BRPI1014074B1 - método para cortar um remendo a ser aplicado sobre um substrato curvo - Google Patents

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Abstract

método para cortar um remendo a ser aplicado sobre um substrato curvo a invenção se refere a um método para cortar um remendo a ser aplicado sobre um substrato curvo (20) que inclui o cálculo preliminar de comprimentos curvilíneos (1 1, 12, 13, ... ) sobre o substrato entre um ponto de referência (o) e uma borda periférica (b) do dito substrato. os comprimentos calculados são aplicados a uma película plana para produzir o remendo e, então, o remendo é cortado através da conexão das extremidades (c1, c2, c3, ... ) dos comprimentos aplicados. o remendo, então, coincide precisamente com a borda do substrato. tal método é particularmente útil para a aplicação de uma película funcional sobre uma lente de óculos, posto que uma aparagem da lente após a película ser montada com a lente degradaria a dita película.

Description

“MÉTODO PARA CORTAR UM REMENDO A SER APLICADO SOBRE UM SUBSTRATO CURVO”
A presente invenção refere-se a um método para cortar um remendo a ser aplicado sobre um substrato curvo.
É particularmente útil no campo oftálmico, para aplicação de um remendo que é cortado de uma película plana sobre uma lente de óculos.
Diversos processos industriais incluem a aplicação de uma película sobre uma face curva de um substrato. Entende-se de maneira geral que a face curva signifique uma face que é contínua, sem orifícios ou ressaltos em uma porção central desta face que é optica10 mente útil, e que tem curvatura em pelo menos uma direção. A face do substrato pode ter, em cada ponto sobre a mesma, duas curvaturas que são iguais ou diferentes em duas direções tangenciais a esta face no ponto em questão, e estas duas curvaturas podem ou não podem variar de um ponto para o outro. Dessa forma, a face curva pode corresponder a uma superfície complexa chamada de pseudoesférica por um elemento versado na técnica. 15 Em particular, a face do substrato pode ser não desenvolvivei.
Por razões econômicas, a película a ser aplicada sobre o substrato é inicialmente plana, mas pode ser flexível. Em outras palavras, é flexível, mas seu formato sempre permanece desenvolvível, significando que a película pode ser desenrolada formando uma configuração plana sem estiramento ou rasgamento. Tal película pode ser fabricada em uma 20 configuração plana ou enrolada.
Usualmente, uma porção da película é cortada, a qual é maior que a face do substrato a ser coberto. Esta é, então, aplicada e fixada ao substrato, e a parte em excesso da película que se projeta além de uma borda periférica da face do substrato é removida. Esta parte em excesso é eliminada, contribuindo para o consumo da película não cortada inicial25 mente fornecida. Ademais, a porção da película que se projeta além da face do substrato pode ser difícil de ser removida. Por exemplo, a porção em excesso da película sobre o substrato pode ser cortada através da operação de uma lâmina ao longo da borda da face do substrato, mas tal procedimento é longo e difícil de ser automatizado.
Alternativamente, a porção em excesso da película pode ser abrasada através o 30 pressionamento da borda do substrato contra um esmeril. Em todos os casos, a remoção da porção em excesso de película é uma etapa específica na produção do produto final, durante a qual o substrato e a película precisam ser mantidos firmemente em um dispositivo de retenção. Isto pode resultar em arranhões, enrugamento ou rasgamento da película, que é incompatível com os requisitos de qualidade para o produto final. Tais requisitos de qualida35 de são particularmente restritivos quando um produto óptico é abordado, particularmente, um produto oftálmico tal como uma lente de óculos. Ademais, a separação da porção em excesso de película enquanto ainda é contígua ao substrato pode resultar em descolagem ou rasgamento das partes da película sobre o substrato.
Um objetivo da invenção consiste, portanto, em fornecer um método aprimorado para aplicação de uma película sobre um substrato curvo, que não possui as desvantagens acima.
Em particular, um objetivo da invenção consiste em fornecer um substrato curvo que é coberto com uma porção de película, com uma boa coincidência entre as respectivas bordas da porção de película e o substrato.
Um outro objetivo da invenção consiste em obter um produto final que compreende o substrato coberto pela porção de película e que tem um nível suficiente de qualidade.
Para alcançar isto, a invenção propõe um método para cortar um remendo em uma película plana, para propósitos de aplicação deste remendo sobre uma face curva de um substrato que é ligado por uma borda periférica, sendo que o dito método compreende as seguintes etapas iniciais:
1. obter as coordenadas tridimensionais para um conjunto de pontos que formam um entrelaçamento sobre a face do substrato, e
2. determinar um ponto de referência na face do substrato, um eixo geométrico de referência que atravessa a face do substrato neste ponto de referência, um plano de referência que é tangente à face do substrato no ponto de referência, e uma série de pontos de amostragem que são distribuídos ao longo da borda periférica desta face.
O método compreende adicionalmente as seguintes etapas 3 a 5, que são executadas para cada ponto de amostragem da borda periférica da face do substrato:
3. determinar um plano de desenvolvimento que contém o eixo geométrico de referência e que atravessa o ponto de amostragem da borda periférica,
4. a partir das coordenadas dos pontos de entrelaçamento obtidos na etapa 1, calcular uma extensão curvilínea entre o ponto de referência e o ponto de amostragem em questão da borda periférica, seguindo um segmento curvo na interseção da face do substrato com o plano de desenvolvimento, e
5. aplicar esta extensão curvilínea, começando do ponto de referência, ao longo de uma linha reta na interseção entre o plano de desenvolvimento e o plano de referência tangente à face do substrato no ponto de referência, para formar um segmento de linha reta distribuído a partir do ponto de referência e que tem o comprimento calculado na etapa 14/, e, então, as seguintes etapas:
6. conectar as extremidades dos segmentos de linha reta que são opostos ao ponto de referência, por um contorno interpolado contido no interior do plano de referência, e
7. transferir o contorno interpolado sobre a película e cortar o remendo com base neste contorno.
Dessa forma, em um método da invenção, o remendo é cortado diretamente nas dimensões da face curva do substrato antes de ser aplicado a esta face. Para este propósito, o método compreende as etapas preliminares que permitem determinar a posição final da borda da face do substrato na película. Esta posição da borda é determinada através do cálculo das extensões curvilíneas dos raios da face curva do substrato, então, da transferência destes comprimentos sobre a película plana. Um contorno é, dessa forma, traçado sobre a película, que coincide com a borda da face do substrato quando o remendo é finalmente aplicado a esta face.
Um método da invenção compreende, portanto, somente uma etapa de corte de película, reduzindo o tempo de produção para o produto final. Em particular, nenhuma correção na borda cortada do remendo é necessária, mesmo após o remendo ter sido aplicado ao substrato.
Além disso, na etapa 7, o remendo pode ser cortado da película em suas dimensões no produto final. Isto diminui a perda de matéria-prima de película devido ao desperdício com o corte.
O remendo é cortado quando é separado do substrato. A operação de corte é, portanto, simplificada, particularmente, quando a película ainda está em configuração plana. Em particular, um método de corte pode ser facilmente implantado, o qual conserva a qualidade da película e produz uma borda cortada que não possui defeitos.
Finalmente, todas as etapas de um método da invenção podem ser executadas digitalmente por um programa de computador apropriado. Sua implantação, portanto, pode ser rápida e não dispendiosa.
Tal método é particularmente adequado quando a face do substrato é uma superfície não desenvolvível contínua.
Em um aprimoramento da invenção, o método também pode compreender a seguinte etapa adicional que é executada após a etapa 7.
8. aplicar o remendo sobre a face curva do substrato através do dimensionamento desta para se conformar a esta face, de modo que cada segmento de linha reta transferido sobre a película seja angularmente direcionado para o ponto de amostragem correspondente na borda da face do substrato.
Durante esta etapa adicional, o remendo é aplicado sobre a face do substrato que inicia em um ponto de contato inicial, sem qualquer deslizamento em relação ao substrato neste ponto. O ponto de contato inicial é separado do ponto de referência transferido sobre a película por menos de um quarto de um diâmetro da borda periférica.
É possível que a borda periférica da face curva do substrato compreenda uma borda periférica externa desta face e pelo menos um orifício localizado nesta última face e no interior da borda periférica externa. A invenção permite, então, o corte do remendo ao longo da borda externa e ao longo da borda do orifício de modo que estas duas bordas do remen4 do coincidam precisa e simultaneamente com uma borda do orifício e uma borda periférica externa do substrato.
Um método da invenção é particularmente adequado quando o substrato compreende uma lente oftálmica, e a borda periférica da face do substrato é determinada como 5 uma função de uma armação de óculos na qual a lente está para ser encaixada. Neste caso, o remendo é, de preferência, aplicado sobre a face da lente de óculos que forma o substrato após a lente ter sido aparada. O remendo e a lente têm, dessa forma, suas dimensões finais determinadas separadamente, então, são montados com nenhuma modificação posterior na borda periférica da lente ou na borda do remendo sendo necessária.
Outros recursos e vantagens da invenção se tornarão evidentes a partir da seguinte descrição de alguns exemplos não limitantes, em referência aos desenhos em anexo, nos quais:
- As Figuras 1a a 1c são vistas em seção transversal que ilustram respectivamente três montagens de uma lente oftálmica em uma armação de óculos,
- A Figura 2 representa elementos geométricos usados em um método da invenção,
- A Figura 3 ilustra uma implantação variante de um método da invenção, e
- A Figura 4 ilustra uma aplicação de um método da invenção.
A invenção é descrita agora no contexto de uma aplicação oftálmica, para a produção de uma lente de óculos.
O substrato, denotado como 20 nas Figuras, pode ser propriamente uma lente de óculos que é chamada de lente base. Este tem uma face frontal que é convexa e uma face traseira que é côncava. De preferência, a lente base 20 já foi cortada nas dimensões de uma armação de óculos oftálmica na qual a lente final será montada. Tal aparagem pode ser executada da maneira convencional, com o uso de, por exemplo, uma ferramenta de esme25 rilhação ou fresagem conhecida por um elemento versado na técnica.
Após a aparagem, a lente base 20 tem uma borda periférica B que liga suas duas faces e se conforma ao formato do aro da armação de óculos. Além disso, o perfil em seção transversal da borda da lente é adaptado para o modo de montagem para encaixe da lente na armação.
Em um primeiro modo de montagem ilustrado na Figura 1a, este perfil em seção transversal pode ter uma nervura projetante 21, destinada a ser encaixada em um sulco na armação 30 que opera ao longo do aro que aloja a lente. Neste caso, cada uma das faces frontal e traseira da lente 20 possui uma borda periférica B que é atrasada em relação ao ápice da nervura 21. Isto é comumente chamado de chanfro e pode ser constante ou pode 35 variar ao longo da lente borda. A Figura 1a mostra a altura do chanfro da montagem, denotada por b. É possível que esta altura do chanfro b seja reduzida por uma altura de elevação que é determinada com base na espessura e da lente 20.
Um segundo modo de montagem, ilustrado pela Figura 1b, é apropriado quando o aro que retém a lente na armação 30 é aberto ao longo de uma porção da borda periférica da lente. A lente 20 pode, então, ser retida na armação por um fio 31, por exemplo, um fio de náilon, que pressiona a lente ao longo da porção aberta do aro da armação de óculos. A borda do vidro tem, então, um sulco 22 para receber o fio 31.
Um outro modo de montagem, ilustrado pela Figura 1c, aborda óculos sem armação. Neste caso, a armação não possui uma porção rígida que segue a borda periférica de cada lente, mas consiste em segmentos de armação separados que são aparafusados na lente próximo à borda B da lente. A borda B da lente 20 é, então, livre e pode ter qualquer perfil, mais frequentemente, um perfil de linha reta. Pelo menos dois orifícios 32 são, então, fornecidos na lente 20, cada um para receber um parafuso, possivelmente com uma bucha de parafuso ou um pino de travamento (nenhum dos dois representados). Em várias modalidades deste modo de montagem, cada orifício 32 pode passar completamente através das faces frontal e traseira da lente, ou pode ser um orifício cego que é aberto somente em uma destas faces. Um modelo é, então, comumente usado, o qual é usualmente plano e determina o formato da borda periférica da lente como o aro de uma armação faria, bem como a posição dos orifícios em relação a esta borda. Na invenção, a borda periférica da lente que liga a face da lente usada na invenção pode compreender, além da borda periférica externa da lente que é denotada como B nas Figuras, a(s) borda(s) de um ou mais orifícios que estão localizados no interior desta borda periférica externa e que são destinados à montagem com parafuso.
Antes da aparagem da lente 20, o formato do aro que retém a lente na armação 30 é determinado com o uso de uma ferramenta de medição de contorno. Tal ferramenta é considerada conhecida, e sua descrição não é novamente mencionada no presente contexto. Isto pode executar uma leitura bi ou tridimensional dos limites do aro da armação ou dos limites de um modelo para a lente. No caso bidimensional, uma projeção destes limites em um plano fixo é obtida, a qual é equivalente à eliminação de uma coordenada sagital de cada ponto nos limites do aro.
Uma porção 1 de uma película funcional 10 é destinada a ser aplicada sobre a face posterior ou a face frontal da lente base 20. A película 10, da qual o remendo 1 é cortado, pode ser destinada a proporcionar à lente final outras funções além daquelas da lente base 20. Por exemplo, a película 10 pode ser selecionada dentre as seguintes películas:
- uma película orgânica que tem pelo menos um revestimento funcional sobre uma face da película, por exemplo, um revestimento antirreflexivo,
- uma película que tem uma estrutura Fresnel, que fornece potência óptica para a própria película, ou
- uma estrutura multicamada que compreende um conjunto de células justapostas paralelas a uma face desta estrutura.
O uso de uma estrutura celular de múltiplas camadas é particularmente favorável para obter certas propriedades ópticas, através do uso de substâncias ópticas apropriadamente selecionadas que são colocadas nas células. Em particular, propriedades especificas podem ser fornecidas para a lente final em demanda, com um preço de custo e time para entrega reduzidos.
A película 10 é inicialmente plana ou é desenvolvível, particularmente, quando é fabricada em um suporte de produção que é plano ou quando é suprida em um cilindro.
A face da lente base 20 sobre a qual o remendo 1 será aplicado pode ser de qualquer formato. Por exemplo, pode ser esférica, tórica ou complexa. No último caso, a lente base 20 pode ser uma lente progressiva, com uma curvatura de sua face que aumenta entre dois pontos respectivamente correspondentes a uma direção de visão distante e uma direção de visão próxima. Somente para propósitos ilustrativos, na seguinte descrição considera-se que o remendo 1 será aplicado à face frontal convexa da lente base 20. Esta face é denotada por S nas Figuras.
A face S da lente base 20 é primeiro caracterizada com o uso das coordenadas tridimensionais de um conjunto de pontos que pertence a esta face. Estes pontos formam um entrelaçamento na face S, que pode ser regular ou irregular e de uma inclinação que pode ser facilmente selecionado por um elemento versado na técnica de acordo com a precisão requerida na sobreposição da borda do remendo 1 com aquela da lente base 20 no produto final. De uma maneira conhecida, os pontos de um entrelaçamento formam uma amostragem da face da qual pertencem, e esta face pode ser reconstruída posteriormente pela interpolação entre estes pontos, com uma precisão que depende da densidade do entrelaçamento. As coordenadas dos pontos de entrelaçamento da face S podem ser obtidas de diversas maneiras. Em um primeiro método que é particularmente adequado quando a face S tem um formato simples, particularmente, quando é esférica ou tórica, as coordenadas dos pontos de entrelaçamento podem ser calculadas a partir de dois valores de curvatura para esta face ao longo de duas direções perpendiculares. Em uma segunda maneira, as coordenadas dos pontos de entrelaçamento desta face S podem ser lidas a partir de um arquivo digital armazenado em um meio de armazenamento. Por exemplo, este arquivo pode ser selecionado a partir de uma biblioteca, com base em dados data de uma prescrição oftálmica correspondente à lente. Por último, em um terceiro método que é apropriado quando a face S não é inicialmente conhecida, as coordenadas dos pontos de entrelaçamento da face S podem ser determinadas a partir de uma ou mais medições ópticas ou geométricas que são executadas na lente base.
Os últimos dois métodos para obter um entrelaçamento da face S são particularmente apropriados quando a lente base é uma lente progressiva. Tal lente progressiva é usualmente caracterizada por dois valores de curvatura em um primeiro ponto de referência que corresponde à direção de visão distante através da lente, e pode um agregar um valor que caracteriza a variação de uma destas curvaturas entre um segundo ponto de referência correspondente a uma direção de visão próxima e ao primeiro ponto de referência para a visão distante. Os inventores, então, observaram que, para valores de curvatura no ponto de referência para visão distante e um valor adicionado que são fixos, o projeto exato de uma face progressiva possui pouco efeito sobre a coincidência final entre as respectivas bordas do remendo 1 e a lente base 20.
Como resultado, as coordenadas de pontos de entrelaçamento obtidas para uma lente progressiva conhecida podem ser usadas para outra lente progressiva, desde que as duas lentes tenham valores idênticos para suas curvaturas no ponto de referência para visão distante e tenham valores de adição idênticos.
Também são determinadas são um ponto de referência O na face S, um eixo geométrico de referência Δο que atravessa a face S no ponto O, e um plano de referência π0 que é tangente à face S no ponto O. O ponto O, o eixo geométrico Δο, e o plano tt0 são fixos. O ponto O e o eixo geométrico Δο podem ser selecionados da maneira descrita abaixo, em relação à aplicação do remendo 1 sobre a lente base 20. Além disso, o eixo geométrico Δο pode, vantajosamente, coincidir com o eixo geométrico de rotação da ferramenta usada para ler o formato do aro para alojar a lente na armação, ou para ler o formato do modelo para a lente final no caso de óculos sem armação. O eixo geométrico de referência Δο não é necessariamente perpendicular ao plano de referência tt0.
Então, uma série de pontos de amostragem distribuídos ao longo da borda periférica da face S é determinada. Na Figura 2, B novamente denota a borda periférica da face S da lente base 20, e B2, B3j... indicam os pontos de amostragem da borda B. De preferência, a série de pontos de amostragem da borda B compreende pelo menos 300 pontos, ou até 700 pontos, que podem ser angularmente equidistantes ao longo da borda B em relação ao ponto de referência O. A princípio, os pontos de amostragem Bi, B2, B3i... na borda B não possuem relação com os pontos de entrelaçamento na face S, embora todos pertençam a esta face da lente base 20. Quando a face S da lente base 20 compreende um ou mais orifícios, pontos de amostragem adicionais são determinados na borda de cada orifício, e as etapas do método que são descritas abaixo para a borda periférica externa da lente também são aplicadas de uma maneira idêntica à borda de cada orifício na face S.
A seguir, um plano de desenvolvimento separado para cada ponto de amostragem da borda B é considerado, o qual contém o eixo geométrico de referência Δο e atravessa este ponto de amostragem. Conforme ilustrado na Figura 2, o plano de desenvolvimento π! atravessa o ponto B^ o plano de desenvolvimento π2 atravessa o ponto B2, etc. A interseção do plano de desenvolvimento τη com a face S é, então, um segmento curvo que é denotado por Si. Então, o comprimento do segmento Sí é calculado entre o ponto de referência O e o ponto de amostragem Bv Este comprimento é denotado por h e é obtido pela seguinte integral curvilínea:
Figure BRPI1014074B1_D0001
<) O onde s denotes uma unidade de extensão curvilínea ao longo do segmento curvo Sn e x, y, z são as coordenadas cartesianas dos pontos do entrelaçamento da face S.
A interseção entre o plano de desenvolvimento τη e o plano de referência no é uma linha reta que é denotada por An O comprimento h é, então, aplicado ao longo da linha reta An começando do ponto O e na mesma direção radial como para o ponto Bn Um segmento de linha reta ΣΊ é, dessa forma, obtido, com comprimento In que conecta o ponto de referência O a um ponto final denotado por Cn
As mesmas operações são repetidas para cada um dos outros pontos B2, B31... da série de amostragem da borda B da face S. Os pontos Cn C2, C3... correspondem respectivamente aos pontos Bn B2, B3... quando a face S da lente base 20 é desenrolada ao longo da linha reta correspondente Δη Δ2, Δ3>... Em outras palavras, os pontos Cn C2, C3... constituem os limites da face S se isto estiver assentado de maneira plana no plano de referência tt0, enquanto mantém as distâncias radiais l2, l3l... do ponto O bem como os ângulos de distribuição em torno deste ponto. Os segmentos de linha reta Σ2, Σ3)... correspondem respectivamente a Ση exceto para os pontos B2, B31...
Então, os pontos Cn C2, C3,... são conectados em ordem em torno do ponto O, interpolando entre dois pontos sucessivos. O contorno obtido desta maneira, que é denotado por C nas Figuras 2 e 3, é chamado de contorno interpolado. Este contorno C é, então, aplicado sobre a película 10 e o remendo 1 é cortado, por exemplo, com o uso de um método de corte por laser.
Em uma primeira possibilidade, a linha para cortar o remendo 1 é sobreposta sobre o contorno C. Tal procedimento é particularmente apropriado quando um fio irá manter a lente dentro do aro da armação ou quando a lente será montada em óculos sem armação, e o remendo 1 precisa cobrir a lente base 20 fora da borda B. Por conta da invenção, o remendo 1 determinado e cortado desta maneira tem uma borda que coincide precisamente com a borda B da face S da lente base 20, após o remendo 1 ter sido aplicado a esta face, enquanto adota a forma curva da dita face.
Em uma segunda possibilidade que é ilustrada na Figura 3, a linha para cortar o remendo 1 é deslocada para o interior do contorno C no plano da película 10. A linha é denotada por D, e a quantidade em que a linha D é deslocada no interior do contorno interpolado C é denotada por lR. Para alcançar isto, cada segmento de linha reta Σ^ Σ2, Σ... que é transferido sobre a película 10 é diminuído pelo comprimento de deslocamento lR, na extremidade deste segmento que é oposta ao ponto O. Dependendo das várias implantações do método que foi descrito, o comprimento de deslocamento lR pode ser igual a:
- a altura do chanfro b que é determinada pelo modo para encaixe da lente na armação, e que pode possivelmente ser diminuída pela altura de elevação, ou
- uma espessura de uma tira que será colocada em torno do remendo 1 ao longo da borda cortada D, por exemplo, para fechar as células da película 10 que foram abertas quando o remendo 1 foi cortado, ou
- uma correção que corresponde à deformação do remendo 1 quando é aplicado à face S da lente base 20, ou
- uma soma de pelo menos dois dos comprimentos de altura/espessura/correção acima.
O comprimento de deslocamento lR assegura que o remendo 1, possivelmente com uma tira periférica, não se projete além da borda B da face S da lente base 20, mesmo quando a dita lente base tem um chanfro para montagem disto na armação de óculos.
A Figura 4 ilustra a aplicação do remendo 1 sobre a lente base 20.
O remendo 1 é aplicado sobre a face S, de preferência, partindo de um ponto de contato inicial que é denotado por I. A superfície de contato entre o remendo 1 e a face S é, então, progressivamente aumentada, com um limite de contato que circunda o ponto I e move radialmente na direção da borda B. Desta maneira, nenhuma bolha de ar é aprisionada entre o remendo 1 e a lente base 20, e o estresse sofrido pelo remendo 1 pode ser reduzido. Obviamente, o remendo 1 é aplicado sobre a face S de modo que cada segmento Ση Σ2, Σ... é angularmente direcionado para o ponto correspondente Bn B2, B3... O espaço entre a borda do remendo 1 e a borda da face S da lente base 20 pode, então, ser menor que 150 pm (micrômetros), de modo que não seja visível e não interfira na aparência estética da lente final.
Precauções podem, vantajosamente, ser tomadas para reduzir o risco de deslizamento do remendo 1 em relação à lente base 20, particularmente, no ponto de contato inicial I, quando o remendo é aplicado sobre a face S. Para alcançar isto, o ponto de referência O é, de preferência, determinado no início do método da invenção para estar localizado próximo ao ponto de contato inicial I. Em particular, o ponto de contato inicial I e o ponto de referência O que é transferido sobre a película 10 podem ser separados entre si por menos de um quarto do diâmetro d do menor círculo que contém toda a borda periférica B, ou ainda menos que um décimo deste diâmetro. Esta distância entre os pontos I e O é denotada d0 na Figura 4. O eixo geométrico de referência Δο é, de preferência, paralelo à direção na qual o remendo 1 se aproxima e é aplicado à face S.
Deve ficar entendido que a invenção pode ser reproduzida através da modificação de certos aspectos de sua implantação que foram detalhados, enquanto ainda permanecem pelo menos algumas das vantagens da invenção. Em particular, certas etapas geométricas podem ser alteradas, enquanto é mantido o equivalente a princípio. A invenção também pode ser usada para aplicar um remendo sobre uma face de um substrato que é côncava.

Claims (15)

1. Método para cortar um remendo (1) de uma película plana (10), sendo que o dito remendo é destinado à aplicação sobre uma face curva (S) de um substrato (20), cuja faceé ligada por uma borda periférica (B), o método compreendendo uma etapa consistindo em transferir um contorno à película e cortar o remendo dependendo do dito contorno, caracterizado pelo fato de que compreende as seguintes etapas:
1. obter coordenadas tridimensionais para um conjunto de pontos formando um entrelaçamento da face (S) do substrato,
2. determinar um ponto de referência (O) na face do substrato (S), um eixo geométrico de referência (Δο) que atravessa a face do substrato (S) no dito ponto de referência (O), um plano de referência (π0) que é tangente à face do substrato (S) no dito ponto de referência (O), e uma série de pontos de amostragem (Bi, B2, B3...) ao longo da borda periférica (B) da dita face do substrato, sendo que as seguintes etapas de 3 a 5 são executadas para cada ponto de amostragem (Bi, B2, B3...) da borda periférica:
3. determinar um plano de desenvolvimento (πι, π2, π3...) que contém o eixo geométrico de referência (Δο) e que atravessa o dito ponto de amostragem (Bi, B2, B3...) da borda periférica,
4. a partir das coordenadas dos pontos de entrelaçamento obtidos na etapa 1, calcular uma extensão curvilínea (h, I2,13...) entre o ponto de referência (O) e o dito ponto de amostragem (Bi, B2, B3...) da borda periférica, seguindo um segmento curvo (Si, S2, S3...) da interseção da face do substrato (S) com o plano de desenvolvimento (πι, π2, π3...).
5. transferir a extensão curvilínea (h, I2, I3...) começando do ponto de referência (O), ao longo de uma linha reta (Δι, Δ2, Δ3...) de interseção entre o plano de desenvolvimento (πι, π2, π3...) e o plano de referência (π0), para formar um segmento de linha reta (Σι, Σ2, Σ3...) originandoa partir do dito ponto
Petição 870190067466, de 17/07/2019, pág. 5/29 de referência e que tem o comprimento calculado na etapa 4, sendo que o dito método compreende adicionalmente as seguintes etapas:
6. conectar as extremidades (Ci, C2, C3...) dos segmentos de linha reta (Σι, Σ2, Σ3...) opostos ao ponto de referência (O), por um contorno interpolado (C) contido no plano de referência (π0), e
7. transferir o contorno interpolado (C) à película (10) e cortar o remendo (1) dependendo do dito contorno interpolado.
2. Método, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a face (S) do substrato é uma superfície não desenvolvível contínua.
3. Método, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que compreende adicionalmente a seguinte etapa, executada após a etapa 7:
8. aplicar o remendo (1) à face curva (S) do substrato através do dimensionamento do dito remendo para se conformar à dita face de modo que cada segmento de linha reta (Σι, Σ2, Σ3...) transferido à película seja angularmente direcionada para o correspondente ponto de amostragem (Bi, B2, B3...) na borda (B) da face do substrato (S), sendo que o remendo (1) é aplicado à face (S) do substrato que começa em um ponto de contato inicial (I) de modo que dito remendo não desliza em relação ao substrato (20) no dito ponto de contato inicial, sendo que o dito ponto de contato inicial (I) estando distante do ponto de referência (O) transferido à película (10) por menos de um quarto de um diâmetro (d) do menor círculo que abrange toda a borda periférica (B).
4. Método, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato de que o ponto de contato inicial (I) é distante do ponto de referência (O) transferido à película (10) por menos de um décimo de diâmetro (d) do menor círculo que abrange toda a borda periférica (B).
5. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações
Petição 870190067466, de 17/07/2019, pág. 6/29 anteriores, caracterizado pelo fato de que o substrato (20) compreende uma lente de óculos oftálmica, e a borda periférica (B) da face curva (S) do dito substrato é determinada dependendo de um aro de uma armação de óculos na qual a dita lente será montada.
6. Método, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que o remendo (1) é aplicado sobre a face (S) da lente de óculos oftálmica que forma o substrato (20) após a dita lente ter sido cortada para se conformar a borda periférica (B).
7. Método, de acordo com a reivindicação 5 ou 6, caracterizado pelo fato de que o remendo (1) é cortado na etapa 7 ao longo de um contorno de corte (D) obtido do contorno interpolado (C), através da diminuição de cada segmento de linha reta (Σι, Σ2, Σ3...) transferido à película (10), na extremidade do dito segmento de linha reta que é oposto ao ponto de referência (O) transferido, por um comprimento de deslocamento (Ir) igual a:
- uma altura de chanfro (b) determinada por um procedimento usado para encaixe da lente na armação, sendo que a dita altura de chanfroopcionalmente em si sendo diminuída por uma altura de elevação que é dependente de uma espessura (e) da lente, ou
- uma espessura de uma tira destinada a ser colocada em torno do remendo (1) ao longo da dita borda cortada (D), ou
- uma correção correspondente a uma deformação sofrida pelo remendo (1) durante a aplicação do dito remendo à face curva (S) da lente, ou
- uma soma de pelo menos dois dos comprimentos altura/espessura/correção acima.
8. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações de 5 a 7, caracterizado pelo fato de que a série de pontos de amostragem (Bi, B2, B3...) determinada na etapa 2 compreende pelo menos 300 pontos, e, de preferência, pelo menos 700 pontos.
9. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações de
Petição 870190067466, de 17/07/2019, pág. 7/29
5 a 8, caracterizado pelo fato de que os pontos de amostragem (Bi, B2, B3...) na borda periférica (B) da face do substrato (S) são angularmente equidistantes ao longo da dita borda periférica em relação ao ponto de referência (O).
10. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações de 5 a 9, caracterizado pelo fato de que a face (S) da lente de óculos oftálmica que forma o substrato (20) é esférica ou tórica, e sendo que as coordenadas dos pontos de entrelaçamento da dita face são calculadas na etapa 1 com base em dois valores de curvatura para a dita face ao longo de duas direções perpendiculares.
11. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações de 5 a 9, caracterizado pelo fato de que as coordenadas dos pontos de entrelaçamento obtidas na etapa 1 na face (S) da lente são lidas a partir de um arquivo digital, sendo que o dito arquivo é selecionado a partir de uma biblioteca com base em parâmetros de uma prescrição oftálmica correspondente à dita lente.
12. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações de 5 a 9, caracterizado pelo fato de que as coordenadas dos pontos de entrelaçamento obtidas na etapa 1 na face (S) da lente são determinadas por pelo menos uma medição óptica ou geométrica executada na dita lente.
13. Método, de acordo com a reivindicação 11 ou 12, caracterizado pelo fato de que a face (S) da lente de óculos oftálmica que forma o substrato (20) é progressiva.
14. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações de 5 a 13, caracterizado pelo fato de que a película plana (10) da qual o remendo (1) é cortado é selecionada dentre as seguintes películas:
- uma película orgânica que tem pelo menos um revestimento funcional em uma face da dita película, por exemplo, um revestimento antirreflexivo,
- uma película que tem uma estrutura Fresnel de tal modo que a
Petição 870190067466, de 17/07/2019, pág. 8/29 dita película tem potência óptica, ou
- uma estrutura multicamada que compreende um conjunto de células justapostas paralelas a uma face da dita estrutura.
15. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações de
5 anteriores, caracterizado pelo fato de que a borda periférica da face curva (S) do substrato (20) compreende uma borda periférica externa (B) da dita face e pelo menos um orifício localizado na dita face e no interior da dita borda periférica externa.
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