BRPI1101802A2 - almofada porosa formadora de espuma para uso com um dispositivo motorizado - Google Patents

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Nikoleta Batchvarova
David Gubernick
Mark Murphy
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Johnson & Johnson Consumer
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Abstract

ALMOFADA POROSA FORMADORA DE ESPUMA PARA USO COM UM DISPOSITIVO MOTORIZADO. A invenção refere-se a uma almofada porosa formadora de espuma adequada para acoplamento a um dispositivo de mão e para aplicação à pele humana, que inclui um substrato de almofada porosa e uma composição espumante disposta sobre o substrato de almofada porosa. O substrato de almofada porosa inclui um tecido felpudo não-tecido que tem uma camada de suporte em não-tecido e uma felpa que compreende fibras individuais estendendo-se a partir da camada de suporte. O tecido felpudo não-tecido tem fibras com um denier de menos que cerca de 9. A invenção também refere-se a um kit que inclui uma almofada porosa formadora de espuma e um dispositivo de mão motorizado, métodos para fabricação da almofada porosa formadora de espuma, e métodos para uso da almofada porosa formadora de espuma.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "ALMOFADA POROSA FORMADORA DE ESPUMA PARA USO COM UM DISPOSITIVO MOTORIZADO"
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção refere-se a uma almofada porosa formado- ra de espuma para uso com um dispositivo motorizado e, mais particular- mente, a uma almofada porosa formadora de espuma com uma configura- ção multicamadas para proporcionar maior formação de espuma a várias aplicações para tratamento da pele, como limpeza e esfoliação, e para de- posição de agentes de uso tópico.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Vários tratamentos para a pele são propostos para limpar, esfo- liar ou mesmo eliminar problemas de pele comuns (oleosidade, ressecamen- to, poros, manchas senis, descolorações, escurecimento, tom irregular e si- milares), acne e outros problemas crônicos de pele, tipicamente associados ao envelhecimento ou a danos causados à pele humana pelo ambiente. Es- ses tratamentos variam desde a aplicação de cosméticos especializados, como compressas e máscaras, ingestão de vitaminas, até esfoliação quími- ca, cirurgia a laser, tratamento fotofacial e outros. Esses tratamentos de pele podem facilitar a aplicação e a deposição de agentes de benefício ao tecido cutâneo, por exemplo, a limpeza e a aplicação de composições para trata- mento de acne ou agentes de rejuvenescimento, como retinol. Embora ra- ramente representem risco à vida, os problemas de saúde da pele podem ser desconfortáveis e causar incapacitação crônica. Além disso, como a pele é tão visível, problemas de saúde da pele e problemas cosméticos da pele podem levar a estresse psicológico nos pacientes que os apresentam. Esses fatores têm levado as pessoas a buscar soluções otimizadas para cuidados com a saúde e tratamento da pele.
Os dispositivos para tratamento da pele à base de substratos, como almofadas, têm aceitação cada vez maior como um meio ligeiramente elaborado, porém eficaz, de se obter um tratamento especial no próprio lar do consumidor. De modo geral, o consumidor espera uma eficácia relativa- mente alta por parte desses produtos. Quando esse tipo de dispositivo para tratamento da pele à base de substrato é aplicado a uma certa área da pele, o substrato pode gerar uma espuma. Embora esse substrato possa produzir espuma para limpeza, o mesmo pode não produzir a quantidade desejada de espuma em um período de tempo curto, inicialmente, ou pode não manter um alto nível de formação de espuma durante o uso. Isso é um problema, já que os consumidores geralmente percebem que um volume de espuma di- minuído indica capacidade de limpeza diminuída. Do ponto de vista da lim- peza de pele por meio de um dispositivo para tratamento da pele à base de substrato, uma almofada formadora de espuma que gere espuma suficiente em um curto período de tempo é desejável.
Com base nos fatos anteriormente mencionados, existe uma ne- cessidade por um dispositivo para tratamento da pele à base de substrato que apresente formação de espuma otimizada, ao mesmo tempo em que proporciona rapidamente benefícios úteis à pele quando aplicado à mesma. Especificamente, há uma necessidade por um dispositivo para tratamento da pele à base de substrato que proporcione limpeza da pele, esfoliação e/ou propriedades suavizantes.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Surpreendentemente, as Requerentes descobriram um modo i- novador de resolver o problema da formação insatisfatória de espuma em um dispositivo para tratamento da pele à base de substrato. Em um aspecto da invenção, é apresentada uma almofada porosa formadora de espuma adequada para acoplamento a um dispositivo de mão e para aplicação à pele humana, que inclui um substrato de almofada porosa e uma composi- ção espumante disposta sobre o substrato de almofada porosa. O substrato de almofada porosa inclui um tecido felpudo não-tecido que tem uma cama- da de suporte em não-tecido e uma felpa que compreende fibras individuais estendendo-se a partir da camada de suporte. O tecido felpudo não-tecido tem fibras com um denier de menos que cerca de 9.
Em um outro aspecto da invenção, um kit inclui um dispositivo de mão motorizado e uma almofada porosa formadora de espuma. O dispo- sitivo de mão motorizado tem um corpo e uma superfície de fixação disposta e configurada para disposição junto à pele humana A almofada porosa for- madora de espuma inclui de cerca de 50 a cerca de 25%, em peso, de um substrato de almofada porosa e de cerca de 50 a cerca de 75%, em peso, de uma composição espumante disposta sobre o substrato de almofada porosa. O substrato de almofada porosa inclui um tecido felpudo não-tecido que tem uma camada de suporte em não-tecido e uma felpa que compreende fibras individuais estendendo-se a partir da camada de suporte. O tecido felpudo não-tecido tem fibras com um denier de menos que cerca de 9. A almofada porosa formadora de espuma está disposta e configurada para acoplamento à superfície de fixação do dispositivo de mão, com a felpa do tecido felpudo não-tecido disposta em direção à pele humana, durante o uso.
Em ainda outro aspecto da invenção, um método para fabrica- ção de almofadas porosas formadoras de espuma inclui formar um tecido felpudo não-tecido, aplicar uma composição espumante ao tecido felpudo não-tecido, separar almofadas porosas individuais do tecido felpudo não- tecido, e embalar uma pluralidade de almofadas porosas individuais. As al- mofadas porosas formadoras de espuma são adequadas para acoplamento a um dispositivo de mão e para aplicação à pele humana. O tecido felpudo não-tecido neste aspecto da invenção é formado mediante a agulhagem de pelo menos uma manta cardada de fibras individuais, para formar uma man- ta planar e substancialmente integrada de fibras primariamente orientadas no plano da manta, e submeter a agulhagem a manta planar e substancial- mente integrada de fibras para formar uma felpa compreendendo fibras indi- viduais estendendo-se a partir de uma camada de suporte. As fibras do teci- do felpudo não-tecido têm um denier menor que cerca de 9, e as fibras da camada de suporte permanecem primariamente orientadas no plano da manta. A composição espumante pode ser aplicada antes ou depois de as almofadas porosas individuais serem separadas do tecido felpudo não- tecido.
Em ainda outro aspecto da invenção, um método para tratamen- to da pele humana inclui acoplar uma almofada porosa formadora de espu- ma a uma superfície de fixação de um dispositivo de mão motorizado, mo- lhar a almofada porosa formadora de espuma, ativar o dispositivo de mão motorizado para gerar um movimento da almofada porosa formadora de es- puma, aplicar a almofada porosa formadora de espuma à pele humana, e mover a almofada porosa formadora de espuma pela pele humana. A almo- fada porosa formadora de espuma inclui de cerca de 50 a cerca de 25%, em peso, de um substrato de almofada porosa e de cerca de 50 a cerca de 75%, em peso, de uma composição espumante disposta sobre o substrato de al- mofada porosa. O substrato de almofada porosa tem um tecido felpudo não- tecido que inclui uma camada de suporte em não-tecido e uma felpa que compreende fibras individuais estendendo-se a partir da camada de suporte. O tecido felpudo não-tecido tem fibras com um denier de menos que cerca de 9. A almofada porosa formadora de espuma está disposta e configurada para acoplamento à superfície de fixação do dispositivo de mão motorizado, com a felpa do tecido felpudo não-tecido disposta em direção à pele huma- na, durante o uso.
Essas e outras características, aspectos e vantagens da presen- te invenção ficarão evidentes aos versados na técnica a partir de uma leitura da presente descrição com as reivindicações em anexo.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A figura 1 é uma vista em perspectiva de uma almofada porosa formadora de espuma e do dispositivo de mão úteis na prática da presente invenção.
A figura 2 é uma seção transversal da almofada porosa formado- ra de espuma, tomada ao longo da linha 2-2 da figura 1.
A figura 3 é uma seção transversal de uma almofada porosa em não-tecido processado por agulhagem, de acordo com a técnica anterior.
A figura 4 é uma vista esquemática de um método para fabrica- ção das almofadas porosas formadoras de espuma da presente invenção.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Acredita-se que o versado na técnica pode, com base na descri- ção da presente invenção, usar a presente invenção em sua mais completa extensão. As seguintes modalidades específicas devem ser compreendidas como meramente ilustrativas e não como limitadoras ao restante da descri- ção, de qualquer maneira.
Para uso na presente invenção, no relatório descritivo e nas rei- vindicações, o termo "esfoliação" e as variantes do mesmo se referem ao descascamento e remoção de células do tecido cutâneo.
Para uso na presente invenção, no relatório descritivo e nas rei- vindicações, o termo "limpeza" e as variantes do mesmo se referem à remo- ção de sujeira, óleos e similares da superfície da pele, especialmente por meio de lavagem com tensoativos e, talvez, também pela penetração nos poros da pele. Em "limpeza abrasiva" também ocorre algum grau de esfolia- ção.
Para uso na presente invenção, no relatório descritivo e nas rei- vindicações, o termo "não-tecido" e as variantes do mesmo referem-se a uma lâmina, manta ou folha de fibras ou filamentos naturais e/ou artificiais, excluindo-se papel, que não foram convertidas em fios (portanto "fibras indi- viduais"), e que estão ligadas uma à outra por qualquer dentre vários meios. Para esclarecimentos adicionais, os não-tecidos são distintos de tecidos de trama urdida e de malha. As fibras incluídas nos materiais não-tecidos po- dem ser fibras têxteis ou contínuas, ou podem ser formadas in situ e, de pre- ferência, pelo menos cerca de 50% da massa fibrosa é formada por fibras que têm uma razão entre comprimento e diâmetro maior que cerca de 300:1.
Para uso na presente invenção, no relatório descritivo e nas rei- vindicações, o termo "tecido felpudo" e as variantes do mesmo se referem a um tecido com extremidades de fibra ou laçadas de fibras não cortadas que se erguem densamente sobre a superfície.
Para uso na presente invenção, no relatório descritivo e nas rei- vindicações, o termo "felpa" e as variantes do mesmo se referem à camada de um tecido que tem extremidades de fibras ou laçadas de fibras não corta- das que se erguem densamente sobre uma superfície do dito tecido.
Descrita de maneira resumida, em uma modalidade preferencial a presente invenção supera as desvantagens mencionadas na porção de antecedentes do presente pedido, e atende à necessidade reconhecida para esse tipo de sistema para tratamento da pele à base de substrato, oferecen- do um substrato de almofada porosa em tecido felpudo, que compreende uma camada de suporte e uma felpa estendendo-se a partir da camada de suporte. Uma composição espumante é aplicada ao substrato de almofada porosa, e uma pluralidade de almofadas porosas formadoras de espuma é embalada até o uso. A camada de suporte proporciona integridade ao tecido felpudo não-tecido, e a felpa proporciona uma estrutura que é capaz de ge- rar altos níveis de espuma quando a composição espumante é molhada e massageada sobre a pele por um sistema motorizado e/ou por meios manu- ais do usuário.
Consequentemente, a presente invenção refere-se a sistemas, artigos, composições e métodos úteis para gerar uma quantidade suficiente e duradoura de espuma a partir de um substrato de almofada porosa, em- pregando-se um aplicador motorizado. Em várias modalidades da invenção, esses sistemas, artigos e métodos oferecem uma exclusiva combinação de alta confiabilidade e conveniência para o usuário, bem como uma almofada porosa formadora de espuma altamente eficaz.
Substrato de almofada porosa
De acordo com seus aspectos principais e dito de maneira a- brangente, a presente invenção em sua forma preferencial consiste em um tecido felpudo não-tecido que compreende uma camada de suporte, uma felpa estendendo-se a partir da camada de suporte, e uma composição es- pumante. A camada de suporte tem, de preferência, uma densidade de fi- bras mais alta que a felpa, tem fibras predominantemente orientadas em um plano x-y (o plano da camada de suporte), e proporciona uma superfície de contato para fixação a um dispositivo de mão. A felpa é menos densa que a camada de suporte e tem fibras que se estendem para fora e afastando-se da camada de suporte.
Essa estrutura permite que a almofada gere rapidamente a quantidade desejada de espuma, e que mantenha um volume de espuma suficiente durante o uso. Essa ação espumante pode ser obtida com uma quantidade mínima de água aplicada pelo usuário.
Pode-se usar uma ampla variedade de materiais para o substra- to de almofada porosa. Exemplos de substratos adequados incluem, mas não se limitam a, tecidos não-tecidos, como tecidos processados por agu- lhagem, tecidos hidroentrelaçados, tecidos altamente aerados ou outros te- cidos à base de fibras entrelaçadas.
O substrato de almofada porosa é, de preferência, formado de modo a reter uma composição espumante (como mediante a absorção da composição espumante sobre, ao longo, e/ou entre fibras do substrato de almofada porosa) durante um período de tempo pelo menos tão longo quan- to desde a fabricação do produto até o momento de seu uso por um consu- midor (isto é, um período de armazenamento). Nesta modalidade da inven- ção, durante esse período de armazenamento o substrato de almofada po- rosa da almofada porosa formadora de espuma precisa, de modo geral, manter sua integridade mecânica de modo que um usuário possa colocar a almofada porosa formadora de espuma em um aplicador motorizado e mas- sagear a composição espumante sobre a pele.
A figura 1 representa uma modalidade de uma almofada porosa formadora de espuma consistente com as modalidades da invenção aqui descrita e um dispositivo de mão. A almofada porosa formadora de espuma 10 é, em geral, dimensionada e conformada para repousar contra o aplica- dor motorizado 20 e para ser posta de encontro á pele de um usuário. É pre- ferencial que a almofada porosa formadora de espuma 10 seja adaptável a uma superfície de aplicador 22 do aplicador motorizado 20, isto é, a almofa- da porosa formadora de espuma 10 é capaz de ser colocada sobre a super- fície do aplicador 22 e, genericamente, adaptar-se ao formato da mesma. A almofada 10, de modo geral, só requer uma manipulação simples, como desdobrar ou, no máximo, rasgar ligeiramente ao longo de perfurações pré- formadas, para assumir uma forma que pode se mover de maneira eficaz sobre uma face humana. Em uma modalidade preferencial, a almofada 10 se destina a ser colocada no aplicador motorizado com a camada de suporte 12 adjacente à superfície do aplicador 22 e com a felpa 14 voltada para a pele do usuário.
Conforme mostrado com mais detalhes na figura 2, uma extre- midade proximal 16 das fibras da felpa 14 fica presa à camada de suporte 12, e se estende a partir da mesma. As porções distais 18 das fibras da felpa 14 são espaçadas em relação à camada de suporte 12 e são geralmente livres para se mover em relação às fibras adjacentes. A porção distai 18 de uma fibra pode estar sob a forma de uma extremidade livre 18a da fibra, ou seja, a fibra se estende para fora da camada de suporte e termina em uma extremidade livre 18a disposta a uma distância da camada de suporte 12.
Alternativamente, a porção distai 18b de uma fibra pode ser uma porção in- termediária de uma laçada, a fibra pode se estender para fora e afastando- se da camada de suporte 12 até a porção intermediária de uma laçada da fibra, e retornar à camada de suporte 12.
De preferência, a camada de suporte 12 tem uma densidade mais alta que a da felpa 14. Nesta modalidade da invenção, a camada de suporte e a felpa têm uma razão entre as espessuras das camadas de cerca de 1,0:1,1 a cerca de 1,0:1,5, de preferência de cerca de 1,0:1,2. A camada de suporte 12 tem uma densidade mais alta que a da felpa 14, sendo que a camada de suporte 12 tem uma densidade de cerca de 50 g/(m2*mm) a cer- ca de 80 g/(m2*mm), enquanto a felpa 14 tem uma densidade de cerca de 30 g/(m2*mm) a cerca de 60 g/(m2*mm). De preferência, a camada de suporte 12 tem uma densidade de cerca de 60 g/(m2*mm) a cerca de 70 g/(m2*mm) e a felpa 14 tem uma densidade de cerca de 40 g/(m2*mm) a cerca de 50 g/(m2*mm).
O tecido felpudo não-tecido da presente invenção difere das al- mofadas 10' da técnica anterior, que têm a seção transversal mostrada na figura 3. As almofadas da técnica anterior, como as almofadas formadoras de espuma DEEP CLEAN usadas com o produto NEUTROGENA® WAVE™ Power Cleanser, consistem em tecido não-tecido processado por agulha- gem, que não têm as propriedades avançadas de geração de espuma da felpa da presente invenção.
Os substratos não-tecidos podem ser compostos por uma varie- dade de materiais naturais e/ou sintéticos. Por "natural" entende-se que os materiais são derivados de plantas, animais, insetos, ou subprodutos de plantas, animais, e insetos. Por "sintético" entende-se que os materiais são obtidos basicamente a partir de vários materiais feitos pelo homem ou a par- tir de materiais naturais, que foram alterados adicionalmente. Alguns exem- plos não-limitadores de materiais naturais úteis à presente invenção são fi- bras de seda, fibras de queratina (como fibras de lã, fibras de pelo de came- lo) e fibras celulósicas (como fibras de polpa de madeira, fibras de algodão, fibras de cânhamo, fibras de juta e fibras de linho).
Os exemplos de materiais sintéticos incluem, mas não se limitam a, aqueles selecionados dentre o grupo contendo fibras de acetato, fibras acrílicas, fibras de éster de celulose, fibras de algodão, fibras de poliamida, fibras de poliéster, fibras de poliolefina, fibras de álcool polivinílico, fibras de raiom, espuma de poliuretano e misturas dos mesmos. Os substratos prefe- renciais incluem mantas de não-tecido de fibras de poliéster e mantas de não-tecido de blendas de fibras de poliéster e poliolefina (como polipropileno).
Os substratos produzidos a partir de um ou mais dos materiais naturais e sintéticos úteis na presente invenção podem ser obtidos junto a uma ampla variedade de fontes comerciais como Freudenberg & Co. (Du- rham, NC, EUA), BBA Nonwovens (Nashville, TN1 EUA), PGI Nonwovens (North Charleston, SC, EUA), Buckeye Technologies/Walkisoft (Memphis, TN, EUA), Sansho Shigyo K.K. (Tosa City, Kouchi, Japão) e Fort James Corporation (Deerfield, IL1 EUA).
Os métodos para produção de substratos não-tecidos também são bem-conhecidos na técnica. Esses métodos incluem, mas não se limi- tam a, deposição a ar, deposição a água, fiação via sopro, fiação contínua ou processos de cardação. O substrato resultante, independentemente de seu método de produção ou de sua composição, é então geralmente subme- tido a pelo menos um dentre vários tipos de operações de consolidação para ancorar as fibras individuais umas às outras de modo a formar uma manta autossustentável. O substrato em não-tecido pode ser preparado por uma variedade de processos, inclusive agulhagem-entrelaçamento, hidroentrela- çamento, consolidação térmica, consolidação química e combinações des- ses processos. Além do mais, os substratos podem ter uma camada única ou múltiplas camadas. Além disso, um substrato em múltiplas camadas pode incluir camadas de filme (por exemplo, camadas de filme dotadas ou não de aberturas) e outros materiais não-fibrosos.
Os materiais não-tecidos com resistência aumentada podem, também, ser obtidos mediante o uso da técnica denominada hidroentrelaça- mento. Nessa técnica, as fibras individuais são entrelaçadas de modo a se obter uma resistência ou firmeza aceitável, sem a necessidade de usar ma- teriais ligantes. A vantagem dessa última técnica é a excelente maciez do material não-tecido. Também se pode acrescentar aditivos para aumentar a maciez dos substratos. Os exemplos desses aditivos incluem, mas não se > limitam a, polióis como glicerol, propileno glicol e polietileno glicol, derivados de ftalato, ésteres cítricos, tensoativos como ésteres de polioxietileno (20) sorbitano, e monoglicerídeos acetilados.
Os materiais não-tecidos preferenciais da presente invenção são os não-tecidos processados por agulhagem. Com mais preferência, os não- tecidos são submetidos ao processamento Dilour para formar a felpa. Esse processo pode resultar em laçadas e em extremidades de fibra sem laçada na felpa.
A existência de laçadas ou extremidades de fibra na felpa é in- fluenciada por inúmeros fatores na produção do tecido felpudo não-tecido. Esses fatores incluem o comprimento das fibras no tecido e o tipo de agu- lhas usadas nas etapas de agulhagem, especialmente na etapa de formação da felpa. As agulhas podem ser selecionadas de modo a criar um grande número de fibras cortadas na felpa, deixando extremidades livres, ou podem ser selecionadas para reduzir o número de fibras cortadas, resultando em uma maior proporção de fibras laçadas na felpa.
As fibras do substrato de almofada porosa têm um denier relati- vamente baixo. Se as fibras foram muito grandes em sua seção transversal, serão muito rígidas e desconfortáveis para uso sobre pele humana. Se as fibras forem muito pequenas, ficarão caídas sobre a camada de suporte e acabarão emaranhadas. O substrato de almofada porosa resultante não ofe- recerá as características desejadas de alta formação de espuma. De prefe- rência, as fibras têm um denier de até cerca de 9. Com mais preferência, pelo menos cerca de 90%, em peso, das fibras têm um denier de até cerca de 6.
Em uma modalidade preferencial, o substrato de almofada poro- sa tem uma blenda de fibras com um denier de até cerca de 6 e, com mais preferência, uma blenda de fibras com um denier de cerca de 3 a cerca de 6. Em uma blenda, são misturados de cerca de 90 a cerca de 50%, em peso, de uma fibra menor e de cerca de 10 a cerca de 50%, em peso, de uma fibra maior. As fibras menores preferenciais têm um denier de cerca de 1,5 a cer- ca de 4, com mais preferência cerca de 3. As fibras maiores preferenciais têm um denier de cerca de 4,5 a cerca de 9, com mais preferência cerca de 6.
O peso-base do substrato de almofada porosa pode ficar na fai- xa de cerca de 170 gramas por metro quadrado (g/m2) a cerca de 380 g/m2, como entre cerca de 200 g/m2 e cerca de 350 g/m2, com mais preferência entre cerca de 225 g/m2 e cerca de 300 g/m2. O substrato de almofada poro- sa pode ter uma espessura média de cerca de 2,5 mm, como entre cerca de 1,5 mm e cerca de 3,5 mm.
Atributos sensoriais podem, também, ser incorporados aos subs- tratos porosos. Os exemplos desses atributos sensoriais incluem, mas não se limitam a cor, textura, padrão e gofragem do substrato.
Composição espumante
A almofada porosa formadora de espuma inclui uma composição espumante, que pode ser usada para otimizar a capacidade de formação de espuma da almofada. Os exemplos de artigos para tratamento de pele com composições espumantes são mostrados no pedido de patente US n° 2006/0141014, de Eknoian et al., cuja descrição está aqui incorporada, a título de referência. Em uma modalidade da invenção, a composição espu- mante está presente em uma quantidade suficiente para gerar espuma (de acordo com o "Teste de formação da espuma" descrito abaixo, na seção de Exemplos) em menos que 14 segundos, de preferência em menos que cerca de 12 segundos e, com mais preferência, em menos que cerca de 11 se- gundos depois de ser ativada por um líquido. A composição espumante ge- ra, de preferência, espuma em quantidade suficiente e com duração de pelo menos cerca de 2 minutos.
Para que a almofada porosa formadora de espuma proporcione uma quantidade desejada de espuma, a composição espumante está, de preferência, presente a um teor de pelo menos cerca de 50%, em peso, da almofada porosa formadora de espuma. Em outras palavras, um substrato de almofada porosa seco pesando 1 g teria, aplicado ao mesmo, cerca de 1 g da composição espumante. Com mais preferência, o agente espumante está presente em uma quantidade entre cerca de 50 e cerca de 75%, em peso, da almofada porosa formadora de espuma, e o substrato de almofada porosa pode estar presente em uma quantidade de cerca de 50 a cerca de 25%, em peso, da almofada porosa formadora de espuma. Com a máxima preferência, o agente espumante está presente em uma quantidade entre cerca de 60 e cerca de 70%, em peso, da almofada porosa formadora de espuma, e o substrato de almofada porosa está presente em uma quantida- de entre cerca de 40 e cerca de 30%, em peso, da almofada porosa forma- dora de espuma. O fato de ter a composição espumante presente nessa quantidade permite que a mesma seja prontamente massageada sobre a pele colocada em contato com a almofada porosa formadora de espuma, além de oferecer suficiente formação de espuma quando dosada com uma quantidade adequada de água pelo usuário.
Dispositivo de mão motorizado
O dispositivo de mão motorizado 20 está disposto e configurado para transmitir movimento à pele colocada em contato com o mesmo (indire- tamente, através da almofada porosa formadora de espuma). O dispositivo de mão motorizado 20 inclui um corpo 24 e uma superfície de fixação 22 adequada para o acoplamento, ao mesmo, da almofada porosa formadora de espuma. O dispositivo de mão motorizado 20 tem, adicionalmente, um motor no interior do corpo 24 e um meio para transferir energia mecânica do dito motor para a superfície de fixação 22, de modo a transmitir um movi- mento a uma superfície de uma almofada porosa formadora de espuma a- coplada ao mesmo. Em uma modalidade preferencial, um acoplador 26 se encaixa em um receptáculo 28 sobre o corpo 24 do dispositivo de mão moto- rizado 20. Nessas modalidades, o acoplador 26 oferece a superfície de fixa- ção 22 que pode se engatar a uma superfície da almofada porosa formadora de espuma, como uma pluralidade de ganchos de um sistema de fecho por gancho e laço. Os ganchos podem, então, se engatar a fibras, por exemplo a fibras da camada de suporte da almofada porosa formadora de espuma. O movimento gerado pelo aplicador pode incluir, mas não se limita a, movi- mentos giratórios, oscilantes, vibratórios, ou uma combinação dos mesmos. Os exemplos de dispositivos de mão motorizados 20 úteis são apresentados nos documentos n°s de série US 12/178.946 e 12/178.780, de Gubernick et al., cujo conteúdo está aqui incorporado, a título de referência.
Agentes de benefício
Em uma modalidade da invenção, a almofada porosa formadora de espuma inclui um ou mais agentes de benefício. O termo "agente de be- nefício" significa um composto (por exemplo, um composto sintético ou um composto isolado de uma fonte natural) que tem um efeito cosmético ou te- rapêutico sobre a pele incluindo, mas não se limitando a, agentes de clare- amento, agentes de escurecimento, como agentes de autobronzeamento, agentes antiacne, agentes de controle do brilho, agentes microbicidas, agen- tes anti-inflamatórios, fungicidas, agentes antiparasitas, analgésicos exter- nos, filtros solares, fotoprotetores, antioxidantes, agentes queratolíticos e esfoliantes, tensoativos, umectantes, nutrientes, vitaminas, energéticos, a- gentes antiperspirantes, adstringentes, desodorantes, inibidores de cresci- mento de cabelos ou pelos, agentes contra a queda de cabelo, promotores do crescimento de cabelos ou pelos, removedores de pelos, agentes firma- dores da pele, agentes anticalosidades, agentes anti-idade como agentes antirrugas, agentes condicionadores da pele, inibidores de alergia, antissép- ticos, analgésicos externos, antipruriginosos, anti-histamínicos, anti- infectivos, anticolinérgicos, vasoconstritores, vasodilatadores, promotores da cura de ferimentos, peptídeos, polipeptídeos, proteínas, desodorantes, anti- perspirantes, polímeros formadores de filme, contrairritantes, enzimas, inibi- dores de enzima, agentes de tratamento de erva venenosa, agente de tra- tamento de sumagre, agentes de tratamento contra queimadura, agentes de tratamento contra brotoeja de fralda, agentes contra brotoeja, extratos her- báceos, flavonoides, elementos sensoriais, antioxidantes, queratolíticos, fil- tros solares, agentes antiedema, e combinações dos mesmos.
Em uma modalidade, o agente de benefício é selecionado de, mas não se limita a, hidroxiácidos, peróxido de benzoíla, resorcinol enxofre, ácido ascórbico e seus derivados, D-pantenol, hidroquinona, metoxicinimato de octila, dióxido de titânio, silicilato de octila, homossalato, avobenzona, polifenólicos, carotenoides, sequestrantes de radicais livres, armadilhas de spin, retinoides como retinol e palmitato de retinila, ceramidas, ácidos graxos poli-insaturados, ácidos graxos essenciais, enzimas, inibidores de enzimas, minerais, hormônios como estrogênios, esteroides como hidrocortisona, 2- dimetilaminoetanol, sais de cobre como cloreto de cobre, peptídeos conten- do cobre, coenzima Q10, ácido lipoico, aminoácido como prolina e tirosina, lipoaminoácidos como capriloil glicina e sarcosina, vitaminas, ácido lactobiô- nico, acetil-coenzima A, niacina, riboflavina, tiamina, ribose, transportadores de elétrons como NADH e FADH2, e outros extratos botânicos, e sal, éste- res, e derivados dos mesmos. O agente de benefício estará presente, tipi- camente, em uma quantidade de cerca de 0,001% a cerca de 20% em peso do impregnado líquido, por exemplo, cerca de 0,01% a cerca de 10% como cerca de 0,1% a cerca de 5%.
Os exemplos de vitaminas incluem, mas não se limitam a, vita- mina A, uma vitamina B como vitamina B3, vitamina B5 e vitamina B12, vita- mina C, vitamina K, e vitamina E, bem como sais, ésteres e derivados das mesmas (por exemplo, palmitato de retinila, acetato de ascorbila e acetato de tocoferol).
Exemplos de hidroxiácidos incluem, porém sem caráter limitati- vo, ácido glicólico, ácido láctico, ácido málico, ácido salicílico, ácido cítrico e ácido tartárico.
Exemplos de antioxidantes incluem, mas não se limitam a, antio- xidantes solúveis em água, tais como, compostos de sulfidrila e seus deriva- dos (por exemplo, metabissulfito de sódio e N-acetil-cisteína), ácido Iipoico e ácido di-hidrolipoico, resveratrol, lactoferrina, e ácido ascórbico e derivados de ácido ascórbico (por exemplo, glicosídeo de ácido ascórbico, ascorbil fos- fato de magnésio, palmitato de ascorbila e polipeptídeo de ascorbila). Os antioxidantes solúveis em óleo adequados para uso nas composições desta invenção incluem, porém sem caráter limitativo, hidroxitolueno butilado, reti- noides (por exemplo, retinol e palmitato de retinila), tocoferóis (por exemplo, acetato de tocoferol), tocotrienóís e ubiquinona. Extratos naturais contendo antioxidantes adequados para uso nas composições desta invenção inclu- em, mas não se limitam a extratos contendo flavonoides e isoflavonoides e seus derivados (por exemplo, genisteína e diadzeína), extratos contendo resveratrol e similares. Exemplos de extratos naturais incluem semente de uva, chá verde, cortiça de pinho e própolis.
Exemplos de extratos botânicos incluem, mas não se limitam a legumes como soja, aloe vera, matricária, hedychium, ruibarbo, portulaca, cedro, canela, hamamelis, dente de leão, angélica chinesa, turmérico, gen- gibre, sanguissorba, houttuynia, semente de coix, e tomilho. O termo "extrato botânico" significa uma mistura de dois ou mais compostos isolados de planta.
Em uma modalidade da invenção, o agente de benefício é feito para ser aplicado na região da testa e inclui, porém não se limita a: agentes de controle da oleosidade como dióxidos de titânio, alcoóis, extratos botâni- cos, e talco, agentes de limpeza de poros como alfa-hidroxiácidos, beta- hidroxiácidos, e enzimas, agentes antiacne como peróxido de benzoíla, áci- do salicílico, triclorcarban, triclosan, ácido azeláico, clindamicina, adapaleno, eritromicina, sulfacetamida de sódio, ácido retinoico, e enxofre, agentes de absorção de óleo, como dióxido de titânio e argilas, agentes de controle de brilho como silicones, alcoóis, talco, e argilas, agentes de redução de man- chas escuras, como vitamina C, hidroquinona, extratos botânicos, alfa- hidroxiácidos, beta-hidroxiácidos, e retinoides, e/ou agentes de redução de rugas/linhas finas como retinoides, alfa-hidroxiácidos, e enzimas.
Em outra modalidade da invenção, o agente de benefício é pro- jetado para aplicação em torno da boca e inclui, porém não se limita a: agen- tes de hidratação/umectação como glicerina, silicone, glicóis, extratos botâ- nicos, e ésteres, agentes de limpeza de poros, agentes antiacne, vasodilata- dores como niacinamida e extrato de castanha da índia, vasoconstritores como cafeína e extratos botânicos, agentes de levantamento da pele como (por exemplo, peptídeo contendo cobre, dimetilaminoetanol, e polímeros), polímeros de levantamento da pele, agentes de redução de rugas/linhas fi- nas, agentes de despigmentação/clareamento da pele como vitamina C, hi- droquinona, extratos botânicos, alfa-hidroxiácidos, beta-hidroxiácidos, reti- noides, arbutina, e ácido cójico, e agentes depilatórios/de redução de cabelo como extratos de soja, n-acetil cisteína, e isoflavonas.
Embora várias combinações estejam contempladas, sob um e- xemplo não-limitador, um ou mais agentes de benefício que são seleciona- dos a partir do grupo consistindo em ácido ascórbico e seus derivados, alfa- hidroxiácidos, beta-hidroxiácidos, alcanolaminas, proteínas, enzimas e ativa- dores de enzima, bem como combinações dos mesmos, estão no impregna- do líquido, enquanto um ou mais agentes de benefício que são selecionados a partir do grupo consistindo em retinoides, tocoferóis, enzimas, ativadores de enzima e combinações dos mesmos estão dentro do núcleo líquido.
Em uma modalidade da invenção, a almofada compreende uma enzima, como uma lignina peroxidase, e um ativador adequado, como um peróxido (por exemplo, peróxido de hidrogênio) conforme descrito em WO 2004/052275.
Embalagem do produto
Em uma modalidade da invenção, o produto está em sua forma acabada dentro de uma embalagem. Em uma modalidade, a embalagem é um recipiente, como um invólucro de filme flexível lacrado, um tubo, um po- te, uma bolsa ou um frasco contendo a almofada porosa formadora de es- puma. Essas embalagens podem ser de plástico, metal, vidro, papel e/ou combinações e laminados desses materiais.
Em uma modalidade da invenção, o produto inclui instruções o- rientando o usuário a colocar a almofada porosa formadora de espuma no aplicador motorizado. Em uma modalidade, as instruções podem orientar o usuário a aplicar o produto diretamente à pele. Em outra modalidade, as ins- truções podem orientar o usuário a aplicar um líquido à almofada porosa formadora de espuma antes da aplicação à pele (por exemplo, adicionar á- gua, um tonificador ou um limpador ao produto).
As instruções podem orientar o usuário a colocar a almofada po- rosa formadora de espuma em contato com a pele (por exemplo, o rosto) durante um período de tempo, como de cerca de 1 minuto a cerca de 10 minutos (por exemplo, de cerca de 3 minutos a cerca de 7 minutos). O usuário pode, também, ser orientado a enxaguar qualquer líquido que per- maneça na pele após a remoção da almofada porosa formadora de espuma.
Método de fazer e usar o produto
A figura 4 representa elementos de um dispositivo para fabrica- ção de não-tecidos convencional, modificado para produzir a almofada poro- sa formadora de espuma de acordo com a presente invenção. Uma ou mais camadas podem ser combinadas no processo apresentado a seguir. Esco- lhe-se as fibras e/ou a blenda de fibras para cada camada de modo a aten- der à intenção do produto, e as camadas são independentemente alimenta- das a um abridor e, dali, para um misturador para cada camada. Essa mistu- ra de fibra/fibra para cada camada é, então, alimentada ao lado de entrada de uma máquina cardadora têxtil típica, a qual forma uma manta frouxa de fibras para cada camada, que podem ser transversalmente sobrepostas se uma largura maior for necessária. Uma ou mais dessas camadas pode, en- tão, ser mecanicamente consolidada por meio de agulhagem.
Conforme mostrado na figura 4, a manta 100 é introduzida em uma estação de agulhagem 102 para formar uma manta consolidada 104. A manta consolidada 104 resultante é, então, adicionalmente processada em um processo de agulhagem especializado, por vezes chamado de processo Dilour (desenvolvido pela Dilo AG, da Alemanha). Nesse processo mostrado esquematicamente como a estação 106, a placa de agulhas do processo de agulhagem incorpora agulhas que são projetadas de modo a mover fibras em somente uma direção, geralmente para fora em relação à manta de teci- do inicialmente submetida à agulhagem. O tecido felpudo não-tecido 108 resultante é movido para uma estação de punção 110 em que substratos de almofada porosa individuais 112 são recortados do tecido felpudo não-tecido 108. A retícula 114 restante é removida para reciclagem. Os substratos de almofada porosa 112 formados pelo tecido felpudo não-tecido podem, então, ser dosados, por exemplo mediante aspersão, na estação de revestimento 116 para formar as almofadas porosas formadoras de espuma 118 acaba- das, as quais podem ser embaladas (não mostrado). Essa ilustração es- quemática de um processo de fabricação útil pode, é claro, ser separada em vários estágios. Por exemplo, a manta consolidada 104, o tecido felpudo não-tecido 108, ou ambos, podem ser enrolados em cilindros e armazena- dos para processamento posterior. Alternativamente, a estação de revesti- mento 116 pode estar situada antes da estação de punção 110, conforme se deseje.
Exemplos
Exemplo 1
Um exemplo da presente invenção consiste em uma almofada descartável para uso com um aplicador de mão motorizado para produtos de tratamento da pele. A almofada é formada por duas camadas de fibras car- dadas que são processadas por agulhagem para formar uma manta consoli- dada conforme descrito acima.
O tecido felpudo não-tecido e sem ligante é formado por uma primeira camada cardada com peso-base de 145 g/m2 (4,3 oz/yd2) de cor branca/quase branca consistindo em 100% de fibras de poliéster branco (denier 3, comprimento de 75 mm (3 polegadas)), e uma segunda camada cardada com peso-base de 115 g/m2 (3,4 oz/yd2). A segunda camada é for- mada nominalmente por 60%, em peso, de fibras de poliéster branco (denier 3, comprimento de 75 mm (3 polegadas)) e 40%, em peso, de fibras de poli- propileno azul (denier 5,0/6,0, comprimento de 100 mm (4 polegadas)). Es- sas camadas cardadas são, então, submetidas à agulhagem para formar uma manta consolidada, que tem um peso-base nominal de cerca de 260 g/m2 (7,7 oz/yd2). Essa manta consolidada é, então, introduzida em uma u- nidade de processamento do tipo Dilour, na qual é formado o tecido felpudo não-tecido. Este tem, novamente, um peso-base nominal de cerca de 260 g/m2 (7,7 oz/yd2).
Exemplo 2
Um Teste de formação da espuma foi realizado para determinar o tempo para geração da espuma. O procedimento de Teste de formação da espuma é conforme exposto a seguir:
Teste de formação da espuma:
Objetivo:
• Quantificar o tempo para geração de espuma e estabelecer qualitativamente a quantidade de espuma com a almofada Wave original e com a nova almofada com formação otimizada de espuma.
Equipamento usado:
• Equipamento para teste de movimento linear Gardco, modelo D10V, disponível junto à Paul N. Gardner Company, Inc. (Pompano Beach, Flórida, EUA)
Configuração:
• Configurar a unidade de testes com 500 gramas de peso sobre a almofada, com o dispositivo de fixação da almofada preso ao equipamento "caixa de escovas" da Gardco.
• A superfície para fricção é uma superfície plana em borracha (borracha com 0,32 cm (1/8 polegada) de espessura, com dureza 15 em du- rômetro Shore "A").
• Configurar o curso da unidade de teste para 25,4 cm (10 polegadas) e a velocidade para 50,8 cm (20 polegadas) por segundo (observação: isso é equivalente a um segundo por curso).
• Ajustar o contador para 60 cursos - um curso é "um movimen- to para a esquerda e um movimento para a direita".
• Colocar água da rede pública a 32°C (90°F) em um béquer. Procedimento:
• Confirmar o funcionamento da máquina com a velocidade, o curso, o peso e demais parâmetros designados.
• Mergulhar a almofada em água (cerca de 1 segundo) e deixar o excesso de água escorrer (observação: a absorção da almofada será uma função das fibras e da estrutura da mesma)
• Colocar a almofada no dispositivo de fixação e ajustar na posi- ção a caixa de escovas pesada.
• Iniciar o contador (movimento de curso) e observar as bordas longitudinais quanto ao surgimento de espuma
• Registrar o número no contador quando a espuma formar uma linha perceptível em cada lado do curso da almofada (esse é o tempo para geração de espuma)
• Deixar que a máquina prossiga pela contagem completa de 60 (cursos).
• Remover a caixa de escovas pesada e fotografar a unidade (isto é, qualitativamente, a quantidade de espuma)
• Repetir pelo menos três vezes.
Foi feita uma comparação entre almofadas de limpeza descartá- veis comercialmente disponíveis para uso com um dispositivo de mão gera- dor de movimento (NEUTROGENA® WAVE™ Power Cleanser DEEP CLE- AN FOAMING PADS) e uma modalidade da presente invenção (almofada porosa à base de tecido felpudo não-tecido) para determinar a geração oti- mizada de espuma pelo substrato de almofada porosa da presente invenção. As almofadas (cerca de 40 mm de diâmetro, com uma massa de cerca de 0,34 g) foram dosadas com quantidades equivalentes (cerca de 0,75 g) da mesma composição limpadora (similar àquela apresentada no pedido de patente US n° 2006/0141014, de Eknoian et al.), e três almofadas de cada foram testadas de acordo com o Teste de formação da espuma, descrito acima. O tempo para a formação da espuma e as quantidades relativas de espuma foram registrados (o volume absoluto de espuma, porém, não foi registrado). Os resultados são mostrados na Tabela 1, abaixo. Tabela 1
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1 A composição espumante (glicerina, Iauret sulfato de sódio, PDT-8, coca- midopropil betaína, decil glicosídeo, cloreto de Iauril metil glicet-10 hidróxi propil dimôriio, fenóxi etanol, metil parabeno, ácido cítrico, ácido salicílico, mentol, fragrância) conforme descrita na embalagem do NEUTROGENA® WAVE™ Power Cleanser DEEP CLEAN FOAMING PADS
2 Absorção estimada de água para a almofada Wave: cerca de 2,4 g
3 Absorção estimada de água para a almofada com formação otimizada de espuma: cerca de 2,2 gramas
Uma análise dos dados acima mostra que o substrato de almo- fada porosa formado por um tecido felpudo não-tecido apresenta qualidades de geração de espuma significativamente otimizadas. O mesmo apresenta um início mais rápido da produção de espuma, e uma quantidade relativa- mente maior de espuma gerada.
O relatório descritivo, as modalidades e os exemplos acima são apresentados para auxiliar o entendimento completo e não-limitador da in- venção aqui apresentada. Como muitas variações e modalidades da inven- ção podem ser feitas sem desviar-se do espírito e do escopo da mesma, a invenção reside nas reivindicações anexas deste ponto em diante no presen- te documento.

Claims (14)

1. Almofada porosa formadora de espuma, adequada para aco- plamento a um dispositivo de mão e para aplicação à pele humana, sendo que a dita almofada compreende: a. um substrato de almofada porosa, que compreende um tecido felpudo não-tecido compreendendo uma camada de suporte em não-tecido e uma felpa compreendendo fibras individuais estendendo-se a partir da ca- mada de suporte, em que o tecido felpudo não-tecido compreende fibras com um denier menor que cerca de 9, e b. uma composição espumante disposta sobre o substrato de almofada porosa.
2. Almofada porosa formadora de espuma, de acordo com a rei- vindicação 1, em que o tecido felpudo não-tecido compreende pelo menos cerca de 90%, em peso, de fibras com um denier de até cerca de 6.
3. Almofada porosa formadora de espuma, de acordo com a rei- vindicação 2, em que o tecido felpudo não-tecido compreende uma blenda de fibras, sendo que cerca de 90 a cerca de 50%, em peso, das fibras têm um primeiro denier de até cerca de 3, enquanto de cerca de 10 a cerca de - 50%, em peso, das fibras têm um segundo denier, maior que o primeiro de- nier e de até cerca de 6.
4. Almofada porosa formadora de espuma, de acordo com a rei- vindicação 1, em que a almofada porosa formadora de espuma compreende pelo menos cerca de 50%, em peso, da composição espumante.
5. Almofada porosa formadora de espuma, de acordo com a rei- vindicação 1, em que a almofada porosa formadora de espuma compreende entre cerca de 60 e cerca de 70%, em peso, da composição espumante.
6. Kit, o qual compreende: a. um dispositivo de mão motorizado, que compreende um corpo e uma superfície de fixação disposta e configurada para disposição junto à pele humana b. uma almofada porosa formadora de espuma, que compreende: i. de cerca de 50 a cerca de 25%, em peso, de um substrato de almofada porosa, que compreende um tecido felpudo não-tecido compreen- dendo uma camada de suporte em não-tecido e uma felpa compreendendo fibras individuais estendendo-se a partir da camada de suporte, em que o tecido felpudo não-tecido compreende fibras com um denier menor que cer- ca de 9, e ii. de cerca de 50 a cerca de 75%, em peso, de uma composição espumante disposta sobre o substrato de almofada porosa, em que que a almofada porosa formadora de espuma está dis- posta e configurada para acoplamento à superfície de fixação do dispositivo de mão, com a felpa do tecido felpudo não-tecido disposta em direção à pele humana, durante o uso.
7. Kit, de acordo com a reivindicação 6, em que a superfície de fixação compreende um acoplador disposto em um receptáculo formado no corpo.
8. Kit, de acordo com a reivindicação 6, em que a almofada po- rosa formadora de espuma compreende de cerca de 40 a cerca de 30%, em peso, do substrato de almofada porosa, e de cerca de 60 a cerca de 70%, em peso, da composição espumante.
9. Kit, de acordo com a reivindicação 6, em que o tecido felpudo não-tecido compreende uma blenda de fibras, sendo que cerca de 90 a cer- ca de 50%, em peso, da fibras têm um primeiro denier de até cerca de 3, enquanto de cerca de 10 a cerca de 50%, em peso, das fibras têm um se- gundo denier, maior que o primeiro denier e de até cerca de 6.
10. Método para fabricação de almofadas porosas formadoras de espuma adequadas para acoplamento a um dispositivo de mão e para aplicação à pele humana, sendo que o dito método compreende as etapas de: a. formar um tecido felpudo não-tecido mediante a agulhagem de pelo menos uma manta cardada de fibras individuais, para formar uma manta planar e substancialmente integrada de fibras primariamente orienta- das no plano da manta, e submeter à agulhagem a manta planar e substan- cialmente integrada de fibras para formar uma felpa que compreende fibras individuais estendendo-se a partir de uma camada de suporte e com um de- nier de menos que cerca de 9, em que as fibras da camada de suporte per- manecem primariamente orientadas no plano da manta, b. aplicar uma composição espumante ao tecido felpudo não- tecido, c. separar almofadas porosas individuais do tecido felpudo não- tecido, e d. embalar uma pluralidade de almofadas porosas individuais.
11. Método, de acordo com a reivindicação 10, em que a etapa de aplicar a composição espumante ao tecido felpudo não-tecido ocorre a- pós a etapa de separar as almofadas porosas individuais do tecido felpudo não-tecido para formar almofadas porosas formadoras de espuma individuais.
12. Método, de acordo com a reivindicação 10, em que a etapa de aplicar a composição espumante ao tecido felpudo não-tecido ocorre an- tes da etapa de separar as almofadas porosas individuais do tecido felpudo não-tecido para formar almofadas porosas formadoras de espuma individuais.
13. Método, de acordo com a reivindicação 10, em que a etapa de aplicar a composição espumante compreende aplicar uma quantidade de composição espumante suficiente para se obter uma almofada porosa for- madora de espuma que tenha de cerca de 50 a cerca de 25%, em peso, do substrato de almofada porosa e de cerca de 50 a cerca de 75%, em peso, da composição espumante.
14. Método para tratamento da pele humana, o qual compreende as etapas de: a. acoplar uma almofada porosa formadora de espuma a uma superfície de fixação de um dispositivo de mão motorizado, sendo que a al- mofada porosa formadora de espuma compreende: i. de cerca de 50 a cerca de 25%, em peso, de um substrato de almofada porosa, que compreende um tecido felpudo não-tecido compreen- dendo uma camada de suporte em não-tecido e uma felpa compreendendo fibras individuais estendendo-se a partir da camada de suporte, sendo que o tecido felpudo não-tecido compreende fibras com um denier menor que cerca de 9, e ii. de cerca de 50 a cerca de 75%, em peso, de uma composição espumante disposta sobre o substrato de almofada porosa, em que a almofada porosa formadora de espuma está disposta e configurada para acoplamento à superfície de fixação do dispositivo de mão motorizado, com a felpa do tecido felpudo não-tecido disposta em dire- ção à pele humana, durante o uso, b. molhar a almofada porosa formadora de espuma, c. ativar o dispositivo de mão motorizado para gerar um movi- mento da almofada porosa formadora de espuma, d. aplicar a almofada porosa formadora de espuma à pele humana, e e. mover a almofada porosa formadora de espuma pela pele humana.
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