 até o fundo do furo de poço 24 (ver FIG. 1).
Cada conector 58, por exemplo, receptáculo de encaixe seco, pode incluir uma barreira alimentadora de pressão, como abaixo descrito em maiores detalhes. A barreira alimentadora de pressão inibe ou impede a penetração de fluidos, migrando ao longo da linha de comunicação para o sub de cimentação 32. Como resultado, qualquer vazamento interno ao longo do caminho 64 é impedido. A natureza do material e a faixa de pressão e temperatura da barreira alimentadora de pressão podem ser adaptadas para refletir as condições específicas de fundo de poço, por exemplo, pressão, temperatura, tipo e composição dos fluidos, e outros parâmetros de fundo de poço. Da mesma forma, o conector 58 e o hardware de conectividade são selecionados e configurados para durar por um longo período de tempo, para garantir que a degradação devido à corrosão ou outros fatores forneça pouco ou nenhum risco de falhas.
Referindo-se geralmente à FIG. 5, é ilustrada uma vista transversal de um exemplo de um conector de encaixe seco 58. Nesse exemplo, o conector 58 compreende um receptáculo 76 montado na região radialmente saliente 60 do sub de cimentação 32, através de uma tecnologia de vedação confiável e de longo prazo. Um exemplo de uma tecnologia de vedação confiável e de longo prazo utiliza um anel de metal 78, por exemplo, um O-ring de metal, empregado como selo primário. No entanto, outras tecnologias, incluindo conexões soldadas, podem ser usadas para garantir uma barreira de pressão de longa duração.
No exemplo ilustrado, o anel de metal 78 é disposto entre um degrau 80 (formado dentro região radialmente saliente 60) e uma parte radialmente expandida 82 de um corpo de conector 84. Um dispositivo de fixação 86, tal como uma porca roscada, é engatado na região radialmente saliente 60, em um lado oposto da parte expandida 82 do corpo de conector 84. Quando o dispositivo de fixação 86 é apertado de encontro à parte expandida 82, o anel de metal 78 é comprimido para formar uma barreira de pressão de longa duração. Além disso, um O-ring resistente à pressão 88 pode ser disposto entre a parte expandida 82 e a superfície da parede em torno da região radialmente saliente 60.
Como ilustrado, este tipo de conector 58 também utiliza uma alimentação de pressão 90, tal como uma alimentação elétrica de pressão, implantada em uma abertura longitudinal 92 estendendo-se através do interior do corpo de conector 84. Os conectores 58 nas extremidades longitudinais opostas da região radialmente saliente 60 são conectados por uma linha de comunicação interna 94 encaminhada através do caminho 64 para envolver a alimentação de pressão 90 de cada conector 58. A linha de comunicação interna 94, em cooperação com cada alimentação de pressão 90, forma efetivamente uma emenda para emendar os segmentos das linhas de comunicação 56 dentro da região radialmente saliente 60 do sub de cimentação 32 (ver também as FIGS. 2-4).
Embora a linha de comunicação interna 94 e os conectores associados 58 tenham sido descritos para uso na formação de uma conexão elétrica, sistemas semelhantes podem ser usados para conectar linhas de comunicação ótica, hidráulica, ou outros tipos distintos. Em algumas aplicações, apenas uma linha de comunicação é encaminhada através do sub de cimentação 32, enquanto que em outros casos, duas ou mais linhas de comunicação podem ser similarmente encaminhadas/ emendadas pela região radialmente saliente 60 do sub de cimentação 32.
Referindo-se geralmente à FIG. 6, um exemplo de outro tipo de sistema de emendas 96 é ilustrado para uso na emenda de segmentos das linhas de comunicação através da região radialmente saliente 60 do sub de cimentação 32. O sistema de emendas 96 funciona para impedir a penetração ou migração de fluidos para dentro da linha de comunicação, por exemplo, o cabo 40. Nesse exemplo particular, o sistema de emendas 96 é composto por uma alimentação de pressão 98, por exemplo, uma alimentação elétrica de pressão, que é soldada dentro do caminho 64. A natureza dos materiais utilizados e as classificações de pressão e temperatura da barreira estabelecida são adaptadas às condições específicas de fundo de poço, tais como pressão, temperatura, tipo e composição dos fluidos, e outros parâmetros relacionados ao poço. Os materiais e configuração do sistema de emendas 96 são selecionados para permitir sobrevida a longo prazo sem degradação indevida, atribuída à ferrugem, corrosão ou outras consequências deletérias potenciais decorrentes do ambiente severo no fundo do poço. Nessa modalidade, a linha de comunicação também pode ser uma ou mais de uma linha elétrica, linha ótica, linha hidráulica, ou outros tipos de linhas de transporte de sinais.
Como ilustrado no exemplo da FIG. 6, a alimentação de pressão 98 pode ser conectada entre os conectores 58 por linhas de comunicação interna adequadas 100. Além disso, cada conector 58 pode incluir um corpo de conector adequado 102, fixado de encontro a uma superfície interna da região radialmente saliente 60 através de um dispositivo de fixação 104, como um dispositivo de fixação roscada. Cada dispositivo de fixação 104 pode ser engatado na região radialmente saliente 60, para conduzir o corpo de conector correspondente 102 para encaixe com uma superfície interna correspondente da região radialmente saliente 60. O corpo de conector 102 pode ser projetado para selar de encontro às superfícies correspondentes da região radialmente saliente 60; no entanto, a alimentação soldada de pressão 98 garante que nenhuma migração de fluidos ocorra ao longo do caminho 64.
Nesse tipo de sistema de emendas, cada corpo de conector 102 também pode incluir um caminho longitudinal interno 106 projetado para receber uma extremidade do segmento da linha de comunicação correspondente 56. Cada segmento da linha de comunicação 56 pode ser selado dentro do caminho longitudinal 106 por um sistema de engajamento adequado 108. Um exemplo de um sistema de engajamento adequado 108 compreende uma ou mais virolas 110, que podem ser forçadas para engate entre o segmento da linha de comunicação 56 e o corpo de conector circundante 102, por uma porca externamente roscada 112, ou outro prendedor adequado.
Embora outros tipos de conectores 58 possam ser empregados, as modalidades acima descritas são exemplos de conectores de encaixe seco, que podem ser usadas para fornecer conexões estáveis de longa duração da linha de comunicação através do sub de cimentação 32. Os conectores não são suscetíveis à migração de fluidos indesejados. Efetivamente, os conectores de encaixe seco funcionam para vedação circundante, por exemplo, da blindagem da linha/ cabo de comunicação. Em alguns exemplos, a linha de comunicação 4 0 é formada por um cabo com uma blindagem de metal, tal como uma blindagem de metal de um-quarto de polegada. Os conectores de encaixe seco são especificamente concebidos para proporcionar um selo de longa duração, embora a tecnologia específica do selo de longa duração possa ser ajustada, de acordo com a aplicação específica. Em algumas aplicações, por exemplo, o selo primário pode ser formado através de um selo de metal-metal com, pelo menos, um complemento de O-ring para testes de pressão durante a montagem e troca. (Veja, por exemplo, a FIG. 5). Em outros casos, no entanto, projetos de conexão podem ser baseados em tecnologia soldada, utilizando conexões, que são solidamente soldadas, para eliminar virtualmente qualquer caminho de possível vazamento (veja, por exemplo, a FIG. 6). 0 sistema global de poço 20 (FIG. 1) pode ser projetado para acomodar uma variedade de aplicações de cimentação em uma variedade de ambientes de poço. Assim, o número, tipo e configuração de componentes e sistemas dentro do sistema global podem ser ajustados para acomodar diferentes aplicações. Por exemplo, o tamanho e configuração do sub de cimentação e de sua região radialmente saliente podem variar. Além disso, o caminho do fluxo principal através do sub de cimentação e o caminho da linha de comunicação podem ser roteados, de acordo com várias orientações. 0 número de passagens da linha de comunicação através de cada região radialmente saliente também pode ser selecionado, de acordo com o número de linhas de comunicação encaminhado para baixo ao longo da completação da coluna de tubos. Os tipos de conectores e sistemas de emendas para conectar segmentos das linhas de comunicação através da região radialmente saliente também podem mudar, de acordo com os parâmetros de uma aplicação e/ou ambiente específico. Da mesma forma, os tipos e arranjos dos componentes utilizados na coluna de tubos podem variar substancialmente, dependendo da aplicação do poço, para que a completação da coluna de tubos foi projetada. Como resultado, o número, tamanho e configuração dos tampões de cimento também podem ser selecionados, de acordo com o número e arranjo dos subs de cimentação para uma dada completação da coluna de tubos e aplicação de fundo de poço.
Elementos das modalidades foram introduzidos com os artigos "um" ou "uma". Os artigos destinam-se a indicar que há um ou mais dos elementos. Os termos "incluindo" e "tendo" se destinam a ser inclusivos, de forma que possa haver elementos adicionais, que não sejam os elementos enumerados. 0 termo "ou", quando usado com uma lista de pelo menos dois elementos, se destina a indicar qualquer elemento ou combinação de elementos.
Embora apenas algumas modalidades da presente ’ divulgação tenham sido acima descritas em detalhes, as pessoas com habilidade comum na arte irão prontamente perceber que muitas modificações são possíveis, sem materialmente se afastar dos ensinamentos dessa divulgação. Assim, tais modificações são destinadas a serem incluídas no âmbito dessa invenção, tal como definido nas reivindicações.
REIVINDICAÇÕES

Claims (19)

1. Sistema para uso em um poço caracterizado pelo fato de compreender: uma coluna de tubos (28) tendo um sub de cimentação (32) das linhas de comunicação para evitar a migração de fluidos ao longo de uma linha de comunicação (40) depois de uma operação de cimentação, o sub de cimentação (32) das linha de comunicação compreendendo: uma passagem de fluxo (72); uma região radialmente saliente (60); um caminho isolado (64) circunferencialmente definido pela região radialmente saliente (60) e que se estende longitudinalmente através da região radialmente saliente (60); um primeiro conector (58) selando o caminho isolado (64) em uma primeira extremidade longitudinal da região radialmente saliente (60); um segundo conector (58) selando o caminho isolado (64) em uma segunda extremidade longitudinal da região radialmente saliente (60); e uma emenda (66) da linha de comunicação (40) disposta de modo selante no caminho isolado (64).
2. Sistema, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de ainda compreender: um primeiro segmento de cabo (56) acoplado ao primeiro conector (58); e um segundo segmento de cabo (56) acoplado ao segundo conector (58).
3. Sistema, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de ainda compreender um dispositivo de centralização (70) para centralizar a região radialmente saliente (60) em um poço circundante (24).
4. Sistema, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato da região radialmente saliente (60) se projetar excentricamente em relação a um eixo geométrico da coluna de tubos (28).
5. Sistema, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de ainda compreender um tampão de cimento (44) implantado ao redor do sub de cimentação (32) das linhas de comunicação dentro de um poço.
6. Sistema, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato do sub de cimentação (32) das linhas de comunicação ser engatado de modo rosqueado nos componentes adjacentes da coluna de tubos (28).
7. Sistema, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de pelo menos uma parte (74) do caminho do fluxo (72) no sub de cimentação (32) das linhas de comunicação ter um diâmetro maior do que uma passagem de fluxo nos componentes adjacentes da coluna de tubos.
8. Sistema, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato dos primeiro e segundo conectores serem conectores de cabo com encaixe seco.
9. Sistema, de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo fato de os primeiro e segundo conectores (58), cada, compreender uma alimentação de pressão (90), e uma linha de comunicação interna (94) se estende através do caminho isolado (64) para engatar a alimentação de pressão (90) de cada dos primeiro e segundo conectores (58) para formar a emenda (66).
10 . Sistema, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato da coluna de tubos (28) compreender uma pluralidade de subs de cimentação.
11 . Sistema de poço caracterizado pelo fato de compreender: um sub de cimentação (32) de cabos compreendendo uma parte de diâmetro externo saliente (60) ao longo de pelo menos uma parte de um comprimento do sub de cimentação (32) de cabos, em que o sub de cimentação (32) de cabos compreende ainda: uma conexão superior (58) configurada para ser acoplada a um cabo superior (56); uma conexão inferior (58) configurada para ser acoplada a um cabo inferior (56); um caminho isolado (64) acoplando a conexão superior à conexão inferior em uma emenda (66) dos cabos disposta ali, em que o caminho isolado (64) é circunferencialmente formado pela parte de diâmetro externo saliente e selado na conexão superior e na conexão inferior; e um dispositivo de centralização (70) configurado para centralizar a parte de diâmetro externo saliente do sub de cimentação de cabos dentro de um revestimento do poço e exposto a um espaço anular do mesmo.
12 . Sistema de poço, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato da parte de diâmetro externo saliente (60) se projetar excentricamente.
13 . Sistema de poço, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato do sub de cimentação (32) de cabos compreender ainda uma passagem de fluxo (72) geralmente paralela ao caminho.
14 . Sistema, de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato da passagem de fluxo ter um diâmetro expandido ao longo de uma parte do sub de cimentação (32) de cabos.
15 . Sistema, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato da conexão superior e da conexão inferior, cada, compreender um conector de encaixe seco.
16 . Sistema, de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de ainda compreender um tampão de cimento (44) disposto ao redor da parte de diâmetro externo saliente.
17 . Método para vedar um poço abandonado, caracterizado pelo fato de compreender: a completação de um poço com pelo menos um sub de cimentação (32) acoplado a um cabo superior (56) e um cabo inferior (56) com uma emenda (66) dos cabos disposta em um caminho isolado (64) do sub, em que o sub de cimentação (32) compreende uma parte de diâmetro externo saliente (60) exposta a um espaço anular do poço; a centralização do sub de cimentação (32) dentro de um revestimento (26) do poço; e o fornecimento de pelo menos um tampão de cimento (44) em um local ao longo do comprimento do poço correspondente à parte de diâmetro externo saliente (60).
18 . Método, de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato da centralização compreender a centralização de uma parte excêntrica de diâmetro externo saliente.
19 . Método, de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato da completação compreender o uso do sub de cimentação com uma passagem de fluxo (72); e ainda compreender a cimentação da passagem de fluxo.
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