BRPI1100941A2 - bronzina flangeada - Google Patents
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Abstract
BRONZINA FLANGEADA. A presente invenção refere-se a uma bronzina flangeada dotada de ao menos um mancal de deslizamento (1) e de ao menos um mancal axial (2) em forma de flange; o mancal de deslizamento (1) compreendendo ao menos um primeiro (4) e um segundo (4<39>) recessos dispostos em uma região lateral (6); o mancal axial (2) compreendendo pelo menos uma protuberância deformável (3) disposta.em uma primeira posição (12), um espaço adjacente (5), uma região aliviadora de tensão (7), uma protuberância rígida (8) e uma superfície cooperante (10). O mancal axial (2) sendo capaz de se integrar ao mancal de deslizamento (1) através da associação da superfície cooperante (10) da protuberância deformável (3) com o primeiro recesso (4), a protuberância deformável (3) assumindo uma segunda posição (12) que apresenta uma deformação plástica (<30>X) em relação à primeira posição (11); e da associação simultânea da protuberância rígida (8) com o recesso fixo (4').
Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "BRONZINA FLANGEADA".
A presente invenção refere-se a uma bronzina flangeada utiliza- da em motores de combustão interna, dotada de um mancai de deslizamen- to acoplado a um mancai axial através de meios de fixação que sofrem de- formação plástica. Descrição do Estado da Técnica
Devido à necessidade de maior pressão de combustão, levando ao emprego de maior força de fechamento da embreagem, durante as trocas de marchas, e com isso maior reação nos mancais axiais internos, existe a necessidade de os motores Diesel e Otto aumentarem a carga axial na su- perfície do disco do virabrequim. Por conseqüência, as reações axiais em mancais de deslizamento que utilizam flanges também sofrerão aumento de carga, comprometendo a vida do produto, se esse não for devidamente de- senvolvido.
A possibilidade de se montar diferentes materiais no mancai de deslizamento e no mancai axial facilita sua aplicação e aumenta a vida útil do conjunto. A utilização deste tipo de produto é influenciada pelas convic- ções das empresas produtoras de motores, que podem optar por arruelas de encosto, puramente mancais axiais, totalmente separadas dos mancais de deslizamento, por bronzinas com flange rígido, peça única, e ainda por bron- zinas com flange montado, flange fixo a bronzina ou bucha de maneira flexí- vel, obtendo os benefícios da adaptação as deformações, de alojamento e de montagem, bem como as vibrações típicas de motores de combustão interna.
Além disso, para garantir a fixação da arruela de encosto à bronzina ou bucha, faz-se necessário restringi-la em três direções, porém mantendo-a flexível, liberta de vínculos rígidos, permitindo-a acomodar-se às distorções e vibrações características das máquinas. A primeira restrição, rotacional, suporta os esforços gerados pelo atrito entre o disco de encosto do virabrequim e a superfície de deslizamento do mancai axial, torque de atrito. A segunda restrição, radial, impede que o flange se solte totalmente e caia sobre o eixo motriz. A terceira restrição é axial, suporta os esforços de vibração do eixo motriz. Todas estas restrições devem garantir que o flange não se solte no transporte até a montagem da máquina, nem durante a vida útil da mesma.
Vários tipos de fixação foram propostos como, solda, cola, es-
magamento e fixação resiliente. Devido ao alto custo de fabricação propor- cionado por geometrias ínfimas e processos inadequados tornaram-nas pro- ibitivas à manufatura. O processo de montagem por deformação permanente via a geometria da bronzina de mancai não requer dispositivos especiais de montagem apenas a força de montagem axial que por si só deforma o ele- mento fixador em um alojamento com geometria cooperante facilitando o processo produtivo com redução de custo.
Alguns exemplos do estado da técnica que podem ser citados são os descritos nos documentos de patentes abaixo comentados. O documento de patente US 4076342 refere-se a um flange que
possui no seu diâmetro interno uma secção mais fina que é recebida em um canal nas costas da bronzina, no lado do aço, garantindo a retenção na dire- ção axial. A fixação conta com duas protuberâncias localizadas nas extremi- dades do flange e dois recessos igualmente na bronzina. Com a montagem radial, a bronzina se deforma e permite que os recessos das extremidades recebam as protuberâncias do flange e desta maneira encaixando no canal a secção fina do flange.
O documento de patente US 4533261 refere-se à montagem do flange ocorrida na direção radial à bronzina e o processo de montagem é uma interação das rigidezes da bronzina com a do flange. O flange possui duas protuberâncias espaçadas e próximas às extremidades, dotadas de prismas convexos, responsáveis por efetuarem a fixação das peças, coope- radas por recessos em forma de gancho na bronzina. A montagem é do tipo "click", trabalhando com os dois elementos, bronzina e flange, na fase elásti- ca, pois, pressionando as protuberâncias do flange exatamente sobre os recessos da bronzina, flange e bronzina cedem e permitem que as protube- râncias se encaixem nos recessos. O documento de patente GB 2210113 refere-se a uma solução em que o flange é montado sobre a bronzina na direção radial onde a primei- ra protuberância a se encaixar é uma central e por deformação elástica da bronzina, outras localizadas na extremidade do flange se encaixam em re- cessos cooperantes na extremidade da mesma, podendo possuir as formas de "rabo de andorinha", chanfro ou entalhe produzidos no momento do es- tampo da bronzina.
O documento de patente GB 2225392 refere-se a uma solução que possui apenas uma protuberância de fixação no flange, localizada ao centro, montado axialmente e travado de maneira plástica por ação de pun- ções sobre a lateral da bronzina. A protuberância possui chanfros laterais formados no momento do estampo que servem de apoio para receber o ma- terial deformado plasticamente da bronzina, através de punções, nas imedi- ações da protuberância, na lateral da bronzina. O documento de patente GB 2225393 refere-se a uma solução,
igualmente a patente GB2225392, porém com mais de uma protuberância projetada fora do plano para minimizar o material a ser usinado na formação do raio de alívio do virabrequim.
O documento de patente GB 2241752 refere-se a uma solução em que o flange possui protuberâncias que são deformadas para dentro dos recessos da bucha que por sua vez sofrem ação externa abrindo o material ao lado das protuberâncias do flange, na região da bucha, e assim os fixan- do.
O documento de patente US 5114246 refere-se a uma solução em que o flange é montado, axialmente, na bronzina. A arruela de encosto é montada na bronzina através da cooperação entre as protuberâncias e os recessos na bronzina. Após a inserção das protuberâncias nos recessos as mesmas são esmagadas fixando o flange.
O documento de patente EP 0515657 refere-se a uma solução em que há uma fixação do flange na bronzina por intermédio da deformação plástica de uma das protuberâncias de fixação, esta atravessa uma fenda localizada na lateral da bronzina ao centro na região do rebaixo de fuga do raio do virabrequim, à parte, da protuberância, que fica exposta no rebaixo é amassada por uma cunha deformando o rebaixo na forma de um "V" e com isso impedindo a soltura do flange na direção radial. Este projeto oferece grande risco ao raio do virabrequim podendo riscá-lo, comprometendo o con- junto. O impedimento do movimento rotacional, do flange, é conseguido com protuberâncias rígidas, não deformáveis, fixadas em recessos na bronzina, que podem ser abertos ou em forma de fenda.
O documento de patente DE 4041557 refere-se a uma solução de montagem radial e por deformação elástica da bronzina permitindo a in- tradução de recessos em forma de gancho, que se atracam com os recessos da bronzina.
O documento Pl 0703980-8 apresenta uma solução de monta- gem axial e por deformação elástica de um mancai radial, que possa ser afi- xado, encaixado, ou até mesmo montado, permitindo movimentos relativos entre si, na lateral da bronzina, por garras de fixação elásticas designadas, que são extensões do diâmetro interno, tendo correspondentes recessos de geometria cooperante no mancai de deslizamento.
Para melhor entendimento, segue tabela abaixo reunindo os do- cumentos de patente citados de acordo com suas características de monta- gem ou tipo de fixação.
Tabela 1. Soluções técnicas para montagem de flange.
Direção de Montagem Tipo de solução de fixa- ção Numero da Patente Data do depósito Axial Radial "click" Elástica Plástica US4533261 06/06/85 X X X GB2210113 25/08/88 X X X GB2225392 25/11/88 X X GB2225393 25/11/88 X X GB2241752 02/03/90 X X US5114246 03/12/90 X X DE4041557 22/12/90 X X X EP0515657 Pl 0703980-8 17/12/91 04/09/07 X X X X Como acima demonstrado, existem várias idéias para a solução de montagem de flange, muitas com sutilezas que dependem de frações de ângulos para garantir a fixação ou mesmo ínfimos décimos de milímetros para a mesma tal função.
Na maioria dos documentos apresentados, os elementos de tra-
vamento apresentados comprometem a vida do conjunto por serem tão del- gados, podendo romper, ou ainda mesmo, jamais virem a ser produzidos devido à tamanha complexidade dos elementos. Outras soluções como sol- das e colas, também foram utilizadas para a fixação, esta solução, porém, torna o sistema extremamente rígido, perdendo o benefício da flexibilidade do flange em relação à bronzina ou bucha.
Entretanto, como se pode notar, não existe nenhuma solução onde se apresente uma bronzina composta por um mancai axial e por um mancai de deslizamento, onde o mancai axial se encaixa ao mancai de des- Iizamento por deformação plástica, sem que comprometa a integridade do elemento de fixação do flange, uma vez que a deformação plástica do ele- mento de fixação é feita dentro de geometrias e dimensões factíveis nos processos fabris atuais. Objetivos da Invenção É, portanto, um objetivo da presente invenção prover uma bron-
zina flangeada contendo um mancai de deslizamento, podendo ser bronzina ou bucha, que permita a montagem de ao menos um mancai axial, em forma de flange, que possa ser afixado, encaixado, ou até mesmo montado, permi- tindo movimentos relativos entre si, na lateral da bronzina ou da bucha, por garras de fixação plásticas, designadas aqui como protuberâncias deformá- veis, que são extensões do diâmetro interno, tendo correspondentes reces- sos de geometria cooperante no mancai de deslizamento.
É ainda um objetivo da presente invenção possibilitar a monta- gem de materiais distintos entre o mancai axial e o mancai de deslizamento. Desta forma poder-se-á montar um flange polimérico a um mancai de desli- zamento de composto metálico, ou vice-versa, ambos com propriedades tri- bológicas adequadas à aplicação, assim contribuindo para o desenvolvimen- to tecnológico das máquinas. Breve descrição da Invenção
Os objetivos da presente invenção são alcançados por uma bronzina flangeada dotada de um mancai de deslizamento e de ao menos um mancai axial em forma de flange, o mancai de deslizamento compreen- dendo ao menos um primeiro e um segundo recessos dispostos em uma região lateral, o mancai axial compreendendo pelo menos uma protuberân- cia deformável, pelo menos dois espaços adjacentes, pelo menos duas regi- ões aliviadoras de tensão e uma protuberância rígida, a protuberância de- formável compreendendo uma superfície cooperante e estando disposta em uma posição inicial, o mancai de deslizamento e o mancai axial sendo asso- ciáveis através do encaixe da protuberância deformável com o primeiro re- cesso e do encaixe da protuberância rígida como segundo recesso. A protu- berância deformável sofrendo uma deformação plástica, de modo a assumir uma segunda posição final, após sua associação com o primeiro recesso.
As características acima mencionadas, além de outros aspectos da presente invenção, serão melhor compreendidos através dos exemplos e da descrição detalhada das figuras que se seguem. Breve descrição dos desenhos A presente invenção será, a seguir, mais detalhadamente descri-
ta com base em um exemplo de execução representado nos desenhos. As figuras mostram:
Figura 1 - é uma ilustração de uma bronzina flangeada do esta- do da técnica, dotada de meios de fixação resilientes; Figura 2 - é uma ilustração de uma concretização da bronzina
flangeada da presente invenção, antes da associação entre suas partes;
Figura 3 - é uma ilustração das protuberâncias do mancai axial antes de se associarem ao recesso do mancai de deslizamento;
Figura 4 - é uma ilustração do detalhe "A" da figura 2, após a as- sociação entre suas partes;
Figura 5 - é uma ilustração de uma possível concretização da bronzina flangeada da presente invenção, antes da associação entre suas partes;
Figura 6 - é uma ilustração da bronzina flangeada mostrada na figura 5, após a associação entre suas partes;
Figura 7 - é uma ilustração do detalhe "B" da bronzina ilustrada
na figura 6;
Figura 8 - é uma ilustração de um exemplo da deformação plás- tica de montagem das protuberâncias deformáveis. Descrição detalhada das figuras
A presente invenção refere-se a uma bronzina flangeada 100, para utilização em motores de combustão interna, particularmente no vira- brequim ou eixo de manivelas. Tal utilização se deve ao fato de que, quando o veículo está em movimento e engatado, a transmissão fica acoplada ao motor por meio da embreagem que, em sua essência, utiliza o virabrequim como ponto de apoio para promover o desacoplamento do motor com a transmissão, resultado do pisar na embreagem do veículo, permitindo assim a mudança de velocidade. É neste momento que o virabrequim sofre um grande esforço axial refletindo o esforço para o mancai axial, também co- nhecido como flange.
Visando permitir o perfeito funcionamento de partes móveis, mi- nimizando o atrito e garantindo o movimento com respectiva transmissão de força, é que a bronzina flangeada 100, objeto da presente invenção, foi idea- lizada.
Entretanto, antes de descrever a bronzina flangeada 100, objeto da presente invenção, vale distingui-la da solução apresentada pelo estado da técnica, que apresenta uma bronzina flangeada 200 capaz de suportar os ditos movimentos axiais ocasionados pelo virabrequim, de modo a não se destacar.
Para tanto e como pode ser visto na figura 1, a bronzina flange- ada 200 do estado da técnica compreende um mancai axial 20, dotado de protuberâncias resilientes 30 e de um mancai de deslizamento 10, dotado de recessos 40 para aprisionar as protuberâncias resilientes 30.
A configuração final da bronzina flangeada 200 é alcançada a- través da montagem do mancai axial 20 no mancai de deslizamento 10. Tal montagem ocorre devido à deformação elástica das protuberâncias 30 a uma tal medida que seja capaz de passar por através da base menor do tra- pézio do recesso 40, e após isso libera-se as protuberâncias 30, a fim de que retornem ao estado original, não deformado, se encaixando aos reces- sos 40 e impossibilitando sua desmontagem. Esta montagem só é possível devido ao fato das protuberâncias 30 possuírem uma característica tal que as permite sofrer um esforço e retornar a sua posição inicial, ou seja, as permite sofrer uma deformação resiliente ou elástica, também conhecido como efeito mola.
O objeto da presente invenção, tende a solucionar o problema de resistência aos esforços axiais ocasionados pelo movimento do virabre- quim, através de uma bronzina flangeada 100 dotada de um tipo de fixação onde as protuberâncias do mancai axial são deformadas na montagem, não retornando à posição inicial, ou seja, assumindo uma nova posição, a posi- ção final, após montadas no mancai de deslizamento. A diferença entre a posição inicial e a posição final, apresenta uma deformação plástica ΔΧ que pode estar compreendida entre 0,1 e 2,0 mm e preferencialmente entre 0,1 e 1,0 mm. Para exemplificar isto, a figura 8, demonstra a deformação plástica ΔΧ das protuberâncias 3 em um valor aproximado de 0,14 mm.
A figura 2 ilustra uma primeira possível concretização da bronzi- na flangeada 100, objeto da presente invenção, que compreende basica- mente um mancai de deslizamento 1 e um mancai axial 2. Esta figura apre- senta uma posição anterior à montagem, ou seja, antes da inserção das pro- tuberâncias deformáveis 3 no recesso de fixação 4.
Como ainda se pode verificar através da figura 2, o mancai de deslizamento 1 apresenta três recessos de cada lado, dispostos em suas regiões laterais 6 ou espessura, sendo, dois recessos inclinados 4 e um re- cesso fixo 4' em cada lado. O recesso fixo 4' possui forma que se assemelha a um rabo de andorinha. Os recessos inclinados 4, por sua vez, possuem a forma de quadrado inclinado (com as paredes laterais inclinadas), onde cada um é dotado de duas paredes laterais inclinadas, sendo uma das paredes dotadas de um ângulo entre ela e a base situado entre 100° e 170°, sendo preferido 135°, e entre a outra parede lateral e a base, situado entre 15° e 60°, sendo preferido 45°.
É possível ainda, verificar na figura 2, que o mancai axial 2 apre- senta protuberâncias de fixação deformáveis 3, formadas com a eliminação do material à sua volta, a menos da base, que a mantêm como parte do mancai axial 2. As protuberâncias 3 nada mais são do que elementos delga- dos, que se assemelham a um dedo, cuja geometria visa garantir sua plasti- cidade em função dos materiais utilizados. Já os espaços adjacentes 5 são as regiões onde as protuberâncias 3 são deformadas a uma medida tal, de- finida no projeto da peça, de modo a escoar dentro do limite de escoamento dos materiais e nunca atingindo o limite de ruptura dos materiais ali empre- gados, assumindo uma nova posição. O espaço adjacente 5 servirá também para a retirada do mancai axial 2, em um momento de manutenção. A de- formação para montagem das protuberâncias deformáveis 3 para dentro do espaço 5 é executada por uma força externa F, conforme mostrada na figura 3.
As tensões, devido à deformação para montagem, na base das protuberâncias deformáveis 3, são minimizadas pela introdução ali, de su- perfícies arredondadas aliviadoras de tensão 7, adjacentes às protuberân- cias de fixação deformáveis 3, e que lhes conferem a plasticidade, classica- mente reconhecidas na literatura técnica como úteis para tal fim. As protube- râncias de fixação deformáveis 3 do mancai axial 2, possuem ainda em suas extremidades, mais à frente do diâmetro interno do mancai, chanfros ou su- perfícies 10 que cooperam com as superfícies formadas pelos esbarros 9 do mancai de deslizamento 1, quando da montagem. O recesso inclinado 4, o qual contempla os esbarros 9, possui uma forma tipo quadrado inclinado de modo que, as superfícies 10 contidas nas extremidades das duas protube- râncias de fixação deformáveis 3, cooperem para sua fixação, devido à simi- Iaridade das geometrias. A fixação do mancai axial 2, na direção axial, é ga- rantida pelo impedimento que o esbarro 9 promove à superfície 10.
A figura 3 ilustra o detalhe de um dos recessos inclinados 4, do- tados de duas paredes laterais, uma delas dotada de ângulos menores, situ- ados entre 15° e 60°, e que servem de esbarros de aprisionamento das pro- tuberâncias deformáveis 3 do mancai axial 2 e a outra parede sendo dotada de ângulos maiores, situados entre 100° e 170°, e que servem de auxílio para que as protuberâncias deformáveis 3 sofram deformação plástica, as- sumindo uma posição diferente da encontrada antes da montagem. Durante a montagem, a configuração das duas paredes, juntamente com as superfí- cies 10, faz com que as protuberâncias deformáveis 3 sejam aprisionadas pelos esbarros 9.
Os recessos 4 possuem a função de impedir a liberação do
mancai axial 2 e do mancai de deslizamento 1, nas direções X (Rotacional), Y (axial), Z (radial). O impedimento ocorre devido à forma do esbarro 9, que possui um ângulo propício para tal função. O ângulo possui geometria coo- perante com a da superfície 10 a qual se encontra na extremidade das pro- tuberâncias deformáveis de fixação 3.
Uma vez coincidindo os recessos 4 e as protuberâncias defor- máveis 3, eles cooperam entre si, fazendo com que o mancai axial 2 se fixe ao mancai de deslizamento 1, impedindo o destacamento entre eles. O im- pedimento ocorre devido à forma do esbarro 9, que possui um ângulo propí- cio para tal função. O ângulo possui geometria cooperante com a da superfí- cie 10 a qual se encontra na extremidade das protuberâncias deformáveis de fixação 3, conforme pode ser visto na figura 4.
Vale mencionar que, a fixação do mancai axial 2 e do mancai de deslizamento 1, se dá obrigatoriamente nas três direções principais; axial, radial, rotacional. A fixação axial é promovida pelos esbarros 9 e pela coope- rância geométrica do chanfro 10 e ainda pelo recesso fixo 4' e pela protube- rância fixa 8. Na radial acontece pela distribuição de recessos inclinados 4 e protuberâncias deformáveis 3 ao longo dos 180° da bronzina e do mancai de deslizamento respectivamente, de maneira que os esbarros 9 estejam em divergência com o movimento de soltura. Na rotacional é impedido pela sec- ção resistente ao cisalhamento da protuberância 3 e ao esmagamento pelas geometrias cooperantes do chanfro 10 e do esbarro 9. Cumpre notar que, para cada mancai de deslizamento 1, são montados dois mancais axiais 2, um em cada região lateral 6.
A figura 5, por sua vez, ilustra uma bronzina flangeada 100, an- tes da montagem, esta porém dotada de pelo menos um mancai axial 2, compreendendo pelo menos quatro protuberâncias deformáveis 3, agrupa- das em dois conjuntos e ainda um mancai de deslizamento 1 dotado de pelo menos quatro recessos inclinados 4, também agrupados em dois conjuntos, dotados de esbarros 9 e ainda de pelo menos dois recessos fixos 4', um de cada lado 6 do mancai de deslizamento 1. Os recessos inclinados 4 podem possuir para esta concretização, uma forma de trapézio, onde na parte cen- tral de sua base menor, há uma saliência 13 de forma trapezoidal, que serve como parte deslizante das protuberâncias deformáveis 3 na montagem.
A figura 6 ilustra uma bronzina flangeada 100, após a monta- gem, onde, tal como descrito para a primeira concretização, as protuberân- cias deformáveis 3, ao receberem um força F (tal como ilustrado na figura 3), são capazes de se deformar, deslizar pela parede inclinada dos recessos inclinados 4 e se fixar com os esbarros 9, fazendo com que o mancai axial 2 se fixe ao mancai de deslizamento 1, obrigatoriamente nas três direções principais; axial, radial, rotacional. Após se deformarem, as protuberâncias deformáveis apresentam uma deformação plástica ΔΧ compreendida entre 0,1 e 1,0 mm (um exemplo pode ser visto na figura 8).
A figura 7 ilustra o detalhe "B" mostrado na figura 6, com as pro- tuberâncias 3 já deformadas e na posição final 12, esta diferente da posição inicial 11, antes da montagem. Cumpre notar que, tanto o mancai de deslizamento 1, quanto o
mancai axial 2, podem ser de um mesmo material, de materiais diferentes ou ainda possuir diversas camadas de materiais específicos. Como por exem- plo, os materiais que se seguem, resina plástica, resina epóxi, material con- tendo fluoreno ou fluoropolímero. A grande vantagem desta invenção é de se promover à monta-
gem axial sem introdução de tensões residuais, nocivas à vida à fadiga, vin- culadas aos processos de soldagem ou estampagem de material, facilitando o processo fabril e reduzindo o custo de montagem.
O perfeito ajuste entre os esbarros 9 e as superfícies 10 ocorre devido à semelhança das mesmas, cooperando de maneira a impedir a libe- ração do flange 2 da bronzina 1, nas direções X, Y e Z.
A seguir é descrita a seqüência de montagem dos mancais axi-
ais 2 com o mancai de deslizamento 1, obedecendo às seguintes etapas:
(I) - os mancais axiais 2 se encontram na posição livre e com um grupo de protuberâncias de fixação 3 com o afastamento inicial de 3,0 mm (como pode ser visto na figura 8). (II) - as protuberâncias deformáveis 3 sofrem a força externa F
(vide figura 3), deslizando para dentro dos recessos inclinados 4, de maneira a assumir a posição final 12.
(III) - os recessos inclinados 4 com os esbarros de geometria cooperante 9, recebem as protuberâncias plásticas 3 já deformadas. (IV) - os mancais axiais 2 montados nos recessos inclinados 4 e
as protuberâncias plásticas 3 alcançam a posição final 12, perfazendo uma deformação plástica ΔΧ compreendida entre 0,1 e 1,0 mm, devido à proprie- dade plástica.
Resta assim claro que a bronzina flangeada 100 apresenta uma solução que facilita o processo de fabricação do mancai de deslizamento, com fabricação distinta das peças envolvidas em separado e unidas ao final dos dois processos em um terceiro possível lugar. Assim, tornado flexível à escolha de processos, materiais e lugares de fabricação, resultando em me- lhor custo benefício e maior retorno social. Pela presente solução, permite- se a manutenção do mancai axial 2, uma vez que sua desmontagem e a montagem não provocam danos a nenhuma das partes. Tornando o produto mais vantajoso para o usuário final.
Tendo sido descrito um exemplo de concretização preferido, de- ve ser entendido que o escopo da presente invenção abrange outras possí- veis variações, sendo limitado tão-somente pelo teor das reivindicações a- pensas, aí incluídos os possíveis equivalentes.
Claims (12)
1. Bronzina flangeada dotada de ao menos um mancai de desli- zamento (1) e de ao menos um mancai axial (2) em forma de flange; o man- cai de deslizamento (1) compreendendo ao menos um primeiro (4) e um se- gundo (4') recessos dispostos em uma região lateral (6); o mancai axial (2) compreendendo pelo menos uma protuberância deformável (3) disposta em uma primeira posição (12), um espaço adjacente (5), uma região aliviadora de tensão (7), uma protuberância rígida (8) e uma superfície cooperante (10); a bronzina flangeada sendo caracterizada pelo fato do mancai axial (2) ser capaz de se integrar ao mancai de deslizamento (1) através da associa- ção da superfície cooperante (10) da protuberância deformável (3) com o primeiro recesso (4), a protuberância deformável (3) assumindo uma segun- da posição (12) que apresenta uma deformação plástica (ΔΧ) em relação à primeira posição (11); e da associação simultânea da protuberância rígida (8) com o recesso fixo (41);
2. Bronzina flangeada de acordo com a reivindicação 1, caracte- rizada pelo fato da deformação plástica (ΔΧ) estar compreendida entre 0,1 e 1,0 mm.
3. Bronzina flangeada de acordo com a reivindicação 1, caracte- rizada pelo fato das protuberâncias de fixação deformáveis (3), serem ele- mentos plásticos.
4. Bronzina flangeada de acordo com reivindicação 1. caracteri- zada pelo fato dos recessos inclinados (4) serem dotados de uma saliência (13) em formato trapezoidal.
5. Bronzina flangeada de acordo com reivindicação 1, caracteri- zada pelo fato de haver uma ou mais protuberâncias rígidas (8), suportando o mancai axial (2) no sentido circunferencial do esforço de rotação.
6. Bronzina flangeada de acordo com a reivindicação 1, caracte- rizada pelo fato das protuberâncias de fixação deformáveis (3) e rígidas (8), estarem dispostas angularmente iguais aos seus respectivos recessos (4,4').
7. Bronzina flangeada de acordo com a reivindicação 1, caracte- rizada pelo fato de haver ao menos duas protuberâncias de fixação defor- máveis (3) afastadas das extremidades na região entre 15° e 60°.
8. Bronzina flangeada de acordo com a reivindicação 1, caracte- rizada pelo fato de haver um espaço (5) que comporte a deformação da pro- tuberância de fixação deformável (3) no momento da montagem.
9. Bronzina flangeada de acordo com reivindicação 1, caracteri- zada pelo fato do esbarro (9) possuir ângulo com o fundo do recesso (4) compreendido entre 30° e 60°.
10. Bronzina flangeada de acordo com reivindicação 1, caracte- rizada pelo fato de possuir na lateral da bronzina (6), recessos (4) com geo- metrias cooperantes às das protuberâncias de fixação deformáveis (3).
11. Bronzina flangeada de acordo com reivindicação 1, caracte- rizada pelo fato da protuberância de fixação deformável (3) possuir em sua extremidade uma geometria cooperante (10).
12. Bronzina flangeada de acordo com reivindicação 1, caracte- rizada pelo fato de haver pelo menos 2 recessos (4) por 180° de mancai de deslizamento (1) e respectivas protuberâncias de fixação deformáveis (3) no mancai axial (2).
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