PT101226B - Processo para a depuracao de um gas contendo oxido nitrico e dioxido de enxofre - Google Patents

Processo para a depuracao de um gas contendo oxido nitrico e dioxido de enxofre Download PDF

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Description

PROCESSO PARA A DEPURAÇAO DE UM GAS CONTENDO
OXIDO NÍTRICO E DIOXIDO DE ENXOFRE
A invenção refere-se à depuração de gases contendo impurezas tóxicas, nomeadamente à depuração dos fumos de instalações térmicas, antes cia sua emissão para a atmosfera.
Refere-se mais particularmente a um processo para depurar um gàs dos óxidos de azoto, mais especialmente do óxido nitrico (NO), assim como do dióxido de enxofre.
Os combustíveis de origem fóssil (carvão, coque, petróleo, derivados de petróleo) contêm habitualmente enxofre ou compostos sulfurosos, assim como compostos azotados. Os fumos gerados pela sua combustão no ar ou na presença de oxigénio estão pois habitualmente contaminados por dióxido de enxofre e óxidos de azoto. Nestes fumos a maior parte dos óxidos de azoto é óxido nitrico (NO), sendo o restante constituido principalmente por peróxido de azoto (NO 2 )·
A grande toxicidade do dióxido de enxofre, do óxido nitrico e do peróxido de azoto implica eliminá-los dos fumos antes de lançar estes na atmosfera.
Na patente U S - A - 4 839 1 4 7 (Wa a g n e r B i r o AG), propõe-se um processo para a depuração de um fumo dos óxidos de azoto, segundo o qual se introduz sulfito de um metal alcalino e amóniaco gasoso no fumo, de modo a reduzir os óxidos de azoto a óxido nitroso (N£0 ) que é em seguida reduzido a azoto pelo amoníaco. No caso de um fumo contendo simultaneamente óxidos de azoto e dióxido de enxofre, o sulfito de metal alcalino é formado in situ no fumo, introduzindo neste carbonato ou bicarbonato do metal alcalino.
Este processo conhecido apresenta o inconveniente de necessitar da utilização de vários reagentes, entre os quais um reagente gasoso (amoníaco) cujo carácter tóxico implica medidas de segurança importantes.
No Pedido de Patente Internacional WO 86/06711, descreve-se um processo em duas fases para depurar um gás contendo dióxido de enxofre, óxido nitrico e peróxido de azoto. iNuma primeira fase introduz-se no gás a depurar, mantido a alta temperatura (superior a 8OO0F ou 700 K) uma mistura de oxigénio e de um hidrocarboneto, de modo a oxidar o óxido nítrico a peróxido de azoto através de iões peroxilo intermediários; numa segunda fase trata-se o gás recolhido da primeira fase com bicarbonato de sódio para eliminar daquele o dióxido de enxofre e o peróxido de azoto, formando-se sulfito de sódio, sulfato de sódio, nitrato de sódio e azoto.
Este processo conhecido apresenta o inconveniente de necessitar de vários reagentes (oxigénio, hidrocarbonetos, bicarbonato de sódio). Apresenta o inconveniente suplementar de impor uma instalação complexa para a injeccão de uma mistura_______de_oxi.gé.nio....e.....d.e h_i dro.c a r bo ne t o.....num ...gás a alta temperatura (superior a 700 K).
A invenção soluciona os inconvenientes dos processos conhecidos anteriormente descritos fornecendo um processo novo que permite realizar uma depuração eficaz de um gás do óxido nitrico e do dióxido de enxofre por meio de bicarbonato de metal alcalino, sem necessitar de um reagente i suplementar dispendioso ou perigoso, e que pode, por outro
Lado, ser executado a uma temperatura moderada.
Por consequência, a invenção refere-se a um processo para depurar um gás contendo óxido nitrico e dióxido de enxofre por meio de bicarbonato de metal alcalino, segundo o qual se utiliza uma quantidade de oxigénio no gás que seja pelo menos igual à quantidade estequiométrica necessária para oxidar o óxido nitrico a peróxido de azoto.
A invenção aplica-se a qualquer gás contendo simultaneamente óxido nitrico (NO) e dióxido de enxofre (S 0 2) - Aplica-se especialmente aos gases produzidos pela combustão de matérias combustíveis na presença do ar ou de oxigénio. Na continuação um gás proveniente da combustão de uma matéria combustível será denominado fumo. Nos casos em que a invenção é aplicada a um fumo, a matéria combustível não é critica e pode ser indistintamente um gás, um liquido ou um sólido. Pode compreender um combustível de origem fóssil (tal como o gás natural, o petróleo e os seus derivados, o carvão e o coque), biomassa ou substâncias orgânicas ou inorgânicas inflamáveis provenientes por exemplo de detritos domésticos ou municipais. Do mesmo modo a origem do fumo não é critica, podendo este ser por exemplo de uma centrai térmica de produção de electricidade, de uma instalação centralizada de aquecimento urbano ou de uma instalação de ic.ineração de lixos domésticos ou municipais.
gás t ra ta do no processo de acordo com a invenção contém necessariamente dióxido de enxofre e óxido nitrico (NO). Pode conter outros óxidos de azoto para além do óxido nitrico, por exemplo óxido nitroso ( N20 ) , trióxido de azoto ( N-0 n ) , pentóxido de azoto (N-Or) e peróxido de azoto ά j ά o (N 0 2) · N 3. continuação os óxidos de azoto do gás serão designados no seu conjunto pela notação Ν0χ . Como regra geral a tracção volúmica do óxido nítrico (NO) entre o conjunto dos óxidos de azoto (NO ) do gàs é de peio menos 50% e geralmente
X é superior a 75%; pode ser mesmo de 100%. Como variante o gàs pode conter outros compostos.
De harmonia com a invenção introduz-se no gàs uma quantidade de oxigénio que é pelo menos igual à quantidade estequiométrica correspondente à que seria necessária teoricamente para oxidar o óxido nítrico a peróxido de azoto de acordo com a equação:
NO + 02 > 2 N02
Todavia, oxigénio não tem por a peróxido de azoto simultaneamente com o no processo de função essencial oxidar e, por conseguinte, óxido nitrico no gás, quantidade estequiométrica oxidação. De acordo com a invenção a acordo com a invenção o o óxido nitrico está presente pelo menos igual à necessária para esta numa quantidade teórica relação molar 0 2/NO no gás deve ser pois pelo menos igual a 0,5. Na prática revelou-se conveniente realizar no gás uma relação molar 0 2/NO superior a 1 e de preferência pelo menos igual a 2, sendo recomendados valores superiores a 2.5. Se bem que o processo de acordo com a invenção não imponha um limite superior ao teor de oxigénio no gás, não há qualquer interesse em ultrapassar uma relação molar C^/NO igual a 100, a fim de não exagerar inutilmente o volume de gás a tratar. Os valores superiores a 3,5 são já em geral muito convenientes, sendo preferidos os valores superiores a 5. 0 •4 oxigénio pode ser utilizado no estado puro ou, mais simplesmente, no estado de ar ambiente. Nos casos em que o gás tratado é um fumo, o oxigénio pode ser introduzido por um excesso de ar enviado ao forno onde se efectua a combustão do combustível; ou pode-se também introduzir o ar no fumo a jusante do forno.
Embora não se pretenda estar vinculado por uma explicação teórica, o inventor pensa que a depuração do gás do óxido nítrico e do peróxido de azoto pelo bicarbonato de metal alcalino se faz através da formação intermédia de pirossulfito de metal alcalino, de harmonia com as reacções seguintes nas quais M representa um metal alcalino:
MHCO3 + 2 S02 — > M2S205 + H20 + 2 C0? M2S205 + 2 N02 — > MN02 + MN03 + 2 S02
M2 S205 + 2 NO + 02 — > MN02 + MNO3 + 2 S02
A quantidade de dióxido de enxofre no gás deve ser pois pelo menos igual à quntidade teórica necessária para formar, por reacção com o bicarbonato de metal alcalino, uma quantidade suficiente de pirossulfito de metal alcalino para consumir a totalidade do óxido nítrico e do peróxido de azoto do gás e formar nitrito e nitrato do metal alcalino, de acordo com as reacções anteriores. Como regra geral é pois necessário ter em presença no gás quantidades (expressas em moles) iguais de dióxido de enxofre, de óxidos de azoto NO e de bicarbonato de metal alcalino. Observa-se no entanto que, uma vez iniciado o processo, liberta-se uma quantidade de dióxido de enxofre igual à que é consumida. Na prática reve1ou-se conveniente realizar, no gás submeti d o à depuração, uma relação molar SO2/NO superior a 0,2 e de preferência pelo menos igual a 0,5. Se bem que o processo não imponha um limite superior ao teor de dióxido de enxofre, não há qualquer interesse em ultrapassar uma relação molar SC^/NO igual a 3, a fim de não exagerar inutilmente o volume do fumo a tratar. Revelou-se especialmente vantajosa uma relação molar SO2/NO compreendida entre 1 e 2.
Na prática a experiência mostra cjue para se ter uma depuração eficaz dos óxidos de azoto Ν0χ, é conveniente realizar no gás submetido à depuração uma concentração v 01 ti m i c a de oxigénio pelo menos igual a 0,06% e de preferência superior a 0,1%, e uma concentração volúmica de dióxido de enxofre pelo menos igual a 100 ppm (partes por milhão) e de preferência convenientes concentrações oxigénio e a 350 ppm de particularmente vantajosas a 0,25% de oxigénio e superior a 200 ppm. São muito volúmicas superiores a 0,15% de dióxido de enxofre no gás, sendo concentrações pelo menos iguais a 500 ppm de dióxido de enxofre.
Genericamente revelou-se inútil ultrapassar concentrações volúmicas de 750 ppm de dióxido de enxofre no gás, sendo suficientes valores compreendidos entre 600 e 750 ppm de dióxido de enxofre. No que se refere ao oxigénio, podem-se utilizar quantidades importantes, sem que isto prejudique a boa marcha do processo. Mais frequentemente a concentração volúmica de oxigénio no gás não ultrapassa 10%.
bicarbonato de metal alcalino deve ser utilizado numa quantidade superior a 0,5 moles, de preferência pelo menos igual a 0,8 moles, por mol do óxido nítrico do gás a depurar. Nos casos em que o gás a depurar contém óxido nítrico e peróxido de azoto, o· bicarbonato de metal alcalino deve ser utilizado numa quantidade superior a 0,5 mol, de preferência pelo menos igual a 0,8 mol, por mol rle óxido nítrico e de peróxido de azoto do gás. Em principio não há um limite superior imposto à quantidade de bicarbonato do metal alcalino utilizado. Na prática, por considerações económicas, não há interesse em ultrapassar 100 moles (de preferência 10 moles) de bicarbonato de metal alcalino por mol de óxido de azoto ( N0χ ) do gás a depurar, sendo espec ia Linen te recomendados os valores situados entre 0,8 e 5 moles, e sendo os mais vantajosos os que estão situados entre 1 e 3 mo 1es.
Na realização do processo de acordo com a invenção a temperatura deve em geral ser superior a 250 K e de preferência pelo menos igual a 300 K. As temperaturas compreendidas entre 300 e 700 K são muito convenientes. São preferidas as que se situam entre 350 e 550 K e, entre estas, são particularmente vantajosas as que estão compreendidas entre 400 e 500 K.
No processo de acordo com a invenção o tratamento do gás com o bicarbonato de metal alcalino pode ser executado por via húmida ou por via seca. No tratamento por via húmida o gás é lavado com uma solução ou uma suspensão aquosa de bicarbonato de metal alcalino. Num tratamento por via seca, que é o preferido, o bicarbonato de metal alcai ino é utilizado no estado sólido no gás, na ausência de um liquido, em particular da água. No tratamento por via seca , podem ser utilizados diversos modos operatórios .
De acordo com um primeiro método operatório o bicarbonato de metal alcalino é injectado no estado de um pó no gás, no interior de uma câmara de reacção.
De acordo com um segundo método operatório faz-se circular o
Sis num Le i to . f i xo , num L eito, móvel ou leito fLuidizado de partículas de bicarbonato de me tal alcali no
Estes métodos operatórios são bem conhecidos na utilizar poss ivel de engenharia química. Nestes há um pó de de modo granu loine t r ia regular acelerar a interesse em a mais fina reacção do bicarbonato de /
metal alcalino com o dióxido de enxofre e os óxidos de azoto do gàs. Como regra geral recomenda-se utilizar-se um pó cujo diâmetro médio das partículas é inferior a 250 ^jm. A granulornetria preferida corresponde a um diâmetro médio das partículas que nao excede 200 ^m, por exemplo compreendido ii entre 5 e 1 50 m.
No processo de harmonia com a invenção o bicarbonato de metal alcalino pode ser por exemplo bicarbonato de sódio, bicarbonato de potássio, bicarbonato de césio ou as suas misturas. É preferido o bicarbonato de sódio.
processo de acordo com a invenção conduz à formação de um resíduo sólido compreendendo nitrito de metal alcalino, nitrato do metal alcalino e eventualmente sulfato de metal alcalino. Este resíduo pode ser facilmente eliminado tratando o gàs num dispositivo de despoeiramento adequado que pode compeender, por exemplo, um filtro electrostàtico. No caso de um tratamento por via seca, de acordo com a definição que dele foi dada acima, pode-se utilizar um filtro de tecidos filtrntes (filtro de mangas) cuja eficácia é óptima.
processo de acordo com a invenção aplica-se à depuração de qualquer gás contendo óxido de azoto NO e dióxido de enxofre. Encontra uma aplicação interessante na depuração de fumos provenientes da icineração de lixos domésticos ou municipais, bem como na depuração de fumos emitidos pela combustão de comustiveis sulfurosos de origem fóssil, tais como o carvão e os derivados do petróleo. Aplica-se em particular à depuração dos fumos provenientes j das centrais térmicas de produção de electricidade.
Os exemplos seguintes servem para ilustrar a invenção. Sao explicitados com referência aos desenhos anexos .
As figuras 1 , 2 e 3 são três diagramas que fornecem a composição do gás contendo óxidos de azoto (ΝΟχ ) e dióxido de enxofre.
As figuras 4 e 5 são dois diagramas que mostram, respectivamente, a influência das concentrações de oxigénio e de dióxido de enxofre sobre a taxa de depuração do gás em óxido nitrico.
Prime ira série de exemplos
Os exemplos 1 a 3, cuja descrição se segue, estão de acordo com a invenção e referem-se ao tratamento de um gás contendo árgon, óxido nitrico e dióxido de enxofre com o bicarbonato de metal alcalino.
EXEMPLO 1
Preparou-se um gás sintético constituído essencialmente por árgon, óxido nitrico, dióxido de enxofre e oxigénio e apresentando a seguinte composição volómica:
NO : 412 jjI/1 de gás,
S02: 675 jil/1 de gás,
°2 : 22.940 jjI/1 de gás.
Em separado preparou-se um leito de 6 g de partículas de bicarbonato de sódio repousando sobre uma grelha horizontal. Utilizaram-se para o leito partículas de bicarbonato de sódio apresentando um diâmetro médio de
100jjm. Submeteu-se o gás a um deslocamento ascendente uniforme através do leito, a uma velocidade regulada para o fluidizar.
Fez-se elevar a temperatura no leito gradualmente de 300 K a 700 K.
Os resultados do ensaio estão reproduzidos no diagrama da figura 1 cuja escala das abcissas representa a temperatura do gás à entrada do leito (expressa em graus Kelvin), a escala das ordenadas à esquerda representa a concentração volámica de cada um dos constituintes NO, N02 e N?0 do gás à saida do leito (estas concentrações estão expressas em ppm oujjl do constituinte por litro do gás e devem ser divididas por 50 no caso do NoO) e a escala das ordenadas à direita representa a concentração volúmica de oxigénio no gás à saida do leito (expressa em ppm ou /J1 de oxigénio por litro de gás).
Observa-se que o gás sofreu uma depuração óptima a temperaturas situadas entre aproximadamente 400 e 450 K. ae temperatura de cerca de 420 K o gás à saida do leito apresentou a composição aproximada seguinte:
NO : 20^11/1;
N02: 70 jjI/1 ;
N20: 2 JJ1/1;
°2 : 21.500^11/1.
EXEMPLO 2
Repetiu-se o ensaio do exemplo utilizando desta vez um leito de bicarbonato de potássio. 0 gás introduzido no i leito era constituído por uma mistura de árgon, óxido nitrico, dióxido de enxofre e oxigénio, apresentando a composição seguinte:
NO : 415jj1/1 de gás,
S02: 675 jjl/1 de gás,
°2 : 22 907jjI/1 de gás.
Fez-se elevar a temperatura no leito gradualmente de 300 K a 800 k.
Os resultados do ensaio estão reproduzidos no diagrama da figura 2 cuja escala das abcissas representa a temperatura do gás à entrada do leito (expressa em graus Kelvin), a escala das ordenadas da esquerda representa a concentração volómica de cada um dos constituintes NO, NOg e NO do gás à salda do leito (estando estas concentrações volúmicas expressas em ppm oujil do constituinte por litro do gás e devendo ser divididas por 20 no caso do NgO) e a escala das ordenadas da direita representa a concentração volámica de oxigénio no gás à saida do leito (expressa em ppm ou ^il de oxigénio por litro de gás).
Observa-se que o gás sofreu uma depuração óptima a temperaturas situadas entre aproximadamente 400 e 500 K.
EXEMPLO 3
Repetiu-se o ensaio do exemplo 1 utilizando desta vez um leito de bicarbonato de césio. 0 gás introduzido no leito era constituído por uma mistura de árgon, de óxido nitrico, de dióxido de enxofre e de oxigénio, apresentando a seguinte composição:
i
I I
I i
NO : 410 jul/1 de gás,
S02: 675 jjI/1 de gás,
°2 : 22.871 jjI/1 de gás.
Fez-se subir a temperatura no leito gradualmente de 300 K até 700 K.
Os resultados do ensaio estão reproduzidos no diagrama da figura 3 cuja escala das abcissas representa a temperatura do gàs à entrada do leito (expressa em graus Kelvin), a escala das ordenadas da esquerda representa a concentração volúmica de cada um dos constituintes NO, N02 e N^0 do gàs à saida do leito (estando estas concentrações volúmicas expressas em ppm ou )J1 do constituinte por litro do gâs e devendo ser divididas por 50 no caso do N20) e a escala das ordenadas da direita representa a concentração volúmica de oxigénio no gàs à saida do leito (expressa em ppm ou)Jl de oxigénio por litro de gàs).
Observa-se que o gàs sofreu uma depuração óptima a tempereturas situadas entre aproximadamente 450 e 500 K. A temperatura de cerca de 425 K o gàs à salda do leito apresentava a composição aproximada seguinte:
NO : 150^1/1;
N02: 50 jjl/1;
N20: 3)il/l;
02 : 22.200 ju 1 /1.
Segunda série de exemplos
Os exemplos 4 e 5 adiante servem para mostrar a influência
2 das concentrações respectivas do oxigénio e do dióxido de enxofre no gás a depurar.
EXEMPLO 4
Repetiu-se o ensaio do exemplo 1 com um gás sintético constituído essencialmente por àrgon, óxido nitrico (410 /11/1), dióxido de enxofre ( 675 j^l/1) e diferentes concentrações de oxigénio.
Procedeu-se a 4 ensaios com 4 concentrações volúmicas diferentes de oxigénio. Em cada ensaio fez-se circular o gás através de um leito fluidizado de 6 g de bicarbonato de sódio, como no caso do exemplo 1, e mediu-se a taxa de eliminação dos óxidos de azoto ΝΟχ do gás. Os resultados obtidos estão reproduzidos no diagrama da figura 4, no qual a escala das abcissas representa a concentração volúmica (em %) do oxigénio no gás à entrada do leito e a escala das ordenadas exprime a fracção volúmica de óxidos de azoto ( Ν0χ ) eliminado do gás na sequência do ensaio. 0 diagrama mostra que a depuração do gás dos óxidos de azoto é óptima quando a concentração volúmica do oxigénio no gás excede cerca de 0,2%. Concentrações de 0,3 a 0,4 são pois já suficientes para uma boa depuração. Verifica-se pois que se obtém já uma boa depuração do gás dos óxidos de azoto para relações molares O2/NO de cerca de 7.
EXEMPLO 5
Repetiu-se o ensaio do exemplo 1 com um gás sintético constituído essencialmente por àrgon, óxido nitrico (410 /11/1), oxigénio e dióxido de enxofre e fez-se variar o | teor de dióxido de enxofre, mantendo todavia a concentração i volúmica do oxigénio no gás em cerca de 2,3%. :
I
Procedeu-se a cinco ensaios com 5 concentrações j volúmicas diferentes de dióxido de enxofre. Em cada ensaio tez-se circular o gás através de uni Leito fluidizado de 6 g de bicarbonato de sódio como no caso do exemplo 1 e mediu-se i a taxa de eliminação dos óxidos de azoto (NO ) do gás. Os i A resultados obtidos estão reproduzidos no diagrama da figura
5, no qual a escala das abcissas representa a concentração volúmica (em ppm) do óxido de enxofre no gás à entrada do leito e a escala das ordenadas exprime a fracção volúmica de óxidos de azoto eliminada do gás na sequência do ensaio. 0 diagrama mostra que a depuração do gás dos óxidos de azoto cresce com a concentração do gás em dióxido de enxofre e tende para um valor constante óptimo quando a concentração volúmica de dióxido de enxofre no gás é pelo menos igual a 600 ppm.

Claims (10)

  1. PROCESSO
    OXIDO
    PARA A DEPURAÇÃO DE UM GAS CONTENDO
    NÍTRICO E DIOXIDO DE ENXOFRE
    Processo para a depuração de um gás contendo óxido dióxido de enxofre, segundo o qual se trata o com bicarbonato de metal alcalino, caracterizado nítrico e facto de se pelo menos gás pelo gás necessária para utilizar igual oxidar uma quantidade de oxigénio no quantidade estequiométrica óxido nítrico a peróxido de azoto.
    Processo de acordo com reivindicação 1 pelo facto de se utilizar no gás uma O2/NO superior a 1.
    caracteri zado relação molar
    Processo de acordo com a reinvidicação pelo facto de se utilizar no gàs uma /NO pelo menos igual a 2.
    caracterizado relação molar 0?
    Processo de acordo.com a reinvidicação pelo facto de se utilizar no gás uma 02/N0 superior a 5.
    caracterizado relação molar
    Processo de acordo com a reivindicação 1 carac terizado pelo facto de se utilizar uma quantidade de dióxido de enxofre no gás pelo menos igual à quantidade teórica necessária para formar, por reacção com o bicarbonato ί de metal alcalino, uma quantidade suficiente de i pirossulfito do metal alcalino para consumir a totalidade do óxido nitrico e do peróxido de azoto do gás.
    das reivindicações 1 se utilizar no gás uma
    Processo de acordo com qualquer
  2. 5 caracterizado pelo facto de relação molar SO ^NO superior a 0,2.
    Processo de pelo facto
    SO2/NO pelo acordo com a reivindicação de se utilizar no gás uma menos igual a 0,5.
    5 caracterizado relação molar
    Processo de acordo
  3. 7 caracterizado pelo facto
    SO2/NO compreendida de se com a reivindicação utilizar no gás uma relação molar entre 1 e 2.
    9 - Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 a
  4. 8 caracterizado pelo facto de se realizar no gás uma concentração volómica de oxigénio pelo menos igual a
    0,06% e uma concentração volómica de dióxido de enxofre pelo menos igual a 100 ppm.
  5. 10 - Processo de acordo com a reivindicação 9 caracterizado pelo facto de se realizar no gás uma concentração volómica de oxigénio pelo menos igual a 0,25% e uma concentração volómica de dióxido de enxofre pelo menos igual a 500 ppm.
  6. 11 - Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 a
    10 caracterizado pelo facto de se utilizar mais do que
  7. 12
  8. 13 14 15 16 17 i
    I 18 0,5 moles de bicarbonato de metal alcalino por mol de óxido nitrico do gás.
    i
    Processo de acordo com a reivindicação 11 caracterizado i pelo facto de se utilizar de 0,8 a 5 moles de · i bicarbonato de metal alcalino por mol de óxido de azoto i do gás.
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 a i 12 caracterizado pelo facto de o tratamento do gás com o bicarbonato de metal alcalino ser realizado a uma temperatura superior a 250 K.
    Processo de acordo com a reivindicação 13 caracterizado pelo facto de o tratamento do gás com o bicarbonato de metal alcalino ser realizado a uma temperatura compreendida entre 400 e 500 K.
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 a
  9. 14 caracterizado pelo facto de o tratamento do gás com o bicarbonato de metal alcalino ser efectuado por via seca.
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 a
  10. 15 caracterizado pelo facto de o bicarbonato de metal alcalino ser bicarbonato de sódio.
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 16 caracterizado pelo facto de ser aplicado a um fumo proveniente da combustão de um combustível sulfuroso de origem fóssil.
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 17 caracterizado pelo facto de ser aplicado a um fumo proveniente da icineração de lixos domésticos ouj ι
    mumc ι pa ι s . ;
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