PT100466A - Portador de material de deflagracao para a deflagracao de materias explosivas - Google Patents

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Kaus & Steinhausen Delaborierg
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Description

Descrição referente à patente de invenção de Kaus & Steinhausen DelaboriergeselIschaft mbH, alemã, industrial e comercial, com sede em Dragahn No. 15, D—3139 Karwitz, Alemanha, para: "PORTADOR DE MATERIAL DE DEFLAGRAÇÃO PARA A DEFLAGRAÇÃO DE MATÉRIAS EXPLOSIVAS" portador para os agrados, com uma base, de material para receber os A presente invenção.refere-se a um materiais explosivos destinados a ser defl placa de base e uma tina montada na placa de resistente àè temperaturas e à inflamação, materiais explosivos.
No seguimento, o termo "materiais explosivos" deve abranger não só os materiais susceptiveis de explosão, aos quais pertencem os materiais explosivos segundo a definição conhecida, mas também os materiais com perigo de explosão. Estes últimos são, no que se refere à presente invenção, materiais sólidos ou líquidos que, quando da execução de determinados processos de ensaio por aquecimento sem inclusão completa ou devido a um choque ou atrito sem calor adicional, podem em. certa medida ser levados a reagir quimicamente, 1 3
resultando dessa reacçâo gases sob pressão elevada num tempo tão curto que se provoca uma acção de pressão brusca que se assemelha a uma explosão. Os materiais susceptiveis de explosão contêm, além dos materiais explosovos, materiais que não foram fabricados para fins de explosão ou disparo, por exemplo perôxidos orgânicos como catalisadores, meios para produção de gases para as técnicas actuais das espumas e dos plásticos, muitos meios de combate a parasitas, entre muitos outros. Pertence também a este grupo, por exemplo, a mistura geralmente conhecida pela designação de "Thermite", sob a qual se incluem misturas de aluminio e óxido de ferro, que se combinam, com grande produção de calor, para dar origem a óxido de aluninio e ferro. Este calor desenvolvido é usado, por exemplo, para soldar carris.
Pelo contrário, materiais explosivos são, de acordo com a definição, materiais e misturas de materiais sólidos, liquidos e gelatinosos fabricados para fins de explosão ou propulsão. São caracterizados, entre outras coisas, pelo estado metastável, isto é, são susceptiveis de uma decomposição quimica rápida sem a contribuição de outros participantes na reacção, em especial sem oxigénio do ar. Para os diferentes grupos de materiais que devem ser considerados na presente invenção como "materiais explosivos" faz-se referência, por exemplo, também a Rudolf Meyer, "Explosivstoffe", 6a Ed., pàg. 127 e seguintes.
Devido ao facto de não ser necessário, para a “reacçâo de desintegração, qulquer oxigénio, falamos aqui de "deflagração", em contraste com combustão que, como é sebido, decorre com adição de oxigénio. A deflagração de materiais explosivos é universalmente o 2
tipo e o modo preponderantemente usado para descartar os materiais explosivos, por exemplo, em munições, foguetes, artefactos pirotécnicos, etc. - em especial na área militar. 0 termo deflagração designa, em comparação cúm "detonação", uma reacção de desintegração relativamente lenta, com velocidade de progressão de* no máximo 100 m/s, o que é aplicado também ao termo "deflagração". Para simplificar, no seguimento utiliza-se para os termos "detonação", "deflagração" e "explosão", também o termo comum geral "evento".
Os portadores dos materiais para deflagar do tipo mencionado na introdução são em principio conhecidos; trata-se no caso mais simples e de acordo com o estado da técnica preponderantemente usados de portadores dos materiais a deflagrar constituídos por um vaso com uma espécie de base que, nos processos até agora conhecidos no estado da técnica para a deflagração de materiais explosivos, são colocados mais ou menos num campo livre e carregados com quantidades doseadas de material explosivo. Para criar uma segurança das pessoas obedecendo às prescrições apropriadas para o tratamento de residuos, o local da colocação dos portadores dos materiais a deflagrar é, segundo todas as regras, circundado por um muro de betão ou de terra pelo menos da altura de um homem, que protege o pessoal que toma parte na deflagração com uma detonação (intempestiva) dos materiais explosivos. A deflagração de materiais explosivos é um fenômeno que se desenvolve rapidamente, relativamente à sua progressão relativamente incalculável e no qual não pode intervir-se depois de se iniciar a reacção de desintegração, sendo além disso fortemente exotérmico, isto é, processa-se com um grande desenvolvimento de calor, podendo atingir-se áté 3.000oC na vizinhança do foco da deflagração. Essa temperatura é atingida f 3
num tempo da ordem dos segundos e mantém-se durante todo o. fenômeno da deflagração, sendo aqui em especial o suporte dos materiais a deflagrar fortemente aquecido. A consequência para o suporte dos materiais para deflagrar é que ele é, devido ao calor desenvolvido, deformado irreversivelmente, mesmo "amolgado", de modo que os portadores dos materiais a deflagrar do tipo mencionado na introdução apresentam uma possibilidade muito limitada de reutilização.
Este inconveniente não é muito grave nos processos até agora conhecidos para a deflagração de materiais explosivos ao ar livre, visto que ai - como já se explicou atrás - são utilizados portadores dos materiais a deflagrar de formas muito simples, que são colocados na estação de deflagração simplesmente no solo e podendo eventualmente ser usados várias vezes sucessivas, dado que nessas instalações num espaço livre é suficiente uma configuração dos suportes dos materiais a deflagar apenas o mais possivel constante.
Mas a crescente consciência dos problemas do ambiente e as imposições cada vez mais fortes das leias do ambiente, por exemplo a 4a e 17a da BImSchV, exigem precisamente nos tempos mais recentes novos processos ou dispositivos que devem impedir uma emissão de produtos da reacçáo gasosos bem como os aerossois neles contidos para a atmosfera. Este objectivo exige, em contraste com a deflagração em espaços livres ou instalações abertas correspondentes, uma deflagração em espaços fechados, por exemplo num reactor de deflagração. Mas em tais instalações de deflagração fechadas já não pode desprezar-se a curta duração dos portadores dos materiais a deflagrar, visto que eles representam uma parte importante, do ponto de vista económico, para a operação das instalações de deflagração. Por ponto de vista económico significa-se, neste contexto, que há 4
um grande námero de portadores de materiais a deflagrar, sucedendo-se uns aos outros e utilizados alternadamente, sendo em primeiro lugar carregados com os materiais explosivos a deflagrar, em seguida levados a um reactor de deflagração ou, mais geralmerfte, a uma estação de deflagração e, depois de terminada a deflagração libertados dos produtos da reacção sólidos ou líquidos. É a este problema que se refere a presente invenção, cujo objectivo consiste em aperfeiçoar um portador de materiais a deflagrar do tipo mencionado na introdução de modo tal que, apesar da gránde quantidade de calor desenvolvido na combustão dos materiais explosivos, possa ser reutilizado numa medida normal.
Num portador dos materiais a deflagrar do género mencionado na introdução, que apresenta uma placa de base e uma tina fixada na placa de base, para a recepção dos materiais explosivos adeflagrar, este problema resolve-se, segundo a presente invenção, montando a tina a uma certa distância da placa de base, por meio de apoios em forma de coluna, distribuídos simetricamente pela superfície do fundo da tina.
As vantagens da solução segundo a presente invenção estão, por um lado, em especial no facto de a tina, devido à sua montagem afastada da placa de base estar envolvida exteriormente por ar de arrefecimento, impedindo-se assim de uma maneira considerável o enorme aquecimento do corpo da tina, Por outro lado, mostrou-se ser extraordinariamente eficiente a fixação, segundo a presente invenção, do corpo da tina na placa de base, na busca correspondente da estabilização e na indeformabi 1 idade do corpo da tina. 0 corpo da tina tem uma tendência extremamente reduzida para a deformação ilustrada, 5
recuperando de maneira substancial, em especial devido à -distribuição dos apoios em forma de coluna pela superfície do fundo da tina, a sua forma geral depois de terminado o fenômeno de deflagração. A consequência disso é um portador dos materiais a deflagar muito mais estável, que náo impossibilita a sua reutilização, embora continue a estar exposto a um desenvolvimento enorme de calor. Deve-se portanto, quer ao tipo da fixação da tina na placa de base, quer à colocação da tina afastada da placa de base, o facto de, por um lado, as forças que resultam da solicitação térmica do material do corpo da tina serem transmitidas através dos apoios em forma de coluna que funcionam como suportes distanciadores e ao mesmo tempo as temperaturas elevadas que surgem quando da combustão se mantenham substancialmente limitadas às tinas, visto que o espaço criado pelos suportes distanciadores entre o corpo da tina e a placa de base funciona como espaço de redução das temperaturas.
Formas de realização preferidas da presente invenção são indicadas nas reivindicações secundárias.
Assim, por exemplo, mostra a experiência que a colocação dos apoios em forma de coluna num grupo de cinco, com disposição simétrica, apresenta uma estabilidade particularmente boa.
Para uma maior estabilidade da tina previu-se de preferência que a tina seja formada com o seu bordo superior, a toda a volta, dobrada em ângulo, em consola. A aresta periférica assim formada não é, por estar dirigida para fora, abrangida pela corrente de gases da combustão quentes dirigidos para cima, maíitendo-se portanto a uma temperatura relativamente mais baixa, o que contribui para a estabilidade de forma da 6
tina quando da combustão.
Uma outra forma de realização aperfeiçoada vantajosa refere-se em especial ao caso de se fornecer uma multiplicidade de portadores dos materiais a deflagrar à maneira da operação com um tapete rolante, uns atrás dos outros, a uma estação de deflagração, de ai se inflamarem os materiais explosivos e continuar o transporte dos portadores dos materiais a deflagrar a partir dessa estação. Para isso, previu-se vantajosamente que cada um dos portadores dos materiais a deflagrar apresente pelo menos num dos seus lados de topo da placa de base um anteparo formado por uma parede, que é fixado perpendicularmente à placa de base, ficando saliente das dimensões da largura e da altura da tina. Estas paredes de anteparo desempenham em primeiro lugar duas funções essenciais: por um lado, devem impedir, quando da combustão dos materiais explosivos num portador de materiais a deflagrar, que saltem fagulhas para os portadores de materiais a deflagrar seguintes (que estão ainda carregados com materiais explosivos); por outro lado, deve a irradiação térmica a alta temperatura que resulta da combustão ser desviada para cima e portanto evitar a irradiação térmica para os portadores de materiais a deflagrar seguintes que transportam ainda materiais explosivos.
Para um portador de materiais a deflagrar, como parte de um dispositivo transportador numa instalação para a deflagração de materiais explosivos, que apresenta um reactor de deflagração, atravessando os referidos portadores de materiais a deflagrar, uns atrás dos outros como no funcionamento de um tapete rolante, através de uma zona de entrada e através de uma zona de saida, previu-se de preferência que as paredes que formam anteparos dos portadores dos materiais a deflagrar sejam dimensionadas de modo tal que fecham de maneira 7
substancialmente ao ar, para o lado de dentro, a zona de entrada e a zona de saida . Este aperfeiçoamento dos portadores dos materiais a deflagrar é part i cu larme.nt e vantajoso, na medida em que um reactor de deflagração tem que ser atravessado permanentemente por uma corrente de ar determinada no sentido do transport*e dos portadores dos materiais de deflagração, desempenhando assim várias funções importantes: por um lado, garante o transporte quantitativo dos produtos da reacçâo gasosos e dos aerossois neles contidos para. um dispositivo de purificação montado depois do reactor de deflagração. Portanto, a corrente de ar deve limitar a temperatura de entrada dos gases da combustão nos aparelhos pertencentes ao dispositivo de purificação montado depois, bem como globalmente a temperatura do ar no reactor de deflagração, a um valor máximo de, por exemplo, 3Q0oC a fim de proteger os referidos aparelhos e reduzir ainda mais a probabilidade de explosão dos materiais explosivos; além disso, a corrente de ar serve para afastar as fagulhas resqltantes da deflagração, altamente susceptiveis de saltar e, fihálmente, criam-se condições oxidantes no reactor de deflagração devido ao teor de oxigénio na corrente de ar, que favorecem a queima dos materiais não oxidados residuais da deflagração. Para estabelecer com segurança a corrente de ar definida descrita através do reactor de deflagração, é vantajoso que as paredes que formam os anteparos dos portadores dos materiais a deflagrar fechem de maneira estanque ao ar até um valor de passagem desprezável, para fora, as zonas de entrada e de saida.
Vantajosamente, as paredes que formam os anteparos dos portadores dos materiais a deflagrar têm também uma função de limpeza no iftterior do reactor de deflagração, cujas paredes interiores são de preferência revestidas com material de fibras resistentes às temperaturas, escolhendo-se então a largura das 8
paredes que formam os anteparos de modo tal que as arestas laterais destas paredes deslizem encostadas ao material de fibras. Em especial nas paredes laterais da zona de deflagração no interior do reactor de deflagração deposita-se uma série de produtos sólidos da reacçâo que, de acordo com esta forma de realização aperfeiçoada, são "raspados" pelas paredes que formam anteparos quando as mesmas passam por eles no trajecto do transportador.
No contexto anterior previu-se ainda, de maneira preferível, que a largura das paredes que formam os anteparos seja inferior a da placa de base numa medida definida, e que a placa de base abranja laterlmente o revestimento com material de fibras nas paredes interiores do reactor de deflagração. Consegue-se deste modo que os resíduos raspados da cobertura das paredes interiores não fiquem no reactor de deflagração, mas sim que caiam para a placa de base e sejam transportados com o portador.dos materiais a deflagrar para fora do reactor de deflagração. A utilização dos portadores de materiais a deflagrar no interior de uma instalação de deflagração constitui um aperfeiçoamento vantajoso da presente invenção, segundo o qual a placa de base é formada como um chassis com rodas e segundo o qual num lado de topo da placa de base se fixam uma placa de acoplamento superior e uma placa de acoplamento inferior, que têm a largura da parede que forma o anteparo e ficam salientes da placa de. base, na direcção longitudinal , de modo tal que a placa de base recebe entre si a placa de base de um portador dos materiais a deflagrar vizinho acoplado, pelo menos na sua zona periférica. A zona de acoplamento assim formada do portador dos materiais a deflagrar tem urna série de funções vantajosas: por um lado, as forças de deslocamento são 9
transmitidas de um portador de materiais e deflagrar para o vizinho através da placa de base respectiva. Sendo a largura das placas de acoplamento superior e inferior igual à largura da parede que forma o anteparo e prendendo as duas placas de acoplamento de um portador dos materiais a deflagrar. Por cima e por baixo, a placa de base do portador dos materiais a deflagrar vizinho, consegue-se que os portadores dos materiais a deflagrar dispostos uns a seguir aos outros no reactor de deflagração formem um resguardo continuo do fundo, ficando desse modo a pista de deslocamento dos portadores dos materiais a deflagrar protegidos contra os produtos da reacção que caem. Além disso, a placa de acoplamento superior faz com que não se encontre nas faces de topo adjacentes das placas de base de portadores dos materiais a deflagrar vizinhos quaiquer materiais explosivos, que poderiam ser levados a detonar pela pressão do acoplamento. Além disso, é muito vantajoso para o funcionamento sem perturbações da instalação referida para a deflagração de materiais explosivos que, pela construção especial da zona de acoplamento, um suporte dos materiais a deflagrar suporte os suportes dos materiaisa deflagrar vizinhos, no caso da rotura de um eixo ou qualquer outro dano verificado no chassis, de modo que o portador dos materiais a deflagrar danificado seja transportado para fora do reactor de deflagração e possa ser substituído depois, sem pertubar o andamento continuo da operação de descarte dos materiais explosivos. Finalmente, no caso de um resguardo continuo, relativamente ao fundo, formado nas faces de topo de placas de base encostadas mutuamente, é vantajoso que, por baixo das placas de base dos^ portadores dos materiais a deflagrar, uma corrente de ar controlada efectue o arrefecimento das placas de base e tenha a seu cargo uma limpeza adicional da pista de transporte. Finalmente, na prática é de grande vantagem que a zona de acoplamento com a estrutura segundo a presente invenção 10
dos portadores dos materiais a deflagrar possa ser limpa sem problemas, ô que é necessário por razões de segurança da sua reutilização.
Em alternativa ou adicionalmente às tinas dos portadores dos materiais a deflagrar, estse podem conter dispositivos para recepção ou retenção de corpos que contêm materiais explosivos. Estes corpos podem ser peças de munições separadas ou abertas com as mais diversas dimensões.
Para aumentar a segurança de serviço dos portadores dos materiais a deflagrar é utilizada uma forma de realização aperfeiçoada, segundo a qual se coloca antes, no sentido do movimento, dé cada roda do portador dos materiais a deflagrar, uma escova de material condutor que desliza à frente da periferia, solicitada por uma pressão contra a pista de deslocamento e ligada de maneira condutora com o portador dos materiais a deflagrar. Esta escova desempenha essencialmente duas funções' importantes: por um lado, escoam-se as cargas electrostáticas entre a pista e o portador dos materiais a deflagrar, através de escova, e, por outro lado, a escova funciona como vassoura de limpeza da pista. Estas formas de realização vantajosas do portador dos materiais a deflagrar podem ainda ser apoiadas pelo facto de o material das rodas do portador dos materiais a deflagrar e o material da pista estarem no reactor de deflagração mutuamente adaptados de maneira favorável. Um par de materiais é, por exemplo, o plástico para as rodas e o latão para a pista de deslocamento.
Descreve-se a seguir um exemplo de realização preferido da presente invenção com referência aos desenhos anexos, cujas figuras representam: 11
A fig. 1, uma vista lateral de vários portadores dos materiais a deflagrar móveis, acoplados uns atrás dos outros; A fig. 2, uma vista de cima de um portador dos materiais a deflagrar segundo a fig. 1; A fig. 3, um corte transversal feito pela zona de deflagração dg um reactor de deflagração, que é atravessado por um portador dos materiais a deflagrar móvel, segundo as fig. 1 e 2, ao nivel do dispositivo de inflamação; e A fig. 4, um corte longitudinal de um reactor de deflagração segundo a fig. 3, que é atravessado por uma multiplicidade de portadores dos materiais a deflagrar, à maneira de um tapete rolante, A fig. 1 mostra vários portadores dos materiais a deflagrar (1) acopolados uns a seguir aos outros, que são formados como carros móveis. 0 portador dos materiais a deflagrar (1) é constituído essencialmente por uma placa de base .(4) e uma tina na placa de base (4), de um material resistente à inflamação e às temperaturas, por exemplo de aço, que recebe os materiais explosivos a deflagrar. A tina (2) é montada afastada da placa de base (4) por meio de suportes distanciadores ou apoios em forma de coluna (6), de modo que fica entre os fundos das tinas e a placa de base (4) um espaço livre. Os apoios (6) estão montados numa configuração pentagonal simétrica, de modo que as forças resultantes da solicitação térmica do material da tina são transmitidas de maneira particularmente vantajosa e comtrariam portanto uma deformação da tina.
Os portadores dos materiais a deflagrar possuem além 12
disso rodas (14) montadas sob a placa de base (4), de modo que os portadores dos materiais a deflagrar (1) podem mover-se, por meio de um accionamento apropriado, próprio ou estranho, uma pista de transporte, através do reactor de deflagração.
Na face de topo (10) de.cada portador (1) dos materiais a deflagrar que se encontra atrás, no sentido do movimento, está fixada uma parede (12) que forma um anteparo, verticalmente na placa de base (4) que deve impedir que saltem fagulhas do portador (1) dos materiais a deflagrar carregado com materiais explosivos que precisamente deflagram, para o portador seguinte dos materiais a deflagrar, e que a radiação térmica resultante da deflagração incida no portador (1) dos materiais a deflagrar seguinte.
Na face de topo (10) da placa de base (4) de cada portador (1) dos materiais a deflagrar está fixada uma placa de acoplamento superior (18) e uma placa de acoplamento inferior (20), cuja largura corresponde à da parede (12) que forma o anteparo. Na direcçáo longitudinal, as placas de acoplamento superior e inferior (18 , 20) ficam saidas da placa de base (4) até um ponto tal que recebem entre si as placas de base (4) do portador (1) dos materiais a deflagrar (1) acoplado vizinho. Os portadores dos materiais a deflagrar vizinhos aqui representados na fig. 1 ainda não estão completamente acoplados entre si; esse então será o caso quando as placas de base (4) vizinhas contactam nas suas faces de topo, pois desse modo podem transmitir-se as forças de deslocamento de um portador dos materiais a deflagrar para os outros. A placa de acoplamento superior (18) impede que a zona das duas placas de base encostadas mutuamente - em especial na zona das duas placas de base encostadas mutuamente (4) - caiam materiais explosivos, que poderiam ser levados a explodir pela pressão 13
das placas de base (4) encostadas mutuâmente. A placa de acoplamento inferior (20) tem a função de adicionalmente não deixar que, nem materiais explosivos, nem produtos de reacção possam cair entre os portadores dos materiais a deflagrar na pista de deslocamento (25). As placas de acoplamento inferiores (20) formam além disso, em colaboração com as placas de base (4) encostadas mutuâmente e as placas de acoplamento superiores (18) um resguardo continuo em relação ao chão, o que favorece uma “corrente de ar de arrefecimento, que passa entre os chassis. O bordo superior (8) da tina (2) é formado a toda a volta dobrado em ângulo, em consola, de modo que existe um debrum (15) periférico que não é atingido pela radiação térmica dirigida para cima e confere à tina (2) uma estabilidade considerável quando da deflagração. A fig. 2 mostra uma vista de cima de um portador dos materiais explosivos a deflagrar (1) da fig. 1. Pode aqui ver-se em especial a divisão dimensional da tina (2), com a sua orla periférica (15) relativamente à parede (12) que forma o anteparo que se encontra na face de topo. (10) do portador dos materiais a deflagrar e à placa de base (4). A largura da parede (12) que forma o anteparo (12) ultrapassa a da tina (2), a fim de garantir a protecçâo atrás referida quer contra as fagulhas, quer contra a radiação térmica do portador dos materiais a deflagrar que se desloca à frente. A largura da parede (12) que forma o resguardo é no entanto menor do que a da placa de base (4), o que deve ainda ser explicado mais adiante com referência à fig. 3. Finalmente, pode ver-se na fig. 2 a distribuição simétrica dos suportes ou apoios distanciadores (6), que confere à tina, apesar das elevadas solicitações térmicas, uma boa estabilidade de formas. 14
A fig. 3 mostra um corte transversal de um reactor de deflagração (9), cujas paredes interiores estão revestidas com material resistente às temperaturas, por exemplo lã mineral. Na parte superior do reactor de deflagração (9) està representada uma tubuladura de aspiração (19), que está disposta na zona de saida, por cima da passagem de saida (5’) do reactor de deflagração (9) (fig.4).
Dentro do reactor de deflagração (9), encontra-se, ao nivel do dispositivo de inflamação (queimadores, dos dois lados), um portador dos materiais a deflagrar móvel, de acordo com as fig. 1 e 2, cuja parede que forma um anteparo (12) desliza, com as suas arestas laterais (11), de maneira estanque, encostada à cobertura de fibras interior (13) do reactor de deflagração (9) e ai, quando do movimento do portador dos materiais a deflagrar (1) através do reactor de deflagração raspa os produtos da reacçâo sólidos que se depositaram nas paredes interiores. O portador dos materiais a deflagrar (1) rola, com as suas rodas (14), sobre uma pista de deslocamento (25) que está embutida na fundação de betão (21) do reactor de deflagração (9). Em cada uma das pistas de deslocamento de uma roda desliza, submetida a uma pressão, uma escova fixada no portador dos materiais a deflagrar (1), feita de material condutor (não representada), que está ligada de maneira condutora com o portador dos materiais a deflagrar (1) e portanto opoe-se à formação de uma carga e1ectrostàtica do portador dos materiais a deflagrar (1) ou das rodas. Para apoiar esta medida de segurança, as pistas de deslocamento da via (25) apresentam por exemplo um revestimento de latão e as rodas do portador dos materiais a deflagrar (1) são feitas de plástico.
No seu movimento através do reactor de deflagração (9), 15
a placa de base (4) agarra lateralmente o revestimento de material de fibras (13), de modo que os produtos da reacçao sólidos raspados por meio da parede (12) são retirados da placa de base e transportados para fora do reactor de deflagração (9). A fig. 4 mostra o reactor de deflagração (9) num corte longitudinal. Pode aqui ver-se como uma pluralidade de portadores dos materiais a deflagrar (1) passam, acoplados uns atrás dos outros, através de um dispositivo transportador (não representado aqui), sucessivamente, primeiro através de uma passagem de entrada (3’), a zona de entrada (3),depois na zona de deflagração (7) para os queimadores (22) e em seguida abandonam o reactor de deflagração (9) através da passagem de saida (5’). Na transição da zona de entrada (3) para a zona de deflagração (7) está disposta uma portinhola contra as fagulhas (23), com a qual se pretende impedir a passagem de fagulhas da zona de deflagração (7) para portadores dos materiais a deflagrar já carregados com estes materiais na passagem de entrada (3’). O reactor dè deflagração (9) é atravessado por uma corrente de ar continua*, no sentido da seta (26), que é gerada o por um dispositivo de aspiração de ar através de uma ou várias tubuladuras de aspiração (24) e uma tubuladura de aspiração de saida (19). Esta corrente de ar pode ser influenciada por meio de uma persiana (27) cuja posição das lamelas pode ser ajustada e fixada. 16

Claims (1)

  1. REIVINDICAÇÕES -la. - Portador de material de deflagração para a deflagração de matérias explosivas, com uma placa de base e um recipiente em forma de tina de material resistente à inflamação e à temperaturaj montado na placa de base, para recepção das matérias explosivas, caracterizado por o recipiente em forma de tina (2) ser montado afastado da placa de base (4) por meio de apoios em forma de colunas (6), as quais se distribuem pela superfície do fundo da tina simetricamente. - 2a. - Portador de material de deflagração de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por as colunas (6) estarem dispostas em forma de uma quina simétrica. - 3a. Portador de material de deflagração de acordo com as reivindicações 1 e 2, caracterizado por o recipiente em forma de tina (2) ser formado no. seu bordo superior (8) perifericamente dobrado em ângulo, suspenso em consola. - 4 a.· - 17
    Portador de material.de deflagração de acordo com as reivindicações 1, 2 ou 3, caracterizado por se dispor, em pelo menos um dos lados de topo (10) da placa de base (4), um anteparo (12), formado por uma parede, que está fixado verticalmente na placa de base (4) e cujas dimensões da largura e da altura são superiores às do recipiente em forma de tina (2). - 5a. - Portador de material de deflagração de acordo com a reivindicação 4, fazendo parte de um dispositivo transportador numa instalação para a deflagração de matérias explosivas, apresentando a instalação de deflagração um reactor de deflagraçãoque os portadores de material de deflagração, operando como um tapete rolante, uns a seguir aos outros, atravessam, através de uma zona de entrada e através de uma zona de saida, caracterizado por o anteparo (12) do portador de material de deflagração (1) ser dimensionado de modo tal que forma um fecho substancialmente estanque ao ar da zona de entrada (2) e da zona de saida (5), em relação ao exterior. - 6a, - Portador de material de deflagração de acordo com a reivindicação 5, sendo as paredes interiores do reactor de deflagração revestidas com material de fibras resistente à temperatura, caracterizado por se escolher a largura do anteparo (12) de modo tal que as arestas laterais (11) dos anteparos (12) deslizam ao longo do material de fibas (13). - 7a, - 18 5
    Portador de material de deflagração de acordo com as reivindicações 5 ou 6, caracterizado por a largura dos anteparos (12) diferir da largura da placa de base (4) numa medida definida e por a placa de base (4) se prender por baixo, lateralmente, na cobertura com material de fibras (13). - 8 a. - Portador de material de deflagração de acordo com qualquer das reivindicações 5 a 7, caracterizado por a placa de base (4) ser formada como um chassis com rodas (14) e por se fixarem num lado de topo (10) da placa de base (4) uma placa de acoplamento superior (18) e uma placa de acoplamento inferior (20), as quais têm a largura do anteparo (12) e se sobrepõem à placa de base (4) na direeção longitudinal numa medida tal que recebem entre si a placa de base (4) de um portador (1) vizinho acoplado, pelo menos na sua zona periférica. - 9 a. - Portador de material de deflagração de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por se preverem dispositivos para a recepção ou suporte de corpos que contêm matérias explosivas para deflagrar. - 10a, - Portador de material de deflagração de acordo com as reivindicações 8 ou 9, caracterizado por, antes de cada uma das rodas (14) do portador (1), considerando o sentido de marcha, se colocar uma escova de material condutor, que desliza, sujeita a uma pressão, sobre a pista de deslocamento, atrás da roda (14), e está ligada de maneira condutora com o portador de 19 > > > > > material de deflagração (1). Foi inventor'Walter Schulze,. alemão, residente em Gutenbergstr. 30, D-3450 Holzminden, Alemanha. A requerente declara que o primeiro pedido desta patente foi apresentado na Alemanha em 10 de Maio de 1992, sob o No. P 41 15 233.6. Lisboa, 7 de Maio de 1992. 0 AGENTE OFICIAL
    20
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