BRPI1103185A2 - formulaÇÕes cosmÉticas para o tratamento de cabelos, seus usos e processos de preparaÇço, bem como mÉtodos utilizando as mesmas - Google Patents

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BRPI1103185A2 BRPI1103185-9A BRPI1103185A BRPI1103185A2 BR PI1103185 A2 BRPI1103185 A2 BR PI1103185A2 BR PI1103185 A BRPI1103185 A BR PI1103185A BR PI1103185 A2 BRPI1103185 A2 BR PI1103185A2
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Cristiane Carnelos
Adriana Fregonesi
Adriana Rodrigues
Pamela Maiuolo
Edjane Lima
Moises Barbosa
Priscila Carollo Moncayo
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Natura Cosmeticos Sa
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Abstract

FORMULAÇÕES COSMÉTICAS PARA O TRATAMENTO DE CABELOS, SEUS USOS E PROCESSOS DE PREPARAÇçO, BEM COMO MÉTODOS UTILIZANDO AS MESMAS. A presente invenção refere-se a uma formulação cosmética condicionadora, livres de qualquer tipo de silicone, compreendendo pelo menos um umectante, pelo menos um emoliente, consistindo de óleos vegetais de cadeias graxas, que permitem um átimo efeito condicionante sem o uso do silicone e, opcionalmente, um agente de perfumação. São também concretizações da presente invenção o uso da referida formulação no tratamento dos cabelos, bem como um método de tratamento dos cabelos compreendendo o uso de referida formulação.

Description

f 1/29
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "FORMULA- ÇÕES COSMÉTICAS PARA O TRATAMENTO DE CABELOS, SEUS USOS E PROCESSOS DE PREPARAÇÃO, BEM COMO MÉTODOS UTI- LIZANDO AS MESMAS".
Campo da Invenção
A presente invenção refere-se a tecnologias da indústria cosmé- tica. Particularmente, a presente invenção refere-se a formulações cosméti- cas úteis na higiene e no cuidado pessoal, sob a forma de condicionadores, máscaras de tratamento de cabelo e leites hidratantes sem enxágue ("leave-in").
Fundamentos da Invenção
Os condicionadores são produtos para o cuidado dos cabelos, que alteram a textura e a aparência do cabelo humano e são utilizados para fornecer um cuidado extra e nutrição, particularmente após a utilização de xampus.
Após a lavagem com xampu, os cabelos tornam-se limpos e tra- tados. Juntamente com as partículas de impurezas, a oleosidade natural dos cabelos acaba sendo removida. Portanto, a função primária dos condiciona- dores é repor a oleosidade natural que, normalmente, é removida durante a lavagem do mesmo com xampu.
Particularmente, os condicionadores têm como função proteger os cabelos de danos térmicos provocados pelo uso de secadores e pranchas alisadoras, bloquear a entrada de umidade e fornecer brilho e sedosidade, tornar a escovação mais fácil, prevenindo assim a quebra dos fios e os da- nos aos cabelos.
Existem atualmente vários tipos de condicionadores disponíveis no mercado, indicados para vários tipos de cabelo. Os mais comuns são os condicionadores instantâneos, os condicionadores profundos, condicionado- res sem enxágue (leave-in) e condicionadores com protetor solar. As formulações dos condicionadores diferenciam-se de acordo
com a sua finalidade. No entanto, de forma geral, compreendem hidratantes, acidificantes, protetores térmicos, doadores de brilho, óleos (ácidos graxos essenciais), tensoativos, lubrificantes, sequestrantes, agentes anti-estáticos e conservantes.
Dentre os lubrificantes mais comuns estão os silicones, tais co- mo dimeticone e ciclometicone. Muito utilizados em composições de condi- cionadores, os silicones selam o cabelo impedindo a entrada de umidade no fio. Além disso, eles fecham a cutícula dos fios e, consequentemente, o efei- to frizz é quase que completamente eliminado. Assim, a presença deste tipo de lubrificante na composição proporciona, pelo menos em um primeiro mo- mento, um aspecto brilhoso e saudável dos fios de cabelos. No entanto, com o tempo, a utilização de condicionadores com-
preendendo ingredientes poliméricos, tal como silicone, causa a perda de movimento dos fios, tornando-os mais pesados e opacos. Além disso, os cabelos ficam secos e danificados, pois o acúmulo de componentes polimé- ricos nos fios impede que sejam devidamente hidratados pelos nutrientes presentes na formulação do condicionador. Tal efeito é chamado de deposi- ção cumulativa ("build up").
Neste sentido, a busca constante por tecnologias para o desen- volvimento de produtos para o cuidado dos cabelos, que excedam as expec- tativas dos consumidores e que mantenham os cabelos saudáveis e com aspecto satisfatório mesmo depois do uso prolongado, tem sido um desafio para a indústria cosmética.
Para o desenvolvimento de produtos mais eficazes, tornou-se necessário um grande aprofundamento na pesquisa da ciência cosmética e o uso de técnicas de estudo cada vez mais avançadas. A pesquisa e o de- senvolvimento (P&D) de produtos de fronteira tecnológica demanda a utiliza- ção de técnicas qualitativas e quantitativas para a caracterização e para o conhecimento dos efeitos de produtos, conforme cada tipo de aplicação de- sejada.
No caso da aplicação de produtos cosméticos nos cabelos, pro- cura-se efeito estético (por exemplo conferir limpeza, brilho, cor, volume, desembaraçamento) e/ou terapêutico (por exemplo prevenir/tratar irritações, alergias, ressecamentos, enrugamentos, dermatites, desgastes, dentre ou- tras doenças/distúrbios dos cabelos ou por eles provocados na pele).
A substituição de ativos sintéticos por ativos naturais em formu- lações cosméticas tem sido cada vez mais procurada, seja pelo apelo por produtos de origem natural, seja pelos benefícios químicos e cosméticos melhorados que conferem.
Neste sentido, os inventores da presente invenção desenvolve- ram uma formulação cosmética aprimorada que não contêm silicone, sendo que o efeito do mesmo é substituído por emolientes de origem vegetal.
O uso das formulações da presente invenção proporciona maior brilho aos cabelos, redução do frizz, facilita o desembaraçamento, reduz pontas duplas e leva a um efeito reestruturante das fibras queratínicas. Além disso, a baixa porcentagem de materiais poliméricos e alta concentração de matérias-primas de origem vegetal inibe o efeito build-up no cabelo, ou seja, diminui o acúmulo de resíduos. A presença de um ou mais emolientes de origem vegetal propor-
ciona efeitos diferenciados, dependendo das suas distribuições graxa e gIi- cerídica. Quanto menor a cadeia graxa do emoliente de origem vegetal, mai- or é a sua penetração no fio do cabelo. Além disso, quanto maior a cadeia graxa do emoliente presente na composição, maior é a formação de filme em torno do fio do cabelo. Assim, a mistura de cadeias graxas proporciona um excelente efeito condicionante para os cabelos. Descrição Resumida da Invenção
A presente invenção, portanto, refere-se a uma formulação cos- mética condicionadora, livre de qualquer tipo de silicone, compreendendo pelo menos um umectante, pelo menos um emoliente consistindo de óleos vegetais de cadeias graxas, que permitem um ótimo efeito condicionante sem o uso do silicone e, opcionalmente, um agente de perfumação.
São também concretizações da presente invenção o uso da refe- rida formulação no tratamento dos cabelos, bem como um método de trata- mento dos cabelos compreendendo o uso de referida formulação. Breve Descrição dos Desenhos
A figura 1 ilustra os resultados de brilho em função do tratamen- to TRAT 1 (Média + sd.).
A Figura 2 ilustra os resultados de brilho em função do tratamen- to TRAT 2 (Média + sd.)·
A Figura 3 representa uma Ilustração do uso padronizado do algoritmo do software Scion Image for Windows para análise digital dos fios rebeldes (efeito frizz).
A Figura 4 é um exemplo de imagens convertidas para modo binário branco e preto, utilizadas para determinação do efeito frizz da por- centagem de pixels pretos. (A) Mecha Controle; (B) Mecha tratada. A Figura 5 representa valores de F para o tratamento TRAT 1
(Média + sd.) Onde; Basal = mechas limpas e secas, sem tratamentos; Final = mechas tratadas e secas.
A Figura 6 representa valores de F para o tratamento TRAT 2 (Média + sd.). Onde Basal = mechas limpas e secas, sem tratamentos; Final = mechas tratadas e secas.
A Figura 7 representa valores de F para o tratamento TRAT 3 (Média + sd) Onde Basal = mechas limpas e secas, sem tratamentos; Final = mechas tratadas e secas.
A Figura 8 representa um modelo de coleta de dados de resis- tência mecânica.
A Figura 9 representa resultados de deformação, L (mm) para TRAT 1. Média + desvio padrão.
A Figura 10 representa o resultado de força a 20% de deforma- ção, F (N) para TRAT 1. Média + desvio padrão. A Figura 11 representa o resultados de deformação, L (mm) para
TRAT 2. Média + desvio padrão.
A Figura 12 representa o resultado de força a 20% de deforma- ção, F (N) para TRAT 2. Média + desvio padrão. Descrição Detalhada da Invenção A presente invenção refere-se a uma formulação cosmética con-
dicionadora compreendendo pelo menos um emoliente consistindo de óleos vegetais de cadeias graxas, pelo menos um umectante e, opcionalmente, um agente de perfumação.
O pelo menos um emoliente da formulação da presente inven- ção, que consiste de um óleo ou manteiga vegetal, é obtido dentre óleo de semente de Theobroma cacao (cacau), Bertholletia excelsa (castanha do Pará), Astrocaryum murumuru (murumuru), Theobroma grandiflorum (cupu- açu) e Passiflora edulis (maracujá).
Referido emoliente está presente em uma faixa de cerca de 0,1% a cerca de 3%, preferencialmente de 0,2 a cerca de 1,5% do total em pesoda formulação.
Já o pelo menos um umectante é selecionado dentre a glicerina,
o sorbitol, os poliglicois, os sacarídeos e polissacarídeos, os derivados de ácido carboxílico, os amoniácidos e seus complexos, os extratos vegetais. Preferencialmente, o umectante é glicerina.
Dito umectante está presente em uma faixa de cerca de 0,75% a cerca de 8%, preferencialmente de cerca de 1,5 a cerca de 4% do total em peso da formulação.
O agente de perfumação da formulação da presente invenção é selecionado dentre os perfumes conhecidos na técnica.
De preferência, o agente de perfumação é óleo de folha de pi- tanga (Eugenia uniflora L. Ieaf oil). Quando presente, referido agente de per- fumação está presente em uma quantidade que varia de 0,001% a 0,1%, preferencialmente 0,005% do total em peso da formulação.
A formulação da presente invenção pode compreender ainda um ou mais ingredientes adicionais selecionados a partir de princípios ativos, espessantes, solubilizantes, agentes condicionantes, emulsionantes, óleos essenciais, dentre outros.
O pelo menos um espessante é selecionado dentre um álcool graxo, por exemplo, álcool cetearílico, álcool cetoestearílico, álcool estearíli- co, uma celulose, tal como hidroxietilcelulose (HEC)1 etilcelulose (EC), metil- celulose (MC), carboximetilcelulose (CMC), e um álcool alcoxilado, tal como ceteareth-5, ceteareth-20. Referido espessante está presente entre cerca de 0,1% a cerca de 10%, preferencialmente de 0,3 a cerca de 5% em peso do total da formulação.
O pelo menos um agente condicionante é selecionado dentre polyquaternium-10, cetil lactato, éter dicaprílico, Iauril álcool, carbonato dica- prílico, cocoglicosídeo e oleato de glicerila e está presente em uma faixa de cerca de 0,1% a cerca de 4%, preferencialmente de cerca de 0,2 a cerca de 2% do total em peso da formulação.
O agente emulsionante é preferencialmente um composto catiô- nico. Dito composto catiônico é selecionado dentre cloreto de cetiltrimetila- mônio (CTAC) e cloreto de behentrimônio (BTAC) e está presente entre cer- ca de 0,5% a cerca de 14%, preferencialmente de cerca de 1 a cera de 7% do total em peso da formulação.
Além disso, as formulações cosméticas condicionadoras de ca- belo de acordo com a presente invenção compreendem ainda adjuvantes que podem ser selecionados dentre, mas não estando limitados aos mes- mos, um pseudo-conservante, perfume, pelo menos um ajustador de pH, um agente quelante e pelo menos um agente corante.
Estas substâncias são de uso comum na técnica cosmética e podem ser selecionadas de acordo com os propósitos do técnico no assunto.
O mesmo é válido para os veículos ou excipientes das formula- ções da presente invenção.
Os referidos veículos ou excipientes cosmeticamente aceitáveis estão presentes nas formulações da invenção em quantidades "qsp" ou quantidades suficientes para se atingir 100% em peso total das formulações.
As formulações cosméticas descritas e reivindicadas no presen- te documento de patente podem se apresentar sob a forma de condicionado- res per se, máscaras de tratamento de cabelo e leites hidratantes sem enxá- gue ("leave-in").
Os processos de preparação das formulações cosméticas de acordo com a invenção correspondem a processos de fabricação rotineiros na técnica cosmética.
É ainda uma concretização da presente invenção o uso da for- mulação cosmética tal aqui descrita na preparação de condicionadores, máscaras de tratamento de cabelo e leites hidratantes sem enxágue ("leave- in").
Além disso, é parte do escopo da presente invenção um método de tratamento de cabelos através da administração tópica da formulação cosmética de acordo com a presente invenção.
A seguir são apresentados testes de eficácia que demonstram a superioridade das formulações cosméticas condicionadoras de cabelo da presente invenção. Exemplo 1
Avaliação da Eficácia de Produtos Cosméticos Aplicados aos Cabelos com Relação ao Brilho
O brilho do cabelo está entre os mais importantes atributos de eficiência referentes à formulação de produtos cosméticos.
Ao incidir sobre a fibra capilar, a luz sobre um espalhamento na superfície irregular e reflete-se em diversos ângulos. Ocorre também a ab- sorção de alguns comprimentos de onda e emissão dos respectivos com- plementos. O conjunto destes fenômenos, genericamente conhecido como reflexão difusa, dá origem à luminosidade e cor do material.
No entanto, parte da luz refletida atinge o observador sob um mesmo ângulo proporcionando uma maior intensidade luminosa. Este fenô- meno é conhecido como reflexão especular ou brilho e se intensifica com a diminuição da reflexão difusa, ou seja, com o aumento da regularidade da superfície.
O uso de gonoiofotômetros tem sido descrito na literatura como sendo a técnica analítica instrumental mais adequada para a determinação do brilho em amostras de cabelo. Entretanto, devido ao elevado custo desta técnica, foram desenvolvidas formas alternativas para a determinação do brilho em condições de ângulo de análise fixo que, embora limitadas, apre- sentam resultados bastante reprodutíveis e satisfatórios. Neste estudo foi utilizado o equipamento Glossmeter (BYK
Gardner®) com ângulo de incidência fixo de 85°. Neste equipamento, a in- tensidade de luz refletida a um ângulo de 85° em relação a normal de uma superfície lisa padrão é tomada como zero ou referência para uma escala adimensional de valores relativos de brilho.
O Glossmeter mede a reflexão especular. A intensidade de luz é registrada através de uma pequena extensão de ângulo de reflexão.
As leituras obtidas de um Glossmeter estão relacionadas à in-
tensidade de luz refletida de um vidro preto padrão com índice de refração definido, e não a intensidade da luz incidente. O valor de intensidade para este padrão estabelecido é menor que 100 GU (unidade de brilho).
O olho humano possui três estímulos de cores, vermelho, verde e azul, que correspondem a valores espectrais padrões.
O sistema internacional de cor CIE-L*a*b* é um dos mais conhe- cidos e utilizados pela indústria. Utilizando esse sistema, a cor pode ser de- finida como sendo o vetor E resultante de L*, a* e b*, tal como ilustrado na Equação 1a.
Diferenças de cor são determinadas não apenas pela diferença
entre valores de E, mas sim através do cálculo do vetor resultante, ΔΕ, por meio de AL, Aa e Ab, estas sim diferenças entre os valores de L*, a* e b*, como ilustra a Equação 1b.
E = ^L2 + a2+b2 (a)
AE = Val2+ Aa2 + Ab2 (b)
AL = Li - Lj; Aa = a,- a-, Ab = b; - bj, nas quais i * j.|
A aparência total de um produto, substrato ou superfície é influ- enciada pela cor e pelo brilho. Duas amostras de uma mesma cor mais dife- rentes intensidades de brilho não apresentam a mesma percepção visual. Para uniformizar a aparência é necessário controlar os atributos cor e brilho.
Foram preparadas 05 mechas de cabelos caucasianos, casta- nhos escuros e lisos (DeMeoBrothers INC1NY-USA), pesando 5,0 g e me- dindo 25 cm. Todas as mechas foram submetidas a um processo padroniza- do de pré-limpeza utilizando uma solução 10% de Lauril Éter Sulfato de Só- dio (SLES) por 1 minuto seguido de enxágue em água corrente. As mechas foram secas em um ambiente padronizado a 55 ± 5% de umidade relativa e 22 ± 2°C, durante 24 horas antes dos ensaios.
Foram obtidos os valores de brilho das mechas secas (estado
inicial).
Seguem abaixo os tratamentos realizados nas mechas:
Tratamento Código do estudo Xampu + Condicionador da invenção TRAT1 Xampu + Condicionador da invenção + Creme para Pentear da invenção TRAT 2
Molhou-se a mecha durante 20s e retirou-se o excesso de água.
Aplicou-se 100pL/g de cabelo do xampu e massageou-se durante 60 segun- dos. Enxaguou-se a mecha por 60 segundos com 0,5L de água e retirou-se o excesso de água. Aplicou-se 100pl_/g de cabelo do condicionador da pre- sente invenção e massageou-se durante 60 segundos. Deixou-se agir por 2min e enxaguou-se a mecha por 60 segundos com 0,5L de água e retirou- se o excesso de água. No caso do TRAT 2, foram ainda aplicados às me- chas 50 μί/g de cabelo do Creme para pentear da presente invenção e massageou-se durante 60 segundos. Deixou-se agir por 3 minutos, sem en- xágue.
Foram obtidas medidas de brilho das mechas secas, após o tra-
tamento com SLES (medidas iniciais) e após o tratamento com os produtos (medidas finais).
Foi utilizado o equipamento Glossmeter (BYK Gardner®), com ângulo de incidência fixo de 85°. Neste equipamento, a intensidade de luz refletida a um ângulo de 85° em relação à normal de uma superfície lisa pa- drão é tomada como zero ou referência para uma escala adimensional de valores relativos de brilho. Para garantir a reprodutibilidade das leituras, utili- zou-se um porta-amostras, para manter as fibras em uma posição relativa- mente fixa em relação ao leitor do Glossmeter. Foram realizadas n=05 leituras sucessivas em diferentes posi-
ções no centro de cada mecha.
Após o procedimento de aplicação dos produtos, as mechas fo- ram secas em ambiente controlado a 55 ± 5% U.R. e 22 ± 200 durante 24 horas e obtiveram-se novas medidas de brilho.
O equipamento Glossmeter (BYK Gardner®) foi utilizado para a obtenção das leituras de brilho. Para garantir a reprodutibilidade das leituras de brilho, utilizou-se um porta-amostra para a fixação das mechas.
Foram realizadas 5 leituras sucessivas em diferentes posições
no centro de cada mecha, obtendo-se o valor médio de brilho de cada me- cha, para cada grupo. Todo o experimento foi realizado em ambiente contro- lado a 22 ± 2 00 e 55 ± 5% de umidade relativa.
Os resultados obtidos a partir das medidas de brilho (reflexão especular), por intermédio do equipamento Glossmeter (BYK Gardner®), fo- ram registrados e estão apresentados na Figura 1, para o TRAT 1, e Figura 2, para o TRAT 2. Os dados completos estão listados na Tabela 1, para o TRAT 1,e na Tabela 2, para o TRAT2.
Os resultados de brilho do grupo de estudo foram estatistica- mente analisados comparando-se o valor no estado inicial e final, utilizando- se o método do Teste-t de Student, bimodal, pareado, considerando-se um intervalo de confiança de 95% (a 0,05). A análise estatística completa para os dois estudos está descrita na Tabela 3. Tabela 1 - Dados obtidos de Reflexão Especular (brilho) - Unidade (GU):
N Tratl Inicial Final 1 12,6 15,7 2 13,7 16,4 3 13,6 16,2 4 14,4 16,3 13,5 15,8 6 14,4 16,6 7 13,3 15,6 8 14,3 16,9 9 13,5 15,7 13,1 16,1 11 13,7 16,4 12 13,8 16,1 13 14,3 17,0 14 14,1 16,8 13,6 15,2 16 13,6 15,1 17 14,4 15,6 18 14,2 15,8 19 14,5 16,4 14,1 16,1 21 14,7 17,2 22 12,9 16,3 23 13,5 16,7 24 14,4 16,9 14,7 17,1 Tabela 2 - Dados obtidos de Reflexão Especular (brilho) - Unidade ÍG
N Trat 2 Inicial Final 1 13,0 14,4 2 13,9 15,6 3 14,0 16,5 4 13,6 14,7 13,5 15,5 6 13,6 16,3 7 13,0 15,4 8 13,4 16,7 9 14,3 15,9 12,9 14,2 11 13,3 13,8 12 13,8 14,2 13 13,4 14,5 14 14,0 15,1 14,3 16,3 16 14,9 15,2 17 12,6 14,0 18 14,5 14,9 19 13,9 14,5 14,6 15,0 21 12,9 14,1 22 12,4 14,0 23 13,6 15,0 24 13,3 14,8 12,8 14,3
yu: Tabela 3 - Método teste-t Student, bimodal, pareado, intervalo de confiança 95%. valores de brilho nas Tabelas 1 e 2. Comparação inicial VS. final. Soft- ware utilizado: GraphPad® Prism® 4.03: _
Teste t pareado Trat Valor P P < 0,0001 Resumo de valor P *** São meios significativos diferentes? (P < 0,05) Sim Um ou dois valores P pareados Dois pareados t, df t = 21,55 df = 24 Número de pares 25 Quão grande é a diferença? Média de diferenças -2,364 95% de intervalo de confidência -2,590 a-2,138 Raiz quadrada 0,9509 Quão efetivo foi o pareamento? Correlação de coeficiente (r) 0,5412 Valor P (um pareado) 0,0026 Resumo de valor P ** O pareamento foi significativamente efeti- vo? Sim
De acordo com os resultados da análise estatística, as mechas
de cabelos submetidas ao tratamento TRAT 1 e 2 apresentaram valores de brilho significativamente superiores em relação ao estado inicial (sem trata- mento). Exemplo 2
Avaliação da redução do Frizz (fios rebeldes) in vitro. Utilizando Mechas de Cabelos Padronizados Submetidas a Tratamentos Cosméticos com Subse- quente Análise de Fotografias Digitais
A recente evolução das câmeras digitais trouxe um significativo aumento na resolução digital máxima das imagens capturadas, tornando pos- sível seu uso para diversas finalidades analíticas qualitativas e quantitativas. Do estudo de imagens microscópicas, nas quais algoritmos complexos resolvem a imagem, separando objetos por diâmetros e formas, estudos de fases, a análise de imagens digitais tem sido aplicada para a avaliação de cosméticos, como, por exemplo, em maquiagens e em cabelos.
Com o uso da ferramenta de análise de imagens digitais é pos-
sível avaliar de forma macroscópica os efeitos cosméticos observados visu- almente nas fibras dos cabelos, sendo, portanto, uma excelente forma pa- dronizada de demonstração de eficácia dos produtos para cuidados dos ca- belos.
A análise de imagem pode ser empregada para investigações de
diferentes efeitos, tais como: volume, corpo, forma, Frizz1 definição de ca- chos, eficiência em alongamento, definição e efeito do alisamento, quantifi- cação de danos oxidativos, entre outros.
Foram preparadas 05 mechas de cabelos caucasianos, casta- nhos escuros e lisos (DeMeoBrothers INC, NY-USA), pesando 5,Og e me- dindo 25 cm. Todas as mechas foram submetidas a um processo padroniza- do de pré-limpeza utilizando uma solução 10% de Lauril Éter Sulfato de Só- dio (LESS) por 1 minuto seguido de enxágue em água corrente. As mechas foram secas em um ambiente padronizado a 55 ± 5% de umidade relativa e 22 ± 2°C, durante 24 horas antes dos ensaios.
Em seguida, as mechas foram fotografadas uma a uma, utilizan- do uma mesa para fotografia com iluminação controlada - estado Basal (se- co).
Seguem abaixo os tratamentos realizados nas mechas, bem como os respectivos códigos dos produtos utilizados no estudo:
Tratamento Código do estudo Xampu + Condicionador da invenção TRAT 1 Xampu + Condicionador da invenção + Creme para Pentear da invenção TRAT 2 Creme para pentear da presente invenção TRAT 3
Molhou-se a mecha durante 20s e retirou-se o excesso de água. Aplicou-se 100pL/g de cabelo do xampu e massageou-se durante 60 segun- dos. Enxaguou-se a mecha por 60 segundos com 0,5L de água e retirou-se o excesso de água. Aplicou-se 100pl_/g de cabelo do condicionador e mas- sageou-se durante 60 segundos. Deixou-se agir por 2min e enxaguou-se a mecha por 60 segundos com 0,5L de água e retirou-se o excesso de água.
No caso do TRAT 2, foram ainda aplicados às mechas 50 μί/g de cabelo do Creme para pentear e massageou-se durante 60 segundos. Deixou-se agir por 3 minutos, sem enxágue.
No caso do TRAT 3, molhou-se a mecha durante 20s e retirou- se o excesso de água e foram aplicados às mechas 50 μί/g de cabelo do Creme para pentear e massageou-se durante 60 segundos. Deixou-se agir por 3 minutos, sem enxágue.
Após o tratamento, as mechas foram secas em ambiente contro- lado a 55 + 5% de umidade relativa e 22 + 2°C, durante 24 horas. Em segui- da, as mechas foram fotografadas uma a uma. As imagens originais, todas com resolução de 6.0 Mpixel foram
convertidas para uma escala de cinza, utilizando o software Scion® Image for Windows (Scion Corp). O Frizz foi determinado como a percentagem em área de pixels pretos referentes aos fios rebeldes (desprendidos do corpo da mecha), obtida a partir da imagem digital após a binarização (conversão pre- to/branco).
A análise estatística foi realizada utilizando o software Graph- Pad™ Prism® 4.03 (GraphPad Software, San Diego, Califórnia, EUA, www.graphpad.com).
Utilizou-se um algoritmo do software para destacar o efeito Frizz, pois os fios rebeldes nas bordas apresentam-se com tonalidade de cinza diferenciada do corpo da mecha (Vide Figura 3).
A imagem dos cabelos rebeldes (Efeito Frizz) gerada por este método consiste em uma imagem binária (vide Figura 4), para a qual se de- termina o número de pixels brancos e pretos. Sendo o número de pixels total da imagem constante (6,0 Mpi-
xels), a contagem de pixels pretos pode ser diretamente correlacionada aos fios rebeldes ou Efeito Frizz (F). 10
A Figura 5 ilustra os resultados de F das mechas do grupo de estudo TRAT 1 e, a Figura 6, do grupo de estudo TRAT 2, e a Figura 7, do grupo de estudo TRAT3.
Foram comparados estatisticamente os valores iniciais e finais de F das mechas submetidas aos tratamentos TRAT 1, 2 e 3. Os dados completos estão listados na Tabela 4, para o TRAT 1, Tabela 5, para o TRAT 2 e Tabela 6, para o TRAT 3. A análise estatística completa para os dois estudos TRAT 1, 2 e 3 estão descritos nas Tabelas 7 a 9, respectiva- mente.
Tabela 4 - Dados obtidos de Frizz (porcentagem de pixels) das mechas com o tratamento TRAT1, por análise de imagens por meio de software Scion®
Inicial Final 4,53 3,33 4,37 3,67 5,26 4,23 4,58 3,31 3,46 2,92
Tabela 5 - Dados obtidos de Frizz (porcentagem de pixels) das mechas com
Inicial Final 4,51 0,93 3,63 0,86 5,03 1,07 4,50 0,90 3,64 0,84 Tabela 6 - Dados obtidos de Frizz (porcentagem de pixels) das mechas com o tratamento TRAT3, por análise de imagens por meio de software Scion®
Inicial Final 4,46 1,10 3,20 0,81 5,09 1,52 3,83 0,90 4,39 1,41
Tabela 7 - Método teste-t Student1 bimodal, pareado, intervalo de confiança 95%, valores de Frizz na Tabela 4. Comparação inicial VS. final. Software
Teste t pareado Trat Valor P 0,0026 Resumo de valor P *** São meios significativos diferentes? (P < 0,05) Sim Um ou dois valores P pareados Dois pareados t, df t = 6,688 df = 4 Número de pares 5 Quão grande é a diferença? Média de diferenças 0,948 95% de intervalo de confidência 0,5545 a 1,342 Raiz quadrada 0,9179 Quão efetivo foi o pareamento? Correlação de coeficiente (r) 0,8791 Valor P (um pareado) 0,0248 Resumo de valor P * O pareamento foi significativamente efetivo? Sim Tabela 8 - Método teste-t Student, bimodal, pareado, intervalo de confiança 95%. valores de Frizz na Tabela 5. Comparação inicial VS. final. Software utilizado: GraphPad® Prism®4.03__
Teste t pareado Trat Valor P 0,0001 Resumo de valor P *** São meios significativos diferentes? (P < 0,05) Sim Um ou dois valores P pareados Dois pareados t, df t= 14,08 df = 4 Número de pares 5 Quão grande é a diferença? Média de diferenças 3,342 95% de intervalo de confidencia 2,683 a 4,001 Raiz quadrada 0,9802 Quão efetivo foi o pareamento? Correlação de coeficiente (r) 0,9034 Valor P (um pareado) 0,0178 Resumo de valor P * O pareamento foi significativamente efetivo? Sim Tabela 9 - Método teste-t Student, bimodal, pareado, intervalo de confiança 95%. valores de Frizz na Tabela 6. Comparação inicial VS. final. Software
tilizado: GraphPad® Prism® 4.03 Teste t pareado Trat Valor P 0,0001 Resumo de valor P *** São meios significativos diferentes? (P < Sim 0,05) Um ou dois valores P pareados? Dois pareados t, df t= 15,08 df = 4 Número de pares 5 Quão grande é a diferença? Média de diferenças 3,046 95% de intervalo de confidência 2,483 a 3,609 Raiz quadrada 0,9826 Quão efetivo foi o pareamento? Correlação de coeficiente (r) 0,9022 Valor P (um pareado) 0,0181 Resumo de valor P * O pareamento foi significativamente efetivo? Sim
Após 24 horas em um ambiente com um ambiente com tempera-
tura e umidade controlada, as mechas submetidas aos tratamentos TRAT 1, 2 e 3 apresentam valores de Frizz significativamente menores em relação ao estado inicial (mechas limpas, secas e sem tratamentos). Exemplo 3
Avaliação da resistência mecânica da estrutura de cabelo Natural submeti- das a tratamentos cosméticos
A medida das propriedades físico-químicas dos cabelos é um importante auxílio no desenvolvimento de novas formulações, pois essas propriedades estão estreitamente relacionadas à geometria e estado de conservação dos fios. A constituição do córtex é o principal fato determinante das pro- priedades mecânicas do fio. Contudo, sem a cutícula essa estrutura seria rapidamente alterada. A cutícula é a região externa do fio composta por célu- las alongadas em forma de escamas, dispostas em camadas que se sobre- põem, podendo alcançar de 6 a 10 camadas. A borda livre das células se dirige à extremidade do fio e, à medida que são agredidas pelo ambiente, essas bordas livres vão ressecando e desprendendo, tornando o córtex des- protegido.
Qualquer elástico, ao sofrer a ação de uma força tensora, sofre- rá uma deformação proporcional à força aplicada. De modo análogo, diz-se que para cada deformação elástica está associada uma tensão, que reflete a sua tendência a recuperar a sua condição normal. A unidade dessa tensão é expressa em termos de força por unidade de área (F/A), sendo essa resis- tência intrínseca à deformação denominada módulo de Young.
À medida que o fio de cabelo sobre a ação de uma força tenso- ra, exerce uma relação entre a força desenvolvida por uma fibra de cabelo tencionada a sua deformação. Observam-se as três regiões principais: a re- gião elástica, a região plástica e a região pós-plástica. Na região Hookeana as microfibrilas apresentam estrutura de β-queratina, ao passo que nas de- mais se tem a estrutura de a-queratina. A região Hookeana da curva, compreendida entre aproximada-
mente 0 e 2% de deformação, é aquela no qual o alongamento é proporcio- nal à carga aplicada. Nessa região, o cabelo apresenta comportamento se- melhante ao de um sólido cristalino, possuindo estrutura na forma, homoge- neamente resistente à tensão. Essa resistência é fornecida principalmente devido às ligações de hidrogênio, responsáveis pela estabilização da a- hélice e que mantém sua estrutura de cadeias amorfas estiradas. A relação entre a tensão e a deformação obtida nesta região fornece o módulo elástico da fibra.
Na região entre aproximadamente 2% e 25%-30% de deforma- ção, o alongamento do fio aumenta grandemente sem um acréscimo notável na tensão requerida. Essa alteração é explicada pela conversão da estrutura interna das microfibrilas. Enquanto no cabelo, sem estarem tencionadas, as microfibrilas são formadas essencialmente por α-queratina, na qual as ca- deias estão arranjadas em padrões compactos na região plástica ocorre a conversão à estrutura de β-queratina, com as cadeias completamente ex- pandidas, numa matriz de líquido viscoso que não oferece qualquer resis- tência à tensão aplicada. Nessa região, o cabelo comporta-se como um sóli- do amorfo ou um líquido, e é dito possuir características plásticas.
Na região pós-plástica, que é alcançada quando se supera 30% de deformação, a deformação volta a ser proporcional à tensão aplicada, sendo a região na qual as rupturas geralmente ocorrem. Nela, o sistema vol- ta a responder como um sólido cristalino. A resistência à deformação é devi- da à estrutura em β-hélice, e ocorre estiramento até ruptura da fibra. O for- mato da curva nesta região depende principalmente do teor de cistina na fibra.
Quando o cabelo está molhado, a zona plástica inicia-se aproxi- madamente com a metade da tensão necessária em comparação ao cabelo seco, como resultado de perda d ligações hidrogênio e de interações cou- lombicas. O aumento da temperatura tem um efeito similar ao aumento do grau de hidratação da fibra, portanto estas duas variáveis devem ser cuida- dosamente controladas ao se proceder a estudos da natureza. A análise das curvas tensão-deformação permite a avaliação do
comportamento de cabelos sob diferentes tratamentos. A aplicação de lo- ções alisantes ou de permanentes, incluindo processos de descoloração, muda o formato da curva. A extensão de estiramento, tanto na zona Hooke- ana, como na plástica é aumentada e o valor de carga necessária para a transição da forma α para a forma β é diminuída.
Foram preparadas 09 mechas de cabelos caucasianos, casta- nhos escuros e lisos (DeMeoBrothers INC., NY-USA), pesando 5,Og e me- dindo 25cm. Todas as mechas foram submetidas a um processo padroniza- do de pré-limpeza utilizando uma solução 10% de Lauril Éter Sulfato de Só- dio (LESS) por 1 minuto seguido de enxágue em água corrente. As mechas foram secas em um ambiente padronizado a 55 ± 5 % de umidade relativa e 22 ± 2°C, durante 24 horas antes dos ensaios. Seguem abaixo os tratamentos realizados nas mechas, bem como os
respectivos códigos dos produtos utilizados no estudo:
Tratamento Código do estudo LESS 10% CTRL Xampu + Condicionador da invenção + Creme para Pentear da invenção TRAT 1 Xampu + Condicionador da invenção + Creme de Pentear da invenção TRAT 2
Para este ensaio foi utilizado o equipamento da EMIC modelo
DL500 dotado de dinamômetro com célula de carga de 20N.
Foram avaliados 50 fios, recolhidos ao acaso, entre as 3 mechas
tratadas de cada grupo. Cada fio foi preso por uma garra inferior e uma garra superior ligada à célula de carga de um dinamômetro na parte superior. Fo- ram avaliados os parâmetros: deformação na ruptura e força obtida na de- formação específica de 20%. A Figura 8 ilustra o modelo de curva obtida no ensaio de tensão vs. deformação.
O grupo CTRL foi tratado da seguinte maneira: molhou-se a me- cha durante 20s e retirou-se o excesso de água. Aplicou-se 100pl_/g de ca- belo de LESS 10% e massageou-se durante 60 segundos. Enxaguou-se a mecha por 60 segundos com 0,5L de água e retirou-se o excesso de água. Os grupos TRAT 1 e 2 foram tratados da seguinte maneira: mo-
lhou-se a mecha durante 20s e retirou-se o excesso de água. Aplicou-se 100pL/g de cabelo do xampu e massageou-se durante 60 segundos. Enxa- guou-se a mecha por 60 segundos com 0,5 L de água e retirou-se o excesso de água. Aplicou-se 100pL/g de cabelo do condicionador e massageou-se durante 60 segundos. Deixou-se agir por 2 minutos e enxaguou-se a mecha por 60 segundos com 0,5L de água e retirou-se o excesso de água. No caso do TRAT 2, foram ainda aplicados às mechas 50 μί/g de cabelo do Creme para pentear e massageou-se durante 60 segundos. Deixou-se agir por 3 minutos, sem enxágue. A célula de carga foi pré-carregada, e o aumento na carga foi
medido utilizando as taxas de velocidade de tração de 100 mm/min. Médias e desvios padrões foram calculados usando o software GraphPad® Prism® 4.03.
Foram obtidos valores de Deformação na ruptura (mm) e Força (N) na região de deformação específica de 20% e são apresentados nas Fi- guras 9 e 10, para o grupo TRAT1, e Figuras 11 e 12, para o grupo TRAT2. Os valores obtidos para Deformação, L, e Força, F, para as fibras dos gru- pos de estudo estão listados nas Tabelas 11 e 12. Tabela 10 - Valores obtidos para Deformação, L e Força, F. Para as Fibras
dos Grupos de Estudo TRAT 1.
JV Deformação na ruptura (mm) Força a 20% de deformação (N) CTRL TRAT CTRL TRAT 1 30.12 40.38 0.28 0.21 2 36.87 37.89 0.22 0.18 3 36.69 38.23 0.25 0.27 4 33.27 39.20 0.11 0.29 36.04 32.09 0.11 0.16 6 39.34 36.30 0.15 0.21 7 37.68 41.06 0.17 0.27 8 35.25 33.04 0.15 0.20 9 31.08 37.20 0.21 0.21 35.17 32.20 0.11 0.19 11 30.60 36.46 0.10 0.21 12 36.27 38.70 0.19 0.26 13 34.42 46.03 0.30 0.12 14 36.00 37.42 0.24 0.17 34.43 37.62 0.23 0.27 16 35.96 44.37 0.25 0.21 17 32.16 34.57 0.14 0.23 18 38.52 37.93 0.21 0.20 19 30.63 43.37 0.24 0.18 34.87 34.97 0.25 0.25 21 36.90 33.44 0.15 0.24 22 33.79 40.33 0.11 0.19 23 35.23 39.23 0.26 0.24 24 36.43 37.86 0.24 0.17 34.84 36.78 0.12 0.33 26 37.43 37.25 0.21 0.24 27 32.68 41.04 0 31 0.24 28 32.22 35.38 0.13 0.23 29 35.22 38.44 0.17 0.16 33.55 36.00 0.12 0.21 31 34.59 39.26 0.23 0.18 32 39.05 34.39 0.10 0.27 33 34.09 36.84 0.15 0.29 34 38.91 36.26 0.10 0.21 34.11 30.29 0.24 0.18 36 36.01 39.12 0.14 0.16 37 33.39 40.85 0.12 0.12 38 34.62 39.40 0.16 0.26 39 33.47 35.05 0.20 0.17 40 38.48 38.00 0.12 0.22 41 34.27 34.29 0.23 0.24 42 36.04 37.47 0.10 0.30 43 37.71 34.44 0.15 0.23 44 35.25 36.18 0.18 0.25 45 34.61 36.86 0.12 0.22 46 37.25 36.29 0.21 0.18 47 34.64 39.11 0.17 0.25 48 33.48 40.18 0.12 0.19 49 33.02 31.77 022 0.37 50 37.77 32.04 0.30 0.19 Tabela 11- Valores obtidos para Deformação, /_. e Forca, F, Para as Fibras dos Grupos de Estudo TRAT 2
!ll§t§:ig:§llli Deformação na ruptura (mm) Forca a 20% de deformação CN) CTRL TRAT CTRL TSAT 1 30.12 42.00 0.28 0.26 2 36.87 35.71 0.22 0.16 3 36.69 38.55 0.25 0.21 4 33.27 37.09 0.11 0.23 36.04 37.75 0.11 0.21 6 39.34 41.08 0.15 0.25 7 37.68 31.92 0.17 0.22 8 35.25 35.11 0.15 0.26 9 31.08 37.11 0.21 0.16 35.17 35.66 0.11 0.20 11 30.60 37.11 0.10 0.31 12 36.27 38.77 0.19 0.31 13 34.42 39.92 0.30 0.13 14 36.00 32.38 0.24 0.19 34.43 42.02 0.23 0.25 16 35.96 37.36 0.25 0.24 17 32.16 41.36 0.14 0.16 18 38.52 33.17 0.21 0.16 19 30.63 37.45 0.24 0.17 34.87 38.88 0.25 0.28 21 36.90 36.64 0.15 0.19 22 33.79 34.03 0.11 0.26 23 35.23 38.02 0.26 0.21 24 36.43 40.06 0.24 0.10 34.84 38.04 0.12 0.26 26 37.43 42.99 0.21 0.29 27 32.68 42.08 0.31 0.25 28 32.22 36.89 0.13 0.19 29 35.22 33.66 0.17 0.37 33.55 37.24 0.12 0.18 31 34.59 38.48 0.23 0.28 32 39.05 34.61 0.10 0.20 33 34.09 38.29 0.15 0.25 34 38.91 40.54 0.10 0.22 34.11 37.85 0.24 0.20 36 36.01 41.19 0.14 0.22 37 33.39 35.73 0.12 0.25 38 34.62 38.36 0.16 0.14 39 33.47 36.41 0.20 0.32 40 38.48 31.25 0.12 0.15 41 34.27 32.10 0.23 0.19 42 36.04 38.62 0.10 0.19 43 37.71 43.16 0.15 0.22 44 35.25 41.79 0.18 0.28 45 34.61 35.17 0.12 0.11 46 37.25 39.58 0.21 0.19 47 34.64 33.95 0.17 0.35 48 33.48 43.00 0.12 0.25 49 33.02 37.48 0.22 0.29 50 37.77 40.11 0.30 0.27
Os dados obtidos foram estatisticamente analisados através do
método Teste-t de Student, bimodal, pareado, considerando-se um intervalo de confiança de 95% (a = 0,05). Os resultados para os grupos TRAT 1 e en- contram-se sumarizados nas Tabelas 12 e 13 e, para os grupos TRAT 2, nas Tabelas 14 e 15. Tabela 12 - Método Teste-t Student. bimodal, pareado, intervalo de confian- ça 95%; Valores de Deformação na ruptura L da Tabela 10. Software utiliza- do: GraphPad® Prism® 4.03__
Teste t pareado Trat Valor P 0,0002 Resumo de valor P *** São meios significativos diferentes? (P < 0,05) Sim Um ou dois valores P pareados? Dois pareados t, df t = 3,910 df= 98 Quão grande é a diferença? Média + SEM da coluna A 35,09 + 0,3174 N=50 Média + SEM da coluna B 37,26 + 0,4549 N=50 Diferença entre médias -2,169 + 0,5547 95% de intervalo de confidência -3,271 a-1,067 Raiz quadrada 0,1350 Teste F para comparar variâncias F, DFn1 Dfd 2,055, 49, 49 Valor P 0,0131 Resumo de valor P * As variâncias são significativamente diferentes? Sim Tabela 13 - Método teste-t Student, bimodal, pareado. intervalo de confiança 95%; Valores de Forca a 20% de deformação. F. da Tabela 10. Software utilizado: GraphPad® Prism®4.03.__
Teste t pareado Trat Valor P 0,0008 Resumo de valor P *** São meios significativos diferentes? (P < 0,05) Sim Um ou dois valores P pareados? Dois pareados t, df t = 3,466 df = 98 Quão grande é a diferença? Média + SEM da coluna A 0,1818 + 0,008655 N=50 Média + SEM da coluna B 0,2204 +0,007010 N=50 Diferença entre médias -0,03860 + 0,01114 95% de intervalo de confidência -0,06073 a-0,01647 Raiz quadrada 0,1092 Teste F para comparar variâncias F, DFn1 Dfd 1,525, 49, 49 Valor P 0,1435 Resumo de valor P Ns As variâncias são significativamente diferentes? Não Tabela 14 - Método teste-t Student, bimodal, pareado, intervalo de confiança 95%; Valores de Deformação na ruptura L da Tabela 11. Software utilizado:
GraphPad® Prism® 4.03
Teste t pareado Trat Valor P P< 0,0001 Resumo de valor P *** São meios significativos diferentes? (P < 0,05) Sim Um ou dois valores P pareados? Dois pareados t, df t = 4,935 df = 98 Quão grande é a diferença? Média + SEM da coluna A 35,09 + 0,3174 N=50 Média + SEM da coluna B 37,75 + 0,4371 N=50 Diferença entre médias -2,666 + 0,5402 95% de intervalo de confidência -3,740 a-1,592 Raiz quadrada 0,1991 Teste F para comparar variâncias F, DFn1 Dfd 1,897, 49, 49 Valor P 0,0270 Resumo de valor P * As variâncias são significativamente diferentes? Sim Tabela 15 - Método teste-t Student, bimodal, pareado, intervalo de confiança 95%; Valores de Força a 20% de deformação, F. da Tabela 11. Software utilizado: GraphPad® Prism® 4.03_
Teste t pareado Trat Valor P 0,0006 Resumo de valor P *** São meios significativos diferentes? (P < 0,05) Sim Um ou dois valores P pareados? Dois pareados t, df t = 3,557 df = 98 Quão grande é a diferença? Média + SEM da coluna A 0,1818 + 0,008655 N=50 Média + SEM da coluna B 0,2246 + 0,008360 N=50 Diferença entre médias -0,04280 + 0,01203 95% de intervalo de confidência -0,06671 a-0,01889 Raiz quadrada 0,1143 Teste F para comparar variâncias F, DFn, Dfd 1,072,49, 49 Valor P 0,8092 Resumo de valor P Ns As variâncias são significativamente diferentes? Não
De acordo com os resultados obtidos no ensaio de tensão- deformação, as mechas submetidas aos tratamentos TRAT 1 e 2 apresen- tam valores de Deformação (na ruptura) e Força (a 20% de deformação) significativamente maiores em relação às mechas submetidas ao tratamento CTRL.

Claims (21)

1. Formulação cosmética, caracterizada pelo fato de que com- preende pelo menos um emoliente consistindo de óleos ou manteigas vege- tais de cadeias graxas e pelo menos um umectante, sendo essencialmente livre de silicone.
2. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizada pelo fato de que o pelo menos um emoliente é um óleo ou man- teiga vegetal selecionado dentre óleo de semente de Theobroma cacao, Ber- tholletia excelsa, Astrocaryum murumuru, Theobroma grandiflorum e Passi- flora edulis.
3. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizada pelo fato de que o pelo menos um emoliente está presente em uma concentração de cerca de 0,1% a cerca de 3%, preferencialmente de cerca de 0,2 a cerca de 1,5%, do peso total da formulação.
4. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 1, ca- racterizada pelo fato de que o pelo menos um umectante é selecionado den- tre glicerina, sorbitol, poliglicois, sacarídeos e polissacarídeos, derivados de ácido carboxílico, aminoácidos e seus complexos e extratos vegetais.
5. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 4, ca- racterizada pelo fato de que o pelo menos um umectante é glicerina.
6. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 4 ou 5, caracterizada pelo fato de que o pelo menos um umectante está presente em uma concentração de cerca de 0,75% a cerca de 8%, preferencialmente de cerca de 1,5 a cerca de 4% do total em peso da formulação.
7. Formulação cosmética de acordo com qualquer uma das rei- vindicações 1 a 6, caracterizada pelo fato de que compreende ainda um a- gente de perfumação.
8. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 7, ca- racterizado pelo fato de que o dito agente de perfumação é óleo de folha de pitanga (Eugenia uniflora L.).
9. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 7 ou 8, caracterizada pelo fato de que o dito agente de perfumação está em uma concentração de cerca de 0,001% a 0,1%, preferencialmente 0,005%, do total em peso da formulação.
10. Formulação cosmética de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizada pelo fato de que compreende ainda pelo menos um ingrediente adicional selecionado do grupo que compreende es- pessantes, solubilizantes, agentes condicionantes, emulsionantes e óleos essenciais.
11. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 10, caracterizada pelo fato de que o pelo menos um espessante é selecionado do grupo que compreende álcool graxo, preferivelmente, álcool cetearílico, álcool cetoestearílico, álcool estearílico; uma celulose, tal como hidroxietilce- Iulose (HEC), etilcelulose (EC), metilcelulose (MC), carboximetilcelulose (CMC); e um álcool alcoxilado, preferivelmente, ceteareth-5, ceteareth-20.
12. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 10 ou 11, caracterizada pelo fato de que o pelo menos um espessante está pre- sente entre cerca de 0,1% a cerca de 10%, preferencialmente de 0,3 a cerca de 5%, do total em peso da formulação.
13. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 10, caracterizada pelo fato de que o pelo menos um agente condicionante é se- lecionado do grupo que compreende polyquaternium-10, cetil lactato, éter dicaprílico, Iauril álcool, carbonato dicaprílico, cocoglicosídeo e oleato de glicerila.
14. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 13, caracterizada pelo fato de que o pelo menos um agente condicionante está presente em uma concentração de cerca de 0,1% a cerca de 4%, preferen- cialmente de cerca de 0,2 a cerca de 2%, do total em peso da formulação.
15. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 10, caracterizada pelo fato de que o pelo menos um emulsionante é composto catiônico, preferencialmente, cloreto de cetiltrimetilamônio (CTAC) e cloreto de behentrimônio (BTAC).
16. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 15, caracterizada pelo fato de que o pelo menos um emulsionante está presente em uma concentração de cerca de 1 a cerca de 7% do total em peso da for- mulação.
17. Formulação cosmética de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 16, caracterizada pelo fato de que compreende ainda ou- tros adjuvantes cosmeticamente aceitáveis.
18. Formulação cosmética de acordo com a reivindicação 17, caracterizada pelo fato de que compreende um pseudo-conservante, perfu- me, pelo menos um ajustador de pH, um agente quelante, pelo menos um agente corante, pelo menos um veículo e pelo menos um excipiente.
19. Formulação cosmética de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 18, caracterizada pelo fato de que está na forma de con- dicionador, máscara de tratamento de cabelo ou leite hidratante sem enxá- gue.
20. Uso da formulação cosmética como definida em qualquer uma das reivindicações 1 a 19, caracterizado pelo fato de que é na prepara- ção de condicionadores, máscaras de tratamento de cabelo ou leites hidra- tantes sem enxágüe.
21. Método de tratamento de cabelos, caracterizado pelo fato de que compreende a administração tópica da formulação cosmética como de- finida em qualquer uma das reivindicações 1 a 19.
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