BRPI1014745B1 - artigo para interior de automóveis com odor reduzido - Google Patents

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Abstract

ARTIGO PARA INTERIOR DE AUTOMÓVEIS COM ODOR REDUZIDO. A presente invenção refere-se a artigo para interior de automóveis compreendendo uma composição de polipropileno tendo uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230 °C) de 2,0 a 80,0 g/10min, a referida composição de polipropileno compreende (a) pelo menos 25% em peso de um polipropileno heterofásico (H-PP1), (b) 10.000 a 550.000 ppm de inossilicato, (c) 1000 a 5.000 ppm de antioxidantes fenólicos, e ainda onde o referido polipropileno heterofásico (i) compreende uma matriz de polipropileno e um copolimero elastomérico, o referido copolimero elastomérico compreende unidades de propileno e eileno e/ou C4 a C20 (Alfa)-olefina (ii) tem um teor de comonômeros de 8 a 30% em peso com base no referido polipropileno heterofásico, o referido comonômero é etileno e/ou pelo menos uma C4 a C20 (Alfa)-olefina, e (iii) tem um teor solúvel a frio de xileno (XCS) medido de acordo com o método ISO 6427 de 15,0 a 40,0% em peso com base no polipropileno heterofásico.

Description

A presente invenção refere-se a um novo artigo para interior de automóveis compreendendo antioxidantes fenólicos e ao uso de inossilicato 5 no referido artigo.
Polipropileno é o material preferido para muitas aplicações. Por exemplo, polipropileno em combinação com talco é usado como a face posterior de embalagens do tipo bolha assim como em artigos no interior de automóveis. As referidas composições de polipropileno/talco são - de modo geral - bem processáveis e podem ser individualmente personalizadas. Entretanto tais materiais também devem proporcionar estabilidade de longo prazo contra impactos ambientais, tais como degradação oxidativa, mantendo as propriedades configuradas da composição polipropileno/talco no nível desejado. Por conseguinte antioxidantes são adicionados para reduzir a de- gradação das composições de polipropileno/talco. No entanto, os próprios antioxidantes podem ser instáveis em condições ambientais específicas, o que também pode levar ao mau cheiro. Nos últimos anos o padrão de exigência em relação à estabilidade de longo prazo vem ficando cada vez mais rigoroso, o que por sua vez aumentou as quantidades de aditivos para satis- fazer os objetivos almejados, como propriedades térmicas e/ou propriedades mecânicas. Por outro lado, tal quantidade crescente de aditivos intensifica o risco de reações secundárias. Tais reações secundárias, em particular em casos nos quais a degradação de antioxidantes está envolvida, levam a produtos secundários que são muitas vezes voláteis. Naturalmente os com- postos voláteis devem ser mantidos em níveis baixos em particular porque não são aceitos pelos consumidores. Adicionalmente já foi observados que estes compostos sofrem de mau cheiro.
Por conseguinte, constitui o objetivo da presente invenção reduzir a impressão sensorial de odor dos artigos para interior de automóveis.
Constitui um outro objetivo da presente invenção reduzir a quantidade de compostos voláteis, em particular de 2-metil-1-propeno, no artigo para interior de automóveis. Almejamos em particular reduzir a impressão sensorial de odor medida de acordo com o método VDA 270 e a quantidade de emissão na folga de fechamento de acordo com o método VDA 277.
A primeira descoberta da presente invenção é que o principal agente causador do mau cheiro é a degradação um tanto rápida de antioxi- 5 dantes fenólicos na presença de talco. A segunda descoberta da presente invenção é que a degradação dos antioxidantes pode ser reduzida substituindo-se o talco.
Por conseguinte a presente invenção refere-se a um artigo para interior de automóveis compreendendo pelo menos 50% em peso, mais pre- 10 ferivelmente pelo menos 70% em peso, mais preferivelmente pelo menos 90% em peso, ainda mais preferivelmente 99,0% em peso, como 100% em peso, com base no referido artigo de uma composição de polipropileno tendo uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) medida de acordo com o método ISO 1133 de 2,0 a 80,0 g/10 min, de preferência de 5,0 a 50,0 g/10 15 min, mais preferivelmente 7,0 a 30,0 g/10min, a referida composição de polipropileno compreende (a) pelo menos 25% em peso de um polipropileno heterofásico (H-PP1), (b) 10.000 a 550.000 ppm de inossilicato, (c) 100 a 5.000 ppm de antioxidantes fenólicos, e (d) opcionalmente 100 a 5.000 ppm de antioxidantes à base de fósforo com base na composição de polímeros, e ainda onde o referido polipropileno heterofásico (H-PP1) (i) compreende uma matriz de polipropileno sendo um homopo- 25 límero de propileno e um copolímero elastomérico, o referido copolímero elastomérico compreende unidades de • propileno e • etileno e/ou C4 a C20 a-olefina (ii) tem um teor de comonômeros de 8 a 30% em peso com ba- 30 se no referido polipropileno heterofásico (H-PP1), o referido comonômero é etileno e/ou pelo menos uma C4 a C20 a-olefina, e (iii) tem um teor solúvel a frio de xileno (XCS) medido de acordo com o método ISO 6427 de 15,0 a 40,0% em peso com base no polipropileno heterofásico (H-PP1).
De preferência o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno do referido artigo é essencialmente livre de anidrido maleico ou de polímeros de anidrido maleico enxertados. Por conseguinte, a quantidade de anidrido maleico ou de polímeros de anidrido maleico enxertados presentes no artigo para interior de automóveis e/ou na composição de polipropileno do referido artigo é inferior a 5% em peso, mais preferivelmente inferior a 3% em peso, ainda mais preferivelmente ele não é detectá- vel, isto é, não fora usado na manufatura do artigo e/ou composição de polipropileno.
Para melhorar a impressão sensorial de odor e para obter a desejada redução de voláteis, como 2-metil-1-propeno, mantendo as propriedades mecânicas no nível desejado, apreciamos o uso do inossilicato no artigo para interior de automóveis e/ou na composição de polipropileno do referido artigo em uma quantidade de 10.000 a 550.000 ppm, de preferência de 50.000 a 500.000 ppm, mais preferivelmente de 100.000 a 400.000 ppm, ainda mais preferivelmente de 120.000 a 300.000 ppm.
Como sempre 1 ppm de aditivo corresponde a 1 mg de aditivo em 1 kg de composição.
Surpreendentemente descobrimos que o uso do inossilicato resolve o problema dos artigos para interior de automóveis compreendendo o referido polipropileno heterofásico (H-PP1) específico, talco e antioxidantes fenólicos. A escolha específica de inossilicato como um sucedâneo do talco permite melhorar a impressão sensorial de odor assim como reduzir drasticamente a emissão na folga de fechamento de todos os voláteis, em particular de 2-metil-1-propeno, em relação aos artigos tradicionais para interior de automóveis compreendendo talco e antioxidantes fenólicos. O que é ainda mais surpreendente é que a escolha do polipropileno heterofásico (H-PP1) específico e do sucedâneo inossilicato leva ao benefício almejado sem perda das propriedades mecânicas desejadas,, como módulo de tração e/ou módulo de flexão (vide tabela 1).
Pelo termo "voláteis" de acordo com a presente invenção enten- de-se aquelas substâncias que tendem a evaporar dos artigos para interior de automóveis. Mais precisamente "voláteis" são substâncias que têm uma pressão de vapor bastante alta e portanto evaporam facilmente dos artigos para interior de automóveis. Portanto os voláteis de acordo com a presente invenção são em particular substâncias que têm um ponto de ebulição (temperatura à qual a pressão de vapor é igual à pressão atmosférica circundante (1,0 atm (101,325 kPa))) normal de no máximo 80°C, mais preferivelmente de no máximo 70°C, como no máximo 60°C. Os voláteis podem ser quaisquer substâncias que façam parte dos artigos para interior de automóveis e são em particular produtos da degradação causada por reações (processos) químicas e/ou físicas no interior dos artigos para interior de automóveis. Tipicamente os voláteis são produtos da degradação dos aditivos dos artigos para interior de automóveis, como produtos da degradação dos antioxidantes fenólicos. O representante mais importante dos voláteis é o 2- metil-1-propeno, provavelmente um produto da degradação dos antioxidantes fenólicos. A quantidade de voláteis, como 2-metil-1-propeno, dos artigos para interior de automóveis é determinada por VDA 277. O método de medição exato está descrito na seção de exemplos. A quantidade analisada de voláteis é dada pela relação da quantidade [pgC] de voláteis (como 2-metil- 1-propeno) para a quantidade total [g] da composição de polímeros. Por conseguinte, em um aspecto o uso de um inossilicato em um artigo para interior de automóveis realiza uma emissão na folga de fechamento medida de acordo com o método VDA 277de todos os voláteis juntos dos referidos artigos para interior de automóveis menor ou igual a 120 pgC/g, de preferência menor que 100 pgC/g, mais preferivelmente menor que 80 pgC/g, ainda mais preferivelmente menor que 60 pgC/g, como menor que 50 pgC/g. Em um segundo aspecto ou alternativamente o uso de um inossilicato nos artigos para interior de automóveis realiza uma emissão na folga de fechamento medida de acordo com o método VDA 277 de 2-metil-1-propeno da referida composição de polímeros de no máximo 70 pgC/g, de preferência menor que 20 pgC/g, mais preferivelmente menor que 10 pgC/g, ainda mais preferivelmente menor que 5 pgC/g, ainda mais preferivelmente menor que 1,0 pgC/g, como menor que 0,7 pgC/g.
A expressão "artigo para interior de automóveis" em toda a presente invenção refere-se a todos os artigos, de preferência artigos moldados por injeção, usados na parte interna do interior de automóveis. Os artigos preferidos são selecionados do grupo que consiste em tablados, estribos, estofamentos, cinzeiros, painéis internos da carroçaria e alavancas de mudança de marcha.
Além disso, os referidos artigos para interior de automóveis da presente invenção compreende, de preferência consistem em, uma composição de polipropileno definida detalhadamente mais adiante. As quantidades preferidas da composição de polipropileno no artigo para interior de automóveis é de pelo menos 50% em peso, mais preferivelmente pelo menos 70% em peso, mais preferivelmente pelo menos 90% em peso, ainda mais preferivelmente 99,0% em peso, como 100% em peso, com base no referido artigo.
A parte polimérica essencial da composição de polipropileno é o polipropileno heterofásico (H-PP1) definido detalhadamente mais adiante. No entanto, a composição de polipropileno pode adicionalmente compreender um outro polipropileno heterofásico (H-PP2) definido detalhadamente mais adiante e um polietileno de alta densidade (HDPE). Adicionalmente um EPR externo, um copolímero de propileno-etileno e/ou um copolímero de etileno-octeno podem ser adicionados.
O polipropileno heterofásico (H-PP1)
O polipropileno heterofásico (H-PP1) usado na presente composição de polipropileno (i) compreende uma matriz de polipropileno sendo um homopo- límero de propileno e um copolímero elastomérico, o referido copolímero elastomérico compreende unidades de • propileno e • etileno e/ou C4 a C20 cx-olefina, (ii) tem um teor de comonômeros de 8 a 30% em peso, de prefe- rência 15,0 a 25,0% em peso, como 18,0 a 22,0% em peso, com base no referido polipropileno heterofásico (H-PP1), o referido comonômero é etileno e/ou pelo menos uma C4 a C20 a-olefina, e (iii) tem um teor solúvel a frio de xileno (XCS) medido de acordo com o método ISO 6427 de 15,0 a 40,0% em peso, de preferência 25,0 a 35,0% em peso, como 28,0 a 32,0% em peso, com base no polipropileno heterofásico (H-PP1) e (iv) opcionalmente uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) na faixa de 10,0 a 30,0 g/10 min, mais preferivelmente na faixa de 12,0 a 25,0 g/10 min.
Considerando o comonômero dado acima é preferível que o teor de propileno no polipropileno heterofásico (H-PP1) seja de 70,0 a 90,0% em peso, mais preferivelmente 75,0 a 85,0% em peso, como 78,0 a 82,0% em peso, com base no polipropileno heterofásico (H-PP1) total, mais preferivelmente com base na quantidade dos componentes poliméricos do polipropileno heterofásico (H-PP1), ainda mais preferivelmente com base na quantidade da matriz e do copolimero elastomérico juntos. A parte restante constitui os comonômeros, de preferência etileno.
Conforme definido neste relatório um polipropileno heterofásico (H-PP1) compreende como componentes poliméricos apenas a matriz de polipropileno e o copolimero elastomérico. Em outras palavras o polipropileno heterofásico (H-PP1) pode conter outros aditivos porém nenhum outro polímero em uma quantidade superior a 5% em peso, mais preferivelmente superior a 3% em peso, como superior a 1% em peso, com base no polipropileno heterofásico (H-PP1) total, mais preferivelmente com base nos polímeros presentes no polipropileno heterofásico (H-PP1). Um polímero adicional que pode estar presente em quantidades tão baixas é um polietileno que é um produto reacional obtido pela preparação do polipropileno heterofásico (H-PP1). Por conseguinte, é em particular apreciado que um polipropileno heterofásico (H-PP1) definido na presente invenção contenha apenas uma matriz de polipropileno, um copolimero elastomérico e opcionalmente um polietileno nas quantidades mencionadas neste parágrafo.
Como mencionado acima a matriz de polipropileno é um homo- polímero de propileno. A expressão homopolímero de propileno usada na presente invenção refere-se a um polipropileno que consiste substancialmente, isto é, em no máximo 99,5% em peso, ainda mais preferivelmente em pelo menos 99,7% em peso, como em pelo menos 99,8% em peso, de unidades propileno. Em uma modalidade preferida apenas as unidades pro-pileno no homopolímero de propileno são detectáveis. O teor de comonôme- ros pode ser determinado por espectroscopia do infravermelho com FT, como descrito mais adiante nos exemplos.
Além disso, a quantidade de matriz de polipropileno presente no polipropileno heterofásico (H-PP1) corresponde como uma primeira aproximação ao teor insolúvel a frio de xileno (XCI). Por conseguinte, o teor de matriz, isto é, o teor insolúvel a frio de xileno (XCI), no polipropileno heterofásico (H-PP1) varia de preferência na faixa de 60,0 a 85,0% em peso, mais preferivelmente na faixa de 65,0 a 75,0% em peso, como 68,0 a 72,0% em peso. Caso polietileno esteja presente no polipropileno heterofásico (H- PP1), os valores do teor de matriz de polipropileno porém não do teor insolúvel a frio de xileno (XCI) podem ser um pouco reduzidos, isto é, em no máximo 5% em peso, mais preferivelmente no máximo 3% em peso, como no máximo 1% em peso, com base no polipropileno heterofásico (H-PP1) total, mais preferivelmente com base nos polímeros presentes no polipropileno heterofásico (H-PP1).
Por outro lado, o teor de copolimero elastomérico, isto é, o teor solúvel a frio de xileno (XCS), no polipropileno heterofásico (H-PP1) varia de preferência na faixa de 15,0 a 40,0% em peso, mais preferivelmente 25,0 a 35,0% em peso, como 28,0 a 32,0% em peso.
Ademais e de preferência a matriz de polipropileno tem uma taxa de fluxo de fusão bastante alta. Por conseguinte, é preferível que na presente invenção a matriz de polipropileno do polipropileno heterofásico (H- PP1) tenha uma MFR2 (230°C) na faixa de 5,0 a 200,0 g/10 min, mais preferivelmente de 60,0 a 150,0 g/10 min, ainda mais preferivelmente de 70,0 a 100,0 g/10 min.
De preferência a matriz de polipropileno é isotática. Por conseguinte, é apreciado que a matriz de polipropileno tenha uma concentração de pêntades bastante alta, isto é, maior que 80%, mais preferivelmente maior que 85%, ainda mais preferivelmente maior que 90%, ainda mais preferivelmente maior que 92%, ainda mais preferivelmente maior que 93%, como maior que 95%.
Em princípio a matriz de polipropileno pode ser multimodal, como bimodal, no entanto é preferível que ela seja unimodal (com referência à definição da modalidade vide abaixo).
O segundo componente do polipropileno heterofásico (H-PP1) é o copolímero elastomérico.
O copolímero elastomérico compreende, de preferência consiste em, unidades deriváveis de (i) propileno e (ii) etileno e/ou pelo menos uma outra C4 a C20 a-olefina, como C4 a C10 a-olefina, mais preferivelmente unidades deriváveis de (i) propileno e (ii) etileno e pelo menos uma outra a- olefina selecionada do grupo que consiste em 1-buteno, 1-penteno, 1- hexeno, 1-hepteno e 1-octeno. O copolímero elastomérico pode adicionalmente conter unidades derivadas de um dieno conjugado, como butadieno, ou um dieno não conjugado, no entanto é preferível que o copolímero elastomérico consista em unidades deriváveis de (i) propileno e (ii) etileno e/ou C4 a C20 a-olefinas apenas. Dienos não conjugados adequados, se usados, incluem dienos acíclicos de cadeia reta e de cadeia ramificada, tais como 1 ,4-hexadieno, 1,5-hexadieno, 1,6-octadieno, 5-metil-1, 4-hexadieno, 3,7- dimetil-1,6-octadieno, 3,7-dimetil-1,7-octadieno, e os isômeros mistos de di- hidromirceno e di-hidro-ocimeno, e dienos alicíclicos de um único anel tais como 1,4-ciclo-hexadieno, 1,5-ciclo-octadieno, 1,5-ciclododecadieno, 4-vinil ciclo-hexeno, 1 -alil-4-isopropilideno ciclo-hexano, 3-alil ciclopenteno, 4-ciclo- hexeno e 1-isopropenil-4-(4-butenil) ciclo-hexano. Dienos de anéis fundidos e ligados por meio de ponte alicíclicos de múltiplos anéis também são ade-quados incluindo tetra-hidroindeno, metiltetra-hidroindeno, diciclopentadie- no, biciclo (2.2.1) hepta-2,5-dieno, 2-metil biciclo-heptadieno, e alquenila, alquilaideno, cicloalquenil e cicloalquilaideno norbornenos, tais como 5- metileno-2-norborneno, 5-isopropilideno norborneno, 5-(4-ciclopentenil)-2- norborneno; e 5-ciclo-hexilideno-2-norborneno. Dienos não conjugados preferidos são 5-etilideno-2-norborneno, 1,4-hexadieno e diciclopentadieno.
Por conseguinte o copolimero elastomérico compreende pelo menos unidades deriváveis de propileno e etileno e podem compreender outras unidades deriváveis de uma outra a-olefina já definida no parágrafo anterior. No entanto é em particular preferível que o copolimero elastomérico compreenda unidades deriváveis apenas de propileno e etileno e opcionalmente um dieno não conjugado já definido no parágrafo anterior, como 1 ,4- hexadieno. Assim, um polímero de monômero de dieno não conjugado de etileno propileno (EPD) e/ou uma borracha de etileno propileno (EPR) como o copolimero elastomérico é especialmente preferido, esta última sendo mais preferida.
Na presente invenção o teor de unidades deriváveis de propileno no copolimero elastomérico é igual ao teor de propileno detectável na fração solúvel a frio de xileno (XCS). Por conseguinte, o propileno detectável na fração solúvel a frio de xileno (XCS) varia de 40,0 a 75,0% em peso, mais preferivelmente 50,0 a 70,0% em peso. Assim, em uma modalidade específica o copolimero elastomérico, isto é, a fração solúvel a frio de xileno (XCS), compreende de 25,0 a 60,0% em peso, mais preferivelmente 30,0 a 50,0% em peso, unidades deriváveis de etileno. De preferência o copolimero elas-tomérico é um polímero de monômero de dieno (não-)conjugado de etileno propileno (EPDM) ou uma borracha de etileno propileno (EPR), esta última sendo especialmente preferida, com um teor de propileno e/ou etileno já definido neste parágrafo.
Como a matriz o copolimero elastomérico pode ser unimodal ou multimodal, como bimodal, este último sendo preferido.
A expressão "multimodal"ou "bimodal" usada em toda a presente invenção refere-se à modalidade do polímero, isto é, . a forma de sua curva de distribuição de peso molecular, que é o gráfico da fração de peso molecular em função de seu peso molecular, e/ou . a forma de sua curva de distribuição do teor de comonôme- ros, que é o gráfico do teor de comonômeros em função do peso molecular das frações de polimero.
Como será explicado abaixo, os polipropilenos heterofásicos assim como seus componentes individuais (matriz e copolimero elastomérico) podem ser produzidos misturando-se diferentes tipos de polímeros, isto é, de peso molecular e/ou teor de comonômeros diferentes. No entanto é preferível que os polipropilenos heterofásicos assim como seus componentes individuais (matriz e copolimero elastomérico) sejam produzidos em um processo de etapas sequenciais, usando reatores em uma configuração em série e operando em diferentes condições reacionais. Como consequência, cada fração preparada em um reator específico terá sua própria distribuição de peso molecular e/ou distribuição de teor de comonômeros.
Na presente invenção o copolimero elastomérico é pelo menos bimodal tendo vista o teor de comonômeros, de preferência o teor de etileno. Por conseguinte, o polipropileno heterofásico (H-PP1) compreende um primeiro copolimero elastomérico e um segundo copolimero elastomérico. O primeiro copolimero elastomérico é rico em polipropileno, isto é, tem um teor de propileno de pelo menos 40,0% em peso, de preferência de pelo menos 50,0% em peso, mais preferivelmente de pelo menos 55,0% em peso, e tem uma viscosidade intrínseca (IV) bastante alta, isto é, maior que 3,5 dl/g, de preferência maior que 4,0 dl/g, mais preferivelmente maior que 4,5 dl/g. Por outro lado, o segundo copolimero elastomérico é pobre em propileno, isto é, menos de 50,0% em peso, de preferência menos de 45,0% em peso, mais preferivelmente menos de 40,0% em peso, e tem uma viscosidade intrínseca (IV) bastante baixa (IV), de preferência de 1,4 a 1,7 dl/g, mais preferivelmente de 1,4 a 1,9 dl/g, ainda mais preferivelmente de 1,4 a 2,1 dl/g.
Uma outra exigência preferida da presente invenção é que a viscosidade intrínseca (IV) da fração solúvel a frio de xileno (XCS) do polipropileno heterofásico (H-PP1) seja bastante alta. Valores bastante altos de viscosidade intrínseca aumentam a resistência ao impacto. Por conseguinte, aprecia-se que a viscosidade intrínseca da fração solúvel a frio de xileno (XCS), isto é, do primeiro e segundo copolimeros elastoméricos juntos, do polipropileno heterofásico (H-PP1) seja bastante alta. Valores bem altos da viscosidade intrínseca aumentar a resistência ao impacto. Por conseguinte, é apreciado que a viscosidade intrínseca da fração solúvel a frio de xileno (XCS) do polipropileno heterofásico (H-PP1) seja superior a 2,5 dl/g, mais preferivelmente pelo menos 2,8 dl/g, ainda mais preferivelmente pelo menos 3,0 dl/g, como pelo menos 3,3 dl/g. Por outro lado, a viscosidade intrínseca não deve ser alta demais senão a escoabilidade é reduzida. Assim sendo, a viscosidade intrínseca da fração solúvel a frio de xileno (XCS) do polipropileno heterofásico (H-PP1) varia de preferência na faixa de 2,5 a 4,5 dl/g, mais preferivelmente na faixa de 3,0 a 4,1 dl/g, ainda mais preferivelmente 3,3 a 4,0 dl/g. A viscosidade intrínseca é medida de acordo com o método ISO 1628 em decalina a 135°C.
O polipropileno heterofásico especialmente preferido é o produto comercial EF 015 E da Borealsi AG.
O polipropileno heterofásico (H-PP1) é de preferência produzido em um processo de múltiplos estágios conhecido na literatura. Por conseguinte, o polipropileno heterofásico (H-PP1) é produzido por aplicação das seguintes etapas de (1) polimerizar propileno em pelo menos um reator, de preferência em um ou mais reatores em massa ("bulk reactor"), de preferência reator de laço, e/ou em um ou mais reatores de fase gasosa, onde os reatores são tipicamente ligados em série, para obter a matriz de polipropileno, (2) transferir a referida matriz de polipropileno para um outro reator, de preferência um reator de fase gasosa, (3) produzir o copolímero elastomérico por polimerização de propileno e outros comonômeros já definidos acima, de preferência etileno, na presença do referido polipropileno para obter o copolímero elastomérico dispersado na referida matriz de polipropileno, (4) de preferência transferir a referida mistura para um outro reator de fase gasosa para produzir um segundo copolímero elastomérico por polimerização de propileno e outros comonômeros já definidos acima, de preferência etileno, na presença da referida mistura da etapa (1,3) para obter o segundo copolimero elastomérico também dispersado na referida matriz de polipropileno, isto é, levando ao polipropileno heterofásico (H-PP1), (5) remover o referido polipropileno heterofásico (H-PP1) do reator.
A polimerização pode ser realizada na presença de um catalisador à base de metaloceno ou de um catalisador do tipo Ziegler-Natta, este último sendo particularmente preferido.
Um catalisador do tipo Ziegler-Natta tipicamente usado na presente invenção para a polimerização de propileno é um catalisador do tipo Ziegler-Natta estereoespecífico e de alto rendimento compreendendo como componentes essenciais Mg, Ti, Al e Cl. Estes tipos de catalisadores compreendem tipicamente, além de um metal de transição sólido (como Ti) como componente, um cocatalisador (ou cocatalisadores) assim como doadores externos como agentes estereorreguladores.
Estes compostos podem ser suportados sobre um suporte parti- culado, tal como óxido inorgânico, como sílica ou alumina, ou, normalmente, o halogeneto de magnésio pode formar o suporte sólido. Também é possível que os catalisadores sólidos sejam autossuportados, isto é, os catalisadores não são suportados sobre um suporte externo, mas são preparados via um método de solidificação de emulsão.
O componente do tipo metal de transição sólido geralmente também compreende um doador de elétrons (doador de elétrons interno). Doadores de elétrons internos adequados são, entre outros, ésteres de ácidos carboxílicos, como ftalatos, citraconatos, e succinatos. Compostos de silício contendo oxigênio ou nitrogênio também podem ser usados.
O cocatalisador usado em combinação com o composto de metal de transição tipicamente compreende um composto de alumínio alquilaa. O composto de alumínio alquilaa é de preferência trialquila alumínio tal como trimetilalumínio, trietilalumínio, tri-isobutilaluminio or tri-n-octilalumínio. No entanto, ele também pode ser um halogeneto de alquilaalumínio, tal como cloreto de dietilalumínio, cloreto de dimetilalumínio e sesquicloreto de etilalumínio.
De preferência o catalisador também compreende um doador de elétrons externo. Doadores de elétrons adequados conhecidos na literatura incluem ésteres, cetonas, aminas, álcoois, fenóis, fosfinas e silanos. Doadores externos do tipo silano são tipicamente compostos de organossilano contendo ligações Si-OCOR, Si-OR, ou Si-NR2, tendo silício como o átomo central, e R é um alquilaila, alquenila, arila, arilalquila ou cicloalquila com 1 - 20 átomos de carbono são conhecidos na literatura.
Exemplos de catalisadores adequados e compostos em catalisadores estão apresentados, entre outros, nos documentos WO 87/07620, WO 92/21705, WO 93/11165, WO 93/11166, WO 93/19100, WO 97/36939, WO 98/12234, WO 99/33842, WO 03/000756, WO 03/000757, WO 03/000754, WO 03/000755, WO 2004/029112, WO 92/19659, WO 92/19653, WO 92/19658, US 4382019, US 4435550, US 4465782, US 4473660, US 4560671, US 5539067, US5618771, EP45975, EP45976, EP45977, WO 95/32994, US 4107414, US 4186107, US 4226963, US 4347160, US 4472524, US 4522930, US 4530912, US 4532313, US 4657882, US 4581342, US 4657882.
Na presente invenção um catalisador de Ziegler Natta, por e- xemplo um catalisador à base de titânio suportado sobre um halogeneto i- norgânico (por exemplo, MgCI2) ou catalisadores de Ziegler Natta sólidos autossuportados, junto com um cocatalisador à base de alumínio alquilaa (por exemplo, trietilalumínio) são de preferência empregados. Silanos, por exemplo diciclopentanodimetoxissilano (DCPDMS) ou ciclo-hexilmetildimeto- xissilano (CHMDMS), podem ser tipicamente usados como doadores externos. O catalisador no segundo estágio de polimerização é tipicamente o mesmo que aquele usado no primeiro estágio de polimerização.
De acordo com uma modalidade preferida, o polipropileno heterofásico (H-PP1) é produzido em um sistema de reator compreendendo pelo menos um reator de polimerização em massa incluindo pelo menos um reator de polimerização em massa e pelo menos uma zona de reação de fase gasosa incluindo pelo menos um reator de fase gasosa, de preferência dois reatores de fase gasosa. A polimerização da matriz de polipropileno do polipropileno heterofásico (H-PP1) é de preferência realizada em um reator de laço e opcionalmente em um outro reator de fase gasosa.
Hidrogênio pode ser usado em diferentes quantidades como um modificador ou regulador de massa molar em qualquer um ou em todos os reatores nos primeiro e segundo estágios de polimerização.
Um estágio de separação pode ser empregado entre as zonas de reação para prevenir a transferência do primeiro estágio de polimerização para o segundo estágio de polimerização.
Além dos reatores de polimerização efetivos usados, o sistema de reação de polimerização também pode incluir inúmeros reatores adicionais, tais como pré-reatores. Os pré-reatores incluem qualquer reator para pré-ativar ou prepolimerizar o catalisador com propileno e/ou outras a- olefinas, como etileno, se necessários. Todos os reatores no sistema de reatores estão de preferência dispostos em série.
O polipropileno heterofásico (H-PP2)
O polipropileno heterofásico (H-PP2) usado na presente composição de polipropileno (i) compreende uma matriz de polipropileno sendo um homopo- límero de propileno e um copolímero elastomérico, o referido copolímero elastomérico compreende unidades de • propileno e • etileno e/ou C4 a C20 a-olefina, (ii) tem um teor de comonômeros de 1,0 a 20,0% em peso, de preferência 3,0 a 15,0% em peso, como 7,0 a 12,0% em peso, com base no referido polipropileno heterofásico (H-PP2), o referido comonômero é etileno e/ou pelo menos uma C4 a C20 a-olefina, e (iii) tem um teor solúvel a frio de xileno (XCS) medido de acordo com o método ISO 6427 de 5,0 a 30,0% em peso, de preferência 12,0 a 25,0% em peso, como 16,0 a 20,0% em peso, com base no polipropileno heterofásico e (iv) opcionalmente uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) na faixa de 10,0 a 40,0 g/10 min, mais preferivelmente na faixa de 18,0 a 30,0 g/10 min.
De preferência a taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) do polipropileno heterofásico (H-PP2) é mais baixa em relação à taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) do polipropileno heterofásico (H-PP1).
Considerando o comonômero dado acima é preferível que o teor de propileno no polipropileno heterofásico (H-PP2) seja de 80,0 a 99,0% em peso, mais preferivelmente 85,0 a 97,0% em peso, como 90,0 a 95,0% em peso, com base no polipropileno heterofásico (H-PP2) total, mais preferivelmente com base na quantidade dos componentes poliméricos do polipropileno heterofásico (H-PP2), ainda mais preferivelmente com base na quantidade da matriz e do copolimero elastomérico juntos. A parte restante constitui os comonômeros, de preferência etileno.
Conforme definido neste relatório um polipropileno heterofásico (H-PP2) compreende como componentes poliméricos apenas a matriz de polipropileno e o copolimero elastomérico. Em outras palavras o polipropileno heterofásico (H-PP2) pode conter outros aditivos, porém nenhum outro polímero em uma quantidade superior a 5% em peso, mais preferivelmente superior a 3% em peso, como superior a 1% em peso, com base no polipropileno heterofásico (H-PP2) total, mais preferivelmente com base nos polímeros presentes no polipropileno heterofásico (H-PP2). Um polímero adicional que pode estar presente em quantidades tão baixas é um polietileno que é um produto reacional obtido pela preparação do polipropileno heterofásico (H-PP2). Por conseguinte, é em particular apreciado que um polipropileno heterofásico (H-PP2) definido na presente invenção contenha apenas uma matriz de polipropileno, um copolimero elastomérico e opcionalmente um polietileno nas quantidades mencionadas neste parágrafo.
Como mencionado acima a matriz de polipropileno é um homo- polímero de propileno.
Além disso, a quantidade de matriz de polipropileno presente no polipropileno heterofásico (H-PP2) corresponde como uma primeira aproximação ao teor insolúvel a frio de xileno. Por conseguinte, o teor de matriz, isto é, o teor insolúvel a frio de xileno (XCI), no polipropileno heterofásico (H- PP2) varia de preferência na faixa de 80,0 a 95,0% em peso, mais preferivelmente na faixa de 82,0 a 92,0% em peso, como 84,0 a 90,0% em peso. Caso polietileno esteja presente no polipropileno heterofásico (H-PP2), os valores do teor de matriz de polipropileno porém não do teor insolúvel a frio de xileno (XCI) podem ser um pouco reduzidos, isto é, em no máximo 5% em peso, mais preferivelmente no máximo 3% em peso, como no máximo 1% em peso, com base no polipropileno heterofásico (H-PP2) total, mais preferivelmente com base nos polímeros presentes no polipropileno heterofásico (H-PP2).
Por outro lado, o teor de copolímero elastomérico, isto é, o teor solúvel a frio de xileno (XCS), no polipropileno heterofásico (H-PP2) varia de preferência na faixa de 5,0 a 20,0% em peso, mais preferivelmente 8,0 a 18,0% em peso, como 10,0 a 16,0% em peso.
De preferência a matriz de polipropileno é isotática. Por conseguinte, é apreciado que a matriz de polipropileno tenha uma concentração de pêntades bastante alta, isto é, maior que 80%, mais preferivelmente maior que 85%, ainda mais preferivelmente maior que 90%, ainda mais preferivelmente maior que 92%, ainda mais preferivelmente maior que 93%, como maior que 95%.
Em princípio a matriz de polipropileno pode ser multimodal, como bimodal, no entanto é preferível que ela seja unimodal.
O segundo componente do polipropileno heterofásico (H-PP2) é o copolímero elastomérico.
O copolímero elastomérico compreende, de preferência consiste em, unidades deriváveis de (i) propileno e (ii) etileno e/ou pelo menos uma outra C4 a C20 a-olefina, como C4 a C10 a-olefina, mais preferivelmente unidades deriváveis de (i) propileno e (ii) etileno e pelo menos uma outra a- olefina selecionada do grupo que consiste em 1-buteno, 1-penteno, 1- hexeno, 1-hepteno e 1-octeno. O copolímero elastomérico pode adicionalmente conter unidades derivadas de um dieno conjugado, como butadieno, ou um dieno não conjugado, no entanto é preferível que o copolímero elas- tomérico consista apenas em unidades deriváveis de (i) propileno e (ii) etileno e/ou C4 a C20 a-olefinas. Dienos não conjugados adequados, se usados, incluem dienos acíclicos de cadeia reta e de cadeia ramificada, tais como 1 ,4-hexadieno, 1,5-hexadieno, 1,6-octadieno, 5-metil-1, 4-hexadieno, 3,7-dimetil-1,6-octadieno, 3,7-dimetil-1,7-octadieno, e os isômeros mistos de di-hidromirceno e di-hidro-ocimeno, e dienos alicíclicos de um único anel tais como 1,4-ciclo-hexadieno, 1,5-ciclo-octadieno, 1,5-ciclododecadieno, 4-vinil ciclo-hexeno, 1 -alil-4-isopropilideno ciclo-hexano, 3-alil ciclopenteno, 4-ciclo- hexeno e 1-isopropenil-4-(4-butenil) ciclo-hexano. Dienos de anéis fundidos e ligados por meio de ponte alicíclicos de múltiplos anéis também são adequados incluindo tetra-hidroindeno, metiltetra-hidroindeno, diciclopentadie- no, biciclo (2.2.1) hepta-2,5-dieno, 2-metil biciclo-heptadieno, e alquenila, alquilaideno, cicloalquenil e cicloalquilaideno norbornenos, tais como 5- metileno-2-norborneno, 5-isopropilideno norborneno, 5-(4-ciclopenteníl)-2- norborneno; e 5-ciclo-hexilideno-2-norborneno. Dienos não conjugados preferidos são 5-etilideno-2-norborneno, 1,4-hexadieno e diciclopentadieno.
Por conseguinte o copolimero elastomérico compreende pelo menos unidades deriváveis de propileno e etileno e podem compreender outras unidades deriváveis de uma outra a-olefina já definida no parágrafo anterior. No entanto é em particular preferível que o copolimero elastomérico compreenda unidades deriváveis apenas de propileno e etileno e opcionalmente um dieno não conjugado já definido no parágrafo anterior, como 1 ,4- hexadieno. Assim, um polímero de monômero de dieno (não-)conjugado de etileno propileno (EPD) e/ou uma borracha de etileno propileno (EPR) como o copolimero elastomérico é especialmente preferido, esta última sendo mais preferida.
Na presente invenção o teor de unidades deriváveis de propileno no copolimero elastomérico é igual ao teor de propileno detectável na fração solúvel a frio de xileno (XCS). Por conseguinte, o propileno detectável na fração solúvel a frio de xileno (XCS) varia de 55,0 a 75,0% em peso, mais preferivelmente 58,0 a 70,0% em peso. Assim, em uma modalidade específica o copolimero elastomérico, isto é, a fração solúvel a frio de xileno (XCS), compreende de 25,0 a 45,0% em peso, mais preferivelmente 30,0 a 42,0% em peso, unidades deriváveis de etileno. De preferência o copolimero elas-tomérico é um polímero de monômero de dieno (não) conjugado de etileno propileno (EPDM) ou uma borracha de etileno propileno (EPR), esta última sendo especialmente preferida, com um teor de propileno e/ou etileno já definido neste parágrafo.
Gomo a matriz o copolimero elastomérico pode ser unimodal ou multimodal, como bimodal.
Uma outra exigência preferida da presente invenção é que a viscosidade intrínseca (IV) da fração solúvel a frio de xileno (XCS) do polipropileno heterofásico (H-PP2) seja bastante baixa. Por conseguinte, aprecia-se que a viscosidade intrínseca da fração solúvel a frio de xileno (XCS) do polipropileno heterofásico (H-PP2) seja inferior a 2,8 dl/g, mais preferivelmente inferior a 2,6 dl/g, ainda mais preferivelmente na faixa de 1,8 a 2,8 dl/g, mais preferivelmente na faixa de 2,0 to 2,6 dl/g. A viscosidade intrínseca é medida de acordo com o método ISO 1628 em decalina a 135°C.
A preparação do polipropileno heterofásico (H-PP2) também é de preferência obtida em um processo de múltiplos estágios bastante conhecido na literatura e está descrito mais detalhadamente acima para o polipropileno heterofásico (H-PP1).
Polietileno de alta densidade (HDPE)
Se presente, o polietileno de alta densidade (HDPE) tem de preferência uma densidade medida de acordo com o método ISO 1183 na faixa de 0,954 a 0,966 g/cm3 e uma taxa de fluxo de fusão (MFR2 a 190°C) de 0,1 a 15,0 g/10min, mais preferivelmente de 5,0 a 10,0 g/10min.
Composição de Polipropileno
A seguir a composição de polipropileno compreendendo os polímeros individuais definida acima será definida de forma mais detalhada.
De preferência a composição de polipropileno dos artigos para interior de automóveis tem uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) medida de acordo com o método ISO 1133 de 2,0 a 80,0 g/10min, de preferência de 5,0 a 50,0 g/10 min, mais preferivelmente 7,0 a 30,0 g/10 min.
Além disso a composição de polipropileno compreende além dos aditivos definidos abaixo um polipropileno ou uma mistura de polipropi- lenos e outros polímeros em uma quantidade de pelo menos 50,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 60,0% em peso, ainda mais preferivelmente pelo menos 70,0% em peso, ainda mais preferivelmente de pelo menos 75,0% em peso. De preferência a composição de polipropileno compreende adicionalmente 5 a 15% em peso de um polietileno de alta densidade (HDPE) com base na composição de polipropileno.
Em uma modalidade da presente invenção a composição de polipropileno que é parte do interior de automóveis compreende como um componente polimérico apenas o polipropileno heterofásico (H-PP1). Neste caso a composição de polipropileno compreende pelo menos 50,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 60,0% em peso, ainda mais preferivelmente pelo menos 70,0% em peso, ainda mais preferivelmente 65,0 a 85,0% em peso, como 70,0 a 80,0% em peso do polipropileno heterofásico (H-PP1).
Em uma outra modalidade da presente invenção a composição de polipropileno que é parte do interior de automóveis compreende como componentes poliméricos apenas o polipropileno heterofásico (H-PP1) e o polietileno de alta densidade (HDPE). Neste caso a composição de polipropileno compreende (a) pelo menos 50,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 60,0% em peso, ainda mais preferivelmente 60,0 a 75,0% em peso, como 62,0 a 70,0% em peso, do polipropileno heterofásico (H-PP1) e (b) pelo menos 3,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 5,0% em peso, ainda mais preferivelmente 5,0 15,0% em peso, como 8,0 a 12,0% em peso, do polietileno de alta densidade (HDPE), com base na composição de polipropileno.
Em ainda uma outra modalidade da presente invenção a composição de polipropileno que é parte do interior de automóveis compreende como componentes poliméricos apenas o polipropileno heterofásico (H- PP1), o polipropileno heterofásico (H-PP2), e o polietileno de alta densidade (HDPE). Neste caso a composição de polipropileno compreende (a) pelo menos 25,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 30,0% em peso, ainda mais preferivelmente 25,0 a 45,0% em peso, como 30,0 a 40,0% em peso, do polipropileno heterofásico (H-PP1) e (b) pelo menos 25,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 30,0% em peso, ainda mais preferivelmente 25,0 a 45,0% em peso, como 30,0 a 40,0% em peso, do polipropileno heterofásico (H-PP2) e (c) pelo menos 3,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 5,0% em peso, ainda mais preferivelmente 5,0 15,0% em peso, como 8,0 a 12,0% em peso, do polietileno de alta densidade (HDPE), com base na composição de polipropileno.
Além do polipropileno a composição de polipropileno é em particular definida por seus aditivos.
Por conseguinte para ser útil como um artigo para interior de automóveis a composição de polipropileno deve compreender um agente de reforço inorgânico. Talco é normalmente o aditivo preferido.Entretanto foi descoberto na presente invenção que o talco promove a degradação de antioxidantes fenólicos e portanto aumenta indesejavelmente a quantidade de voláteis, em particular de 2-metil-1-propeno. Esta degradação de antioxidantes fenólicos fica em particular pronunciado caso o talco compreenda uma quantidade considerável de resíduos no talco, como óxido de ferro (FeO) e/ou silicato de ferro. A degradação dos oxidantes orgânicos pode ser muito facilmente deduzida na emissão na folga de fechamento de acordo com o método VDA 277. O espectro de emissão mostra produtos de degradação (por exemplo 2-metil-1-propeno) provenientes dos antioxidantes fenólicos.
Uma possível abordagem para reduzir a quantidade de voláteis, como 2-metil-1-propeno, é impedir a atividade catalítica do talco e/ou de seus resíduos considerando os antioxidantes fenólicos. No entanto a adição de outros aditivos para prevenir a degradação dos antioxidantes fenólicos pode causar outros problemas e por isso buscamos uma abordagem alternativa que também permitisse uma redução significativa de voláteis, como 2- metile-1-propeno, medida de acordo com o método VDA 277.
A presente invenção descobriu agora que a substituição do talco por inossilicatos também reduz significativamente a quantidade de voláteis, em particular de 2-metil-1-propeno, medida como a emissão na folga de fechamento de acordo com o método VDA 277. O mais importante é tal substituição não altera substancialmente as propriedades mecânicas do artigo para interior de automóveis devido à escolha específica do polipropileno heterofásico (H-PP1) presente na composição de polipropileno. Uma outra descoberta da presente invenção é que não só a quantidade de voláteis pode ser reduzida devido à substituição específica do talco como também pode reduzir as alterações de odor medidas de acordo com o método de detecção de odor de acordo com o método VDA 270.
De preferência os inossilicatos usados para a redução de voláteis da composição de polímeros são (a) inossilicatos de cadeia simples. Ainda mais preferivelmente, os inossilicatos são do grupo dos piroxenoides. O inossilicato mais preferido é Wolastonita (Ca3[SÍ3O9]), como os produtos comerciais NYGLOS 8 (NYCO, EUA) e/ou NYAD 400 (NYCO, EUA).
De preferência os inossilicatos de acordo com esta invenção têm um tamanho de partícula (d50%) inferior a 15,0 pm (d50% indica que 50% em peso do inossilicato têm um tamanho de partícula inferior a 15,0 pm), mais preferivelmente na faixa de 1,0 a 10,0 pm e/ou um tamanho de partícula (d90%) inferior a 100,0 pm (d90% indica que 90% em peso do i- nossilicato têm um tamanho de partícula inferior a 100,0 pm), mais preferivelmente na faixa de 5,0 a 50,0 pm. Além disso, os inossilicatos de acordo com esta invenção têm uma relação de aspecto médio maior que 4:1, mais preferivelmente na faixa de 5:1 a 20:1.
É ainda apreciado que o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo não contenha uma quantidade considerável de talco, isto é, não contenha mais de 5% em peso, mais preferivelmente não contenha mais de 3% em peso, ainda mais preferivelmente não contenha mais de 1% em peso, ainda mais preferivelmente não contenha mais de 0,5% em peso, de talco. Em uma modalidade preferida o talco não é detectável no artigo para interior de automóveis e/ou na composição de polipropileno parte do referido artigo.
Como indicado acima, o aumento de voláteis é em particular observado devido à presença de antioxidantes fenólicos uma vez que eles podem ser degradados devido ao ambiente polimérico, isto é, devido a outros aditivos como talco. Entretanto, antioxidantes são necessários para reduzir a degradação oxidativa do polipropileno. Por conseguinte o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo para o qual os inossilicatos são usados de preferência contêm antioxidantes fenólicos.
O termo "antioxidante fenólico" conforme usado na presente invenção indica qualquer composto de reduzir ou prevenir a oxidação do componente polimérico, isto é, o polipropileno. Adicionalmente este antioxidante fenólico deve naturalmente compreender um resíduo fenólico.
Resultados melhores podem ser obtidos se os antioxidantes fenólicos forem estericamente bloqueados. O termo "estericamente bloqueado" de acordo com esta invenção significa que o grupo hidroxil (HO-) dos antioxidantes fenólicos está certado de resíduos alquila estéricos.
Por conseguinte, os antioxidantes fenólicos de preferência compreendem o resíduo de fórmula (I)
Figure img0001
onde
R-i está localizado na posição orto- ou meta- em relação ao grupo hidroxil e R-i é (CH3)3C-, CH3- ou H, de preferência (CHs)3C-, e
Ai constitui a parte restante do antioxidante fenólico e está de preferência localizado na posição para- em relação ao grupo hidroxila.
De preferência os antioxidantes fenólicos de preferência compreendem o resíduo de fórmula (la)
Figure img0002
R-i é (CHs)3C-, CH3- OU H, de preferência (CH3)3C-, e Ai constitui a parte restante do antioxidante fenólico.
De preferência ATestá na posição para- em relação ao grupo hidroxila.
Adicionalmente os antioxidantes fenólicos devem de preferência exceder um peso molecular específico. Por conseguinte, os antioxidantes fenólicos têm de preferência um peso molecular maior que 785 g/mol, mais preferivelmente maior que 1100 g/mol. Por outro lado, o peso molecular não deve alto demais, isto é, no máximo 1300 g/mol. Uma faixa preferida varia de 785 a 1300 g/mol, mais preferivelmente de 1000 a 1300 g/mol, ainda mais preferivelmente de 1100 a 1300 g/mol.
Além disso, os antioxidantes fenólicos podem ser adicionalmente definidos pela quantidade de resíduos fenólicos, em particular pela quantidade de resíduos fenólicos de fórmula (I) ou (la). Por conseguinte, os antioxidantes fenólicos podem compreender 1, 2, 3, 4 ou mais resíduos fenólicos, de preferência 1, 2, 3, 4 ou mais resíduos fenólicos de fórmula (I) ou (la).
Além disso, os antioxidantes fenólicos compreendem principalmente somente átomos de carbono, átomos de hidrogênio e pequenas quantidades de átomos de O, causadas principalmente pelo grupo hidroxil (HO-) dos resíduos fenólicos. No entanto, os antioxidantes fenólicos podem compreender adicionalmente pequenas quantidades de átomos de N, S e P. De preferência os antioxidantes fenólicos são constituídos por átomos de C, H, O, N e S apenas, mais preferivelmente os antioxidantes fenólicos são constituídos por C, H e O apenas.
Como mencionado acima os antioxidantes fenólicos devem ter um peso molecular bastante alto. Um peso molecular alto é indicativo de vários resíduos fenólicos. Portanto, é particularmente apreciado que os anti-oxidantes fenólicos tenham 4 ou mais, especialmente 4, resíduos fenólicos, como o resíduo fenólico de fórmula (I) ou (la).
Como antioxidantes fenólicos especialmente adequados considerados os compostos compreendendo pelo menos um resíduo de fórmula (II)
Figure img0003
Figure img0004
onde
R4 é (CHS)3C-, CH3-, ou H, de preferência (CHs)3C-, e
A2 constitui a parte restante do antioxidante fenólico.
Considerando as exigências acima os antioxidantes fenólicos são de preferência selecionados do grupo que consiste em 2,6-di-ter-butil-4-metilfenol (CAS n° 128-37-0; M 220 g/mol), pentaeritritil-tetracis (3-(3,5-di-ter-butil-4-hidroxifenil) propionato (CAS n° 6683-19-8; M 1178 g/mol), octadecil 3-(3',5'-di-ter-butil-4-hidroxifenil)propionato (CAS n° 2082-79-3; M 531 g/mol), 1,3,5-trimetil-2,4,6-tris-(3,5-di-ter-butil-4-hidroxibenzil) benzeno (CAS n° 1709-70-2; M 775 g/mol), 2,2'-tiodietilenobis (3,5-di-tert.-butil-4-hidroxifenil) propionato (CAS n° 41484-35-9; M 643 g/mol), bis(etil 3,5-di-ter-butil-4-hidroxibenzilfosfonato) de cálcio (CAS n° 65140-91-2; M 695 g/mol), 1,3,5-tris(3',5'-di-ter-butil-4'-hidroxibenzil)-isocianurato (CAS n° 27676-62-6, M 784 g/mol), 1,3,5-tris(4-ter-butil-3-hidróxi-2,6-dimetilbenzil)-1,3,5-triazina- 2,4,6-(IH,3H,5H)-triona (CAS n° 40601-76-1, M 813 g/mol), bis(ácido 3,3-bis(3'-ter-butil-4'-hidroxifenil)butânico) glicol éster (CAS n° 32509-66-3; M 794 g/mol), 4,4'-tiobis(2-ter-butil-5-metilfenol) (CAS n° 96-69-5; M 358 g/mol), 2,2'-metileno-bis-(6-(1-metil-ciclo-hexil)-para-cresol) (CAS n° 77- 62-3; M 637 g/mol), 3,3'-bis(3,5-di-ter-butil-4-hidroxifenil)-N, N'- hexametilenodipropionamida (CAS n° 23128-74-7; M 637 g/mol), 2,5,7,8-tetrametil-2-(4',8',12'-trimetiltridecil)-croman-6-ol (CAS n° 10191-41-0; M 431 g/mol), 2,2-etilidenobis (4,6-di-ter-butilfenol) (CAS n° 35958-30-6; M 439 g/mol), 1,1,3-tris(2-metil-4-hidróxi-5'-ter-butilfenil) butano (CAS n° 1843- 03-4; M 545 g/mol), 3,9-bis(1,1 -dímetil-2-(beta-(3-ter-butil-4-hidróxi-5- metilfenil)propionilóxi) etil)-2,4,8,10-tetraoxaspiro[5,5]undecano (CAS n° 90498-90-1; M 741 g/mol), 1,6-hexanodiil-bis(3,5-bis(1,1 dimetiletil)-4-hidroxibenzeno)propa- noato) (CAS n° 35074-77-2; M 639 g/mol), 2,6-di-ter-butíl-4-nonilfenol (CAS n° 4306-88-1; M 280 g/mol), 4,4'-butilidenobis(6-ter-butil-3-metilfenol (CAS n° 85-60-9; M 383 g/mol); 2,2'-metileno bis(6-ter-butíl-4-metilfenol) (CAS n° 119-47- 1; M 341 g/mol), trietilenoglicol-bis-(3-ter-butil-4-hidróxi-5-metilfenil) propionato (CAS n° 36443-68-2; M 587 g/mol), uma mistura de C13 a C15 alquila ésteres lineares e ramificados do ácido 3-(3',5'-di-t-butil-4'-hidroxifenil) propiônico (CAS n° 171090-93-0; Mw 485 g/mol), 6,6'-di-ter-butil-2,2'-tiodip-cresol (CAS n° 90-66-4; M 359 g/mol), dietil-(3,5-di-ter-butil-4-hidroxibenzil) fosfato (CAS n° 976-56-7; M 356 g/mol), 4,6-bis (octiltiometil)-o-cresol (CAS n° 110553-27-0; M 425 g/ mol), ácido benzenopropanoico, 3,5-bis(1,1-dimetil-etil)-4-hidróxi-,C7- C9 alquila ésteres ramificados e lineares (CAS n° 125643-61-0; Mw 399 g/ mol), 1,1,3-tris[2-metil-4-[3-(3,5-di-ter-butil-4-hidroxifenil)propioniloxi]- 5-ter-butilfenil]butano (CAS n° 180002-86-2; M 1326 g/mol), fenóis estirenados mistos (M cerca de 320 g/mol; CAS n° 61788- 44-1; M cerca de 320 g/mol), fenóis butilados, octilados (M cerca de 340 g/mol; CAS n° 68610-06-0; M cerca de 340 g/mol), e produto reacional butilado de p-cresol e diciclopentadieno (Mw 700 a 800 g/mol; CAS n° 68610-51-5; Mw 700 - 800 g/mol). Mais preferivelmente os antioxidantes fenólicos são selecionados do grupo que consiste em pentaeritritil-tetracis (3-(3,5-di-ter-butil-4-hidroxifenil) propionato (CAS n° 6683-19- 8; M 1178 g/mol), octadecil 3-(3',5'-di-ter-butil-4-hidroxifenil)propionato (CAS n° 2082-79-3; M 531 g/mol) bis(ácido 3,3-bis(3'-ter-butil-4'-hidroxifenil)butânico) glicol éster (CAS n° 32509-66-3; M 794 g/mol), 3,3'-bis(3,5-di-ter-butil-4-hidroxifenil)-N,N'- hexametilenodipropionamida (CAS n° 23128-74-7; M 637 g/mol), 3,9-bis (1,1 -dimetil-2-(beta-(3-ter-butil-4-hidróxi-5-metilfenil) pro- pionilóxi) etil)-2,4,8,10-tetraoxaspiro[5,5]undecano (CAS n° 90498-90-1; M 741 g/mol), 1,6-hexanodiil-bis(3,5-bis(1,1-dimetiletil)-4-hidroxibenzeno) pro- panoato) (CAS n° 35074-77-2; M 639 g/mol), trietilenoglicol-bis-(3-ter-butil-4- hidróxi-5-metilfenil) propionato (CAS n° 36443- 68-2; M 587 g/mol), uma mistura de C13 a C15 alquila ésteres lineares e ramificados do ácido 3-(3',5'-di-t-butil-4'-hidroxifenil) propiônico (CAS n° 171090-93-0; Mw 485 g/mol), e ácido benzenopropanoico, 3,5-bis( 1,1 -dimetil-etil)-4-hidróxi-,C7- C9 alquila ésteres ramificados e lineares (CAS n° 125643-61-0; Mw 399 g/mol).
O antioxidante fenólico mais preferido é o pentaeritritil-tetracis (3-(3,5-di-ter-butil-4-hídroxifenil) propionato (CAS n° 6683-19-8; M 1178 g/mol) de preferência tendo a fórmula (III)
Figure img0005
O presente artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo pode compreender diferentes antioxidantes fenólicos, já definidos na presente invenção, no entanto é preferível que ele compreenda somente um tipo de antioxidante fenólico conforme definido neste relatório.
O artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo pode adicionalmente compreender um ou mais antioxidantes à base de fósforo. Mais preferivelmente o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo compreendem apenas um tipo de antioxidante à base de fósforo. Antioxidantes à base de fósforo preferidos são selecionados do grupo que consiste em tris-(2,4-di-ter-butilfenil) fosfito (CAS n° 31570-04-4; M 647 g/mol), tetracis-(2,4-di-ter-butilfenil)-4,4'-bifenileno-di-fosfonito (CAS n° 38613-77-3; M 991 g/mol), bis-(2,4-di-ter-butilfenil)-pentaeritritil-di-fosfito (CAS n° 26741-53- 7; M 604 g/mol), di-estearil-pentaeritritil-di-fosfito (CAS n° 3806-34-6; M 733 g/mol), tris-nonilfenil fosfito (CAS n° 26523-78-4; M 689 g/mol), bis(2,6-di-ter-butil-4-metilfenil)pentaeritritil-di-fosfito (CAS n° 80693-00-1; M 633 g/mol), 2,2'-metilenobis (4,6-di-ter-butilfenil) octil-fosfito (CAS n° 126050- 54-2; M 583 g/mol), 1,1,3-tris (2-metil-4-ditridecil fosfito-5-ter-butilfenil) butano (CAS n° 68958-97-4; M 1831 g/mol), 4,4'-butilidenobis (3-metil-6-ter-butilfenil-di-tridecil) fosfito (CAS n° 13003-12-8; M 1240 g/mol), bis-(2,4-dicumilfenil)pentaeritritol difosfito (CAS n° 154862-43-8; M 852 g/mol), etil éster do ácido de bis(2-metil-4,6-bis(1,1 -dimetiletil) fenil) fósforo (CAS n° 145650-60-8; M 514 g/mol), 2,2 ',2 " -nitrilo trietil-tris(3 ,3 ',5,5 ' -tetra-ter-butil- 1,1 ’ -bifenil-2,2 ’-diil)fosfito) (CAS n° 80410-33-9; M 1465 g/mol), 2,4,6-tris(ter-butii)fenil-2-butil-2-etil-1,3-propandiol fosfito (CAS n° 161717-32-4, M 450 g/mol), 2,2’-etilideno-bis(4,6-di-ter-butilfenil)fluorfosfonito (CAS n° 118337-09- 0; M 487 g/mol), 6-(3-(3-ter-butil-4-hidróxi-5-metilfenil)propóxi)-2,4,8,10-tetra-ter- butildibenz[d,f][1,3,2]dioxafosfepina (CAS nD 203255-81-6; M 660 g/mol), tetracis-(2,4-di-ter-butil-5-metilfenil)-4,4'-bifenileno-di-fosfito (CAS n° 147192-62-9; M 1092 g/mol), e 1,3-bis-(difenilfosfino)-2,2-dimetilpropano (CAS n° 80326-98-3; M 440,5 g/mol).
Especialmente adequados são os fosfitos orgânicos, em particular aqueles definidos na lista acima, como antioxidantes à base de fósforo.
O antioxidante à base de fósforo mais preferido é o tris-(2,4-di- ter-butilfenil) fosfito (CAS n° 31570-04-4; M 647 g/mol).
Como mencionado acima as composições de polímeros compreendendo talco e antioxidantes fenólicos sofrem de uma degradação bastante rápida dos antioxidantes. Esta degradação rápida é causada pela presença de talco e mais significativamente pelos resíduos contidos no talco. Esses resíduos podem catalisar a degradação dos antioxidantes orgânicos. Portanto especialmente no caso em que o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo para o qual o inossilicato é usado contêm pequenas quantidades de talco (mas também nos casos em que o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo não contêm talco), o referido artigo para interior de automóveis e/ou a referida composição de polipropileno parte do referido artigo podem conter outros aditivos que podem impedir a atividade catalítica do talco e/ou outros agentes de reforço em vista dos antioxidantes fenólicos e assim reduzir o processo de degradação e associado a isto minimizar a emissão na folga de fechamento e o mau cheiro.
Foi em particular descoberto que poliéteres são particularmente úteis. De preferência tais poliéteres estão presentes em uma quantidade de 100 a 20.000 ppm, mais preferivelmente de 100 a 10.000 ppm, ainda mais preferivelmente de 500 a 5.000 ppm, ainda mais preferivelmente 500 a 3.000 ppm, mais preferivelmente ainda 800 a 3.000 ppm, no artigo para interior de automóveis e/ou na composição de polipropileno do referido artigo. Poliéteres são em geral polímeros com mais de um grupo éter. Por conseguinte, os poliéteres são de preferência poliéteres com um peso molecular ponderai (Mw) de pelo menos 300 g/mol, mais preferivelmente de pelo menos 700 g/mol. Mais preferivelmente tais poliéteres têm um peso molecular ponderai (Mw) de no máximo 13.000 g/mol. Em uma modalidade preferida os poliéteres de acordo com esta invenção têm um peso molecular ponderai (Mw) de 300 a 12.000 g/mol, mais preferivelmente de 700 a 8.000 g/mol e ainda mais preferivelmente de 1150 a 8.000 g/mol.
Sem querer nos ater à teoria, os poliéteres usados na presente invenção são capazes de se ligarem à superfície do talco ou outros agentes de reforço, como os inossilicatos, formando assim um tipo de revestimento em volta das partículas de talco ou das partículas do agente de reforço. A ligação pode ser uma ligação covalente e/ou uma ligação iônica. Por conseguinte os poliéteres impedem o contato dos antioxidantes fenólicos com o talco e/ou com os agentes de reforço, como o inossilicato. Assim qualquer degradação causada pelo talco e/ou por outros agentes de reforço, como os inossilicatos, é minimizada ou evitada.
Polietileno glicóis e/ou resinas epóxi foram reconhecidas como especialmente úteis.
Caso polietileno glicóis estejam presentes na composição de polímeros, os seguintes polietileno glicóis são preferidos: polietileno glicol tendo um peso molecular ponderai (Mw) de cerca de 4.000 g/mol (CAS n° 25322-68-3), polietileno glicol tendo um peso molecular ponderai (Mw) de cerca de 8.000 g/mol (CAS n° 25322-68-3), polietileno glicol tendo um peso molecular ponderai (Mw) de cerca de 10.000 g/mol (CAS n° 25322-68-3) e/ou polietileno glicol tendo um peso molecular ponderai (Mw) de cerca de 20.000 g/mol (CAS n° 25322-68-3). Polietileno glicóis especialmente preferidos são PEG 4000 e/ou PEG 10000 da Clariant.
Resinas epóxi são em particular apreciadas uma vez que elas compreendem grupos epóxi reativos simplificando uma ligação covalente da resina epóxi com talco e/ou outros agentes de reforço, como os inossilicatos. Por conseguinte as resinas epóxi ficam firmemente presas à superfície do talco e/ou outros agentes de reforço, como os inossilicatos, e assim proporcionam uma proteção especialmente adequada contra a degradação dos antioxidantes fenólicos. Ainda mais preferivelmente as resinas epóxi compreendem grupos fenila. Tais grupos fenil apresentam a vantagem adicional de que eles agem como sequestrantes para possíveis produtos de degradação dos antioxidantes fenólicos. Sem nos atermos à teoria é muito provável que os grupos fenil das resinas epóxi sejam alquilaadas por alquilaação de Friedel-Crafts. Tipicamente os grupos alquilaantes são provenientes dos antioxidantes fenólicos. Um exemplo é o 2-metil-1-propeno, um produto de degradação típico de antioxidantes fenólicos bloqueados já definidos acima. Por conseguinte é preferível que o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo para os quais o inossilicato é usado compreendam resinas epóxi compreendendo unidades derivadas de um monômero da fórmula (IV)
Figure img0006
onde
Bi e B3 são independentemente selecionados do grupo que consiste em -(CH2)-, -(CH2)2-, -(CH2)3-, -(CH2)4-, e -(CH2)5-, de preferência e B3 são -(CH2)-, e B2 é selecionado do grupo que consiste em -((CH3)2C)-, - ((CHS)2C)2-, -((CH3)2C)3-, -CH2-((CHS)2C)-, -((CHS)2C)-CH2, -CH2-((CH3)2C)- CH2- and -CH2-((CH3)2C)2-CH2-, de preferência B2 é -((CH3)2C)-. Portanto, é apreciado que as resinas epóxi compreendam unidades derivadas de um monômero da fórmula (IV-a)
Figure img0007
Além disso é preferível que as resinas epóxi compreendam não apenas unidades derivadas de um monômero da fórmula (IV) ou (IV-a) mas adicionalmente unidades derivadas de um monômero da fórmula (V)
Figure img0008
onde B4 é selecionado do grupo que consiste em -((CHs)2C)-, - ((CHS)2C)2-, -((CHS)2C)3-, -CH2-((CHS)2C)-, -((CHS)2C)-CH2> -CH2-((CH3)2C)- CH2- e -CH2-((CH3)2C)2-CH2-. Especialmente preferidos são monômeros de fórmula (V), onde B4 é -((CH3)2C)-.
Por conseguinte as resinas epóxi têm de preferência a fórmula (VI)
Figure img0009
onde
Bi e B3 são independentemente selecionados do grupo que consiste em -(CH2)-, -(CH2)2-, -(CH2)3-, -(CH2)4-, e -(CH2)5-,
B2 e B4 são independentemente selecionados do grupo que consiste em -((CH3)2C)-, -((CH3)2C)2-, -((CHs)2C)3-, -CH2-((CHs)2C)-, - ((CHS)2C)-CH2, -CH2-((CH3)2C)-CH2- e -CH2-((CH3)2C)2-CH2-, e n varia de 1 a 20.
Adicionalmente é preferível que as resinas epóxi tenham um índice de epóxi na faixa de 1,10 a 2,00 Eq/kg, mais preferivelmente 1,12 a 1,60 Eq/kg, onde o índice de epóxi corresponde ao número de funções epóxi em relação a 100 g de resina.
A resina epóxi mais preferida é poli(2,2-bis[4-(2,3-epoxipropoxi]- fenil] propano-co(2-clorometil oxirano) (CAS n° 25036-25-3), em particular com um índice de epóxi já definido no parágrafo anterior.
Adicionalmente ou alternativamente aos poliéteres definidos a- cima o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo para os quais os inossilicatos são usados podem conter compostos carbonílicos, como ácidos carboxílicos, amidas de ácidos carboxílicos e/ou ésteres de ácidos carboxílicos. Tais compostos carbonílicos conseguem o mesmo efeito que os poliésteres, a saber, formar um tipo de revestimento em volta das partículas de talco e/ou dos agentes de reforço. De preferência tais compostos carbonílicos estão presentes em uma quantidade de 100 a 8.000 ppm, mais preferivelmente de 500 a 5.000 ppm, ainda mais preferivelmente de 500 a 3.000 ppm, mais preferivelmente ainda 800 a 3.000 ppm, no artigo para interior de automóveis e/ou na composição de polipropileno do referido artigo.
Ácidos carboxílicos aromáticos, amidas de ácidos graxos e ésteres de ácidos graxos foram reconhecidos como especialmente úteis.
Caso a composição de polímeros compreenda ácidos carboxílicos, o ácido benzoico é o mais preferido.
Caso o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo compreendam amidas de ácidos carboxílicos é preferível que as amidas de ácidos carboxílicos tenham C10 a C25 átomos de carbono, mais preferivelmente C16 a C24 átomos de carbono. Ainda mais preferivelmente as amidas de ácidos carboxílicos são amidas de ácidos graxos tendo C10 a C25 átomos, como C16 a C24 átomos de carbono. Particularmente as amidas de ácidos carboxílicos são insaturadas. Por- tanto amidas de ácidos graxos insaturadas, como amidas ácidos graxos in- saturadas tendo C10 a C25 átomos, como C16 a C24 átomos de carbono, são especialmente apreciadas. Por conseguinte, as amidas de ácidos carboxílicos são de preferência selecionadas do grupo que consiste em 13- docosenamida (CAS n° 112-84-5), 9-octadecenamida (CAS n° 301-02-0), estearamida (CAS n° 124-26-5) e be-enamida (CAS n° 3061-75-4). A amida de ácido carboxílico mais preferida é a 13-docosenamida (CAS n° 112-84- - 5).
Caso a composição de polímeros compreenda éster de ácido carboxílico, como éster de ácido graxo, é apreciado que os ésteres de ácidos carboxílicos sejam glicerol ésteres da fórmula (VII)
Figure img0010
onde n varia de 5 a 25, de preferência 10 a 18.
Alternativamente os ésteres de ácidos carboxílicos podem ser glicerol ésteres da fórmula (Vlll-a) ou (Vlll-b)
Figure img0011
onde nem variam independentemente de 1 a 9, de preferência 4 a 8. Mais preferivelmente nem são idênticos.
Por conseguinte os ésteres de ácidos carboxílicos são de prefe rência selecionados do grupo que consiste em monoestearato de glicerol, monolaurato de glicerol e 1,3-dihidroxipropan-2-il (Z)-octadec-9-enoato.
Como outros aditivos o artigo para interior de automóveis inven tivo e/ou a composição de polipropileno inventiva parte do referido artigo de preferência compreendem pelo menos um estabilizador de luz do tipo amina bloqueada. Por conseguinte estes estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) estão presentes em uma quantidade de 800 a 2.500 ppm, mais preferivelmente de 900 a 2.000 ppm, ainda mais preferivelmente de 1,200 a 1,600 ppm, no artigo para interior de automóveis e/ou na composição de polipropileno do referido artigo.
Estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) são conhecidos na literatura. De preferência tais estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) são derivados de 2,6-alquila-piperidina, em particular derivados de 2,2,6,6-tetrametil-piperidina. Especialmente adequados são os estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) da fórmula (IX)
Figure img0012
onde U constitui a parte restante do estabilizador de luz do tipo amina bloqueada (HALS).
Os estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) não absorvem a radiação UV, mas agem inibindo a degradação do polipropileno. Eles reduzem as reações de degradação iniciadas fotoquimicamente, até certo ponto de maneira semelhantes aos antioxidantes.
Os estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) mostram alta eficiência e longevidade devido a um processo cíclico no qual os estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) são regenerados e não consumidos durante o processo de estabilização. Por conseguinte, uma vantagem dos estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) é que são obtidos níveis significativos de estabilização a concentrações relativamente baixas.
Por conseguinte os estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) são de preferência selecionados do grupo que consiste em bis-(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil) sebacato (CAS n° 52829-07-9; Mw 481 g/mol), bis-(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidil) sebacato (CAS n° 41556- 26-7; Mw 509 g/mol), tetracis (2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)-1,2,3,4-butano tetracarbo- xilato (CAS n° 64022-61-3; Mw 792 g/mol), tetracis (1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidil)-1,2,3,4-butano tetracar- boxilato (CAS n° 91788-83-9; Mw 847 g/mol), 1,2,3-tris (1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidil)-4-tridecil butano-1,2, 3,4-tetracarboxilato (CAS n° 84696-72-0; Mwcerca de 900 g/mol), 1,2,3-tris (2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)-4-tridecil butano-1,2,3,4- tetracarboxilato (CAS n° 84696-71-9; Mwcerca de 900 g/mol), 2,2,4,4-tetrametil-7-oxa-3,20-diaza-diespiro(5,1,11,2)-heneicosa- no-21-ona (CAS n° 64338-16-5; Mw 364 g/mol), di-(1,2,2,6,6-pentametilpiperidin-4-il) p-metoxibenzilidenomalona- to (CAS n° 147783-69-5; Mw 528 g/mol), N,N'-bisformil-N,N'-bis-(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidinil)-hexameti- lenodiamina (CAS n° 124172-53-8; Mw450 g/mol), polimero de dimetil succinato com 4-hidróxi-2,2,6,6-tetrametil-l- piperidin etanol (CAS n° 65447-77-0; Mw>2500 g/mol), poli((6-((1,1-,3,3-tetrametilbutil)amino)-1,3,5-triazin-2,4-diil)- (2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)imino)-hexametileno-((2,2,6,6-tetrametil-4- piperidil)imino)) (CAS n° 71878-19-8; Mw>2500 g/mol), 1,3,5-triazina-2,4,6-triamina, N5N"'-1,2-etanodiilbis[N-[3-[[4,6-bis [butil(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)amino]-1,3,5-triazin-2-il]amino]propil]- N',N"-dibutil-N',N"-bis(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)- (CAS n° 106990-43- 6; Mw 2286 g/mol), bis-(1 -octilóxi-2,2,6,6-tetrametil-4-piperidinil) sebacato (CAS n° 129757-67-1; Mw 737 g/mol), 1,6-hexanodiamina, N,N'-bis(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidinil)-poli- mero com 2,4,6-tricloro-1,3,5-triazina, produtos reacionais com N-butil-1- butanamina e N-butil-2,2,6,6-tetrametil-4-piperidinamina (CAS n° 192268-64- 7; Mw 2600 - 3400 g/mol), bis( 1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)-(3,5-bis(1,1 — dimetiletil)-4- hidroxifenilmetil) propandioato (CAS n° 63843-89-0; Mw 685 g/mol), 2,9,11,13,15,22,24,26,27,28,-deca- azatriciclo(21,3,1,110,14)octacosa-1 (27), 10,12,14(28),23,25-hexaeno-12,25- diamiπa, N,N'-bis( 1,1-,3,3-tetrametilbutil)-2,9,15,22-tetracis(2,2,6,6-tetrametil- 4-piperidinil) (CAS n° 86168-95-8; Mw> 320 g/mol), poli((6-morfolino-s-triazina-2,4-diil)(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil) imino)hexametileno(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)imino)) (CAS n° 82451-48- 7, Mw 1600 g/mol), poli((6-morfolino-s-triazina-2,4-diil)(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil) imino)hexametileno(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidil)imino)) (CAS n° 193098- 40-7; Mwcerca de 1700 g/mol), polímero de 2,2,4,4-tetxametil-7-oxa-3,20-diaza-20-(2,3-epóxi- propil)-diespiro-(5,1,11,2)-heneicosane-21-ona e epicloroidrina (CAS n° 292483-55-4; Mwcerca de 1500 g/mol), 1,3-propanodiamina, N,N" -1,2-etanodiilbis-, polimero com 2,4,6- tricloro-1,3,5-triaziπa, produtos reacionais com N-butil-2,2,6,6-tetrametil-4- piperidinamina (CAS n° 136504-96-6; Mwcerca de 3000 g/mol), ácido 1,2,3,4-butanotetracarboxilico, polimero com beta, beta, beta', beta'-tetrametil-2,4,8,10-tetraoxospiro(5,5) undecano-3,9-dietanol, 1,2, 2,6,6-pentametil-4-piperidinil éster (CAS n° 101357-36-2; Mwcerca de 2000 g/mol), 2,4,8,10-tetraoxospiro(5,5) undecano-3,9-dietanol,beta,beta, beta', beta'-tetrametil-, polimero com ácido 1,2,3,4-butanotetracarboxilico, 2,2,6,6-tetrametil-4-piperidinil éster (CAS n° 101357-37-3, Mwcerca de 1900 g/mol), polimetilpropil-3-óxi-4(2,2,6,6-tetrametil)piperidinil)siloxano (CAS n° 182635-99-0), N(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)-maleinimida, C20 : copolimero de C24 -olefina (CAS n° 152261-33-1; Mwcerca de 3500 g/mol), e 4-(3-(3,5-di-t-butil-4-hidroxifenil)propionilóxi)-l-(2-(3-(3,5-di-t-butil- 4-hidróxi)propionilóxi)etil)-)-2,2,6,6-tetrametilpiperidina (CAS n° 73754-27-5; Mw 772 g/mol).
Os estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (B) especial- mente preferidos são selecionados do grupo que consiste em bis-(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil) sebacato (CAS n° 52829-07-9; Mw 481 g/mol), bis-(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidil) sebacato (CAS n° 41556- 5 26-7; Mw 509 g/mol), tetracis (2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)-1,2,3,4-butano tetracarbo- xilato (CAS n° 64022- 61-3; Mw 792 g/mol), tetracis (1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidil)-1,2,3,4-butano tetracar- boxilato (CAS n° 91788- 83-9; Mw 847 g/mol), 1,2,3-tris (1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidil)-4-tridecil butano-1,2, 3,4-tetracarboxilato (CAS n° 84696-72-0; Mw cerca de 900 g/mol), 1,2,3-tris (2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)-4-tridecil butano-1,2,3,4- tetracarboxilato (CAS n° 84696-71-9; Mw cerca de 900 g/mol), N,N'-bisformil-N,N'-bis-(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidinil)-hexameti- 15 lenodiamina (CAS n° 124172-53-8; Mw 450 g/mol), 1,3,5-triazina-2,4,6-triamina, N5N"'-1,2-etanodiilbis[N-[3-[[4,6-bis [butil(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)amino]-1,3,5-triazin-2-il]amino]propil]- N',N"-dibutil-N',N"-bis(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)- (CAS n° 106990-43- 6; Mw 2286 g/mol), e bis-( 1 -octilóxi-2,2,6,6-tetrametil-4-piperidinil) sebacato (CAS n° 129757-67-1; Mw 737 g/mol).
Os estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) mais preferidos são 1,3,5-triazina-2,4,6-triamina, N5N'"-1,2-etanodiilbis[N-[3-[[4,6- bis[butil(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)amino]-1,3,5-triazin-2-il]amino] pro- pil]-N,,N"-dibutil-N,,N"-bis(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)- (CAS n° 106990- 43-6; Mw 2286 g/mol) de fórmula (X)
Figure img0013
poli((6-((1,1 -,3,3-tetrametilbutil)amino)-1,3,5-triazin-2,4-diil)-(2,2,6,6-tetrame- til-4-piperidil)imino)-hexametileno-((2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)imino)) (CAS n° 71878-19-8; Mw>2500 g/mol), e bis-(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil) sebacato (CAS n° 52829-07-9; Mw 481 g/mol) de fórmula (XI)
Figure img0014
Foi ainda descoberto que resultados especialmente bons podem ser obtidos caso os estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) tenham um peso molecular bastante alto, isto é, um Mw maior que 1000 g/mol, mais preferivelmente maior que 2000 g/mol. Por conseguinte, os estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) da lista mencionada 10 acima com um Mw maior que 1000 g/mol, mais preferivelmente maior que 2000 g/mol são especialmente preferidos. Assim sendo, 1,3,5-triazina-2,4,6- triamina, N5N"'-1,2-etanodiilbis[N-[3-[[4,6-bis[butil( 1,2,2,6,6-pentametil-4-pi- peridinil)amino]-1,3,5-triazin-2-il]amino]propil]-N',N"-dibutil-N',N"-bis(1,2,2,6, 6-pentametil-4-piperidinil)-(CAS n° 106990-43-6; Mw 2286 g/mol) de fórmula 15 (X) e poli((6-((l, 1,3,3-tetrametilbutil)amino)-1,3,5-triazin-2,4-diil)-(2,2,6,6-te- trametil-4-piperidil)imino)-hexametileno-((2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)imino)) (CAS n° 71878-19-8; Mw>2500 g/mol) são especialmente adequados como estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS).
Como mencionado acima o artigo para interior de automóveis inventivo e/ou a composição de polipropileno inventiva parte do referido artigo compreendem pelo menos um estabilizador de luz do tipo amina bloqueada (HALS) já definido acima. De preferência, no entanto a presente inven- 5 ção compreende um ou dois estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada (HALS) diferentes.
Adicionalmente é apreciado que o artigo para interior de automóveis inventivo e/ou a composição de polipropileno inventiva parte do referido artigo compreenda pelo menos um agente deslizante sendo uma amida 10 de ácido graxo. Por conseguinte, tais agentes deslizantes estão presentes em uma quantidade de 1.000 a 2.000 ppm, e mais preferivelmente de 1,200 a 1,600 ppm, no artigo para interior de automóveis e/ou na composição de polipropileno do referido artigo. Mais preferivelmente o artigo para interior de automóveis inventivo e/ou a composição de polipropileno inventiva parte do 15 referido artigo compreende somente um agente deslizante. Os tipos preferidos de agentes deslizantes são amidas de ácidos graxos insaturados. A quantidade de carbonos dos ácidos graxos varia de preferência na faixa de C10 a C25 átomos de carbono.
Por conseguinte, os agentes deslizantes são de preferência se- 20 lecionados do grupo que consiste em amida cis-13-docosenoica (CAS n° 112-84-5; Mw 337,6 g/mol), cis-9,10 octadecenoamida (CAS n° 301-02-0; Mw 281,5 g/mol), octadecanoilamida (CAS n° 124-26-5; Mw 283,5 g/mol), be-enamida (CAS n° 3061-75-4; Mw 339,5 g/mol), N,N'-etileno-bis-stearamida (CAS n° 110-30-5; Mw 588 g/mol), N-octadecil-13-docosenamida (CAS n° 10094-45-8; Mw 590 g/mol), e oleilpalmitamida (CAS n° 16260-09-6; Mw 503 g/mol) Especialmente preferidas são amida cis-13-docosenoica (CAS n° 112-84-5; Mw 337,6 g/mol) e/ou cis-9,10 octadecenoamida (CAS n° 301- 02-0; Mw 281,5 g/mol).
Considerando as informações dadas acima a presente invenção refere-se em um primeiro aspecto a um artigo para interior de automóveis compreendendo pelo menos 50% em peso, mais preferivelmente pelo me-nos 70% em peso, mais preferivelmente pelo menos 90% em peso, ainda mais preferivelmente 99,0% em peso, como 100% em peso, com base no referido artigo de uma composição de polipropileno tendo uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) medida de acordo com o método ISO 1133 de 2,0 a 80,0 g/10 min, de preferência de 5,0 a 50,0 g/10 min, mais preferivelmente 7,0 a 30,0 g/10min, a referida composição de polipropileno compreende (a) pelo menos 25% em peso de um polipropileno heterofásico (H-PP1), de preferência pelo menos 50,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 60,0% em peso, ainda mais preferivelmente pelo menos 70,0% em peso, ainda mais preferivelmente 65,0 a 85,0% em peso, como 70,0 a 80,0% em peso do polipropileno heterofásico (H-PP1), (b) 10.000 a 550.000 ppm, de preferência 50.000 a 500.000 ppm, mais preferivelmente 100.000 a 400.000 ppm, ainda mais preferivelmente 150.000 a 300.000 ppm, inossilicato(s), como wolastonita (CasfSisOg]), (c) 100 a 5.000 ppm, de preferência 500 a 5.000 ppm, mais pre-ferivelmente 500 a 3.000 ppm, ainda mais preferivelmente 200 a 1.000 ppm, de antioxidantes fenólicos, como pentaeritritil-tetracis (3-(3,5-di-ter-butil-4- hidroxifenil) propionato (CAS n° 6683-19-8; M 1178 g/mol), (d) opcionalmente 100 a 5.000 ppm, de preferência 500 a 3.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 1.500 ppm, ainda mais preferivelmente 1.000 a 1.500 ppm, de antioxidantes à base de fósforo, como tris- (2,4-di-ter- butilfenil) fosfito (CAS n° 31570-04-4; M 647 g/mol), (e) opcionalmente 800 a 2500 ppm, mais preferivelmente 900 a 2000 ppm, de preferência 1200 a 1600 ppm, de estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada com Mw maior que 1000 g/mol, mais preferivelmente maior que 2000 g/mol, como 1,3,5-triazina-2,4,6-triamina, N5N"'- 1,2- etanodiilbis[N-[3-[[4,6-bis[butil(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)amino]-1,3,5- triazin-2-il]amino]propil]-N', N"-dibutil-N',N"-bis(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperi- dinil)- (CAS n° 106990-43-6; Mw 2286 g/mol) de fórmula (VIII) e/ou poli((6-((l, 1,3,3-tetrametilbutil)amino)-1,3,5-triazin-2,4-diil)-(2,2,6,6-tetrametil-4-piperi- dil) imino)-hexametileno-((2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)imino))(CAS n° 71878-19-8; Mw>2500 g/mol), (f) opcionalmente 1000 a 2000 ppm, de preferência 1200 a 1600 5 ppm, de um agente deslizante que é uma amida de ácido graxo, de preferência amida cis-13-docosenoica (CAS n° 112-84-5; Mw 337,6 g/mol) e/ou cis-9,10 octadecenoamida (CAS n° 301-02-0; Mw 281,5 g/mol), mais preferivelmente cis-9,10 octadecenoamida (CAS n° 301-02-0; Mw 281,5 g/mol), (g) opcionalmente 100 a 20.000 ppm, de preferência 100 a 10 10.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 5.000 ppm, ainda mais preferivel mente 500 a 3.000 ppm, ainda mais preferivelmente 800 a 3.000 ppm, de poliéteres, de preferência polietileno glicóis e/ou resinas epóxi, como po- li(2,2-bis[4-(2,3-epoxipropoxi] -fenil] propano-co-(2-clorometil oxirano) (CAS n° 25036-25-3), e (h) opcionalmente 100 a 8.000 ppm, de preferência 500 a 5.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 3.000 ppm, ainda mais preferivelmente 800 a 3.000 ppm, de compostos carbonílicos selecionados do grupo que consiste em ácido carboxílico, como ácido carboxílico aromático (ácido benzoico), amida de ácido carboxílixo, como amida de ácido graxo, e éster de ácido 20 carboxílico, como éster de ácido graxo (por exemplo glicerol éster de acordo com as fórmulas (VII), (Vlll-a) e (Vlll-b)), já definidas na presente invenção com base no artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo. Como mencionado acima é preferível que a composição de polipropileno compreenda como polímero apenas o referi- do polipropileno heterofásico (H-PP1).
Em um segundo aspecto a invenção refere-se a um artigo para interior de automóveis compreendendo pelo menos 50% em peso, mais preferivelmente pelo menos 70% em peso, mais preferivelmente pelo menos 90% em peso, ainda mais preferivelmente 99,0% em peso, como 100% em 30 peso, com base no referido artigo de uma composição de polipropileno tendo uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) medida de acordo com o método ISO 1133 de 2,0 a 80,0 g/10 min, de preferência de 5,0 a 50,0 g/10 min, mais preferivelmente 7,0 a 30,0 g/10 min, a referida composição de polipropileno compreende (a) pelo menos 45,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 60,0% em peso, ainda mais preferivelmente 60,0 a 75,0% em peso, como 62,0 a 70,0% em peso, do polipropileno heterofásico (H-PP1), (b) pelo menos 3,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 5,0% em peso, ainda mais preferivelmente 5,0 15,0% em peso, como 8,0 a 12,0% em peso, do polietileno de alta densidade (HDPE), (c) 10.000 a 550.000 ppm, de preferência 50.000 a 500.000 ppm, mais preferivelmente 100.000 a 400.000 ppm, ainda mais preferivelmente 150.000 a 300.000 ppm, de inossilicatos, como Wolastonita (Ca3[Si3O9]), (d) 100 a 5.000 ppm, de preferência 500 a 5.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 3.000 ppm, ainda mais preferivelmente 200 a 1.000 ppm, de antioxidantes fenólicos, como pentaeritritil-tetracis (3-(3,5-di-ter-butil-4- hidroxifenil) propionato (CAS n° 6683-19-8; M 1178 g/mol), (e) opcionalmente 100 a 5.000 ppm, de preferência 500 a 3.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 1.500 ppm, ainda mais preferivelmente 1.000 a 1.500 ppm, de antioxidantes à base de fósforo, como tris-(2,4-di-ter- butilfenil) fosfito (CAS n° 31570-04-4; M 647 g/mol), (f) opcionalmente 800 a 2500 ppm, mais preferivelmente 900 a 2000 ppm, de preferência 1200 a 1600 ppm, de estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada com Mw maior que 1000 g/mol, mais preferivelmente maior que 2000 g/mol, como 1,3,5-triazina-2,4,6-triamina, N5N"'- 1,2-eta- nodiilbis[N-[3-[[4,6-bis[butil(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)amino]-1,3,5-tria- zin-2-il]amino]propil]-N',N"-dibutil-N',N"-bis(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)- (CAS n° 106990-43-6; Mw 2286 g/mol) de fórmula (VIII) e/ou poli((6-((l, 1,3,3- tetrametilbutil)amino)-1,3,5-triazin-2,4-diil)-(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil) imi- no)-hexametileno-((2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)imino)) (CAS n° 71878-19-8; Mw>2500 g/mol), (g) opcionalmente 1000 a 2000 ppm, de preferência 1200 a 1600 ppm, de agentes deslizantes que são uma amida de ácido graxo, de preferência amida cis-13-docosenoica (CAS n° 112-84-5; Mw 337,6 g/mol) e/ou cis-9,10 octadecenoamida (CAS n° 301-02-0; Mw 281,5 g/mol), mais preferivelmente cis-9,10 octadecenoamida (CAS n° 301-02-0; Mw 281,5 g/mol), (h) opcionalmente 100 a 20.000 ppm, de preferência 100 a 10.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 5.000 ppm, ainda mais preferivelmente 500 a 3.000 ppm, ainda mais preferivelmente 800 a 3.000 ppm, de poliéteres, de preferência polietileno glicóis e/ou resinas epóxi, como po- li(2,2-bis[4-(2,3-epoxipropoxi] -fenil] propano-co-(2-clorometil oxirano) (CAS n° 25036-25-3), e (i) opcionalmente 100 a 8.000 ppm, de preferência 500 a 5.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 3.000 ppm, ainda mais preferivelmente 800 a 3.000 ppm, de compostos carbonílicos selecionados do grupo que consiste em ácido carboxílico, como ácido carboxílico aromático (ácido benzoico), amida de ácido carboxílico, como amida de ácido graxo, e éster de ácido carboxílico, como éster de ácido graxo (por exemplo glicerol éster de acordo com as fórmulas (VII), (Vlll-a) e (Vlll-b)), já definidas na presente invenção com base no artigo para interior de automóveis e/ou a composição de poli-propileno parte do referido artigo. Como mencionado acima é preferível que a composição de polipropileno compreenda como polímero apenas o referido polipropileno heterofásico (H-PP1) e o polietileno de alta densidade (HDPE).
Em um terceiro aspecto a invenção refere-se a um artigo para interior de automóveis compreendendo pelo menos 50% em peso, mais preferivelmente pelo menos 70% em peso, mais preferivelmente pelo menos 90% em peso, ainda mais preferivelmente 99,0% em peso, como 100% em peso, com base no referido artigo de uma composição de polipropileno tendo uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) medida de acordo com o método ISO 1133 de 2,0 a 80,0 g/10 min, de preferência de 5,0 a 50,0 g/10 min, mais preferivelmente 7,0 a 30,0 g/10 min, a referida composição de polipropileno compreende (a) pelo menos 25,0% em peso, mais preferivelmente pelo me- nos 30,0% em peso, ainda mais preferivelmente 25,0 a 45,0% em peso, como 30,0 a 40,0% em peso, do polipropileno heterofásico (H-PP1), (b) pelo menos 25,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 30,0% em peso, ainda mais preferivelmente 25,0 a 45,0% em peso, como 30,0 a 40,0% em peso, do polipropileno heterofásico (H-PP2), (c) pelo menos 3,0% em peso, mais preferivelmente pelo menos 5,0% em peso, ainda mais preferivelmente 5,0 15,0% em peso, como 8,0 a 12,0% em peso, do polietileno de alta densidade (HDPE), (d) 10.000 a 550.000 ppm, de preferência 50.000 a 500.000 ppm, mais preferivelmente 100.000 a 400.000 ppm, ainda mais preferivelmente 150.000 a 300.000 ppm, de inossilicatos, como wolastonita (Ca3[Si3O9]), (e) 100 a 5.000 ppm, de preferência 500 a 5.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 3.000 ppm, ainda mais preferivelmente 200 a 1.000 ppm, de antioxidantes fenólicos, como pentaeritritil-tetracis (3-(3,5-di-ter-butil-4- hidroxifenil) propionato (CAS n° 6683-19-8; M 1178 g/mol), (f) opcionalmente 100 a 5.000 ppm, de preferência 500 a 3.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 1.500 ppm, ainda mais preferivelmente 1.000 a 1.500 ppm, de antioxidantes à base de fósforo, como tris- (2,4-di-ter- butilfenil) fosfito (CAS n° 31570-04-4; M 647 g/mol), (g) opcionalmente 800 a 2500 ppm, mais preferivelmente 900 a 2000 ppm, de preferência 1200 a 1600 ppm, de estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada com Mw maior que 1000 g/mol, mais preferivelmente maior que 2000 g/mol, como 1,3,5-triazina-2,4,6-triamina, N5N"'- 1,2- etanodiilbis[N-[3-[[4,6-bis[butil(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil)amino]-1,3,5- triazin-2-il]amino]propil]-N',N"-dibutil-N',N"-bis(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidi- nil)- (CAS n° 106990-43-6; Mw 2286 g/mol) de fórmula (VIII) e/ou poli((6-((l, 1,3,3-tetrametilbutil)amino)-1,3,5-triazin-2,4-diil)-(2,2,6,6-tetrametil-4-pipen- dil) imino)-hexametileno-((2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)imino)) (CAS n° 71878-19-8; Mw>2500 g/mol), (h) opcionalmente 1000 a 2000 ppm, de preferência 1200 a 1600 ppm, de agentes deslizantes que são uma amida de ácido graxo, de preferência amida cis-13-docosenoica (CAS n° 112-84-5; Mw 337,6 g/mol) e/ou cis-9,10 octadecenoamida (CAS n° 301-02-0; Mw 281,5 g/mol), mais preferivelmente cis-9,10 octadecenoamida (CAS n° 301-02-0; Mw 281,5 g/mol), (i) opcionalmente 100 a 20.000 ppm, de preferência 100 a 10.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 5.000 ppm, ainda mais preferivelmente 500 a 3.000 ppm, ainda mais preferivelmente 800 a 3.000 ppm, de poliéteres, de preferência polietileno glicóis e/ou resinas epóxi, como po- li(2,2-bis[4-(2,3-epoxipropoxi] -fenil] propano-co-(2-clorometil oxirano) (CAS n° 25036-25-3), e (j) opcionalmente 100 a 8.000 ppm, de preferência 500 a 5.000 ppm, mais preferivelmente 500 a 3.000 ppm, ainda mais preferivelmente 800 a 3.000 ppm, de compostos carbonílicos selecionados do grupo que consiste em ácido carboxílico, como ácido carboxílico aromático (ácido benzoico), amida de ácido carboxílico, como amida de ácido graxo, e éster de ácido carboxílico, como éster de ácido graxo (por exemplo glicerol éster de acordo com as fórmulas (VII), (Vlll-a) e (Vlll-b)), já definidas na presente invenção com base no artigo para interior de automóveis e/ou a composição de poli-propileno parte do referido artigo. Como mencionado acima é preferível que a composição de polipropileno compreende como polímero apenas o referido polipropileno heterofásico (H-PP1), o referido polipropileno heterofásico (H-PP2), e o polietileno de alta densidade (HOPE).
Naturalmente o artigo para interior de automóveis e/ou a composição de polipropileno parte do referido artigo podem compreender outros aditivos como estearato de cálcio e/ou pigmentos, por exemplo, na forma de uma batelada mestre.
A composição de polipropileno com quantidade reduzida de voláteis é de preferência obtida por extrusão dos componentes poliméricos e em seguida adição dos aditivos mencionados na presente invenção. De preferência um extrusor de parafuso duplo é usado, como o extrusor de parafuso duplo ZSK40, e subsequentemente transformado, de preferência por moldagem por injeção, no artigo para interior de automóveis desejado. A composição de polímeros pelotizada com o extrusor de parafuso duplo ZSK 40 é usado em um teste de emissão na folga de fechamento de acordo com o método VDA 277 e no método de impressão sensorial de odor de acordo com o método PV 3900.
A presente invenção refere-se ainda ao uso de um inossilicato definido na presente invenção em um artigo para interior de automóveis (conforme definido neste relatório) para realizar uma impressão sensorial de odor medida de acordo com o método PV 3900 inferior a 4,0.
A presente invenção será ainda descrita por meios de exemplos. EXEMPLOS
As seguintes definições dos termos e a determinação dos métodos aplicam-se à descrição geral acima da invenção assim como aos exemplos abaixo, a menos que de outra forma definido.
Pesos moleculares, distribuição de peso molecular (Mn, Mw, MWD)
Mw/Mn/MWD são medidos por cromatografia de permeação em gel (GPC) de acordo com o seguinte método:
O peso molecular ponderai Mw e a distribuição de peso molecular (MWD = Mw/Mn onde Mn é o peso molecular médio numérico e Mw é o peso molecular ponderai) são medidos por um método baseado nas normas ISO 16014-1 :2003 e ISO 16014-4:2003. Um instrumento Waters Alliance GPCV 2000, equipado com um detector de índice de refração e um viscosí- metro em linha foi usado com 3 x colunas de TSK-gel (GMHXL-HT) da To- soHaas e 1,2,4-triclorobenzeno (TCB, estabilizado com 200 mg/L de 2,6-Di ter-butil-4-metil-fenol) como solvente a 145°C e a uma taxa de fluxo constante de 1 mL/min. Foram injetados 216,5 pL de solução de amostra por análise. O conjunto de colunas foi calibrado usando calibração relativa com 19 padrões de poliestireno (PS) de MWD estreita na faixa de 0,5 kg/mol a 11 500 kg/mol e um conjunto de padrões de polipropileno largos bem caracterizados. Todas as amostras foram preparadas por dissolução de 5 - 10 mg de polímero em 10 mL (a 160°C) de TCB estabilizado (igual à fase móvel) sendo mantidas por 3 horas com agitação contínua antes de amostras serem coletadas e introduzidas no instrumento de GPC. MFR2 (230 °C) é medida de acordo com o método ISO 1133 (230°C, 2,16 kg de carga). MFR2 (190 °C) é medida de acordo com o método ISO 1133 (190°C, 2,16 kg de carga).
O teor de etileno é medido por espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) calibrada com 13C-RMN. Para medir o teor de etileno no polipropileno, um filme fino da amostra (espessura de cerca de 250 pm) foi preparado por prensagem a quente. A área dos picos de absorção 720 e 733 cm'1 foi medida com um espectrômetro Perkin Elmer FTIR 1600. O método foi calibrado com os dados do teor de etileno medidos por 13C-RMN.
O tamanho de partícula é medido de acordo com o método ISO 13320-1 :1999.
O teor de solúveis a frio de xileno (XCS,% em peso): o teor de solúveis a frio de xileno (XCS) é determinado a 23°C de acordo com o método ISO 6427.
O módulo de tração é avaliado de acordo com o método ISO 527-1 (velocidade de cruzeta = 1 mm/min; 23°C) usando espécimes moldados por injeção descritos em EN ISO 294-1 (espécime de teste de diversas finalidades descrito em ISO 527-2,).
VDA 277 (disponível por exemplo, na "Dokumentation Kraft- fahrwesen (DKF); UlrichstraBe 14, 74321 Bietigheim Bissingen).
O teor de voláteis é determinado de acordo com o método VDA 277:1995 usando um dispositivo de cromatografia gasosa (GC) com uma coluna capilar WCOT(tipo cera) com 0,25 mm de diâmetro interno e 30 m de comprimento. Os ajustes da GC foram os seguintes: 3 minutos isotérmica a 50°C, aquecimento até 200°C a 12 K/min, 4 minutos isotérmica a 200°C, temperatura de injeção: 200°C, temperatura de detecção: 250°C, portadora hélio, divisão do modo de fluxo 1 :20 e velocidade média da portadora 22 - 27 cm/s.
Além do detector FID para a avaliação sumária de voláteis um detector MS é usado para a avaliação dos componentes voláteis individuais. Um quadrupole MS específico foi usado com os seguintes ajustes: 280°C temperatura da linha de transferência, método de exploração com coeficien-te de exploração de 15 -600 amu, modo EMV relativo, caiibração de massa com sintonia espectral automática padrão, temperatura da fonte de MS de 230°C e temperatura do Quad MS de 150°C.
Método VDA 270 para detectar a impressão sensorial de o- dor (disponível, por exemplo, na "Dokumentation Kraftfahrwesen (DKF); Ul- richstraBe 14, 74321 Bietigheim Bissingen)
Equipamento de teste a) câmara de calor com circulação de ar de acordo com a norma DIN 50 011-12; precisão classe 2 b) cubeta de teste de vidro de 1 ou 3 litros com vedação sem cheiro e tampa; a cubeta, a vedação e a tampa têm que ser limpas antes do uso.
Figure img0015
No caso da variante C a espessura do material é menor que 3 mm, na cubeta de teste de 1 litro um espécime de 200 ± 20 cm2 é usado ao passo que na cubeta de teste de 3 litros um espécime de 600 ± 60 cm2 é usado. Caso a espessura do material seja maior que 20 mm, o espécime usado deve ser desgastado até atingir um tamanho inferior a 20 mm. Estruturas em sanduíche são testadas como um todo. No caso de peças pequenas, vários espécimes tiveram que ser usados para obter a quantidade de- sejada a ser testada.
Procedimento
Três condições de armazenamento diferentes encontram-se disponíveis (tabela 2). No presente pedido foi usada a variante 3. Tabela 2: Condições de armazenamento
Variante Temperatura Período de armazenamento
Figure img0016
a) para as variantes 1 e 2 50 ml de água desionizada são adicionados à cubeta de teste de 1 litro e 150 ml de água desionizada são adicionados à cubeta de teste de 3 litros. b) os espécime são colocados de maneira a evitar contato direto 10 com a água. c) a cubeta de teste é hermeticamente fechada e armazenada na câmara de calor pré-aquecida. d) para as variantes 1 e 2 o teste ocorre imediatamente após a remoção da cubeta de teste da câmara de calor. e) para a variante 3 a cubeta de teste deve ser resfriada para a temperatura de 60 ± 5°C após a remoção da câmara de calor e antes de ser testada; depois de testada por três analisadores a cubeta de teste deve ser armazenada por 30 minutos a 80-/-2°C na câmara de calor antes de um novo teste ser realizado. f) a classificação deve ser feita por pelo menos três analisado res; se as classificações individuais dos três analisadores diferirem de dois pontos na graduação, deverá seguir-se uma repetição do teste por pelo menos cinco analisadores.
Análise
A classificação de odor para todas as variantes é feita pela es calada dada na tabela 3. Os graus são dados de 1 a 6, e meios graus são possíveis. Tabela 3 : Classificação de odor Grau Classificação 1 imperceptível 2 perceptível; não incomodativo 3 nitidamente perceptível: porém ainda não incomodativo 4 incomodativo 5 intensamente incomodativo 6 intolerável O resultado é dado como um valor médio, arredondado em meio grau. A variante usada está indicada com o resultado.
No presente pedido foi usada a variante C/3 (vide tabelas 1 e 2).
Preparação de exemplos
Tabela 4: Propriedades dos exemplos (polipropileno heterofási co)
Figure img0017
IE 1 tem um teor de voláteis totais de acordo com o método VDA 277 de 20 pgC/g e um teor de 2-metil-1-propeno de acordo com o método 10 VDA 277 inferior a 1,0 pgC/g.
H-PP1 é o produto comercial EFO 15AE da Borealis AG tendo uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) de 18 g/10min, um XCS de 29% em peso, e um teor de etileno (C2) de 20% em peso
H-PP2 é o produto comercial BE677MO da Borealis AG tendo uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230°C) de 14 g/10min, um XCS de 14% em peso, e um teor de etileno (C2) de 7,5% em peso
HDPE é o produto comercial MG9641 da Borealis tendo uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (190°C) de 8 g/10 min (ISO 1133) e uma densidade de 964 kg/m3 (ISO 1183)
Talco o talco comercial Jetfine 3CA da Luzenac Europe, França Wolastonita a wolastonita comercial "NYGLOS 8” da NYCO AO 1 antioxidante fenólico, a saber, pentaeritritil-tetracis(3-(3',5'- di-ter-butil-4-hidroxifenil)-propionato (CAS n° 6683-19-8) [IRGANOX 1010 da Ciba]
AO 2 antioxidante à base de fósforo, a saber, Tris (2,4-di-t- butilfenil) fosfito (CAS n° 31570-04-4) [Irgafos 168 da Ciba]
HALS 1 estabilizador de luz do tipo amina bloqueada, a saber, bis-(2,2,6,6-tetrametil-4-piperidil)-sebacato (CAS n° 52829-07-9) [Tinuvin 770 da Ciba]
HALS 2 estabilizador de luz do tipo amina bloqueada, a saber, 1,3,5-triazina-2,4,6-triamina. N,N’"-(1,2-etano-diilbis(((4,6-bis(butil(1,2,2,6,6- pentametil-4-piperidinil)amino)-1,3,5-triazina-2-il) imino)-3,1 -propanodiil))-bis- (N',N"-dibutil-N'.N"-bis-(1,2,2,6,6-pentametil-4-piperidinil) (CAS n° 106990- 43-6) [Chimassorb 119 da Ciba]
SA 1 agente deslizante, a saber, oleamida (CAS n° 301-02-0) [Atmer SA 1758 FD da Croda Polymers]
CMB 1049 é uma batelada mestre mista de cor bege que consiste em 20% em peso de BD31 OMO (polipropileno heterofásico tendo uma MFR2 (230°C) de 8 g/10min e um XCS de 12% em peso da Borealis), 58,6% em peso Plaswite LL 7014 (batelada mestre branca com TiO2da Cabot, Bélgica), 20,3% em peso Lifocolor Braun APE 60 (batelada mestre da Lifo- color, Alemanha), 0,5% em peso Remafm Braun FRAE 30 (Clariant, Alemanha) e 0,5% em peso Plasblak PE 4103 (batelada mestre de "Carcon Black" da Cabot, Belgium); os componentes são misturados em urn extrusor de parafuso duplo cogiratório a uma temperatura de 200 a 220°C resultando em uma MFR2 global (230°C) de 20 g/10min.

Claims (13)

1. Artigo para interior de automóveis, caracterizado pelo fato de que compreende pelo menos 50% em peso com base no referido artigo de uma composição de polipropileno tendo uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (23010) medida de acordo com o método ISO 1133 de 2 ,0 a 80,0 g/10 min, a referida composição de polipropileno compreende como componentes poliméricos somente um polipropileno heterofásico (H-PP1), um polipropileno heterofásico (H-PP2), e um polietileno de alta densidade (HDPE), em que a referida composição de polipropileno compreende (a) pelo menos 25,0% em peso do polipropileno heterofásico (H- PP1) e (b) pelo menos 25,0% em peso do polipropileno heterofásico (H- PP2) e (c) pelo menos 3,0% em peso do polietileno de alta densidade (HDPE), (d) 10.000 a 550.000 ppm de inossilicato, (e) 100 a 5.000 ppm de antioxidantes fenólicos, e (f) opcionalmente 100 a 5.000 ppm de antioxidantes à base de fósforo com base na composição de polímeros, e ainda em que (g) o referido polipropileno heterofásico (H-PP1) (g1) compreende uma matriz de polipropileno sendo um homopolímero de propileno e um copolímero elastomérico, o referido copolímero elastomérico compreende unidades de • propileno e • etileno e/ou C4 a C20 a-olefina (g2) tem um teor de comonômeros de 8 a 30% em peso com base no referido polipropileno heterofásico (H-PP1), o referido comonômero é etileno e/ou pelo menos uma C4 a C20 a-olefina, e (g3) tem um teor solúvel a frio de xileno (XCS) medido de acordo com o método ISO 6427 de 15,0 a 40,0% em peso com base no polipropileno heterofásico (H-PP1), e (h) o referido polipropileno heterofásico (H-PP2) (h1) compreende uma matriz de polipropileno sendo um homopolímero de propileno e um copolimero elastomérico, o referido copolimero elastomérico compreende unidades de • propileno e • etileno e/ou C4 a C20 oc-olefina (h2) tem um teor de comonômeros de 1,0 a 20,0% em peso com base no referido polipropileno heterofásico (H-PP2), o referido comonômero é etileno e/ou pelo menos uma C4 a C20 oc-olefina, e (h3) tem um teor solúvel a frio de xileno (XCS) medido de acordo com o método ISO 6427 de 5,0 a 30,0% em peso com base no polipropileno heterofásico (H-PP2) e (h4) opcionalmente uma taxa de fluxo de fusão MFR2 (230'C) na faixa de 10,0 a 40,0 g/10 min, e (i) o referido polipropileno heterofásico (H-PP2) difere do polipropileno heterofásico (H-PP1) no teor solúvel a frio de xileno (XCS).
2. Artigo para interior de automóveis de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que 0 inossilicato é um inossilicato de cadeia simples.
3. Artigo para interior de automóveis de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que o inossilicato é do grupo dos piroxenoides.
4. Artigo para interior de automóveis de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que o inossilicato é Wolastonita (CasfSisOg]).
5. Artigo para interior de automóveis de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que o artigo não compreende talco.
6. Artigo para interior de automóveis de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, caracterizado pelo fato de que a composição de polipropileno compreende 5 a 15% em peso do polietileno de alta densidade (HDPE) com base na composição de polipropileno.
7. Artigo para interior de automóveis de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, caracterizado pelo fato de que os antioxidantes fenólicos são (a) antioxidantes fenólicos estericamente bloqueados.
8. Artigo para interior de automóveis de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado pelo fato de que os antioxidantes fenólicos compreendem pelo menos um resíduo de fórmula (II) em que R4 é (CHS)3C-, CH3-, ou H, de preferência (CHs)3C-, e A2 constitui a parte restante dos antioxidantes fenólicos.
9. Artigo para interior de automóveis de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 8, caracterizado pelo fato de que a composição de polipropileno compreende adicionalmente (a) 1000 a 2500 ppm de estabilizadores de luz do tipo amina bloqueada e/ou (b) 1000 a 2000 ppm de agentes deslizantes (C) sendo amidas de ácidos graxos.
10. Artigo para interior de automóveis de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizado pelo fato de que a composição de polipropileno compreende adicionalmente (a) 100 a 5.000 ppm de poliéteres tendo um peso molecular ponderai (Mw) superior a 300 g/mol, e/ou (b) 100 a 8.000 ppm de compostos carbonílicos selecionados do grupo que consiste em ácido carboxílico, amida de ácido carboxílico e éster de ácido carboxílico.
11. Artigo para interior de automóveis de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado pelo fato de que o artigo tem uma emissão na folga de fechamento medida de acordo com o método VDA 277 (a) de todos os voláteis juntos da referida composição de polímeros menor ou igual a 120 pgC/g e/ou (b) de 2-metil-1-propeno da referida composição de polímeros de no máximo 70 pgc/g.
12. Uso de um inossilicato, caracterizado pelo fato de que é em um artigo para interior de automóveis ou em uma composição de polipropileno para realizar uma impressão sensorial de odor medida de acordo com o 10 método VDA 270 abaixo de 4,0.
13. Uso de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que o inossilicato, a composição de polipropileno e o artigo para interior de automóveis como definido em qualquer uma das reivindicações 1 a 11.
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