PT102416A - Dispositivo e processo de remocao do dioxido de carbono e do azoto de um circuito anestesico fechado usando xenon - Google Patents

Dispositivo e processo de remocao do dioxido de carbono e do azoto de um circuito anestesico fechado usando xenon Download PDF

Info

Publication number
PT102416A
PT102416A PT10241600A PT10241600A PT102416A PT 102416 A PT102416 A PT 102416A PT 10241600 A PT10241600 A PT 10241600A PT 10241600 A PT10241600 A PT 10241600A PT 102416 A PT102416 A PT 102416A
Authority
PT
Portugal
Prior art keywords
nitrogen
carbon dioxide
xenon
columns
unit
Prior art date
Application number
PT10241600A
Other languages
English (en)
Other versions
PT102416B (pt
Original Assignee
Adelio Miguel Magalhaes Mendes
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Application filed by Adelio Miguel Magalhaes Mendes filed Critical Adelio Miguel Magalhaes Mendes
Priority to PT10241600A priority Critical patent/PT102416B/pt
Publication of PT102416A publication Critical patent/PT102416A/pt
Publication of PT102416B publication Critical patent/PT102416B/pt

Links

Landscapes

  • Solid-Sorbent Or Filter-Aiding Compositions (AREA)

Description

DESCRIÇÃO “DISPOSITIVO E PROCESSO DE REMOÇÃO DO DIÓXIDO DE CARBONO E DO AZOTO DE UM CIRCUITO ANESTÉSICO FECHADO USANDO XÉNON”
Domínio técnico O presente invento, respeitando à separação de gases por adsorção ou por adsorção e membranas, enquadra-se no domínio técnico das unidades de separação de gases por adsorção ou por adsorção e membranas.
Mais particularmente, o invento diz respeito a um dispositivo e processo capazes de remover o dióxido de carbono e o azoto de um circuito anestésico fechado, usando xénon como gás anestésico, e tem aplicação em diferentes tipos de cirurgia.
Estado actual da técnica
Actualmente existem dois tipos distintos de sistemas capazes de reciclarem o xénon num circuito anestésico fechado - bibliografia: [1] e [2], Um, proposto em colaboração com a Universidade de Ulm (Alemanha) e o outro, proposto em colaboração com o Hospital de Botkin (Rússia). O primeiro considera uma armadilha arrefecida (cooling trap, em inglês), carvão activado e um filtro de peneiro molecular para remover todas as substâncias voláteis. Os gases restantes, oxigénio, azoto e xénon, são comprimidos a 60 atmosferas e arrefecidos abaixo de 16°C, de forma a que só o xénon se liquefaça, sendo assim facilmente separado e transferido para um contentor e, posteriormente, reutilizado. São indicados valores de recuperação do xénon de 67% e uma pureza de 89%. O segundo sistema considera vários contentores com um adsorvente como o carvão, cada um do tamanho de uma caneca de café, arrefecido a azoto líquido e evacuado por uma bomba. O gás anestésico é feito passar lentamente através dos contentores, ocorrendo a solidificação de todos os constituintes. Posteriormente, é permitido que estes contentores aqueçam muito lentamente, ocorrendo a evaporação mais rápida do xénon que é assim recolhido num cilindro (garrafa) evacuado e também arrefecido a azoto líquido. Quando depois se deixa aquecer este cilindro até à temperatura ambiente, o xénon nele contido pressuriza, ficando pronto a ser utilizado na máquina de anestesia. Indica-se uma produção de xénon com uma concentração superior a 99%, não sendo, no entanto, indicada a sua recuperação.
Estes sistemas são extremamente complexos, e por isso caros, e pelo menos o primeiro apresenta ainda o inconveniente de não recuperar uma percentagem significativa de xénon. É também desvantajoso o recurso a pressões elevadas ou criogenia.
Salienta-se, contudo, o interesse da utilização do xénon como gás anestésico, já que satisfaz quase todos os critérios relativos a um agente anestésico ideal.
Actualmente, o dióxido de carbono é removido do circuito anestésico utilizando um contentor de cal sodada (ou baritada) - bibliografia: [1] e [4] - sendo certo que este processo apresenta dois problemas a saber: por um lado, a cal sodada reage com os anestésicos potentes (HPA - High Powerful Anaesthetics), especialmente com o sevofluorano - bibliografia: [6] -produzindo compostos potencialmente perigosos e, por outro, os contentores de cal sodada constituem um resíduo hospitalar perigoso.
Note-se ainda que, para remover o azoto e o hálito, o circuito anestésico tem que ser periodicamente aberto e esvaziado. Após ter sido iniciada a anestesia, o dito esvaziamento ocorre, primeiramente, aos 15 minutos, repetindo-se passados mais 45 minutos e depois mais 60 minutos, altura a partir da qual tem lugar de 2 em 2 horas - bibliografia: [6] e [7].
Este procedimento tem como consequência a perda de cerca de 10,5dm3 de xénon numa operação que dure 4 horas (3 x 3,5dm3), ou seja, a perda de cerca de 79 Euros, se se admitir um custo de 7,5 Euros por litro PTN (Pressão e Temperatura Normais) de xénon.
Ora, o presente invento permite também a reciclagem do xénon e não apresenta aqueles inconvenientes, assentando num dispositivo de pequena complexidade técnica e de fácil construção e num processo simples, donde resulta a vantagem de ser económico.
Descrição do invento
Num dispositivo anestésico fechado, o dióxido de carbono, o azoto (principalmente acumulado nos pulmões do paciente) - bibiliografia: [1] e [3] -e o hálito têm de ser removidos continuamente - bibliografia: [1], Um sistema anestésico fechado é descrito em pormenor por Verkaaik and Dijk -bibliografia: [4].
Este sistema fechado tem um volume interno de cerca de 6dm3 e um caudal de recirculação de cerca de 70dm3/min. Uma composição do gás anestésico típica é apresentada na tabela 1 - bibliografia: [1] e [5] - que se segue:
Tabela 1 - Composição típica do gás anestésico Gás Percentagem I Xénon diferença para 100%, nor-| malmente na ordem dos 60% Anestésicos potentes (HPA). Apenas um dos anestésicos, ou nenhum, está presente no gás anestésico. • isofluorano 0,2 a 0,8 • sevofluorano 0,4 a 1,2 • desfluorano 1,0 a 8,0 Oxigénio 30 Azoto (máximo) 5 Dióxido de carbono (máximo) b Vapor de água (máximo) 5 Hálito (principalmente metano) 2500 ppm O xénon é um gás nobre, com uma massa molecular de 131,3u.m.a., extremamente caro (cerca de 5 a 10 Euros por litro PTN), normalmente presente na atmosfera terrestre com uma concentração de 0,0000087% - bibliografia: [1] - e produzido sobretudo por destilação criogénica do ar, sendo um sub-produto da produção do oxigénio e do azoto.
Experiências conduzidas no laboratório português LEPAE (Laboratório de Engenharia dos Processos, Ambiente e Energia), permitiram concluir que o azoto e o dióxido de carbono penetram rapidamente nas partículas de CMS - Carbon Molecular Sieve (peneiro molecular de carbono), enquanto o xénon demora muitíssimo mais tempo, sendo o oxigénio ainda mais rápido a entrar que o azoto - bibliografia: [8],
Moléculas maiores do que o xénon, como os HPA (ver tabela 2 -bibliografia: [9]), não penetram na microporosidade do CMS e assim são pouco retidas, como se pode concluir dos resultados experimentais obtidos que se apresentam mais adiante.
Tabela 2 - Diâmetro de Lennard-Jones de diferentes moléculas
Composto Estrutura Diâmetro de Lennard-Jones (nm) Xénon Xe 0,4047 Oxigénio 0=0 0,3467 Azoto reN 0,3798 Dióxido de carbono o=c=o 0,3941 Isofluorano F HF 1 1 1 H—Ç—0—<p—<p—F F Cl F > 0,4662 Sevofluorano F HF 1 1 1 H—Ç—O—<p—Ç— F F FF > 0,4662 Desfluorano F H F—C—F 1 i H F-C—F F > 0,4662 Metano H H-tp-H H 0,3758
Continuação da tabela 2
Tetra fluro etano F-?-F F 0,4662 Sulfito de hidrogénio H"S"H 0,3623
Ao contrário, o metano penetra prontamente e é adsorvido. Outras moléculas que compõem o hálito dos pacientes, desde que presentes em concentrações baixas, serão parcialmente retidas pelo CMS. O vapor de água é também pouco retido pelo CMS - bibliografia: [8] - uma vez que a molécula de água é muito polar, não afectando assim significativamente a capacidade de remoção do dióxido de carbono de uma coluna de adsorção.
Foram ainda realizadas experiências numa coluna de 100cm3, empacotada com um CMS (Takeda) - bibliografia: [11] - tendo sido obtidos os diagramas que, mais à frente, se apresentam. A coluna, no início em equilíbrio com uma corrente de oxigénio, foi alimentada com uma mistura gasosa constituída por xénon, oxigénio, azoto e dióxido de carbono. É possível concluir que a coluna tem uma grande capacidade de retenção do dióxido de carbono e pode assim ser usada na sua remoção.
Um paciente produz, em média, cerca de 250cm3/min de dióxido de carbono - bibliografia: [4] - e cerca de 20cm3/min, em média, de azoto, durante os primeiros 15 minutos.
Uma coluna de adsorção com cerca de 4dm3, operando à pressão ambiente, deverá ser suficiente para reter todo o dióxido de carbono produzido durante 2 horas de anestesia. É possível prolongar o tempo de vida útil da coluna, aumentando a pressão de alimentação, com o auxílio de um pequeno compressor não lubrificado. Se, por exemplo, a alimentação à coluna for feita a 4bara [1bara = 1bar (pressão absoluta) = 105N/m2 (pressão absoluta)], a coluna deverá ter apenas cerca de 1dm3. O dispositivo inventado está dotado, a montante, de um filtro da água condensável, este precedido por um compressor, e a jusante de uma derivação para admissão de gases.
Esse dispositivo é caracterizado por, entre aquele filtro e a referida derivação, possuir duas unidades de remoção de gases. A primeira - responsável pela remoção do dióxido de carbono do fluxo respiratório - constituída por uma coluna empacotada com um peneiro molecular de carbono (CMS), montada em paralelo com outra, ou outras colunas do mesmo tipo, sendo o fluxo gasoso desviado para a coluna, ou para as colunas, que se pretender, por meio de uma válvula direccional situada a montante das colunas, colunas essas dotadas de um sistema de aquecimento/arrefecimento, sendo o fluxo à saída destas filtrado por meio de filtros de partículas sólidas, dispondo esta unidade de uma admissão e de um escape posicionados, respectivamente, a montante e a jusante das colunas. O aquecimento/arrefecimento das colunas pode fazer-se por meio de uma camisa de aquecimento/arrefecimento.
As mencionadas colunas deverão remover praticamente todo o dióxido de carbono e o hálito, algum oxigénio e azoto e muito pouco xénon e HPA. A segunda - responsável pela remoção do azoto do fluxo respiratório - dotada igualmente de peneiro molecular de carbono (CMS). O mesmo dispositivo é ainda caracterizado por possuir uma válvula direccional à saída da primeira unidade, válvula essa que encaminha o fluxo respiratório a que foi removido o dióxido de carbono para o troço do circuito anestésico ao qual se encontra ligada a segunda unidade, a montante da qual se situa um compressor, e o fluxo não naquelas condições para o escape da primeira unidade, este dotado de uma válvula direccional que permite também a ligação entre a primeira e segunda unidades.
Por outro lado, o processo inventado de remoção do dióxido de carbono de um circuito anestésico fechado usando xénon como gás anestésico, que recorre a um dispositivo conforme o acima descrito, caracteriza-se por, logo que a coluna, ou colunas, em serviço da primeira unidade deixa de ter capacidade de adsorver o dióxido de carbono, de imediato o fluxo respiratório é desviado para uma outra coluna, ou colunas, que entra em serviço e o fluxo que atravessa aquela é desviado para o escape.
Essa coluna, já fora de serviço, é primeiramente purgada do xénon interparticular, sendo para tal varrida por uma corrente de oxigénio à temperatura ambiente que é encaminhada para a segunda unidade para recuperação do xénon.
Em seguida é regenerada por meio de uma corrente de ar quente, sendo agora a mistura gasosa rejeitada, saindo pelo escape, mistura que é constituída, essencialmente, por dióxido de carbono, oxigénio, azoto e hálito.
Finalmente é condicionada por meio de uma corrente de oxigénio à temperatura ambiente de forma a retirar-se o azoto nela presente, fase esta que tem lugar depois de arrefecida a coluna, sendo a mistura gasosa resultante, constituída essencialmente por oxigénio e azoto, igualmente rejeitada.
Este processo caracteriza-se também por as colunas estarem alternadamente em serviço e fora de serviço.
No presente invento utiliza-se um peneiro molecular de carbono (CMS) para separação e remoção do dióxido de carbono do fluxo respiratório em circulação num dispositivo anestésico usando xénon como gás anestésico.
Uma fracção da corrente anestésica deverá passar através da unidade de remoção do azoto, fracção essa que deverá diminuir com o tempo, acompanhando o abaixamento da entrada de azoto no circuito anestésico.
Embora a corrente de alimentação já esteja a uma pressão superior à pressão atmosférica, para a sua circulação torna-se necessário instalar um pequeno compressor ou ventilador.
Relativamente à unidade responsável pela remoção do azoto do fluxo respiratório são propostas duas tecnologias.
Uma, baseada na adsorção com modulação da pressão (PSA -Pressure Swing Adsorption) - bibliografia: [8] - possuindo a respectiva unidade duas colunas dispostas em paralelo, ambas empacotadas com um peneiro molecular de carbono (CMS), colunas essas que são alimentadas através de um circuito que bifurca na entrada, dispondo, de cada lado, de duas válvulas direccionais e de um filtro de partículas sólidas, estando as válvulas mais próximas de cada uma das colunas ligadas entre si por meio de um troço em que está situada uma válvula de agulha, dispondo o circuito a jusante das ditas colunas e de cada lado destas, de um filtro do tipo dos já referidos a que se segue uma válvula anti-retorno, ficando posicionada entre as duas válvulas a saída da unidade que liga a um tanque a jusante do qual está instalada uma válvula de agulha. A unidade de PSA deverá fazer baixar a concentração do azoto até valores inferiores a 0,1% e permitir recuperações elevadas (>90%). Deverá tratar uma corrente de gás anestésico entre 0,1 e 0,5dm3/min, retirando até um máximo de 20cm3/min de azoto, garantindo assim que a concentração em azoto no circuito anestésico nunca ultrapasse 5%. A outra tecnologia, baseada numa unidade de separação de gases por membranas, caracteriza-se por possuir membranas de peneiro molecular de carbono - bibliografia: [10].
Essas membranas de CMS deixarão passar livremente o oxigénio, o azoto e o vapor de água, retendo o xénon e os HPA.
Por outro lado, o processo inventado, quer para remoção do dióxido de carbono, quer para remoção do azoto de um circuito anestésico fechado usando xénon como gás anestésico - que recorre a um dispositivo constituído por duas unidades de remoção, como as atrás descritas, dotadas de colunas de (CMS) - compreende várias fases, sendo a remoção do dióxido de carbono feita conforme o acima exposto.
Tal processo é caracterizado por as duas colunas da segunda unidade trabalharem desfasadas de 180°, sendo cada uma delas sujeita a ciclos sucessivos de pressão, compreendendo cada ciclo as seguintes fases: pressurização/igualização em co-corrente, pressurização com a alimentação, produção, despressurização/igualização em co-corrente, despressurização e enxaguamento. A pressurização torna-se possível quando a corrente de alimentação se encontra a pressão elevada e faz-se pela base das colunas. Nesta fase a pressão deverá subir até à pressão de trabalho, coincidente com a pressão de alimentação.
Inicia-se depois a fase de produção em que a mistura gasosa flui através da coluna em serviço, ficando retido o azoto e parte do oxigénio, mas não o xénon, nem os HPA, que fluem livremente sendo recolhidos. A fase de produção termina quando a capacidade da coluna em reter azoto se esgota e esgota-se no preciso momento em que sair azoto pelo topo da coluna.
Segue-se a fase de despressurização/igualização em co-corrente em que, para recuperação do xénon interparticular daquela coluna, a primeira fracção de volume resultante da despressurização é alimentada à entrada da outra coluna, fase esta que proporciona a diminuição do consumo energético relativo à pressurização.
Finalmente tem lugar a despressurização para a atmosfera, sendo a corrente de saída constituída essencialmente por oxigénio e azoto, e o enxaguamento - fase em que o xénon que tenha penetrado no peneiro molecular de carbono (CMS) tem possibilidade de sair, sendo reciclado durante a fase de pressurização seguinte.
No presente invento utiliza-se um peneiro molecular de carbono (CMS) para separação e remoção do azoto do fluxo respiratório em circulação num dispositivo anestésico usando xénon como gás anestésico.
Como já se referiu, o presente invento permite a reciclagem do xénon - sem recurso a contentores de cal sodada que constituem, em si, um resíduo hospitalar perigoso e evitando-se a formação de compostos potencialmente perigosos em resultado de reacções entre a cal sodada e os HPA - assentando num dispositivo de pequena complexidade técnica e de fácil construção e num processo simples, donde resulta a vantagem de ser económico.
Por outro lado, as unidades de remoção do dióxido de carbono e do azoto foram concebidas de tal forma que a sua esterilização pode ser feita por meio de uma corrente de ar a temperatura na ordem dos 200°C.
Descrição das figuras
Nas figuras 1, 2, 3, 4 e 5 anexas, apresentadas de forma esquemática, a título exemplificativo e não limitativo, pode observar-se: - Na figura 1, a representação do dispositivo inventado; - Na figura 2, a representação de um sistema anestésico fechado usando xénon como gás anestésico; - Na figura 3, a representação da unidade responsável pela remoção do azoto do fluxo respiratório, com indicação da orientação das válvulas de derivação nas diversas fases do correspondente processo de remoção do azoto; - Na figura 4, a representação das seis fases relativas ao processo de remoção do azoto, ou seja de um ciclo de pressão; - Na figura 5, a representação da unidade de membranas.
Nas figuras 6, 7 e 8 anexas, apresentadas sob a forma de diagrama, pode observar-se: - Na figura 6, a quantidade adsorvida (q) de dióxido de carbono, azoto e xénon por um CMS (Takeda) em função do tempo (t). A experiência foi realizada à temperatura de 20°C, com 26,8g de adsorvente, usando o método volumétrico e uma pressão inicial de 3,8bara, tendo o recipiente do gás, o recipiente da amostra e a amostra os volumes de 202,8cm3, 45,4cm3 e 3,92cm3, respectivamente; - Na figura 7, a concentração de dióxido de carbono, à saída de uma coluna dc adsorção com 100,0cm3de capacidade, empacotada com um CMS (Takeda), obtida em função do tempo e em resposta a uma perturbação na alimentação. Inicialmente a coluna contém hélio e depois é alimentada com uma corrente de 3,0dm3PTN/min de caudal a 2,6bar e a 30°C, contendo dióxido de carbono (= 6%), hélio e sevofluorano;
Na figura 8, alíneas a) e b), a concentração - à saída de uma coluna de adsorção, empacotada com CMS (Takeda) e com 100,0cm3de capacidade - em função do tempo e em resposta a uma perturbação na alimentação. Inicialmente a coluna contém oxigénio e depois é alimentada com uma corrente a 1,4bara, contendo xénon (65%), oxigénio (25%), dióxido de carbono (5%) e azoto (5%), de 400,0cm3PTN/min de caudal a 20°C.
Em particular as referidas figuras mostram: compressor (CO); hálito (H); filtro da água condensável (FA); válvula direccional (VD); admissão (A); coluna (C); sistema de aquecimento/arrefecimento (S); unidade de remoção do dióxido de carbono (URD); - filtro (F); escape (E); unidade de remoção do azoto (URA); derivação para admissão (DA); sistema de remoção do C02 (RD); remoção do N2 por purga total do sistema (PT); válvula anti-retorno (VA); válvula de agulha (VAG); - tanque (T); membrana (MC); retido (R); permeado (P); alimentação (AL); escape da unidade de remoção do azoto (EA); curva obtida quando a corrente de alimentação contém » 0,6% de sevofluorano (C1); curva obtida quando a corrente de alimentação não contém sevofluorano (C2); curva referente ao C02 [analisador] (C3); curva referente ao N2 [espectrómetro de massa] (C4); - curva referente ao 02 [analisador] (C5); - curva referente ao 02 [espectrómetro de massa] (C6).
Bibliografia [1] - Dingley, J., Stoilova, T. Μ. I., Grundler, S. and Wall, T, “Xenon; Recent Developments in Medicai Use, Anaesthesia and Delivery System Technologies”, Anaesthesia, 54, 335-346,1999.
[2] - Marx, T., Georgieff, M. and Froba, G., “Xenon Anesthesia -New Aspects of Xenon Research”, Journal of the Japanese Society for Medicai Gases, 1,18-20,1998.
[3] - Marx, T., Musati, S., Brand, T., Pashur, J. and Froeba, G., “Xenon Expenditure and Nitrogen Accumulation in Low-flow-anesthesia Compared to Closed System Anesthesia”, 4th Congress of the Association of Low Flow Anaesthesia in York (GB), 1999.
[4] - Verkaaik, A. and Dijk, G., “High Flow Closed Circuit Anesthesia”, Anaesth. Intens. Care, 22, 426-434, 1994.
[5] - Dijk, G., “Informação Interna”, Physio b.v., 1999.
[6] - http://members.aol.com/alfanaes/gentab01.htm [7] - Marx, T., “Informação Interna”, Ulm University, 1999.
[8] - Ruthven, D.M., Farooq, S. and Knaebel, K.S., "Pressure Swing Adsorption", VCH Publishers, N.Y. (1994).
[9] - Reid, R., Prausnitz, J and Poling, B., “The Properties of Gases & Liquids”, Fourth Editíon, McGraw Hill, N.Y., 1987.
[10] - Kita, H., Yoshino, M., Noborio, K., Tanaka, K. and Okamoto, K., “Gas Separation Properties of Carbon Molecular Sieve Membranes”,
Edited by A.J.B. Kemperman and G.H. Koops, Proceedings of “Euromembrane ‘97”, pg. 20 - 22.
[11] - http://www.Keidaren.or.jp/A2J/data/03268.html.
Porto, 17 de Abril de 2000
RUY PELAYO DE SOUSA HENRIQUES
Rua Sá da Bandeira. 706-2°.-E - 4000-432 PORTO

Claims (1)

  1. Reinvindicações 1a. - Dispositivo de remoção do dióxido de carbono e do azoto de um circuito anestésico fechado usando xénon como gás anestésico, dotado, a montante, de um filtro da água condensável (FA), este precedido por um compressor (CO), e a jusante de uma derivação para admissão de gases (DA), caracterizado por, entre aquele filtro (FA) e a derivação (DA), possuir duas unidades de remoção de gases, a primeira (URD) - responsável pela remoção do dióxido de carbono do fluxo respiratório - constituída por uma coluna (C) empacotada com um peneiro molecular de carbono (CMS), montada em paralelo com outra, ou outras colunas do mesmo tipo, sendo o fluxo gasoso desviado para a coluna, ou para as colunas, que se pretender, por meio de uma válvula direccional (VD), situada a montante das colunas (C), colunas essas dotadas de um sistema de aquecimento/arrefecimento (S), sendo o fluxo à saída destas filtrado por meio de filtros (F), dispondo esta unidade de uma admissão (A) e de um escape (E) posicionados, respectivamente, a montante e a jusante das colunas (C) e a segunda (URA) - responsável pela remoção do azoto do fluxo respiratório - dotada igualmente de peneiro molecular de carbono (CMS) e caracterizado por possuir uma válvula direccional (VD) à saída da primeira unidade (URD), válvula essa que encaminha o fluxo respiratório a que foi removido o dióxido de carbono para o troço do circuito anestésico ao qual se encontra ligada a segunda unidade (URA), a montante da qual se situa um compressor (CO), e o fluxo não naquelas condições para o escape (E) da primeira unidade (URD), este (E) dotado de uma válvula direccional (VD) que permite também a ligação entre a primeira e segunda unidades. 2a. - Dispositivo conforme a reivindicação anterior, sendo a unidade responsável pela remoção do azoto do fluxo respiratório (URA) caracterizada por possuir duas colunas (C) dispostas em paralelo, ambas empacotadas com um peneiro molecular de carbono (CMS), colunas essas que são alimentadas através de um circuito que bifurca na entrada, dispondo, de cada lado, de duas válvulas direccionais (VD) e de um filtro(F), estando as válvulas mais próximas de cada uma das colunas ligadas entre si por meio de um troço em que está situada uma válvula de agulha (VAG), dispondo o circuito, a jusante das ditas colunas e de cada lado destas, de um filtro (F) a que se segue uma válvula anti-retorno (VA), ficando posicionada entre as duas válvulas (VA) a saída da unidade que liga a um tanque (T) a jusante do qual está instalada uma válvula de agulha (VAG). 3a. - Dispositivo conforme a primeira reivindicação, sendo a unidade responsável pela remoção do azoto do fluxo respiratório (URA) uma unidade de separação de gases por membranas caracterizada por possuir membranas (MC) de peneiro molecular de carbono (CMS). 4a. - Processo de remoção do dióxido de carbono de um circuito anestésico fechado usando xénon como gás anestésico, que recorre a um dispositivo conforme a primeira reivindicação, caracterizado por, logo que a coluna (C), ou colunas, em serviço da primeira unidade (URD) deixa de ter capacidade de adsorver o dióxido de carbono, de imediato o fluxo respiratório é desviado para uma outra coluna (C), ou colunas, que entra em serviço e o fluxo que atravessa aquela é desviado para o escape (E) e essa coluna, já fora de serviço, é primeiramente purgada do xénon interparticular, sendo para tal varrida por uma corrente de oxigénio que é encaminhada para a segunda unidade (URA) para recuperação do xénon, em seguida regenerada por meio de uma corrente de ar quente, sendo agora a mistura gasosa rejeitada, saindo pelo escape (E), e finalmente condicionada por meio de uma corrente de oxigénio, fase esta que tem lugar depois de arrefecida a coluna (C), sendo a mistura gasosa resultante igualmente rejeitada e caracterizado por as colunas (C) estarem alternadamente em serviço e fora de serviço. 5a. - Processo conforme a reivindicação anterior, caracterizado por a regeneração das colunas (C) da primeira unidade (URD) ser feita por meio de uma corrente de ar a temperatura preferencialmente de 80°C para esterilização daquelas. 6a. - Processo de remoção do dióxido de carbono e do azoto de um circuito anestésico fechado usando xénon como gás anestésico, que recorre a um dispositivo conforme a primeira e a segunda reivindicações, sendo a remoção do dióxido de carbono feita conforme a quarta reivindicação, caracterizado por as duas colunas da segunda unidade (URA) trabalharem desfasadas de 180°, sendo cada uma delas sujeita a ciclos sucessivos compreendendo as fases de pressurização/igualização em co-corrente, pressurização com a alimentação, produção - fase em que a mistura gasosa flui através da coluna em serviço, ficando retido o azoto, mas não o xénon que flui livremente, sendo este recolhido num contentor, fase esta que termina quando a capacidade da coluna em reter azoto se esgota -despressurização/igualização em co-corrente - fase em que, para recuperação do xénon interparticular daquela coluna, a primeira fracção de volume resultante da despressurização é alimentada à entrada da outra coluna - despressurização para a atmosfera através de escape (EA) e enxaguamento - fase em que o xénon que tenha penetrado no peneiro molecular de carbono (CMS) tem possibilidade de sair, sendo reciclado durante a fase de pressurização seguinte. 7a. - Processo conforme a sexta reivindicação, caracterizado por a esterilização das unidades de remoção do dióxido de carbono (URD) e do azoto (URA) ser feita por meio de uma corrente de ar a temperatura preferencialmente de 200°C. 8a. - Dispositivo de remoção do dióxido de carbono e do azoto de um circuito anestésico fechado usando xénon como gás anestésico, caracterizado pela utilização de peneiros moleculares de carbono (CMS) para separação e remoção do dióxido de carbono e do azoto do fluxo respiratório em circulação nesse dispositivo. 9a. - Processo de remoção do dióxido de carbono e do azoto de um circuito anestésico fechado usando xénon como gás anestésico, caracterizado pela utilização de peneiros moleculares de carbono (CMS) para separação e remoção do dióxido de carbono e do azoto do fluxo respiratório em circulação nesse circuito. Porto, 16 de Maio de 2000
    RUY PELAYO DE SOUSA HENRIQUES Rua Sá da Bandeira, 706-2°.-E - 4000-432 PORTO
PT10241600A 2000-02-09 2000-02-09 Dispositivo e processo de remocao do dioxido de carbono e do azoto de um circuito anestesico fechado usando xenon PT102416B (pt)

Priority Applications (1)

Application Number Priority Date Filing Date Title
PT10241600A PT102416B (pt) 2000-02-09 2000-02-09 Dispositivo e processo de remocao do dioxido de carbono e do azoto de um circuito anestesico fechado usando xenon

Applications Claiming Priority (1)

Application Number Priority Date Filing Date Title
PT10241600A PT102416B (pt) 2000-02-09 2000-02-09 Dispositivo e processo de remocao do dioxido de carbono e do azoto de um circuito anestesico fechado usando xenon

Publications (2)

Publication Number Publication Date
PT102416A true PT102416A (pt) 2000-08-31
PT102416B PT102416B (pt) 2002-01-30

Family

ID=20085928

Family Applications (1)

Application Number Title Priority Date Filing Date
PT10241600A PT102416B (pt) 2000-02-09 2000-02-09 Dispositivo e processo de remocao do dioxido de carbono e do azoto de um circuito anestesico fechado usando xenon

Country Status (1)

Country Link
PT (1) PT102416B (pt)

Also Published As

Publication number Publication date
PT102416B (pt) 2002-01-30

Similar Documents

Publication Publication Date Title
DK174834B1 (da) Fremgangsmåde til genvinding af olieopløselige dampe og apparat til udøvelse af fremgangsmåden
CN111566044B (zh) 在低温温度下从气体或液体流中回收氙的吸附性方法
US7442236B2 (en) Xenon external recycling unit for recovery, purification and reuse of xenon in anaesthesia circuits
US10603453B2 (en) Halocarbon recycling methods and systems
BRPI0720052B1 (pt) Processo para a remoção de dióxido de carbono de uma corrente de alimentação de gás natural, e, sistema de purificação de gás natural.
JP2006512946A (ja) 空気中の二酸化炭素濃度を低減させるための方法および装置
AU2022259700A1 (en) Improvements to the manufacture and remanufacture of volatile anaesthetic agents using supercritical fluids
CN108020025A (zh) 从包含氦、二氧化碳与氮和甲烷至少之一的流回收氦
JP2001524875A (ja) 高圧における膜の気体/液体吸収法を実施するための機器及び方法
US6471747B1 (en) Method and apparatus for delivering and recovering gasses
JPH10273307A (ja) チャンバーから貴ガスを回収する方法
Lagorsse et al. Xenon recycling in an anaesthetic closed-system using carbon molecular sieve membranes
US20100061917A1 (en) Method for separating gaseous co2 contained in a gas mixture
ES2880700T3 (es) Procedimiento en dos etapas de recuperación de hidrocarburos halogenados
JP4450944B2 (ja) パーフルオロカーボンの回収方法及び分解方法
PT102416A (pt) Dispositivo e processo de remocao do dioxido de carbono e do azoto de um circuito anestesico fechado usando xenon
JP4084523B2 (ja) キセノンを使用した麻酔装置
JP3951569B2 (ja) ガス分離膜の運転方法
JP3234614U (ja) 麻酔ガスからのキセノンの捕捉及び患者へのその再投与の改良
TW434183B (en) Process and device for the production of ultra-pure inert gas
RU2835863C1 (ru) Мембранный способ рекуперации ксенона из отработанных газовых смесей медицинского назначения и устройство для его осуществления
Kozlova et al. Xenon recovery from medical gas mixtures by polymer membranes: Effect of temperature on Xe/O2 selectivity
JP2000072419A (ja) 希ガスの回収方法
JP4123692B2 (ja) 空気分離方法
BR112020013877B1 (pt) Processo de adsorção para a recuperação de xenônio de um fluxo de alimentação líquido ou gasoso criogênico

Legal Events

Date Code Title Description
BB1A Laying open of patent application

Effective date: 20000417

FG3A Patent granted, date of granting

Effective date: 20011031

PC3A Transfer or assignment

Free format text: 20020529 FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO PT

MM4A Annulment/lapse due to non-payment of fees, searched and examined patent

Free format text: LAPSE DUE TO NON-PAYMENT OF FEES

Effective date: 20100809