BRPI1103092A2 - dispositivo gerador de cavitaÇço hidrodinÂmica - Google Patents
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Abstract
DISPOSITIVO GERADOR DE CAVITAÇçO HIDRODINÂMICA. Dispositivo gerador de cavitação hidrodinâmica destinado a produzir cavitação transiente em líquidos através do atrito e do cisalhamento que provoca entre dois ou mais fluxos de líquido helicoidais, cilíndricos, concêntricos e contrarrotativos entre si, que se deslocam no interior de um tubo, dito tubo de cisalhamento, na mesma direção e com idêntica velocidade tangencial e quantidade de energia.
Description
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"DISPOSITIVO GERADOR DE CAVITAÇÃO HIDRODINÂMICA"
A presente invenção descreve um dispositivo capaz de utilizar a energia cinética e potencial disponível em um fluxo de líquido pressurizado para produzir cavitação hidrodinâmica transiente em todo o volume processado, de modo a obter o máximo rendimento e produtividade em relação à energia consumida, para ser utilizado em aquecimento, purificação, desinfecção e esterilização de água ou outros líquidos, para acelerar e catalizar reações químicas, misturar dois ou mais líquidos, dissolver partículas sólidas, emulsificar líquidos, separar partículas sólidas em suspensão, realizar microcombustão de moléculas orgânicas, quebrar moléculas pesadas e moléculas de água e recombiná-las e produzir água oxigenada (H2O2) e radicais livres, como hidroxila (HQ-).
Cavitação é o fenômeno que ocorre quando a pressão no líquido é reduzida abaixo do seu ponto de vapor. Acontece, normalmente, associada ao movimento relativo entre um líquido e um objeto sólido, pela passagem do líquido através de orifícios ou tubos de Venturi, por centrifugação ou pela irradiação com ultrassom, raios laser ou qualquer outro mecanismo que produza ondas de pressão ou de choque. O fenômeno consiste no surgimento de "cavas" ou microbolhas de vapor com pressão interna muito baixa nas regiões de baixa pressão; com o aumento da pressão no líquido, rapidamente se dá a condensação do vapor, o que provoca o colapso das ditas microbolhas, que implodem em altíssima velocidade. Esse ciclo que abrange o surgimento, crescimento e colapso de microbolhas em líquidos é denominado cavitação transiente. Nos pontos de implosão dessas microbolhas são produzidas pressões e temperaturas muito altas* e emissão de fortes ondas de choque, que, por sua vez, são, também, geradoras φ cavitação transiente. Quando o fenômeno ocorre junto a uma superfície sólida, m implosões tornam-se assimétricas e dirigidas contra essa superfície. Cada microbolha, ao entrar em colapso, emite um pequeno jato de líquido com velocidade supersônica na direção da superfície sólida, efeito bem conhecido por erodir hélices de navios, rotores de bombas, tubulações e, até mesmo, barbatanas de peixes muito velozes. Os danos produzidos pela cavitação fizeram com que, ao longo do tempo, fossem criados vários
procedimentos e mecanismos para evitá-la.
Mais recentemente, entretanto, os fenomenal associados à cavitação do meio líquido têm despertado interesse, já que se <VerjJicou que a implosão das ditas microbolhas pode produzir fenômenos químicos, plasma, alguns fenômenos elétricos, emissão de luz e intenso calor. Pressões superiores a 1.000 BAR e temperaturas de até 5000° K têm sido obtidas nos pontos de colapso, segundo medições realizadas em laboratórios. Já foi comprovado, também, que a cavitação da água, principalmente, pode produzir quantidades de energia térmica que superam as quantidades da energia utilizadas para provocá-la. Tal fenômeno, no entanto, não colide com a lei de conservação da energia, já que a cavitação provoca recombinações de espécies químicas reativas em dissolução na água que atingem um estado eletrônico excitado causado pelas altas temperaturas nos pontos de colapso das ditas microbolhas, responsáveis pelo excesso de energia verificado, o que é confirmado pela ocorrência de emissões luminosas denominadas sonoluminescências, que são observadas em aparelhos de cavitação por ultrassom em reservatórios transparentes. Constata-se, também, que metais imersos em líquidos sujeitos à cavitação liberam íons. Ainda foram registradas emissões de pequenas cargas elétricas e fracas emissões de raios X e gama.
Atualmente, os efeitos produzidos pela cavitação em Uquidos já são bastante utilizados com várias finalidades: na indústria química e farmacêutica, utiliza-se cavitação para a emulsificação de líquidos, catalisação de reações químicas, quebra de moléculas orgânicas, separação e decantação de partículas sólidas em suspensão, mistura de líquidos de densidades e viscosidades diferentes, dissolução de gases em Uquidos e desgaseificação; na odontologia, a erosão indolor dos dentes; na medicina, a destruição de moléculas de gorduras localizadas. São muito utilizados tanques com líquidos para limpeza de objetos imersos, irradiados com ultrassom.
As técnicas conhecidas para provocar cavitação são inúmeras, mas as mais utilizadas são, por motivos práticos, a cavitação por irradiação e a cavitação hidrodinâmica; a cavitação por irradiação restringe-se ao emprego de ultrassom; já a cavitação hidrodinâmica pode ser obtida de muitas formas: por centrifugação em rotores com formas especiais, por restrição do fluxo através de placas de orifícios, restrições geradoras de turbulência, tubos de Venturi e por golpes de aríete intermitentes. A aplicação de ultrassom é feita por meio de um transdutor piezelétrico acionado eletronicamente em altas freqüências; a centrifugação, por meio de rotores ciUndricos dotados de múltiplas cavidades periféricas no interior das quais a força centrífuga provoca baixa pressão no líquido; a restrição de fluxo consiste em um tubo de Venturi, ou em placas de orifícios, por onde o líquido acelera, gerando depressão; as restrições geradoras de turbulência são tubos dotados de anéis salientes nas paredes internas, ou discos e cones divergentes no centro, onde a passagem do líquido sob pressão provoca vórtices, em cujo centro é gerada a depressão; golpes de aríete intermitentes são provocados por válvulas ou rotores de perímetro irregular que provocam ondas de pressão oscilantes, como na aplicação de ultrassom; resultados semelhantes também são obtidos pelos chamados "apitos d água", dispositivos semelhantes aos apitos aerodinâmicos emissores de ultrassom. Todos os métodos e mecanismos mencionados operam, afinal, de maneira a provocar zonas de baixa pressão no meio líquido seguidas de zonas de alta pressão, fazendo com que as microbolhas suijam nas zonas de depressão e entrem em colapso nas zonas de alta pressão, diferindo apenas quanto à intensidade de cavitação que produzem.
O ultrassom, embora seja o método de obter cavitação mais intensa e completa, só pode ser aplicado com finalidades práticas a pequenos volumes de líquidos, pois não é uniforme, já que sua intensidade diminui em função da distância da fonte emissora de radiação e provoca linhas nodais nos pontos de cruzamento entre ondas refletidas nas paredes do recipiente, o que prejudica o processo.
A cavitação hidrodinâmica é utilizada para processar volumes maiores de líquidos, geralmente em fluxo contínuo, e varia de intensidade e rendimento de acordo com a capacidade de cada dispositivo. Por exemplo, o aquecimento e a purificação de água em quantidades suficientes para uso prático, seja domiciliar, seja industrial, emprega a cavitação hidrodinâmica.
Como exemplo de dispositivos cavitadores que atuam por meio de rotores acionados por motores, temos as patentes norte-americanas US5188990 e US7357566 e US7767159. A patentes US7762715-B2 e a publicação de pedido de patente US207/0189114 -Al, ambas norte-americanas, são modelos que empregam um fluxo de líquido pressurizado por meio de bombas e exemplificam os tipos de cavitadores que atuam por meio da restrição à passagem do fluxo de líquido dotados de restritores centrais terminados em arestas normais ao fluxo, que geram vórtices toroidais dentro dos quais a pressão é baixa o suficiente para gerar microbolhas de cavitação. Todos esses dispositivos geram cavitação parcial no volume de líquido processado, pois apenas uma fina corrente de microbolhas é produzida à jusante dos orifícios ou arestas. Os aparelhos para produzir cavitação hidrodinâmica transiente ora conhecidos ou são baseados em rotores de construção complexa, envolvendo peças móveis que exigem vedação e são suscetíveis a desgaste e vazamentos, ou, então, simples restrições de passagem, "apitos d água", placas de orifícios e tubos de Venturi, de baixa produção de cavitação em relação à energia consumida.
Também são conhecidos os tubos de vórtice de ar comprimido, nos quais o ar sob pressão é injetado tangencialmente numa câmara circular e gira com grande velocidade ao longo de um tubo, até encontrar uma válvula que libera parte desse fluxo e faz com que a outra parte retorne pelo centro de vácuo parcial do fluxo externo, girando no mesmo sentido deste; o fluxo externo retira energia do fluxo interno, retirando calor, o que resulta em um fluxo de ar quente liberado na extremidade da válvula e outro, de ar frio, liberado através de um orifício na extremidade oposta. O fenômeno é conhecido como efeito "Hilsh-Ranquine" e a variação de temperatura produzida é cerca de um quinto da energia empregada no processo e o dispositivo não serve para ser utilizado com fluídos incompressíveis.
E de conhecimento geral que a eficiência de um processo de cavitação transiente depende e é proporcional ao tamanho, à forma e à quantidade das ditas microbolhas de vapor produzidas e à velocidade com que colapsam. Assim, quanto mais intenso o vácuo nas zonas de baixa pressão e, a seguir, maior a pressão gerada, maior a energia liberada na implosão de cada uma das ditas microbolhas; quanto maior a quantidade dessas microbolhas geradas num determinado volume de líquido, numa unidade de tempo, maior a eficiência do processo. Já a forma esférica proporciona a liberação de maior quantidade de energia para microbolhas de mesmo volume e formas aleatórias. A conclusão, portanto, é de que, um aparelho que produza microbolhas esféricas com diâmetros médios acima de 20 centésimos de milímetro disseminadas por todo o volume do líquido processado atinja uma produção de cavitação próximo do máximo possível.
O dispositivo objeto da presente patente de invenção, por sua arquitetura e disposição construtiva, gera microbolhas esféricas de grande tamanho relativo em todo o volume de líquido que passa pelo seu interior, de maneira que apresenta um rendimento energético superior ao dos dispositivos ora conhecidos e disponíveis, principalmente quando se trata de aquecer líquidos, purificar água, produzir biodiesel, realizar microcombustão e gerar radicais como hidroxila (-OH) e água oxigenada (H2O2).
Existem várias maneiras de determinar teoricamente o rendimento energético de um dispositivo gerador de cavitação hidrodinâmica, mas a maneira prática de verificar essa eficiência consiste em comparar a quantidade de energia entregue na entrada de um dispositivo gerador de cavitação com a energia térmica obtida após o processo, para um líquido de mesma composição, densidade, viscosidade e tensão superficial, especialmente a água destilada, ensaiado numa mesma temperatura, calculado pela fórmula:
COP= (T2-T1).V / (P.Q).k,
onde COP é o coeficiente de performance; TI, a temperatura inicial em graus Celcius; T2, a temperatura final em graus Celcius; V, o volume de líquido cavitado em litros; P, a pressão na entrada do dispositivo em BAR; Q, a vazão em LTM (litros por minuto) ; e k, a constante igual a 0,023884. O dispositivo objeto da presente patente é capaz de ultrapassar COP 1, com
pressão de bombeamento de 1 BAR e superior a sete com pressões maiores.
O princípio de funcionamento do dispositivo descrito pela presente patente de invenção difere dos anteriormente mencionados, por ser baseado no fenômeno que ocorre nas camadas limite de dois fluxos de líquido de alta velocidade com direção e sentido opostos ou angularmente divergentes, de mesma massa, quando postos em contato e pressionados um contra o outro: o atrito e o cisalhamento entre as duas camadas limite geram grande número de pequenos redemoinhos ditos microvórtices que se iniciam em nível molecular, se expandem e se desfazem rapidamente. O presente dispositivo é capaz de produzir microvórtices (1) de alta rotação em grande quantidade, pressionando centrifugamente dois ou mais fluxos de líquido helicoidais contrarrotativos (2) de passo inferior a 90° (FIG. 4), concêntricos, com a mesma massa e idêntica velocidade tangencial (FIG. 2), que avançam na mesma direção no interior de um tubo de pequeno diâmetro, dito tubo de cisalhamento (3), cuja extensão proporciona grande área de atrito e cisalhamento entre ditos fluxos (2), de modo que, a aceleração centrífuga dos ditos fluxos helicoidais (2) possa ultrapassar facilmente 30.000 G, e ditos microvórtices (1), 50.000 rotações por segundo, produzindo, também, intenso vácuo (4) no núcleo do dito fluxo helicoidal interno (2-A); no interior dos ditos microvórtices (1), 6/9
surgem e crescem ditas microbolhas (5) de vapor rarefeito, de formato esférico, que, de imediato, colapsam e implodem ao se desfazerem ditos microvórtices (1) sob a pressão centrífuga. Todos os ditos fluxos helicoidais contrarrotativos (2) giram com a mesma velocidade tangencial e têm a mesma massa, portanto, possuem a mesma quantidade de energia, embora velocidades angulares diferentes, de modo que, a pressão centrífuga de cada um deles, inversamente proporcional ao seu diâmetro, seja sempre menor em relação à dos fluxos helicoidais (2) inscritos. A menor pressão centrífuga nas vizinhanças das interfaces onde são produzidos ditos microvórtices (1) faz com que os mesmos, imediatamente, migrem para o interior do fluxo helicoidal (2) limítrofe circunscrito, de pressão relativa menor, fazendo aumentar o tamanho das ditas microbolhas (5) e, em seguida, reduzindo o movimento rotativo dos ditos microvórtices (1) até que se desfaçam, aumentando instantânea e abruptamente a pressão no ponto central do movimento, condensando o vapor rarefeito no interior das ditas microbolhas (5) e, consequentemente, provocando o seu colapso. Dessa forma, os fluxos helicoidais permutam energia entre si e, essa interação, provoca a redução do ângulo de cruzamento entre eles (A) no interior do tubo até chegar a zero, o que determina o comprimento total do dito tubo de cisalhamento (3). Quanto maior a quantidade dos ditos fluxos helicoidais contrarrotativos (2), maior a densidade de microbolhas (5) geradas no líquido e mais completa a cavitação de um determinado volume de líquido ao passar pelo presente dispositivo, porém, deve ser observado um limite para a quantidade de fluxos helicoidais contrarrotativos (2), já que o aumento do diâmetro do dito fluxo helicoidal externo (2-B) implica a diminuição exponencial de sua velocidade angular, dada a mesma velocidade tangencial, de modo que, para aumentar a vazão e manter a eficiência do processo de cavitação, é necessário montar duas ou mais unidades do presente dispositivo em circuito paralelo (FIG.7). Os modelos destinados à eliminação de micro-organismos, principalmente os da água, contêm, no centro do dito tubo de cisalhamento (3), um eletrodo (17) feito de uma liga de metais algicidas e bactericidas, como prata e cobre, montado por um suporte isolado (18) em relação às paredes do dito tubo (3), que libera íons no fluxo de líquido, dado o processo de redução dos metais em presença de radicais çomo H2O2 e HO-, produzidos durante o colapso das ditas microbolhas (5), responsável, também, pelo surgimento de pequena diferença de potencial elétrico entre dito, eletrodo (17) e as paredes internas do dito tubo de cisalhamento (3), se estas forem construídas ou revestidas internamente de materiais condutores; a aplicação de magnetos permanentes ou temporários (19) sobre as laterais do dito tubo de cisalhamento faz com que as linhas magnéticas sejam cortadas perpendicularmente pelo líquido em movimento, o qual, sendo minimamente condutor de eletricidade, produz força eletromotriz com intensidade suficiente para sustentar a eletrólise do dito eletrodo (17), passível de ser detectada por meio de um diodo emissor de luz (LED), que tem um terminal conectado eletricamente ao dito eletrodo (17), e o outro, ao dito tubo de cisalhamento (3). Quando a utilização requer a mistura e adição de outro/s líquido/s ou gás/es (Fig. 8), o presente dispositivo deve ser dotado de canais de aspiração (21) localizados nas regiões de baixa pressão das camadas limite internas dos ditos fluxos helicoidais contra rotativos (2) e de válvulas para controle da vazão desse/s líquido/s ou gás/es. O presente dispositivo é, também, de construção simples e barata, permitindo, conforme a utilização a que se destina, ser fabricado em termoplásticos injetados ou usinados; também pode ser de construção metálica, por microfusão ou usinagem, e, ainda, numa combinação de materiais plásticos e metálicos.
A descrição a seguir, associada às figuras anexas, detalha suficientemente a presente invenção, de maneira não limitativa, para que possa ser bem compreendida.
A Figura 1 mostra um diagrama da disposição dos ditos orifícios injetores (17) nas ditas câmaras geradoras de fluxos helicoidais contrarrotativos (9).
A Figura 2 é uma ilustração que exemplifica a maneira como se formam ditos microvórtices (1) entre ditos fluxos helicoidais contrarrotativos (9) e o processo de formação e colapso das ditas microbolhas (6).
A Figura 3 é uma representação esquemática em corte do presente dispositivo e mostra o movimento dos ditos fluxos helicoidais contrarrotativos (2).
A Figura 4 é ilustra o ângulo de cruzamento dos ditos fluxos helicoidais contrarrotativos (2).
A Figura 5 é uma vista em corte longitudinal do presente dispositivo com dois fluxos helicoidais contrarrotativos (2).
A Figura 6 é uma vista em corte longitudinal da montagem preferencial do presente dispositivo gerador de cavitação hidrodinâmica com quatro fluxos helicoidais contrarrotativos (2). • « 8/9
A Figura 7 apresenta o exemplo da presente invenção quando dotada de eletrodo central (17), magnetos (19) e diodo emissor de luz (20).
A Figura 8 apresenta a configuração dotada de canais aspiradores de líquidos ou gases do presente dispositivo.
A Figura 9 apresenta o exemplo do circuito hidráulico de um aquecedor de água
dotado de três unidades do presente dispositivo.
O dispositivo objeto da presente patente de invenção é formado por uma câmara tubular dita divisora (6), que tem, de um dos lados, meios (7) para ser conectada numa tubulação da qual recebe líquido pressurizado e, do lado oposto, uma ou mais secções cônicas divergentes (8) e concêntricas dispostas uma após a outra, nas quais estão inseridas concêntrica e escalonadamente duas ou mais câmaras ditas geradoras de fluxos helicoidais (9), sobrepostas concêntrica e escalonadamente, que se constituem de tubos cilíndricos fechados por secções ogivais (14) ou ogivais truncadas (15) na extremidade que está voltada para o interior da dita câmara divisora (6), cujos canais centrais tubulares (10) são terminados por secções cônicas convergentes (11), sendo ainda dotadas, cada uma das ditas câmaras (9), de um ou mais orifícios ditos injetores (16), cujos eixos geométricos ( FIG.l) se alinham com tangentes aos seus diâmetros internos, de maneira que, cada uma delas, tenha ditos orifício(s) injetor(es) (16) com direção e sentido de injeção tangencialmente opostos ao sentido de injeção das câmaras limítrofes (9), fazendo com que produzam, também, fluxos de líquido helicoidais (2) com sentido de rotação contrário ao sentido de rotação dos fluxos helicoidais (2) limítrofes, que são descarregados e introduzidos em um único tubo, dito tubo de cisalhamento (3), que se constitui em prolongamento da dita seção cônica convergente (11) da dita câmara geradora de fluxo helicoidal (9) externa, com comprimento suficiente para que cesse o movimento rotativo dos ditos fluxos helicoidais devido à sua interação, o qual termina em uma secção divergente (12) que está dotada, na extremidade oposta, de meios (13) para ser conectada numa tubulação de descarga; nos modelos destinados à purificação de líquidos, dito tubo de cisalhamento (3) abriga, pelo menos, um eletrodo central (17) composto de uma liga de metais bactericidas e/ou algicidas fixado por um suporte (18) isolado eletricamente em relação ao dito tubo de cisalhamento (3) e dotado de, pelo menos um, eletromagneto ou magneto permanente (19) junto à parede externa e ao longo do dito tubo de cisalhamento (3), de maneira que suas linhas magnéticas sejam cortadas perpendicularmente por ditos fluxos helicoidais contrarrotativos (2) de líquido, tendo um diodo emissor de luz (LED) (20) com um dos terminais conectado ao dito eletrodo central (17), e o outro, ao dito tubo de cisalhamento (3). Na configuração destinada a misturar líquidos ou gases são acrescentados canais ditos aspiradores (21) nas ditas seções cônicas convergentes (11) e no centro do dito fluxo helicoidal contrarrotativos interno (2-A), contando ditos canais aspiradores (21) com válvulas para controlar a vazão desses líquidos ou gases.
Claims (12)
1. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVITAÇÃO HEDRODINÂMICA, caracterizado por realizar o fenômeno físico da cavitação transiente em líquidos por meio de atrito e cisalhamento entre dois ou mais fluxos helicoidais contrarrotativos (2), cilíndricos e concêntricos, desses líquidos no interior de um tubo, dito tubo de cisalhamento (3), os quais avançam na mesma direção e com idêntica velocidade tangencial, de modo que o(s) fluxo(s) interno(s) (2-A) seja(m) forçado(s) centrifugamente contra o(s) fluxo(s) periférico(s) (2-B), e este(s), contra as paredes internas do dito tubo de cisalhamento (3), de maneira que produzam microvórtices (1) de baixa pressão nas camadas limite dos ditos fluxos helicoidais (2) em cujo interior surgem e crescem ditas microbolhas de vapor (5), que implodem rapidamente ao se desfazerem ditos microvórtices (1) enquanto migram para o interior dos ditos fluxos helicoidais (2) de pressão maior.
2. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVITAÇÃO HIDRODINÂMICA, como descrito na reivindicação 1, caracterizado por produzir microbolhas (5) com forma, volume interno e depressão suficientes para que a energia, manifesta em temperatura e pressão, liberada no instante do colapso seja suficiente para iniciar reações químicas de microcombustão entre comburentes e combustíveis dissolvidos no líquido processado, possibilitando emulsificação entre líquidos diferentes, separação de líquidos diferentes e de partículas sólidas em suspensão, catalisação de reações químicas, quebra e reagrupamento de moléculas, produção de radicais livres e geração de ondas de choque com intensidade suficiente para romper membranas celulares de micro-organismos.
3. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVITAÇÃO HIDRODINÂMICA, como descrito nas reivindicações 1 e 2, caracterizado por sua capacidade de produzir quantidade e intensidade de cavitação suficientes para transmitir energia térmica ao líquido processado em quantidade igual ou superior à energia correspondente ao produto da vazão pela pressão do líquido processado.
4. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVITAÇÃO HIDRODINÂMICA, de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizado por ser constituído de: uma câmara tubular dita divisora (6), que tem, de um dos lados, meios (7) para ser conectada numa tubulação da qual recebe líquido pressurizado e, do lado oposto, uma ou mais secções cônicas divergentes (8) concêntricas dispostas uma após a outra, nas quais estão inseridas concêntrica e escalonadamente duas ou mais câmaras ditas geradoras de fluxos helicoidais (9); duas ou mais câmaras ditas geradoras de fluxos helicoidais (9) sobrepostas concêntrica e escalonadamente, que se constituem de tubos cilíndricos (10) fechados por secções ogivais (14) ou ogivais trancadas (15) na extremidade que está voltada para o interior da dita câmara divisora (6), cujos canais centrais tubulares são terminados por secções cônicas convergentes (11), sendo ainda dotadas, cada uma das ditas câmaras (9), de um ou mais orifícios ditos injetores (16) cujos eixos geométricos (FIG.l) se alinham com tangentes aos seus diâmetros internos, de maneira que, cada uma delas, tenha ditos orifício(s) injetor(es) (16) com direção e sentido de injeção tangencialmente oposto ao sentido de injeção das câmaras limítrofes (9), fazendo com que produzam, também, fluxos de líquido helicoidais (2) com sentido de rotação contrário ao sentido de rotação dos fluxos helicoidais (2) limítrofes, que são descarregados e introduzidos em um único tubo, dito tubo de cisalhamento (3); um tubo, dito tubo de cisalhamento (3), que se constitui em prolongamento da dita seção cônica convergente (11) da dita câmara geradora de fluxo helicoidal externa (9), com comprimento suficiente para que cesse o movimento rotativo dos ditos fluxos helicoidais devido à sua interação, o qual termina em uma secção divergente (12) que está dotada, na extremidade oposta, de meios (13) para ser conectada numa tubulação de descarga.
5. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVUAÇÃO HDDRODINÂMICA, conforme descrito na reivindicação 4, caracterizado por ter ditas câmaras geradoras de fluxos helicoidais (9) unidas, umas com as outras, por meio de rosca, de solda ou de cola.
6. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVTTAÇÃO HIDRODINÂMICA, conforme descrito na reivindicação 4, caracterizado por serem ditos orifícios injetores (16) de seção circular ou poligonal e perfil em forma de tubo de Venturi.
7. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVTTAÇÃO HIDRODINÂMICA, conforme a reivindicação 4, caracterizado por conter dito tubo de cisalhamento (3), pelo menos, um eletrodo central (17) composto de uma liga de metais bactericidas e/ou algicidas fixado por um suporte (18) isolado eletricamente em relação ao dito tubo de cisalhamento (3), (FIG8).
8. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVTTAÇÃO HIDRODINÂMICA, conforme as reivindicações 4 e 7, caracterizado por ser dotado de, pelo menos, um eletromagneto ou magneto permanente (19) junto à parede externa e ao longo do dito tubo de cisalhamento (3) e de, pelo menos, um diodo emissor de luz ou outro dispositivo sinalizador de funcionamento (20) com um dos terminais ligado ao dito eletrodo central (17), e o outro, ao IOdito tubo de cisalhamento (3).
9. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVTTAÇÃO HIDRODINÂMICA, conforme descrito nas reivindicações anteriores, caracterizado por permitir a montagem de mais de uma unidade em paralelo, com o objetivo de aumentar o volume de líquido processado sem perder a eficiência (FIG.8).
10. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVTTAÇÃO HIDRODINÂMICA, conforme descrito nas reivindicações anteriores, caracterizado por acelerar o processo de transesterifícação dos triacilgliceróis na produção de biodiesel.
11. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVTTAÇÃO HIDRODINÂMICA, conforme descrito na reivindicação 4, caracterizado por ser dotado de canais aspiradores (21) de gases ou 1íquidos, cuja descarga é localizada nas ditas seções cênicas convergentes (11) e/ou no centro do dito fluxo helicoidal interno (2-A).
12. DISPOSITIVO GERADOR DE CAVITAÇÃO HIDRODINÂMICA, conforme descrito na reivindicação 11, caracterizado por contar com válvulas reguladoras de fluxo (22) para cada um dos ditos canais aspiradores (21).
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| BRPI1103092-5A BRPI1103092A2 (pt) | 2011-06-03 | 2011-06-03 | dispositivo gerador de cavitaÇço hidrodinÂmica |
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| BRPI1103092A2 true BRPI1103092A2 (pt) | 2013-07-02 |
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| BR (1) | BRPI1103092A2 (pt) |
Cited By (1)
| Publication number | Priority date | Publication date | Assignee | Title |
|---|---|---|---|---|
| WO2014022902A1 (pt) * | 2012-08-09 | 2014-02-13 | Ioel Dotte Echart Rubem | Aparelho para purificar e processar líquidos |
-
2011
- 2011-06-03 BR BRPI1103092-5A patent/BRPI1103092A2/pt not_active IP Right Cessation
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| Publication number | Priority date | Publication date | Assignee | Title |
|---|---|---|---|---|
| WO2014022902A1 (pt) * | 2012-08-09 | 2014-02-13 | Ioel Dotte Echart Rubem | Aparelho para purificar e processar líquidos |
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