BRPI1013398B1 - Eletrodo eletrocirúrgico - Google Patents

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Thomas F. Aramayo
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Megadyne Medical Products, Inc
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Abstract

elétrodo de retorno eletrocirúrgico auto-limitador com redução da ferida por pressão e fatores térmicos. tem-se a descrição de um elétrodo eletrocirúrgico auto-limitador para uso em eletrocirurgia e para diversos outros procedimentos cirúrgicos. o elétrodo inclui um elemento térmico para a geração de calor para aquecimento de um paciente repousando sob o cuidado do elétrodo. o elétrodo pode incluir ainda de um ou mais pensos para a prevenção da criação de feridas advindas por pressão ou feridas abertas por posições deitadas junto a um paciente repousando sob o cuidado do elétrodo. o elétrodo apresenta uma impedância em volume efetiva igual ou maior do que em torno de 4.000 o.cm, vindo a surgir a partir da presença dos componentes resistivos, componentes indutivos, ou combinações desses elementos. através da seleção das características da impedância para os materiais de elétrodos, e através da lapidação das geometrias do elétrodo, o elétrodo da presente invenção é auto-regulável e auto-limitador quanto a densidade da corrente e da elevação da temperatura de maneira a prevenir-se quanto a traumas induzidos ao paciente.

Description

REFERÊNCIA CORRELATA A PEDIDOS RELACIONADOS
[0001] Este pedido reivindica a prioridade e o benefício advindos do Pedido de Patente Norte-Americano N° 12/703475, depositado em 10 de Fevereiro de 2010, intitulado “SELF-LIMITING ELECTROSURGICAL RETURNO ELECTRODE WITH PRESSURE SORE REDUCTION AND HEATING CAPABILITITES", o qual reivindica prioridade em relação ao Pedido de Patente Provisório Norte-Americano Número de Série 61/155687, depositado em 26 de Fevereiro de 2009 intitulado “SELF-LIMITING ELECTROSURGICAL RETURN ELECTRODE WITH HEATING CAPABILITIES”, cujos conteúdos descritivos são incluídos no presente relatório na forma de referências.
ANTECEDENTES 1. Campo Técnico
[0002] A presente invenção está voltada em termos genéricos a sistemas eletrocirúrgicos. Em particular, a presente invenção refere-se a eletrodos de retorno eletrocirúrgico adaptados para aumento do nível de conforto de um paciente posicionado sobre os mesmos. Em termos mais específicos, a presente invenção se refere a eletrodos de retorno eletrocirúrgico que incluem tanto a redução de feridas advindas da pressão quanto de fatores térmicos.
2. Tecnologia de Relevância
[0003] Na área da eletrocirurgia, os procedimentos médicos de corte de tecido e/ou cauterização de vasos sanguíneos com sangramento são desempenhados através do emprego de energia elétrica na faixa de radiofrequência (RF). Conforme é do conhecimento dos especialistas da área de medicina, a eletrocirurgia é amplamente utilizada e oferece muitas vantagens incluindo-se o emprego de um único ferramental cirúrgico tanto referente a cortes quanto a coagulações. A energia RF é produzida por meio de um gerador de ondas e transmitida até ao tecido do paciente através de um eletrodo manipulado manualmente por um cirurgião. No que se refere a um histórico e detalhes de tais técnicas a Patente Norte-Americana N° 4936842, de autoria de D'Amelio e colaboradores, e intitulada “Electrosurgical Probe Apparatus” pode ser consultada sendo que o seu conteúdo descritivo é incluído como referência.
[0004] Cada sistema gerador eletrocirúrgico monopolar deve apresentar um eletrodo ativo que é aplicado pelo cirurgião junto ao paciente no local da cirurgia para a execução da cirurgia e de um trajeto de retorno a partir das costas do paciente até o gerador. O eletrodo ativo no ponto de contato com o paciente deve ter um tamanho pequeno para a produção de uma corrente de elevada densidade de maneira a produzir um efeito cirúrgico de corte ou de coagulação do tecido. O eletrodo de retorno conduzindo a mesma corrente na forma de eletrodo ativo deve ser largo o bastante em área superficial efetiva no ponto de comunicação com o paciente de modo que uma corrente de baixa densidade flua a partir do paciente até o eletrodo de retorno. Caso uma corrente relativamente de elevada densidade seja produzida junto ao eletrodo de retorno, a temperatura da pele e do tecido do paciente irá subir nesta área e poderá resultar em uma queimadura indesejável para o paciente. De acordo com o Instituto de Pesquisa de Cuidado Emergencial, uma agência de testes médicos bem-conhecida, o aquecimento do tecido do corpo junto ao limite da necrópsia ocorre quando a densidade da corrente excede a 100 miliamperes por centímetro quadrado. Além disso, a Associação para o Avanço da Instrumentação Medicinal (“AAMI”) fez a divulgação de padrões impondo que a temperatura máxima do tecido superficial do paciente adjacente a um eletrodo de retorno eletrocirúrgico não deva de se elevar mais do que seis graus Celsius (6°) sob condições de teste padronizado.
[0005] Ao longo dos últimos trinta anos, a indústria veio a desenvolver produtos em atendimento a necessidade médica quanto a um eletrodo de retorno seguro em duas maneiras relevantes. Primeiramente, eles buscaram desenvolver uma pequena placa de aço inoxidável plana, de em torno 30,48 x 17,78 centímetros, contendo um gel condutivo posicionado sob as nádegas, coxas, ombros do paciente ou qualquer localização aonde a gravidade pudesse assegurar uma área de contato adequada junto a um eletrodo flexível. Em regra, esses eletrodos flexíveis apresentam o mesmo tamanho das placas de aço inoxidável sendo revestidos com um polímero dielétrico ou condutivo e incorporando uma borda adesiva junto aos mesmos de maneira que elas permaneçam fixadas junto ao paciente sem o auxílio da gravidade. Mediante a finalização do procedimento eletrocirúrgico, esses eletrodos flexíveis planos são descartados. No início dos anos 80, a maioria dos hospitais nos Estados Unidos vieram a comutar para o uso do tipo de eletrodo de retorno. Esses eletrodos de retorno consistem de um aperfeiçoamento em relação as antigas placas de aço, resultando em queimaduras menos frequentes no paciente com o eletrodo de retorno, porém isto resultou também em custos cirúrgicos adicionais para os Estados Unidos em torno de muitas dezenas de milhões de dólares a cada ano. Mesmo com este aperfeiçoamento, os hospitais ainda experimentam alguns pacientes com queimaduras causadas por eletrodos que acidentalmente vem a se desprender ou se separar de forma parcial do paciente durante a execução da cirurgia.
[0006] Posteriormente, foi feita a proposição de um aperfeiçoamento adicional, um Sistema de Monitoração da Qualidade de Contato do Eletrodo que viria a monitorar a área de contato do eletrodo encontrando-se em contato com o paciente e procedendo-se ao desligamento do gerador eletrocirúrgico sempre que houvesse uma área de contato insuficiente. Tais circuitos são apresentados, por exemplo, através da Patente Norte-Americana N° 4231372, de autoria de Newton, e intitulada “Safety Monitoring Circuit for Electrosurgical Unit”, cujo conteúdo descritivo é incluído como forma de referência. Este sistema resultou em uma redução adicional nas queimaduras no paciente devido ao eletrodo de retorno, porém requerendo a presença de um eletrodo especial descartável e de um circuito adicional no gerador impondo um aumento ainda maior junto aos custos por procedimento. Vinte anos após este sistema ter sido inicialmente introduzido, menos do que 40 por cento de todas as operações cirúrgicas executadas nos Estados Unidos fazem uso deste sistema devido aos custos elevados.
[0007] Embora tenham ocorrido vários avanços na área eletrocirúrgica, permanece espaço para aperfeiçoamentos. Mais particularmente, enquanto haja ocorrido desenvolvimentos de sistemas e dispositivos para aumento da segurança de pacientes passando por procedimentos cirúrgicos, tal como a redução da quantidade de queimaduras no paciente devido ao eletrodo de retorno, permanece uma carência quanto ao conforto desses pacientes antes, durante, e após os procedimentos eletrocirúrgicos.
[0008] Uma das causas para o desconforto do paciente compreende as temperaturas relativamente baixas mantidas nos hospitais e particularmente nas salas de operação aonde os procedimentos eletrocirúrgicos vem a ocorrer. As temperaturas no ambiente operacional são mantidas, tipicamente, entre em torno de 18,5-21°C (65,3-69,8°F). Para muitos pacientes, esta faixa de temperatura dá uma sensação de ser muito fria. Além disso, durante o procedimento cirúrgico os pacientes podem contatar objetos que apresentam propriedades físicas que levam a que eles pareçam muito mais frios do que realmente são. Por exemplo, as mesas metálicas no ambiente operacional e os eletrodos de retorno podem consistir de bons condutores térmicos. A condutividade térmica das mesas do ambiente operacional ou os eletrodos de retorno levam que o calor seja prontamente conduzido para longe do paciente quando o paciente entra em contato com a mesa do ambiente operacional ou o eletrodo de retorno que se encontra dentro da faixa de temperatura acima. A transferência do calor do paciente junto a mesa do ambiente operacional ou o eletrodo de retorno levam a que o paciente sinta ainda mais frio do que a temperatura de ambiente operacional presente, aumentando assim o seu desconforto.
[0009] Algumas soluções básicas para o aquecimento do paciente incluem o uso de ar aquecido ou de sistemas de circulação de fluido. Os sistemas de circulação térmicos podem ser incorporados nos pensos que são posicionados abaixo ou no topo de um paciente durante um procedimento cirúrgico. Os sistemas circulatórios incluem habitualmente tubos ou condutos através de onde o ar, a água, ou um outro fluido podem vir a circular. Esses sistemas incluem ainda uma bomba para a circulação do fluido ou do ar assim como de um elemento térmico para o aquecimento do ar ou do fluido antes de virem a ser circulados através dos tubos ou condutos. Embora tais tipos de sistemas proporcionem calor a um paciente durante um procedimento cirúrgico, os sistemas padecem igualmente de fatores adversos. Por exemplo, os sistemas térmicos de circulação não proporcionam, tipicamente, um aquecimento uniforme ao paciente. Pelo contrário, a temperatura nas áreas diretamente adjacentes aos tubos ou condutos apresentam-se significativamente mais elevadas do que as áreas entre os tubos ou condutos.
[00010] Uma outra solução de praxe para o aquecimento dos pacientes consiste no uso de uma ou mais cobertas térmicas. As cobertas térmicas podem ser acomodadas sobre o paciente ou posicionadas entre o paciente e a mesa do ambiente operacional, por exemplo, as cobertas térmicas podem consistir de cobertas termoelétricas ou cobertas concebidas de algodão ou lã desenvolvidas para serem aquecidas em uma caixa de aquecimento.
[00011] Os empecilhos e dificuldades são encontrados com o uso tanto das cobertas termoelétricas quanto das cobertas com aquecimento. Por exemplo, as cobertas com aquecimento em uma caixa de aquecimento mantêm as suas temperaturas por um período de tempo relativamente curto. Uma vez que tenha havido o resfriamento, as cobertas devem de ser substituídas por novas cobertas recém-aquecidas. Pode ser algo inconveniente a substituição das cobertas durante um procedimento cirúrgico, especialmente quando as cobertas devem de ser repostas múltiplas vezes durante um procedimento de longa duração. Além do mais, em função da dificuldade de movimentação e reposicionamento de um paciente durante um procedimento eletrocirúrgico, pode ser algo nada prático a substituição de cobertas resfriadas quando vindo a ser posicionadas entre o paciente e a mesa do ambiente operacional, além disso, um campo esterilizado deve de ser mantido ao longo de um procedimento cirúrgico. A reposição das cobertas resfriadas durante um procedimento cirúrgico pode vir a comprometer o campo esterilizado, podendo levar a uma infecção junto ao paciente e outros tipos de complicações. Além disso, as cobertas que são acomodadas sobre o paciente, estejam elas aquecidas ou esquentadas, podem vir a apresentar deslocamentos ou caírem do paciente durante o procedimento, o que implica em atenção adicional por parte do grupo de trabalho no ambiente operacional.
[00012] As temperaturas frias não causam somente desconforto aos pacientes passando por procedimentos eletrocirúrgicos. Pelo contrário, tem-se bom conhecimento no campo médico de que os pacientes podem vir a desenvolver úlceras abertas por posições deitadas, também sabidas como feridas advindas pela pressão durante um período prolongado de imobilidade. Tipicamente, as feridas são advindas pela pressão desenvolvidas em pacientes mais idosos confinados aos seus leitos ou tendo de alguma forma os seus movimentos limitados. As feridas advindas pela pressão surgem naquelas áreas do corpo do paciente aonde uma pressão prolongada vem a ser aplicada junto ao tecido do paciente, normalmente apresentando uma ossatura interna proeminente. O prolongamento da pressão causa dano isquêmico e necrose do tecido em função da pressão sanguínea encontrar-se acima da pressão sanguínea de capilaridade normal de 4,27 kPa (32 mmHg). Muito embora as feridas advindas pela pressão ocorram tipicamente naqueles pacientes que permaneçam em uma só posição durante um extenso período de tempo, as feridas advindas pela pressão podem surgir a partir da aplicação de uma pressão intensa aplicada por um curto período de tempo de aproximadamente duas horas, junto a uma área localizada, tal como acontece durante os procedimentos cirúrgicos.
[00013] Em geral, a prevenção das feridas advindas pela pressão em um paciente devem ser feitas mediante a redução da pressão sobre o enchimento ou penso durante um procedimento cirúrgico para diminuir ou eliminar de forma substancial as forças aplicadas junto as áreas sensitivas do corpo aonde o tecido venha a revestir as partes internas proeminentes da ossatura. Um dispositivo que pode ser utilizado para a prevenção das feridas advindas pela pressão em um cenário operacional consiste de um penso esponjoso, com aproximadamente 7,62-10,16 centímetros de altura, que é posicionado entre a mesa de operação e o paciente. Muito embora os pensos esponjosos apresentam muitas vantagens, tais como custo baixo e pouco peso, eles proporcionam um alívio mínimo junto ao paciente enquanto que capturando o calor do corpo que pode auxiliar na geração de feridas advindas pela pressão. Além disso, por meio da captura do calor, o penso esponjoso pode auxiliar no aumento da temperatura do tecido do paciente de maneira que durante o procedimento eletrocirúrgico, as temperaturas do tecido podem se elevar acima de seis graus Celsius (6°) da temperatura limítrofe estabelecida pelo AAMI. Além disso, os pensos esponjosos são descartados, tipicamente, após um procedimento cirúrgico, uma vez que apresentam dificuldades na esterilização e limpeza. Além disso, o material constituindo o penso esponjoso pode liberar fumos letais caso seja queimado durante um incêndio.
[00014] Um enchimento ou penso para a redução da pressão alternativo consiste de uma camada de pele de carneiro posicionado junto a mesa operacional. Infelizmente, a pele de carneiro proporciona com parca proteção ao paciente e não vem a distribuir efetivamente a pressão do paciente através de todo a superfície mediante o qual ela vem a ser depositada. Da mesma forma conforme discutido quanto ao penso esponjoso, a pele de carneiro é de difícil esterilização e limpeza em sequência a um procedimento cirúrgico.
[00015] Ainda um outro tipo de dispositivo para redução da pressão consiste de um enchimento com ar inflado que inclui uma luva de vinila com ar junto a uma pressão desejada. Infelizmente, o enchimento de ar deve se apresentar significativamente pressurizado para impedir que o paciente toque na superfície de base quando do colocamento do enchimento. Na eventualidade do paciente tocar a superfície de base, existe uma chance para o desenvolvimento de uma ferida advinda pela pressão. Além disso, de maneira a se manter a pressão requerida, uma bomba é conectada, tipicamente, junto ao enchimento para monitoração da pressão pneumática contida no interior do enchimento com o bombeamento de ar adicional conforme vá se havendo a necessidade. Tendo-se o paciente colocado sobre o enchimento de ar movível, que por sua vez se encontra acomodado junto a uma mesa operacional, o paciente irá se encontrar deitado entre duas superfícies flexíveis. O paciente estará acomodado colocado em uma posição instável e precária durante os procedimentos cirúrgicos. Além disso, o custo de manutenção dos enchimentos do tipo pneumático é alto devido a necessidade por uma bomba para obtenção da pressão do ar requerida. Além disso, o enchimento de ar pode ser perfurado com facilidade, e esse escapamento do ar pode reduzir na capacidade de eficácia do enchimento em manter o paciente distanciado da superfície mediante a qual faz-se a colocação do enchimento.
[00016] Um dispositivo semelhante de redução da pressão junto ao enchimento preenchido com ar consiste do enchimento do tipo de água. O enchimento do tipo de água apresenta um formato similar ao do enchimento de ar; entretanto, a água é bombeada através do enchimento ao invés do ar. Infelizmente, o enchimento do tipo de água padece de muitas das limitações inerentes ao enchimento do tipo de ar. Além disso, na eventualidade de que o enchimento de água venha a apresentar vazamento, uma grande quantidade de água será descarregada junto ao piso no entorno do paciente, trazendo perigo aos indivíduos transitando e trabalhando nas proximidades do paciente.
[00017] Muito embora muitas das limitações descritas acima venham a estar circunscritas ao uso genérico no interior de um hospital, cada dispositivo de ferida advinda pela pressão descrito apresenta vários empecilhos com respeito a seus empregos durante os procedimentos eletrocirúrgicos. Por exemplo, na eventualidade de vir a ser utilizado um enchimento do tipo esponjoso durante um procedimento eletrocirúrgico, pode ocorrer do penso esponjoso vir a se incendiar, vindo a provocar queimaduras no paciente e ainda emitindo fumaças letais dentro do ambiente operacional.
[00018] Com respeito aos enchimentos do tipo de ar e água, a inclusão das bombas necessárias para a manutenção da pressão desejada por um longo período de tempo aumenta a quantidade de equipamento necessitando de vir a ser estocado no interior do ambiente operacional, com a presença de mais equipamentos circunscritos a um espaço limitado, a capacidade do cirurgião de poder se movimentar no entorno fica comprometida. Na eventualidade de um vazamento de água advindo do enchimento de água, existe a possibilidade de choques elétricos no paciente e/ou nos profissionais e enfermeiras no ambiente operacional, assim como a possibilidade de curtos no eletrodo de retorno eletrocirúrgico.
[00019] Portanto, seria um avanço na técnica presente de eletrocirurgia quanto a provisão de um eletrodo de retorno eletrocirúrgico que se apresente auto-limitador, enquanto que promovendo o aumento do conforto ao paciente por meio dos fatores térmicos e reduzindo-se a possibilidade de criação de feridas advindas pela pressão.
BREVE SUMÁRIO DA INVENÇÃO
[00020] A presente invenção supera as limitações anteriores do estado da técnica proporcionando com um eletrodo de retorno que elimina as queimaduras do paciente sem a necessidade pelo descarte de eletrodos de alto custo e realização da monitoração dos circuitos em geradores especializados em RF, enquanto que proporcionando também com fatores térmicos para o aquecimento de um paciente e minimizando a ocorrência das feridas advindas pela pressão para pacientes induzidos a procedimentos eletrocirúrgicos.
[00021] Em termos sucintos, o eletrodo de retorno aperfeiçoado de acordo com as modalidades preferidas da invenção inclui uma área superficial efetiva mais ampla em relação a outros eletrodos de retorno que tenham sido descritos ou utilizados cirurgicamente previamente. É bastante ampla e adaptada de modo a estar posicionada em relação ao corpo de um paciente, eliminando a necessidade de géis dielétricos ou condutivos. Mais ainda, a superfície exposta consiste de um material que pode ser prontamente lavável, desinfetado, e/ou esterilizável de modo a vir a facilitar e condicionar rapidamente para uso repetido. Empregam-se geometrias e materiais cujas características de impedância, nas frequências eletrocirúrgicas utilizadas tipicamente, se apresentam tais que elas auto-limitam as densidades da corrente (correspondendo às elevações de temperatura) para manutenção segura dos limites, caso a área efetiva da superfície de trabalho do eletrodo venha a ser reduzida abaixo dos níveis desejáveis. Por consequência, elimina-se a necessidade quanto aos caros circuitos de monitoração anteriores contendo geradores RF especializados. Além disso, o eletrodo de retorno aperfeiçoado inclui um elemento térmico para aquecer um paciente em um ambiente relativamente frio. Além disso, o eletrodo de retorno aperfeiçoado incorpora de um ou mais pensos para feridas advindas pela pressão prevenindo a formação de feridas advindas pela pressão, enquanto que vindo a auxiliar na transferência de corrente entre o paciente e o eletrodo de retorno.
[00022] De acordo com uma característica da invenção um eletrodo de retorno eletrocirúrgico é concebido largo o bastante para apresentar impedância elétrica suficientemente baixa e densidades baixas de correntes típicas de frequências eletrocirúrgicas utilizadas em procedimentos médicos para a redução da possibilidade quanto a uma elevação excessiva da temperatura do tecido adjacente do paciente, (ou seja, através da manutenção da subida da temperatura (“T”) abaixo de seis graus Celsius (6°)) evitando-se assim a necrose do tecido ou outros tipos de traumas indesejáveis ao paciente.
[00023] De acordo ainda com outro aspecto da invenção, a superfície de trabalho do eletrodo (a superfície do eletrodo que esteja em contato ou em proximidade com o paciente) é concebida em uma área suficientemente ampla de modo que em uso normal, o fluxo de corrente não é reduzido a um ponto em que venha a impedir a capacidade do cirurgião em desempenhar a cirurgia no local.
[00024] De acordo ainda com outro aspecto da invenção, o eletrodo de retorno eletrocirúrgico apresenta uma construção em múltiplas camadas, incluindo-se um eletrodo e um ou mais pensos de feridas advindas pela pressão.
[00025] De acordo ainda com outro aspecto da invenção, em uma modalidade, a condutividade elétrica controlada é impingida ao eletrodo pela inclusão no mesmo dos materiais eletricamente condutivos, tais como enxertos condutivos ou negro de fumo, fazendo o condicionamento da condutividade como uma função da área de superfície a níveis que limitam a passagem da corrente através dos mesmos em valores confiáveis.
[00026] De acordo ainda com uma outra característica da invenção, em uma modalidade, o eletrodo de retorno eletrocirúrgico inclui um penso de ferida advinda pela pressão disposta no topo de um eletrodo. Para tanto, o material formando o penso de ferida advinda pela pressão atua, alternativamente, na forma de uma camada condutora ou uma camada isolante.
[00027] De acordo com ainda outra característica da invenção, o eletrodo de retorno eletrocirúrgico inclui fatores térmicos para aquecer o paciente durante um procedimento cirúrgico.
[00028] De acordo com ainda outro aspecto da invenção, o eletrodo de retorno eletrocirúrgico inclui dois pensos de ferida advinda pela pressão que auxiliam na redução da criação de úlceras resultantes de posições deitadas ou de feridas advindas pela pressão, e um elemento térmico para proporcionamento de fatores térmicos para aquecimento do paciente durante um procedimento cirúrgico.
[00029] De acordo com ainda outro aspecto da invenção, em outra modalidade, uma superfície de trabalho imune a umidade é fornecida para posicionamento adjacente junto a uma superfície adjunta ao corpo do paciente, facilitando a salubridade e reutilização do eletrodo eletrocirúrgico.
[00030] De acordo ainda com outra característica da invenção, a superfície de trabalho imune a umidade é formada por agentes de limpeza, desinfecção e esterilização normalmente encontrados e resistentes facilitando ainda mais a salubridade e reutilização.
[00031] De acordo ainda com outro aspecto da invenção, em outra modalidade, uma luva é disponibilizada para uso cooperativo com o eletrodo cirúrgico, fornecendo proteção ao eletrodo e aos pensos de feridas advindas pela pressão quanto a danos inesperados que possam vir a ocorrer, por exemplo, a partir de contato acidental do instrumento eletrocirúrgico ativo com a superfície do eletrodo ou com os pensos de feridas advindas pela pressão.
[00032] De acordo com ainda outro aspecto da invenção, a impedância elétrica dos materiais na superfície de trabalho do eletrodo e nas suas adjacências apresenta-se suficientemente elevada de modo a vir a limitar a densidade de corrente junto a superfície de trabalho a um nível abaixo do limite do trauma no tecido do paciente, proporcionando assim com uma característica auto-limitadora para prevenção do trauma ao paciente na eventualidade de redução acidental da superfície de trabalho efetiva do eletrodo.
[00033] De acordo com ainda outro aspecto da invenção, em uma modalidade, o eletrodo eletrocirúrgico tem o formato adequacionado a mesa de operação aonde deve de ser realizado o procedimento eletrocirúrgico, facilitando a efetivação de outros aspectos da invenção.
[00034] Fatores e vantagens adicionais da invenção serão estabelecidos na descrição que se segue, e ficarão parcialmente esclarecidos a partir desta descrição através da prática da invenção. Esses e outros aspectos da presente invenção tornar-se-ão mais plenamente evidenciados a partir da descrição a seguir e das concretizações apensas, ou poderão ser compreendidos pela prática da invenção da forma estabelecida a seguir.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
[00035] Para esclarecimento adicional e outros vantagens e aspectos a presente invenção, uma descrição mais particular da invenção será provida especificamente em referência as suas modalidades específicas ilustradas nos desenhos apensos. Deve-se observar que esses desenhos detalham não somente as modalidades ilustradas da invenção e portanto não devem ser interpretados como restringindo a abrangência das mesmas. A invenção será descrita e explicada com especificidade e detalhamento adicional através do emprego dos desenhos de acompanhamento, aonde: a Figura 1 consiste de um diagrama esquemático elétrico simplificado ilustrando as impedâncias típicas inclusas de forma efetiva no trajeto operacional do fluxo de corrente de radiofrequência na maneira introduzida junto a um gerador eletrocirúrgico durante um procedimento operacional; a Figura 2A consiste de uma vista de topo de uma ampla área distribuída no eletrodo de retorno eletrocirúrgico ilustrando os princípios da invenção; a Figura 2B consiste de uma ampliação de um segmento do eletrodo de retorno eletrocirúrgico da Figura 2A; a Figura 2C consiste de uma seção transversal ao longo das linhas de seção 2C-2C da Figura 2B e ilustrando a impedância efetiva do circuito representado pelo segmento 2B; a Figura 3 consiste de um fluxograma ilustrando em formato gráfico as relações entre a área superficial efetiva do eletrodo de retorno e a densidade de corrente efetiva em radiofrequência desenvolvida junto ao eletrodo; a Figura 4 consiste de uma vista em perspectiva mostrando uma mesa de operação com o eletrodo de retorno eletrocirúrgico de acordo com a invenção disposto na sua superfície superior; a Figura 5 consiste de uma vista frontal ilustrando uma cadeira cirúrgica contendo um eletrodo de retorno eletrocirúrgico de acordo com a invenção posicionado na superfície de assento da mesma; a Figura 6 consiste de uma vista de topo de um eletrodo de retorno eletrocirúrgico de acordo com a invenção; a Figura 7 consiste de uma seção tomada ao longo das linhas 7-7 da Figura 6; a Figura 8 consiste de uma seção similar a da Figura 7, ilustrando porém a capacitância apresentada pela vestimenta cirúrgica do paciente; a Figura 9 consiste de uma vista em perspectiva de um revestimento adaptado para envolver qualquer uma das modalidades referentes as Figuras de 6 a 8; a Figura 10 consiste de uma vista ilustrando uma das modalidades referentes as Figuras de 6 a 8 envolta pelo revestimento da Figura 9; a Figura 11 consiste de uma vista em perspectiva de um eletrodo de acordo com a invenção ilustrando uma condição simulada quando a área de contato efetiva com o paciente apresenta um tamanho físico de eletrodo substancialmente menor; a Figura 12 consiste de uma vista ilustrando a densidade de fluxo de corrente no interior do eletrodo quando a área de contato de paciente efetiva é muito menor do que a área de eletrodo total; a Figura 13 consiste de um gráfico detalhando as variações da resistividade específica de uma camada resistiva na forma de uma função da espessura do eletrodo para diferentes frequências do gerador eletrocirúrgico; a Figura 14 consiste de um gráfico mostrando a resistividade específica como uma função da área dividida pela espessura de um eletrodo de retorno eletrocirúrgico de acordo com a presente invenção junto as diversas frequências eletrocirúrgicas; a Figura 15 consiste de uma vista em perspectiva ilustrando, com o propósito de análise, o circuito equivalente de um paciente em associação operacional com as regiões ôhmicas e capacitivas de acordo com a invenção; a Figura 16 consiste de um circuito esquemático eletrônico simples equivalente ao da Figura 15; a Figura 17 consiste de um gráfico detalhando o percentual da condução de força capacitiva na forma de uma função da resistividade específica da camada resistiva para diferentes frequências operacionais eletrocirúrgicas; a Figura 18 ilustra uma vista detalhada parcialmente de um eletrodo eletrocirúrgico de acordo com uma modalidade da presente invenção; e a Figura 19 ilustra uma vista detalhada de alguns dos componentes do eletrodo eletrocirúrgico da Figura 18 mostrando a construção do eletrodo eletrocirúrgico.
DESCRIÇÃO DETALHADA DAS MODALIDADES PREFERIDAS
[00036] O eletrodo de retorno eletrocirúrgico da presente invenção faz emprego de geometrias e frequências cujas características de impedância, nas frequências eletrocirúrgicas tipicamente utilizadas, se apresentam tais que auto-limitam as densidades de corrente (e correspondem as elevações da temperatura) junto a limites seguros, caso a área de contato entre um paciente e uma superfície de trabalho efetiva do eletrodo venha a ser reduzida para abaixo dos níveis desejáveis. Além disso, o eletrodo eletrocirúrgico auto-limitador está capacitado a aquecer o paciente que é posicionado no eletrodo. Além disso, o eletrodo eletrocirúrgico auto-limitador é adaptado para prevenir a formação das feridas advindas da pressão em um paciente enquanto este se encontrar posicionado junto ao eletrodo.
[00037] Para auxiliar na compreensão dos diversos aspectos e ilustrações das modalidades e aspectos da presente invenção, a discussão será inicialmente procedida com respeito as estruturas e fatores dos eletrodos eletrocirúrgicas que proporcionam com as características auto-limitantes. Dando prosseguimento a discussão, tem-se provisão de uma descrição detalhada das modalidades ilustrativas de um eletrodo de retorno auto-limitador com aquecimento e fatores para a prevenção de feridas advindas pela pressão. Um eletrodo de retorno eletrocirúrgico apresentando aquecimento e/ou fatores para a prevenção de feridas advindas pela pressão formados integralmente no dispositivo possibilita a que este inclua as características auto-limitadores necessárias para os procedimentos eletrocirúrgicos, enquanto que promove o aumento do conforto ao paciente. Desta maneira, o eletrodo eletrocirúrgico inovador da presente invenção protege o paciente de vir a ser queimado durante um procedimento eletrocirúrgico, aquecendo o paciente em um ambiente relativamente frio e prevenindo quanto a formação de feridas advindas da pressão.
[00038] Voltando atenção agora aos desenhos, e mais particularmente a Figura 1, deve ser observado a descrição de um diagrama esquemático elétrico simplificado ilustrando as impedâncias típicas efetivamente incluídas no trajeto operacional do fluxo de corrente de radiofrequência da maneira apresentada junto a um gerador eletrocirúrgico durante um procedimento operacional. Tem-se a apresentação de um gerador de força elétrica de radiofrequência convencional 100, tal como, sem estar-se restringido a estes tipos, geradores de força constante, voltagem, e/ou corrente, e/ou geradores de corrente, força voltagem variáveis. Conectados ao gerador de força elétrico 10 apresentam-se condutores elétricos convencionais 102 e 104 que por sua vez fazem a conexão do gerador 100 junto ao implemento do cirurgião representado através da impedância z1 e a um eletrodo de retorno eletrocirúrgico representado pela impedância z3. A impedância z2 é provida para representação da impedância apresentada pelo tecido do paciente acomodado entre o local da operação e o eletrodo de retorno. Os condutores elétricos 102 e 104 são representativos de uma estrutura ilustrativa que é capaz de desempenhar a função de um mecanismo de conexão para a realização de conexões elétrica junto a eletrodo de retorno. Pode ser observado por um especialista da área, entretanto, que diversas outras estruturas são apropriadas e encontram-se capacitadas a desempenharem a função desejada.
[00039] Embora o diagrama da Figura 1 esteja simplificado e, em geral, leve em consideração os elementos do circuito em termo das resistências principais, incluindo-se os reagentes contribuídos pelo instrumento cirúrgico, o corpo do paciente e o eletrodo de retorno, de modo a ilustrar de forma clara e sucinta os princípios da invenção, deve-se observar que em realidade certos outros parâmetros devem ser determinados parâmetros tais como a indutância e a capacitância distribuídas, as quais para fins de clareza dos princípios ilustrados, são interpretadas como relativamente pequenas e não são levadas em consideração a esta altura do relatório descritivo. Entretanto, da maneira estabelecida adiante, em uma modalidade quando uma luva de isolamento é interposta entre o eletrodo e corpo de um paciente, um elemento significativo da reatância capacitiva pode ser incluído na impedância de Z3. Deve-se ser notado ainda que as Figuras de 1 a 10 são intencionalmente simplificadas de maneira a se apresentar sucintamente os princípios da invenção. A discussão com referência as Figuras de 11 a 17 inclui uma descrição mais detalhada e completa dos fatores auto-limitadores da invenção, incluindo-se a base teórica e as geometrias e materiais de exemplo utilizados para se chegar aos fatores auto-limitadores.
[00040] A modalidade inicial consiste daquela de um o eletrodo funcionando em um modo capacitivo e/ou resistivo. Consequentemente, caso ocorra o descarregamento de reagentes indutivos e capacitivos relativamente pequenos extraviados, a impedância efetiva total do circuito será igual a soma das impedâncias individuais z1, z2, e z3; e uma vez que essencialmente a mesma corrente irá vir a passar através de todas as três, a voltagem gerada pelo gerador RF 100 será distribuído ao longo das impedâncias z1, z2, e z3 na proporção direta aos seus respectivos valores. Assim, a energia liberada por cada um de tais componentes virá ser também diretamente proporcional aos seus valores.
[00041] Uma vez que se deseja que a energia desenvolvida venha a estar concentrada na região aonde o implante do cirurgião entre em contato com o tecido do paciente, pretende-se que o componente resistivo da impedância representada por z1 seja substancial e que a corrente passando através do mesmo (e a liberação posterior da energia) venha a estar concentrada em uma região muito pequena. Esta última é levada a termo pela produção da região de contato com o paciente junto a um local operacional muito pequeno.
[00042] É sabido que em contraste com o circuito em série anterior, os componentes da reatância capacitiva e resistiva combinada, quando conectados em paralelo, apresentem uma impedância efetiva total que é fornecida pela fórmula: Zeff = 1 / ( 1/z1 + 1/z2 + 1/z3 + 1/z4 + 1/z5 + 1/z6 + ) (1)
[00043] Desse modo, caso 100 impedâncias similares, cada uma de 100 ohms, venham a ser conectadas em paralelo, a impedância efetiva Zeff será igual a um ohm. Caso metade dessas impedâncias venham a ser efetivamente desconectadas, a impedância efetiva remanescente deverá ser igual a dois ohms, e caso somente uma das impedâncias venha a se apresentar ativada no circuito, a impedância efetiva restante deverá ser igual a 100 ohms. A significância dessas considerações e suas equivalências devem tornar o eletrodo auto- limitante e seguro contra falhas, com tal evidência dando-se a partir da descrição que se segue dos elementos ilustrados nas Figuras 2A, 2B, 2C, e 3.
[00044] Voltando atenção agora para a Figura 2A, pode ser observado uma representação esquemática da vista de topo de uma ampla área distribuída do eletrodo de retorno eletrocirúrgico 110 ilustrando os princípios da invenção. Junto ao lado da parte à direita da figura tem-se a apresentação de um terminal de conexão elétrica 112 para a facilitação da conexão junto a um condutor de retorno elétrico, tal como o condutor 104 da Figura 1.
[00045] A superfície 114 do eletrodo de retorno 110 é perfeitamente lisa e homogênea e inclui uma camada dielétrica e/ou resistiva delgada. Alternativamente, a superfície 114 do eletrodo de retorno 110 pode incluir uma camada indutiva e/ou capacitiva, dependendo da operação em particular do eletrodo de retorno 110. Para fins instrucionais relacionados a esta descrição e para auxílio na modelagem matemática do eletrodo 110, o eletrodo 110 pode ser pensado como incluindo uma pluralidade de regiões ou segmentos uniformemente dimensionados representados pelas regiões 116, 116a, 116b, 116c,..., 116n. Pode ser observado pelo especialista na técnica que o eletrodo de retorno 110 pode ou não vir a incluir regiões ou segmentos descontínuos, dando-se preferência que o eletrodo 110 apresente segmentos contínuos.
[00046] A região/segmento 116 é apresentada de maneira mais ampliada na Figura 2B para se assemelhar em escala a impedância resistiva z3' que ela está a representar. Desse modo poderá ser evidenciado que cada um dos segmentos do eletrodo 110 correspondendo aos segmentos de 116...116n possuem inerentemente a capacidade de apresentar uma impedância similar aquele com a impedância z3'. Entretanto, a quantidade de tais segmentos que se apresentam efetivamente ativos em paralelo no interior do circuito consiste de uma função direta da área superficial do paciente posicionado sobre o eletrodo. No caso de um paciente incorporando uma longa inatividade, aonde o referido corpo permanece em contato efetivo com 50 por cento (50%) da superfície superior do eletrodo, 50 por cento dos segmentos correspondendo aos segmentos 116-116n serão efetivamente emparelhados no circuito para formarem uma impedância representada pela impedância z3 da Figura 1; e, por consequência, caso o eletrodo 110 contenha 100 segmentos de 100 ohms cada, a impedância efetiva operacionalmente representada por 50 por cento de elementos de eletrodo efetivo deve ser de 2 ohms. Uma vez que 2 ohms é muito pouco em comparação com a impedância representada pelos elementos z1 e z2, muito pouca energia é perdida junto a região de contato entre o paciente e o eletrodo, e em função da área de trabalho efetiva do eletrodo ser ainda relativamente ampla, a densidade da corrente e a elevação da temperatura são mantidas abaixo dos limites de danos mencionados anteriormente.
[00047] Então, caso por qualquer motivo, a área de contato superficial entre o paciente e o eletrodo venha a ser reduzida junto a superfície para somente um dos segmentos 116-116n, então, a impedância efetiva (combinada com a reatância e a resistência capacitivas no exemplo em consideração) irá aumentar para 100 ohms; e em alguma altura da redução na área de contato, a impedância efetiva irá subir a um nível relativo a impedância representada no local do instrumento eletrocirúrgico de maneira a diminuir o efeito eletrocirúrgico do instrumento cirúrgico ou de algum modo impedir o uso efetivo do instrumento pelo cirurgião, sinalizando assim ao cirurgião que o paciente deve vir a ser reposicionado de modo a apresentar uma área superficial maior em contato com o eletrodo de retorno. Ao mesmo tempo, a impedância total do circuito deve ser aumentada de modo que fluxo de corrente total, caso o cirurgião tente fazer emprego deste instrumento sem o reposicionamento do paciente, venha a ser reduzido a um valor abaixo daquele valor que poderia vir a causar traumas indesejáveis ao paciente. Por consequência, tem-se provisão de um aspecto auto- limitador que acentue o grau de segurança de uso sem a necessidade de monitoração de um circuito em separado e de circuitos de controle já mencionados anteriormente.
[00048] A Figura 2C consiste de uma seção transversal considerada ao longo das linhas seccionais 2C-2C da Figura 2B e ilustra a impedância efetiva do circuito z3 representada pelo segmento 116 de 2B. Observa-se pela Figura 2C um segmento 116 muito pequeno com sua superfície de contato com o paciente superior 118 representada eletricamente pelo terminal 120 e a sua superfície inferior 122 representada pelo terminal elétrico 112. Para a finalidade deste relatório descritivo (e de maneira a representar os princípios subjacentes desta modalidade de modo esclarecedor), a impedância z3 pode ser interpretada como existindo entre os terminais 120 e 112. Naturalmente, deve estar evidente aos especialistas da área que em uma modalidade aonde uma camada condutora altamente delgada venha a estar incluída ao longo da superfície inferior do eletrodo 110, cada uma das impedâncias representadas pelos segmentos restantes apresentam-se conectadas as suas extremidades inferiores em paralelo ao terminal 112; sendo que no caso de ausência de tal camada altamente condutora, então, em acréscimo a impedância representada pelo material acomodado entre as regiões superior e inferior de cada segmento, uma impedância adicional se fará presente (não mostrada) sendo representada pelo material através do qual a corrente poderá passar transversal ou lateralmente pelo eletrodo de modo a chegar até ao terminal 112.
[00049] Deve estar evidente que caso a impedância lateral seja minimizada pela provisão da camada de condução delgada mencionada acima, ou caso a condutividade efetiva junto a parte inferior do material da região 116, por outro lado, venha a ser aumentada, a impedância efetiva apresentada pelo eletrodo de retorno virá a ser inversamente proporcional a superfície superior efetiva do eletrodo que se apresenta em contato com o paciente.
[00050] A Figura 3 consiste de um gráfico ilustrando nesse tipo de formato as relações entre a área superficial efetiva do eletrodo de retorno e as densidades de corrente efetiva de radiofrequência desenvolvidas junto ao eletrodo. Contudo, antes de se levar em consideração tal tipo de gráfico, deve ser observado que o gráfico foi simplificado de maneira a poder ilustrar os princípios envolvidos na invenção e não representam os dados atuais que podem variar de forma substancial. Na Figura 3 tem-se um gráfico da Densidade de Corrente RF pela Área Superficial Efetiva do Eletrodo, esta última (como deverá estar evidente aos especialistas da área) sendo aquela porção da superfície do eletrodo de retorno que promove o efetivo contato elétrico junto ao corpo do paciente. De acordo com o que se era de aguardar a partir do anteriormente discutido, quando a área efetiva é alargada, a corrente junto ao implemento utilizado pelo cirurgião se eleva (linha pontilhada 124 do gráfico) e a densidade de corrente correspondente ao longo do eletrodo de retorno fica muito baixa (linha sólida 126 do gráfico). Isto representa, naturalmente, a condição desejada para a condução da eletrocirurgia. Entretanto, caso se assuma que a corrente seja constante ao longo do circuito, conforme a área superficial efetiva vá diminuindo, a densidade de corrente ao longo do eletrodo de retorno (linha sólida 126 do gráfico) aumenta com a redução correspondente da corrente junto ao instrumento utilizado pelo cirurgião (linha pontilhada 124 do gráfico). Quando a área superficial efetiva declina em algum ponto pré- determinado, haverá ainda corrente insuficiente junto ao instrumento do cirurgião para conduzir de modo efetivo a eletrocirurgia.
[00051] O especialista da área poderá apreciar que mudanças na densidade de corrente e na corrente disponibilizada ao cirurgião poderão, ou não, a virem a ocorrer de modo simultâneo com as variações junto a área superficial efetiva. As diversas modalidades da presente invenção podem apresentar substanciais mudanças simultâneas na densidade de corrente e na corrente disponível, enquanto que outras modalidades da presente invenção podem incluir um período de desconexão no ínterim.
[00052] Os parâmetros selecionados para os materiais e para as dimensões do eletrodo são selecionados de modo que a densidade de corrente e a elevação da temperatura do tecido correspondente adjacente ao eletrodo de retorno não venham a exceder os limites mencionados para a introdução dos mesmos. Pode-se observar, em seguida, que por meio de uma apropriada seleção de tais parâmetros, o eletrodo de retorno é feito para ser auto-limitador, evitando-se a necessidade de circuitos de monitoração adicionais, conforme referência anteriormente feita.
[00053] Para facilitar a descrição dos princípios envolvidos na invenção, tem-se a descrição em função das impedâncias, cujos componentes principais compreendem de resistências e reagentes capacitivos. Entretanto, os princípios da invenção são igualmente aplicáveis junto a outras modalidades nas quais as impedâncias incluem qualquer tipo de combinação de impedâncias resistivas, capacitivas e/ou indutivas.
[00054] A invenção é descrita a seguir em conexão com as aplicações aonde uma camada dielétrica efetiva é representada, por exemplo, por/pelo: (i) uma camada dielétrica física na superfície superior do eletrodo; (ii) material de uma veste cirúrgica utilizada pelo paciente; (iii) um pano para o leito ou outros tipos de lençóis presentes na sala de operação interpostos entre o paciente e o eletrodo de retorno; (iv) material de uma luva de proteção ajustada sobre o eletrodo de retorno; (v) ou qualquer tipo de combinação dos mesmos.
[00055] Faz-se referência agora a Figura 4 que ilustra em perspectiva uma mesa de operações 130 contendo um eletrodo de retorno eletrocirúrgico 132, de acordo com a invenção, posicionado na superfície superior de uma borda da mesa 130 identificada pelo número de referência 134. A mesa de operações 130 é mostrada incorporando pernas convencionais 136a-136d que podem ser adequadas com rodas ou roletes conforme a apresentação. A mesa 130 consiste de uma estrutura capacitada a desempenhar a função de um mecanismo de suporte para sustentação de um paciente durante o tratamento. Um especialista na área poderá apreciar, todavia, que diversas outras configurações de mecanismos de suporte são viáveis e estão capacitadas a desempenharem a função requerida. Por exemplo, sem estar assim restrito, o mecanismo de suporte pode incluir cadeiras, placas, leitos, carrinhos, e coisas do gênero.
[00056] Muito embora na Figura 4 toda a superfície superior 130 seja mostrada como sendo revestida pelo eletrodo de retorno 132, deve-se compreender que esta cobertura total não tem significado necessário para que se possa por em prática os princípios da invenção. Assim, quando utilizado com geradores eletrocirúrgicos convencionais, o eletrodo de retorno necessita somente de apresentar uma área superficial de trabalho efetiva que seja suficiente para proporcionar um adequado acoplamento resistivo, capacitivo, ou indutivo junto as frequências RF tipicamente empregadas de maneira a não virem a interferir com a capacidade do cirurgião em realizar a cirurgia, enquanto que evitando ao mesmo tempo danos indesejáveis ao tecido. Determinou-se que no caso das frequências eletrocirúrgicas convencionais, existe a necessidade de somente uma área superficial de trabalho efetiva não maior do que em torno do delineamento projetado de uma metade do torso de um paciente adulto acomodado em uma mesa de operações ou das nádegas de um paciente sentado em uma cadeira, da maneira conforme a ilustração na Figura 5. Contudo, a área superficial de trabalho efetiva irá variar dependendo do tipo de material utilizado em algumas configurações geométricas, e das condições em que as várias camadas dos lençóis do espaço operacional são posicionadas sobre o eletrodo. Os seus princípios podem ser empregados de forma bem sucedida com a área superficial de trabalho efetiva do eletrodo de retorno determinada em algumas circunstâncias através de experimentação rotineira. Sob certas condições, a superfície de trabalho efetiva pode ser pequena, até em torno de sete polegadas quadradas (ou em torno de 45 centímetros quadrados).
[00057] Além disso, muito embora os eletrodos de retorno mostrados nas Figuras de 6 a 8 e 10 sejam detalhados como de configuração retangular, é evidente que eles poderiam ser ovais ou, por exemplo, apresentarem contornos em formato de silhuetas do torso ou de alguma outra parte relevante do corpo do paciente. Conforme pode ser evidenciado a partir do exposto, é importante que o eletrodo venha a ser configurado de maneira que quando for utilizado: (1) a densidade da corrente de retorno na superfície do paciente seja baixa o bastante; (2) a impedância elétrica entre o eletrodo e o paciente seja suficientemente baixa de maneira que a energia elétrica não se apresente concentrada suficientemente de modo a aquecer a pele do paciente junto a qualquer localização no trajeto de retorno elétrico por mais de seis graus Celsius (6°); e (3) as características dos materiais e geometrias sejam tais que caso a área efetiva do eletrodo venha a ser reduzida abaixo de um nível limítrofe selecionado, possa haver energia insuficiente a ser dissipada junto ao implemento utilizado pelo cirurgião para que ele possa prosseguir a fazer uso efetivo do implemento no seu aspecto eletrocirúrgico.
[00058] Um especialista da área irá poder assimilar que não é necessário que haja o contato ôhmico direto com a pele de um paciente e o seu eletrodo de retorno para que o eletrodo funcione, em regra, de acordo com a descrição anterior, pois muito embora seja introduzida a reatância capacitiva (representada pela distância entre um corpo do paciente e o eletrodo), caso exista algum elemento de separação, tal como uma veste cirúrgica, tal reatância capacitiva irá modificar em vez de destruir a impedância identificada como z3.
[00059] Conforme do conhecimento dos especialistas da área, em um circuito de corrente alternativa (por exemplo, tal como aqueles utilizados na eletrocirurgia), a reatância capacitiva de uma impedância consiste de uma função tanto da capacitância quanto da frequência do sinal elétrico da corrente alternativa apresentada junto a reatância. Desse modo, a fórmula para a reatância capacitiva (em ohms) é: XC = 1/(2 πfC) (2) aonde XC consiste da reatância capacitiva em ohms, π é 3,14159, f é a frequência em hertz, e C a capacitância em Farads.
[00060] A fórmula para a capacitância em um capacitor de placa paralela é dada ser: C = KεoA/1 (3) aonde C é a capacitância em Farads, K é a constante dielétrica do material acomodado entre as placas eletivas do capacitor, A é a área da menor das placas efetivas do capacitor em metros quadrados, t é a separação das superfícies das placas efetivas em metros, e ε0 consiste da permissividade do ar em Farads/metro. Desse modo, deve-se observar que para se chegar ao critério da máxima elevação permissível para a temperatura em uma modalidade em que a capacitância do circuito de eletrodo seja substancial, os tamanhos mínimos diferenciados dos eletrodos podem ser requeridos dependendo da frequência da fonte de geração de eletricidade, a separação do corpo do paciente do eletrodo, e do material acomodado entre a região de condução efetiva do eletrodo e a superfície adjacente ao corpo. Por consequência, muito embora os princípios da invenção sejam aplicáveis para uma vasta gama de frequências de energia eletrocirúrgica, as considerações estabelecidas presentemente para os tamanhos mínimos dos eletrodos de retorno contemplam especificamente as frequências tipicamente empregadas nos geradores de energia eletrocirúrgicos convencionais.
[00061] Os especialistas da área poderão assimilar que com os eletrodos de retorno presentemente utilizados descartáveis, a redução do tamanho efetivo do eletrodo para em torno de três polegadas quadradas não irá reduzir o fluxo de corrente a um nível aonde ele venha a impedir a capacidade do cirurgião em desempenhar a cirurgia nem a de concentrar corrente a um nível a levar a causar um trauma no paciente. Entretanto, para se disponibilizar mais espaço para o eletrodo junto ao corpo do paciente, um eletrodo de retorno de acordo com a invenção, viria a necessitar de uma área efetiva mínima entre em torno de 7 a em torno de 11 polegadas quadradas (em torno de 45 cm2 a em torno de 70 cm2) com uma separação relativamente pequena da pele do paciente, tal como a proporcionada pela veste do cirurgião ou sem qualquer interposição da veste. Tal área efetiva é fácil de vir a se conseguir caso o paciente seja posicionado sobre um eletrodo que compreenda ou seja maior que o tamanho do seu torso superior.
[00062] As características do dielétrico desejado para a presente modalidade são suficientemente comparáveis com aquelas pertinentes as borrachas, plásticos e outros materiais selecionados que podem ser empregados de forma satisfatória por este dielétrico como materiais para o eletrodo de retorno. De acordo com a exposição anterior, com tal eletrodo de retorno, caso o paciente seja posicionado de modo que não haja proximidade suficiente do eletrodo de retorno junto ao paciente, não vindo a se obter uma impedância tão baixa quanto o desejado, os resultados indicam que o fluxo de corrente advindo do gerador eletrocirúrgico irá se reduzir a um nível que tornará difícil a realização da cirurgia por parte do cirurgião. Desse modo, na presente modalidade, não obstante a presença de interposicionamento de alguma capacitância adicional através de uma veste cirúrgica, os aspectos descritos acima irão continuar ocorrendo.
[00063] Conforme mencionado acima, a Figura 5 consiste de uma vista frontal ilustrando uma cadeira cirúrgica 140 contendo um eletrodo de retorno eletrocirúrgico 142, de acordo com a invenção, disposto na superfície superior do referido assento. Por consequência, quando um paciente encontra-se sentado na cadeira, as nádegas e a parte superior das coxas vem a se acomodar encontrando-se próximos o suficiente ao eletrodo de retorno 142 de modo que o acoplamento entre os mesmos apresente uma impedância atendendo ao critério precedente: ou seja, a impedância elétrica entre o eletrodo de retorno 142 e o paciente será suficientemente baixa para possibilitar a que o cirurgião desempenhe o procedimento enquanto que proporcionando uma densidade de corrente suficientemente baixa, sendo esta insuficiência de energia elétrica se desenvolvendo ao longo do eletrodo de retorno 142 para aquecimento da pele do paciente junto a qualquer localização no trajeto do eletrodo de retorno por mais do que seis graus Celsius (6°).
[00064] A Figura 6 consiste de uma vista do topo de outro eletrodo de retorno eletrocirúrgico de acordo com a invenção. Deve de ser observado que a parte superior exposta da superfície de trabalho do eletrodo seja uma vez mais de caráter expansivo de forma a vir a atender o critério precedente quanto a impedância baixa. Muito embora não seja necessário que o eletrodo abranja toda a superfície de uma mesa de operações ou toda a superfície de assento de uma cadeira cirúrgica ou particular a algum paciente, determinou-se que as vantagens em algumas circunstâncias consistem no proporcionamento de uma maior área superficial do que a área projetada para as nádegas ou do torso de um paciente de maneira que caso um paciente mude de posição durante o transcorrer de um procedimento, uma porção suficiente do paciente irá permanecer em contato com a superfície do eletrodo de modo que a impedância efetiva irá permanecer menor do que o nível anterior descrito.
[00065] Neste momento pode ser útil se enfatizar as características do eletrodo aperfeiçoado de acordo com a invenção e encará-las como de particular relevância para a compreensão do caráter inventivo da mesma. Primeiramente, de acordo com o mencionado acima, o eletrodo não necessita de estar em contato direto com um paciente, seja por aplicação direta como quanto através da intervenção do gel condutivo ou não-condutivo. Além disso, em função de seu tamanho expansivo, não existe a necessidade de otimização do eletrodo de vir a se adequar aos contornos físicos de um paciente. Neste aspecto, determinou-se que muito embora tendo os materiais selecionados e as geometrias, os princípios de auto-correção e auto-limitação podem vir a ser atingidos em um eletrodo tão pequeno quanto a em torno de sete polegadas quadradas (ou em torno de 4 centímetros quadrados) em uma área superficial de trabalho, a faixa preferencial de área superficial de trabalho superior exposta do eletrodo situa-se na faixa indo de em torno 11 a 1,500 polegadas quadradas (ou em torno de 70 a 9.680 centímetros quadrados). Produzindo-se o eletrodo muitas vezes maior (tipicamente, pelo menos, de uma ordem de magnitude maior) na área superficial de trabalho em relação as proposições anteriores, elimina-se a necessidade por uma sujeição física direta, tanto aplicada diretamente à pele do paciente como através de géis.
[00066] O eletrodo de acordo com a invenção, ilustrado pela Figura 6, pode ser concebido de material plástico, borracha ou outro tipo de material flexível que quando utilizado no eletrodo irá resultar em uma efetiva resistência DC apresentada ao longo de cada centímetro quadrado de superfície de trabalho, vindo a ser maior do que aproximadamente 8000 Q. A borracha de silicone ou de butila foram determinadas como se constituindo em materiais particularmente atraentes uma vez que são flexíveis, assim como podem ser prontamente lavadas e esterilizadas. Alternativamente, o corpo principal do eletrodo de retorno pode ser concebido de material inerentemente flexível com resistência relativamente elevada alterada para proporcionar com a condutividade requisitada. Um exemplo preferido deste último é o material de borracha siliconada aonde ocorrem fibras condutivas impregnadas, tal como a fibra de carbono, aonde pode haver a distribuição de quantidades de outras substâncias condutivas tal como o negro de fumo, quantidades de ouro, prata, níquel, cobre, aço, ferro, aço inoxidável, latão, alumínio, ou outros tipos de condutores.
[00067] Em referência ainda a Figura 6 tem-se a presença de um conector elétrico convencional 146 fixado junto ao eletrodo 144 para proporcionar com um eletrodo de retorno elétrico convencional junto a fonte de energia de radiofrequência eletrocirúrgica (não mostrada). O conector 146 compreende outra estrutura capaz de desempenhar a função de mecanismo de conexão para a realização da conexão elétrica junto ao eletrodo de retorno. O conector 146 consiste somente de uma ilustração quanto a uma possível estrutura para o desempenho da função desejada; podendo ser assimilado por um especialista na área que diversas outras estruturas são capazes de virem a desempenhar a função requerida.
[00068] Conforme mencionado anteriormente, a Figura 7 consiste de uma seção considerada ao longo das linhas 7-7 da Figura 6. A Figura 7 apresenta um eletrodo 144 semelhante ao eletrodo 110 das Figuras 2A-2C exceto que o eletrodo 144 inclui um estrato inferior delgado altamente condutivo 148 para facilitar a condução da corrente para a direção externa do terminal 146. Em um formato preferido, a espessura do eletrodo situa-se em uma faixa indo de em torno 1/32 polegadas a % polegadas (em torno de 0,08 cm a 0,64 cm), sendo que a faixa mencionada acima para a impedância do corpo principal de material e da reatância capacitiva da camada dielétrica superior vem a proporcionar com a impedância requerida em conjunto com a flexibilidade física desejada para facilitação de emprego e manuseio.
[00069] A Figura 8 compreende de uma seção semelhante a apresentada pela Figura 7, introduzindo, no entanto, uma modalidade com múltiplas camadas ilustrando a separação apresentada pela vestimenta do paciente de acordo com os preceitos da invenção. Na Figura 8 são mostradas uma camada 150 (semelhante a camada 144 da Figura 7) e uma camada capacitiva 152 efetivamente sobressalente representando uma camada dielétrica de isolamento, um penso de ferida sob pressão, uma veste cirúrgica do paciente, e um lençol do espaço operacional, uma luva ou tecido de proteção, ou qualquer combinação desses elementos. Deve-se compreender que em acréscimo a isto, a partir de uma construção assemelhada aquela pertinente ao eletrodo das Figuras 6 e 7, uma camada condutiva 154 da Figura 8 pode consistir de uma chapa ou tela de ouro, latão, alumínio, cobre, prata, níquel, aço, aço inoxidável, carbono condutivo, fluido condutivos, géis, salina, e elementos do gênero. Fazendo ainda referência a Figura 8, tem-se a presença de uma outra camada dielétrica 156 revestindo as superfícies inferiores da camada 150.
[00070] A Figura 9 compreende de uma vista em perspectiva de uma luva 160 adaptada para abranger qualquer uma das modalidades referentes as Figuras de 6 a 8. Desse modo, tem-se uma provisão opcionalmente feita para a abrangência dos eletrodos de retorno configurados pelo eletrodo precedente inseridos no interior de envoltórios protetores em situações aonde se é desejado a eliminação quanto da necessidade da própria limpeza do eletrodo protegendo-o de vir a ser contaminado através do emprego de uma luva de material neutro aonde o eletrodo, após a sua utilização, poderia vir a ser meramente retirado e a luva descartada. Conforme poderá estar evidente a um especialista da área, tal luva pode ser feita, preferencialmente, a partir de qualquer variedade de materiais conhecidos, tal como plásticos de vinila, poliéster de vinila ou polietileno de vinila.
[00071] A Figura 10 consiste de uma vista ilustrando uma das modalidades pertinente as Figuras de 6 a 8 circunscritas ao interior da luva da Figura 9. Pode-se observar a presença da superfície externa 160a da luva 160; e, para fins ilustrativos, o eletrodo 144 da Figura 6 é apresentado envolto no interior da luva 160. IMPEDÂNCIA TOTAL DE ELETRODO ATERRADO PARA PENSO E FATOR AUTO-LIMITANTE
[00072] A Figura 11 detalha um eletrodo eletrocirúrgico 170 consistindo de uma camada sobressalente metálica condutora 170 e de uma camada semi-isolante 174. O eletrodo 170, e mais especificamente, a camada semi-isolante 174, se apresenta em contato com outra camada de condução 176 representando um paciente sobre a mesma. O fator auto-limitante do eletrodo de retorno eletrocirúrgico 170 (mantendo as densidades de corrente abaixo de um nível limítrofe) surge em função da impedância total do eletrodo 170, seja somente pela elevação da impedância a partir da camada semi-isolante 174 como em combinação com a camada sobressalente metálica condutora 172 e/ou a camada de condução 176. Além disso, a impedância total pode surgir a partir dos vários componentes resistivos, indutivos, e/ou capacitivos da camada sobressalente metálica condutora 172, camada semi-isolante 174 e/ou camada de condução 176.
[00073] O eletrodo 170 que inclui a presença de uma simples camada de material semi-isolante 174 apresenta uma resistividade específica p e uma espessura t. Uma área A posicionada entre uma superfície condutora e o paciente pode ser modelada na forma de um resistor (R) em paralelo com um capacitor (C).
[00074] Para a facilitação da compreensão, determinou-se os requisitos resistivos quanto ao eletrodo 170 para a auto-limitação em um ambiente puramente resistivo aonde o eletrodo 170 se apresenta modelado na forma de um resistor em paralelo com o capacitor. Dando sequência ao cálculo dos requisitos mínimos para a auto-limitação no caso puramente resistivo, pode-se generalizar a análise para qualquer impedância, seja se tais impedâncias resultem a partir de componentes resistivos, capacitivos, e/ou indutivos.
[00075] Para tanto, a impedância total resultante equivalente para o resistor em paralelo em combinação com o capacitor compreende:
Figure img0001
(4)
[00076] aonde j consiste de um componente imaginário da reatância, e w compreende da frequência angular sendo definida como a = 2πf, aonde f consiste da frequência de gerador eletrocirúrgico. A magnitude da impedância é:
Figure img0002
(5)
[00077] Substituindo-se a dependência de R e c na área A, a espessura t, a resistividade específica p, e a constante dielétrica do material K tem-se a definição:
Figure img0003
(7)
[00078] aonde a constante de permissividade ε0 = 8,85x10-12F/m, e a magnitude da impedância total sendo fornecida pela fórmula:
Figure img0004
(8)
[00079] De acordo com o padrão AAMI, a impedância total do eletrodo eletrocirúrgico deve ser menor do que 75 Q sob condições operacionais normais. Dá-se preferência, portanto que:
Figure img0005
(10)
[00080] Caso β < < 1, o eletrodo irá apresentar uma impedância muito baixa em comparação com o padrão AAMI, e o cirurgião não irá notar qualquer tipo de degradação na força de corte eletrocirúrgico em função do eletrodo. Caso β >>1, o eletrodo eletrocirúrgico irá apresentar uma impedância tão alta que o cirurgião não mais terá condições de desempenhar a eletrocirurgia. A utilização β de na desigualdade acima, a expressão torna-se na igualdade:
Figure img0006
(11)
[00081] Dá-se preferência a que venha a ocorrer uma auto- limitação quando o eletrodo apresentar uma área de eletrodo mais ampla em contato com o paciente (veja a Figura 15); entretanto, também é necessário para que venha a ocorrer a auto-limitação que o paciente entre em contato somente com uma pequena fração da área total de eletrodo (veja a Figura 11). Para que a auto-limitação funcione adequadamente, torna-se necessário que a densidade de corrente (dada por I/A), aonde I consiste da corrente total através da área de contato A do eletrodo de retorno eletrocirúrgico, não exceda a um valor crítico
Figure img0007
(12)
[00082] Sendo que os padrões AAMI indicam que as correntes eletrocirúrgicas normais se constituem da ordem de 500-700 mA. Caso seja estabelecido que 1000 mA = Imax como o limite superior de segurança conforme pode vir a ser aguardado para a cirurgia acima sob atuação de uma força média, então, de modo a se retornar a corrente ao eletrodo sem vir a exceder Icrítico, a área de contato Acontato(min) para eletrodos de retorno eletrocirúrgicos tradicionais deve apresentar um tamanho mínimo de:
Figure img0008
(13)
[00083] Pode-se observar que Imax pode variar de paciente para paciente em função das mudanças na quantidade de tempo em que o eletrodo se encontra em contato com o paciente, as características elétricas da pele do paciente (ou seja, a resistividade, e elementos do gênero), a quantidade de calor sendo conduzido pelo paciente, a temperatura inicial da pele do paciente, e elementos do gênero. Com o eletrodo de retorno eletrocirúrgico projetado de acordo com o estado anterior da técnica, na eventualidade de que a área de contato com o paciente caia para a baixo da Acontato(min), enquanto que mantendo o Imax, uma queimadura poderá vir a resultar em função de (I/A)critico > 100mA/cm2, que implica no limite para queimadura. Por outro lado, a presente invenção limita a possibilidade quanto a uma queimadura advinda da redução da área de contato abaixo Acontato(min), enquanto que impede também procedimentos cirúrgicos quando a área de contato é reduzida de modo significativo. Portanto, através da seleção da impedância apropriada do eletrodo 170, a corrente I vem a ser sempre reduzida abaixo do Imax quando A< Acontato(min) .
[00084] Para que isto aconteça, a impedância entre o pequeno eletrodo com área Acontato(min) e o laminado metálico maior não é simples:
Figure img0009
(14)
[00085] uma vez que a corrente pode fluir através de áreas não diretamente presentes abaixo da área de contato do paciente Acontato(min) (Figura 12). Aproximadamentee de 10-20% a mais de corrente vem a fluir através da área de contato do paciente Acontato ao que se poderia vir a esperar caso a área total da camada de isolamento venha a ser Acontato(min). Equivalentemente, a impedância efetiva do eletrodo será 10-20% menor do que se poderia vir a esperar caso esses efeitos nas bordas não estejam presentes na produção de um fluxo de corrente adicional.
[00086] Conforme já mencionado anteriormente, a Figura 12 revela a distribuição do fluxo de corrente através da parte semi-isolada do eletrodo quando a área de contato superior com o paciente se apresenta muito menor do que a área superficial total do eletrodo. Conforme a descrição, a corrente flui através dos trajetos paralelos em torno da região de contato reduzindo assim a impedância global junto a fluxo de corrente com o aumento da área efetiva em torno de 10-20 por cento. Na Figura, a região sombreada fortemente ou opaca está a representar o fluxo mais pesado da corrente, e a região sombreada mais levemente ou mais ligeiramente representa o fluxo menos intenso da corrente.
[00087] De modo a se fazer com que o eletrodo seja auto-limitante, e atue tão eficientemente conforme estabelecido pelos padrões AAMI, dá-se preferência a que a Acontato(min) apresente um valor variando de em torno 7 cm2 até em torno de 22 cm2, e mais preferivelmente de em torno 10 cm2 no caso de correntes eletrocirúrgicas entre 100 mA até em torno de 2000 mA. Similarmente, dá-se preferência a que β abranja valores indo de em torno 10 a em torno de 50, e mais preferivelmente assuma um valor em torno de 10. Fazendo-se uso de diversos valores para Acontato(min) e β, dá-se preferência a que se resolva a Equação 11 quanto a espessura t como uma função da resistividade específica p junto a diferenciadas frequências w do gerador eletrocirúrgico, enquanto introduzindo um fator de 1,2 para levar em conta os efeitos de borda descritos acima. Na modalidade ilustrativa particular discutida neste relatório, o fator 1,2 é incluído dentro dos termos de resistividade e reatância da equação; contudo, um especialista da área poderá observar que o fator 1,2 é funcionalmente dependente da geometria de ambos termos da resistividade e da reatância, e vindo a poder variar. Além disso, o valor 1,2 é baseado na geometria ilustrativa do eletrodo auto-limitante presentemente descrito e pode variar conforme vá variando a geometria do eletrodo para se levar em conta os diferenciados efeitos na borda.
[00088] A equação resultante (que identifica os interrelacionamentos dos parâmetros influenciando a auto-limitação) consiste:
Figure img0010
(15)
[00089] Através do emprego da Equação 15, a Figura 13 ilustra a variação da resistividade específica mínima, com a espessura do eletrodo sendo de K=5. A espessura máxima do eletrodo que alguém poderia vir a conceber para uso pode variar de em torno de 0,5 polegadas a em torno 4 polegadas (em torno de 1,3 cm a em torno de 10,2 cm) e, mais preferencialmente, em torno de 1 polegada de espessura (em torno de 2,5 cm). Acima dessas espessuras, o eletrodo pode vir a se tornar sem condições de emprego e desconfortável para o paciente. Desse modo de forma a ser auto-limitante, a resistividade específica mínima para um eletrodo de tal espessura encontra-se aproximadamente 4000 Q-cm.
[00090] As equações e discussão anterior são representativas da resistividade específica requerida para o eletrodo 170 (Figura 11) para ser auto-limitante. Pode-se observar, entretanto, que a análise acima pode ser repetida para se obter as impedâncias auto-limitantes necessárias para os eletrodos modelados empregando-se componentes capacitivos ou indutivos primários, ou combinações de componentes resistivos, capacitivos, e/ou indutivos. Portanto, dá-se sequência a discussão referente aos requisitos auto-limitantes quanto a impedância específica do eletrodo 170, independente de se a impedância advém dos componentes resistivo, capacitivo, e/ou indutivo de impedância.
[00091] O comportamento auto-limitante do eletrodo eletrocirúrgico da presente invenção resulta da existência de uma suficiente impedância de retorno para impossibilidade da presença de uma queimadura local por eletrodo quando a área de contato entre o paciente e o eletrodo de retorno eletrocirúrgico vem a ser substancialmente reduzida. Conforme mostrado acima, a combinação das correntes eletrocirúrgicas máximas de 1000 mA acopladas com o requisito de que a densidade de corrente seja mantida abaixo de 100 mA/cm2 viabiliza a presença de uma área de contato de segurança mínima de 10 cm2.
[00092] Em geral, este requisito pode ser atendido com qualquer quantidade de componentes eletrônicos conectados em grupo por meio de várias configurações, incluindo-se combinações em série e em paralelo de capacitores, resistores, e mesmo de indutores, posto que a impedância total apresentada pelo circuito resultante seja em torno de 75 β ou maior quando a área de contato vem a ser reduzida para 10 cm2.
[00093] Define-se a impedância total do circuito entre o eletrodo de retorno do gerador eletrocirúrgico e o paciente como ZTOT. Esta impedância é gerada pelas propriedades capacitiva, resistiva, e indutiva dos materiais inseridos entre o paciente e o eletrodo de retorno, Define-se a “impedância específica” do material n, uma medição independente do volume da impedância do material, como sendo dependente da frequência, através da fórmula:
Figure img0011
(16)
[00094] No caso, A compreende a área do material e t a sua espessura. Isto é análogo a relação que ocorre entre a resistência ôhmica dependente do volume R e a característica relacionada p independente do volume do material resistivo denominada “resistividade específica”, já anteriormente descrita.
[00095] Uma maneira de descrever o requisito auto-limitante é se expressar em termos de n :
Figure img0012
(18)
[00096] Para a situação anterior (especificação de resistividade específica mínima), empregou-se assumir A = Acontato(min) = 10 cm2, (em torno de 1,55 polegadas), β= 10, e t= tmax = 1 polegada (em torno de 2,5 cm), e um fator de 1,2 para se levar em consideração os efeitos de borda, determinando-se que para um eletrodo eletrocirúrgico puramente resistivo tem-se que
Figure img0013
(19)
[00097] Portanto, no caso de resistividade pura, a impedância específica (n) é identificada como sendo a resistividade específica (p) do material de condução no eletrodo. Entretanto, os resultados advindos da Equação 19 são generalizados para todos tipos de materiais e componentes elétricos, incluindo-se os componentes resistivos, capacitivos, e indutivos, e quaisquer combinações oriundas dos mesmos. Desde que a impedância total do eletrodo eletrocirúrgico seja maior do que 4000 Q-cm, o eletrodo será auto-limitante, a despeito de se o comportamento auto-limitante dá-se em função de uma impedância resistiva, capacitiva, indutiva, ou por qualquer forma de combinações advindas dessas impedâncias.
[00098] Como forma de exemplos ilustrativos alternativos pode-se construir um eletrodo eletrocirúrgico auto-limitante fazendo-se uso de uma placa de retorno condutiva/resistiva revestida com um material isolante (dielétrico) ou pode-se construir uma veste para paciente sem a presença de material dielétrico e se fazer uso de um eletrodo de retorno resistivo ou metálico. O efeito total desses dispositivos viria a criar uma impedância resistiva em série possuindo uma impedância capacitiva.
[00099] Para o caso acima definindo exemplos ilustrativos que modelam o eletrodo de retorno em termos da impedância resistiva e capacitiva, a impedância total do eletrodo eletrocirúrgico consiste da soma das impedâncias resistiva e capacitiva, fornecidas pela fórmula:
Figure img0014
(20)
[000100] Em termos da resistividade específica do material, constante dielétrica, área, e a espessura, tem-se que a impedância total é:
Figure img0015
(21)
[000101] Multiplicando-se ambos lados da equação acima pela área A, e dividindo-se pela espessura t, pode-se derivar a impedância específica n como:
Figure img0016
(22)
[000102] A magnitude da impedância específica é fornecida pela fórmula:
Figure img0017
(23)
[000103] Caso seja requerido que
Figure img0018
(25)
[000104] Nesse caso, os efeitos de borda vêm a reduzir a impedância específica do eletrodo para em torno de 1o-2o por cento, levando a um aumento correspondente na área efetiva do eletrodo auto-limitante para em torno de 1o-2o por cento e levando a redução da possibilidade quanto ao aparecimento de indesejáveis queimaduras.
[000105] A Figura 14 consiste de um gráfico de A/t em função da impedância total n para diversas frequências eletrocirúrgicas. O eixo y apresenta a fração mínima de A/t de modo a ter-se o comportamento auto-limitante como uma função da impedância específica. Observe-se que é imposto que a impedância específica seja sempre maior do que 4000 Q-cm. No lado direito do gráfico, todas as curvas convergem para uma única. Neste formato de regime, a impedância total do circuito é dominada pelo componente resistivo e é independente da frequência. Junto ao lado esquerdo, a impedância do circuito é dominada pela condução capacitiva da corrente. Tem-se como requisito as razões de área por espessura de várias centenas até em torno de 10000 de maneira a se proporcionar com impedância total suficiente possuindo resistência ôhmica baixa nesta região.
[000106] Resultando, portanto, em que a impedância específica mais baixa possível vem a ser maior do que o antecipado pelo documento de Patente Norte-Americana de N° 4088133, de autoria de Twentier; e, por consequência, o eletrodo auto-limitante de acordo com esta invenção não parece ter sido nem ainda ensinado ou sugerido pelo estado anterior da técnica. Um produto de acordo com esta invenção pode vir a ser distinguido com facilidade do que já existe no estado anterior da técnica através de um simples teste para a impedância específica, tal como a resistividade específica do material de isolamento, independente da área do eletrodo ou da espessura do eletrodo. INTERRELACIONAMENTOS DAS GEOMETRIAS, DOS MATERIAIS E DAS FONTES DE ALIMENTAÇÃO
[000107] De acordo com a discussão anterior, as Figuras de 11 a 17 são estabelecidas para a definição das geometrias e características dos materiais empregados para a obtenção das características auto limitantes precedentes. A discussão terá o caráter de apresentar informação ilustrativa pertinente e um exemplo relacionado com um eletrodo que pode ser utilizado para procedimentos eletrocirúrgicos fazendo emprego da condução capacitiva enquanto que ao mesmo tempo mantendo a auto-limitação. Muito embora a discussão seja feita com respeito a um eletrodo eletrocirúrgico funcionando sob a condução capacitiva, informações e exemplos ilustrativos semelhantes podem ser disponibilizados quanto a condução resistiva e indutiva, conforme já sabido pelo especialista da área.
[000108] A Figura 15 detalha o eletrodo eletrocirúrgico 170 consistindo de camada sobressalente de metal condutor 172 e de uma camada semi-isolante 174 de material contendo resistividade específica p, espessura t e área A. O eletrodo apresenta-se em contato com outra camada de condução 176 representando um paciente acomodado sobre a mesma. O circuito pode ser modelado na forma de um resistor R em paralelo com um capacitor C, da maneira conforme a ilustração da Figura 16. A resistência R é relacionada a resistividade específica p, a área A, e a espessura t através da fórmula abaixo:
Figure img0019
(26)
[000109] A capacitância C está relacionada aproximadamente com a área A, a espessura t, a constante de permissividade ε0= 8,85x10-2 F/m, e a constante dielétrica do material K, da forma como segue abaixo:
Figure img0020
(27)
[000110] A magnitude da impedância do capacitor é dada como sendo:
Figure img0021
(28)
[000111] A razão Y do fluxo de corrente em função do trajeto capacitivo junto ao fluxo de corrente devido ao trajeto resistivo é dada pela fórmula:
Figure img0022
(29)
[000112] A razão Y é independente da área de eletrodo e da espessura, vindo a depender somente de K e de p. Para o acoplamento capacitivo tem-se que Y>>1, enquanto que para a corrente resistiva principal tem-se que Y<<1, com o limite de fronteira entre a corrente capacitiva e a corrente resistiva sendo Y=1.
Figure img0023
(30)
[000113] Pode-se fazer uso disto, juntamente com o valor de ε0 para se determinar os valores p necessários para a condução capacitiva, fornecidos os valores nominais de K e w = 2πf aonde f representa a frequência do gerador eletrocirúrgico.
Figure img0024
(31)
[000114] Em relação a maior parte dos materiais, o k vai de 3 a 5. Os geradores comercialmente disponíveis apresentam frequências operacionais indo de 200 kHZ a 4 Mhz. Para k=5 e f=4 Mhz dá-se preferência a que p >1x105 Q-cm para o eletrodo eletrocirúrgico retornar a maior parte de sua corrente através do acoplamento capacitivo. Para k=3 e f= 200kHz, necessita-se de que p > 3x10 Q-cm.
[000115] O percentual da corrente total derivada através do acoplamento da capacitância é fornecido pela fórmula abaixo:
Figure img0025
(32)
[000116] A Figura 17 ilustra o percentual (%) do acoplamento capacitivo para diversos geradores eletrocirúrgicos de frequência. Na extremidade (4 MHz), uma impedância específica mínima de 105Q-cm faz-se necessária para a maior parte da corrente que deve ser passada através do acoplamento capacitivo. ELETRODO COM AQUECIMENTO E FATORES PARA A REDUÇÃO DA PRESSÃO
[000117] Referenciando-se agora as Figuras 18 e 19, tem-se a descrição de uma modalidade alternativa da presente invenção. O eletrodo eletrocirúrgico ilustrado através das Figuras 18 e 19 é auto- limitante quanto a prevenção de queimaduras por um paciente durante um procedimento eletrocirúrgico, da maneira conforme descrição anterior. O eletrodo eletrocirúrgico ilustrado inclui também um elemento de aquecimento que possibilita a que o eletrodo eletrocirúrgico aqueça o paciente sob os seus cuidados. O eletrodo eletrocirúrgico ilustrado inclui ainda um ou mais pensos que auxiliam na redução da possibilidade quanto a feridas abertas por posições deitadas ou pela criação de feridas advindas pela pressão que podem vir a surgir durante os prolongados procedimentos cirúrgicos. Através da combinação das características auto-limitadoras com a redução da ferida advinda pela pressão e propriedades térmicas, o eletrodo eletrocirúrgico da presente invenção proporciona com os benefícios de um eletrodo eletrocirúrgico auto-limitante de acordo com a descrição dada, com aumento do nível de conforto do paciente e da proteção desse paciente quanto de virem a ser formadas feridas advindas pela pressão.
[000118] Um exemplo de componentes implementados em uma modalidade do eletrodo eletrocirúrgico é ilustrado pelas Figuras 18 e 19. Essas figuras ilustram a construção do eletrodo eletrocirúrgico com a inclusão de materiais empregados para a montagem do eletrodo eletrocirúrgico. A Figura 18 ilustra uma vista parcialmente ampliada ilustrando a natureza flexível do eletrodo eletrocirúrgico 180, com a inclusão de uma primeira camada de revestimento 182, uma camada de isolamento térmico 184, um elemento de aquecimento 186, um primeiro penso para ferida sob pressão 188, um elemento ou eletrodo condutivo 190, um segundo penso para ferida sob pressão 192, e uma segunda camada de revestimento 194. O eletrodo eletrocirúrgico 180 inclui ainda um conector elétrico 196 convencional fixado junto ao eletrodo 190 para proporcionar com um retorno elétrico convencional junto a fonte de energia eletrocirúrgica de radiofrequência (não mostrada). O eletrodo eletrocirúrgico 180 inclui ainda um conector elétrico 198 fixado junto ao elemento de aquecimento 186 para proporcionar com força elétrica junto ao elemento de aquecimento 186. Embora a modalidade de exemplo na Figura 18 seja ilustrada como uma modalidade parcialmente ampliada, podem ser fabricadas modalidades acabadas de modo que a camada de isolamento térmico 184, o elemento de aquecimento 186, o primeiro penso para ferida sob pressão 188, o eletrodo 190, e o segundo penso para ferida sob pressão possam se apresentar vedados entre a primeira camada de revestimento 182 e a segunda camada de revestimento 194.
[000119] A Figura 19 ilustra uma vista plenamente ampliada do eletrodo eletrocirúrgico 180 de maneira a ilustrar de forma mais esclarecedora os componentes individuais do eletrodo eletrocirúrgico 180. De acordo com a ilustração pertinente a Figura 19, a primeira e segunda camadas de revestimento 182 e 194 consistem de placas planas genéricas de material posicionadas em lados opostos dos componentes internos do eletrodo eletrocirúrgico 180. Durante a construção do eletrodo eletrocirúrgico 180, a primeira camada de revestimento 182 é posicionada da maneira ilustrada pela Figura 19. Em seguida, a camada de isolamento térmico 184 é posicionada no topo da primeira camada de revestimento 182 com a presença do elemento de aquecimento 184 posicionado no topo da camada de isolamento térmico 184. O primeiro penso de ferida advinda da pressão 188 é posicionado em seguida no topo do elemento de aquecimento 186. O eletrodo 190 é posicionado depois no topo do primeiro penso de ferida advinda pela pressão 188 e o segundo penso de ferida advinda pela pressão 192 é posicionado no topo do eletrodo 190. Finalmente, a segunda camada de revestimento 194 faz-se posicionada no topo do segundo penso de ferida sob pressão 192. Com os diversos componentes do eletrodo eletrocirúrgico 180 posicionados dessa forma, a borda periférica da primeira e segunda camadas 182 e 184 podem ser unidas, vedadas, ou então lacradas.
[000120] De acordo com a presente descrição, os diversos componentes do eletrodo eletrocirúrgico 180 são flexíveis de modo que o eletrodo eletrocirúrgico 180 possa genericamente se conformar à configuração do corpo de um paciente quando este paciente se encontra posicionado junto a um eletrodo eletrocirúrgico 180. Além disso, a flexibilidade dá condições a que o eletrodo eletrocirúrgico 180 seja rolado ou acolchoado quando não se encontrar em uso, tornando mais fácil a sua condução e armazenamento.
[000121] Uma descrição mais detalhada dos vários componentes do eletrodo eletrocirúrgico 180 é disponibilizada em seguida. Embora esses componentes venham a ser descritos com alguma especificidade, incluindo-se alguns dos materiais de exemplo que podem ser utilizados para cada componente, deve-se observar que as descrições a seguir são meramente exemplificantes. Os componentes do eletrodo eletrocirúrgico 180 podem ser configurados e/ou posicionados sem o desvio quanto ao escopo da presente invenção desde que o eletrodo eletrocirúrgico 180 proporcione com as funcionalidades discutidas neste relatório, ou seja, auto-limitação, aquecimento para o paciente, e prevenção quanto a formação de ferida pela pressão.
[000122] Em algumas modalidades, a primeira e segunda camadas de revestimento 182 e 194 podem ser fabricadas a partir de vários materiais que estejam capacitados a serem limpos, esterilizados, desinfectados, e coisas do gênero. A primeira e segunda camadas de revestimento 182 e 194 podem, portanto, serem fabricadas a partir de diversos tipos de materiais, incluindo-se produtos naturais ou sintéticos. Por exemplo, a primeira e segunda camadas de revestimento 182 e 194 podem compreender de plásticos, poliéster, polietileno, poliuretano de vinila, polímeros de chapa flexível, náilon, e elementos do gênero. Conforme mencionado acima, com os diversos componentes do eletrodo eletrocirúrgico 180 posicionados dessa maneira, as bordas periféricas da primeira e segunda camadas de revestimento 182 e 194 podem ser unidas, vedadas, ou então, lacradas. De acordo com as ilustrações nas Figuras 18 e 19, a primeira e segunda camadas de revestimento 182 e 194 se estendem ligeiramente além das bordas dos componentes internos do eletrodo eletrocirúrgico 180. Isto possibilita a que a primeira e segunda camadas de revestimento 182 e 194 venham a ser vedadas, por meio do emprego de um adesivo, soldagem térmica, ou algum outro método apropriado ou combinação desses métodos.
[000123] O eletrodo 190, em uma configuração, é feito a partir de um material de plástico, borracha ou outro tipo de material flexível condutor que quando utilizado na forma de um elemento de condução irá resultar em uma resistência DC efetiva representada em cada centímetro quadrado da superfície de trabalho do eletrodo eletrocirúrgico 180 (a superfície que estiver em contato com ou na proximidade do paciente) sendo maior do que aproximadamente 8000 ohms ou proporcionando alternativamente com uma impedância específica maior do que 4000 Q-cm. Diversos materiais podem ser apropriados para fornecimento da impedância requerida. Por exemplo, a borracha de butila ou de silicone foi determinada como sendo um material particularmente atraente para compor o eletrodo 190, uma vez que elas são flexíveis, assim como prontamente laváveis, desinfectáveis, e esterilizáveis. Alternativamente, em outra modalidade, o eletrodo 190 pode ser feito a partir de um material inerentemente flexível com resistência relativamente elevada alterada de modo a proporcionar com a requerida condutividade. Um exemplo deste último consiste no material de borracha siliconada aonde ocorre a presença de impregnação de fibras condutoras, tal como o negro de fumo, quantidade de ouro, prata, níquel, cobre, aço, ferro, aço inoxidável, latão, alumínio, ou outros tipos de condutores.
[000124] Em ainda uma outra configuração alternativa, o eletrodo 190 pode ser fabricado a partir de um material substancialmente transparente a um ou mais comprimentos de onda da radiação eletromagnética, tal como, porém sem estar limitado a esta condição, a radiação de micro-ondas, radiação infravermelha (IR), radiação ultravioleta (UV), radiação de raios-X, radiofrequência (RF), e elementos do gênero. Isto possibilita a que o eletrodo 190 e o eletrodo eletrocirúrgico 180, quando os outros componentes do eletrodo eletrocirúrgico 180 se apresentam transparentes a um ou mais dos comprimentos de onda da radiação eletromagnética, venham a manter-se em seus lugares durante a execução de certos procedimentos médicos fazendo uso de comprimentos de onda particulares da radiação eletromagnética.
[000125] Pode ser observado por um especialista da área que o eletrodo 190 pode apresentar diversas configurações diferenciadas desde que o eletrodo 190 apresente condições de desempenhar as funções de um eletrodo, ou seja, que ele seja capaz de deixar passar corrente. Por exemplo, em outra modalidade, o eletrodo 190 inclui um estrato inferior delgado altamente condutivo que facilita a conexão do eletrodo eletrocirúrgico 180 junto a uma fonte de energia eletrocirúrgica de radiofrequência (não mostrada). Em ainda outra modalidade alternativa, o eletrodo 190 é configurado a partir de múltiplas camadas de condutores. Em ainda uma outra modalidade, o eletrodo 190 inclui uma camada dielétrica externa que envolve substancialmente uma camada de condução interna, semelhante aos eletrodos eletrocirúrgicos descritos anteriormente.
[000126] Voltando atenção as Figuras 18 e 19, passa-se a discussão dos fatores para a prevenção da ferida sob pressão do eletrodo eletrocirúrgico 180. Conforme observado anteriormente, a modalidade ilustrada de eletrodo eletrocirúrgico 180 inclui primeiro e segundo pensos para ferida sob pressão 188 e 192. O primeiro e segundo pensos para ferida sob pressão 188 e 192 são configurados no interior do eletrodo eletrocirúrgico 180 de modo a darem condições a que um paciente se acomode confortavelmente mediante o eletrodo eletrocirúrgico 180 antes, durante e/ou após um procedimento eletrocirúrgico. De acordo com um maior detalhamento abaixo, o primeiro e segundo pensos para ferida sob pressão 188 e 192 são adaptados para conformação junto aos contornos do corpo do paciente, aumentando assim a área de contato entre o paciente e o eletrodo eletrocirúrgico 180. O aumento da área de contato resulta em função do primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 proporcionarem com um suporte compreensivo e distribuído de maneira uniforme junto ao paciente, evitando-se os malefícios na forma de feridas advindas pela pressão. Desta maneira, o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 sustentam e distribuem o peso e as forças descendentes de um paciente posicionado mediante o eletrodo eletrocirúrgico 180 através do qual todo o eletrodo de retorno reduz a possibilidade da criação de feridas advindas pela pressão. Além do primeiro e segundo pensos de feridas sob pressão 188 e 192, em algumas modalidades de exemplo, a camada de isolamento térmico 184 pode proporcionar ainda com um suporte distribuído compreensiva e uniformemente junto ao paciente para a prevenção da criação de feridas advindas pela pressão. Portanto, embora a discussão a seguir focalize nas características, fatores, e funcionalidades executadas pelo primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192, deve-se apreciar que esta discussão pode ser igualmente aplicável, em algumas modalidades junto a camada de isolamento térmico 184.
[000127] De acordo com a modalidade ilustrada, o primeiro e segundo pensos para ferida sob pressão 188 e 192 são configurados e arranjados em uma maneira específica no interior do eletrodo eletrocirúrgico 180. Em particular, o segundo penso para ferida sob pressão 192 é posicionado entre um paciente e o eletrodo 190 quando do posicionamento de um paciente no eletrodo eletrocirúrgico 180. Além disso, o primeiro penso para ferida sob pressão 188 é posicionado entre o eletrodo 190 e o elemento de aquecimento 186. Além disso, conforme pode ser observado pelas figuras, o primeiro penso para ferida sob pressão 188 se apresenta mais espesso do que o segundo penso para ferida sob pressão 192. Embora não seja necessário, as configurações e os posicionamentos relativos ao primeiro e segundo pensos para ferida sob pressão 188 e 192 podem contribuir junto a funcionalidade descrita de eletrodo eletrocirúrgico 180.
[000128] Como forma de exemplo não-limitante, o tamanho relativamente delgado do segundo penso para ferida sob pressão 192 pode facilitar o acoplamento capacitivo entre o eletrodo 190 e um paciente sob o cuidado do eletrodo eletrocirúrgico 180. Através deste acoplamento capacitivo, a corrente utilizada durante a eletrocirurgia é passada do paciente para o eletrodo 180. Conforme pode ser assimilado por um especialista da área em vista da descrição ora prestada, o acoplamento capacitivo entre o paciente e o eletrodo 190 pode ser direcionado em relação as características autolimitastes do eletrodo eletrocirúrgico 180. Desse modo, o tamanho relativamente delgado do segundo penso para ferida sob pressão 192 contribui para o bom acoplamento elétrico entre o paciente e o eletrodo 190 de maneira a garantir uma eletrocirurgia segura e eficiente.
[000129] Em algumas modalidades, o segundo penso para ferida sob pressão 192 pode agir na forma de uma camada dielétrica reduzindo a corrente que flui entre o paciente e o eletrodo 190. Alternativamente, o segundo penso para ferida sob pressão 192 pode tomar o formato de um material de condução no auxílio com a transmissão de corrente através do mesmo. Adicionalmente, o segundo penso para ferida sob pressão 192 pode proporcionar com uma massa térmica para a distribuição de calor durante um procedimento eletrocirúrgico. De acordo com a discussão acima, os padrões AAMI requerem que durante um procedimento eletrocirúrgico a temperatura de elevação a que deve chegar o tecido do paciente deva permanecer abaixo de seis graus Celsius (6°). A massa térmica provida pelo segundo penso para ferida sob pressão 192 pode atender com a distribuição de calor através do corpo do paciente e eliminar substancialmente, em combinação com as características auto-limitantes do eletrodo eletrocirúrgico 180, o potencial para o surgimento de manchas locais quentes que podem vir a queimar o paciente. Consequentemente, as substâncias utilizadas para o segundo penso para ferida sob pressão 192 podem vir a desempenhar múltiplas funções durante um procedimento eletrocirúrgico.
[000130] De acordo com a observação acima, o primeiro penso para ferida sob pressão 188 apresenta-se relativamente espesso. O tamanho relativamente espesso do primeiro penso para ferida sob pressão 188 pode contribuir para os fatores prevenindo o aparecimento de feridas pela pressão do eletrodo eletrocirúrgico 180. O primeiro penso para ferida sob pressão 188 é espesso o bastante e atende suficientemente o perfil do corpo do paciente para fornecer suporte de forma uniforme ao paciente e fazer a distribuição do peso do paciente, reduzindo a possibilidade de criação de ferida sob pressão. Além disso, o tamanho relativamente espesso do primeiro penso para ferida sob pressão 188 pode agir na forma de uma camada de isolamento elétrica entre o eletrodo 190 e o elemento de aquecimento 186. Conforme poderá ser assimilado por um especialista da área, o elemento de aquecimento com isolamento elétrico 186 e o eletrodo 190 pode auxiliar no desempenho eficiente dos procedimentos cirúrgicos.
[000131] Em um aspecto desta modalidade, o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192, e opcionalmente a camada de isolamento térmico 184 constituem em uma “lenta restauração” ou de uma espuma de “resguardo”, tal como uma espuma visco-elástica. Esta espuma pode ser termicamente condutora e selecionada de forma a transferir calor eficientemente a partir do elemento térmico 186 até ao paciente posicionado diante do eletrodo eletrocirúrgico 180. Esta espuma demonstra-se ainda apresentar características de compressão favoráveis, vindo a reduzir as forças pontuais aplicadas junto aquelas partes do paciente aonde fazem-se localizar a ossatura proeminente. Desta maneira, o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 reduzem a pressão exercida sobre o paciente e limitam a geração de feridas advindas pela ação da pressão.
[000132] De acordo com a presente modalidade na qual faz-se emprego de um material esponjoso, a espessura total do primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 pode vir a abranger de em torno 0,22 polegadas a em torno de 3,5 polegadas (0,55 centímetros a 8,89 centímetros). Por exemplo, quando o primeiro penso para ferida sob pressão 188 é formado de espuma visco- elástica, o primeiro penso para ferida sob pressão 188 pode apresentar uma espessura entre em torno 0,20 polegadas a em torno 3,0 polegadas (0,508 centímetros a 7,62 centímetros), e mais preferencialmente, entre em torno de 0,25 polegadas a em torno de 2,0 polegadas (0,63 centímetros a 5,08 centímetros). A formação do primeiro penso para ferida sob pressão 188 no interior dessas faixas pode proporcionar com a funcionalidade descrita acima. Por exemplo, a formação do primeiro penso para ferida sob pressão 188 de um material esponjoso com tal espessura pode permitir que o primeiro penso para ferida sob pressão 188 isole eletricamente o eletrodo 190 e o elemento térmico 186 enquanto que proporcionando também com um substancial suporte uniforme junto ao paciente e fazendo a distribuição do peso do paciente para reduzir a possibilidade quanto a criação de feridas advindas pela pressão.
[000133] Similarmente, quando o segundo penso para ferida sob pressão 192 vem a ser formado de espuma visco-elástica, o segundo penso para ferida sob pressão 192 pode apresentar uma espessura entre em torno 0,02 polegadas e em torno de 0,5 polegadas (0,05 centímetros a 1,27 centímetros), e mais preferencialmente, entre em torno 0,05 polegadas e em torno de 0,3 polegadas (0,127 centímetros a 0,762 centímetros). A formação do segundo penso para ferida sob pressão 192 no interior dessas faixas pode proporcionar com a funcionalidade descrita acima. Por exemplo, a formação do segundo penso para ferida sob pressão 192 de um material esponjoso com tal espessura pode possibilitar a que o segundo penso para ferida sob pressão 192 venha a facilitar o acoplamento capacitivo entre o eletrodo 190 e o paciente sob os cuidados do eletrodo eletrocirúrgico 180, influenciando desse modo as características auto-limitantes do eletrodo eletrocirúrgico 180, e dando condições a uma eletrocirurgia eficiente e segura. O segundo penso para ferida sob pressão 196 pode proporcionar ainda com um suporte substancialmente uniforme junto ao paciente e fazer a distribuição do peso do paciente reduzindo a possibilidade de criação de uma ferida advinda pela pressão.
[000134] Em uma modalidade alternativa, cada referido primeiro e segundo pensos para ferida sob pressão 188 e 192, e opcionalmente a camada de isolamento térmico 184, podem ser formados contendo uma ou mais câmaras preenchidas com um material que fornece as características de redução de pressão discutidas neste relatório. Em termos mais específicos, uma vez que um volume definido de material seja retido no interior das câmaras do primeiro e do segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192, e opcionalmente a camada de isolamento térmico 184, quando um individuo se encontra sob os cuidados do eletrodo eletrocirúrgico 180, o material distribui a força descendente do paciente através do material, reduzindo assim as forças pontuais incidindo sobre aquelas partes da anatomia dos pacientes aonde se localizam as proeminências da ossatura. Desta maneira, o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192, e opcionalmente a camada de isolamento térmico 184, reduzem a pressão exercida sobre o paciente e limitam a geração das feridas advindas pela pressão.
[000135] Da mesma forma para a modalidade em que são formados o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 de um material esponjoso, o material preenchendo as câmaras do primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188e 192 na presente modalidade pode agir na forma de uma camada dielétrica para a redução do fluxo de corrente através do primeiro ou do segundo pensos para feridas sob pressão. Alternativamente, o material pode tomar o formato de um material de condução para auxiliar com a transmissão da corrente através do mesmo. Adicionalmente, o material de preenchimento pode proporcionar com uma massa térmica para fazer a distribuição do calor durante um procedimento eletrocirúrgico atendendo com a distribuição de calor através do corpo do paciente e eliminando substancialmente, em combinação com as características auto-limitantes do eletrodo eletrocirúrgico 180, o potencial para o surgimento de manchas locais quentes que podem vir a queimar o paciente. Consequentemente, as substâncias empregadas em referência ao material de preenchimento podem desempenhar múltiplas funções durante um procedimento eletrocirúrgico.
[000136] Em regra, o material empregado para preencher as câmeras do primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192, e opcionalmente a camada de isolamento térmico 184, pode tomar o formato de um ou mais tipos de sólidos, líquidos, gases, ou uma combinação dos mesmos dependendo da redução da pressão, das propriedades dielétricas, e/ou condutivas necessárias para o eletrodo eletrocirúrgico 180. Por exemplo, em uma modalidade ilustrativa, o material de preenchimento consiste de gel elastomérico apresentando um nível durométrico baixo, tal como o sorbetano. Em acréscimo ao sorbetano, diversos outros géis elastoméricos podem ser usados, sem estar-se limitado aos mesmos, tais como aqueles elementos baseados na química de polímeros de uretanos, silicones, elastômeros hidrofílicos ou hidrogéis, vinilas, álcoois de vinila, ou outros materiais e tecnologias similares. Além disso, o material de preenchimento pode tomar o formato de água, salina, materiais com base na água, óleos condutores, e elementos do gênero.
[000137] Em acréscimo a isto, a variedade de materiais a partir de onde podem ser formados o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192, e opcionalmente a camada de isolamento térmico 184, poderão conter uma variedade de características. Por exemplo, as espumas visco-elásticas podem ser formadas com uma ampla gama de densidades que podem influenciar no nível de conforto do paciente. Além disso, os materiais podem ser adaptados para atenderem junto às diversas condições ambientais. Em algumas modalidades, por exemplo, as espumas visco-elásticas podem ser adaptadas para tornarem-se mais macias a partir da aplicação do calor. Assim, quando o paciente se encontrar sob os cuidados do eletrodo eletrocirúrgico 180, o calor do seu corpo e/ou o calor advindo do elemento térmico 186 podem levar a que o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192, e opcionalmente a camada de isolamento térmico 184 venham a se suavizar, proporcionando com um conforto a mais junto ao perfil do corpo do paciente.
[000138] Enquanto a presente modalidade foi apresentada e descrita incorporando um primeiro penso para ferida sob pressão 188 como sendo mais espesso do que o segundo penso para ferida sob pressão 192, deve-se observar que a configuração ilustrada dos dois pensos para feridas sob pressão não se faz necessária para a presente invenção. Por exemplo, o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 podem apresentar substancialmente espessuras idênticas, ou o segundo penso para ferida sob pressão 192 pode ser mais espesso do que o primeiro penso para ferida sob pressão 188. Da mesma forma, a espessura relativa da camada de isolamento térmico 184 em comparação com o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 não se destina a restringir o escopo da presente invenção. Além disso, o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 e a camada de isolamento térmico 184 podem ser formados a partir de diferentes materiais proporcionando com a funcionalidade desejada. Por exemplo, o primeiro penso para ferida sob pressão 188 pode ser formado com uma câmara preenchida com um gel enquanto que o segundo penso para ferida sob pressão 192 pode ser formado de espuma visco-elástica, ou vice-versa.
[000139] A seleção dos materiais e as configurações específicas para cada primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 e a camada de isolamento térmico 184 podem ser concebidas de maneira que o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 e a camada de isolamento térmico 184 possam proporcionar com a funcionalidade descrita pelo relatório presente (ou seja, o acoplamento capacitivo entre o paciente e o eletrodo 190, o isolamento térmico presente entre o elemento térmico 186 e o eletrodo 190, a prevenção de ferida advinda por pressão, e o isolamento térmico entre o elemento térmico 186 e a mesa de operações). Da mesma forma, o primeiro penso para ferida sob pressão 188 ou o segundo penso para ferida sob pressão 192 podem ser removidos. Por exemplo, caso o elemento térmico 186 não venha a ser formado de um material condutivo, o primeiro penso para ferida sob pressão 188 pode ser removido sem o desacoplamento capacitivo junto ao paciente e ao eletrodo 190.
[000140] Além disso, enquanto que diversos elementos internos do eletrodo eletrocirúrgico 180 são ilustrados e descritos como compreendendo de camadas separadas e distintas, deve-se observar que várias camadas internas do eletrodo eletrocirúrgico 180 podem ser formadas integralmente ou podem vir a se tornarem integradas com uma outra durante a formação do eletrodo eletrocirúrgico 180. Por exemplo, a camada de isolamento térmico 184 e o primeiro e o segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 podem ser formados ou unidos para constituírem-se em uma unidade integrada. Por exemplo, a camada de isolamento térmico 184 e o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 podem ser formados cada qual de um material esponjoso, posicionado conforme mostrado nas Figuras 18 e 19. Alternativamente, por exemplo, quando a camada de isolamento térmico 184 e o primeiro e segundo pensos para feridas sob pressão 188 e 192 são formados de um gel, essas camadas podem ser decantadas ou moldadas individualmente para darem formação a cada camada, após o que as diversas camadas vem a ser unidas ou ligadas em conjunto. Em termos mais específicos, a camada de isolamento térmico 184 pode ser formada de um material gel que é decantado ou moldado para dar formação a camada de isolamento térmico 184. O elemento térmico 186 pode ser então depositado sobre a camada de isolamento térmico 184. Um gel pode ser decantado ou moldado para formação do primeiro penso para ferida sob pressão 188 junto ao elemento térmico 186. O eletrodo 190 pode ser depositado junto ao primeiro penso para ferida sob pressão 188, e um gel pode ser decantado ou moldado para formação do segundo penso para ferida sob pressão 192 junto ao eletrodo 190. Este processo e/ou materiais utilizados podem levar a que essas várias camadas venham a ser unidas ou integradas em conjunto de modo que elas não possam mais ser separadas.
[000141] Atenção é concentrada agora junto ao elemento térmico 186. O elemento térmico 186 é adaptado para a produção de calor para aquecimento de um paciente posicionado no eletrodo eletrocirúrgico 180. Conforme observado ao longo do presente texto, ocorrem numerosas vantagens para a incorporação do elemento térmico 186 no interior do eletrodo eletrocirúrgico 180. Algumas das vantagens incluem a conveniência de utilização de um dispositivo tanto para aquecer um paciente e a provisão da funcionalidade de um eletrodo de retorno. Uma outra vantagem da incorporação do elemento térmico 186 junto ao eletrodo eletrocirúrgico 180 em relação aos dispositivos de aquecimento convencionais que aquecem o paciente a partir do lado de topo, tal como lençóis pré-aquecidos, consiste em que o calor vem a ser aplicado de maneira mais eficaz junto ao corpo do paciente através do suporte compreensivo provido abaixo do paciente. Os lençóis pré-aquecidos posicionados sobre o paciente gastam a energia térmica que sobe, deslocando-se acima dos lençóis do paciente. Contrastando com isso, o eletrodo eletrocirúrgico 180 e o elemento térmico 186 são posicionados abaixo do paciente de modo que a energia térmica que se afasta do elemento térmico 186 virá a ser naturalmente absorvida pelo paciente e não será desperdiçada. Uma vantagem a mais da presente invenção consiste no fato de dar condições a que os funcionários do hospital tenham acesso total ao paciente sem comprometimento do seu aquecimento.
[000142] O elemento térmico 186 pode assumir qualquer configuração a partir de uma quantidade de formatos. Em uma implementação, o elemento térmico 186 pode compreender de um sistema que produz calor para o aquecimento de um paciente. Tal sistema pode incluir um material aquecido que é circulado através de um ou mais condutos presentes no interior do eletrodo eletrocirúrgico 180. Um exemplo de tal sistema de aquecimento é descrito na Patente Norte-Americana N° 6544258, de autoria de Fleenor e colaboradores, intitulada “Pressure Sore Pad Having Self-Limiting Electrosurgical Return Electrode Properties and Optional Heating/Cooling Capabilities”, cuja descrição é incorporada em sua integridade neste relatório como referência.
[000143] Em outra implementação, o elemento térmico 186 consiste de um material portador impregnado com carbono de modo que o material portador venha a se tornar em um material eletricamente condutivo. Em algumas modalidades, o material portador pode se constituir em um polímero elastomérico. Sobre o material condutivo apresentam-se um ou mais trilhos ou polos condutores que visam facilitar a conexão elétrica entre o material condutivo e uma fonte de alimentação elétrica. Em tal configuração, a corrente elétrica pode ser passada a partir da fonte de alimentação através do trilho condutor em direção ao material condutivo. As partículas de carbono espalhadas através do material portador geram calor quando a corrente elétrica vem a passar através das mesmas. O material portador polimérico pode atuar na forma de um dispersor de calor espalhando de modo uniforme o calor gerado sobre a superfície do material condutor. O calor gerado pode ser transferido a partir do elemento de aquecimento, através de outros componentes do eletrodo eletrocirúrgico 180, a um paciente posicionado junto ao eletrodo eletrocirúrgico 180. Exemplos de tais tipos de materiais impregnados de carbono se encontram disponíveis a partir da PLAC Inditherm localizada no Reino Unido, com descrição fornecida pela Patente Norte-Americana N° 6814889 de O'Grady e colaboradores, intitulada “Conductive Materials”, com o seu conteúdo incorporado integralmente neste relatório como referência.
[000144] Outras modalidades de elemento térmico 186 incluem tecidos aquecidos que são confeccionados com o uso de fibras condutoras sejam de lã merino, poliéster anti-incendiário, ou aramidas proporcionando com as propriedades desejadas de aquecimento. Em função desses tecidos serem confeccionados, eles têm a capacidade de poderem ser esticados e são robustos. Por exemplo, esses tecidos podem ainda proporcionar segurança quando a distribuição uniforme do calor quando virem a serem cortados, rasgados, ou apresentarem buracos. Além disso, esses tecidos aquecidos podem suportar puxões, fricções e estiramentos sem virem a serem danificados. Quando confeccionados a base de lã merino, esses tecidos aquecidos possuem um fator de segurança a mais quanto a serem auto- extinguíveis. Além do mais, esses tecidos são de pronta lavagem e esterilização. Exemplos de tais tecidos térmicos fazem-se disponíveis a partir da Wera localizada na Nova Zelândia, e são descritos através da Pedido PCT N° 2008/013459, de Wichman, e intitulado “Textile Articles Incorporating an Electrical Heating Element(s)”, cuja conteúdo é incorporado junto a este relatório em sua integridade como referência. Outros exemplos de tecidos aquecidos que são adequados para uso na forma de um elemento térmico 186 incluem os tecidos térmicos disponibilizados pela Malden Mills Industries, Inc. Localizada em Lawrence, Massachusetts, descritos em uma ou mais das seguintes Patentes Norte-Americanas de N°s 6,160,246; 6,723,967; 6,852,956; 6,875,963; 6,963,055; e 7,038,177.
[000145] Em ainda outras modalidades, o elemento térmico 186 pode incluir uma tira de geração de calor e um elemento de dispersão de calor. A tira de geração de calor pode se constituir, por exemplo, em um material de acoplamento termoelétrico ou de um elemento resistivo. Em algumas modalidades, a tira de geração de calor pode consistir de um cobre, de uma liga de cobre ou outro tipo de condutor. O condutor pode converter a energia elétrica em energia térmica, e transferir a energia térmica para o ambiente no entorno. Alternativamente, o elemento de geração de calor pode compreender um outro condutor, tal como semicondutores, condutores cerâmicos, outros condutores compostos, etc., capacitados a fazerem a conversão de energia elétrica em térmica. A tira de geração de calor pode incluir de uma ou mais camadas para o isolamento elétrico e a regulação da temperatura. O elemento de dispersão de calor pode compreender de um material termicamente condutor adaptado para a condução do calor para longe da tira de geração de calor e espalhando de modo uniforme o calor sobre a superfície do material de dispersão de calor. Exemplos de alguns tipos de materiais de dispersão de calor incluem metais altamente condutores tais como o cobre e o alumínio (ou as suas ligas), ou um material tal como o grafite.
[000146] A destacar tem-se os elementos térmicos de exemplo descritos pelo relatório que não intencionam consistir de uma completa lista de elementos térmicos que possam vir a ser incorporados junto ao eletrodo eletrocirúrgico 180. Outros elementos ou sistemas térmicos que podem ser adequados para emprego como elementos térmicos 186 podem incluir também polímeros revestidos com tinta condutora ou tiras térmicas flexíveis formadas a partir do tungstênio, por exemplo. Desse modo, outros elementos térmicos podem ser utilizados em adição ou como forma de alternativas junto aos elementos térmicos descritos pelo presente relatório.
[000147] Além disso, qualquer elemento térmico incorporado junto ao eletrodo eletrocirúrgico 180 pode ainda incluir o conjunto de circuitos ou outros mecanismos para a regulagem da quantidade de calor gerado pelo elemento térmico 186. O conjunto de circuitos de controle pode proporcionar com a força elétrica junto ao elemento térmico 186 via o conector elétrico 198. O conjunto de circuitos de controle pode, de forma opcional, monitorar o desempenho do elemento térmico 186 no sentido de garantir a funcionalidade adequada. O elemento térmico 186 e qualquer conjunto de circuitos de controle associados pode ser trabalhado com independência. Ou seja, o elemento térmico 186 e qualquer conjunto de circuitos de controle associados podem ser controlados sem influenciarem ou serem afetados pelo desempenho de outros componentes do eletrodo eletrocirúrgico 180. Desta maneira, o elemento térmico 186 pode ser empregado para proporcionar calor a um paciente sob os cuidados do eletrodo eletrocirúrgico 180 mesmo no caso do eletrodo eletrocirúrgico 180 não estar sendo utilizado como um trajeto de retorno para a corrente eletrocirúrgica. O elemento térmico 186 pode incluir ainda fatores de segurança adicionais. Por exemplo, o elemento térmico 186 pode ser formado ou incluir materiais anti-inflamáveis e/ou revestimento anti-inflamáveis, interruptores de circuitos, fusíveis, proteção quanto a sobrecarga com base em semicondutores, proteção de aterramento contra falhas, proteção de arcos contra falhas, e elementos do gênero.
[000148] Diversos fatores podem ser considerados quando da seleção de um elemento térmico para inclusão no eletrodo eletrocirúrgico 180. Por exemplo, a seleção de um elemento térmico flexível pode contribuir tanto para o desempenho como para a conveniência de utilização e armazenagem do eletrodo eletrocirúrgico 180. Em termos específicos, um elemento térmico flexível possibilita a que o eletrodo eletrocirúrgico 180 venha a se conformar mais prontamente à configuração do corpo do paciente, levando a um melhor acoplamento capacitivo ente o eletrodo 190 e o paciente assim como auxiliando na prevenção quanto a criação de feridas advindas pela pressão.
[000149] Conforme o caso para a maior parte dos componentes constituindo o eletrodo eletrocirúrgico 180, o elemento térmico 186 deve ser durável e de longa duração. Os eletrodos de retorno maiores, os pensos térmicos, os pensos de prevenção de feridas advindas pela pressão são cada um dos quais utilizados repetidamente e são frequentemente acomodados ou rolados par armazenagem entre os momentos de utilização. Desse modo, um elemento térmico incorporado junto ao eletrodo eletrocirúrgico 180 deve ser capaz de aguentar o emprego repetido, o acomodamento, e rolagem repetitivas. Isto é de particular importância para a presente invenção no sentido de que o elemento térmico 186 seja incluído junto ao eletrodo eletrocirúrgico 180, e a substituição do elemento térmico 186 pode ser algo difícil, ou pelo menos inconveniente. Portanto, é desejável que o elemento térmico 186 seja flexível e durável para contribuir com uma vida relativamente longa para o eletrodo eletrocirúrgico 180.
[000150] No sentido de que o eletrodo eletrocirúrgico 180 possa ser configurado para ser empregado antes, durante, e após um procedimento eletrocirúrgico, pode ser desejável se formar eletrodo eletrocirúrgico 180 de materiais que não interfiram com outros procedimentos médicos. Por exemplo, como no caso do eletrodo 190 discutido acima, o elemento térmico 186 pode ser formado a partir de materiais que sejam substancialmente transparentes junto a um ou mais comprimentos de onda de radiação eletromagnética, sem se estar limitado, a radiação de micro-ondas, radiação infravermelha (IR), radiação ultravioleta (UV), radiação de raios-X, radiofrequência (RF) e elementos do gênero. Isto possibilita a que o elemento térmico 186 e o eletrodo eletrocirúrgico 180, quando os outros componentes do eletrodo eletrocirúrgico 180 forem transparentes a um ou mais comprimentos de onde da radiação eletromagnética, a serem mantidos posicionados durante o desempenho de certos procedimentos médicos fazendo uso de comprimentos de onda particulares da radiação eletromagnética.
[000151] Outras considerações na seleção dos componentes para o elemento térmico 186 incluem a precisão, a capacidade de resposta, e a uniformidade dos componentes conforme eles venham a estar relacionados com a temperatura. Em algumas aplicações térmicas a precisão da temperatura, a capacidade de resposta, e a uniformidade são questões de menor relevância. Entretanto, no campo médico aonde esteja envolvida a aplicação de calor junto a um paciente, a precisão de temperatura, a capacidade de resposta, e a uniformidade são de elevada importância. Portanto, os componentes selecionados para o elemento químico 186 devem ser altamente sensitivos no atendimento aos controles de temperatura e devem produzir temperaturas que se insiram dentro de tolerâncias sob rígido controle. Além disso, os componentes do elemento térmico devem de estar capacitados a produzirem as temperaturas desejadas (por exemplo dentro da faixa indo de 32° a 40°) dentro de um período de tempo razoável, preferencialmente inferior a uma hora. Além do mais, por questões de segurança assim como para o conforto do paciente, o elemento térmico deve ser capaz de produzir temperaturas substancialmente uniformes ao longo da superfície de trabalho do eletrodo eletrocirúrgico. Temperaturas substancialmente uniformes assegurando que não existem manchas locais quentes que poderiam ser desconfortáveis ou provocarem danos a um paciente, ou a presença de manchas frias que seriam igualmente desconfortáveis ao paciente.
[000152] Voltando atenção uma vez mais as Figuras 18 e 19, tem-se, em seguida, a descrição em maiores detalhes da camada de isolamento térmico 184. A camada de isolamento térmico 184 pode ser utilizada para refletir ou direcionar o calor ou vir a impedir a saída de calor do eletrodo eletrocirúrgico 180 em uma direção indesejável. Por exemplo, pode ser desejável ter-se toda ou a maior parte da geração de calor pelo elemento térmico 186 sendo direcionada em sentido a um paciente sob os cuidados do eletrodo eletrocirúrgico 180 e se afastando de uma mesa do ambiente operacional diante da qual tem- se o posicionamento do eletrodo eletrocirúrgico 180. Na modalidade ilustrada nas Figuras 18 e 19, por exemplo, o eletrodo eletrocirúrgico 180 pode ser posicionado em uma mesa de ambiente operacional com a primeira camada de revestimento 180 podendo estar posicionada em uma mesa de ambiente operacional e a segunda camada de revestimento 184 posicionada de modo que um paciente possa vir a se acamar na mesma. Nesta configuração, pode ser desejável se direcionar o calor em sentido a segunda camada de revestimento 194 enquanto que direcionando o calor para longe da primeira camada de revestimento 182. A camada de isolamento térmico 184 pode ser empregada para executar esta tarefa. Em particular, a camada de isolamento térmico 184 posicionando-se entre o elemento térmico 186 e a primeira camada de revestimento 182 direciona o calor gerado pelo elemento térmico 186 para longe da primeira camada de revestimento 182 e em sentido a segunda camada de revestimento 184.
[000153] A camada de isolamento térmico 184 pode incluir uma chapa de poliestireno, batedura de algodão, GORE-TEX ®, gel, fibra de vidro, borracha espumosa, etc. Em certas modalidades, a camada de isolamento térmico 184 pode ser integrada tanto com a primeira camada de revestimento 182 ou o elemento térmico 186. Por exemplo, a primeira camada de revestimento 182 pode incluir um enchimento de isolamento ou batedura de isolamento posicionados entre duas películas de náilon. Em vista da descrição fornecida, e de acordo om as observações anteriores, deve-se observar que a camada de isolamento térmico 184 pode ainda ser formada de um material que proporciona com fatores para a prevenção de feridas advindas pela pressão em similaridade com o primeiro e segundo dos pensos para feridas sob pressão 188 e 192.
[000154] Em algumas modalidades da presente invenção, a camada de isolamento térmico 184 pode ser omitida. Mais particularmente, quando uma mesa ou cadeira cirúrgica proporciona com uma barreira térmica que irá direcionar o calor advindo do elemento térmico 186 em sentido a segunda camada de revestimento 194, a camada de isolamento térmico 184 pode não precisar de vir a realizar esta função. Em tal situação, um eletrodo eletrocirúrgico de acordo com a presente invenção pode ser formado sem a presença de uma camada de isolamento térmico.
[000155] Os materiais formando o eletrodo eletrocirúrgico 180, incluindo-se o eletrodo 190 e o segundo penso para ferida sob pressão 192, controlam a passagem de corrente advinda do paciente até o paciente 190. Para tanto, em uma modalidade, o segundo penso para ferida sob pressão 192 é de caráter isolante, enquanto que na configuração alternativa, o segundo penso para ferida sob pressão 192 pode ser condutor e auxiliar na passagem de corrente do paciente para o eletrodo 90. Desde que a impedância total do eletrodo eletrocirúrgico 180 se encontre dentro dos limites definidos neste relatório, ou seja, cada centímetro quadrado da superfície de trabalho sendo maior do que 8000 ohms ou a impedância específica sendo maior do que 4000 Q-cm, os diversos elementos do eletrodo eletrocirúrgico 180, ou seja, o eletrodo 190 e o segundo penso para ferida sob pressão 192. Podem proporcionar com um ou mais componentes resistivos, indutivos, e/ou de indutância capacitiva junto a impedância específica. Desta maneira o eletrodo eletrocirúrgico 180 é de caráter auto-limitante enquanto que possuindo fatores térmicos e características de redução da pressão.
[000156] Um especialista da área pode observar que são aplicáveis diversas outras configurações de eletrodo eletrocirúrgico 180. Por exemplo, em outra configuração, o eletrodo eletrocirúrgico 180 pode ser instalado em uma mesa de ambiente operacional de modo que a mesa de operações apresente um paciente aquecido com fatores para a redução de feridas sob pressão em acréscimo aos fatores auto- limitantes. Em outra configuração, o eletrodo eletrocirúrgico 180 não necessita de ser utilizado nos procedimentos eletrocirúrgicos, porém pode ser empregado somente como um lençol/penso térmico ou penso para ferida advinda pela pressão. Ao se proceder dessa forma, a criação do eletrodo eletrocirúrgica 180 e outros eletrodos correlatos descritos neste relatório reduz as necessidades quanto a uma instalação médica para a aquisição e armazenamento de múltiplos lençóis/pensos térmicos, pensos para feridas sob pressão, e eletrodos de retorno eletrocirúrgicos. Além disso, o eletrodo eletrocirúrgico pode ser usado múltiplas vezes uma vez que seja esterilizado, limpo, lavável, e desinfetável. Em outra configuração da presente invenção, o eletrodo eletrocirúrgico 180 pode ser usado com outros lençóis térmicos e dispositivos para feridas sob pressão, muito embora tais outros dispositivos apresentem uma quantidade de desvantagens já anteriormente descritas.
[000157] Através da criação de um lençol térmico, penso para ferida sob pressão, e eletrodo de retorno eletrocirúrgico combinados, a impedância de retorno pode ser definida, eliminando-se assim a possibilidade de ter-se a eficácia reduzida de um eletrodo de retorno eletrocirúrgico quando tal eletrodo de retorno eletrocirúrgico é combinado com outros lençóis térmicos ou dispositivos para feridas sob pressão com impedâncias específicas desconhecidas.
[000158] Deve ficar agora vidente que se procedeu neste relatório a descrição de um eletrodo de retorno eletrocirúrgico aperfeiçoado de modo a representar um eletrodo de formato genérico com a inclusão de um penso confortável. O eletrodo de retorno eletrocirúrgico aperfeiçoado evidencia os fatores auto-limitantes enquanto sendo reutilizáveis, prontamente capacitados para serem limpos e evitando a necessidade do emprego de géis condutores ou de equipamentos de monitoração de circuitos complementares, enquanto que proporcionando com uma plataforma confortável mediante a qual um paciente pode se acomodar para a redução de incidência de feridas advindas da pressão. Além disso, o eletrodo de retorno eletrocirúrgico aperfeiçoado proporciona com os fatores de aquecimento aquecendo assim o paciente durante um procedimento cirúrgico ou durante a recuperação do paciente. De forma análoga, os eletrodos de retorno eletrocirúrgico da presente invenção podem ser utilizados durante qualquer tipo de procedimento cirúrgico, durante a recuperação do paciente de um procedimento cirúrgico, enquanto o paciente se encontrar hospitalizado, ou algo do gênero.
[000159] A presente invenção pode ser personificada em outros formatos específicos sem o afastamento do seu espírito ou características essenciais. As modalidades descritas são para serem consideradas em todos aspectos somente ilustrativos e não de forma restritiva. Portanto, o escopo da invenção é determinado através das concretizações apensas ao invés da descrição precedente. Todas as alterações que venham a se inserir dentro do sentido e abrangência em equivalência as concretizações presentes são para serem incluídas dentro do seu escopo.

Claims (15)

1. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), caracterizado pelo fato de que compreende: um ou mais pensos (188, 192), os um ou mais pensos (188, 192) compreendendo pelo menos um penso tendo um primeiro lado e um segundo lado oposto; um elemento condutivo (190) configurado para conduzir corrente elétrica, o elemento condutivo (190) sendo posicionado adjacente ao primeiro lado do pelo menos um penso; e um elemento térmico (186) compreendendo um elemento geração de calor e um elemento de dispersão de calor, o elemento geração de calor sendo adaptado para gerar calor para aquecer um paciente repousando sobre o eletrodo eletrocirúrgico (110, 180) quando uma corrente elétrica é passada através do elemento geração de calor, o elemento de dispersão de calor sendo configurado para conduzir o calor para longe do elemento geração de calor e distribuir igualmente o calor de forma uniforme sobre uma área de superfície do eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), o elemento geração de calor sendo disposto dentro de, e coplanar com, o elemento de dispersão de calor, o elemento térmico (186) sendo posicionado adjacente ao segundo lado oposto do pelo menos um penso de modo que o elemento térmico (186) e o elemento condutivo (190) estejam afastados um do outro pelo ao menos um penso, em que o elemento condutivo (190) e os um ou mais pensos (188, 192) têm uma impedância específica efetiva igual a ou maior do que 4000 Q.m.
2. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que ainda compreende uma camada de isolamento térmico (184) posicionada adjacente ao elemento térmico (186) em um lado do elemento térmico (186) oposto ao pelo menos um penso, a camada de isolamento térmico (184) sendo adaptada para direcionar o calor gerado pelo elemento térmico (186) em direção ao pelo menos um penso.
3. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o eletrodo eletrocirúrgico (110, 180) compreende uma superfície superior configurada para ter um paciente repousando sobre a mesma, em que um dentre os um ou mais pensos (188, 192) está posicionado por cima do elemento condutivo (190) de modo que o penso esteja posicionado entre o elemento condutivo (190) e a superfície superior.
4. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que os um ou mais pensos (188, 192) compreenderem um material selecionado a partir do grupo consistindo de um material viscoso-elástico, um gel, água, solução salina, um material a base de água, um óleo condutivo, ou combinações dos mesmos.
5. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o elemento térmico (186) está posicionado próximo a uma superfície inferior do eletrodo eletrocirúrgico (110, 180).
6. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o elemento térmico (186) compreende um elemento de geração de calor e um elemento de dispersão de calor.
7. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o elemento térmico (186) compreende um tecido formado de fibras condutoras.
8. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o elemento condutivo (190) compreende material normalmente isolante impregnado com fibras eletricamente condutoras para fazer com que o eletrodo eletrocirúrgico (110, 180) tenha uma impedância específica efetiva igual a ou maior do que 4000 Q.cm.
9. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a impedância específica efetiva do elemento condutivo (190) e dos um ou mais pensos (188, 192) compreende componentes elétricos selecionados a partir do grupo consistindo de resistência, capacitância, indutância, ou combinações das mesmas.
10. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o elemento condutivo (190) compreende: um eletrodo, o eletrodo compreendendo: uma primeira camada de condutividade elétrica limitada pré-determinada; e uma segunda camada de material dielétrico tendo uma reatância capacitiva pré-determinada, a segunda camada estando em contato com e suprajacente à primeira camada.
11. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o pelo menos um penso compreende um primeiro penso, e os um ou mais pensos (188, 192) compreendem um segundo penso, o segundo penso posicionado em cima do elemento condutivo (190) de modo que o segundo penso esteja posicionado entre o elemento condutivo (190) e o paciente repousando sobre o eletrodo eletrocirúrgico (110, 180).
12. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que o primeiro penso é mais espesso do que o segundo penso.
13. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que os primeiro e segundo pensos são termicamente condutores.
14. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que os primeiro e segundo pensos são adaptados para transferir o calor gerado pelo elemento térmico (186) para o paciente repousando sobre o eletrodo eletrocirúrgico (110, 180).
15. Eletrodo eletrocirúrgico (110, 180), de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que o elemento térmico (186) compreende um polímero impregnado de carbono.
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