BRPI1106155A2 - Processo para o revestimento da superfície de um lápis e lápis com um revestimento da superfície - Google Patents
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Abstract
Processo para o revestimento da superfície de um lápis e lápis com um revestimento da superfície. A presente invenção refere-se a um processo para o revestimento da superfície de um lápis (1), no qual pelo menos, em uma parte da superfície (3) é aplicado um revestimento (5), no qual estão contidas partículas expansíveis termicamente, uma área da superfície parcial do revestimento (5) é coberta com uma folha de plástico de transferência (13), que apresenta uma camada de suporte (14) e uma camada de transferência (15), voltada para o revestimento (5), que contém um polímero termoplástico que amolece com a temperatura de expansão, e que contém, pelo menos, um corante, e que, com auxilio de uma alimentação de calor, que ocorre através da folha de plástico de transferência, a área da superfície parcial é aquecida, pelo menos, até a temperatura de expansão das partículas, em consequência do que, em virtude da expansão das partículas, a área da superfície parcial se sobressai como estrutura em relevo (4, 4a) do revestimento (5), e uma parte da camada de transferência (15) é transmitida para a estrutura eni relevo. Além disso, a invenção refere-se a um lápis fabricado com um processo deste tipo.
Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "PROCESSO
PARA O REVESTIMENTO DA SUPERFÍCIE DE UM LÁPIS E LÁPIS COM UM REVESTIMENTO DA SUPERFÍCIE".
Descrição A presente invenção refere-se a um processo para o revestimen- to da superfície de um lápis, e a um lápis com um revestimento da superfí- cie. Superfícies de lápis, por exemplo, lápis para finalidades de escrever, pintar e desenhar, bem como, lápis cosméticos, muitas vezes, são equipa- dos com um revestimento de tinta, por exemplo, por meio de pulverização ou de imersão. Para uma superfície agradável opticamente de um objeto, em geral são necessárias outras medidas para a formação da superfície. Muitas vezes, também, pode acontecer que um revestimento também deve apre- sentar especiais qualidades táteis, por exemplo, uma capacidade de agar- ramento aumentada. A introdução de um revestimento que está relacionado que aumenta a capacidade de agarramento não causa, em geral, nenhuma dificuldade especial. Isto é diferente, se a capacidade de agarramento da superfície tiver que ser obtida através de áreas da superfície que se proje- tam para fora desta superfície, por exemplo, estruturas em relevo de massas à prova de escorregamento em forma de nódulos, nervuras ou similares.
No caso de um processo conhecido da patente EP 1700713 B1, sobre a superfície de um lápis é aplicado um revestimento, no qual estão contidas partículas termicamente expansíveis, sendo que, uma área da su- perfície parcial do revestimento é aquecida e, neste caso, pelo menos, uma parte das partículas é levada à expansão, em consequência do que, as á- reas da superfície parcial do revestimento se sobressaem do revestimento como estruturas em relevo. As áreas em relevo melhoram a capacidade de agarramento do lápis, e oferecem a possibilidade de formar o lápis também quanto ao aspecto óptico. Contudo, elas apresentam a mesma cor nas áreas não expandidas do revestimento, de tal modo que, elas não se distinguem opticamente de modo claro dessas áreas.
Partindo disto, a tarefa da invenção é propor um processo, com o qual, de forma tecnicamente simples, possam ser fabricados revestimentos sobre lápis com alta qualidade, atraentes opticamente e de textura agradável com áreas em relevo do tipo mencionado no início, os quais apresentam ou- tras cores diferentes das áreas não em relevo do revestimento. Além disso, a tarefa é sugerir um lápis com um revestimento deste tipo.
Estas tarefas são solucionadas por um processo de acordo com a reivindicação 1 e por um lápis de acordo com a reivindicação 16. No caso do processo de acordo com a invenção, pelo menos, em uma parte da su- perfície do lápis é aplicado um revestimento, no qual estão contidas partícu- las expansíveis termicamente. Uma área da superfície parcial do revestimen- to é coberta com uma folha de plástico de transferência, que apresenta uma camada de suporte e uma camada de transferência 15, voltada para o reves- timento, que contém um polímero termoplástico que amolece com a tempe- ratura de expansão, e que contém, pelo menos, um corante, e que, com au- xílio de uma alimentação de calor, que ocorre através da folha de plástico de transferência, é aquecida, pelo menos, até a temperatura de expansão das partículas, em consequência do que, em virtude da expansão das partículas, a área da superfície parcial se sobressai como estrutura em relevo para fora do revestimento, e uma parte da camada de transferência é transmitida para a estrutura em relevo. A vantagem no caso dessa forma de procedimento é, em princí- pio, o fato de que, a pintura das estruturas em relevo pode ocorrer em uma etapa de trabalho em virtude da expansão das áreas da superfície parcial correspondentes, de tal modo que, não são necessários etapas de trabalho adicionais, e preparativos necessários a isto. Além disso, é vantajoso o fato de que, as estruturas em relevo podem ser pintadas com grande exatidão.
Na superfície das áreas da superfície parcial ou das estruturas em relevo admitidas pela folha de plástico de transferência durante o processo de ex- pansão somente fica aderida uma parte da camada de transferência amole- cida termoplasticamente correspondente ao tamanho da superfície de conta- to do corpo aquecido, o qual, por sua vez, corresponde exatamente ao ta- manho e à forma das estruturas em relevo. Estas estruturas, por sua vez, se erguem, mesmo quando elas formam modelos em filigrana sobre o lápis, sempre com um contorno externo de canto vivo, das áreas da superfície não expandidas do revestimento. No caso de uma pintura adicional das áreas da superfície expandidas por meio de impressão isto seria eventualmente pos- sível com um dispêndio considerável quanto à técnica do processo. Deste modo, um alinhamento inexato do lápis em relação ao dispositivo de impres- são, e uma altura diferente das estruturas expandidas conduzem a uma apa- rência inexata e não límpida. Durante a expansão das áreas da superfície parcial do revestimento o seu volume se amplia, em consequência do que, resulta um movimento relativo entre a superfície e a camada de transferên- cia. Contudo, no momento da expansão a camada de transferência ajustada termoplasticamente amolece, de tal modo que, ela pode compensar o movi- mento relativo mencionado. Em oposição a isso, folhas de plástico estampa- das a quente de uso comercial (por exemplo, da firma Kurz, Nürnberg) so- mente podem compensar estes movimentos relativos de modo ruim, e apre- sentam formação de trincas ou problemas de adesão. Depois da retirada do corpo aquecido, a camada de transferência resfria rapidamente, sendo que, eia fica colada firmemente e sem tensão nas estruturas em relevo. A adesão é garantida, em essência, através do polímero da camada de transferência amolecido termoplasticamente durante o processo de expansão, de tal modo que, em relação a isto fica-se livre durante a seleção dos outros componen- tes da camada de transferência, em particular, também do corante. A espes- sura da camada de transferência também pode ser escolhida livremente, sendo que, para a manutenção da textura das estruturas em relevo são van- tajosas camadas de transferência possivelmente mais finas.
Além disso, é vantajoso o fato de que, a textura das áreas em relevo é influenciada somente muito pouco pela camada de tinta. Decisivo para a textura é a estrutura da superfície, que precisa apresentar elevações sensíveis de certo tamanho, a fim de obter um agarramento agradável para os dedos. As superfícies projetadas da superfície após a expansão, por e- xemplo, as superfícies esféricas de microesferas ocas, situam-se nesta fai- xa. São possíveis superfícies soft touch/ toque suave ou de tipo aveludado.
Se para a coloração forem usadas folhas de plástico estampadas a quente convencionais, então a camada de tinta transmitida da folha de plástico para a superfície do lápis situa-se em cima sobre a superfície e cobre estas ele- vações. O efeito de agarramento fica perdido. Durante a transmissão de um material líquido na temperatura de transmissão, o material flui para dentro da superfície, ou flui entre as partículas expandidas em relevo, em consequên- cia do que, além disso, estas partículas se projetam para fora da superfície e, deste modo, a textura permanece mantida.
Uma outra vantagem consiste no fato de que, com relação à sua capacidade de adesão, as camadas de transferência ajustadas termoplasti- camente se comportam relativamente tolerantes às estruturas em relevo, isto é, elas se relacionam com fecho devido ao material com um grande número de massas de revestimento diferentes.
Através da forma de procedimento proposta resulta um grande número de possibilidades de formas, pelo fato de que, de forma tecnicamen- te simples, sobre uma superfície de um lápis, em particular, de um lápis de escrever, pintar, desenhar e cosmético podem ser produzidas estruturas em relevo, por exemplo, para o aumento da capacidade de agarramento el ou para fins de forma que se destacam quanto à cor de áreas de revestimentos não expandidas. A expansão das partículas ocorre, de preferência, na técnica de contato. Neste caso, um corpo com uma área de contato de um corpo, cor- respondendo à forma de esboço e à superfície da área da superfície em re- levo do revestimento, é colocada em contato térmico com o revestimento, pelo menos, sobre a superfície de contato de um corpo, aquecida à tempera- tura de expansão necessária, mediante a intercalação da folha de plástico de transferência, sendo que, de forma apropriada, o corpo ou sua superfície de contato é comprimido com uma certa força contra o revestimento, a fim de favorecer a passagem de calor e a adesão da camada de transferência na estrutura em relevo produzida. No caso de uma variante do processo, o corpo é movimentado na direção da superfície de um lápis e, após a expan- são das partículas de uma área da superfície parcial é movimentado nova- mente para longe dessa superfície. Esta variante, na qual o corpo é, por e- xemplo, uma parte de um punção de elevação, é apropriada, em particular, para lápis poligonais, portanto, por exemplo, para lápis com forma de esboço triangular. A expansão das partículas também pode ocorrer sem contato, pelo fato de que, por exemplo, a área da superfície parcial a ser expandida é admitida com um raio de luz rico em energia, por exemplo, um raio laser, sendo que, pelo menos, uma área da superfície determinada para a expan- são é coberta com uma folha de plástico de transferência. A fim de facilitar a transferência da camada de transferência, amolecida através do efeito do calor, para uma estrutura em relevo, pode ser apropriado comprimir ou puxar a folha de plástico contra o revestimento. O ponto de luz gerado pelo raio de luz sobre o revestimento pode ser adaptado, por exemplo, à forma desejada das estruturas em relevo, com auxílio de um sistema óptico.
Uma folha de plástico de transferência é fabricada de forma sim- ples, pelo fato de que, sobre uma folha de plástico, por exemplo, de um ma- terial sintético que serve como camada de suporte, é aplicado um polímero termoplástico, e um preparado de tinta, ou um verniz, ou uma tinta que con- tém solvente na espessura desejada e, em seguida é seco. De preferência, é empregado um solvente orgânico, a fim de encurtar, por exemplo, o pro- cesso de secagem. A viscosidade do preparado e a consistência podem ser influenciadas, de forma simples, através da adição de um material de enchi- mento e a escolha do polímero termoplástico e de sua concentração. Como materiais de enchimento podem ser usados, por exemplo, talco, caulim, sul- fato de bário, carbonato de cálcio, mica, sílica, pó de quartzo e pó de pedra- pomes.
No caso de uma forma de procedimento preferida, como partícu- las expansíveis são empregadas partículas que apresentam uma temperatu- ra de expansão de 110°C até 220°C. Como temperatura de expansão deve ser entendida a temperatura, na qual as partículas aumentam seu volume.
Dentro da faixa de temperatura mencionada se funde uma multiplicidade de polímeros termoplásticos, de tal modo que, para a formação da camada de transferência existe uma grande amplitude de variações com relação aos polímeros.
Como partículas expansíveis são empregadas, de preferência, microesferas ocas, em particular, aquelas que apresentam um tamanho de partículas médio de 2 pm até 45 pm no estado não expandido, sendo que, no estado expandido, seu diâmetro aumenta para aproximadamente dez vezes. As microesferas ocas são constituídas, por exemplo, de um revesti- mento de polímero que pode ser amolecido termoplasticamente, que inclui um líquido que pode ser facilmente evaporado. Durante o aquecimento, o material de polímero amolece e a microesfera oca é expandida através do líquido evaporável no interior. As microesferas ocas a serem expandidas conduzem, deste modo, a um aumento de volume do revestimento, em con- sequência do que, surgem estruturas em relevo ou áreas da superfície.
Além de microesferas ocas, porém, também pode ser imaginado o emprego de partículas inorgânicas como micas dilatadas ou, em particular, grafite dilatado, ou de partículas de material sintético expansível. Também podem estar disponíveis no revestimento de um lápis várias partículas ex- pansíveis distintas, por exemplo, aquelas do tipo mencionado. A aplicação do revestimento sobre a superfície do lápis é possí- vel sem problemas, por exemplo, através de imersão, pulverização, pintura com o processo de rompimento, ou também através de pressão de peneira- mento. Este último processo é, então, apropriado, por exemplo, quando so- mente áreas parciais da superfície tiverem que ser providas com um reves- timento contendo partículas expansíveis. No caso de um processo de rom- pimento, por exemplo, lápis revestidos de madeira, são introduzidos através de uma abertura de entrada em um recipiente contendo massa de revesti- mento líquida, sendo que, os lápis deixam de novo o recipiente através de uma abertura de saída, na qual é raspada a massa de revestimento em ex- cesso. Após a secagem ou já no estado não endurecido do revestimento as partículas de uma determinada área da superfície parcial são conduzidas ao seu estado expandido através do efeito do calor.
Nos casos de lápis com seção transversal redonda ou oval, a expansão das partículas ocorre, de preferência, pelo fato de que, o objeto a ser tratado é rolado na superfície de contato de um corpo, aquecida à tem- peratura de expansão. Com esta técnica de rolamento, de forma tecnica- mente simples, também podem ser produzidas estruturas em relevo em mo- delos complexos.
Um lápis que soluciona a tarefa mencionada no início está equi- pado, pelo menos, parcialmente em sua superfície com um revestimento, sendo que, este revestimento contém partículas expansíveis. Em uma ou mais áreas da superfície parcial as partículas são expandidas, pelo que as áreas da superfície parcial se projetam para fora do revestimento como es- truturas em relevo. Estas estruturas estão dotadas em sua superfície com um polímero que pode ser amolecido termoplasticamente, e com uma ca- mada que contém um corante. Como já foi descrito mais acima, além da fa- bricação vantajosa simples deve ser salientado, em particular, o grau de li- berdade de forma para a conformação da superfície dos lápis. Por exemplo, a respectiva parte das áreas da superfície parcial em relevo ou não em rele- vo pode variar. Por exemplo, as áreas da superfície parcial em relevo podem formar perfeitamente a maior parte da superfície do lápis revestida, isto é, os elementos estampados a gosto da superfície revestida são formados através das áreas de revestimento não em relevo; como áreas de revestimento que surgem como cavidades, por exemplo, em forma de uma manifestação de escrita. Por outro lado, as áreas em relevo podem formar um modelo mais ou menos em filigrana, que se destaca em cores do revestimento não em relevo, que marca a impressão óptica total. A invenção será agora explicada em mais detalhes com referên- cia aos desenhos anexos. Em representação esquemática respectivamente são mostradas: figura 1A, 1B uma primeira variante do processo para o revesti- mento de superfície de um lápis, figura 2 uma segunda variante do processo para o revestimento de superfície de um lápis, figura 3 o recorte III da figura 2.
Um lápis 1, que abrange uma haste 11 central, constituída, por exemplo, de madeira, que suporta uma mina 2, cuja superfície 3, isto é, cuja superfície periférica, deve ser provida com áreas da superfície ou estruturas 4, 4a em relevo, está equipada primeiramente com um revestimento 5 que contém partículas expansíveis. Neste caso, o revestimento é aplicado sobre toda a superfície 3 ou sobre somente uma área da superfície que forma, por exemplo, uma seção longitudinal da haste. A título de exemplo, a seguir, é feita referência a um revestimento 5 que contém microesferas ocas como partículas expansíveis. São apropriadas, por exemplo, microesferas ocas com um revestimento de um polímero misto (CAS-Nr. 25214) que estão à venda pela firma Akzo Nobel Chemicals GmbH, D-46446 Emmerich. Como massa inicial para o revestimento pode ser empregado, por exemplo, um preparado de acordo com os outros exemplos apresentados abaixo. No caso de um lápis 1, que, no total, deve ser provido com um revestimento 5, de forma apropriada é empregado o processo de rompimento descrito breve- mente mais acima. Se, em contrapartida, tiverem que ser providas somente áreas parciais da superfície 3 com um revestimento 5, então isto pode ocor- rer, por exemplo, com um processo de pressão de peneiramento ou de pul- verização. Depois que o revestimento 5 estiver endurecido, por exemplo, através da secagem por ar em uma temperatura situada acima da tempera- tura ambiente, é realizada uma expansão seletiva. Para isto, uma área da superfície parcial 6 do revestimento 5 é aquecida a uma temperatura, que está situada acima da temperatura de expansão das respectivas partículas ou microesferas ocas empregadas. Neste caso, o tamanho da área da su- perfície parcial 6 corresponde, em essência, ao tamanho ou superfície de uma futura estrutura 4, 4a em relevo.
No caso da variante do processo mostrada na figura 1, para a expansão das partículas é empregado um punção 7 com vários corpos 9 que apresentam várias superfícies de contato 8 que podem ser aquecidas. O aquecimento das superfícies de contato pode ocorrer, por exemplo, com au- xílio de um aquecimento de resistência elétrica. O punção é movimentado na direção do lápis, o que está indicado através da seta 10. Entre as áreas de contato 8 e o revestimento 5 está disposta uma folha de plástico de transfe- rência 13. Neste caso, a condução de calor para o revestimento ocorre atra- vés da folha de plástico de transferência. Esta folha é admitida pelos corpos 9 ou suas superfícies de contato 8 e é comprimida com uma certa força con- tra o revestimento 5. Os corpos 9 ou suas superfícies de contato 8, 8a são aquecidos a uma temperatura, que é igual ou maior do que a temperatura de expansão das microesferas ocas. A temperatura de expansão está situada em uma faixa de 110°C até 220°C. As microesferas ocas indicadas nos e- xemplos de 1 a 3 apresentam uma temperatura de expansão de cerca de 180 °C.
As superfícies de contato 8 são, em essência, adaptadas ao contorno da superfície a ser tratada, por exemplo, curvadas em forma de cilindro no caso de uma haste de lápis cilíndrica circular, sendo que, o eixo de encurvamento passa na direção do eixo longitudinal central 10 do lápis 1.
Em certa extensão, a forma da seção transversal de uma estrutura em rele- vo 4, 4a pode ser influenciada pela forma da superfície de contato 8. Como indicado na figura 1 por meio da linha tracejada, a superfície de contato 8a pode ser cavada, por exemplo, em forma de gamela, pelo que, surge uma estrutura em relevo 4a com forma abaulada. A folha de plástico de transferência 13 mencionada acima se compõe de uma camada de suporte 14 e de uma camada de transferência 15. A camada de suporte 14 é uma folha de plástico de um material sintético, por exemplo, com uma espessura de 12 pm. Uma folha de plástico desse tipo está à venda, por exemplo, pela firma Leonhard Kurz Stiftung & Co KG, Nürnberg. A camada de transferência 15 é produzida através da introdução de um preparado de tinta, por exemplo, de uma tinta ou de um verniz, ajus- tado termoplasticamente, isto é, contendo, pelo menos, um polímero termo- plástico à camada de suporte 14. O preparado de tinta, por exemplo, é nive- lado ou pulverizado sobre a camada de suporte 14, e em seguida é seco, por exemplo, em um forno de circulação de ar em 60°C. O preparado de tin- ta pode ser pulverizado sobre a folha de plástico de suporte, por exemplo, sobre bocais, com niveladores, com pontas de fibras, mas também sobre sistemas de pressão de jato de tinta convencionais. A camada de transfe- rência 15 após a secagem apresenta, por exemplo, uma espessura de 8 pm. O, pelo menos um, polímero termoplástico contido na camada de transferência amolece com as temperaturas de expansão mencionadas acima, pelo que as áreas da camada de transferência amolecidas com um tamanho correspondente à superfície de contato 8, 8a se ligam, pelo menos, em certa medida com as estruturas em relevo com fecho devido ao material, Se em seguida a isso o punção 7 e o corpo 9 forem afastados do lápis 1, uma área da camada de transferência 15 amolecida termoplasticamente se destaca do tamanho da superfície de contato 8, 8a correspondente a esse instante, sendo que, essa área forma uma camada de tinta 16 sobre a super- fície de uma estrutura em relevo 4, 4a. No local da camada de transferência 15 original, do qual a camada de tinta 16 se destacou, forma-se uma cavida- de 17 com um tamanho correspondente à camada de tinta destacada. A fim de alterar o menos possível a textura das estruturas em re- levo, a camada de transferência e de acordo com isso, a camada de tinta 16 destacada da camada de suporte 14, e aderente às estruturas deveria ser a mais fina possível. A camada de tinta 16 líquida fundida no estado aquecido, neste caso, flui principalmente entre as microesferas ocas 18 expandidas se projetando para fora da superfície das estruturas em relevo 4, 4a (veja figura 3), de tal modo que a textura das estruturas em relevo 4, 4a é causado, em essência, pelas áreas das microesferas ocas 18, se projetando para fora da superfície das estruturas em relevo 4, 4a e menos pela camada de tinta 16.
Quanto mais fina for a camada de transferência 15, tanto sem problemas também tem êxito a transferência de uma camada de tinta 16 para uma es- trutura em relevo 4, 4a e tanto maior é a intensidade da borda da camada de tinta 16. O ponto de fusão ou o valor de temperatura inferior da área de fu- são dos polímeros existentes na camada de transferência 15 deveria ser o mais baixo possível, o melhor deveria ficar claramente abaixo de 150°C, pa- ra que a camada de transferência 15 amoleça o mais rápido possível.
Na figura 2 está representada esquematicamente uma variante do processo apropriada, sobretudo para o revestimento superficial de lápis 1, com forma da seção transversal cilíndrica circular ou oval. O lápis 1 é rolado sobre a superfície de contato 8a aquecida de um corpo 9a, sendo que, entre o revestimento 5 e a superfície de contato 8a está disposta a foiha de plásti- co de transferência 13. Durante o rolamento o lápis 1, com uma área de su- perfície parcial 6 prevista para a expansão é pressionado ligeiramente contra a superfície de contato 8a, pelo que a adesão de um camada de tinta 16 se destacando da camada de transferência 15 da folha de plástico de transfe- rência 13 é favorecida em uma estrutura em relevo 4, 4a. Na variante do processo mostrada é empregada uma ferramenta 19 em forma de placa, na qual estão integrados vários corpos 9a em uma grade correspondente ao modelo a ser obtido das estruturas em relevo 4, 4a. As superfícies de conta- to 8a dos corpos 9a estão alinhadas com uma superfície 20, por exemplo, plana da ferramenta 19. O tamanho das superfícies de contato 8a corres- ponde ao tamanho das estruturas em relevo 4 a serem produzidas. A res- pectiva velocidade relativa entre o lápis 1 e a ferramenta 19 depende da du- ração do contato desejado entre o revestimento 5 e a superfície de contato 8a de um corpo 9a. o tratamento térmico no revestimento 5 também pode ocorrer de tal modo que, o lápis seja mantido fixado, e podendo girar em tor- no de seu eixo longitudinal central 10, sendo que, a ferramenta 19 é movi- mentada, por exemplo, na direção da seta 23.
Claims (20)
1. Processo para o revestimento da superfície de um lápis (1), no qual, - pelo menos, em uma parte da superfície (3) é aplicado um re- vestimento (5), no qual estão contidas partículas expansíveis termicamente, - uma área da superfície parcial do revestimento (5) é coberta com uma folha de plástico de transferência (13), que apresenta uma camada de suporte (14) e uma camada de transferência (15), voltada para o revesti- mento (5), que contém um polímero termoplástico que amolece com a tem- peratura de expansão, e que contém, pelo menos, um corante, e que, com auxílio de uma alimentação de calor, que ocorre através da folha de plástico de transferência, é aquecida, pelo menos, até a temperatura de expansão das partículas, em consequência do que, em virtude da expansão das partí- culas, a área da superfície parcial se sobressai como estrutura em relevo (4, 4a) do revestimento (5), e uma parte da camada de transferência (15) é transmitida para a estrutura em relevo.
2. Processo, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pe- lo fato de que, a área da superfície parcial do revestimento (5) é posta em contato térmico com uma superfície de contato (8, 8a) aquecida, pelo me- nos, até a temperatura de expansão de um corpo (9, 9a) mediante a inser- ção da folha de plástico de transferência (13).
3. Processo, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pe- lo fato de que, para o aquecimento da área da superfície parcial, o corpo (9) é movimentado na direção do revestimento (5), e após a expansão das par- tículas é movimentado para longe desse revestimento.
4. Processo, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pe- lo fato de que, ele é empregado para lápis poligonais na seção transversal.
5. Processo, de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pe- lo fato de que, um lápis (1) com seção transversal redonda ou oval é rolado em uma superfície de contato (8a) aquecida de um corpo (9a).
6. Processo, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pe- lo fato de que, a alimentação de calor ocorre sem contato.
7. Processo, de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pe- lo fato de que, uma área da superfície parcial coberta com uma folha de plástico de transferência (13) é admitida com um raio de luz.
8. Processo, de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pe- lo emprego de luz de laser.
9. Processo, de acordo com uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo emprego de uma folha de plástico de transferência (13) com uma camada de transferência (15), sendo que, esta camada é produzi- da através da aplicação de um preparado de corante, capaz de fluir, que contém um polímero termoplástico e um solvente, sobre a camada de supor- te (14), e que é produzida através da secagem em seguida do preparado de corante.
10. Processo, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que, o preparado de corante contém um solvente orgânico.
11. Processo, de acordo com uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo emprego de uma folha de plástico de transferência (13), cuja camada de transferência (15) contém um material de enchimento.
12. Processo, de acordo com uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo emprego de partículas expansíveís termicamente com uma temperatura de expansão de 110°C até 220°C.
13. Processo, de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo fato de que, como partículas expansíveís termicamente são emprega- das microesferas ocas.
14. Processo, de acordo com a reivindicação 13, caracterizado por microesferas ocas com um tamanho médio de 2 pm até 45 pm no estado não expandido.
15. Processo, de acordo com uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo fato de que, com ele são produzidas estruturas em relevo (4, 4a) sobre a superfície (3) de um lápis (1) feito de madeira.
16. Lápis fabricado com um processo, como definido em uma das reivindicações 1 a 15, cuja superfície (3) está dotada, pelo menos parci- almente, com um revestimento (5), sendo que, o revestimento (5) contém partículas expansíveis termicamente e, sendo que, em uma área da superfí- cie parcial do revestimento (5) as partículas são expandidas, em consequên- cia do que, a área da superfície parcial se sobressai como estrutura em rele- vo (4, 4a) do revestimento, caracterizado pelo fato de que, em sua superfí- cie, a estrutura em relevo está equipada com um polímero termoplástico que amolece com a temperatura de expansão das partículas expansíveis termi- camente, e uma camada de tinta (16) que contém, pelo menos, um corante.
17. Lápis, de acordo com a reivindicação 16, caracterizado pelo fato de que, a camada de tinta (16) contém um material de enchimento.
18. Lápis, de acordo com a reivindicação 16 ou 17, caracterizado pelo fato de que, o revestimento (5) contém microesferas ocas como partícu- las expansíveis ou expandidas.
19. Lápis, de acordo com a reivindicação 18, caracterizado pelo fato de que, no estado inicial, as microesferas ocas apresentam um tamanho médio de partículas de 2 a 45 pm, e no estado expandido são ampliadas em torno de, pelo menos, o dobro.
20. Lápis, de acordo com uma das reivindicações 16 a 19, carac- terizado pelo fato de que, o lápis (1) é um lápis revestido de madeira.
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