PT106536A - Composição de ácidos triterpenoides obtidos do extrato de thymus mastichina e suas utilizações medicinais - Google Patents
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Abstract
O ESTUDO GUIADO PELA CITOTOXICIDADE DOS EXTRATOS DE DICLOROMETANO E ETANOL DE THYMUS MASTICHINA L. UTILIZANDO A LINHA DE CÉLULAS DE CANCRO DO CÓLON HCT PERMITIU A IDENTIFICAÇÃO DE NOVE COMPOSTOS, SACURANETINA (1), ESTERUBINA (2), ÁCIDO OLEANÓLICO (3), ÁCIDO URSÓLICO (4), LUTEÍNA (5), Β-SITOSTEROL (6), ÁCIDO ROSMARÍNICO (7), 6-HIDROXILUTEOLIN-7-O-Β-GLUCOPIRANÓSIDO (8) E 6-HIDROXIAPIGENIN-7-O-Β-GLUCOPIRANÓSIDO (9). ESTES FORAM TESTADOS QUANTO À SUA CITOTOXICIDADE CONTRA A LINHA DE CÉLULAS DE CANCRO DO CÓLON HCT. O COMPOSTO 4 EXIBIU CITOTOXICIDADE COM UM VALOR GI50 DE 6,8 MICROG/ML. UMA FRAÇÃO COMPOSTA POR UMA MISTURA (1:1) DOS ÁCIDOS TRITERPENOIDES 3 E 4 EXIBIU CITOTOXICIDADE MELHORADA COM UM GI50 DE 2,8 ΜICROG/ML, SUGERINDO UM COMPORTAMENTO SINERGÉTICO. A PRESENÇA DESTES CONSTITUINTES IDENTIFICADOS POR ATIVIDADE GUIADA POR CITOTOXICIDADE CONTRA CANCRO DO CÓLON INDICA QUE EXTRATOS DE T. MASTICHINA L. PODEM TER EM MEDICINA, EM TRATAMENTO DE DOENÇAS TUMORAIS E/OU CANCEROSAS.
Description
DESCRIÇÃO "COMPOSIÇÃO DE ÁCIDOS TRITERPENOIDES OBTIDOS DO EXTRATO DE THYMUS MASTICHINA E SUAS UTILIZAÇÕES MEDICINAIS"
Dominio técnico da invenção
Thymus mastichina L. (Lamiaceae) é um pequeno arbusto sublenhoso que cresce em arroteamentos, rochosos e secos, especialmente em zonas de moitas, e é fortemente resistente à geada, doenças e pragas. É uma espécie indigena do território português e é única na Península Ibérica (endemismo ibérico) [1]. Esta planta de forte odor de eucalipto tem propriedades medicinais, tais como analgésicas, antisséticas e antiespasmódicas, e pode ser utilizada fresca ou seca, em infusão em casos de gripe, constipações, indigestão, garganta inflamada e rouquidão. As folhas são tradicionalmente usadas como especiaria, como substituto do sal e como intensificador do aroma de diferentes alimentos. De acordo com farmacopeias e culinária local, as plantas medicinais e aromáticas são importantes como suplementos dietéticos, proporcionando compostos bioativos [2]. A composição em óleos essenciais das partes aéreas de T. mastichina compreende monoterpenos e sesquiterpenos contendo oxigénio, entre os quais 1,8-cineol e linalool são os constituintes principais [3-7]. Os terpenoides, teor total de gordura, proteínas em bruto, cinzas e hidratos de carbono, vitaminas (ácido ascórbico e tocoferóis) e total de fenólicos de T. mastichina foram descritos [8,9] . 0 teor total de fenólicos de extratos de T. mastichina foi descrito, bem como propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias [10]. 1
Antecedentes da Invenção
Apesar das referências feitas a esta espécie, o conhecimento da sua composição quimica é incompleto. Considerando, por exemplo, o documento "Effects of ursolic acid and oleanolic acid on human colon carcinoma cell line HCT15". Este descreve uma mistura de ácidos triterpenóidos, no entanto, não a partir de um extrato de Thymus mastichina. Para além disso, a composição obtida a partir dos extractos apresentados na presente invenção exibiu citotoxicidade melhorada com um GI50 de 2,8 pg/mL, sugerindo um comportamento sinergético desta mistura obtida deste extracto.
Sumário da invenção
Como parte da nossa investigação de compostos citotóxicos e após um rastreio prévio do extrato de etanol utilizando a linha de células de cancro do cólon HCT, T. mastichina foi estudada de acordo com um procedimento guiado pela citotoxicidade. Os constituintes principais foram identificados como sendo flavanonas, triterpenoides, uma xantofila, um esteroide, um ácido fenólico e glicósidos de flavona. A presente invenção descreve uma composição obtida do extrato de Thymus mastichina compreendendo uma mistura de ácidos triterpenoides que exibe citotoxicidade com um GI50 situado entre 2,8 pg/mL e 7,1 pg/mL.
Uma forma de realização preferida da presente invenção proporciona uma composição compreendendo dois ácidos triterpenoides, nomeadamente ácido oleanólico e ácido ursólico. 2
Noutra forma de realização da presente invenção, o ácido oleanólico e ácido ursólico, presentes na composição, podem ser substituídos pelos seus sais de Na, K, ou NH4, que consistem em oleanolato e/ou ursolato de Na ou K ou NH4, ou por sais de outros ácidos triterpenoides, tais como hidroxiursólico, hidroxioleanólico, betulinico ou desidrobetulinico.
Uma forma de realização preferida da presente invenção proporciona uma composição em que a proporção entre ácido oleanólico e ácido ursólico está situada entre 1:99 e 99:1, ou a proporção entre ácido oleanólico e ácido ursólico é 50:50.
Noutra forma de realização da presente invenção, a composição destina-se a utilização em medicina, como aditivo de dieta profilática e/ou medicamento.
Uma forma de realização preferida da presente invenção proporciona uma composição que exibe: atividade citostática e/ou citotóxica, para retardar a progressão tumoral e/ou provocar a morte celular especifica de células tumorais e/ou cancerosas; atividade antioxidante e antienvelhecimento, para proteção contra agentes que interagem com ácidos nucleicos prejudiciais; atividade imunoprotetora e anti-inflamatória local e sistémica, destinada a terapias preventivas e curativas para doenças autoimunes como as causadoras de complicações reumáticas e/ou artríticas, e atividade hepatoprotetora, destinada ao tratamento de perturbações hepáticas e proteção contra efeitos adversos hepatotóxicos, tais como os que ocorrem após tratamento com glucocorticoesteroides e citostáticos. 3
Também é um objetivo da presente invenção descrever a utilização da composição para a prevenção e/ou tratamento de cancro, incluindo cancro do cólon.
Também é um objetivo da presente invenção descrever a utilização da composição como um analgésico, antissético e antiespasmódico e/ou para o tratamento de gripe, constipações, indigestões, garganta inflamada e rouquidão.
Também é um objetivo da presente invenção descrever um medicamento, utilizando a composição descrita previamente preparada como uma solução injetável, como uma solução bebivel para utilização pediátrica, como um gel, como um creme, como uma emulsão, como uma pomada, como comprimidos, como cápsulas de gelatina duras e/ou moles, como uma solução para uso externo ou como uma pulverização.
Breve descrição das figuras
Para uma mais fácil compreensão da invenção junta-se em anexo figuras, as quais representam uma realização preferencial do invento que, contudo, não pretende limitar o objeto da presente invenção.
Figura la e lb (Fig. 1) - Representação esquemática das estruturas dos compostos 1-9.
Figura 2 (Fig. 2) - Representação esquemática das curvas citotóxicas de resposta à dose de ácido ursólico comercialmente disponível e isolado de T. mastichina (esquerda) e de uma mistura 1:1 dos ácidos ursólico e oleanólico comercialmente disponível e isolada de T. mastichina (direita). 4
Descrição da invenção
Extratos de diclorometano e etanol das partes aéreas de T. mastichina foram avaliados contra a linha de células de cancro do cólon HCT (valor GI50 de 2,8 pg/mL e 12,0 pg/mL, respetivamente) . O extrato de etanol foi separado nas porções solúvel e insolúvel em metanol:água (3:1) e ambos os extratos foram testados pelo mesmo ensaio de modelo (valor GI50 de 2, 6 pg/mL e GI50 > 20 pg/mL, respetivamente) . Este estudo mostrou que a citotoxicidade é retida no extrato de diclorometano e na porção insolúvel do extrato de etanol. À análise da composição quimica dos extratos seguiu-se o procedimento guiado pela citotoxicidade. O extrato de diclorometano foi cromatografado em colunas de silica gel e as purificações foram realizadas em placas de TLC preparativa, obtendo-se as flavanonas sacuranetina (1) e esterubina (2) , os triterpenoides ácido oleanólico (3) e ácido ursólico (4) e a xantofila luteina (5). Por um método cromatográfico idêntico ao descrito acima, a porção insolúvel do extrato de etanol deu origem ao ácido oleanólico (3), ácido ursólico (4) e ao esteroide β-sitosterol (6) . A porção solúvel do extrato de etanol foi cromatografada em colunas de silica gel RP-18, obtendo-se ácido rosmarinico (7) e os glicósidos de flavona 6-hidroxiluteolin-7-O-glucopiranósido (8) e 6- hidroxiapigenin-7-O-glucopiranósido (9) . As estruturas estão representadas na Fig 1. As estruturas foram atribuídas com base em valores [a]Dt, experiências de IV, 1D e 2D RMN, espetrometria de massa e comparação com dados da literatura. Apesar de os compostos 1-9 serem bem conhecidos, são relatados aqui pela primeira vez em T. mastichina. 5
Todos os compostos foram avaliados individualmente contra a linha de células de cancro do cólon HCT. Nestas condições, o ácido ursólico (4) exibiu um valor de GI50 de 6,8 pg/mL (Fig. 2) e os outros compostos foram inativos, isto é, exibiram GI50 > 20 pg/mL (dados não mostrados). Uma fração contendo uma mistura (1:1) de ácido oleanólico (3) e ácido ursólico (4), isolada num dos procedimentos cromatográficos, exibiu melhor citotoxicidade do que o ácido ursólico puro (4) (GIso= 2,8 pg/mL). Estes resultados foram confirmados conduzindo ensaios idênticos com compostos comerciais (para o composto 4, GI50 = 7,1 pg/mL, e para a mistura (1:1) dos compostos 3 e 4, GI50 = 3,4 pg/mL). Na Fig 2 estão representadas as curvas citotóxicas de resposta à dose para comparação destes resultados. Em consequência, os compostos 3 e 4 podem ser considerados os compostos ativos em ambos os extratos, sugerindo um comportamento sinergético dos dois triterpenoides contra a linha de células de cancro do cólon HCT, apesar de dever ser considerada a atividade exibida pelo ácido ursólico (4) isoladamente. A presença em T. mastichina dos compostos citotóxicos 3 e 4 pode ser considerada de valor em medicina, como medicamento, para o tratamento de cancro, no consumo de longa duração desta espécie, e pode conferir algum efeito protetor contra cancro do cólon e noutras aplicações, como um analgésico, antissético e antiespasmódico, tal como para o tratamento de gripe, constipações, indigestões, garganta inflamada e rouquidão.
Parte Experimental
Procedimentos experimentais gerais: As amostras autênticas de triterpenos foram adquiridas à Sigma-Aldrich (ácido oleanólico Ref. 05504 e ácido ursólico Ref. U6753) . Para 6 cromatografia em coluna utilizou-se Si gel 60 de malha 70-230 (Merck 7734) ou LiChroprep RP-18 (Merck 13900). Realizou-se cromatografia em camada fina (TLC) em placas de vidro pré-revestidas com folhas de aluminio de 0,25 mm (Merck 5554) ou 0,5 mm de espessura (Merck 5744). As rotações óticas foram medidas num polarimetro Perkin Elmer 241MC (c em g/100 mL) e o solvente é indicado em cada caso. Os espetros de FT-IV foram registados num espetrómetro Perkin Elmer Spectrum 1000 em discos de KBr. Os espetros de RMN unidimensionais e bidimensionais foram obtidos num aparelho Bruker ARX 400 ou Avance III 600, utilizando CDCI3, CD3OD, piridina-d5 ou D2O como solventes, e uma sequência de pulsos padrão. Os espetros foram calibrados utilizando os sinais dos solventes residuais. Os espetros de MS foram obtidos num espetrómetro de massa Micromass GCT no laboratório de serviços analíticos REQUIMTE (Portugal) e num espetrómetro de massa Brucker Microtof em USC (Espanha).
Material vegetal: Neste estudo utilizaram-se espécimes de T. mastichina que são comercializados em Portugal e em Espanha. O material vegetal foi originalmente recolhido na região do Porto (Portugal) e Múrcia (Espanha) e foi propagado de modo vegetativo. A comparação das placas de TLC e dos perfis de RMN dos extratos de diclorometano e etanol dos dois espécimes mostrou que as duas plantas têm composições sobrepostas. Esta conclusão permitiu-nos estudar indiferentemente ambas as plantas.
Extração: As extrações de plantas foram efetuadas à temperatura ambiente durante 12 horas para cada lote (três lotes para cada solvente) . Partes aéreas secas e em pó de T. mastichina (270 g) , originalmente recolhidas na região 7 do Porto (Portugal) e propagadas de modo vegetativo, foram extraídas com n-hexano (extrato inativo contra o ensaio de modelo utilizado). Metade do material vegetal desprovido de gordura foi então extraído com diclorometano e a outra metade foi extraída com etanol, dando origem a 4,5 g (GI50 = 2,8 pg/mL) e 14,0 g (GI50 = 12,0 pg/mL), respetivamente. O extrato de etanol foi dissolvido em metanol:água (3:1) e arrefecido num banho de gelo/cloreto de sódio durante a noite [11]. O precipitado foi recuperado por filtração e consiste na porção insolúvel do extrato de etanol (2,2 g; GI50 =2,6 pg/mL). A solução remanescente foi evaporada até à secura sob vácuo, dando origem à porção solúvel do extrato de etanol (9,9 g; GI50 > 20 pg/mL). Desta fração, 1,7 g foram adicionalmente cromatografados como descrito em baixo. As partes aéreas secas e em pó de T. mastichina (1 Kg), originalmente recolhidas na região de Múrcia (Espanha) e propagadas de modo vegetativo, foram desprovidas de gordura com n-hexano e depois foram extraídas com diclorometano e com etanol, dando origem a 28,5 g e 104,7 g, respetivamente. Do extrato de etanol, 60 g foram submetidos a partição como previamente descrito, dando origem a 4,2 g da porção insolúvel. O extrato de diclorometano e a porção insolúvel do extrato de etanol foram adicionalmente cromatografados como descrito.
Isolamento: O extrato de diclorometano foi cromatografado em Si gel 60 utilizando um gradiente de n-hexano/EtOAc, dando origem às frações a - j . As frações g, h e i foram adicionalmente purificadas em colunas de Si gel e/ou placas preparativas utilizando misturas de n-hexano/EtOAc de diferentes polaridades. Da fração g obteve-se ácido oleanólico (3) (33,6 mg). Da fração h obtiveram-se sacuranetina (1) (35,7 mg) e ácido ursólico (4) (19,7 mg).
Da fração i obtiveram-se luteína (5) (46,5 mg), ácido oleanólico (3) (16,1 mg), ácido ursólico (4) (3,7 mg) e esterubina (2) (39,4 mg). A porção solúvel em metanol:água (3:1) do extrato de etanol (1,7 g) foi cromatografada numa coluna Lichroprep, utilizando um gradiente de Me0H/H20, obtendo-se as frações (a - e) . As frações b e c foram adicionalmente cromatografadas em colunas Lichroprep utilizando misturas de Me0H/H20 de diferentes polaridades. 0 ácido rosmarínico (7) (66,7 mg) foi purificado da fração b e da fração c, obtiveram-se ácido rosmarinico (7) (4,1 mg), 6- hidroxiluteolin-7-0-p-glucopiranósido (8) (28,4 mg) e 6- hidroxiapigenin-7-0-p-glucopiranósido (9) (35,1 mg). A porção insolúvel em metanol:água (3:1) do extrato de etanol foi cromatografada numa coluna de Si gel, utilizando um gradiente de n-hexano/EtOAc, obtendo-se doze frações (1 12) . As frações 6 e 10 foram adicionalmente cromatografadas em colunas de Si gel e/ou placas preparativas utilizando misturas de n-hexano/Et20 ou CH2Cl2/MeOH de diferentes polaridades. Da fração 6 obteve-se β-sitosterol (6) (6,2 mg). As clorofilas presentes na fração 9 foram removidas sob refluxo de 20 mL de mistura de CH2Cl2/MeOH (1:1) com carvão ativado. A fração 9a obtida deste modo (96,6 mg) foi cromatografada como previamente descrito. Da fração 9a separou-se uma mistura de ácido oleanólico (3) e ursólico (4) (1:1) (77,1 mg). Da fração 10 obteve-se uma mistura (1:1) de ácido oleanólico (3) e ácido ursólico (4) (11,4 mg), e ácido ursólico puro (4) (15,0 mg) . 9
Sacuranetina (1) Sólido amorfo, [a] d24 -14,4o (c 0,5, MeOH) ; EIMS m/z 285,9 [M]+; os dados espetroscópicos (½ e 13C RMN em CDCI3) foram comparáveis aos dados da literatura ([12]).
Esterubina (2) Sólido amorfo. [a]D24 -10,0o (c 0,16, MeOH); EIMS m/z 301,9 [M]+; os dados espetroscópicos (3H e 13C RMN em piridina-d5) foram comparáveis aos dados da literatura ([13]). Ácido oleanólico (3) Sólido amorfo. [a]D24 +4 9, 1 ° (c 0,34, MeOH); EIMS m/z 456,3 [M]+; os dados espetroscópicos (3H e 13C RMN em CDCI3 e piridina-ds) foram comparáveis aos dados da literatura ([14,15]) . Ácido ursólico (4) Sólido amorfo. [oí] d24 +16,8° (c 0,16, MeOH); EIMS m/z 456,4 [M]+; os dados espetroscópicos (1H e 13C RMN em CD3OD e piridina-ds) foram comparáveis aos dados da literatura ([16-19]) .
Luteina (5) Sólido amorfo. Os dados espetroscópicos (IV, MS, 1H e 13C RMN em CDCI3) foram comparáveis aos dados da literatura ( [20]) . β-sitosterol (6) Sólido amorfo. Os dados espetroscópicos (IV, MS, 1H e 13C RMN em CDCI3) foram comparáveis aos dados da literatura ([21,22]). 10 Ácido rosmarinico (7) Sólido amorfo. [a] d24 -27,5o (c 0,16, H20) ; os dados espetroscopicos (He C RMN em D20) foram comparáveis aos dados da literatura ([23]). 6-hidroxiluteolin-7-Ο-β-glucopiranósido (8) Sólido amorfo. [a]D24 -59, 1 ° (c 0,34, MeOH) ; EIMS m/z 302,0332 [M - C6Hi0O5]+; os dados espetroscópicos (3H e 13C RMN em CD3OD) foram comparáveis aos dados da literatura ( [24]) . 6-hidroxiapigenin-7-Ο-β-glucopiranósido (9) Sólido amorfo. [oí]d24 -32, 9o (c 0,17, MeOH); EIMS m/z 286, 0456 [M - CgHioOs]4; os dados espetroscópicos (3H e 13C RMN em CD3OD) foram comparáveis aos dados da literatura ( [24]) .
Avaliação da atividade citotóxica: A atividade citotóxica dos extratos, frações cromatográficas e compostos puros foi avaliada contra a linha de células de cancro do cólon HCT (P132) de acordo com protocolos estabelecidos, descritos em baixo.
Cultura da linha de células: Células HCT 116 de carcinoma colorretal humano foram cultivadas em DMEM-HG suplementado com 5% soro fetal de bovino, 6 mM L-glutamina, 4,5 g/L de glucose, 100 mU/mL de Penicilina e 100 pg/mL de Estreptomicina. As células foram cultivadas numa atmosfera humidificada com 7% C02 a 37 °C.
Ensaio de sulforrodamina Β: O efeito citotóxico dos compostos de teste no crescimento celular foi determinado pelo ensaio colorimétrico de sulforrodamina B (SRB) [25] . 11
Em resumo, as células foram semeadas em placas de microtitulação de 96 cavidades, a uma densidade de plaqueamento de 8000 células por cavidade. Após a inoculação celular, as placas foram incubadas a 37°C, 7% CO2, atmosfera humidificada durante 24 horas antes da adição dos compostos de teste.
Passadas 24 horas, uma placa foi fixada com ácido tricloroacético, para representar uma medição da população de células na altura da adição de fármaco (Tz). Os compostos de teste foram solubilizados em dimetilsulfóxido, para uma concentração do lote de 20 mg/mL, e foram diluídos, para duas vezes a concentração de teste máxima final desejada, com meio de cultura completo. Fizeram-se seis diluições em série adicionais de 10 vezes para se obter um total de sete concentrações de fármaco, mais controlo. Adicionaram-se 100 pL das diferentes diluições de fármaco às cavidades apropriadas já contendo 100 pL de meio.
Após a adição de fármaco, as placas foram incubadas durante mais 48 horas, a 37°C, atmosfera humidificada com 7% CO2. O ensaio terminou com a fixação das células por adição de 50 pL de 50% (p/v) TCA frio (concentração final, 10% TCA) e incubação durante 1 hora, a 4°C. O sobrenadante foi desperdiçado e as placas foram lavadas quatro vezes com água destilada e foram secas ao ar. Adicionou-se a cada cavidade solução de SRB (100 pL), a 0,4% (p/v) em 1% ácido acético, e as placas foram incubadas durante 30 minutos à temperatura ambiente (TA), protegidas da luz. Após a coloração, o corante não ligado foi removido por lavagem quatro vezes com 1% ácido acético e as placas foram secas ao ar. A coloração ligada foi subsequentemente solubilizada 12 com 10 mM base trizma e a absorvância foi lida a um comprimento de onda de 515 nm, num leitor de placas Epoch (Biotek, Potton, RU).
Análise dos dados: Utilizando as nove medições de absorvância [tempo zero (Tz), crescimento do controlo (C) e crescimento de teste na presença de fármaco aos sete níveis de concentração (Ti), a percentagem de crescimento é calculada a cada um dos níveis de concentração de fármaco: fTi—Tz) -— * 100 ÍC-Tz) A concentração inibidora do crescimento em 50% (GI50) foi calculada por ajustamento de curvas de mínimos quadrados não linear (Análise de quatro parâmetros, log (inibidor) versus resposta, declive variável) utilizando "software" GraphPad Prism.
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Lisboa,12 de Setembro de 2013 17
Claims (15)
- REIVINDICAÇÕES 1. Composição obtida do extrato de Thymus mastichina caracterizada por compreender pelo menos dois ácidos triterpenoides, nomeadamente ácido oleanólico e ácido ursólico.
- 2. Composição de acordo com a reivindicação anterior, caracterizada por o ácido oleanólico e ácido ursólico serem substituídos pelos seus sais de Na, K ou NH4, que consistem em oleanolato e/ou ursolato de Na ou K ou NH4.
- 3. Composição de acordo com as reivindicações anteriores caracterizada por o ácido oleanólico e ácido ursólico serem substituídos por sais de outros ácidos triterpenoides, tais como hidroxiursólico, hidroxioleanólico, betulínico ou desidrobetulínico.
- 4. Composição de acordo com as reivindicações anteriores caracterizada por a proporção entre ácido oleanólico e ácido ursólico estar situada entre 1:99 e 99:1.
- 5. Composição de acordo com as reivindicações anteriores caracterizada por a proporção entre ácido oleanólico e ácido ursólico ser de 50:50.
- 6. Composição de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores caracterizada pelo uso em medicina. 1
- 7. Composição de acordo com a reivindicação 6 caracterizada por ser usada para o tratamento e/ou profilaxia de doenças tumorais e/ou cancerosas.
- 8. Composição de acordo com a reivindicação anterior caracterizada pelo uso no tratamento e/ou profilaxia do cancro do cólon.
- 9. Composição de acordo com a reivindicação 6 caracterizada por ser usada como composição antioxidante e/ou antienvelhecimento.
- 10. Composição de acordo com a reivindicação 6 caracterizada por ser usada em terapias preventivas e curativas para doenças autoimunes, preferencialmente doenças reumáticas e/ou artríticas.
- 11. Composição de acordo com a reivindicação 6 caracterizada por ser usada em tratamento de doenças e/ou perturbações hepáticas.
- 12. Composição de acordo com a reivindicação 6 caracterizada pelo uso como um aditivo de dieta profilática.
- 13. Composição de acordo com a reivindicação 6 caracterizada pelo uso no tratamento de gripe, constipações, indigestões, garganta inflamada e/ou rouquidão.
- 14. Medicamento caracterizado por compreender a composição descrita nas reivindicações 1 a 5. 2
- 15. Medicamento de acordo com a reivindicação anterior caracterizado por ser uma solução injectável e/ou uma solução bebível para utilização pediátrica e/ou um gel e/ou creme e/ou emulsão e/ou pomada e/ou comprimidos e/ou cápsulas de gelatina duras e/ou moles e/ou solução para uso externo ou para pulverização. Lisboa,12 de Setembro de 2013 3
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| WO2006088385A2 (en) * | 2005-02-18 | 2006-08-24 | S.C. Biotehnos S.A. | Bioactive complex of triterpene acids, its production process and medicinal products with therapeutical uses |
-
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- 2012-09-13 PT PT106536A patent/PT106536A/pt not_active Application Discontinuation
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| WO2006088385A2 (en) * | 2005-02-18 | 2006-08-24 | S.C. Biotehnos S.A. | Bioactive complex of triterpene acids, its production process and medicinal products with therapeutical uses |
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