BRPI1106215A2 - viga de sustentaÇço de uma carenagem de turbina eàlica hidrÁulica, e, turbina eàlica hidrÁulica - Google Patents
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Abstract
VIGA DE SUSTENTAÇçO DE UMA CARENAGEM DE TURBINA EàLICA HIDRÁULICA, E, TURBINA EàLICA HIDRÁULICA. Esta viga (8) de sustentação de uma carenagem de turbina eólica hidráulica apresenta uma seção (S), tomada perpendicularmente a um eixo longitudinal (A8) da viga (8), em forma de paralelogramo. Ela compreende pelo menos uma fenda (86a, 86b) se estendendo globalmente paralelamente ao eixo (A8) longitudinal da viga (8). Em uma seção (S) tomada perpendicularmente ao eixo longitudinal (a8) da viga (8), os traços das superfícies limitando a fenda (86a, 86b) estendem-se a partir de um dos lados de grandes dimensões (801, 803) da seção (S) e até um lado adjacente de pequenas dimensões. (802, 804) da seção (S). Figura 3.
Description
"VIGA DE SUSTENTAÇÃO DE UMA CARENAGEM DE TURBINA EÓLICA HIDRÁULICA, E, TURBINA EÓLICA HIDRÁULICA"
A presente invenção refere-se a uma viga de sustentação de uma carenagem de turbina eólica hidráulica bem como uma turbina eólica hidráulica comportando tal viga.
Uma roda de turbina eólica hidráulica, como conhecida, por exemplo, a partir do documento WO-A- 2009/126996 compreende um cubo central apresentando uma geometria de revolução em torno do eixo de rotação da roda, e as pás solidárias do cubo que se estendem radialmente para o exterior a partir do cubo. A turbina eólica hidráulica pode ser munida de uma carenagem fixa externa que cerca a sua roda e apresenta uma geometria de revolução em torno do eixo de rotação da roda. A uma carenagem define um volume cilíndrico oco no interior do qual se estendem as pás e o cubo. Vigas de sustentação conhecidas são utilizadas para montar uma carenagem a um suporte fixo que cerca o cubo. Estas vigas têm geralmente uma seção retangular cujas bordas de grandes dimensões são paralelas ao fluxo de água que atravessa as pás quando a turbina eólica hidráulica funciona.
Em funcionamento, a água contorna as vigas no nível dos seus lados correspondendo às bordas de grandes dimensões da sua seção transversal. Turbilhões de Karman têm tendência a se formar a jusante da viga e provocam tensões mecânicas na viga que podem dar ocorrência a fissuras, o que não é satisfatório.
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E a estes inconvenientes que se propõe mais particularmente remediar a invenção propondo uma viga de sustentação cuja geometria permite, quando a viga é submetida a um fluxo de água quando do funcionamento de uma turbina eólica hidráulica, limitar, ou mesmo impedir, a formação de turbilhões de Karman.
Para esse efeito, a invenção refere-se a uma viga de sustentação de uma carenagem de turbina eólica hidráulica apresentando uma seção, tomada perpendicularmente a um eixo longitudinal da viga, na forma de paralelogramo. A viga compreende pelo menos uma fenda que se estende globalmente paralelamente ao eixo longitudinal da viga. Em uma seção tomada perpendicularmente ao eixo longitudinal da viga, os traços das superfícies que limitam a fenda estendem-se a partir de um dos lados de grandes dimensões da seção até um lado adjacente de pequenas dimensões da seção.
Graças à invenção, a água pode escoar-se na fenda, o que estabiliza o escoamento da água ao longo da viga e evita a formação de turbilhões de Karman a jusante da viga.
De acordo com aspectos vantajosos, mas não obrigatórios da invenção, tal viga de sustentação pode incorporar uma ou várias das características seguintes, tomadas em qualquer combinação tecnicamente admissível:
- O lado de pequenas dimensões da seção forme um ângulo agudo com o lado adjacente de grandes dimensões da seção.
- Em um plano perpendicular ao eixo longitudinal da viga, um ângulo situado no exterior da viga, o lado de uma aresta de junção entre o lado de pequenas dimensões da seção e o lado de grandes dimensões da seção em relação à fenda, e definido entre, por um lado, uma porção do lado de grandes dimensões, situada do lado da aresta em relação à fenda, e, por outro lado, um eixo mediano ou médio da fenda, é superior a 90°.
- Em um plano perpendicular ao eixo longitudinal da viga, o ângulo situado no exterior da viga é superior a 120°, preferivelmente compreendido entre 130° e 160°, preferivelmente ainda da ordem de 150°.
- Em um plano perpendicular ao eixo longitudinal de viga, um ângulo, situado no interior da viga, e delimitado por um lado de grandes dimensões do paralelogramo e um lado de pequenas dimensões do paralelogramo que forma um ângulo obtuso com o lado de grandes dimensões, é' superior a 90°, preferivelmente superior a 120°, preferivelmente ainda da ordem de 150°.
- Pelo menos duas fendas (estendendo-se a partir de um mesmo lado de grandes dimensões do paralelogramo.
- As fendas que se estendem a partir de um mesmo lado de grandes dimensões do paralelogramo são paralelas.
- Pelo menos uma fenda estende-se a partir de cada lado de grandes dimensões.
- A viga é equipada de meios de fixação para a montagem de duas partes da viga situadas de parte e outra de uma mesma fenda.
- Pelo menos uma parte da viga, situada do lado de uma aresta de junção entre o lado de pequenas dimensões da seção e o lado de grandes dimensões da seção em relação à fenda, é composta de um material apresentando uma resistência mecânica superior à de um material que compõe uma parte da viga situada ao oposto da aresta em relação à fenda.
A invenção refere-se igualmente a uma turbina eólica hidráulica comportando uma roda móvel em rotação em torno de um eixo, uma carenagem fixa que cerca a roda e pelo menos uma viga de sustentação da carenagem de acordo com a invenção, que liga a carenagem a um suporte central da turbina eólica hidráulica.
A invenção será melhor compreendida e outras vantagens da mesma aparecerão mais claramente face à descrição seguinte de uma turbina eólica hidráulica e de uma viga de sustentação de uma carenagem de acordo com a invenção, dada unicamente, a título de exemplo e feita em referência aos desenhos anexos nos quais:
- a figura 1 é uma vista em perspectiva de uma turbina eólica hidráulica comportando três vigas de sustentação de acordo com a invenção; 5
- a figura 5 é uma vista, em maior escala, do detalhe V da figura 3;
- a figura 6 é uma vista, semelhante à figura 4, para um segundo
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modo de realização da invenção; e
- a figura 7 é uma vista, semelhante à figura 4, para um terceiro
modo de realização da invenção.
As figuras 1 e 2 mostram uma turbina eólica hidráulica 1 de eixo Xl compreendendo uma carenagem externa 2, uma roda 3, cinco pás 4, um suporte fixo e central 6 e três vigas de sustentação 8.
paralela ao eixo XI, e o termo "radial" qualifica uma direção perpendicular ao eixo Xl e secante com o mesmo, ou uma superfície perpendicular a uma direção radial. Além disso, um elemento qualificado de proximal está situado mais próximo do eixo Xl que um elemento qualificado de distai.
oca e é de forma anular de eixo Xl e o suporte central 6 é um cilindro com base circular de eixo Xl comportando um envelope externo 61. As vigas de sustentação 8 estendem-se radialmente, cada uma ao longo de seu eixo longitudinal A8, e ligam o suporte 6 à carenagem 2. As extremidades proximais 820 das vigas 8 são fixadas a uma superfície radial externa 64 do envelope 61 e as extremidades distais 840 das vigas 8 são fixadas a uma superfície radial interna 22 da carenagem 2. A superfície radial externa 65 comporta uma ranhura anular 64 para a passagem das pás 4. Meios de fixação 63 ligam as
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Na seqüência da descrição, o termo "axial" qualifica uma direção
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Como mostra mais particularmente a figura 2, uma carenagem 2 é partes do suporte 6 situadas de parte e de outra da ranhura 64. A carenagem 2, as vigas 8 e o suporte 6 são solidários e constituem um parte 5 da turbina eólica hidráulica 1 que é fixa quando a turbina eólica hidráulica 1 funciona.
As pás 4 estendem-se radialmente e têm as suas extremidades proximais 42 fixadas a uma porção cilíndrica 46a à base circular de um cubo 46 situado no interior do envelope externo 61 do suporte 6. Uma porção 46b do cubo 46, na forma de disco de eixo XI, é ligada à porção 46a e a uma porção 46c do cubo 46 que tem a geometria de uma haste de eixo Xl. A porção 46c do cubo 46 é guiada em rotação por um segmento 62 pertencendo ao suporte 6. O cubo 46 aciona em rotação a árvore de entrada de um alternador não representado. As extremidades distais 44 das pás 4 nivelam a superfície radial interna 22 da carenagem 2. As pás 4 e o cubo 46 constituem juntos a roda 3 da turbina eólica hidráulica 1 que é móvel em rotação em torno do eixo Xl em relação à parte fixa 5.
Em funcionamento, um fluxo de água Fl ou F2, globalmente
paralelo ao eixo XI, atravessa a turbina eólica hidráulica 1 em um sentido ou no outro.
Como mostra a figura 3, as vigas 8 são prismas cuja seção S, tomada perpendicularmente aos seus eixos longitudinais A8, está globalmente na forma de um paralelogramo que comporta dois lados 801 e 803 de grandes dimensões paralelos ao eixo Xl e dois lados 802 e 804 de pequenas dimensões. Um ângulo agudo ya, situado no interior do paralelogramo, é delimitado entre os lados 801 e 802, e um ângulo agudo yb, situado no interior do paralelogramo, é delimitado entre os lados 803 e 804. Os ângulos ya e yb são iguais. Isto não é, contudo, obrigatório.
A junção dos lados 801 e 802 constitui uma primeira aresta A da viga 8 e a junção dos lados 803 e 804 constitui uma segunda aresta B do paralelogramo. As arestas AeB são arredondadas. Uma borda de ataque de uma viga 8 é a aresta A ou B da viga 8 com a qual o fluxo Fl ou F2 entra em primeiro em contato e uma borda de fuga de uma viga 8 é, no sentido de escoamento do fluxo F1 ou F2, a aresta A ou B situada a jusante, ou seja, do lado para o qual se escoa o fluxo Fl ou F2, em relação à borda de ataque.
Assim, para o fluxo Fl5 a aresta A constitui uma borda de ataque da viga 8 e a aresta B constitui uma borda de fuga da viga 8, e, para o fluxo F2, a aresta B constitui uma borda de ataque da viga 8 e a aresta A constitui uma borda de fuga da viga 8.
As vigas 8 comportam, cada uma, um elemento principal 82, situado no oposto das arestas A e B em relação às fendas 86a e 86b, e dois apêndices 84a e 84b situados respectivamente do lado da aresta A ou da aresta B em relação às fendas 86a ou 86b. Um espaço residual se estendendo entre o elemento principal 82 e o apêndice 84a forma uma fenda 86a, e um espaço residual se estendendo entre o elemento principal 82 e o apêndice 84b forma uma fenda 86b. Os apêndices 84a e 84b são montados com o elemento principal 82. Esta montagem pode ser efetuada, por exemplo, por solda de elementos não representados, divididos entre a extremidade proximal 820 e a extremidade distai 840 da viga 8, e que ligam o elemento principal 82 aos apêndices 84a e 84b. Outros meios de fixação podem ser, por exemplo, parafusos que cooperam com orifícios rosqueados dispostos no elemento principal 82 e os apêndices 84a e 84b.
As fendas 86a e 86b, os apêndices 84a e 84b e o elemento principal 82 estendem-se desde a extremidade proximal 820 até a extremidade distai 840 de cada viga 8.
Como mostra a figura 4, a fenda 86a estende-se ao longo de um eixo mediano Z86a. Define-se um ângulo aa, cerca de igual a 150°, entre, por um lado, uma porção 801a do lado 801 pertencendo ao apêndice 84a, e, por outro lado, uma porção do eixo Z86a que se estende no exterior da viga 8, além do lado 801, ou seja do lado da aresta A. O ângulo aa está situado no exterior da viga 8, do lado da aresta A de junção entre o lado de pequenas dimensões 802 da seção Seo lado de grandes dimensões 801 da seção S em relação à fenda 86a. O ângulo aa é superior a 90°. Preferivelmente, o ângulo aa é superior a 120° e está compreendido entre 130° e 160°. Preferivelmente, o ângulo aa é cerca de igual a 150°.
O lado 803 forma com o lado 802 um ângulo Pa cerca de igual a 150° situado do lado da viga 8. O ângulo Pa é superior a 90°, preferivelmente superior a 120°. Preferivelmente, o ângulo Pa é cerca de igual a 150°.
Os ângulos aa e Pa podem ter o mesmo valor. Isto não é, contudo,
obrigatório.
Define-se um topo As do ângulo agudo ya ao ponto de interseção de retas D801 e D802, representadas em pontilhados, segundo os quais se estendem respectivamente os lados 801 e 802 do paralelogramo da figura 3.
Nota-se 862a uma superfície do elemento principal 82 que limita a fenda 86a. Nota-se 864a uma superfície do apêndice 84a que limita a fenda 86a. Assim, a fenda 86a está situada entre as superfícies 862a e 864a. Mais precisamente, em uma seção tomada perpendicularmente ao eixo A8 longitudinal da viga 8, os traços das superfícies 862a e 864a que limitam a fenda 86a estendem-se a partir do lado 801 de grandes dimensões da seção S e até ao lado adjacente 802 de pequenas dimensões da seção S. Entende-se por traço da superfície 862a ou 864a o segmento situado na interseção da seção S e da superfície 862a ou 864a. Além disso, o lado de pequenas dimensões 802 da seção S forma um ângulo agudo ya com o lado de grandes dimensões 801 da seção S.
A geometria da extremidade da viga 8 situada do lado da aresta A pode ser transposto do lado da aresta B efetuando uma simetria central em torno do ponto de interseção das diagonais do paralelogramo representado na figura 3.
A figura 5 mostra em maiores detalhes a extremidade da viga 8 situada do lado da aresta Β. A fenda 86b estende-se ao longo de um eixo mediano Z86b. Define-se um ângulo ab, situado no exterior da viga 8, do lado da aresta B em relação à fenda 86b, entre, por um lado, uma porção 803b do lado 803 pertencendo ao apêndice 84b, e, por outro lado, uma porção do eixo 86b que se estende no exterior da viga 8 além do lado 803. O ângulo ab está situado no exterior da viga 8, do lado da aresta B de junção entre o lado de pequenas dimensões 804 da seção Seo lado de grandes dimensões 803 da seção S em relação à fenda 86b.
Define-se um ângulo pb, situado no interior da viga 8, entre os lados 801 e 804 do paralelogramo da figura 3.
Os ângulos ab e pb são respectivamente iguais aos ângulos aa e Pa. Isto não é, contudo, obrigatório, na medida em que ab e pb são superiores a 90°.
Define-se um topo Sb do ângulo agudo yb no ponto de interseção de retas D803 e D804, representadas em pontilhados, de acordo com o que se estendem respectivamente os lados 803 e 804 do paralelogramo da figura 3.
Nota-se 862b uma superfície do elemento principal 82 que limita a fenda 86b. Nota-se 864b uma superfície do apêndice 84b que limita a fenda 86b. Assim, a fenda 86b está situada entre as superfícies 862b e 864b. Mais precisamente, as superfícies 862b e 864b limitam a fenda 86b e estendem-se a partir do lado 803 de grandes dimensões da seção S da viga 8 e até o lado adjacente 804 de pequena dimensão formando um ângulo agudo yb com o lado de grandes dimensões 801.
Em funcionamento, a turbina eólica hidráulica 1 é instalado sob a água, por exemplo, em meio marinho, e a parte fixa 5 é ligada a um elemento fixo, por exemplo, ao solo. As pás 4 são acionadas em rotação em torno do eixo Xl pelo fluxo de água Fl ou F2, em um sentido ou no outro, o que aciona o alternador e permite a produção de energia elétrica.
Na seqüência, descreve-se o escoamento da água no caso do fluxo Fl. Quando a água circula no sentido do fluxo F2, aparece um escoamento simétrico.
Quando o fluxo Fl atinge a aresta A de uma viga, que constitui uma borda de ataque da viga 8, o fluxo Fl divide-se em duas partes Fl1 e Fl2 e continua a sua progressão em direção à aresta B, que constitui uma borda de fuga da viga 8. A primeira parte Fl ι do fluxo Fl contorna a viga 8 ao longo do lado 803, segunda parte Fl2 do fluxo Fl contorna a viga 8 no nível do lado 801.
Uma zona Pl em sobrepressão aparece no nível da extremidade do lado 803 situada na proximidade da aresta B, e uma zona P2 em depressão aparece no nível do lado situado na proximidade da aresta Β. A diferença de pressão que resulta desta sobrepressão e desta depressão aspira uma parte Fli' da primeira parte de Fli do fluxo de água Fl no interior da fenda 86b. A água escoa-se assim na fenda 86b, desde a extremidade da fenda 86b situada do lado do lado 803 até a extremidade da fenda 86b situada do lado do lado 804, depois se reúne com a segunda parte Fl2 do fluxo Fle escoa-se ao longo do lado 804 em direção da aresta B. Desta maneira, uma camada limite de água que se estende ao longo dos lados 801, 803 e 804 da viga 8 é estabilizada graças à fenda 86b e a formação de turbilhões de Karman é limitada, ou mesmo evitada. No caso do fluxo Fl, a fenda 86a é facultativa e apenas a fenda 86b contribui para a estabilização do escoamento.
A presença de duas fendas 86a e 86b situadas no nível da aresta A e da aresta B da viga 8 permite estabilizar o escoamento do fluxo Fl ou do fluxo F2, o que é vantajoso no caso da turbina eólica hidráulica 1 ser submetida a fluxos com sentido variável, por exemplo, quando a turbina eólica hidráulica 1 é acionada por um fluxo ou o refluxo da maré. A figura 6 ilustra um segundo modo de realização da viga 8 cujos elementos análogos aos da figura 4 recebem as mesmas referências.
A viga 8 representada na figura 6 apresenta um ângulo aa cerca de igual a 130° e inferior ao ângulo aa da viga 8 da figura 4. O ângulo aa é superior a 90°.
A fenda 86a da viga 8 da figura 6 está situada mais próximo da aresta A que a fenda 86a da viga 8 da figura 4. Além disso, a viga 8 da figura 6 apresenta um ângulo Pa cerca de igual a 130°. O ângulo Pa da figura 6 é superior a 90° e inferior ao ângulo Pa da viga 8 da figura 4.
A figura 7 corresponde um terceiro modo de realização da viga 8 cujos elementos análogos aos das figuras 4 e 5 recebem as mesmas referências. A viga 8 representada na figura 7 comporta dois apêndices 84a e 84a' situados todos os dois do lado da aresta A da viga 8. O apêndice 84a' está mais próximo da aresta A que o apêndice 84a. Um primeiro espaço residual situado entre o elemento principal 82 e o apêndice 84a define uma primeira fenda 86a de eixo Z86a. Um segundo espaço residual situado entre o apêndice 84a e o apêndice 84a' define uma segunda fenda 86a' de eixo Z86a\
Um ângulo aa, situado no exterior da viga 8 e do lado da aresta A em relação à fenda 86a, é definido, por um lado, entre uma porção 801a do lado 801 pertencendo ao apêndice 84a e, por outro lado, uma porção do eixo Z86a que se estende para o exterior da viga 8, além do lado 801.
Um ângulo aa', situado no exterior da viga 8 e do lado da aresta A em relação à fenda 86a', é definido, por um lado, entre uma porção 801a' do lado 801 pertencendo ao apêndice 84a', e, por outro lado, uma porção do eixo Z86a' que se estende para o exterior da viga 8, além do lado 801.
Os ângulos aa e aa1 são iguais e os eixos Z86a e Z86a' das fendas 86a e 86a' são paralelos. Contudo, em outro modo de realização da invenção, os ângulos aa e aa' podem ser diferentes, na medida em que as fendas 86a e 86a' não se cruzam.
Nota-se 862a uma superfície do elemento principal 82 que limita a fenda 86a. Nota-se 864a uma superfície do apêndice 84a que limita a fenda 86a. Assim, a fenda 86a está situada entre as superfícies 862a e 864a.
Nota-se 862a' uma superfície do apêndice 84a que limita a fenda 86a1. Nota-se 864a' uma superfície do apêndice 84a' que limita a fenda 86a'. Assim, a fenda 86a' está situada entre as superfícies 862a' e 864a'.
A viga 8 representada na figura 3 comporta, no nível de cada aresta AeB, uma fenda 86a ou 86b, mas em outro modo de realização da invenção, não representado, a viga 8 pode comportar uma única fenda 86a ou 86b que se estende entre o elemento principal 82 e um único apêndice 84a ou 84b. Neste caso, a fenda 86a ou 86b está situada na proximidade da borda de fuga da viga 8, ou seja do lado da aresta B no caso do fluxo Fl ou no lado da aresta A no caso do fluxo F2. Então, a viga 8 está apta para estabilizar o fluxo de água Fl ou F2 quando a água circula em um único sentido.
Além disso, na medida em que a fenda 86a estende-se a partir do lado 801 e até i lado 802, o eixo Z86a pode estar situado mais ou menos próximo da aresta A. Além disso, para o terceiro modo de realização, a distância entre os eixos Z86a e Z86a' das fendas 86a e 86a' pode ser mais ou menos elevado.
De acordo com outro modo de realização da invenção, não representado, e na medida em que a viga 8 comporta pelo menos uma fenda 86a ou 86b, a viga 8 pode apresentar, na proximidade de cada uma das suas arestas AeB, um número de fendas superior ou igual a zero, e o número de fendas no nível de cada aresta A e B da viga 8 pode ser diferente. Por exemplo, a extremidade da viga 8 situada do lado da aresta A pode comportar uma fenda 86a, e a extremidade da viga 8 situada do lado da aresta B pode comportar duas fendas 86b.
Os apêndices 84a e 84b sendo submetidos a tensões mecânicas maiores que o elemento principal 82, os apêndices 84a e 84b podem ser constituídos com vantagem de um material apresentando uma resistência mecânica superior à do material do elemento principal 82. Por exemplo, os apêndices 84a e 84b podem ser de aço de alta resistência, enquanto que o elemento principal é de aço macio, ou inversamente. Em uma variante da invenção, os apêndices 84a e 84b são ocos, enquanto que o elemento principal 82 é maciço, ou inversamente.
A turbina eólica hidráulica 1 representada na figura 1 comporta três vigas 8 e cinco pás 4. Em variante, a turbina eólica hidráulica 1 pode comportar um número de vigas 8 diferente de três e um número de pás 4 diferente de cinco.
A seção de uma fenda 86a, 86a' ou 86b, tomada em um plano perpendicular ao eixo longitudinal A8 de uma viga 8, pode não ser retilínea e, por exemplo, estar na forma de porção de curva. Neste caso, o eixo Z86a, Z86a' ou Z86b de tal fenda 86a, 86a' ou 86b é definido como o eixo médio da porção de curva.
Além disso, as fendas 86a, 86a' e 86b podem estender-se ao longo de um eixo longitudinal que é inclinado em relação ao eixo longitudinal A8 da viga 8. Assim, as fendas 86a, 86a' e 86b podem estender-se sendo paralelas ou quase paralelas ao eixo longitudinal A8 da viga 8. Neste sentido, estas fendas são globalmente paralelas a este eixo.
As características dos modos de realização e das variantes visados acima podem ser combinadas entre si.
Em variante, a seção S da viga 8 pode apresentar uma geometria retangular, o retângulo sendo um paralelogramo particular. Neste caso, os ângulos aa e ab não são ângulos agudos, mas dos ângulos retos.
Claims (11)
1. Viga (8) de sustentação de uma carenagem (2) de turbina eólica hidráulica (1) apresentando uma seção (S), tomada perpendicularmente a um eixo longitudinal (A8) da viga (8), em forma de paralelogramo, caracterizada pelo fato de que - ela compreende pelo menos uma fenda (86a, 86a', 86b) que se estende globalmente paralelamente ao eixo longitudinal (A8) da viga (8), - e que, em uma seção (S) tomada perpendicularmente ao eixo longitudinal (A8) da viga (8), os traços das superfícies (862a, 864a, 862a', 864a') que limitam a fenda (86a, 86a', 86b) estendem-se a partir de um dos lados de grandes dimensões (801, 803) da seção (S) até a um lado adjacente de pequenas dimensões (802, 804) da seção (S).
2. Viga (8) de sustentação de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o lado de pequenas dimensões (802, 804) da seção (S) forma um ângulo agudo (ya, yb) com o lado adjacente de grandes dimensões (801, 803) da seção (S).
3. Viga (8) de sustentação de acordo com uma das reivindicações 1 ou 2, caracterizada pelo fato de que, em um plano perpendicular ao eixo (A8) longitudinal da viga (8), um ângulo (aa, aa', ab), situado no exterior da viga (8), de lado de uma aresta (A, B) de junção entre o lado de pequenas dimensões (802, 804) da seção (S) e o lado de grandes dimensões (801, 803) da seção (S) em relação à fenda (86a, 86a', 86b), e definido entre, por um lado, uma porção (801a, 801a', 803b) do lado de grandes dimensões (801, 803), situado do lado da aresta (A, B) em relação à fenda (86a, 86a', 86b), e, por outro lado, um eixo (Z86a, Z86a', Z86b) mediano ou médio da fenda (86a, 86a', 86b), é superior a 90°.
4. Viga (8) de sustentação de acordo com a reivindicação 3, caracterizada pelo fato de que em um plano perpendicular ao eixo (A8) longitudinal da viga (8), o ângulo (aa, aa', ab), situado no exterior da viga (8) é superior a 120°, preferivelmente compreendido entre 130° e 160°, preferivelmente ainda da ordem de 150°.
5. Viga (8) de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizada pelo fato de que em um plano perpendicular ao eixo longitudinal da viga, um ângulo (Pa, pb), situado no interior da viga (8), e delimitado por um lado de grandes dimensões (801, 803) do paralelogramo e por um lado de pequenas dimensões (802, 804) do paralelogramo que forma um ângulo obtuso (Pa, pb) com o lado de grandes dimensões (801, 803), é superior a 90°, preferivelmente superior a 120°, preferivelmente ainda da ordem de 150°.
6. Viga (8) de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizada pelo fato de que pelo menos duas fendas (86a, 86a') estendem-se a partir de um mesmo lado de grandes dimensões (801, 803) do paralelogramo.
7. Viga (8) de acordo com a reivindicação 6, caracterizada pelo fato de que as fendas (86a, 86a') que se estendem a partir de um mesmo lado de grandes dimensões (801, 803) do paralelogramo são paralelas.
8. Viga (8) de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizada pelo fato de que pelo menos uma fenda (86a, 86a', 86b) estende- se a partir de cada lado de grandes dimensões (801, 803).
9. Viga (8) de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizada pelo fato de que a viga (8) é equipada de meios de fixação para a montagem de duas partes (82, 84a, 84a', 84b) da viga (8) situadas de uma parte e de outra de uma mesma fenda (86a, 86a', 86b).
10. Viga (8) de acordo com uma das reivindicações precedentes, caracterizada pelo fato de que pelo menos uma parte (84a, 84a', 84b) da viga (8), situada do lado de uma aresta (A, B) de junção entre o lado de pequenas dimensões (802, 804) da seção (S) e o lado de grandes dimensões (801, 803) da seção (S) em relação à fenda (86a, 86a', 86b), é composta de um material apresentando uma resistência mecânica superior à de um material que compõe uma parte (82, 84a) da viga (8) situada no oposto da aresta (A, B) em relação à fenda (86a, 86a', 86b).
11. Turbina eólica hidráulica (1) comportando uma roda (3) móvel em rotação em torno de um eixo (XI), uma carenagem fixa (2) que cerca a roda e pelo menos uma viga (8) de sustentação da carenagem que liga a carenagem a um suporte central (6) da turbina eólica hidráulica, caracterizada pelo fato de que a viga (8) de sustentação está de acordo com uma das reivindicações precedentes.
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