BRPI1102571A2 - Método para limpeza de pele com uma barreira danificada - Google Patents

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Neena Tierney
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Donzel Johnson
Katharine M Martin
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Johnson & Johnson Consumer
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Abstract

Método para limpeza de pele com uma barreira danificada. Esta invenção refere-se a um método para limpeza de pele com uma função de barreira danificada. O método desta invenção utiliza composições de limpeza que tem a característica de perturbar ou interagir minimamente com a função de barreira da pele, através da aplicação de uma composição de limpeza à dita pele, que compreende (i) pelo menos um copolimero acrílico linear não-reticulado de baixo peso molecular, e (ii) pelo menos um tensoativo selecionado do grupo que consiste em tensoativos aniônicos, tensoativos anfotéricos e combinações de dois ou mais dos mesmos, a composição de limpeza tendo um ast(65) de mais que cerca de 2 mn/m.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "MÉTODO PARA LIMPEZA DE PELE COM UMA BARREIRA DANIFICADA".
CAMPO DA INVENÇÃO
Esta invenção refere-se a um método para limpeza de pele com uma função de barreira danificada. O método desta invenção utiliza compo- sições de limpeza que têm a característica de perturbar ou interagir minima- mente com a função de barreira da pele. Esta característica é essencial de modo a não exacerbar uma condição de pele que causou o defeito da funç- ão de barreira.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO A pele humana age como uma barreira e uma camada protetora contra injúrias químicas, físicas e mecânicas. A função primária da camada epidérmica mais externa da pele, o estrato córneo (SC), é prevenir a perda de água e substâncias vitais do corpo para o ambiente, enquanto impede que materiais exógenos nocivos penetrem a barreira da pele para o tecido vivo. Outras funções do SC incluem regulação de mecanismos homeostáti- cos para garantir condições constantes mesmo em um ambiente em alteraç- ão e fornecer mecanismos de reparo caso a barreira seja rompida por doen- ças ou insultos exógenos ou a presença de substâncias bactericidas para proteger contra infecção. De modo a executar estas funções, o SC precisa ser hidratado e flexível. Há vários fatores, incluindo doença, dieta, raça, assim como o ambiente externo, que podem tornar a função de barreira da pele mais pro- pensa à perturbação e induzir, potencialmente, ressecamento, irritação ou coceira. Conforme os indivíduos envelhecem, sua capacidade de restabele- cer a barreira é reduzida. O estresse psicológico pode levar a níveis eleva- dos de glicocorticoides circulantes, o que também retarda a recuperação da barreira. A variação sazonal nos níveis de lipídio intercelular pode, também, explicar a pré-disposição da pele ao ressecamento nos meses de inverno.
Desta forma, mecanismos complicados na pele mantêm o esta- do de hidratação essencial do SC. Entretanto, muitos fatores podem trabal- har juntos para comprometer a função de barreira do estrato córneo (mais adiante neste documento, "SC") e aumentar a taxa de perda de água da pe- le. A exposição a condições adversas, incluindo frio, tempo seco do inverno, lavagens frequentes com sabonete e água quente, exposição a tensoativos ou produtos químicos irritantes ou solventes pode comprometer a função de barreira do SC causando ressecamento da pele. A brotoeja de fralda também pode comprometer a barreira do SC. Independente de fatores ex- ternos que provocam uma função de barreira de SC danificada, há várias doenças conhecidas que são caracterizadas por uma condição ou compor- tamento anormal do SC. Exemplos destas doenças incluem várias formas de dermatite, incluindo, dermatite atópica, psoríase, ictiose, eczema, seborreia, dermatite das mãos, hera venenosa, brotoeja de fralda, xerose induzida por tensoativo, xerose induzida por sabão, xerose induzida pelo inverno, e pele seca diagnosticada clinicamente. A pele que tem uma função de barreira do estrato córneo danifi- cada apresenta geralmente uma perda transepidérmica de água (PTEA) ele- vada ou hidratação de pele reduzida. A pele com uma barreira danificada é tratada, geralmente, pela aplicação de hidratantes, agentes anti- inflamatórios, esteroides, e similares. No caso de brotoeja de fralda, proteto- res da pele, como óxido de zinco e petrolato, são frequentemente aplicados. A limpeza da pele pode, também, romper a função de barreira da pele ou agravar a função de barreira danificada que já está presente na pele. Consumidores que sofrem de função de barreira danificada limpam, tipicamente, apenas com água, usam cremes de limpeza à base de emulsão (isento de tensoativo) ou reduzem a frequência de limpeza da pele de modo a evitar exacerbação da condição.
Desta forma, é desejável criar um método para limpar pele dani- ficada que não exacerbe a função de barreira da pele danificada.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS A figura 1 é um gráfico ilustrando a tensão superficial dinâmica, [γ(ί)-γθρ]. [Y(t)-Yeq], conforme definido abaixo. A figura 2 é um gráfico ilustrando AST(t) como uma função do tempo, a diferença entre a tensão superficial dinâmica do agente de limpeza com polímero modificado hidrofobicamente e o agente de limpeza corres- pondente sem polímero modificado hidrofobicamente.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Os métodos da presente invenção se relacionam à limpeza da pele com uma função de barreira danificada, de forma que a barreira não fique mais prejudicada. Mais particularmente, os métodos da presente in- venção se referem ao uso de composições de limpeza que têm característi- cas dinâmicas de superfície mais lentas para limpar a pele com uma barreira danificada de modo a não prejudicar ainda mais a barreira. O conteúdo de tensoativos nas composições úteis nos métodos desta invenção é relativa- mente baixo em comparação a outras composições de limpeza, mas as composições produzem espuma quando usadas nos processos de limpeza.
DESCRIÇÃO DETALHADA
Para uso na presente invenção, a expressão "função de barreira da pele danificada" refere-se às condições de pele nas quais o estrato córneo foi comprometido. A função de barreira danificada da pele pode ser causada por irritação aguda ou crônica à pele por agressores externos, do- ença de pele, estresse e similares. Estão incluídas nesta definição várias formas de dermatite, incluindo, dermatite atópica, psoríase, ictiose, eczema, seborreia, dermatite das mãos, hera venenosa, brotoeja de fralda, xerose induzida por tensoativo, xerose induzida por sabão, xerose induzida pelo inverno, e pele seca diagnosticada clinicamente.
Bebês recém-nascidos prematuros ou não têm também um es- trato córneo fino ou com baixo funcionamento, de fato, a função de barreira do estrato córneo de bebês continua a se desenvolver pelo menos durante os primeiros doze meses após o nascimento, e pode também continuar a se desenvolver ao longo dos primeiros vários anos de vida.
Para uso na presente invenção, o termo "composição de limpeza que forma espuma" inclui as composições que têm a capacidade de remover lipídios, óleos e componentes naturais da superfície da pele e que produzem uma espuma (isto é, um sistema de bolhas circundadas por filme). Uma composição de limpeza é aplicada, tipicamente, à pele e é removida por enxágue com água. A esfregação com os dedos, mãos ou esponja ou a co- locação em uma banheira pode resultar na formação de espuma do agente de limpeza. Se a pele tiver uma barreira danificada antes da limpeza e expo- sição à composição de limpeza que forma espuma, determinados tipos de composições de limpeza podem ser ainda mais lesivos para a saúde e inte- gridade da função de barreira da pele já comprometida. Em particular, as composições de limpeza contendo um conteúdo de tensoativo relativamente alto tenderão a ser mais lesivas para a função de barreira da pele.
Em particular, as formulações de limpeza da pele contêm ten- soativos que emulsificam sujeiras sobre a superfície da pele para remoção com um enxágue com água. Os tensoativos podem ser aniônicos, catiôni- cos, não-iônicos, ou zwitteriônicos e podem estar sob a forma de uma barra, um líquido, um creme, um gel ou similares. Os tensoativos variam acentua- damente quanto aos seus efeitos sobre a pele e diferem significativamente quanto ao seu efeito sobre a função de barreira da pele. Foi mostrado que eles têm efeitos variados no inchaço de corneócitos, desagregação e lesão.
Os tensoativos, assim como outros tratamentos tópicos, podem variar muito nos seus efeitos sobre a barreira de permeabilidade da pele.
Para uso na presente invenção o termo polímero de "baixo peso molecular" refere-se a um polímero que tem um peso molecular numérico médio (Mn) medido por cromatografia de permeação em gel (GPC) calibrado com um padrão de poli(metacrilato de metila) (PMMA) de cerca de 100.000 ou menos. Em certas modalidades preferenciais, os polímeros de baixo peso molecular são os que têm faixas de peso molecular de cerca de 5.000 a cer- ca de 80.000 Mn, com mais preferência, de cerca de 10.000 a cerca de 50.000 Mn e, com mais preferência, entre cerca de 15.000 e 40.000 Mn.
Medição da disfuncão da função de barreira A PTEA e a hidratação da pele constituem duas áreas de me- dições pelas quais se determina se a função de barreira da pele foi prejudi- cada. Entretanto, as medições absolutas geradas por estes métodos de tes- te podem exigir meios adicionais pelos quais se compreende as característi- cas e a extensão da disfunção da barreira. Por exemplo, duas pessoas dife- rentes podem estar expostas ao ambiente, mas apresentar medições muito diferentes de PTEA ou hidratação da pele da pele exposta dependendo da natureza particular das propriedades de sua pele. De modo semelhante, di- ferentes ambientes podem produzir medições similares de PTEA ou hidra- tação da pele em pessoas muito diferentes. Portanto, quando se determina o efeito da aplicação das composições desta invenção à pele com uma função de barreira danificada, é melhor examinar como o nível de PTEA ou de hidratação da pele pode variar mediante exposição a composições de limpe- za medir a alteração na PTEA ou hidratação da pele após a exposição. Além disso, a PTEA e a hidratação da pele podem estar ligadas à cinética e à dinâmica do tensoativo.
Demonstrou-se que a barreira da pele danificada pode ter de- terminadas características físicas, incluindo uma PTEA mais elevada, embo- ra o nível de hidratação reduzido nem sempre esteja presente inicialmente na pele com uma função de barreira danificada. Entretanto, não é desejável, ao limpar a pele com função de barreira danificada, aumentar a perda trans- epidérmica de água causando, assim, disfunção adicional O nível de hidratação do estrato córneo afeta suas propriedades mecânicas e elétricas, assim, o Ski-Con-200EX (I.B.S Co., LTD., Japão), que mede a condutividade em alta frequência da pele, pode ser usado para me- dir a capacidade relativa de retenção de água dos corneócitos superficiais (primeira camada). A medição pode ser realizada pela colocação de uma sonda sobre a superfície da pele durante um período de tempo. A sonda está conectada a um computador ou outro dispositivo de gravação de dados. A hidratação da pele medida através da condutância é expressa como micro Siemans, "pS".
Cinética do tensoativo Há inúmeras formas diferentes pelas quais uma composição de limpeza pode afetar uma barreira danificada. Existem diferentes teorias so- bre se o tensoativo existindo como um monômero ou um tensoativo existindo como uma micela é responsável pela penetração do tensoativo na pele. O modelo de penetração de monômero clássico da penetração do tensoativo sustenta que apenas monômeros de tensoativo, que têm ta- manho relativamente pequeno, são capazes de penetrar no SC. De acordo com o modelo, em concentrações acima da concentração crítica de micela (CMC), os tensoativos que autoagruparam em micelas são grandes demais para penetrar no SC. Desta forma, para os sistemas de tensoativo que exi- bem baixos valores de CMC, existirão menos tensoativos monoméricos dis- poníveis para penetrar na pele.
Conforme descrito nas patentes americanas Nos. 6468614 e 6703427, o tensoativo que existe como um monômero é de importância críti- ca no dano na pele e, portanto, elas ensinam a adição de um cotensoativo a uma composição de limpeza. O cotensoativo resulta em uma concentração crítica de micela (CMC) reduzida em relação à composição de limpeza sem o cotensoativo. Uma CMC reduzida sugere uma concentração reduzida de tensoativo que existe como um monômero.
As soluções de tensoativo são altamente dinâmicas: os tensoati- vos monoméricos entram e saem rapidamente das micelas com taxas de troca na magnitude de milissegundos a segundos, e micelas inteiras se for- mam e se dissociam em uma magnitude de segundos. Uma vez que o ten- soativo muda rapidamente entre monômero e micela, provavelmente, tanto o monômero tensoativo quanto o tensoativo na micela são responsáveis pela lesão à função de barreira da pele. O tensoativo que existe como um monô- mero estará logo em uma micela e, de modo semelhante, o tensoativo que existe na micela sairá rapidamente da micela e se tornará um monômero. O tensoativo em um agente de limpeza durante o uso é subme- tido a uma rápida diluição a partir da concentração inicial "no frasco" (onde a maior parte do tensoativo existe em micelas) até as concentrações mais di- luídas "em uso", tipicamente 1 a 10% das concentrações iniciais. Durante esta diluição, o tensoativo está em movimento, predominantemente, de mi- cela para monômero. É evidente que o tensoativo micelar contribui para a penetração, seja por penetração micelar direta ou por agir como um reser- vatório para fornecer uma fonte contínua de espécies penetrantes monomé- ricas.
Uma forma para medir o efeito de uma solução sobre a barreira da pele, de acordo com os métodos da presente invenção, é examinar as características da solução que está sendo colocada sobre a pele. Em parti- cular, quando se usa um sistema tensoativo, é importante compreender a cinética do(s) tensoativo(s) presente(s) no sistema. Por exemplo, em uma composição contendo tensoativos, uma medição importante é a da velocida- de na qual o tensoativo chega na interface água/pele. Os tensoativos pre- sentes em uma composição tensoativa formam micelas, ou agregam estrutu- ras que têm regiões de "cabeça" hidrofílicas das moléculas de tensoativo em contato com o solvente circundante, e nas quais as regiões de "cauda" hidrofóbica única são sequestradas no centro da micela. Quando uma nova interface é formada, a superfície é inicialmente grandemente desprovida de tensoativo e a tensão superficial é alta, similar àquela da água pura. Com o passar do tempo, o tensoativo na solução se move para a superfície externa - interface, onde ele irá interagir com o ar ou a pele, o que resulta em uma redução da tensão superficial. Dynamics of surfactant self-assemblies: micelles, microemulsions, vesicles and iyotropic phases, Edited Raoul Zana, CRC Press, Boca Raton, FL, Vol 125, 2005 Observou-se que uma dinâmica de superfície mais lenta resulta em uma menor tendência a causar um aumento na disfunção da função de barreira da pele. Pelo conhecimento da cinética das composições de tensoa- tivo, podem-se projetar composições com um estado de energia inferior e dinâmica mais lenta. Isto resulta em composições com uma tendência menor a causar disfunção adicional à pele que já tem um dano da barreira.
As formas de medir a dinâmica do tensoativo incluem análise de formato de gota (DSA) e tensiometria da pressão da bolha (BPT). Tanto a DSA quanto a BPT medem a tensão superficial como uma função do tempo, em que uma solução forma uma nova interface entre a fase aquosa e o ar.
Tanto na DSA quanto na BPT, o tensoativo existe, inicialmente, no volume da fase aquosa. Uma vez que uma nova interface é formada, o tensoativo, então, se difunde em direção à nova interface e começa a popular a interfa- ce ar/água reduzindo, assim, a tensão superficial ao longo do tempo. A dimi- nuição na tensão superficial (medida em miliNewtons por metro, ou mN/M) ao longo do tempo resulta do tensoativo populando a interface recém- formada.
Nas composições desta invenção, a adição de um polímero mo- dificado hidrofobicamente de baixo peso molecular ("poiímero-mh") permite que exista um estado de energia inferior na composição aquosa, resultando em dinâmica mais lenta. O tensoativo associado ao polímero-mh de baixo peso molecular é mais estável do que o tensoativo que existe como uma micela. Desta forma, o tensoativo em uma micela sai mais facilmente da mi- cela, ou a micela quebra mais rapidamente do que o tensoativo associado ao polímero-mh de baixo peso molecular.
Para uso na presente invenção, o termo Delta tensão superficial ("AST") significa a diferença entre a ST da solução contendo o tensoativo preferencial menos a ST da mesma solução sem o tensoativo preferencial (tensoativo e polímero-mh de baixo peso molecular). O Delta ST é medido a uma concentração total de tensoativo de 288 mg/L, e sob os parâmetros experimentais para o teste tensão superficial dinâmica e para o teste de tensiometria em equilíbrio, conforme definido acima. Y(t) = tensão superficial no tempo t γ(65); tensão superficial no tempo = 65 s (segundos) Yeq = tensão superficial no equilíbrio, tensão superficial em tem- pos muito longos, determinada por tensiometria de placa de Wiihemy; o teste de tensiometria em equilíbrio. Y(65) - Yeq; tensão superficial dinâmica, diferença entre a tensão superficial no tempo = 65 e a tensão superficial em equilíbrio, como determi- nada pela tensiometria de placa de Wiihemy. AST(65) — [γ(65) Yeq]com polímero-mh “ [γ(65) Yeqjsem polímero-mh! dife- rença na tensão superficial dinâmica entre limpeza com um polímero-mh não-reticuiado baixo peso molecular no tempo de 65, e uma solução de lim- peza sem polímero-mh.
Ao avaliar a natureza dinâmica das soluções de tensoativo, é mais relevante determinar a diferença entre a tensão superficial como uma função do tempo e a tensão superficial no equilíbrio (isto é, a tensão superfi- cial em períodos longos), [y(t) - Yeq]. Abordagens teóricas para a dinâmica de tensoativos tentam explicar esta diferença entre a tensão superficial como uma função do tempo e a tensão superficial no equilíbrio [γ(ί) - γθς] com base no transporte do tensoativo para a interface ar/água como uma função do tempo.
Observou-se, surpreendentemente, que é possível limpar a pele com função de barreira danificada com o uso de composições que são sua- ves para a pele e que alteram apenas minimamente a disfunção da função de barreira da pele e ainda são capazes de produzir uma espuma.
Os métodos da presente invenção compreendem, consistem es- sencialmente em, e consistem em aplicar uma composição contendo (a) pelo menos um tensoativo e (b) um polímero modificado hidrofobicamente de baixo peso molecular capaz de se ligar um tensoativo à pele com uma funç- ão de barreira danificada; e enxaguar a dita composição da pele, de modo que a composição não exacerbe a função de barreira danificada e a compo- sição também pode ser, de preferência, capaz de produzir espuma. A adição de um polímero modificado hidrofobicamente de baixo peso molecular às composições de tensoativo desta invenção permitem que exista um estado de energia inferior na composição aquosa, resultando em dinâmica mais lenta do tensoativo.
Embora as requerentes não desejem estar restritas a uma teoria particular de operação, acredita-se que o tensoativo associado ao polímero modificado hidrofobicamente de baixo peso molecular é mais estável do que os tensoativos que existem como uma micela. Desta forma, o tensoativo contido em uma estrutura micelar se dispersa mais facilmente da micela do que quando ele está associado ao polímero modificado hidrofobicamente de baixo peso molecular. O material polimérico útil nos métodos desta invenção é, de pre- ferência, uma composição adequada para associar tensoativos aniônicos e/ou anfotéricos e é um copolímero acrílico linear não-reticulado, que mitiga o dano da barreira dérmica danificada tipicamente associado aos sistemas de tensoativo sem aumentar substancialmente a viscosidade. Os polímeros lineares não-reticulados são, de preferência, de baixo peso molecular e têm um peso molecular numérico médio de 100.000 ou menos, conforme medido por cromatografia de permeação em gel (GPC) calibrada com um padrão de poli(metacrilato de metila) (PMMA) (para uso na presente invenção, exceto onde especificado em contrário, todos os pesos moleculares numéricos médios (Mn) referem-se ao peso molecular medido desta forma). O mitigante copolimérico é polimerizado a partir de pelo menos dois componentes mo- noméricos. O primeiro componente monomérico é selecionado a partir de um ou mais monômeros α,β-etilenicamente insaturados contendo pelo me- nos um grupo de ácido carboxílico. Este grupo ácido pode ser derivado de monoácidos ou diácidos, anidridos de ácidos dicarboxílicos, monoésteres de diácidos, e sais dos mesmos. O segundo componente monomérico é hidro- fobicamente modificado (em relação ao primeiro componente monomérico) e é selecionado a partir de um ou mais monômeros não-ácidos α,β- etilenicamente insaturados contendo um grupo a C9 alquila, incluindo ésteres a C9 alquílicos de ácido (met)acríiico lineares e ramificados, éste- res vinílicos de ácidos Ci a C10 carboxílicos lineares e ramificados, e mistu- ras dos mesmos. Em um aspecto da invenção, o segundo componente mo- nomérico é representada pela fórmula: CH2=CRX em que R é hidrogênio ou metila; X é -C(0)OR1 ou -OC(0)R2; R1 é Ci a C9 alquila linear ou ramificada; e R2 é hidrogênio ou C·, a C9 alquila linear ou ramificada. Em um outro aspecto da invenção R1 e R2 são Cm a C8 alquila linear ou ramificada e, em um outro aspecto R1 e R2 são C2 a C5 alquila line- ar ou ramificada.
Exemplos dos primeiros componentes monoméricos incluem ácido (met)acrílico, ácido itacônico, ácido citracônico, ácido maléico, ácido fumárico, ácido crotônico, ácido aconítico, e misturas dos mesmos. Exem- plos dos segundos componentes monoméricos incluem (met)acrilato de etila, (met)acrilato de butila, (met)acrilato de 2-etil hexila, formiato de vinila, cetato de vinila, acetato de 1-metil vinila, propionato de vinila, butirato de vinila, 2- etil hexanoato de vinila, pivalato de vinila, neodecanoato de vinila, e misturas dos mesmos. Para uso na presente invenção, os termos ácido "(met)acrílico" e "(met)acriiato" são destinados a incluir os derivados de metila correspon- dentes do ácido acrílico e o acrilato de alquila correspondente. Por exemplo, ácido "(met)acrílico" refere-se ao ácido acrílico e/ou ácido metacrílico e "(met)acrilato" refere-se ao acrilato de alquila e/ou metacrilato de alquila.
Os mitigantes de copolímero acrílico linear não-reticulado da in- venção podem ser sintetizados através de técnicas de polimerização de ra- dical livre conhecidas na técnica. Em um aspecto da invenção, a quantidade utilizada do primeiro componente monomérico em relação ao segundo com- ponente monomérico varia de cerca de 20:80%, em peso, a cerca de 50:50%, em peso, com base no peso total de todos os monômeros no meio de polimerização. Em um outro aspecto, a razão entre o peso do primeiro componente monomérico e o peso do segundo componente monomérico é cerca de 35:65%, em peso, e em um aspecto adicional, a razão entre o peso do primeiro componente monomérico e o peso do segundo componente mo- nomérico é cerca de 25:75%, em peso, com base no peso total de todos os monômeros no meio de polimerização.
Em um outro aspecto, técnicas de polimerização com emulsão podem ser usadas para sintetizar os mitigantes de copolímero acrílico linear não-reticulado da invenção. Em uma polimerização com emulsão típica, uma mistura dos monômeros apresentados é adicionada com agitação por mistu- ra a uma solução de tensoativo emulsificante, como, por exemplo, um ten- soativo aniônico (por exemplo, sulfatos de álcool graxo ou sulfonatos de al- quila), em uma quantidade adequada de água, em um reator adequado, para preparar uma emulsão de monômero. A emulsão é desoxigenada através de qualquer método conveniente, como por aspersão com nitrogênio, e, então, uma reação de polimerização é iniciada pela adição de um catalisador de polimerização (iniciador) como persulfato de sódio, ou qualquer outro catali- sador de polimerização por adição adequado, tal como é bem conhecido na técnica de polimerização com emulsão. O meio de polimerização é agitado até a polimerização estar completa, tipicamente durante um tempo na faixa de cerca de 4 a cerca de 16 horas. A emulsão de monômeros pode ser aquecida até uma temperatura na faixa de cerca de 70 a cerca de 95°C an- tes da adição do iniciador, se desejado. O monômero não-reagido pode ser eliminado pela adição de mais catalisador, tal como é bem conhecido na técnica de polimerização com emulsão. O produto de emulsão de polímero resultante pode, então, ser descarregado do reator e embalado para arma- zenagem ou usos. Opcionalmente, o pH ou outras características físicas e químicas da emulsão pode ser ajustado antes da descarga a partir do reator.
Tipicamente, o produto de emulsão tem um teor de sólidos total na faixa de cerca de 10 a cerca de 50%, em peso. Tipicamente, o teor de polímero total (sólidos do polímero) do produto de emulsão está na faixa de cerca de 15 a cerca de 45%, em peso, geralmente, não mais que cerca de 35%, em peso.
Em um aspecto, o peso molecular numérico médio (Mn) dos miti- gantes copoliméricos lineares da presente invenção medido por cromatogra- fia de permeação em gel (GPC) calibrada com um padrão de poli(metacrilato de metila) (PMMA) é 100.000 ou menos. Em um outro aspecto da invenção, o peso molecular varia entre cerca de 5.000 e cerca de 80.000 Mn, em um aspecto adicional, entre cerca de 10.000 e 50.000 Mn, e em um aspecto ain- da adicional, varia entre cerca de 15.000 e 40.000 Mn.
Em um aspecto da invenção, os mitigantes copoliméricos linea- res têm uma viscosidade de 500 mPa.s ou menos (Brookfield RVT, 20 rpm, fuso n° 1) a uma concentração de sólidos do polímero de 5%, em peso, em água deionizada e neutralizado até pH 7 com uma solução de NaOH a 18%. A viscosidade pode situar-se na faixa de cerca de 1 a cerca de 500 mPa.s em um outro aspecto, de cerca de 10 a cerca de 250 mPa.s em um outro aspecto, e de cerca de 15 a cerca de 150 mPa.s em um aspecto ainda adi- cional.
Qualquer um de uma variedade de tensoativos aniônicos pode ser combinado com um material polimérico da presente invenção para for- mar uma composição de limpeza de acordo com modalidades preferenciais dos presentes métodos. De acordo com certas modalidades, os tensoativos aniônicos adequados incluem aqueles selecionados dentre as seguintes classes de tensoativo: sulfatos de alquila, alquil éter sulfatos, éteres sulfatos de alquil monoglicerila, sulfonatos de alquila, sulfonatos de alquilarila, sulfos- succinato de alquila, sulfossuccinatos de éter alquílico, sulfossuccinamatos de alquila, amido sulfossuccinatos de alquila, carboxilatos de alquila, ami- doéter carboxilatos de alquila, succinatos de alquila, sarcosinatos de acila graxa, aminoácidos de acila graxa, tauratos de acila graxa, sulfoacetatos de alquila graxa, fosfatos de alquila e misturas de dois ou mais dos mesmos. Os exemplos de certos tensoativos aniônicos preferenciais incluem: sulfatos de alquila com a seguinte fórmula R'-CH20S03X'; alquil éter sulfatos com a seguinte fórmula RXOChhCHzJvOSOsX'; sulfatos de éter alquil-monoglicerila com a seguinte fórmula sulfatos de alquii-monoglicerídeo com a seguinte fórmula sulfonatos de alquii-monoglicerídeo com a seguinte fórmula sulfonatos de alquila com a seguinte fórmula R'-S03X'; sulfonatos de alquilarila com a seguinte fórmula sulfossuccinatos de alquila com a seguinte fórmula: sulfossuccinatos de éter alquílico com a seguinte fórmula: sulfossuccinamatos de alquila com a seguinte fórmula: amidosulfossuccinatos de alquila com a seguinte fórmula carboxilatos de alquila com a seguinte fórmula: R'—(0CH2CH2)w-0CH2C02X' ; amido-etercarboxilatos de alquila coma seguinte fórmula: succinatos de alquila com a seguinte fórmula: sarcosinatos de acila graxa com a seguinte fórmula: aminoácidos de acila graxa com a seguinte fórmula: tauratos de acila graxa com a seguinte fórmula: sulfoacetatos de alquila graxa com a seguinte fórmula: fosfatos alquílicos com a seguinte fórmula: sendo que R’ é um grupo alquila tendo de cerca de 7 a cerca de 22, e, de preferência, de cerca de 7 a cerca de 16 átomos de carbono, R’i é um grupo alquila tendo de cerca de 1 a cerca de 18, e, de preferência, de cerca de 8 a cerca de 14 átomos de carbono, R'2 é um substituinte de um aminoácido natural ou Isintético X' é selecionado do grupo que consiste em íons de metal alcali- no, íons de metal alcalinoterroso, íons de amônio, e íons de amônio substi- tuídos por cerca de 1 a cerca de 3 substituintes, sendo que cada um dos substituintes pode ser igual ou diferente, e eles são selecionados a partir do grupo consistindo em grupos alquila tendo de 1 a 4 átomos de carbono e grupos hidróxi alquila tendo d cerca de 2 a cerca de 4 átomos de carbono e v é um número inteiro de 1 a 6; w é um número inteiro de 0 a 20; e misturas dos mesmos.
De acordo com determinadas modalidades, o tensoativo aniôni- co da presente invenção compreende, de preferência, um ou mais alquil éter sulfatos, ou misturas dos mesmos. Em determinadas modalidades mais pre- ferenciais, o tensoativo aniônico da presente invenção compreende tridecet sulfato de sódio. O tridecet sulfato de sódio é o sal de sódio do álcool tridecí- íico etoxilado sulfatado que é, geralmente, de acordo com a seguinte fórmu- la, Ci3H27(OCH2CH2)nOSC>3Na, na qual n tem um valor entre 1 e 4, e é dis- ponível comercialmente junto à Stepan Company of Northfield, Illinois, EUA, sob a marca registrada, "Cedapal TD-403M".
Para uso na presente invenção, o termo "anfotérico" significa: 1) moléculas que contêm tanto sítios ácidos como sítios básicos, como um aminoácido contendo grupos funcionais tanto amino (básico) como ácido (por exemplo, ácidos carboxílicos, ácidos), ou 2) moléculas zwitteriônicas que têm tanto cargas positivas como negativas dentro da mesma molécula.
As cargas deste último podem ser dependentes ou independentes do pH da composição. Exemplos de materiais zwiteriônicos incluem, mas não se limi- tam a, alquil betaínas e amidoalquil betaínas. Os tensoativos anfotéricos são apresentados aqui sem um contraíon. O versado na técnica pode pronta- mente reconhecer que, sob as condições de pH das composições da pre- sente invenção, os tensoativos anfotéricos são eletricamente neutros em virtude de terem cargas negativas e positivas equilibradas, ou eles têm con- traíons como metal alcalino, alcalino-terrosos, ou contraíons de amônio.
Os exemplos de tensoativos anfotéricos adequados ao uso na presente invenção incluem, mas não se limitam a, anfocarboxilatos como anfoacetatos de (mono- ou di-) alquila, alquil betaínas, amidoalquil betaínas, amidoalquil sultaínas, anfofosfatos, imidazolinas fosforiladas como fosfobe- taínas e pirofosfobetaínas, carbóxi alquil alquil poliaminas, alquilimino- dipropionatos, anfoglicinatos de (mono- ou di-) alquila, anfoproprionatos de (mono- ou di-) alquila, ácidos N-alquil β-aminopropriônicos, carboxilatos de alquilpoliamino, e misturas dos mesmos.
Exemplos de compostos de anfocarboxilato adequados incluem aqueles com a seguinte fórmula: A-CONH(CH2)xN+R5R6 R7 sendo que A é um grupo alquila ou alquenila tendo de cerca de 7 a cerca de 21, por exemplo, de cerca de 10 a cerca de 16 átomos de carbono; x é um número inteiro igual a cerca de 2 a cerca de 6;
Rs é hidrogênio ou um grupo carboxialquila contendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono; R6 é um grupo hidroxialquila contendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono ou é um grupo com a seguinte fórmula: R8-0-(CH2)nC02- sendo que R8 é um grupo alquileno tendo de cerca de 2 a cerca de 3 áto- mos de carbono e n é 1 ou 2; e R7 é um grupo carboxialquila contendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono;
Exemplos de alquil betaínas adequadas incluem os compostos com a seguinte fórmula: B-N+R9R10(CH2)pCO2· sendo que B é um grupo alquila ou alquenila tendo de cerca de 8 a cerca de 22, por exemplo, de cerca de 8 a cerca de 16 átomos de carbono;
Rg e Rio são cada, independentemente, um grupo alquila ou hidroxialquila que tem de cerca de 1 a cerca de 4 átomos de carbono; e p é 1 ou 2.
Uma betaína preferencial para uso na presente invenção é a lau- ril betaína, disponível comercialmente junto à Albright & Wilson, Ltd. de West Midlands, Reino Unido, como "Empigen BB/J".
Exemplos de amidoalquil betaínas adequadas incluem os com- postos com a seguinte fórmula: D-C0-NH(CH2)q-N+R11R12(CH2)mC02· sendo que D é um grupo alquila ou alquenila tendo de cerca de 7 a cerca de 21, por exemplo, de cerca de 7 a cerca de 15 átomos de carbono; R11 e Ri2 são, cada um, independentemente, um grupo alquila ou hidroxialquila tendo de cerca de 1 a cerca de 4 átomos de carbono; q é um número inteiro de cerca de 2 a cerca de 6; e m é ou 2.
Uma amidoalquil betaína é a cocamidopropil betaína, disponível comercialmente junto à Goldschmidt Chemical Corporation de Hopewell, Vir- gínia, EUA, sob o nome comercial "Tegobetaine L7".
Exemplos de amidoalquil sultaínas adequadas incluem aqueles compostos com a seguinte fórmula sendo que E é um grupo alquila ou alquenila tendo de cerca de 7 a cerca de 21, por exemplo, de cerca de 7 a cerca de 15 átomos de carbono;
Ru e R15 são, cada um, independentemente, um grupo alquila ou hidróxialquila tendo de cerca de 1 a cerca de 4 átomos de carbono; r é um número inteiro de cerca de 2 a cerca de 6; e R13 é um grupo alquileno ou hidróxi alquileno tendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono;
Em uma modalidade, a amidoalquil sultaína é cocamido propil hidróxi sultaína, disponível comercialmente junto à Rhone-Poulenc Inc. de Cranbury, New Jersey, EUA, sob o nome comercial "Mirataine CBS".
Exemplos de compostos de anfofosfato adequados incluem aqueles com a seguinte fórmula: sendo que G é um grupo alquila ou alquenila que tem de cerca de 7 a cerca de 21, por exemplo, de cerca de 7 a cerca de 15 átomos de carbono; s é um número inteiro de cerca de 2 a cerca de 6;
Ri6 é hidrogênio ou um grupo carboxialquila contendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono; R-I7 é um grupo hidróxialquila contendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono ou um grupo com a seguinte fórmula: R19-0-(CH2)t-C02- sendo que Ri9 é um grupo alquileno ou hidróxi alquileno tendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono e t é 1 ou 2; e R-is é um grupo alquileno ou hidróxi alquileno tendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono.
Em uma modalidade, os compostos de anfofosfato são lauroanfo PG-acetato fosfato de sódio, disponível comercialmente junto à Mona Indus- tries de Paterson, New Jersey, EUA, sob o nome comercial "Monateric 1023", bem como aqueles apresentados na patente US n° 4.380.637, que está aqui incorporada, a título de referência.
Exemplos de fosfobetaínas adequadas incluem aqueles compos- tos com a seguinte fórmula: em que E, r, Ri, R2 e R3, são conforme definido acima. Em uma modalidade, os compostos de fosfobetaína são aqueles apresentados nas patentes US n° 4.215.064, 4.617.414, e 4.233.192, estando todos esses documentos aqui incorporados, a título de referência.
Exemplos de pirofosfobetaínas adequadas incluem os compos- tos com a seguinte fórmula: em que E, r, R^ R2 e R3, são conforme definido acima. Em uma modalidade, os compostos de pirofosfobetaína são aqueles apresentados nas patentes US n° 4.382.036, 4.372.869, e 4.617.414, estando todos esses documentos aqui incorporados, a título de referência.
Exemplos de carboxialquil alquilpoliaminas adequadas incluem aquelas com a seguinte fórmula: sendo que I é um grupo alquila ou alquenila contendo de cerca de 8 a cerca de 22, por exemplo, de cerca de 8 a cerca de 16 átomos de carbono; R22 é um grupo carboxialquila tendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono; R21 é um grupo alquileno tendo de cerca de 2 a cerca de 3 áto- mos de carbono e u é um número inteiro de 1 a cerca de 4 Quaisquer quantidades adequadas de material polimérico e ten- soativos podem ser usadas de acordo com a presente invenção Em certas modalidades preferenciais, a presente composição compreende de mais que zero a cerca de 6 porcento, em peso, de material polimérico (com base na quantidade ativa de material polimérico no peso total da composição). Em determinadas modalidades mais preferenciais, as composições compreen- dem de cerca de 0,1 a cerca de 4,5 porcento, em peso, de material poliméri- co, com mais preferência, de cerca de 0,1 a cerca de 3,5 porcento, em peso, de material polimérico, e com mais preferência ainda de cerca de 0,2 a cerca de 2 porcento, em peso, de material polimérico. Em certas modalidades pre- ferenciais, a presente composição compreende de mais que zero a cerca de 15 porcento, em peso, de tensoativos aniônicos e anfotéricos (ou apenas tensoativo anfotérico) (com base na quantidade ativa total de tensoativo(s) aniônico(s) e anfotérico(s) no peso total da composição). Em determinadas modalidades mais preferenciais, as composições compreendem de cerca de 1 a cerca de 12 porcento, em peso, de tensoativos aniônicos e anfotéricos, com mais preferência, de cerca de 4 a cerca de 11 porcento, em peso, de tensoativos aniônicos e anfotéricos, e com mais preferência ainda de cerca de 5 a cerca de 10,5 porcento, em peso, de tensoativos aniônicos e anfotéri- cos. Em determinadas modalidades mais preferenciais, as composições compreendem de cerca de zero a cerca de 4,5 porcento, em peso, de ten- soativo aniônico, com mais preferência, de cerca de 0 a cerca de 3,5 porcen- to, em peso, de tensoativo aniônico, e com mais preferência ainda de cerca de 0,2 a cerca de 2 porcento, em peso, de tensoativo aniônico.
Em determinadas modalidades mais preferenciais, as composiç- ões contêm de cerca de 1 a cerca de 12 porcento, em peso, de tensoativo anfotérico e são predominantemente desprovidas de tensoativo aniônico, com mais preferência, de cerca de 2 a cerca de 10 porcento, em peso, de tensoativo anfotérico e predominantemente desprovidas de tensoativo aniô- nico, e com mais preferência ainda de cerca de 2,5 a cerca de 9 porcento, em peso, de tensoativo anfotérico e predominantemente desprovidas de ten- soativo aniônico. O material polimérico e o tensoativo aniônico/anfotérico podem ser combinados de acordo com a presente invenção através de quaisquer métodos convencionais de combinação de dois ou mais fluidos. Por exem- plo, uma ou mais composições compreendendo, consistindo essencialmente em, ou consistindo em pelo menos um material polimérico e uma ou mais composições compreendendo, consistindo essencialmente em, ou consistin- do em pelo menos um tensoativo aniônico e/ou anfotérico podem ser combi- nadas mediante derramamento, mistura, adição por gotejamento, pipetagem, bombeamento e similares de uma das composições que compreende o ma- terial polimérico ou tensoativo, dentro ou com a outra, em qualquer ordem, com o uso de qualquer equipamento convencional como uma hélice agitada mecanicamente, uma pá e similares. De acordo com determinadas modali- dades, a etapa de combinação compreende combinar uma composição que compreende tensoativo aniônico e/ou anfotérico dentro ou com uma compo- sição que compreende o material polimérico. De acordo com determinadas outras modalidades, a etapa de combinação compreende combinar uma composição que compreende material polimérico dentro ou com uma com- posição que compreende o tensoativo aniônico e/ou anfotérico.
As composições de limpeza produzidas, assim como qualquer uma das composições compreendendo material polimérico ou tensoativo aniônico e/ou anfotérico que são combinadas na etapa de combinação de acordo com os presentes métodos podem compreender, ainda qualquer um de uma variedade de outros componentes incluindo, não exclusivamente, um ou mais tensoativos não-iônicos e/ou catiônicos, agentes perolizantes ou opacificantes, agentes espessantes, condicionadores secundários, umectantes, agentes quelantes, e aditivos que melhoram a aparência, sensação táctil e fragrância das composições, como corantes, fragrâncias, conservantes, agentes de ajuste de pH, e similares.
Qualquer um dentre uma variedade de condicionadores se- cundários disponíveis, como os silicones voláteis que conferem atributos adicionais, como brilho aos cabelos, são adequados ao uso nessa invenção.
Em uma modalidade, o agente condicionador de silicone volátil tem um pon- to de ebulição à pressão atmosférica de menos que cerca de 220°C. O con- dicionador de silicone volátil pode estar presente em uma quantidade de cerca de 0% a cerca de 3%, por exemplo de cerca de 0,25% a cerca de 2,5%, ou de cerca de 0,5% a cerca de 1,0%, com base no peso total da composição. Exemplos de silicones voláteis adequados incluem, não exclu- sivamente, polidimetil siloxano, polidimetil ciclossiloxano, hexametil dissi- loxano, fluidos de ciclometicona como polidimetil ciclossiloxano disponível comercialmente junto à Dow Corning Corporation de Midland, Michigan, EUA, sob o nome comercial "DC-345", e misturas dos mesmos, e incluem, de preferência, fluidos de ciclometicona.
Uma variedade de umectantes disponíveis comercialmente que são capazes de fornecer propriedades de hidratação e condicionamento à composição para higiene pessoal, são adequados para uso na presente in- venção. O umectante pode estar presente em uma quantidade de cerca de 0% a cerca de 10%, por exemplo de cerca de 0,5% a cerca de 5%, ou de cerca de 0,5% a cerca de 3%, com base no peso da composição como um todo. Exemplos de umectantes adequados incluem, não-exclusivamente: 1) polióis líquidos solúveis em água, selecionados do grupo que compreende glicerina, propileno glicol, hexileno glicol, butileno glicol, dipropileno glicol e misturas dos mesmos, 2) polialquileno glicol com a seguinte fórmula: HO- (R”0)b-H, em que R” é um grupo alquileno tendo de cerca de 2 a cerca de 3 átomos de carbono e b é um número inteiro de cerca de 2 a cerca de 10, 3) polietileno glicol éter de metil glicose com a fórmula CH3-C6Hio05- (OCH2CH2)c-OH, sendo que c é um número inteiro de cerca de 5 a cerca de 25, 4) ureia, e 5) misturas dos mesmos, sendo a glicerina o umectante prefe- rencial.
Exemplos de agentes quelantes adequados incluem aqueles que são capazes de proteger e conservar as composições dessa invenção. De preferência, o agente quelante é ácido etilenodiamina tetracético ("EDTA") e, com mais preferência, é EDTA tetrassódico, disponível comercialmente junto à Dow Chemical Company of Midland, Michigan, EUA, sob o nome comercial "Versene 100XL", e está presente em uma quantidade, com base no peso total da composição, de cerca de 0 a cerca de 0,5% ou de cerca de 0,05% a cerca de 0,25%.
Conservantes adequados incluem quatêrnio-15, disponível co- mercialmente como "Dowicil 200" junto à Dow Chemical Corporation de Mid- land, Michigan, EUA e estão presentes na composição em uma quantidade, com base no peso total da composição, de cerca de 0 a cerca de 0,2 porcen- to ou de cerca de 0,05 porcento a cerca de 0,1 porcento.
Os métodos da presente invenção podem compreender adicionalmente qualquer uma de uma variedade de etapas para mistura ou introdução de um ou mais dos componentes opcionais descritos anteriormente neste documento, com ou dentro de uma composição que compreende um material polimérico e/ou um tensoativo aniônico e/ou anfotérico seja antes, depois, ou simultaneamente com a etapa de combinação descrita acima. Embora em certas modalidades a ordem de misturação não tenha importância crítica, em outras modalidades é preferencial pré-mesclar certos componentes, como a fragrância e o tensoativo não-iônico, antes da adição dos mesmos a uma composição compreendendo um material polimérico e/ou um tensoativo aniônico e/ou anfotérico.
Os métodos de limpeza da presente invenção podem compreender adicionalmente qualquer uma dentre uma variedade de etapas opcionais adicionais associadas convencionalmente à limpeza dos cabelos e pele incluindo, por exemplo, etapas de enxague, ensaboamento, e similares.
Embora as requerentes não desejem estar restritas a uma teoria particular de operação, acredita-se que o tensoativo associado ao polímero modificado hidrofobicamente de baixo peso molecular é mais estável do que os tensoativos que existem como uma micela. Desta forma, o tensoativo contido em uma estrutura micelar se dispersa mais facilmente da micela do que quando ele está associado ao polímero modificado hidrofobicamente de baixo peso molecular.
As informações anteriormente mencionadas referentes aos polímeros modificados hidrofobicamente de baixo peso molecular assim co- mo composições que podem ser úteis nos métodos desta invenção são de- monstradas nos documentos US2008/0112913, US2006/0257348, e US20070111910, todos os quais estão aqui incorporados, a título de re- ferência.
Os métodos e composições desta invenção, apresentados aqui de modo ilustrativo, podem ser praticados na ausência de qualquer compo- nente, ingrediente, ou etapa que não seja aqui apresentada explicitamente. Vários exemplos são demonstrados abaixo para ilustrar adicionalmente a natureza da invenção e a maneira de realizá-la. Entretanto, a invenção não deve ser considerada como estando limitada aos detalhes mostrados.
Exemplo 1: Estudo de lavagem exagerada do braço - Pele com barreira da- nificada devido à xerose a pelo sabonete Este exemplo 1 refere-se ao estudo do efeito de limpar a pele com barreira danificada com o uso de ambas as composições desta invenç- ão e com composições comparativas.
Dois estudos de lavagem exagerada do braço foram conduzidos independentemente e em dois grupos diferentes de indivíduos. Cada estudo foi executado em uma época do ano diferente, um no inverno e o outro na primavera. Nos estudos, a pele de adultos normais (com idade entre 22 e 55), sem história de condição de pele, foi danificada por exposição repetida a um sabonete em barra (Ivory® Proctor & Gamble, Cincinnati, OH, EUA). O ingrediente do sabonete Ivory® é mencionada a seguir: Tallowate de sódio, palmato de sódio, água, cocoato de sódio, quernelato de palma de sódio, glicerina, cloreto de sódio, fragrância, ácido de coco, ácido de caroço de palma, ácido de sebo, ácido de palma, EDTA tetrassódico. Os indivíduos (n=9 a 10 indivíduos /célula de tratamento) limparam a superfície de seus antebraços duas vezes ao dia durante sete dias com o sabonete Ivory. Nen- huma loção foi aplicada à pele. Este tratamento levou a um aumento na PTEA e, desta forma, a uma função de barreira danificada da pele limpa, e um teor reduzido de hidratação da pele. O valor de PTEA foi medido para cada indivíduo com o uso de um equipamento Vapometer (Delfin Technolo- gies, Finlândia) por segurar uma ponta de prova sobre a superfície da pele durante um período de tempo. A ponta de prova estava conectada a um computador ou outro dispositivo de gravação de dados. A ponta de prova foi projetada para medir a umidade relativa em dois pontos acima da superfície da pele. O fluxo de água (PTEA) foi, então, determinado a partir dos níveis de umidade relativa. A PTEA foi expressa como mg/cm2/h (ou g/m2/h).
As medições de PTEA e hidratação foram conduzidas no dia 0 (antes do ressecamento pelo sabonete), dia 1 (linha de base, após 1 sema- na de ressecamento com sabonete), dia 3 (3 dias de lavagem com o agente de limpeza de teste), e dia 5 (3 dias de lavagem com o agente de limpeza de teste). Os resultados são relatados como uma alteração da linha de base no dia 1 (isto é, PTEA ou hidratação do dia 5 - PTEA ou hidratação do dia 1).
Após o tratamento com o sabonete no dia 1, a pele estava menos hidratada e a barreira estava danificada, como evidenciado pela redução na condutân- cia e pelo aumento nas medições de PTEA do dia 0 para o dia 1.
Isto é representativo de xerose da pele induzida por sabonete.
Neste estado de barreira danificada, a hidratação da pele foi reduzida, e a medição da função de barreira da pele através de PTEA foi significativamen- te maior.
Durante a segunda fase do estudo, os cremes de limpeza de teste descritos abaixo na Tabela 1 foram então usados para limpar a pele e as medições de PTEA foram feitas.
Procedimento experimental do teste de volume de espuma: Um meio aceito industrialmente para medir a geração de espu- ma do produto destinado ao consumidor é o Sita Foam Tester R-2000 (SITA
Messtechnik GmbH, Dresden, Alemanha). Tendo sido projetado especifica- mente para medir a geração de espuma, o Sita Foam Tester consiste em um recipiente de amostra encamisado com um agitador. Para representar o teor de dureza da água da rede pública, 0,36 g de cloreto de cálcio são dissolvi- dos em 995 g de água deionizada. Cinco (5) gramas da fórmula para teste são adicionados a esta solução e ela é misturada até a homogeneidade. A seguir, esta diluição a 0,5% da fórmula para teste é colocada no tanque de armazenamento do equipamento Sita Foam Tester. Para cada experimento, 250 ml de solução são introduzidos no recipiente de teste e deixados chegar até 30°C ± 2°C. O agitador gira a 1200 rpm durante 15 segundos e, então, o volume de espuma é medido. A agitação é repetida por um total de 12 ciclos. O teste de geração de espuma é conduzido 3 vezes para cada amostra de teste.
As composições de limpeza dos exemplos C1, C2, E1 e E2 fo- ram preparadas de acordo com os materiais e quantidades mencionadas na Tabela 1. * expresso em %, em peso, de ativo Cada uma das composições da Tabela 1 foi preparada, inde- pendentemente, da seguinte forma: água (50,0 partes) foi adicionada a um béquer. Os ingredientes a seguir foram então adicionados, independente- mente, com mistura até cada mistura resultante respectiva estar homogê- nea: copolímero de acrilatos de potássio (polímero-mh), cocamido propil be- taína (CAPB), glicosídeo de decila (se necessário), PEG-80 laurato de sorbi- tano, tridecet sulfato de sódio (TDES) (se necessário) e o restante dos in- gredientes. O pH da solução resultante foi, então, ajustado com uma solução a 20% de hidróxido de sódio ou solução de ácido cítrico até um pH final de- sejado de cerca de 6,3 a cerca de 6,6 ser obtido. O restante da água foi, então, adicionada.
Amostra comparativa 3, C3, é o agente de limpeza cremoso Ce- taphil® Gentle Skin Cleanser, para todos os tipos de pele (Galderma). O Ce- taphil® é considerado um agente de limpeza suave adequado para pacientes com uma barreira danificada, e é comumente recomendado por dermatolo- gistas para pacientes com função de barreira da pele danificada. Os ingre- dientes do Cetaphil são mencionados a seguir: água, álcool cetílico, propile- no glicol, lauril sulfato de sódio, álcool estearílico, metil parabeno, propil pa- rabeno, butil parabeno. A hidratação da pele após exposição às composições apresen- tadas na Tabela I foi medida pela condutância da pele (micro Siemans, "pS"). A medição da hidratação da pele é descrita abaixo nas Tabelas 2a e 2b como uma alteração da hidratação da pele medida após limpeza com o agente de limpeza de teste. A condutância da pele foi medida no dia 1, no dia 3 e no dia 5. As diferenças nas medições feitas no dia 1 e no dia 3, e en- tre as feitas no dia 1 e no dia 5 foram calculadas. Observou-se, em geral, aumento da hidratação da pele ao longo do período de estudo. No dia 3, em alguns tratamentos, observou-se redução adicional da hidratação da pele em comparação ao dia 1 (após o tratamento com Ivory®), entretanto, este resul- tado não é estatisticamente significativamente diferente da hidratação da pele no dia 1 (após o tratamento com Ivory®). A falta de aprimoramento da hidratação da pele no dia 3 foi atribuída à recuperação lenta da função de barreira da pele danificada pela xerose induzida com sabonete, que foi indu- zida por limpeza durante 5 dias com sabonete.
Após cinco dias de limpeza com um produto de limpeza suave, o aprimoramento da hidratação da pele foi facilmente aparente, com níveis diferentes de aprimoramento dependendo da composição de limpeza. Na Tabela 2a, observou-se que a pele tratada com E1, o agente de limpeza es- pumante com polímero-mh de baixo peso molecular, copolímero de acrilatos de potássio, apresentou um aumento na hidratação da pele em nível mais elevado do que a pele tratada com C1 que não contém o polímero-mh de baixo peso molecular e copolímero de acrilatos de potássio. Os resultados acima sugerem que E1 permite que a pele cure mais rapidamente. A resposta da hidratação da pele ao tratamento com E1 (con- tendo polímero-mh de baixo peso molecular) foi similar à resposta com C3, Cetaphil®, um agente de limpeza não-espumante.
De modo similar, na Tabela 2b observa-se que o agente de lim- peza espumante com polímero-mh de baixo peso molecular, aumentou a hidratação da pele a um nível mais elevado do que C2 (sem o polímero-mh de baixo peso molecular). Sugerindo novamente que E2 permite que a pele cure mais rapidamente.
Os níveis de hidratação da pele também foram coletados em um local do braço que corresponde à pele "não-tratada", que não foi exposta ao tratamento de limpeza. Esta pele foi considerada tendo um nível de hidra- tação da pele indicativo de pele saudável normal e não de xerose induzida por sabonete. Conforme apresentado na Tabela 2b, no dia 5, observou-se que o agente de limpeza espumante com polímero-mh de baixo peso mole- cular, copolímero de acrilatos de potássio, (Exemplo 2) aumentou os níveis de hidratação da pele para níveis equivalentes ao "não-tratado", indicando que a pele havia retornado para níveis de hidratação da pele similares aos da pele saudável normal.
Através da exposição da pele a um tratamento de limpeza suave da presente invenção (isto é, E1 e E2), a pele foi capaz de voltar ao seu estado saudável normal, com um retorno a um estado de hidratação mais elevado, conforme evidenciado pelos valores de condutância mais elevados.
Conforme apresentado na Tabela 3 acima, os resultados mos- tram a alteração das medições de PTEA da linha de base no dia 3 e no dia 5. Sob estas condições de tratamento e resolução da instrumentação, não houve alterações mensuráveis na função de barreira da pele, conforme de- monstrado pelos pequenos valores de delta PTEA mostrados acima.
Exemplo 2: Teste de emplastro - Pele com barreira danificada devido à der- matite atópica Neste exemplo, indivíduos adultos (com idade de 18 a 65 anos) que foram diagnosticados com dermatite atópica e, portanto, tinham pele com função de barreira danificada, (n=25 indivíduos/célula) foram expostos a soluções de limpeza descritas acima na Tabela 1 (diluídas conforme definido abaixo) nos seus antebraços sob um emplastro oclusivo durante 24 horas.
Após 24 horas, o emplastro e a solução de limpeza foram removidos e um novo emplastro com o mesmo tratamento foi reaplicado, e isto foi repetido durante um total de quatro dias. A função de barreira da pele foi medida de acordo com a medição de PTEA antes do tratamento e, então, após os 4 dias de emplastra mento. A PTEA relatada foi a alteração na PTEA no dia 4 a partir da linha de base (isto é, antes do emplastramento da composição de limpeza).
Os dados descritos nas tabelas 5a e 5b abaixo demonstram a al- teração na PTEA (Deita PTEA), avaliada no dia 4, em comparação ao dia 1, antes da exposição a uma diluição de 50% em água destilada da composiç- ão de limpeza.
As composições de limpeza dos exemplos C9 e E9 foram prepa- radas de acordo com os materiais e quantidades mencionadas na Tabela 4. * expresso em %, em peso, de ativo Cada uma das composições da Tabela 4 foi preparada, inde- pendentemente, da seguinte forma: água (50,0 partes) foi adicionada a um béquer. Os ingredientes a seguir foram então adicionados, independente- mente, com mistura até cada mistura resultante respectiva estar homogê- nea: copolímero de acrilatos de potássio, copolímero de acrilatos de potás- sio, lauret sulfato de sódio, cocamido propil betaína, e o restante dos ingre- dientes. O pH da solução resultante foi, então, ajustado com uma solução a 20% de hidróxido de sódio ou solução de ácido cítrico até um pH final dese- jado de cerca de 6,3 a cerca de 6,6 ser obtido. O restante da água foi, então, adicionada.
Os exemplos da invenção foram comparados a vários agentes de limpeza faciais comerciais suaves. C5 é Cetaphil® Daily Facial Cleanser para pele normal a oleosa obtido junto à Galderma (Fort Worth, TX, EUA). C6 é Purpose® Gentle Face Cleanser disponível junto à Johnson & Johnson Consumer Companies, Inc. (Skillman, NJ, EUA). C7 é Neutrogena® Fresh Foaming Cleanser, disponível junto à Neutrogena Corporation (Los Angeles, CA, EUA). C8 é Aveeno® Ultra- Calming Foaming Cleanser, disponível junto à Johnson & Johnson Consu- mer Companies, Inc. (Skillman, NJ, EUA).
Conforme descrito nas tabelas 5a e 5b, os resultados demons- tram que a exposição a um emplastro em branco sem composição de limpe- za ou apenas com água resultou em um aumento muito pequeno na PTEA e, assim, um pequeno valor de Delta PTEA, demonstrando uma interação mínima entre o teste e a pele. Para composições de limpeza que são suaves para a pele, o Delta PTEA também foi pequeno, indicando uma interação mínima da composição de limpeza com a pele. Tais composições suaves não exacerbaram a disfunção da função de barreira da pele devido à derma- tite atópica.
Na Tabela 5a observa-se que a composição de limpeza que forma espuma (E1) com polímero-mh de baixo peso molecular, tinha um Del- ta PTEA menor que o Comparativo 1 (sem o polímero-mh de baixo peso mo- lecular). Além disso, outro agente de limpeza espumante (E2) com polímero- mh de baixo peso molecular também foi observado que tem um pequeno Delta PTEA. Conforme descrito na presente invenção, ο ΔΡΤΕΑ foi inferior quando o tensoativo e o polímero-mh de baixo peso molecular estavam pre- sentes na composição, indicando menor disfunção da função de barreira da pele com o uso das composições nos métodos desta invenção.
Os dados descritos na tabela 6 abaixo demonstram a alteração na PTEA (Delta PTEA), avaliada no dia 4, em comparação ao dia 1, antes da exposição a uma diluição de 5% em água destilada da composição de lim- peza.
Na Tabela 6 observa-se que a composição de limpeza que for- ma espuma (E9) com polímero-mh de baixo peso molecular, tinha um Delta PTEA menor que o Comparativo 9 (sem o polímero-mh de baixo peso mole- cular). Conforme descrito na presente invenção, ο ΔΡΤΕΑ foi inferior quando o tensoativo e o polímero-mh de baixo peso molecular estavam presentes na composição, indicando menor disfunção da função de barreira da pele com o uso das composições nos métodos desta invenção.
Exemplo 3: Medição da dinâmica do tensoativo Teste de tensão superficial dinâmica Um sistema de análise de formato de gota (DSA) DSA100 (KRÜSS GmbH, Hamburg, Alemanha) foi usado para medir as tensões su- perficiais dinâmicas das soluções de tensoativo. O sistema consiste em uma câmera de alta velocidade, fonte de luz, sistema de dosagem com seringa, e câmara ambiental para controle de umidade para reduzir a evaporação das gotas. Gotas pendentes de solução de tensoativo foram formadas na ponta de uma agulha invertida de 1,853 mm de diâmetro externo. Tamanhos de gota na faixa de 10 a 25 pL e concentrações de tensoativo de 288 mg/L e 719 mg/L foram investigadas para cada mistura de tensoativos. Uma câmera de alta velocidade adquiriu imagens a uma cadência de 6,25 frame/s durante os primeiros 10 s, 2,08 frame/s durante os próximos 50 s, e 1,09 frame/s du- rante os últimos 60 s. O software para análise de imagens DSA1 define a borda da gota e pode, então, ser usado para calcular as tensões superficiais para cada imagem de gota pela equação de Laplace-Young com o uso dos eixos dos raios x- e z- do contorno da gota.
Teste de tensiometria em equilíbrio Um método para medir a tensão superficial em equilíbrio, Yeq, de soluções de tensoativo é o método da placa de Wilhelmy (Holmberg, K.;
Jonsson, B.; Kronberg, B.; Lindman, B. Surfactants and Polymers in Aque- ous Solution, Wiley & Sons, p. 347). Neste método, uma placa é submersa em um líquido e a força exercida para baixo pelo líquido sobre a placa é me- dida. A tensão superficial do líquido pode, então, ser determinada com base na força sobre a placa e nas dimensões da placa. Mediante a medição da tensão superficial ao longo de uma faixa de concentrações, a concentração crítica de micela (CMC) pode ser, então, determinada.
Nos Exemplos a seguir, um tensiômetro Kruss K100 (Kruss USA, Mathews, NC) com uma placa de Wilhelmy de platina foi usado para determinar a tensão superficial em equilíbrio de cada amostra ao longo de uma faixa de concentrações. Um recipiente de amostra contém uma solução inicial na qual a placa de Wilhelmy mede a tensão superficial. Então, uma segunda solução é administrada no recipiente de amostra, agitada, e então, testada novamente com a placa de Wilhelmy.
As composições de limpeza dos exemplos e amostras compara- tivas C10 a C14 e E10 a E14 foram preparadas de acordo com os materiais e quantidades mencionadas na Tabela 7 * expresso em %, em peso, de ativo Cada uma das composições da Tabela 7 foi preparada, inde- pendentemente, da seguinte forma: água (50,0 partes) foi adicionada a um béquer. Os ingredientes a seguir foram então adicionados, independente- mente, com mistura até cada mistura resultante respectiva estar homogê- nea: copolímero de acrilatos de potássio, tridecet sulfato de sódio, cocamido propil betaína, metil 2-sulfolaurato de sódio (SMSI), 2-Sulfolaurato dissódico (dSSI). O pH da solução resultante foi, então, ajustado com uma solução a 20% de hidróxido de sódio ou solução de ácido cítrico até um pH final dese- jado de cerca de 6,3 a cerca de 6,6 ser obtido. O restante da água foi, então, adicionada.
Tabela 8 AST(t) e [y(t) γβη] para as amostras C10 - C14 e E10 - E14, calculado a par- tir do teste de tensão superficial dinâmica e do teste tensiometria em equilí- brio. AST(t) e [γ(ί) - γεη], conforme calculado a partir do teste de tens- ão superficial dinâmica e do teste de tensiometria em equilíbrio, são mostra- dos na Tabela 8. [γ(ί) - yeq] também é representado graficamente e mostrado na figura 1. Para todas as amostras, quando a nova interface é formada no tempo = 0, o desvio na tensão superficial a partir da tensão superficial no equilíbrio, [γ(ί) - γβς], é inicialmente alto (uma vez que a tensão superficial da solução atinge a tensão superficial da água pura, 72 mN/m) e, então, com o aumento do tempo, observa-se que ο [γ(ί) - γθς] diminui monotonicamente.
Com o aumento do tempo, [γ(ί) - γθς] diminui, uma vez que y(t) atinge γες]. A redução na tensão superficial dinâmica com o tempo, Y(t), sugere que mais tensoativo está atingindo a interface ar/água recém-formada em tempos mais longos.
Conforme visto na figura 1, tanto C13 (contendo tdes), mostrado como círculos aberto, quanto E13 (contendo tdes e polímero-mh de baixo peso molecular), mostrado como círculos fechados, apresentam um compor- tamento similar de reduzir [γ(ί) - γβς] com o aumento do tempo, conforme descrito acima. Entretanto, a redução de [y(t) - Yeq] é mais lenta para E13 do que para C13; a dinâmica do tensoativo de E13 e E10 (com polímero-mh de baixo peso molecular) é mais lenta que de C13 e C10 (sem polímero-mh de baixo peso molecular). Em um dado momento, E13 (com polímero-mh de baixo peso molecular) tem uma tensão superficial mais elevada, o que resul- ta em um [γ(ΐ) - γθς] maior que o C13 comparativo (sem polímero-mh de baixo peso molecular). Este [γ(ί) - γβς] mais elevado sugere que E13 (tdes com polímero-mh de baixo peso molecular) tem dinâmica de tensoativo mais lenta e menos tensoativo chegando na interface ar/água do que C13 (con- tendo tdes sem polímero-mh de baixo peso molecular). As composições de limpeza contendo polímero-mh de baixo peso molecular têm dinâmica de tensoativo mais lenta que os exemplos comparativos relacionados. Um uso, um agente de limpeza com dinâmica de tensoativo mais lenta terá, de modo semelhante, menos tensoativo chegando na interface água-pele em um da- do ponto no tempo. A diferença na tensão superficial dinâmica entre a limpeza com um polímero-mh de baixo peso molecular como uma função do tempo, e uma solução de limpeza sem polímero-mh, AST(t) é mencionada na Tabela 10. O AST(t) para E10 a E14 é apresentado na figura 2. Para todas as amostras, E10 a E14, o AST(t) é positivo para todos os tempos investigados, indicando que os sistemas de limpeza com polímero-mh de baixo peso mo- lecular têm dinâmica de tensoativo mais lenta do que o sistema de limpeza correspondente sem polímero-mh de baixo peso molecular.
Um resumo dos resultados de tensão superficial dinâmica no tempo de 65 segundos é mostrado na Tabela 9. Novamente, com a adição de polímero-mh de baixo peso molecular ao sistema de limpeza, o AST(65) aumenta, sugerindo que a dinâmica do tensoativo é retardada.
Neste teste de tensão superficial dinâmico, observa-se que o tensoativo chega mais lentamente na interface ar/água com a adição do polímero-mh de baixo peso molecular. De modo correspondente, estes re- sultados também sugerem que o tensoativo também é mais lento para che- gar à interface pele/água com a adição de polímero-mh de baixo peso mole- cular. Esta redução na velocidade da dinâmica do tensoativo deste sistema de limpeza com a adição de polímero-mh de baixo peso molecular permite a compatibilidade com a pele aprimorada que é observada nos exemplos ante- riores. O relatório descritivo e as modalidades acima são apresentadas para auxiliar o entendimento completo e não-limitador da invenção aqui apresentada. Como variações e modalidades da invenção podem ser feitas sem desviar-se do espírito e do escopo da mesma, a invenção reside nas reivindicações anexas deste ponto em diante no presente documento.

Claims (24)

1. Método para limpeza de pele com uma barreira danificada, o dito método compreendendo: aplicar uma composição de limpeza a dita pe- le, que compreende (i) pelo menos um copolímero acrílico linear não- reticulado de baixo peso molecular, e (ii) pelo menos um tensoativo selecio- nado do grupo que consiste em tensoativos aniônicos, tensoativos anfotéri- cos, e combinações de dois ou mais dos mesmos, a composição de limpeza tendo um AST(65) de mais que cerca de 2 mN/m.
2. Método para limpeza de pele com uma barreira danificada, o dito método compreendendo: a) aplicar uma composição de limpeza a dita pele, que compre- ende (i) pelo menos um copolímero acrílico linear não-reticulado de baixo peso molecular, e (ii) pelo menos um tensoativo selecionado do grupo que consiste em tensoativos aniônicos, tensoativos anfotéricos e combinações de dois ou mais dos mesmos, a composição de limpeza tendo um AST(65) de mais que cerca de 2 mN/m; b) enxaguar a dita pele com água.
3. Método, de acordo com a reivindicação 1, no qual quando uma diluição de 50% das ditas composições é aplicada à pele que tem uma barreira danificada por quatro emplastros oclusivos sucessivos de 24 horas e a PTEA da dita pele é medida antes da exposição às ditas composições e após a exposição às ditas composições, ο ΔΡΤΕΑ da dita pele é menor que cerca de 4,5 mg/cm2/h.
4. Método, de acordo com a reivindicação 1, no qual quando uma diluição de 5% das ditas composições é aplicada à pele que tem uma barreira danificada por quatro emplastros oclusivos sucessivos de 24 horas e a PTEA da dita pele é medida antes da exposição às ditas composições e após a exposição às ditas composições, ο ΔΡΤΕΑ da dita pele é menor que cerca de 8 mg/cm2/h.
5. Método, de acordo com a reivindicação 2, no qual as etapas do dito método são repetidas durante cinco dias e sendo que a hidratação da pele é medida antes da exposição às composições e após cinco dias da ex- posição às composições, de modo que a hidratação da pele é aumentada em pelo menos cerca de 12 pS.
6. Método para limpeza de pele com uma barreira danificada, o dito método compreendendo: aplicar uma composição de limpeza a dita pele, que compreende (i) pelo menos um copolímero acrílico linear não-reticulado de baixo peso molecular, e (ii) pelo menos um tensoativo selecionado do grupo que consis- te em tensoativos aniônicos, tensoativos anfotéricos e combinações de dois ou mais dos mesmos, a composição de limpeza tendo um γ(65) - γβς de mais que cerca de 3 mN/m.
7. Método para limpeza de pele com uma barreira danificada, o dito método compreendendo: aplicar uma composição de limpeza a dita pele, que compreende (i) pelo menos um copolímero acrílico linear não-reticulado de baixo peso molecular, e (ii) pelo menos um tensoativo selecionado do grupo que consis- te em tensoativos aniônicos, tensoativos anfotéricos e combinações de dois ou mais dos mesmos, de modo que espuma é gerada e sendo que o dito volume da espuma em 90 segundos é maior que cerca de 175 mL.
8. Método, de acordo com a reivindicação 7, no qual o dito volu- me de espuma máximo é maior que cerca de 225 mL.
9. Método, de acordo com a reivindicação 1, no qual a dita com- posição de limpeza compreende concentrações totais de tensoativos aniôni- cos e anfotéricos de cerca de 1 a cerca de 15%, em peso.
10. Método, de acordo com a reivindicação 9, no qual a dita con- centração de tensoativo anfotérico é de cerca de 1 a cerca de 12%, em pe- so.
11. Método, de acordo com a reivindicação 10, no qual a dita concentração de tensoativo anfotérico é de cerca de 1 a cerca de 8%, em peso.
12. Método, de acordo com a reivindicação 10, no qual a dita concentração de tensoativo anfotérico é de cerca de 2 a cerca de 7%, em peso.
13. Método, de acordo com a reivindicação 1, no qual a concen- tração total de tensoativo aniônico e de tensoativo anfotérico é menor que cerca de 12%, em peso, da composição.
14. Método, de acordo com a reivindicação 13, no qual a dita concentração do dito tensoativo aniônico é menor que cerca de 6%, em pe- so, da composição.
15. Método para limpeza de pele com uma barreira danificada, o dito método compreendendo: aplicar uma composição de limpeza a dita pe- le, que compreende (i) pelo menos um copolímero acrílico linear não- reticulado de baixo peso molecular que compreende copolímero de acrilatos de potássio e (ii) pelo menos um tensoativo selecionado do grupo que con- siste em tensoativos aniônicos, sendo que pelo menos um destes compre- ende tridecet sulfato de sódio e tensoativos anfotéricos, sendo que pelo me- nos um destes compreende cocamido propil betaína, e combinações de dois ou mais dos mesmos, a composição de limpeza tendo um AST(65) de mais que cerca de 2 mN/m.
16. Método para limpeza de pele com uma barreira danificada, o dito método compreendendo: aplicar uma composição de limpeza a dita pe- le, que compreende (i) pelo menos um copolímero acrílico linear não- reticulado de baixo peso molecular que compreende copolímero de acrilatos de potássio e (ii) pelo menos um tensoativo selecionados do grupo que con- siste em tensoativos aniônicos, sendo que pelo menos um destes compre- ende lauret sulfato de sódio e tensoativos anfotéricos, sendo que pelo me- nos um destes compreende cocamido propil betaína, e combinações de dois ou mais dos mesmos, a composição de limpeza tendo um AST(65) de mais que cerca de 2 mN/m.
17. Método, de acordo com a reivindicação 1, no qual o dito co- polímero acrílico linear não-reticulado de baixo peso molecular compreende copolímero de acrilatos de potássio.
18. Método, de acordo com a reivindicação 1, no qual o dito co- polímero tem uma viscosidade de 500 mPa.s ou menos a uma concentração de sólidos do polímero de 5%, em peso, em água deionizada e é neutraliza- do para pH 7 com uma solução de NaOH a 18%, em peso.
19. Método, de acordo com a reivindicação 18, no qual o dito primeiro componente monomérico é selecionado a partir de ácido (met)acrílico, ácido itacônico, ácido citracônico, ácido maléico, ácido fumári- co, ácido crotônico, ácido aconítico, e misturas de dois ou mais dos mesmos.
20. Método, de acordo com a reivindicação 18, no qual o dito segundo componente monomérico é selecionado a partir de um monômero representado pela fórmula: CH2=CRX em que R é hidrogênio ou metila; X é -C(0)0R1 ou -0C(0)R2; R1 é C-ι a C9 alquila linear ou ramificada; e R2 é hidrogênio ou C·, a C9 alquila linear ou ramificada.
21. Método, de acordo com a reivindicação 18, no qual o dito segundo componente monomérico é selecionado do grupo que consiste em (met)acrilato de etila, (met)acrilato de butila, (met)acrilato de 2-etil hexila, acetato de vinila, acetato de 1-metil vinila, propionato de vinila, butirato de vinila, 2-etil hexanoato de vinila, pivalato de vinila, neodecanoato de vinila, e misturas de dois ou mais dos mesmos.
22. Método, de acordo com a reivindicação 18, no qual o dito primeiro componente monomérico é selecionado do grupo que consiste em ácido (met)acrílico e o dito segundo componente monomérico é selecionado do grupo que consiste em pelo menos um (met)acrilato de C^ a C9 alquila.
23. Método, de acordo com a reivindicação 18, no qual a razão entre o dito primeiro componente monomérico e o dito segundo componente monomérico situa-se na faixa de cerca de 20:80%, em peso, a cerca de 50:50 (p/p) com base no peso total dos monômeros no meio de polimerizaç- ão.
24. Método, de acordo com a reivindicação 1, no qual a dita composição para cuidados pessoais compreende um copolímero acrílico linear não-reticulado derivado de pelo menos um componente monomérico selecionado do grupo que consiste em monômeros α,β-etilenicamente insa- turados contendo pelo menos um grupo de ácido carboxílico e pelo menos um componente monomérico selecionado do grupo que consiste em monô- meros não-ácidos α,β-etilenicamente insaturados contendo um grupo a Cg alquila, e pelo menos um tensoativo selecionado do grupo que consiste em tensoativos aniônicos, tensoativos anfotéricos, e combinações de dois ou mais dos mesmos, sendo que a dita composição tem uma claridade de pelo menos cerca de 90% de transmitância e o dito copolímero e o dito pelo me- nos um tensoativo exibem uma C90 mais que cerca de 500 mg/L.
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