PT10314U - Cartucheira para arma de fogo e processo para a sua fabricação - Google Patents

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Abstract

A PRESENTE INVENÇÃO TEM POR OBJECTO UMA CARTUCHEIRAPARA UMA ARMA DE FOGO, POR EXEMPLO, UMA ESPINGARDA OU CARABINA, A QUAL TEM UM CONJUNTO CONSTITUÍDO POR UM RASGO DE CHAVETA E UM MECANISMO SEGUIDOR PARA INTRODUZIR CARGAS DE MUNIÇÃO, UMA DE CADA VEZ, NA CÂMARA DE EXPLOSÃO DA ARMADE FOGO E QUE PODE SER FABRICADA A PARTIR DE UMA PEÇA ÚNICADE METAL E TER UM INTERIOR SUAVE LIVRE DE SOLDADURAS E DE ZONAS ÁSPERAS. A INVENÇÃO INCLUI TAMBÉM UM PROCESSO DE FABRICAÇÃO DESTA CARTUCHEIRA E INCLUI OS PASSOS DE TRAÇADO PROFUNDO E SOLDADURA DO CORPO DA CARTUCHEIRA SOB UMA PRESSÃO SUBSTANCIAL UTILIZANDO UMA FUNDIÇÃO PROGRESSIVA COM NUMEROSAS FASES.

Description

DESCRIÇÃO
CARTUCHEIRA PARA ARMA DE FOGO E PROCESSO PARA A
SUA FABRICAÇÃO
Antecedentes e sumário da invenção A presente invenção refere-se a uma cartucheira para arma de fogo e a um processo para a fabricação desta cartucheira, e refere-se, de um modo mais particular, a uma cartucheira e a um processo em que a cartucheira tem uma forma curva e um corpo constituído, de um modo preferido, por uma peça única de metal.
Esta cartucheira é utilizada para conter munições, por exemplo, uma série de cartuchos, os quais são introduzidos um de cada vez por meio de mola numa câmara de explosão de uma arma. A mola mantém a pressão na munição para forçar a entrada de cada cartucho na câmara de explosão, e quando consumido o cartucho, colocar a carga seguinte na posição de fogo.
Um exemplo de uma arma de fogo que utiliza uma cartucheira é a espingarda ou carabina Ml6, que se tornou uma espingarda usual no arsenal de armas dos Estados Unidos e em outros países ocidentais. Existem muitas variantes da família da espingarda M16, tais como, M16/A1, A2, A3 e A4, que são as principais espingardas de infantaria utilizadas pelos militares dos Estados Unidos e pelos 15 países da NATO desde os primórdios de 1960. Estas espingardas utilizam uma cartucheira do tipo divulgado neste pedido de patente que diz respeito à presente invenção. 1
De um modo preferido, esta cartucheira é curva e tem uma secção transversal substancialmente rectangular com lados paralelos opostos mais longos definidos pela altura do cartucho utilizado entre lados mais curtos opostos paralelos definidos pela largura do cartucho. Uma extremidade da cartucheira é fechada com uma placa de base amovível e a outra extremidade é aberta para permitir que um cartucho em justaposição na câmara de explosão da arma seja colocado em posição de disparo. De um modo preferido, esta cartucheira é fabricada de aço em vez de ser de plástico ou alumínio, uma vez que a cartucheira fica sujeita a calor e a esforço substancial quando é utilizada no campo de batalha.
Normalmente, como no caso das séries de carabinas Ml6, esta cartucheira é carregada com cerca de 30 cartuchos, pesando cerca de 8,10 gramas quando cheios. Esta cartucheira deve ajustar-se no receptor inferior, que está no lado inferior da arma, e, de maneira a não interferir com o funcionamento da arma, a cartucheira é, de um modo preferido, curva na direcção do cano da arma relativamente ao ponto de inserção na câmara de explosão. De um modo preferido, a cartucheira tem um rasgo de chaveta formado num dos seus lados menos espessos para apontar e dirigir o cartucho para uma posição de fogo apropriada para entrar na câmara de explosão da arma. Normalmente, a cartucheira é construída dobrando apropriadamente peças múltiplas de metal e soldando por pontos as peças umas às outras. Estas operações são cruciais em virtude da quebra, da dobragem ou da malformação da soldadura ou do mau alinhamento das partes poderem dar origem ao facto dos cartuchos ficarem inclinados ou em casos extremos caírem da cartucheira, tornando a utilização da arma não efectiva ou perigosa no campo de batalha. A formação correcta do rasgo de chaveta é crítica: uma cartucheira com um rasgo de chaveta mal 2 formado pode tornar a cartucheira inutilizável, uma vez que a cartucheira não poderá ser instalada na parte inferior do receptor. A tecnologia anterior divulgou um certo número de estruturas de cartucheiras, tais como:
Alzamora et al Patente US 7 117 626, que se refere a um padrão de abertura de alimentação para uma cartucheira;
Ciener Patente US 5 461 811, que divulga um corpo de cartucheira feito à máquina;
Sniezac et al Patente US 5 438 783, que mostra uma cartucheira para arma de mão com placa de culatra;
Baldus et al Patente US 4 862 619, que define um elemento envolvente fundido ou moldado para uma cartucheira de arma de mão;
Chesnut Patente US 4 586 281, para uma cartucheira preparada para utilização com vários estilos de armas;
Farrar et al Patente US 4 514 922, que mostra uma cartucheira com um mecanismo de bloqueio especial;
Weed Patente US 1 400 252, que ilustra uma estrutura de realização primitiva de uma cartucheira.
Estas referências abrangem um longo período de desenvolvimento de várias cartucheiras e características de cartucheiras, mas não mostram as novas construções e os novos processos para fabricação de uma cartucheira que incluam as referências da presente invenção que pode ser utilizada sem falhas significativas e que é muito fiável no campo de batalha. Muitas referências da técnica anterior têm a ver com cartucheiras para pistolas, e estas cartucheiras não são típicas de cartucheiras para 3 espingardas ou carabinas, que estão sujeitas a grandes pressões e situações em campo de batalha onde a vida do utilizador depende da eficácia da arma.
Estudos da técnica anterior sobre cartucheiras para estas espingardas e carabinas demonstram níveis significativos de falhas das cartucheiras da técnica anterior, superiores por vezes a 50% ou mais, mas estudos de cartucheiras que a presente invenção engloba demonstram ser isentas de falhas. A cartucheira curva englobada pela presente invenção é resistente e fabricada de aço para suportar os esforços no campo de batalha e tem um rasgo de chaveta e um interior lisos permitindo a deslocação livre de uma carga da cartucheira para a câmara de explosão da arma. Estas características são atingidas utilizando meios de fabricação que eliminem rugosidades e zonas ásperas na cartucheira, bem como escolhendo pontos de soldadura que não interfiram com o movimento do cartucho efectuado pelo seguidor da cartucheira.
No processo divulgado, a matriz para a cartucheira é de aço de elevada percentagem de carbono, tendo, de um modo preferido, uma dureza Rockwell de 34-38 RC, de maneira que a peça não se dobre muito facilmente, mas não seja tão dura que torne o material quebradiço. A matriz da cartucheira é concebida de maneira que apenas seja necessária uma única junta para a formar, e de maneira que o rasgo de chaveta fique liberto de soldaduras ou de rugosidades ou perturbações semelhantes. Esta fabricação necessita de uma operação de compressão de metal que estampe e forme a cartucheira, incluindo o rasgo de chaveta, numa única operação, de um modo preferido, utilizando uma pressão de 600 toneladas (mas uma pressão inferior poderá 4 possivelmente ser utilizada) com uma almofada de pressão superior tendo um eixo macho e um bloco de topo macho e um bloco de fundo fêmea. De um modo preferido, a almofada de pressão aplica cerca de 2500 Kg PSI à folha em branco apertando a peça entre a almofada e o bloco de topo macho e cerca de 4050 Kg PSI entre a almofada e o bloco de fundo fêmea. Se for aplicada uma pressão inadeguada, o rasgo de chaveta não se forma. Se for aplicada pressão em excesso, o metal rasga.
De um modo preferido, o eixo macho tem pilotos para localização dos orifícios de vigilância no lado curvo da cartucheira vazia. Estes orifícios piloto, de um modo preferido, desempenham a função de manter o cartucho no seu lugar durante a operação de estampagem e de formação e durante a operação de extensão. De um modo preferido, as orlas da forma opostas ao rasgo de chaveta são utilizadas para fechar por soldadura o corpo da cartucheira por meio de uma soldadura aditiva, mas a posição da soldadura poderá ser gualguer, desde que não interfira com o rasgo de chaveta e não dê origem a rugosidades ou zonas ásperas adversas no interior da cartucheira quando esta é formada. Esta operação de estampagem e de formação cria um corpo de cartucheira orientado em forma de "U", formando o rasgo de chaveta a base do "U". Podem ser acrescentadas nervuras ao corpo para remover qualquer rugosidade do interior da cartucheira e estas nervuras acrescentam também resistência à cartucheira e apoiam a bala quando ela se move na cartucheira. Durante a operação de extensão, forma-se uma aba interior e uma aba exterior que correm substancialmente paralelas ao rasgo de chaveta envolvendo a cartucheira e em posição de soldadura.
Pode ser utilizada soldadura robótica para soldar as orlas do modelo afastadas do rasgo de chaveta, e esta 5 soldadura deve seguir a curvatura da cartucheira. Após a cartucheira vazia ter ficado completamente formada e soldada constituindo uma só peça, é introduzida uma mola e um mecanismo seguidor na cartucheira fechada, e é aplicada uma placa de base para fechar a orla inferior da cartucheira.
Objectos e vantagens da invenção É objecto da invenção proporcionar uma cartucheira curva para uma espingarda ou carabina com as caracteristicas descritas.
Outro objecto é proporcionar uma cartucheira curva que é fabricada constituindo uma só peça.
Outro objecto é proporcionar um corpo para uma cartucheira curva que é fechada por soldaduras aditivas.
Outro objecto é proporcionar uma cartucheira curva para uma arma que pode ser tratada a quente com um nitreto ou produto semelhante para proporcionar um acabamento endurecido.
Outro objecto é proporcionar uma cartucheira curva que tenha um interior substancialmente liso e livre de rugosidades e de zonas ásperas, particularmente no seu rasgo de chaveta.
Outro objecto é proporcionar uma cartucheira curva que é fechada por soldadura numa orla afastada do seu rasgo de chaveta.
Outro objecto é proporcionar um processo para fabricação de uma cartucheira curva que é estampada e formada sobre um pedaço de material com um rasgo de chaveta 6 central, com lados dependentes da referida ranhura e orlas afastadas da ranhura para fechar por soldadura o pedaço de material.
Outro objecto é proporcionar um processo para fabricação com um pedaço de material de uma cartucheira curva com uma ranhura para chaveta que é formada e estampada por meio de alta pressão aplicada em ambos os lados do pedaço de material.
Estes e outros objectos e vantagens ficarão mais evidentes com a continuação desta descrição, feita em conjunto com os desenhos anexos.
Breve descrição dos desenhos
Nos desenhos: A Figura 1 é uma vista em perspectiva de uma parte de uma arma Ml6 com uma cartucheira inserida e partes retiradas para mostrar o interior da zona de explosão. A Figura 2 é uma vista em corte da cartucheira feito pela linha 2-2 da Figura 1 mostrando o mecanismo seguidor no centro da cartucheira. A Figura 2A é uma vista pormenorizada em corte da cartucheira que mostra uma forma alternativa para fecho do corpo da cartucheira por soldadura de uma orla do lado curto oposto ao rasgo de chaveta na orla inferior de um lado maior. A Figura 3 é um alçado de um lado curto da cartucheira mostrando os orifícios de vigilância ou piloto. 7 A Figura 4 é uma vista em corte da cartucheira feito pela linha 4-4 da Figura 3 mostrando a mola, o alojamento do seguidor e as nervuras. A Figura 5 é um alçado do lado curto oposto ao lado do rasgo de chaveta apresentado na Figura 3, mostrando as soldaduras aditivas que fecham o corpo da cartucheira. A Figura 6 é uma vista esquemática mostrando os pedaços de material estampados a serem formados no local de estampagem. A Figura 7 é uma vista esquemática mostrando a formação dos pedaços de material estampados. A Figura 7A é uma vista em corte feito pela linha 7A-7A mostrando a rasgo de chaveta através de um orifício piloto. A Figura 8 é uma vista esquemática mostrando a pressão da carne colocando as nervuras e fazendo a extensão da secção da orla no corpo da cartucheira. A Figura 9 é uma vista esquemática semelhante à da Figura 8 mostrando a pressão da carne colocando as nervuras e fazendo o extensão da secção da orla no outro lado do corpo da cartucheira. A Figura 10 é uma vista esquemática mostrando a instalação do seguidor, da mola e da base da mola na cartucheira, e a instalação da placa de base. A Figura 11 é uma vista lateral do local da estampagem e formação. A Figura 12 é uma vista de frente do local da estampagem e formação. A Figura 13 é uma vista lateral do local da extensão com a peça fechada. A Figura 14 é uma vista de frente do local da extensão com a peça aberta.
Descrição de formas de realização preferidas I A cartucheira
Com referência às Figuras 1-5, uma cartucheira 10 configurando a presente invenção é instalada numa espingarda ou numa carabina W, em posição para entrada de uma carga de munição na área C de disparo da arma. A munição é fornecida à área C de disparo por meio de um seguidor 11 accionado por mola que se desloca através da cartucheira 10 quando cada carga é colocada na posição de disparo. A cartucheira 10 é fixada na arma W no receptor R e a cartucheira compreende paredes 12 e 13 curtas afastadas ligadas por paredes 14 e 15 longas afastadas. Numa das paredes 12 curtas tem nela formada um rasgo 17 de chaveta, e a outra parede 13 curta constituída pelas secções 17 e 18 da orla que se sobrepõem uma na outra e são fixadas por soldadura. Uma multiplicidade de nervuras 19 e 20 são colocadas opostas e em linha umas com as outras nas paredes 14 e 15 longas, e um conjunto de nervuras 21 e 22 alinhadas pode ser mais largo e profundo que o outro conjunto de nervuras. No interior das paredes 12-15, o seguidor 11 é posicionado com uma cabeça 23, lados 24 e cauda 25 de forma deslizante introduzido no rasgo 16 de chaveta. De um modo preferido, o corpo da cartucheira constitui uma única peça e é fechado por uma ou mais soldaduras aditivas. 9
Como se mostra nas Figuras 3-5, a cartucheira 10 tem uma forma 26 curva e nas suas paredes 12, 13 curtas tem no lado 12 o rasgo 16 de chaveta. Este rasgo tem uma série de orifícios 27 de vigilância ou piloto permitindo ver os cartuchos no interior da cartucheira. Na extremidade da cartucheira 10 afastada do seguidor 11, a cartucheira é fechada por uma placa 28 de base ou de fundo. No interior da cartucheira 10 há uma mola 29 fixada numa extremidade a uma base 30 que assenta na placa 28 base e na sua outra extremidade ao seguidor 11 de tal maneira que o referido seguidor é obrigado pela mola 29 a elevar os cartuchos até uma posição C de disparo da arma. As soldaduras 31 aditivas prolongam-se ao longo do comprimento da parede 13 curta mas deixam o interior da parede 12 curta livre de fluxo e material adicional. O interior das paredes 12-15 e o rasgo 16 de chaveta são substancialmente lisos e sem zonas ásperas de maneira que as cargas de munição podem mover-se de forma deslizante por intermédio do seguidor 11 através da cartucheira 10 para a posição C de disparo. Em alternativa, como se mostra na Figura 2A, a parede 13a curta pode ser prolongada e a parede 14a longa pode ser encurtada e introduzida para permitir que a secção 17a da orla da parede 13a curta se dobre sobre a extremidade da parede 14a longa e soldada nesse lugar para fechar a cartucheira 10. A Figura 4 mostra o seguidor 11 retraído parcialmente na cartucheira 10 com as cargas de munição a serem empurradas pelo seguidor 11 para o topo da cartucheira 10.
De um modo preferido, após o corpo da cartucheira estar totalmente fabricado, é tratado a quente por nitretos. Este tratamento a quente endurece as superfícies do metal. 10 II Processo de fabricação da cartucheira
Com referência às Figuras 6-10, numa folha 45 de metal laminado, é formado um pedaço 40 de material mais ou menos rectangular na referida folha 45 por estampagem e puncionagem de uma peça em forma de U de metal a partir da referida folha 45 de metal. Antes do local de estampagem, são formados na folha orifícios 27 piloto ou de vigilância de maneira que corram ao longo da linha central do pedaço 40 de material para a cartucheira perpendicular ao percurso de deslocação da folha 45 de metal. A linha central vai desde uma orla da folha 45 de metal através do pedaço 40 de material para a cartucheira que inclui a secção com os orifícios 27 piloto ou de vigilância até à outra orla da folha 45 de metal que se aproxima de uma ponte 55. 0 pedaço 40 de material para a cartucheira é ligado à folha 45 de metal pela ponte 55. Os orifícios 27 piloto ou de vigilância ficam em linha com a ponte 55. Cada pedaço 40 de material para a cartucheira tem dois lados 50, 51 longos paralelos à ponte 55 e quatro lados 60 curtos aproximadamente perpendiculares aos lados 50, 51 longos. No local de estampagem, existe um eixo 70 macho. O eixo 70 macho está equipado com os pinos 80 piloto. Os pinos 80 piloto são ajustados de maneira a corresponderem aos orifícios 27 de vigilância ou piloto. Quando o eixo 70 macho é pressionado numa direcçâo descendente durante a operação de estampagem, os pinos 80 piloto seguem através do pedaço 40 de material para cartucheira ajudando a manter o referido pedaço 40 de material em posição apropriada. Durante a referida operação, cada lado 60 curto é dobrado em ângulo para cima. O pedaço 40 de material para cartucheira é mantido no seu lugar por uma almofada 90 de pressão de topo e uma almofada 100 de pressão de fundo. O eixo 70 macho pressiona de forma descendente enquanto o eixo 110 fêmea pressiona de forma ascendente estampando e 11 formando o pedaço 40 de material para cartucheira. Após a operação de estampagem e de formação, o pedaço 40 de material para cartucheira fica com o rasgo 16 de chaveta com orifícios 27 de vigilância ou piloto subindo pelo meio da ranhura 16. A ponte 55 de metal restante liga o pedaço 40 de material para cartucheira à folha ou tira 45 de metal.
Como se mostra na Figura 8, um primeiro par de lados 60 curtos são pressionados entre blocos 75, 76 de formação de maneira a acrescentar nervuras 19, 21 a um dos lados do pedaço 40 de material para cartucheira e retirar a aba 17 interior. Como se mostra na Figura 9, um segundo par de lados 60 curtos do pedaço 40 de material para cartucheira é então pressionado por outro conjunto de blocos 85, 86 de formação de maneira a acrescentar nervuras 20, 22 ao outro lado do pedaço 40 de material para cartucheira e retirar a aba 18 exterior. A acção de pressão, como mostram as Figuras 8 e 9, ao dobrar os lados 50, 51 longos em cerca de 90° e formar as nervuras 19-21, alisa as rugosidades que tenham sido formadas no pedaço 40 de material para cartucheira e conduz o referido troço de material para cartucheira à forma final da cartucheira 10. Com referência à Figura 10, as orlas 50 e 51 laterais longas são então soldadas a partir do exterior do pedaço 40 de material para cartucheira para fechar o corpo 120 da referida cartucheira. 0 seguidor 11 com a sua cabeça 23, os seus lados 24, a sua mola 29, a sua cauda 25, a sua base 30 de mola é então ajustado no interior do corpo 120 da cartucheira 10. Finalmente, a placa 28 de base é colocada em lugar adjacente à base 30 da mola para evitar a saída do seguidor 11 e completar a formação da cartucheira 10.
Durante a operação de estampagem e formação e da operação de extensão, é dada atenção ao pedaço 40 de 12 material para cartucheira, para evitar superfícies ásperas e assegurar que as cargas se desloquem sem problemas através da cartucheira 10. A cartucheira 10 na forma de realização preferida é fabricada numa moldagem gradual com uma série de etapas. De um modo preferido, as operações são as seguintes: 1. Perfuração dos orifícios 27 piloto no pedaço 40 de material para cartucheira. Deverá ser utilizada pressão suficiente para manter o pedaço 40 de material para cartucheira e para retirar o referido pedaço 40 de material do punção, sendo esta pressão conhecida como pressão de remoção. 2. Corte da parte central do pedaço 40 de material para cartucheira utilizando a pressão de remoção. 3. Recorte das extremidades do pedaço 40 para cartucheira utilizando a pressão de remoção. 4. Estampagem e formação do pedaço 40 de material para cartucheira para criação dos lados 50, 51 longos e 60 curtos utilizando cerca de 2475 kg de PSI a partir do topo e cerca de 4050 kg de PSI a partir do fundo, como a seguir é explicado. 5. Formação das nervuras 19-22 e prolongamento lateral da orla de topo do pedaço 40 de material para cartucheira utilizando pressão suficiente para manter plano o referido pedaço 40 de material e a extensão das orlas 50, 51 com uma pressão mínima de cerca de 1800 kg PSI. A operação de formação das nervuras e a 13 operação de extensão podem ser feitas em separado. 6. Recarga do pedaço 40 de material para cartucheira. A recarga ajusta a forma à sua geometria final na qual os blocos macho e fêmea carregam os lados longos e curtos do pedaço 40 de material para cartucheira na cartucheira 10. É necessária pouca pressão. 7. Retirada dos fragmentos de material em excesso. A rugosidade do interior do corpo 120 da cartucheira 10 é também retirada durante a formação das nervuras 19-22 para assegurar que não haja zonas ásperas no interior do corpo da cartucheira. A etapa de estampagem e formação utilizada no processo está representada nas Figuras 11, 12, utilizando cilindros 130 de azoto múltiplos no topo e cilindros 140 de azoto múltiplos no fundo. O pedaço 40 de material para cartucheira é colocado entre a almofada 90 de pressão superior e a almofada 100 de pressão inferior com o eixo 70 macho por cima e o eixo 110 fêmea por baixo. No momento da operação de pressão, o eixo 70 macho desce e empurra o eixo 110 fêmea para uma cavidade. É a cavidade que contacta os lados. 0 eixo macho é ajustado durante a moldagem. Quando a moldagem está a terminar, a almofada 90 de pressão superior, como se vê na Figura 12, exerce uma pressão de aproximadamente 2475 kg PSI no bloco 100 de fundo. 0 eixo 110 fêmea desce e resiste a esta descida com cerca de 4050 kg PSI. Podem ser utilizados diferentes cilindros de azoto desde que consigam as pressões necessárias. A pressão pode ser conseguida por vários meios incluindo pressão de mola ou pressão de uretano. Deverá ser dada atenção ao valor da deslocação do cilindro dadas as necessidades de distâncias 14 de deslocação particulares à operação de estampagem e formação do pedaço 40 de material para cartucheira. Na forma de realização preferida, são utilizados no topo quatro cilindros de azoto Moeller HR2400-15 para criar aproximadamente 2475 kg PSI e no fundo três cilindros de azoto Moeller HR1500-100 para criar cerca de 4050 kg PSI. Como divulgado nas Figuras 13-14, na etapa de extensão, os cilindros 150 de azoto de topo são Moeller HR2400-15 e os cilindros 160a de azoto de fundo são Moeller HR1000-100 e os cilindros 160b são Moeller HR300-100 para estender as orlas 50 e 51 laterais longas. Quando a moldagem termina, as orlas 50 e 51 da cartucheira formam-se sobre os dois eixos 200 de formação. Na Figura 14, a etapa de estabelecimento de extensão é mostrada com o molde na posição aberta. Os impulsionadores 210 da carne forçam os eixos na direcção do centro do molde com as orlas 50 e 51 formadas sobre os eixos 200 macho. Os dispositivos de criação de pressão nesta etapa, na forma de realização preferida, são cilindros que conseguem cerca de 900 kg PSI. As peças 170a e 170b são separadores. A cartucheira é mantida no respectivo suporte 220.
Embora muitas alterações e modificações possam ser introduzidas na estrutura da cartucheira e no processo da sua fabricação dentro do espírito da invenção, não se pretende que a invenção fique limitada à estrutura exacta e às etapas mostradas e descritas.
Lisboa, 18 de Abril de 2008 15

Claims (19)

  1. REIVINDICAÇÕES 1. Cartucheira curva para colocar cargas de munições, uma carga de cada vez, na câmara de explosão de uma arma de fogo, por exemplo, uma espingarda ou carabina, caracterizada a referida cartucheira por ter um conjunto de rasgo de chaveta e mecanismo seguidor para deslocar a referida carga para a referida câmara de explosão, tendo a referida cartucheira um corpo de uma só peça com paredes laterais opostas, estando o referido rasgo de chaveta disposto numa das referidas paredes laterais, e estando os meios de bloqueio do referido corpo soldados em outra parede afastada do referido rasgo de chaveta.
  2. 2. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o referido corpo ter um interior liso substancialmente livre de rugosidades e de zonas ásperas.
  3. 3. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o referido corpo ser fabricado de metal.
  4. 4. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 2, caracterizada por o referido corpo ser formado a partir de uma folha única de metal.
  5. 5. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o referido corpo incluir lados opostos curtos e lados opostos mais longos e por o referido rasgo de chaveta estar colocado num dos referidos lados curtos. 1
  6. 6. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o lado curto do referido corpo oposto ao lado que tem o referido rasgo de chaveta ter orlas sobrepostas soldadas uma à outra para fechar o referido corpo.
  7. 7. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 5, caracterizada por um lado curto do referido corpo oposto ao referido rasgo de chaveta se sobrepor a uma orla soldada a um dos referidos lados mais longos.
  8. 8. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 5, caracterizada por um dos referidos lados longos ter nervuras nele gravadas e por o referido mecanismo seguidor estar preparado para se mover através do referido corpo na direcção da referida área de disparo dentro dos limites das referidas nervuras e referido rasgo.
  9. 9. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por os referidos meios de fecho soldados compreenderem soldaduras aditivas.
  10. 10. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o referido rasgo de chaveta ter orifícios piloto afastados ao longo e prolongando-se através da sua superfície.
  11. 11. Cartucheira curva de acordo com a reivindicação 3, caracterizada por as superfícies do referido corpo serem endurecidas.
  12. 12. Processo para fabricação do corpo de uma só peça de uma cartucheira curva para colocar cargas de munição, uma carga de cada vez, na câmara de explosão de uma arma de fogo, por exemplo, uma 2 espingarda ou carabina, tendo a referida cartucheira um conjunto de mecanismo seguidor para movimentação suave da referida carga para a referida câmara de explosão, caracterizado por compreender os passos de a. formação de um pedaço de material para cartucheira pela remoção de peças em forma de U separadas invertidas opostas a partir de uma tira de metal; b. dobragem da porção central da tira metálica entre as hastes das referidas peças em forma de U removidas na direcção uma da outra; c. estampagem de um rasgo de chaveta na ponte entre as referidas peças em forma de U; d. extensão das referidas hastes com um ângulo de substancialmente 90° com a referida ponte do rasgo e dobragem de uma orla em, pelo menos, uma das referidas hastes na direcção da outra das referidas hastes, estando a referida orla afastada da referida ponte; e e. soldadura da referida orla à outra das referidas hastes para formar um corpo de cartucheira com secções mais curtas opostas e secções mais longas opostas para conterem o referido conjunto de mecanismo seguidor e rasgo de chaveta.
  13. 13. Processo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por a referida ponte ter orifícios piloto separados e por o processo incluir o passo adicional de colocação de elementos para manter o 3 referido pedaço de material numa posição escolhida por meio dos referidos orifícios piloto.
  14. 14. Processo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por as orlas de ambas as referidas hastes se prolongarem formando um ângulo de 90° na direcção uma da outra de maneira que a orla de uma das hastes se sobrepõe à orla da outra haste.
  15. 15. Processo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por o referido rasgo de chaveta ser gravado nas suas superfícies superior e inferior.
  16. 16. Processo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por as nervuras serem formadas durante a referida extensão e por esta extensão remover as rugosidades do referido pedaço de material.
  17. 17. Processo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por compreender o passo adicional de enchimento do referido corpo da cartucheira formada com um conjunto de mecanismo seguidor, que compreende uma mola, um mecanismo seguidor e uma placa de base para obrigar as cargas a entrarem na referida câmara de explosão.
  18. 18. Processo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por, com o passo adicional de tratamento pelo calor do referido corpo da cartucheira, endurecer as suas superfícies.
  19. 19. Processo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por o referido passo de soldadura incluir a adição de material metálico durante a referida soldadura. Lisboa, 18 de Abril de 2008 4
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