BRPI1015582B1 - Polímeros de poli(2-octadecil-butanodioico) e seu método de uso - Google Patents

Polímeros de poli(2-octadecil-butanodioico) e seu método de uso Download PDF

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Abstract

polímeros de poll(2-octadecilbutanodioico) e seu método de uso a presente invenção refere-se a um polímero, compreendendo uma cadeia central polimérica. a cadeia central polimérica possui uma série de átomos de carbono. há dois grupos carboxilato lipofóbicos ou grupos ácido carboxílicos por unidade de repetição estando acoplados a átomos de carbono separados na cadeia central.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para POLÍMEROS DE POLI(2-OCTADECIL-BUTANODIOICO) E SEU MÉTODO DE
USO.
REFERÊNCIA CRUZADA A PEDIDOS RELACIONADOS
O presente pedido é uma continuação parcial do Pedido U.S. n° de série 11/998.612 depositado em 30 de novembro de 2007, ora incorporado a título de referência ao presente em sua totalidade, incluindo quaisquer figuras, tabelas, sequências de ácido nucleico, sequências de aminoácido, ou desenhos.
Antecedentes da Invenção
Campo da Invenção
A presente invenção refere-se a ácido poli(2-octadecil butanodioico) e aos sais e ésteres do mesmo, sendo mais particularmente pertinente ao uso de poli(2-octadecil butanodioato e ao ácido poli(2-octadecil butanodioico) como polímeros orgânicos de policarbonato. Este pedido refere-se ao uso do composto aqui citado por meios até o presente não revelados ou ensinados.
Descrição da Técnica Precedente
Polímeros orgânicos (plásticos) são sólidos amorfos que tornamse como característica própria quebradiços ao resfriamento e moles ao aquecimento. A temperatura à qual esta transição estrutural ocorre é conhecida como temperatura de transição vítrea. Mais especificamente o IUPAC Compendium of Chemical Terminology define a temperatura de transição vítrea como uma pseudo transição de segunda ordem em que uma fusão super resfriada rende uma estrutura vítrea com propriedades similares àquelas de materiais cristalinos com o resfriamento (The IUPAC Compendium of Chemical Terminology, 66, 83 (1997)). Acima desta temperatura, esses materiais tornam-se moles e propensos à deformação sem fraturar, devido ao enfraquecimento das ligações não covalentes, secundárias entre as cadeias poliméricas. Esta característica intensifica a utilidade de um subconjunto de materiais plásticos conhecidos como termoplásticos. Os versados na técnica reconhecem que, a temperatura de transição para um polímero pode ser
2/13 influenciada por adição de plastificantes, outras substâncias poliméricas, a relação de resfriamento e sua distribuição de peso molecular. A temperatura de transição vítrea média para o policarbonato é descrita como sendo de
145°C (Engineered Materials Handbook—Desk edition (1995) ASM International, ISBN 0871702835. pag. 369).
Muitos polímeros, incluindo os policarbonatos, podem ser utilizados para vários processos de moldagem, incluindo moldagem a injeção, extrusão e moldagem a sopro por extrusão/injeção. Na moldagem por injeção esses termoplásticos são aquecidos sendo a seguir comprimidos em um molde para formar diferentes plásticos moldados. Na moldagem a extrusão, o polímero é fundido em um líquido e forçado através de uma matriz formando um extrusado longo e contínuo de plástico com a forma da matriz. Quando o material extrusado resfria, ele forma um sólido com a forma desejada. A moldagem a sopro é um processo pelo qual as partes ocas de plástico, são formadas, quer por injeção, quer por extrusão. Os versados na técnica reconhecerão que, a temperatura ótima de fusão do polímero, da matriz e temperatura do molde, bem como condições de recozimento devem ser determinadas empiricamente para cada material de plástico e configuração de molde/matriz.
Resinas de policarbonato são termoplásticos rígidos com uma claridade visual bastante alta e níveis excepcionalmente altos de resistência ao impacto e sujeição. As resinas de policarbonato, ou policarbonato também possuem resistência ao fogo intrínseca, resistência a luz UV relativamente boa, boa resistência a soluções aquosas de ácidos orgânicos e inorgânicos e boa resistência aos sais e agentes de oxidação, porém conferem resistência limitada a solventes orgânicos. Propriedades típicas dos policarbonatos incluem capacidade a maquinário excepcional, baixa absorção de água, boa resistência ao impacto, formulações não tóxicas, boas propriedades térmicas, superior estabilidade dimensional, resistência térmica e transparência com espessuras de até 5,08 cm (2 = polegadas).
Atualmente, os principais mercados para resinas de policarbonato incluem os setores eletroeletrônicos como os de equipamento de compu3/13 tador e de escritório, e discos ópticos, produtos de folha e artigos feitos de vidro e a indústria automotiva. Outros produtos incluem capacetes de segurança, escudos de segurança, componentes domésticos, artefatos domésticos, mercadorias esportivas, e componentes de aeronaves e mísseis. As aplicações para produto específico incluem portas, fechamentos de equipamentos, estufas, comutadores de alta tensão, janelas para alta temperatura, capas de calibre instrumental, painéis instrumentais automotivos, engaste luminoso, bombas e válvulas, conectores, engrenagens, partes mecânicas internas, relés, cilindros, lentes, óculos de leitura, protetores luminosos, protetores de máquina, telhados de pátio, protetores de lentes fotográficas, substituição de componentes metálicos de equipamento de segurança, capas, capacetes, protetores, sinais, hastes solares, isolamento térmico, termômetros domésticos, e vidros para janela.
Os policarbonatos também receberam aprovação de U.S. Food and Drug Administration para uso em instrumentos médicos, implantes médicos e tubagem.
O policarbonato, embora seja amplamente empregado, está limitado em casos específicos. Como anteriormente descrito , o policarbonato demonstra, tipicamente, boa resistência (a temperatura ambiente) à água, ácidos orgânicos e inorgânicos diluídos, sais ácidos e neutros, e hidrocarbonetos alifáticos e cíclicos, não resistindo a ataques de alcalinos, aminas, cetonas, ésteres e hidrocarbonetos aromáticos.
Vários comerciantes americanos começaram a remover recipientes de alimento e bebidas de policarbonato de suas prateleiras devido a problemas no sentido de que pequenas proporções de bisfenol-A (BPA), um componente de policarbonatos , pode ser liberado do polímero com o tempo. O Programa Toxicológico National do Governo dos EUA indicou que há uma evidencia limitada de que baixas doses de BPA podem ocasionar problemas de saúde e defeitos reprodutivos em humanos.
Os policarbonatos podem ser classificados, geralmente, em duas categorias principais: aromáticos e alifáticos. Os policarbonatos aromáticos são preparados por reação de um diol aromático com gás fosgênio
4/13 (COCI2). (Ver Figura 3; Howdeshell, K.L., et. al. Bisphenol A is Released from Used Polycarbonate Animal Cages into Water at Room Temperature. Environ. Health Perspect. 111(9):1180-1187 (2003). Bisfenol-A é usado, tipicamente, como o diol aromático sendo o assunto de problemas de saúde associados com sua liberação do polímero. Não se sabe até o presente, se a fonte do bisfenol-A se dá pelo lixiviamento do monômero, devido à polimerização incompleta ou hidrólise do polímero induzida por aquecimento e/ou contato com materiais ácidos ou básicos.
Os policarbonatos alifáticos, são frequentemente usados como materiais biorreabsorvíveis para aplicações biomédicas, como implantes médicos, e veículos de distribuição de fármaco (ver, Raigorodskii, I.M., et.al. Soedin., Ser. A. 37(3):445 (1995); Acemoglu, M. PCT Int. Appl., WO 9320126 (1993); Katz, A.R., et. al., Surg. Gynecol. Obstet. 161:312 (1985); Rodeheaver G.T., et.al., Am. J. Surg. 154:544 (1987); Kawaguchi, T., et. al., Chem. Pharm. Bull. 31, 1400:4157 (1983); Kojima, T., et. al., Chem. Pharm. Bull. 32:2795 (1984). Esses materiais demonstram geralmente, boa biocompatibilidade, baixa toxicidade, e biodegradabilidade (Zhu, K.J., et.al., Macromolecules. 24:1736 (1991)). Polialquileno carbonates foram sintetizados por reação de dióis alifáticos com fosgênio (Schnell, H. Chemistry and Physics of Polycarbonates, Wiley, New York, 1964, p 9), a copolímero de epóxidos como dióxido de carbono na presença de catalisadores organometálicos (Inoue, S., Koinuma, H., Tsuruta, Τ. Makromol. Chem. 120:210 (1969)), a polimerização de abertura de anel de monômeros de carbonato cíclicos monômeros (Hocker, H. Macromol. Rep., A31 (Suppls. 6&7), 685 (1994)), reações de troca interna de carbonato entre dióis alifáticos e dialquil carbonates (Pokharkar, V., Sivaram, S. Polymer, 36:4851 (1995)), e a condensação direta de dióis com CO2 ou carbonates de metal alcalino (ver; Soga, K. et. al., Makromol. Chem. 178:2747 (1977); Rokicki, G., et.al., J. Polym. Sei., Polym. Chem. Ed„ 20:967 (1982); Rokicki, G., et. al., Polym. J. 14:839 (1982); Chen, X., et. al., Macromolecules, 30:3470-3476 (1997)).
Sumário da Invenção
É descrito portanto, um policarbonato novo, poli(2-octadecil bu
5/13 tanodioato), e seus derivados relacionados, consistindo da cadeia principal contendo carbono dotada de grupos carboxilato diretamente ligados à cadeia principal. Esta estrutura está em perfeito contraste com os policarbonatos existentes, pois todos os policarbonatos existentes são caracterizados por ligações éster entre as unidades monoméricas. Assim, a fração carbonato de ambos os policarbonatos aromáticos e alifáticos, existe na cadeia linear ou cadeia principal do polímero. Esta ligação carbonato foi removida da cadeia principal de poli(2-octadecil butanodioato).
Resumidamente, as características deste polímero não são previstas pela literatura, e sendo assim, o uso do polímero como um polímero orgânico de policarbonato no modo descrito, é inesperado, constituindo um uso novo e inesperado para o polímero. Em contraste com a literatura que ensina que este polímero não deve operar no modo mostrado empiricamente, demonstrou-se que, o polímero como aqui descrito, funciona num modo novo, não antecipado, e portanto compreende um uso novo para o Policarbonato.
Embora esses compostos revelados na técnica precedente preencham seus respectivos objetivos e exigências particulares, a técnica precedente não descreve os novos e úteis aperfeiçoamentos em um polímero orgânico de policarbonato, e o método de uso de ácido poli(2-octadecilbutanodioico ) e os sais e ésteres do mesmo, permitindo o uso desses compostos como uma resina de policarbonato.
Neste pormenor, o polímero orgânico de policarbonato e o método de uso de acido poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do mesmo, de acordo com a presente invenção, distanciam-se substancialmente dos conceitos e compostos convencionais descritos na técnica precedente, sendo assim, proporciona compostos desenvolvidos, principalmente, com a finalidade de obter esses compostos como uma resina de policarbonato.
Portanto, pode-se considerar que, há uma necessidade contínua quanto a novos e melhores polímeros orgânicos de policarbonato e método de emprego do ácido poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do
6/13 mesmo, usados como uma resina de policarbonato.
Neste item, a presente invenção preenche, substancialmente, esta necessidade.
Ácido poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres deste, preparados de polianidrido PA- 18 ou de outros meios preparativos, como será evidente para os versados na técnica, possui novas características de resina de policarbonato. AS características/benefícios essenciais estão resumidos a seguir.
Os novos policarbonatos, poli(2-octadecil butanodioato) e seus derivados relacionados, possuem propriedades singulares. Além das propriedades dos policarbonatos existentes, esses compostos têm uma resistência inesperadamente aumentada para solventes orgânicos, uma resistência ao impacto inesperadamente aumentada e uma claridade óptica inesperadamente aumentada. Além disso, esses policarbonatos são biodegradáveis, podendo ser extrusados em filamentos e moldados a injeção.
Os polímeros aqui descritos possuem vários usos potencialmente benéficos. Estes incluem toas as aplicações existentes de policarbonatos tecidos à prova d'água, e quimicamente resistentes (tecido para uso ao ar livre, lençóis de hospital, vestuário de segurança a produtos químicos), mobília resistente, acessórios e recipientes e recipientes contendo alimento e bebida isentos de BPA.
Em virtude do exposto as desvantagens inerentes aos tipos conhecidos de resinas de policarbonato agora presentes na técnica precedentes, a presente invenção obtém polímeros orgânicos de policarbonato aperfeiçoados e métodos de uso do ácido poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do mesmo. Sendo assim, a finalidade geral da presente invenção, sendo descrita a seguir em maiores detalhes, consiste em obter um novo e melhor polímero orgânico de policarbonato e um método de uso do ácido poli(2-octadecil-butanodioico) e sais e ésteres do mesmo que tem todas as vantagens da técnica precedente e nenhuma de suas desvantagens.
Para obter o exposto, a presente invenção compreende, em essência, uma resina de policarbonato compreendendo uma estrutura polimé7/13 rica. A estrutura central é uma estrutura polimérica insolúvel em água, hidrofóbica, alifática. Existem dois grupos carboxilato de sódio ou grupos ácido carboxílico por unidade de repetição que estão diretamente ligados à cadeia central do polímero.
Foi portanto, esboçado, sem muita repetição as características mais importantes da invenção de modo a que sua descrição detalhada a seguir posse ser melhor entendida e de modo a que a presente contribuição na técnica possa ser melhor apreciada. Há naturalmente, aspectos adicionais da invenção que serão descritos aqui a seguir e que formarão o assunto principal das reivindicações apensas.
Neste tocante, antes de explicar pelo menos uma modalidade da invenção detalhadamente, deve ficar entendido, que a invenção não está limitada neste pedido, aos detalhes da formulação e à disposição dos componentes descritos ou ilustrados nos desenhos. A invenção pode constituir outras modalidades que podem ser praticadas e realizadas de varais maneiras. Além disso, deve ficar entendido que, a fraseologia e terminologia aqui empregadas destinam-se à finalidade de descrição não devendo ser vistas como limitantes da invenção.
Assim, os versados na técnica apreciarão que, o conceito, no qual esta apresentação está baseada pode ser utilizado prontamente, como uma base para o planejamento de outras formulações e métodos para realização das várias finalidades da presente invenção. Também é importante que as reivindicações sejam vistas como incluindo essas formulações equivalentes, desde que estas não se afastem do verdadeiro espírito e escopo da presente invenção.
Constitui portanto, um objeto da presente invenção obter novos e melhores polímeros orgânicos de policarbonato métodos de uso do ácido poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do mesmo, que possuem todas as vantagens das resinas de policarbonato da técnica precedente e nenhuma desvantagem.
Constitui um outro objeto da presente invenção obter novos e melhores polímeros orgânicos de policarbonato e um método de uso do aci8/13 do poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do mesmo, os quais podem ser fácil e eficientemente manufaturados e comercializados.
Constitui ainda, um objeto da presente invenção propor novos e aperfeiçoados polímeros orgânicos de policarbonato e um método de uso do ácido poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do mesmo que podem ser facilmente reproduzidos.
Um outro objeto ainda da presente invenção consiste em propor novos e aperfeiçoados polímero orgânico de policarbonato e método de uso do ácido poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do mesmo, os quais são suscetíveis de um baixo custo de manufatura com relação a, tanto material como mão de obra, os quais podem ser vendidos a baixo preço ao publico consumidor, fazendo com que, esses polímeros orgânicos de policarbonato e o método de uso do ácido poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do mesmo sejam economicamente viáveis ao público consumidor.
Constitui ainda, um outro objeto da presente invenção obter polímeros orgânicos de policarbonato e um método de uso do ácido poli(2octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do mesmo para emprego de uma resina de policarbonato para confecção de plásticos moldados a injeção e/ou extrusão.
Finalmente, é um objeto da presente invenção propor novos e aperfeiçoados polímeros orgânicos de policarbonato e um método doe uso do ácido poli(2-octadecil-butanodioico) e os sais e ésteres do mesmo que podem ser extrusados em cordões.
Esses objetos junto com outros objetos ainda da invenção, adicionados a várias características inovadoras que caracterizam a invenção, são selecionados com particularidade nas reivindicações anexas formando uma parte desta apresentação. Para um melhor entendimento da invenção,suas vantagens operacionais e os objetos específicos alcançados na pratica, deve ser feita referência aos desenhos anexos e assunto descritivo em que se encontram ilustrada as modalidades preferidas da invenção.
9/13
Descrição Sucinta das Figuras
A figura 1 é um desenho do composto ácido poli(2-octadecilbutanodioico), mostrando a estrutura pertinente e a fórmula. A figura 1 é a primeira configuração do composto e ilustra dos meios de ácido carboxílico potenciais. Nesta figura, R1, R3, e R5 representam grupos alquila, alquenila, alquinila substituídos ou não substituídos. Os átomos de hidrogênio instáveis dos grupos ácido carboxílico podem ser substituídos com um cátion mono, di, tri, tetra, ou de outra valência maior, formando os correspondentes sais carboxilato. além disso, esses grupos ácido carboxílico podem ser esterificados formando os derivados de éster alquila, alquenila, alquinila e arila substituídos ou não substituídos. Naturalmente que, n pode ser qualquer número inteiro.
A figura 2 mostra uma síntese alternativa de análogos do ácido
2-octadecil-butanodioico. A figura 2 é a segunda configuração do composto. Nesta figura, R’, R, e R’ representam, grupos alquila, alquenila, alquinila e arila substituídos ou não substituídos.
Adicionalmente, o grupo R do ácido carboxílico representa hidrogênio (para formar o correspondente ácido carboxílico), um cátion di, tri, tetra, ou de outra valência ( para formar os correspondentes sais de carboxilato) ou grupos alquila, alquenila, alquinila e arila substituídos ou não substituídos (para formar os correspondentes ésteres).
A figura 3 é um policarbonato aromático sintetizado de BisfenolA (BPA) e fosgênio, mostrando a estrutura de BPA e a estrutura parcial dos copolímeros policarbonato e polissulfona ilustrada pelas unidades de cadeia monomérica dentro de colchetes. Estão aí ilustrados a rigidez dos anéis aromáticos e a flexibilidade intrínseca as ligações C--O, C-S, e C--C simples. O policarbonato é unido por ligações éster (O-C==O-O) , enquanto que polissulfona possui ligações éter (C--O). Para as imagens de estrutura tridimensional referir-se a Edge et al (1994).
Descrição da Modalidade Preferida
O uso de poli(2-octadecil butanodioato) e de seus correspondentes derivados e ácidos como resinas de policarbonato serão agora descritos.
10/13
Como antes mencionado, resinas de policarbonato são em geral termoplásticos rígidos com uma claridade visual bastante alta e níveis excepcionalmente altos de resistência ao impacto e ductilidade. Elas ainda possuem resistência intrínseca ao fogo, boa resistência à luz UV, boa resistência a soluções aquosas de ácidos orgânicos e inorgânicos e boa resistência aos sais e agentes oxidantes, porém oferecem resistência limitada aos solventes orgânicos. Propriedades típicas incluem capacidade a maquinário excepcional, baixa absorção de água, boa resistência ao impacto, formulações não tóxicas, boas propriedades térmicas, superior estabilidade dimensional, resistência térmica, e transparência com espessuras de até 5,08 cm (2 polegadas).
Os policarbonatos embora amplamente usados, são limitados em casos e aplicações específicos. Como antes mencionado, o policarbonato demonstra, tipicamente, boa resistência à água (a temperatura ambiente), a ácidos orgânicos e inorgânicos diluídos, sais neutros e ácidos, e hidrocarbonetos alifáticos e cíclicos. O policarbonato não resiste a ataques de alcalinos, aminas, cetonas ésteres e hidrocarbonetos aromáticos.
O polímero, conforme aqui descrito não apresenta essas limitações podendo ser usado para confecção de um cordão, que pode então ser tecido em um tecido ou fiado em fios. O tecido pode ser usado para fabricar artigos de vestuário, ou outros objetos que tais, como lençóis de cama. O polímero ainda pode ser formado em uma folha sólida ou objeto solidão. Essas folhas podem ser moldadas na forma de recipientes, ou podem ser usadas em substituição a cortinas de janelas ou abrigos protetores. As folhas de polímero podem ser usas para formar superfícies, como superfícies protetoras para mobília. As formas em que o policarbonato aqui descrito pode ser empregado, como cordões, folhas, folhas moldáveis, recipientes, e objetos sólidos, são referidas coletivamente como artefatos. O uso da palavra artefato refere-se pois, a essas configurações de polímero.
Descreve-se um policarbonato novo, poli(2-octadecil butanodioato), e seus derivados relacionados, consistindo de uma estrutura principal contendo carbono, e grupos carboxilato diretamente ligados à cadeia princi
11/13 pal. Esta estrutura está em contraste marcante com os policarbonatos existentes, pois tosos os policarbonatos existentes são caracterizados por ligações éster entre as unidades monoméricas. Assim, a fração carbonato de ambos os policarbonatos aromáticos e alifáticos existe na cadeia linear ou estrutura do polímero. Esta ligação carbonato foi removida da estrutura de poli(2-octadecil butanodioato).
Os novos policarbonatos, poli(2-octadecil butanodioato) e seus derivados relacionados possuem propriedades singulares. Além das propriedades dos policarbonatos existentes, esses compostos possuem resistência aumentada aos solventes orgânicos, resistência ao impacto aumentada e claridade óptica aumentada. Essas características incrementadas são inesperadas. Além disso, esses policarbonatos podem ser extrusados em cordões e moldados a injeção. Portanto, o Policarbonato aqui descrito apresenta ao usuário propriedades inesperadas e resultados inesperados.
Aplicações potenciais incluem sem limitação, todas as aplicações existentes de policarbonatos, a produção de tecido a prova de água e quimicamente resistente (tecido para uso em área externa, lençóis hospitalares, vestuário de segurança a químicos), mobília quimicamente resistente, acessórios, e recipientes e embalagens de alimento e bebida isentos de BPA.
Com referência aos desenhos, e, particularmente, à figura 2, do mesmo, a modalidade preferida do novo e aperfeiçoado polímero orgânico de policarbonato, bem como método de uso de poli(2-octadecil-butanodioato de sódio) corporificando os princípios e conceitos da presente invenção será agora descrito.
Descrito num modo sucinto, o polímero em questão, compreende uma série de grupos reativos sendo grupos de ácido carboxílico ou carboxila tos. O grupo reativo está diretamente ligado à cadeia principal de carbono. Na modalidade preferida, um grupo reativo está preso a um átomo de carbono separado. Em outras palavras, onde haja dois grupos reativos, cada grupo reativo é acoplado a um dos dois átomos de carbono, com os grupos reativos não estando acoplados ao mesmo átomo de carbono (no caso de
12/13 mais de um grupos reativo). O componente inicial ou primário, para a síntese, é um componente previamente descrito e prontamente disponível.
O componente primário pode ser preparado como a seguir:
1. O policarbonato é produzido a partir do correspondente polianidrido. O polianidrido é produzido por um processo descrito e apresentado no Pedido de Patente US n° 3.560.456, concedido a S.M. Hazen and W.J. Heilman, com o título Process of forming copolymers of maleic anhydride and an aliphatic olefin having from 16 to 18 carbono atoms. A descrição do processo conforme descrito na patente ' 456 está ora incorporada por referência.
2. O policarbonato é produzido a partir do polianidrido através do procedimento a seguir: 10 gramas do polianidrido PA-18 são dissolvidos em 200 ml de NaOH 4M e agitados a 85°C por 2 horas. A mistura de reação é resfriada, sendo o pH ajustado para 6 a 6,5 sendo filtrada a vácuo. O polímero solido é lavado com metanol frio de grau analítico e seco sob vácuo.
3. Existem outros métodos para produção do policarbonato. Um método consiste em produzir o poliéster. Subsequente à hidrólise do poliéster é produzido o policarbonato. Esses esquemas de reação serão evidentes ao versado na técnica de síntese orgânica ou síntese de polímero.
Na sequência de reação mostrada na Figura 2, R em ambos os reagentes e produtos pode ser um grupo alquila, alquenila, alquinila ou arila substituído ou não substituído, como metila, etila, produzindo tanto os reagentes e produtos ésteres. O produto supra, em outras modalidades, pode ainda ser modificado por hidrólise do éster em meio ou básico ou ácido para produzir o policarbonato ou ácido policarboxílico, respectivamente.
No caso de hidrólise em um meio básico, caso seja usado hidróxido de sódio, o sal de sódio do íon policarbonato é formado (indicado como R=Na+)- De modo semelhante, caso seja usado hidróxido de potássio, o sal de potássio do íon policarbonato resultará em (indicado como R=K+). Caso seja feita uma hidrólise de éster catalisada com ácido (o ácido é empregado na segunda reação acima), então o ácido policarboxílico é produzido (indicação = R=H).
13/13
Nesses polímeros, os grupo carboxila tos ou ácido carboxílico são separados por 0 a 8 átomos de carbono. Em outras modalidades, o número de átomo de carbono, entre os grupos carboxila tos ou grupos ácido carboxílico pode ser de até 20 átomos de carbono.
Na descrição e reivindicação do uso, é feita referência a um grupo carboxilato, ou a um grupo ácido carboxílico. Na descrição dos átomos de carbono que são quimicamente ligados a esses grupos, (ácido carboxílico ou carboxilato) o carbono é referido como o átomo de carbono ligado a. Os grupos reativos incluem grupos diferentes de grupos carboxilato ou grupos ácido carboxílico. O termo grupos reativos destina-se a incluir qualquer grupo reativo que possa ligar-se a um átomo de carbono. Onde se fizer referência a um grupo carboxilato, ou um grupo ácido carboxílico, estando ligado a um átomo de carbono, a referência limita-se apenas, a grupos carboxila tos e grupos ácido carboxílico.
Com respeito à descrição supra, deve-se ter em mente que, o versado na técnica reconhecerá que as relações equivalentes àquelas ilustradas nos desenhos e descritas no relatório descritivo, pretendem estar abrangidos pela presente invenção.
Portanto, o precedente é considerado somente como ilustrativo dos princípios da presente invenção. Além disso, outras numerosas modificações e alterações ocorrerão prontamente aos versados na técnica, não se desejando limitar a invenção à exata formulação e operação mostradas e descritas, sendo que, todas as modificações e equivalentes que sejam adequados podem ser empregados como recurso para abrangência no escopo da presente invenção.

Claims (16)

1/5
REIVINDICAÇÕES
1. Uso de um polímero que apresenta a seguinte fórmula:
CO2R
COR COR
COR COR
n ser co2r caracterizado pelo fato de para ser tecido em um pano, em que o polímero compreende: uma cadeia central polimérica carbono; e pelo menos um grupo reativo para fabricação de um cordão tendo uma série de átomo de (-CO2R), em que cada grupo reativo é acoplado a um átomo de carbono separado da cadeia central;
em que n é qualquer número inteiro;
em que o número de átomos de carbono entre os grupos -CO2R é de até 20 átomos de carbono;
R’, R”, e R’’’ são, independentemente, grupos alquila, alquenila, alquinila ou arila substituídos ou não substituídos; e
R é H, um cátion mono, di, tri, tetra valente ou outro, ou um grupo alquila, alquenila, alquinila ou arila substituído ou não substituído.
2. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o grupo reativo é um grupo carboxilato.
3. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato
Petição 870190123798, de 27/11/2019, pág. 5/12
2/5 de que o grupo reativo é um grupo ácido carboxílico.
4. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que: a cadeia central polimérica é uma cadeia central polimérica insolúvel em água, hidrofóbica alifática; e o polímero compreenda ainda pelo menos um grupo carboxilato lipofóbico, em que pelo menos um grupo carboxilato está diretamente ligado a um dos átomo de carbono, na cadeia central polimérica.
5. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que: a cadeia central polimérica é uma cadeia central polimérica insolúvel em água, hidrofóbica, alifática, e o polímero compreenda ainda uma série de grupos carboxilato lipofóbicos, em que os grupos carboxilato estão cada qual, diretamente ligados a um dos átomo de carbono, na cadeia central polimérica, com o átomo de carbono, ligados aos grupos carboxilato estando adjacentes entre si.
6. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que:
a cadeia central polimérica é uma cadeia central polimérica insolúvel em água, hidrofóbica, alifática, e o polímero compreenda ainda os grupos ácido carboxílico lipofóbicos sendo diretamente ligados aos átomo de carbono na cadeia central polimérica com os átomo de carbono ligados aos grupos ácido carboxílico estando adjacentes entre si.
7. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que cada um dos grupos reativos estando diretamente ligados a um átomo de carbono individual na cadeia central polimérica com os átomos de carbonos ligados a, sendo adjacentes entre si.
8. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o polímero compreende ainda todos os átomos compreendendo a cadeia central constituída de átomo de carbono.
9. Método de uso de um polímero que apresenta a seguinte fórmula:
Petição 870190123798, de 27/11/2019, pág. 6/12
3/5
COR
COoR COR
COoR COR
n
CO2R compreendendo uma cadeia central polimérica tendo uma série de átomo de carbono; e pelo menos um grupo reativo (-CO2R), em que cada grupo reativo é acoplado a um átomo de carbono separado da cadeia central;
em que n é qualquer número inteiro;
em que o número de átomos de carbono entre os grupos -CO2R é de até 20 átomos de carbono;
R’, R”, e R’’’ são, independentemente, grupos alquila, alquenila, alquinila ou arila substituídos ou não substituídos; e
R é H, um cátion mono, di, tri, tetra ou outro cátion valente, ou um grupo alquila, alquenila, alquinila ou arila substituído ou não substituído, caracterizado pelo fato de que compreende:
produzir um policarboxilato polimerizado;
formar o policarboxilato polimerizado para fazer um cordão; e usar o cordão para produção de um artefato.
10. Método de uso de um polímero de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o artefato é um cordão.
11. Método de uso de um polímero de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que o artefato é um lençol.
Petição 870190123798, de 27/11/2019, pág. 7/12
4/5
12. Método de uso de um polímero de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que a produção do policarboxilato polimerizado é realizada por hidrólise de um poliéster resultando na produção do policarboxilato polimerizado.
13. Uso de um polímero que apresenta a seguinte fórmula:
CO2R CO2R CO2R
COoR COoR CO2R
n ser para fabricação de um cordão caracterizado pelo fato de para ser tecido em um pano, em que o polímero compreende:
uma cadeia central polimérica tendo uma série de átomo de carbono; e uma série de grupos reativos (-CO2R) acoplados a átomos de carbono separados da cadeia central;
em que n é qualquer número inteiro;
R’, R”, e R’’’ são, independentemente, grupos alquila, alquenila, alquinila ou arila substituídos ou não substituídos; e
R é H, um cátion mono, di, tri, tetra valente ou outro cátion valente, ou um grupo alquila, alquenila, alquinila ou arila substituído ou não substituído.
14. Uso de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo
Petição 870190123798, de 27/11/2019, pág. 8/12
5/5 fato de que o grupo reativo é um grupo carboxilato.
15. Uso de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que o grupo reativo é um grupo ácido carboxílico.
16. Uso de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que: a cadeia central polimérica é uma cadeia central polimérica insolúvel em água, hidrofóbica, alifática, e o polímero compreenda ainda pelo menos um grupo carboxilato lipofóbico, em que cada grupo carboxilato lipofóbico está diretamente ligado a um átomo de carbono individual na cadeia central polimérica com os referidos átomos de carbono estando adjacentes entre si.
Petição 870190123798, de 27/11/2019, pág. 9/12
1/3
Sítio A de ligação potencial
Sitio B de ligação potencial
FIG. 1
2/3
Síntese alternada de análogos do ácido 2-octadecil butanodióico
1-octadeceno; H2O2
CH2C12,24hrs
Se n = 0, resulta no espaçamento 2+4
Se n = 1, resulta no espaçamento 4+6
Se n = 2, resulta no espaçamento 6+8
R', R, R1, = alquila, alquenila, alquinila, arila
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